“Servir e Proteger“
RONDAS OSTENSIVAS MUNICIPAIS
Guarda Civil Municipal
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2014
SÉRIE DE CARTILHAS: EDIÇÃO nº 01:
GUARDAS MUNICIPAIS “Servir e Proteger” RONDAS OSTENSIVAS MUNICIPAIS (ROMU)
SÉRIE DE CARTILHAS: GUARDAS MUNICIPAIS “Servir e Proteger”
1. A IMPORTÂNCIA DAS RONDAS MUNICIPAIS OSTENSIVAS
“As unidades de ROMU das Guardas Mu- do crime e da violência, os municípios são
nicipais hoje são uma grande realidade. aliados estratégicos das demais forças de
Compostas por integrantes com qualifi- segurança para a prevenção do crime e da
cações necessárias para o desempenho violência e para a repressão criminal ime-
de ações de apoio aos diversos serviços diata dos delitos. A sociedade do século
de proteção e segurança realizados pe- XXI traz consigo o fenômeno da globali-
los demais integrantes. A ROMU é uma zação das atividades criminosas e o crime
ferramenta estratégica do comando para de natureza transnacional. O Brasil como
as demandas existentes na execução das uma República Federativa composta por
missões. Os patrulheiros de ROMU estão 27 estados membros, um Distrito Federal
habilitados ao exercício do poder de po- e 5.570 municípios, precisam harmonizar
lícia administrativa municipal, focando as ferramentas de prevenção e combate
suas ações nas ocorrências de mediação ao crime, oferecendo respostas técnicas,
de conflitos, intervenções especializadas táticas e de inteligências no enfrenta-
no apoio ao cidadão, na segurança e es- mento desse fenômeno que são as orga-
colta de agentes públicos, contenção de nizações criminosas e suas diversas faces.
distúrbios e atuações em horários diferen- Certamente, as Guardas Municipais e em
ciados, visando atender as demandas das especial a ROMU são valiosas e eficientes
manchas criminais municipais. A ROMU a serviço da população”.
tornou-se o ‘braço forte’ nas diversas mis-
sões em que a GCM se deparar em seu co-
tidiano de trabalho. Com a interiorização
EUCLIDES CONRADIM
Inspetor Regional da Guarda Civil Metropolitana da Cidade de São Paulo.
Oficial R2 do Exército Brasileiro (Infantaria). Graduado em Ciências Mate-
máticas e Biológicas. Pós Graduando em Intervenção Multidisciplinar em
Dependência Química. 1º Comandante das Unidades de ROMU (Rondas
Ostensivas Municipais – GCMSP). Instrutor do CFSU. Multiplicador Nacio-
nal da SENASP de Polícia Comunitária e TEPAC2. Chefe do Gabinete do
Comando Geral da GCMSP. Coordenador do Programa de Ações Comu-
nitárias da GCMSP.
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2. MODELO DE CARTAZ VEICULADO NA INTERNET
Próximas edições:
CARTILHA Nº 02 - GUARDAS MUNICIPAIS E O POLICIAMENTO ESCOLAR
CARTILHA Nº 03 - GUARDAS MUNICIPAIS E O POLICIAMENTO AMBIENTAL
CARTILHA Nº 04 - GUARDAS MUNICIPAIS E O POLICIAMENTO COM EMPREGO DE CÃES
CARTILHA Nº 05 - GUARDAS MUNICIPAIS E O POLICIAMENTO COM MOTOCICLETAS
CARTILHA Nº 06 - GUARDAS MUNICIPAIS E O POLICIAMENTO ESPECIALIZADO
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SÉRIE DE CARTILHAS: GUARDAS MUNICIPAIS “Servir e Proteger”
3. APRESENTAÇÃO
O presente trabalho foi desenvolvido pela Frente Parlamentar de Defesa das Guar-
das Municipais da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (FPDGM/
ALESP), a qual tem como presidente o Deputado Estadual Chico Sardelli, que co-
locou o seu mandato em apoio à construção de um processo de valorização e reco-
nhecimento da atuação dos Municípios e das Guardas Municipais em prol das ações
positivas na área da segurança pública e na busca da paz social. Contou com o apoio
do Suplente de Deputado Federal GCM Carlinhos Silva, o qual é guarda municipal
de carreira da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo.
Os integrantes da FPDGM/ALESP conduziram um processo de discussão em diversas
cidades do Estado de São Paulo, buscando coletar as necessidades, discutir proble-
mas e encontrar soluções para fortalecer o trabalho das Guardas Municipais. Após
essas diversas discussões constataram-se que as Guardas Municipais são importantes
na ajuda a prevenção e combater aos fatores geradores do crime.
A Constituição Federal em seu artigo 144, ratificada pela Constituição do Estado de
São Paulo em seu artigo 139 impõe aos Municípios, o dever de garantir a incolumida-
de das pessoas e do patrimônio, pois ao se referir que a segurança pública é dever do
Estado, se refere também aos municípios, visto que são os principais entes da Repú-
blica Federativa do Brasil. Não há Estados membros sem os municípios, assim como o
Brasil não existiria se não fossem os Estados.
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4. AGRADECIMENTOS ESPECIAIS
Agradeço a todas as Guardas Municipais portância do trabalho de todos os órgãos
do Estado de São Paulo e do Brasil que de de segurança pública, incluindo-se as
forma direta ou indireta colaboram para ações das Guardas Municipais. A vocês,
o fortalecimento da imagem dessa valo- valorosos e dedicados agentes encarre-
rosa instituição. São diversas ocorrências, gados de aplicação da lei nos municípios
ações de salvamento, defesa civil, prisões dedicamos essa cartilha. Em especial aos
em flagrante, participação direta e co- integrantes das ROMU’s (Rondas Ostensi-
laborativa com forças policiais federais vas Municipais), que diuturnamente exe-
e estaduais, nas quais as Guardas cons- cutam a árdua tarefa de proteger e servir
troem por esse Brasil afora, a certeza do a sociedade.
valor do Município como parceiro ideal
aos estados federados. Perseguidas, des- A todos vocês que estavam conosco nes-
valorizadas, ridicularizadas às vezes até sa caminhada, especialmente aos pre-
por aqueles que deviam protegê-las, ora sentes que participaram das ideias desse
por aqueles que se utilizam de seus ser- trabalho na cidade de Valinhos, no dia 15
viços e ainda por instituições outras que de março de 2014, nossos agradecimen-
erroneamente acreditam serem detento- tos pelas ideais, apontamentos, discus-
ras do monopólio de ser e fazer policia- sões.
mento. A sociedade já reconheceu a im-
5. ENCONTROS INESQUECÍVEIS
Todos nós temos alguns momentos em nossas vidas dos quais jamais esqueceremos
e que sempre voltam às nossas lembranças e fazem o coração bater mais rápido.
Durante as diversas oficinas pedagógicas de ROMU realizadas pelo Estado de São
Paulo, conseguimos ver claramente o brilho nos olhos, o orgulho do que se faz, o zelo
pela boina preta e pelo lustroso braçal, onde a sigla ROMU é levada não só no jeito
diferenciado de se fazer patrulhamento na cidade, mas também como uma marca
tatuada diretamente no coração.
Mais que um serviço especializado, uma fraternidade de herois anônimos dedicados
ao bem comum. Encontrar com vocês durante as jornadas da Frente Parlamentar e
nos cursos de ROMU é algo que ficará gravado na memória para sempre.
Prof. João Alexandre (CESDH)
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SÉRIE DE CARTILHAS: GUARDAS MUNICIPAIS “Servir e Proteger”
6. O QUE É UMA GUARDA MUNICIPAL?
Muitas teorias favoráveis e desfavoráveis além de passarem por curso específico
às ações das Guardas Municipais circulam de formação com diretrizes curriculares
nos meios de comunicações, nas redes especialmente elaboradas e mantidas
sociais e até nos ambientes acadêmicos. pela Secretaria Nacional de Segurança
Algumas carregadas de preconceitos, Pública do Ministério da Justiça. A insti-
corporativismos e até de total desconhe- tuição possui rígido controle disciplinar
cimento do papel desse importante ór- sobre seus integrantes, através de suas
gão de segurança pública. corregedorias independentes e também
A Guarda Municipal é um órgão público com controle da sociedade, através das
de segurança, previsto no artigo 144 da ouvidorias e conselhos municipais de se-
Constituição Federal de 1988, com des- gurança. A GM é fiscalizada também pela
tinação primária à segurança dos bens, Policia Federal, Civil e pelo Ministério do
serviços e instalações municipais. A GM Exército.
atuam também na proteção da popu- A instituição GM pode portar armas de
lação que se utiliza dos bens e serviços fogo de curto e longo calibre (conforme
públicos (ruas, praças, áreas de prote- dispõe a lei federal), pois seus integran-
ção ambiental, escolas, ônibus, entre tes são submetidos a rigoroso processo
outros) e também onde a lei municipal de avaliação psicológica e de habilitação
diga que ela deve agir. É de fato e de di- aos usos dos armamentos citados por
reito, a Polícia Administrativa da Cidade, profissionais credenciados pela Polícia
também responsável pela fiscalização e Federal.
ordenamento do correto uso do solo e O Guarda Municipal é um servidor públi-
do espaço urbano. Organização pública, co, detentor do poder de polícia admi-
fundamentada em legislação específica, nistrativa e de segurança, atuando nos
composta por servidores selecionados flagrantes delitos de qualquer natureza,
por concurso público, o qual possui di- dando assim a devida proteção ao bem
versas fases eliminatórias: conhecimen- mais precioso do ser humano, que é a sua
tos gerais, específicos, testes de aptidões vida. A Guarda Municipal, não existe para
físicas, mentais, psicológicas, de saúde, concorrer ou executar prioritariamente
investigação social e de escolaridade; os serviços dos demais órgãos policiais,
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mas atua de maneira objetiva na prevenção primária do crime e da violência, agindo
preventiva e comunitariamente na identificação dos fatores geradores de violência;
detendo os agressores da sociedade e da ordem pública. Suas ações estão ampara-
das no Código de Processo Penal. Enfim, a Guarda Municipal, é uma instituição amiga,
aliada e protetora da sociedade a qual pertence. Fiel cumpridora da lei e zeladora da
ordem pública; colaboradora necessária às ações do policiamento das forças federais e
estaduais está sempre disposta a proteger e servir á sua comunidade.
7. O QUE É A ROMU DA GUARDA MUNICIPAL?
A Guarda Municipal opera em diversos a ROMU, juntamente com a Polícia Civil
ramos especializados do policiamen- e a Polícia Militar, atuam conjuntamente
to urbano (proteção ambiental, escolar, na redução dos índices de criminalida-
com emprego de cães, patrulhamento, de, compartilhando ações e informações
bases comunitárias móveis e fixas, defesa que visem melhorar as ferramentas de
civil, trânsito, apoio á fiscalização de pos- proteção ao cidadão.
turas e costumes, dentre outros aspectos
da municipalidade). Cidades como Americana, São Paulo, Va-
linhos, Santa Bárbara d´Oeste, Barueri,
A ROMU, cuja sigla significa (Rondas Os- Jandira, Itapeví, Embu Guaçu, Itapecerica
tensivas Municipais), é uma das faces de da Serra, Taboão da Serra, Cotia, Guaru-
atuação da GM. É formada por quatro ou lhos e tantas outras no Estado de São
cinco guardas municipais especialmente Paulo, cada uma a seu modo programa-
selecionados e treinados para execução ram sistemas de Rondas Municipais, cuja
de serviços de apoio e suporte às ocor- similaridade de ações muito tem contri-
rências de maior vulto e que exijam inter- buído para a garantia da lei e da ordem
venções especializadas (negociação, in- urbana.
tervenção tática, CDC, escoltas e serviços
de segurança diferenciados). Utilizam A ROMU é antes de tudo, tem importân-
um veículo oficial de grande porte. cia na consolidação da imagem e atuação
efetiva das Guardas Municipais, através
O patrulheiro de ROMU trabalha em ho- da contribuição ao sistema de segurança
rário diferenciado dos demais, fixando pública e aos demais órgãos de execução
sua presença em locais e horários, de da política de redução dos índices de cri-
acordo com indicadores de crime ou re- minalidade.
giões mais problemáticas. Em muitas ci-
dades do Estado de São Paulo, o efetivo
da Guarda Municipal é superior ao das
valorosas forças do Estado. Assim sendo,
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SÉRIE DE CARTILHAS: GUARDAS MUNICIPAIS “Servir e Proteger”
As Guardas Municipais, especialmente
as que possuem unidade de ROMU, pos-
suem histórico de relevantes serviços
prestados à sua comunidade, merecen-
do todo o respeito de seus munícipes. As
ações de prevenção e combate à crimi-
nalidade é um dever de todos os entes
que compõem a República Federativa
do Brasil.
Integrar, cooperar e compartilhar infor-
mações e esforços deve ser o papel prin-
cipal de todos os órgãos de segurança
pública e dos entes da federação.
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8. COMO CONSTRUIR UMA ROMU EM SUA CIDADE?
Embora a implantação de unidade de serviços operacionais de ROMU seja algo a ser
visto conforme a necessidade local, alguns fatores básicos devem ser considerados
antes de sua implantação. Entre elas:
a) Necessidade;
b) Investimentos específicos;
c) Treinamento diferenciado;
d) Planejamento de emprego e análise de resultados.
A ROMU é um serviço que necessitará de um olhar especial tanto por parte do Chefe
do Executivo, quanto por parte de seus integrantes em face de suas peculiaridades e
possibilidade de aplicação. Sete fases são essenciais ao processo de criação e implan-
tação:
AÇÕES BÁSICAS NECESSÁRIAS LEGALIDADE
1. Apresentação do Relatório Técnico de Viabilidade ao
Prefeito
2. Aprovação Orçamentária da estrutura humana e mate-
SUSTENTAÇÃO
rial correspondente
3. Elaboração da legislação municipal referente atuação DE AÇ ÃO
4. Seleção do processo do treinamento e da qualificação DA ROM U
(cursos específico)
5. Implantação da política de ação e da estratégia de
emprego
6. Acompanhamento dos resultados e das interfaces PROPORCIONALIDADE NECESSIDADE
(PDCA)
Fonte: CEESDH/Prof. João Alexandre
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SÉRIE DE CARTILHAS: GUARDAS MUNICIPAIS “Servir e Proteger”
9. DEPOIMENTOS
“Como 2º Comandante da RONDA MUNICIPAL em São Paulo, tive a oportunidade de
trabalhar com destacados servidores que muito se empenharam em prestar excelen-
tes serviços ao povo paulistano. Juntamente com todos os demais patrulheiros GCM´s,
irmanados na finalidade de servir e proteger, a ROMU é uma ferramenta necessária ao
atendimento das demandas municipais desempenhada pelas Guardas.”
Inspetor Regional Adélson de Souza (GCM /SP)
“A ROMU é a principal resposta da municipalidade ao enfrentamento da violência em
sua face mais agressiva da sociedade. O patrulheiro além de amigo e aliado deve ser
preparado para a repressão criminal imediata dos delitos, protegendo seus munícipes
de qualquer ato atentatório contra seus bens e a sua vida. Seja sobre quatro ou duas
rodas, a ROMU sempre será uma excelente ferramenta de gestão de segurança pública
municipal”.
Inspetor Eduardo Leite Barbosa (GCM /BEMU GUACU - SP)
10. FICHA TÉCNICA
“No momento em que a sociedade sofre na
INICIATIVA mão das organizações criminosas, prevenir
Centro de Estudos em Segurança Pública e Direitos Huma- e combater o crime é uma responsabilida-
nos (CEESDH) de de todos os dirigentes de nossa nação.
A Constituição Brasileira determina que a
Associação Brasileira de Guardas Municipais (ABRAGUAR- segurança pública seja um dever do Esta-
DAS) do (União + estados federados + DF + mu-
PATROCÍNIO nicípios). As Guardas Municipais garantem
Flash Engenharia | Blog do GCM Carlinhos Silva | Ceesdh a segurança das pessoas e de seus patri-
mônios, juntamente com os demais órgãos
CONSULTORIA TÉCNICA do sistema de segurança pública brasileira”.
Centro de Estudos em Segurança Pública e Direitos Huma-
nos (CEESDH)
Prof. João Alexandre dos Santos
([Link]@[Link]) Prof. João Alexandre
Especialista e Pesquisador em Segurança Pública Municipal
Coordenador do Centro de Estudos em Segurança Pública e
Direitos Humanos - CESDH
Todos os direitos são reservados ao Centro de Estudos e Ensino em Segurança Pública e Direitos Humanos.
É autorizada a citação desde que citada à fonte. São Paulo, Brasil, 2014.