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Petição Inicial no Direito do Trabalho

Este documento apresenta os requisitos e elementos essenciais da petição inicial em processos trabalhistas, incluindo: (1) endereçamento e qualificação das partes, (2) narrativa dos fatos e fundamentos jurídicos, (3) pedido com especificações claras. É importante redigir a petição de forma concisa e precisa para permitir compreensão do caso.
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Petição Inicial no Direito do Trabalho

Este documento apresenta os requisitos e elementos essenciais da petição inicial em processos trabalhistas, incluindo: (1) endereçamento e qualificação das partes, (2) narrativa dos fatos e fundamentos jurídicos, (3) pedido com especificações claras. É importante redigir a petição de forma concisa e precisa para permitir compreensão do caso.
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Prtica Simulada II Direito do Trabalho Teoria e Casos Concretos

Fonte: Universidade Estcio de S

SEMANA 1 :
A Petio Inicial
1. Conceito A petio inicial, instrumento de demanda, pea escrita,
ou reduzida a termo, na qual o autor formula o pedido de tutela jurisdicional ao
Estado-juiz, provocando-o para que realize o pronunciamento acerca do direito
no caso concreto.
2. Requisitos A petio inicial prevista no artigo 840 da CLT. Entretanto,
por no exaurir o tema, aplica-se subsidiariamente o disposto no artigo 319 do
Novo Cdigo de Processo Civil, por fora da expressa meno do artigo 769
da CLT. Assim sendo, so requisitos da petio inicial:
2.1. Endereamento : (artigo 319, inciso I do NCPC) O Juzo a que dirigida.
Neste ponto deve-se lembrar o disposto no artigo 651 da CLT, cumulado com o
disposto no artigo 114 da CRFB, visando recordar a competncia da justia
laboral. Obs.: O endereamento deve ser assim redigido: EXCELENTSSIMO
DOUTOR JUIZ DA ______ VARA DO TRABALHO DE ___________________
2.2. Qualificao das partes: (artigo 319, inciso II do NCPC e artigo 840, 1,
da CLT) a qualificao das partes no processo do trabalho (reclamante e
reclamado), deve ser realizada com a insero do nome completo de cada
parte, estado civil, nacionalidade, profisso, nome dos ascendentes, data de
nascimento, nmero de identidade, nmero de CPF, nmero do PIS, nmero da
CTPS, endereo completo com CEP, no caso de ser pessoa fsica, em sendo
pessoa jurdica (reclamada), dever constar o nome (firma ou denominao) o
nmero do CNPJ e o endereo de sua sede, sendo desnecessria a indicao
dos nomes dos scios.
Obs.: A qualificao das partes um texto eminentemente descritivo, no qual
se faz uma descrio civil do autor, no caso reclamante, e do ru, no caso
reclamado.
Obs.2: A ttulo de exemplo, a qualificao das partes deve assim ser redigida: A,
nacionalidade, estado civil, profisso, nome dos ascendentes, data de
nascimento, nmero da identidade, nmero do CPF, nmero e srie da CTPS,
nmero do PIS, endereo completo com o Cep, por seu advogado infra-
assinado, vem, presena de Vossa Excelncia, propor a presente pelo rito
(ordinrio, sumrio ou sumarssimo), em face de NOME DA EMPRESA, pessoa
jurdica de direito___(pblico ou privado)___, inscrita no CNPJ sob o n (nmero
do CNPJ), com sede sito (endereo), pelos fatos e fundamentos que passa a
expor: Obs.3: Caso o Reclamante no disponha de informaes que permitam a
notificao do Reclamado, dever o juiz colaborar com aquele na obteno
dessas informaes, conforme dispe o artigo 319, 1, do Novo Cdigo de
Processo Civil. Trata-se de regra inerente colaborao judicial no processo
civil, que deve ser aplicada ao Processo Trabalhista dada a sua principiologia.
Obs.4: O tipo de procedimento a ser adotado ser aquele que se amoldar ao
caso levandose em considerao as peculiaridades dos procedimentos comuns
ordinrio, sumrio (at dois salrios mnimos) e sumarissmo (at 40 salrios
mnimos).
2.3. Os fatos e fundamentos jurdicos do pedido: o inciso III do artigo 319
do Novo Cdigo de Processo Civil, afirma que incumbe ao Reclamante deduzir
os fatos e os fundamentos jurdicos de seus pedidos, ou seja, a causa de pedir
(Elemento objetivo da demanda) prxima e remota. Importante destacar que o
Processo do Trabalho, pela peculiaridade do princpio do ius postulandi, admite
que o obreiro deduza a sua pretenso sem a apresentao dos fundamentos
jurdicos, na medida em que o mesmo no os conhece. Destaque-se, tambm,
que o processo civil brasileiro, desde o vestusto cdigo de processo de 1939,
adotou a teoria da substanciao, de tal forma que pouco interessa a natureza
do direito afirmado em juzo, toda e qualquer petio deve trazer a narrao
dos fatos da causa de forma a convencer e dar subsdios ao correto julgamento
da lide. Note-se que h a necessidade de clareza, preciso e conciso na
petio inicial. No importa que a petio inicial tenha apenas uma ou duas
folhas. O importante que a pea processual seja bem redigida, tendo causa de
pedir e pedidos, de modo que a parte contraria e, tambm, o juiz possam
compreender o que est sendo postulado pelo autor. A petio tem um
silogismo. A premissa menor representada pelos fatos. Os fundamentos de
direito so a premissa maior. A concluso o pedido. Observe-se, por fim, que
para melhor estudar o inciso III do artigo 319 do NCPC, deve-se decomp-lo em
dois, a saber:
2.3.1. Dos Fatos: a narrativa dos fatos na petio inicial um texto
eminentemente narrativo, qualificado como valorado, no qual devem ser
observadas algumas regras para a sua elaborao. A primeira delas a redao
realizada sempre na terceira pessoa do singular ou plural (a depender se h ou
no litisconsrcio ativo e/ou passivo). A segunda diz respeito aos verbos, que
sero predominantemente no tempo pretrito (passado), pois os fatos j
ocorreram. A terceira diz respeito, justamente, ordem cronolgica na narrao
de tais fatos, pois a compreenso de fatos depende diretamente de uma ordem
cronolgica linear de sua elaborao. A quarta, e ltima regra, a adequao e
seleo correta dos fatos para o apoio tese escolhida, ou seja, por ser uma
narrativa valorada deve o narrador escolher os fatos que melhor corroboram
com sua tese, narrando-os de forma a iniciar o convencimento a partir da
simples narrao.
Obs.: Antes de iniciar a narrativa dos fatos na petio inicial, por fora do
disposto no artigo 625 da CLT, deve o aluno indicar se antes da promoo da
reclamao trabalhista houve ou no tentativa de conciliao realizada em
CCP`s institudas pela empresa e/ou sindicatos. A ttulo de exemplo, o pargrafo
pode ser assim redigido: O reclamante no se submeteu Comisso de
Conciliao Prvia em razo das liminares conferidas em ADINS (ADINs 2139 e
2160-5), que faz prevalecer o artigo 5, inciso XXXV da Constituio Federal da
Repblica Federativa do Brasil, garantindo assim, o acesso justia.
Obs.2: Caso seja necessrio, deve ser requerida a gratuidade de justia antes
da narrao dos fatos, nos termos da Lei n 1.060 de 1950, devendo, inclusive,
constar do rol de documentos que instruem a inicial a meno declarao de
hipossuficincia assinada pelo obreiro economicamente necessitado. ttulo de
exemplo, o pargrafo de requerimento da Gratuidade de Justia pode ser assim
redigido: Inicialmente afirma o reclamante, nos termos do artigo 2 da Lei n
1.060 de 1950 combinado com o artigo 790, 3 da CLT, no possuir condies
de arcar com o pagamento de custas e honorrios advocatcios sem prejuzo de
seu prprio sustento ou de sua famlia, razo pela qual faz jus ao benefcio da
Gratuidade de Justia.
2.3.2. Dos Fundamentos jurdicos do pedido: os fundamentos jurdicos do
pedido um texto redigido sobre a forma dissertativa-argumentativa, na qual o
argumentador deve se ater tese a ser defendida. Neste ponto vale lembrar os
ensinamentos de Miguel Reale, o qual j dizia ser o direito a
cumulao/entrelaamento de FATO, VALOR e NORMA. Assim, o texto
argumentativo a ser produzido deve apresentar os fundamentos com base nos
fatos narrados, nas normas pertinentes e aplicveis ao caso concreto e aos
valores queridos pelo ordenamento jurdico.
Obs.: deve ser recordado o conhecimento acumulado nas matrias de
portugus jurdico, em especial, os adquiridos com a matria Teoria e Prtica da
Argumentao Jurdica, na qual foi possvel averiguar os principais tipos de
argumentos constantes nas Argumentaes jurdicas.
Obs.2: h que se ter em mente que os fundamentos jurdicos do pedido
materializam, tambm, o chamado nexo entre o fato e o efeito jurdico, ou seja,
que o fato gera, por via de consequncia, luz de uma ordem normativa,
determinado efeito jurdico (silogismo jurdico). Assim sendo, os fundamentos
jurdicos devem apresentar de forma clara quais os efeitos que, com base nos
fatos, o ordenamento jurdico de forma prvia comina. Exemplo: Adicional por
horas extras.
2.4. O pedido com suas especificaes: (inciso IV do artigo 319 do NCPC) o
pedido a parte textual caracterizada como do tipo injuntivo, no qual se fazem,
clara e precisamente, os pedidos da tutela jurisdicional ao Estado-Juiz. Por
certo, os pedidos no processo civil vinculam a atuao do magistrado, sendo
este um dos limites objetivos da lide, reflexo do princpio da congruncia ou da
adstrio. Entretanto, deve ser recordado que no mbito adjetivo laboral, o
princpio da congruncia sofre atenuao em decorrncia do princpio da extra-
petio, o qual autoriza ao Estado-juiz conceder tutela diferente da requerida,
tal como ocorre, v.g., no artigo 496 da CLT. A par dos comentrios anteriores, o
pedido (elemento objetivo da lide) deve ser redigido de forma clara e precisa,
delimitando o que se quer com a reclamao trabalhista. Neste sentido, vale
lembrar que o pedido identificado pela Doutrina como mediato e imediato,
este a tutela jurisdicional pretendida, ou seja, pela classificao trinria,
poder ser declaratrio, condenatrio ou constitutivo. Por sua vez, quele diz
respeito ao bem jurdico pretendido, ou seja, aos valores, bens, ou qualquer
outra pretenso de direito material.
Obs.: O pedido deve ser certo e determinado, salvo nas hipteses autorizativas
insculpidas no artigo 324, 1, do NCPC. Mas deve ser lembrado que certeza e
determinao no importam na liquidez do pedido, pois este pode ser ilquido,
salvo nas hipteses de procedimento sumarssimo, pois nesse o pedido deve
ser lquido (art. 852- B), sob pena de extino do processo sem julgamento do
mrito (art. 852 B, CLT). Obs.2: O pedido, ainda, pode ser cumulado, ou seja,
havendo diversas causas de pedir (fatos e fundamentos) haver diversos
pedidos. No que concerne cumulao deve-se lembrar que a cumulao pode
ser prpria ou imprpria, a primeira pode ser desvelada sobre a forma de
cumulao simples ou sucessiva. A cumulao prpria simples aquela que se
d quando, com base em diversas causas de pedir, se realizam diversos
pedidos, um para cada causa de pedir, exemplo, condenao ao pagamento das
verbas correspondentes s horas extras e ao descanso semanal remunerado
no pagos ao obreiro. J a cumulao prpria sucessiva, aquela que ocorre
quando h diversas causas de pedir e diversos pedidos, mas o deferimento de
um a causa lgica para o deferimento dos demais, por exemplo, a
condenao s horas extras e, por via de consequncia, os reflexos das horas
extras nas verbas rescisrias. Por fim, a cumulao de pedidos ser dita
imprpria quando for desvelada sobre a forma de pedidos alternativos ou
subsidirios. Se d a cumulao imprpria na forma alternativa quando o
reclamante, com base em uma nica causa de pedir, requer o acolhimento de
um de dois pedidos, ou seja, quando o Reclamante requer, por exemplo, nas
aes que visem o cumprimento de obrigao de fazer, a realizao do ato ou
fato pelo reclamado ou o valor correspondente s perdas e danos. Por seu turno
ocorrer acumulao impropria por subsidiariedade quando o Reclamante, com
base em uma causa de pedir, realizar dois ou mais pedidos, a ela vinculados,
mas com ordem de preferencia, ou seja, quando o reclamante deduzir mais de
um pedido sempre com intuito do acolhimento do antecedente e somente na
sua impossibilidade, seja acolhido o posterior. Exemplo: primeiro pedido seja
condenada a reclamada imediata reintegrao do autor nos quadros de
funcionrios. Segundo pedido ? em no sendo acolhido o primeiro, seja
condenada a reclamada ao pagamento das verbas correspondentes dispensa
imotivada. Obs.3: Ainda sobre os pedidos cumpre destacar que em caso de
pedido de antecipao de tutela (tutela de urgncia de natureza satisfativa),
este dever ser o primeiro item do pedido, sendo necessria a prvia
fundamentao, na causa de pedir, dos motivos de sua necessidade, com
nfase na prova inequvoca que convena o juiz da verossimilhana das
alegaes, com base no disposto no art. 300 c/c art. 303, ambos do Novo
Cdigo de Processo Civil. Ressalte-se, entretanto, que h a necessidade da
demonstrao do dano reverso, ou seja, que a medida antecipatria
determinada possa ser revertida ou indenizada, no causando maior dano a
parte que a suporta do que a que requer.
2.5. Do Valor da Causa: (inciso V, do artigo 319 do NCPC) a toda causa deve
ser atribudo um valor, mesmo nas causas meramente declaratrias, onde o
valor em tese seria inestimvel, deve ser atribudo um valor determinado.
Obs.: obrigatria a incluso na petio inicial de um valor causa, isto porque
o valor define se a demanda ser submetida ao procedimento comum
(ordinrio), sumarssimo (para as causas cujo valor seja de at 40 salrios
mnimos),ou sumrio (para as causa que no ultrapassem o valor
correspondente dois salrios mnimos).
Obs.2: nas causas submetidas ao procedimento sumrio o valor da causa
corresponder, via de regra, ao somatrio dos pedidos quando forem sob a
forma de cumulao prpria, conforme determina o artigo 852-B, inciso I da CLT.
Obs.3: Para a determinao do valor da causa deve ser considerado o disposto
nos artigos 291 e 292 do NCPC.
2.6. Das Provas: (inciso VI, do artigo 319 do NCPC) toda a matria ftica deve
ser comprovada, assim como, excepcionalmente, as direito objetivo e positivo
municipal, estadual, estrangeiro ou consuetudinrio, conforme o disposto nos
artigo 373 e 376 do Cdigo de Processo Civil.
Obs.: A prova no regramento do NCPC direito da parte, sendo admissvel
todos os meios legais bem como os moralmente legtimos, ainda que no
tipificados na lei.
Obs.2: O regramento de provas no NCPC traz importante instrumento instrutrio
aplicvel ao processo do trabalho no artigo 370, pois garante a possibilidade da
determinao de ofcio de provas, o que um poder de instruo processual do
Juiz. Outro ponto de interesse, o disposto no artigo 371 do NCPC, o qual
determina a livre apreciao da prova para a formao do convencimento
racional e fundamentado do magistrado, o que, igualmente, inteiramente
aplicvel ao processo do trabalho.
Obs.3: nus da Prova, o novo Cdigo de Processo Civil, em seu artigo 373,
inovando e atendendo os clamores da doutrina e da j consolidada
jurisprudncia ptria, adotou a teoria da carga dinmica do nus probatrio, em
franca oposio a teoria adotada pelo CPC de 1973 (carga esttica), o que
aproximou o NCPC CLT, justamente no que tange dinmica processual.
2.7. O Requerimento de Notificao do Reclamado: diferentemente do
que ocorre no processo civil, todas as comunicaes dos atos processuais
operam sobre a rubrica de notificao, ou seja, no h a diferena entre citao
e intimao, todas sero processadas e formalizadas sobre a rubrica de
notificao. Este o ltimo pedido a ser realizado, em outras palavras, apos a
realizao de todos os pedidos deve o Reclamante inserir o requerimento de
notificao do Reclamado, para comparecimento em audincia de conciliao
(princpio conciliatrio) a ser designada pelo juzo, sob pena de revelia e,
tambm, para deduzir a sua defesa. Exemplo do requerimento de notificao:
determinar a notificao da reclamada, para comparecer a audincia a ser
designada por este r. Juzo, oportunidade em que dever oferecer contestao a
presente, sob pena de revelia e confisso da matria de fato, esperando ao final
ver julgados procedentes os pedidos formulados nesta ao.
Obs.: O NCPC no elenca mais no rol dos incisos do artigo 319, o pedido de
realizao da citao do Ru, tal como ocorria com o artigo 282 do CPC de
1973, fato que o pedido de citao ainda requisito da petio inicial,
decorrendo dos 246 e seguintes do NCPC. 3. Aspectos formais da petio inicial
A petio inicial tem por finalidade precpua veicular, com absoluta clareza, a
pretenso do Autor tutela jurisdicional. Tal objetivo requer alguns cuidados
formais que garantam a eficcia da pea como veculo informativo e formador
do livre convencimento motivado do julgador. Seguem alguns parmetros
formais para a elaborao da petio inicial: margem direita de 2cm; margem
esquerda de 4cm; fonte, no mnimo, 12; espao de entrelinha 1,5; recuo nas
primeiras linhas dos pargrafos; alinhamento justificado;
Exemplo: JIZO OU TRIBUNAL A QUE DIRIGIDA (ESPAAMENTO DE 10 LINHAS)
QUALIFICAO DO RECLAMANTE , vem, por seu advogado, com escritrio na ,
para fins do artigo 106, I do Cdigo de Processo Civil, propor a presente NOME
DA AO pelo rito comum, em face de QUALIFICAO DA RECLAMADA, pelos
fatos e fundamentos que se seguem:
I- DA GRATUIDADE DE JUSTIA Pedido de gratuidade se houver.
II DA COMISSO DE CONCILIAO PRVIA Indicao se houve ou no tentativa
de conciliao (vide observao dos fatos)
III DOS FATOS Parte narrativa onde deve constar os fatos que ensejam a
demanda. Pode ser realizado por tpicos que constem as informaes
relevantes do caso concreto, tais como: reconhecimento do vinculo
empregatcio nulidade da relao de trabalho anotao do contrato de
trabalho na CTPS fatos atinentes a parcelas de natureza salarial fatos
relacionados jornada de trabalho FGTS parcelas indenizatrias
IV DOS FUNDAMENTOS Em consonncias aos tpicos levantados nos fatos
deve-se fundamentar a pretenso do Reclamante, com base nos argumentos
mais pertinentes e relevantes, tais como o de autoridade, que se utiliza de OJ`s,
smulas, dispositivos legais dentre outros.
V DO PEDIDO: Diante do exposto, requer:
1. seja deferido o pedido de Gratuidade de Justia pleiteada no prembulo
desta exordial;
2. Os pedidos referentes s causas de pedir e dos fundamentos
apresentados, de acordo com a natureza do provimento jurisdicional, ou seja,
declaratrio, condenatrio ou constitutivo.
3. determinar a notificao da reclamada, para comparecer a audincia a
ser designada por este r. Juzo, oportunidade em que dever oferecer
contestao a presente, sob pena de revelia e confisso da matria de fato,
esperando ao final ver julgados procedentes os pedidos formulados nesta ao
VI DAS PROVAS Indica como provas a serem produzidas as de carter
documental, testemunhal e depoimento pessoal do representante legal da
Reclamada, sob pena de confisso, na amplitude do artigo 369 do Cdigo de
Processo Civil. DO VALOR DA CAUSA: D-se presente o valor de R$ Nestes
Termos, P. deferimento. Local e data. Nome do Advogado OAB n
SEMANA 2:
Descrio Na presente data, compareceu em seu escritrio a Sra. Gislaine da
Silva, brasileira, viva, portadora da cdula de identidade n 123456-9 e da
CTPS n 12345, srie 111-RJ, inscrita no CPF/MF sob o n 444.333.222-11,
residente e domiciliada na Rua dos desempregados, n 12, Bairro Afastado, Rio
de Janeiro, oportunidade em que lhe narrou o seguinte caso: Sou manicure a
mais de 30 anos, e em 1997, comecei a trabalhar no salo da Gertrudez, tendo
como horrio de trabalho de segunda sexta-feira, das 8h s 17h, e como
salrio a quantia correspondente a um salrio mnimo. Porm, em 2007, fui
mandada embora sem nenhum aviso, apesar de sempre ter trabalhado,
nunca ter tirado frias e sequer ter recebido qualquer valor do dito 13 salrio.?
Acrescentou, ainda: Doutor(a), eu no sou de ficar botando ningum na
justia, no. Mas trabalhei durante anos e fui dispensada sem qualquer
motivo e, o pior, nunca assinaram a minha carteira, estou indignada.? Ao final
da consulta, a Sra. Gislaine deixou como documentos a cpia de sua identidade,
CPF, CTPS e comprovante de residncia, assim como o contrato social do salo
da Gertrudez, onde foi possvel perceber que a empresa opera, hoje, sob a
denominao de Salo Sempre Bela EIRLI, inscrita no CNPJ sob o n
33.011.555/0001-00, tendo como principal estabelecimento a Rua dos Prazeres,
n 1, loja A, Ipanema, Rio de Janeiro. Diante dos fatos apresentados e sabendo
que foi elaborada a procurao e o contrato de honorrios, elabore a medida
processual adequada aos interesses de sua cliente.

SEMANA 3:
Descrio (XII EXAME DE ORDEM Prova Prtico-profissional Adaptado)
Sntese da entrevista feita com Bruno Silva, brasileiro, solteiro, CTPS 0010,
Identidade 0011, CPF 0012 e PIS 0013, filho de Valmor Silva e Helena Silva,
nascido em 20.02.1990, domiciliado na Rua Oliveiras, 150, Cuiab, CEP 20000-
000: que foi admitido h exatos trs anos pela empresa Central de Legumes
Ltda., situada na Rua das Accias, 58, Cuiab, CEP 20000-010, e dispensado
sem justa causa h exato um ms, quando recebeu corretamente as verbas da
extino contratual; que teve a CTPS assinada e exercia a funo de
empacotador, recebendo por ltimo o salrio de R$ 1.300,00 por ms; que sua
tarefa consistia em empacotar congelados de legumes numa mquina adquirida
para tal fim. H exato um ano sofreu acidente do trabalho na referida mquina,
quando sua mo ficou presa no interior do equipamento, ficando afastado pelo
INSS e recebendo auxlio doena acidentrio at por exatos seis meses a contar
do incidente, quando retornou ao servio. No acidente, sofreu trauma na mo
esquerda e se submeteu a tratamento mdico e psicolgico, gastando com os
profissionais R$ 2.500,00 entre honorrios profissionais e medicamentos, tendo
levado consigo os recibos. Do acidente no resultou nenhuma deformidade
permanente ou mesmo danos de natureza esttica. A CIPA da empresa,
convocada quando da ocorrncia do acidente, verificou que a mquina havia
sido alterada pela empresa, que retirou um dos componentes de segurana
para que ela trabalhasse com maior rapidez e, assim, aumentasse a
produtividade. Bruno costumava fazer digitao de trabalhos de concluso de
curso para universitrios, ganhando em mdia R$200,00 por ms, mas no
perodo em que esteve afastado pelo INSS no teve condio fsica de realizar
esta atividade, que voltou a fazer to logo retornou ao emprego. Analisando
cuidadosamente o relato feito pelo trabalhador, apresente a pea pertinente
melhor defesa, em juzo, dos interesses dele, sem criar dados ou fatos no
informados.

SEMANA 4:
Descrio Felisberto Magnanimo dos Santos, brasileiro, casado, filho de
Felisbento dos Santos e Albertina Magnanimo, portador da carteira de
identidade n 123456-9, expedida pelo DETRAN/SP, e da CTPS n 123456, srie
125-RJ, inscrito no CPF/MF sob o n 123.456.789-11, residente e domiciliado sito
rua dos mortos, n 121, CEP 20.000-000, Resende, Rio de Janeiro, foi admitido
h exatos dois anos, seis meses e vinte e dois dias, pela empresa Bom
Caminho S.A., inscrita no CNPJ/MF sob o n 33.000.556/0001-00, com sede na
rua dos montadores de veculos, s/n, Porto Real, Rio de Janeiro, CEP 22.000-
111, para exercer a funo de auxiliar administrativo I, percebendo o salrio
mensal no valor de R$ 3.000,00. A jornada de trabalho contratada foi de 44
horas semanais, sendo 8 (oito) horas de segunda sexta-feira e de 04 (quatro)
horas aos sbados. Por certo, no curso do contrato de trabalho, devidamente
anotado na CTPS, Felisberto teve recolhido corretamente o seu FGTS,
contribuio prvidenciria e, ainda, percebeu dirias de viagens nunca
excedentes 50% de seu salrio mensal, assim como, eventualmente, as horas
extras que realizava. Contudo, hoje, Felisberto sofreu um mau sbito, vindo a
falecer no translado de sua residncia fbrica. Com o falecimento do
funcionrio, a empresa Bom Caminho S.A. entra em contato com seu escritrio
solicitando os servios advocatcios, informando que gostaria de efetuar o
pagamento das verbas rescisrias do funcionrio. A empresa, ainda, informou
que o funcionrio nunca gozou frias na empresa, bem como o mesmo era
casado com Magdalena Mortcia dos Santos, portadora da cdula de identidade
n 121121121, expedida pelo DETRAN/RJ e inscrita no CPF/MF sob o n
125.154.178-97, e que o casal no possua filhos, estando os ascendentes do de
cujus j falecidos. Diante do caso narrado, elabore a pea processual cabvel ao
caso concreto, que voc, como advogado da reclamada, proporia em juzo,
descriminando todas as parcelas e os fundamentos pertinentes.

SEMANA 5:
Descrio VALERSON PORRADA, brasileiro, solteiro, bancrio, portador da CTPS
123456, srie 123, residente na Rua do cemitrio, n 13, Cuiab, Mato Grosso,
prestou servios desde de 10.01.2000 para o Banco Afortunado S.A., com sede
localizada na Rua do Dinheiro Fcil, n 171, Centro, Cuiab-MT. Em 05.10.2014
foi eleito dirigente sindical de sua categoria profissional, sem contudo se afastar
de suas funes no Banco Afortunado S.A. Ocorre que, em 24.06.2015, durante
o perodo de greve dos bancrios, Valerson, inconformado com seu superior
hierrquico, que no aderiu a greve deflagrada, acabou agredindo-o com socos
e pontaps, alm do fato de que invadiu a agncia bancria, depredando o
patrimnio da empresa. O fato foi presenciado por vrios colegas de trabalho e
registrada a ocorrncia na Delegacia de Polcia do bairro, com instaurao de
inqurito policial. Diante do ocorrido, na qualidade de advogado contratado pelo
Banco Afortunado, elabore a medida judicial cabvel necessria para a dispensa
por justa causa de Valerson.

SEMANA 6:
Descrio: [Link] do Reclamado Aspectos Gerais Inicialmente, cabe
destacar que a defesa do reclamado, no mbito do processo do trabalho, ser
apresentada em audincia, aps a tentativa de conciliao frustrada. A defesa
do acusado poder ser realizada de forma oral ou escrita, sendo mais comum a
apresentao da pea de defesa na forma escrita. Contudo, a CLT primou pela
forma oral dos atos processuais, de tal forma que no tratou dos requisitos
fundamentais para a elaborao da contestao. Diante de tal motivo, deve-se
buscar os requisitos constantes no CPC, diploma que possui aplicao
subsidiria no processo do trabalho, consoante o disposto no artigo 769 da CLT.
Desta maneira, nos termos do Cdigo de Processo Civil de 1973, poder o
reclamado apresentar como espcies de defesa: contestao, reconveno e
exceo.

1.1. Principais princpios:


Ampla Defesa e Contraditrio corolrio do principio do devido processo
legal, a ampla defesa e o contraditrio so princpios constitucionais do
processo assegurados pelo artigo 5, inciso LV da Constituio Federal, mas
pode ser definido tambm pela expresso audiatur et altera pars, que significa:
oua-se tambm a outra parte?. O princpio da ampla defesa e do contraditrio
possuem base no dever delegado ao Estado de facultar ao acusado a
possibilidade de efetuar a mais completa defesa quanto imputao que lhe foi
realizada. As condies mnimas para a convivncia em uma sociedade
democrtica so pautadas atravs dos direitos e garantias fundamentais. Estes
so meios de proteo dos Direitos individuais, bem como mecanismos para
que haja sempre alternativas processuais adequadas para essa finalidade. No
s a Constituio da Repblica, mas tambm a Conveno Americana sobre os
Direitos Humanos, chamada de Pacto de So Jos da Costa Rica, aprovada pelo
Congresso Nacional, atravs do Decreto Legislativo n 27, de 26/5/1992,
garante o contraditrio.
Diz o art. 8: Art. 8 Garantias Judiciais Toda pessoa tem direito a ser ouvida,
com as devidas garantias e dentro de um prazo razovel, por um juiz ou
tribunal competente, independente e imparcial, estabelecido anteriormente por
lei, na apurao de qualquer acusao penal formulada contra ela, ou para que
se determinem seus direitos ou obrigaes de natureza civil, trabalhista, fiscal
ou de qualquer outra natureza. Por tudo isso, o princpio da ampla defesa e do
contraditrio refletem o dever de possibilitar ao Reclamado todos os meios de
defesa e instrumentos processuais hbeis para a garantia efetiva de um
contraditrio. Princpio da Concentrao o Eventualidade toda a matria de
defesa deve ser apresentada em uma nica oportunidade processual, sob pena
de precluso, ou seja, deve o Reclamado, em sua pea de bloqueio, alegar
todas as matrias de fato e de direito que pretende impugnar, inclusive,
indicando clara e precisamente, quais so os motivos pelos quais no concorda
com a pretenso autoral, impugnando especificamente cada uma das causas de
pedir e consequente pedidos, realizados pelo Reclamante. Nesse sentido, aps
a apresentao da contestao somente ser lcito ao Reclamado deduzir novas
alegaes se relativas a direito superveniente, competir ao juiz conhecer delas
de ofcio ou por expressa autorizao legal, puderem ser formuladas em
qualquer tempo e juzo, conforme o disposto no artigo 303 do CPC. O NCPC, a
seu turno, mantem tal limite no artigo 342:
Art. 342. Depois da contestao, s lcito ao ru deduzir novas alegaes
quando: I relativas a direito ou a fato superveniente; II competir ao juiz
conhecer delas de ofcio; III por expressa autorizao legal, puderem ser
formuladas em qualquer tempo e grau de jurisdio. Princpio do nus da
Impugnao Especfica ou Especificada decorrente do principio da
concentrao ou da eventualidade, o princpio em comento importa no dever de
o Reclamado impugnar, em sua defesa, cada fato citado pelo autor que auxiliou
para o surgimento do direito pleiteado. Essa forma de defesa muito
importante, pois a lei determina que os fatos no rebatidos pelo ru so
considerados verdadeiros, conforme o disposto no artigo 302 do CPC:
Art. 302. Cabe tambm ao ru manifestar-se precisamente sobre os fatos
narrados na petio inicial. Presumem-se verdadeiros os fatos no impugnados,
salvo: I se no for admissvel, a seu respeito, a confisso; II se a petio
inicial no estiver acompanhada do instrumento pblico que a lei considerar da
substncia do ato; III se estiverem em contradio com a defesa, considerada
em seu conjunto. O NCPC, a seu turno, manteve a mesma determinao no
artigo 341: Art. 341. Incumbe tambm ao ru manifestar-se precisamente sobre
as alegaes de fato constantes da petio inicial, presumindo-se verdadeiras
as no impugnadas, salvo se: I no for admissvel, a seu respeito, a confisso;
II a petio inicial no estiver acompanhada de instrumento que a lei
considerar da substncia do ato; III estiverem em contradio com a defesa,
considerada em seu conjunto. Pargrafo nico. O nus da impugnao
especificada dos fatos no se aplica ao defensor pblico, ao advogado dativo e
ao curador especial.
1.2. Espcies de Defesa do Reclamado: pode ser dar atravs da
apresentao de Contestao, Reconveno e Exceo, conforme o disposto no
artigo 297 do atual CPC: Art. 297. O ru poder oferecer, no prazo de 15
(quinze) dias, em petio escrita, dirigida ao juiz da causa, contestao,
exceo e reconveno. Entretanto, no se pode olvidar que o NCPC prev
como modalidades de defesa do Ru somente a contestao e a Reconveno,
mas sendo essa ltima ofertada no corpo da contestao, conforme o disposto
nos artigos 335 e 343 do NCPC: Art. 335. O ru poder oferecer contestao,
por petio, no prazo de 15 (quinze) dias, cujo termo inicial ser a data: I da
audincia de conciliao ou de mediao, ou da ltima sesso de conciliao,
quando qualquer parte no comparecer ou, comparecendo, no houver
autocomposio; II do protocolo do pedido de cancelamento da audincia de
conciliao ou de mediao apresentado pelo ru, quando ocorrer a hiptese do
art. 334, 4o, inciso I; III prevista no art. 231, de acordo com o modo como foi
feita a citao, nos demais casos. 1o No caso de litisconsrcio passivo,
ocorrendo a hiptese do art. 334, 6o, o termo inicial previsto no inciso II ser,
para cada um dos rus, a data de apresentao de seu respectivo pedido de
cancelamento da audincia. 2o Quando ocorrer a hiptese do art. 334, 4o,
inciso II, havendo litisconsrcio passivo e o autor desistir da ao em relao a
ru ainda no citado, o prazo para resposta correr da data de intimao da
deciso que homologar a desistncia. Art. 343. Na contestao, lcito ao ru
propor reconveno para manifestar pretenso prpria, conexa com a ao
principal ou com o fundamento da defesa. 1o Proposta a reconveno, o autor
ser intimado, na pessoa de seu advogado, para apresentar resposta no prazo
de 15 (quinze) dias. 2o A desistncia da ao ou a ocorrncia de causa
extintiva que impea o exame de seu mrito no obsta ao prosseguimento do
processo quanto reconveno. 3o A reconveno pode ser proposta contra o
autor e terceiro. 4o A reconveno pode ser proposta pelo ru em
litisconsrcio com terceiro. 5o Se o autor for substituto processual, o
reconvinte dever afirmar ser titular de direito em face do substitudo, e a
reconveno dever ser proposta em face do autor, tambm na qualidade de
substituto processual. 6o O ru pode propor reconveno independentemente
de oferecer contestao. Assim sendo, pelo principio da celeridade e da
instrumentalidade das formas, que vigoram no mbito processual laboral, no
se pode deixar de anotar que as mudanas concernentes celeridade e
simplicidade processual, promovidas pelo NCPC, sero integralmente adotadas
na justia do trabalho. Desta maneira, no que tange especificamente defesa
do Reclamado, em que pese a parca doutrina existente, vez que se trata de um
recente cdigo de processo civil, se pode entender que integralmente
aplicvel, por fora do 769 da CLT, o disposto nos artigos acima mencionados,
de tal forma que as espcies de defesa do Reclamado, no mbito do processo
do trabalho, sero somente a contestao e a reconveno. A par dessas
colocaes iniciais, passa-se ao estudo de cada espcie de defesa no atual CPC,
a saber:
1.2.1. Contestao A contestao , sem dvida, a principal espcie de
defesa do Ru, especialmente pelo fato de ser a nica modalidade de resposta
processual que tem o condo de evitar a figura da revelia. na contestao que
o Reclamado ir exercer o seu direito constitucional ampla defesa e ao
contraditrio, insurgindo-se contra a pretenso do Reclamante, impugnando
especificamente todos os fatos por aquele deduzidos. Por certo, a contestao
envolver todas as matrias de defesa do Reclamado, quer sejam de ndole
processual, quer sejam de ndole material.
1.2.2. Reconveno A reconveno modalidade de resposta do ru,
concernente no a uma defesa, mas sim a uma manifestao de ataque contra
o autor (SARAIVA, 2014, pg. 315) A reconveno constitui verdadeiro contra-
ataque do reclamado em face do reclamante, dentro do mesmo processo, tendo
natureza jurdica de ao autnoma proposta pelo reclamado em face do
reclamante. Para que seja possvel reconvir devem ser preenchidos alguns
requisitos: Competncia do juzo para o conhecimento da reconveno
Compatibilidade do procedimento Pendncia do processo principal Existncia
de conexo entre a reconveno e ao principal A reconveno no NCPC
tratada no artigo 343: Art. 343. Na contestao, lcito ao ru propor
reconveno para manifestar pretenso prpria, conexa com a ao principal ou
com o fundamento da defesa. 1o Proposta a reconveno, o autor ser
intimado, na pessoa de seu advogado, para apresentar resposta no prazo de 15
(quinze) dias. 2o A desistncia da ao ou a ocorrncia de causa extintiva que
impea o exame de seu mrito no obsta ao prosseguimento do processo
quanto reconveno. 3o A reconveno pode ser proposta contra o autor e
terceiro. 4o A reconveno pode ser proposta pelo ru em litisconsrcio com
terceiro. 5o Se o autor for substituto processual, o reconvinte dever afirmar
ser titular de direito em face do substitudo, e a reconveno dever ser
proposta em face do autor, tambm na qualidade de substituto processual. 6o
O ru pode propor reconveno independentemente de oferecer contestao.
Dessa forma, a reconveno, no NCPC, deixa de ser apresentada em uma pea
autnoma e passa a integrar o bojo da contestao. Contudo, muito embora
integre a contestao, a reconveno continua tendo a natureza jurdica de
ao autnoma, devendo preencher os mesmos requisitos e ser proposta no
mesmo prazo para a apresentao da contestao.
1.2.3. Exceo A exceo espcie de defesa do reclamado que objetiva
resolver determinada questo pendente, sem operar a extino do feito com ou
sem a resoluo do mrito. Desta forma, objetiva, em verdade, atacar a
imparcialidade do magistrado ou a incompetncia do juzo (incompetncia
relativa), conforme o disposto no artigo 304 do CPC. A exceo apresentada
em pea autnoma dirigida ao juzo da causa e deve preencher todos os
requisitos da petio inicial. O NCPC, aproximando-se do que j ocorre na seara
trabalhista, extinguiu a apresentao da pea de exceo de incompetncia
relativa, tratando-a como preliminar de contestao, tal como j admitia grande
parte da doutrina processual trabalhista. Assim sendo, a exceo de
incompetncia relativa dever ser apresentada como preliminar de contestao
(defesa processual), a teor do artigo 337, inciso II, do NCPC: Art. 337. Incumbe
ao ru, antes de discutir o mrito, alegar: () II incompetncia absoluta e
relativa; J quanto exceo de impedimento ou suspeio (artigo 801 da CLT),
que era processada por meio de pea autnoma, dever passar a ser
processada na forma do artigo 146 do NCPC: NCPC Art. 146. No prazo de 15
(quinze) dias, a contar do conhecimento do fato, a parte alegar o impedimento
ou a suspeio, em petio especfica dirigida ao juiz do processo, na qual
indicar o fundamento da recusa, podendo instru-la com documentos em que
se fundar a alegao e com rol de testemunhas. 1o Se reconhecer o
impedimento ou a suspeio ao receber a petio, o juiz ordenar
imediatamente a remessa dos autos a seu substituto legal, caso contrrio,
determinar a autuao em apartado da petio e, no prazo de 15 (quinze)
dias, apresentar suas razes, acompanhadas de documentos e de rol de
testemunhas, se houver, ordenando a remessa do incidente ao tribunal. 2o
Distribudo o incidente, o relator dever declarar os seus efeitos, sendo que, se
o incidente for recebido: I sem efeito suspensivo, o processo voltar a correr; II
com efeito suspensivo, o processo permanecer suspenso at o julgamento do
incidente. 3o Enquanto no for declarado o efeito em que recebido o
incidente ou quando este for recebido com efeito suspensivo, a tutela de
urgncia ser requerida ao substituto legal. 4o Verificando que a alegao de
impedimento ou de suspeio improcedente, o tribunal rejeit-la-. 5o
Acolhida a alegao, tratando-se de impedimento ou de manifesta suspeio, o
tribunal condenar o juiz nas custas e remeter os autos ao seu substituto
legal, podendo o juiz recorrer da deciso. 6o Reconhecido o impedimento ou a
suspeio, o tribunal fixar o momento a partir do qual o juiz no poderia ter
atuado. 7o O tribunal decretar a nulidade dos atos do juiz, se praticados
quando j presente o motivo de impedimento ou de suspeio. Ou seja, por
meio de simples petio dirigida ao juzo da causa poder ser alegada a
suspeio ou impedimento, cabendo ao magistrado, se entender procedente,
remeter os autos ao juiz tabelar ou, no entendendo procedente, determinar a
atuao em apartado da petio, apresentado suas razoes e remetendo ao
tribunal a que vinculado, para que este decida acerca do incidente.
2. Da Contestao Como dito, a contestao , sem dvida, a principal
espcie de defesa do Ru, especialmente pelo fato de ser a nica modalidade
de resposta processual que tem o condo de evitar a figura da revelia. Cumpre
ao Reclamado deduzir todas as matrias de defesa, impugnando
especificamente cada um dos fatos apresentados pelo Reclamante, sob pena de
confisso. Assim sendo a contestao, como pea de defesa, dever apresentar
toda e qualquer matria afeta defesa dos interesses do Reclamado, podendo
estas ser de duas ordens:
2.1. Defesa Processual A defesa processual realizada na contestao,
constitui-se em verdadeira defesa indireta realizada pelo Reclamado, pois
destina-se s questes de ordem processual sem alcanar o mrito da lide. As
defesas processuais so tambm conhecidas como preliminares de contestao
e podem ser classificadas como peremptrias ou dilatrias, a depender se
extinguem o processo ou se suspendem/dilatam o curso do processo,
respectivamente. As defesas processuais encontram-se estabelecidas no artigo
301 do CPC: Art. 301. Compete-lhe, porm, antes de discutir o mrito, alegar: I
inexistncia ou nulidade da citao; II incompetncia absoluta; III inpcia da
petio inicial; IV perempo; V litispendncia; Vl coisa julgada; VII
conexo; Vlll incapacidade da parte, defeito de representao ou falta de
autorizao; IX conveno de arbitragem; X carncia de ao; Xl falta de
cauo ou de outra prestao, que a lei exige como preliminar A seu turno, o
NCPC as prev no artigo 337: Art. 337. Incumbe ao ru, antes de discutir o
mrito, alegar: I inexistncia ou nulidade da citao; II incompetncia
absoluta e relativa; III incorreo do valor da causa; IV inpcia da petio
inicial; V perempo; VI litispendncia; VII coisa julgada; VIII conexo; IX
incapacidade da parte, defeito de representao ou falta de autorizao; X
conveno de arbitragem; XI ausncia de legitimidade ou de interesse
processual; XII falta de cauo ou de outra prestao que a lei exige como
preliminar; XIII indevida concesso do benefcio de gratuidade de justia. As
inovaes mais sensveis verificadas no NCPC, dizem respeito, justamente,
possibilidade de alegao da incompetncia relativa, no bojo das preliminares
de contestao e a impugnao ao benefcio da Gratuidade de Justia, que era
processado em autos apartados, conforme o disposto na Lei n 1.060 de 1950.
Contudo importante destacar que as preliminares (defesas processuais)
previstas nos incisos V, X e XII , do artigo 337 do NCPC (Artigo 301, V, IX e XI do
CPC/73), no so aplicveis ao processo do trabalho, no que tange aos dissdios
individuais.
2.2. Defesa de Mrito Quanto ao mrito a contestao poder apresentar
duas espcies de defesa:
2.2.1. Defesa de Mrito Indiretas As defesas de mrito indiretas, tambm
denominadas ?excees substanciais? so aquelas em que o Reclamado
reconhece o fato constitutivo do direito, mas alega um fato impeditivo,
modificativo ou extintivo do direito do Reclamante. Fato Impeditivo so aqueles
que provocam a ineficcia dos fatos alegados pela outra parte. Fato Modificativo
so aqueles que modificam ou alteram os fatos alegados pela outra parte, tais
como pagamento parcial, compensao, dentre outros. Fato Extintivo so
aqueles que extinguem as obrigaes pretendidas pela outra parte, podendo
ocorrer pela prescrio, decadncia, pagamento, renncia ou mesmo transao.
2.2.2. Defesa de Mrito Direta A defesa direta de mrito ocorre com a
negao dos fatos constitutivos, ou seja, negam-se os fatos que constituem o
direito do Reclamante, devendo tal negao ser acompanhada das provas dos
fatos negados. 2.3. Requisitos Essenciais -Aspectos Formais Tal como ocorre
com a petio inicial, a contestao realizada de forma escrita dever
preencher os requisitos constantes no artigo 335 a 342 do NCPC. Dessa forma,
sob a tica dos aspectos de forma, a contestao dever conter:
2.3.1. Endereamento ao Juzo Competente A contestao, diferentemente
do que ocorre com a petio inicial, ser endereada ao juzo que determinou a
notificao do Reclamado, ou seja, ser endereada ao juzo onde a ao foi
distribuda. Exemplo: Notificao realizada pelo juzo da 5 Vara do Trabalho do
Rio de Janeiro, o endereamento ser assim realizado: EXCELENTSSIMO
DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA 5 VARA DO TRABALHO DO RIO DE
JANEIRO 2.3.2. Identificao do Processo Alm do endereamento ao juzo
onde foi distribuda a demanda, a contestao dever conter o nmero de
registro do processo junto ao rgo jurisdicional, ou seja, aps o endereamento
ao juzo competente deve o Reclamado indicar a que processo se refere quela
contestao.
Exemplo: EXCELENTSSIMO DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA 5 VARA DO
TRABALHO DO RIO DE JANEIRO (5 linhas) Processo n
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
2.3.3. Qualificao das Partes Tal como ocorre com a petio inicial, deve-se
qualificar as partes do processo, indicando, como primeira, a parte que est
peticionando, ou seja, o reclamado e, aps, a parte contra a quem dirigida as
alegaes, ou seja, o Reclamante. Exemplo: ABCDE, pessoa jurdica de direito
privado, inscrita no CNPJ sob o n__________, com sede na rua________, n_______,
CEP________, (cidade), (estado), vem, presena de Vossa Excelncia, por seu
advogado infra-assinado, com endereo profissional sito ____________,
tempestivamente, apresentar sua CONTESTAO s alegaes formuladas por
XYZKW, j qualificado nos autos da (identificar o nome da demanda), pelas
relevantes razes de fato e de direito que passa a expor:
2.3.4. Das Preliminares Antes de adentrar ao mrito da reclamao
trabalhista deve o Reclamado abordar todas as questes de ordem processual,
denominadas de preliminares. O atual CPC, aplicvel subsidiariamente ao
processo do trabalho, por fora do artigo 769 da CLT, as descreve no artigo 301.
Por sua vez, o NCPC as prev no artigo 337, in verbis: Art. 337. Incumbe ao ru,
antes de discutir o mrito, alegar: I inexistncia ou nulidade da citao; II
incompetncia absoluta e relativa; III incorreo do valor da causa; IV
inpcia da petio inicial; V perempo; VI litispendncia; VII coisa julgada;
VIII conexo; IX incapacidade da parte, defeito de representao ou falta de
autorizao; X conveno de arbitragem; XI ausncia de legitimidade ou de
interesse processual; XII falta de cauo ou de outra prestao que a lei exige
como preliminar; XIII indevida concesso do benefcio de gratuidade de
justia. Todas as hipteses devem ser analisadas pormenorizadamente, em
tpicos separados. Lembrando que os requerimentos ao final da pea de
bloqueio tero por base, tambm, cada uma das preliminares elencadas,
considerando, inclusive, se peremptrias (geram a extino do feito sem a
resoluo do mrito) ou dilatrias (geram a suspenso ou dilao do processo).
2.3.5 Defesas de Mrito Indiretas Aps a realizao da defesa processual,
deve o ru elencar as prejudiciais de mrito que geram a extino do feito com
a resoluo do mrito, tais como a Prescrio, a Decadncia e a Compensao,
observado, no ltimo caso, o disposto no artigo 767 da CLT, Smula 18 do TST e
artigo 477, 5, da CLT. Todas as defesas de mrito indireta devem ser
realizadas em tpicos, pois geraro requerimento de extino do feito com
resoluo do mrito.
2.3.6 Defesas de Mrito Diretas Ultrapassadas as preliminares e as
prejudiciais de mrito, incumbe ao Reclamado, na forma do artigo 336 do NCPC,
alegar toda e qualquer matria ftica e de direito pela qual impugna os fatos
invocados na reclamao trabalhista, ponderando as razoes que se fundam a
sua insurgncia. Importante destacar que o ordenamento jurdico veda a
realizao de contestao pela negatria geral, cabendo ao ru impugnar de
forma clara e precisa cada um dos fatos que ensejam a reclamao trabalhista.
2.3.7- Dos Requerimentos Aps terem sido deduzidas toas as impugnaes,
deve a contestao apontar os requerimentos seguindo a ordem na qual foram
apresentados, ou seja, primeiro os requerimentos decorrentes das preliminares,
aps os requerimentos decorrentes das defesas de mrito indiretas e, por fim,
os requerimentos decorrentes das defesas de mrito diretas, em um verdadeiro
silogismo. Exemplo: Isto posto requer a Vossa Excelncia:
1. o acolhimento da preliminar de incompetncia absoluta, remetendo-se
os autos ao Juzo competente, ou seja, para uma das Varas ________;
2. o acolhimento da preliminar de conexo com remessa ao juzo prevento
da __________________;
3. o acolhimento da preliminar de __________ extinguindo-se o processo sem
julgamento do mrito nos termos do art. 485, ___ do NCPC; (ex. ausncia de
submisso da comisso de conciliao prvia, inpcia, inexistncia de liquidez
nos pedidos em reclamao trabalhista movida pelo rito sumarssimo) 4. seja
reconhecida / pronunciada a decadncia extinguindo-se o processo com
resoluo do mrito nos termos do art. 487, II do NCPC; 5. seja acolhido o
pedido de compensao ou reteno, conforme as razes narradas nesta pea
de bloqueio; 6. vencidas as preliminares e a prejudicial, que no mrito seja
julgado improcedente o pedido autoral;
2.3.8 Do Requerimento de Provas Tal como ocorre com a petio inicial,
deve o reclamado, ao final de sua contestao, apresentar as provas que
pretende produzir. Exemplo: Indica como provas a serem produzidas as de
carter documental, testemunhal, pericial e depoimento pessoal na amplitude
do artigo 369 do Cdigo de Processo Civil. H que se lembrar que no processo
do trabalho, pelo principio da celeridade e da concentrao de atos, sendo a
audincia una, dever o Reclamado indicar as testemunhas e as levar
audincia, independentemente de intimao. Outrossim, os documentos devem
ser apresentados junto contestao, assim como os quesitos para a realizao
da percia, caso seja deferida pelo magistrado.
2.3.9 Parte Autenticativa Exemplo: Local, data Nome do Advogado OAB n
SEMANA 7:
Descrio XI EXAME DE ORDEM Adaptado Contratado pela empresa Clnica
das Amendoeiras, em razo de uma reclamao trabalhista proposta em
12.12.2014 pela empregada Jussara Pclis (nmero 1146- 63.2014.5.18.0002,
2 Vara do Trabalho de Goinia), o advogado analisa a petio inicial, que
contm os seguintes dados e pedidos: que a empregada foi admitida em
18.11.2000 e dispensada sem justa causa em 15.07.2013 mediante aviso
prvio trabalhado; que a homologao da ruptura aconteceu em 10.09.2013;
que havia uma norma interna garantindo ao empregado com mais de 10 anos
de servio o direito a receber um relgio folheado a ouro do empregador, o que
no foi observado; que a exempregada cumpria jornada de 2 a 6 feira das 15h
s 19h sem intervalo; que recebia participao nos lucros (PL) 1 vez a cada
semestre, mas ela no era integrada para fim algum. A autora postula o
pagamento da multa do Art. 477 da CLT porque a homologao ocorreu a
destempo; condenao em obrigao de fazer materializada na entrega de um
relgio folheado a ouro; hora extra pela ausncia de pausa alimentar;
integrao da PL nas verbas salariais, FGTS e aquelas devidas pela ruptura, com
o pagamento das diferenas correlatas. A empresa entrega ao advogado cpia
do recibo de depsito das verbas resilitrias na conta da trabalhadora ocorrido
em 14.08.2013 e cpia dos regulamentos internos vigentes ao longo do tempo,
em que existia previso de concesso do relgio folheado a ouro, mas em
fevereiro de 2000, foi substitudo por um novo regulamento, que previu a
entrega de uma foto do empregado com sua equipe. Analisando
cuidadosamente a narrativa feita pela empresa e a documentao por ela
fornecida, apresente a pea pertinente defesa, em juzo, dos interesses dela,
sem criar dados ou fatos no informados.

SEMANA 8:
Descrio V EXAME DE ORDEM UNIFICADO Adaptado Joaquim Ferreira,
assistido por advogado particular, ajuizou reclamao trabalhista, pelo rito
ordinrio, em face da empresa Parque dos Brinquedos Ltda. (RT n 0001524-
15.2015.5.04.0035), em 7/06/2015, alegando que foi admitido em 3/2/2011,
para trabalhar na linha de produo de brinquedos na sede da empresa
localizada no Municpio de Florianpolis-SC, com salrio de R$ 2.000,00 (dois
mil reais) mensais e horrio de trabalho das 8 s 17 horas, de segunda-feira a
sbado, com 1 (uma) hora de intervalo intrajornada. Esclarece, contudo, que,
logo aps a sua admisso, foi transferido, de forma definitiva, para a filial da
reclamada situada no Municpio de Porto Alegre-RS e que jamais recebeu
qualquer pagamento a ttulo de adicional de transferncia. Diz que, em razo
da insuficincia de transporte pblico regular no trajeto de sua residncia para
o local de trabalho e vice-versa, a empresa lhe fornecia conduo, no lhe
pagando as horas in itinere, nem promovendo a integrao do valor
correspondente a essa utilidade no seu salrio, para todos os efeitos legais.
Salienta, ainda, que no gozou as frias relativas ao perodo aquisitivo
2011/2012, apesar de ter permanecido em licena remunerada por 33 (trinta e
trs) dias no curso desse mesmo perodo. Por fim, aduz que, poca de sua
dispensa imotivada, era o Presidente da Comisso Interna de Preveno de
Acidentes CIPA instituda pela empresa, sendo beneficirio de garantia
provisria de emprego. A extino do contrato de trabalho ocorreu em
03/03/2013. Diante do acima exposto, postula: a) o pagamento do adicional de
transferncia e dos reflexos no aviso prvio, nas frias, nos dcimos terceiros
salrios, nos depsitos do FGTS e na indenizao compensatria de 40%
(quarenta por cento); b) o pagamento das horas in itinere e dos reflexos no
aviso prvio, nas frias, nos dcimos terceiros salrios, nos depsitos do FGTS e
na indenizao compensatria de 40% (quarenta por cento); c) o pagamento
das diferenas decorrentes da integrao no salrio dos valores
correspondentes ao fornecimento de transporte e dos reflexos no aviso prvio,
nas frias, nos dcimos terceiros salrios, nos depsitos do FGTS e na
indenizao compensatria de 40% (quarenta por cento); d)o pagamento, em
dobro, das frias relativas ao perodo aquisitivo 2011/2012; e) a reintegrao no
emprego, em razo da garantia provisria de emprego conferida ao empregado
membro da Comisso Interna de Preveno de Acidente CIPA, ou o pagamento
de indenizao substitutiva; e f) o pagamento de honorrios advocatcios.
Considerando que a reclamao trabalhista foi distribuda 35 Vara do
Trabalho de Porto Alegre-RS, redija, na condio de advogado(a) contratado(a)
pela reclamada, a pea processual adequada, a fim de atender aos interesses
de seu cliente.

SEMANA 9:
Descrio VIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Adaptado Refrigerao Nacional,
empresa de pequeno porte, contrata os servios de um advogado em virtude de
uma reclamao trabalhista movida pelo ex-empregado Srgio Feres, ajuizada
em 12.04.2015 e que tramita perante a 90 Vara do Trabalho de Campinas
(nmero 1598-73.2015.5.15.0090), na qual o trabalhador alega e requer, em
sntese: que desde a admisso, ocorrida em 20.03.2009, sofria revista ntima
na sua bolsa, feita separadamente e em sala reservada, que entende ser ilegal
porque violada a sua intimidade. Requer o pagamento de indenizao por dano
moral de R$ 50.000,00. que uma vez o Sr. Mrio, seu antigo chefe, pessoa
meticulosa e sistemtica, advertiu verbalmente o trabalhador, na frente dos
demais colegas, porque ele havia deixado a blusa para fora da cala, em
desacordo com a norma interna empresarial, conhecida por todos. Efetivamente
houve esquecimento por parte de Srgio Feres, como reconheceu na petio
inicial, mas entende que o chefe no poderia agir publicamente dessa forma, o
que caracteriza assdio moral e exige reparao. Requer o pagamento de
indenizao pelo dano moral sofrido na razo de outros R$ 50.000,00. que no
ms de novembro de 2010 afastou-se da empresa por 30 dias em razo de
doena, oportunidade na qual recebeu benefcio do INSS (auxlio-doena
previdencirio, espcie B-31). Contudo, nesse perodo no recebeu ticket
refeio nem vale transporte, o que considera irregular. Persegue, assim, ambos
os ttulos no lapso em questo. que a empresa sempre pagou os salrios no
dia 2 do ms seguinte ao vencido, mas a partir de abril de 2012,
unilateralmente, passou a quit-los no dia 5 do ms seguinte, em alterao
reputada malfica ao empregado. Requer, em virtude disso, a nulidade da
novao objetiva e o pagamento de juros e correo monetria entre os dias 2 e
5 de cada ms, no interregno de abril de 2012 em diante. Considerando que
todos os fatos apontados pelo trabalhador so verdadeiros, apresente a pea
pertinente defesa dos interesses da empresa, sem criar dados ou fatos no
informados.
SEMANA 10: Descrio RECURSOS
1.1. Conceito: a provocao do reexame de determinada deciso pela
autoridade hierarquicamente superior, em regra, ou pela prpria autoridade
prolatora da deciso, objetivando a reforma ou modificao do julgado, ou seja,
o remdio processual concedido s partes ou terceiro, objetivando que a
deciso judicial impugnada seja submetida a novo julgamento. Obs: Recursos
so assim chamados os que se podem exercitar dentro do processo em que
surgiu a deciso impugnada; diferem das aes impugnativas autnomas, cujo
exerccio, em regra, pressupe a irrecorribilidade da deciso, ou seja, o seu
trnsito em julgado (ex.,ao rescisria).
1.2. Princpios: podem ser elencados os seguintes princpios recursais:
1. a) Duplo Grau de Jurisdio: A CRFB no o prev, mas diversos
autores o posicionam como um corolrio do devido processo legal, do
contraditrio e da ampla defesa (artigo 5, LV, da CRFB)
2. b) Unirrecorribilidade: s existe um recurso cabbel para cada deciso,
ou seja, s se admite um recurso para vergastar a deciso.
3. c) Fungibilidade: permite-se o aproveitamento de recurso
erroneamente nominado, como se fosse o que deveria ser interposto,
atendendo-se ao principio da finalidade ou simplicidade do processo. Porm h
que se advertir que para a aplicao do principio em comento se deve verificar
a existncia de trs fatores cumulativos: i) inexistir erro grosseiro; ii) tem que
haver dvida plausvel quanto ao recurso cabvel; iii)o recurso erroneamente
interposto deve obedecer o prazo do recurso cabvel.
4. d) Voluntariedade: os recursos, em regra, so voluntrios encerrando
manifestao do principio dispositivo.
5. e) Princpio da proibio da reformatio in pejus: vedado ao tribunal, no
julgamento de um recurso, proferir deciso mais desfavorvel ao recorrente, do
que aquela recorrida
6. f) Irrecorribilidade das decises interlocutrias: as decises
interlocutrias so irrecorrveis, somente se permitindo a apreciao de seu
merecimento em recurso da deciso definitiva, artigo 893, 1, da CLT.
7. g) Taxatividade: S admissvel recurso que a lei preveja, ou seja, s
cabe recurso que esteja devidamente previsto em lei, com a sua hiptese de
cabimento.
1.3. Juzo de admissibilidade: verificao das condies impostas pela lei
para que se possa apreciar o contedo da postulao. Com o resultado positivo,
o recurso admissvel. Quando o rgo a que compete julgar o recurso o
declara inadmissvel, diz-se que ele no conhece do recurso. O juzo de
admissibilidade preliminar ao de mrito.
1.3.1. Requisitos de admissibilidade: Os Juzos de admissibilidade
podem ser classificados como:
1. a) Intrnsecos ou subjetivos: confundem-se com as condies da ao
e os pressupostos processuais, mas adequando-os aos recursos, assim, pode se
dizer que so pressupostos intrnsecos Legitimidade, Interesse e inexistncia de
fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer
2. b) Extrnsecos ou objetivos: so aqueles que dizem respeito aos
aspectos de forma dos recursos, tais como tempestividade, preparo,
regularidade formal, cabimento, regularidade de representao.
1.4. Juzo de Mrito: aps a preliminar da admissibilidade, cumpre apreciar a
matria impugnada para acolh-la, caso fundada, ou rejeit-la, caso infundada.
O objeto do juzo de mrito o prprio contedo da impugnao deciso
recorrida. Pode ocorrer error in iudicando =>> reforma da deciso em razo da
m apreciao da questo de direito ou da questo de fato, ou de ambas. Pode
ocorrer error in procedendo =>> invalidao da deciso por vcio de atividade
1.5. Efeitos: podem ser destacados os seguintes efeitos dos recursos:
1. a) Devolutivo: os recursos, ordinariamente, so dotados apenas de
efeito devolutivo, e este nos indica que a matria impugnada devolvida ao
conhecimento do rgo jurisdicional.
2. b) Suspensivo: No processo laboral, em regra, os recursos no so
dotados de efeito suspensivo, esse efeito impede a produo de todo e
qualquer efeito da sentena at o julgamento do recurso, por exemplo, artigo
1012 do NCPC
3. c) Translativo: Em relao s questes de ordem pblica, as quais
devem ser conhecidas de oficio, no se opera a precluso, podendo o juiz ou
tribunal decidir tais questes ainda que no constem das razes recursais ou
das contrarrazes, gerando o denominado efeito translativo dos recursos,
conforme o disposto no artigo 1.013, 1, do NCPC
4. d) Obstativo: Todo recurso impede a formao da coisa julgada,
obstando-a a partir da sua interposio.
5. e) Substitutivo: o Julgamento realizado pelo rgo de superior
instncia, sempre que abordar o mrito, substituir a deciso recorrida,
conforme o disposto no artigo 1008 do NCPC 1.6. Teoria da Causa Madura ?
importante destaque deve ser dado acerca da possibilidade de aplicao da
chamada teoria da causa madura no mbito laboral.
Tal teoria est prevista no artigo 513, 3 do CPC e ser prevista no artigo
1.013, 3 do NCPC, desde de sua insero duas correntes doutrinrias se
formaram acerca dos pressupostos para a sua aplicao. A primeira sustenta
que devem ser cumulados os fatores previstos no artigo 513, 3 do atual CPC,
ou seja, a causa deve versar sobre matria exclusivamente de direito e deve
estar em condies de imediato julgamento. A segunda a seu turno, entendia
que se a causa versasse sobre matria de direito ou estivesse em condies de
imediato julgamento, poderia ser aplicada a teoria da causa madura. Parece
que o NCPC se posicionou em consonncia ao segundo entendimento,
admitindo o julgamento quando a causa j estiver em condies para tal, seno
outra a leitura do artigo 1.013, 3, do NCPC: Art. 1.013. A apelao devolver
ao tribunal o conhecimento da matria impugnada. 3 o Se o processo estiver
em condies de imediato julgamento, o tribunal deve decidir desde logo o
mrito quando: I reformar sentena fundada no art. 485; II decretar a
nulidade da sentena por no ser ela congruente com os limites do pedido ou
da causa de pedir; III constatar a omisso no exame de um dos pedidos,
hiptese em que poder julg-lo; IV decretar a nulidade de sentena por falta
de fundamentao.
[Link] de Recurso: no processo trabalhista existe a possibilidade de
serem interpostos dez recursos, quais sejam:
2.1. Recurso Ordinrio previsto na CLT, Art. 893 e 895 e Arts. 328 e 329 do
Regimento Interno do Tribunal Superior do Trabalho
2.2. Recurso de Revista regulado na CLT, Arts. 893 e 896, na Lei n 7.701/88,
Art. 5, a e Art. 331 do Regimento Interno do Tribunal Superior do Trabalho.
2.3. Embargos de Declarao aplicado subsidiariamente ao processo
trabalhista, sendo previsto no Cdigo de Processo Civil, Art. 535e seguintes, e
passar a constar 1.022 do NCPC 2.4. Embargos Infringentes previsto na CLT,
Art. 893, na Lei n 7.701/88, Art. 2, II, c e Art. 356 do Regimento Interno do
Tribunal Superior do Trabalho.
2.5. Agravo de Petio delineado nos Arts. 893 e 897, a, 1 e 3 da CLT
2.6. Agravo de Instrumento regulado no Arts. 893 e 897, b, 2 e 4 da
CLT e Instruo Normativa TST n 6 de 08/06/96 2.7. Agravo
Regimental previsto na Lei n 7.701/88 Arts. 3 e 5 e nos Regimentos do
Tribunal Superior (art. 338) e Tribunais Regionais do Trabalho.
2.8. Recurso Extraordinrio Regulado na Constituio Federal no artigo 102,
III. 2.9. Pedido de Reviso de Valor de Alada criado pela Lei n 5.584/70, Art.
2.
[Link] Correicional mencionada no artigo 709 da CLT e gizada nos
Arts. 682, XI e 709, II da CLT, no Art. 13, do Regimento Interno da Corregedoria
Geral da Justia do Trabalho e nos Regimentos dos Tribunais Regionais do
Trabalho.
3. Do Recurso Ordinrio
3.1. Hiptese de cabimento e breves observaes O recurso Ordinrio tem
cabimento para o Tribunal Regional contra decises terminativas ou definitivas
do feito, em processo de conhecimento, das Varas do trabalho. O recurso
Ordinrio tem semelhanas com a apelao no Processo Civil e se encontra
previsto no artigo 895 da CLT: Art. 895 Cabe recurso ordinrio para a instncia
superior: (Vide Lei 5.584, de 1970) I das decises definitivas ou terminativas
das Varas e Juzos, no prazo de 8 (oito) dias; II das decises definitivas ou
terminativas dos Tribunais Regionais, em processos de sua competncia
originria, no prazo de 8 (oito) dias, quer nos dissdios individuais, quer nos
dissdios coletivos. o recurso clssico e de larga utilizao no cotidiano
forense, pois visa impugnar as decises terminativas ou definitivas proferidas
pelos rgos de primeiro grau de jurisdio. O recorrente pode limitar o alcance
da devolutividade, desde que indique expressamente os pontos que pretende
recorrer, sendo ento recurso parcial, o que determina o trnsito em julgado do
restante da sentena. inexistente o Recurso Ordinrio interposto por preposto
do empregador ou do substituto do empregado, na audincia. No Dissdio
Individual, o Juiz Presidente da Junta de Conciliao e Julgamento exerce o juzo
de admissibilidade, e, se negado seguimento, enseja a interposio do Agravo
de Instrumento. Quando o recurso Ordinrio for interposto de deciso de
Regional, face a dissdio coletivo, ou ao rescisria, ou mandado de segurana
devido a dissdio coletivo, a competncia para julgar o recurso Ordinrio , em
ltima Instncia, da Seo Especializada de dissdio Coletivo do TST. Quando o
recurso Ordinrio for interposto de deciso do Regional face dissdio individual
de sua competncia originria (ao rescisria e mandado de segurana), a
competncia para julgar o Ordinrio , em ltima Instncia, da Seo
Especializada em Dissdios Individuais. Assim, o juiz Presidente do Regional
exerce o juzo de admissibilidade a quo e o Ministro Relator o juzo de
admissibilidade ad quem. No Dissdio Individual o efeito em que o recurso
Ordinrio recebido ser sempre o devolutivo e no dissdio coletivo, conforme a
observao feita anteriormente, o Art. 7, 2, da Lei n 7.701/88, que prev a
faculdade do Presidente do Tribunal Superior do Trabalho emprestar efeito
suspensivo a recurso Ordinrio interposto de deciso proferida pela Seo
Normativa dos Tribunais Regionais do Trabalho, que ter validade pelo prazo
improrrogvel de 120 dias, contados da publicao do Acrdo Art. 9, Lei n
7.701/88. Cabe reproduzir a observao feita anteriormente. A Lei n 4.725/65,
3, Art. 6 concedia efeito suspensivo ao recurso Ordinrio em dissdio
coletivo. Posteriormente foi revogada pela Lei n 7.788/89, Art. 7, passando a
viger que no mais caberia efeito suspensivo ao recurso Ordinrio em dissdio
coletivo. Mais tarde, o Art. 7 da Lei n 7.788/89 foi revogado pelo Artigo 14 da
Lei n 8.030/[Link], face a impossibilidade de REPRISTINAO, o recurso
Ordinrio em dissdio coletivo no teve readquirido o seu efeito suspensivo.
Interessante esclarecer que a Medida Provisria n 1.488 18, de 29/11/96, que
dispe sobre medidas complementares ao Plano Real e d outras providncias,
e que vem sendo reeditada a cada ms, desde a implantao do retrocitado
plano, prev no Artigo 14 que o recurso interposto de deciso normativa da
Justia do Trabalho ter efeito suspensivo, na medida e extenso conferidas em
despacho do Presidente do Tribunal Superior do Trabalho. Assim, passa a viger a
regra de que o recurso interposto de sentena normativa ter efeito suspensivo,
alm do devolutivo.
3.2. Prazo O prazo para interposio de Recurso Ordinrio de 8 dias.
3.3. Forma A interposio dos recursos, via de regra, faz-se em uma nica
pea processual, a qual poder dividida em duas partes: Folha de Rosto ou Pea
de Interposio ? endereada ao juiz prolator da deciso, que realizar o
primeiro juzo de admissibilidade e formar o contraditrio. Razes de
Recurso ? endereada ao juzo que ir reexaminar o mrito do recurso, tambm
conhecido como juzo ad quem
3.3.1. Folho de Rosto ou Pea de Interposio: A pea de interposio
dever conter os seguintes elementos:
[Link] Endereamento ao Juzo Competente A petio de interposio
deve ser direcionada ao juzo prolator da deciso, exemplo: EXCELENTSSIMO
DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA 5 VARA DO TRABALHO DO RIO DE
JANEIRO [Link]- Identificao do Processo Alm do endereamento ao juzo
onde foi decidida em primeira instncia a demanda, a pea de interposio
dever conter o nmero de registro do processo junto ao rgo jurisdicional, ou
seja, aps o endereamento ao juzo competente deve o Recorrente indicar a
que processo se refere quela contestao. Exemplo: EXCELENTSSIMO DOUTOR
JUIZ DO TRABALHO DA 5 VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO (5 linhas)
Processo n XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
[Link]. Identificao das Partes Tal como ocorre com as peties deve se
indicar quem est peticionando e contra quem peticionado. Exemplo: Nome
do recorrente, j qualificado nos autos em epgrafe, em que contende com
(nome do recorrido), vem, presena de Vossa Excelncia, por seu advogado
infra-assinado, com endereo profissional sito ____________, [Link].
Indicao do tipo de recurso Deve-se indicar o fundamento do recurso e seu
tipo, exemplo: Nome do recorrente, j qualificado nos autos em epgrafe, em
que contende com (nome do recorrido), vem, presena de Vossa Excelncia,
por seu advogado infraassinado, com endereo profissional sito ____________,
tempestivamente, com fundamento na alena ?a? do artigo 895 da CLT, e
inconformado com a sentena proferida, interpor RECURSO ORDINRIO para o
Egrgio Tribunal Regional da___Regio, de acordo com as razes anexas
[Link]. Indicao da presena de pressupostos extrnsecos Deve ser
demonstrada a presena dos pressupostos extrnsecos tais como preparo e
tempestividade. Exemplo: Junta, neste ato, a guia DARF comprovando o
recolhimento das custas processuais e o comprovante do depsito recursal
[Link]. Pedido de Remessa ao juzo ad quem Deve ser realizado o pedido
de remessa ao rgo competente para a apreciao do recurso, em seu mrito.
Exemplo: Aps as formalidades de praxe, requer sejam os autos remetidos ao
Tribunal Regional do Trabalho da ___ Regio, para apreciao das anexas
Razes.
[Link]. Parte Autenticativa Exemplo: Termos em que, P. e E. Deferimento.
Local, data Nome do Advogado OAB n 3.3.2. Razes de Recurso Nas razes de
Recurso dever constar os seguintes elementos:
[Link]. Endereamento ao Juzo ad quem As razes de Recurso so
dirigidas ao rgo que ir examinar o recurso. Exemplo: EGRGIO TRIBUNAL
REGIONAL DO TRABALHO DA ___ REGIO
[Link]. Identificao das Partes e da Origem Exemplo: Recorrente: Nome
do recorrente Recorrido: Nome do Recorrido Processo n XXXXXXXXXX Origem:
__Vara do Trabalho de __________
[Link]. Razes Recursais Introdutrias Deve-se realizar uma breve
introduo do inconformismo, dando incio s efetivas razes do recorrente,
sugere-se a seguinte redao: RAZES DE RECURSO ORDINRIO Emritos
Julgadores, Douto Relator No merece prosperar a deciso proferida pelo juzo a
quo, na qual (copiar parte da deciso recorrida que fundamenta a
insatisfao)
[Link]. Razes Recursais Propriamente ditas Aps o breve relato do
porqu do recurso, deve-se lanar mo dos fundamentos do recurso, tal como o
faz quando da contestao ou mesmo da petio inicial, indicando as razes da
reforma ou anulao da sentena, a depender se o error foi em iudicando ou
procedendo. OBS: como se pode constatar, o recurso ordinrio tem por objetivo
a reforma da sentena, no todo ou em parte. por isso, h que analisar com
profundidade a prova dos autos, ressaltando os pontos favorveis ao recorrente,
inclusive utilizando-se de acrdos que abordem questes semelhantes e,
eventualmente, podendo citar, tambm, autores, assinalando as respectivas
obras.
[Link]. Requerimentos Tal como ocorre em todas as peas processuais,
deve-se, ao final, realizar o pedido daquilo que se requer. No caso dos recursos
a Reforma ou Invalidao da deciso. Exemplo: Diante de todo o exposto,
requer a reforma do julgado para. (pretenso do recurso)
[Link]. Parte Autenticativa Termos em que, P. e E. Deferimento. Local, data
Nome do Advogado OAB n

SEMANA 11:
Descrio Alegando dificuldades setoriais de mercado, a empresa Bom
Caminho S.A., afixou comunicado no quadro de avisos, no qual informou a
reduo dos salrios de todos os empregados em 20%, situao que perdurou
por 02 (dois) anos. Aps tal perodo, demitiu nmero representativo de
empregados, promovendo o pagamento das verbas rescisrias, tendo como
base o salrio j reduzido. Sentindo-se prejudicado, o ex-empregado Jse Bobo
promoveu reclamatria perante a Justia do Trabalho, postulando as diferenas
salariais de todo o perodo da reduo, bem como a recomposio salarial para
que as diferenas das verbas rescisrias fossem pagas pelo maior salrio. A
ao foi julgada improcedente em primeiro grau, sob o fundamento de que, de
fato, a crise que abalara aquele setor era pblica e notria, o que legitimara a
ao empresarial j narrada. Como advogado do ex-empregado, proponha a
medida processual cabvel com a finalidade de reverter a deciso, apresentado
em suas razes os fundamentos legais e doutrinrios pertinentes ao tema.

SEMANA 12:
Descrio Em face da sentena abaixo, voc, na qualidade de advogado do
reclamante, dever interpor o recurso cabvel para a instncia superior,
informando acerca de preparo porventura efetuado. T VARA DO TRABALHO DE
SO JOO DE PDUA Processo n 644-44.2013.5.03.0015 procedimento
sumarssimo AUTOR: RILDO JAIME RS: 1) SOLUES EMPRESARIAIS LTDA. e 2)
METALRGICA CRISTINA LTDA. Aos 17 dias do ms de fevereiro de 2011, s 10
horas, na sala de audincias desta Vara do Trabalho, o Meritssimo Juiz proferiu,
observadas as formalidades legais, a seguinte S E N T E N A Dispensado o
relatrio, a teor do disposto no artigo 852, I, in fine da CLT. FUNDAMENTAO
DA REVELIA E CONFISSO Malgrado a segunda r (tomadora dos servios) no
ter comparecido em juzo, mesmo citada por oficial de justia (mandado a fls.
10), entendo que no h espao para revelia nem confisso quanto matria
de fato porque a primeira reclamada, prestadora dos servios e ex-
empregadora, contestou a demanda. Assim, utilidade alguma haveria na
aplicao da pena em tela, requerida pelo autor na ltima audincia. Rejeito. DA
INPCIA ? O autor denuncia ter sido admitido dois meses antes de ter a CTPS
assinada, pretendendo assim a retificao no particular e pagamento dos
direitos atinentes ao perodo oficioso. Apesar de a ex-empregadora silenciar
neste tpico, a tcnica processual no foi respeitada pelo autor. que ele
postulou apenas a retificao da CTPS e pagamento dos direitos, deixando de
requerer a declarao do vnculo empregatcio desse perodo, fator
indispensvel para o sucesso da pretenso deduzida. Extingo o feito sem
resoluo do mrito em face deste pedido. DA PRESCRIO PARCIAL Apesar de
no ter sido suscitada pela primeira r, conheo de ofcio da prescrio parcial,
conforme recente alterao legislativa, declarando inexigveis os direitos
anteriores a cinco anos do ajuizamento da ao. DAS HORAS EXTRAS O autor
afirma que trabalhava de 2 a 6 feira das 8h s 16h com intervalo de 15
minutos para refeio, postulando exclusivamente hora extra pela ausncia da
pausa de 1 hora. A instruo revelou que efetivamente a pausa alimentar era
de 15 minutos, no s pelos depoimentos das testemunhas do autor, mas
tambm porque os controles no exibem a marcao da pausa alimentar, nem
mesmo de forma pr- assinalada. Contudo, uma vez que confessadamente
houve fruio de 15 minutos, defiro 45 minutos de horas extras por dia de
trabalho, com adio de 40%, conforme previsto na conveno coletiva da
categoria juntada os autos, mas sem qualquer reflexo diante da natureza
indenizatria da verba em questo. DA INSALUBRIDADE Este pedido fracassa
porque o autor postulou o seu pagamento em grau mximo, conforme exposto
na pea inicial, mas a percia realizada comprovou que o grau presente na
unidade em que o reclamante trabalhava era mnimo e, mais que isso, que o
agente agressor detectado (iluminao) era diverso daquele indicado na petio
inicial (rudo). Estando o juiz vinculado ao agente agressor apontado pela parte
e ao grau por ela estipulado, o deferimento da verba desejada implicaria
julgamento extra petita, o que no possvel. No procede. DA MULTA ARTIGO
477 da CLT O reclamante persegue a verba em exame ao argumento de que a
homologao da ruptura contratual sucedeu 25 dias aps a concesso do aviso
prvio indenizado. Sem razo, todavia. A r comprovou documentalmente que
realizou o depsito das verbas resilitrias na conta do autor oito dias aps a
concesso do aviso, de modo que a demora na homologao da ruptura fato
incontestado no causou qualquer prejuzo ao trabalhador. No procede.
ANOTAO DE DISPENSA NA CTPS O acionante deseja a retificao de sua CTPS
no tocante data da dispensa, para incluir o perodo do aviso prvio. O pedido
est fadado ao insucesso, porquanto no caso em exame o aviso prvio foi
indenizado, ou seja, no houve prestao de servio no seu lapso. Logo, tal
perodo no pode ser considerado na anotao da carteira profissional. No
procede. DO DANO MORAL O pedido de dano moral tem por suporte a revista
que o autor sofria. A primeira r explicou que a revista se limitava ao fato de os
trabalhadores, na sada do expediente, levantarem coletivamente a camisa at
a altura do peito, o que no trazia qualquer constrangimento, mesmo porque
fiscalizados por pessoa do mesmo sexo. A empresa tem razo, pois, se os
homens frequentam a praia ou mesmo saem rua sem camisa, certamente no
ser o fato de a levantarem um pouco na sada do servio que lhes ferir a
dignidade ou decoro. Ademais, a proibio de revista aplica-se apenas s
mulheres, na forma do artigo 373-A, VI, da CLT. No houve violao a qualquer
aspecto da personalidade do autor. No procede. DOS HONORRIOS
ADVOCATCIOS So indevidos os honorrios porque, em que pese o reclamante
estar assistido pelo sindicato de classe e encontrar-se atualmente
desempregado, o volume dos pedidos ora deferidos superar dois salrios
mnimos, pelo que no se cogita pagamento da verba honorria almejada pelo
sindicato. DOS HONORRIOS PERICIAIS Em relao percia realizada, cujos
honorrios foram adiantados pelo autor, j constatei que, no mrito, razo no
assistia ao demandante, mas, por outro lado, que havia efetivamente um
agente que agredia a sade do laborista. Desse modo, declaro que a
sucumbncia pericial foi recproca e determino que cada parte arque com
metade dos honorrios. A metade devida ao reclamante dever a ele ser
devolvida, sem correo, adicionando-se seu valor na liquidao. JUROS E
CORREO MONETRIA Na petio inicial o autor no requereu ambos os
ttulos, pelo que no devero ser adicionados aos clculos de liquidao, j que
a inicial fixa os contornos da lide e da eventual condenao.
RESPONSABILIDADE SEGUNDA R Na condio de tomadora dos servios do
autor durante todo o contrato de trabalho, e considerando que no houve
fiscalizao do cumprimento das obrigaes contratuais da prestadora, condeno
a segunda r de forma subsidiria pelas obrigaes de dar, com arrimo na
Smula 331 do TST. Contudo, fixo que a execuo da segunda reclamada
somente ter incio aps esgotamento da tentativa de execuo da devedora
principal (a primeira r) e de seus scios. Somente aps a desconsiderao da
personalidade jurdica, sem xito na captura de patrimnio, que a execuo
poder ser direcionada contra a segunda demandada. Diante do exposto, julgo
procedentes em parte os pedidos, na forma da fundamentao, que integra
este decisum. Custas de R$ 100,00 sobre R$ 5.000,00, pelas rs. Intimem-se.

SEMANA 13:
Descrio (A) promoveu RT contra (B) pleiteando horas extras e reflexos. (B)
contestou o feito alegando que as partes pactuaram individualmente acordo de
compensao de jornada de trabalho e que, portanto, as horas extras seriam
indevidas. A deciso julgou a demanda procedente alertando que o artigo 59,
2, da CLT s admite o acordo de compensao atrabes de norma coletiva,
assim como o artigo 7, XIII, da CRFB. No se conformando, o reclamado
interps Recurso Ordinrio e o TRT da 1 Regio julgou o recurso improvido,
mantendo integralmente a deciso originria, destacando, ao final, que o TST
vem admitindo o acordo de compensao de maneira individual. Proponha a
medida processual cabvel para a defesa dos interesses do Reclamado

SEMANA 14:
Descrio OAB/RJ LEONARDO CASQUEIRA ingressou com reclamao trabalhista
em face de seu antigo empregador, Empresa Sol e Lua Ltda. requerendo a
nulidade da dispensa e conseqente reintegrao no emprego por ser detentor
de estabilidade como dirigente sindical, atribuindo causa o valor de R$
29.000,00, razo pela qual a mesma foi autuada no procedimento ordinrio. O
MM. Juzo da 5 Vara do Trabalho do Rio de Janeiro julgou improcedente o seu
pedido, negando-lhe direito estabilidade provisria, como dirigente sindical,
pois entendeu que o registro da candidatura ocorreu no curso do aviso prvio.
Inconformado o reclamante ingressou com recurso ordinrio sob o argumento
de que seu registro foi efetuado um dia antes do comunicado de dispensa, o
que demonstra data anterior a concesso do aviso prvio. Alegou nas razes do
recurso violao a Lei, jurisprudncia e provas que comprovam as suas
alegaes. O Tribunal Regional do Trabalho negou provimento ao recurso
ordinrio mantendo na integralidade a sentena primria por seus prprios
fundamentos. Sabedor de seu direito e no compreendendo o porqu da
negativa de seu pleito, o reclamante objetiva ingressar com recurso contra o
acrdo proferido pelo TRT da 1 Regio. Assim, no prazo a que alude a
Consolidao das Leis Trabalhistas, apresente o recurso apropriado,
impugnando o acrdo

SEMANA 15:
Descrio Aps o trnsito em julgado da deciso, em liquidao de sentena, a
Reclamada, Empresa Bom Caminho, nos autos em que contende com Jos
Brigo, apresentou impugnao aos clculos apresentados pelo Reclamante. O
juiz, por sua vez, homologou os clculos da empresa Reclamada, ressalvando, a
reviso oportuna dos clculos. O contador do juzo, contudo, ao proceder
referida reviso dos clculos, equivocadamente, tomou como base os valores
apresentados pelo Reclamante, sendo, ento, expedido Mandado de Citao,
Penhora e Avaliao pela Secretaria da Vara em valor superior ao homologado
pelo juzo. Na qualidade de advogado contratado pela Empresa Bom Caminho
S.A., levando-se em conta que seu objetivo alegar excesso de execuo,
elabore a medida processual cabvel para salvaguardar os interesses do seu
cliente.

SEMANA 16:
Descrio Francisco, administrador, casado, portador da cdula de identidade
123456, expedida pelo IFP, inscrito no CPF/MF sob o n 129.325.789-87,
residente e domiciliado na Rua dos Invlidos, n 123, Centro, Rio de Janeiro, CEP
21.456-79, trabalhou durante anos na empresa Omega LTDA., tendo rescindido
o contrato de trabalho em virtude de aprovao em concurso pblico, ocorrido
em novembro de 2010. Ocorre que, enquanto funcionrio da empresa Omega
LTDA, realizou diversas funes, inclusive, nos anos de 2007, 2008 e 2009 a
funo de membro do conselho fiscal da empresa, conforme expressa previso
do contrato social. Pois bem, Francisco o busca em seu escritrio, munido de
todos os documentos que comprovam suas afirmaes, narrando que h dois
dias, um oficial de justia bateu sua porta, portando um mandado de citao
penhora e avaliao, determinada pelo Juzo da 12 Vara do Trabalho do Estado
do Rio de Janeiro, no qual constava a ordem de citao e consequente
pagamento de dvida no valor de R$ 5.000,00, decorrentes da execuo
promovida por Raimundo Nonato, em trmite na 6 Vara do Trabalho do Estado
de Pernambuco. Informou, ainda, que a execuo tem por base a sentena
proferida pelo Juzo deprecante, na qual foi condenada a empresa Omega LTDA.
ao pagamento de diversas verbas trabalhistas devidas ao seu ex-empregado
Raimundo Nonato. Outrossim, informou e comprovou que o mandado de citao
na fase executria se deu em seu nome, posto que o Exequente, por no
conseguir a satisfao do crdito, vez que a empresa Omega Ltda. encerrou
suas atividades de forma irregular, conseguiu junto ao juzo a desconsiderao
da personalidade jurdica, revertendo a execuo para a pessoa dos scios da
empresa Omega Ltda. Desta maneira, por constar o nome de Francisco em
diversos documentos da empresa, principalmente nos anos de 2007, 2008 e
2009, foi ele elencado como scio da Empresa Omega Ltda, sendo citado na
execuo promovida por Raimundo. Como advogado contratado por Francisco,
elabore a medida processual cabvel para a defesa dos interesses de seu
cliente.
Fonte: Universidade Estcio de S

SEMANA 2:
Descrio Na presente data, compareceu em seu escritrio a Sra. Gislaine da Silva,
brasileira, viva, portadora da cdula de identidade n 123456-9 e da CTPS n 12345,
srie 111-RJ, inscrita no CPF/MF sob o n 444.333.222-11, residente e domiciliada na Rua
dos desempregados, n 12, Bairro Afastado, Rio de Janeiro, oportunidade em que lhe
narrou o seguinte caso: Sou manicure a mais de 30 anos, e em 1997, comecei a trabalhar
no salo da Gertrudez, tendo como horrio de trabalho de segunda sexta-feira, das 8h
s 17h, e como salrio a quantia correspondente a um salrio mnimo. Porm, em 2007,
fui mandada embora sem nenhum aviso, apesar de sempre ter trabalhado, nunca ter
tirado frias e sequer ter recebido qualquer valor do dito 13 salrio. Acrescentou, ainda:
Doutor(a), eu no sou de ficar botando ningum na justia, no. Mas trabalhei durante
anos e fui dispensada sem qualquer motivo e, o pior, nunca assinaram a minha carteira,
estou indignada. Ao final da consulta, a Sra. Gislaine deixou como documentos a cpia de
sua identidade, CPF, CTPS e comprovante de residncia, assim como o contrato social do
salo da Gertrudez, onde foi possvel perceber que a empresa opera, hoje, sob a
denominao de Salo Sempre Bela EIRELI, inscrita no CNPJ sob o n 33.011.555/0001-
00, tendo como principal estabelecimento a Rua dos Prazeres, n 1, loja A, Ipanema, Rio
de Janeiro. Diante dos fatos apresentados e sabendo que foi elaborada a procurao e o
contrato de honorrios, elabore a medida processual adequada aos interesses de sua
cliente.

EXCELENTSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO


TRABALHO DO RIO DE JANEIRO/ RJ (Conforme Art. 319, I, NCPC e Organizao
Judiciria da UF)

GISLAINE DA SILVA, brasileira, viva, portadora da cdula de identidade n 123456-9 e da


CTPS n 12345, srie 111-RJ, inscrita no CPF/MF sob o n 444.333.222-11, endereo
eletrnico, residente e domiciliada na Rua dos desempregados, n 12, Bairro Afastado, Rio
de Janeiro, por seu advogado abaixo subscrito, com endereo profissional (completo),
para fins do artigo 106, I do Novo Cdigo de Processo Civil, vem a este juzo, propor a
presente

RECLAMAO TRABALHISTA,,

pelo rito ordinrio (ou sumarssimo ou sumrio), em face de SALO SEMPRE BELA,
inscrito no CNPJ sob o n 33.011.555/0001-00, endereo eletrnico, estabelecido na Rua
dos Prazeres, n 1, loja A, Ipanema, Rio de Janeiro, pelas razes de fato e de direito que
passa a expor:

DA GRATUIDADE DE JUSTIA

Cumpre salientar que o Requerente no possui condies financeiras de arcar com custas
processuais e honorrios advocatcios, sem prejuzo ao seu prprio sustento e de sua
famlia, requerendo desde j os benefcios da justia gratuita, nos termos do artigo 4 da
Lei 1.060/50.

DA COMISSO DE CONCILIAO PRVIA


Mister ressaltar, que o reclamante no se submeteu a Comisso de Conciliao, pois
inexiste tal conciliao para categoria de manicure, em conformidade com as ADINs 2139
e 2160.

DOS FATOS

Gislaine manicure a mais de 30 anos, e em 1997, comeou a trabalhar no salo da


Gertrudez, tendo como horrio de trabalho de segunda sexta-feira, das 8h s 17h, e
como salrio a quantia correspondente a um salrio mnimo. Porm, em 2007, foi
desligada da empresa sem nenhum aviso prvio, apesar de sempre ter trabalhado, nunca
ter tirado frias e sequer ter recebido qualquer valor do 13 salrio.
Gislaine est inconformada com a situao, pois trabalhou durante anos e foi dispensada
sem qualquer motivo e, o pior, nunca assinaram a sua carteira.

DOS FUNDAMENTOS

Conforme artigo 3, CLT, entende-se por empregado toda pessoa fsica que prestar servio
de natureza no eventual a empregador mediante salrio.
A reclamante exerceu a funo de manicure de 1997 a 2007, ano em que foi demitida sem
justa causa.
Assim sendo a reclamante foi empregada da reclamada e por tal razo deveria ter sua
CTPS devidamente anotada
Conforme entendimento jurisprudencial pacificado, toda pessoa que prestar servio no
eventual e remunerado a um empregador considerado empregado e, tem todos os direito
trabalhistas assegurados, independente de contrato formal ou carteira assinada.

DO PEDIDO

Diante do exposto, requer a V. Exa:

1 Que seja concedida a gratuidade de justia;


2 Que seja julgado procedente o pedido, declarando que a reclamante foi empregada da
reclamada entre 1997 e 2007 e devendo ser feita as anotaes na sua CTPS ;
3 A notificao da reclamada
DAS PROVAS

Requer a produo de todas as provas em direito admitidas, na amplitude dos artigos 369
e seguintes do NCPC, em especial a prova documental, a prova pericial, a testemunhal e o
depoimento pessoal do Ru.

DO VALOR DA CAUSA

D-se causa o valor de R$acima de 40 salrios mnimos

Pede deferimento.
Local, (Dia) de (Ms) de (Ano)
Assinatura
Nome do Advogado
OAB/(UF)

SEMANA 3:
Descrio (XII EXAME DE ORDEM Prova Prtico-profissional Adaptado) Sntese da
entrevista feita com Bruno Silva, brasileiro, solteiro, CTPS 0010, Identidade 0011, CPF
0012 e PIS 0013, filho de Valmor Silva e Helena Silva, nascido em 20.02.1990, domiciliado
na Rua Oliveiras, 150, Cuiab, CEP 20000-000: que foi admitido h exatos trs anos pela
empresa Central de Legumes Ltda., situada na Rua das Accias, 58, Cuiab, CEP 20000-
010, e dispensado sem justa causa h exato um ms, quando recebeu corretamente as
verbas da extino contratual; que teve a CTPS assinada e exercia a funo de
empacotador, recebendo por ltimo o salrio de R$ 1.300,00 por ms; que sua tarefa
consistia em empacotar congelados de legumes numa mquina adquirida para tal fim. H
exato um ano sofreu acidente do trabalho na referida mquina, quando sua mo ficou
presa no interior do equipamento, ficando afastado pelo INSS e recebendo auxlio doena
acidentrio at por exatos seis meses a contar do incidente, quando retornou ao servio.
No acidente, sofreu trauma na mo esquerda e se submeteu a tratamento mdico e
psicolgico, gastando com os profissionais R$ 2.500,00 entre honorrios profissionais e
medicamentos, tendo levado consigo os recibos. Do acidente no resultou nenhuma
deformidade permanente ou mesmo danos de natureza esttica. A CIPA da empresa,
convocada quando da ocorrncia do acidente, verificou que a mquina havia sido alterada
pela empresa, que retirou um dos componentes de segurana para que ela trabalhasse
com maior rapidez e, assim, aumentasse a produtividade. Bruno costumava fazer digitao
de trabalhos de concluso de curso para universitrios, ganhando em mdia R$200,00 por
ms, mas no perodo em que esteve afastado pelo INSS no teve condio fsica de
realizar esta atividade, que voltou a fazer to logo retornou ao emprego. Analisando
cuidadosamente o relato feito pelo trabalhador, apresente a pea pertinente melhor
defesa, em juzo, dos interesses dele, sem criar dados ou fatos no informados.

EXCELENTSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO


TRABALHO DE CUIAB / MT (Conforme Art. 319, I, NCPC e Organizao Judiciria da
UF)

BRUNO SILVA, brasileiro, solteiro, CTPS 0010, Identidade 0011, CPF 0012 e PIS 0013,
filho de Valmor Silva e Helena Silva, nascido em 20.02.1990, endereo eletrnico,
residente e domiciliado na Rua Oliveiras, 150, Cuiab, CEP 20000-000, para fins do artigo
106, I do Novo Cdigo de Processo Civil, vem a este juzo, propor a presente

RECLAMAO TRABALHISTA COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA,

pelo rito ordinrio, em face de CENTRAL DE LEGUMES LTDA, CNPJ nr , endereo


eletrnico, com sede na Rua das Accias, 58, Cuiab, CEP 20000-010 , residente e
domiciliado (endereo completo), pelas razes de fato e de direito que passa a expor:

DA GRATUIDADE DE JUSTIA

Cumpre salientar que o Requerente no possui condies financeiras de arcar com custas
processuais e honorrios advocatcios, sem prejuzo ao seu prprio sustento e de sua
famlia, requerendo desde j os benefcios da justia gratuita, nos termos do artigo 4 da
Lei 1.060/50.

DA COMISSO DE CONCILIAO PRVIA

Mister ressaltar, que o reclamante no se submeteu a Comisso de Conciliao, em


conformidade com as ADINs 2139 e 2160.
Portanto, prevalece o artigo 5, inciso XXXV, da Carta da Repblica que dispe ser livre o
acesso a Justia.

DOS FATOS

Bruno est muito triste e emocionalmente abalado por ter sido dispensado sem justa causa
e ainda dentro do perodo do perodo de estabilidade pelo acidente de trabalho sofrido.
Ocorre que o reclamante foi admitido pela reclamada h trs anos e e exercia a funo de
empacotador, recebendo por ltimo o salrio de R$ 1.300,00 por ms.
Sua tarefa consistia em empacotar congelados de legumes numa mquina adquirida para
tal fim.
H exato um ano sofreu acidente do trabalho na referida mquina, quando sua mo ficou
presa no interior do equipamento, ficando afastado pelo INSS e recebendo auxlio doena
acidentrio at por exatos seis meses a contar do incidente, quando retornou ao servio.
No acidente, sofreu trauma na mo esquerda e se submeteu a tratamento mdico e
psicolgico, gastando com os profissionais R$ 2.500,00 entre honorrios profissionais e
medicamentos, tendo levado consigo os recibos.
Do acidente no resultou nenhuma deformidade permanente ou mesmo danos de
natureza esttica.
A CIPA da empresa, convocada quando da ocorrncia do acidente, verificou que a
mquina havia sido alterada pela empresa, que retirou um dos componentes de segurana
para que ela trabalhasse com maior rapidez e, assim, aumentasse a produtividade.
Adicionalmente Bruno costumava fazer digitao de trabalhos de concluso de curso para
universitrios, ganhando em mdia R$200,00 por ms, mas no perodo em que esteve
afastado pelo INSS no teve condio fsica de realizar esta atividade, que voltou a fazer
to logo retornou ao emprego.

DOS FUNDAMENTOS

A demisso sem justa causa, conforme artigo 118 da lei 8213/91, pois o segurado que
sofreu acidente do trabalho tem garantida, pelo prazo mnimo de doze meses, a
manuteno do seu contrato de trabalho na empresa, aps a cessao do auxlio-doena
acidentrio.
Esta lei foi violada, em funo do reclamante ter retornado apenas h seis meses quando
foi demitido, devendo o mesmo ser reintegrado aos quadros da empresa na mesma funo

Alm disto, conforme Art. 927, CC, aquele que por ato ilcito, causar dano a outrem, fica
obrigado a repar-lo, independentemente de culpa, em funo do risco provado quando da
retirada da pea de proteo para aumentar a produtividade

Adicionalmente esto presentes elementos que evidenciam a probabilidade de dano,


assim como a probabilidade da existncia do direito do reclamante, que conforme artigo
300, NCPC, justificariam que a tutela de urgncia seja concedida .

Solicito ainda vossa excelncia analisar a possibilidade de converter a estabilidade em


verba pecuniria, conforme Smula n 396 do TST, que diz que no h nulidade por
julgamento extra petita da deciso que deferir salrio quando o pedido for de
reintegrao, dados os termos do art. 496 da CLT (quando a reintegrao do empregado
estvel for desaconselhvel)

DO PEDIDO

Diante do exposto, requer a V. Exa:

1 Que seja concedida a gratuidade de justia;


2 Que seja concedida a tutela de urgncia determinando-se a imediata reintegrao do
reclamante ao cargo de empacotador;
3 Que seja julgado procedente o pedido para condenar a reclamada na reparao
reparao de perdas e danos no valor de R$ (valor em reais);
4 Que seja julgado procedente o pedido para condenar a reclamada a pagar danos
morais que foram ocasionados;
5 Que seja julgado procedente o pedido tornando definitiva a tutela de urgncia ;
6 A notificao da reclamada
7- Que se oficie o Ministrio Pblico do Trabalho para as devidas providncias quanto as
retiradas das peas de proteo.

DAS PROVAS
Requer a produo de todas as provas em direito admitidas, na amplitude dos artigos 369
e seguintes do NCPC, em especial a prova documental, a prova pericial, a testemunhal e o
depoimento pessoal do Ru.

DO VALOR DA CAUSA

D-se causa o valor de R$ (valor expresso em reais).

Pede deferimento.
Local, (Dia) de (Ms) de (Ano)
Assinatura
Nome do Advogado
OAB/(UF)

SEMANA 4:
Descrio Felisberto Magnanimo dos Santos, brasileiro, casado, filho de Felisbento dos
Santos e Albertina Magnanimo, portador da carteira de identidade n 123456-9, expedida
pelo DETRAN/SP, e da CTPS n 123456, srie 125-RJ, inscrito no CPF/MF sob o n
123.456.789-11, residente e domiciliado sito rua dos mortos, n 121, CEP 20.000-000,
Resende, Rio de Janeiro, foi admitido h exatos dois anos, seis meses e vinte e dois dias,
pela empresa Bom Caminho S.A., inscrita no CNPJ/MF sob o n 33.000.556/0001-00,
com sede na rua dos montadores de veculos, s/n, Porto Real, Rio de Janeiro, CEP
22.000-111, para exercer a funo de auxiliar administrativo I, percebendo o salrio mensal
no valor de R$ 3.000,00. A jornada de trabalho contratada foi de 44 horas semanais, sendo
8 (oito) horas de segunda sexta-feira e de 04 (quatro) horas aos sbados. Por certo, no
curso do contrato de trabalho, devidamente anotado na CTPS, Felisberto teve recolhido
corretamente o seu FGTS, contribuio prEvidenciria e, ainda, percebeu dirias de
viagens nunca excedentes 50% de seu salrio mensal, assim como, eventualmente, as
horas extras que realizava. Contudo, hoje, Felisberto sofreu um mau sbito, vindo a falecer
no translado de sua residncia fbrica. Com o falecimento do funcionrio, a empresa
Bom Caminho S.A. entra em contato com seu escritrio solicitando os servios
advocatcios, informando que gostaria de efetuar o pagamento das verbas rescisrias do
funcionrio. A empresa, ainda, informou que o funcionrio nunca gozou frias na empresa,
bem como o mesmo era casado com Magdalena Mortcia dos Santos, portadora da cdula
de identidade n 121121121, expedida pelo DETRAN/RJ e inscrita no CPF/MF sob o n
125.154.178-97, e que o casal no possua filhos, estando os ascendentes do de cujus j
falecidos. Diante do caso narrado, elabore a pea processual cabvel ao caso concreto,
que voc, como advogado da reclamada, proporia em juzo, descriminando todas as
parcelas e os fundamentos pertinentes.

EXCELENTSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO


TRABALHO PORTO REAL / RJ (Conforme Art. 319, I, NCPC e Organizao Judiciria da
UF)

BOM CAMINHO S.A., inscrita no CNPJ/MF sob o n 33.000.556/0001-00, endereo


eletrnico, com sede na rua dos montadores de veculos, s/n, Porto Real, Rio de Janeiro,
CEP 22.000-111, por seu advogado abaixo subscrito, com endereo profissional
(completo), para fins do artigo 106, I do Novo Cdigo de Processo Civil, vem a este juzo,
propor a presente

AO DE CONSIGNAO DE PAGAMENTO ,

pelo rito ordinrio, em face de, MAGDALENA MORTCIA DOS SANTOS, portadora da
cdula de identidade n 121121121, expedida pelo DETRAN/RJ e inscrita no CPF/MF sob
o n 125.154.178-97, endereo eletrnico, residente e domiciliado sito rua dos mortos, n
121, CEP 20.000-000, Resende, Rio de Janeiropelas razes de fato e de direito que passa
a expor:

DA GRATUIDADE DE JUSTIA

Cumpre salientar que o Requerente no possui condies financeiras de arcar com custas
processuais e honorrios advocatcios, sem prejuzo ao seu prprio sustento e de sua
famlia, requerendo desde j os benefcios da justia gratuita, nos termos do artigo 4 da
Lei 1.060/50.

DA COMISSO DE CONCILIAO PRVIA


Mister ressaltar, que o reclamante no se submeteu a Comisso de Conciliao, em
conformidade com as ADINs 2139 e 2160.
Portanto, prevalece o artigo 5, inciso XXXV, da Carta da Repblica que dispe ser livre o
acesso a Justia.

DOS FATOS

Felisberto Magnanimo dos Santos, empregado na funo de de auxiliar administrativo I na


empresa Bom Caminho S.A., sofreu um mau sbito, vindo a falecer no translado de sua
residncia fbrica, deixando como viva Magdalena Mortcia dos Santos.
A autora vem propor a este juzo que os pagamentos devidos a Felisberto sejam
consignados a viva Magdalena.

DOS FUNDAMENTOS

Com base no artigo 335, CC , quando o credor no puder receber- se o credor no puder
receber o pagamento, ou dar quitao na devida forma, a consignao tem lugar

DO PEDIDO

Diante do exposto, requer a V. Exa:

1 Que seja concedida o depsito da quantia devida a ser efetivado no prazo de 5 dias, a
contar do deferimento ;
2 Que seja citada a consignada para que apresente contestao ou levante a quantia
consignada ;
3 Que seja julgado procedente o pedido com a extino da obrigao ;
4 Que seja concedida a condenao da consignada as custas processuais

DAS PROVAS

Requer a produo de todas as provas em direito admitidas, na amplitude dos artigos 369
e seguintes do NCPC, em especial a prova documental, a prova pericial, a testemunhal e o
depoimento pessoal do Ru.
DO VALOR DA CAUSA

D-se causa o valor de R$ (valor expresso em reais).

Pede deferimento.
Local, (Dia) de (Ms) de (Ano)
Assinatura
Nome do Advogado
OAB/(UF)

SEMANA 5:
Descrio VALERSON PORRADA, brasileiro, solteiro, bancrio, portador da CTPS
123456, srie 123, residente na Rua do cemitrio, n 13, Cuiab, Mato Grosso, prestou
servios desde de 10.01.2000 para o Banco Afortunado S.A., com sede localizada na Rua
do Dinheiro Fcil, n 171, Centro, Cuiab-MT. Em 05.10.2014 foi eleito dirigente sindical de
sua categoria profissional, sem contudo se afastar de suas funes no Banco Afortunado
S.A. Ocorre que, em 24.06.2015, durante o perodo de greve dos bancrios, Valerson,
inconformado com seu superior hierrquico, que no aderiu a greve deflagrada, acabou
agredindo-o com socos e pontaps, alm do fato de que invadiu a agncia bancria,
depredando o patrimnio da empresa. O fato foi presenciado por vrios colegas de
trabalho e registrada a ocorrncia na Delegacia de Polcia do bairro, com instaurao de
inqurito policial. Diante do ocorrido, na qualidade de advogado contratado pelo Banco
Afortunado, elabore a medida judicial cabvel necessria para a dispensa por justa causa
de Valerson.

EXCELENTSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DO TRABALHO DA VARA DO


TRABALHO DE CUIAB / MT (Conforme Art. 319, I, NCPC e Organizao Judiciria da
UF)

BANCO AFORTUNADO S.A., qualificao completa da parte autora, por seu


advogado abaixo subscrito, com endereo profissional (completo), para fins do artigo 106, I
do Novo Cdigo de Processo Civil, vem a este juzo, propor a presente

AO PARA INQURITO DE APURAO DE FALTA GRAVE ,


pelo rito especial, em face de VALERSON PORRADA, brasileiro, solteiro, bancrio,
portador da CTPS n 123456 serie 123, inscrito no CPF/MF sob n . , endereo
eletrnico, residente e domiciliado Rua do Cemitrio Fcil, n171, Centro, Cuiab, pelas
razes de fato e de direito que passa a expor:

DOS FATOS

O Ru presta servio para o autor desde de 10 de janeiro de 2000 e em outubro de 2014


foi eleito dirigente sindical da categoria, sem se afastar das suas funes que desenvolvia
junto ao autor.
Ocorre que, em 24 de junho de 2016, durante o perodo de greve dos bancrios, o Ru
inconformado com o seu superior hierrquico, que no aderiu a greve deflagrada, acabou
agredindo-o com socos e pontaps, alm do fato de que invadiu a agncia bancria,
depredando o patrimnio da empresa autora.
O fato foi presenciado por vrios colegas e tambm registrada a ocorrncia na Delegacia
de Polcia do Bairro
O ru foi suspenso nesta data

DOS FUNDAMENTOS

Conforme artigo 482, alnea k, CLT, constituem justa causa para a resciso do contrato de
trabalho, ato lesivo a honra ou fama ou ofensas fsicas praticadas contra o empregador ou
superior hierrquico,
Ainda conforme artigo 853, CLT, o autor est solicitando a instaurao do inqurito, para
apurao da falta grave cometida por funcionrio com direito a estabilidade, por escrito
atravs desta petio e dentro do prazo legal.
E conforme smula 379, TST, solicitamos a instaurao deste inqurito judicial para que se
possa dispensar o ru por falta grave, pois o mesmo dirigente sindical

DO PEDIDO

Diante do exposto, requer a V. Exa:


1 Que seja julgado procedente o pedido para apurar a falta grave do reclamado e
posterior demisso por justa causa ;
2 A notificao do reclamado;

DAS PROVAS

Requer a produo de todas as provas em direito admitidas, na amplitude dos artigos 369
e seguintes do NCPC, em especial a prova documental, a prova pericial, a testemunhal e o
depoimento pessoal do Ru.

DO VALOR DA CAUSA

D-se causa o valor de R$ (valor expresso em reais Soma de todos os valores


devidos).

Pede deferimento.
Local, (Dia) de (Ms) de (Ano)
Assinatura
Nome do Advogado
OAB/(UF)

SEMANA 6:
Descrio: [Link] do Reclamado Aspectos Gerais Inicialmente, cabe destacar que a
defesa do reclamado, no mbito do processo do trabalho, ser apresentada em audincia,
aps a tentativa de conciliao frustrada. A defesa do acusado poder ser realizada de
forma oral ou escrita, sendo mais comum a apresentao da pea de defesa na forma
escrita. Contudo, a CLT primou pela forma oral dos atos processuais, de tal forma que no
tratou dos requisitos fundamentais para a elaborao da contestao. Diante de tal motivo,
deve-se buscar os requisitos constantes no CPC, diploma que possui aplicao subsidiria
no processo do trabalho, consoante o disposto no artigo 769 da CLT. Desta maneira, nos
termos do Cdigo de Processo Civil de 1973, poder o reclamado apresentar como
espcies de defesa: contestao, reconveno e exceo.
SEMANA 7:
Descrio XI EXAME DE ORDEM Adaptado Contratado pela empresa Clnica das
Amendoeiras, em razo de uma reclamao trabalhista proposta em 12.12.2014 pela
empregada Jussara Pclis (nmero 1146- 63.2014.5.18.0002, 2 Vara do Trabalho de
Goinia), o advogado analisa a petio inicial, que contm os seguintes dados e pedidos:
que a empregada foi admitida em 18.11.2000 e dispensada sem justa causa em
15.07.2013 mediante aviso prvio trabalhado; que a homologao da ruptura aconteceu
em 10.09.2013; que havia uma norma interna garantindo ao empregado com mais de 10
anos de servio o direito a receber um relgio folheado a ouro do empregador, o que no
foi observado; que a exempregada cumpria jornada de 2 a 6 feira das 15h s 19h sem
intervalo; que recebia participao nos lucros (PL) 1 vez a cada semestre, mas ela no era
integrada para fim algum. A autora postula o pagamento da multa do Art. 477 da CLT
porque a homologao ocorreu a destempo; condenao em obrigao de fazer
materializada na entrega de um relgio folheado a ouro; hora extra pela ausncia de pausa
alimentar; integrao da PL nas verbas salariais, FGTS e aquelas devidas pela ruptura,
com o pagamento das diferenas correlatas. A empresa entrega ao advogado cpia do
recibo de depsito das verbas resilitrias na conta da trabalhadora ocorrido em 14.08.2013
e cpia dos regulamentos internos vigentes ao longo do tempo, em que existia previso de
concesso do relgio folheado a ouro, mas em fevereiro de 2000, foi substitudo por um
novo regulamento, que previu a entrega de uma foto do empregado com sua equipe.
Analisando cuidadosamente a narrativa feita pela empresa e a documentao por ela
fornecida, apresente a pea pertinente defesa, em juzo, dos interesses dela, sem criar
dados ou fatos no informados.

SEMANA 8:
Descrio V EXAME DE ORDEM UNIFICADO Adaptado Joaquim Ferreira, assistido por
advogado particular, ajuizou reclamao trabalhista, pelo rito ordinrio, em face da
empresa Parque dos Brinquedos Ltda. (RT n 0001524- 15.2015.5.04.0035), em
7/06/2015, alegando que foi admitido em 3/2/2011, para trabalhar na linha de produo de
brinquedos na sede da empresa localizada no Municpio de Florianpolis-SC, com salrio
de R$ 2.000,00 (dois mil reais) mensais e horrio de trabalho das 8 s 17 horas, de
segunda-feira a sbado, com 1 (uma) hora de intervalo intrajornada. Esclarece, contudo,
que, logo aps a sua admisso, foi transferido, de forma definitiva, para a filial da
reclamada situada no Municpio de Porto Alegre-RS e que jamais recebeu qualquer
pagamento a ttulo de adicional de transferncia. Diz que, em razo da insuficincia de
transporte pblico regular no trajeto de sua residncia para o local de trabalho e vice-
versa, a empresa lhe fornecia conduo, no lhe pagando as horas in itinere, nem
promovendo a integrao do valor correspondente a essa utilidade no seu salrio, para
todos os efeitos legais. Salienta, ainda, que no gozou as frias relativas ao perodo
aquisitivo 2011/2012, apesar de ter permanecido em licena remunerada por 33 (trinta e
trs) dias no curso desse mesmo perodo. Por fim, aduz que, poca de sua dispensa
imotivada, era o Presidente da Comisso Interna de Preveno de Acidentes CIPA
instituda pela empresa, sendo beneficirio de garantia provisria de emprego. A extino
do contrato de trabalho ocorreu em 03/03/2013. Diante do acima exposto, postula: a) o
pagamento do adicional de transferncia e dos reflexos no aviso prvio, nas frias, nos
dcimos terceiros salrios, nos depsitos do FGTS e na indenizao compensatria de
40% (quarenta por cento); b) o pagamento das horas in itinere e dos reflexos no aviso
prvio, nas frias, nos dcimos terceiros salrios, nos depsitos do FGTS e na
indenizao compensatria de 40% (quarenta por cento); c) o pagamento das diferenas
decorrentes da integrao no salrio dos valores correspondentes ao fornecimento de
transporte e dos reflexos no aviso prvio, nas frias, nos dcimos terceiros salrios, nos
depsitos do FGTS e na indenizao compensatria de 40% (quarenta por cento); d)o
pagamento, em dobro, das frias relativas ao perodo aquisitivo 2011/2012; e) a
reintegrao no emprego, em razo da garantia provisria de emprego conferida ao
empregado membro da Comisso Interna de Preveno de Acidente CIPA, ou o
pagamento de indenizao substitutiva; e f) o pagamento de honorrios advocatcios.
Considerando que a reclamao trabalhista foi distribuda 35 Vara do Trabalho de Porto
Alegre-RS, redija, na condio de advogado(a) contratado(a) pela reclamada, a pea
processual adequada, a fim de atender aos interesses de seu cliente.

SEMANA 9:
Descrio VIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Adaptado Refrigerao Nacional,
empresa de pequeno porte, contrata os servios de um advogado em virtude de uma
reclamao trabalhista movida pelo ex-empregado Srgio Feres, ajuizada em 12.04.2015
e que tramita perante a 90 Vara do Trabalho de Campinas (nmero 1598-
73.2015.5.15.0090), na qual o trabalhador alega e requer, em sntese: que desde a
admisso, ocorrida em 20.03.2009, sofria revista ntima na sua bolsa, feita separadamente
e em sala reservada, que entende ser ilegal porque violada a sua intimidade. Requer o
pagamento de indenizao por dano moral de R$ 50.000,00. que uma vez o Sr. Mrio,
seu antigo chefe, pessoa meticulosa e sistemtica, advertiu verbalmente o trabalhador, na
frente dos demais colegas, porque ele havia deixado a blusa para fora da cala, em
desacordo com a norma interna empresarial, conhecida por todos. Efetivamente houve
esquecimento por parte de Srgio Feres, como reconheceu na petio inicial, mas entende
que o chefe no poderia agir publicamente dessa forma, o que caracteriza assdio moral e
exige reparao. Requer o pagamento de indenizao pelo dano moral sofrido na razo de
outros R$ 50.000,00. que no ms de novembro de 2010 afastou-se da empresa por 30
dias em razo de doena, oportunidade na qual recebeu benefcio do INSS (auxlio-
doena previdencirio, espcie B-31). Contudo, nesse perodo no recebeu ticket refeio
nem vale transporte, o que considera irregular. Persegue, assim, ambos os ttulos no lapso
em questo. que a empresa sempre pagou os salrios no dia 2 do ms seguinte ao
vencido, mas a partir de abril de 2012, unilateralmente, passou a quit-los no dia 5 do ms
seguinte, em alterao reputada malfica ao empregado. Requer, em virtude disso, a
nulidade da novao objetiva e o pagamento de juros e correo monetria entre os dias 2
e 5 de cada ms, no interregno de abril de 2012 em diante. Considerando que todos os
fatos apontados pelo trabalhador so verdadeiros, apresente a pea pertinente defesa
dos interesses da empresa, sem criar dados ou fatos no informados.

SEMANA 11:
Descrio Alegando dificuldades setoriais de mercado, a empresa Bom Caminho S.A.,
afixou comunicado no quadro de avisos, no qual informou a reduo dos salrios de todos
os empregados em 20%, situao que perdurou por 02 (dois) anos. Aps tal perodo,
demitiu nmero representativo de empregados, promovendo o pagamento das verbas
rescisrias, tendo como base o salrio j reduzido. Sentindo-se prejudicado, o ex-
empregado Jse Bobo promoveu reclamatria perante a Justia do Trabalho, postulando
as diferenas salariais de todo o perodo da reduo, bem como a recomposio salarial
para que as diferenas das verbas rescisrias fossem pagas pelo maior salrio. A ao foi
julgada improcedente em primeiro grau, sob o fundamento de que, de fato, a crise que
abalara aquele setor era pblica e notria, o que legitimara a ao empresarial j narrada.
Como advogado do ex-empregado, proponha a medida processual cabvel com a
finalidade de reverter a deciso, apresentado em suas razes os fundamentos legais e
doutrinrios pertinentes ao tema.
SEMANA 12:
Descrio Em face da sentena abaixo, voc, na qualidade de advogado do reclamante,
dever interpor o recurso cabvel para a instncia superior, informando acerca de preparo
porventura efetuado. T VARA DO TRABALHO DE SO JOO DE PDUA Processo n
644-44.2013.5.03.0015 procedimento sumarssimo AUTOR: RILDO JAIME RS: 1)
SOLUES EMPRESARIAIS LTDA. e 2) METALRGICA CRISTINA LTDA. Aos 17 dias
do ms de fevereiro de 2011, s 10 horas, na sala de audincias desta Vara do Trabalho, o
Meritssimo Juiz proferiu, observadas as formalidades legais, a seguinte S E N T E N A
Dispensado o relatrio, a teor do disposto no artigo 852, I, in fine da CLT.
FUNDAMENTAO DA REVELIA E CONFISSO Malgrado a segunda r (tomadora dos
servios) no ter comparecido em juzo, mesmo citada por oficial de justia (mandado a fls.
10), entendo que no h espao para revelia nem confisso quanto matria de fato
porque a primeira reclamada, prestadora dos servios e ex-empregadora, contestou a
demanda. Assim, utilidade alguma haveria na aplicao da pena em tela, requerida pelo
autor na ltima audincia. Rejeito. DA INPCIA O autor denuncia ter sido admitido dois
meses antes de ter a CTPS assinada, pretendendo assim a retificao no particular e
pagamento dos direitos atinentes ao perodo oficioso. Apesar de a ex-empregadora
silenciar neste tpico, a tcnica processual no foi respeitada pelo autor. que ele
postulou apenas a retificao da CTPS e pagamento dos direitos, deixando de requerer a
declarao do vnculo empregatcio desse perodo, fator indispensvel para o sucesso da
pretenso deduzida. Extingo o feito sem resoluo do mrito em face deste pedido. DA
PRESCRIO PARCIAL Apesar de no ter sido suscitada pela primeira r, conheo de
ofcio da prescrio parcial, conforme recente alterao legislativa, declarando inexigveis
os direitos anteriores a cinco anos do ajuizamento da ao. DAS HORAS EXTRAS O autor
afirma que trabalhava de 2 a 6 feira das 8h s 16h com intervalo de 15 minutos para
refeio, postulando exclusivamente hora extra pela ausncia da pausa de 1 hora. A
instruo revelou que efetivamente a pausa alimentar era de 15 minutos, no s pelos
depoimentos das testemunhas do autor, mas tambm porque os controles no exibem a
marcao da pausa alimentar, nem mesmo de forma pr- assinalada. Contudo, uma vez
que confessadamente houve fruio de 15 minutos, defiro 45 minutos de horas extras por
dia de trabalho, com adio de 40%, conforme previsto na conveno coletiva da categoria
juntada os autos, mas sem qualquer reflexo diante da natureza indenizatria da verba em
questo. DA INSALUBRIDADE Este pedido fracassa porque o autor postulou o seu
pagamento em grau mximo, conforme exposto na pea inicial, mas a percia realizada
comprovou que o grau presente na unidade em que o reclamante trabalhava era mnimo e,
mais que isso, que o agente agressor detectado (iluminao) era diverso daquele indicado
na petio inicial (rudo). Estando o juiz vinculado ao agente agressor apontado pela parte
e ao grau por ela estipulado, o deferimento da verba desejada implicaria julgamento extra
petita, o que no possvel. No procede. DA MULTA ARTIGO 477 da CLT O reclamante
persegue a verba em exame ao argumento de que a homologao da ruptura contratual
sucedeu 25 dias aps a concesso do aviso prvio indenizado. Sem razo, todavia. A r
comprovou documentalmente que realizou o depsito das verbas resilitrias na conta do
autor oito dias aps a concesso do aviso, de modo que a demora na homologao da
ruptura fato incontestado no causou qualquer prejuzo ao trabalhador. No procede.
ANOTAO DE DISPENSA NA CTPS O acionante deseja a retificao de sua CTPS no
tocante data da dispensa, para incluir o perodo do aviso prvio. O pedido est fadado ao
insucesso, porquanto no caso em exame o aviso prvio foi indenizado, ou seja, no houve
prestao de servio no seu lapso. Logo, tal perodo no pode ser considerado na
anotao da carteira profissional. No procede. DO DANO MORAL O pedido de dano
moral tem por suporte a revista que o autor sofria. A primeira r explicou que a revista se
limitava ao fato de os trabalhadores, na sada do expediente, levantarem coletivamente a
camisa at a altura do peito, o que no trazia qualquer constrangimento, mesmo porque
fiscalizados por pessoa do mesmo sexo. A empresa tem razo, pois, se os homens
frequentam a praia ou mesmo saem rua sem camisa, certamente no ser o fato de a
levantarem um pouco na sada do servio que lhes ferir a dignidade ou decoro. Ademais,
a proibio de revista aplica-se apenas s mulheres, na forma do artigo 373-A, VI, da CLT.
No houve violao a qualquer aspecto da personalidade do autor. No procede. DOS
HONORRIOS ADVOCATCIOS So indevidos os honorrios porque, em que pese o
reclamante estar assistido pelo sindicato de classe e encontrar-se atualmente
desempregado, o volume dos pedidos ora deferidos superar dois salrios mnimos, pelo
que no se cogita pagamento da verba honorria almejada pelo sindicato. DOS
HONORRIOS PERICIAIS Em relao percia realizada, cujos honorrios foram
adiantados pelo autor, j constatei que, no mrito, razo no assistia ao demandante, mas,
por outro lado, que havia efetivamente um agente que agredia a sade do laborista. Desse
modo, declaro que a sucumbncia pericial foi recproca e determino que cada parte arque
com metade dos honorrios. A metade devida ao reclamante dever a ele ser devolvida,
sem correo, adicionando-se seu valor na liquidao. JUROS E CORREO
MONETRIA Na petio inicial o autor no requereu ambos os ttulos, pelo que no
devero ser adicionados aos clculos de liquidao, j que a inicial fixa os contornos da
lide e da eventual condenao. RESPONSABILIDADE SEGUNDA R Na condio de
tomadora dos servios do autor durante todo o contrato de trabalho, e considerando que
no houve fiscalizao do cumprimento das obrigaes contratuais da prestadora,
condeno a segunda r de forma subsidiria pelas obrigaes de dar, com arrimo na
Smula 331 do TST. Contudo, fixo que a execuo da segunda reclamada somente ter
incio aps esgotamento da tentativa de execuo da devedora principal (a primeira r) e
de seus scios. Somente aps a desconsiderao da personalidade jurdica, sem xito na
captura de patrimnio, que a execuo poder ser direcionada contra a segunda
demandada. Diante do exposto, julgo procedentes em parte os pedidos, na forma da
fundamentao, que integra este decisum. Custas de R$ 100,00 sobre R$ 5.000,00, pelas
rs. Intimem-se.

SEMANA 13:
Descrio (A) promoveu RT contra (B) pleiteando horas extras e reflexos. (B) contestou o
feito alegando que as partes pactuaram individualmente acordo de compensao de
jornada de trabalho e que, portanto, as horas extras seriam indevidas. A deciso julgou a
demanda procedente alertando que o artigo 59, 2, da CLT s admite o acordo de
compensao atrabes de norma coletiva, assim como o artigo 7, XIII, da CRFB. No se
conformando, o reclamado interps Recurso Ordinrio e o TRT da 1 Regio julgou o
recurso improvido, mantendo integralmente a deciso originria, destacando, ao final, que
o TST vem admitindo o acordo de compensao de maneira individual. Proponha a
medida processual cabvel para a defesa dos interesses do Reclamado

SEMANA 14:
Descrio OAB/RJ LEONARDO CASQUEIRA ingressou com reclamao trabalhista em
face de seu antigo empregador, Empresa Sol e Lua Ltda. requerendo a nulidade da
dispensa e conseqente reintegrao no emprego por ser detentor de estabilidade como
dirigente sindical, atribuindo causa o valor de R$ 29.000,00, razo pela qual a mesma foi
autuada no procedimento ordinrio. O MM. Juzo da 5 Vara do Trabalho do Rio de Janeiro
julgou improcedente o seu pedido, negando-lhe direito estabilidade provisria, como
dirigente sindical, pois entendeu que o registro da candidatura ocorreu no curso do aviso
prvio. Inconformado o reclamante ingressou com recurso ordinrio sob o argumento de
que seu registro foi efetuado um dia antes do comunicado de dispensa, o que demonstra
data anterior a concesso do aviso prvio. Alegou nas razes do recurso violao a Lei,
jurisprudncia e provas que comprovam as suas alegaes. O Tribunal Regional do
Trabalho negou provimento ao recurso ordinrio mantendo na integralidade a sentena
primria por seus prprios fundamentos. Sabedor de seu direito e no compreendendo o
porqu da negativa de seu pleito, o reclamante objetiva ingressar com recurso contra o
acrdo proferido pelo TRT da 1 Regio. Assim, no prazo a que alude a Consolidao das
Leis Trabalhistas, apresente o recurso apropriado, impugnando o acrdo

SEMANA 15:
Descrio Aps o trnsito em julgado da deciso, em liquidao de sentena, a
Reclamada, Empresa Bom Caminho, nos autos em que contende com Jos Brigo,
apresentou impugnao aos clculos apresentados pelo Reclamante. O juiz, por sua vez,
homologou os clculos da empresa Reclamada, ressalvando, a reviso oportuna dos
clculos. O contador do juzo, contudo, ao proceder referida reviso dos clculos,
equivocadamente, tomou como base os valores apresentados pelo Reclamante, sendo,
ento, expedido Mandado de Citao, Penhora e Avaliao pela Secretaria da Vara em
valor superior ao homologado pelo juzo. Na qualidade de advogado contratado pela
Empresa Bom Caminho S.A., levando-se em conta que seu objetivo alegar excesso de
execuo, elabore a medida processual cabvel para salvaguardar os interesses do seu
cliente.

SEMANA 16:
Descrio Francisco, administrador, casado, portador da cdula de identidade 123456,
expedida pelo IFP, inscrito no CPF/MF sob o n 129.325.789-87, residente e domiciliado na
Rua dos Invlidos, n 123, Centro, Rio de Janeiro, CEP 21.456-79, trabalhou durante anos
na empresa Omega LTDA., tendo rescindido o contrato de trabalho em virtude de
aprovao em concurso pblico, ocorrido em novembro de 2010. Ocorre que, enquanto
funcionrio da empresa Omega LTDA, realizou diversas funes, inclusive, nos anos de
2007, 2008 e 2009 a funo de membro do conselho fiscal da empresa, conforme
expressa previso do contrato social. Pois bem, Francisco o busca em seu escritrio,
munido de todos os documentos que comprovam suas afirmaes, narrando que h dois
dias, um oficial de justia bateu sua porta, portando um mandado de citao penhora e
avaliao, determinada pelo Juzo da 12 Vara do Trabalho do Estado do Rio de Janeiro,
no qual constava a ordem de citao e consequente pagamento de dvida no valor de R$
5.000,00, decorrentes da execuo promovida por Raimundo Nonato, em trmite na 6
Vara do Trabalho do Estado de Pernambuco. Informou, ainda, que a execuo tem por
base a sentena proferida pelo Juzo deprecante, na qual foi condenada a empresa
Omega LTDA. ao pagamento de diversas verbas trabalhistas devidas ao seu ex-
empregado Raimundo Nonato. Outrossim, informou e comprovou que o mandado de
citao na fase executria se deu em seu nome, posto que o Exequente, por no
conseguir a satisfao do crdito, vez que a empresa Omega Ltda. encerrou suas
atividades de forma irregular, conseguiu junto ao juzo a desconsiderao da
personalidade jurdica, revertendo a execuo para a pessoa dos scios da empresa
Omega Ltda. Desta maneira, por constar o nome de Francisco em diversos documentos
da empresa, principalmente nos anos de 2007, 2008 e 2009, foi ele elencado como scio
da Empresa Omega Ltda, sendo citado na execuo promovida por Raimundo. Como
advogado contratado por Francisco, elabore a medida processual cabvel para a defesa
dos interesses de seu cliente.

Prática Simulada II – Direito do Trabalho – Teoria e Casos Concretos
Fonte: Universidade Estácio de Sá
 
SEMANA 1 :
A Petição
(ordinário, sumário ou sumaríssimo), em face de NOME DA EMPRESA, pessoa 
jurídica de direito___(público ou privado)___, inscr
observadas algumas regras para a sua elaboração. A primeira delas é a redação
realizada sempre na terceira pessoa do singular
argumentativo a ser produzido deve apresentar os fundamentos com base nos 
fatos narrados, nas normas pertinentes e aplicávei
ser líquido (art. 852- B), sob pena de extinção do processo sem julgamento do 
mérito (art. 852 – B, CLT). Obs.2: O pedido, a
Código de Processo Civil. Ressalte-se, entretanto, que há a necessidade da 
demonstração do dano reverso, ou seja, que a medi
franca oposição a teoria adotada pelo CPC de 1973 (carga estática), o que 
aproximou o NCPC à CLT, justamente no que tange à
III – DOS FATOS Parte narrativa onde deve constar os fatos que ensejam a 
demanda. Pode ser realizado por tópicos que constem
justiça, não. Mas trabalhei durante anos e fui ´dispensada´ sem qualquer 
motivo e, o pior, nunca ´assinaram a minha carteira
produtividade. Bruno costumava fazer digitação de trabalhos de conclusão de 
curso para universitários, ganhando em média R$2

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