0% acharam este documento útil (0 voto)
16 visualizações6 páginas

Diferenças entre Sexo e Gênero

O documento discute as diferenças entre sexo e gênero, abordando teorias sobre como cada um é construído. Apresenta teorias sobre como a biologia, socialização e construção social influenciam a identidade e papéis de gênero. Também discute feminismo e desigualdades entre gêneros.

Enviado por

Pietra Krsna
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
16 visualizações6 páginas

Diferenças entre Sexo e Gênero

O documento discute as diferenças entre sexo e gênero, abordando teorias sobre como cada um é construído. Apresenta teorias sobre como a biologia, socialização e construção social influenciam a identidade e papéis de gênero. Também discute feminismo e desigualdades entre gêneros.

Enviado por

Pietra Krsna
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Seminário

Diferença entre sexo e gênero:

-De um modo geral, os sociólogos utilizam o termo sexo para se referirem às


diferenças anatômicas e fisiológicas que definem o corpo masculino e feminino.

-Enquanto que entende-se por gênero as diferenças psicológicas, sociais e


culturais entre indivíduos do sexo masculino e feminino.

Sexualidade engloba sexo e gênero, sendo considerada como um conjunto de


condições anatômicas, fisiológicas e psicológico-afetivas que caracterizam cada
sexo. Por outro lado, a sexualidade também é considerada o conjunto de
comportamentos e práticas que se relacionam com a busca do prazer sexual e
reprodução.

As diferenças de gênero na sociologia se dão levando em conta aspectos


biológicos e sociais, sendo diferenciado em teorias, tais quais se distinguem pela
abordagem. Alguns sociólogos dizem que as diferenças de coportamento entre
homens e mulheres se dá através de aspectos biológicos; outros acreditam
que a socialização e a aprendizagem são de extrema importância na
separação dos papéis de gênero; e existem também alguns estudiosos que
acreditam que tanto o gênero como o sexo são construídos exclusivamente
na vida em sociedade, e não através de aspectos biológicos.

Gênero e biologia: diferença natural

- Tenta diferenciar a colocação de homens e mulheres na sociedade através de


aspectos biológicos. Os investigadores acreditam que os fatores naturais são
responsáveis pelas desigualdades de gênero, e que as diferenças entre homens
e mulheres através de aspectos da biologia humana são visíveis em todas as
culturas. As teorias relacionadas a isso nunca puderam ser confirmadas, e
sofrerem muitas críticas pois é possível observar que características entre
homens se diferenciam de cultura para cultura, assim como as das mulheres.

Socialização de gênero
- Consiste na ideia de que os papéis de gêneros se associam à interação com o
meio externo, ou seja, o gênero surge através da aprendizagem nas relações
em sociedade, a família e os meios de comunicação são exemplos de agentes
que influenciam na construção do que se pode conhecer como gênero e
reconhecimento pessoal de tal.

A construção social do gênero e do sexo

- Sociólogos acreditam que não só o gênero é construído socialmente, mas


também o sexo. As pessoas podem modificar seus corpos de forma a desafiar o
que se considera uma aparência "natural" do ser humano, através de atividades
físicas, dietas, tatuagens, piercings, cirurgias plásticas e de mudança de sexo,
etc. Os teóricos que defendem a construção social do sexo e do gênero rejeitam
a existênciade qualquer base biológica nas diferenças de gênero, e acreditam
que essa tendência a modificar a aparência é construída em sociedade, e pode
variar de cultura para cultura.

Desigualdades de gênero

- Apesar de haver diferenças culturais em sociedades distintas, em nenhuma


delas observa-se neutralidade entre os gêneros. O papel do homem em
sociedade é mais valorizado e recompensado, mesmo com os movientos
feministas e a luta para modificar tal situação, as divergências entre homens e
mulheres ainda existem, pois é algo enraizado na sociedade, a mulher sempre
esteve a cuidar dos filhos e dos afazeres domésticos, enquanto que os homens
estiveram responsáveis por sustentar e proteger a família. Esse modelo clássico
de família vem sendo criticado, pois dessa forma a mulher se torna submissa e
dependente do marido.

-Visão funcionalista: Os funcionalistas acreditam que as divisões de trabalho


baseadas no sexo, sendo as mulheres responsáveis pelo trabalho doméstico e
os homens pelo sustento da família, tornam a vida em sociedade harmoniosa e
equilibrada.

-Feministas criticam fortemente a ideia de que as divisões de tarefas estão


relacionadas a aspectos biológicos, para elas as pessoas são socializadas à
desempenhar pepéis que culturalmente se espera que desempenhem. Além de
ideias

-Feministas Liberais: Propõe mudanças no sistema jurídico, apoiando novas


leis como a Lei da Igualdade de salários e a Lei da Discriminação Sexual, tem
grande preocupação com o sexismo e a discriminação das mulheres,
argumentando que a sociedade tem uma visão distorcida das mulheres,
considerando-nas menos capazes intelecto e fisicamente do que os homens. As
feministas liberais acreditam que uma reforma no sistema capitalista poderia
fazer grande diferença para acabar com a disparidade entre os benefícios e
dificuldades entre os gêneros.

-Feministas Radicais: Procuram abolir o patriarcado (domínio dos homens


sobre as mulheres) ao desafiar normas e instituições sociais existentes.
Acreditam que a família é uma fonte primária de opressão feminina, que os
homens exploram as mulheres contando com seu trabalho doméstico, e que
eles negam o acesso feminino a cargos relevantes de poder na sociedade, etc.
Essas relações de gênero patriarcais são consideradas, por elas, a raiz das
opressões e são o principal tema para sua luta.

-Feministas Negras: Acreditam que as demais teorias feministas existentem


não se aplicam ao grupo de mulheres negras. Já que, para elas, tais ideias de
feminismo são voltados a um grupo expecífico, as mulheres brancas de classe
média. Sendo assim, houve a necessidade da criação de um feminismo negro
para discutir assuntos voltados expecificamente para os problemas das
mulheres negras. Sua vertente tende a dar enfaze a história, os aspectos
passados que geraram os problemas atuais das mulheres negras. Dizem
também que as mulheres negras não tem grande influência nos movimentos de
libertação das mulheres, já que sua maior luta estaria relacionada a raça e não
ao gênero. As relações de raça e classe social são fatores importantes para as
feministas negras, e não só apenas e isoladamente a questão do gênero.

Identidade de gênero:

-Teoria de Freud: Segundo ele, o processo de aprendizagem das diferenças


entre os gêneros nas crianças e jovens centra-se na presença ou ausência do
órgão genital masculino (pênis). A presença ou ausência do pênis é
considerado, por Freud, um símbolo de masculinidade e feminilidade, ter um
pênis classifica a pessoa como menino, e não ter como menina. Levando em
consideração as fases de desenvolvimento psicossexual, em torno dos 4-5 anos
de idade começa a fase fálica, na qual Freud desenvolve a teoria do complexo
de édipo, que diz respeito a um desejo de afeição que o garoto tem pela mãe, e
uma rivalidade do menino para com o pai na tentativa de conseguir maior
atenção vinda da mãe. Freud diz que quando o menino reprimi os sentimentos
eróticos em relação a mãe e aceita a superioridade do pai, ai sim ele toma
consciência de sua identidade masculina. Em relação as meninas há uma
"inveja do pênis", sendo assim elas depreciam a mãe por também não
possuírem o pênis e serem incapazes de criarem um, então quando a menina
finalmente se identifica com a mãe, ela assume de maneira implícita uma atitude
submissa.

-Teoria de Chodorow: Ela dá ênfase a importância da mãe no desenvolvimento


do gênero, considerando que existe uma forte ligação entre a mãe e o filho que,
em certo momento, deve ser quebrada para que ele adquira conhecimento
próprio sobre si, esse processo se dá de maneira diferente entre meninos e
meninas. Os meninos tomam consciência do eu rejeitando maior proximidade
com a mãe, sendo assim agem de forma diferente dela para não serem
considerados afeminados, como consequência, acabam tendo pouca habilidade
para se relacionarem intimamente uns com os outros, reprimem a capacidade de
entender seus sentimentos, e acabam desenvolvendo uma visão mais analítica
de mundo. Já as meninas mantém a relação afetiva com a mãe, muitas vezes se
espelhando na mãe para construir sua identidade, dessa forma, não havendo
uma ruptura abrupta como me relação aos meninos, a garota constrói sua visão
de "eu" estando dependente do outro (primeiramente a mãe, depois, por
exemplo, o parceiro), isso tende a gerar nas mulheres características de
compaixão e sensibilidade.

Você também pode gostar