Estativa para Ensaios Balísticos
Estativa para Ensaios Balísticos
net/publication/317050128
Shooting rest development for ballistic tests with firearms (bachelor thesis in
portuguese)
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Campina Grande Federal University (UFCG), Brazil
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Modelagem Analítica e Numérica de Estruturas Compósitas para Aplicação em uma Família de Robôs Submarinos e Terrestres View project
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1. INTRODUÇÃO
Trabalho avaliado pela banca examinadora composta pelos professores Wanderley Ferreira de Amorim Junior
(orientador/UAEM), Marco Antonio dos Santos e Yoge Jerônimo Ramos da Costa (membros/UAEM).
XIX Jornada de Trabalho de Conclusão de Curso de Engenharia Mecânica. UFCG/UAEM
Período 2016.2
A falta de resolução das infrações penais, em especial no Brasil, é mal especialmente nocivo.
Somos um dos países que mais sofre com o homicídio doloso no mundo. Somamos isto à umas das
menores taxas de elucidação de infrações penais, e temos a receita para o desastre. Nesta questão, um
dado se destaca: cerca de três quartos destes crimes são cometidos por armas de fogo (DEBETIL,
2015).
Diante do número acentuado de crimes com armas de fogo ocorridos na Paraíba, o Instituto
de Polícia Científica (IPC) de Campina Grande, que é responsável por perícias criminais de 108
cidades do estado, apresentou a necessidade de adquirir uma estativa para armas de fogo,
equipamento que fixa a arma para efetuar os disparos durante o teste balístico, pois a ferramenta
disponível para este fim, não atendia o requisito básico de segurança, que é manter a arma fixa.
O objetivo do presente trabalho é portanto, gerar uma nova concepção de Estativa que
possibilite realizar ensaios balísticos, mantendo em segurança o colaborador atendendo às
determinações da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e que possa ser manufaturada
na cidade de Campina Grande.
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Todas as presentes definições e classificações a respeito de armas de fogo e munições são segundo
o Manual de Armamento e Manuseio Seguro de armas de fogo, elaborado pelo setor de Depósito
Público do Tribunal de Justiça do Amazonas. Arma de fogo é definida como Dispositivo que impele
um ou vários projéteis através de um cano pela pressão de gases em expansão produzidos por uma
carga propelente em combustão. E podem ser classificadas segundo alguns aspectos.
2.1.1 CLASSIFICAÇÃO
A alma é a parte oca do interior do cano de uma arma de fogo, que vai geralmente desde a
culatra até a boca do cano, destinada a resistir à pressão dos gases produzidos pela combustão da
pólvora e outros explosivos e a orientar o projétil. Pode ser lisa ou raiada, dependendo do tipo de
munição para o qual a arma foi projetada.
Alma raiada
A alma é raiada quando o interior do cano tem sulcos helicoidais dispostos no eixo longitudinal,
destinados a forçar o projétil a um movimento de rotação.
Alma lisa
É aquela isenta de raiamentos, com superfície absolutamente polida, como, por exemplo, nas
espingardas. As armas de alma lisa têm um sistema redutor (choque), acoplado ao extremo do cano,
que tem como finalidade controlar a dispersão dos bagos de chumbo.
Armas curtas:
Pistolas – Modernamente podemos conceituar pistola como arma curta, raiada, portátil, semi-
automática ou automática, de ação simples, ação dupla, dupla ação e híbrida, com câmara no
cano, a qual utiliza o carregador como receptáculo de munição. Existem pistolas de repetição
que não dispõem de carregador e cujo carregamento é feito manualmente pelo atirador. Seu
nome provém de Pistola, um velho centro de armeiros italianos.
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Período 2016.2
Revólveres – Arma curta de alma raiada ou lisa, portátil, de repetição, na qual os cartuchos
são colocados em um cilindro giratório (tambor) atrás do cano, podendo o mecanismo de
disparo ser de ação simples ou dupla.
Rifles – Termo muito comum, de origem inglesa, que significa o mesmo que fuzil. Arma
longa, portátil que pode ser de uso militar/policial ou desportivo; de repetição, semi-
automática ou automática.
Fuzil de Assalto – Fuzil Militar de fogo seletivo de tamanho intermediário entre um fuzil
propriamente dito e uma carabina.
Carabina – Geralmente uma versão mais curta de um fuzil de dimensões compactas, cujo
cano é superior a 10 polegadas e inferior a 20 polegadas (geralmente entre 16 e 18 polegadas).
Submetralhadora – Também conhecida no meio Militar como metralhadora de mão, é
classificada assim por possuir cano de até 10 polegadas de comprimento e utilizar cartuchos
de calibres equivalentes aos das pistolas semi-automáticas.
Metralhadora – Arma automática, que utiliza cartuchos de calibres equivalentes ou
superiores aos dos fuzis; geralmente necessita mais de uma pessoa para sua operação.
Ação simples – No acionamento do gatilho apenas uma operação ocorre, o disparo; sendo
que a operação de armar o conjunto de disparo já foi feita antes.
Ação dupla – No acionamento do gatilho ocorrem duas operações, a primeira é o armar do
conjunto de disparo e a segunda é o disparo propriamente dito.
Dupla ação – Sistema onde se faz possível a execução do tiro tanto em ação simples, como
em ação dupla.
Ação híbrida – A operação de armar o conjunto de disparo ocorre em duas etapas, uma antes
e outra depois do disparo.
2.1.2 MUNIÇÃO
É o conjunto de cartuchos necessários ou disponíveis para uma arma ou uma ação qualquer em
que serão usadas armas de fogo.
O cartucho para arma de defesa contém um tubo oco, geralmente de metal, com um propelente
no seu interior; em sua parte aberta fica preso o projétil e na sua base encontra-se o elemento de
iniciação. Este tubo, chamado estojo, além de unir mecanicamente as outras partes do cartucho, tem
formato externo apropriado para que a arma possa realizar suas diversas operações, como
carregamento e disparo.
O projétil é uma massa, em geral de liga de chumbo, que é arremessada a frente quando da
detonação, é a única parte do cartucho que passa pelo cano da arma e atinge o alvo.
Para arremessar o projétil é necessária uma grande quantidade de energia, que é obtida pelo
propelente, durante sua queima. O propelente utilizado nos cartuchos é a pólvora, que, ao queimar,
produz um grande volume de gases, gerando um aumento de pressão no interior do estojo, suficiente
para expelir o projétil.
Como a pólvora é relativamente estável, isto é, sua queima só ocorre quando sujeita a certa
quantidade de calor; o cartucho dispõe de um elemento iniciador, que é sensível ao atrito e gera
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energia suficiente para dar início à queima do propelente. O elemento iniciador geralmente está
contido dentro da espoleta.
Um Cartucho completo Fig.1 é composto por:
1- Projétil;
2- Estojo;
3- Propelente
4- Espoleta
[Link] PROJÉTIL
Projétil é qualquer sólido que pode ser ou foi arremessado, lançado. No universo das armas de
defesa, o projétil é a parte do cartucho que será lançada através do cano.
[Link] ESTOJO
O estojo é o componente de união mecânica do cartucho, apesar de não ser essencial ao disparo,
já que algumas armas de fogo mais antigas dispensavam seu uso, trata-se de um componente
indispensável às armas modernas. O estojo possibilita que todos os componentes necessários ao
disparo fiquem unidos em uma peça, facilitando o manejo da arma e acelera o intervalo em cada
disparo.
[Link] PROPELENTE
[Link] ESPOLETA
A espoleta é um recipiente que contém a mistura detonante e uma bigorna, utilizado em cartuchos
de fogo central.
A mistura detonante é um composto que queima com facilidade, bastando o atrito gerado pelo
amassamento da espoleta contra a bigorna, provocado pelo percursor; A queima dessa mistura gera
calor, que passa para o propelente, através de pequenos furos no estojo, chamados eventos. O
funcionamento básico do mecanismo do tiro é ilustrado na Fig.2.
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Período 2016.2
Fig. 2 – Fenômeno do tiro. Em (a) arma em seu estágio pré-tiro. (b) primeiro estágio do disparo o
cão movimenta-se, geralmente via ação mecânica, empurrando o percutor contra a espoleta, ação
que dá início à explosão da mistura iniciadora. (c) temos a representação do aumento da pressão
interna (setas) que fazem com que o projétil seja expelido através do cano. (Adaptado da Revista
Perícia Federal, Set/Out 2003)
Perícia Contábil e Financeira: Os crimes desta natureza consistem em todo delito, sem o uso de
violência, danoso a sociedade e que tenha como objetivo final a obtenção de lucro.
Perícias Documentoscópicas: Combate aos crimes contra a fraude documental.
Perícias em Audiovisual e Eletrônicos: Grampos telefônicos, clonagem de cartões de crédito,
centrais de telefonia clandestina, rádios piratas e provedores de Internet ilegais são alguns dos delitos
dessa área.
Perícias de Química Forense: Análise, caracterização e desenvolvimento de novas metodologias
de exames em drogas, fármacos (medicamentos), agrotóxicos, alimentos, tintas, documentos,
bebidas, combustíveis, em diferentes formas de apresentação.
Perícias de Engenharia: Superfaturamento de licitações, financiamentos e contratos de obras
públicas estão entre os casos solucionados pelos peritos de engenharia.
Perícias de Meio Ambiente: Realização de exames e produção de laudos periciais em crimes
que envolvem a fauna, flora, poluição, extração mineral e invasão de áreas protegidas.
Perícias em Genética Forense: Realizam análises de identificação genética em humanos,
animais e vegetais.
Perícias em Balística: Confirmam a prova da ocorrência de um crime, que tenha como objeto
principal uma arma de fogo.
Perícias em Locais de Crime: Fotografa cenas de crime, analisa e coleta todos os vestígios
necessários, que, posteriormente, são submetidos a análises em laboratório e utilizados para compor
laudos da perícia criminal.
Perícias em Bombas e Explosivos: Ocorrências que envolvem bombas em propriedades públicas
e privadas são o foco dos peritos especializados nessa área.
Perícias de Veículos: Em diversas ocorrências criminais existe a ligação direta ou indireta com
um veículo e em muitas delas, os veículos envolvidos apresentam uma série de vestígios, que
demandam a atuação de peritos de diferentes áreas.
Perícias de Medicina e Odontologia Forense: As perícias médico-legais são realizadas em casos
de crimes contra a integridade física da pessoa.
Perícias sobre o Patrimônio Cultural: Os bens examinados podem ser imóveis ou móveis, como
edificações, peças e até mesmo sítios históricos ou arqueológicos ameaçados pela ação criminosa.
Todas as 14 frentes citadas, desempenham um papel fundamental na elucidação de crimes, porém
a ênfase deste trabalho é na perícia em balística.
Esta frente da perícia criminal tem como objetivo principal identificar as armas de fogo, por meio
do confronto micro balístico. O Confronto Micro balístico é, portanto, a comparação das marcas e
micro estriamentos deixados pelos canos, percutores e culatras nos projéteis e nas cápsulas (Fig.4 e
Fig.5) visando identificar a arma de fogo que os tenha deflagrado. A análise pode ser genérica ou
específica. A genérica permite que se tenha uma identificação do fabricante da arma, modelo, tipo de
munição, etc. Já uma análise específica pode constatar se um projétil foi ou não expelido pela arma
em questão. Seria como uma análise de impressão digital, onde cada arma produz um conjunto de
micro estrias único.
Para tal comparação é necessário dois tipos de amostras, a padrão “é todo material retirado de
forma controlada de uma determinada arma questionada pelo perito criminal que efetuará o confronto
balístico. A função do padrão é servir como um modelo das deformações normais únicas produzida
pela arma questionada no elementos de munição nela utilizados, e servir de base para a comparação
contra elementos questionados durante o confronto balístico”, e a questionada que é “todo conjunto
de armas projéteis e/ou estojos questionados, que serão objeto de estudo do exame balístico”
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Fig. 4 - Fotografia de duas cápsulas de munição de arma de fogo, ambas percutidas pela mesma
arma e apresentando marcas da culatra em forma de linhas paralelas horizontais. (Fonte: Revista
Perícia Federal, Set/Out 2003)
No intuito de padronizar a forma como é feita a perícia criminal, a Senasp elaborou um manual
de procedimento operacional padrão (POPs) para sete grandes áreas da perícia criminal, visando
uniformizar o processo de produção de provas técnicas no Brasil. As sete áreas abordadas foram:
Balística forense, Informática forense, Genética Forense, Local de Crime, Medicina legal,
Papiloscopia e Química forense. No tocante à balística forense, é especificado como deve proceder o
exame de micro comparação balística, desde a coleta de padrões até a análise de imagens no
microscópio. Foram então observados alguns pontos relevantes ao tema deste trabalho.
2.2.2 MATERIAL
1. Caixa de Algodão;
2. Coletores especiais para projéteis;
3. Tanque com água;
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1. O manuseio do armamento deverá ser feito em local seguro para que não ocorram acidentes
de tiro;
2. O cano da arma sempre deve estar apontado para um local seguro;
3. A arma deve ser manuseada descarregada e o dedo do atirado deverá ser mantido fora do
gatilho até que esteja pronto para atirar;
4. Os tiros para coleta de projéteis e estojos padrões poderão ser efetuados por empunhadura
direta do armamento somente se estiver em bom estado de conservação e sem sinais de danos
estruturais evidentes que comprometam a segurança do atirador durante o disparo;
5. Havendo qualquer dúvida sobre a capacidade de manutenção da integridade da arma de fogo
durante os tiros, o procedimento de coleta de projéteis e estojos padrões deverá ser efetuado
remotamente através da montagem da arma em uma morsa e acionamento do mecanismo de
tiro a distância;
6. Os tiros para a coleta de projéteis e estojos padrões de uma arma de fogo questionada deverão
ser efetuados em local adequado para tal e recomenda-se a presença de, no mínimo, mais de
uma pessoa além da que manuseia a arma;
7. Durante os tiros para a coleta de padrões deverão ser utilizados equipamentos de proteção
individual, como óculos e abafadores. É obrigatória a utilização de EPIs durante a
manipulação de armas de fogo que apresentem resíduos de material biológico em seu corpo.
2.2.4 ESTATIVA
Citada no item 2.2.2 como material de apoio e no item 2.2.3, estativa é um equipamento que tem
como função fixar a arma de fogo, para que disparos possam ser efetuados com operador a uma
distância de segurança do conjunto estativa-arma, quando há dúvidas quanto ao estado de
conservação da arma em questão.
As estativas também são muito utilizadas por praticantes do tiro esportivo com a finalidade de
reduzir a força de recuo da arma, que é a reação causada pela combustão do propelente, lançando a
arma em direção oposta a trajetória do projétil, contra o ombro ou a mão do atirador, evitando
possíveis danos causados ao corpo por conta do impacto.
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Fig.6 – Estativa para armas curtas fabricada pela Hyskore (imagem do site do fabricante)
4 1
3 2
Fig.7 – Estativa para armas curtas e longas fabricada pela MTM Case – Gard (imagem do site do
fabricante)
Equipamento fabricado em polímero pela MTM Case – Gard, Fig.7, é uma estativa ajustável
para apoio de armas curtas e longas com regulagem de comprimento para armas longas (1), apoio
para a coronha da arma curta removível (2), apoio para o cano com um fuso controlando a altura (3)
e em formato “U” (4), todas as interfaces de contato entre a arma e a estativa revestidas por borracha
e apoio do equipamento composto por pés de borracha (5).
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3 1
4
3 2
Fig.8 – Estativa para Rifles fabricada pela Caldwell (imagem do site do fabricante)
Equipamento em metal produzido pela Caldwell – Shooting Supplies, Fig.8, é uma estativa
para apoio de armas longas, sem ajuste de comprimento, apoio para a coronha sem fixação e com
bloqueio de recuo (1), apoios do equipamento composto por pés de borracha e parafuso (2), apoio
para o cano em formato de “U” (3) e com regulagem de altura por fuso (4). Tanto o apoio da coronha
quanto o do cano com revestimento almofadado.
3
4
1 2
Fig.9 – Estativa para armas curtas e longas fabricada pela CTK - Precision (imagem do site do
fabricante)
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Equipamento fabricado em aço pela CTK – Precision, Fig.9 é uma estativa para apoio de
armas curtas e longas, com ajuste de comprimento composto por suporte, manípulo e parafuso (1),
apoio para a coronha sem fixação e revestido com borracha (2), Apoio para o cano com ajuste de
altura, controlado por manípulo e parafuso (3), em forma de “Y” e coberto com material
emborrachado (4). Apoios do equipamento compostos por manípulo, parafuso e capa de borracha(5).
3
2
Fig.10 – Estativa para armas longas fabricada pela Hyskore (imagem do site do fabricante)
Equipamento fabricado em aço pela Hyskore Professional Shooting Acessories, Fig.10, é uma
estativa para fixar armas longas, com sistema de apoio e fixação da coronha com bloqueio de recuo,
composto por caixa de apoio, manípulos e parafusos (1), sistema de apoio para o cano em formato de
“Y”(2) com regulagem de altura por fuso, fitas auxiliares que prendem a arma ao equipamento(3),
sistema de apoio e fixação do equipamento formado por borracha presa na parte inferior e garra na
parte frontal que prende à bancada bloqueando o recuo (5).
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3. METODOLOGIA
4. PROJETO INFORMACIONAL
Nessa etapa do projeto, o primeiro passo foi definir o problema: É possível fabricar uma
estativa para armas de fogo curtas e longas?
A partir desse problema foram estabelecidos os requisitos do projeto:
1. Fixar a arma de fogo;
2. Ser compatível com armas curtas e longas;
Para definir como atender a tais requisitos, foi desenvolvida uma pesquisa de mercado
(seção2.2) , fazendo um levantamento de equipamentos já existentes, através de patentes, sites de
venda, sites de fabricantes e catálogos. A partir deste levantamento foram destacadas suas
funcionalidades, sistemas, subsistemas e componentes, segundo os seguintes aspectos:
Função do equipamento – Fixação ou somente apoio;
Sistemas – Regulagem de comprimento; Apoio da coronha; Apoio do cano da arma;
Fixação do cano; Fixação da coronha; Fixação e/ou apoio do equipamento
Subsistemas – bloqueio de recúo do sistema global; Bloqueio de recuo da arma;
Regulagem de altura do cano da arma.
Componentes – Parafusos; Porcas; Manípulos; Capa de borracha; Pés de borracha.
5. RESULTADOS E DISCUSSÕES
Nesta fase da metodologia, o objetivo é gerar uma concepção de estativa que atenda aos requisitos
do projeto que são:
Fixar a arma de fogo;
Ser compatível com armas curtas e longas;
Para tal, a partir do projeto informacional, foi feita uma análise e seleção dos sistemas,
subsistemas, componentes e gerada uma nova concepção de estativa levando em consideração, além
dos requisitos do projeto, também a viabilidade de fabricação do equipamento, com objetivo de
simplificar a produção mas tendo como prioridade atender os requisitos.
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(a) (b)
Fig.12 – Concepção de estativa gerada em (a) configuração para armas curtas, em (b)
configuração armas longas (Imagem obtida pelo autor utilizando o software Inventor
Professional 2017 versão estudante).
Foi então obtida a concepção ilustrada na Fig.12, sendo esta composta por 4 conjuntos principais,
representadas por suas respectivas cores:
Azul – Base para sistema de apoio do cano (1), fixação para bloqueio de recuo (2) e base para
ajuste de comprimento (3). (1 e 3 foram selecionadas do equipamento da seção [Link].
Amarelo – Sistema de apoio e regulagem de altura do cano.
Verde – Sistema de Regulagem de comprimento.
Vermelho – Sistema de apoio e fixação da coronha
Além das medidas mostradas na Fig.13, definiu-se que os tubos são de aço, espessura igual a
1,25mm e área da seção 25x25mm2 (1) e 30x30mm2 (2).
Fig.16 – Fixação para bloqueio de recuo (Imagem obtida pelo autor utilizando o software Inventor
Professional 2017 versão estudante).
Fig.17 – Sistema de regulagem de comprimento (Imagem obtida pelo autor utilizando o software
Inventor Professional 2017 versão estudante).
Todo o sistema de regulagem de comprimento é composto por tubo de aço, quadrado, com
área de seção 30x30mm2 e espessura 1,25mm.
(a) (b)
Fig.18 - Sistemas de Fixação de coronha (a) armas longas (b) armas curtas (Imagem obtida pelo
autor utilizando o software Inventor Professional 2017 versão estudante).
Fig.19 – Sistema de apoio e regulagem do cano da arma (Imagem obtida pelo autor utilizando o
software Inventor Professional 2017 versão estudante).
5.4 FABRICAÇÃO
Fig.20 – Maquina de virar chapas utilizada na fabricação. (Imagem obtida pelo autor)
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1
2
Nas Bases para os sistemas de regulagens mostradas na Fig.21, estão presentes uniões
soldadas (1) e união parafusada (2).
Na fabricação da fixação para bloqueio de recuo foram feitas uniões soldadas (1) e (2) e o
processo de dobramento (3) da Fig.22.
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Período 2016.2
A as duas fixações para coronha foram fabricadas de forma semelhante como mostradas na
Fig.24, utilizando união soldada (1) e dobramento (2).
2 1
Fig.25 – Sistema de apoio e regulagem de altura do cano (Imagem obtida pelo autor)
A peça (1) mostrada na Fig.25 foi fabricada por dobramento e unida a haste por soldagem (2).
5.4.6 MONTAGEM
Após fabricadas, as peças foram lixadas e pintadas, em seguida o equipamento final foi
montado Fig.26. Como acessórios na montagem foram utilizados manípulos com roscas de 5/16”,
parafusos de ¼” e ¾”.
5.5 TESTES
Fig.27 – Montagem do protótipo com arma curta (Revólver). (Imagem obtida pelo autor)
Fig.28 – Montagem do protótipo com arma longa. (Imagem obtida pelo autor)
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Fig.29 – Montagem do protótipo com arma curta (pistola). (Imagem obtida pelo autor)
Para o teste dinâmico foram efetuados disparos com duas das montagens, Fig.27 e 28. As Fig.
30 e 31 mostram o momento do disparo, os círculos vermelhos destacam os gases expelidos durante
a explosão.
Fig.30 – Teste dinâmico do protótipo com arma longa. (Imagem obtida pelo autor)
Fig.31 – Teste dinâmico do protótipo com arma curta. (Imagem obtida pelo autor)
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Período 2016.2
Por meio dos testes realizados, pôde-se constatar que o protótipo de estativa atendeu aos
requisitos do projeto, garantindo a fixação de arma curta e arma longa durante a realização de disparos
porém, com algumas ressalvas. Na Fig.29 percebe-se que há dificuldade em fixar a pistola isso se dá
porque a maioria das estativas existentes no mercado, são para um tipo específico de armamento, já
o IPC se depara com vários tipos de armas, antigas, atuais, sofisticadas, caseiras e por isso há uma
dificuldade de padronizar o equipamento para abranger todas as situações. Após análise dos
resultados do teste, decidiu-se fazer mudanças no protótipo que são mostradas na Fig.32.
1
1
2
1
As modificações realizadas são indicadas pelas setas na Fig.32, confecção de um tampa para fixação
do cano (1) Fig.33, aumento da haste do sistema de fixação da coronha.
6. CONCLUSÃO
Após seguir a metodologia adotada, obter o protótipo e realizar os testes, foi constatado que a
estativa concebida atendeu aos requisitos deste projeto, mantendo sua rigidez, certificando a fixação
da arma e consequentemente garantindo a segurança do operador durante os disparos. Portanto,
provou-se possível gerar uma concepção de estativa para armas curtas e longas que pudesse ser
manufaturada em sítio sem deixar de desenvolver com eficiência a sua função, esta foi entregue ao
Instituto de Polícia Científica de Campina Grande.
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8. AGRADECIMENTOS
Em primeiro lugar, à Deus, que por sua graça e misericórdia sempre nos abençoa e nos dar
força para seguir em frente.
À meus pais, Rodolfo Rocha e Arlene Rocha. Por todo o apoio emocional e financeiro ao
longo dessa extensa caminhada que foi a graduação, se não fosse por vocês nada disso teria sido
possível, amo os dois.
À minha irmã Natália, minha prima Ana Alessandra, minha Tia Maria dos Anjos e todos os
outros familiares que quando necessário sempre estiveram presentes para dar o devido apoio. À
minha namorada Thaise Rêgo pela cumplicidade durante os momentos difíceis e pelo auxilio no
desenvolvimento do texto.
Aos amigos que conheci durante os anos como universitário, obrigado pelo companheirismo
nas horas de lazer e de dedicação. Em especial ao amigo Antônio Cláudio que teve participação
essencial no desenvolvimento dos desenhos contidos nesse trabalho, utilizando o software
Autodesk Inventor Professional 2017 versão estudante.
Por fim agradecer ao Professor Wanderley Ferreira, pela orientação indispensável e à Júlio,
da oficina Setorno, pelo excelente trabalho durante a fabricação do protótipo.
9. REFERÊNCIAS
SATO, E. M. O que é e como funciona o confronto microbalístico? Perícia Federal, ano IV, n-15,
setembro/outubro 2015.
[Link]
[Link] Acesso em: 12 de Fevereiro de 2017.
XIX Jornada de Trabalho de Conclusão de Curso de Engenharia Mecânica. UFCG/UAEM
Período 2016.2
ANEXO I
15
12,5
25
6,35
20
30
200
25
1,25
205 50
460
NADILSON 02/04/2017
25
12,5
55
3
80
30
5
70
60
200
NADILSON 02/04/2017
25 PROJETO DETALHADO ESTATIVA VERS O 1
Edi o Folha
7 PE AS 2/5
20 30 5
60
80,00
25
60
NADILSON 02/04/2017
120
80
25
80
NADILSON 02/04/2017
15
20
15
1,25
75
150
NADILSON 02/04/2017