História e Origem da Internet
História e Origem da Internet
CAPITULO I .............................................................................................................................................. 3
1. Introdução .............................................................................................................................................. 3
CAPITULO II ......................................................................................................................................... 5
CAPITULO III...................................................................................................................................... 13
3. Conclusão .......................................................................................................................................... 13
1. Introdução
A rede mundial de computadores, ou Internet, surgiu em plena Guerra Fria. Criada com
objetivos militares, seria uma das formas das forças armadas norte-americanas de manter as
comunicações em caso de ataques inimigos que destruíssem os meios convencionais de
telecomunicações.
Nas décadas de 1970 e 1980, além de ser utilizada para fins militares, a Internet também
foi um importante meio de comunicação acadêmico. Estudantes e professores universitários,
principalmente dos EUA, trocavam ideias, mensagens e descobertas pelas linhas da rede mundial.
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1.1. Antecedentes Históricos
Roosevelt e Churchill aperceberam-se que o poder do exército russo era muito superior ao
do poder conjunto dos exércitos dos USA e da Inglaterra, pelo que no final da reunião declararam
que o resultado obtido "não tinha sido bom, mas o possível". Considera-se que nessa reunião se
iniciou a denominada "Guerra Fria" passando a Rússia de aliado a inimigo.
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CAPITULO II
2. ORIGEM DA INTERNET
Em 4 de Outubro de 1957 a Rússia lançou para o espaço exterior à Terra o primeiro satélite
artificial na história da humanidade. O satélite denominava-se Sputnik, completava uma órbita em
volta da Terra em cada 90 minutos - 1H 30 m - e emitia sinais rádio nas frequências de 20 MHZ e
40 MHZ que eram audíveis por qualquer pessoa que utilizasse um rádio receptor. Como reacção a
este avanço tecnológico russo o presidente dos USA, Eisenhower, criou, em Outubro de 1957, a
ARPA - Advanced Reasearch Project Agency.
Licklider criou então o IPTO – Information Processing Techniques Office – orientado para
a comunicação interativa e transmissão de dados. Para a comunicação rápida entre as equipas de
investigadores era necessária a construção de uma rede - NET - pelo que a investigação, no âmbito
da ARPA, foi orientada para a construção de redes de comunicação de dados. Em 1965 Licklider
deixou a ARPA, mas a sua orientação foi continuada pelo seu sucessor Robert Taylor, também
psicólogo.
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desenvolvidas pelos fabricantes, mas cada um deles impunha as suas normas e utilizava linguagens
de comunicação incompatíveis com as dos restantes.
Por outro lado, a rede deveria oferecer confiança aos utilizadores, isto é, as mensagens
deveriam chegar intactas aos receptores quaisquer que fossem os acidentes encontrados no seu
percurso entre o emissor e o receptor. A solução proposta para o problema compreendia por um
lado a utilização de redes do tipo distribuído nas quais era possível conectar um receptor e um
emissor utilizando vários percursos. Se um nó da rede avariasse a mensagem deveria continuar o
seu percurso utilizando outro caminho disponível.
Alguns anos antes o norte americano Paul Baran e o inglês Donald Davies tinham
imaginado um sistema de comutação por pacotes que resolveria o problema. Uma mensagem
nunca circularia completa na rede; seria “cortada” previamente em “bocados” que seriam enviados
por caminhos distintos. Cada “bocado”, “encapsulado” num pacote conteria o endereço do
emissor, o endereço do receptor, o número de ordem do “bocado” e, evidentemente, o conteúdo
do “bocado”.
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quatro Universidades criaram um grupo de trabalho que autodenominaram Network Working
Group – NWG -. Entre esses estudantes existia um tal Vinton Cerf que, mais tarde, seria
considerado o “pai” oficial da Internet.
O protocolo de comunicações instalado nos “host” era insuficiente para gerir este novo tipo
de comunicações. O NWG desenvolveu um Network Control Protocol – NCP – que podia ser
instalado em cada um dos diversos “hosts” que estabelecia as conexões, as interropia, as comutava
e controlava o fluxo das mensagens. A primeira rede passou a ter a sua linguagem própria
independente do “hardware” que a suportava.
A importância da ARPANET era tal que, em 1972, foi rebatizada DARPANET em que o
D significava Defense e lembrava que a rede dependia do Pentágono o qual financiava os
investimentos para a ligação entre computadores geograficamente afastados de modo a ser
permitido o seu acesso remoto e a partilha de fontes de dados.
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1973 e 1978 uma equipa de investigadores coordenada por Vinton Cerf no SRI (Stanford) e Robert
Kahn na DARPA desenvolveram um protocolo que assegurava a interoperacionalidade e
interconexão de redes diversas de computadores.
Este financiamento deu origem à construção da rede local Ethernet que para além da
utilização do rádio também suportava a transmissão por cabos coaxiais. No princípio do ano de
1980 a ARPANET foi dividida em duas redes. A MILNET que servia as necessidades militares e
a ARPANET que suportava a investigação. O Departamento de Defesa coordenava, controlava e
financiava o desenvolvimento em ambas as redes.
A NSF – National Science Foundation –, criada em 1975, não via com bons olhos o
domínio dos militares sobre as redes de comunicação de dados e decidiu construir a sua própria
rede denominada CSNET - Computer Science Network – com o objectivo de conectar todos os
laboratórios de Informática dos USA.
Entre 1975 e 1985 forma criadas várias redes de comunicação de dados utilizando fontes
de financiamento diferentes, p. ex. UUCP, USENET, BITNET. Em Julho de 1977, Vinton Cerf e
Robert Kahn realizaram uma demonstração do protocolo TCP/IP utilizando três redes ARPANET
– RPNET – STATNET. Considera-se que foi nessa demonstração que nasceu a Internet.
2.2. A Internet
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World Wide Web – criada por dois engenheiros do CERN – Centre Eoropéen por la Recherche
Nucléaire – Robert Caillaiu e Tim Berners-Lee, do HTML – HyperText Markup Language - e dos
Browsers.
O primeiro browser utilizado foi o LYNX que apenas permitia a transferência de textos. O
MOSAIC, concebido na Universidade de Illinois – USA - já permitia a transferência de textos e
imagens. Do MOSAIC derivaram os populares Nescape e Internet Explorer. A Internet transforma-
se num sistema mundial público, de redes de computadores - numa rede de redes -, ao qual
qualquer pessoa ou computador, previamente autorizado, pode conectar-se. Obtida a conexão o
sistema permite a transferência de informação entre computadores.
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2.3. CONTRIBUTO DA INTERNET PARA O DESENVOLVIMENTO DA
SOCIEDADE
Os resultados desse processo são evidentes, sendo que essas transformações mudaram o
cenário social na busca pela melhoria e pela facilitação da vida e das práticas dos indivíduos. As
tecnologias digitais possibilitaram uma nova dimensão dos produtos, da transmissão, arquivo e
acesso à informação alterando o cenário econômico, político e social. Porém, a dimensão mais
importante do computador não é ele em si mesmo, mas a capacidade de interligação, de formação
de rede.
Assim, com o surgimento da internet no final dos anos 1960, as ideias de liberdade,
imaterialidade passam a revolucionar a leitura e a comunicação em rede, possibilitando arquivar,
copiar, desmembrar, recompor, deslocar e construir textos, exibi-los e ter acesso a todo tipo de
informação, de qualquer variedade, a todo instante.
Com o uso do computador, os serviços foram agilizados e facilitados, houve uma redução
da mão-de-obra em ocupações que substituíram o trabalho humano, mas que abriu portas para
novas ocupações especializadas no ramo da informática (programadores, webdesigners,
administradores de rede) e das comunicações (marketeiros e jornalistas virtuais).
Diferente das analogias anteriores baseadas sobre os suportes (imprensa, tv, rádio, etc),
Lévy (1993) aponta novas funções para a formação da rede digital, que ele chama de polos
funcionais: produção ou composição de dados, de programas ou de representações visuais
(técnicas digitais); seleção, recepção e tratamento dos dados, dos Intercom – Sociedade Brasileira
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de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XXX Congresso Brasileiro de Ciências da
Comunicação – Santos – 29 de agosto a 2 de setembro de 2007 6 sons ou das imagens (terminais
de recepção inteligentes); transmissão (a rede digital de serviços integrados) e armazenamento
(banco de dados, de imagens).
Para Habermas, muito além do corpo físico são indispensáveis as ações, interações, troca
de ideias e experiências, sendo que o ciberespaço é permeado por práticas sociais e a materialidade
das relações humanas codifica-se na linguagem, evidenciando a importância que esta ferramenta
dá ao público o poder de interação que dispensa o contato presencial.
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utilização de uma linguagem universal - a dos computadores. Estas são propostas que surgiram
defendendo o uso potencial dos dispositivos tecnológicos.
Poster e Shapiro (1999) apontam a tecnologia como campo de interação entre técnicas e
relações sociais que reconfigura a analogia entre tecnologia e cultura. Brittos (2002) acrescenta
que as tecnologias geram impacto econômico, político e sociais. As novas configurações trazem,
portanto, benefícios e prejuízos já que facilitam por um lado e por outro demandam a necessidade
de um conhecimento maior para acessá-las, além de afastar os indivíduos do contato físico, trazer
diferenças sociais à tona e evidenciar que o poder está cada vez mais nas mãos de poucos.
Marcondes (2007) defende que a esfera pública virtual, dedicada à comunicação pública,
na qual todos estejam aptos e tenham recursos críticos, econômicos, educacionais e tecnológicos
para participar, é uma utopia, um idealismo. Ainda propõe: uma sociedade focada no capital não
alcançará uma esfera igualitária, universal e não coercitiva, contrariando a proposta de autores que
anteriormente defendiam que o espaço virtual traria uma maior participação e interatividade entre
os indivíduos.
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CAPITULO III
3. Conclusão
Talvez não seja justo dar o mérito apenas a uma pessoa, mas o fato é que Tim Berners-Lee
foi a figura preponderante nessa história. Ele que foi o responsável para a grande virada, que
permitiu que hoje qualquer pessoa consiga criar seu site e se comunicar pela internet. E a
expectativa é que cada vez mais pessoas sejam incluídas nesse verdadeiro universo de
possibilidades.
No que toca ao contributo da internet para a sociedade é evidente que a tecnologia permite
que os novos dispositivos se implantem definitivamente no cotidiano social. Quem hoje abdica de
ser encontrado a qualquer hora e em qualquer lugar.
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3.1. Referências bibliográficas
ABREU, Karen Cristina Kraemer. Tulipas vermelhas: uma (re)leitura das relações na (e
da) Internet (p. 38 – 47). IN: Synthesis – Revista de Produção Científica da FACVEST: os vários
olhares da produção científica. Lages/SC: Papervest Editora, n. 5, Janeiro a Junho de 2004, ISSN
1676-9805.
BRIGGS, Asa; BURKE, Peter. Uma história social da mídia: de Gutenberg à Internet.
Tradução: DIAS, Maria Carmelita Pádua. Revisão técnica: VAZ, Paulo. 2ª Edição. Rio de Janeiro:
Jorge Zahar Editor, 2006.
TURNER, David; MUÑOZ, Jesus. Para os filhos dos filhos de nossos filhos: uma visão da
sociedade internet. São Paulo: Summus, 2002.
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