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Estudo do Pêndulo Simples e Oscilações

1. Galileu estudou o movimento do pêndulo simples no século XVII e descobriu que o período de oscilação é independente da amplitude e depende apenas do comprimento do fio. 2. Huygens refinou a teoria de Galileu no século XVII, demonstrando matematicamente que o período varia com a raiz quadrada do comprimento e que a ciclóide é a curva tautócrona. 3. Este documento descreve o movimento do pêndulo simples e detalha os materiais e métodos para
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Estudo do Pêndulo Simples e Oscilações

1. Galileu estudou o movimento do pêndulo simples no século XVII e descobriu que o período de oscilação é independente da amplitude e depende apenas do comprimento do fio. 2. Huygens refinou a teoria de Galileu no século XVII, demonstrando matematicamente que o período varia com a raiz quadrada do comprimento e que a ciclóide é a curva tautócrona. 3. Este documento descreve o movimento do pêndulo simples e detalha os materiais e métodos para
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4

1. INTRODUÇÃO

O olhar matemático de Galileu foi sem dúvida entre inúmeros e notórios


episódios históricos, de diversos cientistas, fazer uso da Matemática nas Ciências
Naturais.

Conforme Geymonat (1997), o processo de matematização do pêndulo


simples, foi o primeiro estudo de aplicação da matematização em fenômenos físicos
de Galileu. Galileu iniciou seus próprios estudos matemáticos ao investigar o
isocronismo das oscilações pendulares, em que o período de oscilação de um pêndulo
é independente da sua amplitude (para pequenas oscilações apenas). É sabido que
tal isocronismo já havia sido estudado pelo astrônomo árabe Ibn Yunus, mas
estudiosos garantem que esse estudo era desconhecido na Europa e por Galileu.

Para Burrowes e Farina (2005), nos séculos XVII e XVIII, a medição


precisa do tempo era extremamente importante para a navegação. Nessa época, a
medição de latitudes era feita com boa precisão, diferentemente da medição de
longitude. Tal necessidade despertou o interesse de cientistas e governos de países
como a Espanha e a Holanda ofereciam grandes prêmios para aqueles que
resolvessem satisfatoriamente o problema da medição de longitudes.
Para alguns biógrafos de Galileu, foi em 1583 que ele observou as
oscilações de uma lâmpada no Domo de Pisa, e que o período de oscilações do
candelabro, colocado em movimento pelo vento, não dependia se tais movimentos
fossem rápidos ou lentos. Para tanto, ele comparou os períodos dessas oscilações
contando sua própria pulsação.
Drake (1981, p. 60) ressalta que o “que primeiro impressionou Galileu no
pêndulo não foi apenas que oscilava para trás e para a frente em tempos iguais, mas
que o tempo de oscilação continuava o mesmo quer o arco pelo qual oscilava fosse
grande ou pequeno”.
No ano de 1602, Galileu escreveu a Guidobaldo del Monte a respeito de
seus estudos “e acrescentou a conjectura de que de qualquer ponto num círculo
vertical um corpo chegaria ao ponto mais baixo no mesmo tempo, o que é apenas
aproximadamente correto” (DRAKE, 1981, p. 59). Ainda segundo Drake, Guidobaldo
tentou experiências usando o arco de uma peneira de cereais e constatou que o
estudo de Galileu não estava correto, ao passo que Galileu respondeu que o
5

desnivelamento e a fricção podiam interferir e que podiam ser eliminadas,


substituindo um pêndulo longo.
Em uma carta de 29 de novembro de 1602 a Guidobaldo, Galileu insiste
em tentar convencê-lo de que o movimento pendular é feito em tempos iguais, no
mesmo quarto do círculo. Para tanto, ele faz uma demonstração com dois fios finos
e longos AB e EF, fixos por um prego em A e em E, e duas bolas de chumbo iguais
presas em B e F. A partir das linhas perpendiculares a AC e EI, elevou as bolas,
sendo a elevação de B maior que de F e, então, as bolas foram soltas e
descreveram, respectivamente, o arco maior BCD e o menor FIG.

Figura 1 – Demonstração de Galileu.

Fonte: Galilei (11, p. 98).

Galileu ressalta que o arco BCD não é descrito em maior tempo do que
o arco FIG. E afirma:

O móvel B percorre o grande arco BCD, e retorna pelo mesmo DCB, e


depois retorna para D, repetidas vezes; e o outro vai também a partir de F
para G, e de lá volta em F, e da mesma forma fará repetidamente. [...] o
móvel F não fará sua pequena oscilação mais frequente do que o enorme
móvel B a sua, mas sempre andarão juntos (GALILEI, 1900, p. 98, tradução
nossa).

No decorrer dessa carta, Galileu faz ainda algumas comparações para


convencer Guidobaldo e finaliza dizendo que ainda precisa demonstrar algumas
situações.
Nessa altura, seu trabalho com pêndulos sugeriu ao professor, médico e
fisiologista italiano Santorio (1561-1636) a criação do pulsilogium, usado em
diagnósticos médicos para medir a pulsação de seus pacientes. Em muitos casos, o
pulsilogium é atribuído erroneamente a Galileu.
6

Figura 2 – Réplica do pulsilogium.

Fonte: Museum Boerhaave (2013).

Huygens refinou a teoria pendular de Galileu, ele estudou problemas


relacionados à construção de relógios por quase 40 anos, de 1656 até 1693. Galileu
havia sugerido, em 1636, acoplar um contador ao pêndulo, porém tentou fazê-lo
somente em 1641, falecendo em 1642. Assim, a prioridade da patente foi concedida
a Huygens. Seu primeiro livro a respeito do assunto foi o Horologium (1658) – que
significa relógio em latim – e seu segundo e maior trabalho foi o Horologium
Oscillatorium (1673) – o relógio pendular. Segundo Matthews (2001, p. 9), Huygens
alterou dois componentes centrais da teoria de Galileu:

As alegações de que o período variava com o comprimento e de que o


círculo era a curva tautócrona (a curva na qual os corpos em queda livre
sob a influência da gravidade alcançam o seu nadir ao mesmo tempo,
independentemente do ponto de onde eles tenham sido lançados). Ao
contrário, Huygens demonstrou matematicamente que o período variava
com a raiz quadrada (subduplicata, nos termos de Huygens) do
comprimento e que a ciclóide era a curva tautócrona.

Um pêndulo simples é um dispositivo constituído por um corpo preso à


extremidade de um fio fixado verticalmente e que oscila em torno de uma posição de
equilíbrio, como o pêndulo do relógio. O movimento do pêndulo simples é causado
pela força gravitacional, conhecida como força peso do corpo suspenso pelo fio. Uma
vez deslocado de sua posição de equilíbrio e solto, o corpo oscila, transformando
energia potencial gravitacional em cinética, e vice-versa.
Na ausência de atrito, o sistema pendular é conservativo, ou seja, as
oscilações duram para sempre. Com as leis de Newton é possível mostrar que o
período do pêndulo – tempo para uma oscilação completa (ida e volta) – não depende
da massa oscilante e nem da extensão do arco descrito pelo pêndulo, desde que o
arco não seja muito grande (com um ângulo máximo de 308).
7

O período está relacionado diretamente ao comprimento do fio que


mantém o corpo suspenso. Quanto maior o comprimento do fio, maior o período de
oscilação. Outro fator que influi no período do pêndulo é o local em que o corpo é
colocado para oscilar. Isso se traduz em uma dependência entre o período e a
aceleração da gravidade no local do experimento. Quanto maior a aceleração da
gravidade, menor o período do pêndulo.
Existem inúmeros pêndulos estudados por físicos, já que estes descrevem-no
como um objeto de fácil previsão de movimentos e que possibilitou inúmeros avanços
tecnológicos. Alguns deles são os pêndulos físicos, de torção, cônicos, de Foucalt,
duplos, espirais, de Karter e invertidos. Mas o modelo mais simples e que tem maior
utilização é o pêndulo simples. Este pêndulo consiste em uma massa presa a um fio
flexível e inextensível por uma de suas extremidades e livre por outra, representado
da seguinte forma:

Figura 3 - Massa Presa a um Fio Flexível

Fonte: [Link]

Quando afastamos a massa da posição de repouso e a soltamos, o pêndulo realiza


oscilações. Ao desconsiderarmos a resistência do ar, as únicas forças que atuam
sobre o pêndulo são a tensão com o fio e o peso da massa m. Desta forma:
8

Figura 4 - Componente da Força

Fonte: [Link]

A componente da força Peso que é dado por [Link]θ se anulará com a força de
Tensão do fio, sendo assim, a única causa do movimento oscilatório é a [Link]θ.
Então:

No entanto, o ângulo θ, expresso em radianos que por definição é dado pelo


quociente do arco descrito pelo ângulo, que no movimento oscilatório de um pêndulo
é x e o raio de aplicação do mesmo, no caso, dado por ℓ, assim:

Onde ao substituirmos em F:

Assim é possível concluir que o movimento de um pêndulo simples não descreve


um MHS, já que a força não é proporcional à elongação e sim ao seno dela. No
entanto, para ângulos pequenos (θ ≥ rad, o valor do seno do ângulo é

aproximadamente igual a este ângulo.


9

Então, ao considerarmos o caso de pequenos ângulos de oscilações:

Como P=mg, e m, g e ℓ são constantes neste sistema, podemos considerar que:

Então, reescrevemos a força restauradora do sistema como:

Sendo assim, a análise de um pêndulo simples nos mostra que, para pequenas
oscilações, um pêndulo simples descreve um MHS. Como para qualquer MHS, o
período é dado por:

E como

Então o período de um pêndulo simples pode ser expresso por:


10

2. OBJETIVO

Estudar o movimento periódico de oscilação de um pêndulo simples e


determinar o valor da aceleração gravitacional local.

3. MATERIAIS E MÉTODOS

3.1. Materiais

 Cronômetro (incerteza:±0,01s);
 Pêndulo simples com fio de comprimento alterável;
 Compasso (incerteza:±0,05 grau);
 Suportes de metal;
 Trena com precisão de ±0,05 mm.

Figura 5: Foto do pêndulo usado

Fonte: próprio autor


11

3.2. Medidas com Pêndulo Simples

Foram feitas medidas do período de oscilação para 8 comprimentos


diferentes do pêndulo (10cm, 20cm, 30cm, 40cm, 50cm, 60cm, 70cm e 80 cm), sendo
que, em cada comprimento, se mediu o período três vezes com um cronômetro digital
do celular.

De modo a facilitar o procedimento, foi contado o tempo de oscilação de


dez períodos do pêndulo, então, dividido o resultado final por dez. Vale lembrar que o
modelo utilizado prevê o comportamento de um pêndulo para baixas amplitudes,
portanto, para cada medida do período, foi definido uma amplitude de, no máximo,
10% do valor do comprimento do pêndulo.

Há de se constatar que o comprimento do pêndulo se estende da


extremidade superior do fio até o centro de massa da esfera. Portanto, foi tomado o
comprimento como a extensão do fio até o centro da esfera, uma vez que seu centro
de massa se aproxima de seu centro geométrico. Para esta medida, foi utilizada uma
trena para medir o comprimento do fio.
12

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Tabela 01 – Dados

MEDIDAS T1 (s) T2 (s) T3 (s) TEMPO MÉDIO(s)

Medida 10 Cm 7,28 s 7,25 s 7,27 s 7,26667 s

Medida 20 Cm 9,77 s 9,68 s 9,90 s 9,78333 s

Medida 30 Cm 10,53 s 10,97 s 10,70 s 10,73333 s

Medida 40 Cm 11,70 s 11,50 s 11,60 s 11,60000 s

Medida 50 Cm 13,63 s 13,60 s 13,57 s 13,60000 s

Medida 60 Cm 14,79 s 14,78 s 14,77 s 14,78000 s

Medida 70 Cm 16,14 s 16,53 s 16,57 s 16,39333 s

Medida 80 Cm 17,46 s 17,40 s 17,43 s 17,43000 s


13

Tabela 2 - Tabela de formulas

FORMULAS

xi
Média X 
i 1 n

( xm  xi) 2
Desvio Padrão  1 n  1


Incerteza Tipo A A 
n

σc = σ A 2 +σ B2
Incerteza Tipo C

C
Incerteza Relativa  100
Xm
g  ge
Incerteza da gravidade  *100
ge
B
Incerteza da Régua  100
x

l
Período de um pêndulo T  2
simples g

4.1. MÉDIA

A média é encontrada a partir da já conhecida média aritmética, que consiste


basicamente em fazer a soma das medidas encontradas por meio da aferição do
objeto, e em seguida dividir pela quantidade de medidas que foram somadas.

xi
Observa-se na formula a seguir: X 
i 1 n
14

4.1.1. MÉDIA DO COMPRIMENTO DO FIO 10 cm

xi
X 
i 1 n
7, 28  7, 25  7, 27
X 
3
21,80
X 
3
X  7, 26667 s

4.1.2. MÉDIA DO COMPRIMENTO DO FIO 20 cm

9, 77  9, 68  9, 90
X
3
29, 35
X
3
X  9, 78333s

4.1.3. MÉDIA DO COMPRIMENTO DO FIO 30 cm

10,53  10,97  10, 70


X
3
32, 20
X
3
X  10, 73333s

4.1.4. MÉDIA DO COMPRIMENTO DO FIO 40 cm

11, 70  11, 50  11, 60


X
3
34,80
X
3
X  11, 60 s
15

4.1.5. MÉDIA DO COMPRIMENTO DO FIO 50 cm

13, 63  13, 60  13,57


X
3
40,80
X
3
X  13, 60s

4.1.6. MÉDIA DO COMPRIMENTO DO FIO 60 cm

14, 79  14, 78  14, 77


X
3
44,34
X
3
X  14, 780s

4.1.7. MÉDIA DO COMPRIMENTO DO FIO 70 cm

16,14  16,53  16, 51


X
3
49,18
X
3
X  16,39333s
16

4.1.8. MÉDIA DO COMPRIMENTO DO FIO 80 cm

17, 46  17, 40  17, 43


X
3
52, 29
X
3
X  17, 43000 s

Vale ressaltar que a unidade de todos os cálculos é o segundo (s).

4.2. DESVIO PADRÃO

Desvio padrão é obtido pela raiz quadrada do quadrado da média menos a


primeira medida, somando com o quadrado da segunda média menos a segunda
medida, e assim sucessivamente, por fim dividi pelo número de termos menos um, de
acordo com a equação abaixo:

( xm  xi)2
  1 n 1

4.2.1. DESVIO PADRÃO DO COMPRIMENTO DO FIO 10CM

( xm  xi) 2
 
1 n 1
(7, 28  7, 26667) 2  (7, 25  7, 26667)2  (7, 27  7, 26667) 2

3 1
  0, 015275252s

4.2.2. DESVIO PADRÃO COMPRIMENTO DO FIO 20CM

( xm  xi) 2
 1 n 1
(9, 77  9,78333) 2  (9, 68  9, 78333) 2  (9,90  9, 78333)2

3 1
  0,1106044 s
17

4.2.3. DESVIO PADRÃO COMPRIMENTO DO FIO 30CM

( xm  xi ) 2
 1 n  1
(10, 53  10, 73333) 2  (10,97  10, 73333) 2  (10, 70  10, 73333)2

3 1
  0, 22188585s

4.2.4. DESVIO PADRÃO COMPRIMENTO DO FIO 40CM

( xm  xi ) 2
 1 n  1
(11, 70  11, 60) 2  (11,50  11, 60) 2  (11, 60  11, 60)2

3 1
  0,1s

4.2.5. DESVIO PADRÃO COMPRIMENTO DO FIO 50CM

( xm  xi ) 2
 1 n  1
(13, 63  13, 6)2  (13, 60  13, 6) 2  (13,57  13, 6) 2

3 1
  0, 03s

4.2.6. DESVIO PADRÃO COMPRIMENTO DO FIO 60CM

( xm  xi ) 2
 1 n  1
(14, 79  14, 78)2  (14, 78  14, 78) 2  (14, 77  14, 78)2

3 1
  0, 01s
18

4.2.7. DESVIO PADRÃO COMPRIMENTO DO FIO 70CM

( xm  xi) 2
  n 1
(16,14  16, 39333)2  (16,53  16,39333) 2  (16,51  16, 39333)2
 
3 1
  0, 21962089 s

4.2.8. DESVIO PADRÃO COMPRIMENTO DO FIO 80CM

( xm  xi ) 2
 1 n 1
(17, 46  17, 43) 2  (17, 40  17, 43) 2  (17, 43  17, 43) 2

3 1
  0, 03s

Vale ressaltar aqui que a unidade para todos os cálculos é o segundo.

4.3. INCERTEZA TIPO A

É feito dividindo o valor do cálculo do desvio padrão pela raiz do número de


médias e o resultado é dado em segundos.


A 
n

4.3.1. INCERTEZA TIPO A DO COMPRIMENTO DO FIO 10CM


A 
n
0, 01527252
A 
3
0, 01527252
A 
1, 732050808
 A  0, 008817593
19

4.3.2. INCERTEZA TIPO A DO COMPRIMENTO DO FIO 20CM


A 
n
0, 01106044
A 
3
0, 01106044
A 
1, 732050808
 A  0, 06385748

4.3.3. INCERTEZA TIPO A DO COMPRIMENTO DO FIO 30CM


A 
n
0, 221885857
A 
3
0, 221885857
A 
1, 732050808
 A  0,128105859

4.3.4. INCERTEZA TIPO A DO COMPRIMENTO DO FIO 40CM


A 
n
0,1
A 
3
0, 01
A 
1, 732050808
 A  0, 057735026

4.3.5. INCERTEZA TIPO A DO COMPRIMENTO DO FIO 50CM


A 
n
0, 03
A 
3
0, 03
A 
1, 732050808
 A  0, 017320508
20

4.3.6. INCERTEZA TIPO A DO COMPRIMENTO DO FIO 60CM


A 
n
0, 01
A 
3
0, 01
A 
1, 732050808
 A  0, 0057735026

4.3.7. INCERTEZA TIPO A DO COMPRIMENTO DO FIO 70CM


A 
n
0,219620885
A 
3
0,219620885
A 
1,732050808
 A  0,12679818

4.3.8. INCERTEZA TIPO A DO COMPRIMENTO DO FIO 80CM


A 
n
0, 03
A 
3
0, 03
A 
1, 732050808
 A  0, 017320508

4.4. INCERTEZA TIPO B

A incerteza do tipo B refere-se à possibilidade de erro do equipamento usado


durante a aferição das medidas. Sendo assim, a incerteza da trena é de 0,01 mm. Já
a incerteza da régua é de 0,5 mm e a do cronômetro é de 0,01s. Elas referem-se a
incertezas sistemáticas, ou seja, são fáceis de prever e de serem consideradas nos
cálculos.
21

4.5. INCERTEZA TIPO C

A certeza do tipo C é dada pela raiz quadrada do valor obtido na incerteza


tipo A ao quadrado, somando com a incerteza tipo B do paquímetro elevado ao
quadrado.

σ c = σ A 2 +σ B 2

4.5.1. INCERTEZA TIPO C DO COMPRIMENTO DO FIO 10CM

 c   A2   B2

 c  0, 00881917 2  0, 012

 c  0, 01333333s

4.5.2. INCERTEZA TIPO C DO COMPRIMENTO DO FIO 20CM

 c   A2   B2

 c  0, 063857482  0, 012

 c  0, 06463573s

4.5.3. INCERTEZA TIPO C DO COMPRIMENTO DO FIO 30CM

 c   A2   B2

 c  0,128105862  0, 012

 c  0,12849557 s
22

4.5.4. INCERTEZA TIPO B DO COMPRIMENTO DO FIO 40CM

 c   A2   B2

 c  0, 057735032  0, 012

 c  0, 05859465s

4.5.5. INCERTEZA TIPO C DO COMPRIMENTO DO FIO 50CM

 c   A2   B2

 c  0, 017320512  0, 012

 c  0, 02 s

4.5.6. INCERTEZA TIPO C DO COMPRIMENTO DO FIO 60CM

 c   A2   B2

 c  0, 00577350 2  0, 012

 c  0, 01154701s

4.5.7. INCERTEZA TIPO C DO COMPRIMENTO DO FIO 70CM

 c   A2   B2

 c  0,126798182  0, 012

 c  0,12719189s
23

4.5.8. INCERTEZA TIPO C DO COMPRIMENTO DO FIO 80CM

 c   A2   B2

 c  0, 017320512  0, 012

 c  0, 02s

4.6. INCERTEZA RELATIVA

A incerteza relativa é expressa como uma fração ou, mais convenientemente,


como uma porcentagem. Para obter a incerteza relativa em porcentagem, multiplique
o resultado da divisão por 100. Em porcentagem, a incerteza relativa é:

c
   100
Xm

4.6.1. INCERTEZA RELATIVA DO COMPRIMENTO DO FIO 10CM

c
   100
Xm
0 , 01333333
   100
7 , 26667
  0 ,18 %

4.6.2. INCERTEZA RELATIVA DO COMPRIMENTO DO FIO 20CM

c
   100
Xm
0 , 06463573
   100
9 , 78333
  0 ,66 %
24

4.6.3. INCERTEZA RELATIVA DO COMPRIMENTO DO FIO 30CM

c
   100
Xm
0 ,12849557
   100
10 , 73333
  1, 20 %

4.6.4. INCERTEZA RELATIVA DO COMPRIMENTO DO FIO 40CM

c
   100
Xm
0 , 05859465
   100
11, 6
  0 ,51 %

4.6.5. INCERTEZA RELATIVA DO COMPRIMENTO DO FIO 50CM


   100
c
Xm
0 , 02
   100
13 , 60
  0 ,15 %

4.6.6. INCERTEZA RELATIVA DO COMPRIMENTO DO FIO 60CM

c
   100
Xm
0 , 01154701
   100
14 , 78
  0 , 08 %
25

4.6.7. INCERTEZA RELATIVA DO COMPRIMENTO DO FIO 70CM

c
   100
Xm
0 ,12719189
   100
16 , 39333
  0 , 78 %

4.6.8. INCERTEZA RELATIVA DO COMPRIMENTO DO FIO 80CM

c
   100
Xm
0,02
   100
17 , 43
  0,11 % .

4.7. CONSTRUÇÃO DO GRÁFICO

O gráfico é de fundamental importância para se calcular a aceleração


gravitacional local.

Para se construir o gráfico, foi necessário linearizar a seguinte equação:

l
T  2
g

Para tanto, os termos foram trabalhado até que se chegasse à seguinte


equação:

l  aT 2

onde :
g
a
4 2
26

O logarítimo na base dez foi aplicado da seguinte forma:

log l  log aT 2
log l  log a  2 log T
l '  a '2T ' , que é uma equação da reta :
a '  l '2T '
onde :
l é o compriment o do fio ; e
T é o período

Como o gráfico vai ser elaborado em função dos logarítimos dos períodos e
dos comprimentos dos fios, a seguinte tabela pode ser descrita:

Tabela 2: Log das Medidas Inseridas no Gráfico

Log do Período (T’) Log do Comprimento (l’)

0,861335239 1

0,990486851 1,301029996

1,030734617 1,477121255

1,064457989 1,602059991

1,133538908 1,698970004

1,169674434 1,77815125

1,21466727 1,84509804

1,241297387 1,903089987
27

Dessa forma, o seguinte gráfico foi obtido:

Gráfico 1: Período por Comprimento

Pelo gráfico, pode-se encontrar os pontos e, a partir deles, calcular a’, sendo
que este é fundamental para mensurar o valor de g, que será a gravidade calculada
a partir dos resultados do experimento:

Tabela 3: Medidas e Resultados a Partir do Gráfico

Medidas e Resultados Valores Obtidos

Xf 1,24983439

Xi 0,854910155

Yf 1,92143285

Yi 0,982116788

Log a' 1,378471562

a' 23,90405403

g 944,996 cm/s.s
28

Tendo em vista a tabela que foi construida a partir das medidas e resultados
do gráfico, é possível fazer uma comparativo a cerca do valor próximo do real e do
valor encontrado experimentalmente para a gravidade. Observa-se no cálculo a
seguir:

g  ge
 *100
ge
978  944,996
 *100
944, 996
  0,0349261243*100

  3, 49%
29

5. CONCLUSÃO

Conclui-se, a partir dos experimentos com o pêndulo simples, que as medidas


precisam ser feitas várias vezes para que o desvio possa ser calculado. Também é
de fundamental importância ter um instrumento confiável para se obter um bom
resultado nas medições e consequentemente um bom resultado final do experimento.

Foi de fundamental importância poder observar como esta temática é aplicada


de forma prática. Por mais que pareça ser algo complicado, a aplicação experimental
ajudou a ampliar os horizontes e significar o conhecimento que anteriormente
aparentava ser vago.

Vale salientar que houve um breve percentual de diferença quanto a


gravidade real e a experimental. Provavelmente isso foi motivado por alguma pequena
falha no aplicação do procedimento, até porque a diferença foi mínima e, para um
experimento acadêmico, não é uma diferença absurda.

Através deste experimento conseguimos determinar a relação entre o período


e o comprimento de um pêndulo simples.

Em relação às massas utilizadas e a amplitude do movimento, o período se


mantém constante para efeitos experimentais. Isso deve-se ao fato da força tangencial
ser maior quanto maior a amplitude e massa do movimento gerando assim uma maior
aceleração.

O experimento pôde comprovar todas essas hipóteses teóricas e, desse


modo, o resultado foi muito satisfatório.

De maneira geral, o experimento foi um sucesso, porque os objetivos foram


alcançados, ou seja, o movimento oscilatório de uma pêndulo simples foi observado
e a gravidade local (calculada experimentalmente), foi comparada com a gravidade
real.
30

REFERÊNCIAS

BURROWES M.; FARINA C. Sobre o pêndulo isócrono de Christiaan Huygens.


Revista Brasileira de Ensino de Física, v. 27, n. 2, p. 175-179, 2005.

DRAKE, Stillman. Galileu. Tradução de Maria Manuela Pecegueiro. Lisboa:


Publicações Dom Quixote, 1981.

GEYMONAT, Ludovico. Galileu Galilei. Tradução de Eliana Aguiar. Rio de Janeiro:


Nova Fronteira, 1997.

GUIMARÃES, PIQUEIRA, CARRON. Osvaldo José Roberto Piqueira, Wilson Carron.


Física térmica, ondas e óptica -- 2. ed. -- São Paulo : Ática, 2016.

HUYGENS, Christiaan. Horologium oscillatorium sive de motu pendulorum ad


horologia aptato demonstrationes geometricae. Paris: F. Muguet, 1673.

Halliday D; Resnick R.; Kenneth S. Krane. Fundamentos de Física v1. Nova Iorque:
John Wiley & Sons, 2001.

Halliday D., Resnick R., Walker J., Fundamentos de Física V.2, ed 7, editora LTC H.

ALMEIDA, Frederico Borges de. "O Dinamômetro "; Brasil Escola. Disponível em
<[Link] Acesso em 03 de
novembro de 2018.

Sears, F.; Zemansky, M.W. e Young H.D. – Física I Mecânica e Partícula dos Corpos.

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