Sunday, 25 June 2017
ARRITMIAS CARDACAS
FISIOLOGIA
Eletrocardiograma
- Onda P despolarizao atrial Referente ao NSA (comanda a FC)
NAV atrasa a atividade eltrica (retarda) para os ventrculos
- Complexo QRS despolarizao ventricular
Onda rpida atividade eltrica se dissipa por todo o ventrculo
simultaneamente atravs das fibras de Purkinje
- Onda T repolarizao ventricular
Frequncia cardaca
- FC = 1500 / n de quadradinhos entre 2 ondas R
- Regra rpida: 300 150 100 75 60
Se R-R > 3 quadrades existe taquicardia *****
Intervalos
- PR 120 a 200 ms (at 4 quadradinhos)
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- QRS at 120 ms (3 quadradinhos)
- QT mede o perodo refratrio ventricular normal at 440ms
RITMO
Bloqueios de Ramo
- Bloqueio de Ramo = ritmo sinusal + QRS alargado
1. BRD QRS positivo em V1 (pra cima vira pra direita)
2. BRE QRS negativo em V1 (pra baixo vira pra esquerda)
Extrassstole
- Despolarizao antes do tempo
- Pode ser de origem:
1. Atrial P diferente ( atrial) e QRS estreito
- benigno e muito comum caf, stress energticos
2. Ventricular sem P e QRS alargado (apenas onda ventricular)
- Benigno se paciente sem doena de base
Algoritmio das Taquiarritmias
1. Existe taquicardia ? RR < 3 quadrados
2. Existe onda P ? Se sim atrial ou sinusal
3. Existe onda F ? Se sim flutter
4. QRS estreito ou alargado ? Se alargado ventricular
5. R-R regular ou irregular ? Se irregular FA
TAQUICARDIA COM ONDA P
Caractersticas
- Taqui Sinusal Onda P positiva e de aspecto normal + FC > 100
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Condio benigna resp ao ex ou stress emocional, resposta compensatria
(hipovolemia, febre, sepse..)
Causas patolgicas tireotoxicose, reentrada, taqui sinusal inapropriada
- Taqui Atrial P diferente + FC 100-250 bpm (>250 flutter)
Comum no DPOC (hipoxemia no permite a ativao rpida do NSA)
Pode ser unifocal ou multifocal
TAQUICARDIA VENTRICULAR
Caractersticas
- a taquiarritmia mais temida marcador de cardiopatia grave e morte sbita
- QRS alargado e aberrante 3 ou mais EVs juntas j TV
No sustentada < 30 s e estvel
Sustentada se instabilidade hemodinmica ou > 30s
- QRS alargado na TV
Monomrfica todos os QRS iguais (mesmo foco)
Polimrfica QRS diferentes (vrios focos) evolui comumente para PCR
TV Monomrfica Sustentada
- FC > 100/120 + QRS alargado e aberrante + morfologia igual em CADA
derivao + intervalo RR regular com durao > 30s ou instabilidade
- Clnica geralmente com FC > 170 e instabilidade
Sincope, hipotenso sintomtica, angina do peito, dispneia
- Causas causa mais comum a doena coronariana
Situaes reversveis IAM agudo e cocana
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Pior prognostico ps-IAM, IC, cardiomioapatia
- Conduta
Se instvel cardioverso eltrica
Se estvel PAS (Procainamida > Amiodarona > Sotalol)
- Se causa no reversvel preveno de morte
-bloqueador profiltico ou cardiodesfibrilador implantvel
TV Polimrifica Sustentada
- FC > 200 + QRS alargado e aberrante com morfologia variante em CADA
derivao + intervalo RR regular com durao > 30s ou instabilidade
Apresenta 2 subtipos de acordo com o intervalo QT antes da TV :
- TV Polimrfica com QT normal ritmo sinusal prvio
Quase sempre decorre de isquemia miocrdica reentrada no
micito isquemico marca de PCR eminente ou em evoluo **
Tratamento reverso imediata com Desfibrilao Eltrica +
Amiodarona
Coronariografia obrigatria aps estabilizao
Revascularizao miocrdica precoce o melhor meio de
preveno de TVP com QT normal
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- TV Polimrfica com QT longo 'Torsades de Pointes
S ocorre em pacientes com QT previamente longo Sd do QT longo,
uso de antiarritmico*, dist eletrolticos, antidepressivo tricclico, loratadina,
BAVT, cocana
Tratamento Desfibrilao eltrica Sulfato de magnsio (2g IV 2min)
Fibrilao ventricular
- Degenerao da TV com contraes espasmticas inefetivas
Ritmo errtico excesivamente rpido (FC 350-450), sem ondas identificveis
- Mecanismo mais comum de PCR em adultos **
- No cede com droga apenas com cardioverso eltrica (360J) *
TV no sustentadas
- TV com < 30s e que no cursa com instabilidade:
Bigeminismo 1 EV / 1 batimento sinusal
Trigeminismo 1 EV / 2 batimetnos sinusais
Pareada 2 EV juntas
TAQUICARDIA SUPRAVENTRICULAR
Caractersticas
- Ritmo passa a ser controlado pelo NAV ausncia de onda P e QRS normal **
- Apresentao mais comum a TSVP incio sbito e evoluo autolimitada
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Taqui Supra por Reentrada Nodal
- a causa mais comum 2/3
paciente apresenta dupla via nodal alfa (lenta) e (rpida)
- Clnica palpitaes intensas no pescoo, dispneia, sncope inicio e
resoluo sbitas
- Tratamento Bloqueio da via lenta (Adenosina Verapamil ablao)
TSV com reentrada em via acessria
- Presena de P onda P depois do QRS e negativa
- Clnica palpitaes intensas no peito, dispneia, sncope incio e resoluo
sbitas (=)
- Tratamento Drogas de bloqueio do NAV / Via acessria (adenosina/verapamil)
Tratamento Taqui Supra
- Instvel cardioverso
- Estvel
1. Manobra vagal mais eficaz manobra de Valsalva durante 15 segundos
depois massagem da seio cartide (mais eficaz a direita)
2. Adesonina 6 mg em bolus se refratria 12mg em bolus
* Evitar em pacientes asmticos devido ao risco de broncoespasmo,
deve-se preferir drogas se 2 escolha verapamil
3. Verapamil 5-10mg IV
- Cura ablao da via acessria
Wolf-Parkinson-White
- Sd da pr-excitao ventricular decorre da presena do Feixe de Kent via
acessria entre A e V no tem atraso fisiolgico
No passa de uma TSV com reentrada em via acessria (mesma clnica)
- Marcada no ECG por onda delta + PR curto
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Onda P encavalada no QRS e PR curto
- 10-30% desenvolvem FA
- Tratamento Procainamida/ibutilida ( perodo refratrio da via acessria)
** Inibidores do NAV so CONTRAINDICADOS (verapamil, -bloq, digitalicos)
faz com que todo estimulo siga pela via acessria e pode fazer FV
FIBRILAO ATRIAL
Caractersticas
- Ausncia de onda P + intervalo RR irregular
- Causas principais 1 HAS, 2 doena mitral (reumtica) outras: IC,
tireotoxicose ou condio que curse com isquemia/estiramento atrial
FA isolada pacientes sem cardiopatia de base 10-20% dos casos
- a taquiaritmia crnica mais comum (3-9% dos idosos > 65 anos)
- Fisiopatologia vrios pequenos circuitos de reentrada no trio
trio com freq. de 400-600bpm freq. ventricualar devido ao NAV
Tipos
- Paroxstica (< 7 dias), Persistente (> 7 dias), Permanente (dura > de 1 ano)
Clnica
- Grande parte assintomtica
- Contrao atrial muito rpida instabilidade hemodinamica
palpitaes, dispneia, desconforto torcico, tonteira, sudorese, urgncia
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Complicaes
- Principal complicao o tromboembolismo ** auricula E
- Classificao de risco de formao de trombo CHADS2Vasc2
Na prtica perde o sentido pois sempre que tem FA deve-se anticoagular
- FA a principal causa de AVE isqumico cardioemblico (1/3 de todos)
Baixo risco 0
Risco Intermedirio 1
Alto risco 2 ou mais
* Se protese ou distrbio valvar apenas Warfarin indicado
Conduta
Instvel (choque, congesto pulmonar, isquemia) cardioverso
- Sedao (midazolam) + analgesia (fentanil)
Estvel
1. Controle da freqncia + anticoagulao
Reduo da FC -bloq, antagonista do Ca, digitlicos
Anticoagulao com alvo de RNI 2-3 (warfarin) ou dabigatran
2. Controle do ritmo refratrios ou < 48 hs de evoluo
1 solicitar Ecocardiograma para identificar trombo (sem ECO disponvel
warfarin 2-4 sem) se ausncia de trombo:
1. Reverso (qumica/eltrica)
2. Amiodarona VO profilaxia de recidiva ps-reverso
3. Anticoagulao ps-reverso por 4 semanas (ou crnica)
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* Refratrios ablao do NAV + MP
* Na prova FA = controle da FC e anticoagulao
* Na prtica, 1episdio familiar tenta reverter, se voltou a fazer
apenas as medidas para controle da frequncia
FLUTTER ATRIAL
Caractersticas
- Taquiarritmia com onda F 'em dente de serra'
Estmulo barrado no NAV por isso o paciente fica bem
Fisiopatologia
- Taquiarrtmia atrial por macroreentrada grande circuito no AD (anti-horrio)
- Causas principais so IC e DPOC (sobrecarga do AD e alterao dos micitos)
Clnica
- frequentemente sintomtico palpitaes, tontura, cansao, dispneia,
desconforto torcico
Conduta
- Se < 48hs cardioverso eltrica (se instvel/estvel**)
- Se > 48 hs ECO se sem trombo 3 a 4 semanas de warfarina e depois
reverte
- Anticoagular se hx de FA ou flutter crnico
- Cura ablao por radiofrequncia
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Resumo
- Mulher jovem Taqui supra
- Idoso IAM TV
- RR irregular + ausncia de onda P FA
- Serrinha Flutter Atrial
BRADIARRITMIAS
BRADICARDIA SINUSAL
Caractersticas
- Arritmia mais comum da prtica mdica
- Investigao inicial ?
1. Tem bradi ? FC < 60 ou 50 bpm
2. Tem onda P positiva em D2 ? = BRADI SINUSAL
3. Cada P seguida por QRS ?
4. Intervalo PR normal ? (120-200 ms)
- Decorre do do estmulo vagal ou do uso de drogas cronotrpicas negativas
Conduta
- Assintomticos observar
- Sintomticos Atropina 0.5mg a cada 3-5 min (max 3mg)
No respondeu atropina marca-passo ou adrenalina/dopamina
BLOQUEIOS AV
Sistema eltrico
- Receptores parassimpticos apenas acima do feixe de His pode usar Atropina
- Se BAV abaixo, no adianta usar atropina
- Podem ser divididos em:
1. Benignos Supra Hissianos
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BAV de 1 grau NUNCA bloqueia, apenas diminui a velocidade
2. Malignos Infra Hissianos
BAV de 3 grau SEMPRE bloqueia, ventrculo vira MP
** BAV 2 grau AS VEZES bloqueia
Mobitz I 'do bem'
Mobitz II 'do mal'
Investigao no eletro
1. Tem bradi ? FC < 60 ou 50 bpm
2. Tem onda P positiva em D2 ? SIM
3. Cada P seguida por QRS ? SIM
4. Intervalo PR ? ALTERADO
BAV 1 grau
- Intervalo PR > 200ms e regular
- Conduta mesma da bradicardia sinusal:
Assintomticos observar
Sintomticos Atropina 0.5mg a cada 3-5 min (max 3mg)
BAV 2 grau
1. BAV 2 grau Mobitz I OU Wenckenbach
Intervalo PR gradualmente alargando at bloqueio completo
Bloqueio seguido por restituio do onda P, intervalo PR e QRS normal
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Conduta Assintomticos observar
Sintomticos Atropina 0.5mg a cada 3-5 min (max 3mg)
2. BAV 2 grau Mobitz II OU 'Bloqueio de Hay'
Bloqueios eventuais sem alargamento do intervalo PR
No responde a atropina e pode evoluir rapidamente pra assistolia
(infraHiss)
QRS pode ser estreito ou alargado
Conduta tratar mesmo sem sintomas Marca-passo
BAV 3 grau
- Dissociao atrio-ventrculo
- BAVT onda P entra e sai do QRS, cada ciclo em um lugar diferente
mas intervalo entre onda P regular !
- Conduta tratar mesmo sem sintomas Marca-passo
Marca-passo
- 3 tipos principais:
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1. MP Transcutneo emergncia
2. MP Transvenoso emergncia (com calma)
3. MP Definitivo implante por cx (eletivo)
- Indicao de MP definitivo ou temporrio ? depende da doena de base:
Se reversvel passa MP temporrio at controlar o distrbio de base
Se BAV 3 grau / Mobitz II definitivo
BLOQUEIOS DE RAMO
Caractersticas
- Bloqueios de conduo aps o Feixe de His acomete apenas 1 ventrculo
- Deve-se analisar as derivaes V1, D1 e V6
Bloqueio de Ramo Direito
- Complexo QRS alargado e positivo em V1 Seta do carro pra cima = direita
- No ECG
Onda R alargada em V1
Ondas S alargadas em D1 e V6
- Pouca influncia no prognstico a longo prazo, mas pode ser um sinal de vrias
cardiopatias HAS, DAC, cor pulmonale e embolia
Bloqueio de Ramo Esquerdo
- Complexo QRS alargado e negativo em V1 Seta do carro pra baixo
- No ECG
Onda S alargada em V1
Ondas R alargadas + ausncia de onda Q em D1 e V6
- Jovens assintomticas baixo risco de cardiopatia (5%)
- > 60 anos cardiopatia ou disfuno do VE em 50%
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RITMOS DE ESCAPE
Caractersticas
- Focos ectpicos adquirem a funo de MP quando o NSA falha
Ritmo idiojuncional
QRS estreito + FC entre 40-60 bpm
Onda P negativa e colada ao QRS (logo antes ou logo depois)
Ritmo idioatrial
QRS estreito + FC entre 40-60 bpm
Onda P de morfologia diferente precedendo cada QRS e colada ao QRS
- Onda P positiva em aVL e negativa em V1 AE
- Onda P negativa em aVL e positiva em V1 AD
Ritmo idioventricular
QRS alargado e aberrante
FC < 40 bpm
Antiarrimicos de Vaughan-Williams
Classe I Bloqueadores de canal de Na Lidocana
Classe II -bloqueadores
Classe III Bloqueadores de canal de K Amiodarona
Classe IV Bloqueadores de canal de Ca Verapamil
PARADA CARDIORRESPIRATRIA
Caractersticas
- 4 ritmos cardacos podem gerar um estado de ausncia de fluxo cardaco:
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1. Fibrilao ventricular
ritmos chocveis
2. Taquicardia ventricular
3. Assistolia
ritmos no-chocveis
4. Atividade eltrica sem pulso
- Ritmo mais comum em PCR extra-hospitalar em adultos FV
- PCR intra-hospitalar principalmente assistolia e AESP
AESP ritmo mais comum de PCR em crianas
Diagnstico
- Irresponsividade
- Respirao agnica (gasping) ou apneia
- Ausncia de pulso em grandes artrias
1 passo aps reconhecimento da PCR chamar por ajuda (solicitar
carrinho de reanimao) somente ento iniciar o BLS
PCR por asfixia pode fazer um ciclo de RCP antes de chamar ajuda
Basic Life support
C iniciar compresso torcica
Comprimir de 5-6 cm
Frequncia de 100-120/min
Permitir restituio do trax
A Extenso cervical + elevao do queixo * RCP inicial do BLS
5 ciclos 30:2**
B 2 ventilaes por ciclo
Ambu + mscara + conectar O2
1 ciclo = 30 comp : 2 ventilaes
* RCP inicial = 5 ciclos 30:2** (trocar indivduos da comp aps 5 ciclos)
D Desfibrilador se ritmo chocveis FV / TV sem pulso
Se monofsico (360J) ou bifsico (200J)
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ps-choque voltar ara RCP 5 ciclos de 30:2 checar ritmo se
ainda em PCR ACLS
ACLS
A. VA AVANADA se quiser
Tubo est bem posicionado ? Passa por entre as cordas vocais
Capnografia de onda > 10 mmHg
Se VA avanada manter 100-120 compresses/min e Ventilar 8-10x/
minuto (no precisa respeitar 30:2)
B. ACESSO VENOSO / intra-sseo
Se no conseguir acesso drogas via TOT
Drogas VANEL
Vasopressina
Atropina no mais usadas na atualidade
Naloxone
Epinefrina
atualmente as mais usadas
Lidocana
C. TRATAR A ARRITMIA definir se ritmo chocvel ou no
Ritmo chocveis FV e TV sem pulso
1. Adrenalina 1mg a cada 3-5min (1 ampola)
2. Desfibrilar
3. RCP 5x 30:2 ou 2 min
4. Checar
5. Amiodarona 300mg (2 ampolas)
6. Desfibrilar
7. RCP 5x 30:2 ou 2 min
8. Checar
9. 3 droga Amiodarona 150mg OU Adrenalina 1mg
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Ritmos no chocveis AESP ou assistolia
ateno ao protocolo da linha reta (leitura errada do ritmo):
CAbos
GAnho zoom
DerivAo
Sequncia ritmos no-chocveis
1. Adrenalina 1mg a cada 3-5 min
2. RCP 5x 30:2 ou 2 min
3. Checar
4. Repetir sequncia de adrenalina + RCP
no faz Amiodarona *
D. IDENTIFICAR E CORRIGIR AS CAUSAS
1. Acidose
2. Hiper K/ Hipo K
3. Hipovolemia
4. Hipotermia - Onda J de Osborne
5. Hipxia
6. TEP
7. Toxinas
8. Tamponamento
9. Tenso pneumotrax
10. Trombose coronariana
E. CUIDADOS PS-PARADA
- Otimizar ventilao e circulao
Ventilao Sat O2 94% com a menor FiO2 possvel
Circulao PAS > 90 / PAM 65 com:
- Reposio volmica (1-2L SF ou RL)
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- Vasopressores se refratrio a volume Adrena ou NORA ou Dopa
(Dobuta se disfuno miocrdica)
- Otimizar controle metablico
Dosar lactato de maneira seriada (perfuso sistmica)
Controle do K+ srico (recidiva de arritmias)
Controle glicmico 144 a 180 mg/dl
Controle de funo renal
- Considerar hipotermia se comatoso 32 a 36 C por 24hs
evitar a febre a qualquer custo ***
* Preveno de recidiva a sobreviventes de uma PCR (depende da causa):
1. Revascularizao miocrdica
2. Terapia antiarrtmica
3. Cardiodesfibrilador implantvel
* Parada testemunhada em leito monitorizado e em ritmo chocvel
desfibrilador no disponvel 1 soco pr-cordial pode ser indicado
Morte sbita cardaca
- DAC a causa mais frequente (80%) nem sempre evolui para bito pode
ser revertida por manobras de RCP)
- Incidncia bimodal crianas < 1 ano e adultos entre 45-75 anos
HIPERTENSO ARTERIAL
SISTMICA
Definio
- Nveis mdios de PA que conferem risco significativo de eventos cardiovasculares
- Valores mdios 140x90mmHg
- Incidncia 32.5% da pop adulta e 60% da populao idosa
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- 90-95% dos casos so de origem primria (essencial)
- 5-10% secundria Doena parenquimatosa renal e estenose da A. Renal
Fisiopatologia da HAS Essencial
- Mltiplas teorias:
1. Heterogeneidade de nfrons subpopulao de nfrons possui A. aferente
de calibre reduzido produo excessiva de renina no parnquima renal
2. No-modulao da Angiotensina Intrarrenal Presena de nveis no
suprimiveis de A-II infrarrenal hipersensibilidade ao sdio
3. Hiperativao SN Simptico Stress crnico e alteraes dos
barorreceptores hiperatividade adernrgica RVP e RAA
4. Resistncia a insulina e hiperinsulinismo reabsoro de Na, estmulo a
atividade simptica, hipertrofia musc liso vascular, Ca vascular
Semiologia da PA
- 3-5 minutos em repouso
- Sentado e ps no cho
- Brao na altura do corao
- Bexiga vazia
- SEM fumar nos 30 min antecedentes a aferio
Sons de Korotkoff
1. Som ntido PA sistlica
2. Som suave
3. Som amplificado
4. Som abafado
5. Som desaparece PA diastlica
Diagnstico
1. Mdia de 2 medidas em pelo menos 2 consultas 140 x 90 mmHg
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2. MAPA 130 x 80 mmHg (24hs) ; 135 x 85 mmHg (viglia); 120 x 70
mmHg (sono)
3. MRPA 6 aferies pressricas por dia por 5 dias consecutivos (por
profissional capacitado) 135 x 85 mmHg
4. Leso de rgo-alvo especfica de hipertenso retinopatia hipertensiva
Leses de rgo-alvo
- LESO VASCULAR direta pelo hiperfluxo perda da integridade e
remodelamento vascular RVP eleva ainda mais a PA
alteraes vasculares decorrentes da HAS:
Arteriosclerose Hialina espessamento hialino homogneo da parede vascular
com reduo de seu lmen comprometimento lento e progressivo (Rim)
Arteriosclerose Hiperplsica encontrada na HAS acelerada maligna
estreitamento grave laminado e concntrico (prolif cel musc lisa)
Microaneurismas de Charcot-Bouchard Dilataes ps-estenticas
presentes em artrias cerebrais penetrantes ruptura = AVEh
Aterosclerose 'Grande vilo favorece formao de placas de ateroma
consequncias obstrutivas parciais (angina, claudicao) ou totais (isquemias)
- Principais leses de Orgo-alvo
(a) CORAO
DAC principal causa de bito na populao brasileira
Cardiopatia hipertensiva HVE (para compensar da presso no VE)
IC disfuno diastlica e cardiopatia dilatada (evoluo da HVE)
(b) CREBRO
Doena cerebrovascular AVEs (2 causa de bito principal)
Demncia vascular
(c) RETINA
Retinopatia hipertensiva *
(d) RIM
Nefropatia hipertensiva nefroesclerose
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(e) DOENA ARTERIAL PERIFRICA
Placas de aterosclerose em MMII claudicao intermitente
Retinopatia hipertensiva
Classificao de Keith-Wagener
crnicas
I. Estreitamento Arteriolar
II. Cruzamento AV patolgico Alterao estrutural da vnula (lombadinha)
III. Hemorragia retiniana
agudas
IV. Papiledema Embaamento na zona de convergncia vascular da papila
Classificao de HAS
CLASSIFICAO PAS (mmHg) PAD (mmHg)
NORMAL 120 80
PR-HIPERTENSO 121-139 81-89
HAS ESTGIO I 140 - 159 90 - 99
HAS ESTGIO II 160 - 179 100-109
HAS ESTGIO III 180 110
HAS SISTLICA ISOLADA 140 < 90
HAS sistlica isolada mais comum em idosos
* AHA S tem estagio I e estagio II (>160 / >110) II e III a
mesma terapia
Exames de Rotina Inicial
- EAS
- Potssio srico
- Cr srica e ClCr
- Glicemia de jejum
- Lipidograma completo
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- Ac rico srico
- ECG
TRATAMENTO
Alvos pressricos
Pop Geral < 140 X 90
60 anos < 150 X 90
RCV < 130 X 80
Esquema teraputico
CLASSIFICAO TERAPUTICA INICIAL
PR-HIPERTENSO Tratamento no-farmacolgico
HAS ESTGIO I Monoterapia
HAS ESTGIOS II e III Associao farmacolgica (2 drogas)
HAS SISTLICA ISOLADA Depende da PA sistlica
mas sempre adequar terapia ao RCV *
Tratamento no-farmacolgico DEVE SER SEMPRE ASSOCIADO AO
TRAT. MEDICAMENTOSO no colocar s med na prova **
- Restrio de sdio 2 g de sdio ou 5g de sal
- Dieta DASH
- Reduo de peso** maior potencial de reduo da PA ( 10kg pode
reduzir at 20 mmHg da presso)
- Moderao do consumo etlico
- Exerccio-fsico regular
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VII Diretrizes Brasileiras para estgio I
- Se RCV baixo/intermedirio tratamento no-farmacolgico por 3 (RCV
intermed) ou 6 meses (baixo RCV)
- Se alto RCV inicia com 2 drogas antihipertensivas (alvo mais baixo)
Medicamentos
1 linha Alm de baixar a PA reduz morbimortalidade cardiovascular
Tiazdicos, Bloq de canal de clcio IECA, BRA-II
- Nunca associar IECA e BRA no mesmo paciente ***
- Mximo de drogas de 1 linha 3 drogas
- Associaes:
IECA + BCC associao de escolha melhor de RCV e dist renais
Se associao de 2 drogas no controlar a PA e a associao no conter
um diurtico prximo passo adicionar Diurtico Tiazdico
2 linha -bloq, alfa-bloq, clonidina (muito usado), metildopa,
espironolactona, hidralazina alisquireno
- -bloq NO reduz mortalidade como antihipertensivo
mas pode ser usado como antihipertensivo se paciente portador de
outra doena cardaca para qual seu uso seja indispensvel **
Sistema RAA
Renina
Alisquireno (inibidor direto da renina)
Angiotensina I
ECA IECA
Angiotensina II
BRA-II
Aldosterona (cortex adrenal)
Espironolactona (inibidor da aldosterona)
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Indicaes especficas
1. IECA ou BRA (nefroprotetores)
Nefropatia crnica
Diabtico
ICC IECA a droga de escolha para pacientes com IC Diastlica e HVE
alm de controlar a PA, o mais eficaz no remodelamento
2. Tiazdico hidroclorotiazida, indapamida e clortalidona* (maior potencial
diurtico) maior evidncia de benefcios em relao a desfechos CV
Ideais para raa negra (respondem menos a intervenes no RAA)
3. Bloqueador Canal de Clcio (Diidropiridnicos RVP (Anlodipino,
Nifedipina) // No-dii DC e contratilidade cardaca (verapamil e diltiazem)
Raa negra
Doena arterial perifrica
Efeitos colaterais ***
1. IECA ou BRA
Piora da Funo Renal e HiperK no usar se Cr > 3,0 ou K > 5.5 ou
estenose bilateral da A. Renal **
Tosse crnica por bradicinina s com IECA
2. TIAZDICOS
4 HIPO Hipovolemia, HipoNa, HipoK, HipoMg
3 HIPER
- Hiperuricemia Gota contraindicao formal ao uso de tiazdico ***
- Hiperglicemia DM no contraindicao apenas observar mais de perto
- Hiperlipidemia Dislipidemia tambm no contraindicao
3. BLOQUEADOR CANAL CLCIO
Edema de MMII
Diidro RVP taquicardia reflexa (pode descompensar DAC)
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HAS resistente
- PA elevada apesar do uso de 3 drogas de classes diferentes em dose mxima
(uma delas deve ser obrigatoriamente um tiazdico)
- Hipteses frente a HAS resistente
M aderncia ? questionar
Sndrome do Jaleco Branco ? MAPA / MRPA
HAS 2aria ? Apneia do sono, Hiperaldo, Estenose A. Renal
Verdadeira 4 droga a ser adicionada deve ser a Espironolactona **
HAS Secundria
CAUSAS SUSPEITA DIAGNSTICA DIAGNSTICO
Doena Renal Laboratrio de IR (Cr > 1.5) USG renal (rim de tamanho )
Parenquimatosa* Edema TGF (ClCr < 50)
Renovascular
Sopro abdominal AngioTC/RM*
(Estenose de A.
K e alcalose Angiografia renal
Renal)
Aldosterona
Hiperaldo 1ario K e alcalose
Renina
Catecolaminas ou
Feocromocitoma Crises adrenrgicas
metanefrinas* (na urina)
Apneia Obstrutiva do
Roncos e sonolncia diurna Polissonografia
Sono
CRISE HIPERTENSIVA
Definio
- Deve-se sempre diferenciar:
1. Emergncia Hipertensiva cursa com leso AGUDA de rgo-alvo
(retinopatia) independente do valor pressrico
Requer reduo imediata de presso arterial PA em 25% na 1 hr
Anti-hipertensivo IV nitroprussiato ****, -bloq, nitroglicerina
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* Nitroprussiato de sodio 0.25-10g/kg/min, infuso continua
* Nitroglicerina melhor opo na crise hipertensiva se IAM/angina
* Metoprolol 5mg EV (10/10min at 20 mg)
2. Urgncia Hipertensiva PA diastlica > 120 mmHg SEM leso aguda
de rgo-alvo
Anti-hipertensivo VO captopril, -bloq, clonidina
- Captopril VO 12.5-50mg incio de ao em 15 min
- Propranolol VO 10-40mg, incio de ao em 30-120 min
Controle da PA para parmetros normais em 24-48hs
O paciente com PA 180x120 mmHg assintomtico ou oligo deve
permanecer internado at PA alcanar 160x100 mmHg
- Pseudo-crise hipertenso como sempre esteve + queixas vagas (sem leso de
rgo alvo e PA diastlica < 120 mmHg)
Pode mandar o paciente pra casa mas o ideal dar captopril VO (garantia)
Encefalopatia Hipertensiva
- Aumento agudo e intenso da PA gerando hiperfluxo e/ou edema cerebral
vasos perdem capacidade de autorregulao dilatao e edema
- Quadro clnico cefaleia, nusea, vmitos confuso mental e RNC
Cefaleia o 1 sintoma fronto-occipital ou holocraniana e pior pela manh
- DDX AVEh solicitar TC crnio se suspeita
AVEh cefaleia muito intensa e sbita + crise convulsiva / RNC / Deficit
neurolgico focal de instalao sbita
- Tratamento Nitroprussiato IV ( 25% da PA na 1 hora)
Aps controle inicial, 1 ou mais anti-hipertensivo VO devem ser acrescentados
para desmame do Nitroprussiato
Aps 6-8hs baixar PA para 160x100 mmHg
Hipertenso maligna acelerada
- Ocorre mais em negros com nveis pressricos descontrolados
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- Retinopatia graus III e IV leso renal (IR rpida e progressiva)
- Tratamento nitroprussiato IV ( 25% da PA na 1 hora)
Disseco aorta
- Rompimento da parede da Aorta com formao de trajeto intraparietal
- Clnica Dor torcica intensa e aguda (com irradiao para as costas) e
significativa de pulso ou PA entre MSD/MSE
- Exames Eccocardio TE (I e II) e TC torax/abdome (III)
- Risco de extenso e agravamento do quadro (dinamismo)
depende de:
1. Nvel pressrico Quanto mais elevados, pior o
prognstico
2. FC
- Tipos de disseco artica:
Ascendente (coronrias) Infarto e insuficincia artica
Arco artico Subclvia diferena de PA entre os MMSS
Cartida sncope e AVCi
Descendente (rgos) Isquemia mesentrica ou IRA (isquemia)
- Classificao:
DeBakey I pega todos os segmentos articos
II apenas ascendente;
III apenas descendente
Stanford**
- A acomete A. Ascendente (isolada ou associada a descendente)
- B Acomete apenas a A. Descendente
- Tratamento
Se suspeita clnica controlar FC e PA (< 60 bpm e PAS < 120)
Nitroprussiato + -bloqueador (Labetalol pode ser monoterapia)
- Pode iniciar com -bloq se no baixa a PA nitroprussiato
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Se confirmao (ECO transesofgica ou angioTC) tratamento cirrgico:
- Tipo Stanford A sempre opera
- Tipo Stanford B opera apenas casos complicados
VALVULOPATIAS
Conceitos
- Estenose Restrio a abertura
- Insuficincia fechamento inadequado
Distole abre mitral e tricspide
Sstole abre artica e pulomonar
Sons entre B1 e B2 sistlico
Sons entre B2 e B1 do prximo ciclo diastlico
B3 incio da distole sobrecarga de volume
B4 no fim da distole sobrecarga de presso som decorre da batida do
sangue advindo do trio na parede do ventrculo
Estgios de progresso
A Fatores de risco para valvopatias
B Valvopatia leve a moderada (Ecocardio) assintomtica doena progressiva
C Valvopatia grave e assintomtica
D Valvopatia grave sintomtica
** Indicao cirrgica Classe I doena grave desde que sintomtica
(estgio D) ou com FE (alguns classe C)
ESTENOSE MITRAL
Conceitos
- rea valvar normal 4-6 cm2
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- Estenose rea valvar gradiente de presso diastlico entre AE-VE (surge
a partir de rea < 2.5 cm2)
- Causa principal (BR) Sequela de FR (95%)
- Comum em adultos jovens e adolescentes
Fisiopatologia
- Restrio de abertura reteno de sangue no AE presso e volume atrial
dilatao AE e sobrecarga congesto pulmonar
- Clnica AE FA, rouquido e disfagia (AE cresce para todas as direes)
presso AE congesto pulmonar dispneia q piora ao esforo
Exames complementares
- ECG Onda P larga > 100ms (> 2.5s)
Indice de Morris > 1 (onda P neg e > 1 quadradinho em V1)
- Radiografia
PA Sinal do duplo contorno a direita, Sinal da Bailarina ( ngulo
broncofonte), arco mdio a esquerda
Perfil deslocamento posterior sobre o esfago
- Ecocardiograma rea valvar < 1.5 cm2 = grave
Exame fsico
- Ruflar diastlico (Mitral estenosada rulfa)
- Reforo pr-sistlico
- Hiperfonese de B1
- Estalido de abertura logo aps B2
Tratamento
- Medicamentoso controle da FC (-bloq) FC melhora esvaziamento AE
Diurticos podem ser associados para facilitar compensao do quadro
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- Intervencionista sintomas e a nica medida que sobrevida
Indicao inquestionvel pacientes sintomticos (NYHA II-IV) com
estenose mitral moderada a grave (rea valvar < 1.5 cm2 = grave)
* Valvotomia percutnea com balo o mtodo de escolha (tbm indicado
para assintomticos com hipertenso pulmonar)
Comissurotomia aberta se trombo intraatrial aps 3 meses de
anticoagulao (CI percutnea)
* Troca valvar valva calcificada, dupla leso mitral (+ insuf), DAC
ESTENOSE ARTICA
Conceitos
- Restrio de abertura da vlvula artica
- rea normal sem resistencia na sstole 2.5-3.5 cm2
- Causas Degenerao calcfica (idoso), vlvula bicspide congnita (jovem),
sequela de FR (menos comum)
Fisiopatologia
- progressiva da abertura da vlvula artica HVE (para compensar a resistncia
ao fluxo artico)
- Consequncias da HVE: Trade da EA angina + sncope + dispneia
1. da demanda sangnea do miocrdio hipertrofiado isquemia miocrdica
2. DC sncope ( fluxo cerebral)
3. Disfuno do VE (dilatao em fase avanada) ICC e dispneia
sintomas aparecem na fase avanada da doena (mecanismo
compensatrios mantm os pacientes assintomticos por longa data)
Exame fsico
- Sopro mesossistlico ou "em crescente e decrescente" ou "em diamante
- B4 (sobrecarga de presso)
- Pulso parvus ( amplitude) tardus ( durao) ICC
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Exames complementares
- ECG Sinais de HVE (V5 e V6 QRS e strain)
Padro de strain Inverso assimtrica da onda T associada a um QRS
- RX dilatao do VE dimetro transverso + deslocamento caudal do pice
- Ecocardio rea valvar < 0.8 cm2 = grave
Tratamento
- Medicamentoso insatisfatrio contraindicao relativa de -bloq
- Intervencionista mortalidade de forma dramtica
Adultos troca valvar aberta escolha EA grave
TAVI implante de biorprotese por cateter (vem sendo muito usado)
- Indicao classe I EA grave e contraindicao a cx aberta
- Classe IIa EA grave e risco cirrgico elevado
INSUFICINCIA MITRAL
Conceitos
- Fechamento prejudicado da vlvula mitral refluxo para AE durante a sstole
- Causas:
Crnicas prolapso (degenerao mixomatosa idioptica), reumtica (1 BR)
Agudas endocardite, IAM (isquemia musc papilar), ruptura de cordolia
Fisiopatologia
- Sangue regurgitado ao AE retorna ao VE na prxima sstole sobrecarga de
volume do VE/AE dilatao de VE/AE:
Sobrecarga do AE congesto pulmonar
Dilatao VE disfuno sistlica do VE
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Exame fsico
- Ictus do VE desviado para esquerda/baixo
- Sopro holossistlico (mesma amplitude durante toda a sstole) geralmente 4+
com frmito
Exames complementares
- ECG sobrecarga de volume no VE (inespecfico)
- Rx cardiomegalia e VE e AE
- Ecocardio Frao de regurgitao 50% = grave
Tratamento
- Medicamentoso Tratar a IC se presente
- Intervencionista reparo ou troca valvar
Indicaes Assintomticos com FE 60% e/ou VE 4 cm em pacientes
sintomticos
INSUFICINCIA ARTICA
Conceitos
- Fechamento prejudicado da vlvula artica refluxo da Aorta para o VE durante
a distole
- Causas:
Crnicas Doena valvar reumtica // Artica aterosclerose e Sd Marfan
Agudas Doena valvar EI // Doena artica disseco
Fisiopatologia
- Sobrecarga de volume no VE pr-carga e HVE dilatao do VE IC
- HVE Isquemia angina e PA sistlica
Exame fsico
- Ictus do VE desviado
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- Sopro protodiastlico aspirativo mais audvel no 3 EIC esquerdo (foco
artico acessrio)
- B3
- Achados:
Jato regurgitante gera estenose mitral (sopro de Austin-Flint)
Pulso de Corrigan (em martelo dgua)
Sinal de Quincke pulsao do leito ungueal Tudo pulsa na Insuf
Sinal de Muller pulsao da vula Artica
Sinal de Musset pulsao da cabea do paciente
Exames complementares
- ECG HVE; Rx cardiomegalia e VE
- ECO Frao de regurgitao 50% = grave
Tratamento
- Se sintomas vasodilatadores (pr-carga)
- Cirurgia (troca valvar) pacientes selecionados regurgitao grave e FE < 50%
CARDIOMIOPATIAS
Conceitos
- Patologias caracterizadas pelo acometimento primrio do miocrdio
CARDIOMIOPATIA DILATADA
Caractersticas
- Doena primria do miocrdio de evoluo crnica com disfuno sistlica
predominante e dilatao ventricular
- Etiologia geralmente idioptica
Causas secundrias agresso primria ao miocrdio de carter inflamatrio,
txico, metablico, infiltrativo e degenerativo Chagas, lcool, miocardites
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Fisiopatologia e Clnica
- Agresso crnica inibio atv contrtil aos micitos reduo da
contratilidade miocrdica e disfuno sistlica IC
- Clinica e complicaes tpicas de IC
Tratamento
- Controle da IC sistlica
CARDIOMIOPATIA HIPERTRFICA
Caractersticas
- Doena primria do miocrdio de caracterizada por uma inexplicada hipertrofia
ventricular concntrica, geralmente restrita ao VE + funo sistlica
hiperdinmica
- Etiologia caracterstica gentica importante
- Acomete indivduos jovens, atletas causa principal de morte sbita em
jovens**
Fisiopatologia
- Consequncias da hipertrofia ventricular :
1. Disfuno diastlica deficit de relaxamento sobrecarga AE
congesto pulmonar e IC
2. Isquemia miocrdica devido a hipertrofia
* CMH Obstrutiva obstruo do trato de sada devido ao hiperfluxo
sistlico e fenmeno aspirativo intracavitario (puxa cuspides mitrais que
obstruem o trajeto de sada ventricular)
Clnica e Prognstico
- Maioria assintomtica mas sintomas de IC e angina podem estar presentes
- Sopro sistlico que com manobra de Valsalva ( retorno venoso e volume
intracavitrio) e com manobras que volume intracavitrio ( retorno
venoso ccoras, decbito dorsal)
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- Confirmao diagnstica pelo ecocardio
- Principais ddx HAS e estenose artica
Tratamento
- Controle dos sintomas e preveno de morte sbita -bloq ou verapamil
controlam bem os sintomas mas no se sabe o impacto sobre a MS
CARDIOMIOPATIA RESTRITIVA
Caractersticas
- Doena primria do miocrdio de caracterizada pela reduo significativa
complacncia miocrdica disfuno diastlica e sem comprometimento
importante da funo sistlica
- Etiologia Doenas infiltrativas, fibrticas, esclero, toxinas, idiopitca
No BR endocardiomiofibrose causa relativamente comum
Fisiopatologia
- Complacncia no exerccio ocorre FC e contratilidade dbito as
custas do da presso piora congesto pulmonar e sistmica
Exames
- ECG QRS de baixa voltagem
- RX - cardiomegalia e atrial
Tratamento
- Controle da IC diastlica (diurticos e nitratos) e complicaes
PERICRDIO
Pericardite aguda
- Inflamao aguda dos folhetos pericrdicos
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- Acomete mais adultos jovens e adolescentes
- Etiologia infeco viral*, idioptica, bacterianas, metablica, colagenoses
- Clnica dor torcica retroesternal, contnua, longa durao, tipo pleurtica
piora com inspirao, tosse, decbito dorsal e alivia sentado com tronco p/ frente
Quadro gripal pode abrir a apresentao de etiologias virais
- Exame fsico Atrito pericrdico (85%); taquicardia e taquipneia
- Exames complementares Eco derrame pericrdico
ECG supra de ST + onda T apiculada em mltiplas derivaes + infra PR
- Tratamento AINE (2 semanas) + colchicina (3 meses)
Derrame Pericrdico/ Tamponamento
- Tamponamento Trade de Beck Hipofonese de bulhas + Turgncia jugular
+ Hipotenso
- ECG QRS de baixa amplitude e variao de amplitude em uma mesa derivao
- Conduta pericardiocentese de alvio (20ml)
SNDROMES CORONARIANAS
Conceitos
- Obstruo coronariana que leva a isquemia em uma ou mias pores do
miocrdio principal causa de bito adulto no BR
- Etiologia Aterosclerose das coronrias (principal) estilo de vida moderno
A placa pode levar a ocluso total (IAM) ou subtotal (angina instvel ou
IAM sem supra de ST)
1. SC crnica
Placa estvel obstrui > 50% do lmen
Isquemia durante esforo fsico ( demanda miocrdica) manifestao
clinica angina estvel
2. SC aguda
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Placa instvel sofre rupturas originando trombos isquemia
progressiva em curto espao de tempo
No se sabe qual o motivo pelo qual ela desestabiliza mas
acredita-se que seja por processo inflamatrio
SC CRNICAS
ANGINA ESTVEL
Caractersticas
- Acomete 12-14% dos homens com idade de 65 a 84 anos
- Angina tpica 2 ou mais fecham o dx
1. Dor, aperto, presso ou desconforto retroesternal
2. Desencadeado por esforo e/ou emoes
3. Melhora com repouso ou nitrato sublingual
* Mulheres, idosos, diabticos e transplantados cardacos podem apresentar
equivalentes anginosos dispneia, fadiga/tonteira/lipotimia, sopro transitrio
de regurgitao mitral e palpitaes, sudorese, palidez
* Transplantados IAM indolor
Fisiopatologia
- nico meio de aporte o aumento do fluxo sanguneo para o leito coronrio
isto realizado atravs da Reserva Coronariana dilatao das arterolas pr-
capilares capaz de fluxo de sangue coronrio em at 6x
se obstruo > 50% RC ativada mesmo sem demanda no
consegue dilatar e manter oferta de O2 em caso de esforo isquemia
Investigao
- Dx pode ser feito apenas com anamnese e exame fsico mas em alguns casos
exames complementares so necessrios para a investigao testes
provocativos de isquemia
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- ECG de repouso em 10 min para todos os pacientes em suspeita de IAM **
Consegue fazer exerccio No-consegue fazer exerccio
ECG normal ECG alterado
Cintilo c/ dipiridamol ECO com dobuta
(BRE, HVE, WPW)
ou adenosina
Teste Ergomtrico Cintilo / * Dipiridamol provoca isquemia se
Eco de esforo coronariopatia arterolas pr-capilares de
re a i s q u m i c a m u i t o d i l a t a d a s
* CI TE angina em repouso 48hs, dipiradamol dilata microcirculao no
ritmo instvel, EA grave, miocardite, restante do miocrdio e rouba" sangue da
IC no controlada, HAP grave, rea comprometida revelando a isquemia
endocardite, fase aguda IAM
CI em asma e DPOC
Teste ergomtrico
- 1 escolha para pesquisar isquemia em pcts sem CI barato e fcil execuo
- Critrio diagnstico Positivo se infra de ST 1mm induzido pelo esforo
Alteraes mais precoce, intensas e duradouras risco de eventos futuros
Sens 75% e especif 85% o teste ergomtrico to mais sensvel quanto
MAIOR o nmero de fatores de risco
- Alto risco pr-exame:
Clnica de IVE ; Disfuno sistlica do VE na ECO; Hx de IAM
- Resultados de alto risco:
Isquemia no estgio 1 de Bruce
Infra ST > 2 mm
> 5 min para recuperar o infra
Dfict inotrpico (PAS baixa)
Arritmia ventricular
Distrbio de conduo (BAV)
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Outros exames dx
- Cintilografia de Perfuso miocrdica
No invasivo, confirma dx e fornece parmetros prognsticos (extenso rea
isqumica) sensibilidade >90% e especif 80-90%
Radiotraadores se concentram em miocardio bem perfundido compara
stress e repouso defeitos perfusionais reversveis = isquemia
- Eco de stress
Dx isquemia por deficit de contrao segmentar que melhora com repouso
Stress = esforo fsico / dobutamina IV / Dipiridamol IV
- Coronariografia padro-ouro para doena coronariana mas realizada
quando tambm existe plano de revascularizao
- RMN avalia anatomia, funo, perfuso do miocrdio bom para avaliao de
viabilidade cardaca
Tratamento
- No-farmacolgico MEV
Parar de fumar
Exerccio regular
Peso
Controlar comorbidades
- Tratamento farmacolgico
1. Antianginosos perfuso miocrdica e/ou demanda metablica
-bloq
IECA se HAS, DM, DRC e FE 40
Bloqueadores de Ca
Nitratos de longa durao no recomendados como 1 linha a longo
prazo ( resposta adrenergica e RAA)
2. Vasculoprotetores anti-inflamatrios intraplaca
AAS (ou clopidogrel se CI ao AAS)
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Estatinas independente do nvel lipidmico estabilidade da placa e
inflamao endotelial (alto RCV alvo < 70mg/dl)
3. Resgate Nitrato SL
4. Vacinao Influenza e pneumococo (grandes descompensadores)
Revascularizao miocrdica
- Indicaes Revascularizao na DAC estvel:
1. Angina refratria ao tratamento clnico
2. DAC de alto risco Score de Ca/ AngioRM /SYNTAX so indicadores RCV
* TE no determina risco mostra onde est a doena coronariana e o
grau, no define se estvel ou instvel
angioplastia 1 escolha !
- Indicao de cirurgia aberta:
Tronco de Coronria esquerda
Doena trivascular
Leso multivascular em diabticos
CI ou refratariedade angioplastia
- Safena x Mamria
Safena maior facilidade (90% ocludas em 10 anos) pacientes mais idosos
Mamria maior patncia (20-60% em 10 anos) pacientes mais jovens
Padro-ouro ponte de Mamaria Esquerda para Descendente Anterior +
pontes de Safena para outras artrias coronrias
SC AGUDAS
IAM COM SUPRA DE ST
Caractersticas
- a necrose de uma poro do msculo cardaco devido a ocluso total aguda
de uma artria coronria
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As 3 grandes coronrias so acometidas com frequncia semelhante
- Etiologia 95% aterotrombose; 5% espasmos, cocana, embolia, vasculites
Determinantes de vulnerabilidade (1) grau de inflamao, (2) magnitude de
contedo lipdico e (3) espessura da capa de colgeno
Fisiopatologia
- Consequncias da ocluso coronariana total :
1. Dficit contrtil segmentar hipocinesia a/discinesia disfuno
diastlica sistlica (IVE EAP)
2. Distrbios Eltricos
I) Alteraes de repolarizao ventricular
(a) Onda T alta, pontiaguda e simtrica isquemia subendocrdica
(b) Onda T invertida, pontiaguda e simtrica isquemia subepicrdica
II) Instabilidade eltrica reentrada FV morte sbita
- A necrose progride do subendocrdio em direo a periferia (epicardio) at que
toda rea isquemica esteja infartada necrose transmural em 6-12 hs por
isso tem 12 hs pra desobstruir uma coronria obstruda **
Diagnstico
1. ANAMNESE e EX FSICO
Quadro silencioso/atpico em 25% dos casos mulheres, idosos, DM, DRC e
transplante cardaco (enxerto desnervado) **
Dor anginosa tpica, forte intensidade e longa durao (>20 min) que no
melhora com repouso ou nitrato SL
- Irradiao + comum para MSE mas NUNCA ultrapassa o umbigo **
2. ECG 1 PASSO Procurar se tem infra ou supra !!
I. Se tem INFRA e SUPRA quem manda o SUPRA **
II. Critrios de IAMCSST
1. Supra ST 1mm em 2 derivaes contguas no plano frontal (ou
2mm precrdio)
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2. BRE de 3 grau NOVO ou supostamente novo
Fase Hiperaguda Fase Subaguda Fase Crnica
- Supra ST - ST convexo - Resoluo do
proeminente supra de ST
- onda T comea
- onda T positiva a negativar - Onda Q
patolgica
- ST cncavo ou
retificado = hx IAM antigo
1as hs Aps 1as hs - 4 sem Aps 2-6 sem
III. Ordem das paredes
- D1 e aVL parede Lateral Alta leso Circunflexa
- D2, D3 e aVF parede Inferior leso na Coronria Direita
- V1-V6 parede Anterior leso em Descendente Anterior
Anteroseptal V1-V4
Anterolateral V5-V6, DI e aVL
Anterior extenso V1-V6 + D1 e aVL
- Dorsal imagem em espelho em V1-V3 (corresponde ao supra V7-V8) +
aumento da onda R de V1 a V3 (corresponde s ondas Q de V7-V8)
IV. Se leso em parede inferior obrigatoriamente olhar VD V3R e V4R
(colocar eletrodos V3/V4 a direita)
V. Ateno a transio eltrica da parede anterior normal ser negativo
em V1, V2 e ir gradativamente positivando
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- Se transio anormal (V1 a V3 j muito positivos) + INFRA em V2 e V3
IAM dorsal ver V7 e V8
- Se SUPRA em D2, D3 e aVF + INFRA em V2 e V3 + transio anormal
IAM nfero-dorsal
3. Marcadores de Necrose
TROPONINA MNM de escolha mais sensvel/especfico + determina RCV
- Troponia I e T exclusivas do tecido miocrdico
- Eleva em 4-8hs, pico em 36-72hs, normaliza 5-14 dias
- suficiente para dx e RCV no necessita CKmb ou mioglobina
Mioglobina bom VPN (eleva 1-2hs, pico 6-9hs, norm 12-24hshs)
CK-mb CK-mb massa se outros marcadores no disponveis (boa sens/esp)
Diagnsticos Diferenciais
1. Supra em todas as derivaes + infra de PR pericardite
2. Homem jovem e tabagista + angina de incio noturno + supra em parede
anterior em torno de 30 min angina vasoespstica (Angina de Prizmetal)
Nitrato + Antagonista do canal de Ca
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3. Cardiomiopatia de Takotsubo (cardiomiopatia stress-induzida)
Mulher aps stress recebeu notcia ruim
Supra ST
discreto da Troponina
Coronrias normais
Dx Ventriculografia com sinal de Takotsubo ('ventrculo em cesta')
4. Bloqueio de Ramo Esquerdo raro
Tratamento inicial
- Conduta Inicial VOM
Acesso Venoso
Oxmetro
Monitorizao cardaca
Desfibrilador perto ***
- Tratamento de fase aguda (12hs) MONABICHA
Morfina 2-4mg a cada 5-15min se dor refratria ao nitrato
Oxignio O2 a 100% 2-4L/min se saturao < 90%
Nitrato SL 5mg de 5-5 min at 3x IV se dor refratria, EAP ou HAS
AAS para TODOS sem CI 200-300mg ataque, 100mg/dia aps
Evidncia de melhora
-bloqueador VO imediato para TODOS se no CI (FR para choque
de sobrevida
cardiognico FC >110; > 70 anos; PA sist > 120)
- Metoprolol 50mg VO 6/6hs 1 dia, 100mg 12/12hs nos prximos dias
Sequncia drogas: AAS Nitrato -bloq
Clopidrogrel ou similares
- < 75 anos dose ataque 600mg (300mg se plano de tromboltico)
- Na prtica Clopidrogrel se plano de usar trombolticos
Se plano de angioplastia Ticagrelor** (ataque 180mg,
seguimento 90mg 2xdia) ou prasugrel (60mg 10mg/dia)
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Heparina (anticoagulantes)
- Uso precoce implica em de mortalidade
Enoxaparina 30mg EV em bolus + 1mg/kg SC 12/12hs at alta
IECA indicado para TODOS durante a fase aguda na ausncia de CI
(melhora hemodinmica e toxicidade angiotensina II sobre cardiomicitos)
- Indicao inquestionvel se IAM anterior IC FE 40 DRC
- Captopril 6,25mg (1 dose) 12.5mg 12/12hs 2 hs depois
OU Enalapril 2.5mg 12/12hs
Atrovastatina iniciar assim que estiver estvel Atrovastatina 80mg/dia
(Rosovastatina mais potente; Fluvastatina mais fraca)
* No usar morfina, nitrato ou -bloq se infarto de VD
* No usar -bloq se uso de cocana (usa doses cavalares de
benzodiazepnicos)
* No usar nitrato se uso de Viagra ou similares nas ltimas 48-36hs
* Estatinas (Rosovastatina mais potente; Fluvastatina mais fraca)
Tromboltico ou CAT/angioplastia ?
SE TEM IAMCSST REPERFUSO ****
- No meu hospital tem CAT/Angioplastia ?
Tempo porta-balo 90 min
Se sim contatar hemodinmica de imediato
- No tem CAT/Angioplastia no hospital ?
1. Consegue transferir e fazer CAT ? Tempo porta-balo passa p/ 120 min
**** Transferir tambm INDEPENDENTE DO TEMPO qualquer paciente
em choque ou IC grave ou contraindicao a tromboltico
2. No consegue transferir em at 2hs ? Tromboltico
- Tempo porta agulha 30 min (tempo at iniciar tromboltico)
Se falhou ou reocluiu transferir para local com hemodinmica
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Trombolticos
- Esquema teraputico
< 75 anos Tenecteplase (TNK) em bolus nico de acordo com o peso
> 75 anos Estreptoquinase (SK)
terapia TRIPLA: AAS + Clopidogrel + Enoxaparina
- Contraindicaes absolutas ao uso de Tromboltico
1. Sangramento ativo patolgico (t sangrando)
2. Coagulopatias (pode sangrar)
3. Disseco de aorta (dissecando)
4. Tu enflico ou MAV ; AVEh prvio, AVE isqumico ou TCE < 3 meses (coisa
na cabea)
- Critrios de reperfuso bem sucedida: (1-1.5hs aps adm)
Clnico reduo ou desaparecimento sbito da dor
ECG reduo de > 50% do da altura do supra onde ele era maior
ANGINA INSTVEL E IAM SEM SUPRA ST
Caractersticas
- Desconforto precordial isqumico + 1 dos seguintes :
Surgimento em repouso (ou mnimos esforos)
Durao prolongada (> 20 min)
Carter mais intenso (dor muito forte)
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Incio recente (4-6 semanas)
Padro progressivo (progressivamente mais intensa, frequente e duradoura)
- Decorre de subocluso coronariana causa principal aterotrombose
Placa instvel, mas com ocluso menos graves
ECG
- 30-50% podem apresentar evidencias ECG de isquemia aguda:
infra de ST ou inverso de onda T simtrica
- Frente a um quadro de dor anginosa com critrios instvel + ECG com isquemia
SEM SUPRA, temos 2 opes:
1. Angina instvel troponina NEGATIVA (no tem leso de miocrdio)
2. IAM sem supra de ST troponina POSITIVA
Troponinas I e T e CK-mb massa dosadas 0-6-9hs
Tratamento
- MONABICHA
- Coronria com subocluso s pode ser desobstruda por estratgia invasiva
CAT com inteno de angioplastia NUNCA USAR TROMBOLTICO ***
Estratificao de risco
- Probabilidade a curto prazo de eventos cardiovasculares maiores IAM
- Mtiplas ferramentas de estratificao TIMI risk score
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- Mdio e alto risco Unidade Coronariana, tratamento agressivo e estratgia
invasiva precoce
- Baixo risco conduta mais conservadora, monitorizao rigorosa, estratgia
invasiva em casos selecionados
* Eco transtorcico para TODOS dx, risco, prognstico, funo ventricular
Estratgias invasivas
1. CAT + angioplastia imediata
Instabilidade hemodinmica ou eltrica (TV ou FV)
IVE grave
Dor refratria ao MONABICHA
2. CAT + angioplastia precoce (2-24hs)
Grace > 140 pontos
Troponina positiva (IAMSST)
Infra de ST
3. CAT + angioplastia retardada (25-72hs)
TIMI 2 at 5
GRACE 109 at 140
DM ou DRC ou FE < 40%
Angioplastia (PCI) 6 meses ou CABG (cx ponte) prvia ou angina ps IAM
4. Baixo risco
MONABICHA
Estratificao de risco no invasiva (cintilo ou eco) OU invasiva (CAT)
* Pacientes BAIXO RISCO, sem dor em repouso, ausncia de sinais ECG de
isquemia e marcadores normais testes provocativos antes da alta
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INFARTO DE VD
Conceitos
- Supra em D2, D3 e aVF + Hipotenso com ausculta pulmonar limpa +
turgncia jugular + bradicardia
se possvel olhar tambm V3R e V4R tambm suprados IAM VD
Conduta
- Tentar reperfuso o mais rpido possvel
- Reposio volmica melhor conduta para manter DC adequado
- NO USAR **** morfina, nitrato, -bloqueador, BCCa e Diurticos
reduzem o retorno venoso e podem piorar ainda mais a hipotenso
- Dor no peito deu nitrato e presso despencou pensar infarto de VD
Se usou Viagra tambm despenca PA mas faz rubor (j estava
vasodilatado e nitrato vasodilata ainda mais) e taquicardia reflexa (VD ainda
funcionante) que no esto presentes no infarto de VD *
Ruptura de estruturas
Septo Parede livre
Msculo papilar
interventricular ventricular
IAM Anterior Anterior Inferior
Sopro sistlico
Sopro Trade de Beck com ou sem
EXAME holossistlico em (Tamponamento) frmito irradia
BEE com frmito com Choque para BEE, axila e
dorso
Tamponamento ou
SD CLNICA Insuf Vent Esq Morte Sbita por Insuf Vent Esq
AESP
TRATAMENTO Cx imediata
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ALTA DO PACIENTE COM SCA
Alfabeto da alta do paciente com SCA
ASPIRINA por toda a vida 100mg/dia
BETA-BLOQUEADOR E BLOOD PRESSURE
Carvedilol, bisoprolol ou metoprolol
CLOPIDOGREL e CIGARROS NO
- Clopidogrel
Manter por 12 meses ps PCI com STENT (evidncias mais recentes
prasugrel ou ticagrelor mais eficazes em RCV e morte do que clopidogrel)
At 12 meses nos outros casos
Escolha da droga:
- Ps-PCI clopidogrel, prasugrel ou ticagrelor
- Ps-CABG clopidogrel ou ticagrelor
- Pr/ps-tromboltico clopidogrel
DIETA E DIABETES
ECA, ESTATINAS, EXERCCIOS, EMAGREA
- Estatinas alvo lipidmico LDL < 70mg/dl
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Algoritmo SCA
Sintomas de SCA
*ECG em 10 min
SEM SUPRA ST SUPRA ST
- Sem angina no - Angina no momento
momento - Sinais de IVE
Avaliar reperfuso
- Exame fsico normal - INFRA ST > 0.5 mm
- ECG normal - Inverso T > 2mm
- MNM normais - MNM positivo
Observao UDT ECO /Cintilo
9-12hs sugestivos de
isquemia
- Sem alteraes - Angina
clnicas ou ECG - Alteraes ECO/ ECG
- MNM normais - MNM Pos (2 coleta)
Positivo Internao em Unidade Coronariana
Teste
Reperfuso precoce/tardia
provocativo
Negativo Alta e segmento ambulatorial
ABCDE
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INSUFICINCIA CARDACA
Conceitos
- Funes do corao:
Bombear o sangue
Funo sistlica
Suprir demanda
Capacidade de enchimento sem elevar presses intracavitrias Funo diastlica
Tipos de IC
FE = DS/VDF x 100
- Sistlica (50-60%) FE < 40-50% do corao + B3
N= 50-70%
Causas DAC, miocardite
- Diastlica (40-50%) FE > 50% restrio patolgica ao enchimento
diastlico Cmaras/corao normais + B4
Causas HAS, cardiomiopatia hipertrofica, restritiva
- IC Direita IVD Congesto sistmica e perifrica
- IC Esquerda IVE Congesto pulmonar
IC de Alto Dbito
- Alto DC trabalho e demanda ou desvio do leito arterial para venoso
problema no est no corao
Causas: Anemia grave e Tireotoxicose ( demanda), Sepse, Beriberi, Fstula AV
Diagnstico clnico
- Critrios de Framingham 2 maiores OU 1 maior e 2 menores = dx
MAIORES MENORES
Turgncia jugular Edema maleolar bilateral
PVC > 16 Tosse noturna
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MAIORES MENORES
B3 * Dispneia aos esforos
Cardiomegalia (Rx) Hepatomegalia
Estretorao pulmonar Derrame pleural
Dispneia paroxstica noturna Capacidade vital < 1/3 do previsto
EAP FC > 120 bpm
Refluxo Hepatojugular
Perda > 4.5kg com diurtico
Exames complementares
- Rx de trax investigao de cardiomegalia (critrio maior)
- Ecocardio confirmao diagnstica, etiologia e prognstico FE < 50%
- BNP til para diferenciao de dispneia na sala de emergncia (pacientes com
hx de pneumopatia DPOC, asma, pneumonia)
Se IC BNP > 100mg/dl ou NT-pro-BNP > 2000 pg/ml (liberado em
resposta ao estiramento do musc cardaco)
Na pneumopatia no aumenta
Classificao Prognstica
- Classe funcional (NYHA)
I. Sem dispneia em atividades habituais
II. Com dispneia em atividades habituais (limitao leve)
III. Dispneia com qualquer esforos (limitao acentuada)
IV. Dispneia em repouso (incapacidade fsica)
- Classificao Evolutiva (Estgios da ICC) *
A. Sem doena mas alto risco de desenvolver IC HAS, DAC, DM, obesos
B. Disfuno ventricular assintomtica hipertrofia, dilatao Vent, IAM
C. IC sintomtica
D. IC refratria sintomticos em repouso, com internamento frequente
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Tratamento da IC Sistlica
- Reduo da fora de contrao do VE (FE) =
1. "Fica muito sangue" sobrecarga de volume congesto e sintomas
2. "Sai pouco sangue" dbito RAA e Nora remodelamento
(cardiotoxicidade, apoptose dos micitos, proliferao fibroblastos)
- Drogas que sobrevida modificadores de doena
-bloqueador
Antagonista da Aldosterona
IECA e BRA-II
Hidralazina + Nitrato
- Drogas que melhoram os sintomas diurticos e digitlicos
Esquema teraputico IC Sistlica
- Drogas modificadoras de doena:
1. IECA para TODOS mesmo assintomticos
- Captopril 50mg 3xdia (dose otimizada) inicia com dose reduzida de 6.25
mg 2xdia e aumenta progressivamente a cada 2 semanas
- Enalapril 10 mg 2xdia (otimizada)
- BRA-II se intolerncia a IECA devido a tosse
2. -BLOQ para TODOS
- Succinato de Metoprolol (alvo 200mg/dia)/ Carvedilol (25-50mg 2xdia)/
Bisoprosol (10mg/dia) tem evidencia A
Benefcio at NYHA IV* ( toxicidade da nora)
- Contraindicados em paciente agudamente descompensado*, asma e
bradiarritmias
3. Antagonistas da Aldosterona ( Espirono / Eplerenona) CF II a IV
(sintomticos em terapia padro)
- Contraindicado se K > 5.5
- Dose de 12.5-25 mg/dia
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4. Hidralazina + Dinitrato
- Alternativa para a IECA/BRA (se CI ou em negros)
- Sintomticos em terapia padro
5. Ivabradina
- Inibidor seletivo da corrente If do NSA (nova classe)
- Indicao Sintomticos em terapia padro + FC 70 + ritmo sinusal
6. Valsartan + Sacubitril BRA + inibidor da neprilisina (degrada vasodilatador)
- Indicado para substituir IECA nas Classes II e III com nveis elevados de
peptdeos natriurticos
- Drogas sintomticas:
Diurticos para todos os sintomticos (congesto e edema)
- Preferncia pela Furosemida Melhor medicamento para compensar IC
congestiva * (dose ideal 200mg/dia)
Digitlicos refratrios aos diurticos
- Efeito ionotrpico positivo + ao colinrgica (+) ( FC)
- Melhora sintomtica e necessidade de internao
- Contraindicaes IC Diastlica pura e Cardiomiopatia hipertrfica
- Risco de intoxicao nuseas/vmitos, alteraes visuais e arritmias
bradiarritmia (atropina), taquiarritmia (fenitoina)
Resumo tratamento IC Sistlica
Cessar tabagismo
A Tratar os FR
lcool, ex fsico
B IECA/BRA + -bloq
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NYHA I IECA/BRA + -bloq
C
Depende da NYHA II IECA/BRA + -bloq +
classe funcional Diurticos
D
IECA/BRA + -bloq +
Diurticos +
NYHA III/IV
Espironolactona ou
Hidralazina & Nitrato ou
Digital ou Ivabradina
Tratamento IC Diastlica
- Se congesto diurtico
- Controlar os fatores que prejudicam o relaxamento cardaco PA, FC e
coronariopatias
Edema Agudo de Pulmo
- Causas IAM, crise hipertensiva, miocardite/endocardite
- Clnica franca taquidispneia e ortopneia, secreo rsea e fluida,
estretorao crepitante, roncos e sibilos difusos, diaforese, pulso fino,
taquicardia
- Conduta inicial VOM (veia, oxmetro, monitor) + ECG para afastar IAM
Manter cabeceira elevada a 45, oxignio por cateter nasal
- Medicamentos:
Nitroglicerina (tridil) IV 10-20mcg/min ou nitrato 5ml SL
pr-carga
Furosemida IV 20-80mg
Morfina IV 2-4mg
Captopril (SL) 25mg ( pos-carga)
- Se EAP no-hipertensivo Dobutamina IV 5-20 g/kg/min
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