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Primeiros Socorros: Fundamentos e Ações

Este documento descreve um curso de primeiros socorros de 50 horas sobre tipos de acidentes e formas de atuação, ocorrendo em Vendas Novas entre setembro e outubro de 2017. Aborda tópicos como primeiros socorros fundamentais, acidentes de pele, esqueleto, digestivo, circulatório, respiratório e elétrico, além de cuidados em situações específicas e o uso de uma mala de primeiros socorros.

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Nuno Meruje
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Primeiros Socorros: Fundamentos e Ações

Este documento descreve um curso de primeiros socorros de 50 horas sobre tipos de acidentes e formas de atuação, ocorrendo em Vendas Novas entre setembro e outubro de 2017. Aborda tópicos como primeiros socorros fundamentais, acidentes de pele, esqueleto, digestivo, circulatório, respiratório e elétrico, além de cuidados em situações específicas e o uso de uma mala de primeiros socorros.

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UFCD 3274

Primeiros Socorros
Tipos de Acidentes e Formas de Atuação
50 horas

Vendas Novas
Setembro e Outubro de 2017
 Primeiros socorros – fundamentos
◦ Atuação refletida rápida e adequada face às
diferentes situações
◦ Limites da ação
 Acidentes de pele – formas de atuação
◦ Feridas
◦ Picadas
◦ Queimaduras

2
 Acidentes do esqueleto – formas de
atuação
◦ Entorse
◦ Luxação
◦ Fratura
 Acidentes digestivo – formas de atuação
◦ Indigestão
◦ Obstipação
◦ Intoxicação
◦ Envenenamento

3
 Acidentes circulatórios – formas de
atuação
◦ Hemorragias
◦ Síncope
◦ Golpe de ar: geral ou de frio
 Acidentes respiratórios – formas de
atuação
◦ Asfixia
◦ Dificuldades respiratória

4
 Outros tipos de acidentes – formas de
atuação e prevenção
◦ Acidentes por corrente elétrica
◦ Técnicas de imobilização
◦ Prevenção de contaminação
 Microbiana
 Viral
 Parasitária

5
 Primeiros cuidados em situações
especificas
◦ Atitudes e primeiros cuidados face a situações
específicas
 Etílica
 Epilética
 Convulsiva
 Depressiva

6
 Mala de primeiros socorros e
medicamentos
◦ Organização da mala de primeiros socorros
◦ Medicamentos
 Localização, organização e segurança
 Conservação, prescrição e eliminação
 Emprego abusivo

7
Primeiros Socorros
8
Objetivos

 Aumentar do conhecimento geral de


cada um;

 Aumentar a capacidade de prestação de


primeiros socorros;

9
Conceito de Primeiro Socorro

 Prestar o primeiro socorro é saber


aplicar um conjunto de conhecimentos
que permitem, perante uma situação de
acidente ou doença, estabelecer
prioridades desenvolvendo ações
adequadas com o intuito de estabilizar ou
se possível melhorar a situação da vitima.

10
Plano de Acção do Socorrista

P. A. S.
Prevenir
Alertar
Socorrer

11
Prevenir
 Diminuir o numero de acidentes ou impedir e
minimizar as suas consequências.
(deve afastar o perigo da vitima e/ou a vitima do perigo)

Assim:
Prevenção primária – conjunto de ações realizadas antes
que ocorra o acidente para diminuir ou eliminar as
consequências do mesmo.

Prevenção secundária – conjunto de ações a realizar


depois do acidente de modo a que este não se agrave.

12
Alertar
• O alerta destina-se a chamar para o local
do acidente pessoal especializado na sua
estabilização e no transporte da vitima
para um serviço de urgência.

• O socorrista atua essencialmente no local


do acidente e não deve abandonar a
vitima para efetuar o alerta.

13
112
NA DÚVIDA NÃO HESITE !...
Socorrer

 Estabelecer prioridades a fim de ordenar


e sintetizar as suas ações.

15
Socorrer
Socorros essenciais – Situações prioritárias que
comprometem rapidamente a vida da vitima:
Asfixia
Choque
Hemorragia
Envenenamentos

Socorros secundários – Todas as situações que


necessitem de socorro e não estão identificadas
acima ex. feridas; queimaduras...

16
Atuação numa Emergência

1– Examinar o local e a vitima;


2 – Afastar a vitima do perigo e/ou o perigo da
vitima;
3 – Interrogar a vitima e possíveis observadores;
4 – Socorrer ou prestar os primeiros socorros

SE NÃO SABE NÃO DEVE MEXER

17
Alertar
 Identificação
 Doenças ( epilepsia, asma...)
 Medicação que toma
 Alergias
 Contacto telefónico de familiares
ou de amigos

18
Qualidades do Socorrista:

 Autocontrolo e sentido de responsabilidade.


 Capacidade de organização e liderança.
 Capacidade de comunicação.
 Capacidade para tomar decisões.
 Compreensão e respeito pelo outro.
 Consciência das suas limitações.

19
MALA DE PRIMEIROS SOCORROS
 SORO FISIOLOGICO  PINÇA
 AGUA OXIGENADA  COMPRESSAS ESTRELIZADAS
 BETADINE  LIGADURAS ELÁSTICAS ( 5, 10, 15)
 LUVAS DE EXAME EM LATEX  LIGADURAS DE CAMBRIC (5, 10)
 SPONGOSTAN  ADESIVO ( TIRA E BANDA)
 TESOURA  PACOTES DE AÇÚCAR
 GAZE GORDA  PENSO RÁPIDO

20
FERIDAS
 Uma ferida é uma solução de continuidade
da pele, quase sempre de origem traumática,
que além da pele (ferida superficial) pode
atingir o tecido celular subcutâneo e
muscular (ferida profunda).

21
Feridas
O que fazer

◦ Lavar as mãos e usar luvas descartáveis;


◦ Limpar ferida com água e sabão do centro para fora, com compressa e não
algodão;
◦ Secar a ferida com pequenos toques;
◦ Desinfetar com Betadine em solução dérmica.

22
FERIDAS
 Depois de limpa, se a ferida for superficial e de
pequenas dimensões, deixá-la preferencialmente
ao ar, ou então aplicar uma compressa
esterilizada.

23
FERIDAS
 Se a ferida for mais extensa ou profunda, com tecidos
esmagados ou infetados, ou se contiver corpos
estranhos, deverá proteger apenas com uma compressa
esterilizada e encaminhar para tratamento por
profissionais de saúde.

24
Feridas – O que não deve fazer?
 Tocar nas feridas sangrantes sem luvas.

 Utilizar o material (luvas, compressas, etc.) em mais de uma pessoa.

 Soprar, tossir ou espirrar para cima da ferida.

 Utilizar mercurocromo ou tintura de metiolato (deve utilizar


Betadine dérmico).

 Fazer compressão direta em locais onde haja suspeita de fraturas


ou de corpos estranhos encravados, ou junto das articulações.

 Tentar tratar uma ferida mais grave, extensa ou profunda, com


tecidos esmagados ou infetados, ou que contenha corpos
estranhos.

25
Hemorragias
Hemorragias Internas
Em casos mais
Sinais e sintomas
graves:
• Sede; • Palidez;
• Sensação de frio • Arrefecimento das
(arrepios); extremidades;
• Pulso • Zumbidos;
progressivamente • Alteração do
mais rápido e mais estado de
fraco; consciência.

26
Hemorragias
Hemorragias Internas
O que deve fazer? O não deve fazer?

• Acalmar a vítima; • Dar de beber ou dar de


• Manter a vítima acordada; comer.
• Desapertar a roupa da
vítima;
• Manter a vítima
confortavelmente
aquecida;
• Colocar a vítima em PLS;
• Transportar vítima para
hospital.

27
Hemorragias
Hemorragias Externas
O que fazer ?

• Deitar horizontalmente a vítima;


• Aplicar sobre a ferida uma compressa esterilizada,
exercendo pressão;
• Se o penso ficar saturado de sangue, colocar outro por
cima, sem retirar o anterior;
• Compressão (braquial ou femoral) até a hemorragia parar
(não manter compressão por mais de 15 min, seguidos);
• Tomar medidas necessárias contra o estado de choque;
• Garrote só se a vida da vítima correr perigo;

28
Hemorragias
Hemorragias Externas
Como aplicar um Garrote ?

• Aplicar garrote entre a ferida e o coração;


• Sempre acima do cotovelo ou joelho;
• Colocar garrote por cima da roupa ou pano limpo, que ficará entre a pele e
o garrote;
• Depois de aplicado:
• Aliviar o garrote de 15 em 15 minutos, cerca de 30 seg. a 2 min.,
conforme hemorragia;
• Anotar hora de aplicação do garrote, para informação médica posterior.
• Nunca tirar o garrote antes de chegar ao hospital, PERIGO DE
MORTE.

29
Hemorragias

Fechar a mão sobre um


Palma da mão rolo de compressas
esterilizadas;

Colocar ligadura ou pano


dobrado em volta da
mão;

Colocar o braço a peito


mantendo a mão ferida
bem elevada

30
Epistaxis - Hemorragia Nasal
Sinais e Sintomas
• Saída de sangue pelo nariz;
• Se a hemorragia é grande pode perder-se sangue
também pela boca.
O que fazer?
• Comprimir com o dedo a narina que sangra;
• Aplicar gelo exteriormente;
• Introduzir na narina um tampão coagulante;
• Se a hemorragia persistir mais que 10 minutos,
conduzir vítima ao hospital.

31
Mordeduras – O que fazer ?
• Desinfetar o local da mordedura
Cão • Informar-se se o cão está corretamente vacinado.

• É uma situação que necessita transporte para o Hospital.


Cão • Atenção: a mordedura de cão envolve risco de infeção.

• Desinfetar o local da mordedura.


Gato • Transportar sempre a vítima ao Hospital.

• Desinfetar o local da mordedura.


Cavalo • Transportar sempre a vítima ao Hospital.

• Desinfetar o local da mordedura.


etc. • Transportar sempre a vítima ao Hospital.

32
Mordeduras

O que não deve fazer?


Tentar
Dar a Queimar Chupar golpear a
beber. a ferida. a ferida. zona
mordida.

33
Picadas – O que fazer ?
Picadas de • Retirar o ferrão com uma pinça.
abelhas e • Desinfetar com antissético.
• Aplicar gelo localmente.
vespas
• Picadas múltiplas (enxame).
Situações • Pessoas alérgicas.
Especiais • Picadas na boca ou na garganta (pelo risco de
asfixia).

Hospital

34
Outras • Aplicar gelo localmente
Situações mais ou menos 10 min.

Sem melhoras

Hospital

35
QUEIMADURAS
 As queimaduras podem ser provocadas por
qualquer substância quente que entre em
contacto com a pele, tal como líquidos ou
objetos, não esquecendo o sol, o fogo, a
energia elétrica, os produtos químicos e o
frio.
 A gravidade da queimadura depende de
vários fatores:
◦ Da zona atingida pela queimadura.
◦ Da extensão da pele queimada.
◦ Da profundidade da queimadura.
36
 De acordo com a profundidade atingida, as
queimaduras classificam-se em 3 graus.

No caso de queimadura com


Com excepção para os casos
produtos químicos, deve-se
de queimadura com pó.
O QUE DEVE FAZER irrigar o local da queimadura
Neste caso, o pó deve ser
com água para ajudar a diluir
removido sem molhar.
o agente responsável

Se a vítima se queimou com


água ou outro líquido a Dar água a beber
Remover a fonte de calor.
ferver, despi-la frequentemente.
imediatamente.

Se a roupa estiver a arder,


Retirar a roupa (à exceção
envolver a vítima numa
de sintéticos, por ex. nylon)
toalha molhada ou, na sua
que estiver quente, queimada
falta, fazê-la rolar pelo chão
ou exposta a químicos.
ou envolvê-la num cobertor.

37
O que fazer? – Queimaduras
 Se a queimadura for do 1.º grau
(queimadura simples)
◦ Arrefecer a região queimada com soro
fisiológico ou, na sua falta, com água corrente
até a dor acalmar.
◦ Cobrir com gaze gorda e tapar.
◦ Outra situação – Hospital

38
Posição Lateral de Segurança
 O que fazer
◦ Retirar óculos e objetos volumosos (chaves, telefones…);
◦ Desapertar a gravata (se for o caso) e o colarinho;
◦ Ajoelhar ao lado da vitima e estender-lhe as duas pernas;
◦ Efectuar a extensão da cabeça e elevação do queixo;
◦ Colocar o braço da vitima mais próximo de si, dobrado a
nível do cotovelo e formar um ângulo reto ao nível do
ombro.

39
Posição Lateral de Segurança
O que fazer
- Dobrar o outro braço sobre o tórax e encostar a face
dorsal da mão à face da vitima do lado do reanimador;
- Fletir a coxa contrária;
- Rodar lentamente em bloco em direção do reanimador;
- Manter a extensão da cabeça.

40
Colocar em P.L.S.

1 2

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Vendas Novas
Enfermeiro João Calado

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UFCD 3274
Primeiros Socorros
Tipos de Acidentes e Formas de Atuação
50 horas
Vendas Novas
Setembro e Outubro de 2017
Primeiros socorros – fundamentos
◦Atuação refletida rápida e adequada face às 
diferentes situações 
◦Limites da ação 
Acid
Acidentes do esqueleto – formas de 
atuação 
◦Entorse 
◦Luxação 
◦Fratura
Acidentes digestivo – formas de atuação
◦Indigest
Acidentes circulatórios – formas de 
atuação 
◦Hemorragias 
◦Síncope 
◦Golpe de ar: geral ou de frio 
Acidentes respiratóri
Outros tipos de acidentes – formas de 
atuação e prevenção 
◦Acidentes por corrente elétrica 
◦Técnicas de imobilização 
◦Pr
Primeiros cuidados em situações 
especificas 
◦Atitudes e primeiros cuidados face a situações 
específicas 
Etílica 
Epilé
Mala de primeiros socorros e 
medicamentos 
◦Organização da mala de primeiros socorros
◦Medicamentos 
Localização, organiza
Primeiros Socorros
8
Objetivos
Aumentar do conhecimento geral de
cada um;
Aumentar a capacidade de prestação de
primeiros socorros;
9
Conceito de Primeiro Socorro
Prestar o primeiro socorro é saber 
aplicar um conjunto de conhecimentos 
que permitem, perante

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