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Dimensionamento de Linha de Vida Horizontal

Este documento fornece os cálculos estruturais e dimensionais para um sistema de linha de vida horizontal para realização de trabalho em altura. Os cálculos consideram variáveis como o tipo e espessura do cabo, número de trabalhadores, distância entre suportes e flecha mínima. O memorial conclui que o sistema atende aos requisitos de segurança e pode ser utilizado para dois operários trabalhando simultaneamente a até 4 metros de distância.

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Dimensionamento de Linha de Vida Horizontal

Este documento fornece os cálculos estruturais e dimensionais para um sistema de linha de vida horizontal para realização de trabalho em altura. Os cálculos consideram variáveis como o tipo e espessura do cabo, número de trabalhadores, distância entre suportes e flecha mínima. O memorial conclui que o sistema atende aos requisitos de segurança e pode ser utilizado para dois operários trabalhando simultaneamente a até 4 metros de distância.

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MEMORIAL DE DIMENSIONAMENTO – TRABALHO EM ALTURA

SISTEMA DE ANCORAGEM – LINHA DE VIDA HORIZONTAL

Generalidades

Este memorial objetiva apresentar o detalhamento do cálculo de um sistema de linha


de vida horizontal para a realização de trabalho em altura, bem como estipular os
critérios de instalação do sistema.

Métodos empregados

- Levantamento das informações no local de implantação.

- Cálculo dos cabos e acessórios.

Detalhamentos dos cálculos

O dimensionamento da linha de vida segue os critérios especificados abaixo:

- Reduzir a consequência de uma queda ou até mesmo eliminar o risco.

- Possibilitar o deslocamento seguro dos trabalhadores o trabalho em altura.

Dado considerados:

 Variáveis definidas:

 Cabo de Aço ABNT 6x19 AACI, classe 2160 KN Ø = 13 mm

 Massa: 0,68 Kg/m

 Flecha de mínima = 0,10 m

 Vão = 7 m

Cálculo da reação devido ao peso próprio do cabo:

RC = (m x L²) / (8 x F)

RC - reação devido ao peso do cabo;

L - distância entre os suportes que serão ancorados os cabos;

F - flecha mínima (em metros).


Rc = (0,68 + 4²) / (8 x 0,10)

Rc = 10,88 / 0,80

RC = 13,60 kgf

Cálculo da reação na horizontal:

Rh = (N x P x ϕ) / ( 2 x Tg ɸ)

Rh - reação na horizontal;

N - número de pessoas que trabalharão simultaneamente na linha de vida;

P - peso do colaborador somando seu EPI e ferramenta (sugerido P = 110 Kg);

Φ - fator de impacto φ = 2;

ɸ - ângulo formado entre uma linha imaginária que passa pelos dois pontos de apoio e a
inclinação do cabo.

Rh = (2 x 110 x 2) / (2 x (0,15 / 2)

Rh = 440 / 0,075

Rh = 5.866,67 kgf

Cálculo da tração no cabo:

Tc = Rh + Rc

Tc = 5.866,67 + 13,60

Tc = 5.880,27 kgf

Fator de segurança:

Fs = Tr / Tc

Tr - tração de ruptura mínima;


Tc - é a tração no cabo.

Fs = 12.100 / 5.880,27

Fs = 2,05

Fs = 2,05 ≥ 2 ⇒ Atende a norma OSHA 1926.502.


Cálculo da deformação no cabo:

Para calculara deformação, utilizamos a equação de deformação do catálogo da


CIMAF outubro/2000:
∆L = P x L / E x Am

∆L - deformação elástica;

P - carga aplicada;

L - comprimento do cabo;

E - módulo de elasticidade (11.000 Kg/mm²);

Am - área metálica.

Am = F x d²

F - fator de multiplicação que varia em função da construção do cabo de aço divulgado pelo
fabricante;

d - diâmetro nominal do cabo ou cordoalha em milímetros.

Am = 0,396 x (13²)

Am = 66,92 mm²

Substituindo,

∆L = 5.781,08 x 4.000 / 11.000 x 66,92

∆L = 23124320 / 736120

∆L = 31,41

ΔL = 31,41 mm

Cálculo da Flecha máxima:

Primeiramente, deve-se calcular o tamanho real do cabo na montagem considerando a


flecha mínima de 200 mm.

Portanto:

Sin ɸ = Fmin / (Lc/2)

tg ɸ = (150/ 2000)

ɸ= 0,075 rad
ɸ= 4,2971835 º

Sin ɸ = Fmin / (Lc/2)

Sin 4,30 = 150 / (Lc/2)

(0, 0,0749*lc /2) = 150

Lc = 150 / 0,03746

Lc = 4.004,27 mm

Quando o cabo de aço dimensionado acima e solicitado conforme os parâmetros


utilizados para os cálculos, seu comprimento final se altera, de forma que:

Lf = Lc + ∆L

Lf = 4004,27 + 31,41

Lf = 4.035,68 mm

Cálculo da flecha máxima.

fmáx = √((Lf/2)² - (L/2)²)

√((4035,68/2)²) – (4000/2)²)

√ 4071678,2656 – 4000000

√280679,6169

fmáx = 267,73 mm

Considerações finais

Dimensionamento considerando 02 operários trabalhando simultaneamente na linha


de vida no espaço de ancoragem correspondente à 4 m de largura, pontando, não
deve ser conectado mais de dois operários simultaneamente na linha de vida neste
trecho de ancoragem, todavia, será permitido replicar as mesmas condições para
demais trechos de ancoragem, desde que obedecidos os mesmos critérios.

Na montagem deve adotar a flecha mínima de 150 mm, pois se solicitado, a flecha
atingirá um valor de 267,73 mm quando da queda dos 2 colaboradores
simultaneamente. Portanto é importante verificar a distância dos anteparos até a
posição final que o cabo ficaria se solicitado, uma vez que o cinto de segurança tem
2.400 mm de comprimento de talabarte, já considerando a abertura do absorvedor de
energia.

É importante também, não montar o cabo de aço com flecha menor que 150 mm por
que assim é aumentada a tração no cabo, podendo comprometer o projeto e a
segurança dos operários.

A linha de vida horizontal deve ser instalada à uma altura máxima de 1,50 m da base
de apoio dos operários, ou seja, do pranchão do andaime até o ponto de ancoragem,
deve possuir um intervalo de no máximo 1,50.

Nas permissões de trabalho deve ser contemplada a inspeção nos cabos guias e sua
instalação. O acesso ao local de instalação da linha de vida deve ser feito de maneira
segura, atendendo aos requisitos legais, especialmente a NR 35.

Trabalhos referenciados

Cabos de aço - Catálogo CIMAF/2000 Manual técnico de cabos de aço – CIMAF/2009


NORMA ABNT NBR 6327/ 2004 – Cabos de aço para uso geral – Requisitos mínimos.

Norma OSHAS – 1926.502 – Fall protection systems criteria and practices. –


Occupation Safety and Health Administration.

Memorial De Cálculo Para Dimensionamento De Linha De Vida Horizontal Para


Realização De Trabalho Em Altura – Eng. Ribas Júnior

Veredinha, 12 de setembro de 2017.

_____________________________________
Rafael Aparecido Cordeiro Vieira
Engenheiro Civil – CREA/MG 211143
NRs e Trabalho em
altura.
As Normas Brasileiras tratam do assunto “Trabalho em Altura” de forma muito pouco
didática e de certo modo confuso, pois são diferentes normas abordando o assunto cada
uma detalhando um tópico ou ponto importante.

As Normas que versam sobre o assunto no Brasil são:

NR 35 – TRABALHO EM ALTURA

NR 18 – CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA


CONSTRUÇÃO

NR 34 – CONDIÇÕES E MEIO AMBIENTE DE TRABALHO NA INDÚSTRIA DA


CONSTRUÇÃO E REPARAÇÃO NAVAL

NR 22 – SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL NA MINERAÇÃO

NR 29 – SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO PORTUÁRIO

Legislação no Brasil
Artigo 19 da Lei nº 8.213 de 24 de julho de 1991

 § 1º A empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de


proteção e segurança da saúde do trabalhador.

 § 2º Constitui contravenção penal, punível com multa, deixar a empresa de cumprir as


normas de segurança e higiene do trabalho.

 § 3º É dever da empresa prestar informações pormenorizadas sobre os riscos da


operação a executar e do produto a manipular
NR35 – Trata o assunto específico de trabalho em altura

É subdividida nos capítulos

35.1 – Objetivo e campo de aplicação

35.2 – Responsabilidades

35.3 – Capacitação e treinamento

35.4 – Planejamento, organização e execução.

35.5 – Equipamento de proteção individual, acessórios e sistema de ancoragem

35.6 – Emergência e salvamento

Anexo I – Acesso por cordas

Quem está procurando informações sobre requisitos básicos para construção de linha de
vida, vai encontrar no item 35.5 .4, que estabelece que linha de vida deve:

1. Ser selecionado por profissional legalmente habilitado


2. Ter resistência para suportar a carga máxima aplicável
3. Ser inspecionado quanto sua integridade antes da sua utilização.

NR 18 – Que aborda o assunto no âmbito da construção Civil.

Estabelece que:

[Link] – As edificações com no mínimo quatro pavimentos ou altura de 12 m (doze


metros), a partir do nível do térreo, devem possuir previsão para a instalação de
dispositivos destinados à ancoragem de equipamentos de sustentação de andaimes e de
cabos de segurança para o uso de proteção individual, a serem utilizados nos serviços de
limpeza, manutenção e restauração de fachadas. (Alteração dada pela Portaria SIT
318/2012)
[Link] – Os pontos de ancoragem devem:

1. a) estar dispostos de modo a atender todo o perímetro da edificação;


2. b) suportar uma carga pontual de 1.500 Kgf (mil e quinhentos quilogramas-força);
suportar uma carga pontual de 1.200 Kgf (mil e duzentos quilogramas-força);
(Alteração dada pela Portaria SIT 318/2012)

[Link] – Os cabos de aços devem ter carga de ruptura equivalente a, no mínimo, 5


(cinco) vezes a carga máxima de trabalho a que estiverem sujeitos e resistência à tração
de seus fios de, no mínimo, 160 kgf/mm² (cento e sessenta quilogramas-força por
milímetro quadrado). (Incluído pela Portaria SIT n.º 13, de 9 de julho de 2002)

A NR 34 aborda o mesmo assunto do ponto de vista da construção Naval

Parece ser uma norma mais abrangente considera por exemplo uso de plataformas como
trabalho em altura coisa que a NR35 não trata entre outras coisas.

Conclusão:

Agora dá para entender porque existe esta total falta de padronização e de critérios na
construção de linhas de vida, algumas verdadeiras aberrações.

Projeto de linha de vida considerando


normas NRs Brasileiras
AS linhas de vida horizontais deverão ser concebidas, instaladas e usadas sob a
supervisão de uma pessoa qualificada, como parte de uma completa sistema anti-queda
pessoal projeto deve considerar um fator de segurança de pelo menos 5 (FS=5) para
dimensionamento dos cabos de aço pois segundo a NR 18 item [Link] – Os cabos de
aços devem ter carga de ruptura equivalente a, no mínimo, 5 (cinco) vezes a carga
máxima de trabalho a que estiverem sujeitos e resistência à tração de seus fios de, no
mínimo, 160 kgf/mm2 (cento e sessenta quilogramas-força por milímetro quadrado).
(Incluído pela Portaria SIT n.º 13, de 9 de julho de 2002)

Observação importante:

Já vi muita gente interpretando errado esta norma e tomando a seguinte decisão; uma
linha de vida dimensionada para 4 pessoas adotou erroneamente o cálculo de um cabo
de aço para:

Considerou.

1. Peso de uma pessoa 100 kg


2. Fator de Segurança (FS) = 5

Então:

Dimensionamento do aço foi considerado conforme segue: 5 x 100 x 4= 2.000 kgf

dimensionamento do cabo de aço da


linha de vida
 Primeiro passo é determinar a força de reação horizontal do cabo de aço

As forças de reação na ancoragem dependem do ângulo que o cabo fará com uma linha
imaginaria horizontal, a força horizontal será sempre maior que a força na vertical.

O Esforço na linha vai depender do Peso do Indivíduo e de sua atura de queda em


relação a linha de vida.

A Energia da queda Energia (mgh), vai ser absorvida pelo cabo de aço, gerando um
impacto sobre o mesmo toda a estrutura de sustentação. O Cabo de aço sofre uma
deformação elástica. O cinto de segurança também sofre uma deformação elástica e
talabarte e o absorvedor de energia do cinto também.
O pesquisador Sulowski levando em consideração todos estes pontos, apresenta uma
solução matemática para estas questões, apresentando uma fórmula determinada de
modo experimental para o cálculo da força máxima de impacto, combinando trabalhos
de pesquisa teóricos e dados experimentais.

Ele simula várias quedas e mede com uma célula de carga o impacto de diferentes
alturas e define uma equação para a força de impacto da queda cuja equação proposta
por Sulowski é:

Onde:

F = Força de Impacto em Newtons (N)

m = massa do trabalhador e roupas + massa das ferramentas + massa dos EPIs (kg)

K = Modulo da corda (N)

f = Fator de queda H/L

H = Altura de queda livre (m)

L= Comprimento do Talabarte (m)

a = Fator de redução do trava quedas

b = Fator de redução do Cinto de Segurança (1)

s = Fator de redução do absorvedor de queda (80% a 70% redução)

c = Fator de Conversão corpo ´rígido/ manequim

Cálculo da energia da queda para:


Queda de um executante pesando 99 quilos, caindo de uma altura de 1,82 metros,
utilizando cinto de segurança tipo paraquedista com talabarte de 1,5 metros e
absorvedor de energia acoplando a uma linha de vida.

Utilizando a equação de Sulowski podemos concluir que o individuo foi capturado pela
linha de vida com uma força sobre o cabo de aço de 455 kgf

Ver cálculo no post – Dinâmica da Queda -Impactos sobre o trabalhador e a linha


de vida

Link – [Link]
trabalho-em-altura/#more-71405

Projeto da linha de vida segundo NRs

Suponhamos que o vão da linha que vamos projetar tenha um comprimento de 10


metros, vamos supor que vamos utilizar um cabo de aço no vão com comprimento em
balança de 10,5 metros.

Lembre quando você está projetando uma linha de vida que tenha limites de zona livre
de queda, quanto mais esticada tiver que ser a linha maior será a tensão na ancoragem
porque você tem que limitar a distância da queda.

Então temos:

C= Comprimento do Vão

L = comprimento do Cabo
F = flecha

Determinando esforços envolvidos, para tal seccionamos a linha no meio, já que as


reações e esforços serão iguais em ambos os lados:
Então temos:

(C/2) ²+ (f) ² = (l/2) ² ……………(1)

(C/2) x (P/2) = (f) x (Rx) ……….(2)

Rx = (P x C) / 4f

R² = (Rx) ² + (P/2) ² ………..(3)

R² = [(P x C) / 4f] ² + (P/2) ²


Em relação ao problema proposto temos:

Comprimento do Vão

C= 10 m

Comprimento do cabo em balanço

l = 10,1

Dados que (f)² = (10,1/2)² – (10,0/2)²

Calculamos a flecha

f = 0,708 m

Então:

R= (455 x 10,1)/(4 x 0.708)

R = 1.622 Kgf

A NR 18 item [Link] – Estabelece que os cabos de aços devem ter carga de ruptura
equivalente a, no mínimo, 5 (cinco) vezes a carga máxima de trabalho a que estiverem
sujeitos e resistência à tração de seus fios de, no mínimo, 160 kgf/mm2 (cento e
sessenta quilogramas-força por milímetro quadrado).

Então o cabo de aço deve ter tensão de ruptura maior que 8.113,0 kgf

Temos que escolher o cabo de aço que atenda estas condições e temos que recalcular o
sistema considerando alongamento do cabo pela Carga de Trabalho considerando e
energia da queda!

Convencionalmente os cabos de aço podem ser fabricados em algumas categorias de


resistência à tração, a saber:
Plow Steel – Arames com tensão de ruptura de 1570 N/mm² = 160 kgf/mm²

Improved Plow Steel – Arames com tensão de ruptura de 1770 N/mm² = 180 kgf/mm²

Extra Improved Plow Steel – Arames com tensão de ruptura de 1960 n/mm² = 200
kgf/mm²

Então vamos escolher o cabo de aço que satisfaça as duas condições:

Ter carga de ruptura acima de 8113 kgf e ser construído com arames classe Plow Steel
ou superior;

Neste caso escolhemos um cabo de aço com alma de aço – 6×19 Seale com diâmetro de
11,5 mm e carga de ruptura de 9.300 kgf.

Atenção:

Temos que recalcular a flecha considerando o alongamento do cabo no momento da


queda, isto vai permitir calcular a distância livre de queda.

Este é um assunto para outro post.


Atenção este post tem a intenção de informar os profissionais da área de segurança
visando reduzir erros no projeto e instalação da linha de vida

Nenhum profissional não habilitado profissionalmente deve e pode projetar linha de


vida.

A Montagem da linha de vida deve ser feita por profissional habilitado.

Antes da liberação formal da linha de vida, deve ser checado rigorosamente se a


execução seguiu o que foi estabelecido no projeto.

Ver Post – Erros que podem ser Fatais na Construção da Linha de Vida –

Link [Link]
fatais-na-construção-da-linha-de-vida/#more-71523

Todos os componentes da linha de vida devem estar projetados considerando a carga de


ruptura do cabo, atentem que outras complexidades de projeto precisam ser
consideradas, dimensionamento com torção e flexão nos pontos de ancoragem,
cisalhamento etc.

Nosso objetivo é Salvar Vidas

Common questions

Com tecnologia de IA

Durante a inspeção, é crucial verificar o estado físico do cabo de aço, ancoragens e acessórios, observando sinais de desgaste ou corrosão. Deve-se avaliar a adequação dos EPIs utilizados, revisar as condições de instalação conforme planejadas e assegurar que todos os componentes atendem à norma vigente. Procedimentos de inspeção preventiva e a qualificação do inspetor são vitais, bem como a atualização constante sobre regulamentos e práticas recomendadas .

As normas brasileiras, como NR 35, NR 18, e NR 34, tratam do trabalho em altura dentro de contextos específicos, como construção civil e naval, com diretrizes que atendem às necessidades particulares de cada setor. A NR 35 foca em capacitação, responsabilidade e uso de EPIs. A NR 18 aborda a previsão de dispositivos de ancoragem em obras, enquanto a NR 34 considera a utilização de plataformas e equipamentos específicos da construção naval, abrangendo um escopo mais amplo que o simples uso de EPIs e ancoragens .

Um dos maiores desafios enfrentados pelas normas brasileiras na padronização dos sistemas de ancoragem é a falta de uniformidade e clareza, uma vez que cada norma foca em um aspecto diferente do trabalho em altura, sem um guia completo e coeso. Isso pode levar a interpretações variadas e erros na construção de linhas de vida. Além disso, normas diferentes não harmonizam totalmente requisitos, como resistência de materiais, criando confusões entre profissionais sobre práticas e padrões aceitáveis .

Para calcular a deformação de um cabo de aço, considera-se a carga aplicada (P), o comprimento original do cabo (L), o módulo de elasticidade do material (E), e a área da seção metálica (Am). Utilizando esses dados, a fórmula de deformação é ∆L = P x L / (E x Am). Neste caso específico, a deformação foi calculada como 31,41 mm .

O fator de segurança é avaliado comparando a tração de ruptura mínima do cabo com a tração efetiva no cabo durante o uso. Nesse contexto, um fator de segurança de 2,05 foi calculado, satisfazendo a norma OSHA 1926.502. Ele é significativo porque garante que o cabo possa suportar cargas superiores às previstas, proporcionando uma margem de segurança contra falhas devido a sobrecarga, má instalação ou condições imprevistas, mantendo assim a proteção dos trabalhadores .

Calcular a flecha máxima é essencial para garantir que o cabo de aço utilizado no sistema de linha de vida mantenha sua integridade estrutural e, ao mesmo tempo, ofereça segurança aos trabalhadores. A flecha máxima, que neste projeto foi calculada como 267,73 mm, determina o quanto o cabo pode se deformar sob carga antes de comprometer a segurança do sistema. Uma flecha inadequada pode aumentar a tração no cabo além dos limites seguros, levando a riscos de rompimento e acidentes .

Limitar o número de operadores simultâneos é crucial para evitar sobrecarga no sistema que poderia levar à falha estrutural. Cada trabalhador adiciona carga adicional e aumenta a força de reação que o cabo deve suportar. No projeto analisado, foi recomendado um máximo de dois operários por trecho de ancoragem devido às forças calculadas e a flecha máxima admissível do cabo .

A NR 35 estabelece diretrizes claras para garantir que atividades em altura sejam realizadas com segurança. Ela aborda aspectos como capacitação, planejamento, sistemas de proteção individuais como as linhas de vida, equipamentos de segurança e procedimentos de emergência. Para linhas de vida, a norma detalha requisitos específicos, como a necessidade de seletividade por profissionais habilitados e inspeções pré-uso, que garantem que a instalação e uso do sistema sejam adequados e seguros .

Na projeção do vão de uma linha de vida horizontal, é essencial considerar a tensão no cabo resultante do peso dos usuários e a possível deformação em caso de quedas. Deve-se projetar o cabo com um comprimento que permita uma certa folga inicial, reduzindo assim a tensão e absorvendo movimento sem comprometimento da segurança. A seleção do cabo deve também levar em conta sua capacidade de deformação elástica controlada, a fim de garantir absorção de impacto sem exceder os limites de ruptura, conforme os cálculos de flecha e tração .

O módulo de elasticidade é uma medida da rigidez do material do cabo de aço e influencia diretamente o quanto o cabo irá se deformar sob carga. Um módulo elevado significa menor deformação, contribuindo para um sistema que mantém sua forma e funcionalidade sob cargas previstas sem comprometer a segurança. Correto uso do módulo de elasticidade assegura que o cabo suporte cargas de uso padrão e imprevistas adequadamente .

MEMORIAL DE DIMENSIONAMENTO – TRABALHO EM ALTURA 
SISTEMA DE ANCORAGEM – LINHA DE VIDA HORIZONTAL 
 
Generalidades 
Este
Rc = (0,68 + 4²) / (8 x 0,10) 
Rc = 10,88 / 0,80 
RC = 13,60 kgf  
 
Cálculo da reação na horizontal:  
Rh = (N x P x ϕ) /
Cálculo da deformação no cabo:  
Para calculara deformação, utilizamos a equação de deformação do catálogo da 
CIMAF outubr
ɸ= 4,2971835 º 
 
Sin ɸ = Fmin / (Lc/2)  
Sin 4,30 = 150 / (Lc/2) 
(0, 0,0749*lc /2) = 150 
Lc = 150 / 0,03746 
Lc = 4.004,
simultaneamente. Portanto é importante verificar a distância dos anteparos até a 
posição final que o cabo ficaria se solic
NRs e Trabalho em 
altura. 
As Normas Brasileiras tratam do assunto “Trabalho em Altura” de forma muito pouco 
didática e d
NR35 – Trata o assunto específico de trabalho em altura 
 É subdividida nos capítulos 
35.1 – Objetivo e campo de aplicação
18.15.56.2 –  Os pontos de ancoragem devem: 
1. a) estar dispostos de modo a atender todo o perímetro da edificação; 
2. b)
mínimo, 160 kgf/mm2 (cento e sessenta quilogramas-força por milímetro quadrado). 
(Incluído pela Portaria SIT n.º 13, de 9
O pesquisador Sulowski levando em consideração todos estes pontos, apresenta uma 
solução matemática para estas questões, a

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