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Parâmetros Técnicos de Via para Engenheiros

O documento discute parâmetros de vias ferroviárias, incluindo espaçamento de travessas, comprimento de carris, e desquadramento de juntas. Fornece definições, valores nominais e tolerâncias para esses parâmetros. Explica como a medição dos parâmetros avalia a conformidade com especificações técnicas e o desempenho da via.

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Parâmetros Técnicos de Via para Engenheiros

O documento discute parâmetros de vias ferroviárias, incluindo espaçamento de travessas, comprimento de carris, e desquadramento de juntas. Fornece definições, valores nominais e tolerâncias para esses parâmetros. Explica como a medição dos parâmetros avalia a conformidade com especificações técnicas e o desempenho da via.

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Cliente:

Curso de Actualização de
Engenheiros de Via

Parte II: Parâmetros

Linda-a-Velha, 11 e 12 de Fevereiro de 2010 Luís Esteves


Cliente:
PARÂMETROS

INTRODUÇÃO

Os trabalhos de via - construção, renovação e conservação - obedecem a


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

especificações técnicas fixadas em normas.

A conformidade, ou não, com as normas é medida de modo sistemático em


acções de controlo de qualidade.

Os PARÂMETROS DE VIA configuram os diversos aspectos mensuráveis das


especificações técnicas.

Também a capacidade de desempenho da via - velocidade máxima


permitida, nível de conforto e segurança, etc. - são avaliadas em função do
índice de conformidade com aquelas especificações técnicas.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 2


Cliente:
PARÂMETROS

INTRODUÇÃO

Inversamente, o índice de não conformidade é revelador de defeitos de


construção, falta de conservação, desgaste ou deterioração de qualidade.
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Embora com definição e medição autónoma, os parâmetros de via funcionam


conjuntamente sendo o incumprimento de um, gerador e potenciador de
avaria dos restantes, num ciclo vicioso.

Descrevem-se de seguida alguns dos mais importantes parâmetros de via, a


respectiva definição, valor nominal e tolerâncias. Em alguns casos descreve-se
também o modo de medição manual.

Citam-se alguns “parâmetros” que, sendo importantes no quadro dos modernos


métodos de trabalhos de via, ainda não constam de qualquer norma. É o caso
de “desquadramento de juntas soldadas” e de “erro acumulado de
espaçamento de travessas”.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 3


Cliente:
ASSENTAMENTO DAS TRAVESSAS

DEFINIÇÕES:

 Espaçamento - é o afastamento entre os eixos de duas travessas


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

consecutivas;

 É fixado numa peça desenhada do projecto chamada plano de


assentamento;

 Espaçamento acumulado - é o somatório dos afastamentos dum


determinado número de travessas consecutivas;

 Quadramento - é a esquadria das travessas com o eixo da via.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 4


Cliente:
ASSENTAMENTO DAS TRAVESSAS

Tolerâncias
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Parâmetro Via larga Via Estreita Recepção (Via


Nova e Conservação
Renovada)

Espaçamento 600 (1667 / km)


600 (1667 / km) ± 80
(mm) 500 *(2000 / km)

Espaçamento
acumulado N x 600 N x 600 ± 80
(mm)

Quadramento
± 50
(mm)

* Espaçamento em plataforma instável

Fevereiro 2010 Luís Esteves 5


Cliente:
ASSENTAMENTO DAS TRAVESSAS

ESPAÇAMENTO

Espaçamento acumulado
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Espaçamento Desquadramento

Nota: O erro de espaçamento, dentro das tolerâncias não tem importância,


mas a acumulação de erros avaria o plano de assentamento e prejudica
o trabalho de ataque e nivelamento com máquinas pesadas.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 6


Cliente:
ASSENTAMENTO DOS CARRIS

No acto de assentamento dos carris, há que atender aos seguintes parâmetros:


(baseado na ITV n.º 4)
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

COMPRIMENTO DOS CARRIS

 Via em barra longa soldada (BLS) mínimo: 300 m


máximo: sem limite

 Via com juntas: fecho mínimo 4m


comprimento máximo entre juntas 36 m
fecho misto (ligado c/ barretas) mínimo 6m

 distância mínima entre soldaduras (fecho soldado): 4 m / 6 m / 12 m

Fevereiro 2010 Luís Esteves 7


Cliente:
ASSENTAMENTO DOS CARRIS

DESQUADRAMENTO DE JUNTAS

Em junta quadrada:
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

 em recta máximo 30 mm;

 em curva 20 mm mais metade da diferença de


comprimento entre o carril normal e o carril
curto;

 em junta alternada mínimo 6 m.

Em juntas soldadas:

 Em junta quadrada máximo: ND

 Em junta desquadrada mínimo: ND

Fevereiro 2010 Luís Esteves 8


Cliente:
ASSENTAMENTO DOS CARRIS

FOLGAS DAS JUNTAS DOS CARRIS

Folga máxima em juntas de carris: 25 mm


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Folgas no assentamento da via ao ar livre:

Fevereiro 2010 Luís Esteves 9


Cliente:
ASSENTAMENTO DOS CARRIS

Temperatura de fecho
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

É a temperatura a que se deve dar a anulação das folgas dos carris.

Temperaturas de fecho (valores):

 60º C para carris de comprimento igual ou inferior a 24m;

 48º C para carris de comprimento superior a 24m – Fixação rígida;

 43º C para carris de comprimento superior a 24m – Fixação elástica;

 18º C no interior dos túneis (a partir de 50m da testa para o interior).

Fevereiro 2010 Luís Esteves 10


Cliente:
ASSENTAMENTO DOS CARRIS

TOLERÂNCIAS NAS FOLGAS DAS JUNTAS

valores mínimos da soma das folgas de 100m de carril, na conservação da via


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Temperatura Pregação Pregação Temperatura Pregação Pregação


T Rígida Fm Elástica Fm T Rígida Fm Elástica Fm
[ºC] [mm] [mm] [ºC] [mm] [mm]
40 0 16 26 20
38 3 14 28 22
35 5 12 30 24
36 6 0 10 32 26
34 7 1 8 34 28
32 9 3 6 36 30
30 11 5 4 38 32
28 13 7 2 40 34
26 15 9 0 42 36
24 17 11 -2 45 39
22 19 13 -4 47 41
20 21 15 -6 49 43
18 24 18 -8 51 45

Fevereiro 2010 Luís Esteves 11


Cliente:
ASSENTAMENTO DOS CARRIS

TOLERÂNCIAS NAS FOLGAS DAS JUNTAS


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Número de juntas a considerar por cada 100 metros

Comprimento dos carris 11 m 12 m 15 a 18 m 24 m 30 a 36m

Número de juntas em 100 metros 9 8 6 4 3

Fevereiro 2010 Luís Esteves 12


INCLINAÇÃO TRANSVERSAL DOS Cliente:

CARRIS

 Inclinação transversal - 1:20


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

 Tolerância: ± 3 mm

 Variação máxima entre travessas: 1 mm

MEDIÇÃO DA INCLINAÇÃO

Inclinação correcta Há contacto do calibre com a cabeça e a patilha do


carril.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 13


INCLINAÇÃO TRANSVERSAL DOS Cliente:

CARRIS
MEDIÇÃO DA INCLINAÇÃO
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Inclinação a menos Inclinação a mais


Há folga entre o calibre Há folga entre o calibre
e a cabeça do carril e a patilha do carril

Fevereiro 2010 Luís Esteves 14


Cliente:
PARÂMETROS

“…para manter um bom nível de qualidade da via ao longo da vida útil das
instalações…” temos que:
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

 ter o “...Conhecimento em tempo real das características das


estruturas;”

 e fazer o “…Emprego adequado de sistemas de detecção e


controlo do estado das estruturas…”

isto é, conseguir quantificar os parâmetros de via a cujo conjunto chamamos:

Geometria de Via

Fevereiro 2010 Luís Esteves 15


Cliente:
PARÂMETROS

Geometria de via
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

 Bitola;

 Alinhamento;

 Nivelamento:

 Longitudinal;

 Transversal (escala);

 Empeno.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 16


Cliente:
ALINHAMENTO

Alinhamento
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Defeito de
Alinhamento

Parâmetro que define, para cada fila da via, a distância em planta,


relativamente a um alinhamento teórico (de projecto).
Em curva:
Flechas

Fevereiro 2010 Luís Esteves 17


Cliente:
ALINHAMENTO

Como se calcula o Raio de uma curva?


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

ab
f 
2R

Fevereiro 2010 Luís Esteves 18


Cliente:
ALINHAMENTO

Como se calcula o Raio de uma curva?

Exercício prático
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

R = Raio? ab
a = b = 10 m f 
f = 200 mm 2R

200 10 10 10 10


 R  250m
1000 2R 2  0.2

Fevereiro 2010 Luís Esteves 19


Cliente:
ALINHAMENTO

Como se calcula o Raio de uma curva?


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

ab
f 
2R

para 2 cordas iguais (c), teremos:

2
c 50
f  para c = 10 m: f 
2R R
Fevereiro 2010 Luís Esteves 20
Cliente:
NIVELAMENTO

O nivelamento é o parâmetro responsável pela regularidade do apoio dos


rodados em movimento e assegura a estabilidade vertical dos veículos.
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Como vimos, é controlado em três “subparâmetros” que são:

 Nivelamento longitudinal;

 Nivelamento transversal;

 Empeno.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 21


Cliente:
NIVELAMENTO

DEFINIÇÕES

 Defeito de nivelamento longitudinal


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

É o desnível entre a rasante de dois pontos altos e um ponto baixo, situado


entre os dois.
Rasantes dos pontos altos

Nivel do ponto baixo Defeito de niv. long.

Podem encontrar-se só numa fila de carris, ou nas duas, mas são sempre
consideradas independentemente, numa e na outra.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 22


Cliente:
NIVELAMENTO

DEFINIÇÕES

 Defeito de nivelamento transversal


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

É a diferença entre a escala existente num determinado ponto da via, e a


escala fixada em projecto.

 Empeno

É a variação de escala entre dois pontos da via.


E E1

E  E1
empeno 
L L

= disfarce de escala

Fevereiro 2010 Luís Esteves 23


Cliente:
NIVELAMENTO

 Empeno em 3 metros:

É a diferença de escala entre dois pontos da via afastados de 3 metros


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

 Empeno por metro (ou disfarce de escala)

É a diferença de escala entre dois pontos da via afastados de um metro

 Defeito de empeno:

É o excedente de empeno em relação ao disfarce de escala, ou


empeno, previsto.
Empeno previsto. Defeito de empeno.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 24


Cliente:
NIVELAMENTO LONGITUDINAL

Nivelamento Longitudinal
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Posição teórica Defeito de nivelamento


da via longitudinal

Parâmetro que define as variacões de cota da superfície de rolamento, de cada


fila da via, relativamente a um plano (de comparação).

Fevereiro 2010 Luís Esteves 25


Cliente:
NIVELAMENTO TRANSVERSAL

Nivelamento Transversal
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Defeito de Nivelamento Transversal

Parâmetro que define a diferença de cota existente entre as superfícies de


rolamento de duas filas de carril numa secção normal ao eixo da via.
Em curva:
Escala

Fevereiro 2010 Luís Esteves 26


Cliente:
NIVELAMENTO TRANSVERSAL

Nivelamento Transversal
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

a implementação da escala – h - é geralmente feita por elevação de uma das


filas - fila alta - com manutenção da espessura de balastro sob os carris da
outra - fila baixa.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 27


Cliente:
NIVELAMENTO TRANSVERSAL

Curvatura
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

1/R

1/R=0 1/R=0

recta curva de transição curva circular curva de transição recta


Escala
Fila alta

H=0 Fila baixa H=0

Fevereiro 2010 Luís Esteves 28


Cliente:
NIVELAMENTO TRANSVERSAL

Como se calcula a escala teórica de uma curva?


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

2
v s
Ht  
r g

Ht = Escala teórica (m)


v = velocidade (ms-1)
r = raio da curva (m)
s = bitola (m)
g = acel. gravidade (9.8 ms-2)

Fevereiro 2010 Luís Esteves 29


Cliente:
NIVELAMENTO TRANSVERSAL

Como se calcula a escala teórica de uma curva?


Exercício prático
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Ht = Escala teórica? v2 s
v = 80 km/h Ht  
r = 2000 m r g
(80000 / 3600) 2 1.740
Ht    0.044m
2000 9.8
com Ht (mm)
V2
ou H t  13.7  V (km/h)
r r (m)

Fevereiro 2010 Luís Esteves 30


Cliente:
EMPENO

Empeno
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Base de Medida
A C
Círculo
médio

Empeno

B P

Parâmetro que representa a distância entre um ponto P da via e o plano


formado pelos 3 pontos A, B e C.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 31


Cliente:
PARÂMETROS

Como poderemos conhecer os parâmetros das vias que temos que manter?

MEDINDO
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

“A medição geométrica da via e dos diversos tipos de aparelhos de via,


consiste no levantamento geométrico dos principais parâmetros…

Vantagens da medição e diagnóstico de via:

 Aumento da vida útil do carril;


 Diminuição dos custos de manutenção;
 Redes de transportes com maior conforto;
 Diminuição da poluição sonora.”

Fevereiro 2010 Luís Esteves 32


Cliente:
MEDIÇÕES

NIVELAMENTO
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Os defeitos de nivelamento são medidos do seguinte modo:

 Nivelamento transversal (escala)

 Detecta-se à vista o ponto mais defeituoso;

 Mede-se o desnível entre os carris, e acrescenta-se a dança se houver;

 Compara-se o valor encontrado com a escala fixada em cadastro;

 A diferença é defeito de nivelamento transversal.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 33


Cliente:
MEDIÇÕES

NIVELAMENTO

 Nivelamento longitudinal
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

É medido nas duas filas de carris independentemente uma da outra, como


se segue:

 Detectam-se à vista dois pontos altos;

 Num desses pontos coloca-se o visor e no outro a mira, regulados na


escala própria a zero;

 O visor foca o zero da escala da mira e fica em estação (imobilizado);

 A mira é colocada ainda (regulada a zero) no ponto mais baixo entre os


pontos altos;

Fevereiro 2010 Luís Esteves 34


Cliente:
MEDIÇÕES

MEDIÇÃO DO NIVELAMENTO

 Nivelamento longitudinal
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

É medido nas duas filas de carris independentemente uma da outra, como


se segue:

 O visor lê o desnível vertical e a esse acrescenta-se a dança;

 O valor encontrado é o defeito de nivelamento longitudinal. Este valor


também pode ser medido com cunha graduada e um fio de nylon entre
pontos altos;

Nota: Se a medição for em concordância de trainel, ao valor medido é


acrescentada ou retirada a flecha vertical consoante a concordância seja
convexa ou côncava.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 35


Cliente:
MEDIÇÕES

NIVELAMENTO

 Nivelamento longitudinal
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

flecha

defeito desnível

Concordância convexa
(o defeito é a soma do desnível com a flecha vertical)

flecha

defeito
desnível

Concordância côncava
(o defeito é igual ao desnível menos a flecha vertical)

Fevereiro 2010 Luís Esteves 36


Cliente:
MEDIÇÕES

EMPENO

Para medir o empeno:


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

 Detecta-se à vista o ponto baixo;

 Mede-se o desnível transversal nesse ponto e soma-se a dança;

 Mede-se escala a 3 metros para ambos os lados;

 Determina-se a diferença entre a escala no ponto baixo e a menor


(escala) dos pontos a 3 metros;

 O valor encontrado é o empeno em 3 metros.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 37


Cliente:
MEDIÇÕES

EMPENO
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Será defeito de empeno, se estivermos em recta ou em curva circular.

Se estivermos em curva de transição, com disfarce de escala (empeno)


previsto, o defeito determina-se retirando ao valor encontrado o disfarce
previsto em 3 metros.

Defeito de empeno = empeno medido menos empeno previsto.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 38


Cliente:
MEDIÇÕES

EMPENO

1º Exemplo – CURVA CIRCULAR


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

3m 3m

100 110
98
Escala medida:

110 110

- 100 -98

Empeno 10 12

Empeno a considerar: 12 mm / 3 m (4 mm/m)

Fevereiro 2010 Luís Esteves 39


Cliente:
MEDIÇÕES

EMPENO

2º Exemplo – RECTA
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

3m 3m 3m 3m

Escala medida: 1 5 17 9 2

17 17

-5 -9

Empeno 12 8

Empeno a considerar: 12 mm / 3 m (4,0 mm/m)

Fevereiro 2010 Luís Esteves 40


Cliente:
MEDIÇÕES

EMPENO

3º Exemplo – CURVA DE TRANSIÇÃO


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Disfarce de escala previsto 1 mm/m


3m 3m
3m 3m

20 30
25
Escala medida: 15

20 30 30

- 15 -20 -25

Empeno 5 10 5

Empeno a considerar: 10 mm / 3 m

Defeito de empeno: empeno medido (10 mm) - empeno previsto (disfarce de escala 3 mm)

Defeito de empeno: 7 mm / 3 m
Fevereiro 2010 Luís Esteves 41
Cliente:
MEDIÇÕES

EMPENO

4º Exemplo – RECTA COM PONTO DE PASSAGEM


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

3m 3m 3m 3m

2 5
0
Escala medida: 2 8

2 5

+8 -2

Empeno 10 3

Empeno a considerar: 10 mm / 3 m

Neste caso, em que o desnível muda de fila, o empeno é determinado pela soma dos
desníveis em ambas as filas.
Repare-se que o eixo de rodado que percorre este espaço oscilará de um desnível à
direita de 8 mm para um desnível à esquerda de 2 mm.
Fevereiro 2010 Luís Esteves 42
Cliente:
MEDIÇÕES

O alinhamento é o parâmetro responsável pela qualidade do guiamento dos


veículos e assegura a estabilidade lateral dos mesmos.
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Defeito de
Alinhamento

Pode ser controlado de duas maneiras:

 Por verificação a referências fixas, comparando a distância medida da


face de guiamento à estaca, ou ponto fixo, com a distância fixada em
cadastro.

 Por medição de flecha, comparando a flecha medida com o valor fixado


em cadastro.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 43


Cliente:
TOLERÂNCIAS

O documento que define as tolerâncias dos desvios verificados em relação aos


valores de referência dos parâmetros geométricos da via para as bitolas
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

1668mm, 1435mm e 1000mm, que se consideram admissíveis, é a [Link].018,


de 20.02.2009.

Considera as seguintes situações:

 Recepção de trabalhos;

 Decisão sobre acções de manutenção.

Na recepção dos trabalhos de via estabelece uma distinção entre a recepção


de linhas novas ou renovadas e a recepção de trabalhos de manutenção.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 44


Cliente:
TOLERÂNCIAS

A avaliação da qualidade da via para decisão sobre as acções de


manutenção é efectuada através da consideração das seguintes tolerâncias:
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

 Alerta (planeamento de trabalhos);

 Intervenção (acções de curto prazo);

 Acção imediata.

As tolerâncias de recepção dos trabalhos e as de acção imediata são de


aplicação obrigatória.

As tolerâncias de alerta e de intervenção são estabelecidas como valores de


referência.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 45


Cliente:
TOLERÂNCIAS

DEFINIÇÕES

 Tolerância de alerta
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Corresponde ao valor do parâmetro geométrico que, quando atingido,


originará que o troço em questão seja incluído na programação de
trabalhos de manutenção.

 Tolerância de intervenção

Corresponde ao valor do parâmetro geométrico que, quando atingido,


originará que o troço em questão seja, a curto prazo, alvo de acções de
manutenção, por forma que a tolerância de acção imediata não seja
atingida.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 46


Cliente:
TOLERÂNCIAS

DEFINIÇÕES
 Tolerância de acção imediata
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Corresponde ao valor do parâmetro geométrico que nunca deverá ser


atingido. Caso o seja, originará que o defeito em questão seja alvo de
correcção imediata ou que o respectivo troço seja sujeito a redução de
velocidade ou interdição.

 Valor de referência dos parâmetros geométricos da via


Corresponde ao valor de projecto ou ao valor obtido a partir do
tratamento dos dados medidos que melhor traduza a sua tendência e
que permite determinar a amplitude do desvio do parâmetro.

 Disfarce de escala
Taxa segundo a qual a escala aumenta ou diminui ao longo de um dado
comprimento de transição.
Fevereiro 2010 Luís Esteves 47
Cliente:
TOLERÂNCIAS

DEFINIÇÕES
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

NOTA: O horizonte da programação de trabalhos será definido pelo órgão


responsável pela conservação da infra-estrutura, tendo em conta os limites
escolhidos e os meios disponíveis.

Requisitos de medição dos parâmetros geométricos da via

A medição dos parâmetros geométricos da via será efectuada por veículo


de inspecção que cumpra os requisitos da EN 13848.

As medições realizadas com equipamentos que não cumpram estes


requisitos só serão aceites quando não haja disponibilidade de as mesmas
serem efectuadas por veículo adequado.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 48


Cliente:
TOLERÂNCIAS

MEDIÇÃO, CÁLCULO E AVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS GEOMÉTRICOS

BITOLA
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Bitola pontual

A bitola pontual corresponde à menor distância G, entre as faces internas


da cabeça de dois carris adjacentes, medida no ponto P a uma distância
ZP do plano de rolamento, que varia entre 0 mm e 15 mm.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 49


Cliente:
TOLERÂNCIAS

MEDIÇÃO, CÁLCULO E AVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS GEOMÉTRICOS

BITOLA
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Bitola pontual

A bitola pontual é medida directamente e avaliada por comparação com o


valor nominal.

Exceptuam-se as zonas de curva com sobrelargura, onde ao valor da


tolerância será adicionada a sobrelargura de projecto, desde que a soma
não exceda os limites de bitola pontual definidos nas tabelas 8 e 12.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 50


Cliente:
TOLERÂNCIAS

MEDIÇÃO, CÁLCULO E AVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS GEOMÉTRICOS

BITOLA
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Bitola média

Representa a média, em 100 m, da diferença entre a bitola pontual e a


bitola nominal.

Por exemplo, a bitola média ao Pk 1.250 é a que resulta da média dos


valores registados entre o Pk 1.200 e o Pk 1.300.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 51


Cliente:
TOLERÂNCIAS

MEDIÇÃO, CÁLCULO E AVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS GEOMÉTRICOS

NIVELAMENTO TRANSVERSAL
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Diferença em altura da mesa de rolamento de cada carril obtida pelo


ângulo entre o plano de rolamento e o plano horizontal de referência.

O nivelamento transversal é medido directamente e avaliado por


comparação com os valores de referência.
Fevereiro 2010 Luís Esteves 52
Cliente:
TOLERÂNCIAS

MEDIÇÃO, CÁLCULO E AVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS GEOMÉTRICOS


NIVELAMENTO LONGITUDINAL
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Medição com sistemas inerciais


Corresponde ao desvio ZP’ na direcção Z, perpendicular ao plano de
rolamento, em consecutivas posições, do eixo de cada carril, em relação a
uma linha de referência paralela ao plano de rolamento, calculado em
sucessivas medições.

O nivelamento longitudinal é calculado em cada fila, a partir da respectiva


posição vertical e filtrado nas bandas de comprimentos de onda D1 e D2.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 53


Cliente:
TOLERÂNCIAS

MEDIÇÃO, CÁLCULO E AVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS GEOMÉTRICOS

NIVELAMENTO LONGITUDINAL
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Medição por cordas

O nivelamento longitudinal é medido nas duas filas, com cordas de 10m


simétricas ou assimétricas com uma relação de 60% para 40%, e
comparados com os respectivos valores de referência.

No caso de medições manuais utilizam-se exclusivamente cordas


simétricas de 10m. Na avaliação da geometria baseada nestas medições,
como suporte a acções de manutenção, aplicam-se as tolerâncias
definidas para D1.
Fevereiro 2010 Luís Esteves 54
Cliente:
TOLERÂNCIAS

MEDIÇÃO, CÁLCULO E AVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS GEOMÉTRICOS


ALINHAMENTO
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Medição com sistemas inerciais


Desvio YP na direcção y, paralela ao plano de rolamento, em consecutivas
posições, de P em cada carril, em relação a uma linha de referência
intermédia, calculado em sucessivas medições.

O alinhamento é calculado em cada fila, a partir da respectiva posição


horizontal e filtrado nas bandas de comprimentos de onda D1 e D2.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 55


Cliente:
TOLERÂNCIAS

MEDIÇÃO, CÁLCULO E AVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS GEOMÉTRICOS

ALINHAMENTO
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Medição por cordas

O alinhamento é medido nas duas filas, com cordas de 10m simétricas ou


assimétricas com uma relação de 60% para 40%, e comparados com os
respectivos valores de referência.

No caso de medições manuais utilizam-se exclusivamente cordas


simétricas de 10m. Na avaliação da geometria baseada nestas medições,
de suporte a acções de manutenção, aplicam-se as tolerâncias definidas
para D1.

Para efeitos de recepção de trabalhos o corredor definido pelo valor de


referência e pelas tolerâncias terá de conter os valores de projecto.
Fevereiro 2010 Luís Esteves 56
Cliente:
TOLERÂNCIAS

MEDIÇÃO, CÁLCULO E AVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS GEOMÉTRICOS

EMPENO
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Considerando-se quatro pontos sobre a mesa de rolamento dos carris,


dois sobre cada carril, formando um rectângulo, define-se como empeno, a
distância vertical de um dos pontos ao plano formado pelos outros três.

Na prática, o valor do empeno corresponde à diferença de dois


nivelamentos transversais numa determinada base de medição.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 57


Cliente:
TOLERÂNCIAS

MEDIÇÃO, CÁLCULO E AVALIAÇÃO DOS PARÂMETROS GEOMÉTRICOS

EMPENO
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

O empeno é calculado numa base de 3m.

Na avaliação para efeitos de decisão sobre acções de manutenção, a


análise é efectuada por comparação do valor obtido com a tolerância que
lhe seja aplicável.

Na avaliação para efeitos de recepção de trabalhos, ao valor da tolerância


definido nas tabelas 1 a 4 será adicionado o valor de projecto do disfarce
de escala.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 58


Cliente:
RECEPÇÃO DOS TRABALHOS

Para efeitos de recepção provisória e definitiva, a medição dos parâmetros


geométricos da via só excepcionalmente não será efectuada por equipamento
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

de inspecção da REFER.

O espaço entre medições sucessivas de cada parâmetro será:

≤ 1 metro

Excepção será feita nos casos em que as medições sejam efectuadas por
equipamento portátil de registo não contínuo:

RECEPÇÃO POR MEIOS ALTERNATIVOS

Fevereiro 2010 Luís Esteves 59


Cliente:
RECEPÇÃO DOS TRABALHOS

RECEPÇÃO IMEDIATA
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

A recepção imediata tem por finalidade verificar, no final de cada período de


trabalhos, se os elementos constituintes da via não sofreram danos e se a
geometria da via possui as condições mínimas de modo a permitir a circulação
com toda a segurança.

A abertura à exploração só será permitida se os parâmetros geométricos


estiverem em conformidade com as tolerâncias de alerta, nas seguintes
situações:

Fevereiro 2010 Luís Esteves 60


Cliente:
RECEPÇÃO DOS TRABALHOS

RECEPÇÃO IMEDIATA
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

 Sem restrições, se antes da entrada em exploração, a via tiver sido


sujeita a estabilização;

 Com restrições, se antes da entrada em exploração, a via não tiver


sido sujeita a estabilização.

Neste caso, se a via estiver dentro dos limites da Tabela 2 e 4, deve ser
introduzido um limite de velocidade nunca superior a 80 km/h.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 61


Cliente:
RECEPÇÃO DOS TRABALHOS

RECEPÇÃO IMEDIATA

Se estas tolerâncias não forem observadas, o limite de velocidade não poderá


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

ser superior a 40 km/h.


O limite introduzido terá sempre em consideração:
 o tipo de via;
 o seu grau de desconsolidação;
 o risco de deformação não controlada por variação de temperatura.
Na recepção imediata, a medição do nivelamento longitudinal e do alinhamento
poderá ser efectuada, unicamente, numa das filas ou ao centro da via e com
cordas diferentes das requeridas, simétricas ou assimétricas, desde que o seu
comprimento não seja inferior a 8m.
Fevereiro 2010 Luís Esteves 62
Cliente:
RECEPÇÃO DOS TRABALHOS

RECEPÇÃO IMEDIATA

Para a verificação da geometria, deverão ser utilizados os gráficos efectuados


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

pelo equipamento de medição da última máquina que tenha intervindo no troço


em questão.

São aceites as seguintes escalas de representação gráfica:

 Valor dos parâmetros geométricos, 1:1, podendo o nivelamento


transversal ser representado também a 1:2;

 Distâncias longitudinais, de 1:2500 a 1:5000.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 63


Cliente:
RECEPÇÃO DOS TRABALHOS

RECEPÇÃO IMEDIATA

A utilização dos gráficos para efeito da recepção imediata terá que ser validada
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

pelo órgão responsável pela fiscalização dos trabalhos.

Para além do referido, durante a recepção imediata terão que ser avaliadas:

 a posição da via em relação aos pontos fixos adjacentes;

 a largura da entre via;

 a posição da via relativamente ao fio de contacto da catenária.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 64


Cliente:
RECEPÇÃO DOS TRABALHOS

RECEPÇÃO PROVISÓRIA

Trabalhos de manutenção da geometria da via


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Em trabalhos de manutenção da geometria da via, a recepção provisória


coincide com a recepção imediata.

Trabalhos de construção, renovação ou rectificação do traçado

A recepção provisória tem por finalidade verificar se os parâmetros


geométricos da via, com excepção do nivelamento longitudinal, estão em
conformidade com as tolerâncias que constam das tabelas 1 ou 2, quando
aplicadas aos valores definidos nas telas finais.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 65


Cliente:
RECEPÇÃO DOS TRABALHOS

RECEPÇÃO PROVISÓRIA

Trabalhos de construção, renovação ou rectificação do traçado


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

O nivelamento longitudinal é avaliado em relação ao seu valor de


referência, como definido atrás, por comparação com as tolerâncias das
tabelas 1 e 2.

O valor da bitola não pode variar mais de 2mm entre duas travessas
adjacentes, excepto na presença de curvas com sobrelargura.

Para efeitos de recepção, com excepção de trabalhos de manutenção que


não tenham provocado alterações nos valores de projecto, terá que ser
fornecido pelo executante um ficheiro em formato de folha de cálculo,
com os elementos das curvas em cada metro.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 66


Cliente:
RECEPÇÃO DOS TRABALHOS

RECEPÇÃO DEFINITIVA
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

A recepção definitiva será realizada entre 60 a 90 dias após a recepção


provisória e deverá, sempre que tal suceda dentro do prazo definido, ser
efectuada após a passagem de 1.500.000Ton de tráfego (incluindo a carga
imposta por acção de eventual estabilização).

Fevereiro 2010 Luís Esteves 67


Cliente:
RECEPÇÃO DOS TRABALHOS

RECEPÇÃO POR MEIOS ALTERNATIVOS

Sempre que não seja possível efectuar recepções com o veículo de inspecção,
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

as mesmas poderão ser feitas com equipamento de medição de registo


contínuo com capacidade para medir ou processar os parâmetros definidos.

Em último caso, as medições poderão ser feitas manualmente, distinguindo-se


as seguintes situações:

 Na recepção de trabalhos de construção, renovação ou rectificação


do traçado, os parâmetros geométricos são medidos, em recta a cada
50m e em curva a cada 10m, prolongando-se este último espaçamento
nos 100m de recta adjacentes à curva;
Fevereiro 2010 Luís Esteves 68
Cliente:
RECEPÇÃO DOS TRABALHOS

RECEPÇÃO POR MEIOS ALTERNATIVOS

 Na recepção definitiva de trabalhos de manutenção da geometria


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

da via, consideram-se troços de recepção todos os que tenham sido


alvo de intervenção durante um período de interdição da via. Os troços
de recepção serão subdivididos em segmentos pelas características do
traçado em planta (recta, transição e curva circular).

Em cada um destes segmentos, os parâmetros geométricos serão


medidos obrigatoriamente em 3 pontos: 2 deles situados a uma
distância máxima de 20m dos extremos do segmento, previamente
marcados no terreno pelo executante do trabalho e o terceiro situado
sensivelmente a meio da distância entre eles.
Fevereiro 2010 Luís Esteves 69
Cliente:
RECEPÇÃO DOS TRABALHOS

RECEPÇÃO POR MEIOS ALTERNATIVOS


Sempre que a fiscalização o entender, poderá efectuar medições de
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

qualquer parâmetro geométrico em pontos adicionais para melhor


identificar e delimitar os locais onde existam defeitos que excedam as
tolerâncias definidas.

Meio da distância

Fevereiro 2010 Luís Esteves 70


Cliente:
RECEPÇÃO DOS TRABALHOS

RECEPÇÃO POR MEIOS ALTERNATIVOS

Para efeitos de medição manual:


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

 O alinhamento será medido somente numa das filas e avaliado por


comparação com a tolerância que lhe seja aplicável, sem a
consideração do cálculo da média. Para o efeito, nas curvas recorrer-se-
á à fila alta. O ponto de medição coincidirá com o ponto médio das
cordas de 10 metros.

 A segunda medição do nivelamento transversal, para efeitos de


cálculo do empeno, será obtida no sentido crescente da quilometragem.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 71


Cliente:
RECEPÇÃO DOS TRABALHOS

RECEPÇÃO POR MEIOS ALTERNATIVOS

Para efeitos de medição manual:


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

 O nivelamento longitudinal é medido somente numa das filas (neste


caso, fila baixa nas curvas) e é avaliado por comparação com a
tolerância que lhe é aplicável, sem a consideração do cálculo da média.

Na medição do nivelamento longitudinal será utilizado equipamento que


reproduza o parâmetro definido, por exemplo, através da diferença entre
duas medições com visor e mira, com a colocação da mira a 5 e 10
metros do visor.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 72


Cliente:
TOLERÂNCIAS

TOLERÂNCIAS PARA RECEPÇÃO DE TRABALHOS


Classe VI V IV III II I

Velocidade
V ≤ 40 40 < V ≤ 80 80 < V ≤ 120 120 < V ≤ 160 160 < V ≤ 230 V > 230
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

[km/h]
1Bitola -3 / +5 -3 / +4 -3 / +4 -2 / +4 -2 / +4 -2 / +3

1Niv. Transversal ±4 ±3 ±3 ±3 ±2 ±2

2Niv. Longitudinal* ±6 ±6 ±4 ±4 ±3 ±3

1Alinhamento* ±6 ±5 ±3 ±3 ±3 ±3

1Empeno (base de 3 metros) ± 4.5 ± 4.5 ±3 ±3 ±3 ±3

2Niv. Longitudinal D1 ±4 ±4 ±3 ±3 ±2 ±2

2Niv. Longitudinal D2 n.a. n.a. n.a. n.a. ±3 ±2

2Alinhamento D1 ±5 ±4 ±2 ±2 ±2 ±2

2Alinhamento D2 n.a. n.a. n.a. n.a. ±3 ±2

Tabela 1 – Tolerâncias dos parâmetros geométricos da via para linhas de bitola 1668mm e 1435mm –
Linhas novas ou renovadas
1 Desvio do valor máximo em relação ao valor de projecto
2 Desvio do valor máximo em relação ao valor médio
* Medição com cordas de 10 metros

Fevereiro 2010 Luís Esteves 73


Cliente:
TOLERÂNCIAS

TOLERÂNCIAS PARA RECEPÇÃO DE TRABALHOS DE MANUTENÇÃO


Classe VI V IV III II I

Velocidade
V ≤ 40 40 < V ≤ 80 80 < V ≤ 120 120 < V ≤ 160 160 < V ≤ 230 V > 230
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

[km/h]
1Bitola -3 / +8 -3 / +7 -3 / +5 -2 / +5 -2 / +5 -2 / +4

1Niv. Transversal ±6 ±5 ±4 ±3 ±3 ±3

2Niv. Longitudinal* ±7 ±7 ±5 ±5 ±4 ±4

1Alinhamento* ±8 ±7 ±5 ±5 ±4 ±4

1Empeno (base de 3 metros) ±63 ± 4.5 3 ± 4.5 ± 4.5 ±3 ±3

2Niv. Longitudinal D1 ±5 ±5 ±4 ±4 ±3 ±3

2Niv. Longitudinal D2 n.a. n.a. n.a. n.a. ±4 ±3

2Alinhamento D1 ±6 ±5 ±4 ±4 ±3 ±3

2Alinhamento D2 n.a. n.a. n.a. n.a. ±4 ±3

Tabela 2 – Tolerâncias dos parâmetros geométricos da via para linhas de bitola 1668mm e 1435mm –
Trabalhos de Manutenção
1 Desvio do valor máximo em relação ao valor de projecto
2 Desvio do valor máximo em relação ao valor médio
* Medição com cordas de 10 metros 3 A tolerância é aumentada de 1.5mm no caso de via com juntas

Fevereiro 2010 Luís Esteves 74


Cliente:
TOLERÂNCIAS

TOLERÂNCIAS PARA RECEPÇÃO DE TRABALHOS

Classe VI V IV
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Velocidade
V ≤ 40 40 < V ≤ 80 80 < V ≤ 120
[km/h]
1Bitola -3 / +5 -3 / +4 -3 / +4

1Niv. Transversal ±4 ±3 ±3

2Niv. Longitudinal* ±6 ±6 ±4

1Alinhamento* ±6 ±5 ±3

1Empeno (base de 3 metros) ±3 ±3 ±3

2Niv. Longitudinal D1 ±4 ±4 ±3

2Alinhamento D1 ±5 ±4 ±2

Tabela 3 – Tolerâncias dos parâmetros geométricos da via para linhas de bitola 1000mm – Linhas
novas ou renovadas
1 Desvio do valor máximo em relação ao valor de projecto
2 Desvio do valor máximo em relação ao valor médio
* Medição com cordas de 10 metros

Fevereiro 2010 Luís Esteves 75


Cliente:
TOLERÂNCIAS

TOLERÂNCIAS PARA RECEPÇÃO DE TRABALHOS DE MANUTENÇÃO


Classe VI V IV

Velocidade
V ≤ 40 40 < V ≤ 80 80 < V ≤ 120
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

[km/h]
1Bitola -3 / +8 -3 / +7 -3 / +5

1Niv. Transversal ±6 ±5 ±4

2Niv. Longitudinal* ±7 ±7 ±6

1Alinhamento* ±8 ±7 ±5

1Empeno (base de 3 metros) ±33 ±33 ±3

2Niv. Longitudinal D1 ±5 ±5 ±4

2Alinhamento D1 ±6 ±5 ±4
Tabela 4 – Tolerâncias dos parâmetros geométricos da via para linhas de bitola 1000mm – Trabalhos
de Manutenção
1Desvio do valor máximo em relação ao valor de projecto
2Desvio do valor máximo em relação ao valor médio
•Medição com cordas de 10 metros 3 A tolerância é aumentada de 1.5mm no caso de via com juntas

Estas tolerâncias podem ser incrementadas, pelo Dono de Obra e no caderno


de encargos, em função do estado dos materiais
Fevereiro 2010 Luís Esteves 76
Cliente:
TOLERÂNCIAS

AVALIAÇÃO DA GEOMETRIA DA VIA PARA DECISÃO SOBRE ACÇÕES DE MANUTENÇÃO

O espaço entre medições sucessivas de cada parâmetro será no máximo de 0,5m.


TOLERÂNCIAS DE ALERTA
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Classe VI V IV III II I

Velocidade
V ≤ 40 40 < V ≤ 80 80 < V ≤ 120 120 < V ≤ 160 160 < V ≤ 230 V > 230
[km/h]
1Bitola -7 / +25 -7 / +25 -7 / +25 -6 / +25 -4 / +20 -3 / +20

1Bitola Média n.a. / +25 -6 / +25 -5 / +22 -3 / +16 -3 / +16 -1 / +16

2Niv. Longitudinal D1 ± 18 ± 18 ± 16 ± 15 ± 12 ± 10

2Niv. Longitudinal D2 n.a. n.a. n.a. n.a. ± 20 ± 18

2Alinhamento D1 ± 15 ± 15 ± 11 ±9 ±8 ±7

2Alinhamento D2 n.a. n.a. n.a. n.a. ± 15 ± 13

3Empeno base de 3 metros) ± 12 ± 12 ± 12 ± 12 ±9 ±9

Tabela 5 – Tolerâncias dos parâmetros geométricos da via para linhas de bitola 1668mm e 1435mm -
Alerta
1 Desvio do valor máximo em relação ao valor de projecto
2 Desvio do valor máximo em relação ao valor médio Nas curvas, a diferença entre o valor do nivelamento transversal e o seu valor
3 Amplitude máxima do defeito (Empeno Absoluto)
de projecto não deverá exceder 20mm.
Fevereiro 2010 Luís Esteves 77
Cliente:
TOLERÂNCIAS

AVALIAÇÃO DA GEOMETRIA DA VIA PARA DECISÃO SOBRE ACÇÕES DE MANUTENÇÃO

TOLERÂNCIAS DE ALERTA
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Desvio Padrão
[mm]
Velocidade
Classe
[km/h] Niv. Longitudinal Alinhamento
D1 D1

VI V ≤ 40 3.3 2.1

V 40 < V ≤ 80 3.0 1.8

IV 80 < V ≤ 120 2.7 1.5

III 120 < V ≤ 160 2.4 1.3

II 160 < V ≤ 230 1.9 1.1

I V > 230 1.5 1.0

Tabela 6 – Tolerâncias do desvio padrão para linhas de bitola 1668mm e 1435mm – Alerta

Fevereiro 2010 Luís Esteves 78


Cliente:
TOLERÂNCIAS

AVALIAÇÃO DA GEOMETRIA DA VIA PARA DECISÃO SOBRE ACÇÕES DE MANUTENÇÃO

TOLERÂNCIAS DE INTERVENÇÃO
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Classe VI V IV III II I

Velocidade
V ≤ 40 40 < V ≤ 80 80 < V ≤ 120 120 < V ≤ 160 160 < V ≤ 230 V > 230
[km/h]
1Bitola -9 / +30 -9 / +30 -9 / +30 -8 / +30 -5 / +23 -4 / +23

1Bitola Média n.a. / +28 -7 / +28 -6 / +25 -4 / +18 -4 / +18 -2 / +18

2Niv. Longitudinal D1 ± 21 ± 21 ± 19 ± 17 ± 14 ± 12

2Niv. Longitudinal D2 n.a. n.a. n.a. n.a. ± 23 ± 20

2Alinhamento D1 ± 17 ± 17 ± 13 ± 10 ±9 ±8

2Alinhamento D2 n.a. n.a. n.a. n.a. ± 17 ± 14

3Empeno base de 3 metros) ± 15 ± 15 ± 15 ± 15 ± 12 ± 12

Tabela 7 – Tolerâncias dos parâmetros geométricos da via para linhas de bitola 1668mm e 1435mm -
Intervenção
1 Desvio do valor máximo em relação ao valor de projecto
2 Desvio do valor máximo em relação ao valor médio
3 Amplitude máxima do defeito (Empeno Absoluto)
Os pontos onde existam pelo menos dois parâmetros que excedam as TI serão
sujeitos aos procedimentos definidos na AI.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 79


Cliente:
TOLERÂNCIAS

AVALIAÇÃO DA GEOMETRIA DA VIA PARA DECISÃO SOBRE ACÇÕES DE MANUTENÇÃO

TOLERÂNCIAS DE ACÇÃO IMEDIATA


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Classe VI V IV III II I

Velocidade
V ≤ 40 40 < V ≤ 80 80 < V ≤ 120 120 < V ≤ 160 160 < V ≤ 230 V > 230
[km/h]
1Bitola -11 / +35 -11 / +35 -11 / +35 -10 / +35 -7 / +28 -5 / +28

1Bitola Média n.a. / +32 -9 / +32 -8 / +27 -6 / +20 -6 / +20 -4 / +20

2Niv. Longitudinal D1 ± 31 ± 28 ± 26 ± 23 ± 20 ± 16

2Niv. Longitudinal D2 n.a. n.a. n.a. n.a. ± 33 ± 28

2Alinhamento D1 ± 25 ± 22 ± 17 ± 14 ± 12 ± 10

2Alinhamento D2 n.a. n.a. n.a. n.a. ± 24 ± 20

3Empeno base de 3 metros) ± 21 ± 21 ± 21 ± 21 ± 15 ± 15

Tabela 8 – Tolerâncias dos parâmetros geométricos da via para linhas de bitola 1668mm e 1435mm –
Acção Imediata
1 Desvio do valor máximo em relação ao valor de projecto
2 Desvio do valor máximo em relação ao valor médio
3 Amplitude máxima do defeito (Empeno Absoluto)

Fevereiro 2010 Luís Esteves 80


Cliente:
TOLERÂNCIAS

AVALIAÇÃO DA GEOMETRIA DA VIA PARA DECISÃO SOBRE ACÇÕES DE MANUTENÇÃO

TOLERÂNCIAS DE ALERTA
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Classe VI V IV

Velocidade
V ≤ 40 40 < V ≤ 80 80 < V ≤ 120
[km/h]
1Bitola -7 / +25 -7 / +25 -7 / +25

1Bitola Média n.a. / +25 -6 / +25 -5 / +22

2Niv. Longitudinal D1 ± 18 ± 18 ± 16

2Alinhamento D1 ± 15 ± 15 ± 11

3Empeno base de 3 metros) ±9 ±9 ±9

Tabela 9 – Tolerâncias dos parâmetros geométricos da via para linhas de bitola 1000mm – Alerta
1 Desvio do valor máximo em relação ao valor de projecto
2 Desvio do valor máximo em relação ao valor médio
3 Amplitude máxima do defeito (Empeno Absoluto)

Nas curvas, a diferença entre o valor do nivelamento transversal e o seu valor de projecto não deverá exceder 20mm.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 81


Cliente:
TOLERÂNCIAS

AVALIAÇÃO DA GEOMETRIA DA VIA PARA DECISÃO SOBRE ACÇÕES DE MANUTENÇÃO

TOLERÂNCIAS DE ALERTA
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Desvio Padrão
[mm]
Velocidade
Classe
[km/h] Niv. Longitudinal Alinhamento
D1 D1

VI V ≤ 40 3.3 2.1

V 40 < V ≤ 80 3.0 1.8

IV 80 < V ≤ 120 2.7 1.5

Tabela 10 – Tolerâncias do desvio padrão para linhas de bitola 1000mm – Alerta

Fevereiro 2010 Luís Esteves 82


Cliente:
TOLERÂNCIAS

AVALIAÇÃO DA GEOMETRIA DA VIA PARA DECISÃO SOBRE ACÇÕES DE MANUTENÇÃO

TOLERÂNCIAS DE INTERVENÇÃO
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Classe VI V IV

Velocidade
V ≤ 40 40 < V ≤ 80 80 < V ≤ 120
[km/h]
1Bitola -9 / +30 -9 / +30 -9 / +30

1Bitola Média n.a. / +28 -7 / +28 -6 / +25

2Niv. Longitudinal D1 ± 21 ± 21 ± 19

2Alinhamento D1 ± 17 ± 17 ± 13

3Empeno base de 3 metros) ± 11 ± 11 ± 11

Tabela 11 – Tolerâncias dos parâmetros geométricos da via para linhas de bitola 1000mm -
Intervenção
1 Desvio do valor máximo em relação ao valor de projecto
2 Desvio do valor máximo em relação ao valor médio
3 Amplitude máxima do defeito (Empeno Absoluto)

Os pontos onde existam pelo menos dois parâmetros que excedam as TI serão sujeitos aos procedimentos definidos na
AI.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 83


Cliente:
TOLERÂNCIAS

AVALIAÇÃO DA GEOMETRIA DA VIA PARA DECISÃO SOBRE ACÇÕES DE MANUTENÇÃO

TOLERÂNCIAS DE ACÇÃO IMEDIATA


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Classe VI V IV

Velocidade
V ≤ 40 40 < V ≤ 80 80 < V ≤ 120
[km/h]
1Bitola -11 / +35 -11 / +35 -11 / +35

1Bitola Média n.a. / +32 -9 / +32 -8 / +27

2Niv. Longitudinal D1 ± 31 ± 28 ± 26

2Alinhamento D1 ± 25 ± 22 ± 17

3Empeno base de 3 metros) ± 15 ± 15 ± 15

Tabela 12 – Tolerâncias dos parâmetros geométricos da via para linhas de bitola 1000mm – Acção
Imediata
1 Desvio do valor máximo em relação ao valor de projecto
2 Desvio do valor máximo em relação ao valor médio
3 Amplitude máxima do defeito (Empeno Absoluto)

Fevereiro 2010 Luís Esteves 84


Cliente:
TOLERÂNCIAS DE EXECUÇÃO

Em todos os ataques de enchimento, definitivos ou complementares terão que


ser respeitadas as tolerâncias em relação a:
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

 Catenária – existente ou projectada:

 Entre - eixo mínimo da via;

 Gabarito de obstáculos.

Em obra, para os casos omissos no normativo existente ou nos Cadernos de


Encargos, é aplicado o disposto em:

 NT 3b – Fiscalização e recepção dos trabalhos de balastragem;

 NT 4b – Fiscalização e recepção dos trabalhos de renovação da Via.


Fevereiro 2010 Luís Esteves 85
Cliente:
TOLERÂNCIAS DE EXECUÇÃO
Em piquetagens provisórias:
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

 Piquetagem do eixo das vias  50 mm em relação às coordenadas


teóricas;

 Piquetagem do eixo de AMV  3 mm em AMV isolado,


 1 mm em AMV em comunicação;

 Piquetagem lateral  2 mm em relação à posição optimizada


do eixo da via.

NOTA: Poderão ser indicados outros valores pelo que deverão ser SEMPRE consultadas as Condições Técnicas de Via dos CE’s.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 86


Cliente:
TOLERÂNCIAS DE EXECUÇÃO
No aperto das fixações:
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

NOTA: Poderão ser indicados outros valores pelo que deverão ser SEMPRE consultadas as Condições Técnicas de Via dos CE’s.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 87


Cliente:
TOLERÂNCIAS DE EXECUÇÃO
No assentamento de via:

Tolerância Controlo
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

 Posição da via em relação à piquetagem  40 mm todos os 20 m em curva e 40m


lateral antes da 1ª balastragem em recta;

 Esquadrias da junta do carril  5 mm 1 em 5 juntas;

 Bitola  2 mm 10 em 10 metros;

 Espaçamento entre travessas  15 mm 10 em 10m, 60 unidades em


36m;

 Esquadria das travessas  5 mm 10 em 10 metros.

NOTA: Poderão ser indicados outros valores pelo que deverão ser SEMPRE consultadas as Condições Técnicas de Via dos CE’s.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 88


Cliente:
TOLERÂNCIAS DE EXECUÇÃO
Nos ataques de enchimento até 10 cm de balastro, inclusive:
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Tolerância Controlo

 Alinhamento  40 mm às estacas todos os 20 m em curva e todos


os 40 m em recta;

 Escalas progressivas até à 20 a 30 % do valor final todos os 20 m em curva e todos


escala final por ataque os 40 m em recta

NOTA: Poderão ser indicados outros valores pelo que deverão ser SEMPRE consultadas as Condições Técnicas de Via dos CE’s.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 89


Cliente:
TOLERÂNCIAS DE EXECUÇÃO
Nos ataques de enchimento seguintes:

Tolerância Controlo
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

 Alinhamento  40 mm às estacas na 1ª verificação pelos registos das


optimização e  20 mm nas atacadeiras a partir de 15 cm
seguintes de balastro, inclusive.

Nos ataques definitivo e complementar:

 Alinhamento  20 mm verificação pelos registos das


(corredor) atacadeiras, e piquetagem.

NOTA: Poderão ser indicados outros valores pelo que deverão ser SEMPRE consultadas as Condições Técnicas de Via dos CE’s.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 90


Cliente:
TOLERÂNCIAS DE EXECUÇÃO
No assentamento de AMV:
 Cotas de montagem  1,5 mm em relação à cota teórica do AMV
(plano de fábrica).
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

No nivelamento, alinhamento e posicionamento definitivo dos AMV:

 Tolerâncias de Recepção Definitiva da geometria iguais às de plena via;

 Cotas de montagem com as tolerâncias de recepção em fábrica.

 Posicionamento em relação ao Projecto com tolerâncias máximas de 5 mm, em


planimetria, garantindo:

 o correcto posicionamento geométrico do AMV como um todo;

 a coerência com o traçado dentro das tolerâncias de geometria da via fixadas


para Recepção Definitiva.

NOTA: Poderão ser indicados outros valores pelo que deverão ser SEMPRE consultadas as Condições Técnicas de Via dos CE’s.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 91


Cliente:
TOLERÂNCIAS DE EXECUÇÃO
DA ESMERILAGEM PREVENTIVA:

As tolerâncias da esmerilagem preventiva são:


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

 Ondas curtas, comprimento de onda entre 30 e 200 mm: 0,02 mm;

 Ondas longas, comprimento de onda entre 200 e 3000 mm: 0,3 mm.

TOLERÂNCIAS DE RECEPÇÃO:

 As tolerâncias de Recepção são as prescritas na [Link].018 – Tolerâncias


dos parâmetros da via;

 As tolerâncias no espaçamento e esquadria das travessas são as definidas


para a fase de execução.

NOTA: Poderão ser indicados outros valores pelo que deverão ser SEMPRE consultadas as Condições Técnicas de Via dos CE’s.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 92


MEDIÇÃO e REGISTO CONTÍNUO Cliente:

DE PARÂMETROS DE VIA
Alguns parâmetros de via são medidos e registados em contínuo por intermédio
de máquinas sofisticadas.

Os veículos de medição electrónica, tipo EM 120, e das modernas atacadeiras


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

são exemplo destas máquinas.

O veículo EM 120 mede os seguintes parâmetros:

 Bitola;
 Nivelamento longitudinal fila direita (base 10 metros);
 Nivelamento longitudinal fila esquerda (base 10 metros);
 Escala;
 Empeno (base 3metros);
 Alinhamento por medição de flechas (corda de 10 metros).

Fevereiro 2010 Luís Esteves 93


MEDIÇÃO e REGISTO CONTÍNUO Cliente:

DE PARÂMETROS DE VIA
Este veículo edita um registo gráfico dos defeitos da geometria da via e
relatórios pormenorizados com outros dados úteis para o diagnóstico da
qualidade.
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Nivelamento L. E.

Nivelamento L. D.

Bitola

Empeno

Nivelamento Transv.

Curva
Alinhamento Esq.

Alinhamento Dir.

Fevereiro 2010 Luís Esteves 94


MEDIÇÃO e REGISTO CONTÍNUO Cliente:

DE PARÂMETROS DE VIA

100 m
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Corredor de
tolerância

-10 mm

+7 mm

km. 257,400

Fevereiro 2010 Luís Esteves 95


MEDIÇÃO e REGISTO CONTÍNUO Cliente:

DE PARÂMETROS DE VIA

RELATÓRIO DE DEFEITOS QUE EXCEDEM A TOLERÂNCIA


CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

Amplitude Pk amplitude Classe de Classe


VIA PK inicio Pk final Comprimento Paramêtro
máxima máxima análise admissivel
VD 318405 318403 2 Empeno 3m -5 318404 II N/A
VD 318381 318378 2 Empeno 3m 4 318380 II IV
VD 318378 318376 2 Niv. Long. Esq. -7 318377 II N/A
VD 318368 318365 3 Niv. Long. Dir. -7 318366 II N/A
VD 318363 318360 3 Niv. Long. Dir. 7 318361 II N/A
VD 318361 318360 2 Niv. Long. Esq. 5 318361 II III
VD 318333 318330 3 Niv. Long. Esq. 6 318332 II IV
VD 318602 318300 302 Bitola [Largura] 19 318456 II N/A
VD 318258 318241 18 Niv. Transversal -4 318243 II N/A
VD 318300 318000 300 Bitola [Largura] 8 318059 II N/A

Em manutenção é acrescentada uma coluna com a Acção:


 Limite de Alerta
 Limite de Intervenção
 Acção imediata

Fevereiro 2010 Luís Esteves 96


MEDIÇÃO e REGISTO CONTÍNUO Cliente:

DE PARÂMETROS DE VIA
RELATÓRIO DOS ÍNDICES DE QUALIDADE
(POR TROÇOS DE 200 METROS)
CURSO DE ACTUALIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DE VIA

LEGENDA

TAMP Índice de qualidade do nivelamento.


LINE Índice de qualidade do alinhamento.
TQI Índice de qualidade geral
GAGE Índice de qualidade da bitola.

Relação entre TQI e qualidade da geometria

TQI de 0 a 150 BOM


TQI de 151 a 200 ACEITÁVEL
TQI de 201 a 250 DEFICIENTE
TQI maior que 251 MAU

Desvio Padrão na nova norma

Fevereiro 2010 Luís Esteves 97

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