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Rito Aukaía: Transformação em Lobo

1) O documento descreve um ritual de transformação em lobisomem chamado de Rito de Aukaia. 2) O ritual envolve invocações à deusa lunar Diana, criação de um assento sagrado para os lobisomens, conjurações e oferendas para induzir a mudança. 3) Após a transformação, os participantes saem para caçar sob a forma de lobos.
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Rito Aukaía: Transformação em Lobo

1) O documento descreve um ritual de transformação em lobisomem chamado de Rito de Aukaia. 2) O ritual envolve invocações à deusa lunar Diana, criação de um assento sagrado para os lobisomens, conjurações e oferendas para induzir a mudança. 3) Após a transformação, os participantes saem para caçar sob a forma de lobos.
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O RITO DE AUKAA

Aqui trazido em mos por Settubal ben Qayin vel Gran Eden, para o deleite dos irmos
da Via vera Cruz. Anno Domini 2013 no equincio de ries

INVOCAO LUNAR PARA A AMANTE DO LOBO

Lykaia-Aukaa! Oua-me, minha rainha, difusora da luz prateada, Lua-


Bicorne, Nau vagante e noturna; Errante do Cu e companheira de Sirius! O
ar, antes apagado, brilha com a luz de sua coroa prateada, e seu feixe de
raios claros, quando quer nos banhar, seu belo corpo nos toca como fazes
nas guas do Oceano! Oh tu, Cercada de estrelas, circunda o cu com sua
tocha; Subindo e declinando com raios machos e fmeas, para tocar tudo
que est abaixo de ti; Velha Me, produzindo frutos lunares de Mene, cuja
esfera mbar orbita ao meio dia e reflete a noite; Amante dos Lobos,
poderosa luz vigilante enfeitada de estrelas; Inimiga de contendas, que se
regozija em paz e alegria, fornea-nos uma vida prudente; Oh Senhora,
lmpada da noite, que do firmamento d o funcionamento da natureza e
seu fim destinado; Salve Diana! IO EVO HE Juno Lupia! Adornada com
tnica graciosa e brilhante vu; Vinde, oh Bendita Deusa, judiciosa,
asteroidal, refulgente, casta e esplndida! Venha brilhar sobre este rito
sagrado com raios prsperos! E aceite os elogios dos seus suplicantes!
Vestindo-nos com teus mistrios! Dando velocidade para cavalos, bestas,
cobras, bodes e lobos, todos os meses, quando sua rbita grande se enche
de prazer, aumentando seu poder e nosso jubilo diante da maldio. Tu s
o sinal seguro para os lobisomens e diabos. Salve, Deusa Branca! De chifres
amalteanos e corona Solar! Ns giramos tua rbita agora! E com vossas
mudanas, mude nossa fase, pele e pelos, para o que estiver dentro venha
para fora! Expia-nos e muda-nos mais uma vez! Livra-nos da captura, e nos
veste com a capa de Aegilon! De caa para caador, eis a mudana
requerente! E quando tu, Oh Loba prateada, por intermdio de nossas
mos, tiveres apreendido a novilha solitria para o nosso pasto, todas as
armadilhas fenecero!
A CONJURAO CPHALO-CAUDAL

Lykaia-Aukaa!
Oh tu que Reprobus, Lupus, Lupercus e So Cristvo! Oua-me! Se
alguma vez o homem se esforasse para ser deus, Com toda sua alma, viria
desse esforo, para poupar de ser selvagem! No desprezando os seus
trabalhos para atingir, A excelncia em verdade, para darmos queles, Que
alcanaram a meta orgulhosa de Shun! Meu louvor a ti que Senhor e
Diabo! Meu louvor a ti que Diabo e Santo! Meu louvor a ti que Santo e
Monstro! Meu louvor a ti que Monstro e Trevas! Terrvel e Devorador feito
A Besta Temida! Todos os pensamentos de cime e inveja, e instintos
animalescos, para a mente desprovida, o corao de nossa raa devora, O
presente ligeiro ao abrir a boca e engolir, A palavra amvel para labutas
sem nmero construir, e compartilhar as vossas belezas e seu monumento
grandiosamente fertilizador! Veja, hoje h alguns que desejam se tornar
Lobos contigo, Enquanto ns Lobos desejamos nos tornar homens e depois
deuses! Oh tu que s da raa das estrelas, imponente na essncia animal
dos Gigantes, Descendente de Nephilins e Caos, que viveu todas as eras, E
ainda agora vivo e poderoso! Lykaia-Aukaa-Lycaeus-Lykaian!
Quem beber de tua honra no vai trazer desonra em meus braos sagrados,
nem abandonar a alcateia onde quer que esteja! Opomos-nos a tudo e a
todos agora, contra as leis da constncia e da permanncia, para mudar-
nos a ns diante de teus olhos, sob o efeito de teu poder e imbudos por ti
que nos penetra agora e se multiplica! E contigo, correremos os limites da
terra natal, trigo, cevada, vinhas, oliveiras, figueiras e todas as rvores, at
encontrar as 7 igrejas! At l onde se esconde aquele Deus! Aquele que
exilou nosso Caim. Oh Deus que realiza todos os fins e dele se cumpre a
esperana de cada momento; fecundador de teros, que segura a Norma
feito rgua entre a mosca e o caador, ao lado da mesa da montanha, Oh
tu, que em sua cabea brilha as garras de um escorpio, e tua garganta
portadora do uivo da flecha de Quiron, Deus que carrega o altar em suas
costas, Deus que pode ultrapassar a guia alada ou sobre o mar superar o
golfinho; Por Alfa, Beta, Eta, Capa, Mi, Csi, A ti se inclinam o corao
arrogante de muitos homens; Da-nos uma vez mais, de beber d glria da
eterna maldio que nunca ir se apagar; E ento, correremos com dente
feroz e mordaz, lotados de palavras caluniosas e uivos corretos; Tu j nos
mostraste com a idade uma vez, revela uma vez mais a lngua afiada que
quer afrontar o alimento de entranhas saborosas; Crescida na gordura das
duras palavras do dio; Por Antares, Canopus e Srius, Vela e Crux! E pelo
poder dessa Lua que explode em nosso focinho! Muda-nos agora! Muda-nos
em Lobisomens! Pois o melhor que o Fado Lupino nos trouxe foi a riqueza,
que se juntou com o dom da sabedoria feliz! Muda-nos em Lobisomens,
para que tenhamos a companhia do teu mestre diabo que te ensinou os
perodos da mudana e da troca de pelo! Assim nos tornamos Portador de
Chrestos! Lykaia-Aukaa-Lycaeus-Lykaian!
Aaaaaauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!!!!

ROTEIRO PARA QUEM SE MUDA EM LOBO O RITO AUKAIA

Passo-a-passo:

Todos, com roupa adequada ou em nudez, se renem para a mudana;

0 - Chamado de quem pode se levantar (sentinela) 4 velas vermelhas;

1 Invocao Lunar para a amante do Lobo - no altar c/ vela preta e


incenso palo santo, leite e gua;

2 Criao do Assentamento ou Assento do Lobo;

2.a - depositar fludos como doao de nossa essncia em sacrifcio para


servir de ponto de transformao (para ir e para voltar do estado Lobo);

2.b Deitar a cabea do Lobo (cone) sobre a cova e verter o leite;

2.c - Deixar os amuletos a disposio sobre o assento para tomar energia;

2.d Verter o sangue do sacrifcio da ave sobre todo o assentamento,


inclusive sobre os amuletos. A ave sacrificada dever ser comida no dia
seguinte;

2.e Sepultar a cabea do Lobo e distribuir os amuletos em meio a


uivos/rosnados/choros;

3 Enquanto marcham de 2 em 2 passos para a esquerda, os braos


esticados intercalam o movimento para cima e para baixo. O clice com o
Claret ser colocado sobre o enterro para que seja acesa a chama do
assentamento ao redor do clice, usando lcool ou algum comburente
vaporoso;

4 A conjurao cphalo-caudal permite conjurar o Esprito do Segredo


Lupnico no fogo sobre o assentamento, para que ele responda na mudana
(usar mscaras) com uma vela verde em cada mo do conjurador (a
marcha continua at o fim da conjurao);

5 Parados e em p para receber a oferta do sal e acar - (sal para


proteo/ acar para amor) ser servido um punhado para cada mo,
escolhendo qual ser servida ao fogo e qual ser passado no corpo, ou se
os dois sero misturados e servidos ao fogo e ao corpo.

6 Ao servir o fogo, faamos ouvir os grunhidos/uivos ou qualquer som


que sua boca queira emitir. Enquanto isso, a marcha ou corrida deve ser
desordenada e entrelaada, com rudos, sempre dentro dos limites do cinto
ritualstico, uivando, enquanto um de cada vez serve o fogo com o doce ou
salgado do seu Corao;

7 Quando o fogo se extinguir, sero acesas as outras velas verdes e o


Claret servido;

8 Cada lobo lana sua moeda para (mais ou menos uns dois metros de
distncia) fora do cinto ritual sem perder a localizao;

9 Ento, um de cada vez recebe a purificao pelo azorrague e se deita


ao cho, no centro, de barriga pra cima segurando o clice no umbigo,
enquanto todos marcham para direta, ao redor uivando;

10 Comea a caada na forma de lobo todos saem farejando a moeda


at encontr-la;

Daqui em diante, a mudana j dever ter ocorrido e o ritual pode tomar


forma prpria, e cada lobo, daqui pra frente cumprir a maldio conforme
for tocado por ela. E como tem de ser, tomar uma hstia em sete igrejas
diferentes, para conseguir carregar Chrestos pelo resto do ano.

Materiais:

1 colher grande para cavar; os fludos; a cabea do Lobo; amuletos; ave do


sacrifcio; 1 incenso de palo santo; gua e leite; 1 altar; 1 litro de lcool;
fsforos; a mscara de lobo (feita por si mesmo); 4 velas vermelhas; 4
verdes e 1 preta; clice; garrafa do Claret; sal, acar; 1 moeda para cada
lobo(a); 1 toalha para servir o clice; o azorrague da luperclia; capa;

Anotaes sobre o ritual:

O ritual que se segue uma releitura da prtica Lupnica, realizada nas


Luperclias, aqui trazida para a Irmandade da Via Vera Cruz. O rito em si pode ser
feito em nudez ou com roupa ajeitada, porque um ritual que se soa muito, alm
de subentender-se que lobisomens rasgam as roupas durante a mudana. Nesse
rito no iremos chamar nenhum guardio especfico, mas sim ser feito um convite
aos Geni Loci, olhando fixamente o cho como se o olhar penetrasse debaixo da
terra, e o convite deve ser feito de forma espontnea com as palavras que sair do
corao. H uma invocao da Lua diante do altar porque a Lua a padroeira dos
Lobos, e o altar uma estrela fixa que se encontra nas costas da constelao do
Lobo, est entre as estrelas que compe as constelaes de escorpio e sagitrio, e
prprio do hemisfrio Sul. A necessidade do assentamento para criao de um
ponto de poder Lupino no stio, onde as oferendas dos fludos so nada mais nada
menos que um ato de autossacrifcio para transformar-se diante dos poderes dos
Lobos. Ali um ponto forte, cujo amuleto ser tambm consagrado e sempre que
se precisar daquela energia, basta pensar naquele ponto enquanto se aperta o
amuleto contra o corao. O cone da cabea do lobo foi construdo magicamente
com a inteno de servir como ncleo e tmulo de nossa ancestralidade que
estamos puxando pra c. Uma ave (preferencialmente a galinha - no importa a cor
porque o Lobo come galinhas de todas as cores) sacrificada no local do
assentamento como paga/troca dos poderes e pelos poderes do Lobo ali
assentado. O sepultamento j fala por si, e como o fogo o elemento do esprito,
ele estar presente aps o enterro para fazer subir a partilha do esprito para
dentro do clice que conter o Claret. O Claret era originalmente assim chamado
nas Luperclias, pois era a bebida dos deuses, uma espcie de Soma/ ou Vino
Sabati. tambm utilizado por outros cls que trabalham com os poderes dos
Lobos, tal como os Loup Garous que se utilizam do Amanita Muscria, enquanto ns
utilizamos o Psilocibe. Neste caso a transformao em Lobo acontece de fato,
quando se adentra ao sab das bruxas. O lobo no Xamanismo o professor e o
sbio, e o estado de Lobo o mesmo poder bruxo. preciso lembrar que l fora, a
maioria das bruxas quer se tornar lobas, enquanto ns aqui j somos lobos e por
isso mesmo o nosso desejo no se tornar lobos, mas humanos e deuses, por
intermdio da sapincia e/ou gnose. Assim deixando o estado animalesco e
selvagem para alcanar as formas mais divinas. Isso uma energia que sobe e
desce para se encontrar. Reprobus/Lupercus/So Cristvo, so avatares dos
antigos Lobos. Quando a viagem que comeou no paganismo termina e adentra no
cristianismo, encontramos San Christopher (o Portador de Chrestos/Christos) e ai
reside outro mistrio. Este cinocfalo era conhecido por Reprobus, da famlia dos
antigos Gigantes, e o diabo foi seu mestre, e foi assim que ele pode conhecer o
Deus que exilou seu parente Caim. Como Lupercus, ele encontra ressonncia no
mito da Loba que amamentou Remo e Rmulo, cuja me era uma sacerdotisa de
Marte, e deixou uma avatar chamada Valria Luperca, de natureza como a de
Ardia igualmente. Uma vez que a tradio se apresenta como uma das vrias
formas de stregoneria, mesmo no Brasil, os deuses e demnios (Lobos) itlicos
sempre so de alguma forma homenageados ou chamados em nossos trabalhos. Eu
particularmente gostaria de substituir o azorrague (chicote usado nas Luperclias),
pelos ramos de Lupino (folhas e flores), bem como colocar a flor Lupino no altar,
mas essa uma flor rara e difcil de encontrar, e o vaso que temos no pode ser
transportado. O que teria valor para o lobisomem seria o alimento, comer uma
carne, e ali no rito a moeda vem representar esse valor na caada. H duas
marchas, uma para esquerda e outra para a direta, isso simboliza a capacidade de
trabalhar com as duas vias das mos, bem como ir e voltar do estado de lobo.
Como se sabe, uma das maldies dos lobisomens visitar 7 igrejas! Mas ningum
revela pros de fora, que l tomamos uma hstia consagrada em cada uma das 7
missas assistidas porque a maldio dos lobos ser para sempre os guardies do
portador de Chrestos e se tornar UM com ele.

Common questions

Com tecnologia de IA

The head of the wolf serves as a magical nucleus representing ancestral power, symbolizing a connection to lupine energies and the transformation into a werewolf. The sacrificial bird, usually a chicken, acts as a medium of 'exchange' for powers during the rite. Its blood is used to sanctify the ritual space and is linked to life force and sacrifice. The act of burying the wolf's head and using sacrificial fluid creates a point of transformation .

The sacrifice of a bird in the Aukaía Rite is a symbolic act representing the blending and transfer of life force and power. This sacrifice, especially when consumed, signifies a communion with nature's cycle of life and death, reinforcing the belief in rebirth and transformation. It embodies the practitioners' acknowledgment of the natural and supernatural worlds, highlighting their respect for the rite's transformative and life-giving powers, as well as the interconnectedness with the divine .

The Aukaía Rite reflects an intricate relationship between natural and divine by mimicking natural cycles, such as lunar phases and animal behaviors, with divine aspirations, like deification and enlightenment. This alignment suggests that transformation is achieved through embodying natural power while seeking spiritual elevation, balancing worldly existence with metaphysical transcendence .

The rite seeks dual transformation objectives: transforming from wolf to human signifies overcoming the base, animalistic instincts represented by the wolf, aspiring towards human intelligence and social integration. The second transformation, from human to divine, involves reaching a state of enlightened consciousness and divine wisdom, as suggested by the aspiration towards deification (becoming god-like). This dual progression illustrates a journey from primal nature towards spirituality and higher knowledge, reflecting a path towards both self-improvement and enlightenment .

In the Aukaía Rite, Claret represents the blood of the divine and is considered a sacred drink, akin to 'Soma' in ancient rites. It acts as a medium of divine connection, symbolizing the spiritual nourishment needed for transformation. Consuming Claret marks the completion of a rite cycle, where participants transition fully into their lupine form, echoing themes of transformation depicted in werewolf mythology .

Masks in the Aukaía Rite symbolize the metaphysical boundary between human identity and lupine transformation. They facilitate anonymity and detachment from human inhibitions, enabling participants to embrace the animalistic self, a critical component for achieving transformation. Wearing masks thus creates a space where individual identities are suspended, allowing for immersion in the collective ritual identity .

The Aukaía Rite is steeped in historical and mythological references, linking it to ancient practices like the Lupercalia, as evidenced by the invocation of figures like Saint Christopher (a syncretic figure tied to the werewolf mythos) and Lupercus. The mention of Reprobus aligns the rite with legends of cynocephalic beings and ancient giants. Such references underscore the rite's connection to themes of transformation, duality, and the supernatural, providing a rich tapestry that justifies and empowers the transformation rituals within its context .

Wolf heads in the Aukaía Rite symbolize the primal and transformative energy captured within the ritual space, serving both as a catalyst for change and as a connection to ancestral lupine spirits. Constellations like Scorpio and Sagittarius offer celestial alignment, guiding and empowering the rite. Scorpio represents mystery and transformation, while Sagittarius suggests journey and wisdom, both aligning with the rite's motifs of transformation and spiritual ascent .

The rite integrates lunar worship through an invocation directed to the 'Amante do Lobo,' highlighting the moon as a central figure of guidance and transformation. It calls upon the moon, referred to as 'Lykaia-Aukaía,' to bless the rite with its rays, fostering transformation and granting protection. The ritual also mentions the moon's silver light and its role in the cycle of change and empowerment for participants, connecting the lunar phases to transformational phases of the self .

Visiting seven churches and consuming sacramental elements like the host in the Aukaía Rite implies a complex theological syncretism. It integrates Christian practices into a pagan framework, suggesting a quest for spiritual harmony and protective grace. This act reflects the allegorical journey of safeguarding divine truths while uniting different religious traditions, potentially purifying the self at every church in preparation for ultimate transformation .

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