Gustavo Correia
de Oliveira
Psicólogo
Especialista em Psicoterapia
Cognitivo-Comportamental - CRP
15/4229
Formando em Terapia do Esquema
Membro da Associação de Terapias
Cognitivas do Estado de Alagoas–
ATC/AL
AGENDA DE ATIVIDADES
Início – 8h
Intervalo (15min) – 10h
Intervalo para almoço – 12h
Reinício – 13h
Intervalo (15min) – 16h
Encerramento – 18h
TCC de Beck
Analítica Focada em
funcional esquemas
Aceitação e Baseada em
TCC’s
compromisso mindfulness
Cognitivo Comportamental
processual dialética
Racional,
emotiva,
comportamental
1ª e 2ª ONDA
Terapia
Comportamental
Terapia
Cognitivo-
Comportamental
Terapia Cognitiva
2ª e 3ª ONDA
Analítica Focada em
funcional esquemas
Aceitação e TCC Baseada em
Compromisso mindfulness
Cognitivo Comportamental
processual dialética
x
PORQUE ESQUEMAS A TCC DE BECK
As cognições e comportamentos são mais rígidos nos transtornos
de personalidade
A lacuna entre a mudança cognitiva e emotiva é muito maior
nos transtornos de personalidade
Os relacionamentos íntimos são mais centrais aos problemas
de pacientes com transtornos de personalidade
Muitos pacientes com transtornos de personalidade não
obedecem às técnicas da TCC tradicional (por exemplo, RPD,
tarefas de casa)
PORQUE ESQUEMAS A TCC DE BECK
Maior ênfase no relacionamento terapêutico;
Maior ênfase no afeto (por ex.: imagens mentais, roleplaying) e
nos estados de humor;
Maior discussão das origens na infância e nos processos durante
o desenvolvimento;
Maior ênfase nos estilos de enfrentamento de toda a vida
([Link]ção e compensação);
Maior ênfase nos temas centrais entrincheirados (i.e.,esquemas).
DA TCC À TERAPIA DOS ESQUEMAS
TCC eficaz para transtornos do antigo eixo 1 do DSM IV;
20 sessões: redução dos sintomas;
Formação de habilidades;
Solução de problemas atuais;
Pesquisas –índices altos de recidivas;
T.F.E sem um problema específico como alvo;
Problemas vagos e difusos.;
Não há desencadeadores claros;
Problemas mais complexos e sem um foco específico;
Dificuldades nos relacionamentos em geral.
PRESSUPOSTOS DA TCC
Mudança de comportamento através de:
Prática da análise empírica;
Discurso lógico;
Experimentação;
Exposição Gradual;
Repetição;
Os pacientes com problemas mais difíceis sabotam essas
iniciativas.
QUANDO A TCC NÃO FUNCIONA
Pacientes não acessam pensamentos e emoções,
parece;
Não terem contato com eles;
Desenvolvem evitação cognitiva e afetiva;
Bloqueiam pensamentos e imagens perturbadoras;
Evitam as próprias memórias e seus sentimentos
negativos;
Evitam olhar fundo dentro de si mesmos;
Evitam o avanço;
Evitação aprendida
reforço para redução de sentimentos negativos
TCC de Beck
T.F.E
TCC DE BECK
Pensamento
automático
Crenças
Secundarias
Crenças
Centrais
TERAPIA FOCADA EM ESQUEMAS
Pensamentos
automáticos
Emoções
Crenças
EIDs
JEFFREY YOUNG
Experiência Profissional
Professor do Depto. de Psiquiatria da Columbia University;
Fundador do Centro de Terapia Cognitiva de Nova York e Connecticut;
Fundador do Instituto de Terapia do Esquema em Nova York;
Diversos trabalhos com Aaron Beck e outros pesquisadores da Terapia Cognitiva.
Experiência Pessoal
Terapia pessoal em diversas abordagens;
Práticas terapêuticas com variadas abordagem teóricas;
Busca da integração de modelos teóricos e de tratamento.
ENTREVISTA COM DR. JEFFREY YOUNG
REVISTA BRASILEIRA DE TERAPIAS COGNITIVAS, 4 (1), 2008.
“Eu espero que o futuro das psicoterapias seja integrador. Eu acho
que o maior perigo é que as pessoas façam o que eu fiz no inicio, ou
seja, toda vez que você achar uma nova terapia, pensar que esta é a
resposta para tudo e depois perceber que esta é somente uma parte
da resposta. Eu gostaria que as pessoas começassem a perceber que
ser um bom terapeuta é integrar o que você sabe com outras coisas e
sempre estar aberto a novas idéias. Eu espero que o futuro das
psicoterapias seja entender que, assim como na medicina, cada
transtorno precisa de um tipo de tratamento, e que sempre surgira
um tratamento melhor, que o que temos é apenas temporário.
ENTREVISTA COM DR. JEFFREY YOUNG
REVISTA BRASILEIRA DE TERAPIAS COGNITIVAS, 4 (1), 2008.
Espero que em terapia, as pessoas não fiquem restritas a
um tratamento, que haja o entendimento de que nos
estamos sempre aprendendo coisas novas e que nos temos
que seguir ampliando o conhecimento, ao invés de trocar
de uma terapia para outra, se você ficar alternando entre
terapias, há sempre perdas e no final sempre se terá
terapias incompletas. Um modelo mais aberto seria manter
o que já se sabe, mas sempre adicionando novos
conhecimentos e idéias a intervenção.” (Young, 2008).
ORIGEM DA TERAPIA DO ESQUEMA
Surgiu como Expansão da Terapia Cognitiva para
Transtornos de Personalidade;
Young (2003) propõe alguns constructos para o
tratamento de pacientes com transtorno de personalidade,
que seriam muito difíceis de tratar por meio do modelo
cognitivo tradicional.
Propõe uma expansão do modelo cognitivo proposto por
Beck.
MODELOS COMBINADOS
Cognitivo-comportamental
Apego
Gestalt
Psicodinâmicos
Focados na emoção
ESTUDOS DE EFICÁCIA DA T.E.
Problemas conjugais difíceis;
Transtornos alimentares;
Abuso de substâncias;
Agressores criminosos;
Transtornos de humor;
Transtornos de ansiedade;
Transtornos de personalidade;
Terapia de grupo com borderlines.
Young, Klosko & Weishaar, 2003; Falcone, 2014 (revisão de estudos)
CONCEITO DE ESQUEMAS
Tem sua história relativamente ligada aos
teóricos Piaget e Bartlett, primeiros a definir
e descrever um esquema como:
“Estruturas que integram e atribuem
significados aos eventos”. Beck & Freeman
(1993)
CONCEITO DE ESQUEMAS PARA YOUNG
Esquema é uma estrutura cognitiva
que filtra, codifica e avalia os estímulos
ao qual o organismo é submetido.
MODELOS INTERNOS DE FUNCIONAMENTO
Atuam como mapas cognitivos e emocionais;
Orientam a percepção, a interpretação e o
comportamento das pessoas nos diferentes contextos
interacionais;
Refletem os padrões de interação experienciados com
as figuras de apego, integrando modelos de si e dos
outros, chamados de:
Falcone, 2014.
ESQUEMA
VÍNCULOS AFETIVOS E ESQUEMAS
Interação com os primeiros cuidadores geram expectativas
na criança sobre a disponibilidade de seus cuidadores;
Expectativas de que os cuidadores serão amáveis e
responsivos levam a criação de um modelo interno de ser
amado e valorizado e um modelo do outro como caloroso e
amoroso;
Expectativas de que os cuidadores serão rejeitadores, não
confiáveis ou indisponíveis geram um modelo interno e ser
não amado e rejeitado e um modelo do outro como não
afetuoso e rejeitador.
VÍNCULOS AFETIVOS E ESQUEMAS
A construção de um modelo internalizado de relação com os
outros;
É normal e adaptado (aquisição de informações importantes
sobre si e os outros; desenvolvimento de capacidades de
regulação de emoções e comportamentos para manter a
proximidade com os outros;
É mutável, a partir de experiências posteriores;
Pode modelar a percepção de novos eventos e
relacionamentos, persistindo na vida adulta, mesmo diante de
experiências corretivas.
Crichfield, Levy, Clarkin & Kemberg, 2008.
Problemas na vinculação
decorrentes da ausência de
oportunidade para
estabelecimento de vínculos
previamente estabelecidos
constituem a origem de
perturbações emocionais, as quais
podem perdurar por toda a vida.
Estudos empíricos tem
relacionado uma elevada
incidência de vínculos afetivos
desfeitos e transtornos de
personalidade, comportamento
suicida e depressão.
Bowlby, 1984, 2001.
PADRÕES DISFUNCIONAIS DE PARENTAL
IDADE E PROBLEMAS DE VINCULAÇÃO
Não atendimento as necessidades de cuidado da criança;
Depreciação ou rejeição marcantes;
Tentativas de controle através de ameaças de amar ou abandoar
a criança;
Descontinuidade na parentalidade (Ex., períodos em hospitais,
outras instituições, etc.)
Ameaça de abandono do lar por um dos cônjuges;
Ameaças de agressão física;
Ameaça de tentativa de suicídio.
Bowlby, 2001.
ESQUEMAS
Estruturas cognitivas que servem como base para classificar,
caracterizar e interpretar as experiências;
Consistem de percepções, emoções e ações, bem como de
significados que são atribuídos as experiências;
Funcionam como filtros, traves dos quais as pessoas ordenam,
interpretam e predizem o mundo;
Desde os primeiros anos de vida, as experiências são salvas em
nível não verbal em nossa memória autobiográfica por meio dos
esquemas.
Genderen, et al., 2012; Pretzer & Beck, 2004.
FORMAÇÃO DE UM ESQUEMA
1 – Constituído por fatores transmitidos geneticamente e também
pelos que se desenvolveram durante a vida intrauterina.
2 – Experiências infantis que adquirem relevante importância pela
idade em que ocorrem e são decisivas na formação da personalidade.
3 – Fatores atuais ou desencadeantes produzem a sintomatologia, ou
seja, ativam efeitos ou sintomas.
Um ESQUEMA ou um conjunto deles é o produto final de uma
complicada série de fatores e situações que aparecem HOJE, mas
que na realidade se originaram em outro tempo e em outro lugar.
FORMAÇÃO DE UM ESQUEMA
Fatores Genéticos e Hereditários/Temperamento
Experiências Infantís Ambiente
Esquemas Iniciais ou Remotos
Adaptativos Desadaptativos
Situações ativadoras ou desencadeantes
Emoções e
Crenças e Pensamentos
Comportamentos
ESQUEMAS INICIAIS DESADAPTATIVOS (EID)
São padrões cognitivos e emocionais
autoderrotistas, que começam cedo em nosso
desenvolvimento e se repetem através de nossas
vidas.
Compreendem memórias, cognições e
emoções relacionados e um tema de infância,
como abandono, abuso, negligencia ou rejeição;
Começam no inicio da infância ou na
adolescência, como representações baseadas na
realidade do ambiente da criança;
ESQUEMAS INICIAIS DESADAPTATIVOS (EID)
Perpetuam-se ao longo da vida e sua natureza
disfuncional torna-se mais evidente na idade
adulta, na interação com as outras pessoas;
É sentido como “certo”. É o que o indivíduo
sabe. Embora causando sofrimento, é confortável
é familiar. Assim, é resistente a mudança.
Quanto mais severo o esquema, maior o
número de situações que o ativam e mais intenso
e duradouro é o afeto negativo quando este é
disparado.
EIDS
INCONDICIONAIS CONDICIONAIS
• Abandono/Instabilidade • Subjugação
• Desconfiança e Abuso • Auto-sacrifício
• Privação Emocional • Busca de aprovação/Reconhecimento
• Defectividade/Vergonha • Inibição emocional
• Isolamento social/Alienação • Padrões inflexíveis/Crítica exagerada
• Dependência/Incompetência
• Vulnerabilidade
• Emaranhamento/Self Subdesenvolvido
• Fracasso
• Merecimento/Grandiosidade
• Auto-Controle/Autodisciplina
insuficientes
• Negativismo/Pessimismo
• Caráter punitivo
PERSONALIDADE
Conjunto de características ou qualidades
específicas de uma pessoa que são
relativamente estáveis ao longo do tempo e
que determinam os pensamentos, sentimentos
e ações em diferentes contextos.
Pervin & John, 2004.
GENÉTICA E PERSONALIDADE
Gêmeos monozigóticos são muito mais
semelhantes do que os dizigóticos;
Gêmeos criados separados são tão
semelhantes ou mais do que gêmeos criados
juntos;
Gazzaniga & Heatherton, 2005.
AMBIENTE E PERSONALIDADE
O comportamento dos pais influencia as
características de recém-nascidos a ponto de
modificar seus padrões iniciais do
comportamento;
Padrões parentais saudáveis, valores e
influencias culturais e experiências das criança
com pares podem inibir ou favorecer problemas
de comportamento no futuro;
Feshbach & Weiner, 1991.
AMBIENTE E PERSONALIDADE
As características de uma criança (difícil X
calma) podem evocar diferentes respostas
em seus cuidadores;
Respostas ambivalentes da mãe podem
exacerbar comportamentos difíceis na
criança e vice e versa.
Feshbach & Weiner, 1991.
Vídeo
RESPOSTAS DE ENFRENTAMENTO
DESADAPTATIVAS
ESTILOS DE ENFRENTAMENTO E
RESPOSTAS
As maneiras como nos adaptamos aos ambientes
angustiantes
Respostas de Rendição, resiginação (desistir);
Respostas de Evitação (fugir) – YRAI-I;
Respostas de Compensação, hiper ou super. (reagir de
formas disfuncionais) –YCI-I;
RESIGNAÇÃO AOS ESQUEMAS
Aceitação que o esquema é verdadeiro;
Sentem diretamente o sofrimento emocional e
agem de maneira a confirmá-lo;
Repetem os padrões evocados pelo esquema.
Quando adultos continuam a reviver as
experiências de infância que eles evocam.
HIPER, SUPER OU COMPENSAÇÃO
Agem como se o oposto do esquema fosse verdadeiro.
Tendem a agir de forma diferente do que agiam
quando crianças:
•Agressão, Hostilidade
•Auto Confiança Excessiva
•Manipulação/Rebeldia
•Exigência
•Perfeccionismo
•Controle Excessivo
•Busca de Reconhecimento/Status
EVITAÇÃO
Abuso de substâncias
Afastamento, desligamento psicológico
Isolamento social
Fazer sexo promiscuo
Buscar estimulação
Tornar-se workaholic
Limpam compulsivamente
Evitam Relacionamentos Íntimos
Evitam desafios profissionais
Evitam a terapia
Não fazem tarefa de casa
PERPETUAÇÃO DO ESQUEMA
NECESSIDADES EMOCIONAIS FUNCIONAIS
Vínculo seguros com outros;
Autonomia, competência e
sentido de identidade;
Liberdade de expressão das
emoções e validação das
necessidade;
Espontaneidade e lazer;
Limites realistas e autocontrole.
ESQUEMAS E NECESSIDADES
DURANTE O DESENVOLVIMENTO
Os esquemas iniciais desadaptativos se
desenvolvem quando necessidades
centrais e específicas não são atendidas na
infância
OBJETIVO AMPLO DA TERAPIA
FOCADA NOS ESQUEMAS
Ajudar os pacientes a terem suas necessidades centrais
atendidas;
Funcionar de uma maneira adaptativa;
Através da mudança de:
Esquemas desadaptativos
Estilos de enfrentamento
Modos
VÍNCULO SEGURO
Desconexão e rejeição;
AUTONOMIA E COMPETENCIA
Autonomia e desempenho prejudicados;
LIMITES REALISTAS
Limites prejudicados;
LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Orientação para o outro;
ESPONTANIEDADE E LAZER
Supervigilância e inibição;
5 necessidades emocionais
5 domínios esquemáticos
18 esquemas iniciais desadaptativos
DESCONEXÃO E REJEIÇÃO
Abandono/Instabilidade;
Desconfiança e Abuso;
Privação Emocional;
Defectividade/Vergonha;
Isolamento social/Alienação.
AUTONOMIA E DESEMPENHO
PREJUDICADOS
Dependência/Incompetência;
Vulnerabilidade;
Emaranhamento;
Fracasso.
LIMITES PREJUDICADOS
Merecimento/Grandiosidade;
Auto-Controle/Autodisciplina
insuficientes.
ORIENTAÇÃO PARA O OUTRO
Subjugação;
Auto-sacrifício;
Busca de
aprovação/Reconhecimento.
SUPERVIGILÂNCIA E INIBIÇÃO
Negativismo/Pessimismo;
Inibição emocional;
Padrões inflexíveis;
Caráter punitivo.
DESCONEXÃO E REJEIÇÃO
Neste grupo há a expectativa de que as necessidades
de segurança, estabilidade, carinho, empatia,
compartilhamento de sentimentos, aceitação e respeito
não serão atendidas de uma maneira previsível.
A família de origem é normalmente desligada, fria,
rejeitadora, refreadora, solitária, explosiva, imprevisível
ou abusiva.
DESCONEXÃO E REJEIÇÃO
Abandono/Instabilidade;
Desconfiança e Abuso;
Privação Emocional;
Defectividade/Vergonha;
Isolamento social/Alienação.
ABANDONO/INSTABILIDADE
“Por favor, não me deixe”
ABANDONO/INSTABILIDADE (AB)
Instabilidade ou falta de confiabilidade percebida
daqueles disponíveis para apoio e conexão.
As pessoas significativas não serão capazes de
continuar a dar apoio emocional, conexão, força ou
proteção prática por estarem emocionalmente instáveis
e imprevisíveis (por ex. ataques de raiva).
As pessoas significativas não são confiáveis ou estão
presentes de forma errática, pois morrerão a qualquer
momento ou porque abandonarão o paciente em favor
de alguém melhor.
DESCONFIANÇA/ABUSO
“Serei abusado”
DESCONFIANÇA/ABUSO (DA)
A expectativa de que outros vão magoar, abusar,
humilhar, enganar, mentir, manipular ou tirar vantagem.
Normalmente envolve a percepção de que o dano é
intencional ou resultante de negligência injustificada e
extrema.
Pode incluir a noção de que a pessoa sempre acaba
sendo enganada pelos outros ou a ideia de que a “corda
sempre arrebenta do lado mais fraco”.
PRIVAÇÃO EMOCIONAL
“Eu nunca terei amor e cuidado”
PRIVAÇÃO EMOCIONAL: CARINHO,
EMPATIA, PROTEÇÃO(PE)
Expectativa de que o desejo da pessoa de receber um grau
normal de apoio emocional não será adequadamente
atendido pelos outros. As 3 principais formas de privação
são:
Privação de carinho: ausência de atenção, afeição,
carinho ou companheirismo.
Privação de empatia: ausência de compreensão, escuta,
auto-revelação ou compartilhamento mútuo de
sentimentos por parte dos outros.
Privação de proteção: ausência de força, direcionamento
ou orientação por parte dos outros.
DEFECTIVIDADE/VERGONHA
“eu não tenho valor”
DEFECTIVIDADE/VERGONHA (DV)
O sentimento de que a pessoa é defectiva (defeituosa,
inadequada), má, indesejada, inferior ou sem validade em
aspectos importantes ou de que, se exposta, não seria digna do
amor das pessoas significativas.
Pode envolver hipersensibilidade à crítica, rejeição e acusação;
constrangimento, comparações e insegurança quando está perto
dos outros ou um sentimento de vergonha pelos defeitos
percebidos de si mesmo.
Esses defeitos podem ser privados (por ex. egoísmo, impulsos
raivosos, desejos sexuais inaceitáveis) ou públicos (por ex.
aparência física indesejável, inabilidade social).
ISOLAMENTO SOCIAL/ALIENAÇÃO
“Eu não me encaixo”
ISOLAMENTO SOCIAL/ALIENAÇÃO (IS)
O sentimento de que a pessoa está isolada do
resto do mundo, é diferente das outras pessoas
e/ou não faz parte de nenhum grupo ou
comunidade.
Diferente da defectividade não envolve falta de
valor
AUTONOMIA E DESEMPENHO
PREJUDICADO
Neste grupo há a expectativa sobre si mesmo e o
ambiente que interferem em sua capacidade percebida
de se separar, sobreviver, funcionar de modo
independente ou ter bom desempenho.
A família de origem normalmente é emaranhada, mina
a confiança da criança, é superprotetora ou falha em dar
reforço à criança para ter desempenho competente fora
da família.
AUTONOMIA E DESEMPENHO
PREJUDICADOS
Dependência/Incompetência (DI)
Vulnerabilidade a Danos e Doenças (VD)
Emaranhamento/Self Subdesenvolvido (EM)
Fracasso (FR)
DEPENDÊNCIA
INCOMPETÊNCIA
“Preciso de
ajuda”
DEPENDÊNCIA/INCOMPETÊNCIA(DI)
Crença de que a pessoa é incapaz de lidar com as
responsabilidades do dia a dia de maneira competente sem
considerável ajuda dos outros (por ex. cuidar de si mesmo,
resolver problemas diários, ter discernimento, se envolver
em novas tarefas, tomar boas decisões).
Muitas vezes se apresenta como desamparo.
VULNERABILIDADE
A DANOS E
DOENÇAS
“Estou em perigo”
VULNERABILIDADE A DANOS E
DOENÇAS (VD)
Medo exagerado de que uma catástrofe iminente se
abaterá a qualquer momento e que a pessoa não será
capaz de evitá-la. Os temores estão concentrados em um
ou mais dos seguintes:
a) Catástrofes Médicas (por ex. colapso cardíaco, AIDS);
b) Catástrofes emocionais (por ex. enlouquecer);
c) Catátrofes Externas (por ex. o elevador despencar, ser
vítima de criminosos, o avião cair, terremotos)
EMARANHAMENTO/SELF
SUBDESENVOLVIDO
“Não consigo me separar”
FRACASSO
“Sou um perdedor”
FRACASSO (FR)
A crença de que a pessoa fracassou, vai
inevitavelmente fracassar ou de ser fundamentalmente
inadequada em relação aos seus pares, em áreas de
conquista (na escola, carreira, esportes, etc.).
Muitas vezes envolve crenças de que a pessoa é burra,
inábil, sem talento, de ter menor status e menos sucesso
do que os outros, etc.
LIMITES PREJUDICADOS
Neste grupo há a deficiência em limites internos,
responsabilidade com os outros ou orientação para
metas de longo prazo.
Leva à dificuldade de respeitar os direitos dos
outros, cooperar com os outros, assumir
compromissos ou estabelecer e satisfazer metas
pessoais não realistas.
LIMITES PREJUDICADOS
A família de origem normalmente caracteriza-se pela
permissividade, excesso de indulgência, falta de
direcionamento ou um sentimento de superioridade, ao
invés de confrontação, disciplina e limites apropriados em
relação a assumir responsabilidades, cooperar de maneira
recíproca e estabelecer metas.
Em alguns casos, a criança pode não ter sido
pressionada para tolerar níveis normais de desconforto ou
não ter recebido supervisão, direcionamento ou
orientação adequados.
LIMITES PREJUDICADOS
Merecimento/Grandiosidade (ME)
Autocontrole/Autodisciplina Insuficientes (ACI)
MERECIMENTO/GRANDIOSIDADE
“Sou superior”
MERECIMENTO/GRANDIOSIDADE (ME)
A crença de que a pessoa é superior a outras pessoas;
merece ter direitos e privilégios especiais ou de não estar
obrigada a seguir regras de reciprocidade que orientam a
interação social normal.
Muitas vezes envolve a insistência em fazer tudo o que
quer, não importando o que seja realista, o que os outros
considerem razoável ou o custo para os outros ou um
enfoque exagerado na superioridade (por ex. estar entre
os bem sucedidos, famosos, ricos) a fim de conquistar
poder ou controle (não tanto por atenção ou aprovação).
MERECIMENTO/GRANDIOSIDADE (ME)
Às vezes inclui excesso de competitividade ou
dominação em relação aos outros: afirmar o
próprio poder, impor o próprio ponto de vista ou
controlar o comportamento dos outros em
conformidade com os próprios desejos, sem
empatia ou preocupação com as necessidades ou
sentimentos dos outros.
AUTOCONTROLE/
AUTODISCIPLINA
INSUFICIENTES
“Não tolero
desconforto”
AUTOCONTROLE/AUTODISCIPLINA
INSUFICIENTES (ACI)
Dificuldade ou recusa de exercer autocontrole e
tolerância à frustração suficientes para alcançar as metas
pessoais ou de restringir a expressão excessiva das
emoções e impulsos.
Em sua forma mais branda, o paciente apresenta
ênfase exagerada na evitação do desconforto: evitando
dor, conflito, confronto, responsabilidade ou extenuação,
às custas da realização, comprometimento ou integridade
pessoal.
ORIENTAÇÃO PARA O OUTRO
Neste grupo há um enfoque excessivo nos
desejos, sentimentos e respostas dos outros, às
custas das próprias necessidades, a fim de obter
amor e aprovação, manter o sentimento de
conexão ou evitar retaliação.
Normalmente envolve supressão e falta de
consciência da própria raiva e das inclinações
naturais.
ORIENTAÇÃO PARA O OUTRO
A família de origem normalmente baseia-se na
aceitação condicional: crianças devem suprir
aspectos importantes de si mesmas a fim de obter
amor, atenção e aprovação.
Em muitas dessas famílias, as necessidades
emocionais e desejos –ou aceitação e status social
–dos pais são mais valorizados do que as
necessidades e sentimentos singulares de cada
criança.
ORIENTAÇÃO PARA O OUTRO
Subjugação (SB)
Auto-Sacrifício (AS)
Busca de Aprovação/de Reconhecimento (BA)
SUBJUGAÇÃO
“Não posso dizer não”
SUBJUGAÇÃO (SB)
Rendição excessiva do controle aos outros porque a
pessoa se sente coagida –normalmente para evitar a raiva,
retaliação ou abandono.
As duas formas principais de subjugação são:
Subjugação das necessidades: supressão das
preferências, decisões e desejos da pessoa
Subjugação das emoções: supressão da expressão
emocional, principalmente a raiva.
SUBJUGAÇÃO (SB)
Normalmente envolve a percepção de que os próprios desejos,
opiniões e sentimentos não são válidos ou importantes para os
outros.
Frequentemente apresenta-se como complacência excessiva,
combinada com a hipersensibilidade a sentir-se encurralado.
Em geral leva a um aumento da raiva, manifestada através de
sintomas desadaptativos (por ex. comportamento passivo-
agressivo, explosões descontroladas de raiva, sintomas
psicossomáticos, retirada da afeição, “fingimento de doenças”,
abuso de substâncias.
AUTOSACRIFÍCIO
“Devo atender o
outro”
AUTOSACRIFÍCIO (AS)
Enfoque excessivo na satisfação voluntária das necessidades dos
outros em situações do dia a dia, às custas da própria gratificação.
As razões mais comuns são: evitar causar dor aos outros, evitar a
culpa por sentir-se egoísta ou manter a conexão com outros
percebidos como carentes.
Geralmente decorre de uma sensibilidade aguda à dor dos
outros.
Às vezes leva a um sentimento de que as próprias necessidades
não estão sendo adequadamente satisfeitas e ao ressentimento em
relação àqueles que estão sendo cuidados (Sobrepõe –se ao
conceito de co-dependência).
BUSCA DE APROVAÇÃO/DE
RECONHECIMENTO
“preciso de aprovação e atenção”
BUSCA DE APROVAÇÃO/DE
RECONHECIMENTO (BA)
Ênfase excessiva em obter aprovação, reconhecimento ou atenção
das outras pessoas ou em se adaptar, às custas do desenvolvimento
de um senso seguro e verdadeiro do self.
O senso de estima da pessoa depende primordialmente das reações
dos outros em vez de depender de suas próprias inclinações naturais.
Às vezes inclui uma ênfase excessiva no status, na aparência,
aceitação social, dinheiro ou conquista, como meios de obter
aprovação, admiração ou atenção (não tanto pelo poder ou controle).
Frequentemente resulta em decisões importantes da vida que não
são autênticas ou satisfatórias ou na hipersensibilidade à rejeição.
SUPERVIGILÂNCIA E INIBIÇÃO
Neste grupo há ênfase excessiva na supressão dos sentimentos,
impulsos e escolhas espontâneas da pessoa ou na obediência a
regras e expectativas internalizadas rígidas quanto ao desempenho
e comportamento ético –geralmente às custas da felicidade, auto-
expressão, relaxamento, relacionamentos íntimos ou saúde.
A família de origem normalmente é severa, exigente e, às vezes,
punitiva: desempenho, dever, perfeccionismo, obediência às
regras, esconder emoções e evitar erros predominam sobre o
prazer, a alegria e o relaxamento.
Normalmente existe uma propensão ao pessimismo e à
preocupação –de que as coisas poderiam desmoronar se a pessoa
não conseguir ser vigilante e cuidadosa o tempo todo.
SUPERVIGILÂNCIA E INIBIÇÃO
Negativismo/Pessimismo (NP)
Inibição Emocional (IE)
Padrões Inflexíveis/Crítica Exagerada (PI)
Caráter Punitivo (CP)
NEGATIVISMO/PESSIMISMO
“Esta tudo mal”
NEGATIVISMO/PESSIMISMO(NP)
Um enfoque amplo e permanente nos aspectos negativos da
vida (dor, morte, perda, decepção, conflito, culpa, ressentimento,
problemas não resolvidos, possíveis erros, traição, coisas que
poderiam dar errado, etc.) ao mesmo tempo minimizando ou
negligenciando os aspectos positivos ou otimistas.
Normalmente inclui uma expectativa exagerada –em uma ampla
gama de situações profissionais, financeiras ou interpessoais –de
que as coisas vão acabar dando errado ou de que aspectos da vida
da pessoa que parecem estar indo bem vão acabar desmoronando.
NEGATIVISMO/PESSIMISMO(NP)
Normalmente envolve um medo incomum de cometer
erros que poderiam levar a: colapso financeiro, perda,
humilhação ou se ver encurralado em uma situação ruim.
Como os possíveis resultados negativos são
exagerados, esses pacientes frequentemente se
caracterizam por preocupação, vigilância, queixa ou
indecisão crônicas.
INIBIÇÃOEMOCIONAL
“Não sinto”
INIBIÇÃOEMOCIONAL(IE)
A inibição emocional da ação, sentimento ou
comunicação espontâneos –normalmente para
evitar a desaprovação pelos outros, os
sentimentos de vergonha ou perder o controle
dos próprios impulsos.
INIBIÇÃO EMOCIONAL(IE)
As áreas mais comuns de inibição envolvem:
a) inibição da raiva e agressão;
b) inibição dos impulsos positivos (por ex. alegria, afeição,
excitação sexual, brincadeiras);
c) dificuldade de expressar vulnerabilidades ou de
comunicar livremente os próprios sentimentos,
necessidades, etc. ou
d) ênfase excessiva na racionalidade ao mesmo tempo
desconsiderando as emoções.
PADRÕES INFLEXÍVEIS
“Nunca está bom o suficiente”
PADRÕES INFLEXÍVEIS
A crença subjacente de que a pessoa deve lutar para satisfazer
padrões internalizados muito elevados de comportamento e
desempenho, normalmente para evitar críticas.
Normalmente resulta em sentimentos de pressão ou dificuldade
de desacelerar e na crítica exagerada em relação a si mesmo e aos
outros.
Deve envolver prejuízo significativo do prazer, relaxamento,
saúde, autoestima, senso de realização ou relacionamentos
satisfatórios.
PADRÕES INFLEXÍVEIS
Normalmente se apresentam como:
Perfeccionismo, atenção extrema aos detalhes ou subestimação
do bom desempenho da pessoa em relação à norma
Regras rígidas e “deveres” em muitas áreas da vida, incluindo
preceitos morais, éticos, culturais ou religiosos elevados a um
nível irrealista ou
Preocupação com tempo e eficiência, de modo que mais possa
ser realizado.
CARÁTER PUNITIVO
“Falhas merecem punição”
CARÁTER PUNITIVO(CP)
A crença de que as pessoas devem ser severamente punidas
por cometer erros.
Envolve a tendência a ter raiva e ser intolerante, punitivo e
impaciente com tais pessoas (incluindo ela mesma) que não
satisfazem as expectativas ou padrões pessoais.
Normalmente inclui dificuldade de perdoar erros próprios
ou alheios, por uma relutância em levar em conta
circunstâncias extenuantes, em admitir a imperfeição .
LEITURAS OBRIGATÓRIAS
YOUNG, J. E. Terapia cognitiva para
transtornos da personalidade: uma
abordagem focada no esquema. 3. ed.
Porto Alere Artmed, 2003. 88 p.
YOUNG, J. E.; KLOSKO, J. S.; WEISHAAR, M.
E. Terapia do esquema: guia de técnicas
cognitivo-comportamentais inovadoras.
Porto Alegre: Artmed, 2008. 368 p.
WAINER, R. et al. (Org.). Terapia cognitiva
focada em esquemas: integração em
psicoterapia. Porto Alegre: Artmed, 2016.
REFERÊNCIAS
BÁSICAS
YOUNG, J. E. Terapia cognitiva para transtornos da personalidade: uma abordagem
focada no esquema. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2003. 88 p.
YOUNG, J. E.; KLOSKO, J. S.; WEISHAAR, M. E. Terapia do esquema: guia de técnicas
cognitivo-comportamentais inovadoras. Porto Alegre: Artmed, 2008. 368 p.
WAINER, R. et al. (Org.). Terapia cognitiva focada em esquemas: integração em
psicoterapia. Porto Alegre: Artmed, 2016.
COMPLEMENTARES
MELO, W. V. et al. Estratégias psicoterápicas e a terceira onda em terapia cognitiva.
Novo Hamburgo : Sinopsys, 2014. 680p.
LEAHY, R. L. Técnicas de terapia cognitiva: manual do terapeuta Porto Alegre:
Artmed, 2006. 336p.
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