Comparação de Métodos de Fabricação
Comparação de Métodos de Fabricação
PLANEJAMENTO
DE
EXPERIMENTOS
CAPÍTULO I
CONCEITOS BÁSICOS
E
COMPARAÇÃO DE DOIS TRATAMENTOS
1 - INTRODUÇÃO
Exemplo:
90.00
88.00
86.00
84.00
82.00
80.00
78.00
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
Notas:
(1) O novo método (B) apresentou uma média 1,30 unidades acima da média do
método tradicional (A).
(2) Como existe grande variabilidade nos resultados individuais, o pesquisador fica
em dúvida, se de fato o novo processo produz resultados melhores.
(3) Duas Questões se colocam:
a) Será que esta diferença não foi ocasionada por pura chance?
b) Será que repetindo o experimento os resultados não poderão ser invertidos?
2 – CONCEITOS BÁSICOS
Média Populacional
N
∑y i
η= i =1
Média Amostral
n
∑y i
y= i =1
n
A média amostral é uma medida da centralidade dos dados, é dada pela média
aritmética das observações.
N é o número de dados.
Estatísticas e parâmetros
Medidas de Variabilidade
Variância da População
σ = E( y − η)
2 2
=
∑ ( y − η) 2
N
Desvio Padrão
σ = E( y − η) = 2 ∑ ( y − η) 2
Variância amostral, s2
n
∑(y i − y)2
s2 = i =1
n −1
Desvio padrão amostral, s
∑(y i − y) 2
s= i =1
n −1
Graus de liberdade , ν
Os desvios de n observações de sua média amostral devem somar zero, i.e,
n
∑(y
i =1
i − y ) = 0 . Isto constitui uma restrição linear dos desvios ou resíduos:
2
( y1 − y ), ( y 2 − y ),......( y n − y ) usados no cálculo de s . Implica que quaisquer das n-1
completamente determinam a outra observação (n-1 graus de liberdade em s2)
Distribuição Normal
y −η
Z=
σ
Notação: Z ~ N(0,1) , ie, uma distribuição normal com média η=0 e variância
σ2=1.
#
7
8
Distribuição t de Student
( y − η)
t=
s
que tem uma distribuição t de Student com ν graus de liberdade (número de graus de
liberdade para s) #
9
[Link] DE HIPÓTESES
Uma hipótese estatística é uma afirmação sobre uma população. Sua validade é
avaliada a partir da informação obtida da amostra da população
Escolha de H0 e H1
Quando uma investigação é relacionada a um fato baseado na amostra, a negação
deste fato é considerada como a hipótese de nulidade (H0) e o fato a ser comprovado
pelos dados é considerado como a hipótese alternativa (H1).
Estatística do Teste:
⎧ y −η ⎫
P ⎨− 1,96 ≤ ≤ 1,96⎬ =0,95
⎩ σ/ n ⎭
{
Daí, P y − 1,96 σ / n ≤ η ≤ y + 1,96 σ / n = 0,95 }
Interpretação: em amostras repetidas, o intervalo de confiança aleatório
( y − 1,96 σ / n ; y + 1,96 σ / n ) inclui o parâmetro desconhecido η com
probabilidade de 0,95.
y − η0
R: ≥c
σ/ n
y − η0
Onde, c é determinado a partir da distribuição de e com um nível de
σ/ n
significância (α) estipulado.
y − η0
Estatística do Teste: Z=
s/ n
e c=Zα (teste Z)
Problema Prático: experimentos com custo grande que exigem tamanho amostral
pequeno (n<30)
Resultado: Se y1, y2, yn é uma a.a. de uma população normal (N(η,σ2)) , então
( y − η)
t= tem uma distribuição t de Student com n-1 graus de liberdade (ν)
s/ n
12
( y − tα / 2 s / n ; y + tα / 2 s / n )
onde tα/2 é o percentil de uma distribuição t de Student com n-1 graus de
liberdade.
# Ex.
Testes de Hipóteses:
Para testar hipóteses sobre uma média populacional η de uma população normal, o
teste estatístico é dado por,
( y − η0 )
t= ~tn-1
s/ n
Assim,
i) Com as hipóteses H0: η≤η0, H1: η>η0, a região de rejeição é dada por R: t≥tα,
sendo α o nível de significância estipulado.
ii) Com H0: η≥η0, H1: η<η0, a região de rejeição é dada por, R: t≤-tα, sendo α, o
nível de significância estipulado
iii) Com H0: η=η0, H1: η≠η0, a região de rejeição é dada por, R: ⎮t⎟≥tα/2, sendo α,
o nível de significância estipulado
#
13
∑x i
x= i =1
População 1 n1
x1, x2,.......xn1 n
2
∑ (x i − x)2
s1 = i =1
n1 − 1
n2
∑y i
y= i =1
População 2 n2
y1, y2,.......yn2 n
2
∑(y i − y)2
s2 = i =1
n2 − 1
Como n1 e n2 são grandes podemos substituir σ12 e σ22 pelas variâncias amostrais s12
e s22, portanto,
x − y − (η1 − η 2 )
Z= ~ N (0,1)
s12 s 22
+
n1 n2
s12 s 22 s12 s 22
( x − y − Zα / 2 + ; x − y + Zα / 2 + )
n1 n2 n1 n2
#
Notas: a) E( x − y )=η1-η2
σ2 σ2 1 1
var( x − y )= + = σ 2( + ) pois x − y são v.a.’s independentes.
n1 n2 n1 n 2
c) Um estimador ponderado da variância comum para as 2 populações
(n1 − 1) s12 + (n2 − 1) s 22
sp =
n1 + n2 − 2
( x − y ) − (η1 − η 2 )
t= ~ t n1+n2-2 t de student com n1 + n2 graus de liberdade
1 1
sp +
n1 n2
1 1
x − y ± tα / 2 s p +
n1 n2
onde tα/2 é calculado de uma tabela de distribuição t de student com n1 + n2 – 2 graus
de liberdade.
CAPÍTULO II
Tipos de Madeira
A B C D
62 63 68 56
60 67 66 62
63 71 71 60
59 64 67 61
65 68 63
66 68 64
63
59
Médias 61 66 68 61
Média Geral 64
onde: N = n1 + n2 + ........+ nK
SR 112
s R2 = = = 5,6
νR 20
nt
S t = ∑ ( y ti − y t ) 2
i =1
onde, yti é a i-ésima observação no t-ésimo tratamento
K nt
SR=S1+S2+..........+SK = ∑∑ ( y
t =1 i =1
ti − yt ) 2
K nt
SR
s =
2
R = ∑∑ ( yti − yt ) 2 /( N − K )
N − K t =1 i =1
k nt
∑∑ y ti
y= t =1 i =1
N
20
onde: N = ∑ nt
t =1
1536
No exemplo: y = =64
24
∑n (y t t − y) 2
sT2 = t =1
K −1
νT=K-1
Tratamento
A B C D
yt 61 66 68 61
yt − y -3 2 4 -3
nt 4 6 6 8
y = 64
ST=4(-3)2+6(2)2+6(4)2+8(-3)2=228
Nota: Notamos uma grande diferença entre sR2 e sT2 (observar que sR2=5,6 com 20
G.L. e sT2=76,0 com 3 G.L.)
21
K nt
S D = ∑∑ ( yti − y ) 2 (Soma de quadrados total dos desvios da média y)
t =1 i =1
K nt
2
∑∑ ( y ti − y)2
SD
sD = t =1 i =1
= (variância amostral)
N −1 νD
νD=N-1=23
sD2=340/23=14,8
Quadro de ANOVA
FV SQ GL QM
Entre Tratamentos ST=228 νT=3 sT2=76,0
Dentro do Tratamento SR=112 νR=20 sR2=5,6
Total em torno da SD=340 νD=23 sD2=14,8
média y
Resultado:
K nt
S D = ∑∑ ( yti − y ) 2 = ∑ nt ( yt − y ) 2 + ∑∑ ( yti − yt ) 2
K K nt
t =1 i =1 t =1 t =1 i =1
i.e. SD = ST + SR
(Soma de Quadrados
Total dos Desvios da
= (Soma de Quadrados + (Soma de Quadrados
entre Tratamentos) dentro de Tratamentos
Média, y ) Resíduo)
22
K nt K nt
Nota: ∑∑ ( yti − y ) 2 =
t =1 i =1
∑∑ ( y
t =1 i =1
ti − yt + yt − y ) 2 =
K nt K nt
∑∑ ( y
t =1 i = 1
ti − yt )2 + ∑∑ ( y − y )2 + 2∑∑ ( yti − yt )( yt − y )
t =1 i =1
=0
S D = ST + S R
S A = Ny 2 ; G = ∑ yi G = yN ⇒ G 2 = N 2 y 2
i =1
2
G
Portanto, S A = = Ny 2
N
K nt
Portanto, S D = S – SA
S = SA + SD
K nt
Resultado: S = ∑∑ yti =
2 K K nt
t =1 i =1
Ny +
2
∑n (y
t =1
t t − y ) + ∑∑ ( yti − yt ) 2
2
t =1 i =1
i.e., S = SA + S T + S R
(Soma de
Quadrados
= (Soma de + (Soma de + (Soma de Quadrados
Quadrados devido à Quadrados dentro de Tratamentos)
Total ) (Resídual)
média) entre Tratamentos)
Quadro de ANOVA
FV SQ GL QM
Média K nt
νA=1 sA2=SA/νA
SA= Ny =( ∑∑ y ti ) /N
2 2
t =1 i =1
Entre K
νT=K-1 sT2= ST/νT
ST= ∑ nt ( yt − y )
2
Tratamentos t =1
Dentro do K nt
νR=N-K sR2= SR/νR
SR= ∑∑ ( yti − yt )
2
Tratamento t =1 i =1
K nt
Total S = ∑∑ yti2 N
t =1 i =1
Quadro de ANOVA
FV SQ GL QM
Média 98304 1 98304
Entre 228 3 76,0
Tratamentos
Dentro do 112 20 5,6
Tratamento
Total 98644 24
y ti = η t + ε ti , i=1,2,..........., nt
t=1,2,..........., K
ηt = média populacional para o tratamento t
Análise de resíduos
Considerar o modelo,
Sob H0 : ηA=ηB=ηC=ηD ,
sT2
~ F3,20
s R2
#
F3,20(5%)=3,10
F3,20(1%)=4,94
sT2
Valor observado: = 13,6
s R2
Conclusão: Rejeitar H0 nos níveis de significância usuais , i.e. , existe diferenças
reais entre as médias de tratamento.
27
28
29
CAPÍTULO III
BLOCOS ALEATORIZADOS E
PLANEJAMENTOS FATORIAIS COM DUAS CLASSIFICAÇÕES
i) efeitos de tratamentos
ii) efeitos de blocos
a) ninhadas de animais
b) mesma peça de matéria prima
c) lotes de terra
d) períodos de tempo
Média 84 85 89 86 86
tratamento (Média Geral)
30
Modelo:
y ti = η
N + βi + τt + ε ti
N N N
M éd ia G era l E feito d e E feito d e E rro
b lo co t ra ta m en to
Portanto:
y ti = y + ( y i − y ) + ( yt − y ) + ( yti − yi − yt + y )
Em Geral :
Tratamento Média
1 2.......... .........t.......... ....... K Bloco
1 y11 y21....... ..........yt1..... .......yk1 .
2 y12 y22....... ...........yt2.... .......yk2 .
. . . . . .
. . . . . .
i y1i y2i........ ...........yti..... .......yki y i
. . . . . .
. . . . . .
n y1n y2n........ ..........ytn..... ........ykn .
Média . . y t
. y
tratamento
Notação vetorial:
y = A + B +T + R
~ ~ ~ ~ ~
⎛ 89 88 97 94 ⎞ ⎛ 86 86 86 86 ⎞ ⎛ 6 6 6 6 ⎞ ⎛ −2 − 1 3 0⎞
⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎜ ⎟
−3 -3 -3 -3 ⎟ ⎜ −2 − 1 3 0⎟
⎜ 84 77 92 79 ⎟ ⎜ 86 86 86 86 ⎟ ⎜
⎜ 81 87 87 85 ⎟ ⎜ 86 86 86 86 ⎟ ⎜ −1 -1 -1 -1 ⎟ ⎜ −2 − 1 3 0⎟
⎜ ⎟ =⎜ ⎟ +⎜ ⎟+⎜ ⎟+
⎜ 87 92 89 84 ⎟ ⎜ 86 86 86 86 ⎟ ⎜ 2 2 2 2 ⎟ ⎜ −2 − 1 3 0⎟
⎜ 79 91 80 88 ⎟ ⎜ 86 86 86 86 ⎟ ⎜ −4 -4 -4 -4 ⎟ ⎜ −2 − 1 3 0 ⎟⎠
⎝
⎠ ⎝
⎠ ⎝
⎠ ⎝
yti y ( yi − y ) ( yt − y )
⎛ −1 − 3 2 2⎞
⎜ ⎟
⎜ 3 −5 6 -4 ⎟
⎜ −2 3 -1 0 ⎟
⎜ ⎟
⎜ 1 5 -2 -4 ⎟
⎜ −1 0 -5 6 ⎟
⎝
⎠
( yti − yi − yt + y )
Quadro de ANOVA
FV SQ GL
Média SA=147920 1
Blocos SB=264 4
(regiões)
Tratamentos ST=70 3
(Madeiras)
Resíduos SB=226 12
Total S=148480 20
y = A + B +T + R
~ ~ ~ ~ ~
Onde D
~
é o vetor dos desvios dos dados da média geral
S D = S B + ST + S R
32
Nota: D = B +T + R ; então,
~ ~ ~ ~
( yti − y ) = ( yi − y ) + ( yt − y ) + ( yti − yi − yt + y )
Tratamentos K
K-1
S T= n ∑ ( y t − y ) 2
(Madeiras) t =1
Resíduos K n
(n-1)(K-1)
SR= ∑ ∑(y ti − yi − yt + y ) 2
t =1 i =1
Total K n
N=nK
S= ∑∑ yti2
t =1 i =1
K tratamentos
n blocos
S = S A + SB + S T + S R
Valores estimados ( ŷ ti ):
Resíduos = yti - ŷti
ŷ ti = y + ( y i − y) + ( y t − y)
( yˆ = A + B + T )
~ ~ ~ ~
yti = η + βi + τ t + εti
Daí, y = A
~
+ B +T + R
~ ~ ~
, e
~
y ti = y + ( y i − y) + ( y t − y) + ( y ti − y i − y t + y)
Nota: Se o gráfico de resíduos yti- ŷti versus ŷti apresenta uma forma curvilínea, isto
sugere uma não aditividade transformável ( a aditividade pode ser obtida por
transformação).
35
sT2
No exemplo: Com os dados , =23,3/18,8=1,24.
s R2
P ⎧⎨sT ⎫
2
Como > 1,24⎬ = 0,33
2 , não rejeitar H0: τ 1 = τ 2 = ...... = τ K =0 (efeitos de
⎩ s R ⎭
tratamentos são iguais a zero), i.e., os 4 tipos de madeira não produzem resultados
diferentes.
Ainda com a suposição εti ~ i.i.d. N (0,σ2), podemos testar se todas as médias
de blocos são iguais i.e., H0: β1 = β 2 = ...... = β K =0 ( efeitos de blocos são iguais a
zero)
s B2 66,0 S 264
2
= = 3,51 sB2 = B = = 66 ,0
s R 18,8 νB 4
s B2
~ Fn −1;( n −1)( K −1) = F4,12
s R2
P ⎧⎨s B ⎫
2
Como > 3,51⎬ = 0,04
2 , rejeitar H0: β1 = β 2 = ...... = β K =0 , i.e., existe
⎩ s R ⎭
diferença significativa entre as regiões consideradas.
Nota: Aqui não existem blocos; os 2 fatores são de mesmo interesse e também existe
a possibilidade de interação entre os 2 fatores
Tabela 5 - Tempos até falha de corpos de prova de um mesmo tipo de madeira
Tratamentos
Temperaturas A B C D
I 0,31 0,82 0,43 0,45
0,45 1,10 0,45 0,71
0,46 0,88 0,63 0,66
0,43 0,72 0,76 0,62
II 0,36 0,92 0,44 0,56
0,29 0,61 0,35 1,02
0,40 0,49 0,31 0,71
0,23 1,24 0,40 0,38
III 0,22 0,30 0,23 0,30
0,21 0,37 0,25 0,36
0,18 0,38 0,24 0,31
0,23 0,29 0,22 0,33
Análise dos dados:
Quadro de ANOVA
FV SQx1000 GL QMX1000
Entre Grupos 2205,5 11 200,5
Dentro dos Grupos 800,7 36 22,2
(erros)
Total (corrigido) 3006,2 47
ytij : tempo até falha do j-ésimo corpo de provas com a i-ésima temperatura e t-ésimo
tratamento.
y tij = y ti + ( y tij − y ti )
FV SQx1000 GL QMx1000
Temperaturas 1033,0 2 516,5
Tratamentos 922,4 3 307,5
Interação 250,1 6 41,7
Entre grupos 2205,5 11
Notas: S p = mk ∑ ( yi − y ) ; 2
i
38
S T = mn∑ ( y t − y ) 2 ;
t
S I = m∑∑ ( y ti − y t − y i + y ) 2
t i
S e = ∑∑∑ ( ytij − y ti ) 2
t i j
S = ∑∑∑ ( y tij − y ) 2
t i j
VERIFICAÇÃO DO MODELO
CAPÍTULO IV
1 2 3 4 5
I A B C D E
II C D E A B
III E A B C D
IV B C D E A
V D E A B C
Propriedade: Cada linha e cada coluna recebe cada tratamento só uma vez
40
Carros
Motoristas 1 2 3 4
I A B D C
II D C A B
III B D C A
IV C A B D
Aditivos: A, B,C,D
Modelo:
yijt = η + βi + δj + τ t + εijt
η : média
Importante: Aleatorizar
No Exemplo 2 -
Carros
Motoristas 1 2 3 4
I A 21 B 26 D 20 C 25
II D 23 C 26 A 20 B 27
III B 15 D 13 C 16 A 16
IV C 17 A 15 B 20 D 20
Médias
Carros Motoristas Aditivos
1: 19 I: 23 A: 18
2: 20 II: 24 B: 22
3: 19 III: 15 C: 21
4: 22 IV: 18 D: 19
Média Total = 20
VETOR: y = A + B + C +T + R
~ ~ ~ ~ ~ ~
SQ (6696) = 6400+216+24+40+16
GL (16) = 1+3+3+3+6
Hipóteses:
i) todos τ t são zero
ii) todos δj são zero
iii)todos βi são zero
ANOVA
FV SQx1000 GL QMx1000 Razão dos
QM
Média 6400 1 sA2=6400
Motoristas 216 3 sB2= 72,0 sB2/ sR2=27,0
(linhas)
Carros 24 3 sC2=8,0 sC2/ sR2=3,0
(colunas)
Aditivos 40 3 sT2=13,33 sT2/ sR2=5,0
(tratamentos)
Resíduos 16 (k-1)(k-2)=6 sR2= 2,67
Total 6696 16
F3, 6 = 4,76 → Efeitos de aditivos é significativo!
5%
CAPÍTULO V
Modelos teóricos:
η = f(x1,x2,......,xk)
η = f( x )
~
Nota: Um caso particular é dado por planejamento onde cada variável ocorre
somente em 2 níveis. Alguns fatos importantes relacionados a esses planejamentos
fatoriais com dois níveis são os seguintes:
Experimento T C K
1 - - -
2 + - -
3 - + -
4 + + -
5 - - +
6 + - +
7 - + +
8 + + +
T: – → 160°C C: – → 20%
Resultados experimentais obtidos: + → 180°C + → 40%
(+35)
45 80
(-9) (+12)
- (40) 54 (+14) 68 (-3)
(-7)
Conc.(C) (-6) 52 (+31) 83
(-8) (-4) B(+)
(+11)
- (20) 60 72 Catalisador
(+12)
A (-)
Definição: O efeito principal de um fator é dado por uma diferença entre médias:
y + − y − , onde y + é a resposta média para o sinal + da variável e y − é a resposta
média para o sinal – da variável.
46
Interação TxK:
Notas:
Interação entre 3 fatores: Considerar a interação TxC. Observar que duas medidas
da interação TxC são dadas pelo experimento, sendo uma medida para cada
catalisador.
47
Nota:
Efeito Estimador
Média 64,25
Efeitos Principais
Temperatura (T) 23,0
Concentração (C) -5,0
Catalisador (K) 1,5
Algumas conclusões:
ALGORÍTMO DE YATES
Outro método rápido para calcular os efeitos é dado pelo algoritmo de Yates.
Supor as observações na ordem padronizada (matriz de planejamento):
1a coluna: - + - + - + - + - + - + - + - +............
2a coluna: - - + + - - + + - - + + - - + +............
3a coluna: - - - - + + + + - - - - + + + + ............
(i) Fatoriar 2K
(ii) K colunas (1), (2), .... ,(K) são geradas somando e subtraindo pares
apropriados de números.
(iii) 1o divisor : 2K
Divisores restantes: 2K-1
#
PLANEJAMENTOS FATORIAIS
FRACIONÁRIOS EM DOIS NÍVEIS
Variável - +
1. Taxa de Alimentação 10 15
2. Catalisador (%) 1 2
3. Taxa de agitação (RPM) 100 120
4. Temperatura (°C) 140 180
5. Concentração (%) 3 6
Variável Resposta
Experimento 1 2 3 4 5 y (%)
1 - - - - - 61
2 + - - - - 53
3 - + - - - 63
4 + + - - - 61
5 - - + - - 53
6 + - + - - 56
7 - + + - - 54
8 + + + - - 61
9 - - - + - 69
10 + - - + - 61
11 - + - + - 94
12 + + - + - 93
13 - - + + - 66
14 + - + + - 60
15 - + + + - 95
16 + + + + - 98
17 - - - - + 53
18 + - - - + 63
19 - + - - + 70
20 + + - - + 65
21 - - + - + 59
22 + - + - + 55
23 - + + - + 67
24 + + + - + 65
25 - - - + + 44
26 + - - + + 45
27 - + - + + 78
28 + + - + + 77
29 - - + + + 49
30 + - + + + 42
31 - + + + + 81
32 + + + + + 82
51
Média=65,5 123=1,5
1=-1,375 124=1,375
(*) 2=19,5 125=-1,875
3=-0,625 134=-0,75
(*) 4=10,75 135=-2,50
................(*) 5=-6,25 145=-0,625
12=1,375 235=0,125
13=0,75 234=1,125
14=0,875 245=-0,250
15=0,125 345=0,125
23=0,875 1234=0,0
(*) 24=13,25 1245=0,625
25=2,0 2345=-0,625
34=2,125 1235=1,500
35=0,875 1345=1,000
(*) 45=-11,0 12345=-0,25
#
Conclusão: A partir de um gráfico dos efeitos estimados versus os escores normais ,
observamos que os efeitos principais 2,4,5 e de interações 24 e 45 são significativos.
1,5
Expected Normal Value
0,5
-0,5
-1,5
-2,5
-15 -10 -5 0 5 10 15 20 25
Value
Média=65,25 23=1,50
1=-2,0 (*) 24=10,75
(*) 2=20,5 25=1,25
3=0,0 34=0,25
(*) 4=12,25 35=2,25
................(*) 5=-6,25 (*) 45=-9,5
12=1,5
13=0,5
14=-0,75
15=1,25
Normal Probability Plot
VAR1
2,0
1,5
1,0
Expected Normal Value
0,5
0,0
-0,5
-1,0
-1,5
-2,0
-15 -10 -5 0 5 10 15 20 25
Value
I=12345 ou 5=1234
1x1=12=I ; 22=I ; 32=I coluna de sinais positivos
53
Experimento 1 2 3 4 5 y
1 - - - - + 56
2 + - - - - 53
3 - + - - - 63
4 + + - - + 65
5 - - + - - 53
6 + - + - + 55
7 - + + - + 67
8 + + + - - 61
9 - - - + - 69
10 + - - + + 45
11 - + - + + 78
12 + + - + - 93
13 - - + + + 49
14 + - + + - 60
15 - + + + - 95
16 + + + + + 82
l45 → 45 + 123
Notas:
i) 124 é obtido pelo produto dos 3 colunas 1, 2 e 4
ii) Multiplicação dos elementos de uma coluna por outra coluna de
elementos idênticos, produz uma coluna de sinais positivos: 1x1=12=I;
22=I ; 32=I
iii) Um contraste como l45 é obtido pela multiplicação das observações pelos
sinais na coluna 45 e dividindo por N/2 (aqui=8) onde N é número de
observações (aqui, N=16).
55
Fração ½ complementar
Com 5=1234 ou I=12345, obtemos a fração ½ correspondente aos
pontos marcados anteriormente.
A fração ½ complementar é gerada pela relação 5=-1234. A relação
definidora é dada por
I=-12345.
Nota: Na prática, qualquer uma das duas frações podem ser multiplicadas. Por
exemplo, usando a fração dada pela relação definidora I=-12345, temos:
l1’=-0,75 → 1 - 2345
l2’=18,50 → 2 - 1345
Combinação das duas frações 25-1
Podemos combinar as 2 frações para determinar exatamente os estimadores dos
efeitos considerando os 32 experimentos. Por exemplo,
1a fração : l2= 20,5 → 2 + 1345
2a fração : l2’=18,5 → 2 - 1345
Portanto,
(1/2) (l2 + l2’ )=1/2 (20,5+18,5)=19,5 → 2
(1/2) (l2 - l2’ )=1/2 (20,5-18,5)=1,0 → 1345
56
Resolução de um planejamento
EXEMPLOS
a) 23-1 I=123 I=-123
1 2 3=12 1 2 3=-12
- - + - - -
+ - - + - +
- + - - + +
+ + + + + -
57
b) 24-1 I=1234
1 2 3 4=123
- - - -
+ - - +
- + - +
+ + - -
- - + +
+ - + -
- + + -
+ + + +
I=-1234
1 2 3 4=123
- - - +
+ - - -
- + - -
+ + - +
- - + -
+ - + +
- + + +
+ + + -
Multiplicação 2 a 2:
I = 2345 = 1346 =347 = 1256 =257 =167
Multiplicação 3 a 3:
I = 456 = 1457 = 2467 = 3567
Multiplicação 4 a 4:
I = 1234567
Daí , a relação definidora é dada por:
I=124=135=236=1237=2345= 1346 =347 = 1256 =257 =167= 456 = 1457 = 2467 =
3567= 1234567
lI=66,5 (média)
60
Nota: Na obtenção do planejamento 27-4 observamos que 4=12, 5=13, 6=23 e 7=123.
Daí temos as relações geradoras I=124, I=135,I=236,I=1237. As 16 frações com 8
experimentos cada são dadas pelas combinações de sinais das variáveis 4,5,6 e 7.
Variáveis
4 5 6 7
- - - - 1a fração
+ - - - 2a fração
- + - - 3a fração
+ + - - 4a fração
- - + - 5a fração
+ - + - 6a fração
- + + - 7a fração
+ + + - 8a fração
- - - + 9a fração
+ - - + 10a fração
- + - + 11a fração
+ + - + 12a fração
- - + + 13a fração
+ - + + 14a fração
- + + + 15a fração
+ + + + 16a fração
7−4
CONSTRUÇÃO DE UM PLANEJAMENTO 2 III
i) Escrever um planejamento fatorial completo para as 3 variáveis 1, 2, 3
ii) Associar as variáveis adicionais 4, 5, 6 e 7 com todas colunas de interações 12,
13, 23 e 123, respectivamente. Este planejamento é chamado planejamento
saturado, isto é, todas novas variáveis são confundidas com todas interações
entre as variáveis originais.
Variáveis
Ensaio 1 2 3 4 5 6 7 y
(-12) (13) (23) (123)
1 - - - - + + - 97
2 + - - + - + + 74
3 - + - + + - + 84
4 + + - - - - - 62
5 - - + - - - + 53
6 + - + + + - - 78
7 - + + + - + - 87
8 + + + - + + + 60
Notas:
(a) O objetivo da adição da 2a fração é relacionado ao interesse em conclusões
específicas
(b) Outra 2a fração possível:
l1’ → 1-24-35-67
l2’ → 2-14-36-57
63
Daí: ½ (l1+l1’) → 1
½ (l2+l2’) → 2
½ (l1-l1’) → 24+35+67
½ (l2-l2’) → 14+36+57
7−4
Planejamento considerado: Fatorial fracionário 2 onde os níveis das variáveis são:
Variável - +
1. Água Reservatório Poço
2. Fonte de Matéria Prima Próxima Outra
3. Temperatura Baixa Alta
4. Reciclagem Sim Não
5. Soda Caústica (taxa) Rápida Lenta
6. Meio Filtrante Novo Velho
7. Tempo de descarga Baixo Alto
Resultados da 1a fração:
Ensaio 1 2 3 4 5 6 7 Tempo de filtração
(12) (13) (23) (123) (min)
1 - - - + + + - 68,4
2 + - - - - + + 77,7
3 - + - - + - + 66,4
4 + + - + - - - 81,0
5 - - + + - - + 78,6
6 + - + - + - - 41,2
7 - + + - - + - 68,7
8 + + + + + + + 38,7
∗l1=-10,9 → 1+24+35+67
l2=-2,8 → 2 + 14+ 36+57
∗ l3=-16,6 →3+15+26+47
l4=3,2 →4+12+56+37
∗l5=-22,8 →5+13+46+27
l6=-3,4 →6+23+45+17
l7=0,5 →7+34+25+16
7−4
Algumas interpretações possíveis (usando a 1a fração 2 ):
i) os efeitos principais importantes são das variáveis 1, 3 e 5.
66
MODELO ESTATÍSTICO
yi = β0 + β1 xi + εi
Supor que o modelo de regressão linear (10.3) seja correto. Para estimar os
parâmetros de regressão β0 e β1 , utilizamos o método de mínimos quadrados.
O princípio de mínimos quadrados considera estimar os parâmetros
desconhecidos β0 e β1 pelos valores que minimizam a soma de quadrados dos erros,
dada por:
n
S = S( β0 , β1 ) = ∑( y − β
i =1
i 0 − β1 xi )2
∂S( β0 ,β1 ) n
= −2∑ ( yi − β0 − β0 xi )
∂β0 i =1
68
∂S( β0 ,β1 ) n
= −2∑ xi ( yi − β0 − β1 xi )
∂β1 i =1
De ∂S( β0 ,β1 ) / ∂β0 = 0 e ∂S( β0 ,β1 ) / ∂β1 = 0 encontramos β̂0 e β̂1 a partir das
equações normais,
⎧ˆ n n
⎪β0 n + β1 ∑ xi = ∑ yi
ˆ
⎪ i =1 i =1
⎨ n n n
⎪β
⎪⎩ 0 ∑ 1∑ i ∑
ˆ x +β ˆ x 2
= xi yi
i
i =1 i =1 i =1
⎧ n
⎪ ∑ ( xi − x )( yi − y )
⎪βˆ
⎪ 1=
i =1
n
⎨
⎪ ∑i =1
( xi − x )2
⎪ˆ ˆ x
⎪⎩β0 = y − β 1
ˆ +β
ŷ = β ˆ x
0 1
n n
( ∑ xi )( ∑ yi )
S xy = ∑ (xi − x )(yi − y )= ∑x y i i − i =1 i =1
i=1 i=1 n
⎧ˆ S xy
β =
⎪ 1 S
⎨ xx
⎪βˆ ˆ
⎩ 0 = y − β1 x
ˆ -β
ε i = yi − ˆyi = ˆε i = yi − β ˆ x , i = 1,2,...,n
0 1 i
n S xy2
SQR = ∑ ˆεi2 = S yy −
i =1 S xx
SQR
s2 =
n−2
ˆ +β
yi = ( β ˆ x )+ (y − β
ˆ -β
ˆ x )
0 1 i i 0 1 i
onde β̂0 e β̂1 são os estimadores de mínimos quadrados dos coeficientes de regressão
β0 e β 1 .
yi
De (10.23), observamos que para cada valor de temos uma decomposição da
forma,
n S xy2
SQR = ∑ ( yi −β0 − β1 xi ) = S yy −
ˆ ˆ 2
i =1 S xx
n
S yy = ∑ ( yi − y )2
i =1
S xy2
SQM = S yy − SQR =
S xx
S xy2
S yy = + SQR
S xx
⎛ VARIABILIDADE ⎞
⎛ VARIABILIDADE ⎞ ⎜ ⎟ ⎛ VARIABILIDADE ⎞
⎜ TOTAL DE y ⎟ = ⎜ EXPLICADA PELA ⎟ + ⎜ RESIDUAL ⎟
⎝ ⎠ ⎜ ⎟ ⎝ ⎠
⎝ RELAÇÃO LINEAR ⎠
S xy2
r =
2
S xx S yy
S xy2 ( 112,1 )2
r =
2
= = 0,83
S xx S yy ( 40,9 )( 370,9 )
Isto é, 83%. O que indica que o modelo de regressão linear é adequado para os dados.
72
CAPÍTULO VI
ANÁLISE DE REGRESSÃO
#
MODELO DE REGRESSÃO MÚLTIPLA
y x1 x2 x3 .......xp
y1 x11 x21 x31 .......xp1
y2 x12 x22 x32 .......xp2
y3 x13 x23 x33 .......xp3
. . . . ..........
. . . . ..........
. . . . ..........
εi : erro aleatório
x1, x2, ..., xp : fixos
∑ ε i2 =
n
∑(y
2
Minimizar: S (βo , β1, β2, ........βp) = i − βo - β1x1i - β2 x2i - βpxpi)
i =1 i =1
Equações normais:
⎧S11 βˆ1 + S12 βˆ 2 + .............. + S1 p βˆ p = S y1 ⎫
⎪ ⎪
⎪S12 βˆ1 + S 22 βˆ 2 + .............. + S 2 p βˆ p = S y 2 ⎪
⎪ ⎪
⎨. ⎬
⎪. ⎪
⎪ ⎪
⎪S1 p βˆ1 + S 2 p βˆ 2 + .............. + S pp βˆ p = S yp ⎪
⎩ ⎭
n
S yi = ∑ ( y k − y )( xik − xi ) ; i=1,2,....,p
k =1
n n
∑x ik ∑y k
xi = k =1
‘ yi = k =1
e
n n
βˆ o = y − βˆ1 x1 − βˆ 2 x 2 − ........ − βˆ p x p
NOTAÇÃO MATRICIAL
Onde x0i=1 para todo i ( y1= x01β0+ x11β1+........+ ε1) logo: x01=1 (idem
para as demais).
Portanto, E ( y )= X β
~ ~
In – matriz identidade
⎛1 0 0 ...0 ⎞
⎜ ⎟
⎜ 0 1 0 ...0 ⎟
I= ⎜ 0 0 1 ...0 ⎟
⎜ ⎟
⎜. ⎟
⎜ 0 0 0....1 ⎟
⎝ ⎠
EMQ: Minimizar S( β )
~
S( β )= ε~ ’ ε~ = ( y − X β ) ( y − X β )
'
Onde ,
~ ~ ~ ~ ~
Daí, (X’ X) β̂ = X’ y
~ ~
β̂ = (X’ X)-1 X’ y
~ ~
Valores de previsão: ŷ = X β̂
~ ~
R 2
= 1−
∑(y i − yˆ i ) 2
∑(y i − yi ) 2
Nota: O valor de R2 é usado como uma medida descritiva para avaliar o ajuste do
modelo linear para os dados. Apesar disso, um valor alto de R2 não implica que os
dados estão bem ajustados pelo modelo.
76
TESTES DE HIPÓTESES
SQR (RM) = ∑ ( y
*
i − yˆ i ) 2
SQR(FM) / (n-p-1)
Teste estatístico:
[ SQR( RM ) − SQR( FM )] /( p + 1 − k )
F= ~ F p+1-k,
SQR( FM ) /( n − p − 1) n-p-1
77
y X1 X2 X3 X4 X5 X6
43 51 30 39 61 92 45
63 64 51 54 63 73 47
71 70 68 69 76 86 48
61 63 45 47 54 84 35
81 78 56 66 71 83 47
43 55 49 44 54 49 34
58 67 42 56 66 68 35
71 75 50 55 70 66 41
72 82 72 67 71 83 31
67 61 45 47 62 80 41
64 53 53 58 58 67 34
67 60 47 39 59 74 41
69 62 57 42 55 63 25
68 83 83 45 59 77 35
77 77 54 72 79 77 46
81 90 50 72 60 54 36
74 85 64 69 79 79 63
65 60 65 75 55 80 60
65 70 46 57 75 85 46
50 58 68 54 64 78 52
50 40 33 34 43 64 33
64 61 52 62 66 80 41
53 66 52 50 63 80 37
40 37 42 58 50 57 49
63 54 42 48 66 75 33
66 77 66 63 88 76 72
78 75 58 74 80 78 49
48 57 44 45 51 83 38
85 85 71 71 77 74 55
82 82 39 59 64 78 39
Modelo:
y = βo + β1 X1 + β2 X2 + ......+ β6 X6 + ε
78
30
i) SQR (FM) = ∑( yi =1
i − yˆ i ) 2 = 1149
Teste de Hipóteses:
H0 : β1 = β2 =......... β6 = 0
(4297 − 1149) / 6
Fobs. = = 10,50 ; g.l. = 6 ; 23
1149 / 23
Conclusão: Fobs=10,50 > 3,71, rejeitar H0 no nível de significância de 1%, i.e., todos
os β’s não são iguais a zero.
Outro teste: H0 : β2 = β4 = β5 = β6 = 0
Modelo reduzido: y = βo + β1 X1 + β3 X3 + ε
(1254,6 − 1149) / 4
Fobs= = 0,528 ; g.l.=4,23
1149 / 23
Conclusão: O valor de Fobs não é significante sob os níveis usuais, i.e., não rejeitar
H0 : β2 = β4 = β5 = β6 = 0
Portanto só as variáveis X1 e X3 são importantes.
80
CAPÍTULO VII
PLANEJAMENTOS FATORIAIS E REGRESSÃO
η : resposta
Matriz de planejamento D
⎛ x11 x 21 ..........x k1 ⎞
⎜ ⎟
⎜ x12 x 22 ...........x k 2 ⎟
⎜ ⎟
D = ⎜. ⎟
⎜. ⎟
⎜ ⎟
⎝ x1n x 2 n ..........x kn ⎠
Exemplo: x1 (temperatura) °C
x2 (concentração de um reagente) %
y : Resposta (tempo de reação em segundos)
⎛150 8⎞
⎜ ⎟
⎜150 10 ⎟
⎜150 12 ⎟
⎜ ⎟
⎜ 200 8 ⎟
D = ⎜⎜ 200 10 ⎟⎟
⎜ 200 12 ⎟
⎜ ⎟
⎜ 250 8 ⎟
⎜ 250 10 ⎟
⎜⎜ ⎟
⎝ 250 12 ⎟⎠
A B C Experimento
- - - (1)
+ - - a
- + - b
+ + - ab
- - + c
+ - + ac
- + + bc
+ + + abc
(ξ i − ξ i )
Codificação : xi = 2
di
Um modelo possível:
yi = βo + β1 X1 + β2 X2 + β3 X3 + εi ; i = 1,2, .....,8
Obs.: Com apenas 2 níveis, não podemos incluir termos quadráticos no modelo (X12,
X22, X32, mas os termos de interações X1X2, X1X3 ,...... poderão ser incluídos.
⎛1 - 1 - 1 - 1⎞
⎜ ⎟
⎜1 1 - 1 - 1⎟
⎜1 - 1 1 - 1⎟
⎜ ⎟ ⎛ 1 1 1 1 1 1 1 1⎞
⎜ ⎟
⎜1 1 1 - 1⎟ ⎜ -1 1 -1 1 -1 1 -1 1⎟
X= ⎜1 - 1 - 1 1⎟⎟ ; X’ = ⎜ - 1 - 1 1 1 - 1 - 1 1 1⎟
⎜ ⎜ ⎟
⎜1 1 - 1 1⎟ ⎜ -1 -1 -1 -1 1 1 1 1 ⎟⎠
⎜ ⎟ ⎝
⎜1 - 1 1 1⎟
⎜1 1 1 1⎟⎠
⎝
⎛8 0 0 0⎞ ⎛1 / 8 0 0 0 ⎞
⎜ ⎟ ⎜ ⎟
⎜0 8 0 0⎟ ⎜ 0 1/8 0 0⎟
X’X = ⎜ (X’X)-1 = ⎜
0 0 8 0⎟ ;
0 0 1/8 0 ⎟
⎜ ⎟ ⎜ ⎟
⎜0 0 0 8 ⎟⎠ ⎜0 0 0 1/8 ⎟⎠
⎝ ⎝
⎛ (1) ⎞
⎜ ⎟
⎜ a ⎟
⎜ b ⎟ ⎛ (1) + a + b + c + ab + ac + bc + abc ⎞
⎜ ⎟ ⎛ g1 ⎞
⎜ ⎟ ⎜ ⎟
⎜ c ⎟ ⎜ − 1 + a − b + ab − c + ac − bc + abc ⎟ ⎜ g2 ⎟
y= ⎜ ab ⎟ ; X’ y = ⎜ − 1 − a + b + ab − c − ac + bc + abc ⎟ = ⎜g ⎟
~ ⎜ ⎟ ~
⎜ ⎟ ⎜ 3⎟
⎜ ac ⎟ ⎜ − 1 − a − b − ab + c + ac + bc + abc ⎟ ⎜g ⎟
⎜ ⎟ ⎝ ⎠ ⎝ 4⎠
⎜ bc ⎟
⎜ abc ⎟
⎝ ⎠
83
⎛1 / 8 0 0 0 ⎞ ⎛ g 1 ⎞ ⎛ g1 / 8 ⎞
⎜ ⎟⎜ ⎟ ⎜ ⎟
⎜ 0 1/8 0 0 ⎟ ⎜ g 2 ⎟ ⎜ g 2 / 8⎟
βˆ = ( X ' X ) −1 X ' y = ⎜
0 0 1/8 0 ⎟ ⎜ g 3 ⎟ = ⎜ g 3 / 8 ⎟
~
⎜ ⎟⎜ ⎟ ⎜ ⎟
⎜0 0 0 1/8 ⎟ ⎜ g ⎟ ⎜ g / 8⎟
⎝ ⎠ ⎝ 4⎠ ⎝ 4 ⎠
⎛ βˆ 0 ⎞
⎜ ⎟
⎜ βˆ ⎟
= ⎜⎜ ˆ ⎟⎟
1
β̂ ;
β2
⎜ ⎟
⎜ βˆ ⎟
⎝ 3⎠
EMQ : βˆ 0 , βˆ1 , βˆ 2 , βˆ 3
⎛ βˆ 0 ⎞
⎜ ⎟
⎜ βˆ ⎟
⎜ 1⎟
cov ( β̂ ) = cov ⎜ βˆ ⎟ = δ2 (X’X)-1 = (δ2/8) I
2
⎜ ⎟
⎜ βˆ ⎟
⎝ 3⎠
⎛ n ⎞
⎜ ∑ yi ⎟
⎜ i =1 ⎟
⎜g ⎟
⎜ 1
⎟
ˆ′ X'
β y = ( βˆ0 , βˆ1 ,.......βˆk ) ⎜ g 2 ⎟
SQreg = ⎜g ⎟
~
⎜ 3 ⎟
⎜ g4 ⎟
⎜ ⎟
⎝ ⎠
SQ associada à Xi : β̂ gi = gi2/n
i
Pois: β̂ = gi/n
i
H0 : βi = 0
H1 : βi ≠ 0 , i=1,2.........k
Exemplo: 4 variáveis x1, x2, x3, x4 são supostas terem influencia em uma resposta
de acordo com o modelo:
4
y = β0 + ∑β j Xj + ε
j =1
X1 X2 X3 X4
⎛1 -1 -1 -1 -1 ⎞
⎛ (1) = 3,0 ⎞ ⎜ ⎟
⎜ ⎟ ⎜1 1 -1 -1 -1 ⎟
⎜ a = 5,0 ⎟ ⎜1
⎜ b = 7,0 ⎟ -1 1 -1 -1 ⎟
⎜ ⎟
⎜ ⎟ ⎜1 - 1 -1 1 -1 ⎟
⎜ c = 2,0 ⎟ ⎜1
⎜ d = 4,0 ⎟ ⎜ - 1 - 1 - 1 1 ⎟⎟
⎜ ⎟ ⎜1
⎜ ab = 12,0 ⎟ 1 1 - 1 -1 ⎟
⎜ ⎟ ⎜ ⎟
⎜ ac = 4,0 ⎟ ⎜1 1 -1 1 -1 ⎟
⎜ ad = 6,0 ⎟ ⎜1 1 -1 -1 1 ⎟
y=⎜ ⎟ X =⎜ ⎟
~ ⎜ bc = 5,0 ⎟ ⎜1 -1 1 1 -1 ⎟
⎜ bd = 9,0 ⎟ ⎜1 -1 1 -1 1 ⎟
⎜ ⎟ ⎜ ⎟
⎜ cd = 3,0 ⎟ ⎜1 -1 -1 1 1 ⎟
⎜ abc = 14,0 ⎟ ⎜1 1 1 1 -1 ⎟
⎜ ⎟ ⎜ ⎟
⎜ abd = 11,0 ⎟ ⎜1 1 1 -1 1 ⎟
⎜ ⎟ ⎜ ⎟
⎜ acd = 5,0 ⎟ ⎜1 1 -1 1 1 ⎟
⎜ bcd = 7,0 ⎟ ⎜1
⎜ ⎟ -1 1 1 1 ⎟
⎝ abcd = 13,0 ⎠ ⎜ ⎟
⎝1 1 1 1 1 ⎠
85
X’X = 16 I5
(a + ab + ac + ad + abc + abd + acd + abcd − (1) − b − c − d − bc − bd − cd − bcd )
β̂ =
1
16
β̂ = 110/16 = 6,875
0 ; β̂ = 4/16 = - 0,25
3
β̂ = 30/16 = 1,875
1 ; β̂ = 6/16 = 0,375
4
β̂ = 46/16 = 2,875
2
FV SQ GL QM F
Regressão β̂ ’ X’ y = 948,0 5
~
INCLUSÃO DA INTERAÇÃO
K fatores em 3 níveis
Ex: Planejamento 32
⎛ -1 -1 ⎞
⎜ ⎟
⎜ - 1 0 ⎟
⎜ -1 1 ⎟
⎜ ⎟
⎜ 0 -1 ⎟
⎜ 0 0⎟
D= ⎜ ⎟
⎜ 0 1 ⎟
⎜ ⎟
⎜ 1 -1 ⎟
⎜ 1 0⎟
⎜⎜ ⎟⎟
⎝ 1 1 ⎠
MATRIZ X
x1 x2 x12 x22 x1x2
⎛1 - 1 - 1 1 1 1⎞
⎜ ⎟
⎜1 - 1 0 1 0 0⎟
⎜1 - 1 1 1 1 -1 ⎟
⎜ ⎟
⎜1 0 - 1 0 1 1 ⎟
⎜1 0 0 0 0 0 ⎟⎟
X= ⎜
⎜1 0 1 0 1 0⎟
⎜ ⎟
⎜1 1 - 1 1 1 -1 ⎟
⎜1 1 0 1 0 0⎟
⎜⎜ ⎟
⎝1 1 1 1 1 1 ⎟⎠
Daí,
⎛9 0 0 0 0 0⎞
⎜ ⎟
⎜0 6 0 0 0 0⎟
⎜0 0 6 0 0 0⎟
⎜ ⎟
X’X= ⎜ 0 0 0 2 0 0⎟
⎜0 0 0 0 2 0 ⎟⎟
⎜
⎜0 0 0 0 0 4 ⎟⎠
⎝
Escolha do planejamento
Um planejamento óbvio: 3k
x1 x2 x3 xk
⎛ 0 0 0 . ...............0 ⎞
⎜ ⎟
⎜-α 0 0 . ................0 ⎟
⎜ α 0 0 . ................0 ⎟
⎜ ⎟
⎜ 0 -α 0 ............... 0 ⎟
⎜ 0 α 0 ............... 0 ⎟⎟
⎜
⎜ 0 0 - α .............. 0 ⎟
⎜ ⎟
⎜ 0 0 α ............... 0 ⎟
⎜ 0 0 0 ............... - α ⎟
⎜⎜ ⎟
⎝ 0 0 0 ............... α ⎟⎠
⎛ -1 -1 -1 ⎞
⎜ ⎟
⎜ -1 -1 1 ⎟
⎜ -1 1 -1 ⎟
⎜ ⎟
⎜ -1 1 1 ⎟
⎜ 1 -1 -1 ⎟
⎜ ⎟
⎜ 1 -1 1 ⎟
⎜ ⎟
⎜ 1 1 -1 ⎟
D=⎜ 1 1 1 ⎟
⎜ ⎟
⎜ 0 0 0 ⎟
⎜-α 0 0 ⎟
⎜ ⎟
⎜ α 0 0 ⎟
⎜ 0 -α 0 ⎟
⎜ ⎟
⎜ 0 α 0 ⎟
⎜ ⎟
⎜ 0 0 -α ⎟
⎜ 0 0 α ⎟
⎝ ⎠
Obs. Para comparar PCC e fatoriais 3k devemos observar a matriz X e a matriz X’X.
Ex: k=3
Modelo:
90
3 3
yu = β0’ + ∑ β j x ju +∑ β j x jj ( x ju − x j ) + ∑∑ β jp x ju x pu + εu
2 2
j =1 j =1
j<p
u= 1,2,......., N
G + 2α 2
c=
G +T
GT − 4Gα 2 − 4α 4 + 2(G + T )α 4
(diagonal) p=
G +T
GT − 4Gα 2 − 4α 4
q=
G +T
1/ 4
⎛ QG ⎞
→ α =⎜ ⎟
⎝ 4 ⎠
→ onde, Q = [(G+T)1/2 – G1/2]2
K α
2 1,000
3 1,216
4 1,414
5 1,596
6 1,761
7 1,910
8 2,045
#
Obs: Para k=2, α=1 , i.e., o pcc ortogonal é o fatorial 32
x1 x2
-1 -1
1 -1
-1 1
1 1
0 0
-1 0
1 0
0 -1
0 1
93
CAPÍTULO VIII
TÉCNICA DAS SUPERFÍCIES DE RESPOSTAS
Seja:
η : resposta
k : variáveis independentes ξ1, ξ2 ξk
η = f (ξ1, ξ2 ξk)
x1, x2, ........., xk : formas codificadas das variáveis independentes ξ1, ξ2, ........., ξk
Modelo de 2a ordem
k k
η = β 0 + ∑ β i xi + ∑ β ii xi2 + ∑∑ β ij xi x j
i =1 i =1 i j
i<j
Suposições:
a) As variáveis envolvidas são quantitativas e contínuas
b) As variáveis independentes x1, x2, ........., xk são controladas no processo e
medidas com pequenos erros .
⎛1 2⎞
Ex: A = ⎜⎜ ⎟
⎝2 2 ⎟⎠
Equação característica:
1-λ 2
2 2-λ =0
3 17
λ2 - 3λ -2 =0 → λ1 = +
2 2
3 17
λ2 = −
2 2
O autovetor associado com a raiz característica λ é definido como um vetor
coluna x que é a solução da equação:
A x~ = λ x~
95
Ou (A-λIm) x~ = 0
~
3 17
Com λ1 = + , achamos o autovetor x~ dado apartir de:
2 2
⎛ 3 17 ⎞ ⎛ x1 ⎞ ⎛ 0 ⎞
⎜1 − −
⎜ 2 2
2 ⎟
⎟ ⎜⎜ ⎟⎟ ⎜⎜ ⎟⎟
⎜
⎜ 2
3
2− −
17 ⎟⎟ ⎝ x2 ⎠ = ⎝ 0 ⎠
⎝ 2 2 ⎠
Teorema: As raízes características de uma matriz simétrica real são todas reais
i<j
⎛ x1 ⎞
⎜ ⎟
⎜ x2 ⎟ ⎛ a11 a 12 .......... .a 1k ⎞
⎜ ⎟
x = ⎜ .. ⎟ ⎜ a 22 ........... .a 2k ⎟
~ ⎜ ⎟ ; A= ⎜ ⎟
⎜. ⎟ .
⎜ ⎟
⎜ ⎟ ⎜ sim. a kk ⎟
⎝ ⎠
⎝xk ⎠
Ex:
Q = x~ ’A x~
⎛2 1 4⎞ ⎛ x1 ⎞
⎜ ⎜ ⎟
(x1,x2,x3) ⎜ 1 6 3 ⎟⎟ ⎜ x2 ⎟ = 2 x12 + 6 x22 + 2 x32 + 2x1x2 + 8x1x3 + 6 x2x3
⎜4 ⎜x ⎟
⎝ 3 2 ⎟⎠ ⎝ 3⎠
96
Teorema: Se λ1, λ2, ..........., λk são as raízes características (todas reais) da matriz
simétrica real A, então existe uma transformação ortogonal x~ = P w
~
tal que a
forma quadrática real Q = x~ ’A x~ é transformada para a forma canônica :
λ1w12 + λ2w22 + ............+ λkwk2 .
Isto é , a forma quadrática Q é transformada para uma forma com uma matriz
diagonal, onde seus elementos diagonais são as raízes características da matriz A.
k k k k
η = β 0 + ∑ β j x j + ∑ β jj x + ∑∑ β jm x j xm
2
j
j =1 j =1 j =1 m =1
j<m
k k k k
yˆ = b0 + ∑ b j x j + ∑ b jj x + ∑∑ b jm x j xm
2
j
j =1 j =1 j =1 m =1
Caso particular
ŷ = b0 + b1 x + b11 x2
97
∂yˆ
= b1 + 2 b11 x = 0
∂x
b1 ∂ 2 yˆ
x= - será um ponto de máximo se = 2 b11 < 0
2b11 ∂x 2
Ponto estacionário:
x = -b1/2b11
Em geral:
yˆ = b0 + x' b + x ' B x
~ ~ ~ ~
⎛ x1 ⎞ ⎛ b1 ⎞
⎜ ⎟ ⎜ ⎟
⎜ x2 ⎟ ⎜ b2 ⎟
x = ⎜ .. ⎟ b = ⎜ .. ⎟
onde: ~ ⎜ ⎟ ; ~ ⎜ ⎟
⎜. ⎟ ⎜. ⎟
⎜ ⎟ ⎜ ⎟
⎝xk ⎠ ⎝ bk ⎠
Obs- x’ b
~ ~
: a
termos de 1 ordem na função de respostas : ∑b x
j =1
j j
k k k
x ’ B x : contribuição quadrática :
~ ~
∑b
j =1
jj x + ∑∑ b jm x j xm
2
j
j =1 m =1
Se o máximo existir, será um conjunto de condições em (x1, x2, .....,xk) , tal que:
∂yˆ ∂yˆ ∂yˆ
= = ...............= =0
∂x1 ∂x 2 ∂x k
∂yˆ
=
∂x ∂x
∂
[
~ ~ ~ ~ ~ ~
]
b0 + x' b+ x' B x = b+ 2 B x = 0
~
~ ~
#
1 −1
i.e. , x~ = − B b~
0 2
Possíveis problemas:
a) Pode existir um região de máximo e não um ponto de máximo
b) Pode ser que o ponto estacionário esteja fora da região experimental
ANÁLISE CANÔNICA
Superfície de 2a ordem
k k k k
yˆ = b0 + ∑ b j x j + ∑ b jj x + ∑∑ b jm x j xm
2
j
j =1 j =1 j =1 m =1
j<m
Função de respostas em termos das novas variáveis w1, w2, ......, wk (forma canônica)
ŷ0 1 −1
: resposta estimada no ponto estacionário x~ = − B b~
0 2
λ1, λ2., .......λk são constantes
Notas:
a) Os sinais dos λ’s e a grandeza dos λ’s ajudam a determinar a natureza do ponto
estacionário
b) A relação entre os w’s e os x’s também é importante pois indica ao pesquisador
regiões úteis para exploração
Definir: z~ = x~ − x~
0
Portanto:
yˆ = b0 + ( z '+ x '0 ) b + ( z '+ x '0 ) B ( z + x0 ) =
~ ~ ~ ~ ~ ~ ~
1
mas x = − B −1 b
~0 2 ~
então:
−1
yˆ = yˆ 0 + z~ '[b~ − 2 B ( B b~ / 2)] + z~ ' b z~
−1
mas [ b~ − 2 B ( B b~ / 2 )] = 0 , então,
yˆ = yˆ 0 + z~ ' b z~
x20,....xk0).
Próximo passo: Transformar a forma quadrática z~ ' b z~ para uma forma canônica,
M= [m~ , m~ ,...... m~ ]
1 2 k
101
INTERPRETAÇÃO DO SISTEMA
iii) Se os λ’s tem sinais diferentes, o ponto estacionário x~ não é nem ponto de
0
máximo nem de mínimo.
ii) Supor k=2 , λ1 < 0 , λ2 < 0 e que λ2 > λ1 . Daí, um movimento ao longo de
w1 não modifica tanto a resposta estimada ( ŷ ) como um movimento ao longo de w2.
Exemplo:
O objetivo de uma pesquisa de laboratório foi encontrar valores de tempo (t) e
temperatura (T) para produzir uma resposta máxima (gramas de produto). As
variáveis codificadas x1 e x2 são dadas por:
tempo − 90 min temperatura − 145 D C
x1 = ; x2 =
10 min 5D C
ŷ = 87,36-1,39x1+0,37x2-2,15x12-3,12 x22-4,88x1x2
⎛ - 4,88 ⎞
⎛ x1 ⎞ ⎛ − 1,39 ⎞ ⎜ − 2,15 ⎟
x = ⎜⎜ ⎟⎟ ; b = ⎜⎜ ⎟⎟ ; B=⎜
2 ⎟
~
⎝ x2 ⎠ ~
⎝ 0 ,37 ⎠ ⎜ - 4,88
⎜
⎟
- 3,12 ⎟
⎝ 2 ⎠
103
Raízes características:
− 2,15 − λ - 2,44
=0
- 2,44 - 3,12 - λ
(-2,15-λ) (-3,12-λ)-(2,44)2 = 0
Portanto, 6,71+5,27λ+λ2-5,9536=0
yˆ = yˆ 0 - 0,1475w12 – 5,1224w22
Ponto estacionário
1
x = − B −1 b
~0 2 ~
Exemplo 2
Na determinação da influencia de 3 variáveis x1, x2, x3 numa resposta y,
onde as variáveis codificadas em termos das variáveis originais ξ1, ξ2, ξ3 são dadas
por:
ξ1 − 255 ξ 2 − 55 ξ 3 − 1,1
x1 = ; x2 = ; x3 =
30 9 0,6
xi -1,682 -1 0 1 1,682
ξ1 204,5 225 255 285 305,5
ξ2 39,9 46 55 64 70,1
ξ3 0,09 0,5 1,1 1,7 2,11
x1 x2 x3 y
-1 -1 -1 6,6
1 -1 -1 6,9
-1 1 -1 7,9
1 1 -1 6,1
-1 -1 1 9,2
1 -1 1 6,8
-1 1 1 10,4
1 1 1 7,3
-1,682 0 0 9,8
1,682 0 0 5,0
0 -1,682 0 6,9
0 1,682 0 6,3
0 0 -1,682 4,0
0 0 1,682 8,6
0 0 0 10,1
0 0 0 9,9
0 0 0 12,2
0 0 0 9,7
0 0 0 9,7
0 0 0 9,6
105
Modelo ajustado
ŷ = 10,1666-1,104x1+0,087x2+1,021x3-0,760x12-1,043x22-1,149x32-0,35x1x2-
0,500x1x3+0,15 x2x3
⎛ x1 ⎞ ⎛ − 1 ,104 ⎞
⎜ ⎟ ⎜ ⎟ ⎛ − 0,760 - 0,175 - 0,250 ⎞
x = ⎜ x2 ⎟ ⎜ ⎟
~ ; b = ⎜ 0 , 0872 ⎟ ; B = ⎜ - 0,175 - 1,043 0,075 ⎟
⎜x ⎟ ~
⎜ 1 , 0206 ⎟ ⎜ - 0,25 - 1,149 ⎟⎠
⎝ 3⎠ ⎝ ⎠ ⎝ 0,075
Ponto estacionário
1
x = − B −1 b
~0 2 ~
Raízes características
ou,
λ3 + 2,9523 λ2 + 2,7662λ + 0,7999 = 0
#
Soluções : λ1 = -0,5630
λ2 = -1,2712
λ3 = -1,1172
Forma canônica
Conclusão: λ1 < 0
λ2 < 0
λ3 < 0
Conclusões:
m11=-0,8378
m21=0,3684
m31=0,4030
Z = MW
M – Matriz ortogonal → M´=M-1
M´M= I
Varáveis independentes:
NH3 : quantidade de amônia (gramas)
T : temperatura (°C)
H2O : quantidade de água (gramas)
P : pressão (psi)
Variáveis codificadas:
P − 850
x2 =
350
108
x1 x2 x3 x4 y
-1 -1 -1 -1 58,2
1 -1 -1 -1 23,4
-1 1 -1 -1 21,9
1 1 -1 -1 21,8
-1 -1 1 -1 14,3
1 -1 1 -1 6,3
-1 1 1 -1 4,5
1 1 1 -1 21,8
-1 -1 -1 1 46,7
1 -1 -1 1 53,2
-1 1 -1 1 23,7
1 1 -1 1 40,3
-1 -1 1 1 7,5
1 -1 1 1 13,3
-1 1 1 1 49,3
1 1 1 1 20,1
0 0 0 0 32,8
-1,4 0 0 0 31,1
1,4 0 0 0 28,1
0 -1,4 0 0 17,5
0 1,4 0 0 49,7
0 0 -1,4 0 49,9
0 0 1,4 0 34,2
0 0 0 -1,4 31,1
0 0 0 1,4 43,1
ŷ =40,198-1,511x1+1,284x2-8,739x3+4,955x4-6,332x12-4,292x22+0,020x32-2,506x42
+2,194x1x2-0,144x1x3+1,581x1x4+8,006 x2x3+2,806 x2x4+0,294 x3x4
Ponto estacionário :
x = (x10, x20, x30, x40) = (0,265; 1,034; 0,291; 1,668)
~0
ŷ0 = 43,53
Coeficientes canônicos : λ1 ; λ2 ; λ3 ; λ4
w = M ' ( x − x0 )
~ ~ ~
Note que x3≥-1,5 , pois se x3=-1,5 o sistema não tem água. Queremos encontrar
condições em x1, x2 , x3 e x4 que dão valor zero para w1, w2 e w3, e vários valores
para w4 (tabela).
CONCLUSÕES: