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Estativa para Ensaios Balísticos

1) O documento descreve o desenvolvimento de uma estativa para realizar testes balísticos com armas de fogo de forma segura. 2) A estativa tem a função de fixar a arma durante os testes para que o operador possa ficar a uma distância segura durante os disparos. 3) O objetivo é gerar um novo projeto de estativa de fácil fabricação que possa ser construída localmente e realizar os testes balísticos com segurança.

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Estativa para Ensaios Balísticos

1) O documento descreve o desenvolvimento de uma estativa para realizar testes balísticos com armas de fogo de forma segura. 2) A estativa tem a função de fixar a arma durante os testes para que o operador possa ficar a uma distância segura durante os disparos. 3) O objetivo é gerar um novo projeto de estativa de fácil fabricação que possa ser construída localmente e realizar os testes balísticos com segurança.

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net/publication/317050128

Shooting rest development for ballistic tests with firearms (bachelor thesis in
portuguese)

Research · May 2017


DOI: 10.13140/RG.2.2.22492.59526

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2 authors:

Nadilson Araújo Lima Rocha Wanderley Ferreira Amorim Jr

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Campina Grande Federal University (UFCG), Brazil
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UN IV E R SI D AD E FE D E R AL D E C AM P IN A G R AN D E
CE NT RO D E CI Ê NC I AS E T E CNO L O G I A
UN ID AD E AC AD ÊM IC A D E EN G E NH AR I A M EC ÂN I C A
XI X JO R N AD A D E T RAB AL HO D E C O N CLU S ÃO CU R SO
P ER ÍO DO 2 01 6. 2

DESENVOLVIMENTO DE UMA ESTATIVA PARA ENSAIOS BALÍSTICOS COM


ARMAS DE FOGO

Nadilson Araújo Lima Rocha1


[Link]@[Link]
1
Universidade Federal de Campina Grande, Av. Aprígio Veloso, 882, bairro Bodocongó - Campina
Grande, PB, CEP 58429-900

Resumo: O avanço da criminalidade aumentou a necessidade de realizar testes que tornem o


processo de investigação técnica mais eficiente, como exemplo do ensaio balístico, este, por se tratar
de um procedimento com armas de fogo, precisa da utilização de equipamentos que eliminem os
riscos de acidentes durante sua prática, um desses equipamentos é a estativa, que tem a função de
fixar a arma durante o ensaio para que o mesmo possa ser efetuado com o operador a uma distância
segura da arma. Pensando nessa necessidade, o presente trabalho objetiva gerar uma nova
concepção de estativa para armas de fogo de fácil fabricação, para que possa ser concebida em sítio,
sem deixar de desenvolver, com eficiência, sua função.

Palavras-chave: Ensaio balístico, Estativa.

1. INTRODUÇÃO

O trabalho da polícia científica consiste na produção de comprovações periciais objetivando


o esclarecimento de crimes. A investigação policial, por si só, não é suficiente para a produção de
provas, pois não possui metodologia científica baseada na investigação técnica; Os peritos criminais
são profissionais de diversas áreas do conhecimento com perfil científico, que atuam em 14 frentes,
estas examinam desde o local de ocorrência da infração penal, até os instrumentos utilizados para o
crime, os peritos em balística confirmam a prova da ocorrência de um crime, que tenha como objeto
principal uma arma de fogo, o trabalho consiste na identificação de armas, confronto de elementos
de munição e revelação de caracteres de registro que foram adulterados e suprimidos pelos
criminosos.
Para investigar as armas de fogo é essencial o estudo da balística, sobretudo a balística forense.
Balística é por definição a parte da física que estuda o impulso, o movimento e impacto dos projéteis,
entendendo-se por projétil qualquer sólido que se move no espaço, após haver recebido um impulso,
balística forense é a parte da balística relevante para a justiça, o professor e perito criminal Eraldo
Rabello a define em seu livro “Balística Forense” como aquela parte do conhecimento criminalístico
e médico legal que tem por objeto, especial, o estudo das armas de fogo, das munições e dos
fenômenos e efeitos próprios dos tiros destas armas, no interesse da justiça, tanto penal como civil".
(RABELLO, 1995).
As armas de fogo por sua vez são definidas no inciso XIII, do art. 3º do Anexo do Decreto Lei
N.º 3665, de 20 de novembro de 2000 – (R105), como:
Armas que arremessam projéteis empregando a força expansiva dos gases gerados pela
combustão de um propelente Estativa confinado em uma câmara que, normalmente, está solidária a
um cano que tem a função de propiciar continuidade à combustão do propelente, além de direção e
estabilidade ao projétil.

Trabalho avaliado pela banca examinadora composta pelos professores Wanderley Ferreira de Amorim Junior
(orientador/UAEM), Marco Antonio dos Santos e Yoge Jerônimo Ramos da Costa (membros/UAEM).
XIX Jornada de Trabalho de Conclusão de Curso de Engenharia Mecânica. UFCG/UAEM
Período 2016.2

A falta de resolução das infrações penais, em especial no Brasil, é mal especialmente nocivo.
Somos um dos países que mais sofre com o homicídio doloso no mundo. Somamos isto à umas das
menores taxas de elucidação de infrações penais, e temos a receita para o desastre. Nesta questão, um
dado se destaca: cerca de três quartos destes crimes são cometidos por armas de fogo (DEBETIL,
2015).
Diante do número acentuado de crimes com armas de fogo ocorridos na Paraíba, o Instituto
de Polícia Científica (IPC) de Campina Grande, que é responsável por perícias criminais de 108
cidades do estado, apresentou a necessidade de adquirir uma estativa para armas de fogo,
equipamento que fixa a arma para efetuar os disparos durante o teste balístico, pois a ferramenta
disponível para este fim, não atendia o requisito básico de segurança, que é manter a arma fixa.
O objetivo do presente trabalho é portanto, gerar uma nova concepção de Estativa que
possibilite realizar ensaios balísticos, mantendo em segurança o colaborador atendendo às
determinações da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e que possa ser manufaturada
na cidade de Campina Grande.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 ARMAS DE FOGO

Todas as presentes definições e classificações a respeito de armas de fogo e munições são segundo
o Manual de Armamento e Manuseio Seguro de armas de fogo, elaborado pelo setor de Depósito
Público do Tribunal de Justiça do Amazonas. Arma de fogo é definida como Dispositivo que impele
um ou vários projéteis através de um cano pela pressão de gases em expansão produzidos por uma
carga propelente em combustão. E podem ser classificadas segundo alguns aspectos.

2.1.1 CLASSIFICAÇÃO

[Link] QUANTO À ALMA DO CANO

A alma é a parte oca do interior do cano de uma arma de fogo, que vai geralmente desde a
culatra até a boca do cano, destinada a resistir à pressão dos gases produzidos pela combustão da
pólvora e outros explosivos e a orientar o projétil. Pode ser lisa ou raiada, dependendo do tipo de
munição para o qual a arma foi projetada.
 Alma raiada
A alma é raiada quando o interior do cano tem sulcos helicoidais dispostos no eixo longitudinal,
destinados a forçar o projétil a um movimento de rotação.
 Alma lisa
É aquela isenta de raiamentos, com superfície absolutamente polida, como, por exemplo, nas
espingardas. As armas de alma lisa têm um sistema redutor (choque), acoplado ao extremo do cano,
que tem como finalidade controlar a dispersão dos bagos de chumbo.

[Link] QUANTO AO TAMANHO

 Armas curtas:

Pistolas – Modernamente podemos conceituar pistola como arma curta, raiada, portátil, semi-
automática ou automática, de ação simples, ação dupla, dupla ação e híbrida, com câmara no
cano, a qual utiliza o carregador como receptáculo de munição. Existem pistolas de repetição
que não dispõem de carregador e cujo carregamento é feito manualmente pelo atirador. Seu
nome provém de Pistola, um velho centro de armeiros italianos.
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Revólveres – Arma curta de alma raiada ou lisa, portátil, de repetição, na qual os cartuchos
são colocados em um cilindro giratório (tambor) atrás do cano, podendo o mecanismo de
disparo ser de ação simples ou dupla.

 Armas Longas – Alma Raiada:

Rifles – Termo muito comum, de origem inglesa, que significa o mesmo que fuzil. Arma
longa, portátil que pode ser de uso militar/policial ou desportivo; de repetição, semi-
automática ou automática.
Fuzil de Assalto – Fuzil Militar de fogo seletivo de tamanho intermediário entre um fuzil
propriamente dito e uma carabina.
Carabina – Geralmente uma versão mais curta de um fuzil de dimensões compactas, cujo
cano é superior a 10 polegadas e inferior a 20 polegadas (geralmente entre 16 e 18 polegadas).
Submetralhadora – Também conhecida no meio Militar como metralhadora de mão, é
classificada assim por possuir cano de até 10 polegadas de comprimento e utilizar cartuchos
de calibres equivalentes aos das pistolas semi-automáticas.
Metralhadora – Arma automática, que utiliza cartuchos de calibres equivalentes ou
superiores aos dos fuzis; geralmente necessita mais de uma pessoa para sua operação.

 Armas Longas – Alma Lisa:


Espingardas - Arma longa, de alma lisa, que utiliza cartuchos de projéteis múltiplos ou de
caça.

[Link] QUANTO AO SISTEMA DE ACIONAMENTO

Ação simples – No acionamento do gatilho apenas uma operação ocorre, o disparo; sendo
que a operação de armar o conjunto de disparo já foi feita antes.
Ação dupla – No acionamento do gatilho ocorrem duas operações, a primeira é o armar do
conjunto de disparo e a segunda é o disparo propriamente dito.
Dupla ação – Sistema onde se faz possível a execução do tiro tanto em ação simples, como
em ação dupla.
Ação híbrida – A operação de armar o conjunto de disparo ocorre em duas etapas, uma antes
e outra depois do disparo.

2.1.2 MUNIÇÃO

É o conjunto de cartuchos necessários ou disponíveis para uma arma ou uma ação qualquer em
que serão usadas armas de fogo.
O cartucho para arma de defesa contém um tubo oco, geralmente de metal, com um propelente
no seu interior; em sua parte aberta fica preso o projétil e na sua base encontra-se o elemento de
iniciação. Este tubo, chamado estojo, além de unir mecanicamente as outras partes do cartucho, tem
formato externo apropriado para que a arma possa realizar suas diversas operações, como
carregamento e disparo.
O projétil é uma massa, em geral de liga de chumbo, que é arremessada a frente quando da
detonação, é a única parte do cartucho que passa pelo cano da arma e atinge o alvo.
Para arremessar o projétil é necessária uma grande quantidade de energia, que é obtida pelo
propelente, durante sua queima. O propelente utilizado nos cartuchos é a pólvora, que, ao queimar,
produz um grande volume de gases, gerando um aumento de pressão no interior do estojo, suficiente
para expelir o projétil.
Como a pólvora é relativamente estável, isto é, sua queima só ocorre quando sujeita a certa
quantidade de calor; o cartucho dispõe de um elemento iniciador, que é sensível ao atrito e gera
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energia suficiente para dar início à queima do propelente. O elemento iniciador geralmente está
contido dentro da espoleta.
Um Cartucho completo Fig.1 é composto por:

1- Projétil;
2- Estojo;
3- Propelente
4- Espoleta

Fig.1 – Ilustração de um cartucho completo

[Link] PROJÉTIL

Projétil é qualquer sólido que pode ser ou foi arremessado, lançado. No universo das armas de
defesa, o projétil é a parte do cartucho que será lançada através do cano.

[Link] ESTOJO

O estojo é o componente de união mecânica do cartucho, apesar de não ser essencial ao disparo,
já que algumas armas de fogo mais antigas dispensavam seu uso, trata-se de um componente
indispensável às armas modernas. O estojo possibilita que todos os componentes necessários ao
disparo fiquem unidos em uma peça, facilitando o manejo da arma e acelera o intervalo em cada
disparo.

[Link] PROPELENTE

Propelente ou carga de projeção é a fonte de energia química capaz de arremessar o projétil a


frente, imprimindo-lhe grande velocidade. A energia é produzida pelos gases resultantes da queima
do propelente, que possuem volume muito maior que o sólido original. O rápido aumento de volume
de matéria no interior do estojo gera grande pressão para impulsionar o projétil.

[Link] ESPOLETA

A espoleta é um recipiente que contém a mistura detonante e uma bigorna, utilizado em cartuchos
de fogo central.
A mistura detonante é um composto que queima com facilidade, bastando o atrito gerado pelo
amassamento da espoleta contra a bigorna, provocado pelo percursor; A queima dessa mistura gera
calor, que passa para o propelente, através de pequenos furos no estojo, chamados eventos. O
funcionamento básico do mecanismo do tiro é ilustrado na Fig.2.
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Fig. 2 – Fenômeno do tiro. Em (a) arma em seu estágio pré-tiro. (b) primeiro estágio do disparo o
cão movimenta-se, geralmente via ação mecânica, empurrando o percutor contra a espoleta, ação
que dá início à explosão da mistura iniciadora. (c) temos a representação do aumento da pressão
interna (setas) que fazem com que o projétil seja expelido através do cano. (Adaptado da Revista
Perícia Federal, Set/Out 2003)

2.2 PERÍCIA CRIMINAL

A perícia criminal é uma atividade técnico-científica prevista no Código de Processo Penal,


indispensável para elucidação de crimes quando houver vestígios. A atividade é realizada por meio
da ciência forense, responsável por auxiliar na produção do exame pericial e na interpretação correta
de vestígios. (APCF)
O perito criminal trabalha fazendo exames no local onde foi realizada uma infração penal, bem
como nos instrumentos que foram utilizados para tal. No Brasil, segundo a Associação brasileira de
criminalística, são cerca de 12 mil profissionais com perfil técnico-científico e de diversas áreas do
conhecimento, a exemplo de, engenharias, informática, química, biologia, ciências contábeis,
agronomia, entre outras, que integram o corpo de peritos criminais, atuando em quatorze frentes,
como ilustrado na Fig.3.

Fig.3. Frentes da Perícia Criminal

Perícias em Informática: Desempenha papel fundamental na solução de crimes que utilizam


recursos informatizados.
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Perícia Contábil e Financeira: Os crimes desta natureza consistem em todo delito, sem o uso de
violência, danoso a sociedade e que tenha como objetivo final a obtenção de lucro.
Perícias Documentoscópicas: Combate aos crimes contra a fraude documental.
Perícias em Audiovisual e Eletrônicos: Grampos telefônicos, clonagem de cartões de crédito,
centrais de telefonia clandestina, rádios piratas e provedores de Internet ilegais são alguns dos delitos
dessa área.
Perícias de Química Forense: Análise, caracterização e desenvolvimento de novas metodologias
de exames em drogas, fármacos (medicamentos), agrotóxicos, alimentos, tintas, documentos,
bebidas, combustíveis, em diferentes formas de apresentação.
Perícias de Engenharia: Superfaturamento de licitações, financiamentos e contratos de obras
públicas estão entre os casos solucionados pelos peritos de engenharia.
Perícias de Meio Ambiente: Realização de exames e produção de laudos periciais em crimes
que envolvem a fauna, flora, poluição, extração mineral e invasão de áreas protegidas.
Perícias em Genética Forense: Realizam análises de identificação genética em humanos,
animais e vegetais.
Perícias em Balística: Confirmam a prova da ocorrência de um crime, que tenha como objeto
principal uma arma de fogo.
Perícias em Locais de Crime: Fotografa cenas de crime, analisa e coleta todos os vestígios
necessários, que, posteriormente, são submetidos a análises em laboratório e utilizados para compor
laudos da perícia criminal.
Perícias em Bombas e Explosivos: Ocorrências que envolvem bombas em propriedades públicas
e privadas são o foco dos peritos especializados nessa área.
Perícias de Veículos: Em diversas ocorrências criminais existe a ligação direta ou indireta com
um veículo e em muitas delas, os veículos envolvidos apresentam uma série de vestígios, que
demandam a atuação de peritos de diferentes áreas.
Perícias de Medicina e Odontologia Forense: As perícias médico-legais são realizadas em casos
de crimes contra a integridade física da pessoa.
Perícias sobre o Patrimônio Cultural: Os bens examinados podem ser imóveis ou móveis, como
edificações, peças e até mesmo sítios históricos ou arqueológicos ameaçados pela ação criminosa.
Todas as 14 frentes citadas, desempenham um papel fundamental na elucidação de crimes, porém
a ênfase deste trabalho é na perícia em balística.

2.2.1 PERÍCIA EM BALÍSTICA

Esta frente da perícia criminal tem como objetivo principal identificar as armas de fogo, por meio
do confronto micro balístico. O Confronto Micro balístico é, portanto, a comparação das marcas e
micro estriamentos deixados pelos canos, percutores e culatras nos projéteis e nas cápsulas (Fig.4 e
Fig.5) visando identificar a arma de fogo que os tenha deflagrado. A análise pode ser genérica ou
específica. A genérica permite que se tenha uma identificação do fabricante da arma, modelo, tipo de
munição, etc. Já uma análise específica pode constatar se um projétil foi ou não expelido pela arma
em questão. Seria como uma análise de impressão digital, onde cada arma produz um conjunto de
micro estrias único.
Para tal comparação é necessário dois tipos de amostras, a padrão “é todo material retirado de
forma controlada de uma determinada arma questionada pelo perito criminal que efetuará o confronto
balístico. A função do padrão é servir como um modelo das deformações normais únicas produzida
pela arma questionada no elementos de munição nela utilizados, e servir de base para a comparação
contra elementos questionados durante o confronto balístico”, e a questionada que é “todo conjunto
de armas projéteis e/ou estojos questionados, que serão objeto de estudo do exame balístico”
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Fig. 4 - Fotografia de duas cápsulas de munição de arma de fogo, ambas percutidas pela mesma
arma e apresentando marcas da culatra em forma de linhas paralelas horizontais. (Fonte: Revista
Perícia Federal, Set/Out 2003)

Fig.5 - Fotografia do confronto de marcas presentes no projétil questionado, à esquerda da linha


preta, e em um padrão coletado pelos peritos, à direita da linha preta. As setas indicam as
marcas coincidentes mais evidentes e que confirmam que ambos os projéteis foram expelidos
pelo cano da mesma arma de fogo. (Fonte: Revista Perícia Federal, Set/Out 2003)

No intuito de padronizar a forma como é feita a perícia criminal, a Senasp elaborou um manual
de procedimento operacional padrão (POPs) para sete grandes áreas da perícia criminal, visando
uniformizar o processo de produção de provas técnicas no Brasil. As sete áreas abordadas foram:
Balística forense, Informática forense, Genética Forense, Local de Crime, Medicina legal,
Papiloscopia e Química forense. No tocante à balística forense, é especificado como deve proceder o
exame de micro comparação balística, desde a coleta de padrões até a análise de imagens no
microscópio. Foram então observados alguns pontos relevantes ao tema deste trabalho.

2.2.2 MATERIAL

 Locais para a coleta dos padrões balísticos para projéteis:

1. Caixa de Algodão;
2. Coletores especiais para projéteis;
3. Tanque com água;
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 Material de apoio para os testes:


1. Balança digital;
2. Boroscópio;
3. Cordão ou barbante, fio ou vareta metálica, para acionamento do mecanismo de
tiro a distância;
4. Estativa e ou mesa com morsa;
5. Lupa esferoscópica;
6. Lupas;
7. Máquina fotográfica ou equipamento de obtenção de imagem digital;
8. Paquímetro;

2.2.3 PONTOS CRÍTICOS RELATIVOS À SEGURANÇA

1. O manuseio do armamento deverá ser feito em local seguro para que não ocorram acidentes
de tiro;
2. O cano da arma sempre deve estar apontado para um local seguro;
3. A arma deve ser manuseada descarregada e o dedo do atirado deverá ser mantido fora do
gatilho até que esteja pronto para atirar;
4. Os tiros para coleta de projéteis e estojos padrões poderão ser efetuados por empunhadura
direta do armamento somente se estiver em bom estado de conservação e sem sinais de danos
estruturais evidentes que comprometam a segurança do atirador durante o disparo;
5. Havendo qualquer dúvida sobre a capacidade de manutenção da integridade da arma de fogo
durante os tiros, o procedimento de coleta de projéteis e estojos padrões deverá ser efetuado
remotamente através da montagem da arma em uma morsa e acionamento do mecanismo de
tiro a distância;
6. Os tiros para a coleta de projéteis e estojos padrões de uma arma de fogo questionada deverão
ser efetuados em local adequado para tal e recomenda-se a presença de, no mínimo, mais de
uma pessoa além da que manuseia a arma;
7. Durante os tiros para a coleta de padrões deverão ser utilizados equipamentos de proteção
individual, como óculos e abafadores. É obrigatória a utilização de EPIs durante a
manipulação de armas de fogo que apresentem resíduos de material biológico em seu corpo.

2.2.4 ESTATIVA

Citada no item 2.2.2 como material de apoio e no item 2.2.3, estativa é um equipamento que tem
como função fixar a arma de fogo, para que disparos possam ser efetuados com operador a uma
distância de segurança do conjunto estativa-arma, quando há dúvidas quanto ao estado de
conservação da arma em questão.
As estativas também são muito utilizadas por praticantes do tiro esportivo com a finalidade de
reduzir a força de recuo da arma, que é a reação causada pela combustão do propelente, lançando a
arma em direção oposta a trajetória do projétil, contra o ombro ou a mão do atirador, evitando
possíveis danos causados ao corpo por conta do impacto.
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[Link] PARALLAX SIGHTING REST 30018– HYSKORE

Fig.6 – Estativa para armas curtas fabricada pela Hyskore (imagem do site do fabricante)

Equipamento fabricado em aço pela Hyskore Professional Shooting Acessories, Fig.6, em


metal, é uma estativa para fixação de armas curtas com Sistema de apoio para o cano em formato “Y”
(1), subsistema de regulagem de altura do apoio do cano composto por fuso (2), sistema de apoio do
equipamento composto por parafuso com manípulo e capa de borracha na interface manipulo-mesa
(3), sistema de fixação da coronha composto por manípulo (4).

[Link] MTM K-ZONE SHOOTING REST

4 1

3 2

Fig.7 – Estativa para armas curtas e longas fabricada pela MTM Case – Gard (imagem do site do
fabricante)

Equipamento fabricado em polímero pela MTM Case – Gard, Fig.7, é uma estativa ajustável
para apoio de armas curtas e longas com regulagem de comprimento para armas longas (1), apoio
para a coronha da arma curta removível (2), apoio para o cano com um fuso controlando a altura (3)
e em formato “U” (4), todas as interfaces de contato entre a arma e a estativa revestidas por borracha
e apoio do equipamento composto por pés de borracha (5).
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[Link] CALDWELL LEAD SLED PLUS

3 1

4
3 2

Fig.8 – Estativa para Rifles fabricada pela Caldwell (imagem do site do fabricante)

Equipamento em metal produzido pela Caldwell – Shooting Supplies, Fig.8, é uma estativa
para apoio de armas longas, sem ajuste de comprimento, apoio para a coronha sem fixação e com
bloqueio de recuo (1), apoios do equipamento composto por pés de borracha e parafuso (2), apoio
para o cano em formato de “U” (3) e com regulagem de altura por fuso (4). Tanto o apoio da coronha
quanto o do cano com revestimento almofadado.

[Link] P3 ULTIMATE SHOOTING REST

3
4

1 2

Fig.9 – Estativa para armas curtas e longas fabricada pela CTK - Precision (imagem do site do
fabricante)
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Equipamento fabricado em aço pela CTK – Precision, Fig.9 é uma estativa para apoio de
armas curtas e longas, com ajuste de comprimento composto por suporte, manípulo e parafuso (1),
apoio para a coronha sem fixação e revestido com borracha (2), Apoio para o cano com ajuste de
altura, controlado por manípulo e parafuso (3), em forma de “Y” e coberto com material
emborrachado (4). Apoios do equipamento compostos por manípulo, parafuso e capa de borracha(5).

[Link] HYSKORE DANGEROUS GAME MACHINE REST

3
2

Fig.10 – Estativa para armas longas fabricada pela Hyskore (imagem do site do fabricante)

Equipamento fabricado em aço pela Hyskore Professional Shooting Acessories, Fig.10, é uma
estativa para fixar armas longas, com sistema de apoio e fixação da coronha com bloqueio de recuo,
composto por caixa de apoio, manípulos e parafusos (1), sistema de apoio para o cano em formato de
“Y”(2) com regulagem de altura por fuso, fitas auxiliares que prendem a arma ao equipamento(3),
sistema de apoio e fixação do equipamento formado por borracha presa na parte inferior e garra na
parte frontal que prende à bancada bloqueando o recuo (5).
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3. METODOLOGIA

Fig.11 – Fluxograma da metodologia de projeto adotada para esse trabalho

A metodologia segue a sequência ilustrada na Fig.11, onde têm-se:


 Definição do Problema (Projeto Informacional): é a interpretação e a limitação dos requisitos
disponíveis de forma clara e objetiva. Para tanto, reuniram-se todas as possíveis informações
necessárias ao desenvolvimento do trabalho. As fontes de informação foram: levantamento
bibliográfico em revistas e livros especializados; levantamento de equipamentos já existentes
focalizando os aspectos funcionais e de projeto. (MARIBONDO, 2000);
 Projeto Conceitual: busca-se apresentar na forma de croquis, diagramas, desenhos esquemáticos
a visualização da(s) ideia(s) que melhor atendem à demanda de projeto.
 Projeto Preliminar: busca-se estabelecer materiais e espessuras que resistam aos esforços
solicitados em conformidade
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 Projeto Detalhado: com os processos de fabricação e as normas vigentes no país, quanto à


segurança operacional e a confiabilidade do produto, detalhando a documentação para a
construção do protótipo.
 Construção/Fabricação do protótipo: faz-se uso dos recursos disponíveis em termos de fabricação
e montagem, para a obtenção da forma física estabelecida e dimensionada nas fases anteriores.
 Testes: para saber se atende às especificações de projeto e, consequentemente, a demanda inicial.

4. PROJETO INFORMACIONAL

Nessa etapa do projeto, o primeiro passo foi definir o problema: É possível fabricar uma
estativa para armas de fogo curtas e longas?
A partir desse problema foram estabelecidos os requisitos do projeto:
1. Fixar a arma de fogo;
2. Ser compatível com armas curtas e longas;
Para definir como atender a tais requisitos, foi desenvolvida uma pesquisa de mercado
(seção2.2) , fazendo um levantamento de equipamentos já existentes, através de patentes, sites de
venda, sites de fabricantes e catálogos. A partir deste levantamento foram destacadas suas
funcionalidades, sistemas, subsistemas e componentes, segundo os seguintes aspectos:
 Função do equipamento – Fixação ou somente apoio;
 Sistemas – Regulagem de comprimento; Apoio da coronha; Apoio do cano da arma;
Fixação do cano; Fixação da coronha; Fixação e/ou apoio do equipamento
 Subsistemas – bloqueio de recúo do sistema global; Bloqueio de recuo da arma;
Regulagem de altura do cano da arma.
 Componentes – Parafusos; Porcas; Manípulos; Capa de borracha; Pés de borracha.

5. RESULTADOS E DISCUSSÕES

5.1 PROJETO CONCEITUAL

Nesta fase da metodologia, o objetivo é gerar uma concepção de estativa que atenda aos requisitos
do projeto que são:
 Fixar a arma de fogo;
 Ser compatível com armas curtas e longas;
Para tal, a partir do projeto informacional, foi feita uma análise e seleção dos sistemas,
subsistemas, componentes e gerada uma nova concepção de estativa levando em consideração, além
dos requisitos do projeto, também a viabilidade de fabricação do equipamento, com objetivo de
simplificar a produção mas tendo como prioridade atender os requisitos.
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Período 2016.2

(a) (b)
Fig.12 – Concepção de estativa gerada em (a) configuração para armas curtas, em (b)
configuração armas longas (Imagem obtida pelo autor utilizando o software Inventor
Professional 2017 versão estudante).

Foi então obtida a concepção ilustrada na Fig.12, sendo esta composta por 4 conjuntos principais,
representadas por suas respectivas cores:
 Azul – Base para sistema de apoio do cano (1), fixação para bloqueio de recuo (2) e base para
ajuste de comprimento (3). (1 e 3 foram selecionadas do equipamento da seção [Link].
 Amarelo – Sistema de apoio e regulagem de altura do cano.
 Verde – Sistema de Regulagem de comprimento.
 Vermelho – Sistema de apoio e fixação da coronha

5.2 PROJETO PRELIMINAR

Nesta fase do projeto, o objetivo é fazer o dimensionamento, definição dos materiais e


especificações da concepção obtida no projeto conceitual. Para o desenvolvimento dessa etapa do
projeto alguns caminhos poderiam ser seguidos como fazer estudo de forças envolvidas no sistema
seguidos de cálculos de resistência, fazer um ampla pesquisa de armas existentes no mercado ou
utilizar faixa de medidas estimadas. Tendo em vista que o tempo disponível para desenvolvimento
do protótipo era curto e que o foco deste trabalho é a fabricação do protótipo de estativa, optou-se
por seguir o caminho mais prático, utilizando medidas estimadas e medidas dos equipamentos
apresentados no projeto informacional.
A faixa de medidas estimadas para armas longas, foram obtidas através das soleiras da armas
(Fig.13), acessório que fica fixado na extremidade do cabo e com isso tem-se uma estimativa de altura
e largura das coronhas, para as armas curtas foi feita medição de uma pistola Tauros PT840 (Fig.14)
de um policial militar de Campina Grande como o mesmo informou que esse era o armamento padrão
dos policiais da Paraíba a partir desta pistola estimamos a faixa de medidas que o protótipo iria
abranger.
A respeito das espessuras das chapas foi adotada uma estratégia conservadora, determinando
a espessura do material como a máxima que a máquina de virar chapas disponível podia virar no
formato desejado, sem romper o material.
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Fig.13 – Soleira de borracha para carabina (imagem da internet)

Fig.14 – Pistola Taurus PT840 (imagem obtida pelo autor)

5.2.1 CONJUNTO COMPOSTO POR BASES PARA SISTEMAS DE REGULAGENS DE


COMPRIMENTO E DE ALTURA DO CANO.

Para o dimensionamento das bases do sistema de regulagem do comprimento e do sistema de


regulagem de altura do cano, foram adotadas medidas encontradas durante o desenvolvimento do
projeto informacional, a base selecionada foi a do equipamento da seção [Link]. Após consultar o
site do fabricante, patente do equipamento e outros sites de vendas chegamos às dimensões do
equipamento mostradas na Fig.15.
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Fig.15 – Base do sistema de regulagem do comprimento e da altura do cano (imagem obtida


pelo autor utilizando o software Inventor Professional 2017 versão estudante).

Além das medidas mostradas na Fig.13, definiu-se que os tubos são de aço, espessura igual a
1,25mm e área da seção 25x25mm2 (1) e 30x30mm2 (2).

5.2.2 FIXAÇÃO PARA BLOQUEIO DE RECUO

Fig.16 – Fixação para bloqueio de recuo (Imagem obtida pelo autor utilizando o software Inventor
Professional 2017 versão estudante).

A determinação das dimensões, mostradas na Fig.16, e a definição do material, seguiu o


mesmo procedimento da seção 5.2.1 mas dessa vez o componente foi selecionado do equipamento
apresentado na seção [Link]. A área do tubo de aço quadrado (1) é 25x25mm2 com 1,25mm de
espessura e a chapa de aço (2) com 3mm de espessura.
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5.2.3 SISTEMA DE REGULAGEM DE COMPRIMENTO

Para o dimensionamento do sistema de regulagem do comprimento foram adotadas medidas


encontradas durante o desenvolvimento do projeto informacional, o sistema de regulagem
selecionado foi o do equipamento da seção [Link]. Após consultar o site do fabricante, patente do
equipamento, e feito adaptações para acoplamento do sistema de fixação da coronha, chegamos às
dimensões do sistema Fig.17.

Fig.17 – Sistema de regulagem de comprimento (Imagem obtida pelo autor utilizando o software
Inventor Professional 2017 versão estudante).

Todo o sistema de regulagem de comprimento é composto por tubo de aço, quadrado, com
área de seção 30x30mm2 e espessura 1,25mm.

5.2.4 SISTEMA DE FIXAÇÃO DA CORONHA

(a) (b)
Fig.18 - Sistemas de Fixação de coronha (a) armas longas (b) armas curtas (Imagem obtida pelo
autor utilizando o software Inventor Professional 2017 versão estudante).

A determinação das dimensões do sistema de fixação da coronha, sendo um para a fixação de


armas curtas Fig.18(a) e outro para armas longas Fig.18(b) foi feita através de médias estimadas, das
alturas e larguras dos cabos e coronhas, de armas curtas e longas. Por meio dessas foram obtidas as
dimensões mostradas na Fig.18
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5.2.5 SISTEMA DE APOIO E REGULAGEM DE ALTURA DO CANO

Fig.19 – Sistema de apoio e regulagem do cano da arma (Imagem obtida pelo autor utilizando o
software Inventor Professional 2017 versão estudante).

Para o dimensionamento do sistema de apoio e regulagem de altura do cano, foram admitidas


medidas encontradas durante o desenvolvimento do projeto informacional, especialmente do
equipamento da seção [Link], definindo as dimensões da Fig.19.

5.3 PROJETO DETALHADO

Desenhos e cotas em anexo 1.

5.4 FABRICAÇÃO

Foram utilizados como processo de fabricação, dobramento e torneamento. Para as uniões


foram feitas juntas soldadas e parafusadas. Com exceção de duas etapas (dobramento e fabricação
dos apoios de borracha), todo o processo de fabricação foi realizado na oficina “Setorno”, situada no
Distrito industrial, da cidade de Campina Grande, Paraíba.

Fig.20 – Maquina de virar chapas utilizada na fabricação. (Imagem obtida pelo autor)
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5.4.1 CONJUNTO COMPOSTO POR BASES PARA SISTEMAS DE REGULAGENS DE


COMPRIMENTO E DE ALTURA DO CANO

1
2

Fig.21 – Conjunto de bases para sistemas de regulagens de comprimento e de altura do cano


(Imagem obtida pelo autor)

Nas Bases para os sistemas de regulagens mostradas na Fig.21, estão presentes uniões
soldadas (1) e união parafusada (2).

5.4.2 FIXAÇÃO PARA BLOQUEIO DE RECUO

Fig.22 Fixação para bloqueio do recuo (Imagem obtida pelo autor)

Na fabricação da fixação para bloqueio de recuo foram feitas uniões soldadas (1) e (2) e o
processo de dobramento (3) da Fig.22.
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5.4.3 SISTEMA DE REGULAGEM DE COMPRIMENTO

Fig.23 Sistema para regulagem de comprimento (Imagem obtida pelo autor)

Na fabricação do Sistema de regulagem do comprimento foram feitas somente uniões


soldadas como mostra a Fig.23 (1).

5.4.4 SISTEMA DE FIXAÇÃO DA CORONHA

A as duas fixações para coronha foram fabricadas de forma semelhante como mostradas na
Fig.24, utilizando união soldada (1) e dobramento (2).

2 1

Fig.24 Sistema de Fixação da coronha (Imagem obtida pelo autor)


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5.4.5 APOIO E REGULAGEM DE ALTURA DO CANO

Fig.25 – Sistema de apoio e regulagem de altura do cano (Imagem obtida pelo autor)

A peça (1) mostrada na Fig.25 foi fabricada por dobramento e unida a haste por soldagem (2).

5.4.6 MONTAGEM

Após fabricadas, as peças foram lixadas e pintadas, em seguida o equipamento final foi
montado Fig.26. Como acessórios na montagem foram utilizados manípulos com roscas de 5/16”,
parafusos de ¼” e ¾”.

Fig.26 – Protótipo de estativa (Imagem obtida pelo autor)


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5.5 TESTES

Em posse do protótipo, foram realizados testes estáticos e dinâmicos no IPC de Campina


grande, com intuito de verificar se o protótipo atende aos requisitos do projeto, ser compatível com
armas curtas e longas, garantir a fixação. No teste estático foram feitas montagens do equipamento
fixando um revólver calibre 38 (arma curta) Fig.27, uma espingarda calibre 12 (arma longa) Fig.28 e
uma pistola Fig.29.

Fig.27 – Montagem do protótipo com arma curta (Revólver). (Imagem obtida pelo autor)

Fig.28 – Montagem do protótipo com arma longa. (Imagem obtida pelo autor)
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Fig.29 – Montagem do protótipo com arma curta (pistola). (Imagem obtida pelo autor)

Para o teste dinâmico foram efetuados disparos com duas das montagens, Fig.27 e 28. As Fig.
30 e 31 mostram o momento do disparo, os círculos vermelhos destacam os gases expelidos durante
a explosão.

Fig.30 – Teste dinâmico do protótipo com arma longa. (Imagem obtida pelo autor)

Fig.31 – Teste dinâmico do protótipo com arma curta. (Imagem obtida pelo autor)
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Por meio dos testes realizados, pôde-se constatar que o protótipo de estativa atendeu aos
requisitos do projeto, garantindo a fixação de arma curta e arma longa durante a realização de disparos
porém, com algumas ressalvas. Na Fig.29 percebe-se que há dificuldade em fixar a pistola isso se dá
porque a maioria das estativas existentes no mercado, são para um tipo específico de armamento, já
o IPC se depara com vários tipos de armas, antigas, atuais, sofisticadas, caseiras e por isso há uma
dificuldade de padronizar o equipamento para abranger todas as situações. Após análise dos
resultados do teste, decidiu-se fazer mudanças no protótipo que são mostradas na Fig.32.

1
1

2
1

Fig.32 –Protótipo após modificações. (Imagem obtida pelo autor)

Fig.33 – Zoom do ícone 1 da Fig. 32 (Imagem obtida pelo autor)

As modificações realizadas são indicadas pelas setas na Fig.32, confecção de um tampa para fixação
do cano (1) Fig.33, aumento da haste do sistema de fixação da coronha.

6. CONCLUSÃO

Após seguir a metodologia adotada, obter o protótipo e realizar os testes, foi constatado que a
estativa concebida atendeu aos requisitos deste projeto, mantendo sua rigidez, certificando a fixação
da arma e consequentemente garantindo a segurança do operador durante os disparos. Portanto,
provou-se possível gerar uma concepção de estativa para armas curtas e longas que pudesse ser
manufaturada em sítio sem deixar de desenvolver com eficiência a sua função, esta foi entregue ao
Instituto de Polícia Científica de Campina Grande.
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7. SUGESTÕES PARA TRABALHOS FUTUROS

1. Desenvolver uma bancada adequada para fixação do equipamento;


2. Desenvolver sistema de gatilho para disparo à distância.

8. AGRADECIMENTOS

Em primeiro lugar, à Deus, que por sua graça e misericórdia sempre nos abençoa e nos dar
força para seguir em frente.
À meus pais, Rodolfo Rocha e Arlene Rocha. Por todo o apoio emocional e financeiro ao
longo dessa extensa caminhada que foi a graduação, se não fosse por vocês nada disso teria sido
possível, amo os dois.
À minha irmã Natália, minha prima Ana Alessandra, minha Tia Maria dos Anjos e todos os
outros familiares que quando necessário sempre estiveram presentes para dar o devido apoio. À
minha namorada Thaise Rêgo pela cumplicidade durante os momentos difíceis e pelo auxilio no
desenvolvimento do texto.
Aos amigos que conheci durante os anos como universitário, obrigado pelo companheirismo
nas horas de lazer e de dedicação. Em especial ao amigo Antônio Cláudio que teve participação
essencial no desenvolvimento dos desenhos contidos nesse trabalho, utilizando o software
Autodesk Inventor Professional 2017 versão estudante.
Por fim agradecer ao Professor Wanderley Ferreira, pela orientação indispensável e à Júlio,
da oficina Setorno, pelo excelente trabalho durante a fabricação do protótipo.

9. REFERÊNCIAS

Brasil. Secretaria Nacional de Segurança Pública. Procedimento Operacional Padrão: Perícia


Criminal. Brasília, 242p, 2013.

CHEMELLO, E. Química Virtual, fevereiro (2007).

CURT, T. K. Firearm support assembly. US7356960 B1, 15 abr. 2008.

DEBETIL, J. F. F. A importância do exame pericial de comparação balística nas decisões dos


julgadores em infrações penais com emprego de arma de fogo. TCC (graduação em Direito),
Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil, 2015.

MARIBONDO, J. F. Desenvolvimento de uma metodologia de projeto de sistemas modulares,


aplicada a unidades de processamento de resíduos sólidos domiciliares. Tese (Doutorado em
engenharia mecânica), Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica, Universidade Federal
de Santa Catarina, Brasil, 277 p., 2000.

RABELLO, E. Balística Forense. Porto Alegre: Sagra de Luzzatto, 1995.

SATO, E. M. O que é e como funciona o confronto microbalístico? Perícia Federal, ano IV, n-15,
setembro/outubro 2015.

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO AMAZONAS. Manuseio de Armamento e


Manuseio Seguro de Armas de Fogo, Manaus, 32p., 2012.
XIX Jornada de Trabalho de Conclusão de Curso de Engenharia Mecânica. UFCG/UAEM
Período 2016.2

[Link] Acesso em: 10 de Fevereiro de 2017.

[Link] Acesso em: 10 de Fevereiro de


2017.

[Link] Acesso em: 10 de Fevereiro de 2017.

[Link] Acesso em: 10 de


Fevereiro de 2017.

[Link]
[Link] Acesso em: 12 de Fevereiro de 2017.
XIX Jornada de Trabalho de Conclusão de Curso de Engenharia Mecânica. UFCG/UAEM
Período 2016.2

ANEXO I

A seguir estão os desenhos com vistas e cotas, do protótipo fabricado.


1,25
640 3

15
12,5

25
6,35
20

30
200
25

1,25
205 50

460

Projetado por Verificado por Aprovado por Data Data

NADILSON 02/04/2017

PROJETO DETALHADO ESTATIVA VERS O 1


Edi o Folha
7 PE AS 1/5
1,25 140
15

25
12,5

55

3
80

30
5

70
60
200

1,25 Projetado por Verificado por Aprovado por Data Data

NADILSON 02/04/2017
25 PROJETO DETALHADO ESTATIVA VERS O 1
Edi o Folha
7 PE AS 2/5
20 30 5

60
80,00

25

60

Projetado por Verificado por Aprovado por Data Data

NADILSON 02/04/2017

PROJETO DETALHADO ESTATIVA VERS O 1


Edi o Folha
7 PE AS 3/5
40
35 5

120
80

25

80

Projetado por Verificado por Aprovado por Data Data

NADILSON 02/04/2017

PROJETO DETALHADO ESTATIVA VERS O 1


Edi o Folha
7 PE AS 4/5
30

15

20
15

1,25
75

150

Projetado por Verificado por Aprovado por Data Data

NADILSON 02/04/2017

PROJETO DETALHADO ESTATIVA VERS O 1


Edi o Folha
7 PE AS 5/5

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