Ser confiante não é ruim, mas quando isso resulta em independência de Deus os resultados
são péssimos, pelo que o escritor ensina o seguinte: “Confie no Senhor de todo o seu coração
e não se apoie em seu próprio entendimento”. Com isso, ele ensina que, por mais que a
pessoa seja capacitada e experiente, ela ainda deve depender de Deus para tudo que for fazer.
Pode parecer simples à primeira vista. Mas entregar os caminhos a Deus envolve abrir mão do
controle próprio para confiá-lo ao Senhor, o qual não pode ser controlado por ninguém. Para
quem não aprendeu a confiar de verdade na sabedoria e no amor divino, esse é um passo
muito grande.
“Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio
entendimento.” Provérbios 3.5
O texto citado nos dá dois ensinos essenciais: confiar em Deus de todo o coração e não
confiar apenas em si mesmo. Confiar em Deus é o que todo cristão deve fazer, mas a
segunda parte foi a que mais me chamou atenção.
Deus nos instrui, nos dá inteligência e compreensão, mas todos nós
pensamos que fazemos algo por nossas forças em algum momento de nossas
vidas. Temos que lembrar que tudo que sabemos é porque Deus permitiu e
não deixar que a soberba venha nos cegar.
A base da sabedoria é confiar em Deus completamente, de todo o seu coração,
em todos os aspectos da sua vida! Tal confiança rejeita o questionar a Deus,
rejeita restrições a respeito da vontade Dele, e rejeita a fusão da Sua palavra junto
com o aprendizado humano. É uma humildade inquestionável o viver pelas
proposições de que há um Deus. Ele revelou a Sua vontade e Ele recompensa
aquele que é obediente.
Existe a mente da carne, que é pensar errado segundo seus próprios pensamentos
e raciocínio. E existe a mente do Espírito, que é pensar certo baseado na Palavra de
Deus e nos sussurros interiores do Espírito Santo. A confusão, a frustração e a
ansiedade são o resultado de agirmos segundo a mente carnal. A alegria é o
produto do Espírito e de seguir a orientações do Espírito em oração e convívio com
Deus.
Se você age segundo a mente do Espírito, poderá ter a “paz de Deus, que supera
todo o entendimento”, e poderá ter “alegria indizível” e estar “cheio de glória” bem
no meio de provas e tribulações terríveis (veja Filipenses 4:7; 1 Pedro 1:8). A paz
que “supera todo o entendimento” e a “alegria indizível” são tipos de paz e alegria
que não fazem o menor sentido. Em outras palavras, quando sente esse tipo de paz
e alegria no seu interior, você se sente feliz só porque sabe que é Deus agindo em
você. Ele é capaz de direcionar e endireitar as suas veredas, de uma maneira
excelente, abundante, muito acima do que poderia pedir ou imaginar. Você não
precisa tentar mudar a si mesmo ou a qualquer outra pessoa – e isso o deixa feliz.
Não precisa se preocupar com o amanhã – e isso o deixa feliz. Não precisa se
preocupar com o passado – e isso o deixa feliz. Tudo que precisa fazer é conhecer
Aquele que tudo sabe. Tentar resolver as coisas no braço da carne apenas o
esgotará. Mas se confiar em Deus para lhe dar as respostas, você entrará no
descanso do Altíssimo.
MENSAGEM
Filipenses 01:01-11
Parece que a maioria das pessoas que estão nos consultórios médicos,
procurando antidepressivos, não estão doentes. Parece que as pessoas estão
precisando de alegria, de confiança, de esperança, de certeza. Parece que o que
falta é algo nas pessoas que lhe dê um desejo ardente de viver com amor e
alegria.
O texto que nós lemos (Filipenses 1:1-11) nos revela que coisas são essas que
estão faltando no coração das pessoas do mundo. O apóstolo Paulo escreveu
esta carta aos crentes que moravam numa cidade chamada Filipos, que era uma
colônia do império de Roma. Era uma cidade onde as pessoas estavam
querendo viver como as pessoas de Roma viviam, com muito luxo, riquezas,
arrogância, espírito de superioridade. Na verdade, o que as pessoas queriam era
viver uma vida de aparência, tentando fazer com que as coisas desse mundo
(como bens materiais e prazeres) nos desse motivo para ter uma vida feliz.
E o texto que temos diante de nós está nos ensinando sobre isso. Nos revela
sobre qual deve ser o nosso estado de espírito e assim como devem ser os
nossos sentimentos nesta vida cristã. Ela revela três coisas:
1. A alegria
Se podemos falar sobre algum homem que sofreu, podemos falar também sobre
o apóstolo Paulo. Foi apedrejado e dado como morto; sofreu calúnia e
difamação; foi preso injustamente; passou por naufrágio; foi julgado
injustamente; e escreveu esta carta quando ainda estava preso, sem saber do
rumo do seu destino. A pergunta é: Como um homem como esse poderia falar
sobre alegria?
Paulo saúda os irmãos se referindo a si mesmo como escravo, escravo de Cristo
(v.1). Ser escravo de Cristo é se submeter a ele com um coração grato e cheio
de alegria por pertencer a ele.
Veja os versos 3-4. Ele faz questão de destacar que a sua oração pelos filipenses
era com alegria.
E, se você acha que ele não teria motivos para estar triste realmente e
descontente com a vida, leia 1 Co 4:8-13 (vamos ler o texto).
Mas, quando ele se recordava dos irmãos, ele fazia a sua oração com alegria,
mesmo quando estivesse em situações de luta e provação. Este era o estado de
espírito do apóstolo, a marca dos seus sentimentos, constante e vibrante.
Talvez você deva estar se perguntando: “Qual era o segredo, então, para tanta
alegria? Como poderia um homem como esse, que passou pelo que passou,
ainda sentir alegria na vida?” Humanamente falando, não temos uma resposta.
É por isso mesmo que os consultórios dos psiquiatras, dos médicos que cuidam
da mente, estão cheios; porque as pessoas não sabem como sentir alegria nesta
vida com tantas lutas.
São muitas coisas que podem justificar a tristeza.
Mas Deus nos ensina, por desta oração do apóstolo Paulo, que a alegria não
vem conforme as circunstâncias, não vem só quando as coisas estão bem. É
possível sim sentir alegria sincera nesta vida. E o segredo está aqui no texto
(veja o verso 5). Ele fala que a oração é feita com alegria por causa da
cooperação dos filipenses no evangelho.