Manual Prático de Contabilidade em Angola
Manual Prático de Contabilidade em Angola
CONTABILIDADE JUNIOR
OBJECTIVOS:
METODOLOGIA:
DESTINATÁRIOS:
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CONTEUDO PROGRAMATICO
INTRODUÇÃO
1- O PATRIMÓNIO
Conceito.
Características dos elementos patrimoniais.
Composição e valor do património.
A dinâmica patrimonial.
As massas patrimoniais.
Classes patrimoniais.
2- O INVENTÁRIO
Noção e Classificação
3- O BALANÇO
Noção e classificação.
Avaliação dos elementos patrimoniais.
4- AS CONTAS E A CONTABILIZAÇÃO
Noção e partes constitutivas.
O plano de contas.
Classificação das contas.
Representação e termos técnicos, regras de contabilização.
Método de registo contabilístico e lançamento.
5- AS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS.
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INTRODUÇAO
A contabilidade tem como objecto de estudo o património das organizações, e o seu objectivo é
permitir o estudo e controle dos factos decorrentes, da gestão do património com a finalidade de
propiciar a obtenção de informações económicas e financeiras.
Para Jaime Lopes Amorim um dos grandes mestres de Contabilidade do mundo Lusófono, a
Contabilidade é a disciplina que tem por objecto o conhecimento do património de qualquer empresa
no seu tríplice aspecto: Quantitativo, qualitativo, e valorativoem qualquer momento da sua
existência, e por fim a análise da situação económica e financeira da respectiva empresa para racional
orientação da sua administração (In Manual de contabilidade Angolano 2ª Edição Pag. 17).
Ela também é definida como uma técnica ou conjunto de métodos de registo, relevação e análise dos
factos ocorridos com valores ou bens, postos ao serviço de uma actividade económica, seja de uma
empresa privada ou pública, duma cooperativa, autarquia ou Estado, de modo a mostrar o valor do
seu património, bem como controlar o Resultado da actividade exercida.
Património.
Equilíbrio Patrimonial.
Análise da situação económica e financeira
Tomada de decisões
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IMPORTÂNCIA DA CONTABILIDADE
Do que foi exposto no ponto anterior podemos resumir a importância da contabilidade nos seguintes
elementos:
DIVISÕES DA CONTABILIDADE
Sendo o objectivo da contabilidade permitir o estudo e controle dos factos decorrentes da gestão do
património, torna-se necessário estabelecer critérios com vista a classificação dos acontecimentos
ou factos a relevar.
Tendo em conta o tipo de factos e o período aque a relevação do mesmo respeita teremos:
Contabilidade Histórica, reflecte o passado, mostra até que pontos objectivos foram
alcançados. Visão retrospectiva que é fundamental para o estabelecimento e controlo
da contabilidade previsional.
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PRINCÍPIOS CONTABILÍSTICOS
Com o objectivo de obter uma imagem verdadeira e apropriada da situação e dos resultados das
operações da empresa, o plano de contas estabelece os seguintes princípios contabilísticos
fundamentais:
e) Da Prudência, Significa que é possível integrar nas contas um grau de precaução ao fazer as
estimativas exigidas em condições de incerteza, sem contudo permitir a criação de reservas
ocultas ou provisões excessivas ou a deliberada quantificação de activos e proveitos por
defeito ou de passivos e custos por excesso.
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REQUISITOS DA INFORMAÇÃO CONTABILÍSTICA
Ser relevante e comunicada oportunamente para poder ser útil a tomada de decisões.
Conter dados fiáveis, que sejam credíveis e neutros de modo a assegurar a qualidade da
decisão.
Permitir a comparação quer da empresa, ao longo de vários exercícios, quer das empresas
entre si.
A contabilidade desenvolve acções que se consubstanciam numa sucessão de fases que vão desde a
Observação, recolha, registo e análise de dados, á comunicação da informação produzida aos seus
utilizadores.
Constitui pois um sistema de informação aberto, uma vez que está sempre a aceitar entradas de
novos dados e a produzir para o exterior novas informações.
A entrada de dados terá sempre que ser suportada por documentos apropriados que comprovem a
autenticidade dos mesmos (quer internos ou externos) ou poderão ser visualizados por meios
electrónicos adequados.
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1-O PATRIMONIO
1.1-CONCEITO DE PATRIMÓNIO
Para o nosso estudo não cabe todo e qualquer poder, mas apenas aqueles que têm valor económico.
Os elementos Patrimoniais sob o ponto de vista contabilístico podem ser classificados em:
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1.2-CARACTÉRISTICAS DOS ELEMENTOS PATRIMONIAIS.
Quanto ao valor do património ele é determinado pela soma de todos os valores activos e diminuição
de todos os valores passivos. Porém a diferença entre activo e o passivo se denomina Património
Líquido, Situação Líquida ou Capital próprio.
Exemplo:
ACTIVO…………………………… 270.000,00
PASSIVO………………………... - 50.000,00
SITUAÇÃO LÍQUIDA……………… 220.000,00
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1.4- A DINÂMICA PATRIMONIAL.
As empresas com o desenrolar das suas actividades realizam fluxos, reais (compra e venda de bens e
serviços) e fluxos financeiros (entrada e saída de valores).
Sendo assim os elementos patrimoniais semodificam, quer pela actuação deliberada do agente
económico (compras, vendas, pagamentos, desgaste do equipamentos, etc) quer por causas alheias
a sua vontade (incêndio, roubo, desvalorização da moeda ou títulos, deterioração de mercadorias
etc.) Então estes movimentos patrimoniais são provocados por factos patrimoniais que podem ser:
1) Activo, são os recursos (bens e direitos) controlados por uma entidade como resultado de
acontecimentos passados, e dos quais se esperam que fluam para a entidade benefícios
económicos futuros. Estes recursos podem dividir-se em:
Activos nãocorrentes, todosos imobilizados tangíveis ou intangíveis, utilizados pela
empresa na sua actividade operacional que não se destinam a serem vendidos ou
transformados e cujo carácter de permanência seja superior a umano.
Activos correntes ou circulantes, todos os bens e direitos que devem ser utilizados
directamente no processo produtivo da empresa e que estão em constante mutação
e o seu ciclo de permanência na empresa é até um ano (Existências, contas a receber
e Disponibilidades).
2) Passivo, são as obrigações presentes da entidade provenientes de acontecimentos do
passado. Estas obrigações podem dividir-se em duas categorias principais:
Passivos não correntes, são as obrigações que se esperam que venham a ser pagas
pela entidade num período superior a um ano.
Passivos correntes, são as obrigações que se esperam que venham a ser pagas pela
entidade num período até um ano.
3) Capital Próprio ou Situação Líquida, constituída pelos seguintes elementos: Capital Social ou
Inicial, Reservas, Resultados Transitados e Resultado Líquido do Exercício.
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1.6- AS CLASSES PATRIMONIAIS.
Se pegarmos nas massas patrimoniais e subdividirmos em conjuntos pequenos, teremos as classes
patrimoniais que no PGC são as seguintes:
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2- O INVENTARIO
2.1- NOÇÃO E CLASSIFICAÇÃO.
O Inventárioconsiste numa relação dos elementos patrimoniais com a indicação dos seus valores.
ACTIVO VALORES
Prédio na Rua Z 1.800.000,00
1- Cofre 8.300,00
2- Máquinas de Escrever 17.000,00
Dinheiro em Caixa 10.000,00
6.000 Kgs de Milho 2.000,00
3- Cadeiras de Metal 35.000,00
N/ saque nº 27 18.000,00
Depósito em Banco 12.000,00
Total do Activo 1.902.300,00
PASSIVO
N/ Aceite nº 17 250.000,00
Divida á Sonangol 500.000,00
Empréstimo Bancário ( á cinco anos) 60.000,00
Total do Passivo 810.000,00
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Inventário Classificado, quando os elementos aparecem agrupados, segundo a sua
natureza, característica ou função.
ACTIVO VALORES
Imobilizado
Prédio na Rua Z 1.800.000,00
3- Cadeiras de Metal 35.000,00
1- Cofre 8.300,00
2- Máquinas de Escrever 17.000,00
Realizavél
6.000 Kgs de Milho 2.000,00
N/ saque nº 27 18.000,00
Meios monetários
Dinheiro em Caixa 10.000,00
Depósito em Banco 12.000,00
Total do Activo 1.902.300,00
PASSIVO
Passivo não corrente
Empréstimo Bancário ( á cinco anos) 60.000,00
Passivo corrente
N/ Aceite nº 17 250.000,00
Divida á Sonangol 500.000,00
Total do Passivo 750.000,00
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A inventariação de uma empresa é tanto mais trabalhosa, quanto maior for a complexidade do seu
património, assim deveremos ter em atenção aos seguintes aspectos:
a) O Inventário das máquinas, mobiliário, etc, ficará bastante facilitado se a medida que se
comprarem forem etiquetados e registados convenientemente.
Haverá ainda que distinguir-se as mercadorias próprias daquelas, que estejam confiadas para
a venda por conta de outros.
c) O inventário das dívidas a pagar e a receber far-se-á com base nos registos de fornecedores e
clientes, conferindo-os criteriosamente e confrontando-os com os extractos de contas
previamente solicitados aos mesmos. Importa não esquecer eventuais pagamentos
adiantados as fornecedores e recebimentos antecipados de clientes.
d) Os valores disponíveis em caixa e bancos devem ser verificados: a caixa pela contagem dos
valores, regularização de vales etc, os bancos pela confrontação dos extractos bancários.
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3- O BALANÇO
3.1- NOÇÃO E CLASSIFICAÇÃO.
O Balanço pode ser definido como, a comparação entre o Activo e Passivo para se conhecer o valor
e natureza da situação liquidaou aindaBalanço é o mapa que ilustra a situação patrimonial da
empresa num determinado momento, cuja equação fundamental é:
Da comparação entre o Activo e o Passivo poderemos chegar á uma das seguintes situações:
Já sabemos que se chama Situação Líquida ou capital Próprio a diferença entre o Activo e o Passivo.
Diremos então que a Situação Líquida é:
Podemos concluir então que o Balanço é o resultado da comparação dos elementos Activos e
Passivos, com determinação da diferença entre eles isto é achando-se a Situação Líquida e mostrando
qual a sua natureza (activa, passiva ou nula).
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Analíticos, são os que têm outros graus de contas.
BALANÇO
valores expressos em: Kwanzas
CONTAS Exercícios
RUBRICAS notas
pgc N N-1
ATIVO
ATIVO NÃO CORRENTE
11 Imobilizações Corpóreas 4
12 Imobilizações Incorpóreas 5
13 Investimentos Financeiros 6
14 Imobilizações em Curso
Soma do Ativo Não Corrente 0 Kz
ATIVO CORRENTE
2x Existências 8
3x Contas a Receber 9
4x Disponibilidades 10
Soma do Ativo Corrente 0 Kz
Total do ATIVO 0 Kz
CAPITAL PRÓPRIO e PASSIVO
CAPITAL PRÓPRIO
51 Capital 12
55/6/7/8 Reservas 13
81 Resultados Transitados 14
88 Resultados do Exercício
Total do CAPITAL PRÓPRIO 0 Kz
PASSIVO
PASSIVO NÃO CORRENTE
33 Empréstimos m/l prazo 15
39.1 Provisões para Pensões 17
39.x Provisões para Riscos e Encargos 18
Soma do Passivo Não Corrente 0 Kz
PASSIVO CORRENTE
3x Contas a Pagar 19
33 Empréstimos Curto Prazo 20
Soma do Passivo Corrente 0 Kz
Total do PASSIVO 0 Kz
Total do CAPITAL PRÓPRIO e PASSIVO 0 Kz
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Modelo de Balanço Horizontal
Podemos verificar que a arrumação dos elementos do activo é feita por ordem crescente do grau
de realização destes bens em dinheiro (rapidez e facilidade de transforma-los em dinheiro) e o
passivo pela ordem crescente do grau de exigibilidade das dívidas (duração dos prazos para pagar).
Assim setratar-se de um balanço para liquidação, trespasse ou cessão de quotas duma empresa, o
mais razoável será que se atribua a cada um dos bens patrimoniais o seu provável valor de realização.
(Balanço de liquidação).
Se porém como é ocaso mais comum, a empresa prossegue a sua actividade normal, (teremos um
balanço de exploração) há que respeitar critérios de valorização que permitam coerência e
consistência entre exercícios consecutivos de que o balanço é o elo de ligação.
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Com efeito é preciso ter em conta que as mudanças de critérios de valorização dos bens patrimoniais
de um exercício para o outro, teriam como consequência influenciar os resultados do exercício com
factores que nada teriam a ver com a actividade deste ano, mas seriam apenas resultados de
diferenças de valorização. É o que resultaria se num dado exercício se valorizasse as mercadorias em
armazém a preço de custo e no exercício seguinte se adoptasse o critério de valorização a preços
actuais de mercado ou a preços de venda.
Assim teremos como principais critérios a seguir na valorização dos elementos patrimoniais os
seguintes:
a) Valores do imobilizado – Preço de custo menos a depreciação (desgaste), nos casos em que
tal se verifique, como em máquinas, edifícios etc.
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4 – AS CONTAS E A CONTABILIZAÇAO
4.1- NOÇÃO E PARTES CONSTITUTIVAS.
O Património de uma empresa é constituído por um grande e complexo número de elementos de
natureza diferente que, para serem mensuráveis têm de ser reduzidos a uma unidade de valor
comum.
Por outro lado e consoante a sua natureza ou função que desempenham na empresa, os diferentes
valores patrimoniais devem ser agrupados em classes com características comuns. A conjugação
daqueles elementos permitem-nos chegar a noção de conta:Conjunto de elementos patrimoniais que
apresentam uma certa homogeneidade expresso em unidades devalor.
a) Título, denominação própria que é a expressão por que se designa a conta (Caixa, banco,
Fornecedor etc.), tem como finalidade identificar a conta e distingui-la de todas as outras pelo
que é fixo e imutável.
b) Código numérico, é um número que servirá para identificar a conta no Plano de contas.
c) Extensão, representa o valor em unidades monetárias contida na conta no momento em que
se analisa. Constitui o elemento variável da conta.
d) Data, marcação do tempo em que ocorreu o facto (dia, mês e ano)
e) Histórico, é a narração do facto ocorrido.
f) Saldo, é a diferença entre os movimentos a débitos e os movimentos a crédito.
Há planos de contas gerais, como o PGC, que de acordo com o número 2 do Decreto nº 82/001 de 16/11 é
obrigatoriamente aplicado a:
Sociedades comerciais e empresas públicas que, exerçam actividade em Angola, ou que exercendo
actividades em outros países tenham a respectiva sede em Angola.
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E há planos de contas sectoriais, como os planos de contas dos sectores bancário e seguradora
respectivamente.
As contas Gerais dizem-se do 1º grau e as suas subdivisões imediatas do 2º e 3º grau… A extensão de uma
conta Geral é sempre igual á soma das extensões das suas subcontas.
Exemplo:
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Existem algumas contas que usualmente são chamadas de contas especiais com características próprias:
Contas de Regularização, Servem para corrigir outras contas mas sem lhes alterar o valor inicial como
é por o exemplo o caso de depreciação do imobilizado, provisão para desvalorização das existências
ou para clientes duvidosos.
Contas de Ordem, São contas extra -patrimoniais, não fazem parte nem do Passivo, nem do Activo e
nem da Situação Líquida. Destinam-se em regra a registar responsabilidades potenciais da empresa e
aparecem em contas paralelas, nos dois membros do Balanço pelos mesmos valores. Exemplo
garantias prestadas, fianças, valores recebidos em caução ou a aguarda.
Contas Mistas, São contas cuja designação as faz situar simultaneamente no Activo e no Passivo,
embora em cada membro por valores próprios. É o caso da contaoutros valores a receber e a pagar.
Contas de transição, Servem para registar provisoriamente, factos que convém coleccionar e analisar
até poderem ser transferidos as contas definitivas e próprias. Exemplo, Obras em Curso,
transferências de valores, estas contas podem figurar no Balanço desde que o facto que lhesdeu
origem não tenha chegado a conclusão final.
Contas de Acréscimos e Diferimentos, Permitem o registo dos custos e proveitos nos exercícios a que
respeitam quando ocorram desfasamento temporais com as respectivas despesas e receitas como é
o caso da conta proveitos a facturar ou de encargos a repartir por períodos futuros.
débitos Créditos
Após fazermos os registos, podemos determinar a posição da conta isto é saber qual é a natureza do seu
saldo,pelasimples análise da diferença entre o valor total dos movimentos a débito e o valor total dos
movimentos a crédito podendoverificar-se as seguintes situações:
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DÉBITO > CRÉDITO SALDO DEVEDOR (Sd)
DÉBITO < CRÉDITO SALDO CREDOR (SC)
DÉBITO = CRÉDITO SALDO NULO (Sn)
Sendo assim poderemos verificar as seguintes situações para cada um dos casos respectivamente:
D= C + Sd
D=C
C = D + Sc
São diversos os termos técnicosutilizados no uso das contas entre os quais escolhemos os mais usuais:
Quanto as regras para movimentação das contas podemos resumi-las da seguinte forma:
As contas do ACTIVO, debitam-se pelos saldos iniciais e pelos aumentos e creditam-se pelas
diminuições.
As contas do PASSIVO,debitam-se pelas diminuições, creditam-se pelos saldos iniciais e pelos
aumentos.
As contas da SITUAÇÃO LÍQUIDA, quando se tratam de prejuízo debitam-se, quando se tratam de
lucros creditam-se.
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4.5- MÉTODO DE REGISTO CONTABILÍSTICO E LANÇAMENTO
O método de registo contabilístico é o método das Partidas Dobradas ou Digrafiaque data do século
XV, quando houve um ressurgimento da Contabilidade onde destacamos Veneza (1494) onde o Frei
Luca Paciolo inventou este sistema que chamou de PartitaDoppia.
Segundo este método todo o débito numa conta, origina o crédito noutra ou vice-versa isto é cada
facto patrimonial determina um registo em duas ou mais contas, para que o valor de cada uma débito
(ou débitos) corresponda sempre um crédito (ou créditos) de igual valor.
O princípio das partidas dobradas é a base conceptual que suporta a equação fundamental da
contabilidade.
Lançamento de 1ª Fórmula
Débito Crédito
Um débito = Um crédito
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Lançamento de 2ª Fórmula
Débito Crédito
Crédito
Lançamento de 3ª Fórmula
Débito Crédito
Débito
Lançamento de 4 ª Fórmula
Débito Crédito
Débito Crédito
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Segundo a natureza dos movimentos
Lançamentos de Abertura,Os que respeitam ao registo dos valores iniciais das contas de uma
empresa no início da sua escrita.
Lançamentos de Regularização, visam rectificar os saldos das contas que não correspondem
a realidade; normalmente efectuam-se no fim de cada exercício económico antes de se
proceder ao apuramento de resultado e a elaboração do Balanço.
Lançamento de Apuramento de resultado, tem por finalidade transferir os saldos das contas
de custos e proveitos para as contas de resultado.
O DIÁRIO,serve para registar, dia a dia por ordem de datas em assento separado cada um dos actos
que modificam ou possam vir a modificar o património.
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BALANCETE, é um quadro recapitulativo de todas as contas do razão(ou do diário) onde
consta a soma dos débitos e dos créditos de cada conta e os respectivos saldos. A soma dos
totais dos débitos e dos créditos têm que ser iguais, consequentemente os totais dos saldos
devedores e credores devem ser iguais.
BALANCETE
LANÇAMENTO DE REGULARIZAÇÃO
BALANCETE DE REGULARIZAÇÃO
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5-AS DEMONSTRAÇOES FINANCEIRAS
Repetindo de algum modo o que já foi dito antes, podemos dizer de uma forma sintéctica, que é
objectivo da contabilidade a recolha, registo e tratamento dos factos decorrentes das operações
efectuadas pelas organizações, por forma a elaborar demonstrações económico-financeiras que
revelem:
O Balanço, como vimos anteriormente pode ser entendido como um quadro que nos evidencia a
situação patrimonial da organização, ou seja o conjunto de bens, direitos e obrigações que lhe estão
afectos e sua respectiva situação líquida.
Demonstrações de Fluxo de Caixa,é um quadro que apresenta informação histórica detalhada sobre
quais foram os recebimentos e os pagamentos de uma empresa durante um determinado período
de tempo.
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As Demonstrações de resultados podem ser evidenciadas de duas formas:
Mas para o nosso estudo vamos nos concentrar na Demonstração de resultados por Natureza cujo
modelo é o seguinte:
CONTAS Exercícios
Designação notas
pgc N N-1
61 VENDAS 22
62 PRESTAÇÕES DE SERVIÇO 23
63 OUTROS PROVEITOS OPERACIONAIS 23
64 VARIAÇÕES DE PRODUÇÃO 25
65 TRABALHOS P/ PRÓPRIA EMPRESA 26
71 CUSTO MERC. VENDIDAS E MAT. CONSUMIDAS 27
72 CUSTOS COM O PESSOAL 28
73 AMORTIZAÇÕES 29
75 OUTROS CUSTOS OPERACIONAIS 30
82 RESULTADOS OPERACIONAIS 0 Kz
83 RESULTADOS FINANCEIROS 31
84 RESULTADOS DE FILIAIS E ASSOCIADAS 32
85 RESULTADOS NÃO OPERACIONAIS 33
86 RESULTADOS EXTRAORDINÁRIOS 34
87 IMPOSTO SOBRE O RENDIMENTO 35
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Podemos esquematizar as Demonstrações de resultados da seguinte forma:
Proveitos
Operacionais
Contas 61 a 65 Resultados
Operacionais
Custos Conta 82
Operacionais
Contas 71 a 75
Proveitos
Financeiros
Conta 66 Resultados
Financeiros
Custos Conta 83
Financeiros
Conta 76
Proveitos em
Associadas
Conta 67 Resultados em RESULTADO
Associadas LÍQUIDO
Custos em Conta 84 Conta 88
Associadas
Conta 77
Outros Proveitos
não Operacionais
Conta 68 Resultados não
Operacionais
Outros Custos Conta 85
não Operacionais
Conta 78 Imposto
Sobre Lucros
Proveitos Conta 87
Extraordinários
Conta 69 Resultados
Extraordinários
Custos Conta 86
Extraordinários
Conta 79
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Nas operações de compra e venda podem identificar-se diversas fases:
1) Fase da Encomenda.
2) Fase de Entrega do Bem ou Prestação dos Serviços.
3) Fase da Liquidação.
4) Fase de Pagamento.
Em cada uma destas fases, são emitidos vários documentos, ora pelo comprador ora pelo vendedor.
Requisição ou Nota de Encomenda, é um documento emitido pelo comprador do qual constam as espécies,
quantidades e os preços das mercadorias desejadas bem como outras condições relativas á transacção.
Guia de Remessa ou Nota de Venda,é um documento emitido pelo vendedor que acompanha a mercadoria
expedida para o comprador poder conferir a entrega, que após firmado pelo comprador constitui prova de
entrega do bem ou serviço.
Factura, documento a ser emitido no prazo de cinco dias úteis que deve referenciar todos os elementos ligados
á transacção.
Factura Pro Forma, factura emitida a título provisório, antes de feita ou executada uma encomenda para ser
utilizada como orçamento ou como obtenção de um crédito.
Nota de Débito, representa uma correcção do preço da factura ou a transmissão (débito) de gastos a terceiros.
Nota de Crédito, Representa uma correcção no preço da factura, a devolução de vendas ou a concessão de
descontos.
Venda a Dinheiro ou factura/ Recibo, documento utilizado quando a fase de compra coincide com a fase de
pagamento.
Nota de Devolução,documento utilizado ainda na fase da entrega ou já na fase de liquidação, por rejeição de
bens entregues.
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INSPIRAÇÃO, LDA
RUA DO B.I. Nº 45
NIF: 05478661111 NOTA DE ECOMENDA Nº _____
FORNECEDOR:_______________________
MORADA :___________________________
CONTÁCTO:__________________________
PRAZO:___________
LOCAL DE ENTREGA____________________
______________de______________________de_________
Cliente___________________________________________
ENTREGOU_______________ RECEBEU__________
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DESEJO BOM, LDA
RUA DO ALENTEJO Nº 24
NIF: 259874644 NOTA DE CRÉDITO Nº _____
VALOR TOTAL………
Carlos Alberto
GESTOR DE CONTAS
Original: Adquirente / Cópia : Emissor
O GERENTE:
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GIRA BAIRRO ,LDA
RUA DO FUNDANGO Nº 26
NIF: 16895404755
Á
MAXI DÍVIDA , SA
RUA DOS PERDIDOS RC Nº 15
Nº 206/ 2013
VALOR: AKZ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil Kwanzas)
Alberto Mateus
SUPERVISOR FINANCEIRO
Lei 7/97, imposto que deverá ser retido na fonte e incide sobre empreitadas,
subempreitadas e prestação de serviços (não se aplica ao fornecimento de materiais). Para os
serviços de construção, beneficiação, reparação ou conservação de bens do activo fixo
imobiliário a taxa é de 10 % X 35 % = 3,5%. Para os restantes casos a taxa é de 10% X 35 % =
5,25%.
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Imposto sobre Aplicação de Capitais, incide sobre os rendimentos provenientes da
simples aplicação de capitais.
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Termos técnicos usados em contabilidade
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Casos praticos
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Página 36