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Teste de Triagem Denver II

O documento descreve vários testes motores finos e adaptativos do Teste de Triagem de Desenvolvimento Denver II, incluindo testes de seguimento visual de objetos, pegada de objetos, transferência de objetos entre as mãos, empilhamento de blocos e imitação de traços verticais.

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Marilene Lima
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Teste de Triagem Denver II

O documento descreve vários testes motores finos e adaptativos do Teste de Triagem de Desenvolvimento Denver II, incluindo testes de seguimento visual de objetos, pegada de objetos, transferência de objetos entre as mãos, empilhamento de blocos e imitação de traços verticais.

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Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999

Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana


Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

TESTE DE TRIAGEM DE DESENVOLVIMENTO DENVER II

B. - MOTOR FINO-ADAPTATIVO

B.1. - Segue Até a Linha Média


Com a criança deitada de costas, segure o pom-pom vermelho acima de seu rosto,
onde ela possa vê-lo (entre 20cm e 30cm). Balance o pom-pom para atrair a atenção
da criança e depois mova-o, lentamente, de um lado para outro (formando um arco
de 180º.), várias vezes. O movimento do pom-pom pode ser interrompido caso haja
necessidade de se atrair a atenção da criança novamente e, depois, reiniciado.
Passou: Se a criança acompanhar o pom-pom, até a linha média do arco, somente
com os olhos ou com os olhos e a cabeça.

B.2. - Ultrapassa a Linha Média


Procedimento: idem item B.1.
Passou: Se a criança acompanhar o pom-pom, passando da linha média do arco,
somente com os olhos ou com os olhos e a cabeça.

B.3. - Segura um Chocalho


Com a criança deitada de costas ou no colo dos cuidadores, toque o dorso ou a ponta
de seus dedos com o cabo do chocalho.
Passou: Se a criança segurar o chocalho por alguns segundos.

B.4. - Junta as Mãos


Durante a testagem, enquanto a criança estiver deitada de costas (não enquanto
embalada nos braços dos cuidadores), observe se ela junta as mãos, levando-as até a
linha média do corpo, acima da região do peito ou da boca.
Passou: Se for observado que a criança junta suas mãos desta forma.
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

B.5. - Segue Até 180º


Procedimento: idem item B.1.
Passou: Se a criança acompanhar o pom-pom, com a cabeça e com os olhos,
formando um arco completo (de um lado do corpo ao outro).
Obs.: Se a criança passar no item “Segue até 180º”, terá passado também nos itens
“Segue até a linha média” e “Ultrapassa a linha média”.

B.6. - Olha Para Um Objeto Pequeno


Com a criança sentada à mesa, no colo de um dos cuidadores, coloque uma uva
passa em frente à ela. A uva passa deve ser colocada sobre uma superfície que
ofereça um bom contraste como, por exemplo, uma folha de papel branco. O
examinador pode apontar ou tocar na uva passa, atraindo a atenção da criança para
ela. Pode ser usado um cereal com formato de “O”, no lugar da uva passa.
Passou: Se a criança olhar para a uva passa, de forma evidente.

B.7. - Tenta Alcançar Um Objeto Pequeno


Com a criança sentada à mesa, no colo de um dos cuidadores (a altura da mesa
deverá permitir que os cotovelos da criança fiquem em nível com a superfície da
mesa e suas mãos sobre a mesa). Coloque um objeto pequeno (o chocalho ou o
pom-pom vermelho) em cima da mesa, ao alcance fácil da criança e encoraje-a a
pegá-lo.
Passou: Se a criança tentar alcançar ou, pelo menos, mover suas mãos ou braços
em direção ao objeto sobre a mesa.

B.8. - Procura o Pom-pom


Com a criança sentada no colo de um dos cuidadores, segure o pom-pom vermelho
(em um nível acima dos olhos dela) e chame sua atenção. Quando a criança estiver
olhando com atenção, deixe cair o pom-pom, sem fazer movimentos com as mãos
ou braços, exceto para soltá-lo. Repita o procedimento, caso a resposta de criança
não seja evidente.
Passou: Se a criança, de forma conclusiva, procurar o pom-pom, olhando para
baixo ou para o chão.
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

B.9. - Pega Objeto Pequeno


Com a criança sentada no colo de um dos cuidadores (a altura da mesa deverá
permitir que os cotovelos da criança fiquem em nível com a superfície da mesa e
suas mãos sobre a mesa). Deixe cair uma uva passa sobre a mesa, em frente à
criança e ao alcance fácil dela. Se necessário, aponte ou toque a uva passa, para
atrair a atenção da criança. Pode ser usado um cereal com formato de “O”, no lugar
da uva passa.
Passou: Se a criança pegar a uva passa usando o movimento de “garra” com todos
os dedos das mão. Certifique-se de que a uva passa foi realmente pega ou se
simplesmente ficou presa na mão da criança. Este item é também considerado como
“passou” se a criança passar no item “Pinça polegar-dedo”.

B.10. - Transfere Um Cubo


Observe se a criança passa um bloco de uma mão para outra; para estimulá-la, dê
um bloco para a criança; depois mostre um segundo bloco, na direção da mesma
mão. A criança deverá passar o primeiro bloco para a outra mão e então pegar o
segundo bloco.
Passou: Se a criança transferir um bloco de uma mão para outra sem usar seu
corpo, sua boca nem a mesa.

B.11. - Pega Dois Cubos


Coloque 2 blocos sobre a mesa, em frente à criança. Encoraje-a a pegar os blocos,
mas não os entregue à ela.
Passou: Se a criança pegar os 2 blocos e segurá-los, ao mesmo tempo, um em cada
mão.

B.12. - Pinça Polegar-Dedo


Procedimento: idem item B.9.
Passou: Se a criança pegar a uva passa, usando o movimento de “pinça”, com
qualquer parte do polegar associado a um dos outros 4 dedos.
Obs.: Se a criança passar neste item, terá passado também no item “Pega objeto
pequeno”.
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

B.13. - Bate Dois Cubos Seguros nas Mãos (R)


Coloque um bloco em cada uma das mãos da criança e estimule-a a bater os blocos
um contra o outro. Você pode demonstrar com outros blocos, porém não pode tocar
nas mãos ou braços da criança e nem permitir que os cuidadores o façam. Se a
criança não bater os blocos, pergunte aos cuidadores se ela o faz com outros objetos
pequenos.
Passou: Se a criança segurar um bloco em cada mão e batê-los um contra o outro,
ou se os cuidadores relatarem que ela o faz. Potes, panelas, vasilhas ou outros
objetos grandes não são considerados.

B.14. - Coloca Bloco na Caneca


Coloque 3 blocos e a caneca sobre a mesa, em frente à criança. Estimule-a a colocar
os blocos dentro da caneca, através de demonstração e fala. A demonstração pode
ser repetida várias vezes.
Passou: Se a criança colocar, pelo menos, um bloco dentro da caneca e soltá-lo.

B.15. - Rabisca Espontaneamente


Coloque uma folha de papel (sem pauta) e um lápis sobre a mesa, em frente à
criança. O examinador pode colocar o lápis na mão da criança e estimulá-la a
rabiscar, mas não mostrar a ela como fazê-lo.
Passou: Se a criança faz garatujas sobre o papel, espontaneamente. Desconsidere
rabiscos acidentais causados por batidas do lápis no papel.

B.16. - Retira Objeto Pequeno, por Demonstração


Demonstre para a criança, 2 ou 3 vezes, como retirar uma uva passa do pote.
Depois, peça a ela para fazê-lo. Não use a palavra “tire”.
Passou: Se a criança retirar a uva passa do pote ou pegar a uva no pote com o
movimento de garra. Considere “falhou” se a criança remover a uva passa usando
um dedo.

B.17. - Torre de 2 Cubos


Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

Com a criança sentada à mesa (a altura da mesa deverá permitir que os cotovelos da
criança fiquem em nível com a superfície da mesa e suas mãos sobre a mesa),
coloque os blocos sobre a mesa, em frente à criança. Estimule-a a empilhar os
blocos, através de demonstração e fala. Pode ser necessário segurar os blocos para a
criança, um de cada vez. São permitidas 3 tentativas.
Passou: Se a criança colocar um bloco sobre o outro e ele não cair quando ela
retirar sua mão.

B.18. - Torre de 4 Cubos


Procedimento: idem item B.17.
Passou: Se a criança empilhar 4 cubos e eles não caírem, quando ela retirar sua
mão.

B.19. - Torre de 6 Cubos


Procedimento: idem item B.17.
Passou: Se a criança empilhar 6 cubos e eles não caírem, quando ela retirar sua
mão.

B.20. - Imita Linha Vertical


A criança deve ser colocada sentada à mesa, em um nível confortável para escrever.
Coloque um lápis e uma folha de papel (sem pauta) em frente à criança e diga para
ela desenhar as linhas como você fizer. Sobre o papel, demonstre como desenhar
linhas verticais. Não guie a mão da criança. Podem ser feitas 3 demonstrações.
Passou: Se a criança faz uma linha ou mais (no papel), de pelo menos 5cm de
comprimento. As linhas também não deverão ter uma inclinação maior que 30º. As
linhas podem ser onduladas.

B.21. - Torre de 8 Cubos


Procedimento: idem item B.17.
Passou: Se a criança empilhar 8 cubos e eles não caírem, quando ela retirar sua
mão.
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

B.22. - Move o Polegar com a Mão Fechada


Demonstre com uma ou ambas as mãos, fazendo o sinal de “OK”. Mova somente o
polegar para cima. Peça para a criança mover o polegar dela, da mesma forma. Não
ajude-a (colocando a mão dela na posição). Pode ser pedido à criança para que ela
faça o gesto de “OK” ou “legal” ou “positivo”.
Passou: Se a criança mover o polegar de uma ou ambas as mãos, sem mover
qualquer dos outros dedos.

B.23. - Copia um Círculo


Forneça para a criança um lápis e uma folha de papel (sem pauta). Mostre a ela a
ficha contendo o desenho do círculo. Não nomear a figura nem mover o desenho ou
o lápis para demonstrar como desenhá-lo. Peça para a criança copiar o desenho da
figura. Podem ser fornecidas 3 tentativas.
Passou: Qualquer forma de aproximação com um círculo, que esteja fechada ou
quase fechada. Considerar “falhou” se houver espirais.

B.24. - Desenha Pessoa (3 partes)


Forneça para a criança um lápis e uma folha de papel (sem pauta). Peça à ela para
que desenhe uma pessoa (menino, menina, mamãe, papai etc.). Certifique-se de que
ela tenha terminado o desenho antes de pontuar o item do teste. As partes do corpo
presentes em pares, deverão se consideradas como uma parte, apenas (orelhas,
olhos, braços, mãos, pernas e pés). Considere como certo somente se ambas as
partes do par forem desenhadas. Anexar o desenho da criança ao protocolo de
resposta.
Passou: Se a criança desenhar 3 ou mais partes do corpo.

B.25. - Copia
Forneça para a criança um lápis e uma folha de papel (sem pauta). Mostre a ela a
ficha contendo o desenho “ ”. Não nomear a figura nem mover seu dedo ou o lápis
para demonstrar como desenhá-la. Peça para a criança “Faça um desenho como
este!”. Podem ser fornecidas 3 tentativas.
Passou: Se a criança desenhar 2 linhas que se cruzem próximo ao seu ponto médio.
As linhas podem ser onduladas mas o cruzamento das linhas deve ser feito usando-
se apenas 2 traços contínuos.
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

B.26. - Aponta a Linha Mais Comprida


Mostre para a criança a ficha contendo o desenho de duas linhas paralelas
(certifique-se que o desenho é apresentado com as linhas paralelas na posição
vertical). Pergunte para a criança “Qual linha é a mais comprida?” (não diga
“maior”). Depois que a criança responder, vire a ficha de cima para baixo e repita a
pergunta. Vire a ficha novamente e repita o procedimento pela terceira vez. Se a
criança não responder corretamente as 3 perguntas, repita o procedimento mais uma
vez, não esquecendo-se de virar a ficha.
Passou: Se a criança escolher a linha mais comprida, em 3 das 3 tentativas ou 5 das
6 tentativas.

B.27. - Copia , com Demonstração


Forneça para a criança um lápis e uma folha de papel (sem pauta). Mostre a ela a
ficha contendo o desenho “”. Não nomear a figura nem mover seu dedo ou o lápis
para demonstrar como desenhá-la. Peça para a criança “Faça um desenho como
este!”. Podem ser fornecidas 3 tentativas.
Se a criança for incapaz de copiar o quadrado da ficha, mostre a ela como fazê-lo,
desenhando 2 lados opostos (paralelos) e depois os outros 2 lados opostos (ao invés
de desenhar o quadrado com um movimento contínuo). Três demonstrações e
tentativas podem ser fornecidas.
Passou: Se a criança desenhar a figura com 4 linhas retas e 4 cantos. Os cantos
podem ser formados pelo cruzamento das linhas, mas os ângulos devem ser
aproximadamente corretos (não curvos ou com pontas acentuadas). O comprimento
deve ser menor que 2 vezes a largura.

B.28. - Desenha Pessoa (6 partes)


Procedimento: idem item B.24.
Passou: Se a criança desenhar 6 ou mais partes do corpo.

B.29. - Copia 
Forneça para a criança um lápis e uma folha de papel (sem pauta). Mostre a ela a
ficha contendo o desenho “”. Não nomear a figura nem mover seu dedo ou o lápis
para demonstrar como desenhá-la. Peça para a criança “Faça um desenho como
este!”. Podem ser fornecidas 3 tentativas.
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

Passou: Se a criança desenhar a figura com 4 linhas retas e 4 cantos. Os cantos


podem ser formados pelo cruzamento das linhas, mas os ângulos devem ser
aproximadamente corretos (não curvos ou com pontas acentuadas). O comprimento
deve ser menor que 2 vezes a largura.
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

TESTE DE TRIAGEM DE DESENVOLVIMENTO DENVER II

D. - MOTOR GROSSEIRO

D.1. - Movimentos Simétricos


Enquanto a criança estiver deitada de costas, observe o movimento dos seus braços
e pernas.
Passou: Se a criança movimentar igualmente braços e pernas. Considere se um
braço ou uma perna não se movimentar igualmente ao outro.

D.2. - Eleva a Cabeça (R)


Posicione a criança de bruços
Passou: Se a criança levantar a cabeça, mesmo que momentaneamente,
desencostando o queixo da superfície, sem virar-se para um dos lados. Considerar
também o relato do cuidador.

D.3. - Mantém a Cabeça à 45º


Posicione a criança de bruços.
Passou: Se a criança levantar a cabeça, formando um ângulo de 45º com a
superfície, por alguns segundos. A criança deverá estar olhando para a mesa sobre a
qual está deitada.
Obs.: Se a criança passar no item “Mantém a Cabeça à 45º”, terá passado também
no item “Eleva a Cabeça”.

D.4. - Mantém a Cabeça à 90º


Posicione a criança de bruços.
Passou: Se a criança levantar a cabeça e o peito, de maneira que seu rosto forme um
ângulo de 90º com a superfície, por alguns segundos. A criança deverá estar olhando
para frente, apoiando-se no antebraço.
Obs.: Se a criança passar no item “Mantém a Cabeça à 90º”, terá passado também
no item “Mantém a Cabeça à 45º”.
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

D.5. - Sentada, Sustenta a Cabeça


Estando de frente para a criança, coloque-a na posição sentada, mantendo suas mãos
como apoio nas costas dela.
Passou: Se a criança mantiver a cabeça firme, sem movimentos oscilatórios,
durante alguns segundos.

D.6. - Sustenta seu peso nas pernas


Segure a criança de pé, de maneira que os pés dela se apoiem sobre a mesa.
Devagar, tire o apoio de sustentação das suas mãos, permitindo que a criança
sustente o próprio peso.
Passou: Se a criança sustentar o seu peso nas próprias pernas, por alguns segundos.

D.7. - Eleva o Peito


Posicione a criança de bruços
Passou: Se a criança levantar a cabeça e o peito da superfície, usando como apoio
seus braços esticados, de maneira que possa olhar à frente e acima.

D.8. - Muda de Posição


Durante a testagem, observe se a criança, quando deitada de bruços, consegue virar-
se sozinha para a posição de costas ou vice-versa. Se esta observação não for
possível, pergunte aos cuidadores se a criança é capaz de virar seu corpo e se já o
fez, pelo menos duas vezes.
Passou: Se a criança mudar de posição, virando-se totalmente, ou se o cuidador
referir que ela já o fez, pelo menos duas vezes.

D.9. - Puxada para sentar-se, mantém a cabeça firme


Posicione a criança deitada de costas. Segure as mãos e pulsos dela, puxando-a,
lentamente, para sentar. Se a criança não sustentar a cabeça, não continue a
testagem.
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

Passou: Se a criança for capaz de sustentar a cabeça durante todo o tempo em que
estiver sendo puxada. A criança também contribuirá na execução do movimento,
através dos músculos do ombro e pescoço.

D.10. - Senta sem Apoio


Segure a criança em posição sentada, em cima da mesa. Assegure-se de que ela não
vá cair e, lentamente, retire o apoio.
Passou: Se a criança sentar-se sem apoio, por 5 segundos ou mais. A criança pode
colocar a mão nas pernas ou na mesa, para apoiar-se.

D.11. - De pé, Sustenta o Corpo


Posicione a criança de pé, segurando-se em um objeto firme (não uma pessoa).
Passou: Se a criança permanecer de pé, segurando-se no objeto, por 5 segundos ou
mais.

D.12. - Puxa para Levantar-se


Posicione a criança sentada no chão, perto de uma cadeira ou mesa. Estimule-a a
ficar de pé, colocando um brinquedo em cima da cadeira ou mesa.
Passou: Se a criança conseguir levantar-se sozinha.

D.13. - Senta-se
Enquanto a criança estiver deitada (de costas ou de bruço), engatinhando ou de pé,
estimule-a a sentar. Se não for possível observar, pergunte aos cuidadores se ela é
capaz de sentar-se sozinha.
Passou: Se o comportamento for observado ou se os cuidadores referirem que ela o
faz.

D.14. - Fica de Pé
Posicione a criança de pé, com apoio. Quando ela parecer equilibrada, remova o
apoio.
Passou: Se a criança ficar de pé, sem apoio, por 2 segundos ou mais.
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

D.15. - Fica de Pé Sozinha


Procedimento: idem item “Fica em Pé”.
Passou: Se a criança ficar de pé sozinha, por dez segundos ou mais.
Obs.: Se a criança passar no item “Fica de Pé Sozinha ”, terá passado também no
item “De Pé Sustenta o Corpo”.

D.16. - Abaixa-se e Levanta-se


Coloque um brinquedo no chão quando a criança estiver de pé e longe de qualquer
apoio. Estimule-a a pegá-lo.
Passou: Se a criança abaixar-se para pegar o brinquedo e levantar-se em seguida,
sem apoiar-se.

D.17. - Anda Bem


Observe a criança andando.
Passou: Se a criança tiver bom equilíbrio, não cair muito nem cambalear.

D.18. - Anda Para Trás (R)


Demonstre à criança como andar para trás, ou observe se ela o faz durante a
testagem. Se não for possível observar este comportamento, pergunte aos cuidadores
se ela o faz quando quer pegar um brinquedo, abrir uma porta ou gaveta.
Passou: Se a criança der alguns passos para trás, sem cair ou se os cuidadores
referirem que ela o faz.

D.19. - Corre
Incentive a criança a correr, por exemplo, arremessando uma bola para ela pegar.
Passou: Se a criança correr, harmoniosamente, sem tropeçar ou cair. (Não vale
andar depressa)

D.20. - Sobe Escada (R)


Pergunte aos cuidadores como a criança sobe escadas.
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

Passou: Se a criança for capaz de subir escadas, apoiando-se no corrimão ou na


parede, não sendo de mãos dadas com outra pessoa.

D.21. - Chuta Bola


Posicione a bola a aproximadamente 15cm da criança e peça a ela para chutá-la.
Demonstre como deve ser feito.
Passou: Se a criança chutar a bola sem apoiar-se em objetos. Deslizar ou empurrar
a bola com o pé, atingir a bola por acaso, ou pisar na bola são considerados
“falhou”.

D.22. – Pula
Peça à criança para pular. Demonstre como deve ser feito.
Passou: Se a criança pular com os dois pés, atingindo o chão ao mesmo tempo, mas
não necessariamente no mesmo lugar. A criança não pode correr antes de pular ou
segurar-se em algum objeto.

D.23. – Arremessa Bola


Dê a bola à criança e fique a, aproximadamente, 90cm dela. Peça para ela
arremessar a bola para você, acima dos braços. Permita 3 tentativas, demonstrando
antes como deve ser feito.
Passou: Se a criança arremessar a bola acima do braço, ao alcance do examinador
(entre os joelhos e a cabeça), diretamente, sem que se forme um arco. A bola não
pode ser lançada de lado ou por baixo.

D.24. - Salta
Posicione uma folha de papel (formato carta) no chão e demonstre para criança
como saltar sobre a largura do papel. Permita 3 chances, se necessário.
Passou: Se a criança saltar sobre o papel, com os dois pés juntos, sem tocá-lo.

D.25. - Equilibra-se em Cada Pé Por 1 Segundo


Demonstre à criança como equilibrar-se em um pé só, sem apoiar-se em nenhum
objeto. Peça a ela para equilibrar-se o máximo de tempo possível, dando-lhe 3
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
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tentativas (a menos que ela consiga equilibrar-se por 6 segundos ou mais na


primeira tentativa). Considere o tempo maior entre as 3 tentativas. Peça então que
ela repita o mesmo procedimento com o outro pé, dando-lhe o mesmo número de
tentativas.
Passou: Será considerado o menor tempo entre as duas testagens (ex.: se o maior
tempo equilibrando-se com o pé direito for de 3 segundos e com o pé esquerdo for
de 5 segundos, a criança passou nos itens 1, 2 e 3 segundos).
Obs.: Se a criança passar no itens 2,3,4,5 ou 6 segundos, também serão
considerados como “passou” nos itens de tempos menores (ex.: se a criança passar
no item “Equilibra-se em Cada Pé Por 3 Segundos”, terá passado também no item
“Equilibra-se em Cada Pé Por 1 Segundo” e “Equilibra-se em Cada Pé Por 2
Segundos”).

D.26. - Equilibra-se em Cada Pé Por 2 Segundos


Procedimento: idem item D.25.

D.27. - Pula em Um Pé Só
Peça à criança para pular em um pé só, sem apoiar-se em nenhum objeto.
Demonstre como deve ser feito.
Passou: Se a criança pular 2 ou mais vezes em uma fila, no mesmo local ou em
saltos, sem apoiar-se em nada.

D.28. - Equilibra-se em Cada Pé Por 3 Segundos


Procedimento: idem item D.25.

D.29. - Equilibra-se em Cada Pé Por 4 Segundos


Procedimento: idem item D.25.

D.30. - Equilibra-se em Cada Pé Por 5 Segundos


Procedimento: idem item D.25.
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D.31. - Marcha Ponta-calcanhar


Demonstre à criança como andar em linha reta, encostando a ponta de um pé no
calcanhar do outro. Ande aproximadamente 8 passos desta forma, e então peça para
que a criança o imite. Se necessário, demonstre várias vezes (pode se facilitar a
compreensão, comparando-se este andar com o “andar na corda bamba”). Até 3
tentativas são permitidas.
Passou: Se a criança conseguir dar 4 ou mais passos em linha reta, com o calcanhar
a, no máximo, 2,5cm da ponta do pé, sem apoiar-se.

D.32. - Equilibra-se em Cada Pé Por 6 Segundos


Procedimento: idem item D.25.
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TESTE DE TRIAGEM DE DESENVOLVIMENTO DENVER II

A. - PESSOAL-SOCIAL

A.1. - Observa Um Rosto


Segure a criança ou deixe-a deitada de costas. Posicione seu rosto a,
aproximadamente, 30cm acima do rosto dela
Passou: Se a criança olhar para você, de forma evidente.

A.2. - Sorri em Resposta


Com a criança deitada de costas, sorria e converse com ela. Não lhe faça cócegas
e/ou toque em sua face.
Passou: Se a criança sorrir em resposta. O objetivo é obter mais uma resposta
social do que física.

A.3. - Sorri Espontaneamente (R)


Durante toda testagem, observe se a criança sorri para você e/ou para os cuidadores,
sem que tenha havido qualquer estimulação (através de toques ou sons). Caso isso
não ocorra, pergunte aos cuidadores se a criança alguma vez já sorriu,
espontaneamente, para uma pessoa, sem que esta a tenha tocado ou falado com ela.
Passou: Se a criança sorrir, espontaneamente, para você ou para os cuidadores,
durante a testagem; também se os cuidadores relatarem que ela o faz em casa. O
objetivo é verificar se a criança já é capaz de iniciar uma interação social.

A.4. - Observa sua Própria Mão (R)


Durante toda testagem, observe se a criança fixa o olhar em suas próprias mãos, por
pelo menos alguns segundos (não poderá ser um olhar de relance nem de forma
passageira). Caso isso não ocorra, pergunte aos cuidadores se a criança alguma vez
já o fez.
Passou: Se os cuidadores reportarem que ela o faz ou se o examinador observar
isto, durante a testagem.
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

A.5. - Tenta Alcançar um Brinquedo


Apanhe um brinquedo que a criança pareça gostar e coloque-o sobre a mesa, um
pouco fora do alcance dela
Passou: Se a criança tentar apanhar o brinquedo, estendendo o braço ou lançando
seu corpo. Ela não precisa, necessariamente, apanhar o brinquedo.

A.6. - Come Sozinho (R)


Pergunte aos cuidadores se a criança já coloca na boca um biscoito que lhe é dado.
Passou: Se os cuidadores reportarem que ela o faz. Anote “Não Observado“ se a
criança nunca tiver experimentado este tipo de alimento.

A.7. - Bate Palmas (R)


Sem tocar nas mãos ou braços da criança, cante “Parabéns a você”, batendo palmas.
Pergunte para a criança “Vamos cantar parabéns a você ?”. Caso a criança não
queira fazê-lo, peça aos cuidadores para tentarem estimulá-la. Se mesmo assim a
criança se recusar a bater palmas, pergunte aos cuidadores se ela o faz em casa.
Passou: Se o examinador observar que a criança bate palmas ou se os cuidadores
reportarem que ela o faz. Também considerar qualquer outro tipo de jogo de bater
palmas que a criança seja capaz de participar. O objetivo do teste é verificar a
interação da criança com uma outra pessoa.

A.8. - Mostra o Que Quer (não com choro) (R)


Durante a testagem, observe se a criança indica para você ou para os cuidadores que
ela quer algo, sem que seja através do choro. Caso isto não possa ser observado,
pergunte aos cuidadores se ela o faz .
Passou: Se você observar que a criança usa outro meio que não o choro, para
comunicar um desejo específico, ou se os cuidadores reportarem que ela o faz.
Alguns exemplos de meios usados para se comunicar: apontar, procurar e fazer
sons, estender as mãos para alcançar, puxar e dizer uma palavra.

A.9. - Dá “tchau” (R)


Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

Caso seja possível, a melhor maneira de se administrar este teste é quando o


cuidador e a criança estiverem indo embora ou deixando a sala. Olhe para a criança
e diga “tchau-tchau”, enquanto acena para ela. Não toque-a nem permita que o
cuidador mexa nas mãos e/ou braços dela. Caso a criança não responda, pergunte
aos cuidadores se ela acena para outras pessoas.
Passou: Se a criança responder, levantando seu braço ou balançando suas mãos ou
dedos, ou se os cuidadores reportarem que ela o faz.

A.10. - Joga Bola Com o Examinador


Role a bola para a criança e tente fazer com que ela a devolva a para você, rolando-a
ou jogando-a. Você pode precisar rolar a bola para frente e para trás, várias vezes.
Passou: Se a criança rolar ou jogar a bola para você, intencionalmente. (Devolver a
bola, entregando-a para você, não é considerado “passou”).

A.11. - Imita a Ação de Uma Pessoa (R)


Pergunte aos cuidadores se a criança imita atividades realizadas em casa, tais como
tirar o pó, passar pano, varrer, aspirar o pó ou falar ao telefone.
Passou: Se os cuidadores reportarem que a criança imita algum tipo de tarefa
caseira.

A.12. - Bebe em Uma Xícara ou Copo (R)


Pergunte aos cuidadores se a criança é capaz de segurar um copo ou uma xícara sem
asa e beber sozinha, derramando menos da metade do líquido
Passou: Se os cuidadores reportarem que a criança o faz.

A.13. - Ajuda em Casa (Tarefas simples) (R)


Pergunte aos cuidadores se a criança ajuda em casa, na execução de tarefas simples,
tais como guardar brinquedos, jogar o lixo fora ou entregar um objeto quando
pedido.
Passou: Se a criança realmente ajuda e não somente imita a atividade. O objetivo
deste teste é verificar se a criança compreende e atende a solicitação para execução
de tarefas simples.
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

A.14. - Usa Colher/Garfo (R)


Pergunte aos cuidadores se a criança usa colher ou garfo para se alimentar. Se ela o
fizer, pergunte o quanto ela derrama.
Passou: Se a criança usar colher ou garfo, derramando pouco fora da boca. O
objetivo é verificar se a criança é auto-suficiente o bastante para alimentar-se.

A.15. - Retira Uma Vestimenta (R)


Pergunte aos cuidadores se a criança é capaz de remover alguma peça de roupa e, se
afirmativo, quais as peças.
Passou: Se a criança for capaz de remover itens tais como sapatos que exijam
esforço para sua remoção, casacos, calças ou camisetas. Não considerar meias,
fraldas, chinelo ou sapatos que sejam fáceis de retirar. O objetivo é verificar se a
criança é capaz de remover, intencionalmente, uma peça de roupa, demonstrando
autonomia.

A.16. - “Alimenta” Uma Boneca”


Coloque uma boneca e uma mamadeira sobre a mesa, em frente à criança. Peça para
a criança “Vamos dar comidinha para o neném ?”
Passou: Se a criança colocar a mamadeira na boca da boneca ou, claramente, tentar
fazê-lo. Imitar amamentar no peito não é considerado “passou”. Caso isto ocorra,
encoraje a criança a usar a mamadeira.

A.17. - Veste-se (com supervisão) (R)


Pergunte aos cuidadores se a criança é capaz de vestir alguma peça de roupa e, se
afirmativo, quais as peças.
Passou: Se a criança for capaz de vestir itens tais como cueca, meias, sapatos,
casaco etc.. Os sapatos não precisam estar com o cadarço amarrado, com as fivelas
presas ou nos pés corretos. Um boné colocado casualmente sobre a cabeça, não deve
ser considerado.

A.18. - Escova os Dentes Com Ajuda (R)


Pergunte aos cuidadores se a criança é capaz de escovar os dentes, com alguma
ajuda. Caso isto ocorra, peça aos cuidadores para descrever como ela o faz.
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

Passou: Se a criança for capaz de segurar a escova e move-la, através dos dentes,
realizando movimentos de escovação. Pode haver o auxílio dos cuidadores quanto
ao direcionamento da escova de dentes, mas a criança deve coordenar a escovação,
na maior parte do tempo. Os cuidadores podem supervisionar e colocar a pasta de
dentes na escova. Anotar “Não Observado”, caso os cuidadores relatem que esta
atividade ainda não foi feita pela criança.

A.19. - Lava e Seca as Mãos (R)


Pergunte aos cuidadores se a criança é capaz de lavar e secar suas mãos sem ajuda,
exceto para abrir a torneira que esteja fora de seu alcance.
Passou: Se os cuidadores relatam que ela o faz, usando sabonete e enxaguando e
secando bem as mãos.

A.20. - Fala o Nome de Amigos


Pergunte à criança o nome de alguns de seus amigos ou colegas (que não vivam com
ela).
Passou: Se a criança fornecer o primeiro nome de pelo menos um amigo. Nomes de
primos ou irmãos são aceitáveis, desde que eles não morem com a criança. Não são
considerados nomes de animais de estimação nem de amigos imaginários

A.21. - Veste Uma Camiseta (R)


Pergunte aos cuidadores se a criança é capaz de retirar sua camiseta e/ou pulôver,
sem ajuda.
Passou: Se a criança for capaz de colocar a camiseta pela cabeça e enfiar os braços
nas mangas. A camiseta pode estar invertida ou do lado avesso.

A.22. - Veste-se, Sem Ajuda (R)


Pergunte aos cuidadores se a criança é capaz de se vestir, sem nenhuma ajuda.
Passou: Se a criança já for capaz de vestir-se completa e corretamente, sem ajuda.
Ela deve ser capaz de, habitualmente, retirar suas próprias roupas (ao menos aquelas
que ela usa no seu dia-a-dia para brincar). Pode necessitar de ajuda apenas com os
cadarços dos sapatos e com os botões e zíper na parte detrás das roupas.
Obs.: Se a criança passar no item “Veste-se Sem Ajuda ”, terá passado também nos
itens “Veste-se (com supervisão)”e “Veste Uma Camiseta”.
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

A.23. - Joga Jogos de Mesa (R)


Pergunte aos cuidadores se a criança já é capaz de jogar jogos fáceis de mesa, tais
como cartas (separar cartas pelos naipes ou figuras), dominó, jogos de tabuleiro etc..
Certifique-se de que a criança realmente joga e entende o jogo.
Passou: Se os cuidadores relatarem que ela o faz, jogando com outras pessoas,
entendendo os jogos, sentada e respeitando sua vez de jogar.

A.24. - Escova os Dentes Sem Ajuda (R)


Pergunte aos cuidadores se a criança é capaz de escovar os dentes, sem ajuda ou
supervisão (durante algum tempo), inclusive na colocação da pasta de dentes, na
escovação dos dentes posteriores e no uso do fio dental.
Passou: Se os cuidadores relatarem que a criança é capaz de escovar seus dentes,
sem ajuda ou supervisão (pelo menos durante algum tempo). Os cuidadores podem
algumas vezes ajudar a criança, reforçando o treinamento, para garantir uma boa
escovação.
Obs.: Se a criança passar no item “Escova os Dentes Sem Ajuda ”, terá passado
também no item “Escova os Dentes, Com Ajuda”.

A.25. - Prepara Uma Refeição (Leite c/ café ou chocolate etc.) (R)


Pergunte aos cuidadores se a criança já é capaz de preparar refeições de leite (com
café, chocolate ou cereal), sem ajuda (exceto para apanhar os itens de difícil
alcance). A criança deverá apanhar o prato, talheres e ingredientes e preparar a
refeição sem deixar derramar muito. Se os cuidadores relatarem que a criança não
prepara a refeição porque o recipiente do leite é muito grande, pergunte se a criança
é capaz de passar o leite para um jarro menor ou para um copo.
Passou: Se os cuidadores relatam que ela o faz, inclusive passar o leite para um
outro recipiente.
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

TESTE DE DESENVOLVIMENTO DENVER II

C. - LINGUAGEM

C.1. - Reage ao Sino


Segure o sino do lado e próximo a orelha, de tal maneira que a criança não possa vê-
lo. Balance o sino suavemente. Se a criança não responder, repita o procedimento
mais tarde.
Passou: Se a criança demonstrar qualquer mudança de comportamento como
movimento dos olhos, mudança de expressão ou de freqüência respiratória etc.

C.2. - Vocaliza (R)


Durante o teste observe se a criança emite algum som, como som gutural, sons
curtos de vogais etc., mas que não seja choro. Caso não seja observado, pergunte
aos cuidadores se a criança faz estes sons em casa.
Passou: Se a criança produzir o som, ou se os cuidadores referirem que ela o faz.

C.3. - Fala Ooo/Aah (R)


Observe se a criança emite sons prolongados de vogais. Caso não seja observado,
pergunte aos cuidadores se a criança faz estes sons em casa.
Passou: Se a criança produzir o som, ou se os cuidadores referirem que ela o faz.

C.4. – Riso (gargalhada) (R)


Observe se a criança ri, emitindo som (gargalhada). Caso não seja observado,
pergunte aos cuidadores se a criança ri desta maneira em casa.
Passou: Se a criança produzir o som, ou se os cuidadores referirem que ela o faz.

C.5. - Grita (R)


Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

Observe se a criança emite sons agudos, como gritos de felicidade. Caso não seja
observado, pergunte aos cuidadores se a criança grita desta maneira em casa.
Passou: Se a criança produzir o som, ou se os cuidadores referirem que ela o faz.

C.6. - Volta-se Para o Som


Fique atrás da criança enquanto ela está olhando para o cuidador, sentada no colo ou
na mesa. Se necessário, peça ao cuidador para manter a atenção da criança com o
pompom vermelho. Coloque um cubo na caneca e segure-a com sua mão cobrindo a
abertura da caneca. Cuidadosamente, aproxime a caneca entre 15 e 30 cm da orelha,
fora da linha de visão. Balance suavemente a caneca para produzir um som fraco.
Espere a resposta e repita na outra orelha.
Passou: Se ela responder, voltando a cabeça para o som, em ambos os lados.

C.7. - Volta-se Para a Voz


Enquanto a criança está olhando para o cuidador, no colo, sentada na mesa ou em pé
segura pelos braços do cuidador, posicione-se atrás da criança , entre 15 e 30 cm da
orelha. Coloque sua mão entre sua boca e a orelha da criança, de maneira que ela
responda para o som e não para a “ vibração do ar”. Chame-a pelo seu nome várias
vezes. Repita o procedimento na outra orelha.
Passou: Se ela responder, voltando a cabeça para a voz, em ambos os lados.

C.8. - Sílabas isoladas (R)


Observe se a criança usa combinações C + V (consoante e vogal) tais como “ba, da,
ga” (sílabas isoladas). Se não for possível observar, pergunte aos cuidadores se a
criança faz isso em casa.
Passou: Se a criança produzir sílabas isoladas durante o teste, ou se os cuidadores
referirem que ela o faz.

C.9. - Imita sons (R)


Emita um som como estalar a língua, tossir, beijar etc., várias vezes. Observe se a
criança imita. Se a criança não fizer, pergunte aos cuidadores se ela imita qualquer
um desses sons. Enfatize que o som deve ser iniciado pela outra pessoa, e não pela
criança.
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

Passou: Se a criança imitar a produção do examinador ou se os cuidadores


referirem que ela o faz.

C.10. - Duplica sílabas (R)


Observe se a criança fala “papa” ou “mama” durante o teste. Se não fizer, pergunte
ao cuidador se ela o faz. As palavras não precisam, necessariamente, ter significado.
Passou: Se a criança produz as sílabas duplicadas, ou se o cuidador referir que ela o
faz.

C.11. - Combina sílabas (R)


Observe se a criança repete a mesma sílaba 3 ou mais vezes, como “ dadadada” ou “
gagagaga”. Se não for possível ouvir, pergunte aos cuidadores se ela o faz.
Passou: Se a criança produzir o som, ou se os cuidadores referirem que ela o faz.

C.12. - Jargão (R)


Durante a situação de testagem, observe se a criança produz uma conversação
ininteligível consigo mesma, usando pausas e inflexão (isto é um “jargão” no qual
os padrões de voz variam e poucas ou nenhuma palavra é distinguível). Se não for
possível observar, pergunte aos cuidadores se a criança emite esses sons em casa.
Passou: Se a criança emitir esses sons durante o teste ou se os cuidadores referirem
que ela o faz.

C.13. - Papa ou Mama específico (R)

Durante a situação de testagem, observe se a criança fala “papa” referindo-se ao pai,


ou “mama”, referindo-se à mãe. Se não for possível observar, pergunte aos
cuidadores se a criança o faz.

Passou: Se a criança falar “papa” ou “mama” com significado, ou se os cuidadores


referirem que ela o faz.

C.14. - 1 Palavra (R)

Pergunte aos pais quantas palavras a criança fala e quais são.


Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

Passou: De acordo com o número de palavras que os cuidadores referirem.


Deverão ser consideradas quaisquer palavras exceto “papa”, “mama”, nomes de
membros da família, ou de animais de estimação.
Obs.: Se o cuidador referir que a criança fala 2 palavras serão considerados como
“passou” os itens “1 palavra” e “2 palavras”. Se a criança fala 3 palavras, serão
considerados como “passou” os itens “Uma palavra”, “Duas palavras e “3
palavras”. Se for referido que ela fala 6 ou mais, serão considerados como
“passou” os itens “Uma palavra”, “2 palavras”, ”3 palavras” e “6 palavras”.

C.15. - 2 Palavras (R)


Procedimento idem ao item C.14.

C.16. - 3 Palavras (R)


Procedimento idem ao item C.14.

C.17. - 6 Palavras (R)


Procedimento idem ao item C.14.

C.18. - Aponta 2 Figuras


Administre o item “Nomeia Figuras” primeiro. Se a criança nomear corretamente
apenas 1 das 5 figuras, aplique este item.
Mostre a folha com as figuras. Nomeie uma por vez, dizendo “Mostre o …”.
Aguarde a resposta da criança antes de dizer o nome da próxima figura.
Passou: Se a criança apontar corretamente o número de figuras do critério, de
acordo com a idade.
Obs.: Se a criança apontar quatro figuras terá passado nos itens “Aponta 4
Figuras” e “Aponta 2 Figuras”.

C.19. - Combina Palavras (R)


Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

Observe se a criança combina pelo menos 2 palavras formando uma frase com
significado, que indique uma ação. Se não for possível observar, pergunte aos
cuidadores se ela o faz.
Passou: Se a criança combinar palavras ou se os cuidadores referirem que ela o faz.

C.20. - Nomeia 1 Figura


Mostre à criança as folhas que contém as gravuras. Aponte 1 por vez e pergunte à
criança: “O que é isto?”. Anote na parte de trás da folha de respostas as palavras
que a criança usou para nomear cada uma das figuras.
Passou: Se a criança nomear de 1 à 4 figuras corretamente, de acordo com o
critério para a idade. É considerado correto quando a criança, para a figura
“homem”, nomeia “papai” ou “menino”, ou quando para os animais, utiliza
onomatopéia ou o nome do bicho de estimação (desde que seja certificado que o
animal de estimação corresponde ao animal apresentado).
Obs.: Se a criança nomear as quatro figuras, terá passado no item “Nomeia 4
Figuras” e “Nomeia 1 Figura”.

C.21. - Aponta 6 Partes do Corpo


Mostre a boneca à criança. Diga à criança: “Mostre o nariz da boneca – os olhos –
as orelhas – a boca – as mãos – os pés – a barriga – o cabelo”. Fale uma parte de
cada vez.
Passou: Se a criança apontar corretamente 6 partes do corpo. Se os cuidadores
indicarem que uma destas partes é conhecida pela criança com um apelido utilizado
dentro de um contexto familiar, utilize este nome e veja se a criança reconhece.

C.22. - Aponta 4 figuras


Procedimento idem ao item C.18.

C.23. - 50% de Inteligibilidade de Fala


Durante a situação de testagem, observe a inteligibilidade da fala da criança
(articulação e verbalização de idéias em seqüência).
Passou: Se metade da fala da criança for inteligível.
23m 9d 2a 7m 6d 2a 9m 18d
C.24. – Nomeia 4 Figuras
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

Procedimento idem ao item C.20.

C.25. - Reconhece 2 Ações


Abra o manual na folha “Aponta, Nomeia e Reconhece Ações”. Peça para a criança
apontar a figura de acordo com as ações: “Quem é que fala miau?”, “Quem é que
late?”, “Quem é que galopa?”, “Quem é que fala?”.
Passou: Se a criança apontar corretamente 2 ou 3 figuras “Passou” no item
“Reconhece 2 Ações”. Se apontar 4 ou 5 figuras corretamente “Passou” no item
“Reconhece 4 Ações”.
Obs.: Se a criança “passou” no item “Reconhece 2 Ações”, também “passou” no
item “Reconhece 4 Ações”.

C.26. - Compreende 2 Adjetivos


Faça as seguintes perguntas, uma por vez:
“O que você faz quando está com frio?”,
“O que você faz quando está cansado?”,
“O que você faz quando está com fome?”.
Passou: Se a criança responder corretamente 2 ou 3 adjetivos, de acordo com o
critério para a idade.
Exemplos de respostas corretas:
Frio – “coloco um casaco”, “vou para dentro”, “me cubro”. (Não são aceitas
respostas referentes a ficar resfriado, como “fico tossindo” ou “tomo remédio”.)
Cansado – “vou para cama”, “vou deitar”, “durmo”.
Com fome – “como”, “almoço”, “peço algo para comer”.
Obs: Se a criança passar em “Compreende 3 adjetivos” , também terá passado em
“Compreende 2 adjetivos”.

C.27. - Nomeia 1 Cor


Coloque um bloco vermelho, um azul, um amarelo e um verde sobre a mesa, de
frente e de fácil acesso da criança. Aponte 1 dos blocos e pergunte à criança: “Que
cor é essa?”. Espere a resposta. Troque os blocos de lugar e pergunte novamente,
apontando um outro bloco. Repita para as 4 cores.
Passou: Se a criança nomear corretamente de 1 à 4 cores, de acordo com o critério
para a idade.
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

Obs.: Se a criança nomear de 1 a 3 cores “passou” no item “Nomeia 1 Cor”. Se


nomear as 4 cores “passou” no item “Nomeia 4 cores” e também no item “Nomeia
1 Cor”.

C.28. - Define 2 Objetos pelo Uso


Pergunte à criança :
“Para que serve a xícara?”,
“Para que serve a cadeira?”
“Para que serve o lápis?”
Passou: Se a criança responder corretamente de 2 à 3 objetos, de acordo com o
critério para a idade.
Serão consideradas como corretas as respostas com os verbos “beber”, “sentar” e
“escrever”. Respostas incomuns tais como “encher” para xícara ou “subir” para
cadeira são aceitáveis. Respostas com outro substantivo como “leite” ou “café” para
xícara ou “mesa” para cadeira, são incorretas.
Obs.: Se a criança acertas as 3 definições, terá passado no item “Define 3 Objetos
pelo Uso” e no item “Define 2 Objetos pelo Uso”.

C.29. - Conta 1 Bloco


Coloque 8 blocos na mesa em frente à criança e ao seu alcance. Coloque uma folha
de papel ao lado dos blocos. Peça à criança: “Coloque um bloco no papel”. Quando
a criança terminar, pergunte: “Quantos blocos tem no papel?”.
Passou: Se a criança colocar um bloco e responder “um”.

2a 9m 18d 3a 4m 24d 4a 1m 6d
C.30. - Define 3 Objetos pelo Uso
Procedimento idem ao item C.28.

C.31. - Reconhece 4 Ações

Procedimento idem ao item C.25.

C.32. - Fala Inteligível


Procedimento idem ao item C.23.
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

C.33. - Compreende 4 Preposições

Com a criança de pé, dê-lhe um bloco e peça: “Coloque o bloco em cima da mesa”,
“Coloque o bloco embaixo da mesa”, “Coloque um bloco na minha frente”,
“Coloque um bloco atrás de mim”. Entre cada uma das instruções, segure o bloco
ou dê para a criança segurar. A criança deve realizar 4 de 4 ordens.

Passou: Se a criança realizar todas as ordens corretamente.

C.34. - Nomeia 4 Cores

Procedimento idem ao item C.27.

C.35. - Define 5 Palavras


Observe se a criança está atenta a você, então diga: “Eu vou dizer uma palavra, e
quero que você me diga o que é essa palavra.”. Diga uma palavra por vez. Pode-se
repetir até 3 vezes cada palavra, se necessário, dizendo: “Me diga alguma coisa
sobre…”, “O que você sabe sobre…”, mas não peça para a criança dizer o que ela
faz com o objeto, ou para que serve o objeto.
Pergunte uma palavra por vez:
“O que é uma bola?”
“O que é um rio?”
“O que é uma mesa?”
“O que é uma casa?”
“O que é uma banana?”
“O que é uma cortina?”
“O que é um muro?”
“O que é uma teto?”

Passou: Se a criança definir corretamente de 5 à 7 palavras, de acordo com o


critério para a idade. A definição é aceitável quando inclui: 1) uso; 2) forma; 3)
material do que é feito; 4) categoria geral.
Exemplos:
Bola – brincar, círculo, borracha, brinquedo.
Rio – pescar, água, tem peixe.
Mesa – se come, se põe livros, se escreve, é de madeira, de plástico.
Casa – se mora nela, é feita de tijolos, de madeira etc.
Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

Banana – se come, tem casca, é fruta.


Cortina – cobre a janela, não se vê dentro.
Muro – cerca o quintal, serve para subir.
Teto – em cima do quarto, para proteger da chuva.

C.36. - Compreende 3 Adjetivos


Procedimento idem ao item C.26.

C.37. - Conta 5 Blocos


Coloque 8 blocos na mesa em frente da criança. Posicione um pedaço de papel perto
dos blocos. Diga à criança: “Coloque 5 blocos no papel”. Quando a criança
terminar, pergunte: “Quantos blocos estão no papel?”

Passou: Se a criança colocar 5 blocos e disser que há 5 blocos no papel. É


considerado como “falhou” se a criança apenas numerar “1, 2, 3, 4, 5”. Ela deve
dizer “5” separadamente.
Obs.: Se a criança passar neste item, terá passado também no item “Conta 1
bloco”.

C.38. - Faz Analogias - 2


Pergunte à criança, devagar e distintamente, uma questão de cada vez:
“Se o cavalo é grande, o rato é…”,
“Se o fogo é quente, o gelo é…”
“Se o Sol brilha durante o dia, a lua brilha durante…”
A criança deverá completar corretamente 2 das 3 frases.
Passou: Se a criança completar corretamente 2 frases usando, por exemplo:
Grande – pequeno.
Quente – gelado, frio, congelado (molhado ou água são considerados erros)
Dia – noite, escuro, preto.

C.39. - Define 7 Palavras

Procedimento idem ao item C.35.


Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP/EPM Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
Tradução: Profa. Dra. Márcia R. M. Pedromônico / Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius
Formatação: Eliane Lopes Bragatto / Renata Strobilius - Fonoaudiologia

Universidade Federal de São Paulo  -  UNIFESP/EPM
           Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
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           Ano: 1999
Disciplina de Distúrbios da Comunicação Humana
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           Ano: 1999
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           Ano: 1999
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           Ano: 1999
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           Ano: 1999
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