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SE342

Saber Eletrônica

Enviado por

g30.miranda
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Editora Saber Lida.

Diretores TELECOMUNICAÇÕES
Hélio Fittipaldi INTERNET VIA CABO (CATV) 16
Thereza M. Ciampi Fittipaldi Ressaltamos o que é, e como funciona.
Confira!

Revista Saber Eletrônica Especial


Editor e Diretor Responsável
Hélio Fittipaldi MONTAGENS
Diretor Técnico CIRCUITOS PARA ENFRENTAR A
Newton C. Braga
CAPA CRISE DE ENERGIA 57
Publicidade
AMPLIFICADORES OPERACIONAIS A crise de energia é uma preocupação geral.
Eduardo Anion - Gerente APLICADOS À INDÚSTRIA. .4 Neste artigo, veja alguns projetos que podem
Daniela Marques Silva O objetivo deste artigo é proporcionar ao leitor ser úteis para quem deseja empregar
Ricardo Nunes Souza tecnologia eletrônica para enfrentar a crise.
algumas idéias práticas utilizando amplifica-
Conselho Editorial dores operacionais, que podem resolver vários
problemas comuns na indústria de forma sim-
Alexandre Capelli
João Antonio Zuffo ples e, principalmente, econômica.
Newton C. Braga
PROCESSAMENTO DIGITAL DE
Impressão
Revista produzida sem o uso de SINAIS COM MICROCONTROLADO-
fotolitos pelo processo de "pré- RES MSP430 21
impressão digital" por: [Link]
(11) 6436-3000 Depois do sucesso da série de DSPs que HARDWARE
abordamos em edições anteriores, percebe-
mos a necessidade de dar continuidade ao DIMMER COM MICROCONTROLA-
Distribuição
Brasil: DINAP assunto, mostrando alternativas interessantes DOR PIC 16F84 36
Portugal: ElectroLiber de projetos que envolvam o uso de rnicrocon- Os dimmers são circuitos cuja finalidade é
troladores. A partir desta edição apresentamos controlar a intensidade de luz de uma lâmpa-
SABER ELETRÔNICA uma série sobre seu uso, aplicações, seu fun- da incandescente ou a temperatura de um
(ISSN - 0101 - 6717) é uma cionamento e alguns circuitos práticos. elemento de aquecimento. Abordamos nesta
publicação mensal da Editora Saber
matéria um dimmer com microcontrolador.
LIda. Redação, administração,
assinatura, números atrasados, INFORME PUBLICITÁRIO
publicidade e correspondência: M EMÓR IAS 50
R. Jacinto José de Araújo, 315 - INTRODUÇÃO AO LABVIEW -
São tantas as inovações que o usuário acaba
CEP.: 03087-020 - São Paulo - SP - PARTE 1 29 ficando confuso tendo que optar entre este ou
Brasil . Tel. (11) 296-5333
Software desenvolvido pela National aquele modelo. Este artigo, ainda que modes-
(11) 6192-4700
Instruments, ideal para soluções customizadas to, vem de encontro às necessidades daqueles
Atendimento ao assinante: de controle, aquisição, análise e apresenta- que desconhecem a função e o significado
ção de dados, veja nesta edição a introdução das inúmeras siglas existentes para as me-
Pelo telefone (11) 296-5333, desta ferramenta. mórias ...
com Luciana.
Matriculada de acordo com a Lei
de Imprensa sob n° 4764. livro A, SEÇÕES
no 5° Registro de Títulos e
Documentos - SP. XEQUE-MATE - E AGORA? 70
Empresa proprietária dos direitos ACHADOS NA INTERNET
de reprodução:
EDITORA SABER LTDA. Especial 33
Com a ameaça de racionamento e apagões,
Associado da ANER - Associação todos os que dependem de energia elétrica
Nacional dos Editores de Revistas e estão preocupados. Para os nossos leitores a
da ANATEC - Associação preocupação é maior, pois dependemos da
Nacional das Editoras de Publica-
ções Técnicas, Dirigidas e
INSTRUMENTAÇÃO eletricidade para nossa atividade. Veja neste
Especializadas. FIGURAS DE L1SSAJOUS .45 artigo alguns portais e páginas que tratam
especificamente deste assunto.
Veja neste artigo o que são figuras de
ANER Lissajous, como podem ser geradas, para que
servem e ainda como interpretar suas formas TENDÊNCIAS DE MERCADO .40
utilizando-as como poderosa ferramenta de
NOTíCIAS 42
diagnóstico eletrônico.
USA EM NOTíCIAS 64
SEÇÃO DO LEITOR 68
EMPREGABILlDADE:
ISERVICE UM GRANDE DESAFI0 71

Os artigos assinados são de exclusiva responsabilidade de seus autores. É vedada a reprodução total ou parcial dos textos
e ilustrações desta Revista, bem como a industrialização e/ou comercialização dos aparelhos ou idéias oriundas dos textos
Tiragem: 24.800 exemplares mencionados, sob pena de sanções legais. As consultas técnicas referentes aos artigos da Revista deverão ser feitas exclusi-
vamente por cartas, ou e-mail (Ale do Departamento Técnico). São tomados todos os cuidados razoáveis na preparação do
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anúncios são por nós aceitos de boa fé, como corretos na 'data do fechamento da edição. Não assumimos a responsabilidade por
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pessoal e intransferível e o acesso ao evento só será permitido RENO\AÇAO DO CARTt\O
acompanhado de um documento de identidade. até 3111212000 - RS 6.00

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A série sobre DSPs que concluímos na edição passada, além de
se constituir em mais um marco da imprensa técnica brasileira (que

r~ fez um trabalho inédito em todo o mundo), serviu para abrirmos as


discussões com o nosso leitor a respeito. Percebemos que esta sé-

J rie que foi praticamente virtual (pois a parte prática era simulada em
software) necessitaria de um complemento que conduzisse o racio-

1 cínio do leitor a partir dos microcontroladores com matérias técni-


cas e práticas até se chegar aos DSPs.

(J
r ....)
Assim, nesta edição, apresentamos o Processamento Digital de
Sinais com microcontroladores empregando o MSP430 da Texas.
O engenheiro Alexandre Capelli traz mais uma vez toda a sua
Hélio Fittipaldi

r experiência de trabalho e conhecimento na indústria em seu artigo


"Amplificadores Operacionais Aplicados à Indústria" e, com a cola-
1 boração do nosso diretor técnico Newton C. Braga, apresenta a ma-
téria "Empregabilidade: Um Grande Desafio" que é uma pequena
contribuição aos leitores para ajudá-Ias a enfrentar os desafios atu-
ais do mercado de trabalho.
Visite nosso estande na Fenasoft entre os dias 30 de julho a 4 de
agosto de 2001 no Centro de Convenções do Anhembi, em São
Paulo, na rua J número 25.

ELETRôniCA
TECNOLOGIA -INFORMÁTICA - AUTO MAÇÃO

c c:> IVI C I:> Nº4


EDiÇÃO ESPECIAL
CD PORTOOL - Prancheta eletrônica;
BASIC STEP - Nova Versão;
VIRTUAL BREAD BOARD;
ENTRE OUTROS ...

REVISTA
Fórmulas para calcular osciladores;
Artigos práticos 8051 ;
Sensores industriais;
Evolução e tendência da IHM (Interface Homem Máquina);
Fibras ópticas;
entre outras.
AMPLIFICADORES
OPERACIONAIS
APLICADOS À
INDÚSTRIA
A necessidade da leitura de pequenos sinais analógicos (pro-
venientes de sensores e transdutores) é muito comum no meio
industrial. Temperatura, umidade e campos eletromagnéticos são
apenas alguns dos fatores que influenciam o funcio-
namento de uma máquina. Por outro lado, é incrí-
vel como, com apenas um pequeno amplificador
operacional podemos monitorar essas grandezas,
e gerar pequenos sinais de controle muito úteis
ao técnico (ou usuário).
Quando falo sobre esse assunto estou me referindo a relação
custo-benefício de um instrumento dedicado à análise de uma gran-
deza, e um pequeno circuito que pode ser tão eficiente quanto ele
(dependendo do caso).
Por exemplo: Qual é o instrumento clássico para medir-se EMI?
Resposta: O analisado r de espectro.
Segunda pergunta: Você precisa, efetivamente, medir a EMI, ou
apenas detectar se ela está ou não em um nível aceitável?
Bom, se o caso for "medir"a EMI, você precisa de um analisador
de espectro (que pode custar cerca de U$ 10.000,00), mas, se
você necessita apenas verificar se o nível de EMI é ou não
aceitável, um pequeno circuito de U$ 10,00 po-
derá resolver o caso.
O objetivo deste artigo é proporcionar ao
leitor algumas idéias práticas utilizando am-
plificadores operacionais, que podem resol-
ver vários problemas comuns na indústria
de forma simples e, principalmente, econô-
mica. Para que o leitor possa aproveitar
melhor essas idéias, vamos fazer antes
uma revisão objetiva sobre amplificadores
operacionais. Boa leitura!

Alexandre Capelli
SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001
DEFINiÇÃO DE AMPLIFICADOR
Vin
OPERACIONAL
2a
a
o amplificador operacional (que O •t
doravante será chamado"A O") foi ori- -a
ginalmente desenvolvido para execu- -2a
tar operações matemáticas, daí o seu Vout
nome "operacional". Com o surgimen- 2a
to da tecnologia digital, esse tipo de a
utilização deixou de ser interessante; •t
por outro lado, o AO tornou-se um dos -a
Fig. 2 - Saída
principais componentes para trata- -2a diferencial do A.O.
mento de sinais analógicos. -3a
A idéia do amplificador operacional
é antiga. Na época das válvulas, um ser visto na figura 1, onde também Aplicando a expressão Vo = A
amplificador operacional era cons- encontramos a descrição dos seus (V(+)-V(-)) teremos: Vo = 1 (O-a) = - a.
truído com 14 válvulas triodo. Com o pinos básicos. A saída para o ponto O, portanto, é
desenvolvimento dos semicondutores, Eletricamente, o AO comporta-se igual a-a.
alguns AOs eram circuitos formados como um amplificador diferencial, isto
por 20 transistores e algumas deze- é, sua saída é dada pela expressão: Ponto 1:
nas de outros componentes. As pes- Vo = A (V(+)-V(-)), onde: No ponto 1 temos V+ = a, e V- = a,
quisas para o desenvolvimento de um portanto: Vo = (a-a)
circuito integrado como amplificador Vo = tensão de saída Vo = O V.
operacional ganharam ênfase na cor- A = ganho
rida espacial. Em 1967, a Fairchild V+ = tensão da entrada não inversora Ponto 2:
construiu o primeiro A O como um CI: V- = tensão da entrada inversora. O ponto 2 apresenta V+ = 2 a, e V-
o IJA 702. Esse foi o primeiro A.O a ir = a, portanto: Vo = 1 (2 a-a)
para a Lua, em 1969. Nos próximos tópicos deste artigo Vo = a.
Pouco tempo depois, a National estudaremos as diversas formas de se
aperfeiçoou o projeto, e criou o IJA 709, calcular o ganho. Antes de abordá-Ios, Ponto 3:
mais versátil e robusto. Na época, esse entretanto, vamos analisar o compor- Novamente temos V+ = a, e V- =
CI era vendido por U$ 75, 00 cada! tamento dinâmico de um AO através -a, portanto: Vo = 1 (a-(-a))
Na verdade, várias empresas to- do exemplo da figura 2. Vo = 2 a.
maram parte no desenvolvimento do A entrada V+ (não inversora) tem
amplificador operacional. Dentre elas uma fonte de tensão senoidal, já a Ponto 4:
podemos citar: Zeltex; Burr-Brown; entrada V- (inversora) é alimentada O ponto 4 tem V+ = O, e V- = a,
Nexus; Philbrick; Fairchild; e National. com um sinal quadrado. portanto: Vo = 1 (O-a)
Atualmente podemos encontrar Suponha que o ganho para essa Vo = - a.
centenas de tipos de amplificadores configuração seja 1 (A = 1 -7 não
operacionais no mercado, e a maioria amplifica e nem atenua a tensão). Ponto 5:
deles custa menos de U$ 1,00. Como seria a forma-de-onda na saí- No ponto 5 temos uma situação
Uma das aplicações mais comuns da? invertida quanto a polaridade, isto é,
para o A. O é como conversor analó- Para responder essa questão va- V+ = - 2 a, e V- = a, portanto: Vo = 1
gico / digital, que é o "elo"entre os si- mos decompor em pontos as duas for- (-2 a-a)
nais analógicos externos (sensores) e mas-de-onda da entrada do A O, em Vo = - 3 a.
aCPU. função dos pontos de intersecção e
Fisicamente, o AO é um circuito máximos (ou mínimos). Para cada Ponto 6:
integrado utilizado como "amplificador" ponto vamos utilizar a expressão ten- Temos V+ = - a, e V- = - a, portan-
de tensões. O símbolo do AO pode são de saída do A O: to: Vo = 1 (- a-(- a))
Vo = O volts.
e1 ~ entrada não inversora Vo = A (V+ - V-).
e2 ~ entrada inversora A análise dos demais pontos será
Como o ganho (A) é unitário,então análoga.
teremos: Vo = V(+)-V(-). Cabe lembrar que a configuração
para ganho unitário não é a apresen-
Ponto o: tada na figura 3, conforme veremos
Iniciaremos nossa análise pela ori- mais adiante.
gem dos eixos coordenados. O ganho 1 foi atribuído apenas
Nesse ponto o valor da entrada para facilitar o entendimento do com-
não inversora é O V, e a entrada inver- portamento dinâmico de um A O, ten-
Fig. 1 - Símbolo do amplificador operacional. do em vista sua natureza diferencial.
sora é igual a "a"volts.

SABER ELETRÔNICA Nº 34Q/JULHO/Q001 5


seu ganho não deve variar em função nente perfeitamente linear.
da freqüência do sinal. Como já dissemos anteriormente,
para um A ..O ideal o ganho é infinito
E) O ganho do A O ideal é infinito (A = 00). Por outro lado, uma outra for-

-
A = 00. ma de escrever a expressão da ten-
são de saída do A.O é
"Mas, para que devo saber as ca-
racterísticas de um A. O ideal se ele V(+) -V(-)=Vo
não existe?" A
Fig. 3 - A.O como amplificador inversor. Dependendo da aplicação, uma ou
outra característica do A.O real é mais Como A = 00, e qualquer número
A.O IDEAL E A.O REAL significativa. Vamos a um exemplo prá- dividido por infinito tende a zero, tere-
tico: mos:
Quando utilizamos AOs, sempre V(+)-V(-) = Vo :::=O.
os consideramos como componentes Características do A. O 741 :
ideais, isto é, sem perdas, limitações a) razão de rejeição de modo comum E, portanto: V+ = V-o
de freqüência ou ganho. Embora o = 90 d B
componente real possua limitações b) impedância de entrada (Z in):::=107Q "Mas, o que isso tem a ver com
físicas, elas não são significativas na c) impedância de saída (Z out) :::=75 Q terra ou curto-circuito virtua/?"
"Iógica"do projeto, mas sim, na esco- d) freqüência média de trabalho :::=100 Ora, pelos cálculos acima pode-
lha do melhor tipo de amplificador kHz mos notar que o potencial da entrada
operacional. Para melhor compreen- e) ganho = 200.000. não inversora (V +) é igual ao da in-
são desse conceito, vamos analisar as versora (V -).
características do A. O ideal. Notem que nenhum dos parâme- Eletricamente, quando um ponto
A) O AO ideal deve ser um com- tros apresenta o valor ideal, mas mes- do circuito tem o mesmo potencial de
ponente linear, isto é, não saturar. mo com as limitações de um AO real, outro ponto é porque eles estão liga-
Essa é a razão pela qual sua tensão podemos escolher o tipo mais indica- dos, ou seja, em curto-circuito.
de saída é expressa por: Vo = A (V( +)- do para nossa aplicação, tendo como Normalmente, quando colocamos
V(-)). Tal expressão não é válida nos referência os valores ideais. dois pontos de um circuito em "curto"
pontos de saturação. Para que o A O Ainda falando sobre exemplos prá- temos uma corrente circulando. Aliás,
seja puramente linear, ele deve am- ticos, imaginem um circuito que deva esse é o conceito de curto-circuito, isto
plificar apenas a diferença dos sinais operar em 1 GHz. Com certeza, o CI é, a presença de uma corrente elétri-
da entrada, e nunca o sinal comum às 741 não é o componente indicado ca no condutor na ausência de dife-
duas. para esse circuito, e nesse caso um rença de potencial (ddp = tensão = O).
Essa característica, que será es- AO para freqüências mais altas seria Porém, na prática, observamos que
tudada neste artigo, denomina-se necessário. Por outro lado, se estivés- não há corrente circulando entre as
CMRR (Common Mode Rejection semos monitorando um sensor Hall entradas do A O, e esse é justamen-
Ratio) ou razão de rejeição de modo em 10kHz, e que fornecesse 1 mV te o motivo pelo qual atribuiu-se o ter-
comum. de saída, para um circuito de leitura mo "curto-circuito virtual", pois embo-
operando com 10 V, o CI 741 serviria ra com as entradas em "curto", não há
B) A impedância de entrada de um para amplificar esse sinal em 10.000 corrente. Outro modo de analisar esse
AO ideal é infinita, isto é, Zi = 00. vezes para estabelecer um elo entre fenômeno pode ser visto através da
Isso significa que não há consu- essas etapas. figura 3.
mo de corrente pelas entradas do AO, Como veremos mais adiante, esse
fazendo com que esse componente circuito é um amplificador inversor,
não interfira nos sinais aplicados a ele. GANHO DO A. O E uma configuração muito utilizada nos
Apenas como exemplo prático, essa TERRA VIRTUAL circuitos eletrônicos em geral. Notem
é uma característica fundamental nos que a entrada não inversora (V +) está
circuitos utilizados na instrumentação Um dos conceitos "polêmicos"nos aterrada, portanto, V + = O. Mais uma
eletrônica. cursos de Eletrônica é o "terra virtu- vez aplicamos o termo"virtual", visto
al", também conhecido como "curto- que embora essa entrada tenha o
C) O A O ideal tem impedância de circuito virtual". Por experiência pró- mesmo potencial do terra (zero volt),
saída nula, ou seja Z out = O. Fisica- pria, sei que esse tópico costuma não temos corrente circulando por ela,
mente, isto quer dizer que, indepen- transformar parte da nota nas avalia- portanto é um"terra virtual".
dentemente da intensidade da corren- ções de eletrônica aplicada em uma
te elétrica drenada pela sua saída, não parcela também"virtua[".
haverá queda de tensão interna no Para uma melhor compreensão CONFIGURAÇÕES
A.O. desse assunto, vamos considerar o A BÁSICAS
O como sendo ideal, portanto, a ex-
D) A resposta em freqüência de um pressão: Vo = A (V(+) - V (-)) é válida, Os amplificadores operacionais
A O ideal deve ser ilimitada, isto é, o que significa que ele é um compo- podem operar em uma enorme varie-

6 SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001


dade de configurações. As mais co- Como 11 é igual a 12, teremos: permanecem os mesmos, entretanto,
muns são: amplificador inversor; não a saída agora tem um nível CC de 3 V
inversor; somado r; integrador; diferen- Vin = - Vout, agregado, isto é, sua referência
ciador; e comparador. R1 R2 (treshould) agora é 3 Vcc, e não mais
O volt.
A) Amplificador inversor: e portanto Vout =:.lL2 V
A figura 4 mostra como devemos Vin R;
ligar um AO para que ele funcione
como amplificador inversor. onde Vout = ganho = A.
Vin
':r--7\
+ 15~r"... ..__... _.
+1Vt::+-\-=-f-J11'f:~(.~.""
_ ~:~~~a
.1ir:r.!J!§§.up§[igr

--
"Como um A. O na configuração
de amplificador inversor comporta
Vout
- se dinamicamente?" Limite inferior
Observando a figura 5 podemos -15V i
11 = Viu - V(-) ver um exemplo prático onde o A. O,
RI
I alimentado com uma fonte simétrica
_ Viu
-Rj de ± 15 V, possui um sinal de entrada
alternado de 2 Vpp aplicado a sua
saída
12 = V(-) - Vout = -Vout entrada inversora. Notem que a forma-
R2 R2
de-onda da saída, amplificada em 10
.L
-
11 = 12 :. - Vout = Viu <=> Vout = _ R2 x, está defasada de 180º em relação
R2 RI Viu RI
a entrada. Essa é a principal caracte-
rística da entrada inversora.
RI
IIAV=_R21
V.
I
Fig. 4 - Ganhodo amplificadorinversor. Fig.6 . Pontode referênciado A.O.
+10V
Nessa configuração, seu ganho é A referência do A O deve ser cui-
dado por -R/R1, e o sinal negativo dadosamente analisada no desenvol-
significa que há uma inversão de fase vimento de circuitos, pois ela está
de 180º da saída em relação a entra- "intimamente"ligada ao limite da ten-
da. são de saída do amplificador opera-
Aplicando ainda o conceito de cur- cional. A figura 7 mostra como a for-
to-circuito ou terra virtual, fica fácil ma-de-onda de saída ficaria se o cir-
entender o porque do ganho (A) pode cuito da figura 6 tivesse uma referên-
ser expresso por-R/R1 cia de 6 Vcc (ao invés de 3 Vcc).
Entende-se por ganho de tensão 20Vpp
de um amplificador a razão entre a
tensão de saída e a tensão de entra-
1.
da, isto é,
A = Vout. 10kn
V in Av = - 1 kn =-10
Como a impedância de entrada do Vout = 1O(2Vpp - O) = 20Vpp(pico-a-pico)
A. O pode ser considerada infinita (na
Fig.5 - Comportamento
prática ela varia de 105 a 1012 Q), a dinâmicodo amplificadorinversor.
corrente da fonte de tensão V in pro-
Limite inferior
duz uma corrente (11) que é igual a I 2 Outro fator muito importante a ser -15V
Por sua vez a corrente 11, pode ser considerado quando desenvolvemos 10 kQ
expressa (lei de Ohm) por circuitos com amplificadores operacio-
11 = Vin-V (-) = Vin nais é o ponto de referência. O ponto
R1 R1 de referência de um A O depende do
potencial aplicado a sua entrada não
(V(-) = O). inversora. Aliás, alguns autores atribu-
em o nome dessa entrada como en-

-
Analogamente trada de referência.
I 2 = V (-)- V out = - V out A figura 6 ilustra o mesmo exem-
R2 R2 plo da figura 5, porém, operando com zener 6 V
uma nova referência de 3 V.
V(-) = O ("terra virtual"). Podemos notar que o ganho, de-
fasagem e forma-de-onda da saída Fig. 7 - Senóide"Ceifada".

SABER ELETRÔNICA N2 342/JULHO/2001 7


Notem que a senóide de saída foi Nem sempre (aliás, quase nunca!),
"ceifada", pois ultrapassou o limite conseguimos "tratar"um sinal oonfor-
superior de alimentação do A O. me desejado com apenas um AO.
Na prática, o A O real possui uma Imaginem que em determinado cir-
limitação da tensão de saída ligeira- cuito o sinal de saída deva ser 1/3 do
mente menor que sua alimentação sinal de entrada, e com mesma fase.
(aproximadamente 2 Vcc). Isso ocor- Como o sinal de saída deve ser
re devido a perda interna do compo- menor que o sinal de entrada, signifi-
nente (impedância de saída). ca que nosso amplificador deve funci-
onar como atenuador, ou seja, seu
B} Amplificador não inversor: ganho deve ser menor que 1. Imedia-
O amplificador não inversor é ou- Fig. 8 - Amplificadornão inversor. tamente, sabemos que uma configu-
tra configuração muito utilizada na ele- ração não inversora não poderá ser
trônica. As principais características utilizada, pois seu ganho mínimo é
desse circuito são: Sinal de saída em igual a 1 (Av = 1 + R /R1' portanto,
fase com a entrada,e o ganho nunca mesmo que R 2 seja zero, Av será igual
pode ser menor do que 1. a 1).
Aplicando sinais pela entrada não Vout Por outro lado, a configuração in-
inversora, a saída amplificada estará
em fase com a entrada, e o ganho
dessa configuração é dado por:
1. versora pode assumir valores de ga-
nho menores que 1 (A = - R 2 /R1), po-
rém a saída do sinal será defasada de
Av = 1 + R /R1 180º em relação a entrada.
Notem pela fórmula que, por me- Isoladamente, nenhuma delas ser-
nor que seja a razão R /R1 (zero, por V_ ve. A figura 10 mostra como podemos
-.-..... -.-.- ....
exemplo), o ganho permanecerá (no + 12V! -. - - resolver o problema de modo bem sim-
+10 V
mínimo) unitário. Esse tipo de circui- ples, utilizando dois operacionais em
to, portanto, não pode atenuar sinais cascata (saída de um na entrada de
(Av menor que 1). outro). Notem que o primeiro deles tem
Observando a figura 8, e conside- o ganho igual a 1/3, o que atende a
rando o A. O como ideal, ao aplicar- primeira necessidade do"projeto".
36 kQ = 10 Embora com o sinal atenuado de-
mos o conceito de "curto-circuito vir- -.-.-.Av= 1 + 4 kQ

tual", fica bem fácil determinarmos a ~~~ ~[=::::::::::= _.---- vidamente (ponto A), sua fase está
Vout = 2Vpp * 10 = 20Vpp invertida. Para voltar à mesma fase do
expressão do ganho.
Como I 1 = I 2 (impedância de en- sinal de entrada, basta invertê-Ia no-
Fig.9 ..Dinâmicado A.O nãoinversor.
trada do A O infinita), e I + = (pela ° vamente.
mesma razão), temos: do comportamento dinâmico dessa A segunda etapa do circuito faz
configuração. exatamente isso, pois trata-se de um
11 =O-V (-)
- V in amplificador inversor com ganho uni-
R1 R1 "Como posso atenuar um sinal tário. A tensão no ponto B está atenu-
sem inverter sua fase em relação a ada (1/3 da tensão de entrada), e com
entrada?" mesma fase.

12 = V (-)-V out V in-V out


3 kQ Fig. 10..Amplificado-
R2 R2
res em cascata.
- V in = V in-V out
R1 R2

- R2
B2 = V in-V out
R~

=
Vin

+ 1 - V out
\B

R ~ V in
~
V out = 1 + R2
Vin R-1 Tensão no ponto A
Tensão no ponto B
1 kQ
A= 1 +Rz VB = -1 kQ * (-9 Vpp) = 9Vpp
Rj Sem inversão de fase

A figura 9 apresenta um exemplo

8 SABER ELETRÔNICA N2 342/JULHO/2001


C) Comparador de tensão: em cada entrada. Caso o maior po-
Nós já podemos concluir que, para tencial seja o da entrada não inverso-
voutt I
controlarmos o ganho do operacional, ra, a saída estará em + Vcc, caso o ~I C1
temos que ter um resistor de realimen- maior potencial seja o da entrada in- -+i i+- t
rampa de tempo
tação (RJ versora, a saída estará em - Vcc (ou
A razão entre esse resistor e o zero volt para fontes não simétricas).
resistor de entrada (R1)determina o Essa configuração é muito útil, pois
ganho do circuito. podemos estabelecer a tensão de sa- Vout
Quando construímos configura- ída, segundo uma comparação de
ções desse tipo, dizemos que o circuito duas tensões na entrada do A O. Esse
está em "malha fechada". é o motivo pelo qual o nome da confi-
Fica fácil entender como o ganho guração em malha aberta é "compa-
rador de tensão".
~Vout = - rk f Vin dt + VC(O)~
de um amplificador operacional torna- Fig.12- Circuitointegrador.
se infinito ("idealmente" falando) na au- Notem que a tensão adotada como
sência do resistor de realimentação referência no exemplo foi 1 Vcc. Toda D) Integrador:
R2, isto é, em"malha aberta". A figura vez que o sinal senoidal aplicado na A figura 12 ilustra um circuito mui-
11 fornece um exemplo de um ampli- entrada inversora assumir valores to utilizado na indústria, que é o am-
ficador inversor utilizado em malha maiores que 1Vcc, a saída do plificador integrador. Podemos notar
aberta. O ganho dessa configuração operacional estará em O volt. que, no lugar do resistor de realimen-
é - R !R1, portanto não havendo R 2' Toda vez que esse sinal for inferior tação, temos um capacito r. Isso signi-
significa que R2 tem resistência infini- a 1 Vcc, a saída estará em 5 Vcc. fica que no decorrer do tempo, o ga-
ta (R 2 = 00). O ganho, então, é igual a Além de comparar duas tensões, nho dessa configuração mudará, pois,
essa configuração converte sinais inicialmente, o capacitor está descar-
Independente do valor de R1, o analógicos em digitais. regado. Quando o capacitor está des-
ganho será sempre infinito, pois infi- O próprio circuito da figura 11 é carregado ele comporta-se como um
nito dividido por qualquer número con- (na essência) um conversor AIO de curto-circuito, isto é, R 2 = O Q. Porém,
tinua sendo infinito. Ora, dinamica- 1 bit. aos poucos, ele inicia o processo de
mente, como o ganho é infinito, en- Como não existe um A.O ideal, carga, e sua "resistência" aumentará
tão, a tensão de saída também ten- pode-se notar que a transição de O segundo uma constante de tempo
derá a infinito pois V out = V in. Av, e para 5 V, na realidade, não ocorre de dada por 1 / coRC.
Av = 00. imediato. O tempo que o AO demora Fisicamente, é como se ao invés
Portanto: Vout = Vin = 00 <=> Vout = 00. para responder a variação do sinal de colocarmos um resistor fixo R2,
gera uma inclinação ( rampa) nas bor- colocássemos um potenciômetro R2,
E o que significa saída com ten- das da forma-de-onda. Essa caracte- o qual teria sua resistência aumenta-
são infinita para o A.O? rística é denominada "slew-rate"(taxa da proporcionalmente à rotação do
Significa que o limite da tensão de de inclinação), e quanto menor ela for, seu eixo. Dessa forma o ganho au-
saída será estabelecido pela fonte-de- maior a freqüência que o componen- mentará até atingir o valor de infinito,
alimentação do A. O. Resumindo, te poderá trabalhar. Ainda levando em o que ocorrerá quando o capacito r
quando um A O está em malha aber- conta as limitações do AO real em estiver totalmente carregado.
ta, na sua saída, ou temos a tensão relação ao ideal, se montássemos o A tensão de saída dessa configu-
mínima da fonte, ou a tensão máxi- circuito da figura 11 de fato, observa- ração pode ser dada por
ma. Nesse caso o A O trabalha como ríamos que nunca a tensão de saída t

um transistor no corte ou saturação. atingiria 5 Vcc. Na verdade, ela seria V out = - 1/RC Iv in dt + Vc (O).
Nesses pontos o A O deixa de ser um ligeiramente menor, pois, devido a
componente linear. impedância de saída, temos algumas
Ainda no exemplo da figura 11 perdas internas no AO . Na prática, esse circuito é muito
podemos notar que o fator determi- O "tamanho" dessa perda depen- utilizado nos acionamentos de moto-
nante para a saída estar em + Vcc ou de do tipo e do fabricante do compo- res elétricos, e faz parte das malhas
zero volt é o maior potencial aplicado nente. de controle PI (Proporcional e Inte-
gral) e PIO (Proporcional Integral e
Fig.11- Comparador
detensão. Diferencial), onde necessitamos que
a potência não seja entregue de ime-
diato ao motor, tanto na partida como
1V referência
na reversão do movimento. Com esse

,~~
O +t tipo de controle, podemos "atrasar"
"~ mmmm _ (
v(+) <v(-) (através de uma rampa) o ganho da
Av = 00 =00 malha de controle, fazendo com que
R1
o motor parta de modo suave, respei-
Vout = 00 (4Vpp)
~ênCia= 1 vi Vout máximo = 5 V tando as limitações elétricas da insta-
Vout mínimo = O V lação, e as mecânicas da inércia da
carga.

SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001 9


A figura 13 mostra que o circuito Acionamento
integrador pode trabalhar nos aciona- c Resposta
mentos de motores tanto CA como rampa do Potência do motor
integrador d o moto r 1_ •••• ;

de oartida
CC. Notem que logo no início do pro-
cesso, ocorre uma oscilação sub-
Tempo
amortecida, até que o acionamento o
encontre seu ponto ideal de operação.

E) Circuito diferenciador ou
............
j "'p
realimentação
derivador: Fig.13..Malhadecontroledeumacionamento.
O circuito diferenciador, também
conhecido como derivador, tem uma Pela lei de Kirchhoff (conservação AMPLIFICADOR OPERACIONAL
característica muito interessante: o das correntes pelo "nó"), temos: NAINSTRUMENTAÇÃO
ganho depende da freqüência do si-
nal de entrada. O conceito de "instrumentação",
O ganho desse circuito é expres- quando analisado no meio industrial,
so por Av = coRC. Como U = R I (lei de Ohm), te- é bastante amplo. Quando nos referi-
Como o capacito r (figura 14) en- mos: mos a esse termo, não quer dizer que
contra-se logo na entrada do circuito, devamos ter um instrumento conven-
quanto maior a freqüência de entra- Vin 1-V(-) + Vin 2-V(-) + ... + Vin 11 - V (-) cional (multímetro, osciloscópio, etc.)
da, tanto maior será o ganho, visto que R1 R2 Rn realizando determinada medida. Um
a "impedância"do capacitor (que faz sensor termopar ligado a entrada
papel de R 1) diminui com o aumento analógica de um PLC (por exemplo),
da freqüência. = V H-V out. para a indústria, é uma técnica de
Rf "instrumentacão". Monitorar sinais de
R
pequena amplitude (faixa dos mV)
O curto-circuito virtual nos diz que exige certos cuidados, principalmen-
V (-) = V (+) = O,V (-) é um terra virtu- te se esses sinais estão em um ambi-
al. Através desse conceito, podemos ente industrial.
Vout reescrever a equação acima do se- Por melhor que seja a instalação

.1. guinte modo: da planta industrial, seu ambiente é


rico em interferências eletromagnéti-
QuantomaiorfinomenorXc' Vin 1 + Vin 2 + ... + Vin n = _ Vou!. cas (EMI).
portantomaioro ganho R, R2 Rn RI Os inversores de freqüência, má-
quinas de eletroerosão, motores CC
Fig.14..Circuitodiferenciador,
e CA, pontes rolantes, entre outros,
Portanto V out = são dispositivos comuns em uma in-
Uma aplicação prática desse cir- _ ([Link] 1 + [Link] 2 + ... + [Link] n). dústria, e também geradores de dois
cuito é como conversor freqüência / R, R2
Rn principais tipos de EMI: a transmitida
tensão, e seu grande problema é a pela rede de alimentação, e a irradia-
sensibilidade a ruídos elétricos. Notem que cada entrada é soma- da pelo ar.
Cuidado para não confundir o cir- da as demais, amplificada com seu Ambas podem induzir ruídos elé-
cuito diferenciador (ou derivador) com próprio ganho. Não esqueçam que o tricos centenas de vezes maiores que
o circuito amplificador de diferenças, sinal negativo antes da expressão sig- o sinal que se pretende monitorar.
que será estudado ainda neste arti- nifica apenas a inversão da fase de Como se isso não fosse suficiente, a
go. saída em 180Q em relação à entrada. impedância de entrada do A. O é ex-

Rf
F) Circuito Somado r: Vin1
A figura 15 apresenta a penúltima
configuração a ser analisada por este Vin2
artigo, e trata-se do circuito somador.
Como sempre fazemos, para determi- Vin3 o )vout
nar sua tensão de saída, basta termos 13
i,
..J...
em mente três conceitos básicos:
Rn ;

- Considerar o A.O como ideal (A= 00); Vin(n)~


R1 * Vtn1+ R2
Vout= - (Rf. Rf * Vin2 + ... Rn
Rf.)* Vtn(n)
- Curto-circuito, ou terra virtual (V (+)
=V(-)=O);
Fig.15..Amplificador
Somador.
- Lei das correntes, de Kirchhoff.

10 SABER ELETRÔNICA NQ 342/JULHO/2001


tremamente alta, o que o torna
uma"porta aberta"para captação de TENSÕES SIMÉTRICAS
ruídos.
Até agora quase sempre analisamos o A. O funcionando com fontes
"Como então utilizar o A. O na simétricas, porém, caso a construção desse tipo de fonte seja inconvenien-
indústria sem que ele sofra com as te, alguns artifícios podem ser utilizados para que não haja deterioração do
interferências do ambiente?" sinal.
A figura abaixo mostra um exemplo onde não temos fonte simétrica,
A resposta para essa pergunta porém seu sinal é recuperado sem problemas.
será dada com análise de cinco prin- Como o valor mínimo é zero volt, caso deixássemos o ponto de referên-
cipais aspectos: configuração a ser uti- cia (entrada não inversora V (+)) em zero volt, todo o semiciclo negativo
lizada; tensão de off-set, circuitos em seria perdido, o que acarretaria em uma grave distorção do sinal. A técnica
cascata; tipos de componentes,e cui- é colocar a entrada de referência em Vcc! 2, através de um divisor resistivo.
dados na construção do circuito. Notem que, embora sem simetria, a senóide está íntegra na saída do
operacional. O problema agora é que a senóide apresenta um nível DC de
10 V. Caso esse fosse um circuito de áudio, por exemplo, conseguiríamos
A) Configuração utilizada: ouvir no alto-falante apenas um forte "ronco". O que fazemos então é colo-
Amplificador de diferenças car um capacitor em série com a saída, que elimina o nível CC da senóide.
A figura 16 mostra um exemplo da No caso do alto-falante, o som seria reproduzido sem maiores problemas.
leitura de um sensor "genérico"(sensor 1 kQ
Hall, termopar, ou semelhante) cuja
saída de tensão é da ordem de alguns
milivolts.
Esse sensor está em um ambien-
te de alta EMI, que induz ruídos de 60
Hz de amplitude muito maior que o
sinal do sensor.
Caso utilizássemos um A. O na
configuração inversora (ou não inver-
sora) convencional, o ruído seria am-
plificado em uma proporção muito
maior que o sinal em questão, pois
esse é de pequena amplitude.
O circuito amplificador de diferen-
ça, por sua vez, amplifica apenas a razão de rejeição em modo comum. diferença de potencial entre as entra-
diferença dos potenciais aplicados em Quanto maior for o CMRR de um ope- das.
cada entrada. O ruído, por ser comum racional, e de sua configuração, tanto O CMRR típico para um A. O é de
às duas entradas, desaparece. Essa maior será a capacidade de rejeição 80 dB. Quando utilizamos a configu-
propriedade denomina-se CMRR à tensões comuns as duas entradas, ração amplificador de diferença, todo
(Common Mode Rejection Ratio), ou e sua saída será função apenas da o circuito fica com o valor CMRR pró-
ximo ao do próprio operacional.
Sinal de sensor A figura 17 ilustra essa configura-
ção, bem como a expressão da sua

-
10-"-,,

-10
~v
.
Amplificador de diferença
101~
tensão de saída. Notem que, para R4
! R3 igual a R2 ! R1 o CMRR tende a
infinito, sendo limitado apenas pelas
o
Vout
-10~
ft/
Sinal amplificado
características internas do próprio CI.

Sensor sem ruído


Vin 10

-
A.O inversor convencional 10V'Y' Vin 20
'\"\ (J ruído
..-60 Hz
-'-_.~
EMI
"Induz" ruído elétrico
Vout "~~
'~\
j
~i t
tI, ,

#
nas entradas do A.O.
- , -10 V l \ ..-
, ,~,L_,_
Vout = ~~ (Vin1 - Vin2)

e para R4 = R2, temos CMRR =00,


Ruído amplificado, e R3 R1
sinal do sensor perdido
Fig. 16 - Amplificador de diferença utilizado na instrumentação industrial. Fig, 17 - Amplificador de diferenças.

SABER ELETRÔNICA N2 342/JULHO/2001 11


B) Tensão de off-set
Alguns Cls necessitam do ajuste
da tensão de off-set. O 741 é um exem-
plo, pois possui um pino exclusivo para
essa função. Uma grande parte dos Vo
AOs, entretanto, dispensam esse tipo
-Vin
de ajuste, visto que ele já é feito inter-
namente no CI. +Vin INA321
Quando trabalhamos com instru- G = 5 + (5R2/R1)
mentação, devemos optar por tipos r
V+ V-
ó Ó
ShutDown
como esse, pois a tensão de off-set
pode atingir valores bem maiores que Fig.18- Amplificador
OperacionallNA321
- TexasInstruments.
o próprio sinal a ser monitorado.
A tensão de off-set é uma tensão ganho de 100 000. Ao invés de utili- dem de alguns pF, para que não haja
residual, oriunda do desbalancea- zarmos um único A O com esse gan- um efeito integrador indesejável.
mento dos transistores de entrada do ho, utilizamos 2 A Os em cascata (sa- A segunda dica é composta por fil-
AO. Esses transistores formam o am- ída de um, na entrada de outro). Cada tros eletrostáticos e eletromagnéticos.
plificador diferencial do A O, e ambas A O fica responsável por uma parce- A figura 21 mostra alguns capacitores
as entradas devem estar em curto-cir- la do ganho, o que não significa que ligados próximos ao A O. Não impor-
cuito e aterradas para que o ajuste mais de um CI seja necessário. O LM ta que a fonte-de-alimentação já te-
possa ser realizado. O leitor poderá 324, por exemplo, é um circuito inte- nha uma boa filtragem, pois o ruído
notar que, em alguns casos (o CI 741, grado que possui 4 AOs internamen- pode ser introduzido pelo cabo de ali-
por exemplo), o ajuste de off-set não te. mentação dela ao circuito. Portanto, é
é eficaz, e a tensão de saída nunca A figura 19 mostra em blocos ge- importante que esses capacitores
atinge zero volt. Esses Cls, definitiva- rais essa técnica, onde podemos no- estejam próximos (elétrica e mecani-
mente, não são indicados para instru- tar que o ganho final é o produto dos camente) ao CI.
mentação. dois ganhos anteriores. Também um núcleo de ferrite deve
Outra vantagem dessa técnica é a ser acrescido à linha de alimentação
maior precisão. Os resistores de alto do circuito, pois é uma boa proteção
C) Tipos de componentes: valor tem maior tolerância relativa, contra EMI.
"Qual CI devo utilizar como am- conseqüentemente, o circuito com eta- A última dica é utilizar, sempre que
plificador operacional para pa única de amplificação torna-se possível, cabos blindados para ligar o
instrumentação ?" menos preciso. sensor (ou fonte de baixa amplitude)
Quando desejamos trabalhar com as entradas do AO.
sinais de pequena amplitude, as ca-
racterísticas internas do CI são fun- E) Cuidados na construção do Fig.20 - Proteção PCI
damentais ao bom funcionamento do circuito: contraruídos
elétricos.
circuito. Podemos encontrar no mer- Uma vez definido o circuito (tipo de
cado "n"modelos de Cls, voltados ao configuração, tipo de CI, etc.) a mon-
"tratamento"desses sinais, e, geral- tagem pode influenciar muito a perfor-
mente, eles são formados por mais de mance do projeto. A figura 20 fornece
um AO no mesmo CI. a primeira das três "dicas"para dimi-
A figura 18 apresenta a estrutura nuir as tensões e correntes parasitas
básica de um CI muito utilizado para no circuito de instrumentação, e trata-
instrumentação, e trata-se do INA 321, se do "anel de guarda", cujo princípio
da Texas Instruments. de funcionamento é a gaiola de Fara-
Podemos observar 3 amplificado- day.
res operacionais dentro do mesmo CI. As entradas do A O ficam confi- Vin
Essa técnica (ligação de AOs em cas- nadas a um quadrado metálico feito Vout
cata) aumenta significativamente o na placa de circuito impresso que, se
CMRR, que no caso desse CI é 94 dB. for dupla-face, torna-se ainda mais .1.;
I
eficiente. O capacito r deve ser da or-

D) Circuitos em cascata: Vout= Vin. Ar = 100.000Vin


Vin
Normalmente necessitamos de cir- Av = AV1 • AV2 = 100' 1000 = 100.000
cuitos com altos ganhos quando tra-
balhamos em instrumentação. Uma
técnica de aumentar o CMRR, e dimi- Amplificação em cascata:
nuir a tensão de off-set é "parcelar"o Alto CMRR e Alta precisão !

ganho em etapas. Vamos tomar como


exemplo um circuito não inversor com Fig.19- Amplificadores
emcascata.

12 SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001


+Vcc lor máximo indicado. A figura 22 ilus- O operador da máquina comanda-
. 1 IJF Capacitor tra como com apenas um AO e al- va a primeira plastificação sem aque-
c::::::J~"baixas
.,. de filtro para guns poucos componentes periféricos cer (e "derreter") o plástico residual
- freqüências o problema foi resolvido. dentro do canhão. Obviamente, isso
O AO do circuito funciona como poupa tempo, porém gera esforços
f---110 nF
Ferrite I --~ "cerâmlco
Capacitor
comparador de tensão. Toda vez que mecânicos acima das especificações
contra
EMI
...l.. para alta~
freqüências
a temperatura ultrapassa 65º C (má- sobre o parafuso, causando sua que-
ximo permitido pelas chaves) um bit bra prematura.
é enviado à IHM da máquina, que gera A máquina possui um sistema de
a mensagem" sobretemperatura nas proteção Standard contra essa práti-
chaves estáticas, verifique o filtro ca, porém ele tinha sido desativado
- de ar e o ventilador". O funcionamen-

-
----".;
pelo próprio operador.
+v~c '.
-VEE
1 volta
) to do circuito é bastante simples, vis- Para evitar novos "erros", fiz um
to que, ao subir a temperatura no NTC, circuito bem parecido com o primeiro,

T sua resistência cai. Conseqüentemen-


te, a tensão sobre ele também. Quan-
porém utilizei dois AOs, sendo que o
primeiro deles é um amplificador não
do essa tensão for menor que a ten- inversor com ganho máximo 1.000 (fi-
são de referência (entrada não inver- gura 23). Isso foi necessário porque
sora), o AO satura para + Vcc (12 nessa temperatura, o sensor teve de
volts). O transistor então, conduz, e um ser modificado para um termopar (mV
Detalhe do
filtro de EMI bit de 24 Vcc (tensão retirada da pró- de tensão de saída). O restante do cir-
(Protótipo) pria fonte do PLC) é enviado para a cuito é igual ao primeiro projeto, e a
IHM da máquina. O relé tem a função mensagem da IHM é: "Cuidado, o ca-
Fig. 21 - Proteção contra EM!.
de isolar a máquina do circuito. nhão não está pronto para a plasti-
ficação!".
8) Alarme de sobretemperatura
TRÊS CASOS REAIS com sensor termopar: C) Detector de EMI:
NA INDÚSTRIA Outro cliente reclamava que o pa- Os dois circuitos anteriores me
rafuso de injeção da sua injetora para deram uma grande idéia: "podemos
A) Circuito para alarme de termoplástico quebrava constante- monitorar qualquer sinal, de qualquer
sobretemperatura (até 80Q C) com mente. Analisado em nossos labora- natureza, e não importa qual condi-
sensor tipo NTC. tórios, constatou-se que o parafuso ção, com apenas AOs".
Certo cliente reclamava que as encontrava-se dentro das especifica- Claro que não estamos falando de
chaves estáticas da sua injetora para ções, e a sua dureza estava correta. casos onde grande precisão é funda-
termoplásticos queimavam com fre- Como de costume, peguei alguns mental, mas para as demais situações,
qüência, mesmo quando substituídas equipamentos e fui ver o que ocorria. um único AO pode nos dizer muita
por outras de maior potência.
De posse de um alicate amperíme-
tro, comecei a análise das correntes.
Com um multímetro TRUE RMS veri-
fiquei as tensões. Tudo parecia estar
dentro da normalidade, até que repa-
rei na fita térmica (indicadora de tem-
peratura) colocada no dissipador das

- -
chaves, e ela acusava uma sobre-
temperatura de 85ºC. Quando verifi-
quei o filtro de ar da máquina, consta- +24 Vcc
tei que ele estava muito sujo, o que
causou a parada do ventilador. O ven-
! Ajuste da temperatura de "alarme" Fonte do PLC

tilador que refrigerava as chaves es-


tava travado de tanta sujeira. Sem ven-
tilação, as chaves ultrapassavam
85QC, o que diminuía sensivelmente o
MTBF do sistema.
Estava claro que o problema era
da máquina para fora, isto é, falta de
manutenção preventiva.
O chefe da manutenção pediu-me
então um acessório, que gerasse um
alarme no painel do operador, toda vez
Fig. 22 - Alarme de sobretemperatura (até 80ºC) com sensor NTC.
que a temperatura ultrapassasse o va-

SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001 13


de espectro, mas eles dizem que, na
Sensibilidade 470 kn +Vcc o NF verdade, eu liguei as diversas máqui-
nas de eletroerosão até o defeito ma-
e +VCCO'-)( 11N40041- nifestar-se e, então, utilizei esse valor
c:Je-~Iin- 6 _
e,~ como referência. "Ora, eu jamais utili-
zaria métodos tão anti-acadêmicos".
- ,- 470 Q -+
2~ 741 -e +Vcc
O c::J100 IJF XI ] L- - bit de
, alarme

CONCLUSÃO

- -
-.- +Vcc
o AlL<"'/\-1 +OA
,/ __ +V cc - 10kn ~ ~ O
C. -VW\ 3 4 O ~+ •• ~ BC548 f7~illVccI
Termopar -O B I 1 knD I ~ 78121~ Várias configurações envolvendo
- I·In~llJ--..l
47~ - L-._ I 2j11JB_ amplificadores operacionais não foram
vistas neste artigo, porém, o leitor
pode utilizá-Io como "ponto de parti-
da" para estudos mais profundos. As
análises matemáticas também foram
superficiais, visto que nossa intenção
é transmitir algumas experiências prá-
ticas do nosso pessoal de campo.
Lembrem-se que o bom técnico é
aquele que sabe utilizar a teoria como
"ferramenta"do seu trabalho prático.
Fig. 23 - Alarme de sobretemperatura (acima
Limitar-se a estudos puramente
de 80ºC) com sensor tipo termopar.
teóricos, ou apenas a técnicas práti-
cas pode ser um erro fatal.
coisa. Foi esse conceito que utilizei que temos mV na saída do diodo 1N Eu me lembro bem de uma expe-
para desenvolver um alarme de EMI. 60. Sintonizei o circuito para próximo riência acadêmica que tive na Univer-
Um cliente possuía em sua insta- de 1100 kHz (freqüência crítica de EMI sidade: a matéria de Eletromagne-
lação muitas máquinas de eletroero- para máquinas-ferramenta) e, toda vez tismo. Logo no início dessa disciplina,
são. Elas geravam tanta EMI, que um que a EMI chegava próxima ao limite no curso de Engenharia, fiquei muito
centro de usinagem equipado com admissível, o relé atuava um sonol entusiasmado, pois pensava que, fi-
CNC perdia a comunicação com o PC. alarme e uma lâmpada. nalmente, iria entender os princípios
Quando conto essa experiência elementares das telecomunicações.
Sugestão 1: para meus colegas, eles insistem em Qual não foi a minha surpresa em per-
Alternar a utilização das máquinas perguntar como achei o limite máxi- ceber que essa disciplina era, na es-
para que a média da EMI diminuísse. mo admissível de EMI. sência, uma "pós-graduação"em cál-
Sempre respondo que realizei um culo integral e diferencial.
Pergunta do cliente: estudo profundo com um analisador Bem, ao final da disciplina eu fi-
"Até quantas máquinas eu posso quei com meu conhecimento em cál-
ligar ao mesmo tempo?" culo sensivelmente aumentado, porém
Fig. 24 - Detectar de EMI. parato°ss
pon ainda sem saber como funcionava
Minha resposta: "A" a "8" uma antena de fato!
Não sei!!! Até hoje acredito que, primeira-
100 voltas '-.. mente, o assunto deve ser tratado fi-
Na verdade, a EMI não dependerá
apenas do número de máquinas liga-
das, mas sim, do trabalho que cada
uma estiver fazendo. Tentei explicar
que uma única máquina, dependen-
Bobina
em núcleo de
ar de 1-'2
cobre 0,3 mm2
de fio de
polegada "& UJ
~N60
".
.: 1-
do projeto 2
OB
+ A
sicamente (mostrar como ele realmen-
te funciona) e, somente então, partir
para a análise matemática.
Os amplificadores operacionais
não fogem a regra.
do da tarefa, poderia gerar EMI sufici-
ente para causar a falha. Por outro
lado, dez delas poderiam trabalhar REFERÊNCIAS
com outra peça, sem causar proble-
mas. São 2 sites bem interessantes para
informações sobre amplificadores
Sugestão 2: operacionais: [Link] I
Construir um alarme de EM!. go/edes/ltc1881 e [Link]/sc/
Para isso montei um pequeno "rá- ina321.
dio de galena"(figura 24) mas, ao in- Esses sites disponibilizam catálo-
vés de um fone-de-ouvido, liguei sua gos e "data-sheets" bastante úteis.
saída na entrada do projeto 2, visto Até a próxima! -

14 SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001


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~\ "' .,~
..• Satélite

lor da sua conta telefônica) em ques-


tão de minutos a um custo relativa-
mente baixo. Receber dados a uma
velocidade de até 30 Mbits/s e enviá- Sinal TV
los em até 10 Mbits/s ?
Futuro ?
Não, isso é real e já está disponí-
vel em várias cidades do Brasil.
É o novo meio de acesso à Internet
através das operadoras de TV a Cabo, Operadora TV a Cabo Residência
regulamentado pela ANATEL.
O Acesso à Internet pela TV a Fig. 1 - Funcionamento de Operadora de TV a Cabo.

Cabo (CATV) nada mais é do que uti-


lizar o mesmo meio físico, neste caso como trabalha, basicamente, uma
o cabo coaxial por onde já passa o operadora de TV a Cabo (CATV), veja
sinal da TV, para transmitir e receber figura 1. <Q) Ê
c Canal
71 ~Canal
os dados de seu computador para o

1 - O sinal é recebido do satélite
~ ~!ll
1:0
70

seu provedor de acesso à Internet. pelas antenas da operadora de TV a


Esse "compartilhamento" do meio cabo;
físico é possível utilizando equipamen- 2 - O sinal recebido é tratado (mo-
tos desenvolvidos especificamente dulado), codificado, amplificado e le-
para este fim: são o Gable Modem e o vado através de fibras ópticas até o Freqüência (MHz)
CMTS (Gable Modem Termination bairro do assinante. Cada canal da
operadora é recebido separadamen- Fig. 2 - Espectro de freqüências.
System).
te, e depois de tratado é misturado em
elementos passivos chamados coaxiais, que chega até os postes nas
COMO FUNCIONA? combiners; residências;
3 - No bairro, o laser que chega 4 - O sinal é retirado nos postes
Para entender o funcionamento do pela fibra óptica é convertido em sinal através de uma "tomada" (TAP) e le-
acesso pelo cabo, vamos conhecer elétrico (RF) e entra nos cabos vado, em cabo coaxial mais "fino", até

16 SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001


o televisor do assinante. Olhando o es- Internet via Cabo oferecerem pacotes utilizado para transportar dados em
pectro de freqüências no cabo, tería- com velocidades assimétricas, ou seja, rede de cabos (CATV).
mos a imagem mostrada na figura 2. de velocidades diferentes, já que é
Obs.: Foram representados ape- característica do tráfego Internet um CATV - TV a Cabo.
nas 2 canais de TV, as formas de on- download maior que upload.
das não foram reproduzidas com os Cable Modem Termination
contornos reais. System (CMTS) - Equipamento ins-
Para transportar dados de compu- GLOSSÁRIO talado na operadora de TV a Cabo
tador no meio físico da rede HFC (CATV) que complementa a funciona-
(cabo coaxial) são utilizados equipa- Bridge - Equipamentos de rede lidade dos cable modems permitindo
mentos que funcionam como bridge, que interconectam duas redes com o transporte de dados na rede de ca-
ou seja, equipamentos que protocolos de nível físico (Physical bos (CATV).
interconectam redes com diferentes Layer) diferentes. Ex. Ethernet-
protocolos, neste caso, a rede ethernet TokenRing Cable network - Refere-se a
802.3 e a rede DOCSIS (Data-Over- rede de cabos (CATV) que será utili-
Gable Service Interface Specification). Cable Modem (CM) - Modulador- zada em transporte de dados. Esta
Estes equipamentos são o Gable Oemodulador instalado no assinante rede, normalmente, emprega uma fre-
Modem e o CMTS (Gable Modem
Termination System ), e possuem
interfaces na rede ethernet e na rede 'Ti
I
de cabos (DOCSIS).

Existem 2 tipos de Cable Modems: p.~~~il


'J Satélite

Unidirecional ou Telco-Return:
Usa a linha telefônica para enviar da-
dos e a rede de cabos para receber.
Como o maior tráfico é no sentido da
Internet para o assinante, os dados
são recebidos em alta velocidade pelo
cabo. A desvantagem deste tipo é que
o assinante continua utilizando e pa-
gando a conta telefônica.
Operadora TV a Cabo

Bidirecional: Utiliza a rede de ca- Residência


RF
bos para enviar e receber dados. Não
emprega outro meio físico comple-
mentar, ou seja, não depende da li- ~
nha telefônica ou outro meio para en-
Cable ',fi.
Modem Computador
viar ou receber dados.
Dados
O diagrama da operadora de TV a Ethermet
Cabo com o serviço de Acesso 802.3
Fig. 3 - Acesso Bidirecional via Cabo.
Bidirecional via Cabo seria modifica-
do para o seguinte (figura 3).
Olhando o espectro de freqüênci-
as no cabo, teríamos a seguinte ima-
gem, conforme ilustra a figura 4.
Como você pode observar, o sinal
de dados é dividido em 2 partes:

1 - Downstream, ou seja, o tráfe-


70
Canal I I 71
Canal

go de dados que destina-se ao assi-


nante originado no Headend; Freqüência (MHz)
Fig. 4 - Espectro de freqüência.
2 - Upstream, ou seja, o tráfego
de dados que origina-se do assinante
com destino ao Headend; observe na Downstream
figura 5.
Computador
Assinante
E como os tráfegos de dados são Usptream
separados, eles podem ter velocidades
diferentes. É comum as operadoras de Fig. 5 - Divisão do sinal de dados.

SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001 17


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Dia 0110812001 , Java Applets e Java Servlets em Soluções para a Web , Segurança em Redes Corporatlvas
, Desenvolvendo com Servidores de Aplicaçôes (Application Servers) , Java e Aplicações para a Internet Dia 01/0812001

- Windows 2000 e a Arquitetura DNA , Implementando Sltes Dinãrnicos (JSP/ASP/PHPIPERL) - Wireless communication and computing
, Utilizando Componentes (ActiveX, JavaBeans) , Administração e Manutenção de Sites Dinãmlcos - Wireless LAN e Conectlvidade

, JAVA, Java Server pages (JSP) Dia 0210812001 , WAP (Wireless Application Protocol) e WML (Wireless Markup Language)
, Java2, Java Servlets e Soluçôes Corporativas , Novas Tecnologias de Bancos de Dados para a Web , 3G and telecomunicações em Broadband
Dia 0210812001 , Conectividade de Bancos de Dados na Web (CGls, OOBC, JDBC, SOL) - Novas tecnologias de acesso à rede: ADSL, Cable Modem e RDSI (ISDN) xDSL e
, Linux e suas Aplicaçôes SeOlidor (Rede, Banco de Dados, etc) , Monitorando a Visltação e Analisando a Audiência (Cookies, Visitor Tracking) Sátelltes

- Servidores Linux em um Ambiente Heterogêneo (WIndows, Mac, Novell, etc,) , Mecanismos de Segurança e Sites Seguros - Internet 2 e Broadband

, Desenvolvendo Aplicaçôes para Linux Dia 0310812001 , Broadband Networking


- Experiência de uma lmplementação Unux , Desenvolvimento e Programação em Grupo via Internet Dia 0210812001
, O Desenvolvimento dos Projetos Open Source (Linux, Apache e outros) - Aplicaçôes Dlstnbuidas na Web Convergência
Dia 03/08/2001 , Multlmida Interatlva na Web - PDAs e Celulares na Internet

, Desenvolvendo Soluçôes de Bancos de Dados com Servidores SOL , Integração das tecnologias de voz e dados
, RAO aplicado ao Desendllmento em Bancos de Dados (VB, Delphl, e outros) , Call Centers e CTI (Computer Telephony Integration)

[Link] ,Interatividade
Dia 0310812001
e Integração do Telefone e da Web

, A Convergência da TV, do PC e da Web


, Videoconferência no Desktop
,WebTV, Strearning Media e a Transmissão de Imagens
em Tempo Real
Depois do sucesso da série de DSPs que publica-
mos nas edições anteriores, percebemos a neces-
sidade de dar continuidade ao assunto não apenas
para atender aos leitores que desejam ir um pouco
além, mas também para mostrar alternativas inte-
ressantes de projetos que envolvam o uso de micro-
controladores. Assim, estabelecemos que a partir Newton C. Braga
desta edição discorreremos sobre o do uso do micro-
controlador MSP430, uma solução econômica para
o processamento digital de sinais, analisando suas
aplicações, seu funcionamento e alguns circuitos
práticos.

PROCESSAMENTO DIGITAL DE SINAIS


COM MICROCONTROLADORES
MSP430
A solução dada pelos DSPs para tar ao leitor uma solução intermediá- MSP430
o trabalho com sinais analógicos, pro- ria, um componente que justamente
cessando-os de forma digital, dá ao preenche essa lacuna. Os microcontroladores da família
projetista elementos sem limites para A Texas possui na sua linha de pro- MSP430, da Texas Instruments, reú-
o desenvolvimento de seus projetos, dutos a família de microcontroladores nem características que os tornam ide-
chegando ao ponto em que os de ultrabaixa potência MSP430, que ais para aplicações que envolvam o
microcontroladores comuns não al- atende aos requisitos de ser ao mes- processamento digital de sinais.
cançam. mo tempo um microcontrolador e fa- Além de ter uma capacidade de
No entanto, entre o microcontro- zer o processamento digital de sinais processamento de velocidade de acor-
lador comum e o DSP existe uma la- com eficiência, pois possui um do com as necessidades desse tipo
cuna importante que deve ser anali- conversor ADC já integrado. de circuito quando aplicado na indús-
sada e que oferece soluções interes- Com os microcontroladores desta tria, controle, automação ou meca-
santes para quem não deseja usar um família é possível desenvolver muitas trônica, ele já inclui um conversor
DSP especificamente (quer por razões aplicações que, de outra forma, seri- analógico-digital de 12 ou 14 bits e
de custo/benefício, quer por não do- am mais facilmente obtidas com o uso recursos para interfaceamento fácil
minar as suas técnicas de projeto), de DSPs, mas que ao mesmo tempo com circuitos externos de controle.
mas por outro lado não pode usar um não são tão complexas a ponto de Nesta família os dispositivos pos-
microcontrolador comum pelo fato de exigir esta solução. suem diferentes conjuntos de funções,
não ter as características necessári- A grande vantagem é então possi- que permitem dirigir seu uso para vá-
as ao processamento digital de sinais, bilitar ao desenvolvedor a viabilidade rias aplicações.
ou ainda por não dominar as técnicas de usar microcontroladores (com os Dentre elas, destacamos:
envolvidas. quais a maioria está mais familiariza- . Medidas de grandezas físicas em
Em função disso, a nossa idéia da) e ao mesmo tempo trabalhar com geral, tais como corrente, consumo,
com esta série de artigos é apresen- o processamento digital de sinais. temperatura, pressão, nível, etc.

SABER ELETRÔNICA Nº 34~/JULHO/~001 21


· Instrumentos portáteis de Device
Flash
ROM1
RAM
LCD
I/OKB
OTP
8-/16-bit 4
Ports
Port
Peripherals
256
15-bit
512
512
256 KB
2PO
driver
16
216
32KB P1
1KB
KBLow-Power
KB60
Timer]ort48
16
&
WatchdoglTimer
bytes
84-segment 41P2
8512
32
Timer]ort
LCD KB1CC
KBKB
driver 4824UART
2
16
12
32
24 KB
KB
KB HW
51220 48
20
SOP,
bytes
64 SOP,SSOP
SOP
640FP
56 SSOP
OPF, PLCC56 SSOP
1000FP
TSSOP
TSSOP
16-bit
16-bit
128 Timer_A,
Timer_A.
8-/16-bit
bytes512
120-segment
Analog
15-bit128
256 Timer_Port
Timer_A.
Watchdogrrimer
WatchdoglTimer
Comparator_A,
Timer_B, 256
37
bytes
LCD
bytes
bytes 3driver
CC bytes
bytes
CC/shadowregisters
registers
64 or 92-segment
re/erences20Pins/Pachage
registers
P430P315'
P430F147
430P337
Low-Power
Analog
16-bit A' medida
Low-Power UART
UART
Comparator
Timer_B, _A,HW
HW re/erences
3 CC/shadow 12-bit,
registers I/O Ports
14-bit
Port
16x16
8x8 to
USART, HW
HWPO
12-channel
Analog
UART/SPI
HW PO-P4
16x16ADC
MPY/MAC
HW MPY/MAC
UART/SPI
high-speed
Comparator_A,
USART, capabilities
UART/SPI -1/0I/O Ports
capabilities
- ADC Two
re/erences
Ports P1-P6
capabilities
HW 8x8 HW
to
P1-P6
12-bit,
USART,
· Equipamentos médicos
· Equipamentos esportivos
· Aplicações domésticas
· Sistemas de segurança.
A família de microcontro-
ladores MSP430 é formada
pelos dispositivos dados na
tabela ao lado.
Analisemos as principais
características dos microcon-
troladores desta família para
que a partir da próxima edi-
ção possamos iniciar nossa
série de circuitos práticos que
os utilizem:

a) Arquitetura
Uma das razões da gran-
de popularidade do MSP430
é a ortogonalidade de sua
arquitetura. Este termo, em
ciências da computação sig-
nifica que uma instrução de
operando único pode usar
qualquer modo endereçável
e que qualquer operando
duplo pode usar qualquer
combinação de modos de
endereçamento de fonte e
destino. Na figura 1 temos
uma representações gráfica
desta arquitetura.
O oposto da arquitetura
ortogonal é a não-ortogonal
mostrada na figura 2. Nela,
qualquer instrução pode usar
somente uma parte dos mo-
dos de endereçamento exis-
tentes.
A arquitetura do MSP430
inclui sete possibilidades de
endereçamento para seus 'UV-EPROM (E) versions avaliable for prototyping - PMS430E112, PMS430E315, PMS430E325A and PMS430E337A
operandos. Quatro delas são
implementadas na CPU, duas resul-
Address Modes Source
tam do uso do Contador de Programa
(PC) como registro e mais uma que
pode ser atribuída ao se indexar um
registro que sempre contenha zeros
(Status Register).
Na figura 3 temos uma represen-
tação da poderosa CPU de 16 bits do
MSP430 onde se destaca a arquitetu-
ra (Reduced
RISC /nstruction Set
Computer). Address
O conjunto de instruções do Modes Instructions
MSP430 possui apenas 27 instruções Destination
básicas no seu cerne e, para facilitar
uma programação mais intuitiva, mais
Figura 1
24 instruções emuladas de modo a

22 SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001


rupção ou reset ocorre. Isso permite
Address Modes Souree
que o processador permaneça num
estado de espera de baixo consumo
por um tempo mais longo economizan-
do energia.
Outro recurso é um circuito a pro-
va de falha (faí/safe), que permite ao
processador entrar em operação usan-
do o OCO mesmo quando o cristal dá
defeito. Isso significa que se o cristal
falhar ou mesmo se estiver ausente,
Address
Instruetions o processador ainda assim poderá ini-
Modes
ciar o processamento do código. Essa
Oestination
característica permite que o MSP430
Figura 2
seja empregado em projetos que não
precisam de cristal, reduzindo o custo
simplificar o processo de de geração rar para o sistema um padrão de alta final do projeto.
de código. freqüência preciso.
Esta combinação de instruções Algumas vantagens do uso do c) Outras características
RISC e emuladas minimiza o espaço cristal de 32 kHz são o baixo custo e · Faixa de tensões de alimentação: 1,8
de código ao mesmo tempo que sim- a possibilidade de se fazer a divisão a 3,6 V para os MSP430 com flash.
plifica a programação. do tempo em tempo real com um sim- · Baixa Corrente de operação: 1,6 IJA
Todas essas instruções podem ser ples contador, além de não haver a a 4 MHz com 2,2 V (modo standby)
trabalhadas com os 7 modos de ende- preocupação com um /ayout de placa e 200 IJAa 1 MHz com 2,2 V ( modo
reçamento do MSP430. para altas freqüências. ativo).
Não existem instruções especiais O MSP430, que possui memória · Programação serial on-board.
ou modos necessários ao trabalho flash, inclui um FLL interno que regu-
com a RAM, os periféricos, a CPU, os la automaticamente a feqüência do d) Consumo
registradores ou qualquer outra parte sistema para um valor múltiplo da fre- As versões de menor quantidade
do MSP430. Esta característica au- qüência do cristal. de pinos do MSP430, tais como as
menta enormemente a eficiência do Uma característica importante do famílias MSP430x11 e MSP430x11x1
conjunto de instruções e forma a base OCO é que ele tem a partida num tem- (20 pinos) combinam o baixo consu-
do projeto ortogonal do MSP430. po máximo de 6 IJsquando uma inter- mo, memória F/ash, RISC de 16 bits
A CPU contém 16 registradores no
seu cerne. Quatro deles são destina- MOS - memory data bus memory address bus - MAS
dos às funções dedicadas do Conta- ~ RO/PC - ProgramII Counter O F=t>
II
dor de Programa (PC), Registrador de
~ R1/SP - Staek Pointer
II II O~
Status (SR), Ponteiro de Pilha (SP) e
Gerador Constante (CG). ~ R2ISR - Status II
Reg I V I SCG11 SCGO I Ose II
Off I GIE I N I Z I C~

Os 12 registradores restantes de ~ R3/CG - Constant Generator ~


(16 bits) têm o emprego totalmente ~R4 II II ~
definido pelo usuário. Eles são regis-
~R5 II II ~
tradores de uso geral na CPU que
permitem a utilização tanto como pon- ~R6 II
II II
II ~
teiros variáveis quanto para outros ~R7 11 11 ~

dados a serem diretamente acessa-


~R8 11 11 ~

dos por ela sem necessidade de bus-


ca na memória. ~R9 II II ~
'r""""'V' R10
/l.......I'-.. II II ~
r--v'
b) Clock /l.......I'-.. R11
'r""""'V' II II ~
r--v'
Os módulos de c/ock do MSP430
'r""""'V'R12
/l.......I'-.. II II ~
r--v'
são totalmente programáveis possibi-
litando aos projetistas uma grande 'r""""'V'R13
/l.......I'-.. II II ~
r--v'
quantidade de opções. /l.......I'-.. R14
'r""""'V' II II ~
r--v'
O Digital Controller Oscillator ~R15 .. ~
16
(OCO) pode ser programado para pro-
porcionar ao sistema freqüências de 16
1 a 8 MHz os microcontroladores com RISC ALU + Shifter

memórias flash. Tipicamente, o


MSP430 necessita apenas de um cris- 16
Figura 3
tal externo de 32 kHz de modo a ge-

23
SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001
XIN XOUT Vcc Vss RST/NMI P1.0fTACLK P1.7fTA2

• I"'ACLK
•••••
"
JTAGI128/2568
8/0's
CClxA
t
interr.
TACLK
aliFlash with
'F':SRAM
RAM
••
ROM
•• 4KBMPT
On
Power- MAB,4 bit I
Reset SMCLK •••
Capability VO Port 1
Outx •••

MCB
Bus •••

t t t
TEST/
Vpp
Watchdog _
- Time,-A
.-
_
••
TACLK
conv
or _
.••••••
INCLK

CCI1 B _
Comparator
(11x1 only)
Input
MDB,4 bit
INCLK ••
VOPort2
81/0'5 ali
Multiplexer with
Tlmer 3CC Register ••• Outx RC filtered Q/P interr.
ACLK", 15/16 bit •• CCRO/1/2 ,-CClxA
Intenal Vref
OutO'"
Capability
SMCLK'" •• "CClxB
Analog switch CCIOB ••

P2.0/ACLK
P2.5/Rosc
P2.1/INCLK P2.4/CA1
Figura 4
P2.21CAOUT P2.3/CAO

com baixo custo. Esses dispositivos o cerne RISC pode operar em fre- vés do qual é possível perceber seus
consomem apenas 250 IJA no modo qüências de até 8 MHz, o que possi- recursos. O funcionamento completo
ativo, 0.8 IJA no modo standbye 0,1 bilita a execução da maior parte das do ADC pode ser encontrado no por-
IJAno modo oft(Retenção RAM). Com 27 instruções em ciclos de 125 ns. tal da Texas ou ainda na documenta-
memória flash/ROM de1 k a 4 k os pre- Dentre os dispositivos integrados ção disponível em artigo "Application
ços desses microcontroladores come- nos microcontroladores da família 11x Basics for the MSP430 14-Bit ADC"
çam em apenas 0,99 dólares (FOB e 11x1 temos o Timer_A de 16 bits onde se detalham todas as suas eta-
US) por unidade em quantidades OEM com três registradores de captura e pas com elementos que permitem o
(a Texas apregoa que esse dispositi- comparação, 14 I/O individuais para cálculo dos elementos externos como,
vo é o que tem a melhor relação cus- sinais, o sistema flexível de Clock, por exemplo, a fonte de corrente para
to/benefício do mercado). Comparador Analógico A (Analog os sensores, circuitos para sensores
Conforme mostra a seguinte tabe- Comparator_A) com referências (no de quatro fios, como expandir a fonte
la o MSP430 pode funcionar em cin- 11x1 somente). Watchdog/Timer e de alimentação, considerações sobre
co modos diferentes para economizar interface JTAG. zumbido e ruído em cabos de senso-
energia: O clock básico permite tempo de res longos e aterramento.
standby de até 128 segundos. Os ta-
Modo ativo I 400 IJA manhos da memória de dados e pro-
Modo de Baixa grama variam entre 1 e 4 k. FERRAMENTA DE
Potência (LPM 1) DESENVOLVIMENTO
(LPM2) e) ADC de 12+2 bits
Modo Standby (LPM3 Um dos pontos de destaque dos A ferramenta de desenvolvimento
Retenção RAM/Modo microcontroladores MSP430 e que MSP430 FET430X110 tem um custo
Oft (LPM4) I 0,1 IJA possibilita uma ampla gama de apli- de referência de US$ 49,00 FOB US,
cações no processamento digital de encontrada em diversos distribuidores,
Na figura 4 temos um diagrama de sinais é o seu conversor analógico-di- tais como a Avnet Brasil (5079-2150),
blocos para os microcontroladores da gital de 14 bits. Na figura 5 temos o Insight Brasil (5506-6501) e
família MSP430x11 (1). diagrama de blocos desse ADC atra- Panamericana Arrow (3613-9332).
24 SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001
MICROCONTROLADORES MSP430

MICROCONTROLADORES DE BAlXíSSIMO CONSUMO.

Com o objetivo de proporcionar à equipamen-


tos portáteis e sistemas integrados a
maximização de uso, aonde a extensão da
vida útil de uma bateria é altamente bem-

vinda, a Texas Instruments lança uma nova


família de microcontroladores RISC de 16 bits

de baixíssimo consumo (350uA no modo


ativo e 1,5uA em standby). Esta nova família,
MSP 430x11x, é o mais recente membro da

linha MSP 430, sendo indicada para


aplicações como medidores de energia e
vazão, multímetros, alarmes e outros

aplicativos aonde a conservação da bateria é


de extrema importância.
Esses microcontroladores operam em

frequências até 8 Mhz, possuindo um

conjunto básico de 27 instruções, sendo a


maioria delas executadas em apenas um ciclo
de 125ns. Entre os periféricos, destacamos
timer de 16 bits com 3 geradores de
captura/comparação, 14 E/S, timer-watchdog
de 16 bits e interface JTAG.

Para maiores detalhes e baixar o datasheet, visite a nossa página na web. :

httO://[Link]/docs/prod/folders/orinl/msp430f11 [Link]

Texas Instruments, tel: (Oxx11 5506-5133) Website: [Link]


Distribuidores: Avnet : (Oxx I1 5079-2150) Insight : (Oxx I I 5505-650 I) e Panamericana/Arrow (Oxx 11 3613-9300)
Figura 5
AVee Offset

SVee

Rex
SVee Switeh

0"-
~ACTL.12(Pd) ACTL.1 (Vref)
A Vee/2
Generator
Cane.

I D ~
Rext ~ Range 16C
MUX

-+
~O'75SV"
PD
c Resistor
-. 0""0 •••.
vHTTTTT Capacitor
Deeoder 0""0 •••. Array
e +-ACTL.6,7
.~.
•••• VL

AGND
1:4 b +- ACTL.8
(CSofl)

A
B

.~
I
~
I
t
Delay

(AVss)
~.
ACTL.9, 10(Range)~' L -h }2
ACTL.11 (Auto)-+ Sueeessive Approximation
AO
A1~' Register
ACTL.O(SOC) -+
A2 8:1
Inpu~--T.-~-'_I-Z-~-'-r.-
t -U-I ..... - - - - . EDC
A3~ 0""0
A4
AS Input 112
A6 MUX •• ACTL.2.4 (Ax) I ACTL 14
A7 11,/2 ••
•• ACTL.5 (None)
13,/4 ••
I ACTL 13
SAR.13 SAR.O MCLK
ACTL.14 ACTL.O
A7 - - -

Input Bufler AIN


- -IAO

b
AEN.0-7

Input Buffer Enable AEN


1------
Output Bufler ADAT
t------t
Control Register ACTL

E8 f\1DB 0-7 28 MDB 0-7 %16

É claro que o leitor habilidoso e que NT4.0. Entretanto, para aqueles que
possua recursos para isso poderá queiram conhecer melhor esta ferra-
montar essa ferramenta, cujo diagra- menta de desenvolvimento não é ne-
ma é ilustrado na figura 6. cessário adquirir o Kit de Emulação
O kit MSP FET430X110 é forma- ou mesmo esperar os próximos arti-
do por documentação básica, um CO- gos desta série, pois o software de de-
ROM com o software de emulação e senvolvimento e simulador pode ser
uma placa de emulação com um baixado do portal da Texas na Internet,
soquete ZIF para instalação de dispo- no endereço [Link]
sitivos MSP430F1121 com memória msp430reg.
Flash e um cabo para conexão ao PC. Com ele instalado no computador,
Os leitores interessados em mais in- você pode fazer algumas simulações
formações sobre esta ferramenta e os interessantes familiarizando-se com
próprios microcontroladores desta sé- o potencial dos microcontroladores da
rie, poderão obter vastíssima docu- família MSP430, e até mesmo desen-
mentação no endereço http:// volver um relógio em tempo real com
[Link]/sc/msp430 . a criação de um mostrador líquido "que
O software de desenvolvimento é funcional" e que ficará disponível na Componentes do kit básico.
compatível com o Windows 95, 98 e tela de seu computador para informar

26 SABER ELETRÔNICA NQ342/JULHO/2001


as horas de modo preciso. Outro pro- montar e linear o código fonte. Você Exemplo em Linguagem C:
jeto que já pode ser desenvolvido no pode ver o código fonte elieando 12. Inicie o Workbench (START-
simulador desta ferramenta é um LED duas vezes Common Sources e >PROGRAMS->IAR SYSTEMS-
Piscante, que será justamente o LED então elieando duas vezes no >IAR EBEDDED WORKBENCH
da placa de desenvolvimento para arquivo Fet_1.s43 na janela FOR MSP430 KICKSTART->IAR
quem já a possui. FeC [Link] EMBEDDED WORKBENCH)
4. Assegure que C-SPY esteja 13. Use FILE>OPEN para abrir o
a) LED Piscante configurado corretamente arquivo de projeto em 430-
Damos a seguir o procedimento (PROJECT->OPTIONS, C-SPY); >FET _examples->C-Fet_1-
para se obter em Assembler um LED 5. SETUP, DRIVER, Flash Emulation >Fet_1.prj
piscante no FET, e depois em lingua- Tool (parallel) 14. Use PROJECT->BUILD ALL para
gem C. A listagem para esta simula- 6. SETUP, CHIP DESCRIPTION compilar e linear o código fonte. Você
ção pode ser baixada do site da Texas $TOOLKIT_DIR$'cN430\msp430_11 [Link] poderá ver o código fonte elieando
ou da Saber. É necessário instalar o 7. PARALLEL PORT, PARALLEL duas vezes em Common Surces e
software em seu PC PORTLPT10uLPT20uLPT3 então elieando duas vezes no
8. Use PROJECT->DEBUGGER para arquiivo Fet_1.c na janela Fet_1.prj
Em Assembler: iniciar C-SPY. C-SPY vai apagar o 15. Assegure que o C-SPY esteja
1. Inicie o Workbench dispositivo FLASH e então carregar corretamente configurado
(START>PROGRAMS>IAR o arquivo objeto da aplicação (PROJECT->OPTIONS, C-SPY)
SYSTEMS>IAR EMBEDDED 9. No C-SPY use EXECUTE->GO 16. SETUP, DRIVER, Flash
WORKBENCH FOR MSP430 para iniciar a aplicação Emulation Tool (parallel)
KICKSTART->IAR EMBEDDED 10. No C-SPY, use o FILE EXIT para 17. SETUP, CHIP DESCRIPTION,
WORKBENCH) sair de C-SPY $TOOLKIT_DIR$'cN430\msp430_11 [Link]
2. Use FILE>OPEN para abrir o 11. No Workbench use FILE EXIT 18. PARALLEL PORT, PARALLEL
arquivo de projeto em para sair do Workbench PORT, LPT1 ou LPT2 ou LPT3
430>FET _examples->Assembler- Parabéns! Você desenvolveu e 19. Use PROJECT->DEBUGGER
>Fet_1->FET _1.prj testou sua primeira aplicação para iniciar o C-SPY. O C-SPY vai
3. Use PROJECT->BUILD ALL para usando o MSP430F1121 ! apagar o dispositivo FLASH e então

Figura 6

C8
100 nF

*
ML10
II external supply voltage:
• not assembled remove R11 and add R10 (O ohm)
remove R8 and add R9 (O ohm)

SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001 27


- .< '-:-' . :."".-
- __ ,_.; .~ .. -. - ..-.
_' - '.":_0 -.,.,-"-.",,,-
__ .0 ... __ :., .'•.•. < ..•

KIT PARA MICROCOI\ITROLADORES


805.1><·······

KiT pARA dESENvolviMENTO dE pROTÓTipos COM MicROCONTROlAdoRES dA ATMEl


COMPATíVEl COM 8O~1/8051.
IdEAl pARA ApRENdizAGEM dE HARdwARE, liNGUAGEM C E ASSEMbIER:

, USA o MicROCONTROlAdoR AT89S8252 (ATMEl) 100% COMPATíVELCOM A fAMíliA 8051.


, PROGRAMÁVEl NO pRÓpRio ciRcuiTO viA INTERfACE PARALElA.
, SAídA SERiAl RS'B2.
, ENTRAdA COM ChAVES Push BUTTON.
, 8K dE MEMÓRiA FlAsh.
, 2K dE MEMÓRiA E2PROM
Tela do aplicativo.
, 256 ByrES dE MEMÓRiA RAM
,n PORTS dE I/O
o klt é composto de:
, POdE SER USAdo COMO PROGRAMAdoR.
carregar o arquivo objeto da aplica-
.• Placa programadora
ção.
.• D;spJay LCD 2 Unhas
20. No C-SPY use EXECUTE->GO
.• Documentação em 2 disquetes
para iniciar a aplicação
,'nglês}, com exemplos de
21. No C-SPY use FILE-EXIT para
sair do C-SPY programas emassembJer e
22. No Workbench use FILE-EXIT Unguagem C
.• Cabo de programação ,'SP}
para sair do Workbench .
.• Instruções para instalação
Você conseguiu agora desenvolver
e testar uma aplicação do
MSP430F1121 em liguagem C.

b) Relógio em Tempo Real


Quando se instala o simulador, ele
cria na tela do computador um mos-
trador de cristal líquido. Este mostra-
dor pode ser usado não somente para
se visualizar os projetos em desenvol-
vimento, mas também para criar algu-
mas "montagens virtuais" interessan-
tes como, por exemplo, um relógio em
tempo real ou ainda um mostrador que Uma publicação
exiba mensagens na própria tela do
computador.
sobre o universo
O caso que damos a seguir é jus-
tamente do relógio em tempo real. do PC, feita por
Para este relógio a listagem do pro-
grama pode ser encontrada em nos-
&
quem já escreve
so site, [Link]
[Link] Uma outra listagem disponível sobre hardware
é dada a seguir criando uma mensa- Pc-Check
Consertamos o PC em 5 minutos
gem que, no caso, é MSP430. É claro
APAGÃO a muitos anos.
que outras frases podem ser feitas, in- DEFENDA-SE DA CRISE

clusive com movimento, dependendo COMPARATIVO DE NO-BREAKS

INTERNET
apenas do domínio que cada leitor
CONHEÇA
tenha das linguagens de programa-
ção. Visite nosso site e veja o índice
do conteúdo da edição nQ1 e

MAIS PROJETOS
/ g~~~C.l:
__

~
U~RAOPC

.",
.A " ~
.. NDO
EM BANDA~:RC4lgÃSO
~
~

' mais uma matéria completa


sobre MODEMS
~,~rJ~ ~"
A partir da próxima edição mostra-
remos alguns exemplos práticos de
~g~I~A~~~
PC
projetos utilizando microcontroladores
da família MSP430 .• \IV\IVVV. revista pcecia. com. br
28 SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001
INFORME PUBLlCITÁRIOl

INTRODUÇÃO AO
TM

PARTE I

A partir desta edição, será apresentada a


série de artigos de introdução ao LABView

O QUE É O LabVIEW? sitivos de aquisição de dados. O para uma grande variedade de apli-
LabVIEW também dispõe da possibi- cações necessárias.
o LabVIEW é uma linguagem de lidade de conectar sua aplicação a
programação gráfica que utiliza ícones Internet, usando o servidor LabVIEW
ao invés de linhas de texto para criar e softwares padrão como TCP/IP POR QUE UTILIZAR O LabVIEW?
aplicações. networking e o Active-X.
Ao contrário de linguagens de pro- Utilizando o LabVIEW, você pode O LabVIEW possibilita a constru-
gramação baseadas em texto, nas criar aplicações compiladas de 32 bits, ção de sua própria solução para sis-
quais instruções determinam a execu- o que permite uma execução em alta temas de engenharia e científicos. O
ção do programa, o LabVIEW utiliza velocidade para aquisição de dados, LabVIEW é uma linguagem de progra-
programação por fluxo de dados, na testes, medições e soluções de con- mação poderosa que proporciona fle-
qual os dados determinam a execu- trole. Também é possível criar progra- xibilidade e representação sem dificul-
ção. mas executáveis e bibliotecas compar- dade e complexibilidade.
No LabVIEW, a interface do usuá- tilhadas como DLLs, porque o O LabVIEW permite que seus usu-
rio é construída através do uso de um LabVIEW é um verdadeiro compilador ários programem, de maneira mais
conjunto de ferramentas e objetos. A 32 bits. rápida, instrumentação, aquisição de
interface do usuário é conhecida como O LabVIEW contém uma bibliote- dados e
o painel frontal. Para controlar os ob- ca de referência compreensiva para
jetos do painel frontal basta adicionar coletar dados, análise, apresentação
códigos utilizando representações grá- e armazenagem. Ele também inclui
ficas de funções. O diagrama de blo- um programa tradicional de desenvol-
cos contém estes códigos. Se organi- vimento de ferramentas. É possível
zado corretamente, o diagrama de blo- regular breakpoínts, execução anima-
cos assemelha-se a um fluxograma. da e execução passo a passo atra-
Pode-se adquirir diversas ferra- vés do programa para excluir falhas
mentas adicionais de software, possi- (debug) e desenvolver programas ra-
bilitando o desenvolvimento de aplica- pidamente.
ções específicas. Todas as ferramen- O LabVIEW também proporciona
tas integram-se perfeitamente com o numerosos mecanismos para conexão
LabVIEW. Maiores informações sobre a códigos externos ou outros
essas ferramentas podem ser encon- softwares através de DLLs, biblio-
tradas no síte [Link]/labview. tecas compartilhadas,
O LabVIEW está totalmente inte- ActiveX, entre outros.
grado para estabelecer comunicação Além disso, diversas
com hardwares como o GPIB, VXI, ferramentas adicionais
PXI, RS-232, RS-485, além de dispo- podem ser utilizadas

SA8ER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001 29


INFORME PUBLlC1TÁRIO

controle de sistemas. Fazendo uso do ves push-buttons, dials e outros dis- ficar objetos do painel frontal e do
LabVIEW para prototipar, projetar, tes- positivos de entrada. Controles simu- diagrama de blocos.
tar e implementar sistemas de lam instrumentos de dispositivos de
instrumentação, é possível reduzir o entrada e fornecem informações para
tempo do desenvolvimento de siste- o diagrama de bloco do VI. Os indica-
mas e aumentar a produtividade de fa- dores são gráficos, LEDs e outros
tor 4 para 10. displays. Os controles simulam dis-
O LabVIEW também se beneficia positivos de saída e exibem informa-
através da ampla base de usuários e ções adquiridas ou generalizadas no
pela suas experiências retomadas ao diagrama de blocos.
longo de anos de aplicação e pelas
poderosas ferramentas adicionais dis-
poníveis. Finalmente, o suporte técni- Diagrama
co da National Instruments e a Zona de Blocos Selecione Window»Show Tools
de Desenvolvimento asseguram um Palette para exibir a palheta de Fer-
ótimo encaminhamento de suas solu- Depois de construir este painel ramentas. É possível mover a palheta
ções. Maiores informações podem ser frontal, adiciona-se os códigos utilizan- de Ferramentas para qualquer lugar
obtidas através dos sites [Link]/ do representações gráficas de funções na tela.
support ou ainda [Link]. para controlar os objetos do painel
frontal. O diagrama de blocos contém
o código de origem gráfica. Os obje- Controls Palettes
COMO FUNCIONA O LabVIEW? tos do painel frontal aparecem como (Palheta de Controles)
terminais no diagrama de blocos; não
Os programas do LabVIEW são é possível apagar um terminal de con- A palheta de Controles está dis-
chamados de instrumentos virtuais, ou trole a partir do diagrama de blocos. ponível somente no painel frontal. Ela
Vis, porque a aparência e funciona- O terminal desaparece somente de- contém controles e indicadores do
mento destes imitam instrumentos fí- pois de apagar o objeto corresponden- painel frontal utilizados na criação da
sicos, como osciloscópios e te ao mesmo no painel frontal. interface do usuário. Selecione
multímetros. Utilizam funções que Todo controle ou indicador no pai- Window »Show Control Palette ou
manipulam a entrada, desde a nel frontal tem um terminal correspon- clique com o botão direito na área de
interface de usuários ou outras fontes, dente no diagrama de blocos. Além trabalho do painel frontal para
e exibem tais informações ou as mo- disso, o diagrama de blocos contém visualizar a palheta de Controles.
vem para outros arquivos ou ainda funções e estruturas provenientes da
outros computadores. biblioteca de referência do VI
LabVIEW. Fios conectam cada um dos
Um VI contém os seguintes com- nós no diagrama de blocos, incluindo
ponentes: controles e terminais indicadores, fun-
Painel Frontal- Funciona como a ções e estruturas.
interface do usuário.
Digrama de Bloco - Contém o
código de origem gráfica do VI que Palhetas
define a funcionalidade deste.
Painel de Conexões - Identifica As palhetas do LabVIEW permitem
o VI fazendo possível o uso dele em a criação e edição do painel frontal e
outro VI. Um VI em outro VI é chama- do diagrama de blocos.
do de subVI. Um subVI corresponde
a uma subrotina de linguagem de pro-
gramação baseada em texto. Tool Palettes
(Palheta de Ferramentas)

Painel Frontal A palheta de Ferramentas está


disponível no painel frontal e no dia-
O painel frontal é a interface do grama de blocos. Uma ferramenta é a
usuário do VI. É possível construir o maneira especial de operar o cursor Selecione Window»Show
painel frontal com controles e indica- do mouse. Quando uma ferramenta é Controls Palette para exibir a palheta
dores, que são os terminais de entra- selecionada, o ícone do cursor torna- de Controles. É possível mover a
da e saída interativos do VI, respecti- se o ícone da ferramenta. As ferramen- palheta de Controles para qualquer
vamente. Controles são botões, cha- tas são utilizadas para operar e modi- lugar na tela.

30 SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001


INFORME PUBLICITÁRIO I

Functions Palettes As palhetas de Controle e Função POR ONDE COMEÇAR?


(Palheta de Funções) contêm os seguintes botões de nave-
gação: Se você é um novo usuário do
A palheta de Funções está dispo- LabVIEW, utilize o manual Iniciação
nível somente no diagrama de blocos. ~ quia
Up - da
Eleva
palheta.
um nível da hierar- ao Lab VIEW e o Tutorial Lab VIEW
A palheta de Funções contém os ob- para ajuda e rápida iniciação. O
jetos que podem ser utilizados para Tutorial LabVIEW apresenta o ambi-
programar os Vis, tais como aritméti- I _~(
~ J
modo de(Busca)
Search busca da
- palheta.
ModificaNoo ente do LabVIEW.
co, instrumentos 1/0,arquivo I/O e ope- modo busca, é possível realizar bus- O manual Iniciação ao LabVIEW
rações de aquisição de dados. Sele- cas baseadas em texto para localizar ensina como construir Vis para aqui-
cione Window »Show Functions controles, Vis ou funções na palheta. sição de dados, controle de instrumen-
Palette ou clique com o botão direito tos e como corrigir seus erros. Tam-
na área de trabalho do diagrama de bém ensina como usar Exemplos de
blocos para visualizar a palheta de o~ ~OPtions
I ÇI~ liza a caixa Function
(Opções) Browser
- Disponibi- Funções e Características e Soluções
Funções. É possível mover a palheta Options, na qual é possível configurar DAQ.
de Funções para qualquer lugar na a aparência da palheta. As atividades deste manual podem
tela. ser completadas em aproximadamen-
Fluxo de Dados te 90 minutos.

O LabVIEW segue um modelo de


fluxo de dados para rodar um VI. Um Tutorial LabVIEW
nó no diagrama de blocos executa
quando todas as entradas neste nó Use este tutorial para aprender
estão disponíveis. conceitos básicos do LabVIEW. Este
Quando um nó completa a execu- tutorial é um guia que através de di-
ção, ele disponibiliza os dados para versas atividades torna você familiari-
seus terminais de saída e transporta zado com programação gráfica. O
estes dados para o próximo nó esta- acesso ao Tutorial Lab VIEW é feito
belecido pelo fluxo de dados progra- selecionando Help»Contents and
mados. Index ou clicando no botão LabVIEW
Tutorial na caixa LabVIEW demons-

II DBL II

II DBL II 1

II DBL II

Navegando nas palhetas de


Controle e Função
II DBL II 2
II DBL II
Use os botões de navegação nas
palhetas de Controle e Função para
navegação e busca para controles,
Vis, e funções. Quando você clica em II DBL II
um ícone da subpalheta, toda a

rV
palheta muda para a subpalheta sele-
cionada. Também é possível clicar,
com o botão direito no ícone VI na
palheta e selecionar Open VI a partir II DBL II +_~_,
110.001 ~e? >11 DBL II 3
do menu de atalho para abrir a VI. Fluxo de Dados

SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001 31


trada na ilustração (tela inicial do
tutoria!.
As atividades do LabVIEW Tutorial
New VI . 'iL;oi
podem ser completadas em aproxima-
damente 15 minutos. OpenVJ :=B
Após o término do LabVIEW Tuto-
rial, continue com as atividades neste
DAQ Solutions .. c< ]

manual para aprender como construir Quick Tip:


programas de LabVIEW para instru- You can view the Controls and Functions palette menus as icons 01 text. To Search Examples .~
set l'0ur palette displal' mode. select the Options button in the Contrais or
mentos 1/0, aquisição de dados e con- Funcoons palette.
trole. LabVIEW Tutorial ]

RECURSOS DE Small Dialog Large Dialog


SUPORTE TÉCNICO
Telainicialdotutorial
Suporte na WEB
O suporte na Web da National Suporte
Instruments é a primeira opção para Integração do Sistema A National Instruments tem escri-
solução de problemas e questões de Se você tem restrições de tempo, tórios espalhados por todo o mundo
instalação, configuração e aplicação. limitações de recursos técnicos na sua para proporcionar todo o suporte ne-
A solução de problemas e diagnósti- empresa ou outro dilema, poderá op- cessário. O acesso aos escritórios lo-
cos on-line incluem um histórico das tar pela utilização de uma empresa de cais é feito através do site principal
perguntas mais freqüentes, guia para consultoria ou por um integrador de [Link].
solução de problemas específicos, sistemas. Este site disponibiliza informações
manuais, drivers e softwares, entre ou- Você pode contar com um desses como suporte telefônico, endereços de
tros. O suporte da Web encontra-se especialistas que estão disponíveis e-mails e eventos. Se você procurou
disponível na seção de Suporte Téc- numa rede mundial através do Progra- recursos para suporte técnico nesse
nico atualizado em [Link]/ ma de Aliança. Para saber mais sobre site e ainda não encontrou a resposta
support. soluções de integração dos membros que necessita, entre em contato com
do Programa de Aliança, visite a se- o escritório local em São Paulo atra-
ção de Integração de Sistemas no site vés do te!.: (11) 284-5011 ou pelo site
Developer Zone da National [Link]. [Link]/brasil. ~ •
Instruments
O Developer Zone da National
Instruments encontra-se disponível no
endereço [Link]/zone e é um
recurso essencial para a construção
de sistemas de medição e automação.
Através do Developer Zone da NI, é
possível acessar os últimos exemplos
de programas, configurações do sis-
tema, tutoriais e novidades técnicas,
além de uma série de programas de-
senvolvidos e toda a técnica utilizada
em cada um deles.

Treinamento ao Cliente
A National Instruments proporcio-
na alternativas para satisfazer as ne-
cessidades de treinamento, desde
tutoriais de auto-aprendizado até
vídeos e CDs interativos para instru-
tores que conduzem cursos por todo
o mundo. Visite a seção de treinamen-
to ao cliente no site [Link]/brasil
para consulta on-line da grade de cur-
sos e agenda.

32 SAB~R RETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001


o tema do momento envolvendo a) Dicas para economia de ener- ECONOMIZANDO ENERGIA
energia elétrica é a crise de forneci- gia (energia é dinheiro)
mento e geração por que passamos. b) Veja quando você pode ganhar Uma outra página da Internet que
Com a ameaça de racionamento e economizando energia elétrica discute o problema da economia de
apagões, todos os que dependem de c) Programa Nacional de Ilumina- energia com ênfase na iluminação e
energia elétrica estão preocupados. ção Pública Eficiente (RELUZ). até com a sugestão de um plano de
Para os nossos leitores a preocupa- O objetivo do PROCEL é ação para colocar essa economia em
ção é maior, pois dependemos da ele- promover a racionaliza- prática, é encontrada em:
tricidade para nossa atividade profis- ção dos meios de ge-
sional. Dessa forma, pesquisar modos ração de energia elé- [Link] com. br/econom izan-
de reduzir o consumo, já que essa é trica e consumo, eli- do/condomin ioresidencial. htm
uma das maneiras de se tentar supe- minando os desperdí-
rar o problema, é justamente uma pre- cios. Este órgão foi cri- Este texto é da CEB ( Com-
ocupação geral. Daremos então, nes- ado em 1985 pelos Mi- panhia Energética de Brasília),
ta edição, uma boa quantidade de nistérios de Minas e cujo portal pode ser acessado a
portais e páginas que tratam especifi- Energia e da Indústria e partir de:
camente deste assunto. Como o pro- Comércio, sendo gerido por
blema tem um destaque em nosso uma Secretaria Executiva [Link]
país, a quantidade de documentos em subordinada à Eletrobrás. Em
português é muito grande, o que pode 1991 ele foi transformado em
facilitar bastante aos leitores interes- Programa de Governo. DICAS DA ATLAS SCHINDLER
sados em obter informações importan-
tes para sua empresa, seu próprio uso Esta empresa, que fabrica eleva-
ou para informar aos seus clientes. DICAS DE ECONOMIA ELEKTRO dores e escadas rolantes, dá na pági-
na cujo endereço está abaixo, dicas
Duas páginas sobre dicas para para diminuir o consumo justamente
PROCEL economia de energia, sendo uma para com escadas e elevadores. Segundo
residências e outra para comércio e a Atlas Schindler existem procedimen-
Esta é a sigla do Programa Nacio- serviços, poderão ser acessadas a tos simples que podem ajudar a eco-
nal de Conservação de Energia Elé- partir da seguinte página: nomizar energia elétrica e ser
trica, talvez o portal mais interessan- adotados em condomínios, shop-
te sobre o assunto. A página de aber- [Link] bl ical pings, prédios comerciais e outros.
tura do portal mantido pela Eletrobás html/[Link]
está em: [Link]
A página é mantida pela Elektro -
[Link] roce Ii

Três ícones se destacam nesta


Eletricidade de Serviços, que é uma
distribuidora de energia que atende
diversas cidades de uma vasta região
Seguran%C3%A7a-Dicas
[Link]/web/Main- ..
••
~ 8
~ ..•

fIG"·
;
página levando aos temas principais do interior do Estado de São Paulo. O
relacionados com o consumo de ener- site principal desta empresa fica em:
gia:

SABER ELETRÔNICA NQ 342/JULHO/2001


[Link]
",. •. 33
A página principal desta empresa
está em:
[Link]
Kgwebsao. nsf/webl defau It
I
o portal

ilnfonnaç.ão
Hotel
da hotelaria
Service
brasileira

Destaques
<.'

Eu v. as ér\tores que você cortou.

,[Link]:ã_o •..
~do--'--dia •• 43 o Congresso Nacional de Hotéis Compare seu hotel com as
,Produtos e ,Se,.."iç, traça amplo perfil do setor médias do mercado e
DICAS DE ECONOMIA lançarn~nt:Ds, avalie a eficácia do seu
•• Profissionalismo, Asseio e Conservação: o gerenciamento e a sua
DE ENERGIA competitividade
tripé da qualidade em hotelaria sob a ótica do
hóspede
Adquira aqui a Pesquisa Nacional:
Pe.-fil de Hotéis com diárias
Mantida por um órgão chamado de até R$ 100,00
"Informação", esta página dá acesso Cadastre aqui o e-maU dos Um estudo sobre taxa de ocupação e
características dos hotéis
a dicas de iluminação, instalação ( tes- gerentes de seu com as diárias mais econômicas
estabelecimento para que do Brasil
te de fugas de correntes), uso de equi- eles recebam informações
mais infom-lações
pamentos, uso do chuveiro, freezer e específicas de suas áreas.
geladeira, além de outras. O endere-
Notícias do dia
ço é: Cotações::: Câmbio

EUA investem em roteiros alternativos


[Link]
destaq uesl eletropau I01 Pilotos da Lufthansa
greve
devem retomar
• cacIãst~rícüfos
[Link] • oferecer vagas Explore as serras e as águas de Bonito
• corrsultarcurrículos Naco Fabrimar MultiDoor
O site é mantido por um serviço • consulta!_~~9as ••.• MAIS LANÇAMENTOS
Pedras·semiprel:iosas ainda brilham

de informações destinado a atender


principalmente a rede hoteleira. O por-
tal Hotel Service tem o seguinte en- LUTRON lHE WORlO !EAOER IN IIGHTI.G tONIROI SINtE 1961

dereço:
de diversos tipos, mantém uma pági- e explicações sobre a necessidade de
[Link] na na Internet em que apregoa a ne- se usar reatores de alto fator de po-
cessidade de empregar dimmers em tência nos tipos de lâmpadas circula-
sistemas de iluminação, inclusive para res de alto rendimento.
ECONOMIA DE ENERGIA PELA a economia do consumo de energia.
CEMIG A página em questão está em: [Link]
[Link]
A empresa responsável pela dis- [Link]
tribuição de energia elétrica em Minas whydim_port.html
Gerais através de sua área comercial INSTITUTO NACIONAL DE EFICI-
e de serviços, mantém na Internet Destacamos que esta empresa ÊNCIA ENERGÉTICA
uma página que fornece informações norte-americana mantém a página em
de um Manual do Consumidor com português. E que também possui O INEE é uma instituição não go-
dicas importantes sobre a economia dimmers para lâmpadas fluorescen- vernamental sem fins lucrativos, que
de energia. O endereço desta é: tes. reúne pessoas e instituições visando
fomentar a transformação e uso efici-
[Link] rpo rativol ente de todas as formas de energia.
[Link] DIGILECTRON O INEE atua como um fórum de co-
municação entre todos os que preten-
O manual, além de apresentar di- A Digilectron, que fabrica reatores dem otimizar o uso de energia. Na
cas sobre economia de energia, traz para lâmpada fluorescentes, mantém página abaixo temos informações so-
um curso para instaladores, trata do nesta página uma quantidade de in- bre este instituto e em "Sobre o INEE"
programa de economia de energia formações que alertam para o proble- pode-se acessar uma documentação
para áreas comerciais (com a metodo- ma do fator de potência no consumo completa a respeito da entidade fazen-
logia a ser adotada) e contém estu- de energia. É fornecida também uma do download do documento
dos de otimização energética setorial boa quantidade de informações sobre inee_por _zip.
como, por exemplo, em bancos. reatores para lâmpadas fluorescentes [Link]

DIMMER NA ECONOMIA DE
ENERGIA
. NAC/ON,AL
A Lutron, que fabrica dimmers para
controlar a intensidade luminosa de
lâmpadas em sistemas de iluminação
"'E' E
.... , .,'. ~"", ENfRGETJCA
DE EFIÇ/fNClA
iNSTITUTO

SABER ELETRÔNICA NQ 342/JULHO/2001


34
CRESESB

o Centro de Referência para Ener- W~-vin,dol.g U iaenerg ia. com. br "lIfI'


gia Solar e Eólica "Sérgio de Salvo ••âes.:ôrilomí):'íillta.dê.erelilCíaaile?'.~-.@>ljirne\~I8lferELêlIl!aSliesUa,eJ'lipi'êSa"""--
GRATIS l
Brito" foi criado no âmbito do Centro
de Pesquisas de Energia Elétrica
(CEPEL), uma empresa do grupo ta, simulação de redução de conta e retirada da rede. Para descobrir essas
Eletrobrás. A finalidade desse Centro cálculo do fator de potência. O ende- mudanças recomendamos o uso dos
é promover o desenvolvimento das reço da página é: mecanismos de busca, como o
tecnologias de uso da energia solar e Netscape, Google ou Altavista.
eólica. Como esta é uma alternativa [Link] u-
para o problema energético vivido em be/[Link]
nosso país, vale a pena dar uma olha- PORTAIS IMPORTANTES
da neste portal cujo endereço é dado Este clube exige que o usuário se
a seguir: associe, recebendo então uma senha Os portais dados a seguir são de
de acesso. grandes empresas eletrônicas. Neles,
[Link] os leitores podem pesquisar para ob-
ter informações sobre os seus produ-
Um link muito importante neste CABANO ENGENHARIA tos. Normalmente datas-sheets e mes-
portal é o que leva a todos os fabri- mo mecanismos de busca estão em
cantes de painéis solares (mais de Esta empresa tem um Estudo inglês.
20), como a Heliodinâmica, Siemens, Comparativo Sobre Consumo de
ASE, Solarex, Astropower e outros. Na Energia de Sistemas de Climatização Cyrix - [Link]
página cujo endereço é dado abaixo, para um edíficio comercial típico. O Ericsson Microelectronics
temos as características técnicas de documento, que pode ser acessado [Link]/E PIIBK/Access/
uma variedade muito grande de pai- na Internet, leva em conta justamente [Link]
néis solares, incluindo o rendimento, a necessidade de economia à qual Exar - [Link]
dimensões, peso, potência e tensão. precisamos nos adaptar nesta época. Fairchild Semiconductor
O endereço da página é: [Link]
[Link] Generallnstrument - [Link]
[Link] Goldstar ( LG Semicon)
Economia_de_Energia_1.htm [Link]/lge/
Hitachi Semiconductors
Um documento sobre um trabalho [Link]

E~ ~tlEE'-----
ANEEL
mais extenso pode ser baixado neste
mesmo site. Bastará clicar no final do
trecho no trabalho "Economia".
Hyundai - [Link]
IRC Semiconductors
[Link]/
Matsushita - [Link]
Motorola
A Agência Nacional de Energia UTILIDADE PÚBLICA [Link] [Link]/boo ks/htm li
Elétrica tem seu portal em: msg_index.html
Um outro documento interessante National Semiconductor
[Link] sobre a necessidade de se economi- [Link]/
zar energia é mantido por Fernando Panasonic
Em especial neste site destaca-se Lanci da Silva com o título acima. Nele [Link]/P IC
o link para a página "direitos do con- o autor dá sua opinião sobre a neces- Philips Semiconductor
sumidor" onde se pode acessar dire- sidade de se economizar energia. O [Link]/
tamente a Ouvido ria para reclama- endereço é: Samsung Semiconductor
ções, e o link que leva à legislação [Link]
básica e à legislação completa com [Link] .br/utilidade- Sanyo Semiconductor
todos os dispositivos constitucionais, publica/[Link] [Link]/index_e.html
Leis, Decretos e Portarias que regem SGS Thomson - [Link]
este tipo de atividade. Siliconix - [Link]
Observação: Sun Microeletronics
[Link]/sparc
[Link] Toshiba - [Link]/taec/
Os endereços indicados nesta se-
ção foram acessados entre a segun- V3 Semiconductor
Este é um site que apresenta um da quinzena de maio e o começo de [Link]
Guia de Energia com informações junho. Como a Internet é dinâmica, Western Digital - [Link]
grátis sobre economia de energia poderão ocorrer alterações nos por- Vamaha - [Link]
como, por exemplo, a análise da con- tais em que eles estão ou até a sua Zetex - [Link]

SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001 35


DIMMER COM
MICROCONTROLADOR
PIC 16F84
Alfonso Pérez

terna está habilitada e, portanto, este


Os dimmers são circuitos cuja finalidade é controlar a intensida- pino é dedicado a ela.
de de luz de uma lâmpada incandescente ou a temperatura de um A etapa de potência é formada por
um opto-diac MOC3010 e um TRIAC
elemento de aquecimento. Esse tipo de circuito normalmente usa
de 10 ampêres x 600 V. O LED, indica
TRIACs para manipular o ângulo de condução de cada semiciclo quando o TRIAC está conduzindo. É
da corrente alternada, uma vez que eles são semicondutores pró- importante que o cristal seja de 4 MHz
para se obterem os tempos de con-
prios para tal tipo de aplicação. Neste artigo apresentamos um
dução correta. Tenha cuidado com as
dimmer com microcontrolador. conexões ligadas à rede.

CIRCUITO E FUNCIONAMENTO o TRIAC entra em condução e a lâm- O PROGRAMA


pada alcançará o máximo de intensi-
Diminuir ou aumentar a intensida- dade. O interruptor 5, desenergiza o O programa começa realizando um
de do brilho de uma lâmpada é impor- circuito de corrente alternada. salto para o endereço etiquetado
tante em algumas aplicações. Para Para detectar a passagem por zero como "início". Nele, é selecionado o
controlar a potência luminosa de uma da tensão da rede são usados dois banco zero (O)da memória RAM para
lâmpada é preciso ter uma base de opto-acopladores 4N25, por serem realizar as configurações das portas.
tempo (timer') e um ponto de referên- mais fáceis de obter, mas pode ser A porta A é configurada como saída e
cia na corrente alternada. A detecção mudado o projeto para utilizar um aco- a porta B como entrada. O Registro
da passagem por zero é o ponto de plador único com dois diodos emis- de Opções também é configurado
referência mais usado no controle de sores internos. A saída dos opto-aco- neste banco. O bit "rbup"do Registro
potência de corrente alternada, ofere- pladores vai ao pino RBO/INT do PIC. de Opções permite configurar os
cendo um ponto de partida para reali- Este pino é usado como uma entrada resistores pull-up internos para a por-
zar a temporização e manusear o ân- ou saída de uso geral quando a inter- ta B. O bit "psa" assinala o contador
gulo de condução da meia onda de rupção externa é desabilitada. No para pré-escalar o timer Oe o bit "tOes"
corrente. Este programa tem por fina- caso deste circuito a interrupção ex- seleciona o clock do ciclo de instru-
lidade fazer o leitor entender como é
possível manusear as interrupções e LISTA DE MATERIAL
temporizações do microcontrolador
PIC16F84. A interrupção externa é Semicondutores: R4 - 180 Q a Y2 W
usada para detectar a passagem por Cl1 PIC16F84- microcontrolador
- Rs - 220 KQ a Y2 W
zero e o timer O é empregado para CI2 - MOC3010.- opto-diac Capacitores:
CI3 e CI4 - 4N25 opto-acoplador. C1-100nF
temporizar o ângulo de condução da
D1 - LED vermelho comum. C2 e C3-20 pF
corrente alternada.
TRC1 - TRIAC de 10A/600 V. C4 - 100 nF / 400 V
Este circuito possui dois pulsado- Resistores: Diversos:
res, um para aumentar (INC) e outro 81 - Interruptor.
R1 - 330 Q a 1,4 W
para diminuir (DEC)a intensidade lu- R2 - 1O KQ a 1,4 W 82 e 83 - Pulsadores.
minosa da lâmpada. Quando o circui- R3 - 220 Q a Y2 W X, - Cristal de 4 MHz.
to é conectado à fonte de alimentação,

36 SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001


zs
(\j
I Vcc
- -Iii:
-üOSC2
~
~VSS
10 R2
kQ
2 ~(f) 4N25CIS
1/2W UU ü
~
220 Q
-L
180 Q

1
<D
+ LÂMPADA
C>?
IN1C4
T RB3 4N25
CI4
Z
OSC1 <DU 16
RBO/ 11
R3
~ 16 ;/2 ~ NC 3 ~ 4
I "tuu v O R4

lC1

Circuito do DIMMER RS
220 kQ ENTRADA DA

1/2 W TENSÂO
ALTERNADA

ções como fonte de clock do timer O. po do timer o: Quando o microcon- na, o contexto do dispositivo é atuali-
Depois é selecionado o banco O de trolador PIC16F84 é interrompido por zado sobre a CPU e pode-se voltar
RAM, que é onde normalmente se tra- algum evento, o endereço onde se ao programa principal.
balha com dados. encontra o contador de programa é Quando uma interrupção externa
a registro marcado como "conta- armazenado na pilha e o contador de é solicitada pela detecção da passa-
dor" é inicializado com 3 e é usado programa é carregado com o valor gem por zero, o timer O é carregado
para armazenar o nível no qual é divi- 04H. Isso quer dizer que todas as ro- com o valor FEH e habilitado posterior-
dido cada semiciclo da corrente alter- tinas de serviço de interrupção devem mente para começar a contar.
nada. a bit "inte" colocado no Regis- ser encontradas a partir deste ende- a valor do registro "contador" é ar-
tro INTCaN permite habilitar ou reço. mazenado no registro etiquetado
desabilitar a interrupção externa e o Para saber qual fonte de interrup- como "tempor" para contar as interrup-
bit "gie" permite habilitar ou desabilitar ção chamou o controle do ções do timer O que são aceitas até
globalmente todas as fontes de inter- microcontrolador é necessário testar colocar em condução o TRIAC. Desta
rupção do PIC16F84. os bits de aviso de interrupção. De- forma podemos controlar o ângulo de
a programa entra em laço depois, pendendo do bit que está habilitado condução do TRIAC.
onde são testados permanentemente pode-se dar entrada à respectiva roti- A rotina de serviço de interrupção
os pulsadores INC e DEC para reali- na de interrupção. deve resetarseu bit de aviso cada vez
zar o controle sobre a intensidade de Na maioria dos programas, quan- que termina de atender uma interrup-
luz. Com estas teclas podemos con- do se atende uma interrupção é ne- ção. Note que, cada vez que o timer O
trolar 14 níveis sobre cada semiciclo cessário salvar o contexto do disposi- interromper, é necessário recarregá-
da tensão alternada de 60 Hz. A in- tivo. Para o PIC 16F84 os dois regis- 10 para que as temporizações tenham
tensidade de luz variará ao ser tros principais a salvar são o acumu- o mesmo intervalo de tempo. É impor-
incrementado ou decrementado o ân- lador (ou registro W) e o registro de tante considerar que o timer Otraba-
gulo de condução do TRIAC. estado. Note que a primeira coisa que lha em conjunto pré-escalar. Ao pro-
Uma parte muito importante no se faz neste programa ao atender uma gramar o microcontrolador, selecione
manuseio destes circuitos são as in- interrupção é salvar estes registros. o oscilador XT, reset ao ligar e
terrupções geradas pela base de tem- Quando a rotina de interrupção termi- desabilite o watchdog.

SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001 37


.***************************************
CÓDIGO-FONTE
goto int_timerO
LIST P=l6F84 movlw OFEH ;Rotina de
;interrupção externa.
TMRO 81h
6
2
1
Obh
3
5
85h
86h
4 equ
equ movwf TMRO ;Recarrega o [Link] O.
bcf INTCON,tOif ;Limpa o aviso de
;interrupção do
; timer O.
bsf INTCON,tOie ;Habilita o t~·merO.
bsf PORTA,TRIAC ;Desconecta o TRIAC.
movfw contador ;Move o "contador"
;para "tempor".
movwf tempor
;================================== bcf INTCON,intf ;Limpa o aviso de
z Oh 27
1h 1
2h 5
O
34
6
5H equ
equ
equ ;interrupção externa.
goto sai_interrup ;Pula para sair da
;interrupção externa.

int_timerO
btfss INTCON,tOif ;Testa se é a
;interrupção do
; timer O.
goto sai_int tO
decfsz tempor,r ;Decrementa o
;registro "tempor".
goto recarga_tO
bcf PORTA,TRIAC ;Conecta o TRIAC.
bcf INTCON,tOie ;Para o timer O.
goto sai int tO ;Pula para sair da
;interrupção do
; timer O.
sl equ 3
s2 equ 4 recarga_tO
;========================RAM movlw OFEH ;Recarrega o timer O.
r13 equ 15h movwf TMRO
r14 equ 16h bsf INTCON,tOie ;Habilita a
contador que 17h ;contagem no
tempor equ 18h ; timer O.
W_TEMP equ 19h
STATUS_TEMP equ 1ah INTCON,tOif ;Limpa o aviso de
interrupções do
,0************ PROGRAMA ********* ; timer O.
._-------~------------~----------
,--------------------------------
._---~------------------------
,----------------------------- sai_interrup
org OOH POP
,-----------------------------
0 -----------------------
SWAPF STATUS_TEMP, W
goto inicio ;Pula para o início do ;Intercambia nibbles no registro
;programa principal. ;e coloca o resultado em W.
,-----------------------------
0 -----------------------
MOVWF STATUS Move W dentro do
org 04H registro STATUS.
"-----------------------------
,-----------------------------
SWAPF W_TEMP, F ;Intercambia nibbles em
interrup ;Endereço de interrupções gerais. ;W TEMP e deixa o
;resultado W_TEMP.
SWAPFW_TEMP, W ;Intercambia nibbles em
PUSH ;W TEMP e deixa o
MOVWF Copia W no ;resultado em W.
registro W_TEMP. retfie ;Retorno de interrupções.
SWAPF STATUS, W Intercambia os
;nibbles de STATUS .**************************************

para serem salvos inicio


em W. ,.**************************************
MOVWF Salva STATUS para bsf STATUS,RPO ;Seleciona o banco
o registro ;1 da memória RAM.
STATUS_TEMP mov1w Offh ;Configura a porta
;B como entrada.
btfss INTCON,intf ;Testa se é a movwf TRISB
;interrupção externa. movlw OOh ;Configura a porta

38 SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001


;A como saída.
movwf TRISA
bcf OPTIONS, rbpu ;Seleciona pull-up
;na porta B.
bcf OPTIONS,psa ;Seleciona o
;pré-escalar para otimer O.
bcf OPTIONS,tOcs ;Seleciona o timer
; O com o clock de somente
;instruções.

bcf STATUS,RPO ;Seleciona o banco


;0 da memória RAM.

;========================================================
R$ 9,~ãais
( mai.s despesas llostats)
movlw 3 ;Carrega o "contador" com o valor 3.
movwf contador
bsf INTCON,inte ;Habilita a
E VOCÊ APRENDE
;interrupção externa. NA MELHOR
bsf INTCON,gie ;Habilita o bit ESCOLA DE PROFISSÕES
;global de interrupções.
PELO EXCLUSIVO
. ---------------------------------------
,--------------------------------------- .. SR - SYSTEM ..
Test_sl ( SELF REALIZATlON )
btfsc PORTB,sl ;Testa o pulsador INC.
goto Test s2 PROJETOS DE
CIRCUITOS ELETR{)NICOS (4 pgtos.)
Re_ta 1
decfsz r13,r ;Retarda alguns FORNOS MICROONDAS ( 3 pgtos.)
;milissegundos para ANTENAS COMUNS
;evitar ruído nos E PARABÓLICAS ( 4 pgtos.)
;pulsadores.
decfsz r14,r ELETR{)NICA INDUSTRIAL ( 5 pgtos.)
goto Re ta 1
movlwllH TV EM CORES ( 7 pgtos.)
;Compara se o
;"contador" chegou MINICOMPUTADORES E
; a llH. MICROPROCESSADORES (7 pgtos.)
subwf contador,w ;Se o "contador"
;chegou a llH então ELETR{)N/CA DIGITAL ( 8 pgtos.)
btfss STATUS,z ;pule a instrução ELETRODOMÉSTICOS E
;seguinte. INSTALAÇ6ES ELÉTRICAS
incf contador, r ;Incrementa o
BÁSICAS ( 8 pgtos.)
;"contador" .

.-------------------------------------------------------- PRÁTICAS DIGITAIS (10 pagtos.)


,--------------------------------------------------------
Test s2
PROMOÇÕES VÁLIDAS ATÉ 30/07/200J
btfsc PORTB,s2 ;Testa o pulsador DEC.
goto sai test_2
PRÁTICA DE CIRCUITO IMPRESSO
Re_ta 2 ( somente à vista)
decfsz r13,r ;Retarda uns milissegundos
;para evitar ruído nos
goto Re_ta_2 ;pulsadores.
decfsz r14,r
goto Re_ta 2
movlw 2H ;Compara se o
;'contador" chegou
;a 2.
subwf contador,w ;Se o "contador"
;chegou a 2 então
btfss STATUS,z ;pule a instrução
;seguinte.

:::~~:~~:~=~
decf contador, r ;Decremente o
; "contador" .

;Pule para voltar a testar.


~::::~~~~~~~~
CEP
i========================================================
END
Anote Cartão Cosulta n° 1022

SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001 39


-
TENDENCIAS DE MERCADO
EngO Marcelo Thalenberg
marcelo. thalenberg@[Link]

MERCADO DE COMPONENTES vendedores especializados. Diversas segmentos específicos,E-mail:


ELETRÔNICOS: PREÇOS E tentativas nos Estados Unidos tem evento@[Link]
TENDÊNCIAS sido feitas por várias empresas ofere-
cendo desde vendas a leilões rever-
Com a política brasileira do apagão sos de componentes pela Internet. EMPRESAS E PRODUTOS
muitos empresários estão gerando Um dos fatos interessantes detec-
novas oportunidades vendendo e tado por pesquisas é de que o pesso- Relé Eletromecânico ou Eletrônico?
anunciando produtos que economi- al de suprimento das indústrias ame- A Motorola anunciou uma nova fa-
zam energia elétrica, tais como inver- ricanas se utiliza dos sites para pes- mília de semicondutores denominada
sores de freqüência para motores,e quisa e informação, mas não para fe- Intelligent Power 8witches ou E-
outros analisam como terceirizar a pro- char negócios, pois prefere finalizar a 8WITCH, projetada para substituir
dução em pólos onde não haja racio- aquisição pessoalmente. relés com vantagens de peso, tama-
namento de energia como Manaus. Diversos fabricantes de equipa- nho e redução de custo nos módulos
O mercado americano de compo- mentos têm se utilizado destes canais automotivos com capacidade de até
nentes eletrônicos não apresentou para desovar o seu excesso de esto- 40 A. Os E-8WITCH foram projetados
grandes mudanças em relação ao mês que de componentes ou itens obsole- para controle de luzes, motores, inje-
anterior, embora "pontos fora da cur- tos com algum sucesso! ção e sistemas eletrônicos automoti-
va" como 26 semanas de prazo de en- vos. O novo CI é o MC33888, e se você
trega para um amplificador operacio- quiser saber mais visite o site da
nal de precisão ainda aconteçam. SEMINÁRIOS E WORKSHOPS Motorola.
Os dados da tabela abaixo foram PARA ENGENHEIROS DE Bluetooth: muito se fala sobre a
retirados do site [Link] PROJETOS nova tecnologia, mas poucos produ-
marshall. com/dynam ic/[Link] tos existem ainda; a National anunciou
e mostram os preços em U8$ pratica- Os fabricantes de semicondutores os chips LMX5250 e LMX5100 no con-
dos no mercado americano e prazos promovem seminários e workshops de gresso de Bluetooth em 5 de junho em
de entrega em semanas para outros componentes para engenheiros pro- Monte Carlo, com produção prevista
itens. Visite o site. jetistas, mas você tem sido convidado para o final do ano. Os dados e novi-
para algum evento? Não, então seu dades do congresso podem ser
nome não consta na base de dados vistos em: [Link]
B2B: ADQUIRINDO de engenheiros dos fabricantes e seus A Xilinx criou um portal sobre
COMPONENTES distribuidores. Bluetooth que é o [Link]
PELA INTERNET Caso deseje receber informações
a respeito envie-me um e-mail com os PROJETOS:
Muito se tem falado sobre B2B na dados da sua empresa tais como: que
Internet, que é o acrônimo de produtos fabricam e quais seminários 1 - Produtos conectados à WEB
Business to Business e significa ou workshops gostaria de participar, Você está pensando em desenvolver
relacionamentos entre empresas, em por exemplo, micros, D8Ps, por um home appliance ou eletrodomés-
nossa área muito dependentes de fabricante, ou por novos designs para tico conectado a WEB? O seu cliente

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L
Estável
Estável
Estável
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$1.75
$0.50
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$0.18
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atual

40 SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001


tem o desejo de adquirir este produto, ser promovidos também pela facilida- iluminação e ar condicionado residen-
ou será mais uma quebra de para- de de manutenção e atualização por ciais e para centros de convenções.
digma com altos investimentos e ven- acesso remoto. As famílias de proces- Até o momento não vi nenhum produ-
da mínima? sadores Strong Arm da Intel,Geode da to nacional, eis aí um bom nicho para
Diversos consumidores se pergun- National e a Motorola com a família novos produtos. Com sensores de IR
tam: minha geladeira ou máquina de Netcomm, entre outras, são excelen- da Vishay ou Agilent e sensores de
lavar funciona há mais de 10 anos sem tes para esse tipo de desenvolvimento. infravermelho passivo da Murata, os
problemas, para que eu quero uma li- Para os engenheiros que querem microprocessadores Texas família
gada á Internet? se aprofundar no assunto recomen- MSP430, Motorola família 68HC e
A fabricante italiana de eletrodo- dado o livro "The home networking National família COP8 podem repre-
mésticos Merloni está aprendendo a revolution - A designers guide" escrito sentar um bom início de projeto e novo
vender produtos conectados a WEB, por Amit Dhir, engenheiro senior da negócio.
mas para não assustar seus clientes Xilinx maiores informações no site:
não o menciona ostensivamente e não [Link] OBS:
cobra mais do que para um produto A Texas tem uma nota de aplica-
tradicional. Visite os sites: [Link] 2 - Controles remotos de ilumina- ção de interface do micro MSP430
[Link] e [Link] ção e ar condicionado com dispositivos de infravermelho, de-
english/[Link] e veja um projeto Nas lojas especializadas em home nominada :IRda SIR encoder/decoder
real de um casa conectada a WEB. Os theater oferece- se cada vez mais a em formato pdf . Eu posso enviá-Ia
produtos conectados a WEB podem venda de controles remotos para para o seu e-mail. _

LITERATURA TÉCNICA
MICROCONTROLADOR 8051 - DETALHADO DESBRAVANDO O PIC
Baseado no microcontrolador PIC16F84
Autor: Denys Emílio Campion Nicolosi - 256 págs.
Autor: David José de Souza - 199 págs.
o microcontrolador da família 8051 é o mais consumido e
aplicado no mundo. São mais de 300 milhões de peças vendi- Um livro dedicado às pessoas que desejam conhecer e pro-
das por ano! A proposta deste livro é ensinar sobre os microcon- gramar o PIC. Aborda desde os conceitos
troladores da família 8051, com extenso ma- teóricos do componente, passando pela
Mi«ocontrofador
terial didático teórico para o estudante me- ferramenta de trabalho (MPASM). Desta
,8051 lhorar sua competência até poder projetar
hardware e software com boa desenvoltura.
forma o MPLab é estudado, com um capí-
tulo dedicado à Simulação e Debugação.
!_Tn~~~r4!1Ele contém: revisão geral detalhada de lógi- Quanto ao PIC, todos os seus recursos são
ca e aritmética binária; circuitos lógicos e tratados, incluindo as interrupções, os
memórias; teoria específica e detalhada do timers , a EEPROM e o modo SLEEP. Ou-
microcontrolador; listas completas das ins- tro ponto forte da obra é a estruturação do
truções; exercícios propostos; diagramas de texto que foi elaborada para utilização em
programação; extensa bibliografia e índice treinamento ou por autodidatas, com exem-
remissivo. plos completos e projetos propostos.

MONTAGEM, MANUTENÇÃO E CONFIGURAÇÃO DE COMPUTADORES PESSOAIS


Este livro contém informações detalhadas sobre montagem de computadores pes-
soais. Destina-se aos leitores em geral que se interessam pela Informática. É um in-
gresso para o fascinante mundo do Hardware dos Computadores Pessoais. Seja um
integrador. Monte seu computador de forma personalizada e sob medida. As informa-
ções estão baseadas nos melhores produtos de informática. Ilustrações com detalhes
requíssimos irão ajudar no trabalho de montagem, configuração e manutenção.
Escrito numa linguagem simples e objetiva, permite que o leitor trabalhe com com-
putadores pessoais em pouco tempo. Anos de experiência profissional são apresenta-
dos de forma clara e objetiva.

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SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001 41


National Estende Linha de Philips Iluminação Inaugurou Lançado o Itanium
Conversores DC/DC Centro de Capacitação
para Alta Tensão O novo chip de 64 bits da Intel está
Considerando o tema atual "con- chegando e com ele a possibilidade
A National Semiconductor apre- servação de energia", a Divisão de de novos projetos. Grandes nomes do
senta uma nova linha de reguladores Iluminação da Philips inaugurou um Hardware como a Hewlett-Packard,
que combinam alta eficiência (maior espaço dedicado a apresentar novos que ajudaram a desenvolver o Itanium,
que 90%) com alta freqüência (150 recursos em iluminação e seus resul- deverão lançar os primeiros servido-
kHz) para aplicações em conversores tados práticos. Segundo a Philips a es- res usando o novo chip em pouco tem-
de tensão de alta tensão. colha correta do sistema de ilumina- po. O novo chip se destina principal-
Os novos circuitos que suportam ção pode proporcionar o aumento de mente ao mercado de larga escala
entradas de até 60 V são indicados produtividade nas tarefas profissionais que está atualmente dominado por
para aplicações em PCs, comunica- em escritórios e indústrias, estimular empresas como a Sun Microsystems
ções, e aplicações industriais. Os no- as compras em ambientes comerciais e a IBM, que utilizam processadores
vos componentes são os LM2590HV e reduzir o consumo de energia elétri- com arquitetura RISC. A nova estação
e LM2591 HV para cargas de 1 A, e ca com soluções modernas e eficien- de trabalho anunciada, i2000, deverá
LM2592HV e LM2593HV para cargas tes. empregar dois processadores Itanium,
de 2 A. O Centro fica na Rua Verbo Divi- enquanto que o sevidor HP rx461 O
Estes componentes possuem saí- no, 1400, térreo - Chácara Santo An- deve empregar 4 processadores. No
das de 3,3 V; 5 V e ajustáveis; uma tonio - São Paulo - SP. Mais informa- entanto, o servidor rx9100 da HP de-
versão com saída ajustável de 1,2 V a ções estão disponíveis em: http:// verá usar 16 desses novos processa-
57 V, estando disponíveis em invólu- [Link]/institucional/ dores, os quais estarão disponíveis
cros TO-220 ou TO-263 para monta- [Link] em junho.
gem em superfície.

Trabalhando com Terabytes Philips Lança o Menor CD-MP3


LabVIEW Real-Time 6i Apresenta por Centímetro Cúbico Player do Mundo
Mais Opções de Medidas
Pesquisadores discobriram que, Com capacidade de armazena-
A Nationallnstruments anunciou a quando um pulso muito curto de radi- mento de até 3 horas de música digi-
nova versão do LabView Real Time 6i ação laser é produzido na faixa de tal comprimida em formatos MP3, UDF
que apresenta mais recursos para femtosegundos (1 femtosegundo = ou AAC, o MP3-CD eXpanium
medidas e melhora o tempo de desen- 10-15segundos) num pedaço de vidro (EXP401) da Philips será lançado in-
volvimento quando comparada às ver- contendo o elemento samário do gru- ternacionalmente no segundo semes-
sões anteriores. po das terras raras, o vidro é transfor- tre, e é ainda menor que o CD padrão
Os engenheiros podem criar sis- mado criando-se uma mancha de ape- de 12 cm. Pesando apenas 220 gele
temas completos para consumidores nas 400 nm de diâmetro, onde a luz pode ser levado no bolso com facili-
que operem com o LabView Real Time se reflete ao mesmo tempo que no dade. O dispositivo utiliza CDs virgens
6i, um ambiente gráfico para aplica- resto o vidro continua transparente. de 8 cm que devem custar em torno
ções de controle com rotinas de aná- Esta diferença de transparência que de 8 dólares, e pode armazenar até
lise ponto por ponto. Usando os mó- se cria permite usar o material como 200 Mb de música tornando este sis-
dulos PXCI/CompactPCI é possível uma memória óptica. As manchas tema ideal para se ouvir música em
desenvolver controles em tempo real. podem ser separadas por espaços de movimento. Com o emprego de CDs
apenas 100 nanometros. O grupo de menores ele é extremamente conve-
pesquisadores afirmou que é possí- niente, uma vez que permite que o
vel criar 2000 camadas de manchas próprio usuário crie seus CDs.
l'lu~W! G;lnhc~
num pedaço de material de apenas 1
" _.,,......,,.~-=--:--
1'\_- .fI""", n.•·· ".•.•...••
p'O ..
I'!-'/J""~ ;-Q_- l::;)~'X::!i
bll"'lo':~·f
o~~

centímetro cúbico, o que representa


r::r- •• -=-a
.•.•• ·.I.J .•..•.•. uma capacidade de armazenamento A Philips Lança o Primeiro Chip
de 8 Tb de dados (1 terabyte equivale Para Leitura de Cartões
a 1 000 gigabytes). sem Contato
Um dos responsáveis pela desco-
berta é o Prof. Kazuyuki Hirao, da O RC500 é o novo chip desenvol-
Universidade de Kyoto, no Japão. vido pela Philips para a leitora Mifare®

SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001


42
a uma distância de até 10 cm confor- Power-MOSFET da 50% para fabricantes de equipamen-
me estabelecido pela norma ISSO Motorola Otimizado Para tos com acesso a Internet baseados
1443, sem a ajuda de outros chips. A Aplicações em 1 GHz em DSPs.
tecnologia Smart Card já é utilizada Otimizado para os processadores
em outros setores, tais como no sis- A Motorola está apresentando o da família TMS329C6000 o novo con-
tema bancário e telefônico, além de novo Power-MOSFET MRF9002R2, junto de desenvolvimento está dispo-
catracas eletrônicas para controle de otimizado para aplicações em esta- nível em forma de kit. O kit, simples
acesso. ções de base de 1 GHz. O novo com- de usar, permite o desenvolvimento de
O novo chip foi mostrado na ponente pode ser sintonizado para aplicações embutidas como imagem
SCANTECH, no Pavilhão 5 do Centro operar na faixa de freqüências de 960 digital e áudio. Mais informações em
Têxtil em São Paulo, entre 15 e 17 de MHz e usado em Classe AB num equi- [Link]
maio. A tecnologia Mifare é 100% pamento de 26 V de estação rádio-
Philips, o que possibilita transações de base (ERB). O novo MOSFET consis-
informações entre dois dispositivos te num array de três transistores de Novos DACs da Intersil
eletrônicos como um Smart Card e um 2 W em invólucro para montagem em
equipamento sem a necessidade de superífice de 16, pinos do tipo Flat Uma nova série de DACs de alta
contato e a uma distância de até 10 cm. Pack (PFP-16). Ele é configurado de velocidade foi anunciada pela Intersil
modo a permitir o uso dos transisto- para aplicações em produtos de co-
res separadamente ou em paralelo. municações sem fio. Os novos DACs
Philips Tem Produtos com o (ISL5X61) podem ser integrados numa
Selo Energy Saver ampla linha de produtos incluindo es-
Texas Introduz Protocolos tações base de celulares e equipa-
O conceito de economia de ener- Para Simplificar a Conexão em mentos de testes, imagem digital para
gia está em alta, mais do que nunca. Redes de Aplicações de DSPs medicina, serviços de localização de
Para a Philips, o Energy Saver virou Baseadas em Internet emergência, etc. O novo componente
marca registrada das lâmpadas fluo- tem baixo consumo (menor que 100
rescentes compactas (com adaptador Maior conectividade para o mun- mW) e um modo de operação "sleep"
tipo rosca). Com durabilidade de 3 a do digital. A Texas Instruments anun- que reduz ainda mais o consumo. Ele
10 anos estas lâmpadas consomem ciou um novo Conjunto de Protocolos opera com velocidades de clockde até
apenas 20% da energia das incan- de Controle de Transmissão e Internet 130 MHz com freqüências de amos-
descentes equivalentes. A linha de flu- (TCP/IP), que pode reduzir o custo tragem até 210 MSPs e uma freqüên-
orescentes compactas da Philips teve das conexões em rede em mais de cia de saída centralizada em 15 MHz.
vários produtos que receberam o selo
Procel/lnmetro de desempenho, ou
seja, o laboratório Cepel conferiu os
baixos índices de consumo e o Procel
(Programa de Combate ao Desperdí-
cio de Energia Elétrica) assinou em-
baixo.

Philco Fecha
Primeira Exportação

A Philco, divisão do Grupo


Itautec, firmou seu primeiro contrato
de exportação pelo qual fornecerá 100
000 televisores ao ano para um fabri-
cante multinacional, a partir de
Manaus.
O contrato prevê a entrega de te-
levisores de 14, 20 e 29 polegadas,
devendo render entre 10 e 20 milhões
de dólares para a empresa.

SABER ELETRÔNICA NQ 342/JULHO/2001 43


Infineon Lança MOSFETs do uma freqüência de 210 MHz com do tipo alicate. A nova geração de
de Canal P de 69 V para faixa passante a -3 dB e uma taxa de medidores mede resistências desde
Correntes até 80 A crescimento de 485 V/~s. 0,01 ohm até 1200 ohms com indica-
ção digital, além de medir correntes
Os novos MOSFETs de canal P de fuga na faixa de 1 mA a 30 Arms.
SPP80P06P, da lnfineon, são dispo- Novos Opto-Acopladores de Alta Mais informações podem ser obti-
níveis em invólucros I-PAK, TO-220 e Performance, da Fairchild das no portal da empresa em: http://
TO-263 caracterizando-se pela baixa [Link].
capacitância de entrada. Os novos A Fairchild anunciou uma nova li-
componentes possuem baixa Rds nha de opto-acopladores de alta
23 mohms, com capacidades de até performance com tamanho 68% me- Fujitsu do Brasil
80 A . Estes novos MOSFETs são in- nor do que as configurações equiva- Anuncia Seqüência do
dicados para aplicações como meias- lentes de 8 pinos. Desenvolvimento do
pontes para correção do fator de po- Os novos componentes HCPL- Processador SPARC GP
tência, pontes completas para contro- 0452, HCPL-0500 e HCPL-0501 são
les de motores, proteção contra inver- de alta velocidade com a capacidade A Fujitsu do Brasil anunciou a se-
são de polaridade e comutação ele- de transferir 1 Mbit/s de informação e qüência do desenvolvimento do pro-
trônica em substituição aos relés com saída por transistor. Os tempos cessado r SPARC GP, de alta
convencionais. de propagação dos novos dispositivos performance, para equipar sua linha
são de 1,5/1,5 I-ls,respectivamente. A de servidores corporativos PRIME-
diferença entre os dois tipos é que um POWER, que devem inicialmente ope-
Amplificador Operacional Para deles não tem conexão de base para rar com velocidade de 450 MHz e de-
210 MHz - Maxim o fototransistor. pois 900 MHz.
Segundo a Fujitsu, toda a estraté-
A Maxim lntegrated Products apre- gia de desenvolvimento do PRIME-
sentou o MAX4350/MAX4351, que AEMC Instruments Apresenta POWER está baseada em alta
consiste de dois amplificadores Novo Catálogo de Testes de performance e escalabilidade. Estes
operacionais com fonte simétrica, dis- Resistência de Terra servidores têm uma capacidade de
poníveis em invólucros SC70 e disco que pode chegar a 70 TB com
SOT23. O par opera com fontes simé- A AEMC Instruments apresentou opção de 4 até 128 processadores.
tricas de 5 V e precisa de apenas 6,9 uma brochura com a linha completa Mais informações podem ser obtidas
mA de corrente quiescente. Alcançan- de medidores de resistência de terra em: [Link]

MÓDULOS HíBRIDOS
(Telecontroll i)

Utilidades: Preço:
controle remoto RR3 (2,5 mA) R$ 45,90 - 2 pçs
sistemas de segurança RR5LC (0,8 a 1,2 mA) R$ 55,80 - 2 pçs
alarme de veículos
etc.

CARACTERíSTICAS:
Obs: Maiores detalhes, leiam
* Frequência de 315, 418 ou 433,92 MHz
* Ajuste de frequência a LASER
artigo nas revistas Saber
Eletrônica nº 313 e 314
* Montagem em SMD
* Placa de cerâmica

Pedidos: Disque e Compre (11) 6942-8055


Saber Marketing Direto Ltda.

44 SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001


FIGURAS DE
LISSAJOUS

A maioria dos sinais elétricos com dicação da posição do ponto em cada mento de uma circunferência é nume-
que trabalhamos possui uma forma de instante pode ser feita com o valor de ricamente igual a duas vezes o seu
onda senoidal, conforme mostra a fi- um ângulo, em graus. Mas, essa não raio multiplicado pelo fator PI (n), po-
gura 1. Esta forma indica o modo como é a única forma de indicar a posição demos medí-Ia em "radianos", ou seja,
uma tensão ou uma corrente varia com do ponto no movimento que ele reali- em frações ou múltiplos de seu pró-
o tempo. Esta figura é, portanto, traça- za. Levando em conta que o compri- prio raio.
da colocando-se em seqüência pon-
tos cujas posições no eixo vertical
dependem da intensidade do sinal
Vrms _
-----------t- Vp
valor RMS
num instante e que têm sua corres- valor de pico
pondência no eixo horizontal. _____ Í-.
Qual é a origem desta forma de
onda? O que realmente significa um
sinal ter uma forma de onda senoidal? T = período

Fig. 1 - Um sinal elétrico senoidal.


A SENÓIDE
Y
Imaginemos um ponto P que gira 1t/2
com velocidade uniforme segundo
uma trajetória perfeitamente circular, Trajetória T Y
conforme ilustra a figura 2. circular
x

I
Partindo do ponto O podemos me-
dir (ou indicar) a posição desse ponto x
por meio de um ângulo, que é forma-
do pela linha que o liga ao centro do
círculo (sua trajetória) e pelo eixo de
referência X, de acordo com a figura
3. Vemos então que a 1,4 de uma volta
completa corresponde um ângulo de u= ângulo

90° e que a uma volta inteira Fig. 2 - Movimento circular Fig. 3 - Indicando a posição do ponto por meio
uniforme (MeU) de um ponto P.
corresponde um ângulo de 360°. A in- de um ângulo oc.

SABER ELETRÔNICA NQ 342/JULHO/2001 45


y

x
x

I4 1 ciclo (1 volta)

ISENU=-t=yllsENf}=f=-y'l Fig. 5 - Gerando a senóide a partir do MeU de P.

Fig. 4 - O seno (sen) do ângulo oc to do ponto na circunferência sobre o ta ao trecho inicial. Temos então a
que indica a posição de P e P'. eixo vertical ou eixo Y. indução de uma tensão negativa que
Como a volta inteira corresponde Passemos agora a um mundo que atinge seu máximo em 4. A partir do
a 211: radianos, podemos facilmente mais nos interessa, que é o da Eletrô- ponto 4 a tensão negativa se reduzirá
estabelecer relações desta grandeza nica. até zero de modo a voltarmos à situa-
com outros ângulos, conforme se ob- Vamos imaginar uma espira que ção inicial como em 1.
serva na seguinte tabela: corte o campo magnético de um ímã Na volta completa da espira tere-
em forma de ferradura, tal como num mos então a indução de um ciclo de
90 graus == Tt/2 radianos gerador, o que é apresentado na figu- uma tensão alternada, cuja forma de
180 graus == 11: radianos ra 6. onda representada na mesma figura
270 graus == 3n:/2 radianos Partindo da posição 1, a espira se é senoidal.
360 graus == 2n: radianos move inicialmente no campo parale- É importante observar que a vari-
lamente às suas linhas de modo que, ação da tensão representada tem uma
nesse instante. a tensão gerada é nula. forma muito bem definida, que não
As duas unidades para a medida Uma fração de segundo depois, a deve ser confundida com duas "meias
de ângulos ou da posição de um pon- espira já começa a curvar sua trajetó- circunferências" conforme mostra a
to numa circunferência são usadas em ria de modo a cortar as linhas do cam- figura 7, e que nada tem a ver com a
Eletrônica e outras ciências como a po segundo ângulos que vão aumen- senóide.
Matemática e a Física. tando até que em 2 ela já o faz per- Muitos circuitos oscilantes como,
Para nós é importante seguir com pendicularmente, quando a indução é por exemplo, os de duplo T, LC e de
o nosso ponto em movimento e anali- máxima. deslocamento de fase podem gerar
sar o que ainda poderá ocorrer. A partir do ponto 2 a trajetória con- correntes que variam da mesma for-
Em cada instante do seu movimen- tinua se curvando, agora no sentido ma que a indicada, ou seja, geram si-
to podemos agora fazer uma projeção de que o ângulo entre seu movimento nais senoidais.
sobre o eixo Y (vertical) de modo a e as linhas de força vai diminuindo até
medir sua "altura" em relação ao eixo que em 3 ela volta a cortar as linhas
X. Essa distância, mostrada na figura paralelamente. Neste trecho (de 2 a
4, pode assumir valores positivos e 3) a tensão diminui.
negativos quando o ponto realiza uma Após o ponto 3, novamente o ân-
volta completa na circunferência. gulo segundo o qual a espira corta as
Se considerarmos o valor do raio linhas vai aumentando, mas agora no
da circunferência unitário (igual a 1), sentido contrário ao que ocorria ante-
essa distância (que depende do ân- riormente. A tensão induzida vai au- Fig. 7 - A representação da senóide por
semicírculo é errada.
gulo que determina a posição do pon- mentando, mas com polaridade opos-
to) variará de -1 a +1 e a ela pode-
mos associar uma grandeza denomi- Tensão 2
nada "seno" do ângulo, ou abreviada-
mente "sen".
Espira I Tempo

4
Se em toda a volta do ponto ano-
- \
3
tarmos os senos dos ângulos corres-
I
pondentes a um bom número de po-
sições e os colocarmos um ao lado
do outro, obteremos uma figura ondu-
lada, conforme ilustra a figura 5.
3~E-1
Esta figura é chamada de "senóide" Pólos do [mã
e nada mais é do que uma represen-
Fig. 6 - A forma de onda da corrente gerada por uma espira que gira.
tação gráfica da projeção do movimen-

46 SABER [Link]ÔNICA Nº 342fJUl.HOf2001


~•• <: ",' Osciloscópio
do um padrão senoidal como, por
' .fi>
888 exemplo, a oscilação de pêndulos,
Gerador de
,~,H dois movimentos circulares que se
sinais ou áudio combinem, ondas sonoras, etc.
) ':;;88 8 §

® ~:,fj V;:~ Vamos partir em nosso exemplo


tomando duas circunferências que gi-
ram uma sobre a outra, observe a fi-
gura 10.
É justamente a composição de si-
Fig. 8 . Observando um sinal senoidal num osciloscópio. nais senoidais como a que ocorre nes-
te caso, que nos leva à formação das
denominadas Figuras de Lissajous.

AS FIGURAS
DE L1SSAJOUS

1 2
Podemos pensar na composição
Sinal
das formas de onda senoidais como
Sinal! observado
a sua mistura.
observado É como se tivessemos um mistu-
radar (mixei) capaz de juntar dois si-
nais de características diferentes, ob-
tendo-se um efeito final que é a sua
combinação.
Desse modo, visualizamos o que
Sinal de ocorre de uma forma muito simples,
sincronismo usando para isso um osciloscópio ima-
(dente de serra) ginário inicialmente.
Aplicamos um dos sinais na entra-
Fig. 9 - Combinando um sinal da vertical e o outro sinal na entrada
de sincronismo com o sinal a
ser visualizado.
horizontal, desligando o sincronismo
interno, conforme ilustra a figura 11.
Vamos partir inicialmente de dois
Os osciloscópios são instrumentos sinais de mesma freqüência e mes-
que permitem visualizar a forma de ma fase, como mostrado na figura 12,
onda de um sinal que seja aplicado em que analisaremos a formação da
na sua entrada vertical (figura 8). figura resultante, ponto a ponto.
Um sinal interno de sincronismo
Tomamos em cada instante o pon-
cuja forma de variação é denominada •C' to correspondente à intensidade de
"dente de serra" combina-se com o \ um sinal e também do outro, traçando
sinal que deve ser observado, e o re- linhas de projeção que se cruzarão

--y)f
sultado é visto na figura 9. determinando assim o local do espa-
Observe que o sinal "dente de ser- "--AI ço em que irá aparecer o ponto cor-
ra" quando combinado com qualquer respondente da imagem que será ge-
outro tipo de sinal, resulta numa ima- " _ Movimento rada. Numerando estes pontos pode-
gem que corresponde a este último combinado de C
mos tracar a imagem completa que,
tipo de sinal. Tal fato possibilita a ob- no CáS .I, é uma linha reta inclinada de
servação de sinais de quaisquer for- Fig. 10 - Combinação de dois MCUs.
45 graus.
mas de onda no osciloscópio, o que
torna este instrumento um dos mais
Figura de Lissajous
úteis de toda a eletrônica. Osciloscópio
Para nós é importante saber, en- Gerador de sinais
Oscilador

-8-'
tretanto, o que acontece se em lugar (freq. conhecida)

D
de combinarmos um sinal "dente de (freq. desconhecida)

serra" com outro qualquer, combinar-


mos dois sinais senoidais. I
Podemos pensar nessa experiên-
~
cia não apenas considerando o uso
de sinais elétricos, mas também de
qualquer fenômeno que varie segun- Fig. 11 - Usando dois geradores senoidais para observar Figuras de Lissajous no Osciloscópio.

SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001 47


nossas explicações ou que desejarem
ir além calculando o que deverá re-
sultar da combinação de senóides de
determinadas freqüências podem pro-
curar nos livros de Física informações
no capítulo que trata de "Composição
de MHS ou Movimentos Harmônicos
Simples".

USANDO AS FIGURAS
9 DE L1SSAJOUS PARA
MEDIDAS DE SINAIS

Existem duas formas de trabalhar


Sinais de mesma
com as Figuras de Lissajous para se
medir amplitude, freqüência e fase de
freqüência e fase
sinais senoidais.

a) Sinal único
Com a ajuda de um gerador de si-
nais senoidais ligado a uma das en-
tradas, podemos descobrir as carac-
terísticas de qualquer sinal senoidal
que seja aplicado na outra entrada,
Fig. 12 - Sinais de mesma
Este fato torna as figuras de
frequência e fase combinados. Lissajous um importante recurso para
o diagnóstico de problemas em equi-
pamentos ou ainda para a medida de
oque aconteceria, entretanto, se observação de uma figura formada por freqüências, sem que para isso seja
os sinais de mesma freqüência esti- dois sinais, poderemos descobrir mui- necessário usar um freqüencímetro.
vessem defasados de 45 graus? to de um deles, se conhecermos o Para medir a freqüência de um si-
Dependendo da desfasagem, a fi- outro. nal empregando as figuras de
gura gerada mudaria de forma, adqui- Lissajous o que precisamos fazer ini-
rindo os formatos vistos na figura 13. Para Saber Mais cialmente é aplicar o sinal desconhe-
Mas os desenhos mais interessan- Os leitores que tiverem dificulda- cido numa das entradas do oscilos-
tes se obtêm quando as freqüências des em entender a "matemática" de cópio, por exemplo a vertical.
dos sinais são diferentes, embora
mantendo relações numéricas bem 3 3
determinadas.
~ 2
Se os sinais tiverem freqüências
que mantenham entre si relações de
números inteiros, como 2 para 1, 3
para 2, 5 para 4, etc, as figuras que
serão formadas adquirem aspectos
bastante interessantes.
Na figura 14 temos um exemplo de
figura formada quando os sinais pos-
suem uma relação de freqüência de 2
para 1, sendo que o sinal aplicado na
varredura horizontal é aquele que tem Fig. 14 - Combinando sinais
com relação de freqüências
a freqüência mais alta. O mais impor-
de 2 para 1.

/00
tante disso é que através da simples

1:1 00 ; 3600 1:1 300 ; 3300 1:1 600 ; 3000 1:1 900 ; 2700
Fig. 13 - Figuras para sinais de mesma freqüência mas com fases diferentes.

48 SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001


3 lobos não poderia ser obtida com a devida
!
1 estabilidade.
Na figura 16 temos diversas figu-
ras que são formadas para relações

"I I
de freqüências mais comuns.
No caso específico dos sinais de
mesma freqüência quando obtemos
retas, elipses ou círculos nas figuras,
podemos medir também a defasagem
J2IObo' do sinal, o que é outro recurso impor-
tante deste tipo de análise.
f horizontal 3
f vertical 2 b) Dois sinais
Fig. 15 - Analisando uma Figura de Lissajous.
Neste caso, podemos usar as fi-
guras de Lissajous para medir a fase
Na horizontal, vamos ligar um ge- entre eles. Basta aplicar os sinais nas
rador de sinais senoidais e ajustá-Io entradas vertical e horizontal do osci-
até que tenhamos uma figura estável loscópio (que terá o sincronismo in-
em que possamos contar os lobos ou terno desligado) e analisar a figura for-
protuberâncias formadas. mada, que poderá ser qualquer uma
Vamos supor que, conforme mos- das que são mostradas na figura 13.
tra a figura 15, a figura formada tenha
3 lobos na parte horizontal e dois na
vertical. CONCLUSÃO
Sabemos que a relação de fre-
qüências para os sinais aplicados é Temos salientado em nossos arti-
de 3 para 2. Dessa forma, se a fre- gos a importância do osciloscópio
qüência do sinal aplicado na varredu- como instrumento de bancada, não só
ra horizontal que serve como referên- para visualizar as formas de onda e
cia for de 1500 Hz, por exemplo, a fre- medir amplitudes, bem como para
qüência do sinal desconhecido será outras utilidades como as que descre-
de 1000 Hz. vemos neste artigo.
Veja, então, que o maior cuidado O leitor que possui um osciloscó-
que o operador que está realizando pio deve familiarizar-se com as Figu-
as medidas deve ter, é ir ajustando ras de Lissajous e seu uso e, mais do
vagarosamente seu gerador de sinais que isso, deve praticar com seu uso.
para que possa encontrar uma posi- Na indústria, onde problemas de
ção em que a figura tenha poucos lo- defasagens de sinais da rede de ener-
bos tanto na horizontal como na verti- gia são importantes para se determi-
cal, e assim fique fácil contá-Ios. nar o fator de potência, por exemplo,
Uma relação de freqüências de o uso das Figuras de Lissajous se
235 para 234, por exemplo, não ape- mostra em especial de grande utilida-
nas tornaria praticamente impossível de, eliminando assim a necessidade
a contagem dos lobos mas também de outros equipamentos. _

4: 1
4:3

7:5
7:6

Fig. 16 - Algumas figuras com as relações de freqüências.

SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001 49


,
MEMORIAS
Aquilino R. Leal - Professor da Universidade
Estácio de Sá e do Instituto de Tecn%gia ORT

te (torre) do sistema, sendo utilizada


Nos primórdios da Informática a especificação de memórias era para o armazenamento temporário
bem simples: bastava indicar o tamanho e a velocidade ... E hoje dos dados enquanto estão sendo pro-
cessados; havendo interesse em pre-
em dia? São tantas as inovações que o usuário acaba ficando con- servar essas informações para um pro-
fuso tendo que optar entre este ou aquele modelo. Este artigo, ain- cesso futuro, elas deverão ser
da que modesto, vem de encontro às necessidades daqueles que transferidas para um sistema de
armazenamento permanente (memó-
desconhecem a função e o significado das inúmeras siglas exis-
ria permanente) auxiliar, a qual po-
tentes para as memórias utilizadas em sistemas computacionais derá ser constituída por discos, uni-
pessoais. dades de fita etc.

INTRODUÇÃO A memória é o componente de um ALGUMAS CARACTERíSTICAS


sistema de computação, Figura 1, cuja E DEFINiÇÕES
Por volta dos anos 80, quando do função é armazenar as informações
lançamento do primeiro PC pela IBM que são, foram ou serão guardados Tempo de Acesso: Corresponde
(1981), essas "máquinas" eram entre- pelo sistema. Conceitualmente esse ao tempo que a memória utiliza para
gues com 16 kB1 de memória, exis- componente é um "depósito" onde colocar uma informação em seu bar-
tindo a possibilidade de expansão até serão armazenadas certas informa- ramento de dados (barra de dados -
64 kB! ções para serem usadas quando de- data bus) após uma determinada po-
Mas, passados apenas dois anos sejadas (recuperação da informação sição ter sido endereçada, ou seja: é
(1983), com o lançamento do popular armazenada). o intervalo de tempo desde o instante
PC XT, a capacidade de memória foi Essas informações são represen- em que foi iniciada a operação de
ampliada para o "gigantesco" número tadas na memória do computador por acesso até que a informação requeri-
de 256 kB! E mais, um anos depois o um elemento, a ser manipulado fisi- da tenha sido efetivamente transferi-
PC AT,também 18M, permitia a cone- camente, chamado de bit. A informa- da - este parâmetro também pode
xão de até 16 MB2!! ção será representada por um grupo medir o desempenho da memória.
Até esse momento as memórias de n bits, onde os mesmos serão ar-
acompanhavam a velocidade da UCP mazenados num definido local dispo- Tempo de localização, também
(Unidade Central de Processamento - nível identificado de alguma forma pre- chamado de latência: é normalmente
CPU ao usar as siglas no nome em cisa e única, sendo que esse lugar desprezível para a maioria dos tipos
inglês), mas com o lançamento do destinado será associado a um núme- de memórias eletrônicas, apenas apli-
microprocessador 386, elas começa- ro ou código que passará a chamar- cando-se às denominadas memórias
ram a perder terreno, fazendo-se ne- se de endereço. secundárias como os discos.
cessários alguns recursos e ardis para Convém destacar que a memória
evitar a degradação da performance (memória principal) de um computa- Ciclo de memória (tempo de ci-
(desempenho) do sistema. É justa- dor está localizada no próprio gabine- cio de memória): é o intervalo míni-
mente aí que "tudo" começa ...
Mas, afinal de contas, o que é uma 1 Quilo bytes (1 kB = 1.024 B); lê-se: "quilobaites".
memória? 2 Mega bytes (1 MB = 1.024 x 1.024 bytes); lê-se "megabaites".

50 SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001


Monitor
Figura1.


Teclado Unidade de Unidade de
disquete disco rigido

II~II llllllllllllj

.Controlador
Controlador Controlador Controlador
de disco
de vídeo de teclado dedisquete
.. rfgido
Barramento

mo entre dois acessos sucessivos à dedicada para operações de leitura e processadores, temos também vários
memória. escrita. Os dados armazenados (in- formatos de módulos de memória.
formações) são perdidos quando a O termo "aleatório" acima significa
Volatilidade: tem como base a energia é desligada. Isso ocorre da que o acesso é direto, ou seja, para
memória volátil e a memória não seguinte maneira: quando se liga o fazer a transferência do conteúdo do
volátil. Uma memória não volátil é sistema computacional a memória endereço de memória 1.234.567 por
aquela que retém as informações ar- RAM está "vazia", ou seja, o seu con- exemplo, não é necessário ler todas
mazenadas quando a energia elétri- teúdo é constituído por informações as posições (endereços) anteriores a
ca é desligada. Contrariamente, a sem sentido; no passo seguinte a esse: basta ler apenas a posição
memória volátil é aquela que perde memória é preenchida, agora de for- indicada como se fosse a primeira-
todas as informações armazenadas ma ordenada, com zeros (O) e uns (1) uma fita K7, por exemplo, pode ser
quando a energia elétrica desapare- lidos dos discos ou criados pela tare- considerada como um dispositivo de
ce. Um exemplo disso é que um siste- fa que está sendo realizada no com- armazenamento seqüencial, pois
ma computacional nada pode fazer putador. Quando o computador é des- para escutar a última faixa musical é
sem elementos que indiquem a próxi- ligado, tudo que estava na RAM é per- necessário passar pelas anteriores.
ma operação a ser realizada. dido, pois a maioria dessas pastilhas
Para isso todo o sistema de com- (chips) de memória só funcionam na Memória ORAM - RAM dinâmica:
putação deve possuir alguma quanti- presença de uma fonte de eletricida- a memória dinâmica de acesso alea-
dade de memória não volátil para que de para abastecer continuamente os tório é também um tipo de memória
algumas instruções possam ser exe- milhares, milhões, bilhões etc. de car- usada para guardar informações no
cutadas inicialmente sempre que se gas elétricas individuais que compõem sistema do computador onde o termo
ligar o computador. os programas e os dados armazena- dinâmica quer dizer que a ORAM pre-
dos na RAM. cisa de uma constante atualização ou
Tamanho da memória: é o indi- Atenção: todo o programa, para restauração (refresh) de seus dados,
cador da capacidade de armazena- ser executado, deve ser carregado pri- o que é conseguido proporcionando-
mento do dispositivo, quanto maior meiramente na memória RAM. Os lhe pulsos de tensão/corrente em suas
mais informações o dispositivo de dados, planilhas, bancos de dados ou células de memória a tempos regula-
armazenamento poderá guardar (ar- qualquer outro tipo de arquivo preci- res para, assim, manter a integridade
mazenar) ou, de forma extremamente sam ser armazenados na RAM, mes- da informação.
popular: quantos mais bytes3 a me- mo que temporariamente, antes que Ainda que relativamente lenta, a
mória tiver, mais caracteres poderá o programa possa utilizar o processa- grande vantagem deste tipo de me-
conter e, conseqüentemente, maior dor para manipulá-Ios - o micropro- mória é a simplicidade de sua consti-
será o número de informações que cessado r não pode executar progra- tuição, o que permite a sua imple-
guardará. As unidades de medida do mas e processar dados diretamente a mentação em diminutas áreas do chip,
tamanho da memória são o quilobyte partir do disco rígido (HO) ou de ocupando pouco espaço da pastilha.
(kB), o megabyte (MB) e o gigabyte disquetes. Para evitar que o chip da memória
(GB). Os chips de memória são frágeis tenha um elevado número de pinos
placas de silício que precisam ser (terminais), o barramento de endere-
encapsuladas em alguma estrutura ços é multiplexado, ou seja, as linhas
ALGUNS TIPOS mais resistente antes de serem trans- de endereço são divididas em dois
OE MEMÓRIA portados e encaixados na placa-mãe. grupos: endereço de linha (row
Assim como existem vários tipos de address) e endereço de coluna
Memória RAM (Random Access encapsulamento diferentes para (column address) de modo que ao in-
Memory): é a memória volátil
construída com semicondutores, 3 Agrupamento de oito bits (o correto é octetos em lugar de bytes).

SAB~~ ~Ln~ÔNICA Nº 34~/JULHO/~001 51


dicar o número da linha e da coluna, (programas específicos) armazenados situação as operações de escrita são
uma única célula de memória fique se- em ROM, (esse conjunto de progra- bem mais lentas.
lecionada. mas é popularmente denominado de
Devido a esse processo há neces- 8108, ainda que o 8108 - Basic Input Flash EPROM: é também um tipo
sidade de informar à memória o gru- Output System4- se constitua em um de memória não volátil, reprogra-
po de endereçamento que está sen- dos três programas residentes nessa mável, de comportamento similar à
do enviado; dois sinais são utilizados ROM, pois além dele tem-se o conhe- EEPROM que recebe o nome de flash
nesse processo: RAS (Row Address cido SETUP e o POST - PowerOn Self memory, sendo bastante utilizada nas
Strobe - validação do endereço da li- Test, teste de confiabilidade da denominadas flash 8108.
nha) e CAS (Column Address Strobe- máquina). A flash 8108 é um tipo especial de
validação do endereço da coluna). A memória ROM é também conhe- 8108 que permite as atualizações; nos
Assim como acontece com a maioria cida por memória apenas de leitura, sistemas computacionais pessoais
dos sinais de controle, esse par de si- ou seja, é um tipo de memória não mais antigos a 8108 era gravada em
nais de controle é acionado quando volátil que não pode ser escrita, ser- uma memória tipo EPROM, não so-
em nível lógico baixo (Iow). vindo apenas para leitura, também frendo, a priori, mais alterações, mas
sendo muito usada em calculadoras nos modernos sistemas computa-
SRAM (Static Random Access e em algumas impressoras que arma- cionais a 8108 é colocada numa flash
Memory - Memória de Acesso Alea- zenam suas fontes (tipos de letra) em 8108, que possibilita ser alterada para
tório Estática): um circuito integrado chips tipo ROM. receber versões mais recentes de
similar à ORAM com exceção de que software.
essa memória não precisa ser atuali- Memória PROM (Programmable
zada, isto é, mantém os dados nela Read Only Memory): é um tipo de
armazenados por tempo indetermina- memória ROM que é fabricada virgem TIPOS DE MEMÓRIA VOLÁTIL
do, a menos de falta de energia. (em "branco"), sendo programada pos- UTILIZADOS EM SISTEMAS
Ainda que muito mais rápida que teriormente pelo usuário programador. COMPUTACIONAIS
a ORAM, a sua célula é mais comple-
xa ocupando relativamente uma mai- Memória EPROM (Erasable Módulo SIMM (Single In fine
or área no chip e consumindo muito Programmable Read Only Memory): Memory Module) de 30 e 72 vias
mais energia do sistema, além de ser é um tipo de memória PROM Apesar de serem muito mais práti-
cara. (programável) cujo conteúdo pode ser cos do que os chips DIL (Dualln Une),
dei ido ("apagado") quando submetida os módulos 81MM (Single In Une
RAM não volátil - NVRAM (Me- a processos especiais como, por Memory - módulo de memória em li-
mória de Acesso Aleatório Não Vo- exemplo, luz ultravioleta (neste caso nha simples ou única) de 30 vias (Fi-
látil): neste tipo de memória, mesmo tem-se a EPROM-UV) podendo assim gura 2) eram bastante inconvenientes,
com a falta de energia elétrica, as in- ser reprogramada várias vezes - este pois era preciso usar 4 pentes idênti-
formações nela contidas são mantidas tipo de memória foi amplamente utili- cos para formar cada banco de me-
graças à presença de uma pequena zada em 8108 mais antigas além de mória de 32 bits.
bateria (normalmente de lítio) incorpo- outros dispositivos, sendo indicada Para solucionar este problema os
rada no próprio CI (circuito integrado), quando do desenvolvimento de proje- fabricantes criaram um novo tipo de
compartilhando o mesmo encapsu- tos eletrônicos. pente de memória 8IMM, de 32 bits,
lamento. que possui 72 vias ou pinos. Esse úl-
Memória EEPROM ou E2PROM timo tipo de memória foi usado em sis-
SDRAM (Synchronous Dynamic (Electrical/y Erasable Program- temas computacionais fundamenta-
Random Access Memory - Memória mable Read Only Memory): é uma dos nos microprocessadores 486 mais
Síncrona e Dinâmica de Acesso Ale- memória tipo ROM, programável e modernos, tornando-se padrão para
atório): este tipo de dispositivo dispõe também apagável, só que agora por as placas utilizando microprocessado-
de uma busca de dados em velocida- processos elétricos - observar que a res Pentium.
de muito alta, usando para tal uma EEPROM também pode ser apagada Que fique bem claro: o módulo
interface especial (síncrona). e reprogramada várias vezes. Nesta apenas especifica como é feito o

Memória ROM (Read Only


Memory): é um chip de memória que,
semelhantemente à RAM, armazena
dados ou programas, com a diferença
de que retirando-se a energia elétrica
deste tipo de unidade de armazena-
mento, ela não perde o seu conteúdo.
Um exemplo típico se encontra nos
Figura 2.
microcomputadores pessoais que vêm
de fábrica com um conjunto de roti-
nas básicas do sistema operacional 4 Sistema básico de entrada e saída.

52 SABER ELETRÔNICA N2 342/JULHO/2001


empacotamento das memórias RAM PINO
-30-
21
GNO
2217
A1
Vcc
29A7
A6
006
007
27
23
2628
25
A3
24
A5
A4
SINAL
004
A10
005
SINAL
20
000
001
A8
A9
19
Vcc
PINO
16
AO
18
A2
GNO
08
003
002
Como o Pentium acessa a memó-
WE RAS
CAS8
CAS ria usando palavras de 64 bits, seriam
e NÃO o tipo da10memória
7 - o módulo
4
15
1213
5
2
68
311
9 1
14 necessários oito (64 + 8) pentes de 30
é vulgarmente conhecido por "pente".
A identificação dos pinos de um pinos (SIMM 30) ou apenas dois pen-
pente SIMM 30 é apresentada na tes SIMM 70 em cada banco, confor-
Figura 3 onde também estão mostra- me ilustra o croqui apresentado na
dos os oito chips de memória propria- Figura 6.
mente ditos; como no croqui não há Na Figura 7 vê-se a fotografia de
qualquer indicação, supõe-se que os um pente de memória típico e bem
chips estejam interligados em parale- antigo, por sinal.
lo para formar a palavra de 8 bits
(octeto), ou seja, cada uma dessas Módulo DIMM de 168 e 184 vias
pastilhas deve armazenar um [Link]-
bém é razoável supor que esse pente Ao contrário dos módulos SIMM de
não utilize bit de paridade, o que, cer- 30 vias e 72 vias, os módulos OIMM
tamente, iria implicar nove desses possuem contatos em ambos os la-
chips em vez de oito como indicado dos do pente, justificando-se seu
na figura 3. nome Double In Une Memory Mo-
Ouanto à capacidade desse pen- dule (módulo de memória com duas
te, não há como "adivinhar"! Talvez ele linhas de contato ou em linha dupla).
seja de 1 Mbit, 2 Mbit, 4 Mbit etc. Quadro 1 Os módulos OIMM trabalham com
A identificação dos 30 pinos do
pente da Figura 3 se encontra no Oua-
dro 1 adiante, onde:

=> AO...A10 --1 bits de endereço


que especificam a linha e a coluna da
célula a ser acessada;
=> CAS --1 sinal, ativo em nível
baixo, para disponibilizar uma coluna
de endereços;
=> RAS --1 sinal, ativo em nível
baixo, para disponibilizar o acesso a
uma linha de endereços;
=> CAS 8 --1 sinal CAS para a
memória de paridade, se houver;
=> 000 ...007 --1 linhas de da-
dos (entrada/saída);
=> 08 --1 linha O da memória de Figura 4.

paridade (entrada);
=> 08 --1 linha O da memória de
paridade (saída);
=> WE --1 sinal, ativo em baixo,
para indicar uma escrita na memória;
=> Vcc e GNO --1 alimentação
do pente.

A Figura 4 mostra o desenho do


formato de um módulo típico SIMM de
CPU
72 pinos que possui um barramento
de dados de 8 bits (9 bits contando o (32 bits)
bit de paridade, nem sempre disponí-
vel) para comunicar-se com a CPU.
A grande vantagem, como já foi
visto, dos módulos de 72 pinos é que
ao invés de quatro pentes de 30 pi-
nos (Figura 5) para formar os 32 bits,
é preciso apenas um pente SIMM de
72 vias para formar cada banco de
memória nos micros 486 (lembre-se Figura 5.
que o 486 trabalha com 32 bits).

SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001 53


clock interno, clock do bus de dados,
definem a velocidade do sistema-
32 bits
clock (CK) é a menor unidade de tem-
po no processamento de dados sendo
usualmente tomada como unidade,
sendo medido em ciclos por segundo
(hertz - Hz). O clock interno de um
chip se relaciona com a velocidade
com a qual os dados trafegam na pla-
32bits ca-mãe. Exemplificando: se o
processador possui um clock de
300 MHz (megahertz) significa que os
dados são processados dentro do chip
à razão de 300 milhões de vezes por
segundo.

Memórias EDO (Extended Data


Output RAM)

O nome deste tipo de memória


pode ser traduzido como RAM com
Saída de Dados Estendida. As me-
Figura 7. mórias EDO foram criadas em 1994
trazendo mais uma melhoria significa-
palavras binárias de 64 bits (72 bits empregando os micros 386, 486 e nos tiva no modo de acesso a dados. Além
quando ao utilizar paridade), o que primeiros micras Pentium. de ser mantido o modo de acesso rá-
dispensa seu uso aos pares em micros Encontram-se memórias FPM na pido das memórias FPM, foram feitas
equipados com processadores forma de pentes SIMM de 30 vias ou algumas modificações para permitir
Pentium ou superiores - os pentes de 72 vias e com velocidades de acesso mais um pequeno truque, através do
184 pinos oferecem um barramento de de 80 ns, 70 ns e 60 nanossegundos, qual um acesso a dados possa ser ini-
dados de 128 bits. sendo as de 70 ns o tipo mais popu- ciado antes que o anterior termine,
Existe também uma versão lar - lembrar que o tempo de acesso permitindo aumentar perceptivelmen-
miniaturizada de módulo DIMM, cha- representa em quanto tempo a memó- te a velocidade dos acessos. O novo
mada Small Outline DIMM, simples- ria pode disponibilizar um dado requi- modo de acesso permite que as me-
mente SODIMM, utilizada em note- sitado e, é claro, quanto mais baixo mórias EDO funcionem com tempos
books. for o tempo de espera, mais rápidas de acesso de apenas 5-2-2-2 em uma
serão as memórias e melhor será a placa-mãe com BUS de 66 MHz, um
Memórias FPM (Fast Page Mode performance do sistema computacio- ganho de 25%!
RAM) na!. Instaladas em uma placa-mãe que Apesar de já ultrapassado, este
funcione com BUS de 66 MHz, os in- tipo de memória ainda é usado, sen-
A primeira melhora significativa na tervalos de espera (estados de espe- do fabricado em velocidades de 70 ns,
arquitetura das memórias veio com o ra - wait states ou WS) FPM não po- 60 ns e 50 ns, com predominância dos
FPM, ou modo acesso rápido (a tra- dem ser menores do que 5-3-3-3, sig- módulos de 60 ns. As memórias EDO
dução do nome poderia ser RAM com nificando que o processado r terá de são encontradas em módulos de 72
Modo de Página Veloz). esperar cinco ciclos da placa mãe para vias, existindo também alguns casos,
A idéia é que, ao ler um arquivo a memória efetuar a primeira leitura raros, de memórias EDO em encapsu-
qualquer gravado na memória, os da- de dados e somente mais três ciclos lamento DIMM.
dos estão na maioria das vezes gra- para cada leitura subseqüente - os As melhorias na arquitetura das
vados seqüencialmente. Não seria tempos de espera WS das memórias memórias EDO tornaram-nas incom-
preciso então enviar o endereço RAS podem ser configurados através do patíveis com placas- mãe equipadas
e CAS para cada informação a ser lida, setup. com chipsets mais antigos. Basica-
mas simplesmente, enviar o endere- A notação 5-3-3-3 deve ser inter- mente, apenas as placas para proces-
ço RAS (linha) uma vez e, em segui- pretada da seguinte forma: são utili- sadores Pentium e algumas placas-
da, enviar vários endereços CAS (co- zados 5 c10cks (períodos de relógio) mãe para 486 com slots PCI (as mais
luna). para transferir a primeira linha e a pri- recentes) aceitam trabalhar com me-
Devido ao novo método de aces- meira coluna e, depois disso, 3 clocks mórias EDO.
so, as memórias FPM conseguem ser para cada uma das colunas subse- Existem também placas "toleran-
cerca de 30% mais rápidas que as qüentes (isto caracteriza o denomina- tes" que funcionam com memórias
memórias convencionais e, apesar de do acesso no modo rajada - burst). EDO apesar de não serem capazes
já não serem fabricadas há bastante Convém esclarecer que a arquite- de tirar proveito do modo de acesso
tempo, foram utilizadas em sistemas tura do processado r e a velocidade de mais rápido e, finalmente, existem as

54 SABER ELETRÔNICA Nº 342JJULH0/2001


placas-mãe incompatíveis, que nem qual pode ser traduzida como: Memó- com qualquer velocidade de barra-
chegam a iniciar caso seja instalado ria Dinâmica Síncrona, uma vez que mento, 100 MHz, 133 MHz, 200 MHz
esse tipo de memória. ela trabalha sincronizada com o reló- ou até mais, desde que os tempos de
gio da CPU. espera fossem "setados" corretamen-
Memórias SEDO (Burst Extended As memórias SDRAM, por sua vez, te. Porém, quanto mais alta a velocida-
Data Output RAM) são capazes de trabalhar sincroniza- de, maiores teriam que ser os tempos
das com os ciclos da placa-mãe, sem de espera e pior seria o desempenho
As memórias SE DO utilizam uma tempos de espera. Isto quer dizer que das memórias. Por isso, não se costu-
espécie de pipeline para permitir aces- a temporização de uma memória ma utilizar memórias EDO ou FPM em
sos mais rápidos. Em um SUS de SDRAM é sempre de uma leitura por velocidades de barramento superiores
66 MHz, as memórias SEDO são ca- ciclo. Independentemente da velocida- a 75 MHz, apenas memórias SDRAM.
pazes de funcionar com temporização de de barramento utilizada, a tempori-
de 5-1-1-1, quase 30% mais rápido zação das memórias SDRAM poderá Memórias PC-100 e PC-103 (Me-
que as memórias EDO. O mais inte- ser de 5-1-1-1 (notar que apenas a mórias de 100 MHz e 133 MHz)
ressante é que o custo de produção partir do segundo ciclo a memória é
das memórias SEDO é praticamente capaz de manter um acesso por ciclo, O Padrão PC-100, desenvolvido
o mesmo das memórias EDO e FPM. o primeiro acesso continua tão lento pela ISM, consiste numa série de
O maior impedimento à popu- quanto em memórias EDO e FMP: 5 especificações que visam a fabricação
larização das memórias SEDO foi a ciclos). de memórias capazes de funcionar
falta de suporte por parte dos chipsets Como é preciso que a memória estavelmente com velocidades de
Intel, que suportavam apenas memó- SDRAM a ser usada seja rápida o su- barramento de 100 MHz e 133 MHz.
rias EDO e SDRAM (no caso dos mais ficiente para acompanhar a placa- Teoricamente, qualquer memória
modernos). mãe, encontram-se no mercado ver- SDRAM com tempo de acesso abai-
No final, as sucessoras das memó- sões com tempos de acesso entre xo de 10 ns poderia funcionar a
rias EDO acabaram sendo as memó- 15 ns e 6 ns. 100 MHz, pois 1/1Ox10-9 = 100 MHz.
rias SDRAM que, apesar de um pou- Para determinar a velocidade má- O problema é que, apesar das memó-
co mais caras, oferecem uma xima de operação de uma memória rias SDRAM comuns (chamadas de
performance levemente superior às SDRAM, basta calcular o inverso de PC-66, por terem funcionamento ga-
SEDO e desfrutam de compatibilida- seu tempo de acesso, ou seja: uma rantido a apenas 66 MHz) oferecerem
de com todos os chipsets modernos. memória SDRAM com tempo de aces- tempos de acesso de até 9 ns ou mes-
As memórias SEDO, operando so de 15 ns poderia funcionar com mo 8 ns, elas muitas vezes possuem
com barramentos de 66 MHz, ofere- BUS de apenas 66 MHz, já que 1/ um tempo de latência muito alto, fa-
cem ciclos de modo rajada 5-1-1-1 (os 15x10-9 '" 66 MHz. Outra, com tempo lhando quando obrigadas a funcionar
cinco clocks iniciais mantêm-se da de acesso de 12 ns, já poderia funci- a 100 MHz e pior quando funcionan-
mesma forma que na memória onar com BUS de 75 MHz ou até do a 133 MHz. Apesar de inicialmen-
EDO RAM), o que dá um ganho da 83 MHz, pois 1/12x10-9 '" 83 MHz. te os fabricantes terem encontrado di-
ordem de 38% relativamente às me- Justamente o fato de funcionarem ficuldades para produzir as memórias
mórias EDO RAM. sincronizadas com os ciclos da placa- PC-100, com a proliferação dos
O nome deste tipo de memória mãe torna as memórias SDRAM mui- processadores que rodam com BUS
poderia ser traduzido como: RAM com to mais rápidas que suas antecesso- de 100 MHz, como as versões de
Rajada de Dados Estendida que, rasoUma memória SDRAM com tem- 350 MHz, 400 MHz e 450 MHz do
conforme se viu, foi inspirada na EDO po de acesso de 12 nanossegundos Pentium II e os K6-2 de 300 MHz,
RAM. consegue ser cerca de 30% mais rá- 350 MHz, 400 MHz e 450 MHz, essas
pida que uma memória EDO de 60 ns memórias vêm se tornando populares.
Memórias SDRAM (Synchronous num BUS de 66 MHz (5 + 1 + 1 + Atualmente encontram-se à venda
Dynamic RAM) 1 = 8 ciclos por 4 acessos na memó- memórias PC-100 com tempos de
ria SDRAM contra 5 + 2 + 2 + 2 = 11 acesso de 10 ns, 9 ns, 8 ns, 7 ns ou
Tanto as memórias FPM quanto as ciclos por 4 acessos da memória até mesmo 6 ns.
memórias EDO são assíncronas, isto EDO), e quase 50% mais rápida num Vale lembrar que memórias
significa que elas trabalham em seu BUS de 83 MHz (5 + 1 + 1 + 1 = 8 da SDRAM de boa qualidade, podem
próprio ritmo, independentemente dos memória SDRAM contra 6 + 3 + 3 chegar a funcionar até a 100 MHz,
ciclos da placa-mãe. Isso explica por + 3 = 15 da memória EDO). Caso fos- mas não existe nenhuma garantia, é
que memórias FPM que foram se utilizado um barramento de como um tiro no escuro. Além disso,
projetadas para funcionar em placas 100 MHz (nesse caso seriam neces- com memórias SDRAM comuns tra-
para processadores 386 ou 486 (que sárias memórias PC-100), as memó- balhando nesta velocidade, perdemos
trabalham com SUS de 25 MHz ou rias EDO se mostrariam quase 2,5 em confiabilidade.
33 MHz), rodam sem problemas em vezes mais lentas (5 + 1 + 1 + 1 = 8
placas para processadores Pentium, contra 7 + 4 + 4 + 4 = 19). Memória Cache:
que funcionam a 66 MHz - disso Por não trabalharem sincronizadas
advém o termo synchronous da desig- com o clock da placa-mãe, as memó- Consiste em um elo (veloz) de co-
nação desta memória em inglês, a rias FPM e EDO poderiam trabalhar municação entre a UCP (Unidade

SABER ELETRÔNICA N2 342/JULHO/2001 55


Central de Processamento) e a MP O croqui apresentado na Figura 8 esta de crescimento de velocidade
(Memória Principal) e, com isso, au- mostra sucintamente como se desen- que não foi acompanhada pelas me-
menta o desempenho de sistemas de volve o processo de cache em um sis- mórias.
computação. tema computacional "caseiro". O Está-se, então, frente a uma crise
A memória cache possui uma im- controlador de cache é necessário da performance entre processadores
portância fundamental armazenando para operar a memória cache: os e memória.
os dados mais requisitados
processador
pelo
e evitando, na grande
maioria das vezes, que seja necessá-
controladores movem blocos de bytes
entre a memória principal MP e a me-
mória cache.
Com o avanço dos softwares, a
entrada de programas multimídia que
usam a memória intensamente, tanto
I
rio buscar ou escrever dados direta- Quando a informação (palavra) para escritórios como para micros do-
mente na lenta memória RAM. solicitada pela CPU não estiver no mésticos, está aumentando a neces-
Apesar de todos os processa- cache, o controlador carrega não só sidade de tráfego de dados entre a
dores a partir do 486 possuírem uma essa palavra, mas todo o bloco onde CPU e a memória.
pequena quantidade de cache incor- ela está contida (esses blocos têm, ti- Com avanços nas velocidades dos
porado ao próprio núcleo do proces- picamente, tamanhos entre 4 bytes, 8 microprocessadores, e a entrada em
sador, chamado de cache primário ou bytes ou 16 bytes), deixando prepara- ação dos softwares que delegam mui-
L 1 (Leve/1), ele é muito pequeno Uus- do o "circo" para o próximo acesso tas tarefas ao subsistema gerenciador
tamente pelo fato das memórias usa- que, certamente, se encontrará no blo- de memória, logo teremos as neces-
das no cache L 1 serem extremamen- co lidos anteriormente - cada vez que sidades de memória dos usuários co-
te caras e dissiparem uma "brutal" o dado solicitado pela CPU se encon- muns ao redor de 1 GB!
energia), por isso, usa-se também trar na memória cache diz-se que hou- Conseqüentemente, existe uma
uma quantidade um pouco mais ge- ve um "acerto" (hit); em caso contrário necessidade de novas tecnologias de
nerosa de tipos um pouco mais bara- diz-se que houve uma "falta" (fau/t) e memória que afastem essa "crise".
tos de memória cache na placa- a eficiência do cache é estabelecida Isso, porém, estará em outro capítulo,
mãe - este cache é chamado de cache pela razão entre acertos e o total de como também será outro capítulo o
secundário, ou L2. acessos realizados6• estudo das DDR SDRAM (Doub/ed
O circuitos que controlam o cache Data Rate SDRAM - SDRAM com
primário (L 1) são incorporados ao pró- taxa de dados dobrada) que, em ver-
prio núcleo do processador, enquan- CONCLUSÃO dade, são duas memórias SDRAM
to os circuitos que controlam o funcio- operando em paralelo permitindo, des-
namento do cache L2 são localizados Rápidos desenvolvimentos em ta forma, duplicar a taxa de transfe-
no chipset, que por sua vez fica loca- hardware e software estão aparecen- rência. Merecedor de um outro capí-
lizado na placa-mãe. Os processado- do no mercado para satisfazer a alta tulo também é o estudo da DR DRAM
res Pentium 11, Celeron e Xeon são a necessidade de desempenho dos fa- (Direct Rambus RAM) que utiliza uma
exceção a esta regra, pois neles o bricantes de computadores. Há alguns arquitetura inédita.
cache L2 e seus circuitos controlado- anos atrás a Intel previu que o desem- Igualmente não podem ser ignora-
res fazem parte do próprio cartucho penho das CPU's iria dobrar a cada das as memórias de vídeo VRAM
do processado r. 18 meses. E a previsão estava corre- (Vídeo RAM), que permitem respon-
O cache L 1 e o cache L2 trabalham ta. De 1980 até hoje, a velocidade dos der a dois acessos simultâneos: um
em conjunto formando uma espécie chips padrão da Intel aumentou 300 da CPU para atualizar os dados e ou-
de escada de três degraus para os vezes (de 5 MHz para 1,5 GHz), taxa tro do controlador de vídeo ...
dados.
Inicialmente, o programa é carre-
gado na memória RAM, e conforme o
Memória Cache
processador for requisitando dados
referentes ao programa aberto (em
(SORAM)
operação), estes dados vão sendo ar-
mazenados no cache L2, sendo os
dados mais requisitados armazenados
no cache L 1.
Na maioria dos processadores atu-
ais, entre eles o Pentium 11, o K6 e o
6x86 da Cyrix, o cache L 1 é subdividi-
do em duas sessões (dados e instru-
ções), do mesmo tamanho. Num 6x86
MX que possui 64 kB de cache L 1 por
exemplo, tem-se duas sessões de Figura 8.
32 kB cada uma: uma sessão se des-
tina a armazenar dados usados pelo 5 Os programasapresentamumacaracterísticachamada'localidade',ou seja, grandepartedas
programa, enquanto a outra se desti- instruçõesou dadosnecessáriosà execuçãodos programasse encontraem endereçosvizinhos.
na a armazenar instruções. 6 Essamedidapercentualé conhecidapor taxa de acertos (hit ratio em inglês).

56 SABtR tLtTRÔNICA Nº 342/JULHO/2001


CIRCUITOS PARA
ENFRENTARA
CRISE DE
ENERGIA
A crise de energia com a possibilidade de termos cor-
tes em momentos inoportunos, e além disso a necessidade
de reduzirmos o consumo, leva os leitores da área eletrônica
a pensar como suas habilidades neste setor poderiam ser úteis.
De fato, existem circuitos relativamente simples que podem aju-
dar na redução do consumo de energia e também atuar como siste-
mas de emergência no momento em que ocorrer o corte. Neste artigo,
descrevemos alguns projetos que podem ser úteis para quem deseja
empregar tecnologia eletrônica para enfrentar a crise.

Existem circuitos relativamente 1) REDUTOR DE CONSUMO


simples que, se utilizados no momen- COM 01000
to certo e de forma apropriada, podem As lâmpadas incandescentes e
ajudar muito a reduzir o consumo de dispositivos de aquecimento são os
energia elétrica em residências ou grandes vilões no consumo de ener-
mesmo instalações comerciais e in- gia. Produzir luz pelo aquecimento de
dustriais. um filamento é um desperdício, uma
Do mesmo modo, circuitos relati- vez que para cada 100 W de energia
vamente simples podem ser úteis para consumida apenas 20 a 25 W são con-
enfrentar os cortes em momentos vertidos em luz, enquanto que o res-
mais críticos como, por exemplo, quan- tante perde-se em calor.
do estiver escuro. A recomendação básica é trocar as
Os projetos dados a seguir são lâmpadas incandescentes por equiva-
idéias práticas básicas possíveis de lentes de menor potência fluorescen-
serem alteradas conforme a aplica- tes ou eletrônicas. No entanto, as ins-
ção de cada um, e dependendo de talações fluorescentes e as lâmpadas
como isso for feito podem realmente eletrônicas são bem mais caras que
resultar em uma boa redução no con- as lâmpadas incandescentes comuns,
sumo de energia. fato que pode significar um problema

57
0
'V
para as pessoas A
de menor poder aqui- O""c
8
sitivo. 0""0 51 52
Uma solução que propomos para 1 1N4004f7
I

o caso das lâmpadas incandescentes 01


sem a necessidade da troca é a redu-
ção de sua potência nos momentos
em que a potência máxima não seja
imprescindível. Assim, numa sala de
estar em que exista uma lâmpada de
100 W, pode-se perfeitamente no caso Para maior potência (até 500 W), tro- W, ou o brilho de lâmpadas incandes-
de ninguém estar lendo ou praticando que o diodo pelo 1N5404 (110 V) ou centes.
alguma atividade que necessite de 1N5407 (220 V). Observamos que este A montagem pode ser feita numa
máxima luz, reduzir a luminosidade e, circuito não pode ser usado com apa- pequena placa de circuito impresso
com isso, o consumo para pouco mais relhos eletrônicos, lâmpadas fluores- conforme é apresentado na figura 4 e
de 50 W. (50% de redução é bem mais centes ou eletrônicas. o TRIAC deve ser dotado de um radi-
do que o exigido pelo programa do ador de calor.
Governo!). Material: O TRIAC deve ser sufixo B se a
Isso pode ser feito com pouco in- O, - Oiodo 1N4004 (110 V) ou rede for de 110 V, e O se for 220 V. O
vestimento: um diodo e um interruptor 1N4007 (220 V) - para o caso de capacito r eventualmente precisará ter
duplo, conforme ilustra a figura 1. potências até 100 W seu valor alterado de modo a compen-
O interruptor 81 continua a contro- 81,82 - Interruptores simples sar as tolerâncias dos demais compo-
lar o acendimento da lâmpada (liga! nentes no sentido de obter a regula-
desliga). O interruptor 82 controla o gem da potência na faixa de Oa apro-
consumo e a luminosidade em dois ximadamente 100%.
níveis. Quando fechado, deixa passar 2) DIMMER Este circuito também não deve ser
os dois semiciclos e a lâmpada acen- O controle linear da potência apli- usado com eletroeletrônicos sensíveis
de com a máxima potência. Quando cada a uma carga alimentada pela a variações de tensão, lâmpadas flu-
aberto, ela passa para a condição de rede de energia pode ajudar muito a
"baixo consumo" com o diodo deixan- economizar energia. Ilustrando ape- NÃO ÀS LÂMPADAS
do passar apenas metade dos semi- nas a potência necessária à aplicação, INCANDESCENTES!
ciclos da alimentação. A lâmpada eliminamos o desperdício.
acende com brilho reduzido e conso- Os dimmers são controles lineares As lâmpadas incandescentes
me menos energia. de potência e podem ser usados com têm uma eficiência muito baixa
Com o diodo 1N4004 (110 V) ou motores, lâmpadas, aquecedores e quando convertem energia elétri-
1N4007 (220 V) podemos aplicar esse outros equipamentos que admitem ca em luz. De fato, apenas 25% da
circuito à lâmpadas de até 100 W. uma tensão variável para seu funcio- energia é aproveitada na forma de
O mesmo circuito pode ser usado namento. luz e 75% é convertida em calor.
para reduzir o consumo de eletrodo- Podemos perfeitamente reduzir o Dessa forma, quando usamos este
mésticos que produzam calor a partir brilho de uma lâmpada ou a tempera- tipo de lâmpada, além de desper-
de energia, levando-os a uma condi- tura de um elemento de aquecimento diçarmos quase 75% da energia,
ção de espera de baixo consumo. Bas- quando necessário, economizando ainda temos o agravante de que
ta então instalar o diodo e os interrup- assim energia. ela contribui para aquecer o ambi-
tores numa caixinha, conforme mos- Na figura 3 damos o diagrama de ente. Se possível, nos locais em
tra a figura 2, e usar a posição de me- um dimmerusando um TRIAC TIC226 que a iluminação deve ser cons-
nor potência quando necessário. para 8 ampéres. tante, troque lâmpadas incan-
Podemos empregar este circuito Este dimmer pode ser usado para descentes comuns por lâmpadas
para manter o ferro de soldar em con- reduzir a velocidade de ventiladores, fluorescentes ou eletrônicas.
dição de "meio consumo", mas, quen- a temperatura de aquecedores até 800
te, ou ainda em aquecedores de ma-
madeiras, cafeteiras, etc, desde que Figura3
seu consumo não ultrapasse 100 W.
Interruptores

Triac
'Vd2 TIC
110 2268
(220 V) C1
A 8 150 nF
(220 nF)

58 SABER ELETRÔNICA Nº 342JJULH0/2001


orescentes e eletrônicas. Seu uso nível exato de iluminação ambiente a
deve limitar-se a eletrodomésticos com partir do qual a lâmpada deve ser aci- LÂMPADAS ELETRÔNICAS
motores, lâmpadas incandescentes e onada normalmente.
elementos de aquecimento. Este circuito é indicado para ser As lâmpadas eletrônicas pos-
usado com lâmpadas incandescentes suem um circuito interno que gera
uma vez que o circuito usa um TRIAC. um sinal de freqüência e tensão re-
Para outros tipos de instalações deve- lativamente altas, o qual é aplica-
se empregar um relé de corrente al- do a um tubo de gás. Com o sinal
ternada. Isso ocorre no caso do uso de alta freqüência e alta tensão o
de lâmpadas fluorescentes ou mesmo gás ioniza-se emitindo luz com
eletrônicas. grande rendimento. Com essas
lâmpadas a maior parte da ener-
Material: gia é convertida em luz e apenas
TRIAC - TIC2268 ou TIC226D uma pequena parcela em calor. Por
(conforme a rede ,de energia) com exemplo, podemos obter com uma
radiador de calor lâmpada típica de 20 W de consu-
R1- 10 kQ x Y2 W - resistor
mo a mesma quantidade de luz
P1- 220 kQ - potenciômetro que uma incandescente comum de
3) LUZ AUTOMÁTICA - INIBIDOR LDR - LDR comum redondo 75 W gera.
DE CONSUMO S1 - Interruptor simples
Manter uma lâmpada acesa em um Xl - Lâmpada incandescente de 5 Nesses casos, é desperdício deixar
ambiente claro representa um eviden- a400W uma lâmpada permanentemente ace-
te desperdício de energia. Isso pode Placa de circuito impresso,' fios, sa.
ocorrer perfeitamente em nossa pró- solda, etc. A melhor solução é uma lâmpada
pria casa. que possa ser acionada apenas pelo
O circuito que descrevemos pode tempo necessário para achar a cha-
ser usado em qualquer parte e sim- 4) LUZ TEMPORIZADA ve e abrir a porta, ou então para fe-
plesmente desliga uma lâmpada Muitas vezes precisamos da ilumi- char a porta e sair do local sem pro-
incandescente ou de outro tipo, se o nação artificial de um local apenas por blemas.
nível de iluminação natural do local for alguns segundos. É o caso do saguão A maioria dos edifícios de aparta-
considerado suficiente para dispensar de entrada de prédios e residências. mentos utiliza este tipo de recurso: na
a luz artificial. Dessa forma, evita-se
que uma luz seja deixada acesa ou
mesmo acionada sem necessidade.
O que temos é um circuito com um
sensor que corta a alimentação de
uma lâmpada se o nível de ilumina-
ção natural no local superar um certo
valor. A ação deste circuito pode fazer o
com que o desligamento da lâmpada
seja automático.
Se a iluminação ambiente for con-
siderada elevada, mesmo que se ten-
te acionar o interruptor que liga a lâm-
pada ela não acenderá.
Evidentemente, à noite o circuito
é desabilitado e o interruptor geral Figura 4

'ro
passa a atuar normalmente.
Na figura 5 temos o diagrama
completo deste circuito inteligente que
X1
poderá ajudar a economizar energia. 5a400W
A montagem do aparelho pode ser
feita numa pequena placa de circuito
impresso, conforme ilustra a figura 6. Av
O sensor é um LDR (Fotorresistor) 110
que deve ser montado num tubo opa- 220 V) TRIAC
co e apontado para uma direção em TIC226 B (110 V)
que possa receber apenas a ilumina- TIC226 D (220 V)
ção ambiente.
O trimpot faz o ajuste de sensibili-
Figura 5
dade de modo a se poder escolher o

SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001 59


componentes para alcançar os valo-
Figura6
res desejados.
O SCR deverá ser montado num
radiador de calor.

S1
==-
:~.~ p,.
~ ..
COR@}:)
~
/

(f Jr~
- .. 01
}X1

TRIAC ~

~ [<L" ' -

D1
1N4004 (110 V) X1
40a100W
1N4007 (220 V)
5) LUZ DE EMERGÊNCIA (I)
Nosso primeiro circuito é bastante
R1
simples e ajuda a evitar o perigo de
100 haver um corte de luz à noite manten-
SCR
C1 do todos os locais de uma casa com-
TIC106 B (110V)
10 ~F TIC106 D (220 V)
pletamente às escuras. Ele faz uso de
A duas pilhas pequenas e uma lâmpa-
a
100 ~F
da de lanterna.
470 k.Q
Figura7 Mantido ligado na rede de energia,
ele simplesmente deixa a lâmpada

entrada dos apartamentos existe um


interruptor que é pressionado por um
instante e faz a lâmpada que ilumina Figura8
o local acender por um determinado
tempo que poderá variar entre 30 e
50 segundos.
Esse circuito pode ser facilmente
implementado em sua casa e com isso
ajudar na economia de consumo de
energia.
Na figura 7 temos o circuito com-
pleto de uma luz temporizada simples
usando um SCR.
A montagem do circuito numa pla-
ca de circuito impresso é mostrada na
figura 8.
Como o SCR é um interruptor de
meia onda, a lâmpada acenderá com
brilho reduzido (para maior economia).
Optamos pelo uso do SCR pela maior
sensibilidade facilitando assim a ela-
boração do circuito de tempo.
O tempo de acionamento depen-
de do capacitor C1 e do resistor R1. O
leitor poderá fazer alterações nesses

60 SABER ELETRÔNICA NQ 342/JULHO/2001


carga constante até o momento do
ENERGIAS ALTERNATIVAS
Material: corte. Nesse momento, o circuito en-
Q1- 80136 - transistor NPN de uso tra em ação e a lâmpada acende.
Não precisamos apenas da ele- O circuito completo para esta ver-
geral
tricidade fornecida pela empresa são é dado na figura 11.
R1- 4,7 kn x 1/8 W - resistor
distribuidora para alimentar muitos A montagem numa pequena pla-
R2 -10 kn x 1/8 W - resistor
de nossos equipamentos. Um caso ca de circuito impresso é dada na fi-
P1 - 47 kn x 1/8 W - trímpot
importante a ser analisado em ter- gura 12.
C1 - 10 ~F x 16 V - capacitor
mos de energia alternativa é o da eletrolítico O trimpot deve ser ajustado para
energia solar. Num país tropical que, ao ser desligado da rede de ener-
01 - 1N4004 (110 V) ou 1N4007
como o nosso dispomos de aproxi- gia, o transistor entre em condução
(220 V) - diodo
madamente de 1 kW de energia fazendo com que a lâmpada acenda.
X1 -lâmpada de 6 V x 100 mA
solar por metro quadrado. Para este caso, como as pilhas são
81 - 4 pilhas pequenas ou médias
Se bem que esta energia não Placa de circuito impresso, fios, recarregáveis e possuem uma capa-
possa ser convertida com facilida- solda, etc. cidade de armazenamento de energia
de em energia elétrica (as fotocé- maior, pode-se empregar lâmpadas de
lulas são caras e têm baixo rendi-
um pouco mais de potência, sendo
mento, servindo apenas como fon- que as de 6 V de até 200 mA são as
6) LUZ DE
tes de baixa potência), existem ou- EMERGÊNCIA (11) recomendadas.
tras formas racionais de se fazer o Uma versão mais sofisticada do O circuito funciona tanto na rede
seu aproveitamento. sistema anterior faz uso de pilhas de 110 V quanto na de 220 V sem
Os maiores vilões no consumo
recarregáveis de Nicad (pequenas ou necessidade de alteração nos valores
de energia elétrica são os equipa- médias) e mantém estas pilhas em dos componentes.
mentos que geram calor (ferros de
passar, chuveiros, aquecedores de
ambiente, torneiras elétricas, etc.).
Podemos pensar perfeitamente na
utilização para o aquecimento da Figura9
água em nossas casas ou estabe- +
lecimentos comerciais e industriais
da energia solar. -sv
-- 81

desativada quando há energia na


rede. No momento em que ela é cor-
tada, a lâmpada acende alimentada
pelas pilhas comuns.
Trata-se de uma montagem ideal
01
para ser deixada principalmente em
quartos de crianças que podem se
assustar com a repentina escuridão.
O circuito, em sua versão mais sim-
ples, é apresentado na figura 9.
IOra1=1
'~='
-I
Neste circuito o trimpot é ajustado
para manter apagada a lâmpada
quando o circuito é ligado à rede de
energia. Quando o circuito for Q
desconectado, simulando um corte na
~ °1 01
energia, ela deverá acender.
Na figura 10 temos a montagem ro -Gl- Q1
do circuito numa pequena placa de
circuito impresso. ~ ~D
Recomendamos o uso de quatro
pilhas pequenas ou médias (alcalinas) P, ~ B_R'.
e uma lâmpada de lanterna de 6 V de
no máximo 100 mA de corrente para
-E::::::)-_ -~o· h C1
maior autonomia. De tempos em tem- R1 . .Qj

pos o estado das pilhas deve ser veri-


ficado. O circuito funciona tanto na
rede de 110 V quando na de 220 V
sem qualquer alteração nos valores Figurar10
dos componentes.

SABER ELETRÔNICA Nº 342fJULHOf2001 61


R1 NO-BREAK
Figura11
470Q(1 W)
Os no-breaks usados para im-
pedir que o computador desligue
imediatamente quando a energia
é cortada não são fontes de ener-
gia que possam alimentar esses
equipamentos por muito tempo.
F1 . Assim, tão logo haja um corte, seu
500 mA
uso deve limitar-se a alguns minu-
tos no máximo, tempo suficiente
para que se salvem os dados de
um computador na sua memória.
Não devemos continuar a trabalhar
Figura12 normalmente só porque o compu-
tador possui um no-break.
Esses equipamentos podem
funcionar também alimentando
uma lâmpada de emergência.

Material: "
D1.;- 1N4002.\- diodo de silício
R1 - 470 nx'1 W - resistor
C1 - 4701JF/25 V - capacito r
eletrolítico' .
K1 - Relé de12 V- 50 a 100 mA
de bobina .
B1 - Bateria de Nicad
F1 -:-Fusível de 500 mA
T1 '- Transformador Gomprimário
conforme a rede local e secundá-
rio de 12 V com 150 mA ou mais de
corrente
X1 - Lâmpadá de acordo com a.
bateria' .
Placa de circuito impresso, caixa'
para montagem, cabo de força, fios,
R1 solda, suporte de fusív~l,etc.
470Q(1 W)

7) LUZ DE EMERGÊNCIA (III)


Este circuito é ainda mais sofisti-
Figura13 cado, pois faz uso de uma bateria de
carro ou moto de maior capacidade.
D1
1 N4002
A bateria é mantida constantemente
em carga lenta (com baixo consumo
de energia). Quando ocorre o corte de
energia, o circuito comuta e a bateria
F1 P1 passa a alimentar um conjunto de pe-
100 kn X1
500 mA
12V quenas lâmpadas de 12 V.
C1 Uma bateria de 10 Ah por exem-
470 pF plo, pode alimentar 5 lâmpadas de
12 V x 200 mA similares às usadas no
interior de carros por 10 horas segui-
das. Uma possibilidade é empregar
um inversor e alimentar uma lâmpada
LDR fluorescente.
O circuito completo desta versão
de sistema de iluminação de emergên-
cia é visto na figura 13.

62 SABER ELETRÔNICA Nº 342JJULH0/2001


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Figura 14 HIDRO EIEIRO para Eletrônica.

A montagem dos componentes ~


numa pequena placa de circuito im-
presso é ilustrada na figura 14.
O relé pode ser de qualquer tipo
de baixa corrente para 12 V e o trans- Lab. pl Eletrônica Digital
formador deve ter um enrolamento
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energia e secundário de 1.2 V com o Brasil via correio (SEDEX)
corrente entre 100 e 250 mA.
Um pequeno transformador como Laboratórios
esse não consome mais do que uns • Eletricidade Básica CCCA
5 W, o que é irrisório se considerar- • Kit H1brido Z80/8031-51
mos que ele deve ficar permanente- •• Kit Mecatrôruca e Robótlca
mente ligado. I) Sistema de Automação CLP
Este circuito é "inteligente", no sen- @ Fontes Reguláveis
tido de que o sensor de luz faz com • Kit de Trans. / Recep. UHF
que o relé somente seja acionado se " Kits para Alunos e Escolas
o ambiente ficar no escuro. O ajuste
do ponto de disparo em função da luz Tel: (011) 4367 5569
ambiente é feito no trimpot. (011) 4368 9220
• [Link]@[Link]

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SABER ELETRÔNICA N2 342/JULHO/2001 63


,;
EIVI NCJTIC::I~S JEFF ECKERT

TECNOLOGIAS AVANÇADAS supercondutor. Dentre as descobertas COMPUTADORES E REDES


interessantes, estão as seguintes:
Velho Composto Torna-se Novo Sua transição para supercon- Simulações por
Supercondutor dutor é muito mais alta do que a do Computador Levam a
nióbio-Iatão, que se torna um super- Melhores Estruturas
Ainda neste ano, pesquisadores condutor a 20 ºK. Esta é a mais alta
japoneses da Universidade Aoyama temperatura de transição previamen- O projeto "Walk Thru" desenvolvi-
de Tóquio descobriram acidentalmen- te conhecida para uma substância do por dois professores da Universi-
te que um composto comum, o dibo- metálica. dade da Carolina do Norte e financia-
reto de magnésio (MgB2), age como do pelo National Science Foundation
supercondutor a temperaturas abaixo Além dos materiais supercon- é um conceito de simulação avança-
de 30 ºK. dutores cerâmicos padrão, o MgB2 da que usa informações geradas por
A descoberta gerou um conside- pode ser moldado em fios supercon- computer aided design/computed
rável entusiasmo no mundo da Física dutores e esfriado por refrigeradores aided manufacturing (CAD/CAM) para
e, de fato, em março de 2001 o en- elétricos pelo uso de hélio líquido, tor- criar realidade virtual em 3D.
contro da American Physical Society nando-se mais útil para aplicações A meta é possibilitar a arquitetos e
(APS) atraiu palestrantes do Japão, comerciais que vão da ressonância engenheiros "caminharem" através de
Coréia, Suiça, Itália, Inglaterra, Fran- magnética à geração de energia. estruturas complexas virtuais antes
ça, Alemanha e dos Estados Unidos, que as reais sejam construídas. Veja
todos eles para discutir os resultados Imediatamente acima da as figuras 1, 2 e 3. Desta forma, os
dos experimentos que realizaram com temperatura de transição, o MgB2 tem projetistas poderão localizar e elimi-
a substância. Um total de 79 documen- uma resistividade que é aproximada- nar problemas estruturais (em poten-
tos foram apresentados. mente igual à do cobre. Outros mate- cial) em construções e outras grandes
O prof. Jun Akimitsu e outros pes- riais têm resistências da ordem de 20 estruturas antes que a construção co-
quisadores tiverem o cuidado de fa- vezes mais. mece. Um exemplo disso é mostrado
zer uma analogia química com o no gráfico gerado por computador, do
Hexaborido de Cálcio (CaB6) substi- O material pode conduzir
tuindo o cálcio pelo magnésio, quan- aproximadamente 2 x 105 A de cor-
do descobriram as desconhecidas pro- rente.
priedades do MgB2•
O composto tem sido disponível O MgB2 é facilmente obtido e rela-
comumente desde 1953, mas nin- tivamente barato, além de poder ser
guém havia notado que, quando es- encomendado on-Iine por empresas
friado, ele se torna supercondutor. como a Alfa Aesar ([Link])
Naquela época, os pesquisadores, in- onde ele está listado simplesmente
corretamente, acreditavam que aque- como boreto de magnésio. Informação
la substância deveria ter 3,8 elétrons adicional poderá ser obtida no site da
por átomo para se tornar um bom APS em [Link]. Fig 1 - Vista exterior do Double Eagle.

64 SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001


Fig2 - VistadoDoubleEagle.

petroleiro Double Eagle. Essa imagem


é derivada de 82 milhões de elemen-
tos separados CAD/CAM. A embarca-
ção inteira pode ser percorrida da
popa à proa, por fora e por dentro. O
programa também pode ser usado
para simular uma estação distribuido-
ra de energia elétrica com 13 milhões
de elementos. Os modelos do projeto
"Walk Thru" foram desenvolvidos por
poderosas estações gráficas construí-
das pela Silicon Graphics, mas eles
só rodam em PCs de alto desempe-
nho. As imagens podem ser visua- Fig.3 - Vistaexteriordeumausinageradoradeenergia
lizadas também em "cavernas de rea- criadapeloprograma.
lidade virtual", que permitem ao usu- liv1.5 da Hewlett Packard, a AIX-5L da cisa de tempos curtos, da ordem de
ário fazer experiências em escala real. IBM e o Linux. A Caldera International, trilionésimos de segundo. O CI Falcon
O projeto, que está sendo desenvolvi- Red Hat, SuSE Linux e Tubolinux pla- (figura 4) foi originalmente desenvol-
do desde 1980, é o trabalho dos pro- nejam fornecer versões de 64 bits do vido para gravar sinais críticos de tem-
fessores Fred Brooks e Dinesh sistema operacional Linux. po em testes de vôo de armas, mas
Manocha. No ano passado, o Prof. Os sistemas baseados no Itanium usa tecnologia padrão CMOS, e é ba-
Brooks recebeu o premio Turing ( a caracterizam-se por uma memória rato de fabricar apresentando um po-
honra máxima no campo da Compu- cache grande, endereçamento de 64 tencial muito mais amplo. O dispositi-
tação) da Association for Computing bits e habilidade para executar mais vo emprega uma técnica de "estica-
Machinery. Para mais detalhes, visite: operações simultaneamente de modo mento de pulso", que aumenta a du-
[Link]/-walk. Diversas ani- a aumentar a velocidade de proces- ração do pulso de saída de 64 a 200
mações em 3D podem ser visualiza- samento para mais de 16 terabytes de vezes em relação ao pulso de entra-
das em [Link]/-geom/ dados. O processador de ponto flutu- da, possibilitando assim uma análise
rendering/[Link] I. ante do Itanium torna possível com- melhor detalhada mais tarde. O con-
putações complexas como as exigidas ceito é análogo ao de se gravar um
Aparecem os Sistemas pela procura de dados, aplicações ci- evento esportivo com uma câmera de
Baseados no Itanium ™ entíficas e técnicas. alta velocidade e depois repassá-Io
Os processadores Itanium possu- mais devagar de modo a se obter uma
Quando da edição desta coluna, em memórias cache L3 de 2 e 4 MB, vista mais detalhada do que ocorreu.
diversos fabricantes já terão apresen- e freqüências de operação de 800 e Dentre as aplicações sugeridas estão
tado a linha inicial de servidores e es- 733 MHz, com preços na faixa de a medida de distâncias, medidas de
tações de trabalho baseados no 1.177 e 4.227 dólares. níveis de líquidos em fábricas de pro-
Itanium, da Intel. A empresa espera dutos químicos, sistemas anti-colisão
que aproximadamente 25 fabricantes
em veículos e vários procedimentos
de computadores devam apresentar CIRCUITOS E COMPONENTES de testes.
mais de 35 modelos ainda este ano.
O dispositivo não está atualmente
Visando aplicações de alta peforman- CI Digital Mede Tempos de em produção, mas o Sandia está pro-
ce, o processado r Itanium é o primei- 125 picossegundos curando ativamente parceiros para a
ro de uma família de 64 produtos da produção em massa e comerciali-
Intel. Quatro sistemas operacionais Ken Condreva, um pesquisador do zação. Se sua empresa estiver inte-
deverão suportar os sistemas basea- Sandia National Laboratories, projetou ressada, contate Scott Vaupen
dos no Itanium, incluindo a platafor- e patenteou um dispositivo que possi- (sbvaupe@[Link]) para mais
ma Windows da Microsoft, a HP-UX 1 bilita uma medida extremamente pre- informações.
SABER ELETRÔNICA N2 342/JULHO/2001
65
ções em: [Link].
Outras empresas dos Estados Unidos
estão envolvidas neste mercado emer-
gente (muitas importando componen-
tes de poucos fabricantes da Ásia),
incluindo a subsidiária da Ford Motor
Company-THINK Mobility (www.
[Link]), a Zapworld
([Link]). Denali Cycles
([Link]). EV Global
Motors, do Lee laccoca (www.
[Link]) e a Currie Technologies
Inc. ([Link]). Mesmo a Mer-
cedes deverá produzir uma em breve.
Finalmente você poderá pedalar
pela cidade silenciosamente e gratifi-
cado pelo fato estar emitindo poluição
zero. A paz e serenidade só será per-
turbada pelo som dos jovens em mo-
tos, buzinando ao passar por você.
Fig.4 - O CI Falconé umdispositivo
CMOSpequenoque
proporciona medidasdetempodealtaresolução.
Bicicletas Elétricas energia, o veículo da EPS pode ser INDÚSTRIA E PROFISSÕES
Proporcionam Poluição Zero carregado por si próprio, mecanica-
e Reciclagem de Energia mente, quando você breca, desce uma A Indústria de
ladeira ou pedala contra o motor num Semicondutores Despenca
Sim, você deve ter pensado nisso processo regerenativo. Através de um
há anos. E todos nós fizemos isso. painel de controle você pode escolher Baseados nos dois primeiros tri-
Mas, agora, muitas empresas (uma níveis de saída de 25, 50, 100 ou 200 mestres do ano, os empresários da
dúzia ou mais nos Estados Unidos, e % da sua própria força mecânica. O indústria de semicondutores estão
200 ou mais na China e em outras propulsor é um motor sem escovas DC prevendo agora que 2001 deverá su-
partes) estão vendendo bicicletas com que tem urna potência de 150 W con- perar 1985 como o pior ano da histó-
motores elétricos. Uma das mais no- tínuos e 450 W por curtos intervalos ria. As vendas gerais podem estar
vas e mais interessantes é a bicicleta de tempo. Três opções de bateria são abaixo de 20% das obtidas em 2000.
de turismo da EPS (Energy Propulsion disponíveis: convencional chumbo- Em 1985, problemas com a indústria
Systems Inc.) uma empresa canaden- ácida, Nicad e Níquel-Hidreto Metáli- de DRAMs ajudaram a criar uma que-
se que está entrando agora no mer- co. O preço varia entre 1000 e 1300 da record de 16%. Fatores que contri-
cado (veja a figura 5). Enquanto a dólares, dependendo da configuração buem para isso podem ser: (1)
maior parte das bicicletas elétricas são da bateria. A EPS também oferece um Sobrecompras de 2000 que criaram
baseadas no conceito usual de se car- kitde conversão para sua bicicleta co- um sobre-estoque de partes nas ca-
regar baterias de uma tomada de mum por 700 dólares. Mais informa- sas de distribuição; (2) o rápido desa-
parecimento de muitas das [Link] do
mundo; (3) um rápido estreitamento da
capacidade de produção do silício e
(4) o crescimento do problema no for-
necimento de energia, que devem cau-
sar um aumento nos custos de produ-
ção e redução dos lucros.
O problema da energia, certamen-
te, é particularmente severo na
Califórnia, por isso espera-se que nes-
te local a indústria eletrônica sofra
mais. Entretanto, muitas pequenas
empresas permanecem naquele Es-
tado, com a saída de muitos fabrican-
tes de semicondutores encarando
aquele Estado como hostil e caro (o
rendimento médio de uma família em
Santa Clara Count é de 530 000 dóla-
Fig.5 - A bicicletadeturismocomassistênciadeenergiada EPSInc. res por ano!). Talvez o comentário mais
proporciona umaautonomia de 25 a 50 kmcomumacarga. descontraído tenha vindo de T. J.

66 SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001


Rodgers, dirigente da Cypress Sem i-
conductor Corp., que observou: "Pos- Eletrônica
so comprar energia no Texas e
Minnesota por um terço do que pago se,"
na Calífórnia e não preciso beijar o tra-
seiro de ninguém para conseguir isso:' Choques!!!
A Apple Computer Inaugura OS MAIS MODERNOS
Autor: Newton C. Braga
Loja de Departamentos CURSOS PRÁTICOS
Volume I - 88 páginas - R$ 11,50
Durante anos a Apple Computer Volume II - 119 páginas -
A DISTANCIA
foi taxada pelo pessoal das lojas de R$ 12,50
departamentos de que não era tão co- De todos os Aquí está a grande chance de você
nhecida como a Macintosh ou como instrumen- aprender todos os segredos da
os PCs baseados em Intel/Windows. tos de me- eletroeletrônica e da informática
Os departamentos e outros fornece- didas elé-
dores desligaram os produtos Mac de Preencha, recorte e envie hoje mesmo o cupom
tricas, o abaixo. Se preferir, solicite-nos através do telefone ou
suas lojas, como o fizeram as lojas da multíme- fax (de segunda à sexta-feira das 08:30 às 17:30 h)
Best Buys em 1998, e outras empre-
tro é sem -Eletrônica Básica
sas terceirizadas que sairam do mer-
dúvida o
cado. Para superar esta fraqueza nas -Eletrônica Digital
operações em lojas, a empresa vai que apre- -Rádio -Áudio -Televisão
senta maior nú-
abrir uma rede de lojas que deverão -Compact Disc
vender exclusivamente produtos mero de aplicações práticas. No - Vídeocassete
Apple. Em maio, as duas primeiras lo- primeiro volume o autor ensina -Forno de Microondas
jas abertas em Glendale, Califórnia e como funciona o multímetro, como -Eletrônica, Rádio e Televisão
McLean, na Virginia, tiveram as rea- escolher um de acordo com sua -Eletrotécnica
ções dos consumidores amplamente atividade profissional ou técnica, -Instalações Elétricas
divulgadas, superando as expectativas como usá-Io nas medidas de -Enrolamento de Motores
da empresa. Parecendo mais um con- grandezas -Refrigeração e Ar Condicionado
certo de rock do que uma loja, mais elétricas bá-
-Microprocessadores
de 500 clientes esperavam em fila na sicas com -Software de Base
loja de Mclean abriu às 10 horas da segurança e -Informática Básica - DOS/WINDOWS
manhã, muitos dos quais esperaram finalmente
na porta desde as 4 da manhã. No
-Montagem e Manutenção de Micro
como testar
primeiro fim de semana de operações, , uma gran- Em todos os cursos você tem uma
mais de 7 700 pessoas visitaram as CONSULTORIA PERMANENTE!
duas lojas comprando 599 000 dóla-
~~ ..}!--,"
.'t-. '. ~d e quan t'1-
~ .•.::f-...
res de mercadorias.
As lojas parecem museus com de-
+;. ~ I:~í)t ~~d~ p ~~
Occidental SchoolSE>
nentes. No segun-
senhos adornando as paredes, chão
de madeira e displays espalhados em
do volume é tratado aplicações Av. Ipiranga, 795 - 42 andar
desordem. Poucos cabos são visíveis,
em eletricidade, automóveis e os Fone: (11) 222-0061
porque as 35 máquinas de demons- usos avançados na eletrônica, Fax: (11) 222-9493
além de circuitos práticos para ob- 01039-000 - São PaulO - SP
tração são interligadas por uma rede
AirPort sem fio. ter mais de seu multímetro.
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Os clientes podem ver filmes, gra- I À
var CDs, experimentar câmeras digi- I Occidental Schools®
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representante da fábrica. Mais de 300 [Link] ou I Nome: _
títulos de software também são dis- preencha o pedido I
poníveis para aplicações profissionais da página 79. I
e particulares. Como um comprador
PEDIDO MíNIMO R$ 25,00 I Bairro:
comentou: "Estou feliz porque a Apple
descobriu o mercado". Os planos são +R$ 5,00 DE ENVIO
I CEPo _
para abrir mais 25 lojas até o final de I Cidade Est.: __ ... u

2001 .•

SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001 67


À Editora Saber.
Caro Ulisses,
Olá, me formei em Eletrônica no ano de 1999 e con~'.
Sua pergunta veio a calhar, pois pretende-
cluí meu estágio na área de telecomunicações, fazen-
mos dedicar uma parte dos nossos artigos para
"""". do. manutenção em aparelhos celulares em uma em-
assuntos voltados às telecomunicações, em um
presa autorizada Nokia, Gradiente, Ericsson ~ Nec. futuro bem próximo!
'Çomecei,a ler a revista Saber i::letrônica há-algum
Quanto a quem se dirigir, não há problema.
-tempo é gostaria de informações relacionadas com a
Basta fazer exatamente o que você já fez, ou
minha área para incrementar ainqa mais o meu relató-
seja, envie-nos um e-mail, e a pessoa mais
riofinal de. estágio, cujo conteÚdo neces~ita 'deinfor- indicada responderá.
mações técnicas e teóricas sobre o fu'ncionàmento da,
telefonia celular no país. ,
_Aguªrdo todo tipo de informações ou site$ que co- Ricardo
locarem à minha disposição .... ,
Quando eu necessitar de' escrever-Ihes;a quem
devo me dirigir? . O mercado de trabalho sempre tem lugar
para bons profissionais. O que você deve fazer
Ulisses Gabriel é investir na sua "empregabilidade", isto é, man-
Laboratório de Telecómunicações ter-se atualizado sempre. Falar bem o inglês aju-
da muito.
Atualmente as empresas procuram profissio-
nais com pertil "eclético" (sabem de tudo, mui-
E aí pessoal; aqui é Ricardo, quero Ihes parabenizar' to!). Você já demonstra uma parte desse pertil,
pela ótima revista que,vocês [Link] fazendo curo' pois não limita sua formação apenas aos recur-
sÓtécnico de Eletrêmipa; estou n02º ciCio e queria saber sos da sua escola, mas também procura man-
dos Srs., se for possível~éClaro, algo sobre o mercado de ter-se informado através de uma revista técnica
trabalho pára essa profissão? . do ramo.
Obrigado pela participação, Ricardo, e con-
Hicardo te conosco para "turbinar" sua empregabilidade.

Obrigado Júlio,
Olá, .
Sou estudante de Engenharia Eletrônica. Preciso fa- Também achamos ótima a sua participação.
zer um trabalho relacionado a circuitosdigitàis e não Publicamos um Curso de Eletrônica Digital nas re-
"'--, consigo encontrar informações sobre Q seguinte tema: . vistas de número 297 a número 308 (12 lições), e
O quesãooscódigos: de Gray, de Johnson,de que contém grande parte dessas informações,
Hamming,' 2 entre 5, excesso 3 a"de set~ segmEmros? Quanto a literatura específica, o livro Eletrônica Digital
. Antecipadamente agradeço'à atenção, e aprov~ito Princípios e Aplicações (Volume 1 e 2) do Malvino,
para dizer que achei muito instrutivo oéÚtigo sobre Fon- com certeza, contém esses tópicos.
tes Chaveadas da revista SE, de maio. Outra alternativa é você procurar na WEB através
do site de busca "Copérnico". A possibilidade de en-
Júli.o Augusto das Neves contrar artigos inteiros sobre esses assuntos é enor-
me. Continue enviando suas dúvidas e sugestões.

Tony,
Olá amigos,
Um módulo de 800 W em 12Vcc, necessi-
Gostaria que me enviassem uIT).projeto qe uma taria de uma corrente aproximada de 67 A!
fonte 110/220 Vca p/ 12Vcc com Ç[Link]éragem sufi.- Você poderia utilizar qualquer projeto de
ciente'para alimentar um toca-CDe um módulo de fontes lineares, já publicado por nós, aumen-
800Wou superior(somautomotivo) .. tando a potência, mas verá que o preço dessa
Desde já agradeço ... fonte será muito alto, e ela muito grande e
pesada. Aconselhamos você a utilizar fontes
Abraços, chaveadas, ao invés das tradicionais lineares.
Tony Ronan O artigo passado "Fontes Chaveadas Indus-
triais" pode ser-lhe útil.

68 SABER ELETRÔNICA NQ 342/JULHO/2001


6'"

PRATICAS DE SERVICE
APARELHO/MODELO: MARCA: REPARAÇÃO n°
TV Modelo HPS 1465 CCE

DEFEITO: AUTOR: JOSÉ AOELMO COSTA


Sem som e sem imagem. Porto Alegre - RS

RELATO: 103V TSH

No local em que deveria haver uma


tensão de 130 V para a alimentação do
circuito, não havia tensão alguma. Ve-
rifiquei a saída horizontal que tem o
transistor Q402 (2S01631 ou 1877). O
transistor estava bom, porém ao testar
os capacitores de coletor que absorvem
os picos de corrente, encontrei o
capacitor C413 de 330 pF em curto. Capacitor
Feita a troca desse componente o apa- em curto
relho voltou a funcionar normalmente.

C409 -
7,7 PFI PFI
C413 -
330 TA
J..:,7 C414
pF/180 V

APARELHO/MODELO: MARCA: REPARAÇÃO n°


TV Modelo 17 A2- M398 Philco
DEFEITO: AUTOR: PERY DOS SANTOS
Sem som nem imagem - tela só com chuviscos. Pelotas - RS

RELATO: Varricap com defeito

Ao ligar o aparelho verifiquei que só Ponto de calibração - pólo do seletor


Grupo 001 A 019
havia chuviscos na tela. Suspeitei en- Entrada
tão de problemas de sintonia, indo ao FILTRO
varicap. Ao substituir este componente
por outro, o aparelho voltou a sintoni-
zar normalmente os canais.

147nF
SD-NO-1

ZDON
1 kn
47IJF
U 270 kn47 nF ,I.
Zener
J:,1IJF
C
,I.1 nF

Entrada
p/75 n

SABER ELETRÔNICA Nº 342fJULHOf2001 69


Clésio Barsante -
Eng. Elétrico e Diretor da CCO
Telecomunicações

Trinta anos atrás, qualquer profis- tentes. O problema evidente é que os picos menores durante o período
sional capacitado do setor de Energia reservatórios esvaziam-se mais ra- crítico.
já relacionava o desenvolvimento do pidamente devido ao crescimento de Cabe também uma pergunta:
PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil demanda sem contrapartida de maior Por que sistemas que economizam
ao aumento da capacidade de gera- capacidade, gerada por novas usinas. energia, os solares, por exemplo, não
ção e distribuição de energia elétrica. A verdade é que ainda temos no são subsidiados? As PCHs (pequenas
Mesmo parecendo óbvio, uma diminui- Brasil um consumo de aproximada- usinas hidrelétricas) vêm sendo
ção contínua nos investimentos, ain- mente 2 mil kWh/habitante, inferior ao introduzidas lentamente.
da nos anos 80, causou não só a que- consumo na Europa (3 mil kWh/hab.) A tentativa do Governo, de tornar
da do PIB como também da taxa de e muito aquém do consumo nos Esta- obrigatória a diminuição em 20% do
crescimento elétrico, gerando o qua- dos Unidos e Canadá(10 mil kWhl consumo de energia, que não afeta to-
dro crítico em que o país se encontra hab.). das as camadas sociais e ainda dá
hoje no setor de Energia Elétrica. Nos- Nossa capacidade de geração de margem à especulação do MAE (Mer-
sos governantes foram sendo sucedi- energia elétrica, aliada ao transporte cado Atacadista de Energia), não irá
dos sem que nenhum deles tenha em- dessas fontes aos locais de consumo resolver o problema, apenas adiá-Io.
penhado esforços em direção à cons- (Linhas de Transmissão e Distribui- Os prestadores de serviços no se-
trução de usinas geradoras que fos- ção), com certeza, não acompanhou tor de energia elétrica também estão
sem suficientes para a demanda sem- o crescimento industrial e tampouco na expectativa de mu-
pre crescente. o aumento no consumo residen- danças. Se, por um
É importante lembrar que, depen- [Link] uma vez, a esfera política lado, o momento atu-
dendo do tipo e do tamanho, sejam gera sofrimento ao povo, que fica à al sugere uma queda
elas hidrelétricas, térmicas ou nucle- mercê de sobretaxas e do fantasma no faturamento das
ares, para sua construção e coloca- do apagão. Pior, essas quedas de empresas geradoras e
ção em funcionamento são necessá- energia, que vinham ocorrendo e que distribuidoras, devida à
rios de três e dez anos. As usinas nu- agora serão oficializadas, não resul- diminuição prevista no
cleares e, principalmente, as térmicas, tarão em benefícios. Muito menos são consumo de energia, por
são construídas mais rapidamente, a solução. Em nome do racionamen- outro lado poderá haver
mas têm um consumo operacional to, as tarifas recolhidas poderão ser o aumento de demanda
bem maior. Sem contar que as primei- úteis aos bolsos daqueles que não de mão de obra assim
ras produzem lixo atômico e as demais forem sobretaxados, mas isto não será que o governo federal se
poluem o ar com os gases queima- eficaz para os horários de pico de con- dispuser a construir no-
dos. E as hidrelétricas utilizam como sumo de energia elétrica. Os horários vas usinas e linhas de
combustível a água dos rios, exigindo de pico, esses sim, é que podem com- distribuição, com a ajuda
construções extremamente mais one- prometer todo o sistema. ou não de empresas pri-
rosas e demoradas, além de inunda- A diminuição do consumo de ener- vadas. O certo, por en-
rem vastas áreas verdes. gia deve ser apresentada à socieda- quanto, é que está todo
Em 1999, o Plano Decenal (2000- de mais como uma medida necessá- mundo aguardando
2009) da Eletrobrás apontava em di- ria para que ninguém chegue ao caos qual será o próximo
reção à crise instaurada no setor de total de falta de luz. movimento nesse
energia que vivemos hoje. Portanto, Outra possibilidade seria estabe- tabuleiro. E nesse
certas justificativas que ganharam cor- lecer diferenças de fuso horário em tabuleiro, as peças
po nas últimas semanas, culpando a grandes centros. Isso evitaria o consu- estão em xeque-
falta de chuvas, também são inconsis- mo elevado entre 17 h e 19 h, criando mate. -

70 SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001


PREGA..BILIDA..DE:
UM GRANDE
DESAFIO
Estamos vivendo uma época de profundas transforma- 1) A massa atômica de um elemento é dada pelo número de:
ções do cenário profissional. Os valores se modificaram a) elétrons e prótons
totalmente, e as antigas tradições, podem representar um b) elétrons e nêutrons
c) prótons e nêutrons
"pecado mortal" à administração de um empreendimento
d) elétrons, prótons e nêutrons
nos dias de hoje.
Quem não se lembra dos slogans: 2) O número atômico de um elemento é dado basicamente por
"Sede própria", "Irmãos ... desde 1910", "Cia ... 2000 - que número de partículas que o formam? (mesmo quando não
funcionários", que eram usados como marketing e sinôni- em estado neutro)
mos de estabilidade financeira. Atualmente, esses "slogans" a) somente elétrons
são impraticáveis para quem deseja sobreviver à dinâmica b) somente prótons
de mercado. c) somente nêutrons
d) elétrons e prótons
Essa nova realidade refletiu-se sobre o perfil do funcio-
nário. Não somente o empreendedor teve de se adaptar,
3) A carga elétrica do elétron em relação à carga elétrica do próton
mas também o empregado, e um novo termo surgiu: é:
"empregabilidade" . a) igual b) maior c) menor d) maior ou menor
Podemos definir empregabilidade como um conjunto de
fatores favoráveis à contratação de um funcionário, bem 4) A massa do elétron em relação a massa do próton é:
como a conservação do seu emprego atual, face a uma a) igual b) maior c) menor d) maior ou menor
crise. "Mas como conseguir uma boa empregabilidade?"
5) O elétron-volt é uma unidade de:
A principal, e mais difícil, tarefa do funcionário (ou
a) Tensão b) Corrente c) Potência d) Energia
candidato a funcionário) não é adquirir uma boa
empregabilidade, mas sim mantê-Ia no decorrer do tempo. 6) Qual das seguintes formas de radiação é mais penetrante?
O principal fator que o indivíduo que deseja ingressar e)lnfravermelho
(ou permanecer) no mercado de trabalho deve ter em mente f) Raios X
é que a empregabilidade é, por excelência, um investimento g) Raios Gama
pessoal. Excepcionalmente, algumas empresas colaboram h) Ultravioleta
nesse sentido oferecendo cursos gratuitos, ou até patroci-
nando cursos externos a empresa. 7) A unidade de comprimento que equivale a 10-· metros é deno-
minada:
Infelizmente, isso não é regra geral, mas sim exceção.
a) mícron b) ângstron c) anos luz d) polegada
Portanto, cabe ao funcionário reservar parte dos seus
recursos para investir em sua empregabilidade. 8) Os comprimentos de onda das radiações infravermelhas são
Participar de palestras, feiras, eventos, ler boas literatu- ___________ comprimentos de onda das radiações
ras e freqüentar bons cursos constituem a essência da ultravioleta. Complete com uma das alternativas.
"sobrevivência" profissional. a) iguais aos
A empregabilidade, como dissemos anteriormente, é um b) menores do que
conjunto de qualidades que vão desde boa apresentação c) maiores do que
d) maiores ou menores do que
pessoal até bons conhecimentos técnicos. Aliás, essa é a
intenção desse "desafio". 9) Complete os espaços em branco de cada uma das questões
Claro que não estamos testando "empregabilidade" com com emissor, coletor ou base:
apenas essas questões, mas você já parou para pensar
como andam seus conhecimentos teórico-práticos? 1. Na configuração de emissor comum o sinal entra pela(o)
Bem, está aí a oportunidade. ________ e sai pela(o) _
As 50 questões dadas a seguir fazem uma "varredura"
eletroeletrônica no ramo industrial. 2. Na configuração de coletor comum o sinal entra pela(o)
Não tenha receio de se avaliar. _________ e sai pela(o) _

Caso o resultado não seja de acordo com suas perspec- 3. Na configuração de base comum o sinal entra pela(o)
tivas, acreditamos que já temos uma solução pronta. Boa _________ e sai pela(o) _
sorte!

SABER ELETRÔNICA NQ342/JULHO/2001 71


10) Complete com as características da configuração de emis- 19) O que significa o Slew Rate de um amplificador operacional?
sor comum usando as palavras (alta, média, baixa, mesma fase a) A capacidade de rejeitar sinais de mesma fase e freqüência
ou fase invertida) b) A capacidade de fazer uma transição rápida do nível de sinal em
a) Ganho de tensão _ resposta a uma transição do sinal de entrada
b) Ganho de corrente _ c) Uma elevada relação entre a impedância de entrada e a impedância
c) Ganho de potência _ de saída
d) Impedância de entrada _ d) Capacidade de se ajustar automaticamente as variações da ten-
e) Impedância de saída _ são de alimentação.
f) Fase do sinal de saída em relação ao sinal de entrada _
20) Originalmente os amplificadores operacionais foram criados
11) Com as mesmas palavras da questão 10 complete para as com que finalidade?
características das etapas de coletor comum: a)Realizar cálculos digitais em computadores
a)Ganhode tensão _ b) Trabalhar com sinais de sensores em máquinas industriais
b)Ganho de corrente _ c) Realizar operações matemáticas em computadores analógicos
c)Ganho de potência _ d) Amplificar sinais de áudio
d)lmpedância de entrada _
e)lmpedância de saída _ 21) O que são tiristores?
f)Fase do sinal de saída em relação ao sinal de entrada _ a) Componentes destinados a amplificação de sinais de alta freqüên-
cia
12) Use as mesmas palavras da questão 10 para uma etapa de b) Dispositivos de estado sólido que funcionam como comutadores
base comum: de potência de alta velocidade
a) Ganho de tensão _ c) Dispositivos de estado sólido que funcionam como amplificadores
b) Ganho de corrente _ de correntes alternadas
c) Ganho de potência. _ d) Dispositivos de proteção de circuitos de alta potência
d) Impedância de entrada _
e) Impedância de saída _ 22) São membros da famnia dos tiristores:
f) Fase do sinal de saída em relação ao sinal de entrada _ a) transistores bipolares, FETs e diodos semicondutores
b) SCRs, transistores bipolares e diodos semicondutores
13) Aumentando o resistor de realimentação (feedback) numa c) SCRs, TRIACs e FETs
aplicação básica com amplificador operacional, o ganho: d) SCRs, TRIACs e Quadracs
a) Não se altera
b) Aumenta 23) Por quantas camadas e materiais semicondutores é formado
c) Diminui um tiristor?
d) Pode tanto aumentar como diminuir a) duas b) três c) quatro d) cinco

14) Quando o ganho de um amplificador operacional aumenta 24) O SCR é um controle de meia onda no sentido de que conduz
numa aplicação, a freqüência de corte: a corrente de que forma?
a)Diminui a) apenas num sentido b) nos dois semiciclos
b) Aumenta na mesma proporção c) com retardo de fase d) com a inversão de fase
c) Não se altera
d) Pode tanto aumentar como diminuir 25) O que é a corrente de manutenção ou "holding current" de
um SCR ou TRIAC?
15) O que ocorre com a impedância de entrada de um'amplifica- a) É a maior corrente que ele pode controlar.
dor operacional quando operamos com ganho menor? b) É a menor corrente em que ele pode manter em estado de condu-
a) Aumenta ção.
b) Não se altera c) É a corrente de disparo.
c) Diminui d) É a corrente de fuga quando o polarizamos no sentido inverso
d) Não há relação entre o ganho e a impedância
26) Para desligar um SCR que esteja alimentando uma carga de-
16) O que indica o CMRR de um amplificador operacional? vemos:
a) O seu ganho sem realimentação (open loop) a) Aplicar um pulso negativo à comporta.
b) A impedância de entrada b) Aplicar um pulso positivo à comporta.
c) A rejeição de ruído de fonte c) Inverter a carga.
d) A rejeição de sinais de mesma fase aplicados às entradas d) Interromper a corrente no circuito por um momento ou curto-circuitar
momentaneamente o anodo e o catodo.

17) Para que serve o Offset Null Adjust de um amplificador 27) O que é um circuito "snubber"?
operacional? a) É um circuito que acelera a comutação de um tiristor.
a) Para aumentar a impedância de entrada b) É um circuito que reduz a produção de EMI em circuitos com
b) Para reduzir a impedância de saída tiristores.
c) Para ajustar o zero de saída na ausência de sinal de entrada ou c) É um circuito que aumenta a sensibilidade ao disparo de um SCR.
quando tiverem a mesma intensidade e fase d) É um circuito que protege o SCR ou TRIAC contra picos de tensão.
d) Para compensar a distorção do sinal
28) Um Quadrac é um tiristor formado por:
a) Dois SCRs em oposição.
18) Aplicando-se um sinal de amplitude A na entrada inversora b) Dois TRIACs em paralelo.
de um amplificador operacionalligado como seguidor de tensão c) Um SCR e um TRIAC no mesmo invólucro.
teremos na saída que tipo de sinal? d) Um DIAC e um TRIAC no mesmo invólucro.
a) Um sinal de amplitude A e fase igual ao da entrada
b) Um sinal de amplitude 2 A e fase oposta ao da entrada 29) Em que quadrantes os TRIACs apresentam maior sensibilida-
c) Um sinal de amplitude A/2 e fase igual ao da entrada de ao disparo?
d) Um sinal de amplitude A e fase oposta ao da entrada a) I e IV b) 11 e 111 c) I e 111 d) I e IV

72 SABER ELETRÔNICA N2 342/JULHO/2001


30) Qual é a quantidade de posições de memória que um 42) Caso um sinal seja puramente senoidal, e de freqüência igual
barramento de endereços com 16 bits pode acessar? a 100 Hz, a performance de um multímetro "True RMS" em rela-
a) 8 k bytes b) 16 k bytes ção a um convencional é:
c) 32 k bytes d) 64 k bytes a) Melhor
b) Igual
31)Um microcontrolador corresponde a: c) Melhor para tensões, porém pior para correntes.
a) Um microprocessador mais veloz. d) Não há relação de performance entre esses multímetros.
b) Um microprocessador e seus periféricos típicos, todos juntos num só
chip. 43) De acordo com a NBR7094, em qual categoria devemos clas-
c) Um microprocessador com maior performance. sificar um motor de tração elétrica (alto conjugado de partida)?
d) Um microprocessador com seria I RS-232. a) Categoria N b) Categoria H
c) Categoria O d) Categoria A
32) Para que serve o pino ALE do microcontrolador 8051?
a) Habilitar a ROM. 44) O que você considera como melhor proteção contra ESD?
b) Habiiitar a latch que permite demultlplexar dados e endereços. a) Varistores.
c) Habilitar aRAM. b) Bom aterramento elétrico.
d) Habiiitar o decodificador de endereços. c) Trafo isolador.
d) Fusíveis ultra-rápidos.
33) Uma comunicação serial do tipo Duplex, é uma comunicação
que: 45) Podemos dizer que a rede mais indicada para comunicação
a) Transmite e recebe dados, mas não simultaneamente. com baixo volume de dados e alta velocidade para "chão-de-
b) Só transmite dados. fábrica"(PLC, Inversores atuadores, etc ...) é:
c) Transmite e recebe dados, simultaneamente. a) Ethernet b) Industrial Ethernet
d) Só recebe dados. c) Profibus d) RS-232

34) Qual é a arquitetura do microcontrolador PIC: 46) Qual o melhor instrumento para a análise no "domínio" da
a) HARVARD freqüência de um sinal?
b) HARVARD MODIFICADA a) Osciloscópio digital. b) Osciioscópio analógico.
c) VON-NEUMANN c) Analisador de espectro. d) Analisador iógico.
d) VON-NEUMANN MODIFICADA
47) Qual é o grande inconveniente na utilização de tiristores do
35) O que é um código mnemônico? tipo GTO e MCT?
a) É um conjunto de palavras a) Alta resistência em "ON". b) Baixa tensão reversa.
b) É um código de máquina c) Alta corrente de gate. d) Alta fuga em "OFF".
c) É um código concebido para abreviar palavras
d) É um conjunto de instruções 48) Seja o ângulo de disparo de um TRIAC (em uma rede senoidal)
igual a 302, então o seu ângulo de condução é:
36) Os anéis toroidais de ferrite podem ser considerados bons a) 3302 b) 240º c) 150º d) 60º
eliminadores de:
a) dv/dt b) EMI 49) Qual é o principal parâmetro de uma chave estática que deve-
c) di/dt d) Sobretensões. mos observar para a escolha do fusível de proteção?
a) Corrente nominal b) Corrente de pico
37) Normalmente, o sinal analógico (tensão de controle) de saída c) Ft d) Corrente média
dos PLC's e CNC's está na faixa de:
a) 5 V a 24 Vcc. 50) O circuito snubber, encontrado integrado na maioria das
b) 0,8 V a 3,3 Vcc. SSR's, está presente para evitar:
c)Oa10Vcc. a) Efeito di/dt b) Efeito dv/dt
d) 3 a 5 Vcc. c) Sag's d) ESD.

38) Suponha que um inversor está com problemas de alta EMI.


Em termos de parâmetros, qual o mais significativo que pode
diminuí-Ia:
a) Parâmetro de velocidade do motor. Na edição SE343/agosto de 2001
b) Parâmetro de corrente rotórica.
c) Parâmetro freqüência de PWM.
estaremos mostrando os resultados ---
d) Parâmetro de desaceleração. deste teste, não perca!
39) Quais são as harmônicas mais prejudiciais em uma rede elé-
trica industrial:
a) 1ª e 2ª. b) 2ª, 4ª e 6ª. c) 3ª, 5ª e 7ª. d) 11ª e 13ª.

40) Uma máquina que necessite de precisão na velocidade de


rotação do motor AC e alto torque para baixas velocidades, deve
ser equipada com qual tipo de inversor?
a) Escalar b) PIO c) PD d) Vetorial

41) Uma medida direta de deslocamento linear pode ser feita atra-
vés: ou pela internet em:
a) Encoder relativo. b) Encoder absoluto.
c) Régua óptica. d) Sensor hall.
[Link]

SABER ELETRÔNICA Nº 342/JULHO/2001 73


I ~I

TÍTULOS DE FILMES DA ELITE MULTIMÍDIA


Filmes de Treinamento em fitas de vídeo M01 - CHIPS E MICROPROCESSADORES
M02 - ELETROMAGNETISMO
Uma coleção do Prof. Sergio R. Antunes M03 - OSCILOSCÓPIOS E OSCILOGRAMAS
M04 - HOME THEATER
Fitas de curta duração com imagens M05 - LUZ,COR E CROMINÂNCIA
Didáticas e Objetivas M06 - LASER E DISCO ÓPTICO
M07 - TECNOLOGIA OOLBY
M08 - INFORMÁ TICA BÁSICA
M09 - FREQUÊNCIA, FASE E PERíODO
M10 - PLL, PSC E PWM
M11 - POR QUE O MICRO DÁ PAU
M13 - COMO FUNCIONA A TV
M14 - COMO FUNCIONA O VIDEOCASSETE
*05 - SECRETÁRIA EL. TEL. SEM FIO ; 26,00 M15 - COMO FUNCIONA O FAX
*06 - 99 DEFEITOS DE [Link] S/FIO 31,00 M16 - COMO FUNCIONA O CELULAR
*08 - TV PB/CORES: curso básico 31,00 M17 - COMO FUNCIONA O VIDEOGAME
*09 - APERFEiÇOAMENTO EM TV EM CORES 31,00 M18 - COMO FUNCIONA A MULTIMíDIA (CD-ROM/DVD)
*10 - 99 DEFEITOS DE TVPB/CORES 26,00 M19 - COMO FUNCIONA O COMPACTO/SC PLAYER
11 - COMO LER ESQUEMAS DE TV 31,00 M20 - COMO FUNCIONA A INJEÇÃO ELETRÔNICA
*12 - VIDEOCASSETE - curso básico 38,00 M21 - COMO FUNCIONA A FONTE CHAVEADA
16 - 99 DEFEITOS DE VíDEOCASSETE 26,00 M22 - COMO FUNCIONAM OS PERIFÉRICOS DE MICRO
*20 - REPARAÇÃO TVNCR C/OSCILOSCÓPIO 31,00
M23 - COMO FUNCIONA O TEL. SEM FIO (900MHZ)
*21 - REPARAÇÃO DE VIDEOGAMES , 31,00 M24 - SISTEMAS DE COR NTSC E PAL-M
*23 - COMPONENTES: resistor/capacitor 26,00 M25 - EQUIPAMENTOS MÉDICO HOSPITALARES
*24 - COMPONENTES: indutor, trafo cristais 26,00 M26 - SERVO E SYSCON DE VIDEOCASSETE
*25 - COMPONENTES: diodos, tiristores 26,00 M28 - CONSERTOS E UPGRADE DE MICROS
*26 - COMPONENTES: transistores, Cls 31,00 M29 - CONSERTOS DE PERIFÉRICOS DE MICROS
*27 - ANÁLISE DE CIRCUITOS (básico) 26,00 M30 - COMO FUNCIONA O DVD
*28 - TRABALHOS PRÁTICOS DE SMD 26,00 M36 - MECATRÔNICA E ROBÓTICA
*30 - FONTE DE ALIMENTAÇÃO CHAVEADA. 26,00 M37 - ATUALIZE-SE COM A TECNOLOGIA MODERNA
*31 - MANUSEIO DO OSCILOSCÓPIO 26,00
M51 - COMO FUNCIONA A COMPUTAÇÃO GRÁFICA
*33 - REPARAÇÃO RÁDIO/ÁUDIO (EI.Básica) 31,00 M52 - COMO FUNCIONA A REALIDADE VIRTUAL
34 - PROJETOS AMPLIFICADORES ÁUDIO 31,00
M53 - COMO FUNCIONA A INSTRUMENTAÇÃO BIOMÉDICA
*38 - REPARAÇÃO APARELHOS SOM 3 EM 1 26,00 M54 - COMO FUNCIONA A ENERGIA SOLAR
*39 - ELETRÔNICA DIGITAL - curso básico 31,00
M55 - COMO FUNCIONA O CELULAR DIGITAL (BANDA B)
40 - MICROPROCESSADORES - curso básico 31,00 M56 - COMO FUNCIONAM OS TRANSISTORES/SEMICONDUTORES
46 - COMPACT DISC PLAYER - curas básico 31,00 M57 - COMO FUNCIONAM OS MOTORES E TRANSFORMADORES
*48 - 99 DEFEITOS DE COMPACT DISC PLAYER 26,00
M58 - COMO FUNCIONA A LÓGICA DIGITAL (TTUCMOS)
*50 - TÉC. LEITURA VELOZlMEMORIZAÇÃO 31,00 M59 - ELETRÔNICA EMBARCADA
69 - 99 DEFEITOS RADIOTRANSCEPTORES 31 ,00 M60 - COMO FUNCIONA O MAGNETRON
*72 - REPARAÇÃO MONITORES DE VíDEO 31,00 M61 - TECNOLOGIAS DE TV
*73 - REPARAÇÃO IMPRESSORAS 31 ,00 M62 - TECNOLOGIAS DE ÓPTICA
*75 - DIAGNÓSTICOS DE DEFEITOS DE TELEViSÃO 31,00 M63 - ULA - UNIDADE LÓGICA DIGITAL
*81 - DIAGNÓSTICOS DE DEFEITOS EM FONTES CHAVEADAS. 31,00 M64 - ELETRÔNICA ANALÓGICA
*85 - REPARAÇÃO DE
M65 - AS GRANDES INVENÇÕES TECNOLÓGICAS
MICROCOMPUTADORES IBM 486/PENTIUM 31,00 M66 - TECNOLOGIAS DE TELEFONIA
*86 - CURSO DE MANUTENÇÃO EM FLlPERAMA 38,00 M67 - TECNOLOGIAS DE VIDEO
87 - DIAGNÓSTICOS EM EQUIPAMENTOS MULTIMíDIA 31,00 M74 - COMO FUNCIONA O DVD-ROM
*88 - ÓRGÃOS ELETRÔNICOS - TEORIA E REPARAÇÃO 31,00 M75 - TECNOLOGIA DE CABEÇOTE DE VIDEO
*94 - ELETRÔNICA INDUSTRIAL SEMICOND. DE POTÊNCiA 31,00 M76 - COMO FUNCIONA O CCD
M77 - COMO FUNCIONA A ULTRASONOGRAFIA

M78
M81 -- COMO
AUDIO, FUNÇ;IONA
ACUSTICA AEMACRO
RF ELETRÔNICA ~,:~'b>
~

M85 - BRINCANDO COM A ELETRICIDADE E FíSICA 'b>~'b>


Adquira já estas apostilas contendo uma série M86 - BRINCANDO COM A ELETRÔNICA ANALÓGICA ~ ~
de informações para o técnico reparador e estudante. M87 - BRINCANDO COM A ELETRÔNICA DIGITAL ('\ ~
M89 - COMO FUNCIONA A OPTOELETRÔNICA ';' "\
Autoria e responsabilidade do
M90 - ENTENDA A INTERNET ~
prot. Sergio R. Antunes. M91 - UNIDADES DE MEDIDAS ELÉTRICAS ~ ~
~

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