UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
DEPARTAMENTO DE INFORMTICA E ESTATSTICA
CURSO DE SISTEMAS DE INFORMAO
ANLISE DE FERRAMENTAS PARA SEGURANA DE REDES
ANCELMO BOTEON
Florianpolis SC
Agosto de 2006
ANCELMO BOTEON
ANLISE DE FERRAMENTAS PARA SEGURANA DE REDES
Trabalho de concluso de curso apresentado
Universidade Federal de Santa Catarina, como
parte dos requisitos para a obteno do grau de
bacharel em Sistemas de Informao.
Professor Joo Bosco Mangueira Sobral
FLORIANPOLIS
Agosto de 2006
ANCELMO BOTEON
ANLISE DE FERRAMENTAS PARA SEGURANA DE REDES
Monografia aprovada em ___ / ___ / 2006,
como requisito para a obteno do grau de
bacharel em Sistemas de Informao.
Banca Examinadora
__________________________________
Professor Joo Bosco Mangueira Sobral
Orientadora
__________________________________
Professor Fernando Augusto da Silva Cruz
Membro
_________________________________
Professor Clythia Higa Tamashiro
Membro
_________________________________
Professor Jublio David Ardigo
Membro
1 INTRODUO..................................................................................................................8
[Link] do Projeto........................................................................................................10
[Link] Terica.........................................................................................................10
3.1 Tipos de Ataques.............................................................................................................11
3.1.1 Ataques de dentro do sistema...................................................................................11
3.1.2 Ataques de fora do sistema......................................................................................13
[Link] Vrus................................................................................................................13
[Link] Vermes............................................................................................................14
[Link] Cdigo Mvel.................................................................................................14
[Link].1 Applet JAVA................................................................................................15
3.1.3 Ferramentas para anlise de Vulnerabilidades.........................................................16
[Link] Ettercap..........................................................................................................16
[Link] Nmap...............................................................................................................17
[Link] Tcpdump.........................................................................................................18
[Link] Ethereal..........................................................................................................18
[Link] Nessus............................................................................................................18
[Link] Portsentry.......................................................................................................18
[Link] John the ripper..............................................................................................18
5. Cenrio real...........................................................................................................................18
5.1 Utilizao ferramente Ethercap.......................................................................................18
5.2utilizao da ferramente Ethreal......................................................................................19
Bibliografia...............................................................................................................................21
RESUMO
ABSTRACT
LISTA DE FIGURAS
1 INTRODUO
Vivemos na era da informao. Hoje em dia, o valor da informao tornou-se
ainda maior, pois o poder que ela fornece as pessoas e principalmente as
organizaes muito grande.
Uma empresa para sobreviver, precisa estar bem informada sobre as
tendncias do mercado, sobre seus concorrentes e principalmente sobre seus
clientes, porm de nada adianta ter este conhecimento de forma isolada, ou t-lo
apenas por ter. necessrio que utilize a melhor maneira possvel, fazendo com
que esta informao se torne algo que possa trazer lucros e/ou benefcios para a
empresa.
Atualmente, muito difcil encontrarmos empresas que no possuem uma
infra-estrutura tecnolgica para suprir suas necessidades. Empresas que encontram-
se defasadas, no tm geralmente uma eficcia operacional, ou alto rendimento. A
verdade que empresas com recursos computacionais tm maior produtividade que
empresas sem esses recursos, desde, claro, que se bem aproveitados.
Nessa realidade, para que tenhamos organizaes bem equilibradas,
seguindo o caminho do crescimento, necessrio que se tenha uma estrutura capaz
de favorecer a busca do alcance de seu objetivo, e neste momento surgem as redes
de computadores, servindo de canal condutor das informaes organizacionais.
Sem elas, seria impossvel o acompanhamento real das vendas, a situao
econmica e financeira da empresa, de maneira rpida, transparente e eficaz.
Porm, os computadores e a maneira com que se comunicam, no servem apenas
para o bem, pois sempre existir algum para utilizar esse poder computacional para
o mau uso, seja para se beneficiar, ou mesmo apenas para colocar em prtica seus
conhecimentos.
Neste sentido, as redes de computadores fornecem um meio de acesso a
informaes, onde eventualmente, algum possa obter estas informaes e fazer o
mau uso delas, ou mesmo ter acesso a informaes privilegiadas.
O objetivo do presente trabalho, o de fornecer um meio prtico e eficaz para
anlise de segurana da rede, para que possam ser garantidos a autenticidade,
confidencialidade, integridade e disponibilidade das informaes.
Este trabalho comear abordando informaes sobre ataques, como por
exemplo os tipos de ataques e de que forma so feitos.
Tambm encontraremos anlise terica e prtica das ferramentas chamadas
de sniffer, como por exemplo ETHEREAL, TCPDUMP, pois foram feitos testes em
laboratrio com as duas ferramentas.
Por fim, encontraremos as concluses referentes aos testes realizados,
comparando as duas ferramentas.
[Link] do Projeto
Fornecer aos administradores de redes de forma fcil, como identificar
possveis vulnerabilidades na rede, detalhando alguns tipos de ataques aos quais a
rede est sujeita.
[Link] Terica
Muita coisa mudou desde o surgimento dos computadores, e uma das
maiores invenes j feitas pelo homem, alm do computador, o conceito de redes
de computadores.
Esse conceito surgiu no meio militar, pois havia a necessidade de troca de
informaes.
Algum tempo depois de criada, as redes passaram a ser utilizadas por todos,
ocasionando o que hoje podemos chamar de sociedade da informao devido ao
rpido e fcil acesso as informaes.
O conceito de redes pode variar de autor para autor, porm um ponto em
comum nos conceitos o de compartilhamento de recursos, ou seja, criar uma
maneira simples e pratica sobre compartilhamento de perifricos (como impressoras,
scanners, etc.) e informaes.
Com este conceito, surgiu a necessidade da segurana computacional, onde
temos como principais objetivos o de manter a autenticidade (garantia da origem) ,
confidencialidade (informao ao alcance apenas a pessoas autorizadas) ,
integridade ( garantia de que a informao originada no se alterou ao longo da
rede) e disponibilidade de informaes (garantia de que a informao sempre estar
disponvel quando for necessria).
3.1 Tipos de Ataques
Nesta seo, esto descritos alguns tipos de ataques aos quais os
computadores pertencentes a uma rede esto expostos.
3.1.1 Ataques de dentro do sistema
Segundo Tanenbaum (2003, P.455) Uma vez que um cracker tenha tido
acesso a um computador, ele pode comear a causar dano. Se o computador tiver
um bom sistema de segurana, s ser possvel prejudicar o usurio cuja conta foi
usada para invadir, mas muitas vezes o acesso inicial pode servir de trampolim para
outras contas.
Neste tipo de ataque, como o prprio nome sugere, necessrio que o
atacante tenha acesso direto ao computador atacado, para tentar realizar o que for
importante e tambm o que lhe for permitido.
Nesta categoria de ataques, podemos encontrar alguns exemplos como
citado por Tanembaum (2003, p. 455-463):
Cavalo de Tria: consiste em um programa aparentemente inocente
contendo cdigo que realiza uma funo inesperada e indesejvel. Esta
funo pode modificar, remover ou criptografar os arquivos do usurio,
copiando-os para algum local onde possa ser acessado posteriormente
pelo atacante.
Conexo Impostora: relacionada a cavalo de tria, funciona simulando
uma tela de login igual a do sistema operacional. Ao entrar com seu
usurio e senha, esta tela some, e a verdadeira tela de login aparece.
Com isso, foi capturado um nome de usurio e uma senha para tentativas
de conexes futuras por parte do atacante.
Bombas Lgicas: tipo de ataque ocasionado pela alta rotatividade de
funcionrios, onde consiste em uma parte de dados dentro do sistema de
produo da empresa, inserida pelo programador. O caso mais famoso de
bomba lgica, consistia em verificar se no sistema de folha de pagamento
o identificador pessoal do programador aparecia em dois perodos
consecutivos, e caso no aparecesse, a bomba explodia.
Transbordo de Buffer: procedimento utilizado pois geralmente so
usadas buffers de tamanhos fixos para cadeias de caracteres como nome
de arquivos. Consiste em escrever no buffer mais do que ele suporta,
ultrapassando os limites da prpria rea de dados do processo, podendo
sobrescrever tanto a rea onde continha o endereo de retorno do
programa com algum endereo previamente calculado para que se
concretizem as intenes do atacante.
O objetivo dos conceitos citados acima, foi apenas para que se tenha uma
idia geral de alguns tipos ataques.
No objetivo deste trabalho abranger todos os tipos de ataques, mesmo
porque nem todos os tipos de ataques so conhecidos.
3.1.2 Ataques de fora do sistema
Esse tipo de ataque, segundo Tanembaum (2003, p. 463) consiste em algum
cdigo sendo transmitido pela rede para uma mquina alvo e l executado causando
algum dano.
Tanembaum, em seu livro Sistemas Operacionais Modernos (2003), focaliza
neste tipo de ataque os vrus, vermes, cdigos mveis e applets java.
Abaixo segue descrio breve de cada um destes tipos de ataques, para que
posteriormente se explique algumas ferramentas que analisam as vulnerabilidades
dos hosts na rede para eventual invaso.
[Link] Vrus
Segundo Tanembaum (2003, p. 463) vrus um programa capaz de se
reproduzir anexando seu cdigo a um outro programa, do mesmo modo como os
vrus biolgicos se reproduzem. Mais ainda, os vrus podem fazer tambm outras
coisas alm de se reproduzirem.
Os vrus podem ser distribudos de diversas maneiras, geralmente chegam
atravs de e-mail ou mesmo junto com algum programa distribudo na internet.
Existem vrios tipos de vrus, dentre eles podemos destacar os vrus
residentes em memria, vrus de setor de boot, vrus de drivers de dispositivo, vrus
de macro, entre muitos outros.
[Link] Vermes
Conforme Tanembaum (2003, p. 463) Vermes so como os vrus, porm se
auto-replicam.
Isso equivale a dizer que os vermes necessitam trafegam de mquina em
mquina em sozinhos, atravs de conexes de redes. Os vermes podem ter partes
rodando em diferentes mquinas ao mesmo tempo, e mesmo no modificando
outros programas, podem carregar com eles o cdigo de um vrus, por exemplo.
[Link] Cdigo Mvel
Cdigo mvel, um cdigo que tem sua fonte em um sistema remoto porm
executado em um sistema local.
A tecnologia de cdigo mvel fundamental para o compartilhamento de
construes digitais complexas no ciberespao, que servem como "tijolos" para o
desenvolvimento de vrias outras tecnologias e aplicaes, como por exemplo as
aplicaes da tecnologia JAVA, sendo um bloco fundamental nas construes de
plataformas e aplicaes para agentes mveis em software, educao e treinamento
interativos na web, bibliotecas digitais, mundos virtuais 3D e comrcio eletrnico,
segundo segundo informaes do site da Universidade de Braslia.
O cdigo mvel denomina um conjunto de tecnologias de linguagens e
plataforma de sistemas distribudos que suportam a construo de programas de
computador que so instalados nos servidores, transferidos sob demanda para os
computadores clientes e automaticamente executados da forma mais segura
possvel, sobre a plataforma dos computadores clientes.
A utilizao de cdigos mveis preocupam grande parte dos especialistas de
informtica que so unnimes em afirmar que sempre existiro brechas de
segurana a serem exploradas, qualquer que seja o sistema dos computadores.
Como exemplos desta categoria, temos:
JavaScript;
Applet Java;
Flash;
Atualizaes de software;
Agentes mveis;
Middlewares de computao em grid, etc..
Podemos notar que a idia do cdigo mvel muito interessante, porm
deve-se estar atento aos patches relativos as aplicaes que se utilizam-se desta
idia, para que se evitem danos causados por um eventual ataque ou explorao da
falha.
[Link].1 Applet JAVA
Applets so pequenos programas Java que so instalados em servidores Web
e referenciados atravs de pginas HTML. Quando um browser acessa esta pgina
HTML que referencia o applet, ele automaticamente tambm transfere o cdigo do
applet e o executa.
Este cdigo intermedirio, pois roda em uma mquina virtual Java disparada
pelo navegador com diversas limitaes de segurana.
Segundo site da Wikipedia, na maioria dos browsers, os applets so
executados dentro de uma caixa de areia (sandbox), impedindo-os de acessarem
os dados da mquina no qual esto sendo executados.
3.1.3 Ferramentas para anlise de Vulnerabilidades
Aps a citao de alguns conceitos relacionados a atividade no desejada
pelos usurios, parte-se agora para a anlise de algumas ferramentas presentes ao
alcance de todos para anlise de vulnerabilidades nos hosts espalhados na internet.
A idia, dar uma viso geral de como elas funcionam, a maneira de
operao para posterior execuo das mesmas em laboratrio.
[Link] Ettercap
Segundo Melo, Sandro(2002, p. 171 ) Ettercap pode ser considerado um
verdadeiro canivete suo, pois uma ferramenta que rene recursos de vrias
tcnicas de explorao de vulnerabilidades.
Esta ferramenta, faz parte de um projeto em constante atualizao, e traz
como destaque recursos para execuo de DOS (Deny of Service), Scanners,
FingerPrint Active, FingerPrint Passive, Spoofing, ataques MITM (Man in the Middle)
customizados.
Ele no funciona de uma maneira muito oculta, pois envia um ARP
REQUEST para o IP da LAN, considerando o IP corrente e a respectiva mscara da
rede.
Ele atua na camada 2 do modelo OSI, passando muitas vezes despercebido
pelos administradores de rede, pois poucos usam monitoramento ou mtodos para
quantificar atividades nessa camada.
O mtodo como opera eficiente, pois uma vez que receba os respectivos
ARP REPLIES, possvel criar um lista dos hosts que esto ativos na rede,
mapeando dessa forma, a rede.
Esta ferramenta fornece 3 opes de interfaces:
Text Mode: modo texto clssico, ideal para os puristas mais radicais
(ettercap text d ou ettercap T -d);
Ncurses: interface bem organizada utilizando o mesmo layout que a
GTK (ettercap curses d ou ettercap C -d);
GTK: interface grfica baseada em GTK (ettercap gtk d ou ettercap
G d);
Esta ferramenta possui inmeros parmetros de configurao, os quais
podem ser encontrados pela internet, ou mesmo no Melo, Sandro (2002, p. 175).
No decorrer do trabalho, estaremos aplicando praticamente alguns de seus
recursos de maneira a explorar da melhor forma a ferramenta.
[Link] Nmap
Ser desenvolvido em Projetos II
[Link] Tcpdump
Ser desenvolvido em Projetos II
[Link] Ethereal
Ser desenvolvido em Projetos II
[Link] Nessus
Ser desenvolvido em Projetos II
[Link] Portsentry
Ser desenvolvido em Projetos II
[Link] John the ripper
Ser desenvolvido em Projetos II
5. Cenrio real
Ser desenvolvido em Projetos II
5.1 Utilizao ferramente Ethercap
Ser desenvolvido em Projetos II
5.2utilizao da ferramente Ethreal
Ser desenvolvido em Projetos II
Bibliografia
Melo, Sandro , Explorao de Vulnerabilidades em Redes TCP/IP
Tanembaum, Andrew S., Sistemas Operacionais Modernos
WebSite: [Link]
[Link]
WebSite: [Link]
html/[Link]
WebSite: [Link]