RESUMO
Psicofarmacologia
Parte 1
Brasília-DF
2019
CONCEITOS IMPORTANTES
DROGAS: Substâncias químicas que são capazes de
alterar os processos biológicos. Além de promover
mudanças comportamentais (Graeff & Guimarães,
2012).
As drogas podem ser agentes químicas sintéticas ou
provenientes de plantas ou animais, bem como de
produtos elaborados por engenharia genética (Range &
Dale, 2007)
A droga deve ser administrada no organismo,
intencionalmente, em vez de ser liberada por
mecanismos fisiológicos (Range & Dale, 2007).
CONCEITOS IMPORTANTES
Geralmente a palavra droga é associada a
substâncias que causam dependência, narcóticas ou
que modificam a consciência (Range & Dale, 2007).
Existem drogas que são utilizadas de forma
recreativo, aceita socialmente (nicotina, cafeína e
álcool etílico) (Graeff & Guimarães, 2012).
Outras são aquelas proibidas como a cocaína e a
heroína, conhecidas por drogas de abuso (Graeff &
Guimarães, 2012).
CONCEITOS IMPORTANTES
Existem também as drogas administradas como
medicação em transtornos psiquiátricos (Range &
Dale, 2007).
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Drogas psicotrópicas ou psicoativas são aquelas que
atuam sobre o sistema nervoso central, alterando de
alguma maneira o nosso psiquismo e temporariamente
muda a percepção, o humor, o comportamento e as
emoções (Graeff & Guimarães, 2012).
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CONCEITO DE
PSICOFARMACOLOGIA
Estuda os efeitos das drogas sobre as
funções psicológicas, enfatizando as
alterações de humor, emoções e
habilidades psicomotoras (Graeff &
Guimarães, 2012).
CONCEITOS IMPORTANTES
FÁRMACOS: Qualquer substância que altera a
função biológica por meio de suas ações
químicas (Range & Dale, 2007).
Fármaco
Droga
Todo fármaco é uma droga, mas nem toda
droga é um fármaco.
CONCEITOS IMPORTANTES
MEDICAMENTO: É uma preparação química
(produto elaborado), que contém uma ou mais
fármacos, administrado com a intenção de
produzir um efeito terapêutico (Range & Dale,
2007).
Os medicamentos geralmente contêm outras
substâncias (excipientes, conservantes,
solventes) junto com o princípio ativo do fármaco,
para tornar seu uso mais conveniente (Range &
Dale, 2007).
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TIPOS DE MEDICAMENTOS
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TIPOS DE MEDICAMENTOS
Lei do Genérico:
9.787/99
ANVISA
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PSICOTRÓPICOS
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CONCEITOS IMPORTANTES
REMÉDIO: Qualquer coisa que te faça bem com
fins terapêuticos.
Ex: abraço, massagem, compressa de água quente no local machucado.
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HISTÓRIA DA
PSICOFARMACOLOGIA
Rudolf Buchheim criou o primeiro instituto de
farmacologia (em sua própria casa), na
Estônia, em 1847 (Range & Dale, 2007).
(1820 - 1879)
Emil Kraepelin é conhecido como o fundador
da Psiquiatria moderna, da genética
psiquiátrica e da psicofarmacologia (Range &
Dale, 2007).
(1856 - 1926)
HISTÓRIA DA
PSICOFARMACOLOGIA
Friedrich Sertürner um jovem boticário
alemão, purificou a morfina a partir de ópio
em 1805 (Range & Dale, 2007).
(1783 - 1841)
Paul Ehrlich em 1909 iniciou a era da
quimioterapia antimicrobiana para o
tratamento da sífilis. Ehrlich deu origem ao
conceito de “receptores específicos”
juntamente com John Langley (Range & Dale,
(1854 - 1915)
2007).
HISTÓRIA DA
PSICOFARMACOLOGIA
O conceito de “receptor” para mediadores
químicos, proposto por Jonhn Langley foi
rapidamente adotado pelos farmacologistas
Clark, Gaddum, Schild e outros. O termo é
(1852 - 1925) usado até hoje (Range & Dale, 2007).
“Um fármaco não agirá, a menos que esteja
ligado”. As moléculas do fármaco dentro do
organismo ou tecido precisam “ligar-se” a
constituintes específicos de células ou
tecidos para produzir um efeito” (Range &
(1854 - 1915)
Dale, 2007).
CONCEITO DE RECEPTOR
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Fármaco
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Prostaglandinas (PG) e misoprostol (um éster sintético da PGE1) são
efetivos para a indução do parto.
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ABSORÇÃO
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A absorção dos fármacos na maioria das vezes
ocorre por processos passivos.
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ABSORÇÃO
Ácidos fracos e Bases fracas
A grande maioria dos fármacos são considerados ácidos
ou bases fracas, presentes em solução sob as formas
ionizada e não-ionizada (Goodman & Gilman, 2006).
As moléculas não-ionizadas são mais lipossolúveis e
podem atravessar facilmente as membrana celular
(Goodman & Gilman, 2006).
As moléculas ionizadas geralmente não conseguem
atravessar a membrana lipídica porque são pouco
lipossolúveis (Goodman & Gilman, 2006).
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Onde pKa = constante de dissociação iônica, [BH+] = concentração da forma
ionizada da base; e [B] = concentração da forma não ionizada da base.
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ABSORÇÃO
Ácidos fracos e Bases fracas
Os fármacos ácidos são melhores absorvidos
em meio ácido (estômago) e os fármacos
básicos são melhores absorvidos em meio
básico (intestino) (Oga, 2007).
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DISTRIBUIÇÃO
A distribuição depende dos fluxos sanguíneos
e linfático nos diferentes órgãos, bem como
da ligação dos fármacos às proteínas
plasmáticas, das diferenças de pH nos várias
tecidos e a lipossolubilidade de cada fármaco
(Olga, 2007).
Para que aos fármacos tenham ação no SNC,
existe um fator importante que é barreira
hematoencefálica (Graeff & Guimarães,
2012).
Barreira Hematoencenfálica
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Barreira Hematoencenfálica
A entrada de fármacos no SNC envolverá mecanismos
ativos de transporte ou difusão passiva através das
membranas celulares das células endoteliais e da glia.
Além da lipossolubilidade ser importante para muitos
compostos agirem no SNC (Graeff & Guimarães, 2012).
Existem regiões do cérebro que apresentam barreira
hematoencefálica incompleta, por esta razão, permitem
a passagem de compostos com baixa lipossolubilidade.
Processos inflamatórios, como a meningite, podem
aumentar a permealibidade da barreira
hematoencefálica (Graeff & Guimarães, 2012).
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METABOLIZAÇÃO
Para que o fármaco seja eliminado do organismo é
necessário sua transformação em compostos
polares. Grande parte dos fármacos que atuam no
SNC são muito lipossolúveis, portanto, necessitam
ser metabolizados ou biotransformados, antes de
serem eliminados (Graeff & Guimarães, 2012).
Muitos desses fármacos tornem-se inativos
durante a eliminação, podendo, assim existir
metabólitos ativos (Graeff & Guimarães, 2012).
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METABOLIZAÇÃO
Exemplos de metabólitos ativos:
“A metabolização da heroína e da codeína em
morfina, do diazepam em desmetildiazepam, da
imiprimina em desmetilimipramina e da amitriptilina
em nortriptilina” (Graeff & Guimarães, 2012).
Sistemas enzimáticos responsáveis pela
biotransformação estão localizados, principalmente,
no fígado. Contudo, estes processos também podem
ocorrer no plasma, nos pulmões, no cérebro ou no
intestino (Prado et al., 2018).
METABOLIZAÇÃO
As reações de biotransformação ocorrem
geralmente no fígado e são divididas nas fases I e
II (Prado et al., 2018).
Fase I: oxidação, redução e hidrólise (os compostos
produzidos são mais reativos do que o medicamento
inicial, e suas moléculas são preparadas para
passarem por um processo conhecido por
conjugação) (Graeff & Guimarães, 2012).
METABOLIZAÇÃO
Fase II: acontece no citoplasma dos hepatócitos
(células do fígado) que estão envolvidas com
enzimas ligadas ao retículo endoplasmático liso, que
após centrifugação formam partículas, denominadas
microssomos (Graeff & Guimarães, 2012).
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METABOLIZAÇÃO
Metabolismo dos Fá[Link]
Citocromo P450
O citocromo P450 pertence a um grupo de enzimas
chamadas de monoxigenases, pelas quais
incorporam um átomo de oxigênio a seus substratos
orgânicos (Martinus et al., 2000).
Este nome se deu pelo fato dessas enzimas
possuírem propriedades espectrais particulares. O
complexo rosado (“P” de pink) é formado quando a
sua forma reduzida e o monóxido de carbono
apresentam um pico de absorção de luz máxima no
espectrofotométrica no comprimento de onda de
450 nm (Hang et al., 2003).
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Citocromo P450
O sistema do citocromo P450, formado por mais de
30 isoenzimas apresenta diferentes substratos e
diversos mecanismos de controle que estão
relacionados com a interação de vários
psicofármacos e, portanto, possuem papel clínico
relevante (Graeff & Guimarães, 2012).
Citocromo P450
Estudos dos polimorfismos das enzimas do citocromo
P450 têm revelado grandes efeitos nas variações das
respostas a medicamentos empregados no
tratamento de diversas patologias, tais como:
depressão, psicoses, câncer, dor, epilepsia, doenças
cardiovasculares e gastrointestinais (Zanger et al.,
2008).
Citocromo P450
As enzimas CYP3A4, CYP2D6, CYP2C19 e CYP1A2
são responsáveis pela metabolização de fase I de
aproximadamente 75% dos 200 medicamentos mais
vendidos, sendo, estes psicotrópicos ou não e,
cerca de 40% do metabolismo é processado, pelas
seguintes enzimas altamente polimórficas: CYP2C9,
CYP92C19 E CYP2D6 (Zanger et al., 2008).
Citocromo P450
Em humanos existem 57 genes CYP e
aproximadamente o mesmo número de pseudogenes,
pelos quais estão distribuídos em 18 famílias e 44
subfamílias, conforme a similaridade das suas
sequências (Zanger et al., 2008).
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EXCREÇÃO
Alguns compostos podem ser eliminados do corpo
através da pele, das vias biliares e do sistema
respiratório, mas, os RINS são a principal via de
excreção de fármacos (Graeff & Guimarães, 2012).
A formação da urina e a excreção de substâncias do
organismo dependem de três mecanismos (Graeff &
Guimarães, 2012):
1 – Filtração glomerular
2 – Secreção tubular ativa
3 – Reabsorção tubular ativa
SISTEMA EXCRETOR
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EXCREÇÃO
Normalmente proteínas não são filtradas no
glomérulo. Assim, a concentração do fármaco no
filtrado glomerular será semelhante ao composto
livre, ou seja, não ligado a proteínas, como a
albumina, presente no plasma (Graeff & Guimarães,
2012).
EXCREÇÃO
Cerca de 20% dos fármacos que são conduzidos aos
rins através do sangue são removidos por filtração
glomerular. O restante passa para capilares
peritubulares do túbulo proximal, pelos quais
passaram por dois processos de transporte
independentes e pouco seletivos, descritos abaixos:
(Graeff & Guimarães, 2012).
1 – Transporte de substâncias ácidas e
2 – Transporte de substâncias básicas
EXCREÇÃO
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EXCREÇÃO
A secreção tubular também é eficiente em depurar
fármacos que estão ligados a proteínas plasmáticas
(Graeff & Guimarães, 2012).
Assim, 99% da água que foi filtrada pelos glomérulos
é reabsorvida nos túbulos renais, que se forem muito
permeáveis a uma determinado fármaco, permite que
sua concentração final seja semelhante à encontrada
no plasma, sendo, portanto, pouco eliminado do corpo
(Graeff & Guimarães, 2012).
EXCREÇÃO
Este processo acontece quando os compostos são
muito lipossolúveis. Mas, compostos de baixa
lipossolubilidade concentram-se na urina e, portanto,
são excretados de forma eficaz do organismo
(Graeff & Guimarães, 2012).
EXCREÇÃO
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Meia-vida de Eliminação
Verifica-se que a maior parte do fármaco contido no
corpo terá sido excretado após 4t1/2s (93,75%) ou
5t1/2s (96,87%) (Graeff & Guimarães, 2012).
A t1/2 de um fármaco pode ser alterada não apenas
por mudanças na sua eliminação, mas, também no seu
volume de distribuição. Pacientes idosos apresentam
aumento na t1/2 na grande maioria dos
benzodiazepínicos, não por deficiência primária no
sistema de excreção, e sim pelo aumento do volume
de distribuição que acontece com estes fármacos em
decorrência da idade avançada (Graeff & Guimarães,
2012).
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Conceito de Receptor
Receptor é empregado de diferentes maneiras.
Em farmacologia, o receptor indica moléculas
proteicas cuja função é reconhecer os sinais
químicos endógenos e responder a eles. Existem
outras macromoléculas pelas quais os fármacos
interagem para emitir seus efeitos
farmacológicos (Range e Dale, 2007).
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Tipos de Receptores
Quando uma droga atua sobre receptores, ela pode
produzir efeitos farmacológicos agindo por diversos
mecanismos. Os receptores foram classificados em
4 categorias distintas de acordo com sua estrutura,
e o mecanismo efetor (Graeff & Guimarães, 2012).
1 – Receptores ligados a canais iônicos
2 – Receptores ligados à proteína G (metabotrópicos)
3 - Receptores tirosina quinase
4 – Receptores intracelulares
(Graeff & Guimarães, 2012).
Receptores ligados a canais iônicos
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Receptores ligados a canais iônicos
O receptor colinérgico (nicotínico) é composto por cinco
subunidades proteicas transmembrânicas que forma um canal
iônico permeável aos íons sódio e potássio (Graeff & Guimarães,
2012).
O neurotransmissor acetilcolina pode se combinar com o sítio de
ligação, localizado na subunidade alfa, abrindo canais iônicos,
possibilitando a entrada de sódio e a saída de potássio pela
membrana celular, promovendo a despolarização neuronal (Graeff
& Guimarães, 2012).
Existem outros receptores semelhantes ao tipo nicotínico,
dentre os quais podemos citar: o receptor GABAA do ácido
gama-aminobutírico, o 5-HT3, da serotonina e os receptores de
glutamato ionotrópicos conhecidos por (NMDA, AMPA, ácido
Kainico) (Graeff & Guimarães, 2012).
Receptores ligados a proteína G
A proteína G desempenham uma função central no processo de
transdução do sinal no SNC. Elas são compostas de três
subunidades (alfa, beta e gama) que, quando estão inativas
continuam associadas, formando um trímero (Graeff &
Guimarães, 2012).
Existem receptores ligados a proteína G que constituem a
superfamília com maior quantidade de receptores. Por exemplo:
todos os receptores serotoninérgicos (tipos e subtipos), com
exceção do 5-HT3 (ligado a canais iônicos). O receptor GABAB, os
receptores canabinoides, os receptores adrenoceptores,
muscarínicos, histamínicos, neuropeptídeos, além de todos os
receptores de dopamina, os receptores de glutamato
(metabotrópicos) (Graeff & Guimarães, 2012).
Assim cerca da metade dos fármacos que são prescritos na
clínica devem interagir com receptores acoplados a proteínas G
(Graeff & Guimarães, 2012).
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Receptores tirosina quinase
Estes receptores são diferentes dos demais porque a atividade
quinase está inserida no próprio receptor. Localizam-se na
membrana celular e podem ser ativados pelo hormônio (insulina)
além de vários fatores de crescimento. Neste caso formando
dímeros, para ativar a quinase e se também se autofosforilam. Os
resíduos fosfotirosina resultante produzem sítios aceptores para
várias outras proteínas efetoras (Graeff & Guimarães, 2012).
[Link]
Receptores intracelulares
Algumas substâncias endógenas, tais como os
glicocorticoides, os hormônios da tireoide e os estrógenos,
apresentam seus receptores no interior do citoplasma, e
não na membrana celular. Essas substâncias são muito
lipossolúveis e, assim conseguem atravessar com facilidade
as membranas celulares e são capazes de se ligar aos
receptores, ativando-os. Por sua vez, os receptores
ativados atuam em sítios regulatórios do DNA genômico,
que promovem alteração na expressão de genes específicos.
Estes efeitos necessitam de horas ou dias para acontecer
(Graeff & Guimarães, 2012)
Receptores intracelulares
[Link]
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Curva Dose-Resposta
Ao administrar doses crescentes de um determinado
fármaco a uma preparação biológica qualquer. Obteremos
uma curva como exemplificada abaixo (Figura 1).
Figura 1 – Curva concentração-efeito
Graeff & Guimarães, 2012
Curva Dose-Resposta
Existe uma relação entre a concentração e o efeito
que formam uma hipérbole (Figura 1). Assim utiliza-se
o emprego do logaritmo da concentração que modifica
a curva para uma sigmoide, afirmando, em
consequência, a parte central da função (Figura 2).
Como é preferível fazer uma relação linear entre
dose e efeito, usa-se o logaritmo da dose ou da
concentração. Muitas vezes a escala logarítmica é de
base 3, com alguma variação, como se segue: 1, 3, 10,
30, 100 (Graeff & Guimarães, 2012).
Curva Dose-Resposta
Figura 2 – Curva logaritmo da concentração x efeito
Graeff & Guimarães, 2012
Curva Dose-Resposta
A Figura 1 mostra um gráfico com duas
características fundamentais das curvas
concentração-efeito (Graeff & Guimarães, 2012).
1 – EFICÁCIA: demonstra o efeito biológico emitido
por um fármaco devido à sua ligação ao receptor,
promovendo o efeito máximo determinado por um
fármaco específico (Graeff & Guimarães, 2012).
Curva Dose-Resposta
2 – POTÊNCIA: descreve a força da ligação entre um
fármaco e o receptor, e representado no gráfico ao
longo do eixo das abscissas, isto é, indica a
concentração do fármaco. Estabelece a concentração
necessária para que determinado fármaco produza
seu efeito (Graeff & Guimarães, 2012).
Curva Dose-Resposta
Curva Dose-Resposta
O conceito eficácia e potência não pode ser confundido,
pois é possível que um fármaco pode ser mais potente,
contudo, ser menos eficaz do que outro (Graeff &
Guimarães, 2012). Vejamos os exemplos abaixo
X Z
[Link] [Link]
[Link]
Agonistas e Antagonistas
Fármacos que são capazes de se ligar a receptores
(afinidade), bem como podem provocar alteração
conformacionais, demonstrando eficácia, podendo
resultar um efeito farmacológico, com certa
atividade intrínseca, são chamadas AGONISTAS
(Graeff & Guimarães, 2012).
Existem outros compostos que embora possuindo
capacidade de ligação ao receptor, não podem ativá-
lo, portanto, não apresenta atividade intrínseca.
Mesmo ocupando os receptores, portanto, impedem
ou bloqueiam a ação de agonistas. Estes compostos
são considerados de ANTAGONISTAS DOS
RECEPTORES (Graeff & Guimarães, 2012).
Classificação dos Agonistas
AGONISTAS PLENOS: São compostos capazes de
produzir uma resposta máxima, ou seja, a maior resposta
que o tecido é capaz de produzir (Range e Dale, 2007).
AGONISTAS PARCIAIS: são fármacos que produzem
uma resposta submáxima (Range e Dale, 2007).
Existe uma diferença entre os agonistas plenos e os
parciais existente entre a ocupação dos receptores e a
sua resposta (Range e Dale, 2007).
Quantitativamente, os agonistas plenos têm atividade
intrínseca (=1), os antagonistas (=0); a eficácia dos
agonistas parcial é (<1) e (>0) (Graeff & Guimarães, 2012).
Agonistas e Antagonistas
dosexresposta. [Link]
Classificação dos Agonistas
Existe receptor em diferentes estados
conformacionais. Estes podem ser espontaneamente
ativos. O modelo de “dois estados” é o mais simples.
O receptor pode estar “ativado” ou “inativado”,
permanecendo assim em equilíbrio (Graeff &
Guimarães, 2012).
Agonistas plenos preferem se ligar a forma ativada,
assim deslocam o equilíbrio para este sentido
(Graeff & Guimarães, 2012).
Classificação dos Agonistas
Por outro lado, os antagonistas de receptores
apresentam uma afinidade igual para ambas as
configurações, contudo, não alteram, o equilíbrio
entre elas (Graeff & Guimarães, 2012).
Agonistas parciais, por sua vez, demonstram relativa
preferência para o estado “ativado”, já agonistas
inversos preferem se ligar ao estado “inativado”
(Graeff & Guimarães, 2012).
Classificação dos Agonistas
Os agonistas inversos são também capazes de provocar
alterações conformacionais com eficaz, quando se ligam
aos seus receptores específicos. Têm afinidade e
atividade intrínseca, portanto, agonista. Mas, o efeito
que resulta desta interação entre o fármaco e o seu
receptor é oposto ao que determinam os agonista pelos
mesmos receptores. Assim, da mesma maneira, o efeito
dos agonistas inversos como dos agonistas podem ser
antagonizados por antagonistas competitivos do receptor
(Graeff & Guimarães, 2012).
Interação dos Receptores
[Link]
Classificação dos Antagonistas
ANTAGONISTAS
ANTAGONISTAS ANTAGONISTAS
DOS RECEPTORES SEM RECEPTORES
LIGAÇÃO AO LIGAÇÃO
SÍTIO ATIVO ALOSTÉRICA
Reversivel Irreversivel Reversivel Irreversivel
Antagonista Antagonista Antagonista Antagonista Antagonista
Competitivo não-Competitivo alostérico químico fisiológico
No sítio ativo Não-competitivo
Classificação dos Antagonistas
Compostos podem se ligar ao receptor e essa ligação poderá ou
não ser revertida por aumentos de concentração do agonista
(Graeff & Guimarães, 2012).
Antagonistas competitivos ou reversíveis (superáveis).
Antagonistas não superáveis (antagonistas irreversíveis). Estes
compostos podem se ligar muito intensamente com o receptor
(ligações covalentes).
Antagonistas não-competitivos (não superáveis), pelos quais o
antagonista diminui o efeito do agonista agindo em componente
celular específicos do receptor.
Exemplo: atuar em mecanismo efetores ou no acoplamento entre o
receptor e o efetor emitindo uma resposta celular.
Antagonistas fisiológicos ou de efeito. O antagonismo se
apresenta através de sistema biológico, diferentemente daquele
que age o agonista (Graeff & Guimarães, 2012).
[Link]
Interação alostérica
ALOSTÉRICA: do grego “alos”, outro, e “stereos”, sólido,
objeto. Interação alostérica está relacionada à regulação
de uma proteína que se liga a uma molécula efetora a um
determinado sítio especifico chamado de alostérico ao seu
sítio ativo conhecido por ortostérico (Graeff & Guimarães,
2012).
Esse tipo de ligação desencadeia modificações
conformacionais na proteína isso pode alterar o “receptor”,
comprometendo a afinidade ou a eficácia do agonista
(Graeff & Guimarães, 2012).
O agonista ao se ligar ao seu receptor, por sua vez, também
pode modular a ligação alostérica (Graeff & Guimarães,
2012).
[Link]
Interação alostérica
Em psicofarmacologia uma interação alostérica
importante é a modificação da afinidade do
receptor do neurotransmissor inibitório do ácido
gama-aminobutírico (GABA) provocada pela
administração de fármacos benzodiazepínicos, como
por exemplo o diazepam (Graeff & Guimarães,
2012).
PSICOFÁRMACOS
Uma ação pós-sináptica direta exige que uma molécula possua
relativamente um grau de afinidade alto pelos seus
receptores (Gorentein & Marcourakis, 2008).
Quando os fármacos mimetizam a ação de
neurotransmissores endógenos agindo em seus receptores.
Estes são considerados agonistas. Agonistas, portanto,
apresentam afinidade pelos seus receptores e têm atividade
intrínseca com certa eficácia. Interação deste tipo
determinam efeito farmacológico (Gorentein & Marcourakis,
2008).
O agonista pleno exerce o efeito máximo presente ou não
100% nos receptores que estão disponíveis. Exemplo:
“apomorfina, LSD e muscimol, agonistas nos receptores de
DA, 5-HT e GABA, respectivamente” (Gorentein &
Marcourakis, 2008).
PSICOFÁRMACOS
O agonista parcial exerce efeito sempre menor que
o efeito máximo produzido pelo agonista pleno (o
fármaco aripiprazol agindo nos receptores
dopaminérgicos) (Brunton et al., 2012).
Existem também alguns fármacos que podem se ligar
ao receptor e não promover nenhuma resposta
celular, portanto, sem atividade intrínseca,
considerados antagonistas. O efeito resultante é a
inibição da ação do neurotransmissor ou de um
fármaco agonista por bloquear que estes compostos
possam interagir com seus receptores (Brunton et
al., 2012).
PSICOFÁRMACOS
Evidências apontam que o efeito do antipsicótico dos
neurolépticos pode ser pela sua ação de antagonista nos
receptores dopaminérgicos mesolímbicos do tipo D2. Por
exemplo: “clorpromazina, haloperidol, flufenazina,
olanzapina, risperidona” (Gorentein & Marcourakis, 2008).
Agonistas parciais, fármacos que têm a capacidade de se
ligar aos receptores, ou seja, possuem afinidade, mas cuja
atividade intrínseca é menor que a de um agonista pleno
pode apresentar um efeito inibitório (Gorentein &
Marcourakis, 2008).
PSICOFÁRMACOS
Os agonistas inversos podem ser fármacos que se ligam
a receptores e desencadeiam efeitos opostos aqueles
emitidos pelos agonistas. Por exemplo: “as β-carbolinas,
que atuam em receptores de benzodiazepínicos e
induzem ansiedade, rigidez muscular, perturbações do
sono e convulsões”. Tais efeitos podem ser bloqueados
pela ação de agonistas como de antagonistas (Brunton et
al., 2012).
[Link]
N E U R Ô N I O S
Camilo Golgi idealizou o método da coloração
do tecido nervoso com nitrato de prata. Assim
postulou que o sistema nervoso era formado
por uma rede de células interconectada
(Graeff & Guimarães, 2012).
(1843 - 1926)
Santiago Ramon y Cajal, considerado do pai da
neurociências moderna, utilizando o método de
Camilo Golgi propôs a ideia de que o tecido
nervoso era constituído de células individuais
chamadas de NEURÔNIOS (Graeff &
(1852 - 1934)
Guimarães, 2012).
[Link]
NEURÔNIOS
[Link]
Stahl, 2010
NEURÔNIOS
[Link]
NEURÔNIOS
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
TELENCÉFALO
Lobo frontal: Área de Brodmann 4, 6, 8-12, 25, 44-
47, compreende quase 50% do volume de cada
hemisfério cerebral, são áreas importantes para o
controle motor e da linguagem. Além de
desempenhar funções complexas como
planejamento, motivação e emoções, pelos quais se
denominam personalidade. Ocorre uma integração
destas funções com a região pré-frontal que recebe
projeções do núcleo talâmico mediodorsal (Graeff &
Guimarães, 2012).
TELENCÉFALO
Funções executivas: um conjunto de processamento
cognitivo necessários para a execução de tarefas
sequenciais complexas do comportamento. Recebe
poucas projeções diretas do sistema límbico, como
amígdala e hipocampo, apesar de ter acesso a
informações emocionais através de conexões com a
região pré-frontal orbitomedial (porções orbital e
medial) (Graeff & Guimarães, 2012).
TELENCÉFALO
Córtex pré-frontal orbital: recebe aferências
sensoriais de diferentes modalidades e se conecta
a áreas multissensoriais do córtex ventrolateral
(Graeff & Guimarães, 2012).
Córtex pré-frontal medial: conecta-se com o
sistema límbico e exerce função do controle
emocional (Graeff & Guimarães, 2012).
NÚCLEOS DA BASE
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NÚCLEOS DA BASE
Núcleos da base: são formados pelo
caudado, putâmen, globo pálido e claustro.
Exercem função no controle motor.
Encontram-se no interior dos hemisférios
cerebrais, da mesma forma que a amígdala e
grupos celulares do prosencéfalo basal
(Graeff & Guimarães, 2012).
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TRONCO CEREBRAL
Mesencéfalo: Encontra-se a matéria cinzenta
periaquedutal, e áreas contendo neurônios dopaminérgicos,
como a substância nigra e a área tegmental ventral,
envolvida no controle motor e emocional (Graeff &
Guimarães, 2012).
Ponte: Localizam-se os núcleos motores e sensoriais da
face e porções do sistema reticular ativador ascendente.
Sistema formado por uma rede difusa de neurônios,
regulam o estado de vigília. Encontra-se também o locus
coeruleus, local de maior parte dos neurônios
noradrenérgicos, se projetando ao prosencéfalo (Graeff &
Guimarães, 2012).
TRONCO CEREBRAL
Ponte: Localiza-se na linha mediana da ponte (rafe)
e da parte do mesencéfalo os NÚCLEOS DA RAFE,
que contém neurônios serotonérgicos (Graeff &
Guimarães, 2012).
Bulbo: Encontram-se diversos núcleos que controlam
funções neurovegetativas tais como: batimentos
cardíacos, respiração, pressão sanguínea, reflexos
de salivação, tosse, espirro e a deglutição (Graeff &
Guimarães, 2012).
SISTEMA LIMBICO
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TRANSMISSÃO GLUTAMATÉRGICA
Tasca, 1998
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Stahl, 2010
S I N A P S E S
Claude Bernard observou o efeito do
curare sobre a contração muscular e
postulou que o local de ação de fármacos
fosse a junção entre o nervo e o músculo
(Graeff & Guimarães, 2012).
(1813 - 1878)
Em 1906, Charles Sherrington, analisando
arcos reflexos, designou o termo “sinapse”
para as fendas adjacentes que ligavam os
neurônios (Graeff & Guimarães, 2012).
(1857 - 1952)
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S I N A P S E S
Em 1921, Otto Loewi estudando a estimulação do
nervo vago do coração isolado, observou que em
condições artificiais (in vitro) esta estimulação
favorecia a diminuição da frequência dos
batimentos cardíacos. Esse resultado indicou que o
nervo vago liberava uma substância que promovia o
efeito bradicárdico. Loewi chamou então de
“substância vagal”, hoje identificado como o
neurotransmissor a aceticolina (Graeff &
Guimarães, 2012).
S I N A P S E S
Sinapses elétricas: são sinapses com uma parcela
muito pequena nos mamíferos. Apresentam
membranas celulares em contato por junções
especiais (gap junctions) que permitem o
alinhamento perfeito dos canais das membranas
adjacentes, possibilitando a troca de substâncias
entre as células, inclusive ions.
Exemplo: neurônios hipotalâmicos que secretam
hormônio, se comunicam por sinapses elétricas
(Graeff & Guimarães, 2012).
S I N A P S E S
Sinapses químicas: liberam substâncias químicas,
chamadas de neurotransmissores, conhecidas por
transmissão unidirecional. Este conhecimento é
fundamental para a Psicofarmacologia, porque a
maior parte dos psicotrópicos exerce efeitos
modificando a ação sináptica (Graeff &
Guimarães, 2012).
S I N A P S E S
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OS RECEPTORES GLUTAMATÉRGICA
Os receptores de glutamato são classificados em duas
distintas categorias, de acordo com suas propriedades
farmacológicas e funcionais: os receptores
ionotrópicos e os metabotrópicos.
Os receptores ionotrópicos (iGluRs) são assim
denominados porque eles abrem canais cátion-
específicos e são subdivididos de acordo com seus
análogos sintéticos mais seletivos: N-metil-D-
aspartato (NMDA), ácido-α-amino-3-hidróxi-5-metil-
4-isoxazol propiônico (AMPA) e Ácido Caínico (KA)
(Bleakman & Lodge, 1998).
TRANSMISSÃO GLUTAMATÉRGICA
Os receptores metabotrópicos (mGluRs) pertencem à
família dos receptores acoplados às proteinas ligantes
de nucleotídeos da guanina (proteina G), através das
quais promovem a modulação de efetores
intracelulares, os quais ativam e/ou inibem diversos
eventos de transdução do sinal celular (Obrenovitch &
Urenjak, 1997).
Graeff & Guimarães, 2012
Stahl, 2010
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Referências
Bleakman, D. & Lodge, D. Neuropharmacology of AMPA and Kainate
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terapêutica de Goodman e Gilman. 12. ed. Porto Alegre: AMGH; 2012.
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Psicofármacos. In: Condutas em Psiquiatria[S.l: s.n.].
Goodman & Gilman (2006). As bases farmacológicas da terapêutica. 10ª Ed. Rio
de Janeiro McGraw-Hill Interamericana do Brasil.
Graeff, F. G., & Guimarães, F. S. (2012). Fundamentos de psicofarmacologia.
São Paulo: Ed. Atheneu.
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Ed. São Paulo. Elsevier.
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Labaune, J. P. (1993). Farmacocinética. São Paulo: Ed. Andrei.
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Referências
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Janeiro. Doc. Content. 1ª Ed. 248p.
Rang, H. P., Dale, M. M., Ritter, J. M., Flower, R. J., & Henderson, G. (2012).
Farmacologia. Rio de Janeiro: Ed. Elsevier.
Schatzberg, A. F., Cole, J. O., & DeBattista, C. (2009). Manual de
psicofarmacologia clínica. Porto Alegre: Ed. Artmed.
Stahl, S. M. (2010). Psicofarmacologia: bases neurocientíficas e aplicadas
práticas. Supervisão da Edição Brasileira, Irismar Reis de Oliveira e
Eduardo Pondé de Sena. Rio de Janeiro: Guanabara, Koogan
Zanger, U. M., Turpeinen, M., Klein, K., & Schwab, M. (2008). Functional
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biotransformation. Anal. Bioanal. Chem. 392(6):1093-108. Epub: Aug 10.