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Como Criar uma Banda Desenhada

O documento discute a importância de se ter uma boa história, personagens fascinantes e com as quais os leitores possam se identificar ao invés de se focar apenas no desenho em si para criar uma história em quadrinhos.

Enviado por

Ana de Sousa
Direitos autorais
© All Rights Reserved
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Como Criar uma Banda Desenhada

O documento discute a importância de se ter uma boa história, personagens fascinantes e com as quais os leitores possam se identificar ao invés de se focar apenas no desenho em si para criar uma história em quadrinhos.

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Desenhar bem não é mais importante para fazer uma Banda Desenhada.

O mais importante é ter uma boa estória, com personagens fascinantes e


interessantes, e com os quais os leitores se identificam.

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FASE 1

As equipas que irão criar as BD deverão ser formadas por:


• 2 Guionistas
• 3 Investigadores (cenários, vestuários, meios de transporte, eficiências
energéticas)
• 4 Desenhadores (personagens e ambientes principais)
• 4 Desenhadores (personagens secundárias e fundos)
• Vários pintores
Depois de seleccionada a melhor estória, das investigações feitas, serão
assinaladas as palavras e imagens necessárias para contar a história de banda
desenhada.

FASE 2
Como criar um guião?

Para tal, será criado um guião utilizando uma linguagem específica, pois facilita a
distribuição e organização da sequência de imagens e texto.

No guião é importante que se tenha em conta os seguintes aspectos:

• Usar sempre o menos texto possível.


Não expliquem em textos o que podem entender através do
desenho.
• As acções e situações importantes devem ter mais peso e destaque.

Por exemplo:

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GUIÃO LITERÁRIO
É a criação da estória escrita sem os mínimos detalhes.
Para esta criação terão de se guiar pelo vosso estilo favorito. Essa estória será o
produto final em bruto, e que dividirão, depois de escrita, nas três partes principais,
que são:
-INTRODUÇÃO,
-DESENVOLVIMENTO,
-CONCLUSÃO.

A VINHETA
A Vinheta é a representação gráfica de um espaço de tempo.
Quadrada ou rectangular é um quadro que contem dentro as imagens da estória.
As vinhetas são maiores ou menores não por acaso, mas para defender o interesse da
acção que esta narra.
O tamanho da vinheta joga também muito com o andamento da estória e com o grau
de emoção a transmitir ao leitor, assim como com o tempo de leitura.

DIVISÃO EM SEQUÊNCIAS
Poderemos defini-las como um grupo de vinhetas que sucedem todas no mesmo
período de tempo ou lugar e a sua extensão pode variar entre uma só vinheta e uma
página inteira ou mais.

O tamanho das sequências, mais ou menos longas, tem a ver com a importância destas
dentro da estória, isto é, quanto mais vinhetas utilizarem para narrar uma sequência,
mais importante, para o entendimento da estória, essa sequência se torna, e vice-
versa.

Depois da divisão do guião literário em sequências, e estas num número limitado de


vinhetas, poderão prever, então, a quantidade de páginas com que contará a vossa
estória.
Neste ponto pode dar-se o caso que o número de páginas seja superior ou inferior às
páginas pedidas, então que há a fazer? Simples, basta cortar algumas sequências de
menor importância, assim como algumas vinhetas das sequências mais longas ou
ainda, juntar duas sequências numa só vinheta.

Efectuando estes cortes - a que chamamos ELIPSE - notamos que ficam ressaltos na
narração... é obvio pois deixou de existir continuidade, mas isso facilmente se resolve
com textos de ligação que servem para tapar lacunas, fazendo com que a estória tenha
a continuidade desejada.

Se o caso for o de faltar páginas então terão de aumentar vinhetas a certas sequências
ou até mesmo criar sequências novas.

PERSONAGENS E DOCUMENTAÇÃO
Conhecendo a estória, passarão à criação das personagens principais, e com isto, à
documentação de acordo com a época e o lugar de acção do argumento.
Não esqueçam, a documentação é muitíssimo importante, nada deve ser deixado ao
acaso.

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O STORY BOARD
Antes da escritura do guião definitivo, os guionistas repassam mais uma vez o guião
literário, mas desta vez “Desenhando-o” em folhas divididas em quadrados. Não é
necessário que o desenho se entenda como tal, basta um simples esboço. A esta fase
chama-se Story Board e serve para seleccionar as cenas sem esquecer a continuidade.

Seguindo este processo poderão apreciar melhor o que será o trabalho final do guião,
assim como melhorar algumas cenas, que sem ele, poderiam passar despercebidas.
A SEQUÊNCIA DA VINHETA
A sequência é formada por um conjunto de acções, sendo estas divididas pelas
vinhetas que compõem cada sequência.

Se a sequência for composta por uma só vinheta, então, o papel desta terá de ser
completo, já que é esta a finalidade da sequência.

Portanto, depois da divisão do guião em sequências e baseados no Story Board,


deverão atribuir a cada sequência um número justo de vinhetas; mais vinhetas para as
sequências mais importantes e menos às sequências de menor interesse, para que o
leitor passe por elas rapidamente e não as entender por pontos chave para o
entendimento da estória.

O GUIÃO TÉCNICO
Finalmente! O guião técnico, este é o produto final já revisto e estudado. Ele deve
indicar o número de vinhetas e páginas, o texto descritivo, o narrativo e os diálogos,
assim como os planos.

O texto descritivo serve para indicar aos desenhadores tudo o que deve figurar dentro
da vinheta e que foi pensado pelos guionistas, até mesmo os mais pequenos detalhes.
Poderão então os desenhadores, através dele, construir perfeitamente a acção
imaginada em precedência. Os textos narrativos e os diálogos são os que acompanham
o desenho para seu entendimento, é o que o leitor vai ler.

Há que indicar aos desenhadores também a emoção ou sentimento a dar a cada cena
para que o desenho siga a par e passo com o guião e que, entre um e outro, não
existam barreiras. A ilusão deverá ser perfeita e tanto o guião como as imagens devem
fazer parte de uma única obra fortemente sólida.
Os textos devem ser fluidos e sem palavras estranhas ou frases demasiado
trabalhadas.

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FASE 3

Como fazer os esboços?

A seguir começam a fazer vários esboços para definir todas as personagens.


Podem representar seres humanos, animais, vegetais ou objectos.

Durante esta fase definem-se as proporções de cada figura, as formas que as


caracterizam, os seus movimentos, as várias posições e escalas que podem ter, o
vestuário, a cor ou a textura da sua pele, caso seja animal ou vegetal.

Também devem definir as possíveis paisagens, situações ou cenas que podem


aparecer com frequência.

Procurem o máximo de informação em documentos ou fotografias que


podem servir de fonte de inspiração.

Quantas mais experiências e esboços fizerem, mais segurança e facilidade terão ao


desenhar as personagens e os cenários (que devem manter o equilíbrio e coerência
visual ao longo da BD).

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FASE 4

Como desenhar uma prancha de BD

Cada página de BD chama-se prancha.


Com uma régua traça-se levemente a lápis HB um rectângulo em cada página,
deixando 7 a 10 mm de espaço entre a margem da folha e o rectângulo.
As vinhetas podem ter diferentes dimensões e formatos.

Estas medidas podem ser diferentes conforme a preferência


dos autores.

Tira

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Como desenhar o título

Na primeira prancha deve-se ocupar a primeira tira com o título da estória. O tipo de
letra escolhido deverá ser adequado ao tema da estória, tendo em conta a sua
legibilidade.

Para tornar a BD mais atractiva, podem criar um título decorado com informações e
elementos tirados da estória.

Devem ter o cuidado de não dizer o objectivo ou a


mensagem completa da estória, pois as pessoas não
precisariam de ler a estória.

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Os ambientes devem ser muito bem pensados, quanto ao enquadramento ou
colocação das formas e figuras em cada vinheta.

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Como escolher os planos e ângulos

Quanto aos planos, estes são fundamentais para realçar a importância das cenas, o
afastamento ou aproximação das personagens, pois permitem transmitir a ideia de
movimento, chama a atenção dos leitores e torna mais interessante a narração visual
da estória, pois apresentam ritmos de leitura e diferentes momentos de emoção ou
tenção.

PLANO GERAL - PG
Representa e descreve o ambiente geral
onde se desenrola a cena. É um plano
muito afastado do leitor.

PLANO CONJUNTO - PC
Representa o conjunto de algumas
personagens no cenário, de corpo inteiro.
Também é um plano afastado.

PLANO MÉDIO - PM
As personagens representam-se de corpo
inteiro mais ou menos da altura da vinheta.

PLANO MÉDIO APROXIMADO - PMA


Aproxima-nos mais das personagens. Estas
estão cortadas pela cintura. Podemos
apreciar os seus rostos, assim como o que
elas podem reflectir.

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PLANO AMERICANO
As personagens aparecem cortadas à altura
do joelho.

PLANO APROXIMADO - PA
As personagens aparecem cortadas pela
cintura.

PRIMEIRO PLANO - PP
As personagens aparecem cortadas pelos
ombros.
Podemos apreciar ainda melhor a
expressão das personagens, já que os
limites da vinheta enquadram somente o
rosto. Este plano costuma ser desenhado
numa vinheta pequena e, muitas vezes,
sem balão de diálogo por se tratar de um
tempo breve.

PRIMEIRISSIMO PLANO - PPP


Aproxima-se ainda mais da personagem,
mostrando somente uma parte do rosto,
por exemplo, os olhos numa expressão de
medo.

PLANO DE DETALHE - PD
Serve para levar o leitor a prestar a máxima
atenção a algo que tem a ver com o
desenrolar da estória e que, noutros
planos, passaria despercebido. Por
exemplo, uma mensagem escrita deixada
sobre uma mesa, símbolos secretos, etc.

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ÂNGULO PICADO
A cena é vista de cima para baixo.

ÂNGULO CONTRA-PICADO
A cena é vista de baixo para cima.

ÂNGULO NORMAL OU FRONTAL


A cena é vista de frente à altura do olhar
do leitor.

Como escrever diálogos


Os diálogos entre personagens são escritos no interior de balões.

O nome balão provém da sua forma, dado que é geralmente de formato circular, no
entanto podem apresentar outras formas, pois o formato dos balões também serve
para comunicar sentimentos e a expressão da fala das personagens ou o seu
pensamento.

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Nos balões escreve-se o texto em discurso directo e também se pode inserir imagens
para representar uma ideia ou o que a personagem pensa ou diz quando está zangada
e que não convém traduzir por palavras.

Quando se pretende sugerir espanto ou admiração de uma personagem, pode


aparecer no balão só um grande ponto de exclamação e para transmitir uma dúvida ou
questão pode aparecer só um grande ponto de interrogação.

FASE 5

Como colorir uma prancha de BD

Para colorir a BD, a escolha da técnica é muito importante.

Começa-se por realizar esboços e desenhos a lápis de carvão macio, para facilmente
corrigir erros. Uma vez definido o desenho a lápis, é o momento de passar o desenho a
tinta.

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Quanto à pintura dos cenários e das personagens, para o efeito podem ser usados
diferentes técnicas, pois a BD pode ser a cores ou a preto e branco. De acordo com a
expressão dos traços e a técnica que os autores preferirem, estes devem seleccionar o
tipo de caneta, lápis de cor ou pincel a utilizar.

FIM.

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