GT-IPv6
Grupo de Trabalho para implantao do protocolo IP-
Verso 6 nas redes das Prestadoras de Servios de
Telecomunicaes
Relatrio Final de Atividades
Braslia, Dezembro de 2014
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NDICE
1 INTRODUO ................................................................................................................. 3
2 ATIVIDADES DO GT-IPV6: ........................................................................................... 4
2.1 Reunio 01 21/02/2014 ..................................................................................... 6
2.2 Reunio 02 26/03/2014 ..................................................................................... 6
2.3 Reunio 03 26/05/2014 ..................................................................................... 7
2.4 Reunio 04 28/08/2014 ..................................................................................... 8
3 DECISES: ....................................................................................................................... 10
3.1 Disponibilizao do CG-NAT44 ......................................................................... 10
3.2 Disponibilizao do IPv6 Peering/Transito ...................................................... 10
3.3 Disponibilizao do IPv6 Usurio Final ........................................................... 10
3.4 IPv4 Fallback ....................................................................................................... 10
3.5 CG-NAT44 - Range de alocao e proporo de endereos pblicos/privados .. 10
3.6 IPv6 Prefix Delegation ........................................................................................ 10
3.7 Tabela Resumo por prestadora dos prazos acordados: ........................................ 11
4 CERTIFICAO DOS REQUISITOS IPV6 DO TERMINAL DO USURIO .............. 12
4.1 Equipamentos com interfaces DOCSIS .................................................................. 12
4.2 Equipamentos para redes Mveis ........................................................................... 12
4.3 Equipamentos para redes Fixas .............................................................................. 12
5 PONTOS DE ATENO .................................................................................................. 14
5.1 Implicaes do GC-NAT44 na quebra de sigilo de dados telemticos. .............. 14
5.2 Elementos legados incompatveis com o IPv6. ................................................... 15
6 PROXIMOS PASSOS, TEMAS AINDA A SEREM DISCUTIDOS E OUTRAS
AES: ........................................................................................................................ 15
6.1 Obteno de novos endereos IPv4 ..................................................................... 15
6.2 Acessos ao contedo legado e disponibilizao de contedo em IPv6. .............. 15
6.3 Aes do recentes do [Link] para a difuso do IPv6: ......................................... 16
6.4 Aes do Governo Federal: ................................................................................. 17
ANEXOS ................................................................................................................................. 19
A.1 ANEXO 1 Lista dos Participantes ................................................................... 19
A.2 ANEXO 2 Requisitos de Terminais para o Protocolo IPv6............................. 20
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1 INTRODUO
O ecossistema da Internet vem se expandindo e se desenvolvendo de forma acelerada no Brasil e no
mundo. O desenvolvimento de inmeras aplicaes que viabilizam a oferta de centenas de servios
a partir dessa rede mundial um dos fatores que vem contribuindo para esse rpido crescimento. A
disponibilidade crescente de aplicativos que possibilitam, entre outros, a oferta de servios de
buscas, servios de comrcio eletrnico, servios bancrios, servios de utilidade pblica, servios
de armazenagem, servios governamentais, de educao, servios de correio eletrnico, servios de
entretenimento, baseados em sua maioria na oferta de vdeo, incluindo a prtica de jogos eletrnicos
vem contribuindo significativamente para o crescimento social e econmico do pas.
Na mesma linha, a oferta dos servios de conexo e acesso Internet em Banda Larga Fixa ou
Mvel pelas prestadoras de telecomunicaes vem experimentando um crescimento a grandes taxas.
Esse crescimento vem sendo possvel graas aos investimentos em infraestrutura de acesso e na
ampliao e modernizao das redes de transporte e acesso que as prestadoras vm realizando ao
longo dos anos.
Nesse cenrio, provedores de aplicao e provedores de acesso tm demandado grande quantidade
de recursos de endereamento de forma a identificar os inmeros e diferentes tipos de dispositivos e
equipamentos que esto sendo incorporados s redes de telecomunicaes e com acesso Internet.
A Internet e o endereo IP
Para que todo equipamento conectado Internet (grande interligao mundial de redes de
computadores) seja capaz de se comunicar, necessrio que se identifique cada dispositivo e/ou
usurio de forma unvoca, sem possibilidade de engano. Esta identificao feita atravs de um
nmero, chamado de endereo IP, nmero IP ou, simplesmente, IP (Internet Protocol Protocolo
Internet). Esse nmero deve ser nico dentro de uma mesma rede, de modo que no existam na
Internet dois ou mais dispositivos com o mesmo endereo.
Para evitar a utilizao de endereos IPs duplicados, sua distribuio tem que ser controlada. Hoje
isso feito por um conjunto de entidades que dividem a responsabilidade em uma estrutura
hierrquica. No caso do Brasil a hierarquia definida da seguinte forma:
IANA (Mundo) -> LACNIC (Amrica Latina) -> [Link] (Brasil)
Atualmente, a grande maioria das redes suportam apenas o protocolo IP em sua verso 4 (IPv4).
Nessa verso do protocolo o endereo formato de 4 grupos de 8 bits, totalizando 32 bits.
Normalmente cada octeto representado por um nmero decimal, podendo assumir um valor entre
0 a 255. Assim, um endereo IPv4 assume um formato, por exemplo, do tipo [Link]. Desta
forma, o protocolo IP em sua verso 4 Ipv4 permite o endereamento de aproximadamente 4,3
bilhes de equipamentos univocamente. Atualmente, a quantidade de terminais e usurios
conectados Internet atingiu a capacidade mxima de endereamento do IPv4. Como hoje a
tendncia da Internet de crescimento exponencial, sendo que a maior parcela deste crescimento
creditada aos dispositivos mveis (smartphones, mini modems, tablets, etc) que vem acelerando o
consumo dos endereos IP a partir de segunda metade da dcada de [Link] sentido, h a
necessidade de se implementar uma nova verso do protocolo que possibilite identificar e acomodar
esse crescimento.
O LACNIC (rgo responsvel em gerir os IPs na Amrica Latina) estimou em Maio/14 que seus
estoques de IPv4s se esgotariam at o final 2014, o que de fato aconteceu. No Brasil, o [Link],
brao operacional do Comit Gestor da Internet no Brasil (CGI), declarou que o estoque de
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endereos IPv4 chegou ao limite de aproximadamente 4 milhes de endereos livres e isso
determinou uma mudana nas polticas de distribuio dos endereos, com regras mais rgidas para
garantir uma terminao gradual e endereos para novos entrantes.
Com base nesse cenrio, a cerca de 2 anos, foi constitudo um grupo de trabalho no [Link] para
discutir a transio do protocolo IPv4 para sua verso 6 (IPv6), que possibilita um nmero 1029
vezes maior de endereos que o protocolo anterior. O protocolo IPv6 trabalha com 8 conjuntos de
16 bits, o que totaliza 128 bits e por essa razo possvel alcanar 2 128 endereos, ou seja, 340
undecilhes de endereos, ou quase 48 x 1018 endereos por habitante do planeta terra.
O grupo de trabalho do [Link] foi constitudo por representantes de diversos agentes da cadeia de
valor da Internet (Anatel, Ministrio das Comunicaes, Polcia Federal, Ministrio Pblico,
prestadoras de servios de telecomunicaes, provedores de aplicao e acesso e outras esferas do
governo Federal) e tinha como objetivo principal definir como enfrentar o problema do
esgotamento dos endereos IPv4 e como proceder migrao para o IPv6. Ao longo dos debates e
das discusses ocorridas no mbito do [Link], ficou caracterizada a necessidade de que fossem
tomadas diversas aes, pelos diferentes agentes da Internet, conforme abaixo:
Provedores de Aplicao, tais como de Hospedagem, contedo e servios na Internet, que
incluem stios Web, servios de "e-mail", comrcio eletrnico, servios bancrios e de
governo prestados pela Internet, devem disponibilizar seus contedos e servios em IPv6;
Provedores de Acesso Internet devem oferecer conectividade IPv6 de forma nativa,
juntamente com conectividade IPv4;
Fabricantes de equipamentos usados na Internet, incluindo-se, mas no limitados a:
modems, roteadores e roteadores sem fio, devem oferecer equipamentos compatveis com
IPv6;
Empresas usurias da Internet devem realizar a implantao do IPv6 tanto em seus servios
expostos na Internet, como em sua rede interna;
O Governo, considerando os trs poderes e suas diversas instncias, deve estabelecer normas
internas com cronograma conforme as datas aqui previstas e com metas claras para a
implantao do IPv6, em especial nos servios oferecidos aos cidados atravs da Internet;
Universidades e centros de pesquisa, em especial os relacionados s disciplinas de redes,
computao e Internet, devem implantar o IPv6 em suas redes com urgncia.
Diante do cenrio acima descrito, foi consenso no grupo de trabalho do [Link] que os Provedores
de Acesso Internet deveriam implementar uma soluo paliativa para evitar a estagnao da
Internet no Pas, com suspenso das vendas, congelamento do crescimento da base de usurios e a
interrupo dos programas de massificao da Internet no Brasil.
Ademais, como ser visto com detalhes mais nesse relatrio, esta soluo de transio tambm
prev a adaptao das plataformas de guarda de registros dos provedores de conexo e acesso
Internet para possibilitar a identificao unvoca dos dispositivos e usurios que fizerem uso de
endereos IPv4 compartilhados.
2 ATIVIDADES DO GT-IPV6
Ciente deste cenrio, por meio da Portaria n 152, de 19 de fevereiro de 2014, a ANATEL criou um
grupo de trabalho com o objetivo de coordenar as atividades necessrias adoo do protocolo IP-
Verso 6 nas redes das prestadoras de servios de telecomunicaes brasileiras e a adoo da
soluo temporria e paliativa para o perodo de transio para o IPv6:
Portaria n 152, de 19 de fevereiro de 2014:
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CONSIDERANDO a competncia da Agncia de adotar as medidas necessrias para o
atendimento do interesse pblico e para o desenvolvimento das telecomunicaes brasileiras, em
especial quanto expedio normas e padres que assegurem a compatibilidade, a operao
integrada e a interconexo entre as redes, abrangendo inclusive os equipamentos terminais;
CONSIDERANDO a competncia da Agncia de expedir normas e padres a serem cumpridos pelas
prestadoras de servios de telecomunicaes quanto aos equipamentos que utilizarem e de expedir
ou reconhecer a certificao de produtos, observados os padres e normas por ela estabelecidos;
CONSIDERANDO a necessidade de fomentar e organizar a migrao para o protocolo IP-Verso 6
da rede das prestadoras de telecomunicaes, frente escassez de endereos IP-Verso 4 na regio;
CONSIDERANDO a necessidade do uso eficaz dos endereos IP-Verso 4 pelas prestadoras de
telecomunicaes, durante o processo de migrao para o protocolo IP-Verso 6, e a obrigao
destas em garantir a suspenso de sigilo de telecomunicaes s autoridades que, na forma da lei,
tenham competncia para requisitar essas informaes.
RESOLVE:
Art. 1 Constituir o Grupo de Trabalho para implantao do protocolo IP-Verso 6 nas redes das
Prestadoras de Servios de Telecomunicaes GT-IPv6, com a participao das prestadoras de
servios de telecomunicaes e das Superintendncias da Anatel envolvidas, com o objetivo de
coordenar os trabalhos necessrios adoo do protocolo IP-Verso 6 nas redes das prestadoras
de servios de telecomunicaes brasileiras.
No decorrer das atividades do GT-IPv6 foram realizadas quatro reunies que tiveram como objetivo
discutir os aspectos tcnicos e implicaes da migrao para o protocolo IPv6, tais como:
cronograma e estratgia a ser adotada pelos provedores de conexo e acesso Internet para a
referida migrao; cronograma e estratgia de adoo do IPv6 na oferta de
interconexo/interligao de redes, assim como nos equipamentos terminais que so
comercializados no mercado; certificao dos requisitos IPv6 para equipamentos terminais; alm de
outros temas relacionados com o grupo.
Como soluo paliativa at a migrao plena para o novo protocolo foi acordado entre os
participantes a adoo do compartilhamento de endereos IPv4 pblicos por meio da implantao
de plataformas CGNAT (Carrier Grade Network Address Translation), que possibilitam o
compartilhamento de endereos IPv4 pblicos, mais comumente conhecida como CG-NAT44. Isso
significa que vrios usurios podero estar, num mesmo instante, acessando a Internet por meio do
mesmo endereo IP pblico.
Como um dos resultados das discusses, as prestadoras de servios de telecomunicaes j
iniciaram os processos para a adoo do CG-NAT44, sendo que j foram realizados testes com o
objetivo validar se a soluo NAT no iria limitar a acessibilidade, nem degradar a qualidade atual
de navegao na Internet. Ademais, aquelas prestadoras que j esto com seus recursos de
endereos IPv4 esgotados j esto fazendo uso do compartilhamento de endereos IPv4 em partes
de suas redes.
Foram discutidas ainda as consequncias negativas da adoo do CGNAT-44 e as aes necessrias
para minimizar tais implicaes, em especial quanto s possveis dificuldades de executar a quebra
judicial de sigilo de dados telemticos e as limitaes em algumas aplicaes e equipamentos dos
usurios que podem deixar de operar corretamente aps a adoo do CGNAT-44.
Quanto implantao do protocolo IPv6, discutiu-se ainda que, alm de se implementar o protocolo
nas redes das prestadoras necessrio que haja uma mobilizao no sentido de que os Provedores
de Aplicao, tais como de hospedagem, contedo e servios na Internet, que incluem stios web,
servios de "e-mail", comrcio eletrnico, servios bancrios e de governo prestados pela Internet,
tambm disponibilizem seus contedos e servios em IPv6 e que se garanta o acesso ao contedo
legado que permanecer sendo disponibilizado em IPv4 mesmo depois da implantao do IPv6 ter
sido concluda.
6
Como outros temas correlatos, foram avaliadas nas reunies alternativas para a mitigao das
implicaes do esgotamento dos endereos IPv4, como, por exemplo, o uso de recursos IPv4 de
outras regies do mundo, tema que vem sendo objeto de discusso em fruns internacionais,
inclusive no LACNIC, onde a adoo dessa alternativa vem sendo sistematicamente postergada.
Neste sentido, a ANATEL incentivou as prestadoras brasileiras a participar de tais fruns de
discusso.
Em seguida, apresenta-se um breve resumo do que foi tratado especificamente em cada uma das
quatro reunies do GT-IPv6 ocorridas at a presente data e, logo nas sees seguintes, o
consolidado de decises e resultados obtidos.
2.1 Reunio 01 21/02/2014
A primeira reunio do GT-IPv6, que ocorreu na sede da Anatel em 21/02/2014, teve como pauta
informar s prestadoras dos objetivos da criao do grupo de trabalho, ou seja, da necessidade de
implementao de um processo de migrao do IPv4 para o IPv6, incluindo a certificao dos
equipamentos, e discutir o seguinte itens:
Situao da Certificao de Equipamentos Terminais operando em IPv6: Foi informado,
pela Agncia, a inteno de realizar Consulta Pblica sobre os requisitos relacionados ao IPv6
que sero exigidos no processo de certificao de equipamentos terminais.
Implantao do CG/NAT44 na rede das prestadoras: Foi discutida a situao atual e a
estratgia para implementao do CG-NAT44 por todas as prestadoras presentes, considerando,
neste cenrio, as aes necessrias para se viabilizar a identificao unvoca dos dispositivos e
usurios que faro uso dos endereos IPv4 pblicos compartilhados, em processos de quebra do
sigilo das comunicaes nos casos previstos em lei.
Implantao do protocolo IP-Verso 6 na rede das prestadoras: Foi solicitado que as
prestadoras encaminhassem a Anatel o detalhamento da estratgia, dificuldades e status de
implementao do NAT44 e do IPv6 em suar redes, com o intuito de que as melhores prticas
possam ser compartilhadas no grupo de discusso e se defina um cronograma mais preciso de
migrao para o IPv6.
Outros temas: Foi questionado ao [Link] a possibilidade deste solicitar novos endereos IPv4
em outras regies com a inteno de minimizar as dificuldades no perodo de transio.
2.2 Reunio 02 26/03/2014
A segunda reunio do GT-IPv6, que ocorreu na sede da Anatel em 26/03/2014, teve como objetivo
discutir os resultados da Reunio 89 do IETF, a evoluo da certificao dos requisitos IPv6 dos
equipamentos terminais, e a resposta das prestadoras aos questionamentos da Anatel realizados na
primeira reunio quanto implantao do IPv6 e GC-NAT44, destacando-se o seguinte:
89 Reunio do IETF (02-07/03/2014): A Agncia apresentou, na reunio do IETF, proposta
de exigncia de requisitos mnimos para a certificao de terminais com suporte ao IPv6 no
Brasil, na seo Transio IPv6 sendo o assunto inserido no grupo de Polticas daquele
frum. O objetivo da ao que o Brasil apresente uma proposta de RFC sobre o tema nas
prximas reunies do IETF, de modo que o processo de transio e os requisitos para os
equipamentos com suporte IPv6 sejam padronizados mundialmente, facilitando, assim, a
adoo do protocolo pelos pases.
Situao da Certificao de Equipamentos IPv6: A Anatel informou que estava finalizando a
elaborao de Consulta Pblica sobre os requisitos mnimos a serem exigidos para a
certificao de CPE (terminais de usurio) mveis e fixas com suporte ao IPv6, considerando
as contribuies recebidas das prestadoras e fornecedores Ainda quanto ao tema, informou-se
que foi realizada uma reunio com o rgo regulador americano de telecomunicaes (FCC
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Federal Communications Commission) sobre o tema, onde se decidiu que a Anatel ir trabalhar
em conjunto com o FCC e outros rgos internacionais sobre o tema da certificao IPv6.
Resposta das prestadoras aos questionamentos da Anatel: Quanto estratgia de migrao,
as prestadoras informaram que devem adotar a alocao dinmica de endereo privado/pblico
e o dualstack IPv6/CG-NAT44. Com relao proporo de endereos IPv4 Privado/Pblico,
cada prestadora est adotando uma estratgia em funo da topologia e do porte de sua rede.
Com relao tratativa de incompatibilidades com o CG-NAT44, a Anatel orientou que cada
prestadora tenha uma rea especfica para tratar a questo e que se preveja nos procedimentos
internos o fallback no oneroso do usurio para um endereo IPv4 Pblico.
CG-NAT44 e a quebra de sigilo nos casos previstos em lei: Com relao guarda da porta,
requisito necessrio para que se viabilize a quebra de sigilo nos casos previstos legalmente, foi
apontado pelas prestadoras a necessidade de padronizao do LOG de registros de conexo, da
forma que os pedidos de quebra de sigilo so gerados pelos demandantes e a conscientizao
dos provedores de contedo/aplicaes para tambm guardar a porta de origem da conexo
alm das prestadoras. Ademais, a Anatel ponderou que a reduo da proporo dos endereos
IPv4 pblico/privado adotada no CG-NAT44 ajudaria na reduo de problemas neste cenrio.
Proposta de Cronograma e estratgia para implementao do IPv6 e CG-NAT44: Com
relao ao cronograma e estratgia para a implementao do protocolo IPv6 e do CG-NAT44
na rede das prestadoras, a Anatel sugeriu o cronograma abaixo para avaliao.
a. CG-NAT44 disponvel em toda a rede da Prestadora: At final de 2014.
Deve-se definir a proporo de endereo Pblico/Privado e o padro (range) dos
endereos privados do CG-NAT44.
b. IPV6 disponvel na Interligao e Interconexo: At final de 2014.
c. IPv6 disponvel a todos os assinantes: At junho de 2015.
Todos os novos assinantes devero poder contratar o IPv6/Dualstack e o assinantes da
base legada poder migrar para o IPv6/Dualstack, caso deseje.
Soluo de IPv6 deve prever conectividade com contedo legado IPv4 (Dualstack ou
NAT64).
2.3 Reunio 03 26/05/2014
A terceira reunio do GT-IPv6, que ocorreu na sede da Anatel em 26/05/2014, teve como objetivo
discutir os resultados da reunio LACNIC 21 e a Contraproposta das Prestadoras quanto s
definies de cronograma para implementao do CG-NAT44 e GT-IPv6, destacando-se o seguinte:
Reunio do LACNIC 21: O representante do [Link] fez uma breve exposio dos principais
documentos discutidos na Reunio do LACNIC 21, destacando-se que a proposta que trata do
repasse de endereos IPv4 diretamente entre provedores de conexo e acesso Internet
pertencentes a RIRs distintos, possibilidade aventada para a obteno de mais endereos IPv4
para a nossa regio, no foi aprovada e voltou para a lista de discusso.
Adequao das redes das prestadoras para utilizao de CG-NAT44: As prestadoras
afirmaram que devero implementar o uso do CGNAT-44 ao longo do ano de 2014, na medida
de suas necessidades. A previso de que at o final de 2014 todas as empresas estaro
utilizando comercialmente a ferramenta.
Implementao do protocolo IPv6 nas redes das prestadoras: Sobre a disponibilizao do
IPv6 (Interligao e Interconexo Dez/2014), as prestadoras afirmaram que estaro prontas
8
para ofertar o IPv6, como funo de trnsito/peering, nos seus principais pontos de troca de
trfego de Interligao e Interconexo, at Dezembro de 2014.
J quanto disponibilizao da oferta de IPv6 (Usurio final Jun/2015), como contraproposta
sugesto da Anatel, as prestadoras sugeriram que, a partir de junho de 2015, a prestadora que
no ofertar um IPv6 nativo para os novos clientes residenciais e/ou corporativos, em qualquer
ponto do Brasil, dever necessariamente alocar para tais usurios, de forma dinmica ou fixa,
um endereo IPv4 pblico (sem compartilhamento).
Proporo de endereos pblico/privados CG-NAT44 e alocao de endereos IPv6:
Apesar das prestadoras entenderem que a taxa de compartilhamento no deve ser fixada, a
Anatel repisou que a proporo de endereos IPv4 Privado/Pblico impacta diretamente na
quantidade de portas possveis de alocao para os clientes e nos arquivos de logs necessrios
para viabilizar a identificao unvoca dos dispositivos e usurios que faro uso dos endereos
IPv4 compartilhados, em processos de quebra de sigilo nos casos previstos na legislao.
Assim, as prestadoras devem implementar o CG-NAT44 de tal forma que seja minimizado os
efeitos de seu uso, ou seja, com a menor taxa de compartilhamento possvel.
Definiu-se que os endereos privados distribudos no GC-NAT44 devero estar no range
100.64/10 definido na RFC 6598 (IANA-Reserved IPv4 Prefix for Shared Address Space).
J no que toca a alocao dos endereos IPv6, foi recomendado pelo [Link] a adoo do IPv6
Prefix Delegation e, em resposta, as prestadoras afirmaram que, nos casos em que o
equipamento terminal admitir mltiplos endereos IPv6, para clientes residenciais a oferta
mnima seria de um /64 e para um usurio corporativo (PME) o mnimo seria um /60.
Ademais, conforme recomendao do [Link], mesmo que inicialmente a oferta das prestadoras
se limite inicialmente a um /64 e /60, estas devero prever no plano de numerao a reserva de
endereos contguos que permitam a entrega de um /56, para usurios domsticos, e /48 para
usurios coorporativos.
Outros assuntos, prximos encaminhamentos e data das Reunies: Quanto oferta no
onerosa do IPv4 pblico, as prestadoras concordaram com a oferta no onerosa de IPv4 pblico
em alocao dinmica. Assim sendo, se um usurio no puder trabalhar com um IPv4
compartilhado, caso haja disponibilidade, ele poder optar por um IPv4 pblico dinmico no
oneroso (fallback) ou por um IPv4 fixo de forma onerosa (oferta atual).
2.4 Reunio 04 28/08/2014
A quarta reunio do GT-IPv6, que ocorreu na sede da Anatel em 28/08/2014, teve como objetivo
discutir os prazos para migrao dos elementos legados, a Certificao de terminais IPv6 e a
preparao do Relatrio Parcial das atividades do grupo, destacando-se o seguinte:
Certificao dos requisitos de equipamentos IPv6: Foi informado aos participantes a
realizao de reunio tcnica com o Conselho Diretor da Anatel com o objetivo de apresentar o
resultado das discusses sobre o tema, definindo-se:
Foram publicados no dia 3/9/2014 os requisitos de terminais de redes HFC (Cablelabs
DOCSIS) e Mvel, sendo que a exigibilidade compulsria para os requisitos de terminais
DOCSIS ser a partir de janeiro de 2015 e para terminais mveis junho de 2015.
Ser criado um grupo de trabalho para refinar os requisitos de terminais mveis e definir os
requisitos para terminais de redes xDSL, sendo que a Agncia tem como objetivo publicar os
requisitos de equipamentos xDSL em Junho de 2015 e exigi-los a partir de Janeiro de 2016.
Mesmo que os requisitos especficos do ADSL no estejam fechados (como suporte a tnel,
etc), necessrio que os mesmos tenham o mnimo de requisitos comuns a todas as redes
(ADSL, CABO, FTTx, 3G/4G) suportados.
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Quanto adequao dos equipamentos j homologados aos novos requisitos, no momento da
renovao da homologao, a entidade certificadora exigir, nos casos onde seja possvel, a
atualizao de software para atender os requisitos.
Prazos para migrao dos elementos legados: Em resposta ao Ofcio 11_2014_PRRE_SPR-
Anatel - GT-IPv6, os provedores de conexo e acesso Internet informaram suas previses,
ressalvas, riscos e preocupaes relativas implementao do CG-NAT44, oferta do IPv6
Peering/Trnsito e a oferta do IPv6 ao usurio final.
Na resposta enviada verificou-se que as prestadoras esto alinhadas com os prazos de
exigibilidade da certificao do terminal do usurio, sendo que as redes, de forma geral, estaro
preparadas, conforme tabela prevista no item 3.7 Tabela Resumo por prestadora dos prazos
acordados, para atender os usurios at dezembro de 2015.
Outros assuntos: Quanto necessidade de fornecimento da porta nos processos legais de
quebra de sigilo, a Anatel informou aos participantes que o tema foi discutido no mbito do
projeto SITTEL, frum que define o layout das informaes de quebra de sigilo, e verificou-se
que hoje o campo Porta j obrigatrio quando solicitao feita para um endereo IPv4.
10
3 DECISES
A seguir so apresentadas as decises acordadas entre todos os participantes do grupo (Anatel,
Prestadoras, Sinditelebrasil e [Link]):
3.1 Disponibilizao do CG-NAT44
As prestadoras que se encontrarem com seus recursos de endereamento IPv4 esgotados devero
implementar o uso do CGNAT-44, como soluo paliativa. Tal soluo permite o compartilhamento
de endereos IPv4 pblico entre vrios usurios. Assim sendo, at o final de 2014 todas as empresas
que estiverem com seus recursos de endereamento IPv4 esgotados estaro com a ferramenta
testada e implementada.
3.2 Disponibilizao do IPv6 Peering/Transito
As prestadoras ofertaro Peering/Transito em IPv6 em todo o Brasil nos seus principais pontos de
troca de trfego de Interligao e Interconexo, at Dezembro/2014, ficando ainda algumas
localidades para o ano de 2015.
3.3 Disponibilizao do IPv6 Usurio Final
At julho de 2015, todas as prestadoras devero ofertar endereos IPv6 pblicos aos novos usurios
nos principais centros por todo o Brasil, conforme detalhamento da tabela I do item 3.7. Ademais, a
partir de julho/2015, nas localidades onde no houver oferta de IPv6, devido necessidade de troca
de elementos legados, a prestadora dever alocar ao usurio, de forma dinmica ou fixa, um
endereo IPv4 pblico no compartilhado.
A partir de julho de 2015, todas as prestadoras devero disponibilizar endereos IPv6 pblicos aos
usurios legados que solicitarem, respeitada a capacidade da rede IPv6 implantada na localidade.
Em algumas localidades, devido a questes tcnicas devidamente comprovadas pela prestadora,
possvel que o prazo de disponibilizao de endereos IPv6 ao usurio final seja estendido por
alguns meses, no ultrapassando em nenhum caso a data limite de dezembro de 2015.
3.4 IPv4 Fallback
Se um usurio no puder (devido a incompatibilidades de seus equipamentos ou aplicaes)
trabalhar com um IPv4 compartilhado, caso haja disponibilidade, ele poder optar por um IPv4
pblico dinmico no oneroso (fallback) ou por um IPv4 fixo de forma onerosa (oferta atual).
3.5 CG-NAT44 - Range de alocao e proporo de endereos pblicos/privados
Como a proporo de endereos IPv4 Privado/Pblico impacta diretamente a quantidade de portas
possveis de alocao para os clientes e os arquivos de logs necessrios para garantir a quebra de
sigilo, definiu-se que as prestadoras devem implementar o CG-NAT44 de forma a minimizar o
impacto na quebra de sigilo, ou seja, com a menor taxa de compartilhamento possvel.
Ademais, definiu-se que os endereos privados distribudos no GC-NAT44 devero ser alocados no
range 100.64/10 definido na RFC 6598 (IANA-Reserved IPv4 Prefix for Shared Address Space).
3.6 IPv6 Prefix Delegation
Se o equipamento terminal do usurio admitir mltiplos endereos IPv6, para usurios residenciais
a oferta mnima seria de um /64 e para um usurio corporativo (PME) o mnimo seria um /60.
Ademais, conforme recomendao do [Link], mesmo que inicialmente a oferta das prestadoras se
limite inicialmente a um /64 e /60, estas devero prever no plano de numerao a reserva de
endereos contguos que permitam a entrega de um /56, para usurios domsticos, e /48 para
usurios coorporativos.
11
3.7 Tabela Resumo por prestadora dos prazos acordados:
A tabela abaixo contm o resumo dos prazos acordados com as prestadoras para a implementao
do CG-NAT44 e IPv6 em suas redes, com base no percentual da rede da prestadora onde o novo
protocolo estar disponvel.
Tabela I
CG-NAT44 IPv6 - Peering/Transito IPv6 - Usurio Final
Prestadora
Dez/14 Dez/14 Jul/15 Dez/15 Dez/14 Jul/15 Dez/15
ALGAR Fixo 100% 100% (Hoje) - - - 100% -
ALGAR Mvel 100% 100% (Hoje) - - - - 100%
CLARO 100% 100% - - - 100% -
EMBRATEL NA ---OBS3 85% 92,6% - - 92,6% -
GVT 100% 100% (Hoje) - - - 100% -
NET 100% 70% 100% - - 100% -
NEXTEL 100% - - - - 100%
OBS3
OI Fixo RES NA --- - - - - 57% 68%OBS1
OI Fixo B2B NA ---OBS3 53% - 100% - 22% 37%OBS2
OI - Mvel 100% - - - - 100% -
VIVO 100% 100% - - - 60% 100%
TIM 100% 100% (hoje) - - - 100% -
ainda possui
SERCOMTEL recursos de IPV4 100% (Hoje) - - - 40% 100%
Pblico
OBS1: OI Fixo Residencial: 68% no 2S/2015 88% no 2S/2016 e 100% no 1S/2017.
OBS2: OI Fixo Empresarial: 37% 2S/2015 - 70% 2S/2016 100% 2S/2017.
OBS3 - NA: No aplicvel para as empresas que dispem de recursos de IPv4 no compartilhados e no necessitam utilizar a soluo
do IPv4 compartilhado.
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4 CERTIFICAO DOS REQUISITOS IPV6 DO TERMINAL DO USURIO
Alm da disponibilizao do protocolo IPv6 nas redes das prestadoras, foi consenso no grupo a
importncia de que os equipamentos terminais do usurio estejam preparados tanto para o processo
de migrao (CG-NAT44) como para o uso do protocolo IPv6 conforme discutido no grupo
(Dualstack IPv6/IPv4 pblico ou compartilhado).
Desde 2012, a Agncia, por meio da Gerncia de Certificao, acompanha as discusses no CGI e
em 2013 iniciou os estudos para estabelecer requisitos para certificao dos produtos para
telecomunicaes quanto ao suporte ao protocolo IPv6. Destes estudos foi gerada uma proposta de
requisitos que pode ser sumarizada conforme abaixo:
Produtos com funo de host: RFC 6434 e RFC 6334 Dynamic Host Configuration
Protocol for IPv6 (DHCPv6) Option for Dual-Stack Lite.
Produtos com funo de roteador: RFC 7084 Basic Requirements for IPv6 Customer
Edge Routers e RFC 6333 Dual-Stack Lite Broadband Deployments Follwing IPv4
Exhaustion.
Produtos com interface area destinada aos Servios Mveis: RFC 7066 IPv6 for Third
Generation Partnership Project (3GPP) Cellular Hosts.
Produtos com interface para os Servios de Acesso Condicionado: CM-SP-eRouter-I10-
130808 Data-Over-Cable Service Interface Specifications. IPv4 and IPv6 eRouter
Specification.
De 02 de abril a 02 de junho de 2014, a proposta acima foi submetida sociedade por meio da
Consulta Pblica n 13/2014 onde foram recebidas dezoito contribuies por meio do Sistema
Interativo de Acompanhamento de Consulta Pblica (SACP) que ajudaram na construo dos
requisitos publicados no stio da Agncia.
Alm da Consulta Pblica, a Agncia, por meio de seus delegados, participou dos 89 e 90
encontros do IETF (Internet Engineering Task Force), que foram fundamentais para obtermos
subsdios para a elaborao dos requisitos aprovados pela Agncia.
Como resultado dessas discusses, a Agncia publicou o Ato n 7.424, de 01 de setembro de 2014,
que aprovou os requisitos para avaliao do suporte ao protocolo IPv6 nos produtos para
telecomunicaes com interface DOCSIS e funo de roteamento, e para produtos com interfaces
para as redes mveis.
4.1 Equipamentos com interfaces DOCSIS
Para produtos com funo de terminal com interface DOCSIS e com funo de Roteamento, ser
utilizado o documento CM-SP-erouter-I10 Data-Over-Cable Service Interface Specifications.
IPv4 and IPv6 eRouter Specification. Os requisitos publicados possuiro carter de
compulsoriedade de atendimento a partir do dia 01/01/2015.
4.2 Equipamentos para redes Mveis
Para produtos com funo de terminal com interface area destinada aos servios mveis pessoais,
ser utilizada a norma 3GPP TS 36.523-1: Evolved Universal Terrestrial Radio Access (E-UTRA)
and Evolved Packet Core (EPC); User Equipment (EU) conformance specification; Part 1: Protocol
conformance specification. Os requisitos publicados possuiro carter de compulsoriedade de
atendimento para a partir do dia 01/06/2015.
4.3 Equipamentos para redes Fixas
Com relao aos requisitos dos terminais da rede fixa e que trabalham com o protocolo IP,
verificou-se, por meio da Consulta Pblica n 13/2014, que ainda no h um consenso sobre um
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conjunto mnimo. Nesse caso, a Agncia entendeu ser melhor realizar outras discusses com todos
os atores envolvidos para se chegar a uma proposta de requisitos.
Essas discusses sero realizadas por meio de um grupo de trabalho que discutir, tambm,
requisitos para os equipamentos do ncleo da rede e acompanhar a evoluo do tema no mbito
internacional.
Quanto exigibilidade compulsria dos requisitos para terminais de rede fixa que usam o protocolo
IP, o objetivo da Agncia de que, a partir de janeiro de 2016, no sejam mais homologados
produtos destinados s redes fixas sem o suporte ao protocolo IPv6.
14
5 PONTOS DE ATENO
No decorrer das discusses do GT-IPv6, alm das definies adotadas com relao ao CG-NAT44 e
a adoo do IPv6 nas redes das prestadoras, foram elencados diversos pontos de ateno que
decorrem das implicaes tcnicas da adoo de tais solues, dos quais se destaca o seguinte:
5.1 Implicaes do GC-NAT44 na quebra de sigilo de dados telemticos
Tanto no Grupo de Trabalho do [Link] como no Grupo de Trabalho da ANATEL foi intensamente
discutida a questo da identificao unvoca de um determinado usurio que faz uso de um
endereo IP compartilhado. Em ambos os Grupos de Trabalho foi consenso que a nica forma das
prestadoras fornecerem o nome do usurio que faz uso de um IP compartilhado em um determinado
instante seria com a informao da porta lgica de origem da conexo que estava sendo utilizada
durante a conexo. Dessa forma, os provedores de aplicao devem fornecer no somente o IP de
origem utilizado para usufruto do servio que ele presta, mas tambm a porta lgica de origem.
Em uma Conexo Internet, para cada sesso aberta pelo usurio, utilizada uma porta lgica
para sua comunicao com outras redes e equipamentos. Assim, mesmo quando dois usurios
fazem o uso compartilhado de um mesmo IPv4, eles usaro portas distintas para a sua comunicao.
Ser com base na informao da porta lgica de origem que as identificaes judiciais para fins
de quebra de sigilo e interceptao legal continuaro sendo possveis de serem realizadas de forma
unvoca. Portanto, torna-se necessrio que na solicitao de quebra de sigilo seja informada, alm
dos atributos atuais (endereo IP de origem, data, hora e fuso da conexo), a porta de origem da
comunicao.
As obrigaes das prestadoras com relao s suas responsabilidades sobre a quebra de sigilo de
identificao, comunicao ou interceptao telemtica de um usurio permanecem sem qualquer
alterao. Contudo, para que a identificao unvoca de usurio seja possvel a partir da implantao
do CG-NAT44, ser necessrio que as entidades com poder requisitrio informem, alm do (1)
endereo IPv4 de origem e (2) do perodo de tempo em que foi realizado o acesso (acompanhado do
fuso horrio aplicvel), passem tambm a informar (3) a porta de origem.
Em obedincia ao que est estabelecido no Marco Civil da Internet (Lei n 12.965, de 23 de abril de
2014), as prestadoras esto adaptando seus sistemas e equipamentos para permitir a identificao
unvoca no cenrio de compartilhamento, passando a registrar tambm a porta de origem, alm de
todos os parmetros atuais de conexo internet (endereo IP de origem, perodo da conexo e fuso
horrio aplicvel).
Diante do exposto, importante reforar que durante o perodo de utilizao da soluo paliativa do
CG-NAT44, para que o processo de apurao de ilcitos na Internet no fique prejudicado,
necessrio que, no s provedores de acesso, como tambm provedores de contedo e servios de
internet (bancos e sites de comrcio eletrnico, por exemplo) adaptem seus sistemas para
possibilitar a armazenagem dos registros de aplicao (provedores de aplicao) ou registros de
conexo (provedores de acesso) com a informao da porta lgica de origem utilizada.
Caso contrrio, ser invivel a identificao unvoca de um usurio que est fazendo uso de um
determinado IP compartilhado. Este um risco que necessita ser compartilhado com todos os elos
da cadeia de investigao para garantir o correto funcionamento do processo de investigao.
Este tema foi amplamente discutido nas reunies do grupo, sendo que as prestadoras, por meio do
Sinditelebrasil, enviaram uma carta ANATEL e rgos responsveis pela apurao de ilcitos na
Internet detalhando esta questo.
Ademais, como a proporo de endereos IPv4 Privado/Pblico impacta diretamente na quantidade
de portas possveis de alocao para os clientes e nos arquivos de logs necessrios para garantir a
quebra de sigilo, definiu-se que as prestadoras devem implementar o CG-NAT44 de forma a
minimizar o impacto na quebra de sigilo, ou seja, com a menor taxa de compartilhamento possvel.
15
Por fim, o tema foi discutido no mbito do projeto SITTEL, frum que define o layout das
informaes de quebra de sigilo, e verificou-se que a ltima especificao do layout define hoje o
campo Porta j obrigatrio quando solicitao de quebra de sigilo feita para um endereo
IPv4.
5.2 Elementos legados incompatveis com o IPv6
No decorrer das discusses do grupo se verificou a existncia de diversos elementos nas redes que
do suporte a oferta da conexo e acesso Internet que no tem compatibilidade com o IPv6 e tero
que ser trocados para viabilizar a implementao com sucesso da nova verso de protocolo.
Por essa razo, e levando em considerao o porte das redes dos provedores foi previsto um
cronograma para migrao de tais equipamentos (conforme tabela contida no item 3.7 Tabela
Resumo por prestadora dos prazos acordados). De forma geral, todas as prestadoras estaro
ofertando o IPv6 nativo em todos as Unidades Federativas Brasileiras, porm no necessariamente
em todos os municpios ou localidades nos prazos acordados.
Ademais, a partir de junho/2015, nas localidades onde no houver oferta de IPv6 nativo, devido
necessidade de troca de elementos legados, a prestadora dever alocar ao usurio, de forma
dinmica ou fixa, um endereo IPv4 pblico (sem compartilhamento).
Com relao aos equipamentos do usurio final, j esto em andamento na Agncia aes para
garantir que os novos equipamentos que sejam certificados para utilizao na rede das prestadoras
estejam de acordo com os requisitos necessrios para garantir a operao em Dualstack IPv6/IPv4
(pblico ou privado).
Nessa esteira, conforme se pode verificar no item 4 deste relatrio, os requisitos para equipamentos
de redes HFC e Mveis j foram publicados pela Agncia e as discusses relativas aos
equipamentos de redes xDSL esto bem avanadas.
6 PROXIMOS PASSOS, TEMAS AINDA A SEREM DISCUTIDOS E OUTRAS AES
6.1 Obteno de novos endereos IPv4
Nas reunies do GT-IPv6 discutiu-se diversas possibilidades para se obter mais endereos IPv4 para
a regio da Amrica Latina e Caribe, o que pode auxiliar no processo de migrao para o IPv6 e
reduzir o impacto da implementao da soluo de migrao, o CG-NAT44.
Umas das possiblidades levantadas foi a compra de blocos de endereos diretamente pelas empresas
de outros RIRs, discusso hoje em andamento nas reunies do LACNIC. Contudo, at a presente
data, ainda no foi possvel chegar a um consenso no LACNIC quanto a este tema.
Ademais, tambm foi levantada pelos participantes a possibilidade de recuperao de endereos
IPv4 que foram distribudos mas que no esto em uso no Brasil. Contudo, conforme
posicionamento do [Link], hoje a taxa de utilizao dos 80.700.672 endereos IPv4 distribudos
pela entidade est em cerca de 97%.
De qualquer forma, o [Link] vem desenvolvendo constantemente diversas aes no intuito de
recuperar endereos distribudos que no estejam em uso desde 2011, sendo que desde ento mais
de 100 mil endereos IPv4 j foram recuperados.
Neste sentido, este grupo entende que deve-se priorizar neste momento o fomento ao uso do
protocolo IPv6 sem descartar futuras iniciativas de identificao de novos endereos IPv4 que
possam suavizar a transio definitiva para o IPv6.
6.2 Acessos ao contedo legado em IPv4 e disponibilizao de contedo em IPv6
Entre as concluses do grupo foi consenso que, alm de se implementar o protocolo IPv6 nas redes
das prestadoras, necessrio que haja uma mobilizao no sentido de que os Provedores de
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Aplicao, tais como hospedagem de contedo, servios na Internet, como stios web, servios de
"e-mail", comrcio eletrnico, servios bancrios e de governo prestados pela Internet;
disponibilizem seus contedos e servios em IPv6.
Neste sentido, importante que os demais stakeholders tenham cincia das discusses realizadas no
decorrer das reunies do GT-IPv6 e iniciem as aes necessrias para disponibilizar seu contedo
no protocolo IPv6, pois a simples disponibilizao do novo protocolo pelas prestadoras de
telecomunicaes sem que haja contedo acessvel nativamente no suficiente para garantir o
sucesso da implementao do IPv6 e o crescimento de usurios que tem acesso a internet no Brasil,
objetivos basilares deste grupo.
Ademais, mesmo que grande parte dos provedores de contedo tenham migrado para o IPv6,
consenso que ainda existir uma parcela da internet que permanecer sendo disponibilizado em
IPv4, sendo assim de suma importncia que as prestadoras implementem solues tcnicas para
garantir o acesso a tais contedos legados, como o Dualstack IPv6/IPv4 (pblico ou por meio do
CG-NAT44) ou at mesmo por meio de terminais IPv6 puro combinados com o CG-NAT64.
6.3 Aes do recentes do [Link] para a difuso do IPv6
O Centro de Estudos e Pesquisas em Tecnologias de Redes e Operaes a rea do [Link]
responsvel por iniciativas que visam melhorar a qualidade da Internet no Brasil e disseminar seu
uso, com especial ateno para seus aspectos tcnicos e de infraestrutura.
Entre as iniciativas desenvolvidas no CEPTRO temos o [Link], que engloba uma srie de aes do
[Link] para disseminar o IPv6 no Brasil, como cursos presenciais gratuitos, com teoria e prtica
num laboratrio multivendor para provedores Internet e outros Sistemas Autnomos.
Como uma das aes, a cerca de 2 anos, foi constitudo um grupo de trabalho no [Link] composto
por representantes de diversos agentes da cadeia de valor da Internet (Anatel, Ministrio das
Comunicaes, Polcia Federal, Ministrio Pblico, prestadoras de servios de telecomunicaes,
provedores de aplicao e acesso e outras esferas do governo Federal).
Este grupo tem como objetivo principal definir como enfrentar o problema do esgotamento dos
endereos IPv4 e como proceder com a migrao do IPv4 para o IPv6, apresentando assim grande
sinergia com o GT-IPv6 capitaneado pela Anatel.
Ademais, as iniciativas ainda englobam o fornecimento de transito IPv6 gratuitamente, em carter
experimental, para os membros do PTT Metro So Paulo, a realizao de palestras em
universidades, empresas e eventos de tecnologia, bem como a realizao de eventos sobre o IPv6,
como os Fruns Brasileiros de Implementadores IPv6, e os diversos IPv6 no Caf da Manh.
Entre 2009 e 2011 cerca de 1700 pessoas foram capacitadas nesses treinamentos. O material
didtico do curso foi desenvolvido pelo [Link] e est disponvel sob uma licena Creative
Commons bastante permissiva, podendo ser usado livremente para disseminar o conhecimento.
J no ano de 2014, o [Link] promoveu diversos eventos e palestras em entidades por todo o Brasil
com o objetivo fomentar a adoo do protocolo IPv6, destacando-se: Campus Party Brasil,
Universidade de Caxias do Sul, Abranet, Abrint, Senai Jandira, SBRC, FISL 15, GTER, Campus
Party Recife, CIAB, UNICAMP, Escola de Governana, IPv6 na Febraban, IPv6 para empresas
(PromonLogicalis), SET, USP, Embraer, [Link], WTR RNP Curitiba, Faculdade Adventista de
Braslia.
Ainda buscando melhorar a capacitao em IPv6 entre os diversos stakeholders, o [Link] realizou
em 2014 diversas aes de treinamento e disseminao de conhecimento sobre IPv6, destacando-se
a parceria firmada com o Ministrio do Planejamento para capacitao da administrao pblica
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federal e publicou em seu canal no YouTube 26 vdeos que buscam explanar de uma forma mais
amigvel os aspectos tcnicos que permeiam a transio para o IPv6.
6.4 Aes do Governo Federal
Frente ao cenrio atual do fim dos endereos IPv4 na regio e a baixa adoo do IPv6 no mbito no
governo federal, a Secretaria de Logstica e Tecnologia da Informao do Ministrio do
Planejamento realizou em maio de 2014 um levantamento de informaes, junto aos rgos do
SISP, para diagnosticar a situao quanto a viabilidade e preparao do uso do protocolo IPv6. Este
levantamento teve a participao de 55 rgos e entidades pblicas, dentre estes, 26 rgos com
status de Ministrio.
Os resultados mostraram que, apesar da infraestrutura interna estar preparada para o IPv6, poucas
instituies tm experincias de implantao do protocolo. Isto se deve, na maior parte, devido a
falta de pessoal capacitado em IPv6 nas reas de TI, o que gera uma preocupao/desconforto dos
gestores quanto a transio tecnolgica para o IPv6. Em resumo, o relatrio com os dados coletados
pelo levantamento permitiu definir as seguintes aes necessrias para a adoo do IPv6 na APF:
Adequaes de infraestrutura fsica (equipamentos);
Adequaes de infraestrutura lgica (aplicaes, servios, gerncia e monitoramento);
Adequaes de contratos com os provedores de acesso e servios;
Promover programas de capacitao e treinamento junto s equipes tcnicas;
Colocar em ao testes de implementao e pilotos com os provedores de acesso e servio;
Promover aes que tragam segurana aos gestores de TI para que o IPv6 seja usado sem
restries e imediatamente.
Para melhorar a situao de capacitao em IPv6 na APF, o MP/SLTI vem utilizando o acordo de
cooperao tcnica que possui com o [Link] para realizar aes de treinamento e disseminao de
conhecimento sobre IPv6. Nesse sentido, foi estabelecido um cronograma de treinamento, cujo
processo de inscrio dos servidores do SISP comeou a partir do dia 28/08/2014 e foi prestigiado
por 40 rgos ou entidades federais. Para esses treinamentos foram disponibilizadas 4 turmas no
ano de 2014 ministradas por professores do [Link] em Braslia-DF.
Ademais, o MP definiu, com o auxlio do [Link], um Plano de Disseminao do Uso IPv6 para os
rgos do SISP, que contextualiza a situao do protocolo, detalha informaes importantes e
prope metas em etapas que devem ser atingidas a cada 6 meses, conforme abaixo:
Primeiro conjunto de metas deve ser atingido at maro/2015;
A meta final a implantao total do IPv6 nos rgos e entidades pblicas at
setembro/2018, totalizando 8 etapas;
As primeiras etapas deste processo so mais ativas nos provedores de acesso e
fornecedores de servios de TI, afetando as redes mais externas (www) como servios de
acesso, hospedagem e DNS;
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As ltimas etapas envolvem adequao das infraestruturas e sistemas internos dos rgos,
fornecedores de equipamentos e dispositivos, ou seja, as reas de redes mais internas (Redes
Locais - LANs).
O Plano de Disseminao do Uso do IPv6 apresenta, como um de seus anexos, um modelo para que
cada rgo possa elaborar seu Plano Interno de Transio do IPv4 para o IPv6, sendo que este
modelo poder ser adequado conforme a realidade de cada rgo/entidade pblica da forma a
melhor atender seu rgo setorial de TI.
Estes Planos Internos de Transio facilitaro o acompanhamento do processo dentro de cada rgo
e tambm auxiliaro o Ministrio do Planejamento a coletar os dados junto aos rgos do SISP para
verificar o andamento das metas do Plano de Disseminao do Uso IPv6.
Por fim, o MP j est em processo de alinhamento de aes com o SERPRO para que as metas da
primeira fase do Plano, com previso para Dezembro de 2014, sejam atingidas. Como o processo de
transio acontece de fora (servios, sites e infraestrutura dos Provedores de acesso e aplicaes
disponveis na Internet) para dentro (infraestrutura, servios e sistemas das Redes Locais), os
primeiros passos so dados pelos provedores de link de acesso Internet e de servios web.
Portanto, no caso do MP, a maior parte deste processo se dar pela adaptao e ajustes de stios,
servios e forma de contratao do MP com o SERPRO, bem como piloto de habilitao do
protocolo IPv6 na rede local do MP.
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ANEXOS
A.1 ANEXO 1 Lista dos Participantes
ANATEL
ALGAR
EMBRATEL
GVT
MINISTRIO DAS COMUNICAES
NET
NEXTEL
NICBR
OI
SERCOMTEL
SINDITELEBRASIL
TELEFNICA/VIVO
TIM
20
A.2 ANEXO 2 Requisitos de Terminais para o Protocolo IPv6
O Ato n 7.424, de 01 de setembro de 2014, aprovou os requisitos abaixo listado para avaliao do
suporte ao protocolo IPv6 nos produtos para telecomunicaes com interface DOCSIS e funo de
roteamento; e para produtos com interfaces para as redes mveis.
A ltima verso dos documento contendo os Requisitos Tcnicos e Procedimentos de Ensaios
Aplicveis Certificao de Produtos para Telecomunicao de Categoria I, que abarca os
requisitos abaixo, pode ser encontrada no seguinte caminho na internet:
[Link] -> Informaes tcnicas -> Certificao de Produtos -> Requisitos tcnicos para
certificao -> Lista de Requisitos Tcnicos para Produtos de Telecomunicaes Categoria I
Documento normativo Requisitos aplicaveis (vide nota II) Procedimentos de ensaios
Abrangencia dos requisitos:
Os requisitos descritos para o protocolo IPv6 so aplicveis aos equipamentos de Categoria I.
Funcao de terminal com interface aerea destinada aos Servicos Moveis.
3GPP TS 36.523-1 Evolved Universal
Terrestrial Radio Access (E-UTRA) and
- Todos os ensaios envolvendo a
Evolved Packet Core (EPC); User
avaliao do comportamento quanto ao
Equipment (UE) conformance
protocolo IPv6.
specification; Part 1: Protocol conformance
specification.
Funcao de terminal com interface destinada aos Servicos de Acesso Condicionado DOCSIS e com funcao de
roteamento.
CM-SP-eRouter-I10 - Data-Over-Cable
Service Interface Specifications. IPv4 and - Na ntegra no que for aplicvel.
IPv6 eRouter Specification.
Observao:
1 - Os requisitos para os produtos com funo de terminal com interface area destinada aos Servios Mveis sero
compulsrios a partir de 1o de junho de 2015.
2 - Os requisitos para os produtos com funo de terminal com interface destinada aos Servios de Acesso
Condicionado DOCSIS e com funo de roteamento sero compulsrios a partir de 1o de janeiro de 2015.