Implicações do Inventário Permanente
Implicações do Inventário Permanente
J O R G E M A N U E L T E IX E IR A DA S I LV A
A N TÓ N IO R O D R IG U ES N E TO
(REVISORES OFICIAIS DE CONTAS E SÓCIOS DE JORGE SILVA & ANTÓNIO NETO, S ROC, LDA.)
1
1 – MENSURAÇÃO DOS INVENTÁRIOS
1.1 – NCRF 18
I – Enquadramento
De acordo com a norma contabilística e de relato financeiro nº. 18, a classe dos
inventários engloba os activos:
A NCRF 18 tem por base a “IAS 2 - Inventários” sendo portanto uma transposição
dessa norma internacional para o normativo nacional (Adoptada pelo Regulamento CE
n.º 1126/2008 da Comissão, de 3 de Novembro).
-Justo valor: é a quantia pela qual um activo pode ser trocado ou um passivo liquidado,
entre partes conhecedoras e dispostas a isso, numa transacção em que não exista
relacionamento entre elas.
2
necessários para efectuar a venda.
Os inventários devem ser mensurados pelo custo (de compra ou de produção) ou valor
realizável líquido, dos dois o mais baixo.
O custo dos bens produzidos inclui, o custo dos materiais consumidos na produção
bem como os custos de transformação destes.
Também incluem uma imputação sistemática de gastos gerais de produção fixos (custos
indirectos de produção que permaneçam relativamente constantes independentemente
do volume de produção, tais como a depreciação e manutenção de edifícios e de
equipamento de fábricas e os custos de gestão e administração da fábrica) e gastos
gerais de produção variáveis (os custos indirectos de produção que variam directamente,
3
ou quase directamente, com o volume de produção tais como materiais indirectos) que
sejam incorridos ao converter matérias em bens acabados.
Isto leva a que se deva ter em atenção a condições anormalmente favoráveis que
conduzam à produção de quantidades superiores às obtidas em condições normais.
Nesta situação, os gastos gerais de produção fixos a imputar à produção desse período
são os gastos reais a fim de não incluir no custo dos produtos gastos não incorridos.
O custo dos inventários inclui ainda outros custos para colocar os inventários no seu
local e na sua condição actuais.
Pode ser apropriado incluir no custo dos inventários gastos não industriais ou os custos
de concepção de produtos para clientes específicos.
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NOTA: O custo dos inventários não engloba quantias anormais de materiais e custos de
transformação desperdiçados ou os custos de administração, os custos de
distribuição e, geralmente, também não engloba os custos de armazenagem e
de financiamento.
No entanto, pode englobar os custos de armazenagem, desde que esta seja parte
integrante do processo produtivo. Em circunstâncias limitadas, os custos dos
empréstimos obtidos são incluídos nos custos dos inventários, tal como
referido na NCRF 10.
No caso dos subprodutos e porque normalmente não assumem valores relevantes, são
mensurados pelo seu valor realizável líquido e, o seu valor, será deduzido ao custo do
produto principal.
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O valor realizável líquido corresponde ao preço esperado de venda realizada no decurso
ordinário da actividade empresarial deduzido dos necessários custos previsíveis de
acabamento e de venda.
De acordo com a NCRF 18, “Os materiais e outros consumíveis detidos para o uso na
produção de inventários não serão reduzidos abaixo do custo se for previsível que os
produtos acabados em que eles serão incorporados sejam vendidos pelo custo ou acima
do custo. Porém, quando uma diminuição no preço dos materiais constitua uma
indicação de que o custo dos produtos acabados excederá o valor realizável líquido, os
materiais são reduzidos (written down) para o valor realizável líquido. Em tais
circunstâncias, o custo de reposição dos materiais pode ser a melhor mensuração
disponível do seu valor realizável líquido.”
Por exemplo: No caso das matérias-primas, subsidiárias e de consumo, se o custo for
superior ao actual valor de reposição, há que verificar se o custo das matérias, acrescido
dos restantes custos de produção (custo de produção), é inferior ao preço esperado de
venda. Se assim não for, ter-se-á que reconhecer uma perda por imparidade.
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Custo padrão (ou standard) - Tomam em consideração os níveis normais dos materiais
e consumíveis, da mão-de-obra, da eficiência e da utilização da capacidade produtiva.
Devem ser regularmente revistos.
Quando uma entidade utiliza o “custo padrão”, a diferença entre os custos reais e este é
levada directamente ao custo das vendas. Sempre que essa diferença seja significativa,
as variações devem também ser imputadas aos inventários.
Uma entidade deve usar a mesma fórmula de custeio para a totalidade dos
inventários de natureza e uso similar.
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ponderada do custo de itens semelhantes no começo de um período e do custo de
itens semelhantes comprados ou produzidos durante o período. A média pode ser
determinada numa base periódica ou à medida que cada entrega adicional seja
recebida, o que depende das circunstâncias da entidade.
O LIFO (last in first out) não é um método aceite para a mensuração dos inventários.
Os custos pré-determinados são custos que, terminada a produção, se vão comparar com
os custos históricos (reais) para apurar desvios entre as previsões efectuadas e a
realidade verificada.
Enquanto que os custos estimados não passam de previsões de custos mais ou menos
fundamentadas e falíveis, (por exemplo, o custo real do ano anterior, uma estimativa do
custo dos diversos componentes do produto, etc.), os custos padrões resultam de estudos
técnicos fundamentados e/ou das sucessivas rectificações de custos estimados.
Assim, as diferenças de valor entre o custo histórico e o custo padrão são, do ponto de
vista teórico, muito pequenas.
Daí, a NCRF 18 permitir a mensuração ao custo padrão, se este for apurado de acordo
com os princípios técnicos e contabilísticos adequados. No caso da avaliação a meros
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custos estimados, deverão ser feitos ajustamentos que considerem os desvios
verificados, devendo tais desvios ser imputados à produção vendida e aos stocks.
GASTOS
APRESENTAÇÃO E DIVULGAÇÕES
Balanço:
Entidade: XPTO, LDA.
Balanço em 31-12-xxxx
DATAS
RUBRICAS NOTAS
DEZ xxxx DEZ (xxxx-1)
ACTIVO
Activo não corrente
…
Activo corrente
Inventários
…
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Demonstração dos Resultados:
Entidade: XPTO, LDA.
DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS POR NATUREZAS
PERÍODO FINDO EM 31-12-xxxx
PERIODOS
RENDIMENTOS E GASTOS NOTAS
DEZ xxxx DEZ (xxxx-1)
Vendas e serviços prestados
…
Variação nos inventários da produção
Trabalhos para a própria entidade
CMVMC
…
Imparidade de inventários (perdas/reversões)
…
Anexo:
Deve divulgar-se:
o A desagregação entre:
• Mercadorias;
• Matérias-primas;
• Produtos Acabados;
• Subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos; e
• Produtos e trabalhos em curso.
o Outros
• Políticas contabilísticas adoptadas na mensuração dos inventários,
incluindo a fórmula de custeio usada;
• Quantia total escriturada de inventários e a quantia escriturada em
classificações apropriadas para a entidade;
• Quantia de inventários escriturada pelo justo valor menos os custos de
vender (corretores/negociantes);
• Quantia de inventários reconhecida como um gasto durante o período;
• Quantia de qualquer ajustamento de inventários reconhecida como um
gasto do período de acordo com o parágrafo 34 da NCRF 18;
• Quantia de qualquer reversão de ajustamento que tenha sido reconhecida
como uma redução na quantia de inventários reconhecida como gasto do
período de acordo com o parágrafo 34 da NCRF 18;
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• Circunstâncias ou acontecimentos que conduziram à reversão de um
ajustamento de inventários de acordo com o parágrafo 34 da NCRF 18; e
• Quantia escriturada de inventários dados como penhor de garantia a
passivos.
• Quantia de juros incluídos nos custos de produção de inventários.
No que se refere à temática dos Inventários, não existem diferenças substanciais face às
normas específicas aplicáveis às pequenas entidades, micro entidades ou entidades do
sector não lucrativo.
(*) estes códigos são utilizados para as entidades que apliquem a NCRF 18. Poderão ter
de ser ajustados no caso das PE, ME e ESNL.
Nota: recomendamos que os movimentos de apuramento sejam efectuados em contas
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diferenciadas das contas utilizadas nas operações (p.e. 319 e 389) para que nunca se
perca informação relativa a compras e regularizações, a qual será posteriormente
imprescindível na elaboração das Demonstrações Financeiras e no preenchimento das
declarações fiscais.
31 Compras
32 Mercadorias
33 Matérias-primas, subsidiárias e de consumo
34 Produtos acabados e intermédios
35 Subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos
36 Produtos e trabalhos em curso
37 Activos biológicos
38 Reclassificação e regularização de inventários e activos biológicos
39 Adiantamentos por conta de compras
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O texto seguinte foi transcrito dum relatório da A.T., através do qual foram
retirados benefícios fiscais a uma empresa.
Em nossa opinião, em face da alteração das notas explicativas á classe 3 e á conta 73,
quando da introdução do SNC, não são correctas do ponto de vista técnico/legal as
afirmações da A.T.
Aliás, o parágrafo 34 da NCRF refere que “quando os inventários forem vendidos, a
quantia escriturada desses inventários deve ser reconhecida como um gasto do período
em que o respectivo rédito seja reconhecido”.
Isto é, o reconhecimento do gasto na conta 61-CMVMC é feita no período e não no
momento do reconhecimento do rédito.
Por outro lado, o artigo 12.º do Decreto-lei n.º 198/2009, de 13 de julho refere que o
inventário permanente deve permitir “identificar os bens quanto à sua natureza,
quantidade e custos unitários e globais, por forma a permitir a verificação, a todo o
momento, da correspondência entre as contagens físicas e os respetivos registos
contabilísticos”.
Ora, os registos contabilísticos não se resumem a lançamentos digráficos espelhados no
balancete. A contabilidade é um sistema de informação e não uma técnica de apenas
registos digráficos. Entendemos que os registos informáticos na aplicação onde é
mantido o inventário permanente são registos contabilísticos, que cumprem o exigido
no citado artigo 12.º, acima, pelo que a reflexão nas contas do plano não tem que ser
simultânea com o registo dos rendimentos das vendas, mas sim no mesmo período.
13
PERMANENTE VS SISTEMA DE INVENTÁRIO INTERMITENTE
14
outros, a contabilidade em Portugal retrocedeu.
Como veremos adiante, este tem sido um ponto de grande conflitualidade fiscal, já que
os serviços fiscais tem vindo a retirar benefícios fiscais ás empresas, com o argumento
de que não contabilizando os inventários em sistema de inventário permanente, as
empresas não tem contabilidade organizada de acordo com o SNC.
Ei = Existência Inicial;
C = Compras;
RRI = Reclassificações e Regularizações de Inventários; e
Ef = Existência Final.
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1) Compra a dinheiro de mercadorias 10.000 u.m.
2) Vendas a dinheiro 13.000 u.m.
3) Gastos diversos pagos a dinheiro (operacionais) 2.000 u.m.
4) A existência inicial do exercício era de 1.000 u.m.
5) A existência final do exercício era de 1.500 u.m.
O custo das mercadorias vendidas foi de 9.500 u.m.
1 Pelas Compras
2 Pelas vendas:
111 Caixa
a 711 Vendas de mercadorias 13.000 u.m.
6x Gastos diversos
a 111 Caixa 2.000 u.m.
CMV = Ei + C – Ef
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Assim os lançamentos a fazer seriam:
32 Mercadorias
a 311 Compras de mercadoria1 10.000 u.m.
611 CMV
a 32 Mercadorias 9.500 u.m.
1
Em alternativa ao registo da transferência na subconta em que foram registadas as compras, sugerimos a
criação de uma subconta exclusivamente destinada a registar as transferências (por exemplo, 319). Isto
permitirá manter informação relativa ao valor acumulado das compras. Se este problema não se porá em
inventário intermitente (o valor acumulado das compras manter-se-á até à transferência no final do ano)
no inventário permanente a conta compras estará permanentemente saldada.
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Em alternativa ao lançamento nº. 4, podemos encontrar quem efectue os seguintes
lançamentos:
32 Mercadoria
a 311 Compras de mercadorias 10.000 u.m.
II) Transferência para a conta 61 das existências iniciais e das compras para
efeitos de apuramento do CMV:
611 CMV
a 32 Mercadorias 11.000 u.m.
32 Mercadorias
a 611 CMV 1.500 u.m.
Vejamos então:
32 Mercadorias
DÉBITO: CRÉDITO:
E. inicial 1.000 de CMV 9.500
a Compras 10.000
611 CMV
DÉBITO: CRÉDITO:
a Mercadorias 9.500 de Resultados A Impostos 9.500
18
2ª. Hipótese de Contabilização:
32 Mercadorias
DÉBITO: CRÉDITO:
E. inicial 1.000 de CMV (E. inicial + Compras) 11.000
a Compras 10.000
E. final 1.500
61 CMV
DÉBITO: CRÉDITO:
a Mercadorias (Ei + C) 11.000 de Mercadorias (Ef) 1.500
A Resultados A Impostos 9.500
Assim:
1 Pelas Compras
32.1 – Mercadorias
a 31.9 Compras de mercadorias – transferência 10.000 u.m.
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3 Pelas Vendas:
11.1 Caixa
a 71.1 Vendas de mercadorias 13.000 u.m.
61.1 - CMV-Mercadorias
a 32.1 – Mercadorias 9.500 u.m.
6X – Gastos operacionais
a 11.1 – Caixa 2.000 u.m.
Não há, assim, (neste caso) necessidade de efectuar, no final do exercício, qualquer
lançamento relacionado com os inventários, com excepção de, eventualmente,
20
regularizar diferenças entre as quantidades constantes dos registos e as quantidades que
na efectivamente existem.
Contratos de construção
21
• a partir da relação entre os custos incorridos até à data do apuramento de
resultados e a soma desses custos com os custos estimados para completar a
obra;
• levantamento do trabalho executado; e
• conclusão de uma proporção física do trabalho contratado.
22
Custos Incorporados Facturação Custos estimados p/
completar a obra
Vejamos:
Ano de 201x
40.000
Grau de Acabamento = = 47%
40.000 + 45.000
Resultado 7.000
Ano de 201x+1
60.000
Grau de acabamento = ----------------- = 70,50%
60.000 + 25.000
Assim:
Rédito acumulado: 100.000 x 70,5% = 70.500
23
Proveitos já considerados = 47.000
Rédito do exercício = 23.500
Provenientes de:
8.000 de Rendimentos a reconhecer (no exercício anterior);
5.000 facturados no exercício; e
10.500 resultantes de acréscimos de rendimentos, assim obtidos:
Rédito = 23.500
Resultado = 3.500
Ano de 201x+2
Ao contrário do que se passou até à entrada em vigor do SNC, no que respeita aos
contratos de construção, as normas fiscais coincidem com as contabilísticas pelo não há
diferença entre os resultados apurados de acordo com umas e com outras.
24
resultado é obtido pela diferença entre o rédito da venda e os custos associados ao
bem.
Vimos que o custo de aquisição engloba não só o preço de compra mas também os
gastos adicionais de compra. O custo de produção engloba o custo das matérias-primas
e outras matéria consumidas, da mão-de-obra directa, dos gastos gerais de produção
fixos e variáveis. Os custos fixos poderão ser imputados ao custo de produção tendo em
conta a capacidade normal dos meios de produção (sistema de imputação racional).
25
No que se refere à utilização dos custos padrões a Administração Fiscal permite-os,
desde que apurados de acordo com os princípios técnicos e contabilísticos adequados.
Contudo, sempre que a utilização de custos padrões conduza a desvios significativos,
poderá a DGI efectuar as correcções adequadas tendo em conta o montante das vendas e
das existências finais e grau de rotação das existências.
Nos termos do Art.º 26.º n.º 2, do CIRC, “podem ser incluídos no custo de aquisição ou
de produção os custos de empréstimos obtidos, bem como outros gastos que lhes sejam
diretamente atribuíveis de acordo com a normalização contabilística especificamente
aplicável.
2
Haverá na verdade custo real? Pensamos que não. Os custos reais são custos “perto do real”
26
Com a reforma do IRC para 2014, a fiscalidade passou, nesta questão, a estar em
sintonia com a normalização contabilística aplicável.
São também dedutíveis no apuramento do lucro tributável, nos termos do Art.º 28.º, as
perdas por imparidade em inventários reconhecidos no mesmo período de tributação
ou em períodos de tributação anteriores, até ao limite da diferença entre o custo de
aquisição ou de produção dos inventários e o respectivo valor realizável líquido
referido à data do balanço, quando este for inferior àquele.
Entende-se por valor realizável líquido o preço de venda estimado no decurso normal
da actividade do sujeito passivo nos termos do n.º 4 do artigo 26.º, deduzido dos custos
necessários de acabamento e venda.
Esta definição de preço de venda dificulta muito a aceitação fiscal das perdas por
imparidade dos inventários que já não se vendam há muito tempo, e que não constem de
elementos oficiais, sendo por vezes difícil avaliar os preços de mercado que no final do
exercício sejam considerados idóneos ou de controlo inequívoco.
Também no caso de inventários obsoletos, sem valor comercial deve ser reconhecida a
perda por imparidade no exercício em que se deliberar tal obsolescência. Contudo,
caso se delibere a destruição dos bens, e tal destruição ocorra em período posterior, a
perda fiscal verifica-se no ano da destruição. Reconhece-se a perda por imparidade,
acresce-se no Q 07 da mod. 22 do IRC e no ano seguinte abate-se no Q 07 da mod. 22
do IRC.
Não nos podemos esquecer que nos termos do Art.º 86.º do CIVA, salvo prova em
contrário, presumem-se adquiridos os bens que se encontrem em qualquer dos locais
em que o sujeito passivo exerce a sua actividade e presumem-se transmitidos os bens
adquiridos, importados ou produzidos que se não encontrem em qualquer desses
27
locais”.
Face a esta presunção, achamos pertinente incluir aqui o conteúdo do OC n.º 35 264 de
24 de Outubro de 1986:
“3 – Tendo chegado a este Serviço pedidos de esclarecimento sob a forma como os
sujeitos passivos poderão fazer a prova a que se refere o citado artigo 86º sobre a não
transmissão de bens que tenham sido inutilizados ou destruídos, nomeadamente em
virtude de defeitos de fabrico ou obsolescência, foi entendido que:
3.1. Não existe obrigação legal de proceder a qualquer prévia diligência ou
participação junto dos serviços de Administração Fiscal.
Crê-se, no entanto, que os sujeitos passivos terão vantagem em ter na sua posse
elementos justificativos das faltas nas suas existências dos bens destruídos ou
inutilizados, como forma mais segura de elidir a presunção prevista no citado
artigo 86º pelo que, nos casos em que procedam a essa destruição ou inutilização
lhes é recomendável proceder à prévia comunicação desses factos - indicando o
dia e a hora - aos serviços competentes, a fim de que os agentes de fiscalização
possam, se assim o entenderem, exercer o devido controlo.
3.2. Em qualquer caso, os sujeitos passivos, no seu próprio interesse, poderão
elaborar e conservar um auto de destruição ou inutilização dos bens objectos de
abate, testemunhado pelas pessoas estranhas ou não à empresa que presenciaram
aquele acto.
28
Quando, de acordo com a normalização contabilística, o desfecho de um contrato de
construção não possa ser estimado de forma fiável, considera-se que o rédito do contrato
corresponde aos gastos totais do contrato (critério do lucro nulo).
Note-se que a forma de cálculo do grau de acabamento referida na legislação fiscal não
é inteiramente coincidente com o disposto na normalização contabilística. De acordo
com a NCRF 19, o grau de acabamento pode ser obtido
29
que, não constituindo uma norma propriamente dita, se assume como referencial que
subjaz a todo o Sistema.
30
-total de balanço-350.000 euros;
3 - Cessa a obrigação a que se refere o n.º 1, sempre que as entidades nele referidas
deixem de ultrapassar, durante dois exercícios consecutivos, dois dos três limites
referidos no n.º 2 do artigo 262.º do Código das Sociedades Comerciais,
produzindo esta cessação efeitos a partir do exercício seguinte ao termo daquele
período.
31
relativamente às seguintes actividades:
Neste regime existe uma situação diferente do regime anterior, em vigor até 31.12.2009.
Na verdade, uma vez ultrapassados dois dos três limites referidos no artº 262º do código
das sociedades comerciais, durante dois anos consecutivos, as empresas tinham, de
permeio, um ano destinado á organização do sistema de informação visando o
inventário permanente, o que era lógico. Agora, nos termos do nº 2 do referido artº 12º,
a dispensa de inventário permanente, deixa de se verificar a partir do ano seguinte, ao
segundo ano em que são ultrapassados os parametros referidos. Assim, não existe o tal
32
ano para a reorganização do sistema de informação.
Qual não foi o nosso espanto quando verificamos que o legislador, alterou os
parâmetros de obrigatoriedade de implementação do sistema de inventário permanente
para empresas de muito reduzida dimensão.
Se tivesse trabalhado, teria visto que esta obrigatoriedade nada acrescenta de valor ás
pequenas empresas, criando apenas empregos cujo custo supera largamente o beneficio
obtido.
Mas tal alteração de parâmetros de obrigatoriedade, nada tem de inocente. Tal como
veremos adiante, os seus efeitos vão sentir-se com a aplicação indiscriminada de
métodos indirectos de tributação, com a retirada de reporte de prejuízos fiscais, e com a
acusação de que as empresas que não implementem o sistema de inventário
permanente não tem a contabilidade organizada, daí resultando a retirada de beneficios
fiscais, e já agora, no limite a retirada de incentivos comunitários ás empresas.
Vejamos então as alterações efectuadas ao artº 12º do Dec. Lei nº 158/2009, pelo artigo
15.º do Decreto-Lei n.º 98/2015, de 2 de junho, com efeitos a partir de 1 de Janeiro de
2016, ás quais fazemos os nosso comentários.
33
a) Proceder às contagens físicas dos inventários com referência ao final do período,
ou, ao longo do período, de forma rotativa, de modo a que cada bem seja contado, pelo
menos, uma vez em cada período; [Redação dada pelo Decreto-Lei n.º 98/2015, de 2 de
junho]
Várias questões se colocam em relação a este nº1. Em primeiro lugar, SNC e Inventário
permanente, não são a mesma coisa. Se á entidade fôr aplicável o SNC, e cumprir
determinados parâmetros (activo, volume de negócios e numero de trabalhadores), então
terá de implementar o sistema de inventário permanente. Não pode pela falta de
implementação do sistema de inventário permenente, que a empresa seja acusada de
não dispôr de contabilidade organizada de acordo com o SNC. Tem-se verificado que a
A.T., tem retirado benefícios fiscais ás empresas (por exemplo os benefícios fiscais da
interioridade), com o fundamente de que, porque não está implementado o sistema de
inventário permanente, não existe contabilidade organizada nos termos do SNC. É
absolutamente abusiva tal posição da A.T.. No limite, e porque uma das condições para
a obtenção de incentivos fiscais e também financeiros no âmbito de programas
comunitários, é possuir contabilidade organizada nos termos do SNC e demais
legislação aplicável, as empresas perderão todos os benefícios fiscais e financeiros
obtidos.
Existe necessidade urgente para quem de direito (o legislador?) esclareça de vez esta
questão.
Nada se refere como se registam as operações internas que visam o apuramento dos
custos, questão fulcral do sistema de inventário permanente.
34
Em nossa opinião o código de contas existente, não permite de forma clara a
contabilização destas operações. Porque o SNC não nada refere quanto á classe de
contas a utilizar na contabilização do inventário permanente, entendemos que é deixada
liberdade ás empresas de organizar o inventário permanente de acordo com as suas
necessidades de informação.
Por isso, e com esta esta ressalva propomos neste trabalho, uma forma de organização
de contabilidade de custos e consequentemente de inventário permanente, assente na
utilização dum classe 9, que não existe no SNC.
Para termos a noção mais concreta sobre esta obrigação, ela aplica-se ás entidades(que
não sejam qualificadas como microentidades) a quem se aplica o artº 3º do referido
35
diploma, pelo que, sem prejuízo do disposto nos artigos 4.º e 5.º do mesmo Dec. Lei nº
158/2009, o SNC é obrigatoriamente aplicável às seguintes entidades:
d) Empresas públicas;
e) Cooperativas, exceto aquelas cujo ramo específico não permita sob qualquer
forma, direta ou indireta, a distribuição de excedentes, designadamente as cooperativas
de solidariedade social, previstas na alínea m) do n.º 1 do artigo 4.º da Lei n.º 51/96, de
7 de setembro, alterado pelos Decretos-Leis n.ºs 343/98, de 6 de novembro, 131/99, de
21 de abril, 108/2001, de 6 de abril, 204/2004, de 19 de agosto, e 76-A/2006, de 29 de
março, equiparadas a instituições particulares de solidariedade social e, nessa qualidade,
registadas na Direção-Geral da Segurança Social, relativamente às quais a aplicação do
SNC opera nos termos da alínea g);
Se por um lado se diz no preambulo do Dec. Lei nº 98/2015 de 2/6, que os objectivos
das alterações ao SNC eram reduzir os encargos das empresas, logo de seguida
carregam-se as empresas com encargos derivados desta obrigatoriedade do sistema de
36
inventário permanente, visando apenas fins de controlo fiscal.
“Para efeitos do apuramento dos limites previstos no artigo 9.º do Decreto-Lei n.º
158/2009, de 13 de julho, alterado pela Lei n.º 20/2010, de 23 de agosto, pelo Decreto-
Lei n.º 36-A/2011, de 9 de março, e pelas Leis [Link] 66-B/2012, de 31 de dezembro, e
83-C/2013, de 31 de dezembro, com a redação dada pelo presente decreto-lei, devem,
quando aplicável, observar-se as seguintes regras:
37
decreto-lei e anos seguintes, os limites reportam-se às previsões para o ano da
constituição e produzem efeitos imediatos.”
Assim sendo para que a entidade seja obrigada a sistema de inventário permanente a
partir de 1 de Janeiro de 2016, é necessário que apenas em 2015 ultrapasse dois dos
três limites referidos, deixando de ser obrigada ao sistema de inventário permanente se
durante dois anos os parâmetros da entidade se situem abaixo dos referidos limites..
38
mercadorias vendidas e das matérias consumidas que não exceda € 300.000 nem 20%
dos respectivos custos operacionais.”
39
3 –CONSEQUÊNCIAS DA NÃO IMPLEMENTAÇÃO DO SISTEMA
DE INVENTÁRIO PERMANENTE
Pensamos que não vale a pena falar dos elementos que devem constar da lista de
inventário. Uma lista de inventário tem de ter aqueles elementos básicos, se não, não é
inventário nenhum.
40
30% para menos, ou durante 3 anos seguidos, mais de 15 % para menos, da que
resultaria da aplicação de indicadores objectivos da actividade de base técnico -
científica previstos na lei.
3
Poderá ser este o motivo para o Fisco aplicar métodos indirectos de tributação.
41
quais seja patenteada uma capacidade contributiva significativamente maior que a
declarada.
42
não existe qualquer motivo para a Administração Fiscal realizar avaliação indirecta da
matéria tributável.
Note-se que as diferenças que poderiam verificar-se pela não adopção do sistema de
Inventário Permanente, seriam diferenças na valorimetria das existências. Mas, se a
entidade provar que a valorimetria está devidamente suportada, isto é, as diferenças a
verificarem-se não seriam materialmente relevantes, então, não vemos motivo algum
para, só por isso, a Administração Fiscal utilizar métodos indirectos de tributação.
Mas será esta a posição da Administração Fiscal, caso a entidade não adopte o
sistema de inventário permanente?
Pode ser que não. Aliás pensamos que o artigo 12º do D.L. nº 158/2009 a não ser
cumprido abrirá as portas à aplicação de métodos indirectos de tributação com os
seguintes fundamentos:
E mesmo que a Administração Fiscal após a aplicação dos métodos indirectos chegue
ao mesmo resultado tributável que o sujeito passivo declarou, as consequências poderão
43
ser as seguintes:
Em relação a este ultimo aspecto, de realçar que é condição para a usufruição dos
benefícios fiscais e financeiros a existência de contabilidade organizada. Vejamos:
4
Seis anos para os prejuízos fiscais apurados até 31.12.2009, 4 anos para os prejuizos de 2010 e 2011, 5
anos para os prejuizos apurados a partir de 2012 e 12 anos para os prejuízos apurados a partir de 2014
inclusivé)
44
-Regime Fiscal de Apoio ao Investimento (RFAI)
-Artº 22º nº 4 do Código Fiscal do Investimento
-a) Disponham de contabilidade regularmente organizada, de acordo
com a normalização contabilística e outras disposições legais em vigor para o respetivo
setor de atividade;
b) O seu lucro tributável não seja determinado por métodos
indiretos;
45
com Sistema de Normalização Contabilística (SNC), aprovado pelo Dec. Lei n.º
embalagens de consumo e materiais diversos não foi feito com base no sistema de
inventário permanente
Por enquanto, não temos conhecimento de decisões judiciais sobre esta matéria.
E que consequências para o Técnico Oficial de Contas (TOC) se o seu cliente não
cumprir com a obrigação de inventário permanente e vierem a ser aplicados
definitivamente5 métodos indirectos de tributação?
46
Caso o TOC não alerte o cliente e viole conscientemente a lei, pensamos que poderá
incorrer em responsabilidade civil profissional por danos causados ao seu cliente ou
entidade patronal, situação esta que não é coberta pelo seguro de responsabilidade civil
profissional.
Chamamos a atenção do Técnico Oficial de Contas para esta situação que a não ser
acautelada lhe poderá trazer significativos problemas futuros.
RECEBIMENTOS
A empresa para a prossecução do seu objecto necessita adquirir bens e serviços (inputs)
transformá-los para posteriormente os vender (outputs). Este é o chamado circuito real.
Utilizando estes dois circuitos vamos dar a noção do que entendemos por Custos,
Gastos, Despesas, Pagamentos, por um lado, e Rendimentos, Receitas e Recebimentos
por outro.
Assim, a empresa ao adquirir, junto dos diversos fornecedores nos quais devemos
considerar incluído o pessoal, bens e serviços poderá faze-lo a crédito ou pagando de
imediato. Estamos então neste caso, quando a empresa compra a crédito, perante uma
despesa que definiremos muito sucintamente como sendo o nascimento de uma
obrigação a pagar.
Estes serviços serão utilizados pela empresa (consumidos) no decurso da sua actividade
e os bens serão armazenados aguardando a sua entrada no processo produtivo da
empresa. Quando este momento chegar a empresa irá ficar sem o bem inicial; diremos
que o bem foi consumido contribuindo esse consumo para o custo de um produto, de
um serviço ou de uma actividade.
47
utilizados numa organização. Está incluído no conceito de gasto.
Quando esse produto for vendido diremos que a empresa incorreu num gasto que
definiremos como sendo uma diminuição ocorrida no valor do património.
No primeiro caso estamos perante a receita, que tem carácter financeiro e que podemos
definir como sendo o nascimento de um direito de receber.
Para terminar o ciclo faltam-nos duas fases do fluxo financeiro que são os
recebimentos das vendas perante os clientes definindo-os como um fluxo monetário de
entrada e os pagamentos aos fornecedores de bens e serviços definindo-os, então, como
um fluxo monetário de saída.
Numa óptica, mais actual, de “Cadeia de Valor” (sequência das funções do negócio que
contribuem para acrescentar valor aos produtos e/ou serviço duma organização)
48
podemos considerar:
São elementos incluídos no custo dos produtos quando do seu cálculo, o custo das
matérias-primas consumidas, da mão de obra directa utilizada e dos gastos gerais de
fabrico.
São custos inventariáveis pois mantêm-se em “stock” até os produtos serem vendidos,
altura em que passam a fazer parte do custo dos produtos vendidos.
Gastos do período são custos extintos não imputáveis ao processo produtivo pelo que
são imputados ao período em que ocorrem contrabalançando com os rendimentos do
mesmo período. Os gastos de distribuição, administrativos e de financiamento, são
normalmente gastos do período.
Esta classificação dos custos tem interesse com vista à imputação da quota parte destes
custos a cada produto ou série de produtos fabricados.
49
Classificação Balanço Dem. Resultados
CUSTOS DO EXISTÊNCIAS CUSTO VENDAS
CUSTOS PRODUTO (custo suspenso) (custo extinto)
TOTAIS GASTOS DO G. DIFERIDO G. EXERCÍCIO
PERÍODO (custo suspenso) (custo extinto)
• Matérias Primas
• Mão de Obra Directa
• Gastos Gerais de Fabrico
As matérias primas são bens destinados a transformação com vista a obtenção dos
produtos.
As matérias subsidiarias não são incorporáveis directamente nos produtos, pelo que são
classificáveis como gastos gerais de fabrico.
Os gastos gerais de fabrico englobam todos os outros gastos que não são matérias
primas nem mão de obra directa e que são necessários ao processo produtivo. São
exemplos deste tipo de gastos:
• Depreciação do Activo Fixo Fabril
50
• Gabinetes Técnicos
• Energia Fabril
• Água
• Conservação e Reparação Fabril
• Mão de Obra Indirecta
• Matérias Subsidiarias e Materiais Diversos, etc.
Por vezes e por uma questão de simplificação de cálculo de custos de produção agrega-
se a mão de obra directa e os gastos gerais de fabrico, chamando-se a este agregado
Custos de Transformação ou de Conversão.
O custo dum produto é, como vimos, o somatório dos custos dos elementos que o
compõem.
No cálculo deste custo podemos ser mais ou menos exaustivos na inclusão dos
elementos constituintes do custo dos produtos.
51
CIPA unitário=CIPA/Quantidade produzida.
Legenda:
MP-Matérias primas; MOD-Mão de obra directa; GGF-Gastos gerais de fabrico
PA-Produtos acabados;
Os gastos que uma empresa suporta podem classificar-se de acordo com a sua relação
com o volume de produção.
Existem gastos, que, para um certo intervalo de actividade da empresa, são quase
invariáveis, mantendo-se praticamente constantes ou fixos. Estes gastos tendem a variar
com o tempo e não com a actividade da empresa, e denominam-se gastos fixos. É o caso
de por exemplo a amortização do imobilizado ou a renda de edifício fabril.
Mas, se se quiser aumentar a produção para níveis superiores aos que a actual estrutura
produtiva comporta, há necessidade de novos investimentos, aumentando assim os
52
gastos fixos. Daí afirmar-se que estes gastos fixos só o são dentro de determinado
intervalo de actividade e relativamente a um certo período de tempo. Assim, atingido
aquele limite, os gastos fixos variam de forma quase descontínua.
Vejamos o tratamento dos gastos variáveis e fixos em relação à sua imputação ao custo
dos produtos nos dois sistemas de custeio que iremos abordar.
Como veremos adiante a diferença entre os dois sistemas de custeio resulta da diferença
de tratamento dos gastos industriais fixos.
Esta distinção dos custos entre fixos e variáveis, embora difícil de efectuar, conduz-nos
do ponto de vista teórico a uma análise importante, a análise do “Custo-volume-lucro”
ou análise do “ponto critico das vendas”.
Esta análise assenta numa perpectiva de curto prazo e dentro de determinado intervalo
de actividade (intervalo relevante), em que se pressupõe que os custos fixos não variam.
53
Esta análise assenta nos seguintes pressupostos:
-No caso de vendas de vários produtos, o peso relativo de cada produto nas
vendas, mantem-se constante.
R=Q*PV-Q*CVu-CF, em que
R-Resultado; Q-quantidades produzidas e vendidas; Pv-preço de venda; CVu-custo
variável unitário; CF-Custos fixos.
Sendo a margem unitária a diferença entre o preço de venda unitário e o custo variável
unitário, (m=Pv-CVu), a margem geral é dada pela seguinte expressão:
M=V-CV, e
a margem em percentagem
m`=(V (Vendas)- CV (custos Variáveis))/V (Vendas),
Ponto critico em valores V`= CF/m´, ou seja resulta da divisão dos custos fixos sobre a
margem percentual.
Trata-se de análise simplista, mas que nos ajuda a perceber sobre a rentabilidade dum
negócio face á dimensão do negócio e dos custos fixos envolvidos:
54
Vejamos um pequeno exemplo:
-Pretendemos abrir uma loja de tintas, cujos gastos fixos ascendem a 1000 euros
mês. Sabendo que o litro de tinta vai ser vendido por 10 euros e que o custo do litro será
de 8, qual o volume de vendas em valores e quantidades acima do qual teremos
resultados positivos.
Em face dos dados, verificamos que temos uma margem de lucro sobre as
vendas de 20%. Assim sendo, terei de vender 5.000 euros mês para ter resultado nulo
(CF/Margem percentual).
De salientar que estes métodos não são mutuamente exclusivos podendo coexistir numa
mesma empresa.
O método indirecto caracteriza-se pelo facto de não ser possível identificar o produto
durante todo o processo produtivo pois aplica-se a produções contínuas ou ininterruptas
55
de objectos homogéneos.
Somos de opinião de que poderemos utilizar o método directo para quase todas as
actividades, desde que, consideremos a produção de grande número de artigos iguais
(apesar de a empresa produzir um número ilimitado de bens), como uma encomenda ou
lote a produzir.
No caso de, por exemplo, uma fabrica de ferragens que fabrique fechaduras de diversos
tipos e espécies, se pretender fabricar 1000 fechaduras, pode considerar estas 1000
fechaduras como uma encomenda a fabricar, imputando os custos de produção ao lote
de 1000 fechaduras, tal como uma empresa de fabrico de grandes equipamentos, imputa
todos os custos a um grande equipamento que está a produzir.
56
• Fabricação de um produto único, a partir de uma ou várias matérias primas,
percorrendo várias fases de transformação;
• Fabricação de vários produtos a partir de uma matéria prima comum,
diferindo os produtos em apenas peso ou volume.
Tal como no método directo, o método indirecto poderá recorrer ao método das secções
homogéneas para imputação dos gastos gerais de fabrico, ou dos custos de
transformação (mão de obra + gastos gerais de fabrico).
De acordo com Horngren, quer o custeio por absorção quer o custeio variável podem ter
as seguintes variantes de cálculo de acordo com o momento do cálculo do custo:
57
CUSTOS CUSTOS CUSTOS CUSTOS
REAIS NORMAIS ORÇADOS PADRÕES
MP + MOD [Link] [Link] [Link] [Link]
GGF ( V ) [Link] [Link] [Link] [Link]
GGF ( F ) [Link] [Link] [Link] [Link]
O custo normalizado acaba por ser, de acordo com as definições dadas, um custo semi-
real (ou semi-básico).
Para este fim a contabilidade utiliza várias etapas de apuramento a que correspondem
outros tantos resultados e correspondentes margens parciais antes da obtenção do
resultados final.
A análise dos custos, como elemento essencial à formação dos resultados, pode ser feita
sob várias ópticas que darão origem aos respectivos modelos de contas de resultados.
Os modelos de custos mais frequentes pela sua utilidade para a gestão empresarial
podem ser agrupados em dois grandes grupos, com dois modelos cada um, o que
corresponderá a quatro modelos de custos.
Os dois grandes grupos classificam os gastos pela natureza dos factores económicos
(modelo de gastos por natureza e o modelo de valor acrescentado) e pela função
58
empresarial que afectam (modelo de custo por absorção e o modelo de custo variável).
Esquematicamente:
O modelo de gastos por natureza é o utilizado pela totalidade das empresas portuguesas
como consequência da obrigatoriedade imposta pela normalização contabilística ao
impor como modelo de Demonstração dos resultados aquele que apresenta os gastos e
os proveitos classificados por naturezas.6
Os outros dois modelos são objecto de estudo neste nosso trabalho. Poderemos, no
entanto, adiantar que a diferença entre estes dois modelos de custos está no volume de
custos incorporados nos produtos.7
Em custeio por absorção8 todos os gastos industriais são custo dos produtos.
Assim, as matérias primas, a mão de obra directa e os gastos gerais de fabrico, quer
6
Decreto-lei 158/2009, artigo 11º-Demonstrações financeiras
7
A Demonstração dos resultados por F unções (modelo de custo por absorção) é facultativa.
8
Também denominado por “Custeio Completo” ou “custeio total”.
59
fixos quer variáveis, são imputáveis na totalidade ao custo dos produtos.
Este sistema de custeio por absorção, total ou completo, tem diversas variantes
consoante os diferentes graus de incorporação dos gastos industriais fixos no custo dos
produtos/serviços. Assim poderemos ter:
-sistema de custeio racional, ou custeio total racional (os gastos industriais fixos
são imputados tendo em conta a capacidade normal de produção e não a capacidade
utilizada),
-Sistema de custeio total com imputação dos gastos fixos industriais por quota
teórica (a imputação dos gastos fixos industriais é efectuada através de uma quota
teórica que se multiplica pelas quantidades produzidas no período).
Importa analisar, ainda que sucintamente, um caso particular do sistema de custeio por
absorção que é o custeio racional.
Assim, todos os gastos variáveis industriais são imputados ao produto mas os gastos
fixos industriais são imputados apenas em relação à actividade real, sendo calculados
em relação á capacidade normal.
Isto implica a definição e a escolha de um nível de actividade que irá permitir calcular o
coeficiente de imputação dos gastos gerais de fabrico fixos e que será determinado do
seguinte modo:
Actividade Real
Gastos fixos X
Actividade Escolhida
60
conforme § 13 da NCRF nº [Link]ários9.
Assim, no que respeita aos gastos gerais de fabrico, o custo de produção unitário é, (em
geral) sempre o mesmo independentemente do volume de actividade da empresa.
Dissemos acima que a utilização do custeio racional implicava a escolha dum nível de
actividade de referência. Vamos ver que tipos de actividades a empresa pode escolher:
- Capacidade Teórica: corresponde à máxima capacidade de produção, sem
avarias, sem interrupção para manutenção, etc.
- Capacidade Prática: capacidade teórica reduzida por factores tais como
operações de manutenção, dias de descanso, etc.
- Capacidade Normal: corresponde à capacidade de produção de acordo com a
procura média de um período.
- Capacidade Orçamentada (Master Budget Utilization): capacidade de
utilização de acordo com orçamento – mestre para o período futuro.
61
produção real for igual à produção escolhida para o cálculo do coeficiente de imputação
e que constitui denominador da fracção. Isto é, se o coeficiente de imputação racional
for igual a 1.
No que respeita à mensuração dos inventários, segundo a NCRF 18, este é o modelo
eleito sendo de utilizar a capacidade normal que esta norma define.
A capacidade normal é a produção que se espera que seja atingida em média durante
uma quantidade de períodos ou de temporadas em circunstâncias normais, tomando em
conta a perda de capacidade resultante da manutenção planeada.
Assim, no sistema de custeio variável inclui-se no custo dos produtos apenas os gastos
variáveis industriais (matérias primas, mão de obra directa e gastos gerais de fabrico
variáveis), isto é, aqueles gastos que variam de acordo com a variação de produção,
expurgando todos os gastos fixos.
10
Não Permitido pela NCRF 18.
62
Vejamos:
Se o resíduo não tiver valor pode acarretar uma despesa com vista ao seu transporte e
tratamento. O custo respectivo é incorporável no custo dos produtos.
No caso de resíduos que sejam vendidos, deveremos valorizá-los pelo seu valor
realizável líquido.
Se o resíduo for novamente utilizado na produção, o seu valor (ou valor realizável
líquido, se existir mercado, ou outro) é deduzido no custo do produto que o gerou e
simultaneamente é incluído no custo de produção do(s) produto(s) em que é utilizado.
4.8.2 - Subprodutos
63
comerciais.
- Do montante obtido deduzem-se os gastos com a transformação
(matéria prima, mão de obra e gastos gerais de fabrico).
A NCRF 18, no parágrafo 14, aponta este tratamento a ser aplicado aos subprodutos
quando diz que a maior parte dos subprodutos, pela sua natureza, são imateriais.
Quando seja este o caso, eles são muitas vezes mensurados pelo valor realizável líquido
e este valor é deduzido do custo do produto principal. Como consequência, a quantia
escriturada do produto principal não é materialmente diferente do seu custo.
4.8.3 – Co-Produtos
Os custos dos produtos conjuntos são os gastos inerentes até um determinado ponto do
processo produtivo (ponto de separação) do qual resultam dois ou mais produtos, que
até ao ponto de separação não se podem identificar como produtos distintos.
Por este método o valor dos produtos pode ser representado através duma unidade
comum. Assim os custos são repartidos em função das quantidades produzidas.
É um método que atende ao valor de mercado dos produtos. Quando os produtos têm
um valor de mercado muito diferente, admite-se que os custos estão na razão directa do
preço de venda.
Assim o custo total de produção será então repartido entre os co-produtos, na proporção
do valor de cada produção a preços de mercado.
Esta via é apontada, como exemplo, pela NCRF 18, no citado parágrafo 14, quando diz
64
que quando sejam produzidos produtos conjuntamente ... e quando os custos de
conversão de cada produto não sejam separadamente identificáveis, eles são imputados
entre os produtos por um critério racional e consistente. A imputação pode ser
baseada, por exemplo, no valor relativo das vendas de cada produto, seja na fase do
processo de produção quando os produtos se tornam separadamente identificáveis, seja
no acabamento da produção.
Supondo que utilizamos o critério do lucro nulo para o subproduto e o método do preço
de mercado para os co-produtos, viria:
Assim:
65
Se é fácil imputar ao custo dos produtos os custos com matérias e mão de obra directa,
não é fácil a imputação dos gastos gerais de fabrico. Por vezes também a mão de obra é
de difícil imputação.
Assim, os gastos gerais de fabrico e, por vezes também, os gastos com a mão de obra
directa, são imputados aos custos dos produtos de forma indirecta, através do chamado
método das secções homogéneas11. Em muitas actividades entendemos aconselhável o
tratamento dos custos de transformação por este método.
11
Ou Método do Centro de Custos. Conceptualmente Secção Homogénea e Centro de Custos são
diferentes, mas na prática tudo funciona do mesmo modo.
12
Rapin A. e Poly J.; Contabilidade Analítica de Exploração; Cassica Editora, Lisboa 1975
66
Poderá optar-se por outra classificação de acordo com a realidade de cada empresa.
Há que ter em atenção que há gastos que na contabilidade geral só se registam no final
do exercício, tais como amortizações e depreciações, seguros, subsídios de férias e de
Natal, conservação e reparação, e que ao nível da contabilidade analítica devem ser
considerados mensalmente.
Assim, a estimativa desses gastos deve ser debitada a contas de centros de custos
auxiliares e principais, sendo creditada uma conta de “periodização de gastos”. Esta
última conta será debitada pelos gastos efectivos e no final o saldo é levado à conta de
“Diferenças de Incorporação”.
Existem gastos comuns a várias secções que serão repartidos através de coeficientes
chamados de “chaves de repartição”. É o caso de por exemplo a energia eléctrica gasta
na iluminação da fabrica.
4. Após a repartição (primária) pelas secções, há que proceder à repartição dos gastos
das secções auxiliares pelas secções principais, em função das prestações
efectuadas.13
Os produtos ao serem transformados nas secções consomem recursos gerados por essas
13
Não vamos aqui tratar da questão das secções com prestações reciprocas.
67
secções. Esses recursos são traduzidos na unidade de obra e no seu custo.
Assim:
• Numa secção com mão de obra intensiva ou em que haja uma ligação entre a
mão de obra e o tempo de trabalho das máquinas é normal que a unidade de
obra seja o tempo de trabalho efectivo (ex. a Hora/Homem);
• No caso de secções com pouca mão de obra e máquinas de elevada
tecnologia, poderá ser, por exemplo, a Hora/Máquina;
• Na secção de aprovisionamentos, por exemplo, a encomenda tratada;
• Na secção distribuição, por exemplo, x euros de vendas.
2ª Permite a imputação ao custo dos produtos, dos custos da actividade das secções em
função do número de unidades de obra utilizadas para cada produto.
68
Centro de Manutenção
No mês de Janeiro de 201X, os gastos (em u.m.) e os tempos de trabalho efectivo das
secções foram:
69
Manutenção Corte Soldadura
0 2900 6200
A B
Custo de Transformação
Produto A Produto B
Corte 800 x 2,9 = 2.320 200 x 2,9 = 580
Soldadura 1500 x 3,1 = 4.650 500 x 3,1 = 1.550
6.970 2.130
Assim, o produto A é transferido para armazém por 8.970 u.m. e o Produto B, constitui
os produtos em curso, valorizados em 3.130 u.m..
70
4.10 – CUSTOS REAIS, CUSTOS BÁSICOS?
Os custos reais de produção são tal como o nome indica os que resultam do somatório
dos valores das matérias-primas efectivamente consumidas, da mão-de-obra directa
suportada e dos gastos gerais de fabrico.
Esquematicamente:
Matérias
Custo Real
Mão de Obra Quantidades e
custos efectivos
GGF
Da utilização de custos básicos resultam diferenças em relação aos custos reais, daí
resultando desvios:
• Em matérias primas
• Em mão de obra directa
• Em gastos gerais de fabrico
A utilização de custos básicos (quer custos orçados quer custos padrões) tem diversas
vantagens, entre as quais:
• Simplifica o trabalho contabilístico, pois muitas vezes é preciso dar saída dos
stocks (ex. de produtos acabados), sem que as entradas estejam valorizadas;
71
• Permitem, consequentemente, uma avaliação rápida da produção obtida;
• A comparação dos custos reais com os custos básicos permite melhorar a
gestão da empresa. A gestão da empresa deve, após detectar os desvios,
partir para a descoberta das causas que determinam custos reais superiores
aos previstos;
• Contínuo aperfeiçoamento da organização.
Nestes casos, os desvios verificados são pouco relevantes, pelo que se encaram como
gastos ou ganhos desnecessários, afectando o resultado do exercício.
Não é nossa intenção dissecar neste pequeno texto o tratamento dos desvios, mas sim
apontar uma solução prática para os problemas que no dia a dia se nos vão colocar.
Somos partidários de que, quando o custo real é fácil de apurar (como exemplo, na
fabricação de grandes equipamentos não normalizados) e cada produto é diferente do
produto seguinte, devemos utilizar o sistema de custo completo real, método directo,
embora com imputação dos gastos das secções homogéneas a valores teóricos
(orçados).
Mesmo no caso de empresas que produzam grande variedade de produtos, mas com
quantidades produzidas de cada produto que podem constituir um lote de produção,
entendemos que deve ser usado o método directo (ou custeio por encomenda), mas com
72
a utilização de custos orçados para a imputação dos gastos gerais de fabrico e por vezes
da mão de obra directa (custos de transformação ou de conversão).
-Pela mão de obra, a custo real, conforme a utilização em cada ordem de fabrico.
-Os gastos gerais de fabrico são imputados em função do custo das unidades de
obra, custo este estimado tendo por base a experiência passada. Assim as secções
homogéneas são debitadas a custos reais e creditadas a custos estimados. No final do
período o saldo verificado é transferido para conta de “diferenças de incorporação”.
Este esquema tem a principal vantagem de não se ter de esperar pela determinação dos
custos reais para “dar entrada” dos produtos acabados em armazém. Assim, o Inventário
Permanente funciona em pleno e em tempo real.
Este sistema de custeio enfatiza a classificação dos gastos em gastos industriais e gastos
não industriais.
73
1 Vendas E
2 P.V.F. i E
3 Gastos Industriais do Período (F+V) E
4 P.V.F. f E
5 Custo Industrial da Produção Acabada (2+3-4) E
6 EX. i P. Ac. E
7 Ex. f P. Ac. E
8 Custo Industrial dos Produtos Vendidos (5+6-7) E
9 Margem de Lucro Bruto (1-8) E
10 Gastos Não Industriais (F+V) E
11 Resultado Líquido (9-10) E
É claro que a longo prazo o somatório dos lucros em custeio por absorção e em custeio
variável tendem a igualar-se.
R = V- CIPV – GPer
V = Pv * Qv
GT = GIV + GIF + GNI
CuP = (GIV + GIF) / Qp = CuIV + (GIF/Qp)
GPer = GnIV + GnIF
Então R = V- GIV – GIF – GnIV – GnIF
R = (Pv – CuIV) * Qv – GIF * (Qv/Qp) – GnIV – GnIF
Ou R = (Pv – Cv) * Qv – GFT + GIF (Qp – Qv) / Qp
Assim, verificamos que em custeio por absorção o resultado é função não só das
quantidades vendidas mas também das quantidades produzidas (parte dos gastos fixos
74
industriais são “capitalizados” nos inventários no balanço, não sendo incluídos na
demonstração dos resultados).
Estas limitações são válidas para a análise da função resultados em custeio variável e
também para a análise custo – volume – resultado.
o resultado, qualquer que seja o valor das vendas, mantém-se inalterado e igual aos
gastos não industriais fixos.
R = - GnIF
Para valores abaixo do nível de produção acima referido, quanto maiores são as vendas
menor é o resultado. Assim chama-se14 ao nível de produção referido limiar da
produção relevante e para o conjunto de pares de valores formados por aquele nível de
produção e qualquer valor de vendas efectuado, linha de insensibilidade do resultado
em virtude de conduzir a um resultado negativo igual aos GnIF (Gastos não industriais
fixos) qualquer que seja o valor das vendas consideradas.
Simbologia utilizada:
14
Designações utilizadas por Carvalho, J. M. Matos
75
GNI – Gastos não industriais
CuP – Custo unitário de produção
GFT – Gastos fixos totais
CV – Custo Variável Unitário
CuIV – Custo unitário industrial variável
CuNIV – Custo unitário não industrial variável
GIV – Gasto industrial variável total
GNIV – Gastos não industriais variáveis
GNIF – Gastos não industriais fixos
GFT – Gastos fixos totais
Cu – Custo unitário de produção
M – Margem unitária
Qp – Quantidade produzida
Como consequência a Demonstração dos resultados fornece não o resultado bruto, mas
a margem de contribuição para cobertura dos gastos fixos, como se exemplifica
seguidamente:
1 Vendas E
2 P.V.F. i E
3 GIV Gastos Industriais do Período (Variáveis) E
4 P.V.F. f E
5 Custo Industrial da Produção Acabada (2+3-4) E
6 EX. i P. Ac. E
7 EX. f P. Ac. E
8 CIPV (5+6-7) E
9 GNIV Gastos Não Industriais (Variáveis) E
10 Total dos Gastos Variáveis (8+9) E
11 Margem de Contribuição (1-10) E
12 GIF Gastos Industriais do Período (Fixos) E
13 GNIF Gastos Não Industriais (Fixos) E
14 GFT Total dos Gastos Fixos (12+13) E
15 Resultado Líquido (11-14) E
76
quantidades vendidas entre os períodos multiplicada pela contribuição unitária para a
margem.15
R = V – CIPV – Gper
M = Pv – Cv
R = V – GIV – (GNIV + GNIF + GIF)
CP = GIV
Cu = (GIV/Qp)
R = M – GFT
R = (Pv – CuIV – CunIV) * Qv – GFT
= (Pv – Cv) * Qv – (GIF + GNIF)
6 – PLANIFICAÇÃO CONTABILÍSTICA
15
Hornegren, C.; Foster, c e Datar, S. (1994) Cost Accounting: A Managerial Emphasis, 8.ª edição,
Prentice Hall International Editions, Englewood Cliffs, Nova Jersey, EUA.
77
O POC não definia e o SNC também não define uma listagem de contas a utilizar nem a
sua articulação com a contabilidade geral, quer para a obtenção da Demonstração dos
resultados por funções, que como sabemos, agora é opcional, quer para a
implementação do sistema de Inventário Permanente.
Não é de admirar esta diferença entre o SNC e o POC. O SNC está quase,
exclusivamente, virado para o exterior das entidades a quem se aplica. Se não vejamos o
que diz a Estrutura concetual, nos parágrafos 9 a 11:
78
O parágrafo 11 diz expressamente que a informação de gestão interna está fora do
âmbito do SNC. Daí a ausência de preocupações com uma eventual classe 9 no quadro
de contas do SNC e a não obrigatoriedade da demonstração dos resultados por funções.
O POC, previa uma classe 9 para contabilidade de custos, situação que dava várias
opções às empresas em termos de organização de contabilidade de custos.
No SNC não está prevista qualquer classe de contas para a contabilidade de custos. Tal
como referimos atrás, alguns fundamentalistas, nomeadamente da A.T., entendem que
os lançamentos do inventário permanente tem de ser forçosamente efectuados dentro da
lista de contas do SNC. Esqueçem-se contudo que, na nossa opinião, não é possível
entender-se o inventário permanente sem o ligar á determinação do custo de aquisição
ou do custo de produção.
Assim sendo, na listagem de contas do actual SNC não existem hipóteses de lançamento
das operações internas ligadas ao apuramento do custo de produção. É bem verdade que
essas operações podem ser demonstradas fora da contabilidade, mas perde-se, em nossa
opinião controlo na fiabilidade da informação.
79
O modo de articulação da contabilidade interna com a contabilidade externa, irá
influenciar a organização contabilística da empresa.
• Sistemas Monistas
- Monista (ou único) indiviso ou monista radical.
- Monista (ou único) diviso
• Sistemas Dualistas
- Duplo contabilístico
- Duplo misto
Monista Radical
Exemplo:
80
3) A encomenda foi terminada e vendida em 80% por 5.000 u.m..
Lançamentos a efectuar:
1) Pela Compra
31.2 - Compras de Matérias Primas
a 61 CMVMC 2.000
4) Pelos Gastos
[Link] – F. S. Externos 1.000
[Link] – Gastos com o Pessoal 2.000
a 22.1/12 – Fornecedores C/C/ D/O 3.000
81
5) Pela imputação dos gastos ao Custo de Produção
36.1 – P.T.C. – Encomenda N.º 1 3.000
a 62.9 – Imputação de F.S.E. 1.000
a 63.9 – Imputação de Custos c/ Pessoal 2.000
Assim:
31 34 36
1) 3000 2) 3000 6) 5000 8) 4000 3) 2000 6) 5000
5) 3000
32 62 63
2) 3000 3) 2000 4) 1000 5) 1000 4) 2000 5) 2000
71 211 221
7) 5000 7) 5000 1) 3000
4) 3000
82
81
8) 4000
Devedor Credor
34 – Produtos Acabados 1.000
33 – Matérias Primas 1.000
71 – Vendas 5.000
81 – Resultado líquido 4.000
21 – Clientes 5.000
22 – Fornecedores 6.000
11.000 11.000
ACTIVO C. PRÓPRIO
Prod. Acabados 1.000 R. Líquido 1.000
Matérias Primas 1.000 PASSIVO
Clientes 5.000 Fornecedores 6.000
7.000 7.000
Para que neste sistema não se perca informação quanto à natureza dos gastos já que as
contas saldam, sendo mais difícil a elaboração da Demonstração dos resultados por
Natureza, as imputações devem ser feitas através de subcontas terminadas em 9 (ex:
62.9). As contas de primeiro grau saldam, mas as diferentes subcontas mantêm o seu
saldo.
Trata-se de um sistema bastante complexo, razão pela qual não temos conhecimento que
tenha uso significativo.
83
Neste sistema, a conta 73-Variação de inventários da produção não terá aplicação.
Assenta na autonomia, ainda que parcial, da contabilidade interna. São criadas duas
contabilidades: uma “na Fábrica” e outra “na Sede”.
Assim, todos os factores que são enviados à fábrica são aí debitados, na sede e na
contabilidade da fábrica é creditada a sede.
Lançamentos a efectuar:
Na Sede:
2) Exploração – Fábrica
a 31.2 – Matérias Primas 3.000
Na Fábrica:
1) __________
2) Matérias Primas
a Sede 3.000
Fabricação
a Matérias Primas 3.000
Assim a fabrica é como se fosse uma “Sucursal” que é debitada pelos envios de activos
e creditada pelo envio, por exemplo, de produtos para a “Sede”
84
Não nos parece que o actual código de contas do SNC acolha este sistema (mas como
referimos atrás, não é preocupação do SNC a contabilidade interna).
Assim, através das contas reflectidas é possível distinguir dois sistemas de contas
autónomos e paralelos.
85
2) 62 - Fornec. e serv. externos 94.6.1 - Centro custos administrativos
a 221 - Fornecedores 500 a 91.62 - F. serv. externos reflectidos 500
3)
a 12 - Depósitos à ordem 1000 a 91.64 - Custos c/ pessoal reflectidos 1200
a 24 - Estado O. E. Públicos 200
Esquematicamente
C
Contabilidade Geral O Contabilidade Analítica
N
T
A
S
Gastos e Armazéns
R
E
Rendimentos por F Centros de custos
L
E
auxiliares
C
T
Natureza I Centros de custos
D principais
A
S Fabricação
Resultados por
Funções
86
87
CONTABILIZAÇÃO DE CUSTOS
81 - Resultado Líquido
Secções Stocks
Estrutura Consumidos
Este sistema duplo contabilístico é, em função da nossa experiência, o mais usado pelas
empresas, dada a sua simplicidade de articulação e controlo com a contabilidade geral.
88
Neste sistema a determinação dos custos industriais faz-se fora das contas, através de
mapas de suporte.
1) - Conhecimento sobre:
- Instalações,
- Organigrama,
- Produtos fabricados e processo de fabrico,
- Equipamentos fabris e outros,
- Estrutura administrativa e de distribuição,
- etc..
89
duplo contabilístico, sendo um deles utilizável em empresas de construção civil e outro
em empresas industriais.
Tem por objectivo fazer a ligação com as contas das classes 3, 6, 7 e 8 da contabilidade
geral.
Movimentam-se pelos gastos e rendimentos reflectidos por contrapartida das contas 93,
94, 95, e 98.
90
- Amortizações.
- etc
A conta 92 é debitada pelos gastos reais que foram periodizados.
Conta 93 - Inventários
Exemplo:
1) - Compra de matérias primas para o armazém 1000
2) - Terminus da ordem de fabrico n.º 1 - custo de produção 2000
3) - Em 31/12/201X o valor dos produtos (O. F. n.º 2) em curso era de 1500
(saldo da conta 95 – Custos de produção- Fabricação)
Lançamentos a efectuar:
91
As contas das secções auxiliares devem saldar todos os meses por imputação dos seus
custos aos centros de custos principais.
Creditam-se pela transferência dos produtos acabados para armazém (conta 93), pela
movimentação no fim do ano do saldo dos produtos em vias de fabrico (conta 93) e
pelas cedências a outras secções de produção.
Conta 96 - Desvios
As subcontas desta conta 97 debitam-se pelos gastos que directa ou indirectamente não
são debitados na conta 95 - Custos de Produção.
Pode creditar-se por rendimentos não creditados em resultado por funções ou no caso de
os gastos imputados à produção serem superiores aos gastos contabilizados pela
contabilidade geral .
92
Proposta de Plano de Contas de Contabilidade Analítica para Empresas de
Construção Civil
91 Contas Reflectidas
91.31 Compras Reflectidas
91.33 Stocks de MP Reflectidos
91.34 Stocks de PACe Interm Reflectidos
91.35 Stocks de Subp, Desp e Refugos Reflectidos
91.36 Stock de PTC Reflectidos
91.62 Forn. E Serviços Externos Reflectidos
91.63 Gastos com o pessoal Reflectidos
91.64 Gastos com depreciações e amortizações Reflectidos
91.65 Perdas por imparidade Reflectidas
91.66 Perdas por redução do justo valor Reflectidas
91.67 Provisões do período Reflectidas
91.68 Outros gastos e perdas Reflectidas
91.69 Gastos e perdas de financiamento Reflectidos
91.71 Vendas Reflectidas
91.72 Prestação de Serviços Reflectidos
91.74 Trabalhos para a própria empresa Reflectidos
91.75 Subsídios à Exploração Reflectidos
91.76 Reversões reflectidas
91.77 Ganhos por aumentos de justo valor Reflectidos
91.78 Outros rendimentos e Ganhos Reflectidos
91.79 Juros dividendos e rendimentos similares Reflectidos
92 Periodização de Gastos
92.1 Duodécimos
92.1.01 Subsídio de Férias / Férias / Subsídio de Natal
92.1.02 Seguros Acidentes de Trabalho
92.1.03 Seguros Incêndio e Outros
92.1.05 Amortizações e depreciações do Exercício
93 Inventários
93
93.3.1 Terrenos
93.3.2 Outros materiais
93.4 Obras Acabadas
93.6 Obras em Curso
94
94.6 Gastos Administrativos e de Financiamento
94.6.1 Gastos Administrativos
94.6.2 Gastos de financiamento líquidos
[Link] Gastos
[Link] Rendimentos
94.6.09 Transferências
94.7 Gasto de Promoção e Vendas
94.7.09 Transferências
94.8 Outros Gastos
94.8.09 Transferências
94.9 Trabalhos para a própria empresa
94.9.01 Serralharia
94.9.02 Carpintaria
94.9.03 Mecânica
94.9.09 Transferências
96 Desvios
96.1 Desvios em Matérias
96.2 Desvios em Mão-de-obra
96.3 Desvios em Gastos Gerais de Fabrico
97 Diferenças Incorporação
97.1 Custos Industriais não Incorporados
97.2 Diferenças de Inventário
97.3 Proveitos não Incorporados
95
98 Resultados por Funções
98.01 Vendas e Prestação de Serviços
98.02 Custo das Vendas e Prestação de Serviços
98.03 Outros Rendimentos
98.04 Gastos de Distribuição
98.05 Gastos Administrativos
98.06 Outros Gastos
98.07 Gasto Líquido de Financiamento
98.08 Ganhos e Perdas em Filiais e Associadas
98.09 Ganhos e Perdas em Outros Investimentos
98.10 Imposto corrente sobre Resultado
98.12 Imposto diferido
91 Contas Reflectidas
91.31 Compras Reflectidas
91.32 Stocks de Mercadorias Refectidas
91.33 Stocks de MP Reflectidos
91.34 Stocks de PAC e Interm Reflectidos
91.35 Stock de Subprod, Desp e Refugos
91.36 Stocks de PTC Reflectidos
91.62 Forn. E Serviços Externos Reflectidos
91.63 Gastos com o pessoal Reflectidos
91.64 Gastos com depreciações e amortizações Reflectidos
91.65 Perdas por imparidade Reflectidas
91.66 Perdas por redução do justo valor Reflectidas
91.67 Provisões do período Reflectidas
91.68 Outros gastos e perdas Reflectidas
91.69 Gastos e perdas de financiamento Reflectidos
96
91.71 Vendas Reflectidas
91.72 Prestação de Serviços Reflectidos
91.74 Trabalhos para a própria empresa Reflectidos
91.75 Subsídios à Exploração Reflectidos
91.76 Reversões reflectidas
91.77 Ganhos por aumentos de justo valor Reflectidos
91.78 Outros rendimentos e Ganhos Reflectidos
91.79 Juros dividendos e rendimentos similares Reflectidos
92 Periodização de Gastos
92.1 Duodécimos
92.1.01 Subsídio de Férias / Férias / Subsídio de Natal
92.1.02 Seguros Acidentes de Trabalho
92.1.03 Seguros Incêndio e Outros
92.1.05 Amortizações e depreciações do Exercício
93 Inventários
93.2 Mercadorias
93.3 Matérias
93.4 Produtos acabados e intermédios
93.5 Subprodutos, desperdícios, resíduos e refugos
93.6 Produtos e trabalhos em curso
94 Centro de Custo
94.1 Centro de Custo Auxiliares
94.1.01 Centro auxiliar A
94.1.02 Centro auxiliar B
94.1.09 Transferências e imputações
94.2 Centros de custo de produção
94.2.01 Centro de Custo n.º 1
94.2.02 Centro de custo n.º 2
94.2.03 Centro de custo n.º 3
97
94.2.09 Transferências e imputações
94.6 Gastos Administrativos e de Financiamento
94.6.1 Gastos Administrativos
94.6.2 Gastos de financiamento líquidos
[Link] Gastos
[Link] Rendimentos
94.6.09 Transferências
94.7 Gastos de Distribuição
94.7.09 Transferências
94.8 Outros Gastos
94.8.09 Transferências
95 Custos de Produção
95.1 Fabricação
95.1.001 Ordem de Produção n.º 1
95.1.002 Ordem de Produção n.º 2
95.1.002 Ordem de Produção n.º 2
96 Desvios
96.1 Desvios em Matérias
96.2 Desvios em Mão-de-obra
96.3 Desvios em Gastos Gerais de Fabrico
97 Diferenças Incorporação
97.1 Custos Industriais não Incorporados
97.2 Diferenças de Inventário
97.3 Rendimentos não Incorporados
98
98.04 Gastos de Distribuição
98.05 Gastos Administrativos
98.06 Outros Gastos
98.07 Gasto Líquido de Financiamento
98.08 Ganhos e Perdas em Filiais e Associadas
98.09 Ganhos e Perdas em Outros Investimentos
98.10 Imposto corrente sobre Resultado
98.12 Imposto diferido
99
inicio de actividade) as seguintes operações:
1) - Compra de um camião, por 10.000.000, com uma vida útil de 4 anos.
2) - Aquisição de folhetos publicitários no montante de 500.000.
3) - Compra de 100 toneladas de batatas a 100 / kg..
4) – Venda de 80 toneladas de batatas a 150 / kg..
5) – Gastos com o pessoal suportados no mês:
Lançamentos a efectuar:
32.1 – Mercadorias
a 31.9 – Compras de mercadorias 10.000.000
100
Pelo custo de 80 toneladas de batata
Lançamentos de regularização:
64 – Depreciações do exercício
a 438 – Depreciações acumuladas 2.500.000
16
Vamos desprezar outras contas que a empresa teria.
101
81.2 – Imposto sobre o rendimento
a 24.13 – IRC estimado 160.000
Uma fabrica de antenas parabólicas que iniciou a sua actividade em Dezembro de 201X,
efectuou as seguintes operações:
1) – Comprou 100 toneladas de chapa de alumínio por 30.000.000 (300/Kg)
2) – Neste mês pôs em marcha duas ordens de fabrico, referentes a 1.000 antenas
da referência 1 e 2.000 antenas da referência 2, tendo atribuída a ordem de
fabrico n.º 1 para a referência 1 e a ordem de fabrico n.º 2 para a referência 2.
3) - A ordem de fabrico n.º 1 consumiu 30 toneladas de chapa de alumínio.
- A ordem de fabrico n.º 2 consumiu 40 toneladas de chapa de alumínio.
102
4) – A EMPRESA NÃO TEM CENTROS DE CUSTO AUXILIARES DE PRODUÇÃO,
RECORRENDO À SUBCONTRATAÇÃO.
103
- Prensas 350 50
- Montagem 525 75
- Acabamento 175 25
8) - A O. F. n.º 1 foi concluída e vendida com uma margem sobre o custo
industrial de 100%.
104
63 - Custos c/ pessoal 1.000.000 942.03 – Secção acabamento 320.000
69 - Juros suportados 200.000 946.1 – G. Administra. 470.000
2.900.000 946.2.1 – G. Financia/to 200.000
a 11.1 – Caixa 1.700.000 94.7 – G. distribuição 1.110.000
a 12.1 - Dep. Ordem 200.000 3.400.000
a 23.1 - Rem. a pagar 1.000.000 a 91.62 - F. S E reflectidos 1.700.000
2.900.000 a 91.63 - C. c/. P reflectidos 1.200.000
Pelos encargos s/ os salários a 91.69 – C F reflectidos 200.000
63 - Custos c/ pessoal a 92.105 – Period. amortiz 300.000
a 24 - Estado 200.000 3.400.000
Pela imputação de 1/12 de depreciações
Nada a fazer
4) Pela imputação mensal dos custos dos centros de custo de produção
95.1.001 – O. Fabrico n.º1 1.417.500
95.1.002 – O. Fabrico n.º2 202.500
1.620.000
a 942.01 – C. custo prensas 590.000
a 942.02 - C. custo montag. 710.000
a 942.03 – C. custo acabam. 320.000
1.620.000
105
a 71.2 – Vendas p. acabados 20.835.000 a 98.01 – Vendas 20.835.000
106
Matéria Prima 9.000.000 12.000.000
Centro de Custo custo un. Obra U.º cons. custo U. Obra Cons. Custo
31- 22 12
1) 30.000 1) 30.000 3) 200
3) 1.700
24 23 21
3) 200 3) 1.000 9) 20.835
438 62 63
10) 300 3) 200 3) 1.000
3) 1.500 3) 200
107
64 69 71
10) 300 3) 200 9) 20.835
91 92 93
9) 20.835 1) 30.000 10) 300 3) 300 1) 30.000 2) 21.000
3) 1.700 4) 10.417,5 9) 10.417.5
3) 1.200 4) 12.202.5
3) 200
10) 300
94 95 98
3) 3.400 4) 1.620 2) 21.000 4) 10.417.5 9) 10.417,5 9) 20.835
4) 1.620 9) 12.202,5
-BALANCETES-CONTABILIDADE GERAL
Saldo
Contas Devedor Credor
12 200
21 20835
22 31.700
24 200
233 1.000
31 30.000
438 300
62 1.700
63 1.200
64 300
69 200
71 20.835
108
CONTABILIDADE ANALITICA
Saldos
Devedor Credor
91.31-compras reflectidas 30.000
91.62-F.S.E. reflectidos 1.700
91.63-G. c/ Pessoal ref. 1.200
91.64-Dep. Reflectidas 300
91.69-G. financ. Reflect. 200
91.71-Vendas reflectidas 20.835
92-Perido. De custos
93.5-Prod. Em curso 12.202,5
93.6-Exist-mat. Primas 9.000
[Link]. 470
[Link]-G. fin. Liq. 200
94.7-G. distribuição 1.110
98.01-Vendas 20.835
98.02-Custo das Vendas 10.417,5
TOTAL 54.235 54.235
Na contabilidade Financeira:
109
33.1-Matérias Primas
a 31.2.9-Compras Mat. Primas 30.000
e 61-C.M.V.M.C.
a 32.1-Matérias Primas 21.000
Na contabilidade analítica:
1) Saldar por transferência para a conta 98-Resultados por funções, os custos das
secções de estrutura:
98.04-G de distribuição 1.110
98.05-G Administrativos 470
98.07-G líquidos de financiamento 200 1.780
a 94.61-C.C. Administrativo 470
a [Link]-C.-G liquido de financiamento 200
a 94.7-G. Distribuição 1.110 1.780
2) Partimos do principio de que a empresa está isenta de IRC nos primeiros exercícios
de actividade.
Entidade:
110
+Vendas e serviços prestados
=Resultado bruto
+Outros rendimentos
-Gastos de distribuição
-Gastos administrativos
-Outros gastos
Visando evitar que fundamentalistas nos levantem problemas por não estarmos a utilizar
as contas do SNC, e dados os avanços da informática, é possível replicar ao nível das
contas do SNC aos lançamentos efectuados na classe 9, e que tem a ver com a
movimentação dos inventários.
Assim:
111
1)Pela entrada das existências e [Link]
2)Pelo consumo de MP na
produção
9. NOTA FINAL
Com este pequeno texto pretendemos dar o nosso contributo para melhorar os
sistemas de informação da empresa no que toca ao apuramento de custos dos
produtos, e ao cumprimento da obrigação de adopção do sistema de inventário
112
permanente.
Continuamos com a sensação de que quem teve a ideia de criar esta obrigação,
nunca trabalhou no terreno.
BIBLIOGRAFIA
RAPIN A.; POLY J.; Contabilidade Analítica de Exploração; Clássica Editora, 1975.
113
Historical data is used to estimate future production costs by providing a basis for anticipating future expenses. It aids in developing budgets and standards for material, labor, and overhead costs by reflecting past consumption patterns and price trends, which guide decision-making and cost control strategies in production environments .
Enterprises integrate subcontracted production costs into their cost accounting frameworks by assigning subcontract costs to primary production cost centers. These assignments reflect additional external service costs rather than internal labor or equipment use, impacting cost allocation and ultimately affecting the overall profit margins. Costs are allocated to production orders based on specific criteria relevant to each manufacturing phase .
The absorption costing method includes both fixed and variable production costs in product costs, which results in fluctuations in profit based on inventory levels. When production exceeds sales, some fixed costs are deferred in inventory, leading to higher profits compared to variable costing, which treats all fixed costs as period expenses. This results in less profit variability when using variable costing, as all fixed costs are expensed in the period incurred .
Subproducts, considered secondary products, might have their costs and potential sales values retained in financial statements, akin to co-products, depending on their significance and marketability. Byproducts are often assigned marginal costs or offset to reduce main product costs. Financial reporting reflects these assignments, impacting revenue recognition and product costing strategies, extensively influencing profitability measures .
Challenges in using the "normal capacity" measure include potential mismatches between actual and estimated capacity levels, leading to variances that complicate accurate cost allocation. Underutilization leads to fewer overhead costs being absorbed, increasing per-unit costs, whereas overcapacity can understate real expenses in inventory valuation, affecting profit margins and financial reporting consistency .
Depreciation of capital assets is included in manufacturing overhead costs as an indirect expense that supports production. It represents a non-cash allocation of the cost of physical assets over their useful lives. This is significant for cost allocation as it requires systematic allocation to products over time, impacting product costing and financial reporting by distributing the cost of long-term assets into unit costs of manufactured goods .
A company might choose variable costing over absorption costing when it seeks clearer insight into the impacts of fixed and variable costs on operational profitability. This method enhances cost-control visibility by presenting fixed costs as period expenses, proving beneficial for short-term decision-making, performance evaluations, and promoting efficiency by highlighting actual variable costs associated with production .
Cost variances in production cost accounting are addressed by analyzing them within variance accounts, identifying deviations from standard or expected costs. These variances indicate inefficiencies or pricing changes and provide insights for operational adjustments. Their impact on financial performance assessments includes influencing cost management strategies, revealing budgeting deficits, impacting profit margins, and ultimately guiding managerial budget revisions .
The primary components of industrial product costs include raw materials, direct labor, and manufacturing overhead. These can be classified as direct costs when they can be directly attributed to the production of specific products, such as raw materials and direct labor. Indirect costs include manufacturing overhead expenses such as factory depreciation, technical departments, and utilities, which support the production process but cannot be directly allocated to specific products .
The choice of inventory valuation method impacts financial statements by influencing cost of goods sold and ending inventory values. Under absorption costing, fixed manufacturing overhead is allocated to inventory, affecting asset values and potentially profitability. Under variable costing, these expenses are recognized immediately, affecting income statements directly. Differences in inventory valuation affect balance sheet valuations and income tax liabilities, as different methods result in varied cost allocations between periods .