TRABALHO DE REDES - IPv6
Alunos: Weddly e Steve
Introdução - Histórico
Em 1983 foi adotado como protocolo padrão de comunicação o TCP/IP, provendo duas
funções básicas: a fragmentação, para envio de pacotes maiores que o limite de tráfego em um
enlace; e o endereçamento, com identificação de destino e origem de pacotes no cabeçalho do
protocolo. Utilizado até hoje, esse protocolo é chamado comumente de IPv4.
No entanto, não foram previstas na época aspectos como o crescimento das redes,
aumento da tabela de roteamento e esgotamento de endereços IP. Decisões sobre a distribuição
dos endereços também colaboraram para que em 1990 já houvesse preocupação de
esgotamento de endereços IPv4. Soluções paliativas como o CIDR (Classless Inter-domain
Routing), DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol) e NAT (Network Address Translation)
diminuíram a demanda por IPs, mas não foram suficientes para seguir o fluxo de crescimento da
Internet.
A partir de 1993 iniciou-se o estudo para adoção de uma nova versão do protocolo IP.
Tendo os seguintes critérios abordados na sua elaboração: escalabilidade, segurança,
configuração e administração de rede, suporte a QoS (Quality of Service), mobilidade políticas
de roteamento e transição. Baseado no Simple Internet Protocol Plus (SIPP) que mantinha a
interoperabilidade com o IPv4, incorporando endereços de 128 bits, elementos de transição e
autoconfiguração, endereçamento baseado no CIDR e com cabeçalhos de extensão, surgia o
IPv6.
IPv4 x IPv6 - Cabeçalho
Em comparação com o IPv4, o cabeçalho do IPv6 teve o número de campos reduzido de
12 para 8. O tamanho que variava de 20 a 60 Bytes foi fixado em 40 Bytes. Mais simples, flexível
e eficiente, com a adoção de cabeçalhos de extensão que não precisam ser processados por
intermediários, permite ao IPv6 um espaço de endereçamento quatro vezes superior, com um
tamanho total de cabeçalho apenas duas vezes maior. Os campos do cabeçalho IPv6 são:
● Versão (4 bits) - Identifica a versão do protocolo utilizado. No caso, o valor é 6.
● Classe de tráfego (8 bits) - Identifica os pacotes por classes de serviços ou prioridade.
● Identificador de fluxo (20 bits) - Identifica pacotes do mesmo fluxo de comunicação.
● Tamanho do Dados (16 bits) - Indica o tamanho apenas dos dados enviados (diferente
do campo Tamanho Total do IPV4).
● Próximo Cabeçalho (8 bits) - Identifica o cabeçalho de extensão que segue o atual.
● Limite de encaminhamento (8 bits) - Indica o número máximo de roteadores pelos quais
o pacote pode passar antes de ser descartado. Substitui o campo Tempo de Vida do IPv4.
● Endereço de origem (128 bits).
● Endereço de destino (128 bits).
Diferente do IPv4, que inclui no cabeçalho base todas as informações opcionais, o IPv6
trata essas informações utilizando cabeçalhos de extensão. Sendo eles: Hop-by-Hop Options,
Destination Options, Routing, Fragmentation, Authentication Header e Encapsulating Security
Payload. Somente o Hop-by-Hop é processado em cada roteador da rota, enquanto os demais
são lidos apenas no nó final, aumentando a velocidade de processamento nos roteadores.
IPv4 x IPv6 - Endereçamento
Enquanto o IPv4 possibilita aproximadamente 4,3 bilhões de endereços distintos com seu
campo de endereçamento de 32 bits (divididos em quatro grupos de 8 bits separados por “.” e
escritos em dígitos decimais), o IPv6 possibilita aproximados 79 octilhões de endereços com seu
campo de 128 bits (divididos em oito grupos de 16 bits separados por “:” e escritos em dígitos
hexadecimais).
No IPv6 existem três tipos de endereços: unicast (identifica uma única interface), anycast
(identifica um conjunto de interfaces e entrega ao mais próximo) e multicast (identifica um
conjunto de interfaces e entrega a todos). Não existe endereço de broadcast (diferente do IPv4),
pois essa função é atribuída à um tipo de endereço multicast.
Vantagens
Além da maior quantidade de endereçamentos, o IPv6 exibe muitos outros benefícios,
como:
● Criptografia IPSec nativa - que criptografa todas as informações do pacote, inclusive a
porta de origem e de destino.
● Mobile IPv6 - portabilidade númerica via IP, como ocorre com os celulares.
● Fim do NAT - o que beneficia VoIP e aplicações P2P.
● Pacotes Jumbo - permite um único pacote ter até 4GB.
● Fim do Broadcast - como abordado anteriormente
● Autoconfiguração - não há endereço IP manual.
● Menor carga para roteadores - como abordado anteriormente.
● QoS - informações de qualidade de serviço que podem ser utilizadas pelos roteadores.
Segurança
Devido a grande quantidade de endereços disponíveis no IPv6, cada dispositivo pode ter
um IP exclusivo e se conectar diretamente sem o uso de intermediários ou configurações
adicionais (NAT). Além de dificultar a varredura de IP em redes em busca de dispositivos
vulneráveis.
Mas como destacado anteriormente, a principal lacuna de segurança corrigida pelo IPv6
é a criptografia nativa. Alinhando-se com os princípios fundadores da segurança da informação
total, que são:
● Confidencialidade - garantir privacidade das informações;
● Integridade - os dados não serão corrompidos no transporte;
● Autenticidade - garantindo que o destinatário é quem diz ser.
Fragmentação
Qualidade de serviço
Conclusão
Referências
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