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Tipos e Técnicas de Modelagem no Vestuário

O documento discute a modelagem no design de moda, descrevendo: 1) A modelagem é uma etapa importante no desenvolvimento de produtos de vestuário, dando vida às criações dos estilistas; 2) Existem duas técnicas de modelagem - bidimensional (plana) e tridimensional (moulage), cada uma com vantagens e desvantagens; 3) A história da modelagem remonta à pré-história, quando as roupas eram moldadas diretamente nos corpos, evoluindo ao longo dos séculos com o desenvolvimento de tecidos e

Enviado por

JoelmaDiasLopes
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Tipos e Técnicas de Modelagem no Vestuário

O documento discute a modelagem no design de moda, descrevendo: 1) A modelagem é uma etapa importante no desenvolvimento de produtos de vestuário, dando vida às criações dos estilistas; 2) Existem duas técnicas de modelagem - bidimensional (plana) e tridimensional (moulage), cada uma com vantagens e desvantagens; 3) A história da modelagem remonta à pré-história, quando as roupas eram moldadas diretamente nos corpos, evoluindo ao longo dos séculos com o desenvolvimento de tecidos e

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1 INTRODUO

A modelagem uma das etapas mais importantes do ciclo de desenvolvimento de


um produto na Indstria do Vesturio, pois ela quem d vida as criaes dos estilistas.
Mesmo diante de tantas tecnologias e softwares, o processo manual se faz necessrio at
mesmo para que se conquiste uma maior desenvoltura para realizar esta tarefa utilizando os
sistemas CAD (Computer aided design ou desenho assistido por computador)
Este material didtico, desenvolvido para o Curso de Superior de Tecnologia em
Design de Moda - Unip, sero expostos uma srie de conhecimentos tericos que daro
suporte prtica da modelagem. Sendo assim ser discutido um breve histrico da
modelagem em geral, recomendaes para obter as medidas do corpo humano, tipos de
medidas, tipos e tcnicas de modelagem, informaes que devem constar nos moldes, dentre
outros dados relacionados s tcnicas de modelagem.
A partir da iniciam-se os exerccios prticos de modelagem feminina e masculina,
construdas na disciplina de Modelagem Bsica. Ao longo do desenvolvimento dos diagramas
e dos moldes, voc vai aprender a usar cada um dos materiais apresentados anteriormente.
Estes conhecimentos prticos proporcionaro ento as noes necessrias para se usar a
modelagem na modelagem industrial.
2 O QUE MODELAGEM?

A modelagem uma tcnica muito utilizada na construo de peas do vesturio e


desenvolvida a partir de leitura de imagens, fotos ou desenhos tcnicos e, posteriormente, na
interpretao de um modelo especfico como bem representa a Fig. 1. Esta tcnica
multidisciplinar, sendo assim, abrange diversos estudos como morfologia (estudo das formas),
anatomia (estudo da silhueta do corpo humano), antropometria (mensurao dos corpos
humanos, dando surgimento as tabelas de medidas) e tecnologia txtil (compreender as
propriedades dos tecidos e seu comportamento em diferentes tipos de modelagem e corpos
humanos).

Figura 1 Processo da tcnica de modelagem (desenho estilstico desenho tcnico


modelagem)

Fonte: Google
3 TCNICAS DE MODELAGEM

A modelagem pode ser dividida em dois planos, a Bidimensional e a Tridimensional.


A modelagem Bidimensional ou plana, pode tanto ser realizada manualmente como de forma
computadorizada e utiliza apenas as variveis largura e altura, j a modelagem
Tridimensional, pode ser executada pela Moulage ou de forma computadorizada e utiliza as
variveis altura, largura e a profundidade ou volume.
O plano bidimensional ou modelagem plana, utiliza os princpios da geometria para
o traado de diagramas que resultaro em formas a envolver o corpo humano como mostra a
Fig. 2 e 3. Para o desenvolvimento da mesma, necessrio ter conhecimento da estrutura
anatmica do corpo humano, bem como de medidas que deem suporte a construo do
diagrama. Pode ser produzida manualmente sobre a base de papel ou utilizando sistema
CAD/CAM (Computer aided design/Computer aided manufacturing), denominada Modelagem
Computadorizada ou Modelagem Assistida por Computador.

Figura 2 - Modelagem bidimensional manual

Fonte: Google
Figura 3 - Modelagem bidimensional computadorizada

Fonte: Google

J quanto o plano tridimensional, as modelagens so construdas a partir das


dimenses largura, altura e profundidade. Pode ser realizada manualmente a partir de um
manequim ou busto de modelagem, ver Fig. 4, ou de forma computadorizada por softwares
como o Audaces 3D, ver Fig. 5. Quando realizada manualmente, chamada de Moulage que
derivada da palavra moule, que significa forma. Outro termo conhecido para essa tcnica
a palavra inglesa Draping, que significa drapear e se refere modelagem no corpo como os
antigos gregos faziam. Moulage ou draping so as palavras mais usadas para designar a
tcnica de modelagem tridimensional, que consiste em moldar a roupa, a partir das formas
do corpo humano ou de um manequim, somando aos conhecimentos e tcnicas da
modelagem plana.
Figura 4 Modelagem tridimensional manual Moulage

Fonte: Google

Figura 5 - Modelagem tridimensional computadorizada

Fonte: Google
Ainda no mbito da modelagem tridimensional, temos a modelagem
computadorizada desenvolvida pelo software Audaces 3D, que permite visualizar a
modelagem em construo em dois ambientes, o 2D que visualiza a modelagem plana e o
3D permite que a modelagem que est sendo desenvolvida no ambiente bidimensional seja,
em paralelo, representada em forma de roupa sob um corpo conforme a Fig. 6.

Figura 6 - Audaces 3D

Tridimensional Bidimensional

Fonte: Adaptado do Google


4 COMPARATIVO ENTRE AS TCNICAS DE MODELAGEM

Figura 7 - Comparativo entre modelagem plana, computadorizada e moulage

POSITIVO: POSITIVO: POSITIVO:


No depende nem Mais rpido; Permite:
de computador, Mais preciso; Mais criatividade;
nem de energia. Permite visualizao do Melhor caimento;
NEGATIVO: produto; Visualizao do
Mais lento; J inclui os volumes; produto;
No permite Gera mais lucratividade; J inclui os volumes;
visualizao do No depende do uso de NEGATIVO:
produto; papis e rguas; Precisa planificar para
Precisa adicionar os Simplifica as etapas; armazenar a
volumes; Permite prova virtual do modelagem;
Mais suscetvel a produto; mais lento que o
erros; Reduz o desperdcio de processo
Gera mais volume papel (mais ecolgica); computadorizado;
no armazenamento; Faz encaixes automticos; Gera mais volume no
Depende do uso de Maior aproveitamento; armazenamento;
papis e rguas. NEGATIVO: Desperdcio de tecido;
Necessita de energia, Depende do uso de
computador, mesa papis e rguas.
digitalizadora ou quadro
digiflash e plotter.
Fonte: Elaborado pelo autor
5 TIPOS DE MODELAGEM

Existem dois tipos de modelagem, o primeiro a Modelagem personalizada ou Sob


medida e a segunda, Modelagem industrial. A modelagem sob medida, Ver Fig 8, utilizada
pelos alfaiates e pelos atelis, qual utilizam para confeco das peas de roupas as medidas
especficas de um cliente, alm de possuir uma pequena escala por modelo.

Figura 8 - Modelagem personalizada

Fonte: Google

J a modelagem industrial tem sua produo em grande escala, ou seja, produz um


ou mais modelo(s) especfico(s) em grande quantidade conforme a Fig. 9. Alm de ter seus
produtos baseados em tabelas de medidas, que permite atender a um maior nmero de
pessoas por serem produzidos por mdias corporais.

Figura 9 - Modelagem industrial

Modelagem industrial

Fonte: Google
6 BREVE HISTRICO DA MODELAGEM

A modelagem tridimensional vem sendo utilizada desde os primrdios da antiguidade.


a primeira tcnica de modelar de que se tem notcia na histria do vesturio, no
exatamente na forma como a conhecemos hoje, evidentemente.
No perodo da Pr-histria tinha-se o hbito de curtir as peles dos animais e utiliz-
las para confeccionar as roupas, estas sendo moldadas sobre o prprio corpo. Foi ainda nesse
perodo que surgiu a inveno da agulha de osso, que auxiliava na confeco das vestimentas.
Ainda na Pr-histria, no Perodo Neoltico, os homens passaram a manipular as fibras. Como
exemplo deste processo, surgiu a feltragem de l ou pelos, material mais malevel que a pele
curtida, permitindo, assim, mais facilidade no processo de confeco de roupas.
Com o avano da humanidade, surgiu o processo de tecelagem e as fibras passaram
a ser entrelaadas dando origem aos tecidos. Ainda assim, as modelagens ainda eram feitas
sobre o prprio corpo.
J na antiguidade, a modelagem passou por uma grande evoluo, pois os tecidos
passaram a serem planejados antes mesmo do processo de envolv-los no corpo. Os tecidos
eram cortados em retngulos e envolvidos no corpo formando vrias dobras ou drapeados.
Mas, somente em 600 a.C surge no Oriente a tesoura, possibilitando o
aperfeioamento das tcnicas de modelar por meio do corte. Tcnica a qual possibilitou que
as partes das vestimentas pudessem ser cortadas cada vez menores, permitindo cada vez mais
a aproximao da roupa ao corpo, assumindo formas anatmicas como: cintura, mangas,
golas, capuzes e cales. Outro fato importante dessa poca o surgimento do gibo,
conhecido como o precedente do casaco masculino. Em contraposio a toda essa evoluo,
o Ocidente s aprimorou a tcnica do corte na poca das Cruzadas.
No incio do Renascimento, por volta do sculo XIV, o luxo se propagou, ocasionando
um grande aumento e fortalecimento do ofcio de fazer roupas. Diante da necessidade de
mercado, aparece a figura do alfaiate, que trabalhava a servio da corte, bem como surge a
modelagem plana para atender essa demanda. Os alfaiates ento passaram a ter noes de
conhecimentos sobre a geometria, aritmtica e propores do corpo humano, e utilizavam
como instrumentos a tesoura, as rguas e os compassos. Mas, somente no sculo XVI
percebido do uso de diagramas para a confeco das modelagens.
A arte de desenvolver tcnicas de projetar a roupa em planos bidimensionais, os
chamados diagramas (por isso o nome modelagem plana bidimensional), foi aliada
prtica da indstria desde o incio do prt--porter. E isto justifica o reconhecimento e
importncia da modelagem plana at hoje pelas confeces em geral. Ainda assim, percebe-
se que a modelagem plana teve grandes avanos a partir de 1800, devido a inveno da fita
mtrica e do manequim, a publicao de mtodos de modelagem e o desenvolvimento da
mquina de costura.
J em 1850, Charles Frederich Worth, resgatou a antiga tcnica de moldar a roupa
sobre o corpo, no intuito de introduzir a alta costura em seu trabalho, trazendo o conceito de
roupas assinadas e limitadas. Surge ento a Moulage como a conhecemos hoje.
Em contraponto a alta costura e a ideia de exclusividade, a modelagem plana ganhou
grande importncia a partir dos anos 1950 com o surgimento do prt--porter. Em 1980 as
indstrias do vesturio comearam a se expandir e tornou-se setor fundamental da economia
mundial. Diante dessa necessidade do mercado e a velocidade que o mesmo impe, surge a
informatizao da modelagem.
A modelagem passou a ser confeccionada diretamente no computador por meio do
uso de softwares desenvolvidos a partir do sistema CAD/CAM (Computer Aided Desing -
Projeto Assistido por Computador/Computer Aided Manufacturing - Fabricao Assistida por
Computador). A sigla CAD foi utilizada pela primeira vez no incio dos anos 60 pelo pesquisador
do Massachussetes Institute of Technology (M.I.T.) Ivan Sutherland.
Devido a esta evoluo tecnolgica, hoje j possvel criar, copiar, graduar e
programar encaixe para matrizes de corte a partir de sistemas computadorizados. No Brasil j
existem softwares desenvolvidos em territrio nacional e dentre eles se destaca o Audaces,
alm dos estrangeiros Lectra e Gerber.
7 TABELA DE MEDIDAS

Diante de tanta evoluo e novas tecnologias, a tabela de medidas no sculo XXI ainda
uma grande incgnita para as confeces, varejo de moda e consumidores. Essa falta de
padronizao das medidas gera inmeros problemas, como por exemplo: colees com
distores entre os mesmos tamanhos, principalmente quando h mais de um modelista
freelancer, clientes confusos quanto a numerao real das suas roupas, lojas virtuais que tm
dificuldade em conquistar e fidelizar o cliente em uma venda online, dentre outros.
A padronizao uma misso rdua e complexa, pois o Brasil possui uma
heterogeneidade muito grande em sua populao. No Brasil existe a Associao Brasileira de
Normas Tcnicas (ABNT), que tem como objetivo tentar padronizar medidas utilizadas em
diversas reas, assim como o vesturio. Atualmente existem a NBR 15800, lanada em 2009,
intitulada como referncia de medidas para vestibilidade de roupas para beb e infanto-
juvenil, e em 2012 lanou a NBR 16060 como referncia para vestibilidade para homens corpo
tipo normal, atltico e especial.
J quanto as tabelas de medidas femininas, esto bastante desatualizadas, visto que a
a ABNT lanou sua ltima no ano de 1995, a NBR 13377 Medidas do corpo humano para
vesturio Medidas referenciais. A NBR 13377, alm de no estar acompanhando as
mudanas corporais da sociedade, considerada tambm incompleta por no comtemplar
todas as medidas e, consequentemente, acaba dificultando o trabalho das indstrias e
modelistas..
Contudo, importante considerar que o estudo da padronizao das medidas
dividido por grupos de acordo com a estrutura corporal como feminino, masculino e infantil.
Mais especificamente, so tambm considerados a faixa etria, etnia, postura fsica, dentre
outros.
8 ANTROPOMETRIA

A antropometria uma cincia que mensura, identifica e compara diferentes


caractersticas do corpo humano e tem como propsito estudar as variaes entre as
caractersticas fsicas dos homens de um grupo e de grupos comparados entre si.
A histria do vesturio tambm uma histria das formas corporais e dever levar em
considerao as diversas representaes do corpo humano, no tempo, no espao e no interior
das diversas camadas sociais. Durante a evoluo da sociedade, diferentes formas de
vesturio modelaram o corpo, destacando suas caractersticas plsticas e evidenciando, por
meio dos investimentos de que era objeto, o valor do corpo humano segundo propsitos e
normas culturais.
Para que se atinja o conforto em uma pea de vesturio, so aplicados critrios
tcnicos na prtica do traado dos diagramas bsicos, que representam a forma anatmica do
corpo humano e so usados para a interpretao da modelagem do vesturio. O conforto
proporciona ao usurio a liberdade de movimentos, bem estar, posicionamento correto, etc.
Atendendo os fatores ergonmicos e obedecendo as medidas antropomtricas,
consequentemente a roupa ser bem projetada, possuir um perfeito caimento sobre a forma
do corpo e proporcionar a sensao de bem-estar em todos os aspectos que envolvem a sua
interao com o usurio.
9 MEDIDAS DO CORPO HUMANO

O fator mais importante para o desenvolvimento de uma modelagem a exatido


das medidas, pois so elas que do perfeio ao molde e economizam o tempo. Quando
trabalhamos com a moulage, utilizamos o manequim como base para construo de uma
pea. Certamente ento, j estamos utilizando medidas nele contidas. Porm precisamos ter
conscincia de como extrair as medidas tambm do corpo e como us-las quando no
utilizamos a silhueta do manequim. Para tanto, contamos com dois tipos de medidas: as
fundamentais e as complementares.

9.1 MEDIDAS FUNDAMENTAIS

As medidas fundamentais devem ser exatas e aferidas rente ao corpo ou ao


manequim. Acima de tudo, necessrias ao desenvolvimento das bases. Sendo assim, segue
abaixo o posicionamento correto de como obt-las.

Figura 10 - Circunferncia do busto

Circunferncia do busto: contornar o corpo na altura do busto, na


parte superior da circunferncia. Ateno para que a fita mtrica
no escorregue pelas costas, descendo em direo cintura, e nem
pressione o busto.

Fonte: Google
Figura 11 - Altura do busto

Altura do busto: posicionar a fita mtrica no ponto de encontro do


ombro e do pescoo e registrar a medida deste ponto at o mamilo.

Fonte: Google

Figura 12 - Circunferncia da cintura

Circunferncia da cintura: contornar a cintura (espao de menor


circunferncia entre o busto e o quadril) com a fita mtrica, sem
apertar e sem deixar folga.

Fonte: Google

Figura 13 - Contorno do quadril

Contorno do quadril: contornar o corpo com a fita, na altura dos


glteos, na parte de maior circunferncia. Para ter certeza da posio
correta, observe de lado.

Fonte: Google
Figura 14 - Altura do quadril

Altura do Quadril: posicionar a fita na cintura e medir at a parte mais


alta do glteo, que vai corresponder com o local onde se aferiu a medida
de contorno do quadril.

Fonte: Google

Figura 15 - Altura da frente

Altura da frente: posicionar a fita mtrica no ponto de encontro


entre o ombro e o pescoo e medir at a linha da cintura.

Fonte: Google

Figura 16 - Altura das costas

Altura das costas: posicionar a fita mtrica no ponto de encontro


entre o ombro e o pescoo e medir at a linha da cintura.

Fonte: Google
Figura 17 - Largura das costas

Largura das costas: com os braos cruzados pela frente e as mos


apoiadas sobre os ombros, medir a distncia da cava esquerda at
a cava direita das costas.

Fonte: Google

Figura 18 - Separao do busto

Separao do busto ou seio a seio (entre seios): medir a distncia


entre os mamilos.

Fonte: Google

Figura 19 - Largura do ombro

Largura do ombro: posicionar a fita no ponto de encontro do


ombro com o pescoo e medir at o final do ombro.

Fonte: Adaptado do Google


Figura 20 -Degolo

Pescoo ou degolo: contornar a fita em volta do pescoo, na


parte mais prxima do tronco.

Fonte: Adaptado do Google

Figura 21 - Comprimento do brao

Comprimento do brao: com a mo apoiada no quadril, medir


do final do ombro at o osso saliente do punho.

Fonte: Adaptado do Google

Figura 22 - Altura do joelho

Altura do joelho: medir da cintura at a rtula do joelho.

Fonte: Google
Figura 23 - Circunferncia do joelho

Circunferncia do joelho: contornar o joelho na altura da rtula.

Fonte: Google

Figura 24 - Altura do gancho

Altura do gancho: Com a pessoa sentada, com a


postura elegante, mea a distncia entre a cintura e o
assento da cadeira pela lateral do corpo.

Fonte: Google

Figura 25 - Circunferncia do punho

Circunferncia do punho: passar a fita em torno da mo


fechada, na parte mais larga.

Fonte: Adaptado do Google


Figura 26 - Circunferncia do p

Circunferncia do p: com a fita na posio inclinada, contorne


o p da ponta do calcanhar at a junta do dorso, aferindo a
medida da circunferncia.

Fonte: Google

9.2 MEDIDAS COMPLEMENTARES

As medidas complementares so as folgas e todas as variaes de medidas relativas


ao modelo, como: as definies de comprimento de manga, saia, vestido e cala, medidas de
golas e punhos, altura de cintura, nvel de gancho, bocas de cala e tudo o mais que se fizer
necessrio para a execuo da pea de acordo com a Fig.27. Como exemplo temos o volume
em uma saia, manga ou abertura de boca de cala boca de sino.

Figura 27 - Medidas complementares

Fonte: Adaptado do Google


10 DIAGRAMA

O diagrama o traado em um plano bidimensional, como por exemplo em um papel,


qual constituda por vrias formas geomtricas, bem como por linhas retas e curvas que, por
meio de medidas individuais ou padronizadas, do origem a um molde com o formato do
corpo humano ou de um modelo conforme a Fig. 28.
com base neste diagrama que surgem os moldes. Para que se retire o molde do
diagrama necessrio que reproduza o traado desejado para outro papel com o auxlio da
carretilha, papel carbono, alfinetes e fita crepe.

Figura 28 - Diagrama

Fonte: Google
11 MOLDE

proveniente do diagrama ou traado, sendo assim, obtido por meio da


transferncia de informaes com o uso do carbono e da carretilha. O mesmo representa a
base do corpo humano ou modelo de roupa a ser confeccionado e composto por
informaes que norteiam tanto o prprio modelista quanto o cortador e a costureira na sua
confeco conforme a Fig. 29. Ainda assim, so acrescidos de uma margem de costura, sendo
esta de acordo como a mquina e largura do calcador a ser costurado, da bainha, dos
transpasses, etc.

Figura 29 - Molde

Margem de costura (1cm)

Bainha (4cm)

Fonte: Adaptado do Google


12 INFORMAES DO MOLDE

Todas as modelagens ao serem finalizadas devem ser identificadas por informaes


essenciais ou cdigos afim de facilitar o processo de comunicao entre todos os envolvidos
em uma confeco de vesturio. Essa linguagem interna de cada empresa de confeco, e
todos os funcionrios envolvidos no processo produtivo devem reconhec-los. Sendo assim,
citamos abaixo todas as informaes.

Referncia ou descrio do modelo: nome ou cdigo que identifica um modelo dentro da


coleo. Por exemplo: VES001V07 ou Vestido Jade Vero 2007. Este nmero pode ser o
mesmo que aparece no cdigo de barras do produto na loja.

Tamanho: nmero ou letra do tamanho do respectivo molde. Ex. 40 ou Tam: M.

Parte componente: descreve-se no molde que o nome da pea faz parte do conjunto de
partes do modelo. Ex: Frente, centro da frente, babado costas.

Quantidade: informa quantas vezes o molde deve ser cortado para obter um produto
completo.

Fio: linha reta que dever ser delineada no centro do molde no intuito de identificar o
sentido em que a modelagem dever ser posicionada sobre o tecido para o corte. O sentido
de um fio est diretamente relacionado ao caimento que o tecido ter sobre o corpo do
usurio. Geralmente, o fio do molde segue os fios de construo do tecido, em especial os de
urdume (fio no sentido do comprimento do tecido, ou seja, paralelo ourela) conforme a Fig.
30. O fio enviesado bastante utilizado em roupas que tem como proposta a fluidez, portanto,
deve ser marcado no sentido de 45 em relao ao fio de urdume. Quando se trata tecidos
com estampa de sentido nico ou de tecido com felpa, como o caso do veludo, a marcao
do fio manter a mesma direo para todas as partes da modelagem.

Figura 30 - Fio do tecido

Fonte: Google

Marcaes: so detalhes que possuem a finalidade de auxiliar a confeco de uma pea,


facilitando todo o processo de montagem das peas, principalmente a costura. Como exemplo
temos os piques, que marcam posies de pences, pregas, bitolas de bainhas ou detalhes para
encaixe de costura. Tambm so marcaes de furos de bolso, linhas de dobras, aumentos de
bainhas, costuras, dentre outros, que servem de guia para riscadores, cortadores e
costureiras.

Responsvel: o nome ou assinatura do modelista responsvel pelo desenvolvimento do


molde. aconselhvel identificar o responsvel que desenvolveu o trabalho, em especial no
caso de empresas que utilizam mais de um profissional para que em caso de gargalos ou
alteraes o responsvel identifique-as.

Data: para monitorar as peas que foram alteradas, testadas ou no, importante identificar
o molde por meio de datas de execuo.
Figura 31 - Informaes do molde

Fonte: Google
13 PIQUE

A funo do pique mostrar o local de unio das partes do molde, determinar a


posio de etiqueta, botes, bolsos, bem como sinalizar para costureira o nmero de paradas
que ela poder efetuar durante uma determinada costura referentes a juno das partes
conforme a Fig. 32.

Figura 32 -Piques

Fonte: Adaptado do Google

muito comum, nas empresas de confeces, vermos costureiras que fazem duas,
trs e at quatro paradas para fechar uma lateral ou fechar entre pernas de uma cala, o que
aumenta bastante o tempo da operao em questo. Com uso dos piques as paradas iro
reduzir, pois as costureiras tero os piques para alinhar as peas evitando tambm o
retorcimento das mesmas.
O pique do molde na Figura 33 tem o objetivo de identificar o local de unio do
dianteiro com o traseiro da cala, para evitar toro de tecido ou malha, caso no sejam bem
distribudos, alm de determinar o nmero de paradas durante a costura.
Utilizando este mtodo para todas as costureiras, consequentemente criado um
padro entre as peas, alm da reduo do tempo da operao de 7 a 10%, melhorando assim
a performance do funcionrio e indstria.

Figura 33- Pique de unio

Fonte: Audaces
14 GRADUAO OU GRADAO DOS MOLDES

A graduao de tamanhos o processo que constitui em aumentar ou diminuir o


tamanho base conforme as Fig. 35 e 36, tambm o momento em que se define a grade de
tamanhos a ser cortada. Esse processo tem sido utilizado, de forma manual, por empresas que
ainda no possuem meios tecnolgicos para desenvolver a tarefa, porm o processo
computadorizado alm de ser mais rpidos so mais precisos.

Figura 34 -Graduao manual

Fonte: adaptado do Google


Figura 35 -Graduao computadorizada

Fonte: Google
15 PEA PILOTO

A pea-piloto essencial ao processo produtivo de uma confeco, pois representa o


primeiro momento em que a roupa comea a ser materializada conforme a Fig. 36. nessa
fase que o modelo testadp quanto a sua funcionalidade, esttica, caimento, conforto, entre
outros aspectos. Porm, destaca-se o fato de nem sempre a roupa ser aprovada na primeira
pea-piloto, o que faz necessrio uma segunda, terceira, quarta, quinta, quantas peas forem
preciso at alcanar o resultado final desejado. O processo de faz, refaz e torna a fazer a pea-
piloto, faz com que haja gastos excessivo, com a produo de roupas testes, gasto de tempo
e desperdcio de material. Uma soluo interessante para reduzir a quantidade de peas testes
fabricadas e os custos a utilizao de sistemas de simulao tridimensional de modelagem,
esta no elimina o processo de pilotagem, mas reduz a quantidade de vezes para teste.

Figura 36 - Pea piloto

Fonte: Google
REFERNCIAS

htpp://[Link]

ALDRICH, Winifred. Modelagem Plana para Moda Feminina. Porto Alegre: Bookman, 2014.

DUARTE, Sonia, SAGGESE, Sylvia. Modelagem Industrial Brasileira. Rio de Janeiro: Letras &
Expresses, 1998.

GRAVE, Maria de Ftima. Modelagem Tridimensional Ergonmica. So Paulo: Escrituras Editora,


2010.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 MODELAGEM
1 INTRODUÇÃO 
 
 
A modelagem é uma das etapas mais importantes do ciclo de desenvolvimento de 
um produto na Indústria
2 O QUE É MODELAGEM? 
 
A modelagem é uma técnica muito utilizada na construção de peças do vestuário e é 
desenvolvida
3 TÉCNICAS DE MODELAGEM 
 
A modelagem pode ser dividida em dois planos, a Bidimensional e a Tridimensional. 
A modelag
Figura 3 - Modelagem bidimensional computadorizada 
Fonte: Google 
 
Já quanto o plano tridimensional, as modelagens sã
Figura 4 – Modelagem tridimensional manual – Moulage 
Fonte: Google 
 
Figura 5 - Modelagem tridimensional computadoriz
Ainda no âmbito da modelagem tridimensional, temos a modelagem 
computadorizada desenvolvida pelo software Audaces 3D,
4 COMPARATIVO ENTRE AS TÉCNICAS DE MODELAGEM 
 
 
Figura 7 - Comparativo entre modelagem plana, computadorizada e moula
(http://www.empregoseconcursosweb.com/wp-content/uploads/2012/05/Profissões-mais-raras-do-Brasil-–-Conheça-as-principais-1.j
6 BREVE HISTÓRICO DA MODELAGEM 
 
 
A modelagem tridimensional vem sendo utilizada desde os primórdios da antiguidade.

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