Aventura de Peter Pan na Terra do Nunca

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O documento descreve a história clássica de Peter Pan de J.M. Barrie. Introduz os personagens principais como Peter Pan, Wendy, Michael e John Darling. Narra como Peter Pan entra no quarto d…

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marta

CLÁSSICOS PARA CRIANÇAS CLÁSSICOS PARA CRIANÇAS

CLÁSSICOS PARA CRIANÇAS


Peter Pan
O clássico de J. M. Barrie
contado aos mais pequenos.
Peter Pan ensina a Wendy, o Michael e o John
a voar, e leva-os para a Terra do Nunca, onde vivem
a maior aventura das suas vidas. Juntamente com os
Rapazes Perdidos, enfrentam o terrível Capitão
Gancho e os seus piratas, conhecendo sereias
e criaturas selvagens pelo caminho.

Peter Pan

Veja o vídeo de
apresentação
deste livro.

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ISBN 978-989-707-296-3

ISBN 978-989-707-296-3

7
9 789897 072963
Leitura Infantil
Peter Pan
8-LBC_PETER PAN_C_12222_dp_PT [Link] 1 16/9/14 14:35
Índice
Capítulo Um
O Rapaz que Nunca Cresceu 7
Capítulo Dois
Sigam­‑me! 17
Capítulo Três

O Voo 21
Capítulo Quatro
A Ilha Desperta 25
Capítulo CInco
A Casinha e o Esconderijo
Subterrâneo 33
Capítulo Seis
A Lagoa das Sereias 41
Capítulo Sete
A História da Wendy 49
Capítulo Oito
As Crianças São Levadas 53
Capítulo Nove
Acreditas em Fadas? 57
Capítulo Dez
O Combate no Navio dos Piratas 61
Capítulo Onze
O Regresso a Casa 67

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Capítulo Um

O Rapaz que
Nunca Cresceu

Esta é a história do Peter Pan, um


rapaz que nunca cresceu e fugiu para a Terra
do Nunca quando era pequeno. A Terra do
Nunca é uma ilha que as crianças visitam nos
seus sonhos e onde tudo pode acontecer. Para
lá chegar, é preciso saber voar.
O Peter sabia voar. Às vezes, quando se
sentia sozinho, regressava ao mundo humano
e ficava à janela dos quartos das crianças,

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ouvindo as histórias de embalar que as mães
liam aos seus filhos.
Três crianças, chamadas Wendy, Michael
e John Darling, viviam com os pais perto
dos Jardins de Kensington. (Era um dos sítios
preferidos do Peter. Podem encontrar lá uma
estátua dele.)
As crianças tinham uma ama invulgar
chamada Nana. Era uma grande cadela
labrador que dormia numa casota no quarto.
Se estivesse de guarda na noite em que o Peter
veio, esta história poderia nunca ter acontecido.
A Sra. Darling era uma mulher feliz, que
abraçava e beijava muitas vezes os seus filhos.
O Sr. Darling era mais sério. Preocupava­‑se
muito e não achava boa ideia que os filhos
tivessem uma cadela como ama.
A Sra. Darling costumava contar histórias às
crianças todas as noites. Depois, aconchegava­
‑as na cama e acendia as luzes de presença do
quarto. Enquanto arrumava, pensava no que
sonhariam.

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Se conseguisse ver o que lhes ia na cabeça,
teria visto uma imagem da Terra do Nunca.
Tinha uma lagoa, um navio de piratas,
flamingos e um recife de coral. Havia uma
floresta com animais ferozes, nativos selvagens
e fadas.
A Sra. Darling estranhou que as crianças
falassem tanto de um rapaz chamado Peter
Pan. Disseram que «vivia com as fadas».
O Sr. Darling achou que seria uma história
tonta que a Nana lhes tivesse contado.
— Tudo isto por terem uma cadela como
ama! — resmungou.
Um dia, a Sra. Darling encontrou folhas por
baixo da janela do quarto das crianças.
— Deve ter sido o Peter a deixá­‑las cair —
disse a Wendy. — É tão desarrumado!
— Mas estamos no terceiro andar. Como
chegou aqui acima? — perguntou a Sra.
Darling. — Deves ter sonhado!
Mas a Wendy não tinha sonhado. Na noite
seguinte, a Sra. Darling bordava perto da

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lareira no quarto das crianças e estava quase
a dormir. A janela abriu­‑se de repente e um
rapaz aterrou no chão.
Estava completamente vestido com folhas.
Uma luz pequena e estranha seguia­‑o,
voando por todo o quarto como se estivesse
viva. Acordou a Sra. Darling, que soube
imediatamente que o rapaz era o Peter Pan.
Gritou, assustada, e a Nana atirou­‑se ao
rapaz, que fugiu pela janela. A Nana fechou
logo depois a janela, entalando­‑lhe os pés
da sombra. Pegou nos pés da sombra com os
dentes e levou­‑a até à sua dona, que a enrolou
e a guardou numa gaveta.
Na sexta­‑feira seguinte, o Sr. e a Sra.
Darling foram convidados para uma festa
numa casa algumas portas mais abaixo na sua
rua. O Sr. Darling estava muito zangado com
a Nana e decidiu que ela teria de ficar presa
no quintal.
A Sra. Darling teve medo porque a Nana
não parava de ladrar.

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— Não é o seu ladrar habitual! — disse. —
Só ladra assim quando há perigo!
— Disparate! — respondeu o Sr. Darling. —
Depressa ou vamos chegar atrasados à festa!
Assim que a porta da rua se fechou, uma
luz brilhante surgiu no quarto das crianças,
voando em direção às gavetas e aos armários.
Quando a luz ficou quieta por um instante,
pôde ver­‑se que não era afinal luz nenhuma,
mas sim uma fada chamada Sininho.
A seguir, foi o Peter em pessoa quem entrou
pela janela.
— Vamos lá, Sininho — disse. — Mostra­‑me
onde está a minha sombra!
A Sininho disse­‑lhe que estava numa gaveta.
A sua voz era um tilintar de campainhas
minúsculas.
O Peter puxou a sombra e fechou a gaveta,
esquecendo que a Sininho continuava lá
dentro. Tentou voltar a colar a sombra com
água, depois com sabão, mas nada funcionava.
Estava desesperado quando a Wendy acordou.

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— Que se passa? — perguntou ela.
— A minha sombra não se cola a mim! —
queixou­‑se o Peter.
— Dá­‑ma cá — pediu a Wendy. — Vou
coser­‑ta!
O Peter ficou muito satisfeito por ter a sua
sombra de volta e a Wendy gostou tanto de o
ver assim que lhe ofereceu um beijo. O Peter
não sabia o que era um beijo, mas achou
que seria uma prenda e estendeu a mão. Em
vez do beijo, a Wendy deu­‑lhe um dedal e, a
partir desse momento, o Peter passou a chamar
«dedal» aos beijos!
Em troca do dedal, o Peter ofereceu à
Wendy uma das bolotas que serviam de botões
no seu casaco. A Wendy prendeu­‑a a uma
corrente e pendurou­‑a ao pescoço. Mais tarde,
a bolota iria salvar­‑lhe a vida!
O Peter contou à Wendy que tinha fugido
para viver com as fadas nos Jardins de
Kensington. Agora, vivia na Terra do Nunca
com os Rapazes Perdidos. Os Rapazes

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Perdidos eram crianças que tinham caído
dos carrinhos quando as amas se distraíram.
Ninguém veio procurá­‑lo e foram enviados
para a Terra do Nunca.
A Wendy perguntou­‑lhe pelas fadas.
— Uma vez, um riso de bebé partiu­‑se em
mil pedaços — explicou o Peter. — Cada um
desses pedaços se transformou numa fada.
Mas as crianças de agora não acreditam
muito em fadas. Sempre que uma criança diz
«não acredito em fadas», há uma fada algures
que cai morta!
Aquilo fez o Peter lembrar­‑se da Sininho,
que continuava fechada na gaveta! Voou para
fora, furiosa, e zumbiu às voltas pelo quarto.
A Wendy achou que a Sininho era
encantadora, mas a Sininho odiou a Wendy
e teve ciúmes dela. Quando o Peter deu um
«dedal» à Wendy, Sininho puxou­‑lhe o cabelo,
zangada.

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Capítulo Dois

Sigam­‑me!

O Michael e O John também tinham


acordado. Peter falou­‑lhes do bando dos
Rapazes Perdidos, de que ele era o capitão,
e das suas lutas contra os piratas.
— Não há também Raparigas Perdidas? —
perguntou a Wendy.
— Não — respondeu o Peter. — Não temos
irmãs nem mães que nos contem histórias
e nos remendem a roupa.

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— Pobre rapaz! — exclamou a Wendy. — Sei
muitas histórias e podia remendar­‑vos a roupa.
Era isso mesmo que o Peter queria. Levar a
Wendy e os irmãos consigo para a Terra do
Nunca. Prometeu ensiná­‑los a voar.
No quintal, a Nana ladrava como louca.
Sabia que alguma coisa estava mal. Por fim,
partiu a corrente e correu para a casa onde
decorria a festa. Chamou o Sr. e a Sra. Darling
e correram pela rua fora tão depressa quanto
podiam.
O Peter tinha salpicado as crianças com pó
mágico e ensinava­‑os a voar.
— Basta abanarem os ombros e deixarem­
‑se ir! — gritou, voando em círculos pelo
quarto. Um a um, os irmãos levantaram­‑se das
suas camas e seguiram­‑no.
— Estou a voar! Estou a voar! — gritava
o Michael.
— Olhem para mim! — exclamou o John,
batendo contra o teto. Usava o seu chapéu alto
de domingo e parecia muito engraçado.

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— Que maravilha! — gritou a Wendy,
subindo no ar.
O Sr. e a Sra. Darling e a Nana viram a
luz na janela do quarto das crianças. E viram
também as sombras de três pequenas figuras
nas cortinas, voando às voltas pelo ar. Não.
Não eram três e sim quatro!
Subiram as escadas a correr e entraram pelo
quarto adentro. Mas chegavam tarde demais.
O Peter tinha dito «sigam­‑me» e voado para a
noite escura com o John, o Michael e a Wendy
voando atrás dele.

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Capítulo Três

O Voo

O Peter disse que o caminho para a


Terra do Nunca era fácil.
— Virar na segunda à esquerda e sempre em
frente até ao amanhecer!
Mas pareceu­‑lhes que demorava muito
tempo.
A princípio, foi divertido. As crianças
voaram em círculos à volta de torres de igrejas
e fizeram corridas entre as nuvens. Mas, com

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a viagem a alongar­‑se, começaram a ficar
cansadas e com fome. O Peter roubou comida
dos bicos de pássaros que voavam perto deles,
mas não era uma refeição a sério.
Finalmente, viram a Terra do Nunca lá em
baixo. Era tal e qual como tinham imaginado.
Viram a lagoa, as tendas dos peles­‑vermelhas
e os animais selvagens.
Enquanto voavam por entre a copa das
árvores, o Peter falou às crianças dos piratas
e do seu terrível chefe, o Capitão Gancho.
Já tinham ouvido falar dele. Era o pirata mais
sanguinário que alguma vez navegara o Mar
das Caraíbas.
— Cortei­‑lhe a mão direita! — disse o
Peter, orgulhoso. — Agora, usa um gancho de
ferro como se fosse uma garra! — As crianças
arrepiaram­‑se.
— Têm de me prometer uma coisa —
continuou o Peter. — Se enfrentarmos o
Capitão Gancho numa luta, terão de o deixar
para mim. — As crianças prometeram.

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De repente, a Sininho aproximou­‑se para
avisar que os piratas tinham carregado o seu
maior canhão, o Grande Tom. Percebiam
pela luz da Sininho onde estavam o Peter e os
amigos e as crianças esconderam a fada dentro
do chapéu alto do John, que a Wendy levava
nas mãos.
Subitamente, ouviu­‑se um grande estrondo!
O canhão tinha sido disparado. A explosão
atirou­‑os ao chão e a Sininho e a Wendy
ficaram separadas dos outros.
Era a grande oportunidade da Sininho.
Continuava a sentir ciúmes da Wendy e queria
livrar­‑se dela. Por isso, com a sua luz dourada,
conduziu­‑a numa direção completamente
errada.

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O clássico de J. M. Barrie
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a voar, e leva-os para a Terra do Nunca, onde vivem
a maior aventura das suas vidas. Juntamente com os
Rapazes Perdidos, enfrentam o terrível Capitão
Gancho e os seus piratas, conhecendo sereias
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Peter Pan
CLÁSSICOS PARA CRIANÇAS
Capítulo Um
	 O Rapaz que Nunca Cresceu	
7
Capítulo Dois
	 Sigam­‑me!	
	
 	
	
17
Capítulo Três
	 O Voo	
	
	
	
	
21
Capítulo Q
7
O Rapaz que 
Nunca Cresceu
Esta é a história do Peter Pan, um 
rapaz que nunca cresceu e fugiu para a Terra 
do Nunca quand
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ouvindo as histórias de embalar que as mães 
liam aos seus filhos.
Três crianças, chamadas Wendy, Michael 
e John Darling,
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Se conseguisse ver o que lhes ia na cabeça, 
teria visto uma imagem da Terra do Nunca. 
Tinha uma lagoa, um navio de pirat
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lareira no quarto das crianças e estava quase 
a dormir. A janela abriu­‑se de repente e um 
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Estava
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— Não é o seu ladrar habitual! — disse. — 
Só ladra assim quando há perigo!
— Disparate! — respondeu o Sr. Darling. — 
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— Que se passa? — perguntou ela.
— A minha sombra não se cola a mim! — 
queixou­‑se o Peter.
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dos carrinhos quando as amas se distraíram. 
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Rapazes Perdidos, de que ele era o

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