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Manual Prático de Contabilidade em Angola

Este manual apresenta os objetivos, metodologia e conteúdo de um curso de contabilidade júnior. O curso visa ajudar na assimilação de conceitos e métodos contabilísticos práticos, mostrar a importância da contabilidade nas organizações e preparar os alunos para atividades auxiliares na área de contabilidade. O curso utilizará conceitos teóricos e trabalhos práticos para aprofundar os fundamentos e práticas contabilísticas.

Enviado por

Panzo Knox
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Manual Prático de Contabilidade em Angola

Este manual apresenta os objetivos, metodologia e conteúdo de um curso de contabilidade júnior. O curso visa ajudar na assimilação de conceitos e métodos contabilísticos práticos, mostrar a importância da contabilidade nas organizações e preparar os alunos para atividades auxiliares na área de contabilidade. O curso utilizará conceitos teóricos e trabalhos práticos para aprofundar os fundamentos e práticas contabilísticas.

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MANUAL DE INICIAÇAO DO CURSO DE

CONTABILIDADE JUNIOR

OBJECTIVOS:

O Presente Manual foi especialmente preparado para:

 Ajudar a assimilação de um Curso prático de Contabilidade.


 Mostrar a importância da contabilidade no seio das organizações.
 Proporcionar métodos práticos de contabilidade.
 Preparação para o desempenho de actividades auxiliares a área de Contabilidade.

METODOLOGIA:

 Conceitos e considerações teóricas, para poderem aprofundar os fundamentos das práticas


Contabilísticas.
 Trabalhos práticos e Testes de Avaliação Contínua.

DESTINATÁRIOS:

 Pessoas com poucos ou nulos conhecimentos da matéria, e que queiram tornar-se


profissionais na área Contabilística.
 Estudantes Universitários que queiram agregar á sua formação a componente prática da
Contabilidade.
 Quadros e pessoal das empresas que integram as áreas Administrativas, Comercial, Financeira
e Contabilidade.

Página 1
CONTEUDO PROGRAMATICO
INTRODUÇÃO

 ESTRUTURA CONCEPTUAL BÁSICA DA CONTABILIDADE.


 IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE.
 DIVISÃO DA CONTABILIDADE.
 PRINCÍPIOS CONTABILÍSTICOS.
 REQUISITOS DA INFORMAÇÃO CONTABILÍSTICA.

1- O PATRIMÓNIO
 Conceito.
 Características dos elementos patrimoniais.
 Composição e valor do património.
 A dinâmica patrimonial.
 As massas patrimoniais.
 Classes patrimoniais.

2- O INVENTÁRIO
 Noção e Classificação

3- O BALANÇO
 Noção e classificação.
 Avaliação dos elementos patrimoniais.

4- AS CONTAS E A CONTABILIZAÇÃO
 Noção e partes constitutivas.
 O plano de contas.
 Classificação das contas.
 Representação e termos técnicos, regras de contabilização.
 Método de registo contabilístico e lançamento.

5- AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS.

i. ALGUNS ASPECTOS DA ACTIVIDADE COMERCIAL E FISCAL


ii. CASOS PRÁTICOS.

Página 2
INTRODUÇAO

ESTRUTURA CONCEITUAL BÁSICA DE CONTABILIDADE

A contabilidade tem como objecto de estudo o património das organizações, e o seu objectivo é
permitir o estudo e controle dos factos decorrentes, da gestão do património com a finalidade de
propiciar a obtenção de informações económicas e financeiras.

A Contabilidade apesar de ser amplamente usada ou praticada em todas as organizações o seu


conceito ainda não reúne consenso, tendo em conta que existem duas correntes de pensamentos,
na definição da contabilidade: Uma que a define como Ciência e outra que a define como técnica.

Assim para Armindo da Rocha, Professor da Universidade do Minho e Lusíada:A contabilidade é a


Ciência do equilíbrio patrimonial que se preocupa com todos os acontecimentos que o possam
influenciar, e por isso os identifica, selecciona, analisa e promove medidas, processos, avaliação e
comunicação de dados facilitando a tomada de decisões (In Manual de contabilidade Angolano 2ª
Edição Pag. 17).

Para Jaime Lopes Amorim um dos grandes mestres de Contabilidade do mundo Lusófono, a
Contabilidade é a disciplina que tem por objecto o conhecimento do património de qualquer empresa
no seu tríplice aspecto: Quantitativo, qualitativo, e valorativoem qualquer momento da sua
existência, e por fim a análise da situação económica e financeira da respectiva empresa para racional
orientação da sua administração (In Manual de contabilidade Angolano 2ª Edição Pag. 17).

Ela também é definida como uma técnica ou conjunto de métodos de registo, relevação e análise dos
factos ocorridos com valores ou bens, postos ao serviço de uma actividade económica, seja de uma
empresa privada ou pública, duma cooperativa, autarquia ou Estado, de modo a mostrar o valor do
seu património, bem como controlar o Resultado da actividade exercida.

Das várias definições de Contabilidade podemos extrair de relevante os seguintes pontos de


convergência:

 Património.
 Equilíbrio Patrimonial.
 Análise da situação económica e financeira
 Tomada de decisões

Página 3
IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE

Do que foi exposto no ponto anterior podemos resumir a importância da contabilidade nos seguintes
elementos:

 Serve de Instrumento de gestão ao agente económico.


 Serve de base para a tributação.
 Dá a conhecer a terceiros a situação económica e financeira da empresa.

DIVISÕES DA CONTABILIDADE

Sendo o objectivo da contabilidade permitir o estudo e controle dos factos decorrentes da gestão do
património, torna-se necessário estabelecer critérios com vista a classificação dos acontecimentos
ou factos a relevar.

Tendo em conta o tipo de factos e o período aque a relevação do mesmo respeita teremos:

a) Quanto ao âmbito dos factos (área de relacionamento em que se desenvolvem as operações):

 Contabilidade Externa ou Geral, regista as operações externas da empresa ou seja


aquelas que dizem respeito a empresa no seu todo, apura o seu lucro global e elabora
o balanço.

 Contabilidade Interna ou Analítica, regista as operações realizadas no seio da


empresa (também dita de exploração ou de custos) e visa o apuramento dos
resultados não globais (Exemplo: por produto).

b) Quanto ao período a que a relevação dos factos respeita teremos:

 Contabilidade Previsional, exprime resultados de previsões, estabelece orçamentos e


traduz as condições desejáveis das actividades para o futuro.

 Contabilidade Histórica, reflecte o passado, mostra até que pontos objectivos foram
alcançados. Visão retrospectiva que é fundamental para o estabelecimento e controlo
da contabilidade previsional.

Página 4
PRINCÍPIOS CONTABILÍSTICOS

Com o objectivo de obter uma imagem verdadeira e apropriada da situação e dos resultados das
operações da empresa, o plano de contas estabelece os seguintes princípios contabilísticos
fundamentais:

a) Da Continuidade, Considera-se que a empresa opera continuadamente, com duração


ilimitada. Desta forma entende-se que a empresa não tem intenção nem necessidade de
entrar em liquidação, ou de reduzir significativamente o volume das suas operações.

b) Da Consistência, Considera-se que a empresa não altera as suas políticas contabilísticas de


um exercício para o outro. Se fizer alteração e tiver efeitos materialmente relevantes esta
deve ser referida.

c) Da Especialização ou Acréscimo,Os proveitos e os custos são reconhecidos quando obtidos,


ou incorridos independentemente do seu recebimento ou pagamento, devendo incluir-se nas
Demonstrações Financeiras dos períodos a que respeitam.

d) Do Custo Histórico, Os registos Contabilísticos devem basear-se em custos de aquisição ou de


produção.

e) Da Prudência, Significa que é possível integrar nas contas um grau de precaução ao fazer as
estimativas exigidas em condições de incerteza, sem contudo permitir a criação de reservas
ocultas ou provisões excessivas ou a deliberada quantificação de activos e proveitos por
defeito ou de passivos e custos por excesso.

f) Da Substância Sobre a forma, As operações devem ser contabilizadas atendendo a sua


substância sobre a realidade financeira e não apenas a sua forma legal.

g) Da Materialidade, As demonstrações financeiras devem evidenciar todos os elementos que


sejam relevantes e que possam afectar as avaliações ou decisões pelos utentes interessados.

OBS: Existem outros princípios mas estes afiguram-se os mais importantes.

Página 5
REQUISITOS DA INFORMAÇÃO CONTABILÍSTICA

A informação contabilística deve:

 Ser relevante e comunicada oportunamente para poder ser útil a tomada de decisões.
 Conter dados fiáveis, que sejam credíveis e neutros de modo a assegurar a qualidade da
decisão.
 Permitir a comparação quer da empresa, ao longo de vários exercícios, quer das empresas
entre si.

A contabilidade desenvolve acções que se consubstanciam numa sucessão de fases que vão desde a
Observação, recolha, registo e análise de dados, á comunicação da informação produzida aos seus
utilizadores.

Constitui pois um sistema de informação aberto, uma vez que está sempre a aceitar entradas de
novos dados e a produzir para o exterior novas informações.

A entrada de dados terá sempre que ser suportada por documentos apropriados que comprovem a
autenticidade dos mesmos (quer internos ou externos) ou poderão ser visualizados por meios
electrónicos adequados.

Página 6
1-O PATRIMONIO

1.1-CONCEITO DE PATRIMÓNIO

Etimologicamente a palavra Património, é de origem Latina `` Patrimonium´´ cujo significado é


herança familiar ou do pai (pater), que no império romano detinha todo o poder.

Para o nosso estudo não cabe todo e qualquer poder, mas apenas aqueles que têm valor económico.

Do ponto de vista Contabilístico o Património é o conjunto de bens, direitos e obrigações vinculados


á uma entidade singular ou colectiva e administrado com um objectivo definido.

Assim têm um património, as empresas privadas, as empresas públicas, as cooperativas, as


associações desportivas ou recreativas, o estado, o comerciante em nome individual, os Bancos os
Partidos Políticos, as autarquias locais etc. etc.

Os móveis, os edifícios, as máquinas, o dinheiro, as mercadorias, os depósitos em banco, as dívidas a


receber e a pagar, os títulos de crédito, os veículos etc., de qualquer daquelas entidades são o seu
património. É com eles que exercem a sua actividade específica e é desta actividade que resulta a
constante alteração deste mesmo património, como adiante veremos.

Sendo assim os elementos que compõem o património são:

 Bens-Exemplo: Edifícios, máquinas, viaturas, mercadorias, dinheiro.


 Direitos- Exemplo: Os créditos da empresas ou dívidas a receber.
 Obrigações- Exemplo: Os débitos da empresa ou dívidas a pagar

Os elementos Patrimoniais sob o ponto de vista contabilístico podem ser classificados em:

 Activo, bens e direitos.


 Passivo, Obrigações.
 Capitais Próprios, Diferença entre o activo e o passivo.

Sob o ponto de vista específico são classificados em:

 Materiais ou Corpóreos,temos o Imobilizadocorpóreo que engloba os elementos tangíveis,


como edifícios, viaturas, etc.
 Imateriais, ou Incorpóreos, temos o Imobilizado Incorpóreo, intangíveis, como despesas de
constituição, trespasses, etc.

Página 7
1.2-CARACTÉRISTICAS DOS ELEMENTOS PATRIMONIAIS.

Os elementos patrimoniais apresentam as seguintes características:

 Titularidade, pertencem a alguém- aspecto jurídico.


 Heterogeneidade,são diferentes entre si – caixas, banco, mercadorias, fornecedores.
 Pecuniaridade,são susceptíveis de serem traduzidos em Valores.
 Algebracidade, Uns têm valores positivos, outros valores negativos.
 Complementaridade, o conjunto dos elementos patrimoniais, definem a entidade a que pertencem.

1.3-COMPOSIÇÃO E VALOR DO PATRIMÓNIO

Por composição do património entende-se a natureza dos seus elementos constitutivos, e a


proporção em que eles se encontram. Como é óbvio esta composição é bastante diferente, conforme
o tipo de empresa.

Quanto ao valor do património ele é determinado pela soma de todos os valores activos e diminuição
de todos os valores passivos. Porém a diferença entre activo e o passivo se denomina Património
Líquido, Situação Líquida ou Capital próprio.

Exemplo:

PATRIMÓNIO DA EMPRESA ALFA

ACTIVO…………………………… 270.000,00
PASSIVO………………………... - 50.000,00
SITUAÇÃO LÍQUIDA……………… 220.000,00

SITUAÇÃO LÍQUIDA= ACTIVO - PASSIVO= 220.000,00

Os resultados da empresa podem ser favoráveis (positivos), desfavoráveis (negativos) ou nulos e


podem determinar-se pela comparação das situações patrimoniais no início e fim, de determinado
período (geralmente ano civil), isto é a diferença entre Capital próprio no início do ano e o capital
próprio no fim deste ano, mas isto se não ocorrerem outros movimentos do Capital Próprio como
alterações do Capital Social, reavaliações etc.

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1.4- A DINÂMICA PATRIMONIAL.
As empresas com o desenrolar das suas actividades realizam fluxos, reais (compra e venda de bens e
serviços) e fluxos financeiros (entrada e saída de valores).

Sendo assim os elementos patrimoniais semodificam, quer pela actuação deliberada do agente
económico (compras, vendas, pagamentos, desgaste do equipamentos, etc) quer por causas alheias
a sua vontade (incêndio, roubo, desvalorização da moeda ou títulos, deterioração de mercadorias
etc.) Então estes movimentos patrimoniais são provocados por factos patrimoniais que podem ser:

 Modificativos ou quantitativos, Quando alteram não só a composição dos elementos


patrimoniais mas também o seu valor. Exemplo, a venda de mercadoria em que o preço de
venda é maior que o preço de compra.
 Permutativos ou qualitativos, Quando existe uma mera alteração na composição dos
elementos patrimoniais mas não alterando o valor do património. Exemplo Pagamento de
uma dívida a um fornecedor.

1.5- AS MASSAS PATRIMONIAIS.


As Massas Patrimoniais, são um conjunto de elementos patrimoniais que têm a mesma
funcionalidade económica. Há três tipos de massas patrimoniais:

1) Activo, são os recursos (bens e direitos) controlados por uma entidade como resultado de
acontecimentos passados, e dos quais se esperam que fluam para a entidade benefícios
económicos futuros. Estes recursos podem dividir-se em:
 Activos nãocorrentes, todosos imobilizados tangíveis ou intangíveis, utilizados pela
empresa na sua actividade operacional que não se destinam a serem vendidos ou
transformados e cujo carácter de permanência seja superior a umano.
 Activos correntes ou circulantes, todos os bens e direitos que devem ser utilizados
directamente no processo produtivo da empresa e que estão em constante mutação
e o seu ciclo de permanência na empresa é até um ano (Existências, contas a receber
e Disponibilidades).
2) Passivo, são as obrigações presentes da entidade provenientes de acontecimentos do
passado. Estas obrigações podem dividir-se em duas categorias principais:
 Passivos não correntes, são as obrigações que se esperam que venham a ser pagas
pela entidade num período superior a um ano.
 Passivos correntes, são as obrigações que se esperam que venham a ser pagas pela
entidade num período até um ano.

3) Capital Próprio ou Situação Líquida, constituída pelos seguintes elementos: Capital Social ou
Inicial, Reservas, Resultados Transitados e Resultado Líquido do Exercício.

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1.6- AS CLASSES PATRIMONIAIS.
Se pegarmos nas massas patrimoniais e subdividirmos em conjuntos pequenos, teremos as classes
patrimoniais que no PGC são as seguintes:

Classes Desingações Aplicação


0 Contas de Ordem Facultativa
1 MeiosFixos e Investimentos Obrigatória
2 Existências Obrigatória
3 Terceiros Obrigatória
4 MeiosMonetários Obrigatória
5 Capital e Reservas Obrigatória
6 Proveitos e GanhosporNatureza Obrigatória
7 Custos e PerdasporNatureza Obrigatória
8 Resultados Obrigatória
9 ContabilidadeAnalítica Facultativa

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2- O INVENTARIO
2.1- NOÇÃO E CLASSIFICAÇÃO.
O Inventárioconsiste numa relação dos elementos patrimoniais com a indicação dos seus valores.

O inventário pode ser classificado da seguinte forma:

a) Quanto ao âmbito teremos:

 Inventário Geral, quando abrange todos os elementos patrimoniais.


 Inventário Parcial, quando abrange apenas alguns dos elementos que constituem o
património (inventário das mercadorias em armazém, dos móveis, dos devedores etc.)
b) Quanto a disposição dos elementos patrimoniais poderemos ter:

 Inventário Simples ou Corrido, quando os elementos aparecem dispostos sem


obedecer a qualquer ordem.

INVENTÁRIO GERAL DA EMPRESA ALFA EM 31-12-19XX

ACTIVO VALORES
Prédio na Rua Z 1.800.000,00
1- Cofre 8.300,00
2- Máquinas de Escrever 17.000,00
Dinheiro em Caixa 10.000,00
6.000 Kgs de Milho 2.000,00
3- Cadeiras de Metal 35.000,00
N/ saque nº 27 18.000,00
Depósito em Banco 12.000,00
Total do Activo 1.902.300,00

PASSIVO
N/ Aceite nº 17 250.000,00
Divida á Sonangol 500.000,00
Empréstimo Bancário ( á cinco anos) 60.000,00
Total do Passivo 810.000,00

Página 11
 Inventário Classificado, quando os elementos aparecem agrupados, segundo a sua
natureza, característica ou função.

INVENTÁRIO GERAL DA EMPRESA ALFA EM 31-12-19XX

ACTIVO VALORES
Imobilizado
Prédio na Rua Z 1.800.000,00
3- Cadeiras de Metal 35.000,00
1- Cofre 8.300,00
2- Máquinas de Escrever 17.000,00
Realizavél
6.000 Kgs de Milho 2.000,00
N/ saque nº 27 18.000,00
Meios monetários
Dinheiro em Caixa 10.000,00
Depósito em Banco 12.000,00
Total do Activo 1.902.300,00

PASSIVO
Passivo não corrente
Empréstimo Bancário ( á cinco anos) 60.000,00
Passivo corrente
N/ Aceite nº 17 250.000,00
Divida á Sonangol 500.000,00
Total do Passivo 750.000,00

c) Quanto a sua periodicidade poderemos ter:

 Inventárioordinário, quando é elaborado periodicamente (regulares e previsíveis).


 Inventário extraordinário, quando são elaborados em consequência de condições
excepcionais (logoimprevisíveis), como no caso de roubos, incêndios etc.

Na elaboração do inventário devemos considerar três Fases:

a) Identificação e Listagem, em que se identifica quais os elementos existentes.


b) Descrição e Classificação, em que os elementos são apresentados e repartidos pelas
classes a que dizem respeito.
c) Valorização, acto de atribuição de um valor a cada elemento patrimonial.

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A inventariação de uma empresa é tanto mais trabalhosa, quanto maior for a complexidade do seu
património, assim deveremos ter em atenção aos seguintes aspectos:

a) O Inventário das máquinas, mobiliário, etc, ficará bastante facilitado se a medida que se
comprarem forem etiquetados e registados convenientemente.

b) O inventário das mercadorias ou outros materiais em armazém é normalmente mais laborioso


dada a diversidade de produtos. Em geral é necessária uma prévia revisão dos armazéns,
pondo cada coisa em seu lugar, antes de iniciar uma contagem para que esta seja eficiente e
rigorosa. Por outro lado haverá que ter em conta a existência de mercadorias já vendidas mas
que ainda estejam em armazém, por ainda não terem sido retiradas pelo cliente, ou
considerar como mercadorias em trânsito, aquelas que tenham sido pagas adiantadamente
mas ainda não tenham entrado em armazém.

Haverá ainda que distinguir-se as mercadorias próprias daquelas, que estejam confiadas para
a venda por conta de outros.

c) O inventário das dívidas a pagar e a receber far-se-á com base nos registos de fornecedores e
clientes, conferindo-os criteriosamente e confrontando-os com os extractos de contas
previamente solicitados aos mesmos. Importa não esquecer eventuais pagamentos
adiantados as fornecedores e recebimentos antecipados de clientes.

d) Os valores disponíveis em caixa e bancos devem ser verificados: a caixa pela contagem dos
valores, regularização de vales etc, os bancos pela confrontação dos extractos bancários.

Página 13
3- O BALANÇO
3.1- NOÇÃO E CLASSIFICAÇÃO.
O Balanço pode ser definido como, a comparação entre o Activo e Passivo para se conhecer o valor
e natureza da situação liquidaou aindaBalanço é o mapa que ilustra a situação patrimonial da
empresa num determinado momento, cuja equação fundamental é:

ACTIVO = PASSIVO + SITUAÇÃO LÍQUIDA

Da comparação entre o Activo e o Passivo poderemos chegar á uma das seguintes situações:

1) O Activo ser superior ao Passivo.


2) O Activo ser igual ao Passivo.
3) O Activo ser inferior ao Passivo.

Já sabemos que se chama Situação Líquida ou capital Próprio a diferença entre o Activo e o Passivo.
Diremos então que a Situação Líquida é:

 Activa (ou positiva), no primeiro caso.


 Nula, no segundo caso.
 Passiva (ou negativa), no terceiro caso.

Podemos concluir então que o Balanço é o resultado da comparação dos elementos Activos e
Passivos, com determinação da diferença entre eles isto é achando-se a Situação Líquida e mostrando
qual a sua natureza (activa, passiva ou nula).

O Balanço pode ser classificado nas seguintes formas:

 Inicial ou de Constituição, Correspondem aos movimentos de abertura da empresa.

 Ordinário, Correspondem ao balanço feito no final do exercício, que corresponde ao ano


civil.

 Final ou de Liquidação, Correspondem aos movimentos de encerramento de uma


empresa em que todas as contas são saldadas, ficando todos os movimentos reflectidos
numa conta com a designação de resultados de liquidação.

 Extraordinários,Correspondem aos balanços feitos antes do final do exercício


económico, devido a qualquer decisão da administração/ gerência da empresa.

 Sintéticos,são os que têm só as contas do 1º grau.

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 Analíticos, são os que têm outros graus de contas.

 Previsão,são os que trabalham com dados orçamentais.

O Balanço pode representado de duas formas: Na forma Vertical e na forma horizontal.

Modelo de Balanço Vertical

BALANÇO
valores expressos em: Kwanzas

CONTAS Exercícios
RUBRICAS notas
pgc N N-1
ATIVO
ATIVO NÃO CORRENTE
11 Imobilizações Corpóreas 4
12 Imobilizações Incorpóreas 5
13 Investimentos Financeiros 6
14 Imobilizações em Curso
Soma do Ativo Não Corrente 0 Kz
ATIVO CORRENTE
2x Existências 8
3x Contas a Receber 9
4x Disponibilidades 10
Soma do Ativo Corrente 0 Kz
Total do ATIVO 0 Kz
CAPITAL PRÓPRIO e PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO
51 Capital 12
55/6/7/8 Reservas 13
81 Resultados Transitados 14

88 Resultados do Exercício
Total do CAPITAL PRÓPRIO 0 Kz

PASSIVO
PASSIVO NÃO CORRENTE
33 Empréstimos m/l prazo 15
39.1 Provisões para Pensões 17
39.x Provisões para Riscos e Encargos 18
Soma do Passivo Não Corrente 0 Kz
PASSIVO CORRENTE
3x Contas a Pagar 19
33 Empréstimos Curto Prazo 20
Soma do Passivo Corrente 0 Kz
Total do PASSIVO 0 Kz
Total do CAPITAL PRÓPRIO e PASSIVO 0 Kz

Página 15
Modelo de Balanço Horizontal

CONTAS Valores CONTAS Valores


RUBRICAS notas CAPITAL PRÓPRIO e PASSIVO
pgc 19xx pgc 19xx
ATIVO CAPITAL PRÓPRIO
ATIVO NÃO CORRENTE 51 Capital
11 Imobilizações Corpóreas 55/6/7/8 Reservas
12 Imobilizações Incorpóreas 81 Resultados Transitados
13 Investimentos Financeiros
14 Imobilizações em Curso 88 Resultados do Exercício
Soma do Ativo Não Corrente Total do CAPITAL PRÓPRIO
PASSIVO
PASSIVO NÃO CORRENTE
33 Empréstimos m/l prazo
39.1 Provisões para Pensões
Total do ATIVO Soma do Passivo Não Corrente
ATIVO CORRENTE PASSIVO CORRENTE
2x Existências 3x Contas a Pagar
3x Contas a Receber 33 Empréstimos Curto Prazo
4x Disponibilidades Soma do Passivo Corrente
Soma do Ativo Corrente Total do PASSIVO
Total do ATIVO Total do CAPITAL PRÓPRIO e PASSIVO 0 Kz

Podemos verificar que a arrumação dos elementos do activo é feita por ordem crescente do grau
de realização destes bens em dinheiro (rapidez e facilidade de transforma-los em dinheiro) e o
passivo pela ordem crescente do grau de exigibilidade das dívidas (duração dos prazos para pagar).

3.2- AVALIAÇÃO DOS ELEMENTOS PATRIMONIAIS.


Há que atender as circunstâncias e finalidade do Balanço para se decidir sobre os critérios de
valorização dos elementos patrimoniais.

Assim setratar-se de um balanço para liquidação, trespasse ou cessão de quotas duma empresa, o
mais razoável será que se atribua a cada um dos bens patrimoniais o seu provável valor de realização.
(Balanço de liquidação).

Se porém como é ocaso mais comum, a empresa prossegue a sua actividade normal, (teremos um
balanço de exploração) há que respeitar critérios de valorização que permitam coerência e
consistência entre exercícios consecutivos de que o balanço é o elo de ligação.

Página 16
Com efeito é preciso ter em conta que as mudanças de critérios de valorização dos bens patrimoniais
de um exercício para o outro, teriam como consequência influenciar os resultados do exercício com
factores que nada teriam a ver com a actividade deste ano, mas seriam apenas resultados de
diferenças de valorização. É o que resultaria se num dado exercício se valorizasse as mercadorias em
armazém a preço de custo e no exercício seguinte se adoptasse o critério de valorização a preços
actuais de mercado ou a preços de venda.

Assim teremos como principais critérios a seguir na valorização dos elementos patrimoniais os
seguintes:

a) Valores do imobilizado – Preço de custo menos a depreciação (desgaste), nos casos em que
tal se verifique, como em máquinas, edifícios etc.

b) Valores do realizável – As mercadorias a preço de custo ou a preço de mercado, as dívidas a


receber pelo seu valor inicial menos o que se preveja não ser possível cobrar.

Página 17
4 – AS CONTAS E A CONTABILIZAÇAO
4.1- NOÇÃO E PARTES CONSTITUTIVAS.
O Património de uma empresa é constituído por um grande e complexo número de elementos de
natureza diferente que, para serem mensuráveis têm de ser reduzidos a uma unidade de valor
comum.

Por outro lado e consoante a sua natureza ou função que desempenham na empresa, os diferentes
valores patrimoniais devem ser agrupados em classes com características comuns. A conjugação
daqueles elementos permitem-nos chegar a noção de conta:Conjunto de elementos patrimoniais que
apresentam uma certa homogeneidade expresso em unidades devalor.

As partes constitutivas da conta são:

a) Título, denominação própria que é a expressão por que se designa a conta (Caixa, banco,
Fornecedor etc.), tem como finalidade identificar a conta e distingui-la de todas as outras pelo
que é fixo e imutável.
b) Código numérico, é um número que servirá para identificar a conta no Plano de contas.
c) Extensão, representa o valor em unidades monetárias contida na conta no momento em que
se analisa. Constitui o elemento variável da conta.
d) Data, marcação do tempo em que ocorreu o facto (dia, mês e ano)
e) Histórico, é a narração do facto ocorrido.
f) Saldo, é a diferença entre os movimentos a débitos e os movimentos a crédito.

4.2- O PLANO DE CONTAS.


O plano de contas é um conjunto de normas e procedimentos contabilísticos, destinados a servir de guia ou
modelo para os trabalhos de registo e demonstração dos factos patrimoniais constituído por:

 Princípios e políticas contabilísticas.


 Elenco de Contas.
 Forma (Balanço, demonstração dos fluxos de caixa) e âmbito das contas.
 Reconhecimento das massas patrimoniais e valorimetria.
 Notas

Há planos de contas gerais, como o PGC, que de acordo com o número 2 do Decreto nº 82/001 de 16/11 é
obrigatoriamente aplicado a:

 Sociedades comerciais e empresas públicas que, exerçam actividade em Angola, ou que exercendo
actividades em outros países tenham a respectiva sede em Angola.

Página 18
E há planos de contas sectoriais, como os planos de contas dos sectores bancário e seguradora
respectivamente.

Assim o plano de contas proporciona:

 Melhor eficiência nas tarefas de contabilização.


 Uniformidade de critérios de classificação.
 Comparabilidade de dados entre empresas, nomeadamente entre empresas do mesmo sector de
actividade com objectivos macroeconómicos.
 Obtenção de dados económicos e estatísticos nacionais com razoável fiabilidade.

4.3- CLASSIFICAÇÃO DASCONTAS


As contas podemser classificadas sob diferentes ópticas:

1) Segundo a natureza dos elementos patrimoniais podem ser:

 Contas do ACTIVO, constituída pelas contas que representam bens e direitos.


 Contas do PASSIVO, constituídas pelas contas que representam as obrigações.
 Contas da SITUAÇÃO LÍQUIDA OU CAPITAL PRÓRIO,engloba as contas que
contribuem para formar o resultado da empresa (Proveitos e custos que se reflectem
nas contas de resultado) bem como as contas de capital e reservas.

2) Segundo o âmbito ou complexidade das contaspodem ser:

 Contas Colectivas ou Gerais,as que agrupam contas simples ou elementares, ou que


nelas se subdividem (subcontas ou contas divisionárias)
 Contas Simples ou Elementares, as que comportam elementos com características
muito comuns e portanto não comportam mais divisões.

As contas Gerais dizem-se do 1º grau e as suas subdivisões imediatas do 2º e 3º grau… A extensão de uma
conta Geral é sempre igual á soma das extensões das suas subcontas.

Exemplo:

Contas Colectivas Contas Divisionárias


1º grau 2º grau 3º grau 4º grau
Banco A
Depósito a Ordem Banco B
Banco C
Clientes Clientes Correntes Grupo Subsidiárias

Imobilizações Corpóreas Equipamento Administrativo Mobiliário

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Existem algumas contas que usualmente são chamadas de contas especiais com características próprias:

 Contas de Regularização, Servem para corrigir outras contas mas sem lhes alterar o valor inicial como
é por o exemplo o caso de depreciação do imobilizado, provisão para desvalorização das existências
ou para clientes duvidosos.

 Contas de Ordem, São contas extra -patrimoniais, não fazem parte nem do Passivo, nem do Activo e
nem da Situação Líquida. Destinam-se em regra a registar responsabilidades potenciais da empresa e
aparecem em contas paralelas, nos dois membros do Balanço pelos mesmos valores. Exemplo
garantias prestadas, fianças, valores recebidos em caução ou a aguarda.

 Contas Mistas, São contas cuja designação as faz situar simultaneamente no Activo e no Passivo,
embora em cada membro por valores próprios. É o caso da contaoutros valores a receber e a pagar.

 Contas de transição, Servem para registar provisoriamente, factos que convém coleccionar e analisar
até poderem ser transferidos as contas definitivas e próprias. Exemplo, Obras em Curso,
transferências de valores, estas contas podem figurar no Balanço desde que o facto que lhesdeu
origem não tenha chegado a conclusão final.

 Contas de Acréscimos e Diferimentos, Permitem o registo dos custos e proveitos nos exercícios a que
respeitam quando ocorram desfasamento temporais com as respectivas despesas e receitas como é
o caso da conta proveitos a facturar ou de encargos a repartir por períodos futuros.

4.4- A REPRESENTAÇÃO DAS CONTAS, TERMOS TÉCNICOS DAS CONTAS E


REGRAS DE CONTABILIZAÇÃO.
A forma de representação das contas mais prática é a conta em T,comummente chamada de
Razãoque é um dispositivo Prático que serve para escriturar todas as operações, ordenados a débito
e a crédito, em relação a cada uma das respectivas contas para se conhecer o estado e a situação de
cada uma delas sem necessidade de recorrer ao exame de todos os lançamentos do Diário.

Débito Título da Conta Crédito

débitos Créditos

Após fazermos os registos, podemos determinar a posição da conta isto é saber qual é a natureza do seu
saldo,pelasimples análise da diferença entre o valor total dos movimentos a débito e o valor total dos
movimentos a crédito podendoverificar-se as seguintes situações:

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DÉBITO > CRÉDITO SALDO DEVEDOR (Sd)
DÉBITO < CRÉDITO SALDO CREDOR (SC)
DÉBITO = CRÉDITO SALDO NULO (Sn)

Sendo assim poderemos verificar as seguintes situações para cada um dos casos respectivamente:

D= C + Sd

D=C

C = D + Sc

São diversos os termos técnicosutilizados no uso das contas entre os quais escolhemos os mais usuais:

 Debitar uma conta – Significa registar um valor no seu débito.


 Creditar uma conta - Significa registar um valor no seu crédito.
 Conferir ou verificar uma conta – significa examinar a sua exactidão.
 Abrir uma conta – Significa lançar o seu saldo inicial pela primeira vez.
 Fechar uma conta – Somar a coluna do valores do débito e do crédito, depois saldar previamente
sublinhando com dois traços (trancando) cada soma.
 Reabrir umaconta- Significa reiniciar a sua escrituração, inscrevendo o saldo em que a conta foi
fechada na coluna oposta à daquela em que o mesmo foi inscrito na hora do fecho.
 Transferir uma conta – Significa levar o seu saldo a débito ou a crédito de uma outra conta.

Quanto as regras para movimentação das contas podemos resumi-las da seguinte forma:

 As contas do ACTIVO, debitam-se pelos saldos iniciais e pelos aumentos e creditam-se pelas
diminuições.
 As contas do PASSIVO,debitam-se pelas diminuições, creditam-se pelos saldos iniciais e pelos
aumentos.
 As contas da SITUAÇÃO LÍQUIDA, quando se tratam de prejuízo debitam-se, quando se tratam de
lucros creditam-se.

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4.5- MÉTODO DE REGISTO CONTABILÍSTICO E LANÇAMENTO
O método de registo contabilístico é o método das Partidas Dobradas ou Digrafiaque data do século
XV, quando houve um ressurgimento da Contabilidade onde destacamos Veneza (1494) onde o Frei
Luca Paciolo inventou este sistema que chamou de PartitaDoppia.

Segundo este método todo o débito numa conta, origina o crédito noutra ou vice-versa isto é cada
facto patrimonial determina um registo em duas ou mais contas, para que o valor de cada uma débito
(ou débitos) corresponda sempre um crédito (ou créditos) de igual valor.

O princípio das partidas dobradas é a base conceptual que suporta a equação fundamental da
contabilidade.

O LANÇAMENTO, é um registo de qualquer facto patrimonial, nos livros ou suportes contabilísticos.

Para efectuarmos um lançamento podemos seguir as seguintes regras básicas:

1) Determinar pela análise do facto patrimonial quais as contas a movimentar.


2) Identificar se as contas são do Activo, Passivo ou da Situação líquida.
3) Analisar quais as que aumentam e as que diminuem; ou se sendo da situação líquida se
revestem o carácter de lucro ou prejuízo.
4) Aplicar as regras de contabilização.
5) Inscrever primeiro as contas a débito e de seguida as contas a crédito, fazendo-as seguir do
Histórico e importância das variações.

Os lançamentos podem ser classificados de duas formas: Segundo o número de contas


movimentadas e segundo a natureza dos movimentos.

Segundo o número de contas movimentadas

Lançamento de 1ª Fórmula

Conta " X" Conta " Y"

Débito Crédito

Um débito = Um crédito

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Lançamento de 2ª Fórmula

Conta " X" Conta " Y"

Débito Crédito

Conta " Z"

Crédito

Um débito = A vários créditos

Lançamento de 3ª Fórmula

Conta " X" Conta " Y"

Débito Crédito

Conta " Z"

Débito

Vários débitos = A um crédito

Lançamento de 4 ª Fórmula

Conta " X" Conta " Y"

Débito Crédito

Conta " Z" Conta " W"

Débito Crédito

Vários débitos = Vários créditos

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Segundo a natureza dos movimentos

 Lançamentos de Abertura,Os que respeitam ao registo dos valores iniciais das contas de uma
empresa no início da sua escrita.

 Lançamentos correntes, os que respeitam ao registo das operações realizadas e dos


acontecimentos ocorridos durante cada exercício económico.

 Lançamento de Estorno, tem por finalidade rectificar as omissões, duplicações e erros


cometidos no lançamento.

 Lançamentos de Regularização, visam rectificar os saldos das contas que não correspondem
a realidade; normalmente efectuam-se no fim de cada exercício económico antes de se
proceder ao apuramento de resultado e a elaboração do Balanço.

 Lançamento de Apuramento de resultado, tem por finalidade transferir os saldos das contas
de custos e proveitos para as contas de resultado.

 Lançamento de Encerramento ou Fecho,são efectuados depois do apuramento de resultado


e da elaboração do Balanço, consistem em fechar as contas que apresentem saldos devedores
e credores.

 Lançamentos de Reabertura, registam no início de cada exercício económico os valores


iniciais das contas (saldos finais das contas no exercício anterior).

O DIÁRIO,serve para registar, dia a dia por ordem de datas em assento separado cada um dos actos
que modificam ou possam vir a modificar o património.

DATA DESCRIÇÃO DÉBITO CRÉDITO


45.11 50.000,00
01-Jan a) 31.121.1 50.000,00
Pelo recebimento da dívida do cliente
32.121.1 21.000,00
02-Jan a) 43.11 21.000,00
Pelo pagamento ao fornecedor
31.121.2 18.000,00
03-Jan a) 61.1 18.000,00
Pela venda de mercadoria a crédito

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BALANCETE, é um quadro recapitulativo de todas as contas do razão(ou do diário) onde
consta a soma dos débitos e dos créditos de cada conta e os respectivos saldos. A soma dos
totais dos débitos e dos créditos têm que ser iguais, consequentemente os totais dos saldos
devedores e credores devem ser iguais.

Considere o BALANCETE, da empresa GAMA, LDA. reportado a 31/12/200n (em Kwanzas)

Elabore a DEMONSTRAÇÃO de RESULTADOS e BALANÇO.

CONTAS MOVIMENTOS SALDOS


Débitos Créditos Devedor Credor
11 - IMOBILIZAÇÕES CORPÓREAS 750 Kz 0 Kz 750 Kz 0 Kz
13 - INVESTIMENTOS FINANCEIROS 50 Kz 0 Kz 50 Kz 0 Kz
26 - MERCADORIAS 15.480 Kz 11.350 Kz 4.130 Kz 0 Kz
31 - CLIENTES 5.950 Kz 4.000 Kz 1.950 Kz 0 Kz
32 - FORNECEDORES 2.346 Kz 6.600 Kz 0 Kz 4.254 Kz
34 - ESTADO E OUTROS ENTES 300 Kz 155 Kz 300 Kz 155 Kz
37 - OUTROS DEV. E CREDORES 160 Kz 350 Kz 40 Kz 230 Kz
43 - DEPÓSITOS À ORDEM 5.230 Kz 3.200 Kz 2.030 Kz 0 Kz
45 - CAIXA 655 Kz 630 Kz 25 Kz 0 Kz
51 - CAPITAL 0 Kz 1.000 Kz 0 Kz 1.000 Kz
61 - VENDAS 500 Kz 20.300 Kz 0 Kz 19.800 Kz
63 - OUT. PROVEITOS OPERACIONAIS 0 Kz 550 Kz 0 Kz 550 Kz
66 - PROVEITOS FINANCEIROS GERAIS 0 Kz 474 Kz 0 Kz 474 Kz
71 - CUSTO EXISTÊNCIAS VENDIDAS 11.350 Kz 0 Kz 11.350 Kz 0 Kz
72 - CUSTOS c/ PESSOAL 4.600 Kz 0 Kz 4.600 Kz 0 Kz
75 - OUTROS CUSTOS OPERACIONAIS 1.223 Kz 0 Kz 1.223 Kz 0 Kz
76 - CUSTOS FINANCEIROS GERAIS 15 Kz 0 Kz 15 Kz 0 Kz
TOTAIS: 48.609 Kz 48.609 Kz 26.463 Kz 26.463 Kz

RESUMO DO CICLO CONTABILÍSTICO

ANALISAR O DOCUMENTO E CLASSIFICAR

LANÇAR NO DIÁRIO ATRIBUINDO-LHE UM NÚMERO DE LANÇAMENTO INTERNO

BALANCETE

LANÇAMENTO DE REGULARIZAÇÃO

BALANCETE DE REGULARIZAÇÃO

LANÇAMENTO DE ENCERRAMENTO DE CONTAS

LANÇAMENTO DE PÓS- ENCERRAMENTO DE CONTAS

ELABORAÇÃO DAS DEMOSNTRAÇÕES FINANCEIRAS

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5-AS DEMONSTRAÇOES FINANCEIRAS
Repetindo de algum modo o que já foi dito antes, podemos dizer de uma forma sintéctica, que é
objectivo da contabilidade a recolha, registo e tratamento dos factos decorrentes das operações
efectuadas pelas organizações, por forma a elaborar demonstrações económico-financeiras que
revelem:

 A situação patrimonial e financeira.


 A situação económica e a capacidade de gerar excedentes.
 O grau de cumprimento das obrigações para com terceiros incluindo as de carácter fiscal.

Para isto constroem-se demonstrações financeiras constituídas por:

 Balanços e Demonstrações de Origem e Aplicação de Fundos.


 Demonstrações de Fluxo de caixa.
 Demonstrações de Resultado Líquido do Exercício.

O Balanço, como vimos anteriormente pode ser entendido como um quadro que nos evidencia a
situação patrimonial da organização, ou seja o conjunto de bens, direitos e obrigações que lhe estão
afectos e sua respectiva situação líquida.

Demonstrações de Origem e Aplicação de Fundos,trata-se de um quadro de informação financeira,


mais dinâmico que o balanço na medida que os valores que engloba correspondem á um período ou
intervalo de tempo e não apenas a uma data ou a um momento determinado.

Demonstrações de Fluxo de Caixa,é um quadro que apresenta informação histórica detalhada sobre
quais foram os recebimentos e os pagamentos de uma empresa durante um determinado período
de tempo.

Demonstrações do Resultado Líquido do Exercício,têm por finalidade evidenciar os resultados (lucro


ou prejuízos) obtidos na actividade desenvolvida pela empresa, pela comparação entre os custos e
proveitos do exercício.

Página 26
As Demonstrações de resultados podem ser evidenciadas de duas formas:

a) PorNatureza,em que os resultados são apurados evidenciando os custos e proveitos segundo


a sua natureza.
b) Por funções, neste caso os resultados são apurados evidenciando os custos e proveitos,
segundo a sua origem ou afectação, e em particular de acordo as funções empresariais
(produção, comercial, administrativa, financeira etc.)

Mas para o nosso estudo vamos nos concentrar na Demonstração de resultados por Natureza cujo
modelo é o seguinte:

DEMONSTRAÇÃO dos RESULTADOS


valores expressos em: Kwanzas

CONTAS Exercícios
Designação notas
pgc N N-1

61 VENDAS 22
62 PRESTAÇÕES DE SERVIÇO 23
63 OUTROS PROVEITOS OPERACIONAIS 23
64 VARIAÇÕES DE PRODUÇÃO 25
65 TRABALHOS P/ PRÓPRIA EMPRESA 26
71 CUSTO MERC. VENDIDAS E MAT. CONSUMIDAS 27
72 CUSTOS COM O PESSOAL 28
73 AMORTIZAÇÕES 29
75 OUTROS CUSTOS OPERACIONAIS 30

82 RESULTADOS OPERACIONAIS 0 Kz

83 RESULTADOS FINANCEIROS 31
84 RESULTADOS DE FILIAIS E ASSOCIADAS 32
85 RESULTADOS NÃO OPERACIONAIS 33

RESULTADOS ANTES DE IMPOSTOS 0 Kz

87 IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO 35

RESULTADOS LÍQUIDOS ATIVIDADES CORRENTES 0 Kz

86 RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS 34
87 IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO 35

88 RESULTADOS LÍQUIDOS DO EXERCÍCIO 0 Kz

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Podemos esquematizar as Demonstrações de resultados da seguinte forma:

Proveitos
Operacionais
Contas 61 a 65 Resultados
Operacionais
Custos Conta 82
Operacionais
Contas 71 a 75

Proveitos
Financeiros
Conta 66 Resultados
Financeiros
Custos Conta 83
Financeiros
Conta 76

Proveitos em
Associadas
Conta 67 Resultados em RESULTADO
Associadas LÍQUIDO
Custos em Conta 84 Conta 88
Associadas
Conta 77

Outros Proveitos
não Operacionais
Conta 68 Resultados não
Operacionais
Outros Custos Conta 85
não Operacionais
Conta 78 Imposto
Sobre Lucros
Proveitos Conta 87
Extraordinários
Conta 69 Resultados
Extraordinários
Custos Conta 86
Extraordinários
Conta 79

6- ALGUNS ELEMENTOS DA ACTIVIDADE


COMERCIAL E FISCAL

Página 28
Nas operações de compra e venda podem identificar-se diversas fases:

1) Fase da Encomenda.
2) Fase de Entrega do Bem ou Prestação dos Serviços.
3) Fase da Liquidação.
4) Fase de Pagamento.

Em cada uma destas fases, são emitidos vários documentos, ora pelo comprador ora pelo vendedor.

Requisição ou Nota de Encomenda, é um documento emitido pelo comprador do qual constam as espécies,
quantidades e os preços das mercadorias desejadas bem como outras condições relativas á transacção.

Guia de Remessa ou Nota de Venda,é um documento emitido pelo vendedor que acompanha a mercadoria
expedida para o comprador poder conferir a entrega, que após firmado pelo comprador constitui prova de
entrega do bem ou serviço.

Factura, documento a ser emitido no prazo de cinco dias úteis que deve referenciar todos os elementos ligados
á transacção.

Factura Pro Forma, factura emitida a título provisório, antes de feita ou executada uma encomenda para ser
utilizada como orçamento ou como obtenção de um crédito.

Nota de Débito, representa uma correcção do preço da factura ou a transmissão (débito) de gastos a terceiros.

Nota de Crédito, Representa uma correcção no preço da factura, a devolução de vendas ou a concessão de
descontos.

Venda a Dinheiro ou factura/ Recibo, documento utilizado quando a fase de compra coincide com a fase de
pagamento.

Nota de Devolução,documento utilizado ainda na fase da entrega ou já na fase de liquidação, por rejeição de
bens entregues.

Página 29
INSPIRAÇÃO, LDA
RUA DO B.I. Nº 45
NIF: 05478661111 NOTA DE ECOMENDA Nº _____

FORNECEDOR:_______________________
MORADA :___________________________
CONTÁCTO:__________________________

QUANTIDADE DESCRIÇÃO [Link] V. Total

PRAZO:___________
LOCAL DE ENTREGA____________________

VENDE TUDO, LDA


RUA DA CÉDULA Nº 654
NIF: 654987455 NOTA DE ENTREGA Nº _____

QUANTIDADE DESCRIÇÃO PREÇO

______________de______________________de_________

Cliente___________________________________________

ENTREGOU_______________ RECEBEU__________

Página 30
DESEJO BOM, LDA
RUA DO ALENTEJO Nº 24
NIF: 259874644 NOTA DE CRÉDITO Nº _____

Exmo. Srs__________________________ Data:_____________

Documento a ser modificado: _________________________________

MOTIVO DA MODIFICAÇÃO VALOR

VALOR TOTAL………

Carlos Alberto
GESTOR DE CONTAS
Original: Adquirente / Cópia : Emissor

CORAÇÃO SAGRADO, LDA


RUA DA VAIDADE Nº 256
NIF: 548879631245 NOTA DE DEVOLUÇÃO Nº _____

Prezados Srs_______________________ vimos pela presente devolver


devolver as seguintes mercadorias fornecidas atraves da vossa factura
nº___________ de_________de 20__ por motivo de________________

QUANTIDADE DESCRIÇÃO [Link] V. Total

Luanda aos_______________ de_________________20_______

O GERENTE:

Página 31
GIRA BAIRRO ,LDA
RUA DO FUNDANGO Nº 26
NIF: 16895404755

NOTA DE DÉBITO Nº 206/2013

Á
MAXI DÍVIDA , SA
RUA DOS PERDIDOS RC Nº 15

Nº 206/ 2013
VALOR: AKZ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil Kwanzas)

Valor que debitamos referente aos serviços de trasnporte


no período de 17/05/2013 a 29/05/2013 não incluido na factura
nº 20/2013.
Luanda aos 30 de Maio de 2013

Alberto Mateus
SUPERVISOR FINANCEIRO

No regime fiscal Angolano temos os seguintes impostos de tributação directa:

 Imposto Industrial, incide sobre os lucros imputáveis ao exercício de qualquer actividade


de natureza comercial ou industrial.

 Lei 7/97, imposto que deverá ser retido na fonte e incide sobre empreitadas,
subempreitadas e prestação de serviços (não se aplica ao fornecimento de materiais). Para os
serviços de construção, beneficiação, reparação ou conservação de bens do activo fixo
imobiliário a taxa é de 10 % X 35 % = 3,5%. Para os restantes casos a taxa é de 10% X 35 % =
5,25%.

 Impostos e Contribuições Sobre o Rendimento de Trabalho, incide sobre os


rendimentos por conta própria ou por conta de outrem, expressos em dinheiro ou em
espécie, de natureza contratual ou não contratual, periódicos ou ocasionais, fixos ou variáveis
independentemente da sua proveniência, local, moeda, forma estipulada para o seu cálculo.

Página 32
 Imposto sobre Aplicação de Capitais, incide sobre os rendimentos provenientes da
simples aplicação de capitais.

 Imposto Predial e Urbano,é um imposto sobre o património e incide sobre os


rendimentos de todos os prédios urbanos, arrendados ou não.

Impostos de tributação Indirecta:

 Imposto de Sisa, incide sobre as transferências de propriedade imobiliária ou mobiliária a


título oneroso.

 Imposto sobre Sucessões e Doações, incide sobre as transferências de propriedade


imobiliária ou mobiliária a título gratuito.

 Imposto de Consumo, incide sobre a produção e importação de mercadorias


independentemente da sua origem, consumo de água, energia, telecomunicações, serviços
de hotelaria e actividade conexas ou similares, serviços de consultoria, segurança privada,
acessos a espectáculos, transportes ferroviários, marítimos, rodoviário, aéreo e de carga.

 Imposto de Selo,incide sobre todos os actos, contractos, documentos, títulos, livros,


papéis, operações e outros factos previstos na tabela do código de imposto de selo. Um dos
factos mais importantes referidos na tabela deste imposto é o SELO DE RECIBO que é de 1%.

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Termos técnicos usados em contabilidade

Crédito --------- Representa Dívida a receber Direito


Débito----------- Representa Dívida a pagar Obrigação
Crédito a-------- Dívida a Receber Direito
Crédito de------ Dívida a Pagar Obrigação
Débito a--------- Dívida a Pagar Obrigação
Débito de------- Dívida a Receber Direito
Saque----------- Representa Dívida a receber Direito
Aceite----------- Representa Dívida a pagar Obrigação
Saque a --------- Dívida a receber Direito
Saque de-------- Dívida a pagar Obrigação
Aceite a--------- Dívida a pagar Direito
Aceite de------- Dívida a receber Obrigação
Factura---------- Representa compra e venda a crédito ou a prazo Direito
Factura Recibo Representa compra e venda a pronto pagamento Obrigação
Factura a-------- Venda a crédito ou a prazo Direito
Factura de------ Compra a crédito ou a prazo Obrigação
Factura Recibo a Venda a pronto pagamento
Factura Recibo de Compra a pronto pagamento
Nota de Débito a Aumento da dívida de cliente Direito
Nota de Débito de Aumento da dívida com o fornecedor Obrigação
Nota de Crédito a Diminuição da dívida do cliente Obrigação
Nota de Crédito de Diminuição da dívida com fornecedor Direito

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Casos praticos

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