PL 7
PL 7
.PROCLAMAR LIBERTAO
oferece au xlios homilticos para quem tem a tarefa de
pregar dominicalmente
aborda textos bblicos previstos para quase todos os domingos e datas especiais do ano eclesistico
proporciona : introduo exegtica
reflexo e meditao contextual
esboos e sugestes para a pregao
PROCLAMAR tIBER T AO
tarefa que se inspira em Lucas 4.18
[Link]
proclamar
libertaco
AUXLIOS
HOMILTICOS
Volume
VII
SRIE DE PERCOPES IV
Editado
pela
FACULDADE DE TEOLOGIA
da Igreja Evanglica de Confisso Luterana no Brasil
em colaborao com pastores
Coordenao de
NELSON
KIRST
EDITORA SINODAL
1981
J_
1981
EDITORA SINODAL
Rua Epifnio Fogaa, 467
Caixa Postal 11 - Tel. PABX (0512) 92-2399
93000 - SO LEOPOLDO, RS
Conselho Editorial de P R O C L A M A R
WALTER AL TMANN
BALDUR VAN KAICK
PETER WEIGAND
CONTEDO
L I B E R T A O:
Direitos reservados
pela Faculdade de Teologia
da Igreja Evanglica de Confisso Luterana no Brasil.
A reproduo do todo ou cm parte
s permitida mediante autorizao
da Faculdade .de Teologia.
ISBN 85-233-0004-x
Prefcio .... ..... .... .... ....... ......... ..... ..... ... ..... .. .. .. ..... ..... .. .. .... ... .
1 Domingo de Advento: Apocalipse 5.1-14
Gottfried Brakemeier ..... ..... .... ..... ....... .
(2 DomingodeAdve"nto: lsaas63.15-16 , 19b ;64. 1-3
Nelson Kirst .... ... .... ..... .. ....................... ... .. . .. .... ........ .
4 Domingo de Advento: 2 Corntios 1.18-22
UI rico Sperb ... .. ........... .. ............ ... ...... .... ........ .
Natal: 1 Joo 3.1-3
Wilhelm
l/ 152)
14
21
30
36
44
V/190)
50
58
65
71
V/26)
76
82
87
95
5
4
Domingo Judica : Nmeros 21 .4-9
Edmundo Grbber ..... ........ .... ..... .... .... ... ... .. ....... .. ... .. .
(Domingo de Ramos: Isaas 50.4-9
Milton Schwantes .. ............ .......... ..... ....... ........ ... .... .. .
Quinta-leira Santa: 1 Corntios 1O.16-17
Rui Bernhard ..... .. ... ...................... .......... ..... .... ..... .... .
(Sexta-feira Santa: Hebreus 9.15, 24-28
Gottfried Brakemeier ... ......... .. ... ....... .. ..... .... .......... ... .
Domingo de Pscoa : 1 Samuel 2.1-1
Milton Schwantes ...... ... .. ..... ........ ........... ...... .
(Misericordias Domini: 1 Pedro 5.1-5
Joachim Fischer ........... ...... ............... .... ... .... .. ....... .. ..
(Domingo Jubila te : 2 Corntios 4.7-18
Nelson Kilpp ....... ....... .. .... .... .......... .. ... ....... ... ........... .
Domingo Cantate: Atos 16.23-34
101
11128)
107
11117)
113
111/38)
111178)
122
V/114)
131
141
150
23".1i 29
111/93)
11/144)
158
V/156)
165
173
20
Erhard S. Gerstenberger I Edson Edlio Streck ......... .
9 Domingo aps Trindade: Jeremias 1.4-10
Sigolf Greuel ............ ...... .. ... ..... ........ .... .... .... .......... ... .
(1 O Domingo aps Trindade: Romanos 9 .1-5; 10.1-4
Wilhelm Bsemann ...... ... ............. ..... .... ... .... .. .......... .
1/78)
184
V/185)
192
198
203
210
214
111 /130)
220
11 /46)
111/48)
228
235
243
PREFCIO
l DOMINGO DE ADVENTO
Apocal i pse
5 . 1-14
I -
Preliminares
.
mesmo ern v1
aauele livro " nl mo direita" de Deus. no qual a partir de ago ra se c_o~c~ntra a ateno Alis. no se deve pe rguntar como o viden te pooe
perceber que 0 livro estava escrito por dentro e po r 1ora nem como lhe
estavam apli cados os selos Tudo isto no in teressa ~laro e o s~guin
te este livro contm as coisas que " ho de aconte_cer e que serao reveladas na medida em que. um aps out ro. serao abertos os selos
(6 .1ss).
II -
O texto
10
11
mencionado . Coraeiro designao cristolog1ca fre que nte na comunidade primitiva (c f. Jo 1.29.36: 19.36: 1Co 5.7 : 1Pe 1 .18s). O Cristo morto e ressuscitado. pois , derrotado e vencedor , este abre os mistrios do
futuro . como Senhor da histria e mandatrio de Deus . Ele vem e recebe_da. mo de Deus o livro para desata-ihe os se ios. Em sua linguagem
propria. o vidente Joo reafirma deste modo a conisso KYRIOS IESOUS (cf. MI 28.18: Fp 2.9ss: 1Tm 3.16: etc.) .
III -
Meditao
resoello da mesma . No faltam tambm as grandes expectativas: exter~inio de doenas pelo avano da medicina , superao da crise
energtica por novas tecnologias . sim . a criao de uma nova s?ciedade com novas estruturas. mais justas e fraternais . No raro , porem , essas expectativas so contrariadas pelo comportamento irracional do
ser humano ou ento pelo simples peso dos fatos. Temos medo de
doenas te rr veis. medo de secas , de roubos, da vio lncia , da pobreza .
temos medo de um planeta devastado. poludo , superpovoado . medo
de uma guerra nuclear - a morte parece ser o nosso futuro .
.. Porque eis que trevas cobrem a terra , e a esc urido os povos :
mas sobre ti aparece resplandecente o Senhor . e a sua glria se v sobre ti ... Aqu i ns temos o Advento. Nos termos do nosso te xt o: o Cordeiro digno de tomar o livro selado. Ele traz luz s trevas que encobrem o
nosso futuro , ele leva este futuro a um fim glorioso . Como o faz?
Evidentemente no, assumindo a chefia civil ou militar no nosso
globo . Jesus , Senhor da histria - isto no significa que ele seja ocomandante secreto dos acontecimentos, usando as pessoas e os povos
apenas como peas num jogo sob muitos aspectos cruel e sem graa .
Nol A histria feita por homens e por muitos outros fatores (condies climticas , geogrficas . etc.). alguns dos quais irraciona is e at
diablicos (o vicio do poder . por exemplo) . O Livro do Apocalipse sabe
destes poderes inferna is , encarnados na pessoa de Csar e no sistema
imperial da poca . Tambm hoje poderes semelhantes atuam na histria . fazendo-a aparecer como grande incgnita , jogo de casualidades.
campo de batalha dos poderosos , de interesses e de foras, seqnc ia
de caprichos de um destino insondvel.
Mas Jesus toma este livro e lhe abre os selos. Quem o faz? No
um general, mas um Cordeiro que foi morto pela histria e, todavia , a
vence u. Digamo-lo mais uma vez: no se trata de simplesmente interpreta r a l1istria, ou seja. de dizer por que isto e aquilo acontece e se as
chances futuras so positivas ou negativas (como fazem as cartomantes) Jesus o que venceu e vence na histria e a histria . Em su a fraque za ele venceu o poderoso Pilatos , em sua obedincia a Deus ele
venceu o vicio do poder (cf Mt 4.8ss}, em seu amor ele venceu o pe cado. com sua f ele venceu a morte e .o inferno . Esta vitria de Jesus d
um aspecto radicalmente novo histria e ao nosso futuro. A pergunt a
no por aquele que melhor sabe predizer os acontecimentos , mas po r
quem vence, supera, por quem leva a vitria ltima. A resposta do nosso texto no deixa dvidas: a vit ria do Cordeiro . Acontea o que
acontecer, por mais ufano que seja Csar, por mais opressor que seja
o sistema - o juzo de Deus no tardar . Da mesma forma , porm , vale o seg uinte : por mais resignados que estejamos , por maior que seja a
culpa, por mais amendrontadora que seja a morte - o Cordeiro vencer. assim como j venceu no Calvrio .
13
12
Esta a luz que desponta no Advento. E a reao da comunidade deveria ser o louvor e a adorao , a exemplo do que nos relatam os
vv.8-1 4 do nosso texto. compromisso, sim, privilgio da comunidad e
imitar , respectivamente, ~niilaiar j agui na terra o culto celestial. Est e
culto o incio de uma nova histria dentr o da velha. reflexo da luz do
Advento. testemunho da vitria do Cordeiro. muito importante este
culto em louvor e adorao, pois sem ele ainda no acreditamos realmente na vitria de Jesus . talvez obcecados pela possibilidade da nossa prpria vitria. Louvor e aratido a Deus um dos testes da nossa
f .
O outro teste , porm, no menos importante. Dele no falado em termos expressos neste texto. Mesmo assim , est presente como pano de fundo (cf. 2.1ss), a saber, a aprovao prtica desta f em
nossa vida. Consiste em agarar a mo de Jesus Cristo e enfrentar coraiosamente as trevas do futuro na certeza de que ele nos faz parti c ipantes de sua vitria. Consiste em antecipar um pouco de c u aqui na
terra , viver em novidade de vida sem curvar os joelhos diante dos poderes que de ns requerem idolatria. Consiste em combater o medo do futuro . to difundido entre as pessoas, eliminando, dentro dos nossos limites, o que o faz to temvel. O que deveria mudar neste mundo para
as pessoas poderem enfrentar o futuro sem medo? Vale a pena refletir
sobre isto.
IV -
Quanto prdica
Advento Quem vem no Advento? Ora , aquele que , tendo vencido, liberta do medo diante do futuro.
V -
Subsdios litrgicos
VI -
Bibliografia
15
3. Igualmente me lembrei do grande "s im " que os pases industrial izados dizem aos pases subdesenvolvidos. Mas na verdade esto
dizendo .. no , ao explorarem estes pases at s ltimas reservas :
a) Quando no pagam pre os justos por seus produtos :
PERDA DO PODER AQUISITIVO DOS PASES SUBDESENVOLVIDOS
(Conforme: Estatstica de comrcio exterior da Sua)
2 DOMINGO DE ADVENTO
1s a i a s
6 3 . 1 5 - 1 6 . (1 7 - 1 9 a)
19b;64 .1 -3
6 3 . 1 5 - 1 6 . 1 9 b: 6 4 . 1 - 3
tava 14.2 Kg
1961-64
Nelson Kirst
1971-74
(v. Vo l. 1, PP . 152-160)
V
4 DOMINGO DE ADVENTO
2
Corntios
1 . 18-22
b) Quando tiram lucros, embora digam que esto ajudando :
FLUXO DE PAGAMENTOS ENTRE A ECONOMIA PRIVADA DA REPBLICA FEDERAL DA ALEMANHA E OS PASES EM DESENVOLVIMENTO - 1973 (Fonte : Strahm cf. Documentos BMZ)
Ulrico Sperb
1-
garante !"
eis a questo!
.
.
0
cracia . No tra nscorrer do t~me Gov~rno disse . ~ ~b~rt_ura e demoqu ando interveio no s 1 nd
po , porem , disse nao a democracia :
tcato dos M t
Campo quando expulsou do
.
e a Ug1cos
So Bernardo do
8
vadiu a residncia do pastor r~s tl 0 Padre V1t_
o M1racap1llo : quando inria quando deteve o P " . me1od1sta Orvar1d1I Barbosa , em Santa Ma.
remio Nobel da p
Ad li p
.
. . az, . o erez. Esqu ivei: quando conden ou 0 lder sindical
violn ci a uma greve do ld Luiz lnac10 .da Si lva : quanao reprimiu com
riedade em tantos e
so ados na Bah ia: quando mostrou sua arbitramais outros atos .
Pu iscs
de
DM 1.405 8 1111
Lu cro~
DM 4.185 8 .111
Pagamen10 de cred
DM
4.926 8rlh
~.. :cc
DM 3 302 8ilh
Ju os
DM
0.700 8itn
DM
4.135 8r lh
Juros
DM 0.131 8rlh
DM
a.126
DM 9.342 8 rlh
Juros
DM
0. 182 Btlh
Total
DM 101; 14 B'll'
eoo r:acao1novos1
Emoes11nios a organ
znces
i '; :
,1
mu11 rnacrona1s
rn v.,~11n,
DM
0.41 4 8 .!l'i
8rlh
?e
Lucro d e r e torno
17
16
Todos os pa ses
ajudas e emprstimos
subdesenvolvidos
5.8 -
investimentos
(sem a Ch ina)
tas
8.1 -
(13.2 -
juros e amortizaes
10.0 -
t ransfer . de lucros
2.4 -
"Re-flu xo" -
retorno : 73 %
30,5% Populao
C9
82 r:t
Pesquisa .
[Link]:ta;:in
A;mamen10
Desenvolv.
91 'lf.
85%
98 %
E. 11&1 g1
Adubos
Alumirn o
78 W
0 ED
Consumo dt
Ccote
9-4 W
ED
2 alemes:
3 suos ou aust racos -
60
160
habitantes
da Tansnia
1100
habitantes
da Ruanda
(fr 1ca)
Estatst icas extradas de STRAHM , R. H. [Link] Unterentwicklung (trad.: Superdesenvolvimen to - Subdesenvolvimento). 3 ed . 1978.
4. Infelizmente me lembrei dos muitos que dizem "sim " f
crist , mas gritam "no": quando expulsam o past or de sua comunidade , por este proclamar o evangelho da libertao dos poderes egostas;
quando conve rtem suas almas para Jesus Cristo . mas no cogitam em
converter suas existncias para o evangelho do amor ao prximo ;
quando usam a te leviso mundial para projetarem sua pessoa e sua faml ia e auferirem lucros exorbitantes em nome de Jesus Cristo; quando
relutam , como dirigentes e autoridades eclesisticas , em dar um testemunho claro da f , escondendo-se at rs da descu lpa da procura pela
verdad e.
II -
18
19
misses messinicas e salvficas do Velho Testamento. Promisses estas que fa iam do Rei Salvador que vir , do estabelecimento do Reino de
Deus e da renovao do povo de Deus (v .20a) .
que seu s im se baseia exclusivamente no " sim " de Deus human idade. Vemos . assim , que este texto quer demonstrar , destacar e confirmar o grande " sim " de Deus .
.
_V:2?b significa o seguinte : as expresses " por ele ... por nosso
1
ntermed10 designam o carter do culto ; a comunidade age e reza .
mas justamente ao fazer isto , o prprio Cristo age nela e atravs del a.
III -
'
greja antiga, da uno com leo aps o ato do Batismo .
O Batismo o selo (v 22)
.
a garantia de que a pessoa batizada
per ence ao povo de De~s que receber a salvao . O selo de Deus a
marca da vida eterna , o " sim " inequvoco de Deus .
t
Paulo usa duas vezes a expresso " penhor do Esprito " (2Co
1.22 e Ef 1~ 4) . Com isso, vale-se de um termo comercial e jurdico de
ori gem sem_
1t1ca . Mas , na verdade , quer expressar uma realidade altamente espiritual. O penhor (arras, aval, garantia) um sinal antecipado .
uma part e adiantada , do todo que ser entregue mais tarde . Em nosso
texto (vv .18-2 2) Paulo lembra a fidelidade de Deus que concretizou todas as promessas na pessoa de Jesus Cristo . Paulo declara: ... aquel e
que nos con fi rma convosco em Cristo, e nos ungiu, Deus . Deus que
impr imi u em ns o seu selo e coloca em nossos corae s o penhor do
Espr ito ... " O Esprito Santo o penhor , o sinal antecipado da plenitude
que encon trar sua apoteose no dia da ressurreio de todos os crentes; ento ser o el iminado definitivamente o pecado e a morte . E Cristo
deixar de se r o Senhor invisvel e reinar vista de todos
Deus diz o seu grande " sim " em Jesus Cristo . E na Igreja fa z.
concretiza, realiza este " sim " . Pregao , culto e Bati smo so o " sim "
de Deus s pessoas de f . Deus , Cristo e Esprito - lembra a forma trinitria . Notamos que Paulo usa uma linguagem litrgica para provar
"Seja, porm, a tua palavra: Sim, sim; no, no." (Mt 5.37)
Estamos no Quarto Domingo de Advento, a poucos dias do Natal . Nossa tarefa pregar sobre este texto. que a princpio parece nada
dizer com relao poca do ano . Na verdade , porm, um te xto que
nos indica e leva em direo ao Natal:
- Nata l o grande "sim " de Deus humanidade . A manjedoura e a cruz , aquilo que aconteceu entre as duas e o personagem que viveu estes acontecimentos , tudo isto demonstra o amor de Deus pela
humanidade. O menino Jesus , deitado na manjedoura . o " sim " de
Deus .
- Este " sim " firme e inabalvel. No deixa nenhuma sombra
de duvida . No um "sim" humano . no qual no se possa conf iar . As
pessoas dizem " sim " e fazem " no " (vide exemplos do item 1). As pe ssoas dizem "sim " para um e " no " para outro. Deus diz e fa z " sim "
para todos .
i --
20
festa de Natal nos leva ao testemunho , ao . Natal para ns s Natal, se atravs de ns algum puder festejar o Natal. Levar o Natal para
quem no tem Natal um desafio neste Quarto Domingo de Advento .
(Paulo levou o " sim " de Deus aos corntios .) Lembro aqui a visita que o
Pasto: Roberto Vicent~ Cruz Themudo Lessa fez com um grupo de jovens a zona de meretnc10 por ocasio do Natal (vide bibliografia) .
IV -
NATAL
Joo
Subsdios litrgicos
3 . 1-3
Wilhelm Hffmeier
1 . Con fi sso de pecados: Deus, nosso Pai. No Natal nos disseste "s im .. .
e nos, enhor!
2. Orao de coleta : Deus nosso p . A
.
de ouvirmos tua mensagem. .pedimos que abras 0 s nossos' coraea1 . D ntes
S
Espiri to . oara que no fiquem
s. a nos a garantia de teu anto
os
apenas
na
vontade
de
t
d.
..
"
re almen te o fa amos Atra d
.
e 1zer sim , mas que
_ .
ves e Jesus Cristo ns te pedimos isto . Amm .
.
.. . . ,
3 Oraao final : Deus. nosso Pai Ho
.
je ouvimos sobre o grande sim
q ue nos dissest e atravs de J
esus
Cristo
Ns
t
d
ou tros De um modo
especial t po e. confiar em no s. p er doa-nos e per doa aos
nantes deste mundo quando e- pedimos que per does os po derosos e gove r,
nao cumprem o q e
t
e1
1
for a de teu Espr ito para que trabalhem elo
u prome em. o oca ne es a
todos aque les que durante t
P _ bem das pessoas. Pedimos-te por
es a semana nao conse guem f est ejar
o Nat a 1 a 1eg rem ente porqu e esto so s b
. no te conhecer a andonados
tos .
sem ti. por
A.
, presos , do ent es , de 1ut o, fam1n
.
.
em . jUda-nos para que . pelo menos para alguns
destes. nos sejamos porta -vozes do Natal Tud o ist o t e d'1zemos pois es t amos
d d.
certos de que tu ouves nossa ora o com tod
Amm ...
o imenso amor que nos e 1ca s.
V-
Bibliografia
I -
V.1 : Vede quo grande amor nos deu o Pai, para que sejamos
chamados crianas de Deus . (E o somos .) Por isso. o mundo no nos
conhece, pois no o conheceu .
V.2 : Amados , agora somos crianas de Deus . mas ainda no
apareceu o que seremos . Sabemos que, se (Jesus Cristo) for revelado,
seremos iguais a (Deus), pois o veremos assim como ele .
V.3 : E cada um que tem essa esperana nele , santifica a si mesmo, assim como ele santo .
A maioria dos manuscritos, embora de menor peso, omite o KAI
ESMEN , no v.1. Tem-se a impresso de que se trata de uma glosa, pois
de certa forma a expresso suprflua . Se Deus chama algum de seu
filho , ele realmente o . KLETHENAI tem, na Bblia, o sentido de EINAI
(cf . SI 33 .9; Rm 4.17 ou Mt 5.9).
II -
Contexto e texto
22
(v.1), e a conseqncia tica desta esperana (v .3). E o trecho seguinte
(3.4-6) pode ser entendido como desdobramento do santificar-se a si
mesmo, do v.3. O v.2 constitui o centro da percope. O que seremos (futuro!) h de chegar plena luz, quando Cristo aparecer. (PHANERTHE- sob o aspecto estritamente gramatical no se pode decidir com
certeza qual o sujeito deste verbo: "o que seremos " , no v.2b, ou " Cristo". Considerando-se que "sabemos ", v.2c, se refere muitas vezes, no
NT, a um saber da f, a um "saber catequtico" - cf. 1Ts 5.2 ou 2Co
5.1 - parece-me que Cristo deve ser entendido como o sujeito de PHANERTH , "sabemos que ele voltar ", o que tambm combinaria m elhor com PAROUSIA. em 2.28. No entanto . o AUT , no v.2d. e o AUTOU , no v.2e, devem referir-se a Deus mesmo. O uso impreciso de pronomes caracterstico de 1 Joo . As reflexes aqui desenroladas refletem-se na traduo do texto .)
3
quenos, pobres e ile 1rados cristos. Pesouisas recentes loca lizarn os h:
reges gnostizantes entre a camada rivile iada d ~ nteJ~cJ_uais helensticos. excludos da co-responsabilidade pelo estado administrado po r
buroc ratas e militares (cf. Weng st. Hi:esie , p.56 , nota 40). O interessante em Joo que seu autor no se limi ta simplesmente a afirm ar
sua teologia , repetindo a confisso certa e censurando o mau comportame nto dos he reges (assim o fazem Jd e, de certo modo , tambm
2Pe). O auto r de 1 Joo argumenta com os hereges . Segundo Wengst
(op .c it.) essa argumentao parte de afirmaes sob re as quais no h
discordncia entre os hereges e o prprio autor ([Link]., " Deus !uz" ,
1.5: " pecado no temos ", compare 1.8 com 3.9: "eu amo a Deus " ,
4.20: " conhecemos a Deus ". 3.6; "somos gerados por Deu s" , 3.9:
etc.).
.j
.
. 1
III - Argumentao
J Lutero , na introduo sua preleo sobre 1 Joo, em 1527,
chamava a ateno para os pontos centrais da carta . Dizia ele que a
carta faz frente a uma falta de prxis do amor (' 'die Tragheit bei den
Christen") e a uma heresia cristolgica gnostizante (lutero, p.113) . O
Reformador apontou para a semelhana entre essa heresia e a de Cerinto , um herege do segundo sculo, conhecido por 1rineu de Lio . Cerinto separava radicalmente Jesus, como homem mortal , do Cristo, como Esprito imortal (lrineu . adv . haeres . 1,26,1 - essa cristologia da separao combatida em 1Jo 2.22; 4.2 e 5.6ss) .
O autor de nossa carta se empenha, claramente, em desenvolver dois critrios do verdadeiro cristianismo. Com o auxlio destes, ele
enfrenta aquela linha hertica, surgida dentro da tradio joanina, a
partir do quarto evangelho (cf. 1Jo 2.19: "saram de ns " ), no qual tambm 1 Joo se baseia (1 .1ss). Esses dois critrios, com os quais pretende evitar uma ciso dentro da escola joanina, so : guardar a confisso
de que Cristo veio na carne e h de voltar (compare 2.22 e 4 .2 com o
nosso trecho) e praticar o amor (4 .7ss). Ortopraxi.~ e o ! odo xia no so
c_ontrapostas; elas se completam. Ambas apontam para um Deus que
tem uma irresistvel inclinao para "baixo": a carne humana de Jesus. A esta inclinao, a f corresponde com uma inclinao semelhante - ao irmo. Essa inclinao a definio de amor, termo chave
em 1 Joo. Os hereges, ao cor-itrrio, amam um deus que os eleva s alturas, para longe da carne e d0 irmo .
j _
~~
)~/
~(
25
24
mos", v.2), referente PAROUSIA. S ento cumprir-se- o que os hereges afirmam existir j no presente : veremos Deus como ele . O ver
de toda a verdade tem dimenso escatolgica. Essa tenso entre o
"j" e o "ainda no" implica uma humildade que contrria soberba
autoconscincia dos hereges e encontra sua expresso no termo
" criana de Deus" . Ser criana significa ter futuro. Isso qualifica o presente como tempo da esperana.
c) Ele argumenta que a esperana encontra sua expresso na
santificao. Tal argumento pressupe , evidentemente, que existe urna
falta de santificao. Portanto, dependncia dos desejos momentneos falta de esperana . Quem no tem esperana revela-se a si prprio como sendo "mundo" (cf. 1Ts 4.13). A santificao que nasce da
esperana o contrrio de "mundo": concentrao , simplicidade.
ateno . pacincia , andar em frente .
IV -
Contedo
27
26
a vadiar, com os olhos e a carne. Wengst mostrou que as expresse s
" concupiscncia da carne " e " dos olhos", em 2.15 (entre outras . pelo
paralelismo entre 2.15 e 3.17) no devem ser entendidas "no sentido
se xual .. ., mas materialmente, como cobia de bens e como invej a
(Wengst Haresie. p.69). Quem no tem esperana , est sujeito a
" Mehr-sein und Mehr-haben-wollen ("querer-ser-mais e querer-te rmais' ' - Wengst. Haresie, p.70), o que destri a solidariedade entr e os
irmos . No por acaso que, em 1 Joo , Ca im o exemplo da falta de
amor ao prximo (3 .12).
V-
Meditao
''
29
28
ganou . apesar das indicaes em contrrio . s vezes , pede ajuda e a
recebe. E fica agradecido. Outras vezes, pede em vo . E pensa "ele deve saber o que est fazendo". Tambm acontece que seus companheiros, amargurados, lhe perguntem: "Mas, afinal, o que mais preciso
que ele faa para voc se convencer de que ele no est do nosso lado?" O guerrilheiro no aceita argumento algum. Continua convicto : o
desconhecido est do nosso lado. Isto, porque naquela primeira oportunidade fora convencido e se comprometera com ele . Por outro lado . o
comportamento ambguo do desconhecido representa sempre um desafio e pe prova sua confiana . O fim da guerra h de revelar por
que tudo correu assim.
Esta histria (extrada de Dalferth, ed., pp.90s) , apesar de seu
carter apologtico, simboliza muito bem nossa caminhada entre o Natal e o dia em que Deus ser tudo em todos. A mesma experincia.
alis , se expressa no hino 236 do Hinrio da IECLB. "A noite est findando .. . de J. Klepper.
VI -
Subsdios litrgicos
1. Conf isso de .Pecados: Senhor. nosso Pai por Jesus Cristo. estamos
reunidos em tua casa . E uma casa humilde. mas bem mais fina do que o lugar
q~e tu es~olheste para tornar-te um de ns. Nosso corao est cheio de gratidao. Tu nao quiseste ser .Deus. sem carregar 0 nosso fardo . Deus. isso maravilhoso d.ema1s para nos~ Como poderemos retribuir? De nossa parte. s temos 1nd1gnidade e ingrnt1da_o. Temos sido indiferentes. soberbos e preguiosos.
diante de 11 e do nosso 1rmao. Permite-nos. mais uma vez trocar nossa infidelidade por tua fidelidade , nosso pecado por tua glria. nos~as conversas por tua
pa lavra . nosso velho Ado pelo novo homem em Cristo. Tem piedade de ns.
Senhor '
2. Orao de coleta : Pai Celeste, nesta manh de Natal estamos atento s
para ouvir a Bbl ia falar a ns. Mas. se tu no concederes 0 teu Esprito , no temos condies de e~tender e tornar-nos praticantes da palavra . Por isso. te pedimos: livra-nos de nos mesmos, eleva os nossos pensamentos para ti e end ireita os nossos caminhos em direo ao nosso prximo . Abenoa quem ouve e
pratica a tua palavra. Amm.
3. Assuntos para a orao final: louvor a Deus pelo seu amor (inclinao
para bai xo) e splica de que este amor penetre no mundo at os seus ltimos
recantos: at as alturas do poder : governos, partidos polticos. jornais e televiso, diretorias das grandes empresas, etc. ; at as profundezas: o desespero
dos moribundos. famintos , loucos. etc .; splica para que a nossa Igreja , assim
como todas as confisses e religies , procure e encontre o verdadeiro servio
a Deus e aos homens; no final . gratido pela esperana em Deus.
VII -
Bibliografia
1968 - PRENTER .R. Der Gott der Liebe ist. Das V~rhaltnis der Gotteslehre zur Christologie . ln : Theologie und Gottesdienst._ Aarhus ..'. 977
_ STAUFFER.E. AGAPA. ln: KITIEL.G .. ed . Theologisch es Worterbuch zum Neuen Testament. Vol.1 . 2ed. Stuttgart . 1949. - [Link] ,
K. Haresie und Orthodoxie im Spiegel des ersten Johannesbnefes.
Gtersloh, 1976. - WENGST ,K. Der erste, zweite und dr1tte Br1ef des
Johannes. ln: kumenischer Taschenbuch-Kommentar zum Neuen
Testament. Vol.16 . Gtersloh , 1978.
31
2 . 21-25
II -
Wilfrid Buchweitz
1-
d d
Exegese
Pano de fundo
A com
Nesse sentido, a epstola. ao lado de exp ressa r confiana e alegria por causa da fidelidade e firmeza da comun idade , tambm revela
alguma preoc upao. A comunidade crist poderia ser envolvida pelo
grupo dos falsos cr istos . Por isso a carta encoraja-a a perr:ianecer na
pal avra que ela ouviu e aprendeu desde o inicio , e isso sera base para
permanecer no Filho e no Pai .
Jesus Cri sto. Jesus muito mais que Jesus. Ao mesmo tempo
que ele Jesus. ele Cristo . Ao mesmo tempo que ele o homem Jesus, ele Cristo , o Enviado de Deus. Jesus Cristo verdadeiro homem
e verdadeiro Deus ao mesmo tempo. Em Jesus Deus se encarnou . Justam ente esta a inten o de Deus. a de encarnar-se no homem Jesus .
Deu s no se degrada quando se encarna no homem Jesus. Jesus no
um portador indigno do Esp ri to de Deus. Jesus no apenas " cava lo '
que incorpora , encarna Deus. Em Jesus , Deu s se torna homem . Jesus
. ao mesmo tempo , verdadei ro homem e verdadeiro Deus. Jesus
Cristo.
Quem nega que Jesus Cristo nega igualmente o Pa i. No se
pod e confessa r o Pai sem confessar que Jesus Cristo verdadeiro homem e verdadeiro Deus . Mente quem , para resguardar a dignidade de
Deus, confessa que ele apenas usou Jesus para vir ao mundo . Mente
quern confessa que o Deus Espr ito s usou de man eira passageira o
co rpo de Jesus. Mente quem alega que Deus revela sua substncia ,
seu co ntet:1do, sua vida apenas na dimenso espiritual de Jesus e que
apenas a dimenso espiri tu al de uma comunidade importante. Isso
no apenas negao do Filho, desprezo ao Fi lho, mentira para com o
Filho, mas tambm negao do Pai , desprezo ao Pa i, men tira para
com o Pai. Valorizar apenas a dimenso espiritual do homem , em detrimento da dimenso fsi ca e material , tam bm negar o Filho e o Pai .
Considerar-se um grupo espiritual - que , po r causa disso, despreza os
outros membros - em uma comun idade falta de amor ao prximo; e
quem no am a o prxi mo tambm no ama a Deus. A epstola in siste
neste ponto . Quem cr apenas num Cristo espiri tua l vai dar valor apenas a uma igreja espiritual. A imag em que se tem de Jesus ter seus reflexos imediatos sobre a imagem da igreja . Um Cristo no encarnado
levar a uma igreja no encarnada . Um Jesus sem a dimenso escato-
32
33
III -
Meditao
Surpreende que este texto central do Novo Testamento no tenha , at agora, constado nas sries de percop~s da Igreja. Entre centena s de prdicas impressas Do h nenhuma sobre este te xto - embora existam, verdade , exegeses e prdicas sobre textos de contedo idntico ou semelhante.
Jesus Cristal A verdade que resulta da relao adequada entre os dois nomes , na medida em que se tornam um nome s , esta ver-
difcil entender Jesus, o Cristo, como verdade iro Deu s e verdadeiro homem ao mesmo tempo . O prprio Jesus confirma isso , quando diz que para a carne e o sangue impossvel reconhec-lo , e que
Deu s mesmo preci sa revel-lo (Mt 16.1 7; 1Co 12 .3).
s vezes , h um reconhecimento terico de Jesus , o Cristo .
mas no h nenhuma evi dncia dessa rea!idade na vivncia do membro da comunidade ou da comunidade toda . Jesus . ento. Cristo em
palavra e teoria , mas no o ~e fato e no concreto. Jesus ?iz que .i~so
no basta (Mt 7.21 ; 25.31 ss) . As vezes a confisso "Jesus e Cristo vira frmula vazia, vira rotina , perde o carter de confi sso de f. perde a
sua relao com a vida de f .
H outras formas de evitar , contornar , adulterar o " Jesus
Cristo' ' da epistola. Cada crente, cada comunidade . cada igreja , cada
poca, cada situao geogrfica, cada momento histrico, ca~a rea lidade eclesial , cada situao social tem que perguntar quem e Jesus
Cristo e qual o papel que ele desempenha.
o texto menciona duas coisas importantes a respeito da confisso . Trata-se de uma confisso comunitria. claro que ela tem que
ser confessada por cada indivduo tambm , mas sempre dentro de uma
35
34
comunidade , no fora de uma comunidade . A outra coisa que a confisso tem que ser sustentada pela palavra . Se a palavra permanecer
em algum e na comunidade, ento tambm permanecer a confisso
" Jesus Cristo". A palavra pode ser a palavra lida , transmitida porescrito, pode ser a palavra transmitida verbalmente . pod e ser a palavra
informativa , a palavra ensinada , pqde ser a palavra proclamada com o
fim de despertar reao em atitudes, pode ser a palavra que traz o
anncio do amor e do perdo de Deus , pode ser a palavra que traz a denncia , quando a justia de Deus esquecida, abafada , omitida, pode
ser a palavra vivida na realidade concreta do dia a dia , sem que verbalmente se usem pa lavras. Uma coisa est certa : sempre a confisso
"Jesus Cristo " acontece na comunidade e a partir da palavra .
Que que " Jesus Cristo" significa para mim como pastor?
Onde estou eu diante dessa confisso?
VI IV -
Prdica
V-
Subsdios litrgicos
1. Conf isso de pecados: Pai Celeste. agradecemos-Te pela encarnao de Teu Filho Jesus Cristo . Ajuda-nos a continuar reservando lugar para ele .
em nossas vidas , em nossa Igreja. em nosso mundo. Ajuda-nos a crer nele e a
viver esta f . Protege-nos contra a tentao de querer moldar teu Filho de acor-
Bibliografia
BULTMANN ,R. Die drei Johannesbriefe . ln : Meyers Komm. entar. Vol.14. 14 ed. Gttingen . 1967. - HAUCK,F. Die Kirchenbriefe . ln :
Das Neue Tes tament Deutsch. Vol.10 . 5ed . Gttingen, 1949. SCHLATIER,A. Briefe und Offenbarung des Johannes. ln: Schlatters
Erlaeuterungen zum Neuen Testam ent. Vol.1 O. 6 ed . Stuttgart , 1938.
Sugestes para leitura: o Credo Apostlico , especialmente 2
Artigo, nos catecismos Menor e Maior de Lutero: conf issos de f de
telogos . conclios . igrejas. em nossos dias.
37
II -
ANO NOVO
Josu
1.1-9
1-
Introduo
A passagem de ano adquiriu, dentro e fora da Igreja , um significativo e, ao mesmo tempo , perigoso aspecto de transio. H a expectat iva de ovo comeo , de reinicio numa direo melhor (ou pior), que
traz 'consigo um. [Link] d.e perguntas sobre o futuro a enfrentar. No present sculo da rise ecnmica e .energtica, do terrorismo crescendo
no~ quatro
cantos
. viosamente
. - ,,.,
.
. do planeta, da guerra fria , da potenc1 a l Ld.a~ ~ nuclear , da extrema riqueza de poucos por um lado e da mis ria cres'cent por outro, etc .; cresce ainda mais a preocupao pelo
f-turo'.Ta1ransio [Link] ano novo representa . transforma-se em
mo tivo para medo (pavor at) e desesperana . Tambm em nossas comunidades o medo e a desesperana em relao ao futuro esto be m
p1 esentes (e nisso no podemos distinguir entre comunidade urbana e
comun idade de interior, uma vez que os meios de comunicao de
massa j se fazem bem presentes no mais remoto serto) . O que pregar a uma comunidade que vive um momento de transio (Ano Novo)
repleto de incertezas e medo?
Creio que estamos diante de uma excelente oportunidade para
fal ar de confiana. No de qualquer confiana , mas daquela que move
e mantm a Igreja , que guia o cristo por caminho seguro em direo
ao futu ro : a confiana no Deus de Jesus Cristo , Senhor da Igr eja.
Nesse sentido , Js 1.1-9 caminho sobremodo adequado a percorre r. primeira leitura , nem pude imaginar que estava diante de um
1exto to concreto, atual e comprometedor para a Igreja de Cristo e seu
caminh o em direo promessa derradeira do Reino de Deus definitivo. O culto de Ano Novo uma oportunidade de olhar para o passado
roara o remoto passado do povo de Israel), onde encontramos a inesgotave! fidelidade de Deus, a fim de, a partir dela , olharmos com esperanca e co nfi ana em direo ao futuro diante de ns.
O texto
Js 1 .1-9 faz parte da grandiosa Obra Historiogrfica Deuteronomstica (OHD). Essa abrangente obra historiogrfica , escrita no tempo
do exlio. surgiu a partir de tradies e feixes de tradio mais antigos ,
compilados e revisados por diversos autores que lhes imputaram sua
prpria marca . Por isso mesmo, ela no uma simples compilao de
tradies. mas uma interpretao teolgica posterior da histria de Israel. H todo um estilo, uma inconfundvel maneira de apresentar e de
descrever os fatos, assim como molduras prprias onde esses fatos
so acomodados . Em resumo , podemos dizer que a OHD uma anlise
teolgica do passado . que quer trazer luz para dentro do presente do
povo de Israel , o qual caminha para o seu futuro . As molduras dessa
obra - elos de uma corrente de fatos histricos recolhidos da tradio
- tm caractersticas deuteronomsticas acentuadas e aparecem quase sempre em importantes "rupturas " da histria do povo. Essas rupturas so importantes momentos de transio de um perodo histrico
para outro . Nesse sentido, o cap.1 do Livro de Josu revela-se uma ta l
interpolao de inconfundvel estilo e trao deuteronomisticos. Trata-se
de uma introduo deuteronomistica coletnea de tradies mais antigas que se seguem no Livro de Josu. A transio histrica do trecho
em questo fala da poca especifica entre a peregrinao pelo deserto
e a tomada da terra da promisso. Esse momento de transio histrica torna-se ainda mais relevante quando se tem em mente que, nesse
exato momento da histria de Israel. acontece a significativa ruptura
ent re o passado de povo nmade e o futuro de povo sedentrio.
Nossa pericope se apresenta na forma de alocuo de D eus a
Josu que , por outro lado, tambm alocuo diretamente dirigida a
todo o povo de Deus . Podemos dividir a pericope em duas partes distinta s. A primeira parte do texto (vv.1-?a') corresponde aos discursos-deguerra levitas (cf. Dt 9.1 ss). Esses discursos apontavam (a) para a sua
razo , isto , a guerra: e formulavam (b) palavras de incentivo e encorajamento luta e promessas de vitria . Na sua segunda parte, o texto
transforma-se num chamado obedincia diante da Tor , como pressuposio para o sucesso do empreendimento (vv.?a"-9).
Uma anlise mais detalhada do texto apresenta-o da seguinte
maneira :
V.1: A pericope inicia apresentando uma situao de grande crise. A morte pe fim a "grandes pocas" e a "grandes homens " dopovo de Deus . Moiss, o grande profeta com o qual Jav tratava " face a
face" (Dt 34.10), morreu e, com ele, foi-se toda uma poca da histria
do povo - a escravido no Egito , o xodo, o Sinai, a peregrinao pelo
deserto . Era preciso nomear um novo guia para o povo nesse importan-
38
te momento de transio na sua histria . Assim sendo , era justo que o
sucessor de Moiss - o "servo de Jav - fosse Josu, seu "servidor " (cf Nm 27.1 5ss; Dt 3.21 ss; Dt 31.1 ss). ao qual o prprio Moiss
havia abenoado com imposio de mos (cf Dt 34.9). Sua tarefa?
Guiar o povo na lt ima etapa da promess a feita aos patriarcas, consumando a tomada da terra da promisso. Esta taref~ e esta r1onra ele
no recebe somente por ter sido "se rvidor de Moiss". o pr prio Jav que o incumbe dela. Por isso mesmo. a ligao redacional deuteronomstica a Dt 34 inte ncio nal. Com isso. a mud ana de lder fica teologicamente significativa : " mudam os servos . mas o Deu s iiel permanece . (Breit , p.50)
39
Vv .5 a 7a ': Nesse trecho Jav . que ordena a Josu a conduo
do povo na continuidade de seu caminho em direo terra da promisso. no larga tudo sob responsabilidade do lder. Antes, coloca-se ao
lado dele e de seu povo , prometendo ajuda , ou melhor , prometendo a
continuidade da ajuda j to conhecida e experimentada pelo povo
atrav s do apoio de Jav ao lder anterior , Moiss. Tambm a confiabilidade na continuao do apoio de Jav reafirmada. Ele esteve com
Moiss e certamente estar tambm com Josu . Perman ece a promessa e permanece o apoio para a realizao da promessa.
Vv . 7a " e 8 : Daqui por diante . age de forma inconfundvel ateologia deuteronomstica , segundo a qual o sucesso do empreendimento
depende da total obedincia Tor . H aqui uma repetio da ordem
divina, acrescentada de algo novo. Som ente a dedicada observncia
da To r possibilita a vitria. Esta emenda to enftica (apresentada no
v.7 e pr aticam ente repetida no v.8) quer sublinhar de man ei ra explcita
e insistente qual o caminho correto desejado por Deus para a execuo da sua ordem. A obedincia irrestrita fundam ental para que Josu e Israe l possam contar com o apoio in condicional de Jav. No
basta o estar convenc ido do apoio divino. preciso corresponder-lhe
por meio da obedi nc ia. Essa obed inc ia, no entanto . no se restr inge
a um si mpl es observar da lei. Me parece que , por detrs das palavras
"no cesses nunca de fa lar deste livro da lei " (v .8a). est a ind icao
em d ireo ao testemunho, proc lamao da Tor como vontade de
Deus. Breit (p .52) prefe re falar at num cu nho "propagandstico " como
atitude em relao Tor . A lei precisa esta r sempre na boca e na
men te do lder e dos liderados, como uma rosa-dos-ventos, a nortea r
cada um de seus passos . do constante cita r, meditar e cumprir da Tor que depende o ser " bem sucedido por onde quer que and ares " (v.7)
e o faze r " prospera r o teu cam inho .. e ser "bem sucedido " (v.8) . Isso .
no entanto , no nen huma " cond io pa ra o sucesso"; mas antes . misericrd ia presenteado ra de Deus. Ele no exige primeiro o cumprimento da lei para depois corresponder con fiana do povo. Lutero no
enca rou o v.8 como lei , mas como consolo gracioso : " Esta uma maravilhosa promessa para aquele que gosta de ler, estudar na Bblia e
tem nisso empenho; pois ser bem-aventurado e poder caminhar em
sabedoria ... (apud Breit, p.54)
V.4: A terra dada por Deus ao povo geograficame nte del im itaaa . As fronteiras so: ao sul a estepe, ao nordeste o rio Eurates e a
oe ste o mar. Esta delimitao vem reforar mai s uma vez o forte c unho
deuteronomstico da percope. Ela acentua a pergunta pelos lim ites da
te rra prometida , dirigindo os olhos do leitor " par a um futuro que no
mais assustador e obscuro, perigoso e indefinido, desde que Deus colocou sobre ele a sua graciosa promessa. " (Breit . p.53)
V.9 : Tran smite-se mais uma vez, no final , toda a fora do estmulo ao povo de Deus. A pergunta "no to mandei eu?" sugere total
falta de moti vo para vacilar ou temer . o Senhor que envia e que garante o sucesso. Po r isso : " no temas nem te espantes , porque o Senhor teu Deus contigo , por onde quer que andares. " Com isso . o autor estimula e encoraja seus ouvintes e leitores a seguirem alegremente a ordem de Deu s .
-- 1
40
41
III -
Escopo
IV -
Meditao
42
V-
43
Para a prdica
A pregao crisr sobre este texto indicado para um momento de transio como o Ano Novo, deveria seguir os seguintes passos :
1. Narrao viva e atualizante do momento histrico de Israel
narrado pelo texto, abordando o momento de transio representado
pelo Ano Novo (vide introduo). Nessa parte deve ficar bem ressaltada a confiabilidade na ajuda de Deus, demonstrada na continuidade de
seu acompanhamento, passado de Moiss para Josu.
2. Perguntar pelo significado disso para a Igreja crist, hoje . A
Pscoa o acontecimento do passado que determina o presente e o futuro da Igreja. Nela encontramos razo para continuar confiando na
ajuda divina Igreja de hoje.
3. No basta confiar . preciso . a partir da Pscoa, dar o passo
decisivo em direo ao "terreno estranho" . Do outro lado do Jordo de
hoje est o Reino de Deus; a ltima etapa do cumprimento da promessa .
4. O caminho da Igreja deve ser iluminado pela palavra de
Deus. Ela lana os desafios . Ela nos encoraja ao passo decisivo. Medit-la e pesquis-la - poder fazer isso presente do amor de Deus
Igreja. Esse elo de ligao com Deus garante o sucesso da caminhada
da Igreja, e assim no h lugar para medo e desnimo.
VI -
3. Orao final : Eterno e todo-poderoso Deus. Graas te damos poressas palavras de consolo e encorajamento que nos permitiste ouvir . Inicia-se
uma nova etapa na nossa vida. Um campo aberto est diante de nossos olhos.
um campo de misso que temos . S tu conosco para que no fraquejemos
diante das dificuldades que nos esperam. No permitas. no entanto. que nossa
intercesso seja apenas de palavras ; d que seja de testemunho e de ao concretos . Por isso:
abre os nossos olhos para que possamos ver a injustia que nos rodeia.
na forma de milhares de seres humanos espoliados. desprezados. discriminados . desconsiderados:
abre os nossos ouvidos para que possamos ouvir o grito de socorro da s
barrigas vazias , o clamor por compreenso dos coraes atemorizados pelo fu turo. o canto desesperado dos que clamam por algo em que conf iar :
abre a nossa boca para que testemunhemos o teu amor aos sem amo r.
o teu perdo aos sem perdo. a tua justia aos injustiados. o teu consolo aos
desconsolados. a tua salvao aos nufragos da vida. o teu Evangelho aos vazios e duros de corao ;
abre o nosso "nariz .. para que cheiremos a podrido do mundo, o inconfundvel odor das favelas e da misria: mas tambm para sentirmos o cheiro
bom e reconfortante dos lugares onde h comunho , dos lugares onde dois ou
trs estiverem reunidos em teu nome :
abre as nossas mos para dar. para afagar. para receber em nosso
meio os solitrios , para estend-las em reconciliao ao nosso inimigo. pa ra
sustentar os fracos em teu nome :
permite, enfim, Senhor . que andemos nos teus caminhos e que confiemos em tua ajuda para enfrentarmos nossa misso e tarefa. nossa " terra estranha ,. com confiana em ti e com base na tua palavra . Amm .
Subsdios litrgicos
1. Confi sso de pecados : Senhor Jesus Cristo. neste momento cheg amos diante de ti e de tua graa misericordiosa. para te confessarmos os nosso s
pecados. Queremos faz-lo como tua igreja ; queremos faz-lo como membros
do teu corpo . E j queremos comear por isso , pois muitas vezes no temos sido tua Ig reja : muitas vezes no temos sido membros do teu corpo . Ns plan e1amos e execu tamos como nos apraz : ncs confiamos em nossa prpria co rag em
e capacidade de realizao ; ns mesmos ditamos as regras do jogo e quer emos que a Igreja caminhe segundo nossa orientao . Ns te confessamos nossa falta de confiana em tua orientao, em teu amor. em tua liderana . Ns te
confessamos que no temos andado segundo o teu Evangelho . Pedimos-te por
perdo, pois nos arrependemos do caminho trilhado at aqui . Compadece-te de
tua Igreja e s tu o seu guia nesse novo ano que se inicia . Tem piedade de ns .
Senhor1
2. Orao de coleta : Senhor nosso Deus e Pai. Tu nos ds a tua palavra ,
atravs da qual nos transmites tua vontade, teu consolo, tua ajuda e teu perdo
Permite que ns, como Igreja de Cristo, busquemos nela a orientao diria para a nossa misso. Derrama o teu Santo Esprito sobre tua Igreja, para que
cresa na f e na confiana em ti. Que a tua palavra possa ser a ponte em direo ao desafio que est diante de ns neste Ano Novo . Amm .
VII -
Bibliografia
BREIT,H . Meditao sobre Josu 1.1-9. ln : Calwe r Predigthilf e11. Vol.2. Stuttgart , 1963. - HOMBURG,K. Introduo ao Antigo Testam ento. So Leopoldo , 1975. - JAEKEL ,P. Lesegottesdien st t r den
~~eujah r st a g 1970. ln : Wege zum. Wort, Caderno 1. Berlin , 1970. KRAUS,H .J. Meditao sobre Josu 1 .1-9. ln : Gottinger P re digtmeditationen. Ano 64 . Caderno 11 . Gtiingen , 1975. - NOTH, M. Das Buc h
Josua . ln: Handbuch zum Alten Testament. Vol.7 . 2 ed . Tbing en ,
1953.
-1~
45
61 . 1-3,11,10
1-
Consideraes exegticas
se que Trito isaas se entende como enviado especificamente aos oprimidos dentro do povo . Esse anncio de salvao, conciso e claramente
estruturado, pressupe a quei xa coletiva desses oprimidos .
o profeta se tornou evangelista que efetiva a boa nova da mu
dana na situao dos oprimidos. atravs do seu anncio (como um
mdico anuncia o domnio sobre uma epidemia; co mo o carcereiro avi
sa aos presos sua soltura) . Sua tareia consta exclusivamente de um falar. l\Jesse anunciar , porm , e atravs dele , dever fazer surgir uma nova maneira de conduzir-se. naqueles a quem enviado . Anunc iar salvaco , portanto . quase tan to como publicar. realizar salvao A testa j
pode comear.
A traduo de Almeida pa ra o termo ANAVIM - quebrantados
- insuficiente e tendenciosa : induz a subentender pessoas que ne
cessitam de consolo e aconselhamento individual. ANAV IM um a caracterizao social e por isso se traduz melhor com o termo " oprimidos
O " ano aceitvel do Senho r" no se refere ao regresso do exlio. Refere-se originalmente prtica da reestruturao social , de sete
em sete anos. e, em especial. no 50 ano (Lv 25): perdo de dvidas .
anistia, reforma agrria ... provvel que o sentido, nesse contexto, esteja mais prximo do que entendemos por Reino de Deus . Todo o cap. tulo no tem em vista a revoluo escatolgica , seno o j encontrarse dentro da salvao. Os oprimidos esto dentro da salvao
O "dia da vingana do nosso Deus " pode estar relacionado
com aqueles de pequena f que praticam a injustia e o culto vazio.
que rejeitam o brao estendido de Jav , sobre os quais vir horrendo
juzo. So os mesmos que excluem outros do acesso a Deus (Mt 23 .13),
ao mesmo tempo em que sentem a ausncia da resposta de Jav
(58.3) .
II -
Pregar
" O Esprito do Senhor est sobre mim" nos constrange a buscar a leg itimidade da nossa pregao .
Por um lado, a Igreja se baseia na formao curricular de teologia . No s a direo da Igreja se apia nos exames resultantes de perodos reg ulamentados de estudo, para comear a falar em ordenao
e envio , como tambm as comunidades querem saber sobre a capacitao regulamentada de seus pastores. A tendncia considerar o mdico um especialista em assuntos de doena , o mecnico um especialista em mquinas, o pastor um especialista em assuntos de f, rel igio. Dews. A legitimao exclusiva que ocupou quase todo o espao
46
47
III -
A quem pregar
48
IV -
49
O que pregar
o dos oprimidos : desprendimento para procurar uma ordem est rutural mais
JUSta
V-
Subsdios litrgicos
VI -
Bibliografia
PAURITSCH,K. Die neue Gemeinde: Gott sammelt Ausgestossene und Arme. Rom, 1971 . - VON RAD.G . Theologie des Alten Testaments. Vol.2. Mnchen , 1968. - SCHWANTES .M. Das Recht der Armen. Heidelberg , 1974. - WEISER.A. Einleitung indas Alte Testa.m ent. Gbttingen. 1966. - WESTERMANN.C. Das Buch Jesaja - Kap
40-66 ln Das Alte Testament Deutsch. Vol.19 . Gttingen, 1966 .
Sugesto para leitura complementar: GALEANO .E As veias
abertas da Amrica Latina. 6ed. Rio de Janeiro. 1979.
51
V.7 : Sino que hablamos la sabidura de Dios, el misterio, que fue
velada, la cual Dios con anterioridad ha dispuesta en la eternidad en
nuestro honor ,
V.8: la cual ningn rey en los tiempos ha reconocido, porque , si
lo hubiese reconocido, no hubieran crucificado ai Sefior de la Gloria .
.2 6-31
.26-31
(v Vol. V. pp . 190-195)
Corntios
2;1-10
Die te r Knoblauch
1-
Texto
V.1: Y yo, cuando fui a ustedes , hermanos , no fui con superioridad de palabras de ciencia, sino que anunci a ustedes la sabidura de
Di as.
des.
V.4 : Y ni la palabra mia y ni mi predicacin eran para convencerias de la sabidura humana , sino en demonstracin espiritual y de i
poder de Dios,
V.5: para que la te de ustedes prevalezca no en la ciencia dei
hombre sino en el poder de Dios .
V.6: La ciencia que hablamos a los espiritualmente avanzados
no es la de este tiempo tampoco de los que gobiernan sobre el mundo,
tampoco los que rigen ai mundo , porque desaparecern .
II -
Exgesis
52
53
III -
Meditacin
donde se observa la dimensin misionera. el predicador debe en nuestro texto darse cuenta de la oportunidad para su situacin concreta,
tanto : en su vida familiar o particular; la vida de relacin con su congregacin y la vida de comunin con su mundo. En [Link]. los casos es un
mis1onero ; en todos los casos l debe dar un test1mon10 , aunque en su
humildad no sea considerado una persona muy importante por los dems . siempre y cuando se mantenga en la rectitud y en la obed1enc1a
hacia su Senor . Nuestra inteligencia, nuestras hermosas Y decorativas
pai abras no van dirigidas hacia el mensaje, aunque ste se vea [Link] con las mismas . Siempre caen dichos artfices a nuestra habli1dad , a
nuestros recursos de tratar de convencer a !os hombres de " nuestra
verdad". Pablo, ai anunciar a los Corintios el mensaje de la Cruz . asume una actitud hasta de apariencia dbil para que el poder de Dios se
manifieste a travs de l. Muchas veces nuestro mensaje no llega Y
queda a mitad de camino , porque nuestra persona lo ha obstaculizado ;
hemos impactado pero no el Senor en su Palabra .
Predicar la Palabra de Dios es predicar una "tontera ", segn la
razn dei mundo. A este reto y desafio el predicador se debe enfrentar
En el tiempo de Pablo, el gnosticismo era la medida de todas las cosas
(vemos a Pablo en Atenas y el rechazo que ! ha experimentado por
parte de los pensadores, y no de los que han renunci~do a su pensamiento), que anunciaba el "conocimiento" que protegia ai hombre de
todo demonio o poder demonaco , tambin dei destino. sea bueno o
maio . Tambin se inclua en este aspecto los poderes estelares y/o los
espritus elementales, que podian perjudicar a los hombres. Bajo tal aspecto se ha unido el culto de los misterios , muy popular en aquellos
tiempos . Pablo no ha ofrecido una alternativa a estafe o a esta manera
de vivir de los griegos . EI simplemente predic de que el poder de la sabidura de Dios est por encima, que ha vencido toda suerte dei hombre , que ya el hombre estaba libre bajo el yugo de la ley (de los misterios y de la gnosis. de las suposiciones de los poderes invisibles) por
aquel que ha muerto en la cruz , que es el Senor de la gloria.
Hoy tenemos una situacin similar , ya que el culto de los m~st e
rios y el de profesar la gnosis an no ha concludo , sino que entro ~n
forma dei propio mal dei hombre, que lo ha designado poder demon1aco, o la mala suerte, con todas sus variantes, y as se ha buscado a santos y a otros poderes, tanto inocuos como perjudiciales para contrarrestar un mal determinado. Esto por un lado, lo que es popularmente
mu y conocido, especialmente en la clase social de pocos recurnos . Y
en ciertos casos de la gran sociedad. Por otro lado est el rac1onal1smo, que ha entrado en el siglo pasado, acompanado por el industrialismo . ambos que han motivado el materialismo , en todos sus aspectos ,
sea el cientificismo, sean las diferentes ideologias , sean los sistemas
econmicos , y sean las filosofias - salvo pocas excepciones - que
54
mayormente encontraron su triunfal entrada en el pensamiento religioso. Este paso ~ustamente ha querido evitar Pablo, cuando dijo : La
ciencia que nosotros hablamos a los espiritualmente avanzados no es
ia de este tiempo." Desdeluego, Dias nos ha dado una mente para pen sar, y es un gran don este tan va lioso instrumento; pero esta men te
concreta, pa !a cual la estamos necesitando, no es el media apropiado para indagar !o que no es concreto. lo que es secreto, insondable e
infinito . Por eso se habla ms exp resam en!e en el v .6( 1) de los "entendidos , los espiritualmente desarroliados " que l1an de rec ibi r plenamente la sabidura de Dios, porque elios. por el Espritu de Dias, han recibido otra mente, ia que podramos llarnar, la " mente divina" (v.10). El ias
reconocen por el Espritu lo que es de Dias, y no tom an ta l sabiduria como " una tonteria ", o como hoy dira mos: "una ciencia sin rea li smo ni
realidad de mundo, que es un ideal ismo irreaiizable por carecer de postulados concretos , de caminos practicables con una esoeranza de xito .' Es por eso necesario que la rel igin, as como Pabl~ la ha concebido , nut ra a la ciencia, para que la misma se hurninice, vale deci r, para
que ia misma se armonice con la voluntad de Dias . La ci encia de 11oy, ai
atentar contra Dios, atenta contra el mismo hombre y se torn a inhum ana. No se habla en contra de los adelantos tcnicos, pero s de su uso
para el desequil ibrio ecolgico, que con los medias adquiridos por ell a,
el hombre se distancia de si como de los dems cada vez ms, que todo est envuelto de un indescriptible temor ai futuro , que esta cienci a
desemboca en un abuso de armamentos para destruir ms vidas, que
la ciencia mdica se ha transfbrmado en un poder ya no curativo sino
de explotacin ai ser humano, y que la misma iglesia , por mantener su
autori dad ha incursionado por caminos , como ser de tomar otras ac ti vidades secundarias como principales para poder subsistir fren te a la comunidad, sean escuelas, otras instituciones de ensenanza var ia, o realizando testiva les, fiesta s para que se pueda subsist ir econmi camente. etc , recursos que han aumentado an la desesperacin dei 11ombre,
que corre a !os estadias cuando alguien predica en su l1onor el evangelio y promete la ayuda que l no puede dar. Cada pastor ver su situacin en su parroquia, pero es necesario de abrir por nuestro lado. !os
ojos , y comparar ia con n1.1est10 texto. Desde luego, habr en ciertos iados necesidad de una escue la, de algo que forme a la comunidad. pero
no debemos olvidar de nuestra misin y dei mensaje que es necesar io
de predicar .
y aqui llegamos a ot ro captu lo: la preparacin para rec ibi r ta l
mensaje de Dios.
Pablo l!ev a ios co rn tios la fe en Jesucristo , la sa!vacin po r E!.
No ha querido ensefiarles una nueva doctrina, sino simpl ernente la fe
en el Salvador. Aqui vemos nuevamente , lo que Jess haya dic ho tarnbin en Lc.'10;21 Y 22 o en Col.1 ;26 que se ha reve lado a los que son co-
55
mo ninas la sabidura de Dias , lo que quiere decir , que el hombre adulto
debe renunciar. negar a si mismo y !legar a ser receptivo a lo nuevo,
aue es ia sabi dura de Dias , y que lo transformar por el Espritu que el
~ismo hombre ha de rec ibir cua ndo se ha cumplicio todo lo previsto por
Dios en l. Esta realidad se ha querido suplir con el pensamiento e in teligencia humana. Una cosa es la inte ligencia, la posibi lidad de trabaja r
con el intelecto, y la otra realidad es la que Dias nos posibili ta por medio de Su Esp ritu , que es una realidad. ms ali de! intelecto humano.
Por eso Pab!o tambin ha esc rito: " ... La sabidura de Dios, la cual ning(in rey. o gobernante. en los tiempos ha reconocido (o conocido), porque si la hubiese reconocido. no hubieran crucificado ai Sefior de la
Gloria." (v.8) As el hom bre sigue crucif icando ai Sefio r, afio tras afio
justamente por supl ir !a real idad dei Esp rit u de Dios po la inteligencia
humana. que es fi ni ta y pertenec e ai mundo concreto. Para tener acceso a ia sabidura de Dias se requiere de la l1Umi ldad y de ser como los
ninas , y no de tener ttuios y gradas dentro de la sociedad. Dios concede por Su voluntad este Espritu, y cuando en la oracin , en el arrepent imiento el hombre se convieria , ha de renovarse ntegramente, siendo
una nueva criatura, por el Espritu de Dias , en donde la inteligencia servir ai saber de Dios , y no a la in ve rsa . Este es el principio dei con ocimiento , y el despertar de los paganos o de los hombres que buscan la
luz que ha aparecido a todos los gen tiles, a todos los hombres dei mundo .
IV -
N uestro sermn
1. Presentar la situacin dei hombre , den tro o fuera de la congregacin en querer identificarse con los principias y dictados dei mundo , sea ia supersticin y creencias varias que atentan a suplir la verdadera fe en Cristo, o tambin que la ciencia (los cientficos) ya no tienen
contac to con ia igl esia {si lo tuvieran , es po r supersticin u otros intereses fuera de la misma te).
2. Tanto e! predicador como todo miembro reci be hoy el ofrecimiento dei mensaje de Pablo, la fe de i nac!do en Beln , sobre el cual
pende ya ia cruz para ilegar a ser el Sefior de la Gloria . Esta fe no es
una alternativa a todo lo se fi alado en el punto 1 . sino el nuevo camin o
que nos iibera de todo, y nos une, por media dei Espri tu de Dios ai pensamiento y a la buena volu ntad de i homb re. Esta buena voluntad dei
hornbre no se ref iere a las " bu enas obras", sino en el de aceptar la te.
y de practicarla como test imonio , en humildad, en nuestro diario vivir .
3. Crecer en la hum ildad para recibir este Espritu de Dia s, conjuntamen te con una actitud de apertura a lo que Dias hoy nos quiere
decir , sin dogmat ismos o restric ciones, sean cuales fueren. EI hombre
es en el mensaje un ser !ibre , pero debe afrontar tambin las consecuencias de tal libertad .
57
56
4. Tal cambio en nosotros ha de capacitamos para el trabajo misionero de atestiguar de que Cristo es la Luz dei Mundo, y que nos libera de todo yugo, de toda supersticin, o creencia fuera de esta fe , que
ata y esclaviza ai mismo hombre.
Solamente el que tiene luz, la verdadera de Dios, puede 'entender" la verdadera sabiduria de Dios , y tambin la ha de aceptar para
il uminar a aquellos en donde Dios se man ifiesta. Los dems esperarn
y con la paz dei Sefior tendrn a su tiempo , despus de un si nc ero arrepeni imiento su oportunidad, cuando se entreguen plenament e a aque l
que ha nacido y muerto y resucitado por todos los hombres . para que
todos se salven y nadie se pierda .
V-
Subsdios litrgicos
2. Oracin de colecta : Seriar Cristo Jess; T nos reunes hoy aqui . Contigo podemos ser todo. porque T eres_ el princ ipio y el fin de todas las cosas.
Tambin lo eres en nuestro mundo. Ayudanos a ser humildes. asi como los ninas son , para ser capaces de rec ibi r la sabiduria divina. aquel poder Tuyo en
nosotros para ser tus mensaje ros en este mundo, trayendo lo que todos buscan : la felicidad. que es la armonia de Dias con el hombre para todo el mundo .
En Tu nombre te lo pedimos, Senor. Amn.
3. Ora c in de intercesin: Serior y Pad re nuestro. EI prin c ipio de la sabidura es el temor de Dios, Y para el hombre lleg a ser el pensamiento humano.
en todo su limitacin y !ragmentacin . Pero T hoy nos has mostrado nuevament e
el camino de la necesaria humildad, de la necesaria negacin de nosotros mi smos y de volvemos simples Y recept ivos incondicionalmente a Tu mensaje . T
no quieres ser comprendido sino credo y aceptado en_nuest_
ras vidas. Pero
tambin cun difc il es para el hombre dar este paso hac1a T1 ; n1 01en comenzamos a d~sconfiar de nuestra razn cuando podemos caer en cualquier supersticin . Cuando nuestra segur idad humana se ve atacada, es cuando todo reme-
0 10 y so:uci on humano y de otros poderes nos_ vienen bien . ~uando estamo~ rodeados de tantos ofrecimientos de pod eres e 1nfluenc1as. se Tu nuestro Esp1r1tu
de ooder y de transforrnacin, y as convertirnos en_mensaieros ~u yos en est ~
[Link] angustiante . Porque Tuyo es el poder. la razon y la sab1dur1a_
: po rque Tu
eres el pr incipio y el finde todas las cosas: porque Tueres el sol radiante en este mu ndo que quiere extenderse cu al glo ri a y bend1c1on Tuya . Por eso te pedimos hov por ... (!a nacin. congregacin. por los eniermos. anc1a nos, marg1n2dos. otv;dados. por la juventud . los ninos y por los qu e se ha n apartado y por los
qu e buscan la verdad. un a luz en sus vidas. etc .)
59
Reis
5 . 1-19a
1-
Eliseu
II -
N aam e Eliseu
60
va , para indicar o caminho da salvao a um general . Deus muita s vezes envia os seus mensageiros em momentos inesperados. d e forma
imprevista, usando at mesmo pessoas geralmente desconsideradas .
61
de Naam imediata . Totalmente decepcionado, ele v que nada est
acontecendo de acordo com os seus planos e com a sua imaginao .
Encontra vrios motivos para revoltar-se : a ordem de seu rei , de curar a
lepra . no obedecida : o profeta que pode cur-lo nem aparece pessoalmente para realizar essa cura : ao invs disso. manda um mensageiro com um recado (e que recadol); seu recado humilhante - tomar banho no rio Jordo, um rio sujo , em que pastores e o prprio gado
se banham . um rio que nem sagrado: sua cura deveria ser fe ita com
grandes sinais . palavras. danas e magias , conforme ele havia imaginado . mas nada di sso acontece 1 H motivo suficiente para retornar para casa .
62
63
5 ato: "N aam confessa: no h Deus seno em Israel 1" ( " \'
l 5- l 9a)
..
Tex to: Aps constatar a sua cura , Naam retorn a com s ua
com1i iva para junto de E!iseu . Naam lhe confessa a sua f : "Agora red _
c onhe o que em toda a terrn no h Deus seno em Israel 1 A
.
gra e c1
1
ao pe a su a cura , o genera 1tenta deixar seus presente s com 0 profe t a .
El1seu rec usa-se . entretanto . a aceit-los . Naam faz ento um ltimo
pedido de que lhe seja permitido levar ao menos um pouco da t e rra d e
!s ra e~. cons 1 go . para que ele ern casa possa , sobre e ssa terra . ofe re cer
s~ c rn 1~1os ao _Deus de Israel._E antecipadamente ped e por compreensao a t: lise u. as vezes ele tera que acompanhar 0 seu rei no culto a Rirnorp - que is so lne se1a perdoado 1 Eliseu desped e-o . dando -ih e 0 seu
SALOM 'Vai em paz 1..
Reflexo:
III -
N aam, Elseu e eu
O outro ponto alto desse te xto , o v . 15, nos m ostra: " os limites
do pai s e os limit es da ado rao do Deus de Is ra el no so os limi tes do
se u poder ." (Steck , p . 129) Deu s Senh o r sob re vid a e mort e - em rela o vida de cada pessoa . Jesus Cr isto vei o torna r essa m en sage m
b em cla ra . Toda s a s pessoas , todo s o s povos, quer o c onheam que r
no . esto nas mos d e Deus . El e o Deus qu e age na H ist ria
Epifania justamente isso : a luz de Deu s bril ha nos camin hos
obscuros daquele que ainda no conh ece Deus .
IV -
Subsdios Litrgicos
1 . Hinos Podem ser ca nt ados os hinos 41 , 42. 09, 171 , 163. 180 de " H1Povo de Deus" . No Hinrio da IECLB - velho - eles est o sob os nffi('r os 3'.: . 07. 157. 163 .
2 ln! r61to Salmo 33. vv .16.20-2 1a: " No ha rei que se salve com o pooe: oo,, se us ex rcitos. nem por sua mu it a fora se livra o valente ... Nossa alma
w ,;::e<i :10 Scnr.01. nosso auxilio e esc udo. Nele o nosso corao se a1egra ...
::., Con l1sso oe pecados: Err os que comet emos: procuramos Deus em
,;i,218s '3 r1a oos. ou esqu ecemos de procura-lo em nossa vida: ou fugimos dele
Cc-: n ;sso nos afastamos cada vez mai s de Deus. Meio sem rumo chegamos a
Deus. pedindo-lhe . qu e el e nos aceite. desperte em nos a ie . perdoe o nosso
:ro ~. J
<'>g o i~mo
64
5. Orao de coleta: Ped imos que Deus nos d muita humildade par a
ouvirmos a sua palavra , para sabermos escutar o que tem a nos dizer e no
aquilo que ns gostaramos de ouvir .
6. Le it ur a bbl ica : Mt 5.8-13: a cura do criado de um centurio .
7. Assuntos para a orao final : Como doentes te procuramos : conduzenos salvaco. pelo teu cami nho . Despe rt a - ou fortalece - em ns a f em
ti . No permitas que nos declaremos " donos" de ti . querendo manipular-te .
conduzir-te. orientar-te pe los nossos planos . Oue no fechemos as portas para
outras pessoas que ainda no te conhecem: mas que sejamos. cada um de ns .
onde tu nos colocas . teus men sageiros. pessoas que convidam outras para o
caminho que leva f em ti .
1 .9 -
18
Joachim Fischer
V-
Bibliografia
NO TEMAS !
I -
A situao
O Liv ro do Apocalipse foi escrito provavelmente pelo fim do governo do Imperador Domiciano (8 1 - 96) Seu tema o conflito entre a
comunidade crist e o estado da poca, o Imprio Romano , dit atoria l e
arbitrrio. O con fl ito surgiu em torno do culto ao imperador. Esse culto
abrangia tod a um a liturgia de glorificao do imperador , como se este
fosse um deus todo-pode ro so O prprio estado servia-se dessa relig io
para seus in teresses polticos Atribua-l he a funo de unir a populao do vasto Imprio, de etnias d iferentes , de garantir a segurana do
stado e de assegurar a lealdade dos cidados . A comunidade crist ,
no entanto , confessava Jesus Cristo como seu nico Senhor e Sal va dor . Con seqentemente. no podia reconhecer o estado e seu representante m ximo como valo r ltim o. Era inevitvel o con flito com as autorid3de s civ is. mi li tares e religiosas . com as idias sobre a segu rana
do estado, com a ordem ex istente , com o conformismo geral, ditado pela fa lta de disc ern imento e pelo medo compartilhado aparentemen te
tamb m pe!o povo (imag ine cenas semelhantes descr ita em At 19 .2432)
O Apocal ipse pressupe essa situao de conflito entre a comun idade crist e o estado . J houve perseguies e execues (6.911 ) Have ro de sobrev ir comunidade sofrimentos e conflitos mu ito
mais sri os aind a , at de vida ou morte (cap. 13): ser derramado o
sangue das testemu nhas de Jesus (6.11 ; 16.6; 17 .6; 18.24) .
66
II -
67
A mensagem
III -
Observaes exegticas
Em 1 .9-18 Joo relata a viso em que foi chamado por Cristo para sua misso . De maneira semelhante profetas do Antigo Testamento
relataram seu chamamento (1 s 6: Jr 1: Ez 1-3). Num domingo Joo experimenta um xtase [Link]. Tomado pelo Esprito de Deus , pode ver
mistrios inescrutveis aos outros . Tem uma audio ([Link]-11) e uma
viso (vv.12-16) . Segue mais uma audio (vv.17-20) . V o Cristo exaltado (" um semelhante a filho de homem ", cf. Dn 7.13) que governa o un1ve ;so juntamente com Deus. A lngua humana incapaz de expressar
toda a realidade desse Cristo vitorioso. Por isso Joo usa comparaes. Aproveita imagens e expresses que, em grande parte, tira_ do
An tiao Testamento. Com todas elas aponta para o pod er, a maiestaoe e
a sup erioridade de Cristo. Este est vestido com vestes talares, co mo o
sumo sacerdote , e cingido com uma cinta de ouro, como o rei (v.13 ). Os
ps firmes e a voz forte (v.15) lembram Dn 10.6 e Ez 43.2. A espada de
dois gumes (v.16) significa que Cristo o juiz . Nada lhe fica escondido .
Todos devem prestar-lhe contas . As sete estrelas (v.16) talvez sejam a
constelao da Ursa Menor , tida como smbolo de poder e dominao
em geral ou como smbolo da dominao universal dos governantes do
Imprio Romano. Joo diz , atravs da imagem, que Cristo o Senho r
do universo; no. os poderes deste mundo . No v.20, que no pertence
mais percope , o prprio Joo interpreta as sete estrelas como os
"anjos " das sete comunidades mencionadas no v.11. Quem so os
" anjos"? No h certeza . Alguns acham que so os bispos das comunidades. Outros pensam em algo como anjos da guarda que represen tam
e protegem suas respectivas comunidades. Os sete candeeiros no
meio dos quais Cristo se encontra (vv.12-13), significavam , orig inalmente , talvez sete estrelas . Mas Joo interpreta-os como as sete comunidades (v.20) . Afirma que Cristo est presente no meio de suas comunidades , apesar de todas as falhas que apresentam e que so criticadas nas mensagens dos caps.2-3 .
A viso tem um efeito praticamente mortal sobre o profeta
(v.17a ; cf. Dn 10.9-11). J no Antigo Testamento o horf!em sen te-se como um nada diante da santidade de Deus (Gn 32 .31 : Ex 33 .20: Is 6.5).
Na verdade , porm , o encontro com Cristo significa a verdadeira vida ,
no a morte . As palavras de Cristo nos vv.17b-18 so a mensagem central da percope . Cristo, identificando-se com Deus , proclama-se vencedor sobre os poderes das trevas, da morte e do inferno, isto , sobre
os poderes mais malignos e mais destrutivos que podemos imagina r.
Por isso os cristos no precisam temer mais nem a morte. "No temas ! ' ' uma mensagem freqente no Antigo Testamento , embora muitas vezes num contexto diferente (cf. Kirst).
O que o profeta Joo v, essencialmente uma mensagem para as comunidades . Ele expressamente autorizado como mensageiro .
Duas vezes lhe dada a ordem explcita de transmitir sua mensagem
(vv.11e19). As sete cidades (v.11) eram comarcas e sedes de autori-
69
68
dades governamentais, conseqentemente tambm centros do culto
ao imperador. Por isso haveria nesses lugares inevitavelmente graves
conflitos das comunidades com o estado.
Quando Joo teve sua viso-audio , encontrava-se na ilha de
Patr:'os numa espcie de priso preventiva ou cautelar . A priso for a
motivada por sua pregao (v.9b) . As autoridades temiam , como par ece , que a pregao do Evangeiho pudesse levar a motin s entre a populao. A viso no transformou Joo num so litrio, como mu itas veze s
aconteceu com profetas do Antigo Testamento. Ele solid rio com os
irmos, suportando com eles o que os atinge de for a (tribula o). tomando uma atitude firme fren !e a tais golpes (perseve ran a) . esperando pelo que h de vir (Reino). O caminho para o Reino de Deus passa
por tribulaes que exigem firmeza e resistncia (v.9a ).
IV -
A prdica .
...-
70
mtuo e de amor. No temas! a mensagem que ela recebe de seu
Senhor. " No temas!" tambm a mensagem que ela transmite e procura viver .
V-
Subsdios litrgicos
VI -
Bibliografia
DOMINGO SEPTUAGESIMAE
Jeremias
9.22-23
Harald Malschitzky
I -
Consideraes preliminares
necess rio alertar logo de incio para o fato de que a numerao dos versiculos no igual em todas as tradues da Bblia . Enquanto que na Bblia Hebraica o texto est nos vv .22-23 , ocorrendo o
mesmo com a traduo de Lutero , tanto a traduo de Almeida quanto
a conhecida Zrcher Bibel apresen tam o texto nos vv.23-24 .
No h problemas de traduo ou varia ntes que pudessem ser
dignos de maior discusso: o te xto claro.
Todo o cap . 9 do Livro de Jerem ias , especialmente o trecho dos
vv.9 a 25 , uma coleo de ditos de juzo contra o povo de Is rael , de
um juzo que chega a ser cruel e violento. Justamente os vv.22 e 23 parece que esto fora deste conte xto, marg em do contedo restante do
capitulo, pois em lugar de anunciar juzo, eles so uma advertncia , um
desafio, um convite . Entretanto, embora no haja uma ligao aparente
entre estes versculos e o restante do te xto , sem dvida eles apontam
para algumas das razes que levaram o povo a se desgarrar de Deus, o
que est muito bem resumido nas seguintes palavras : " ... deixara m a
minha lei, que pus perante eles , e no deram ouvidos ao que eu dis se ,
nem andaram nela ." (v.13) Dentro desta perspectiva de afastamen to
total de Deus e de sua lei , os vv. 22-23 parece que apontam para formas bem concretas de o homem voltar-se contra Deus na medida em
que se volta para si mesmo .
li -
O texto
V. 22: Aqu i so caracterizadas trs reas - muitas vezes interligadas ! - em que o homem facilmente se deixa enredar para viver e
curtir a prpria vida: sabedoria , poder (fora) e riqueza .
72
73
v.23 Deus . atr avs de seu profeta, apresenta uma alternativa
par a que 0 homem se salve, colocando no centro o gloriar-se em ~eus.
Este gloriar-se em Deus significa conhecer a Deus e to_mar a sel~ a
sua realidade. interessante que , em meio a uma coletanea _de .an uncios de juzo , vamos encontrar novamente o Deus da misefl~ord1a que
lu ta por sua criatura , que sempre tenta ganh-la e mostrar-lne.? .cam inho de uma vida plena . A Deus . e no ao homem , cabem a g1ona e a
honra. porque em suas mos esto a justia e a misericrdia. . que
equivale a dizer que em suas mos est a verdadeira chance de vida e
sobrevivncia para o ser humano.
III -
Meditao
Quase poderamos dizer que existe uma espcie de aliana entre o poder. o saber e a riqueza . E o mundo parece que se estrutura
sempre mais neste trinmio. Poucos tm o saber, poucos tm o poder e
poucos tm a riqueza. E, calcados nisso , estes poucos tentam usa! o~
homens e o mundo para si mesmos . Um exemplo desta estruturaao e
o que ns , pais , costumamos dizer aos nossos filhos para ince~.tiv~[Link]
a estudar, "estuda que amanh voc ganha um bom emprego . Alias ,
todo o sistema de ensino em nosso pas parece que segue nesta direo . O aluno aprende mecanicamente para si e a servio prprio.
Neste contexto , porm , necessrio lembrarmos um outro saber muito em voga entre cristos, tambm na IECLB: o saber das co isas da f. Com que facilidade se desenvolve o farisasmo de estar por
dentro das coisas da f, de ter, pois, a f mais correta e de , em conseqncia , ter mais chances do que o outro, tambm frente a Deus. _Es_t e
orgulho mascarado de f crist e enfeitado de palavras piedosas e tao
perigoso como todos os outros orgulhos e sabedorias, pois tanto um
quanto o outro se fecham em si mesmos e se distanciam do semelhante e tambm de Deus. O orgulhoso da sabedoria e a respeito das coisas
da f aquele que julga no mais neces sita r da m isericrdia e do perdo de Deus.
74
75
do constante de , mais dia menos dia, perder este poder . Em comunidades m ui tas vezes se luta pelo poder na localidade , especialmente nos
pequenos lugares. Mesmo quando se diz qu e a f no tem nada a ver
com a poltica, h um tremendo empenho para abocanha privilg ios
de mando muito humanos e temporais. E q ua i no o Ogu!ho quando
uma com unidade evanglica est por cima na loca: idade e desfUta ae
toda sorte de privilgios e isenes! O poder corrompe e cega tambm cristos e comunidades inteiras.
No por nada que Jesu s adverte as pessoas sobre as riquezas. Mais. ele fala direta e claramente sobre a dificuldade de o rico entrar no Reino de Deus (Mt 19.16ss). No po; nada que Tia go p;eci sa
cr iticar o tratamento especial e de destaque dado aos ricos na comu ni dade (Tg 2.1 ss) e az adve rt ncias muito srias ao ooder de corrup o
do vil metal (Tg 5.1ss). Apenas a titulo de ilustrao lembro a qui as
gra ndes reportagens acontecidas em 1980, em revistas como "Veja ' e
" Isto "' , dando cobertura ao casamento do ano (filh a de lbraim Sued )
que custou a ninharia de mai s de 20 mil hes de cruzeiros , ou falando
dos novos ricos da agricultura , especialmente os do Mato Grosso Ao
mesmo tempo. porm, se reservam espaos ba st ante minguados par a
os agric ultores sem terra ou em fase de expropriao , va lendo o m esmo para todos os miserveis desta terra .
Mas , se ria barato e simples demais atirar pedras somente em
outros . No se r um desejo de todos ns chegar a este pon to de riqueza? No estamos constantemente na luta por mais sabedoria. por m ai s
poder. por ma is fortuna? E no ve rd ade que ne s ta caminhada j te ntamos nos separa r do outro , j divid imos , marginalizamo s e esquecemos a solidariedade?
Deu s prope uma inverso das coisas. Ppe urna vida em qu e
ele Senhor de fato e de direito e , portanto . critri o de toda uma v ivncia. Esta vivncia se tornou concreta na pessoa de Jesu s Cristo. na solidariedade com o mais fraco , livre do egosmo e po rtant o li vre para o
outro. Esta proposta de vivncia um desafio . um des af io cada vez
mais estranho dentro de um mundo marcado pela concorrncia e pela
competio fratricidas.
IV -
A caminho da pregao
V -
VI -
Bibliografia
CALVIN , J. Aus legung des Propheten Jeremi a. ln : Calvins Ausleyung der Heiligen Schrift. Vol .8. Ne ukirchen , 1937. - RUDOLPH .
W. Jeremia. ln : Handbuch zum Alten Tes tam en t. Vol.12 . Tbing en .
1947. - VO IGT, G . Meditao sobre Jeremia s 9 .22-23. ln : Der helle
Morg ens t ern. Gt tingen , 1961 . - WEISER , A Das Buch Je rem ia ln:
Das Alte Tes tam en t Deutsclt. Vol.20 . 5 .ed . Gttingen , 1966.
77
DOMINGO SEXAGESIMAE
2
Corntios
12.1-10
Wilfrid Buchweitz
DOMINGO EST01\1IHI
Ams
5.21-24
Nelson Kilpp
I -
O texto
V.21: Eu odeio, eu desprezo as vossas festas , eu no vou cheirar as vossas reunies festivas.
V~22: (A .no ser que me trazeis holocaustos-) As vossas ofertas eu nao aceitarei, e o sacrifcio dos vossos animais cevados nem
vou contemplar .
V._23: Afasta de mim o rudo dos teus cantos, o som das tuas
harpas nao vou ouvir .
. V.24: ~m vez disso jorre como gua o direito . e a justia como
um rio que nao seca.
Por motiv_os de forma e contedo a primeira orao do v.22 , [Link] entre parenteses, deve ser considerada incluso posterior de alguem interessado em excluir os holocaustos da condenao radical do
profeta .
~delimitao do texto est clara. A temtic a dos versculos ant~rior~s .~outra. Os dois ve rsculos que seguem retomam o tema"sacrif1c1os . J encerrado com o v.24, vinculando-o crtica (deuteronomstica?) ~dolatria, um tema estranho ao profeta . Tal vez a palavra de repreensao vv.2 1-24 te~ha culminado com o anncio de desgraa do
v.27 . Por motivos teologicos, no entanto, no h necessidade de inclu!lo no texto de pregao.
II -
A situao
e a exigncia por mais luxo (3.15; 5.11 ; 6.4; 6.8) caracterizam a classe
abastada . a viticultura se esmera e a criao de gado se especializa
para atender demanda dos ricos (4. 1: 5.11 ; 6.4; 6.6), mC1sicas novas
surgem para animar as suas festas (6.5). Um subproduto deste progresso e a imoralidade (2 7) .
A vida religiosa parece ser um espelho da vida econmica.
Tambm as torrnas e instituies de culto ai ravessa m um perodo florescente as ofertas so mais gordas (44s: 5.21s). as festas ma is animadas oelos camas e pela msica instrumental (5.23). Tem-se a impesso de uma comunidade vi va e participante .
Tudo isto. no entanto, apenas um lado da moeda. O progresso
econmico de uma classe est assentado no empobrecimento de larga
camada da populao israelita. Pequenos proprietrios so desap ropriados, endividados vende m-se como esc ravos para saldar sua divida
(2 .6; 8 6). o direito desrespeitado , testemunhas ameaadas . juzes subornados (2. 7; 5.10 ; 5.12). O bem-estar e o luxo tm um preo: a injustia .
III -
A crtica ao culto
78
Deus. Fazendo uso da liturgia da solenidade sacrifical . Ams int e rrom p~ o liturgo que deve declarar , atravs de um orculo , se a oferta foi ou
nao ~acei t_a por Jav (cf. Ez _20.41 ; MI 1 .1 O) . invertendo as paiavras na
1
boca do i1turgo , o profeta afirma, em nome de Deus: .. as -.1oss as ofe rtas
no aceitar ei". Ams se parece com o pastor que , na iiturgia da Santa
Ce ia, depois da confisso dos pecados. anuncia a condenao em vez
aa absolvio .
. A solenidade do sac ri fcio de animais (cevados) encerrava corn
um agape comunitrio (n os holocaustos. pelo cont rr io, todo 0 an :ma l
era quei_mado r.o altar). Depois de a mel hor pane (a gordu ra) ter sicJo
consumida (quei mada) pe la divindade, os comensai s inicia vam o banqueie (1 Sm 2.1 3ss). Era indubitavelmente uma ocRsio de com unl:c
e~tre irmos na f. Mas Deus nem se digna a dirig ir um olha r em di reao desta comunho.
A mudana de tratamento ("vs " para "tu " ) no v.23 apenas formal. Os can tos e a ~sica instrumental , principalm8nte ca harpa. e ram
el_emento 1nd1spensavel para o louvor a Deus (ainda 0 s5.o hoje). Ams
na_o que r dar a entender que Deus no pode suportar os cnt icos e as
musicas por serem desafinados e iUins . No h nada de errado na harmonia, como no h nada de errado com a maneira de trazer os sacr ifcios e .festeja r as fe~tas . Ams no pretende uma reforma litrgica. A
sua critica ao culto e radical : a sua prpria existncia questionada .
,, . . '.'.Em ~v~z diss~ '.' tudo , .deve correr livre e in interruptamente o
direi to e ci JUSt1a ,- A antiga t rad io israe li ta , da qual provm 0
profeta . sabe de uma fe intrinsecamente amarrada a uma ordem soei ai
que garante direitos iguais a todos os membros da comunidc:ide. Es ta
ordem era exercida na jurisp rudncia junto aos portes da s localida~~s . Vi v~.r ~ e ..acordo.~om as normas bsicas desia ord em igua litri a
( d1re1to ) e Justia . Mas toda esta ordem social iusta est sendo
[Link] e pi.~~te ada (5. 7;_6.12); o que se empenha p~lo reto exerc cio
deste d1re1 to. e desrespei tado e a testemu nha que diz a '1erdad e nos
julgamentos e calada (5.1 O); juzes so subornados a interpretar a
" igualdade" em favor dos poderosos (5.12). As conseqncias esto
" na cara" : o luxo de alguns s custas do empobrec imento de muit os .
Qual o sentido do culto numa situo destas? Ser;e ele p ara
sancionar a inj ust ia saciai? Ou para alivia~ as cons cincias? ou par a
dar a impresso de que com Deus tudo est bem? O profe ta no pod e
divo rciar o culto da vida, a f da ordem socia l. A sua crtic a ao culto
parte de sua critica social , jurdica e poltica . A sabedoria do cl isra eli ta (assim como do povo humilde de hoje) no tolera a dissociao entre
culto e vida.
79
IV -
Meditao
O mais importante , a meu ver. deixar claro por que Ams c riti ca toda a at ividade culiural e religio sa. A verdade que tambm os nossos culios, celebraes, solenidades . reunies de estudo podem
tornar-se uma aiienao. Os nos sos belos cantos, as novas liturgias
que buscam uma participao mai s ativa da comunidade. a nossa comun ho de irmos podem ser uma busca por segran a para ns mesmos e, sem dvida , uma te ntativa de receber a aprovao di vi na pelo
que so mos e fa ze mos em nossas vidas , sancion ando um " siat us quo"
de op resso e inju st ia . Os generais do Pen tgono so bon s membros
de sua s comunidades. Eles fazem questo de participarem ati\1amente
nos program as comunitrios. Ai o culto uga e farsa. Ai no adianta
mais nenhuma reforma do culto ou de sua liturg ia . As bases da f que
esto carcomidas .
Mas isto no pr eci sa ser assim. O p rprio Am s nos mostra que
pode se r diferente. O prof eta recebeu influncia decis iva de tradi es
reiig iosas - transmitidas evidentemente em alg uma forma de culto -que. no entanto, no concordavam com o culto e a religio oficial. Mas
foi ern sua f que Ams encontrou os elementos para criti car a sociedade , a juri sprudnci a. a poltica e o culto de sua poca . Tambm a nossa
f - alimE:ntada por c ultos - forn ece elementos de li be rtao e translo;mao (C Mesters falaria em " memria subversiva ") . Jesus sempre
tomou o partido dos fracos e marginalizados . O sbado foi santificado
pela cura de uma pessoa com a mo ressequida (Me 3.1-6) .
81
80
O erro de Israel foi que os seus cultos e celebraes nada mai s
tinham a ver com a realidade (ou tinham?). Culto e vida transformaramse em duas esferas autnomas e distintas . /1. comunidade crist . no en
tanto. no fim em si mesma . Ela sempre. ao mesmo tempo . EKK!_ESIA e DiASPORA: chamada para fora do mundo e enviada. espalha da
no rneio dele . No h maneira de a comunidade crist escapa i d a re sponsabilidade de batalhar por direito e ju stia no mundo. sem co rre r o
risco de vender a sua prpria consci ncia .
VI -
Parece que o profeta no mais v nenhuma chance de arreoendimento do povo . A deciso de Deus est tomada, a destruio ~ir .
no h mais retorno . (Ou trata-se apenas de anncio de juzo e de st ruio para os poderosos , como 4.11s ,14s ; 5.4, 14 ; 6.1-7 ; 7. 11 ,17 ; 9 .8 parecem indicar?) De qualquer maneira. depois de Jesus Cristo no mais
podemos falar de juzo irreversvel para todos , negando toda e qualquer
chance de arrependimento. legt imo, portanto . dei xar fora o v .2 7 (como foi legitimo, no passado . incluir . alm dos vv.21-27, tamb m os vv .
4-6 e 14s).
Uma sugesto de figura para a pregao: Um navio est indo a
pique . mas os seus passageiros no o sabem . O programa de bordo
desdobra-se sem incidente s, em festiva. mas perigosa rotina . O m ar
agitado, o rombo no casco no conseguem interrom per as fest ivid ades . Mas isto no muda a triste realid ade: o navio , d e fato , est indo a
pique . Que se diria de algum que interferisse nesta gostosa rotina e
gritasse "todos vo afundar "?
V-
Bibliografia
Subsdios litrgicos
A liturgia dever ser sbria . Creio que no caberiam inovaes e mudanas neste culto . Cabe uma confisso de culpa sincera da [Link] : por
1 __
83
DOMINGO INVOCAVIT
2
eo
rnt ios
6. 1 - 1
I -
O primeiro exemplo mostra uma mulher que desde a in fncia vive u debai xo e um jugo: como filha, como esposa : e depois. como m e .
foi abandonada. Mas dentro daquela mulher havia urna fora di ferente .
Uma fora que no a deixava desanimar .
O segundo exemplo assinaia que muitas pesso as so res ignadas . Deixaram de lutar . "Pacincia ", dizem . "Deus quer assim ." E no
fazem mais nada.
II -
O apstolo , em todo s os sentidos , no teve uma vida fcil . Trazia no co rpo os sofrimentos e a morte de Jesus (2Co 4.10).
III -
84
85
tem mais amizade para dar . Desanima nas privaes , nas angustias e
aflies (v.4). Torna-se um cristo e apstolo censurvel (v .3) .
O apstolo Paulo diz que muitas vezes foi castigado a ponto d e
parecer que morreria (v.9), mas ele no morria . De repente , Deus lhe
dava vida nova (v.9) , como um cacto que est sequinho , quase morto. e
quando lhe pem um pouco de gua , ganha vida de novo e se torna verde e bonito . Muitas vezes, Paulo estava profundamente triste , mas da ligao com Cristo brotava nova alegria em seu corao (v 10). Muita s
vezes no possua nada , mas enriquecia a muitos (v .1 O) .
Quando algum cam inha com Deus , tem a graa de Deu s ern
sua vida , apesar de fraco e pequeno , caminl1a vitorioso e a vida de Cristo se manifesta em seu corpo (2Co 4.1 O) Em uma vida marcada pela s
dificuldades e persegu ies. tal pessoa experimenta a fora da ressurreio de Cristo .
IV -
V -
Concluso
VI -
Subsdios litrgicos
1. Confisso de pecados : Na presena de Deus nos lembramos de nossas flhas . fraquez as e imperfeies . Lembramo-nos da falta de amor em nossa convivncia , da falta de coragem para viver os ensinamentos de Cristo. Enfim . diante de Deus reconhecemos que somos pecadores. Queremos a_gora.
em silncio, cada um fazer a sua confisso de pecados e pedir o perdao de
Deu s. - (Aps a confisso silenciosa :) Senhor , perdoa-nos a falta de amo r em
nossa vida. a fa lta de coragem de viver o Evangelho . e po r causa de [Link] sto . teu Filho. nosso Senhor apaga toda a nossa tran sg resso . Que atraves da
ressurreio de teu Filho entre nova alegria e co rag em em nossas vidas marcadas pela fraqueza e pela culpa. Tem piedade de ns. Senhor 1
2. Orao de coleta : Pai Celeste, em nom e de Jesus Cristo. teu F.i lho
amado. e no sso Senho r, ns te ped imos que nos ds a presena do Esp1ri to
Santo para qu e possa mos ser confortados. fortal ec idos e corrig idos atravs da
palavra de Deus que agora nos deixas ouvir . O Espri to Santo abra a nossa mente para que a semente da tua palavra caia em terra boa . Amm .
3. .[Link] para intercesso na orao final : que todos os membros da
comunidade estejam comprometidos com o Evangelho e andem corajosos . alegres . armados pela vida - armados com o Evang elho. que o poder de De~s :
que o trabalho de pa stores , obreiros. membros da comunidade na construao
do Re ino de Deus seja abenoado: por perseverana e pacincia para todos os
que esto trabalhando e lutando por um mundo melhor , e muitas vezes se encont ram prestes a desanimar , pensando que no vale a pena lutar : que as pessoas que tm preocupaes, ansiedades. desnimo na vida particular. fam1l1ar
e profi ssional encontrem na palavra de Deus consolao e orientao .
86
VII -
Bibliografia
BORNKAMM, G. Paulus. Stuttgart , 1969. - BOFF. L. O sofrimento que nasce da luta contra o sofrimento . ln : Paixo de Cristo ___.:
Paixo do Mundo. Petrpolis, 1977. - IECLB. Informao IECLB. Servi o de Informao e Documentao. Ano li. Janeiro e Fevereiro de
1981. Porto Alegre, 1981 . -: LUETHI, W. Der AposteL Der zweite Korintherbrief, ausge'legt fr die Gemeinde. Mnchen . 1968 .
SCHELKLE . K. H. Segunda Epstola aos Corntios. Petrpolis. 1967 .
DOMINGO REMINISCERE
Isaas
5 . 1-7
Lothar C. Hoch
I -
89
88
reconta uma histria bblica a de envolver o ouvinte na narraco. favorecendo a sua identificao e a sua participao na realidad e que se
vai descortinando diante dele como tambm o questionamento individual e coletivo . Atravs da sua capacidade de imaginao e fantasia. o
ouvinte transpe as esferas de tempo e espao e. de certa forma . vive
a sorte dos personagens descritos e a realidade que estes enfrentam .
traando paralelos para a sua situao presente
Ns , pregadores , geralmente temos uma capacidade de abstrao bastante desenvolvida e somos treinados na formulao de conceitos teolgicos. no raro distantes da experincia do povo. Via de regra .
no entanto , o povo simples no formula conceitos abstratos e no os
usa na sua comunicao social. Ele narra e conta de forma mais imediata e primria as suas experincias . Ao reaprendermos com o povo
esta maneira de nos comunicarmos (tambm do plpito) . estaremos simultaneamente aprendendo a ler e entender melhor as Escrituras .
Estas rpidas consideraes no tm a pretenso de esgotar o
assunto em pauta. Querem to-somente indicar algumas pistas . em cuja direo a refie xo em torno da teologia narrativa poderia ser continuada .
II -
O texto
Para a maioria de ns mais fcil falar sobre histrias ou parbolas bblicas do que cont-las ns mesmos . Ainda assim, me atrevo a
transc rever a seguir a minha primeira tentativa prtica de elaborar uma
prdica narrativa, mesmo me expondo ao risco de ficar aqum da expectativa do leitor e das consideraes iniciais que fiz acima sobre o
assunto. No estou propondo esta prdica como um modelo, mas ape-
III -
A prdica
91
90
nas como uma maneira pas sivei de se atualizar o texto de forma narrati va . Minha preocupao principal foi a de falar a pessoas simples de
uma pequena comunidade do interior. com tradio agrria.
Prezada Comunidade!
Eu gosta ri a, hoje, de contar uma histria para vocs . a histria de um agricultor que queria plantar uma vinh a. ou uma parreira . como ns costumamos dizer . Pois bem, ele escolheu a melhor terra que
possua. a que era mais apropriada para o cultivo da uva . A terra que
eie escolheu ficava nas encostas de um morro , onde batia o sol. Ele fo i
l e juntou todas as pedras e as amontoou ao redor da vinha . fazendo
com elas uma cerca ou muro para evitar que os animais entrassem e
destrussem a parreira . Depois , revolveu a terra. cavocou fundo e
preparou-a da melhor maneira possvel. Por fim , deu um jeito de arrumar as melhores mudas de parreira que conseguiu . Sua inteno era
colher uvas da melhor qualidade. Quando tudo estava pronto . ele construiu no meio do parreiral uma pequena fortificao. uma espcie de
torre de vigia. e colocou um guarda que cuidasse para que nenhum animal ou alguma pessoa mal intencionada entrasse na sua plantao e a
destruisse. Chegou at a construir um lagar. isto , uma instalao com
a qual pretendia , no seu devido tempo, espremer a uva e fazer o vinho .
Para encurtar a histria , o nosso agricultor fez tudo o que estava ao seu
alcance para que a sua vinha realmente desse bons resultados. Poderamos dizer que era um desses agricultores caprichosos. O que ele
queria era ter um modelo de parreira . Essa parreira era, para ele , a menina dos seus olhos.
Pois veja m s o que aconteceu Quando chegou o tempo da colheita . o agricultor foi ver que a sua vinha no havia produzido uva s
boas e sim uvas ms. umas uvas azedas que antes mesmo de amadurecer , j apodreciam. Toda a sua dedicao. todo o seu amor investido
havia sido em vo. Ele esperava uma coisa e aconteceu outra . bem diferente .
1
cu ida ram oem do ino . Enf im. 1ze ram tudo o que estava ao seu alcan ce. Talvez at j tenham feito as contas de quan to iriam colher e quanto
dinheiro iriam ganhar . E no fim. quando chegou a hora da colheita . no
colheram nada . No tiraram nem a semente que plantaram 1
O mesmo pode acontecer em relao a uma outra pessoa. Pode ser que vocs j tenham feito uma experincia destas com algum .
Pode ser um filho que vocs criaram . um parente . um vizinho ou uma
outra pessoa qualquer . pela qual vocs tenham realmen te se interessado. Quando esta pessoa caia em dificuldades ou em aperto. vocs asocorriam. davam conselhos . lhe davam dinhei ro . procuravam anim-la .
iam atrs para ver como as coisas estavam correndo E um belo dia.
sem mais nem menos . esta pessoa faz uma grande sujeira a voc , decepciona completamente. Em vez de lhe retribuir o bem que voc ez .
ela lhe d um fora . Voc lhe havia fe ito o bem. ela lhe ret ri buiu com o
mal. Voc plantou uvas boas e colheu uvas azedas . Voc pe a mo na
cabea e. meio atordoado, pergunt a como isso pode ter acontecido
Voc se sente decepcionado . abati do . trado , tem a impresso que tudo
o que fez foi em vo. E nesta hora voc pergunta : O que devo fazer da001 para fren te? Devo continuar insistindo com essa pessoa . devo co ntinua r dando tudo de mim por eia? Ou devo deixar que se vire sozinha .
que faa o que bem entender, que se ral e .. .?
Depois desta reflexo, vamos ver como continua a histria do
nosso agricultor . Vamos ver como ele agiu .
Tambm ele botou a mo na cabea e perguntou : o que mais eu
poderia ter feito e no fiz? O nosso agricultor chegou at a reunir os demais moradores das redondezas e lhes pediu que julgassem a questo .
Pediu que lhe dissessem se o problema era dele ou se o problema era
da vinha ; se foi ele que falhou ou se foi ela que falhou . Depois de mui to
pensar . o agricultor tomou a sua deciso . E a sua deciso fo i a segui nte : ele oi l e arrancu a cerca que havia construdo ao redor da sua vinha . e. assim , dei xou que os animai s entra ssem l e fizessem dela um
cam po de pasto, dei xou que ela fosse totalmente pi soteada . No podou
mais o seu parreiral , deixou que o ino tomasse conta e chegou at a
pedir que as nuvens dos cus no mandassem mais chuva sobre sua
vinha. de sorte que ela virasse um deserto .
bom que tambm aqui faamos uma pequena pausa para reflexo. O que que chama ateno na atitude deste nosso agricu ltor?
O que foi que ele fez com a sua vinha ... ?
O que chama ateno que ele no foi l , num acesso de raiva.
e pegou a foice ou o faco e destruiu tudo pessoalmente . O que ele fez ,
foi tirar o muro que cercava a sua vinha. Isto , ele tirou a proteo que
havia feito ao redor dela . Tambm no chegou ao ponto de , ele mesmo ,
-,
92
93
tocar os animais para dentro da vin ha_ Apenas entregou a v inh a sua
prpria sorie_ No ioi ele mesmo que a pisoteou, mas apena s permit :u
que ela tosse pisoteada e que se trarismasse num cleser\o_ Ouer di zer que , bem no u ndo, e agricultor simpiesmente <[Link] 2 s u~:1 vinh -::i
por conta prp ria, deixou de lhe dar urn tre. tame!lto espei::ic l , vciltuu-ll1e
as costas e deixou que ei a ficasse no abaridono e ai::abusse POLJCO a
pouco .
Mas , prezada comunidade, a esta al t ura vocs ce tarneme estaro pergu11tando, i por dentro. quem , afinJ i, este agr icJl!or do qt.w!
estou !alando. Pois o agriculto1 do qual estou ia!ando o p rpr io D eus.
Deus e o senhor da vinha: e a vint1 a o
de De us l'J c Aniiq0 Testamento os israelitas se entendiam cerno sendo o povo de D;.u s. HoJ e
ns q ueremos sei o povo de Deus e, portanto, ns rn esrnos somos a
sua vinha. A histria. que contei tr a ta, po is, de ns m esmos. E!a wn2
historia muito real. Eu a tirei da Bb lia e se encontra escr :ta no iiv0 ao
prof eta Isaas . c ap. 5, vv.1 -7 . (leitura do te xto)_
P"'
O que vamos dizer a respe ito deste te x to , ns que aqui estamos. como povo de Deus? O /~T conta que Deus c ond uzi u o seu oovo
oara fora da escravid o no Egito. acompanhou -o atrav s do d [Link].
conduziu-o at a terra prometida , deu-lhe a conh ece:- a sua. vonta d e
atravs dos seus mandamentos . fez com este oovo urna Gl ianca e s(-::
compmeteu a ajud- lo em todss CIS dificu ldades En im. D eu~ H31l:>iorrnou aquele pequeno monte dE: gente, q ue no ti nr1<1 ne:-r1mesmo onde morar. em uma nao forte e nume rosa. Nesie se::t iclo, Deus ag :;_
como o agricuitor. ou melhor . Deus 8 o agicu!tor que tez ludo pa ra qu:::a sua vinha produzisse bons frutos, irutos que co;respo1,dessern ~w seu
amor _ tvias. assim como a vinh & p ro1juziu uvas azeLi<.:s, tambm 0 o:J1
de ls;ael muito rapiclame n\e se esque:c eu das bnof: r0ceh:ciRs i;;
passou a EJno2r em cami nhos prpr ios_ Em vez de pra\icmern a j ustia.
cometiam a inju stia.; e:n vez de darem opotunida(je e q~ie rodos tives sem condies iguais cJe vida . c.!guns passarc;m:; i'lCLm;~l::tr wrrds_ ! quezas e bens. enquanto qu e outros ...-:viam no m:seria: os que det !nham o poci<~r fazi;:,m e interpretavam as !eis de acordo c;orn os so;:;us iPte:esses panicul2res, custa dos in teresses do povo Po r isso. Deu s,
at ravs do r;rr.:ife\a is2as, proc lama o seu juzo sotire o:s inj ustos. Atinai .
o receber co111prorne12 _
Quanto a nos , que somos hoje o povo cie De us . que ti po de i r,1tos ns ternos produzido? Se o! h<irm os para este p is ti o ricc corno e:
nosso. E: olharmos para todas as bnos q ue Deu:' aqui derra:ncu ac~
ponto de dizerrnos que De us orasi leio_ Se, por o uiro lado, ver ifi carmos que apenas urna pequena eiiie 8St desfrutando dest c: ri queza e se
refestelando em luxo e despe rdcio, enquanto levas e levas de migra ;1tes esto por a toa, sem terra para plantar, sem ca sa, sem emprego
IV -
Subsdios litrgicos
1 _Con fisso de pecaoos _Lembra -te de mim. Sen hor. seg undo a tua m1se r1c ordia e de acoroo com a tua bondade . e no de acoroo com a minna cor. duia in stve l e minh as f;a quezas . No te lembres tampouco. Senhor. dos pecados da minha mocidade nem das minhas leviandades _ Pois eu e as pessoa s
com quem convi vo no trabalho . no la r, e na Igreja somos seres inqui etos. inseguros e nem sempre sabemos o que estamos fazendo Mas tu conr1eces as nossas cont rad ies e incertezas e sabes por que cami nhos estamos seguindo
Po r isio. Senhor . toma-nos pela tua mo e guia-n os . e tem piedade de ns. Senhor1 -
2. Orao de coleta : Anseios e duvidas nos movem em nosso intimo. Senho1 So d vid as ou e dizem re speito nossa sob re v1venc 1a como pessoas humana s. Esta se tornando difc il ganha r o po de cada dia e o sustento de nossa s
iami11a s As condies de trabnl no no so nadiJ num <'lnas Parece ate que as dec;ses 1mport anie s que dizem respeit o a nos como pessoas human as so feitas
::;em que ns teni1a rnos influencia sobre eias Queremos. por isso . trazer-te neste culto as nossas preocupaes e pedir a orientao oa tua palavra . Senhor . e
renova r nosso comp romisso de luta por um mundo mais [Link] no. Por Jesus
Cristo. teu Filho, nosso Sen hor.
3. Assuntos para a orao final : O Domingo Rem1nescere sugere que na
orao final se " lembre " questes como : o sofrimento de Cri sto nesta epoca
da Paix o: a fidelidade de Deus que se renova di ariamente apesar do nosso fr acasso em corresponder sua fide lidade: a justia que Deus espera de nos todos e, em especial, aqueles dentre nos que mais receberam para administra r:
que nossos dons e bens so inst rumentos de amor e de justia e no de opresso: lembremos lambem o sofrimento do povo de Deus. especialmente os muitos migrantes e errantes , os sem-terra, tambm os acampados na Encruzi lhada
Natalino. em Ronda Alta . os que no tm oportunidade de produzir para si prprios ma s que . ao invs disto. tm que vender a fora do seu trabalho pa ra que
94
ouiros [Link] .con: eia : lembremos o lema da IECLB para este ano. A Ter r ~'
de [Link]. ; a d1reao de nossa Igreja e todos os obreiros e. finalmente . os mu tos mart1res que deram a sua vida na luta pelo acesso terra ; lembremos tambem assuntos locais das respectivas comunidades que preocupam os membros presentes ao culto .
Bibliografia
BOOMERSHIN E. R./BART HOLEMEW . G.L. Das Erzahlen bibl 1scher Geschichten . ln : Weg e zum M [Link]. Ano 28 . Gbttingen . : 976
- GOSSMANN , K. e outros. Erzahlen und Spielen von biblischen
Symbolen ln Wege zum Menschen. Ano 28. Gbttingen , 1976 - WILD
BERGER , H. Jesaja . ln: [Link] Kommentar Altes Testament.
Vol.1013 Neukirchen/Vluyn , 1972
Fi i penses
2 - 2 1
Vaioemar Lckemeyer
I -
Consideraes preliminares
A caminhada por este texto oferece algumas di ficuld ade s . .A. primeira que encontramos sua delimitao inc~uir os vv.22-26 ou
restr ingir-se aos vv.15-2 1? O incio deste texto de prdica devemos. em
todc caso. colocar no v .1 2, pois com ele o apsiolo inicia um re lato
pessoa l. Por causa de sua situao de preso que se sucedem os
acontec1mentos relatados nos vv.15-18 . O v.21. por outro lado. pod e
ser o !1mi1e posterio r. pois com ele Paulo chega ao ponto mximo de
S J 2 sx;:; ec;at iva: Cristo dever ser engrandecido. seja pela sua vida. se:::i D':: a sua morte .
1
96
II -
97
Observaes exegticas
V.12: Os filipenses querem saber algo sobre Paulo e ele responde , falando sobre a divulgao e situao do Evangelho. Como discpulo de Jesus , ele s pode falar de si , falando do Evangelho. Paulo oi chamado pa ra pregar, e desde ento a sua vida dedicada totalmente ao
Evangelho. O Senhor est acima dele e ele se tornou "cooperador"
(1 Co 9.23), "empregado" (Rm 1.9). "min istro " ou " rela es pblicas"
IRm 15.16). A mensagem e o mensageiro esto intr insecamente lia ados e o apstolo no pode falar a seu prprio respe ito, sem comenta-r a
situao do Evan gelho. E a priso, que lhe pareci a um entrave . est
ajudando para que a palavra chegue aos ouvidos de gentios e estimulando os prp rios cristos a se engaja rem com mais nfase .
V.13: EN XRIST - A priso no se deve a um crime \as sassinato, roubo ou briga) mas pregao do Evangelho . Paulo procurou se r
fiel e obedien te ao Senhor . convidando pessoas a aceiiarem o senhori o
de Jesus , e por isso se encontra preso . Por outro lado, a sua situao
se tornou conhecida, mas isto no obra sua e sim de Cristo .
A guarda pretoriana a guarda real. isto , pessoas responsaveis pela guarda do palcio real em Roma ou das reparties pblic as
e moradias de autoridades romanas. nas diversas provncias e cidade s
do grande Imprio
Vv. 15-17: Como se relacionam estes versculos com o ant erior? No v.14 talado do entusiasmo dos cristos por se terem engajado , eles mesmos . e levado a causa de Cristo adiante ; e no v. 15 se ala
em dois grupos . sendo que um reconhecido e louvado e o outro cen surado. Ser que os censurados so a "minoria " do v.14, os que no se
senti ram "estimulados no Senhor"? Em todo caso , estes pregadores
no so hereges . falsificadores da verdade, pois quando atacado 0
centro da mensagem crist , quando adulterado o cerne da prega o
de Jesus, Paulo se torna bem mai s agressivo e direto: por exemplo. ;:: ,
3.2 .18; GI 1.6ss; 2Co 11 .13. Aqu i Paulo diz que estes " adversrio s
anunciam Jesus (v.15 e 17), s que com intenes maldosas e pe ssoais. As diferenas no so querigmticas ou doutrinrias mas pe ssoais, e estas . alis, tambm no deveriam existir . A inveja e o cim e
s o os mot ivos que levam estes pregadores a sarem de si, e eles aproveitam a situao momentnea de fraqueza e insucesso (priso) de
Paulo, para atuar e atrai r pessoas para o seu lado.
V.18: PANTI TROP, " de qualquer modo " ou " por diversos motivos". Como entender esta afirmao de Paulo, justamente dele que
sempre foi um ferrenho defensor da verdade pura e cristalina? Justamente de Paulo com quem nem sempre foi fcil trabalhar , por causa de
sua "obstinao" (p . ex. em relao a Barnab, Joa Marcos , Pedro).
Seia como for. este "de qual quer modo " no pode ser base para qualquer espcie de doutrina, um vale-tudo . um plu ralismo multicolorido.
mas ind!ca para as diferenas entre os pregadores . Paulo sabe que a
propagao do Evangelho no depende somente dele ; pelo contrr io.
depende somente do Senhor. necessrio que acima das desavenas
e diferenas pessoais esteja Cristo. Em Cristo que Paulo mede e compara os outros e no em sua pessoa. E aqui vale lembrar Ef4 .15: interessa dlfundi e crescer na verdade . mas a verdRde sem amor no a
verdade do Evange lho .
V.19: O presente e o futuro esto nas mos de Deus e o apstolo sabe que em todos os tempos estar unido com Deus. O futuro no
ameaador para Paulo e por isso ele confia como J confiou (J 13.1 6)
A expresso " o Espirita de Jesus Cristo" s encontrada aqui.
nos escr itos de Pau:o. Em ou tras passagens ele fala do " Esprito de
Cristo" (Rm 8 9), " Espirita do Filho " GI 4.6), " Esprito do Senhor " (2Co
3.17). ' Esprito Santo" (Rm 5.5) ou si mplesmente do "Espito " (Gi 3.5)
Paulo no contia no seu ativismo ou. quem sabe . na sua reiigiosidade e
piedade , mas un icam ente na ajuda do seu Senho r
V.20: Come Paulo seria envergonhado" Se Cristo no seria engrandecido em sua pessoa . "Cristo ser engrandec ido " - observa-se
o passivo divino " 1 Deus o sujeito de toda ao e o apstolo apenas
o meio, o instrumento.
V.21 : TO ZEN. Aqui os dois substantivos usados no verscu lo an terior so relacionados em forma de verbo . O " viver " no apenas o
oposto do "morrer" (alis , Pau lo nem os coloca como al ternativa 1) o
que importa viver com Cristo , viver esta vida da qual Cris to sujeito.
vida sem iimites e sem fronteiras (cf. GI 2.20) . Viver em Cristo no
contraposto a viver na carne (v.22). mas o viver ond e Jesus Senho r
e o cen'tro existencial da vida .
III -
Meditao
99
98
Os adversrios vibram quando conseguem colocar pedas e espinhos no caminho dos outros. Mas o que paece fracasso, insucesso,
desmoralizao aos olhos do mundo, nc precisa s-io nece ssa riam ente para Deus. Nem tudo cabe no esquema " suc esso -- fracasso" . E
como ns nc,s deixamos ievar facilrnente por este esquema, to nosso
e to pobre 1 Quando os cu ltos so regulares e bern freqe ntados .
quando os diversos grupos andam , quando ::is nos sas estatsticas esto
em mar alta . quando os nossos oramentos so realizveis e mu;ta s
vezes at most ram um superavit. achamos logo que . em si, tudo est a
bem. O contrrio nos assusia . Mas a palavra de Deus no esta irac a
quando ns estamos fracos , nem presa quando os seus pregadores esto p resos . ~~o exatamente esta a ignorncia do mundo , de quere r
enfraquecer a palavra (Igreja) at ravs de persegui o. opresso?
Quantos " grandes" e "poderosos " j no se afastaram da comun idade. pensando que sem sua ajuda financeira expressiva nada mais func ion aria !
Algum j disse que tempos de perseguio sempre foram tempos de bno para a Igreja . Quando o \'1der est preso , a comunidad e.
os membros assumem a causa. Ser que Deus no deve ria acorrenta r.
vez por outra . mais "lderes " ? Em todo caso, estes deveriam conscientemen te dei xar os membros assumir a causa. Claro , os motivos pe ssoais podem aparecer , embora no deveria ser assim. Uns pu xa ndo as
brasas para o seu assado, outros desviando a gua para o seu moinh o ,
sempre algum que re ndo se destacar . Conhecemos bem esta rival idade. tam bm entre colegas .
As diferenas pessoai s so um tato e elas at enriquecem o todo. ba sta pensar nos diversos dons e na diversidade dos servios dos
membros do corpo (Ef 4. 1-16e 1Co 12). Tudo , no entanto , a partir do
cent ro e para ele. caso contrrio no teremos mai s apena s plural idade .
mas olura lismo. E. por falar em pluralidade e plur alismo. ha uma di visa
bem cl ara entre um e outro: ou , de vez em quando . as divisas se c0 niunaern e no so mais perceptiveis? Ser que pregar Cri sto " de qualquer modo " carta branca para a pluralidaoe? uma pergun ta qu e va le no s " intra muros ", mas tambm " extra muros " . T2ntas confi sses, tantas denominaes , tantas linhas teol gicas1 A causa pr ova velmente esta nas intrigas e na mesqu inhez pessoal. Importa. por rn .
que acima disso t ido esteja Cristo . Nele que deve estar a fora p:Ha o
nosso agir: "tudo pos so 11aquele que me fortalece " {Fp 4.13'i Cristo dever ser o cen tro existenc ial de tod si pessoa, de toda com unidade e de
toda a igreja, para que se forta lea semp re mais a unidade e haj2 motivo para alegr ia na di"Julgao e aceitaao do Evange lho. Quando Cri sto
o viver, ento se ama como Jesus amou , se v corno Jesus viu .
IV -
A prdica
nos ieva a elabo rar e profe rir um a prdica com ve rdaces absolutas e eternas - estas pr dicas que no dom ingo noite ou na seg unda-i eira leva ntam insaiisfao den t ro ~e ns
e nos acusam de termos sido pouco concr etos Por out ro lado . ha 8 fa. cilidade de enfoc-lo de vrios ngulos e, dependendo das circunstncias . exol o;ar mais um ou mais outro ponto . Dois pontos bs icos , no
entanto . deveriam nortear a prd ica :
ai Onde eu busco as for as para minh a vida ?
b) Como Cristo engrandecido em e por mim?
[Link] consideraes que podem enriquecer o ponto a):
- O discpulo de Jesus questiona tudo o que antievang elho.
Conhecemos algum que sofreu por esta causa?
- Os conceitos teo lgicos. especificamente cristolgicos. so
os mais diversos dentro de uma comunidade . Isto possvel ou no?
Qua l a fonte destes conceitos?
- Como resolvo as minha s dificuldades? Baseando-me em que
fundamentos?
- Cristo . o meu Senhor . me leva a pregar no so po r palavras .
mas especialmente pela maneira de viver .
E quanto ao ponto b):
- Os meus vizinhos j descobriram que sou discpulo de Jesus? Certamenie eles tambm o so. mas isto perceptvel ?
- A f crist no pode ser vivida apenas em casa e no culto.
mas abrangente para todos os momentos .
- O que Jesus no quis (quer), isto eu tambm no pos so adm itir: e aquilo pelo que ele lutou (luta). tambm tarefa minha .
- Viver assegurar a vida , especialmente o futuro . ou a vida
s tem sentido seguindo o Caminho , a Verdade e a Vida?
- Estou fazendo algo pela divulgao do Evangelho? O qu" E
me aleg ro com isso? (A contribuio financeira - tambm urna forma
de au xiiiar na di vulga o do Evang elho - , em grande parte , motivo
de murmurao e insatisfao !).
V -
Subsdios litrgicos
Confisso ele pecados: Mi se ricord ioso Deus. nosso Pa i. Estarnos aqui reunidos mais uma vez como tua comunidade. Tu conl1eces cada um de ns. Tu sabes quando ns nos omit imos e no agimos como teus filhos: tu sabes quanto
ns procuramos a nossa honra e esquecemos totalmente a tu a honra ; tu sabes
quando nesta semana pa ssada no aprove itamos a [Link] de deixar
aco;1tece r o teu Rei ne . Por isso . e por outros tantos motivos. que nos apro x
1.
100
mamos de ti agora para te pedir com toda a s1ncer1dade. conf1anca e humildade . que tu nos queiras perdoar. Baseamo-nos em teu imenso amor para te pedir : Tem piedade de ns, Senhor !
2. Orno de coleta: Querido Deus e Pai. Ns nos sentimos felizes por
mais uma vez podermos estar aqui reunidos para te louvar. te agradecer e. especialmente. para te ouvir . Ns precisamos muito de t1. Queremos ser os teus
mensageiros. mas para isso precisamos de tua orienta o e de tua iorca . Abencoa a ns e a todos os ouvintes e pregadores da tua palavra neste dia . Por Jes0s Cris!o Amm .
3. Orao final: Senhor. nosso Deus e Pa i. No qu eremos sai r oeste cu lto sem antes te agradecer pela fora e orientao que tu nos deste atravs da
tua palavra . Ag radecemos-te que tu nos ac eitas como teus filhos e que confias
a tua pa lavra a ns para que ns a divulguemos. Ajuda-nos oara que no te decepcionemos nesta semana . que certamente trar muitos momentos para vive;
com toda a intensidade a tua vontade. Queremos 1e pedir que nos acompanhes
em todos os momentos e em todas as situaes: que guardes a todos os membros desta comunidade. a todos nossos parentes. conhecidos e amigos.
que os desampara dos e entristecidos. com au em nos enco ni ramos . ouam uma palavra de estimulo e consolo : que todos os op r1m1dos e persegu idos
encontrem a paz e a justia ; que os governant es se sa ibarn responsavers diant e
d<: !1 e diante do teu povo. Ajuda-nos . Senhor . para qu e anu nciemos com co r \11::o. coragem e alegria que tu s nosso Senhor e nosso Deu s
VI -
Bibliografia
DOMINGO JUDICA
Nmeros
21 .4 -9
Edmundo Grbber
1-
Introduo
O texto de Nm 21.4-9 previsto para servir de base para apregao no 5 Domingo da Quaresma. ou da Paixo . denominado Jud1ca .
Com exceo do Domingo de Ramos. todos os outros domingos na
Qu are sma receberam o seu nome a par< ir de textos bb li cos e chamamse lnvocavit = " Eie me invoca "( SI 91.15) : Reminiscere = " Lembr ate . Senhor" (SI 25 .6): Oculi = "Os meus olhos se elevam " (SI 25 15):
Laetare = "Regozijai-vos " (Is 66.10) e Judica "Faze-me justia " (SI
43.1 ). Os textos que deram origem ao nom e desses domingos. so usados tambm como intrito na liturgia dos respecti vos cultos . Judica taze-me justia ', expressa saudade. Saud ade por tempos e situae s
do passado. Expressa o desejo e o pedido de que Deus intervenha e
traga mudana. libertao da situao atua l.
Tambm o iexto de Nm 21.4-9 expressa . no iundo, o desejo po r
mu clan c3. por l1oertaco . o povo de Isra el esq uece u todos os eitos de
Deu s em seu favor. Esqueceu como Deu s o conduziu e pro tegeu. de
Jr.1a ma 11eira m arav ilhos a. at ento. O povo v apenas o " agora". a
sua sll uaco a1ual, e lembra , com sa ud ade. o tempo em que viveu no
Eg !tC . ow1cipa1rnente quanto ai !menta o, pois se [Link] : " Por qu e
11os fizeste subir do Egi to. para que m o rramos neste dese rto. onde no
la po nC'm agua?" (v. 5) O povo est insatisfei to com a situao e deseia mudlna. lihertaco .
Por essa razo o texto adapta -se perfeitame,nte a'J significado
cio Dom ingo .Judica .
II -
O texto
103
102
do Egito . Esses relatos sempre se referem impacincia. ao descontentamento , ao " murmurar", ao " falar " do povo contra Moi ss, Aro.
contra o prprio Deus (cf. x 16.2ss; 17.3; 32 .1ss ; Nm 11.1 ss; 14.2ss e
outros). As murmuraes contra Moiss e Aro so, em ltima anlise ,
sempre murmuraes contra o prprio Deus , mesmo que isso no seja
expressamente dito . pois os doi s so enviados de Deus e cumprem
suas ordens. O motivo do desconten ta mento . das " murmura es ", a
situao difcil que o povo encontra no deserto. " ... no h p o nem
gua " (v.5). Jaspe rs aponta que este murmurar int erpretado de vrias
n:ianeiras: como falta de confiana em Deus ( x 16 .8) , tentao a Deu s
(Ex 17.2; Nm 14.22), provocao e desp rezo a Deus (Nm 14.11.23) . levante ou revolta contra Deus (Nm 14.35).
Enqu anto , na maioria dos casos em que o povo manifestava o
seu descontentamen to, Deu s vinha ao seu encont ro providenciando o
que era reclamado (cf x 16.4 .12: 17 .6). aqui neste texto ele envia c as!1go atravs das "serpentes abrasadoras ": em conseqncia . morrem
"muitos do povo de Israe l" (v .6). Alarm ado com o que estava acontecendo. o povo arrepende-se e solicita que Moiss interceda junto a
Deu s (v .7) . Este . mais uma vez, vem ao encontro do povo e est disposto a perdoar . mas condicio na a libertao. Ordena que Moiss faa
uma "serpente de bronze " e a coloque numa haste. afirmando que " ...
todo mo rd ido que a mi rar. viver" (v.8) . A libertao da morte depende
do fi xar o olhar na "serpente abrasadora ".
De acordo com 2Rs 18.4. encontrava-se exposto no templo de
Jerusalm, por l_ongos anos (at cerca de 700 a.C.) , o Neust. uma se rpente de lato. A pergunta sobre o seu significado , sobre a sua origem .
fazia-se ref erncia a um acontecimento que tinha se mell1ana com o
relato de Nm 21.4-9. Dessa for ma a existn cia do Neust. exposto e venerado pelos fiis no templo de Je rusalm. era atribuda a Moi ss e
atravs deste ao prprio Deus, que dern a ord em para a sua conf eco
no deserto .
No h , no entanto , indicao alguma de que a " se rpente abr asado ra", feita por Moiss, tenha si do levada pelo povo. ao longo de sua
peregrin ao. at a sua fi xao definitiva. prov vel que o Neust tenha a sua origem na religiosida de popular da poca, sendo-lhe atribudo o poder de proteg er co ntra serpentes e as suas mordeduras. compreensvel tambm que o povo , para ju stifica r a existnc ia da "seroente abrasadora" no templo , procura sse relacion-la com Deus .
Nm 21.4-9 no teria esta importncia , no fo sse o evangelista
Joo rela cionar esse conto com a crucificao de Jesus (Jo 3.14-15)
S por intermdio deste relacionamento o texto recebe valor e contedo pa ra a pregao de hoje . E s a partir de Jo 3.14-15 que ele pode e
devE: se r interpretado. (L .Fendt)
III -
Meditao
105
104
Deu s disps que Jesu s . erguido numa cr uz . se tornasse a vicia para i odo aque le que nele cresse . " Do modo por que Moi ss levan tou a serpente no deserto. ass im importa que o Filho do hom em seja leva nt ado.
para que todo o que nele cr tenh a a vida eterna . (Jo 3 .14- 15)
Deus , pois . pagou um alto preo pela nossa libertao do pecado , do mal e da morte . Urge que o reconheamo s ' Urge reconhe ce rmos que " ... no fo i mediante cousas corruptveis . como p rata e ouro ,
que fostes re sgatados ... mas pelo precioso sangue de Cristo ... (1 Pe
1 .18-19)
.[Link] ar e viver a libertao que Deus nos o ferece em Jesu s
Cristo. imp lica uma nova viso das coisas . Impli ca qu e o velho Ad o
em ns deve ser afogado dia riamente com todos os pe cados e maus
desejos. atraves do arrependimento . e sair e ressurgir um novo homem
que vive em pureza e justi a perante Deus eternamente (Lutero) Implica ruptura com o velho homem , abandono do ve lho hom em. E isso
signific a sof rimen to . Um tumor em ns s pode ser e limin ado atr avs
de uma interveno cirrgica, que dolorida .
Por isso . liberta o sig r.i l 1ca pa ra ns. :ut a rdu a e constante
contra o egosmo , orgulho . comod ismo e med ~ Mas est a luta vale a pena . quando ternos em mente que S)mos pereg rinos em direo ao al vo .
em direo ao Re ino de Deus. E. estam os aptos para esta luta , somente quando mantemos o nosso olh o fixo em Cristo. Somente com o nosso o! ha r fixo em Cri sto . som os capazes de viver a nova vida que nel e
nos oferec e . e que se m anifesta no relacion amento com os out ros em
amor.
1
IV -
Seguir o caminho desenvol vi do na meditao uma possib ilidade , com destaqu e para os seguintes tpicos:
a)
b)
c)
d)
V-
A histri a se repet e .
Deus pagou alto preo por nossa libertao .
Aceitar a libe rtao implica uma nova viso das coisas . Impli ca
ruptura com o ve lho Ado . Aqui important e uma anlise do ve lho
na comunidade , que deve sofrer tran sformo . " Libertao exige
e possibili ta um novo compor ta mento perante Deus. e se conc retiza no nosso comportamento perante os homens ."(Lein )
S com os olhos voltados para Cristo poss vel vive r a nova vida .
Subsdios Litrgicos
106
4. Assun tos para orao fina l: agradecimento a Deus pe 1o:> ar1o r c o r-que nos ama: ag radecimento pe la pacincia que Deus teve e tem c- o "[Link]:::o e
com a humanidade; agradecimento por nossa liberta o em J'?sus C r:s:o 1n te' cesso por todos os que vivem em escravido , no mais amp io se nt ido 1ps1cologico, fs ico e econmico) : marginalizados. explorados . oprimidos. etc .: su p lic a
para que possamos viver a libertao qu e Jesus Cristo trouxe . no dia a dia pe
nossa vida: splica pelo Esprito santo , para que possamos ser agentes de libertao para todos que vivem em escravido .
DOMINGO DE RAMOS
Isaas
VI -
Bibliografia
50.4-9
50.4-9
1971 -
Milton Schwantes
(v. Vol. li , pp . 28-33)
QUINTA-FEIRA SANTA
Corntios
10.16-17
Rui Bernhard
1 - Introduo
Na Quinta-feira Santa geralmente os textos bibl1cos indicado s
para a prdica versa m sobre a Santa Ceia , ou. no mnimo , sobre a ~a 1 xo e morte de Jesus . Por isso , a pregao geralmente se torna temat1ca neste dia, o que muitas vezes causa dificuldades ao pregador . uma
vez que isto exige dele uma criatividade muito grande. Em consequ_ncia, o mesmo muitas vezes se repete e os cultos se tornam monotonos.
Por outro lado, precisamos considerar tambm que nestes dias .
na semana da Pai xo , geralmente temos casa cheia. Isto significa que
temos diante de ns freqentador es espordicos de culto , que esto a
uma vez por ano. E esto a principalmente para tomar a Santa Ceia ,
pois para a maioria tomar a Santa Ceia um acontecimento importante , mas que deve acontecer na semana da Pai xo. como que "come-
108
mo t
J
o pr ega aor.
. nesta oportunidade se v na
r e ae esus .
tentaao de _"b~ixar a lenha " sobre os presentes, [Link] sentir
que sua ausenc1a durante os outros domingos do ano no t .
P
es a correta .
f 1
benso . no entanto. que devemos valorizar esta oportunidad e de
u~; ~~nre o Sacramento do Altar, para que c ada um possa levar da
tan to nesca;ses~r~ue o motive a ~ma ~[Link] mais freqente . Para
- ~
mora r'
profundament~u;o~~:~T~~~~~J~a~:~~e~:n~~o~~i~e
interpretar o
mai s
vida . Que cada um
..
para a nossa
tem para nossa vid:~:~~~~~~~~r ~~~[Link] que~ Santa Cei a
na qual somos colocados pela Sa~t C a partir da comunhao de Cri sto.
nossos irmos de luta e de sofrime~to e~a , :~ontea a comunho com
Ceia nos d foras justamente nesta 1 e o os os d1~s . Que a Santa
torna mais fcil.
li - Consideraes sobre
texto
.
Nest e sent ido quer mostrar aos corintios como el
t1ngu1r muito bem entre a idolatr ia e a verdade ira c . d ess devem d1 s.
eia o enhor Para
1
hp
.
.
s 1 erente s de com un ao. or isso adverte os corintios que procurem d'
.
.
bem entre amba s.
is1ingu1r muit o
"Om
c eia que a
d d
.
cera exclu siv1 a e da comunhao, na qual soa Santa Ceia nos pod e colocar .
Contra?izendo a tradi o litrgica da Santa Ceia (c f 1 Co
11.23ss), o apost olo fa la aqui primeiro do "clic e da bno"
109
Interessante que Paulo no diz expressamente que o clice
contm o sangue de Jesus. Ele s afirma que o sacrifcio de Jesus est
acima de qualquer sacrifcio de animais . E nenhum sacrifcio de animais pode propiciar comunho mais intima . Paulo ressalta que o sacrifcio de Jesus no um mero sina l externo, no nos quer colocar numa
situao externa ou superficial de relacionamento, mas que o seu sacrifcio vai muito alm : d-nos pa rticipao no seu prprio corpo. Ns
nos tornamos um corpo com ele: outros deuses e dolos no tm e no
podem dar tal participao . Po r isso, se torna de grande importncia o
termo KOINNIA no v. 16. O sangue e o corpo de Cristo na Santa Ceia
no s do participao na sua morte e ressurreio . Com isso, somos colocados dentro do corpo de Cristo . fazendo parte dele. Tal participao
s pode acontecer , quando o velh o homem morre e quando vestimos o
novo homem . Pois onde o pecado perdoado. a morte tambm foi vencid a . No h dvida de que o apstolo fala de uma unio real dos membros com o corpo do Senhor. Pois se j o sacrifcio eito aos dolos d
comunho com o demnio , quanto mais po e vinho nos do comunho
com o corpo e o sangue de Jesus , quando realmente so aceitos nes ta
f . E todo aquele que procura comunho com o demnio. no pode ter
oa rticipao na mesa do Senhor. Por isso, se pode dizer que a pa lavra
" comunho " tem o seu mais profundo significado, quando se cr no
seguinte : os membros da comunidade de Jesus vivem com o seu Senhor . so crucificados, mortos e sepultados com ele , so ressucitados .
exaltados . e com ele tm poder e vivem para a vida eterna . (Klessman n. p . 173)
S a partir da pode-se entender o significado da Igreja : no se
tra ta apenas da soma de muitas pessoas que se unem numa socied ade . Antes . Igreja o corpo de Cristo. cuja unidade est sempre presente em Cri sto . E nesta unidade em e com Cristo ns sempre somos co locaoos. aua ndo comungamos a Santa Ceia. Cristo vem at onde ns estam os. o Sacram ento do Altar que sempre renova a nossa com unho
com Cristo
Portanto , a respeito do corpo fala-se de duas maneiras: primeiro . do corpo de Jesus que foi sacrificado por ns; segundo, do corpo
que formado por todos aqueles que participam da Santa Ceia. que
acei tam o po , e desta maneira formam o corpo da Igreja . Em todo o
caso . esta comunho no pode ser vista apenas numa esfera superfic ia! da f. No podemos entender a Santa Ceia como uma participa o
mstica neste corpo de Cristo. Trata-se , antes . de uma partic ipao
con c reta na salvao. Para o que cr, isso sempre se concretiza , quando em f partimos o po e repartimos o vinho na Santa Ceia . atravs
dela que Cristo permanece vivo na comunidade . Por isso, comemor-la
comemo rar a presena viva de Cristo na comunidade .
, 11
, 10
Resumindo , podemos dizer A participao , em t, na Santa
Ceia nos coloca numa comunho ntima com Jesus e ao mesmo te m po
nos d comunho com o nosso irmo. A participao na Santa Ceia,
nos salva, e ao mesmo tempo nos desafia para uma vivnc ia em amor
com o nosso semelhante.
no gosta riamos de so: rer . enquanto tudo isso e muito mai s aind a
acontece ao nosso lado . a comu nho da Santa Ceia est imcompleta .
Enqu anto no exist ir em ns a preocupao m r:lis decisiva por justia, e
ma is concretamente a vontade de entrar nesta luta. o processo de salva8o iniciado na Sant a Ceia fi ca iragmentado . interrompido .
l'!a Santa Ceia recebo sempre o sina! do amor de Deus . Mas , [Link] , isto me desafia a carregar em amor a ca rga dos demais. E
como diz LuteO: " A teu cora o tem que se entregar ao amor e aprender como este sacramento um sacramento de amor. e assim come tu
experimentaste amo r e apoio. tambm tens que mostrar amor e apoio a
Cri sto e seus pobres Pois ai tens que sofrer com tudo quanto desonra a
Cristo e sua santa palavra . toda a misria da c ristandade . toao sofrer
de injustia per inocentes. Di sto h por demais em todos os lugares do
mundo . A tens que combater, fazer , interceder e. se nada mais pud eres fazer. sofrer junto ... \apud Al tmann , p. 134) Sabemos que .nossas
atitudes ern favor do mais frnco tero conseqncias . Levaro a opos1e e perseguio do mundo . dos mais fortes. Por ist? mesmo , confo rme Lutero. precisamos sempre de novo da comunhao na Santa Ceia
como fortal~cimento e conforto .
A pregao neste dia uma boa oportunidade para o pregador
que entende a mensagem do texto de 1Co 1O. 16-17 como foi colocada
acima , abordar problemas internos na prpria comunidade ,, bem como
olhar para o que est acontecendo em seu contexto soc~al. E uma opo rtunidade para denunciar a falta de comunho entre 1rmaos. e anuncia r
a oferta que recebemos atravs da Santa Ceia de Jesus Cnsto .
IV - Subsdios litrgicos
1 . Coni1sso oe pec ados: Sen~1or Deus, Criador do mundo e doador d:.
vida. w nos dest e a taref a de construir o teu mundo e aprove1ta.r as sua.s nqu/
zas Ao inv s disso. destruimos e comprnme1emos o que tu co1ocaste _a nossa
disposio para a vida. Destruimos a natueza e fomentamo~ a desu~1ao_:ntr~
as pessoas. Por isso reconhecemos: Senhor. pec1sarnos. do. [Link]. Se
nhur. pmcu ramos e ans![Link] po; liberdade e [Link]:a. Ao 1nves_a 1sso.,[Link] ,~rn~;
rnos cada vez mais escravos de sisiemas e estruturas cansaoa::> e cor . upta::> . Po
i ss~ r~conhecernos: Senhor. precisamos do teu pe rdo . ~. Se_nnor. doador::
paz e do fFTior : [Link] a necessi dade de reconcil !aao en tre as1 Por
"'oa c: ~a c: no somos ortes ao c'[Link] de nos to rna rmos exemplos do teL P~ ~
-Por
'" isso
do.
te pedimos: Senhor, perdoa a nossa f;aqueza; per doa a"~ossa tal
ta de f. Tem piedade de ns. Serihor !
;~ . Orao de coleta: [Link], tua palavra nos rene _mais wma vez ne;~a
comun1-,o. Somos muitos aqui presentes Talvez nem todos se c-Jnheam. !\ia~
todos queremos re uni r-nos em torno de tua mesa farta que nos .quer saciar. Da
q~e possamos sair daqui hoje fo rtalec idos em no~sas lutas da v:da . Oue tua palavra nos d orientao e sabedoria. para sermos capazes de mudar o que ouiros no so capazes de fazer. porque esto comprometidos demais com e: es-
112
irutura in justa em que vivemos. Por isso. ilumina os nossos coraes com a tt.:a
palavra neste culto pa ra que a tua vontade se aa sentir em nossa vida . Por Jesus Cristo , amm.
3. Assuntos para a intercesso l inal: H falta de comunho entr e ns
na comunidade - pedimos que o nosso orgulho e a nossa auto-segurana per cam o se u lugar de de staque. na f vivida em comun id ade . H p; eocupao d Grnasiada entre ns. evanglicos, em querer uma Igreja onde tudo h:irrnonia.
onde no haja incmodo e tenso - ped imos-te. Senhor, que possamos np rR n
der a viver t?.rnbm com a tenso que nos quer ti rar d8 nosso comodismo
in rcia . Ha preocupao oor car idade entre ns. mas s ai o ooni o onae ni'io
somos desafiados a nos desfaze r do suprfluo e do desnec'2ssr1 0.
p;eocupamo-nos em ac umu!ar semp re mais e no vemos qu e isto soe possive .
as custas daquele que tern cacia ve z menos - perdoa-nos . Senl1or. e aiudo-no::a reconhecer as est ruturas iniusias que criamos ou ajudamos a mant er e perpetuar. (Aqu i podem ser incluioas int erc esses por pessoas e por situaces de
injustia do momento) . Estamos aqui para interceder di 3ne de t1 pelo rn u:1 cJc
Pensamos nas pessoas que hoje nao se encontram entre nos . que prec isa r
trabalnar , pe r aqueles que no te conhecem . por aqueles que no ooo ern ora
(pelas crianas. doentes e moribundos) e por aqueles com os quais ns no'-' "
vemos em paz . Or;,mos por aqueles que determinam muitas coisas em nossa
vida: por proiessores que se encarregam pela educao de nossos filho s: pe los
mdicos que cuidam de nossa sade: pelos comerciant es e industrialist as qu,;>
compram e fabricam para suprir nossas necessidades: pelos jornal ista s. pel os
engraxates. pelos polticos Oramos tambm po r aqueles que nao tm na d2 a
nos dizer : peios pobres e velhos. pelos presos. pelos perseguidos po r caus2 oe
suas convices polticas que no so as mesmas daquela s pessoas que go
vernam e dete rminam o rumo de nossas vidas. Oram os por nos mesmos que
to fa cilmen te nos negamos a amar o nosso semelhante necessitado .
SEXTA-FEIRA SANTA
Hebreus
15 , 26b-28
d. SEXTA-FEIRA SANTA
Hebreus
9.15.24-28
DOMINGO DE PSCOA
Samuel
2 . 1-10
Milton Schwantes
V - Bibliografia
ALTMANl\J ,W . Sac ramentos - tmulo ou bero da comunid ad e. ln Estudo s Teolgico s. Ano 20. Caderno 3. So i...eopoldo , 1980 BALZ . H.R. Christus in Korinth. Kassel , 1970. - KLESSMANN. 98meinschaft. gemeinsam. gemein . ln Biblisc h Th eo logisches Handwo rte rbuch. Gttingen , 1954 . -WENDLAND , H .D. Die Briefe an die Kor1niher. ln Das Neue T estament Deutsch. Vol.7. 13. ed . Gtti ng en , 1972 .
1 Srn 2 .1 - 1O tradiciona lmen te era um texto para o 14 Domingo aps Trindade (cf. Proclamar Libertao. ~oi. . 2 : So Leopo.1do .
1977. pp. 176ss): o destaque dado santidade e a unicidade de Jave no
v. 2 i1 de ter facilitado esta local izao no Ano Eclesistico . Agora es:e
te xto - ou melhor : some nte seus vv . 1-2 .6-8a - est sendo propos.o
para o Domingo de Pscoa; a formulao do v . 6 (" Jav tira vida e a
d ") possivelmente induziu a est~ ligao com a P_scoa . (~part i~ do v .
1o - cf . Lc 1 .46ss - no se poaer1a pensar tambem no Aavento ) Ta is
atua li zaes podem ressaltar certas parte s: o v . 2 no 14 Domingo
aps Tr in dade, o v. 6 na Pscoa , o v. 1 O no Advento . Mas estes acentos
l 1nda permanecem por demais nas exterioridades ; lid am com pedaos
do te xto . A este fraccionamento sucumbe, tambm e especia lmente , a
all;al proposta da ordem de percopes que s requisita os v~ . 1-2, 6-8a
pai a a prdica pascal. Inferimos da que , de modo algum, fanamos berr:i
ss ir.s i st~ssemos em fragmentar o trecho . Afinal, evidente que ele ~
,;~:l: unidaJ(: inteire.. Observe-se , por exemplo , que o fim retoma o tnt-
115
114
cio, isto . de " erguer a fora falam a segunda (v .1) e a ltima frase
(v.1 O). Observe-se. alm disso, que todo o texto perpassado pela
questo da fora e da imponncia: "fora" (v .1). "rocha" (v .2). " trono "
(v.8), "violncia" (v .9}, etc . Estas duas evidncias , s quais poderiam
ser acrescentadas outras mais, cobem a fragmentao . Portanto , com
vis tas pregao na Pscoa, estudemos o todo de 1 Sm 21
li
Diante de ns est um "salmo de agradecimento de um indivduo"' : a reao a uma experincia salvfica . Tentemos esquematizar :
Inicia com a alegria (v.1) fundamentada em afirmaes de peso
sobre Deus (final do v.1 e v.2).
Segue-se uma alocuo composta de proibies que igualmente esto embasadas em Deus (v .3): tais alocues so raras em " salmos de agradecimento".
Nos vv.4-5 so enfocadas cenas . nas quais as posies de poderosos e fracos aparece invertida .
Tais inverses so caractersticas para o agir divino (vv . 6-8 )
destonar o forte e elevar o fraco so aes tpicas de Deus(vv .6-8). em
.especial do Criador (final do v.8).
O salmo conclui com vises sobre o agir futuro de Deus (vv . 910): proteo do fie l (v . 9) , em especial do rei (v. 10). e vitria sobre o infiel. isto . o violento (v 10)
Sintetizando : o salmo encabeado pela expresso de [Link] gria
(v. 1). est embasado no ser e agir de Deus (veja as fundamenta e s.
os pois", que perpassam o texto!) e comemora a luta e vi toria do fraco .
A traduo (bastante literal) que segue , procura chama r a a1eno para o esquema de nosso " salmo de agradecimento ..
Ili
116
117
meu coraao . minha fora (a traduao l1terai seria : " meu chire "'
" minha bo~a "" "Corao " e "fora" ( = "chifre") assinalam a emo~
e a ret~'.11~anc1a ~o louvor. A "boca" escancarada expressa 0 desprezo aos 1n1m1gos (cf. SI 35.21 ). Estes inimigos s so aludidos no incio do salmo; tornar-se-o bem mais concretos nos demais versculos.
mos) o tempo da ao conclud a. E:stes fatos rec istr am cenas que contrapem s vitrias de fracos as derrotas de fortes. Sucumbiram as armas dos militares (v.4), a abund cinci a da mesa dos ricos (v .5). a me de
muitos filhos (v.5) . a derrocada dos s mbolos de poder e fora: dopoderio militar. do acmulo econm ico e da projeo social. Estes so os
inimigos , citados no v.1 e admoest ados no v.3 . Enquanto isso , os fracos
ressurgi ram: em fora militar (v.4 ). em al imento (v.5) e em filhos (v.5). O
salmista h de se estar referindo a acontec imentos histricos , em que
os fracos se reorganizaram e. de modo revolucionrio , remodelaram a
sociedade. Seria uma perda em conc reticidade , se ignorssemos na
pregao - como a ordem de pericopes sugere - as cenas revoluci onrias dos vv . 4-5 . So to histricas e encarnadas que nem fa lam em
Jav '
. a exclus1v1dade
. . de Jav (v.2). Estas afirmaes teolo g1cas
sao
centrais para a 81bl1a (Ex .120.1-6; Me 12.28ss . por exemplo) H quem
cent ralize ~ado o_Ant1go T~st amento_ na exclusividade de Jav . v.2
PO!S a qu1nla-essenc1a teolog1ca da fe . Dela provm e para ela ret orn a a
alegria . Agir e ser de Deus tambm perpassam os demais versculos .
2. Tamb~m o apelo do. v.3 est fundamentado em Ja v. o argumento deste v.3 e um pouco diferente que o dos vv . 1-2. L tudo culm inava na santidade e na unicidade de Deus, aqui sublinhado o perscru1ar profundo e o conhecime11to ltimo; em nossa linguagem diramos a
ornsci ncia de Jav, diante do qual o mal no persiste (cf. SI 94 11 : Pv
24 12)
O apelo desse v.3 deve estar dirigido aos inimigos, citados no
v. 1. Estes inimigos comeam a obter contornos mai s claros : gen te de
mui ta ta la, da inflao da palavra. Mas tudo no pa ssa de verborr ia c e
"orgulho" e " arrogncia ". Quem so estes "inimigos " concretamente? Os vv. 4-5 nos traro novas especificaes .
tos.
3. Os vv . 4-5 no falam de desejos . Citam fatos. Trato-se de faneles predomina o perfeito hebraico que (como aci ma vi -
po~ aue
4. Ja v o assunto dos vv . 6-8. O que os vv . 4-5 formulam historicame nte , os vv. 6-8 articulam teologicamente: estes so a ieologia
da realidade revolucionria daqueles. No se tendo em mente est e
contexto , pod e-se facilmente desvirtuar os vv. 6-8, que querem apreset'ltar a aao contnua de Deus (no hebraico predominam pa rti cpios)
Nos vv .6- 7 enumerada uma srie de realidades opostas : morre r
e viver. empobrecer e enriquecer , humilhar e eJ<illtar . Ja v est relaci onado a estes conceitos opostos ; isto expressa que ele abarca o todo da
realidade: pobreza e riqueza , vida e morte. (H quem pense que o v.6
at fa a referncia ressu rrei o ma s isso pou co 1provvel . j que o
AT s raramente a ela se refere , cf Dn . 12.1-4. Para o v.6 a " sepultura ", o SEOL. um mbito den tro da prpria vida ; doena. angstia, sofrimento extremo .) Esta afirmao de que Jav envolve o todo
dos acontecimentos e o todo da realidade no deveria ser isolada do
contexto dos vv .6-7 . Se a isolarmos. corremos o risco de dela deduzirmos alg um autom atismo no agir divin o e um fatali smo da vida . no qua l
so sancionadas como divinas. todas as coisas existentes , tanto a pobreza quanto a riqueza. O contexto evfde ncia que aqui no se quer promover a aceitao de supostas fatalidades. Pois nos vv.4-5 estvamos
percebendo a alegria do salmista por poder citar vitrias dos fracos. O
mesmo acento vamos reencontrar no v.8 : no concreto , Jav "tira a vi da e a d " ao estar com o fraco e o pobre . Nosso salmo no fala . poi s.
de um fatalismo conservador mas de um senhorio revolucionrio de
Deus . Este senhorio no se restr inge a marcar presena junto aos fra cos Inclui a promoo de um governo a partir dos empobrecidos (veja
a segunda frase do v.8) . interessante que, no final do v.8. esta nova
sociedade oriunda dos fracos sedimentada atravs de uma referncia <::riao . A podemos redescobrir que, na Escritura , a teo log ia da
criao (cf . o 1 Artigo do Credo) no tem a funo de sacralizar o existente , a opresso. Tambm a criao tem que ser lida a pa rt ir do xodo
(como G. von Rad mostrou em diver sos estudos): isto o mundo cria-
118
do mundo pa ra o escravo liberto. Sim, neste salmo podemos reoescc-brir o quanto nosso jeito de falar de Deus (f) est relacionado ao nosso
jeito de enfrentar os exploradores .
119
Te rceiro : Ale grw e vitr< do fraco e~t o e"m [Link] em JAV. De Deus a poesia fala co m maravilhosa ins1 sten?' em especia l
nas fundamentaes , nos "pois" (vv. 1, 2 , 3, 8). _Tr az~ tona um verdadeiro compndio de tradies tenlgicas: a aleg~ 1a est~ embasada ~um
ato salvf ico concreto (v.1 ), na sa 11 tidade e un1c1dade oe Deus (v.2,, na
onis cinc ia divina (v 3): as chan c.,es do fraco se originam n? senhori o
(vv G-7). no ato c~iador de Jav (v .8) e no que ele ainda ha de faze r
{v.9s). o salrno ins iste em fundam entar e argumenta r, certamente pa ra
persua::ii r.
.[Link] . cla re za no eng2jamento social e profundi dade teolgica so o tr!p desse SE:lmo de ag radecimento.
IV
Nosso te xto orao d e Ana, me de Samuel. At aqui desconside re i este dado. E era necess rio assim proceder. Pois na pesquisa
tornou-se patente que 1 Sm 2 , no seniido l1istrico , no da autor:a
/\na. Para o autor li terario de nossa passagem (a escola deuteronom:stica), Ana se vale de um salmo j ex istente para expressar sua experi ncia. Vale-se do " hinrio " .
?e
Contudo, teologicamente muito relevante que este salmo esteja na boca dessa mulher. A ele ganha_um sabor todo especial. Afinal ,
Ana gen te fraca . duplamente sofrida. E mulher e como ta l pertencente aos oprimidos do antigo Israel. E mulher estril, o que a torna especialmente humilhada (cf. 1Sm 1 ). Ao assumir este salmo, esta mulher
to reba ixada enfatiza seu contedo: Jav tira o fraco do p 1 Os humilhados tm futuro !
Tambm no devemos esquecer que , com o 1 Livro de Samuel ,
introduzida uma nova fase na histria de Israel: a poca dos reis . Nos
livros de Samuel e dos Reis nos narrado como os reis e os da corte se
tornaram sempre mais ricos, poderosos e descrentes, enquanto que os
aoricultores e trabalhadores mais e mais foram sendo explorados e esc;avizados (cf. 1Sm 12; 17; etc). Pois o cntico de Ana busca iluminar
est a histria de sastrosa do rei nado, afirmando: nosso Jav no sacramenta a glr ia da corte mas d fora ao enfraquec ido! Neste sentido ,
1Sm 2 contm uma cont estao programtica ao reinado .
Encontram o-i a na boca de urna mulher , de uma humilhada 1
A histria do cntico de Ana no se restringe ao AT. Mesmo sem
poder especificar esta jornada de nosso salmo em meio histri a dos
enfraquecidos, tenho que apontar ao menos para o cntico de Mana;
nei e 1Sm 2 literalmente retomado (Proclamar Libertao. Vol. 5. So
Leopoldo, i 980. p. 288ss). Mas tambm temos que retomar nossa pr-
121
120
p r1a histria (Palmares e Canudos, por e~emplo) e atual organiza o
dos ma rg inalizados ( no Oeste do Parana e em Ronda Alta , por exemp:o). A temos " cena s" histrica s (cf. vv.4-5) que_. ape~ar d e estarem
permeadas das parcia li dades tpicas de tudo qu e e ~istorico, so focos
de esperana. Poderamos ignorar tais focos na Pascoa?
V
Na prdica ser necessrio ter em mente a particularidade da
com unidade reunida para o culto da Pscoa, o que j foi devidamente
enfocado nos auxl ios homilticos de volumes anteriores de PROCLAMAR LIBERTAO . Em todo caso , os trs assuntos bsi cos de nosso
salmo do vali osa contribuio para a situao e o Domingo de Pscoa . Proponho , pois , o seguinte esquema:
O incio constitudo por uma retomada do te xto . Por ser poesia
de difcil compreenso numa prime ira leit ura .
En foca-se a seguir o concreto da luta e da v it ria dos fracos. como pistas de ressu rre io. As cena s dos vv. 4-5 servem de estmulo . Na
prdica que elaborei sent i como vali oso haver pa rtido de uma ocorrncia da vida comunitria , aprofundada depois por um episdio da vida
pessoal e ampliada para a luta dos oprimidos de nos so povo . Ta is cenas so estmulos , no so a verdade destilada em pureza absoluta .
E, mesmo assim , elas do moti vo de alegria . Esta al eg ri a to humana radicalizada luz da res surreio de Jesus . Ser importante
sublinhar esta al egria pascal.
No seu auge, a prdica confessa a Deu s. O salmo rico em modeios de confisso teologica: ressalta , por exemplo a unic idad e e 0 senhorio do Criador . A P scoa celebra o m il ag re di vino da fidelidade ao
Filho crucificado .
mos estas esperanas na alegria da ressurr ei o de Jesus Cristo , nosso Senhor, que contigo e com o Esprito Santo vive e governa de eternidade a eternidade. Amm.
3. Ora o fina l: Deus. nosso Pa i. Louvamos-te pela ressurreio de Jesus. pela salvao de nossas vidas . Louvamos-te por nos haveres aberto novos
horizon tes . At j andvamos meic conformados com a situao de injustia ao
nosso redor. At j andvamos meio acomodados neste mundo marcado
pela morte. Louvamos-te pelos pequenos sinais da nova vi da e pelo grande sinal da ressurreio de Jesus .
Nesta esperana renovada ie pedimos pelas pessoas fracas . Pe dimos
pe los operrios que trabalh am demais e ganham mal. Pelos colonos que al iment am a todos mas andam sem terra . Pelos que esto descobrindo que o
mundo feito por ti destinado a todos. Sen hor. refo ra este sinal em nos so povo e em nossos cora es .
Pedimos para que dentro da Igreja no esmaguemos os fracos. os fracos na f e no alimento . Faze com que hoje ressuscitem nossos olhos . Renova
tua Igreja . D f viva a todos bat izados. concede sabedoria aos presbteros, humildade aos pastores. Renova-nos na f e na comunho para o servio ao mundo.
Imploramos pela dor a que tantos povos esto submetidos atravs de
guerras e crueldades . De modo especial ..
Mas. sobretudo , Senhor te somos gratos que na ressurreio de teu Filho nos foi apresentada nova e vigorosa esperana . Amm .
VII
BOECKER, H .J . Meditao sobre 1 Samuel 2.1-10 . ln : H ren
und Fragen. Vol. 5 . Neukirchen , 1967 . - MAZZAROLO , J. A taipa da
injustia. Oeste do Paran , 1980. - SHAULL, R. Revolution in theolog is cher Perspektive . ln: Edition Suhrkamp. Vai. 258. Frankfurt . 1968.
- STOEBE , H .J. Das erste Buch Samuel is. ln: Komm entar zum Alten
Tes [Link]. Vol. 8/1 . Gtersloh , 1973. - WEINGAERTNER , M. Meditao sobre 1 Samuel 2 .1, 10. ln: Proclamar Libertao. Vol. 2. So Leopoldo . 1977.
VI
1. Conf isso de pecados : Sen hor, bondoso Pa i. Sentimos a morte dE:
teu Filho: fomos ati ngidos pela Sexta-feira Santa . Mas no estamos vendo as luzes da ressurreio . No enxergamos como poderia vir coi sa boa da cr uz . da
fraqueza . Para ns o mundo dos fortes . O fraco , o humilhado . o pobr e. que poderia vir dele? A noti cia da re ssurreio de Jesus destri nossa desconfiana
d:ante da fraqueza . E assim , bondoso Deus, estamos descob rindo a eno rmi dadi:: de [Link] pecado. Tem piedade de ns. Senhor 1
123
MISERICORDIAS DOMINI
Pedro
5 . 1-4
5 , 1-5
Joachim Fischer
(v Vo l. 111 , pp . 38-47)
DOMIN GO JUBILATE
2
Corntios
I -
O texto
O contexta de nossa percope digno de nota , em dois aspe c-
tos . Primeiro . temos nos vv. 16-22 o moti vo da priso de Paulo e Sil as .
relatada logo no incio do nosso trecho. De alguma maneira , a prd ic a
ter que faze r referncia a essa passagem precedente , pa ra que os ouvintes compreendam o que se passa. O c rime de Paulo e Silas foi terem
cortado a fonte de renda de um grupo. obtida s custas da explorao
de uma pessoa indefesa . O seg undo aspecto que pode vir a ser menc ionado na prdica , a solt ura formal de Paulo e Silas . como cidados
romanos , narrada nos vv. 35-40 . No mais. o conte xto no contribui significativamente para a compreenso do texto.
H diversas possibil idades de dividirmos nossa passagem Propomos a seguinte es trutura :
4 . 16-18
vv. 23-24
Cornt ios
4. 7- 18
Ne lson Kilp p
(v Vo \. 111 , pp. 78-87)
V. 25
V. 26
vv . 27-29
vv . 30-31
vv. 32-34
execuo da pri so
oravam e cantavam
o terremoto
o carcereiro se desespe ra , Paulo e os demai s pe rmanecem , o carcere iro se prostra
sob re como ser sal vo
pregao , batismo . comunho e alegria .
Contedo:
DOMINGO
A : o s
CANTATE
16 . 23 - 34
Nelson Kirst
O leitor talvez estranhe a ausncia de qualq
f _ .
.
.
f
. uer re erenc1a b1bl 1ogra
125
124
d) sal vao signi fica enirm num a rela o especial com Deus
(Lc 9.24: 17.33 : 19.10; At 2.21 e outros).
Portanto, ao reconhecer em Paulo o poder divino , o carcere iro
pergunta : que fazer para mudar meu rumo de vida, pa ra te r um rel a ~io~
narnen to espec ial com esse Deus que eu percebo atuando em voc es .
Este o sentido do v. 30.
" Cr no Senhor Jesus". responde Paulo. A pesqui sa do termo
"c re( . com o aux ilio da c have bblica. levou-1os ao r'esu ltado que segue
a) c rer significa. de um modo geral . se r cristo. co nessar a Jesus Cristo ( o que est subente ndido em quase todas as passagens ):
b) c rer siani fi ca acredi tar ern algo ve 1dadeiro (ter como verd ade iro). ainda que- abst rato, ter ce rteza. co nfiar (At 8 37: 15. 117):
e) crer
Toda essa gam a de cont edos est por trs do termo empregado por Paul o. Mas h urn probl ema. Se c rer dom de Deus (At 11. 17)
como Pau lo oode usa r o impera tivo "cr"? Crer depende de uma ao
divina ou ae uma ao humana? Ente nde mos, n gru po , que ambos
aparentemente se co mplementam. Ce r dom . mas _este dom prec isa
ser aceito e c uitivado. No nosso caso. isso at pode ser entendido assim na prpria pergunta do ca rcereiro (v.30) j se man iesw f. que
re cebeu como dorr:: e agora (v.3 1) Pau lo o esti mula a aceitar e cultivar
essa i .
Vv. 30-31 : Que significa a pergunta do carcereiro? O que entende ele por "ser salvo " (v .30)? Com o au xlio da cha ve bblica pesquisamos o termo " salvar ", em Lucas e Atos dos Apstolos , chegando
concluso de que
a) salvao no se consegue por prprias foras : ela dada pela graa de Deus (At 15. 11 e muitos outros). atravs do Batismo (At
2.47) , atravs da f em Cristo (Lc 8.42; 18.42);
Vv. 32-34: Ne ste i timo bloc o temos, numa seqncia : a pregao de Paulo. o batismo do carce reir o e dos seus , a comunho entre os
conveticJos e Paulo e Sil as , a al egria dos converti dos.
..~
, 26
127
am a acontecer atos concretos, at itudes exatamente inversas s anteriores : antes trancafiara Paulo e Silas . vergastados como estavam agora lava-lhes os verges : antes, levara-os ao interior da priso agora , leva-os para a sua prpria casa: antes. prendera-os ao tronco [Link]-os mesa . O crer e ser salvo se expressa em gestos prticos , reais , concretos - dirigidos ao semelhante - inversos aos gestos anteriores f.
Ainda dois detalhes que merecem registro e podem ser desenvolvidos na prdica: a f vem do ouvir a palavra (v .32s) : crer desemboca em "alegria manifesta " (v.34) e no em sisudez recolhida e taciturna .
.
O escopo pode ser formulado da seguinte maneira : Circunstncias especiais - particularmente a atitude dos presos (vv .25-28) _ levam o carcereiro a pedir a Paulo por sua salvao. Paulo 0 estimula a
crer. prega-lhe a_palavra e batiza-o. com sua casa . Conseancias : lavagem dos vergoes , comunho de mesa . alegria .
ser uma experincia inusi tada e gra 1i fican1e para o pregador - e deveras cativante para a comunidade.
O potencial maior. por m. res ide . claro , nas figuras de
Paulo/Silas e do carcereiro.
Conforme o grupo de pregadores leigos . uma prdica est ru turada sobre a figura do carcereiro pode ria procurar ati ngir o objetivo de libertar os ouvintes
a) da agitao atrs das responsabi lidades de cargos: de esqu ecer e deixar de laclo sua "casa " : de no parar para perguntar pela sa lvao : do desespero diante de falhas profissionais : de autocondena o: de fa!sa crnna:
b) para parar e pergunta r pe la salvao: levar em conside rao
a sua " casa ": no se desesperar mas enfrentar com confiana e sem
autocondenao sit uaes de falha profissional : a verdadeira f :
c) com base no contedo da pregao de Paulo . a f em Jesus
Cristo .
II -
A caminho da prdica
rece
sem numero
11 a d es para a pregao - em term
d um
~~
'b'I'
os
e a;:,t
f
d
sun os e e ~rm ~s : Uma poss1 1idade seria a de desenvolver na prdica .assuntos ,eo. og1cos relevantes , emergentes do texto . Por exemplo :
a fe vem do ouvir a palavra: crer em Jesus Cris10 gera atitudes co n
..
tas; f e salvao no so questes individuais mas comunit riascr.e
vezes. Deus precisa enviar um terremoto , acompanhado Ge teste~:~
nhas . para chegarmos ao ponto de perguntar "que devo fazer para ser
salvo". Cada um desses assuntos - e haveria ainda outros (cf. a part e
1) - poderia constituir-se no tema pincipa! da prdi ca. com chances de
ser desenvol'-1ido em diversos canitulos . a pa rtir do prprio texto.
2. A ma io r potencilidade do text o, porm, est nos seus personagens. El es so bem marcantes. permi ti ndo que se uti lize um recu rso
muito criativo e de boa comunicabilidade . que a prdi ca desenvolvida
em cim de peisonagens ou protagonistas. No nosso texto temos os
seguintes indivduos ou grupos: a) Pauio/S i 1:i ::; , b) o carcereirc . :)os demais presos . d) a casa do carcereiro
3. As poss ibiiidades mai s re motas residem , evidentemente .
nas figuras dos demais presos e da casa o carcereiro. Con tudo. s3o
chances efetivamente reais . Procurar colocar-se no lugar dos compa nheiros de pri so ou da cas a do carcereiro, e tentar imaginar e descrever como os dramticos acontec imentos daquela noite se devem ter
desen ro lado diante deles e com seu envolvimento . certamente pode
Uma tal prdica consistiri a em abordar o texto a partir da persoectiva especifica do carcereiro. Seria necessrio colocar-se rigorosamente no seu lugar . Desenvolvendo-se a prdica em cima da figura do
ca rcereiro . pode riam se r abrigados no seu transcurso assuntos como
os que foram arrolados sob 11/1.
5. O grupo de pregadores acabou opt ando por montar a prdi ca sobre figura de Paalo. A parti r da sua atuao na hist ria . dec idiuse procurar atin gir. com a prd ica . o objeti vo de libertar nossos ouvintes
a) de tirar vantagens s cu stas dos outros: da necessidade de
vinganca :
b) para no faze rem isso : para se impo rta rem pelo bem dos outros: para no sacrificarem os outros aos seus interesses: para aceitao e perdo:
c) com base naquilo que receberam de Jesus Cristo . na f em
jesus Cristo .
O assunto principal desta prdica seria: o amor de Pa ulo - ele
no tirou vantage ns da fraq ueza do carcereiro (este seu gesto teve car ter de testemunno e foi o comeo da converso do ca rc ereiro).
A pailir daqui, el aboramos, ento . uma est ru tura de prdica .
com o devi do rec l1eio. nos termos que seguem na parte segu inte.
,----
128
III -
Estrutura e recheio
1. Int roduo ao te xto
;:;; /.as. isso :;o ser ia mer : f&nt asia? E pos sive1 agir como Pa uio , hoie? Existe isso? Existe . Ho;e exile m cristos " anormais' '. qu e
agem difeente do que o resto. por amor a Cristo . A patroa que paga
mais do que o exigido emp regada. Os ta ntos que servem no anonimato, em lares. asilos. creches, AP l\ ~ s. Os que do de si nos centros sociais . no trabalho de recupera o _:;1;:; toxi cmanos. Os qL'e desistem de
um a profisso bem remunerada C!nl troca de uma atividade que renda
menos mas sirva mais. Imagino ou e cada pregador conhea tais exemplos e saiba comprovar : os cristos "an ormais " como Paulo existem: o
que se prope aqui factivel : no tarefa pa ra super-homem na f .
mas para fiis bem comuns como tu e eu .
6. Concluso :
Agir diferen te passivei. Em respost a a Cristo. vamos sair daqui e fazer o mesmo1
IV -
t.
130
S me conneciam por carcereiro . Eu era o chefe da caje1 l de Fi !1pos .... Quando me traziam um preso , no momento em que ele boiava
os ps na pr iso , a responsabilidade era minha . E os meus superiores
[Link] nesse ponto . . . Tinha chegado em casa. tirado as botas . e
estava comeando a qu ere r descansar , quando , de repente . vieram me
chamar. Sai correndo . depressa . Na frente da cadeia estava o douto r
delegado com alguns PMs. Ao redor deles , um monte de gente . Segura vam dois homens . ... De repente , l pela meia-noite . um estrondo '
Acordei. Pulei da cama. Tudo tremendo . O teto. as paredes . Um teemoto. Nem pensei na familia . Pensei na cadeia .. .." - e assim po r
diante. Na incluso de pensamentos do carcereiro ou de diloaos .
pode-se agregar histria o contedo teolgico que se con sidernr- 1mportante. Ao tina\ da narrao. foi feita a leitura do te xto bb lico. na ve rso de Airneida .
Reu nido com um grupo . na tera-feira aps a prd ica, oud e
confirmar o alto grau de informao e envoivimento que uma narrac o
como esta pode alcanar . Houve gente aue ainda con seg uia conta r a
prdica completa , do inicio ao fim - o que nunca se me deparou. a:e
ho1e .
DOMINGO ROGATE
C olosenses
Subsdios
litrgico~
vemos de modo normal. como lodo o mundo. Olhando para ns. di1 ::: 11mente ai
guem desconfiou que ali estava um cristo . E no entanto. Senhor. tu vives nos
emp urra ndo. tu vives atr avessando o nosso caminho. Mas nos somos di sciou
ios cegos . su:dos . lerdos e sem graa. Somos cristos mui:o 1gua1s a todo mun
co - discpulos que no merecem este nome O que se 1iamos nus sem l tu <:
t:onaade e pricincia? Tem piedade de ns. Senhor'
2 Ora o de coleta : Nosso Deus. nos chegamos aqui hoje de manh.
poraue sabemos que preci samos de ti . Queremos ouvir a tua pa iavra. Quer emos agradecer e louvar-te. Fica conosco aqui agora . .A.! asta tudo o que possa
desv ia r nossa r:ieditao e devoo. lnouieta-nos. e da que cada um de ns
saia daqui hOJ8 uma outra pessoa. apta e pronia para seg uir-t e mell1or . Por .Jesus Cristo. que contigo e com o Esprito Santo vivP. e eina de eternidade a 8ie rnidade Amm
3. Assuntos para intercE-sso na orao final : que nossos mltiplos
:::orn rom1 ssos pro1!ssio na1s e soc iais no nos tornem cegos paa os " \e;rerr:oto ::; que Deu s provoc;a lO nosrn redor. e com os qua;s quer chamar-nos de voita a si. que en1H:damos o recado e ganhemos mc;iiva3o e fora para agir d e
modo a~crrr, ai. como P2ulo : que . ass;m. possamos ser agentes do amo~ de
Deus l onde se tira vant agens da fraqueza a'heia: assiri1 como usou Paulo, q L,:
Deus nos use or,de ha casais que nao se do. pais e fi ll1os que no se ente n
dem . velhos que esto sozi nhos, jovens que se sentem incompreendid<>S . ge,te
solitria. oobre e doe:nle. gente aiastada de Deus, por no que;er ou no poder
cre
2-6
(V Vo l V. po 1 1 4- 1 19)
DIA DA ASCENSO
Apoca l ips e
4-8
Ro1f Dr)Ste
V-
1-
Traduo
V.4: Joo. s sete ig rejas qu e est o na sia
Graca e paz da parte daquele que . que era e que h de vir. e da oart e
oos sete espritos que esto diante do seu trono.
V .5 :
132
11 -
133
Introduo
.
d d
esente
vao . " Os fiis que no temam . Igreja s1gn1f1ca etern1 a e pr
no tempo ." (Echternach. p . 13).
III -
Consideraes exegticas
Vv . 4 _ 5a : o autor , de nome Joo , expe a sua misso : assegurar aos participantes do reino de Cristo a graa e a paz do Sen hor em
meio tribulao . Ele se autodescreve como irmo nos sofrim~nto s
(v.9). Tudo leva a crer que se tr at a do discpulo e evangelista Joao ..
Dirige-se s igrejas de sete localidades . Lutero traduzi u
" igreja " com comunidade. O termo igreja. nos seus dias , era por d ~
mais entendido como estrutura esttica e h1erarqu1a dom.1nado ra O numero sete , muitas vezes significativo de perfei o e plenitude. aqui pode refer ir-se totalidade . O que dito no Apocal ipse tem va_lor para toda a igreja . As sete nominalmente citadas se encontram na As1a Menor
(Tur quia). A elas o autor incute firmeza permanente . lem~rando-lhes ~
senhorio e o domn io inconteste de Cristo. A rigor , a pericope r~trat:
uma confisso de f no Todo-Poderoso (v.8). para cuja descr1 ao ~-
oen samentos voam to alto que parecem escapa r ao alcance das pala~ras (descrio das vises)
E 0 que o irmo-autor almeja antes de tudo aos fi is.? Graa e
paz . Com graa ele quer desejar que o poder. salva?or de Clsto este~:
com eles. Ele quer - e tem certeza que assim sera - que o amor Oc
Cns to os mantenr,a de p e lhes sustente a vida. E com paz ele lhes de:
seja. mesmo em situao dificli ma . um sentimento e estado de. bem tcomunho com Deus . - "Ruja a te mpe stade. icresa a 1n1q u1dad ~
/Cristo h de vencer 1 /Reinem dio e guerra , /est remea a terra. /nade
11e1 oe temer ." (Hinrio da IECLB , N 176. 2)
Esta paz e confiana eles podem ter tranqilamente. porque Deu s
permanece o Senho r revelado _em Jesus [Link]. Impo rtante parec e se
era on tem . Quanto ao fua constatao de que Deus E hoje, c?mo ja _
turo , no entanto, no dito que ele sera (po is e hoje), ma~ que el 0';' vira.
Tudo ficar plenamente revelado e vista, quando e!e .vira . Aqu i e dito .
note-se, que Deus vi r . Dizemos sempre que Cristo vira. Esta pa rticul aridade mos tra o quanto Deus e Cri sto so um (veja exegese do v.8) . .
1
A gra a e a paz ele lhes deseja tambm em nome dos se te esp; ri tos. Provavel mente esta a ma neira de desc re'Jer a onip resena ~o
Esori to San to , que com Deus e Cristo form a uma un1o ade. Com esia
est ran ha fo rrnuia 8 o " superlativa " o autor que ass e v~ r ar . presen.a
de Deus em toda a parte . Em outras palavras: Deus ve a aesgraa ao
seu povo e 1!1e d a graa da sua presena; v a aflio e garan te seu
bra o forte para a vida.
134
135
so pessoas com trnsito entre o povo e per ante a face do Senh_o '.
Cristo transfere. sem desfazer - ~ e. sua funo sacerdotal aos seus d1c1pulos (2 Tm 2.12a). Com isto, assumem eles tarefas q~e movimentam
cu e terra. Neste "sacerdotes pa ra o seu Deus e Pat transparece o
carter do servo. Como se rein ar fos se servir. E 1
autor do Apocalipse diz aos fiis em dificuldades que no devem esquecer de converter-se num C isto para os out ros . como Lutero
disse certa vez .
Em Cristo , Deus se reve lou de maneira to total, que o autor
no hesita . enfim . em tributar-lhe a mesma glria e o mesmo pode r reservados ao Pai. Apondo o " am m ", o autor quer dizer: disto tenham
ce rteza. Cristo vive , Cristo reina . Cristo liberta. Cristo compart ilha.
Qu em vive . ver . E quem no vive , ser ressuscitado para ver
I \: -
137
136
V-
Meditao
'' D.1
de ~
b. '
(!rrad1ado
.. h em 14 08 1962. na Rep . Dem. (j a Aiem anh 2 apu d Po lmanr:. p 63)
. dv que
. o '1~ 1no ...
"" , .. "' ''' . [Link] E:rn 1 or111::::. Ci:'
pec;uenos S'n a;s, ca:11brT1 aoui ern rJ;::o.
(;nm
a "vV"" 0'-' I1~?r
e~- e_. ,,
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;::,t_,J 1e _,tl~.t8 J r8S SU!' 81)Q 8 C0( Qb0r8cii3 . (:ri SlC
.t(.
tr iunfo:..i soore a mort e e agora participo corn D r~us do domn io sobrn t 'do e todos , ainda que isto esteja e;-;cobeno aos nossos ol l1os. - Va~e
138
139
1
Uma alternati va . no levada em conta, po rm, neste aux lio homilt ico , seria analisar o que o autor do Apocalipse diz a resp eito da vida e f . comportamento e testemunho , das sete igrejas. Em seguida poderi :1 . neste sentido , se r feita uma ava liao da vida e do testemunh o
da comu nidade local. Verificar-s e-ia . ento, se " as pedras do templo "
esto assentadas de fato sobre o fundamento que Cristo (1 Pe 2. 5),
manifestando o seu senhorio absoluto e total. Seguindo por este cam inho tambm se chega j abordada q0esto do reino e do sacerdcio
geral (v.6)
_
[Link] neste primeiro captulo do Apocalipse (v.20) as igrejas
sao consideradas " candeeiros " no mundo Como el
d
.
.
as po em ser uz
dos povos, e alg~ que deve ser analisado de acordo com 0 conte xto em
que [Link].m . Mas e certo que leva "vida eucarstica" aquele qu e vive da
eucaris.t1a do Senho r. Para este caminho inferior 0 Cristo convida . an ima. e da fora. O acerto desta jornada no pode ser deduzido de even~ua 1s sucessos . ou fracassos, ma~ deve ser confiado tranqil amente
aquele ou.e delem a primeira e a ult ima palavra , 0 Todo- Pod eroso . Enquanto reis e [Link] rnos passam , e como Nero . caem no esquecim ento
- o Senhor sera Se nho~ A histria dir o que a f j sabe, hoje, a esse
respeito. Assim os cnstaos , que esto por baixo , vivem soberanamen te .
1
1. Confisso dos pecados: Senhor Deus , Criador do universo e por Jesus Cristo. nosso Pai , no sabemos se tu ris ou chora s. quando olhas pa ra tudo
aquilo que ns dizemos e fazemos. Mas certamente no perma neces indiferente , quando vs a nossa insegurana e inconstncia no testemunho cristo. como se f ssemos casa sem fundam ento. ou quando. por motivos de vaidade e
arrogncia . passamos por cima dos outros, machucando e marginal izando-os .
Reconhecemos que ofendemos o teu santo nome com este comportamen to .
Confessa mos que desprezamos os cri tr ios do Evangelho de nosso Senhor Jesus Cnsto em nossa vida social e profissiona l. Senhor, lembrados do teu amor ,
ns suplic amos: Socorre-nos com a tua graa . perdoando e regenerando-nos '
Concede-nos a tua paz. assegurando-nos a comunho do teu Esprito . Tem piedade de ns. Senho r'
2. Orao de coleta : Senhor Jesus, bem sabemos que tu est s porta e
bates. Por isso , mesmo elevando os nossos olhos para o alto, temos conscincia oe que queres estar conosco e conosco compartilhar as alegrias e as dif iculdades do dia a dia. Ns te rogamos: Vem com a tua Palavra e o teu Esprito.
com o teu domnio e a tua glria , para que produzamos mais frutos de justia e
paz. converte ndo-nos em motivo de maior glria do teu santo nome. Prepara e
capacita -nos tambm neste culto para o teu rei no e sacerdcio. Amm.
3. Assuntos para a orao final : adorao - daquele que . era e h de
1r. o Todo-Poderoso ; agradecimento - pela libertao do pecado e ma l. po r
meio do martrio de Cristo; prece - por fortalecimento da nossa vocao crist
para uma vida de f e testemunho ; intercesso - por todos que so testemunhas (mrtires) no exerccio do sacerdcio geral e especial ; pelos que se preparam para o exerccio do pastorado, catequese e diaconia : pelas familia.s.' para
que possa m viver em paz e harmonia; e pelos que querem const1tu1r fam1l1a , para que o faam motivados pelo amor que se deixa orientar pelo Esprito de Cristo : pela educao crist dos nossos filhos nas familias e escolas: pelos educadores; pelos que trabalham e lutam pelo seu po de cada dia , para que ganhem
o necessrio para a vida ; pelos que tm poder e autoridade, para que se entendam como se rvos e no como sent1ores dominadores ; pelos que so oprim idos
mat erial. soc ial e espiritualmente - no mundo e na comun idade local ; pelos
[Link] doenles. tristes e en lutados para que encontrem auxlio e am igos
tiis.
Que Deus, nosso Pai , nos conse rve a sua graa e paz e guarde a sua
Igreja e os seus fiis no caminho da verdade e do amor. traado em [Link]. Amm .
140
VIII -
Bibliografia
.Y
DOMINGO EXAUDI
Jeremias
3 1 .3 1- 34
Da rio G. Schaeffer
I -
Introduo
Quem nos disse que prec isamos encher igr ejas . evangeliza r as
massas e obter sucessos?
Essa pergunta surge quando se ana lisa um profeta como Jere
mias e se v naqu ilo que ele fez . e ainda l1oje nos co locado dian te dos
olhos . exatamente o cont r rio Sua prega o sempre contrria dos
profetas. seus colegas de profisso. Na poca em que Israel est eco
nom icamenie bem de vida e tudo vai de ve nto em popa, inclus ive a rel igio oficial. Jeremias recebe o encargo de Ja v, de pregar que vir um
1nim1go do nort e 16.1 entr e outros). o que parece ser uma constan te em
sua presco Por qu?
Por trs motivos:
a) O povo est desavergonhadamente seguro de sua escolh :
por parte de Jav (7.1-15). No parece mais haver problemas nem ca i
sas proi bidas para o povo de Israel , e muito menos para seus lderes
polt icos e religiosos . Sua escolha por Jav entendida como privilg io
e no mais como responsabilidade. A f se torn ou festiva e a lei seu
enfeite . Pod em matar e roubar. que sempre encontram guarida na rel igio oficial do templo. Com essa atitude quebra-se um dos esteios principais da f. Este um dos motivos da ira de Jav .
b) O outro fica demonstrado na mania de grandeza do rei Jeoaquim. quando constri casa ampla e arejada para si, custa do trabalho sem salrio de outrem (2213ss). So novamente os indcios de explorao classista e capi talista do povo , que j Amos havia denunciadc
em Israe l.
c) E finalmen te a luta de Je remias se dirige contra os escribas.
que crem ter a sabedoria da letra da Tor , mas a transfo rmam em
mentira, em lei que deve ser cumpr ida po r ser lei (8.8) , e se tornam mo!ivo de alienao para o povo, fala ndo de paz onde no h pa z (8. 11 ).
~~=--
- -
142
14 3
II -
O texw
iguais a Jav , como parcei ros igualitrios de Jav en1 sua aliana . Isso
imp:icava que a lei se t ransformasse em obra para agrada r a Jav, o
parceiro. implicava que a lei se tornasse algo ritual, apenas religioso ,
mas no mais levado a srio no dia a dia da existncia do povo; enfim , a
lei se transfo rmava em men ti ra (2 .8) e a f em Jav era dividida com a
fe em outros deuses (2.20ss). Isso traz ia consigo no um pecado individu al desse ou daquele , como ns costumamos entender, mas muito
mais . arrnstava atrs de si todo um sic;tenia de vida que inclua a re ligio e tambm uma alirin a com Jav. esta . porm . j desconsi derada
era substiuda por uma vida mai s "moderna" , de opresso aos ma i:::
fracos e de aceitao de outros deuses (7. 1-1 4)
Essa quebra agora reso lvida no texto que temos nossa fre nte. J que a aliana estava quebrada havia necessi dade de fazer uma
nova. " Quando ele diz Nova , torna antiga a primeira. Ora , aqui lo que se
torna antiquado e enve lhecido est prestes a desaparecer ." (Hb 8 13J
Mas isto no to autom1ico . Nosso texto est contido no assim chamado "livro da consol ao" de Jeremias (caps . 30-31) e com isso se
encontra no contexto do castigo . Isso significa que dentro da conseqnc ia fune sta da desobedincia dos lderes do povo que surge o totalmente novo. a nova chance de Deus (v .3 1).
Jeremias acentua que este novo ser uma ao unicamente da
pa rte de Jav . Na realizao desta nova aliana o povo no te partici pao. Mas ser atravs do povo que Jav agir. No sua reve lia .
Nesta ao unilateral de Jav no llavera mais necessidade de algue;:;
ensinar ao outro quem Jav, pois ele mesmo colocar nos corae s
do covo e em suas mentes a sua lei (v .33). No ser preciso dizer aos
out ros que recon heam o Senhor . Pois sua identidade se demonstrar
naquil o que far em seu povo: perdoar suas iniqidades e no se lembrar de seu s pecados (v .34) Se pudermos aceita r a traduo de Al T'e:da como correta . a ltima fra se do v.34 a causa para a afirma o
ae que todos rne conhecero " . Isto , Jav ser conllecido pel fato
de perdoar
G. von Rad (pp . 220ss) acentua este novo , airmando que com
isso Jere mias pass a alm de outros protetas: h ne le a profeci a fundamental de um novo come o por parte de Jav e no mais a re fo rma ou
o apelo de levar a srio a aliana antiga.
Mas deve-se acentuar e cuidar de dois aspectos:
144
tava fraco no era o contelido . rna s a forma ern que es1ava senoo mantida a aliana. E essa quebrou .
b) Por isso agora Jav colocar, em lugar da obedincia dopovo, que se demonstrou como fraca e finalmente entrou em bancarrota .
a sua ao que no depender mais do sinergismo humano da obedi ncia . Haver uma aliana totalmente unilateral, em que Jav ser o nico agente e onde no haver mais a possibilidade de desobedincia do
homem. Haver simplesmente um conhecimento tcito das leis e uma
identidade clara de Jav em sua ao de perdoar e esquecer o que fo i
feito de errado.
"Est delineada aqui a figura de um novo homem, de um homem que Jav capacita . atravs de um milagre. obedincia total. "
(Von Rad. p.222).
Esta contida nesta profecia, em primeiro lugar , uma promessa
. .
d1v1na que, ao mesmo tempo, uma esperana totalmente nova. Jav
no desespera . no marginaliza o homem. Castiga, mas salva . o
Deus que reconhece as fraquezas humanas , mas no concorda com
elas. No concorda em dei xar o homem abandonado nas mos de sua
fraqueza , de sua bancarrota. Envia seu profeta anunciando uma nova
aliana. Deus demonstra sua incrvel insistncia em sempre de novo
contar com o homem. Sua imensa pacincia com a coroa de sua criao . Sua indefinvel capacidade de no entregar os pontos em definitivo mas de incansavelmente preocupar-se por fazer de Israel finalmente
um povo que corresponda ao seu desgnio de imagem de Deu s no mundo_. um povo que dei ~e de lado suas falsas seguranas, sua cegueira relig1osa , social , .econom1ca e poltica , e se volte para aquilo para que fo i
criado : a f1del1dade a Deus e ao homem , a fidelidade vontade de
Deus , de ver o mundo andar dentro de seus ditames .
Mas , en to . como que fica a questo da liberdade do homem?
No se cai num desmo que faz do homem um simple s boneco . sem
vontade e sem inic iativa s, na s mos de uma divin dade que age sem
consult-lo? No prega Jeremias a anulao da vontade individual do
homem e a ao metafsica de um Deus que no conseguiu seu intento
e agora mostra as cartas do jogo?
Este seria o caso , se Jav dissesse que mudou o jogo . desde
sua raz . Mas ele diz. atravs de Jeremias, o seg uinte: a conseqncia
lg ica do jogo q ue vocs, os homens. esto faz endo a sua destruio:
eu quero coi cear no seu corao a f de que eu sou seu Deus e vo.c s
form am o meu povo. Nada mais. mas tambm nada menos do que isso
De dentro para fora ele quer criar um povo que aceite sem menti r, se:.,..,
enganar, o fa to de que somente Deus pode dar liberdade . de que somente sua vontade o cam inho que leva o mundo sobrevivncia .
Mas a ao e a realizao das coisa s deste mundo ficam com o ho-
145
III -
147
146
148
149
IV -
Subsdios litrgicos
1. Hinos: 94.98 ,109 e 110. do Hinrio da IECLB .
2. Intrito: Diz Jesus : " Se algum quer vir aps mim. a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Quem quiser, pois , salvar a sua vida perd-la-,
e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho. salv-la- . "( Me 8.34-
35)
3. Confi sso de pecados : Senho r. nosso Pai e Criador. tu nos ama s desde que nos criaste e nos puseste neste mundo para cuidarmos dele . Mas quebramos sempre a aliana que firmaste com nossos antepassados e conosco
em Jesus Cristo . No correspondemos quilo que esperas de ns . (Colocar
aqui casos acontecidos e conhecidos . recentes, onde se revela a desobedincia a Deus e pelos quais nos sentimos arrependidos .) Conhecemos-te como um
Deus que perdoa . por isso que nos atrevemos a chegar a ti e pedir: tem piedade de ns, Senhor 1
V - Bibliografia
KUHL.C . I>ie Entstehu ng des Alten Testarn ents. [Link] Bern
1960. - VON RAD. G. Theolog ie des Alten Testam en ts. Vol. 2. [Link] .
Mnchen . 1965. - STECK,K.G. Meditao sobre Jeremias 31 .3 1.-34. ln :
G6ttinger Predigtmeditationen. Ano 23. Caderno 2. Gttingen , 1969.
ZIMMERLl .W. Das Gesetz und die Propheten. Gttingen , 1963.
151
DOMINGO PENTECOSTS
1
Corntios 2.12-16
Eugenia Araya
I -
Traduccin
II -
Informaciones exegticas
En la p rimavera dei ano 57 Pablo realizaba su terce r vi aje misionero y tuvo notic ias de la situacin de la igl esia en Corinto. Para enf ren-
152
dos y llenos de rencores que " hablamos con palavras en senadas por el
Esp ritu y no de la sabidura humana."
Hay un juego de palabrl cuando dice: PNEUMATIKOIS PNEUMATI KA, algo asi como en castellano se dice " lo bonito con lo bonitisimo". La prim era expresin : PNEU MATIKOl .puede traduc irse como co~as espiritu ales si es tomado como neutro. Algunos comentari stas pref1e~~n tomaria com_o masculino y ~raducirlo como "verdades espirituales . La palabra gr1ega SYGKRI NO equi vale a "t raducir " y a " comp arar " , Si se le utilizara en la segunda forma quedaria : " comparando las
cosas espirituales con lo espiritual " y quedaria en paralelo con el 14b
"examinadas con criterio espiri tual" .
V.14 PSYCHIKOS DE ANTHROPOS, el hombre puramente humano, significa literariamente " el hombre natural ". Si se lo tomara en
un sen tido gnstico se podra pensar que se est hablando de una c lase_de hombre den~ro de la enorme variedad dentro de su plan de sal vac1on en donde estan los "hylicos" o " terrenales " que no podrn salvarse, en con traposicin con los " pneumticos " que ya estn salvados .
Este sistema filosfico estaba muy desarrollado en la poca en que se
escribe la 1 Corintios .
. EI punto em cuestin es qu piensan los corintios dei trmino
"espiritual" Y qu es lo que Pablo piensa cuando utiliza esta terminologia , v.15. Cuando . Pablo dice que ai hombre espiritual nadie .puede
examina rio , se esta entroncando con la consigna que levanta en 6.12.
"todo me es lic ito ". Nadie podra intentar juzgar a aqu ellos que tenan
el Espr itu desde el. r:nomento en que Dios los haba hablado . Es el pecado contra el Espmtu Santo (Marcos 3,28ss) . Sin embargo se encontraba un problema serio Y era saber realmente quien tena el Espritu ,
quien fingia tenerlo , o quien tena un iespritu maio . Por lo que se dice en
el c aptul o siguiente se desprende que Pablo no tornaba muy en cuent a
cu ando los corintios alegan de tener el Espritu para poner fin a la discu sin (3 ,1ss . '' yo, por mi parte, no pude hablarles como a hombres espir ituaies, sino como a puramente humanos ... " )
V. 16 NOUS CHR ISTOU .i la mente o pensamiento de Cristo . Los
cori ntios alegan de conoce r la mente de Cristo y por lo tanto conocer el
pensamiento divino. La idea de la cita que aparece en este versculo es
para lelo con la cita dei v.9. Y nuevamente tenemos [Link] de gran
importan cia en el pensamiento gnstico : "Naus". Aparece en su sistema de creac in y redencin dei mundo . En los esquemas gnsticos
ms desarroll ados, el " Naus es una emanacin de un dios superi or
(EON) que se rebaja convirt indose en elementos dei mundo material.
Aigunos gnstics-comValentnos entende rn en este sentido el en'vo
de Cri sto por Dias para redimir el mundo .
153
En Corinto p re domina otra con cept ualidad. Cuando se habla de carn e,
un griego pi ensa en alimento (1 Cor 8). EI griego piensa tene r un alma 1nmona1 que vive por un tiempo en un cu erpo individual que es su ub1cac in. Los judias podan expresa rse en fo rma pareci da di st ingu ie_
ndo la
carne pesada de una energia que le da temporar iamente ag1l 1dad Y
aliento, pero pei1saban ai rnvs que se ti ene un " c uerpo" pasivo mortal , animado por un "alma" acti va ind ividual y tambin mo rtal (1 Cor
15.45l Ent re los dos se movia el misione ,o Pablo y parece que usaba la
terminologia griega con sign if icados hebreos ." (Rodol fo Oberml ler)
III -
Meditacin
154
155
IV -
157
156
poder sobre la gente y obligarles a aceptar su pensamiento y deseos ,
como el caso dei Pastor Jim Jones de Guyana, quien invocaba la autorida d dei Espi ritu Santo para realizar su esquizofrenia. E! Espritu vive en
la iglesia uni do a la Palabra y los sacramentos, se identifica con el pueblo de Dios.
5. ta predicacin es similar a los antiguos teatros en donde debian aparecer grandes aparatos en escena, p . ej. el cisne gigante en
Lohengrin. EI cisne era movido por tres o cuatro hombres que empujaban. Esos hombres no podian faltar porque si n el cisne no se movia ,
pero convenia que no se vieran desde las butacas. Lo mismo sucede en
la predicacin . Hay tres elementos vitales que no pueden faltar aunque
no se vean: Salvacin por la gracia y por la fe; simul iustus et peccato r:
redencin por Cristo en la cruz y resurreccin. Estos elementos con la
proclamacin de la gracia deben estar permanentemente en toda predicacin. Y debe serio en forma especial en Pentecosts . .
6 . Una cosa que se debe dejar muy en claro es que Pablo no se
refiere a eses hombres pneumticos y dualistas cuando habla de los
"espirituales ", sino a aq uellos que iluminados por el Espiritu de Dios
han pod ido captar su propria realidad de pecador y por ello se sienten
unidos a los otros hombres en su posicin y tr atan de ser herramient as
tiles a Dios en la proclamacin de su Reino y tiles a todos los hombres que son el objeto de la accin de Dios .
7. EI Espritu Santo ai iluminamos no lo hac e co n el !in de tr ans ormarn os en pequenos papas infalibles que ejercemos domnio sobre
nue st ra co m un idad , sino ai cont rario , para que sirvamos a nu estr a comun idad, po rque la nica auioridad de la ig!e s ia es la diaconia. e t se rv1c io (Me. 1O, 43-Ll.5).
V-
Subsdios litrgicos
1 . Confes1n de peca dos : Sef1or. qu eremos corn enzar nu es\ro culio habl:'indote con sinceridad T nos conoces mejor qu e nosotros mismos, por eso
has envi ado a tu Santo Espiritu para iluminamos en tu conocimiento y en el
nuestro. Y grac ias a l podemos comprender nuestras debi!idades. nue stra incapacidad de amar y nuestro enorme egosmo . No queremos ot ro Dios que nosotros mismos, no queremos otra voluntad que la nuestra . nada nos import a i uera de nosotros. Por nuestra prooia ra zn que busca sa! isfacc in no pod em r ~.
159
DOMINGO DA TRINDADE
Efsios
1,3-14
Bertholdo Weber
(v. Vol . 111, pp . 93-101)
23,16-29
14 .1 -3 ,20-2 5
Bertholdo Weber
I -
II -
Consideraes exegticas
23 . 16-29
frente para pr em evidncia a primazia da profecia sobre a glossolalia, contribuindo desta maneira para a melhor compreenso da segunda parte.
O contexto maior trata dos dons do Esprito na comunidad e
(cap .12) e da necessidade de ordem no culto em funo da edificao
da comunidade inteira (cap.14). com o sub-tema apresentado em nossa
percope : o dom da profecia superior ao de falar em lnguas . No centro deste contexto encontra-se o cap.13: o dom supremo o amor. Sem
ele todos os demais carismas e funes na comunidade , seja o dom de
"falar em lnguas" ou o dom da profecia, nada va lem e um dia desaparecero {13 .1). O amor o critrio ltimo para tudo o que acontece na
comunidade, inclusive no centro de sua vida comunitria, no cu lto, que
em Corinto, alis, era extraordinariamente vivo e variado.
, 61
160
car-se a si mesmo (v4) , mas um se;vio mtuo . e por isso [Link] a lin'.:l~a~em compreensvel. A insi stncia de Paulo na compreens1bil1dade
da p'oja :av ra (orofec ia) - que no pA rmi te ao orador o direito de enderecar sua mensagem exc!usivame nte queles que esto conformes com
ele na mesma expe rinci a espiritual e nos mesmos conhecimentos de
doutrina - clemonstra sua preocupao e se u interesse peios outros
que ainda esto margem (IDITAI) ou alm (APISTO!) da comunidade
(v.23). Tambm eles devem entender e ser convencidos , para se tornar
maniiesto o esconderijo secreto do seu corao e para, detectados e
argdos pela verdade incontestvel .do Evangelho, serem levados a
confessar: Deu s est realmente entre vs!
Esta a funo e o objetivo primordial da profecia bblica. Ao
ouvir a pal avra " roleta " ou "profeiizar " , a maioria , hoje, pensa logo
numa pessoa que prediz o futuro . num vidente que adivinha as coisas
do porvir. Mas o profeta bblico chamado para ser mensagei ro, arauto e boca de Deus, enviado para anunciar ao povo, dentro de suas circunstncias hist ricas concretas a oalavra e vontade de Deus , a
ameaa do seu juzo bem como a. ofe,rta de salvao. chamando seu
povo de voita do caminho errado para seu legtimo Senhor e Criador
Tambm no Novo Testamento o testemunho proftico procura atingir o
ouvinte em sua conscincia e expor lu z da verdade e da presena de
Deus as profundezas de sua existncia humana. Porque , segundo Hb
4. 12, " a palavra de Deus viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, penet ra ... e apta para discernir os pensamentos e propsitos do cora o. E disto que se trata tambm em
nosso texto quando o apstolo d to elevada importncia profecia
para a edificao da comunidade .
III -
Meditao
162
163
de .
A palavra "edificao". em nossa linguagem eclesistica trad icional . foi deformada e pivada do seu sentido original . Para Paulo. este
termo no visa a edificao pessoal e subjetiva do indivduo. como foi
mal-entendido em certos crculos pietistas . O apstolo iala de maneira
irnica e crtica deste tipo de " edificao de si mesmo (14.4 : cf. 8 .1 O)
e reconhece como verdadeira s a edificao da comunidade inte ira.
para ela ser templo de Deus . a cidade no monte, " const ruda para
participar da misso de Cristo no mundo .
Se a glossolalia no constitui um problema para ns, no obstante h uma espcie de "falar em outras lnguas ' tambm em nossa
Igreja, ou seja , um "linguajar de Cana" , estranho e incompreensve l
para a pessoa " de fora " , no iniciada na terminologia teolgicoeclesistica usada na liturgia e na prdica. falta de amor ao prximo
e desobedincia ao Senhor que mandou pregar o Evangelho a toda a
criatura. se no culto visado s o "homem homiltico ", o piedoso e
crente . com uma linguagem religiosa "edificante" mas descarnada da
realidade do dia a dia, em que vive o nosso povo .
No ser este um dos motivos por que muitos que vivem fora do
recinto sagrado , que falam uma linguagem diferente e tm problema s
no abordados no culto, no se sentem atingidos pela palavra e deixam
de freqentar a igreja e de ser integrados na comunho e na misso da
comunidade? (Operrios. jovens , marginalizados . pessoas de outro ambiente cu ltural.) Tambm en tre ns existe o perigo de as comunidades
se torn arem crculos fechados , com uma linguagem litrgica solene
mas pouca pregao proftica que anuncia a boa nova de salvao ~
denuncia egosmo e injustias, sem temer as conseqncias . Com isto
no nos esquecemos dos nossos limites: o que palavras humanas. por
mai s claras e compreensveis que sejam . no conseguem , o Esprito
Santo rea liza por um testemunho " encarnado" no contexto concreto
" edific ando , exortando e consolando ' ' os ouvintes e equipando assim~
comunidade para a sua misso no mundo em que ela vive .
Pode-se dizer isto dos nossos cultos e de nossas prdicas?
IV -
A prdica poderia tomar por ponto de partida um caso ou problema concreto da vida da comunidade ou a pergunta por que muitos
no vm (mais) ao culto. Ou pode r-se-ia compar a r o nosso culto trad icional com o culto de outras c om unidades e igrejas . No centro . porm .
deve estar o testemunho profti c o do Evangelho d e Jesus Cristo . a ed ificao de sua comunidade no c ulto e sua pa rticipao na misso d e
Deus em nosso povo. O culto, c ent ro da vida comunitria , tem por objetivo. atravs de uma linguagem compreensvel e adaptada ao nvel dos
ouv intes . equipar a comunidade inteira para esta misso. No culto. portanto . no deve prevalecer a "edificao " subjetiva e individualista . como aconteceu na comunidade de Corinto. mas sim , o anncio proftico
do Evangelho relacionado com os problemas e desafios do nosso povo .
recomendvel que o culto seja preparado por um grupo d e
gente " l de fora ", juntamente com o pastor, para " profetizar ", ist o .
anunciar o Evangelho da presena atuante e salvfica de Deus e m Jesus Cristo e denunciar. luz de sua verdade e por amor aos irmo s
oprimidos . o egosmo explorador e um sistema de injustias e viol ncias que desumano e antievang l ico. Isto sempre envo lve o risco de
"machucar " sentimentos , costumes e- ritos sagrados . o risco de me xer
com as conscincias e manifestar os segredos do corao . cert amente mais fcil e menos incmodo falar uma linguagem " angelical " e
transformar a palavra de Deus, " mais cortante do que uma espada de
dois gumes ". em gua aucarada ou blsamo celestial para as almas .
do que dizer a " profecia " , a clara pregao do Evangelho do Cruficado
e Ressurreto . aplicada situao do homem de hoje e do povo. S esta
pode realmente edificar a comunidade e convencer os " de fora . os incrdulos.
O nosso texto nos faz perguntar at que ponto ns. em nossa s
comunidade s e em nossa vida, obscurecemos o Evangelho : por nossa
lin guagem. por formas litrgicas e tradies eclesisticas ou por es ti ios de vida religio sa introvertida . A igreja proftica deve tornar clar a a
i,.ua solidariedade com os "l de fora ", e trazer presena de De us e
pa ra den t ro de sua vivncia comunitria todas as alegrias e tri stezas .
os anseios. as reivindicaes justas e as esperanas do nosso povo .
A respeito da questo de indigenizao, isto , acomoda o e
Gxp resso do Evangelho em termos da cultura local , J.G .Davies , no liv cc " Culto e Misso", escreve sobre o nosso te xto: "Assim esse s ver scuios no s levantam a questo da inteligibilidade , mas tambm d irigem a ateno ao possvel papel a ser desempenhado por quem est
do lado de fora na crtica s formas de culto existentes e na criao d e
novas formas . Se culto e misso esto ligados e se a 'pessoa de fora
um dos que devem julgar se o culto inteligvel ou no , ento os encar eg ados da reviso litrgica devem pedir a 'pessoas de fora que c riti q uem todos os elementos do culto . Pode ser que a ' pessoa de fora fa le
164
VI -
VII -
3.8-15a(15b - 17)
Subsdios litrgicos
Bibliografia
BEARE,F.W. Speaking in Tangues. ln : Journal of Biblical Literature. Caderno 83. 1964. - DAVIES.J G. Culto e Misso. So Leopoldo
1967. - KLE INKNECHT. H. PN EUMA. ln: KITIEL.G. e FR IEDR ICH.G :
ed . Th eologisches Worterbuch zum Neuen Testament. Vo l.6. Stuttgart , 1959. - LI BANIO,J.B Re flexes teolgicas sobre a salvao ln .
Sntese. N1. Vol. 1. So Pau lo. 1974. - PEI SKER,C .H. I SCHM IDT.L
Meditao sobre 1 Cor ntios 14. 1-3 ,20-25 . ln: Homiletische Monatsh efte, Ano 52 . Caderno 9. Vol.7 . Gttingen . 1977.
8 - 1 7
Rolf Dbbers
12
1 - 4a
Ulrico Meyer
I -
166
167
1
II -
Segu ndo o documento da Comisso Pastoral da Terra do Paran , " Sem terra e sem rumo " , as causas da migrao no Brasil so mu itas. porm. o respon savel ltimo por este problema o modelo econmico dominante no Brasil. "No sistema econmico que domina o Brasil, o poder econmico esta concentrado nas mos de poucos " (p4)
Isso esta claro. mesmo para os cegos , e tambm para aqueles que no
querem enxergar.
Crtica literria
Em resumo. o que acontece o seguinte : Os poucos qu e possuem o poder econmico tendem a subir sempre mais e, gradativamente , vo arrematando todos os meios de produo. E, hoje , seu alvo
pr incipal so as terras que se tornaram uma aplicao inteligente . Os
pobres precisam sa ir para se tornarem seus empregados ou para enriquecerem tambm. Pois o poder econmico como uma bola de neve
que aumenta na medida e proporo em que vai rolando .
.
Neste sistema ha s estas duas alternativas : rico ou pobre . No
ha coluna do meio. A classe mdia , considerada como o equilbrio de
uma sociedade humana , tende a desaparecer . De preferncia , para
ba ixo. Pois , para o siste ma capitalista. quanto mai s pobres houver , melhor. O sistema precisa do pobre para se manter , poi s no o sistema que est a para o bem do homem , mas o homem est a para o bem
do sistema. Neste sentido esto corretssimas as palavras de um agricultor abastado que disse : "O pobre preci sa existir . Se no exist isse o
pobre. quem traba lharia para mim?"
nidade para fa zer uma prdica " bonit a " par a o comercian te. o [Link] riali sta. o mdico , o advogado , o eng enheiro. en fim. p ara os ricos que .
aos poucos . vo comprando todas as terras e mandam o pobre migrar?
No ser ia uma boa oportunidad e para dizer que tudo est ce rto e que a
migrao d a vontade de Deu s. pois a Bblia diz isso em nos so te xto?
'
O nos so texto, 12. 1-4a, , portanto , de procedncia javstica como o prprio nome de Deus , Jav , o prova . Outrossim . a est ria de
Abro contada essencialmente pelo javista. Esta est ria tem um va lor
especial na sua obra . O horizonte na rrativo . que na proto-histria (caps.
1-11) engloba as populaes em geral . estreitado pa ra um povo especfico: Israel. Iniciam aqui as tradi es especficas do povo de Israel , o
povo escolhido por Deus para a sua reve lao salvf ica . Inicia aqui a
histria de Israel , propriamente dita . Aqui um povo escolhido para a
reve lao de Jav .
Com a mudana do horizonte histrico , tambm muda a represe ntao de Deu s. Na proto-histria , Deu s visto , antes d e tudo, como
aquel e que pe ordem no mundo. Aps a criao, Deus fez uma proibio (2.16-17). A parti r da , ele aparece como o vigia das aes humanas e s intervm como reao a ta is aes (Deus castigador). Em
12 .1-4a , ao contrrio , a atit ude d e Jav no m ais de rea o s aes
humanas. ma s de ao. Jav apresentado aqui como o gu ia e o prot etor de Abro. D a Ab ro a ordem de deixar sua terra , seu lar . e de ir para uma terra qu e ele lhe mostraria. Jav no d iz ond e fica esta terra .
Apenas diz que vai mostr-la. E isso deve bastar a Abro . Tal atitude
promet~ ao em favor de Abro e no reao a um a atitude de
Abro. E o ponto ini c ial da ao salvadora de Deus . Deu s se revela corn o salvador . Jav no um Deu s que se retrai e fica sentado em seu
trono. apontando. apenas , para o pecado humano. Ele caminha ao lado
do fiomem e auxlio na vida concreta . Acredito que o Javista quer
m ost rar no um Jav que s cast iga o mundo, mas , mais, um Jav
amor . Um Jav que se preocupa com o homem e o acompanha na sua
histria. Ele , em ltima anlise, faz a histria . Jav sujeito; o homem .
instrumento e objeto de sua ao .
Nos so trecho de autoria do prprio Javista e serve de introduo s histrias de Abro . Acontece que no encontramos , neste te xto .
168
169
indicaes para tradies mais antigas . O acento do te xto no est na
promisso de terra, nem na promisso de uma numerosa descendncia, mas em Israel ter sido escolhido para ser uma bno . Por isso , tudo in dica que o Javista viveu no tempo de Salomo. quando o povo j
se encontrava em Cana. a terra prometida . O Javista escreveu sua
obra na poca em que a p romisso da terrn j havia sido cu mp rida. Essa promisso no ti nha ma is import ncia atual e aparece , no texto ,
apenas como uma rem iniscncia histrica. O Ja vista, oortanto. coloca
o acento na bno que o povo de Israel deve r ser. Em Abro Deu s
escolheu o povo de Israel como instrumento de sua bno. O objeto
dessa bno so todos os povos . A histria salvfica de Jav ser
mostrada na histria do povo de Israel.
III -
Anlise de detalhes
engrandecido e ele poder ser uma bno . Jav o abenoa para que
ele seja uma bno .
" S tu uma bno " a continuao da ordem de Jav "sai da
tua terra e vai". do v .1. A ordem pode ser traduzida da seguinte forma:
"sai da tua terra .. . para ser uma bno a todos os povos ". A bn o
de Jav significa que Abro no ficar sozinho em sua misso . Jav o
acompanhar. O cumprimento da misso depender de Jav e da disposio de Abro para ser seu instrumento. Jav quem age . Abro
instrumento da ao de Jav. Atravs de Abro , um homem qualquer,
Jav vai abenoar todas as famlia s da terra. Para isso Abro ter que
sair de sua terra, e livrar-se de tudo o que o prende sua tribo e sua
gente. Talvez ter que abandonar tambm o bem-estar pessoal , o calor
humano de amigos , para ir ao desconhecido , a uma terra que Jav lhe
mostraria .
Para o Antigo Testamento, Jav o portador e doador de toda
bno. E este bno poder ser transmitida atravs de pessoas , em
forma de petio a Jav (49.25). Jav abenoa pessoas atravs de pessoas que carregam consigo a sua bno. Por isso, Jav abenoa
Abro para que ele possa ser uma bno aos outros . Esta bno , para o Antigo Testamento, irreversvel. Uma pessoa abenoada recebe
todo o bem e toda a graa de Jav durante toda a sua vida e tem dentro
de si a fora da bno. No caso de Abro, ele s poder cumprir a ordem de Deus porque foi abenoado para isso e porque Jav o acompanhar em todas as situaes. No fosse assim , como ele acharia ocaminho para a terra prometida , cuja localizao ignora? Como dele poderia se constituir uma grande nao e como seu nome poderia ser engrandecido, se no tinha filhos e sua mulher e ra estril? Sem filhos , sua
his tria terminaria com sua mort e e seu nome seria esquecido . Tudo .
pois , depender da bno de Jav e da disposio de Abro pa ra ser
instrumento e objeto desta bno.
V.4: A re sposta de Abro ordem de Jav no acontece em palavras . Abro fica calado, no diz nada. A sua resposta acontece em
ao : " Partiu , pois, Abro , como lhe ordenara o Senhor ." Esta sua
resposta. o seu sim ordem de seu Senhor. No duvida, no questiona (motivo ele teria para tanto). Simpl esmente vai. Vai , porque esta a
ordem de seu Senhor . Apesar de sua fraq ueza, ele no duvida. Esta at itude de Abro expressa sua f e sua confiana em Jav. El e capaz de
abandona r tudo para cumprir a vontade de seu Senhor.
IV -
Meditao
Desde Abro . muito tempo se passou e uma longa e emaranhada h1stor12 se desenrolou at os nossos dias . Aps Abro . vieram ou-
170
171
i8 es1.:: C';Seada a nossa segu ra na e garan ti do o nosso fu turo . E precisamos gannar mais .
e) Bem-estar - Este nos prende mu ito . Se ns samos . o nosso
bem-estar e conforto ficam ameaados .
) Sistema social -
g) Comunidades - Mu itas de nossas comunidades so trad 1c :onais e poucas tm uma viso para fora , para o mundo . A com unidade tem muita preoc upao consigo mesma , O presbitrio se rene ordinriamente , mas s se discute problemas prprios . So ques1es de
dinheiro e administrao. Os problemas do mundo no interessam . E.
em certos casos , o pas1or at expulso da comunidad e quando decide
engajar-se social e politicamente para o bem do oprimido . Exemplos
destes existem em nossa Igreja . Temos ns coragem para sair?
.
[Link] . cristos, cabem duas pergun1as: 1. o que nos prende ho1e e nos impede de agirmos como cristos?, e 2. para onde Deus nos
quer enviar?
.
.Ouan1o primeira pergun1a, no difcil encontrar respostas no
dia a dia da v1aa. Muitas coisas nos prendem e nos impedem de cumprir a vonta de de .Deus, que ele claramen1e revelou em Jesus Cristo e
que. em resumo . e o mandamento do amor. Enumeremos alguns exemplos :
;_e
,.
V -
Subsdios lit:i;gicos
1.
172
carona com o sistema. Gera lmente nos justificamos com desc ulpas infundadas
como estas : no tenho tempo . tenho minha familia para sustentar. tenho meu s
negcios que no podem esperar . tenho que . em pr imeiro lugar . garantir o meu
fu turo. o sistema no me deixa livre e o patro exige mu ito de mim . no posso
faltar ao emprego Perdoa-nos. Senhor . se nos omitimos frente as inju stias que
acontecem ao nosso redor e no ouvimos o te u chamado para o se rvi o em fa vor do necessi tado e oprimido . Da-nos tu foras para nos libertarmos de mesqu inharias do mundo , para darmos mais ateno ao teu grito de socorro naboca do mais fraco . Tem piedade de ns. Senhor 1
2. Orao de coleta : Graas te damos. Sen hor . porqu e agora queres
novamente fala r a ns e encontrar-te conosco por meio de tua palavra . Livranos de todos os pensamentos e tentaes que pretendem perturbar a pregao
do teu Evangelho . Da-nos a comp reenso certa a fim de que cheguemos a conhece r a tua vontade . e ajuda-nos a viver em conformidade com ela . Libert anos de tu do o que nos prende e nos amarra. impedindo-nos de ouvir e segui r o
teu chamado. Ajuda-nos a compreender que no existe descu lpa terrena para
justificar a desobedincia a tua vontade. Amm
3. Assuntos para intercesso na orao final : pe los injustiados do sis1ema de produ o e consumo que esta ai s para algun s: pelos pobres e famintos bias-frias que migram por ai sem rumo. a procura de trabalho : pel as milhares de pessoas que so obrigadas a abandonar as suas terras por cau sa de hidre ltricas que so construidas e por causa dos grandes produto res qu e as empurram para longe: pelas pessoa s que lutam desespe rad amente para sobreviver neste sistema injusto: pelos marginais. favelados e crianas abandonadas .
que nada mais so do que vitimas de uma sociedade injusta : por todos nos que
est amos cada vez em pior sit uao: pelo governo de nosso pais para que seus
responsaveis se transformem em pessoas conscientes. honestas e inco rrupt as.
pa ra o bem de todos: pe las mult inac iona is para que estejam ai , de fato. para o
bem do povo brasileiro : pela nossa Igreja para qu e seus membros sa iam da
acomodao e do tradic ionalismo barato e procur em preocupar-se tambm
com a realidade que os cerca: pelos pregadores. a fim de que se tornem confian tes e corajosos para denunc iarem si tuae s de injustias. e a fim de que vivam realmente o Evangelt10 de Jesus Cri sto e no sejam tragados pelo sistem a .
oelos perseguidos . injuriados. torturados e exilados por terem tentado viver como Cris to viveu .
VI -
Bibliografia
2 . 1-4
Augusto E. Kunert
1-
Pequeno histrico
A partir de At 16.11-15, a comun idade dos filipenses a prim eira fundada em territrio europeu . A cidade ocupou uma localizao
geogrfica privilegiada. Situada beira da estrada geral do comrci ?
entre a Europa e o Oriente. participava do movimento comercial e pol1tico . do intercmbio cultural e da confrontao das religies existentes
entre a Grcia, Macednia , Itlia e diversos pases orientais . Seu nome
vem do Re i Fil ipe da Macednia , pai de Alexandre . o Grande . A cidade .
fundada por volta de 350 a.e .. foi logo elevada a capita l da Macedni a.
Na poca em que Paulo escreveu a Epstola aos Filipenses . a cidade j
no mais era a capital. A populao de Filipos era , em parte . de origem
orienta i Havia tambm um pequeno gueto judeu . Bom nmero de seus
habitantes eram veteranos de guerra do exrcito romano. O Impe rador
Augusto , denominando-a "Colnia Augusta Julia Philipensis ". fundou
em um de seus arrabaldes uma colnia militar romana . dotando-a dos
privilg ios do "direito romano " . Em sua poca Filipos foi considerada a
pequena " Roma Oriental " .
Ldi a. a vendedora de prpura , "uma moa de esprito
adivinho " (provavelmente uma proslita judia) , o carcereiro que se converte ra so membros da comunidade e nos do uma idia da di versidade exi stente em seu meio. (At 16.11-35)
Te xt os como At 20.6; Fp 2.19,24 ,25 do a en tender que Paulo
e out ros pregadores do Evangelho visitaram a cidade por mais de uma
vez .
de aceitao pacfica que Paulo escreveu esta carta como
prisio neiro. A controvrsia comea com a determinao da cidade em
que Paulo se encontrava preso ao escrever a ca rta. Nesse sentido
enumeram-se feso e Cesaria (At 23.23-25) , por e x~m plo, fixando-se ,
porm , a maioria em Roma (Fp 1.13). Determina-se, como poca em
que foi escrita , o perodo entre 55 e 58, quando, sob o governo do Imperador Nero (54-68), se lanou a perseguio e. assim , um verdadeiro
174
175
c:1c1apo s16 ,ica d a entender que Paulo est preocupado com a comu-
seria (1.20: 2.17). Esta por acontecer o desfecho do proces so. Cair a
deciso . esta ser de vida ou de morte? Contudo, o apstolo alimenta
esperana:" de libertao (2.24). Ainda assim, est preparado para sofrer o mart1rio e, mesmo que alimente o desejo de partir e de estar com
Cristo (1.23), reconhece e aceita que " mais necessrio permanecer
na carne " por causa dos irmos na comunidade (1 .25).
Diz Barth (p 1) sobre a Epstola: " Chama-se a epst ola. seguidamente. a mais pessoal das cartas paulina s."
. ~ela se sa~ientam: o amor, a humildade. a fidelidade , a alegria e
a obed1enc1a da fe na vida da comunidade .
Lohmeyer v como caracterstica da carta o sofrimento advindo
das perseguies. Nele reside, segundo Lohmeyer. o motivo que levou
Paulo a escre~er a carta . Muitos membros se desligaram da comunid ade. como em _epoca de _crise costuma acontecer. Alguns no agentaram as ~ressoes A ~a1oria da comunidade permaneceu fiel , coesa e
;es1st1u as persegu1oes. As perseguies, a luta , o sofrimento marcaram a comun~dade . N~ssa situao, opina Lohmeyer , a congregao
pede orientaao do apostolo Paulo (p . 4) e o apstolo , respondendo escreve a Epistola aos Filipenses .
'
II -
Consideraes exegticas
177
17
V.3: Os termos ERITHEIA - KENODOXIA no pertencem ao vocar:iuiar10 com umente usado pelo apstolo Paulo. Lohmeyer con c1 ui dai
que. com eles. Paulo assinala uma situao especifica na comunidad e
de Fil ipos : que se trata de uma situao concreta. existe ncial . que atingiu a comunidade: que a unio. a comunho. o pensar do mesmo modo
estavam prejudicados por intrigas na comunidade : que a situao foi
criada por membros que se julgavam mais importantes . melhores , superiores aos demais , que "procuravam os prprios interesses" (p . 85).
Para Lohmeyer , o "partidarismo " tem a ver com conceitos teolgi c os .
com conduta tica , e no com desavenas internas, caracter izadas como briguinhas corriqueiras a partir de motivos de ordem material. Ente nde ele que tambm a "vanglria" pode se expressar na eloqnc ia
com que pensamentos teolgicos so apresentados e defendidos (p .
87) Barth complementa esse pensam ent o, quando afirma que ER lTHEIA dete rmina a conduta , a atitude da pessoa que "sempre quer ter
razo , que " quer saber tudo melhor do que os outros " (p. 49) .
Ao mesmo tempo, a KENODOXIA, traduzida por Alm ei da com
" van glria" e na Bblia na Linguagem de Hoje com "desejos tolos de
receber elogios" - Bauer (p. 711), " leere Ruhmsucht" - tem o sentido
de "ufania , vaidade , vangloriar-se ", referindo-se assim ao elemento
" papudo " oportunista . ao elemento que, mesmo sem base para tanto .
se da ares de m xima importncia .
Em contraposio a tal conduta refutvel est a vivncia em hum ildade , que considera os outros mais importantes. A humildade deve
ser o si nal que caracteriza a comunidade, o relacionamen to dos membros entre si e destes com as demais pessoas . O "estar em Cristo Jesus " quebra. venc e, acaba com a arrogncia, com o cerrar de cim a.
com o individualismo, com o egosmo e supera impertinncias pe ssoa is O " estar em Cristo Jesus" o estar em comunho com os irmos: da possvel " pensar do mesmo modo", ter "o mesmo sentimei-:to . o que se man ifesta no convvio das pessoas. A humildade
um dom de Deus. Aceitar a graa de Deus significa viver em humildade relacionar-se com as pessoas de maneira humilde .
A comuni dade o lugar onde a humildade se concretiza (ou
no) no convvi o do dia a dia dos membros . A vivncia em humildade
caracte riza-se pelo aceitar , receber , respeitar o outro . A reconhecida
superi oridade " do outro jamais poder caracterizar-se por uma qual ificao de quem se sabe melhor, de quem quer ser mai s do que os outros. mas unicamente pela prp ria humildade, ou seja , pelo reconhecimento de "que nada tenho e nada sou perante Deus " .
" Humildade por causa da hum ildade: o entregar-se por causa
do entregar-se vem a ser o sentido da atuao da f como conduta tica." (Lohmeyer, p. 88)
andar em humildade nada tem a ver com " estar por bai xo".
com "deixar-me pisar ". com calar a boca por medo, com sentir complexos de marginalizado ou de empurrado para escanteio. INada disso.
Na comp reenso evanglica . andar em humildaoe o sabe r-se libertado para a vivncia em humildade. a grandeza do viver amor. Vive r em
humildade possvel a partir do "estar em Cristo Jesus" .
V.4: o v. 4 desenvolve o pensamento de 3b: " a conduta em humildade" . O pensamento "no tenha cada um em vista o que propriamente seu. seno tambm cada qual o que dos outros " vi?vel a pari ir da humildade , ou melho r. um agir a partir da humildade E a atitude
de quem se sabe responsvel pelo outro, pelo que pertence ao outro:
o respeito para com a outra pessoa . valoriza r a outra pessoa. Paulo
ref uta clara ment e quem coloca no centro " os seus interesses " . TA
HEAUTN . A humildade no se d com quem age de maneira interesseira , aproveita e usa as pessoas. As pessoas que enxergam em tud_o
primeiramente os seus interesses, que pensam e agem a partir dos proprios interesses , concentram tudo sobre a prpria pessoa .
Os 'prprios interesses ' ' podem ter as mais diversas motivaes
e causas. O texto no as determina . Em tudo, porm , o mais difci l
descer do pedestal e enquadrar-se com os demais , ser igual aos outros. deixar de usar vantag ens que a posio oferece e viver , portanto .
em humildade. A briga por interesses , o firmar-s e no pedestal por causa de vantagens . de direitos, de tratamento privilegiado, resultam sempre em desentendimento , ferem a comunho . desintegram a u~io , afugentam a humildade . alimentam a arrogncia. O descer do proprio pedestal , assumindo humildade , abre caminhos , leva ao encontro de pe ssoas, traz o dilogo , possibilita a paz , fomenta a unio e fortalece a comunho . Ajuda a zelar pelo outro , aceitar o outro , estar com o outro ,
valorizar o outro. " Somente quando vejo o outro . eu vejo realmente as
pessoas. Ao refletir sobre pensamentos dos outros, consigo avaliar _os
meus prprios pensamentos. Ao dar liberdade , sou livre. Na obed rencia. ensaio o governar . O irmo sempre minha barreira. mas, ao mesmo tempo , ele a minha porta . No h caminho , que no leve ao
irmo ... (Barth . p. 53)
UI -
Meditao
178
Weber . mesmo aceitando 2.1-4 como pericope , afirma claramente que uma separao de 2 .(1-4) 5-11 , em termos homilticos.
no defensvel. " (p. 294) Concordo . depois de muita reflexo sobr e o
texto. que podemos aproveitar 2. 1-4 como pericope para a prd ica.
Mas . assoc iando-me a Weber . no podemos isolar os quatro versculos
in ic iais do " estar em Cristo Jesus ". conforme o v.5 , que determinante para uma pregao evanglica . Caso contrr io, e ai est a dificuldade com toda pregao exortativa. corremos o risco de nos pe rd er
no lega lismo e no moralismo. Portanto , decisivo que a prdica par ta
do centro , do " estar em Cristo". Ento se r uma pregao evanglica
da graa. que se concretiza na vivncia da comunidade da f , como humildade, como prestao de servio, como conduta e posicion amento
ti cos fren te aos problemas , na vivncia em profisso , familia e sociedade.
Nesse conte xt o, Weber tem um pensamento importante : "O
apstolo Paulo entende a exi stncia crist somente em uma dire o . a
part ir de Cristo Jesus ." (p . 295) Isto significa para a nossa pericope , como mensagem evanglica, que a podemos assumir a partir do "estar
em Cristo ": que a vivncia em humildade e obedincia. ve ncendo o
part idarismo e a va ng lria . somente nos possvel na f em Jesus Cristo. Ele o centro orientador para a compreenso do te xto e sua atual izao em nosso contexto , como de res to para a nossa vida .
Cristo o humilde , o obediente, o servo que se esvaziou em
nosso favor. Ele entrou em nossa vida, no para ser por ns imitado.
Ningum pode imitar Cristo. Ele nico. Sua morte de cruz e sua re ssur re 1co tm finalidade e efeito nico . Ele nos serviu, nos se rve e nos
liberta para o servio cristo . Sua vida vida em favor dos homens . El e
entra em ao como aquele que tem direito total sobre ns. E ns 0
aceitamos na f como nosso Rei e Senhor .
A prdica deve dei xar claro que todo compo rtamento t ico est a
ancorado em Cristo , que assumiu livremente a mort e em nosso fa vo r
"sem conhecer o pecado " (2Co 5.2 1): que se entrega em humildade
como quem "sendo rico , se fez pob re por amor de vs" (2Co 8.9) Onde
esta dimenso do Evangelho assumida , no corremos o ri sco de cair
numa teolog ia da glria e Fp 2.1-4 no ser anunciado como lei nem
como moral: pelo contrrio. como vi v ncia pela graa de Deus , como
vivnc ia im pu lsionada pelo amor de Cristo Jesus .
O co nce ito da unio se destaca em nosso texto . Ela import an te nas situaes difcei s que a comunidade sof 1e. No caso dos filipenses se tratava da perseguio e do martrio sofridos por muitos membros . E nesta situao - sem dvida houve quem fraquejasse e se
afastasse da comun idade - a discrdia o pior que pod e acontecer . Ela
o bacilo pernici oso da des integrao. Os perigos para a unio no s
179
e nem sempre atacam de fora . El es su rgem das prprias fileiras . Da a
impor tncia de sermos " unidos de alma ", de termos " o mesmo sentimento". Uni o, comunho , iguaioade de sentime nto e o pensar do
mesmo modo so ddivas do Cristo e ja mais conquista do homem.
Outro pensamento valorizado na percope a aleg ria. O viver
em Cristo possibi lita compreenso e partici pa o ta nto na alegna
quanto no sof rim ento. O vive r "em Cristo Jesus " a libe rta_o da pessoa E toda oessoa que experimenta sua libertao do dom1nio do pecad~. da c ulpa. e ta mbm dos poderes =: mi nantes e demonacos, explode em alegria . E os irmos explodem em alegr ia sempre que mais algum lioe rtado .
o partidar ismo e a vanglria recebem a cont estao do ~psto
lo . Quando estes dois falarem mais alto do que o amor, a m1sencord1a e
a 11umildade, ocorre a quebra de unio na comu nidade . Quando interesses pessoais e os de grupos se pol arizam , no se v mais o todo. a comunidade . Ond e os interesses pessoais predomi nam, a hum:ldade que
usa miseri c rdia para com o irmo no te m luga r. A resposta obediente
da f no acontece como servio em favor dos irmos.
Vejo as situaes de 2.1-4 como experincias que a comunidade vive em um conte xto de persegui o . Os ve rsculos mani festam a
preocupao com o relacionamen to dos membros , com sua vivncia.
testemu nho e ao. Evidentemen te. a prtica da exortao, o uso da
" consolao em amor . a comunho do Esp ri to , a vivncia de ~ ~sen
c rd ias" so possveis a partir do nosso estar " em Cristo Jesus .
' -
181
180
IV -
183
182
Sugesto para a ~rdica a partir da proposta de Voigt (p. 188)
Tema : Vivemos no 'Campo magntico de Cristo.
1. Da renncia de Cristo
2. Da obedincia de Cristo
3. Do senhorio de Cristo
1. Vivemos no campo magntico da renncia de Cristo
O prprio Cristo se esvaziou em favor do mundo e dos homens. O seu esvaziamento expresso mxima do seu amor para com
os homens. a concret izao do plano de salvao de Deus . O seu esvaziamento vem a possibilitar a nossa renncia de vanglria, de separatismo. de egosmo para buscar comunho , unio . viver misericrdia.
2. Vivemos no campo magntico da obedincia de Cristo
A obedincia de Cristo, que culminou com a cruz e resultou
na ressurreio , a nossa libertao do pecado e da culpa a possibilidade da renovao do nosso homem interior (veja a 4 parte da explicao de Lutero sobre o Batismo) para uma vida em servio na comun idade .
O viver em Cristo Jesus tem as suas conseqncias : comeo a ver a minha vida em funo da unio . da comunho, dos outros .
dei xando de me isolar e de separar-me dos outros. Reconheo que no
se trata do meu engrandecimento, mas de viver a minha vida como servio em avor do mundo e dos homens .
3. Vivemos no campo magntico do Senhorio de Crist o
Jesus Cristo Re i e Senhor , assim cantamos e confess amos. Ele Senhor e Rei em nosso favor, Senhor a servio do mundo e
dos homens . Trat a-se , portanto , de um senhorio diferente: Jesus no
nos domina com o medo: no nos fora com exigncias de produo :
no nos escraviza com opre sso e poder : no nos usa nem nos manipula com fora . Ao contr rio , o senhorio que nos serve com amor :
que nos liberta do pecado , da culpa , do medo e de todos os poderes dominantes: o Senhor da paz que nos reconcilia em sua graa , estabelecendo novo relacionamento conosco e entre os homens . O fundamento
do senho rio de Cristo no a fora , o poder, a violncia, a opresso ,
mas a sua cruz e a sua ressurreio .
V -
Bibliografia
1937. -
LOHMEYER , E
De r Brief an die Philipper. ln : Krit1:sch-exegetischer Komm en tar ber
das Neue Testament. Vol. 9. 9 ed. Gtting en. 1953. - MICHEL. O.
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185
1-
Texto
V.4 : E ocorreu a palavra de Jav a mim, dizendo:
6.9-14 , 18-20
V.6 : Eu disse: Ah . Senhor Jav . eis que no sei falar , pois sou
muito jovem'
V.7 : Ento disse Jav a mim : No digas , sou muito jovem . Mas .
a todos que eu te enviar. irs: e tudo o que eu te ordenar . falars.
6 , 9-14 . 18-20
S Gerstenberger
var .
co
rnt io s
6 ' 9 - 1 4 . ( 1 5 - 1 7) 1 8 - 2
II -
Exegese
. 4 - 1
S:goif Greuel
Observao preliminar: Este auxilio horniltico se baseia no trabalho rea lizado pe 10 Seminrio de Homiltica (CAET), rea lizado no prim eiro sem estr e de 1981. na Faculdad e de Teologia da IEC LB , ern So Leopoldc . RS . Na ocasio , para simular uma situao de carncia de mat eria l. prescindimos de consultar comentrios exegticos e utilizamos
apenas o te xto original , dicionrio e concordncia, alm da traduo de
Almeida . A interpretao do te xto se apoiou principalment e na pe squi sa pela concordncia e na explorao do conte xto.
---~--
Vv .4-5
V.6
Vv.7-10
V.7a
V.7b
V.8
V.9
V.1 0
2. Enfoque detalhado
Vv . 4 - 5: Usando um termo dinmico como o a palavra '' oco rreu " , Jeremias parece querer dizer que o que aconteceu entre ele e Jav foi um verdadeiro acontecimento . Um acontecimento de fora e poder , capaz de produzir efeitos . Isto, no entanto. no nos autoriza a vermos neste acontecimento , no qual Jeremias conscientizado da vontade de Jav em relao a si , um acontec imento sobrenatural. Foi, sem
dvida , um acontecimento incomum , mas somente Jeremias , diretamen te envolvido, o sent iu como tal.
186
Alguns termos chaves que aparecem no v.5 nos ajudam na
compreenso da vocao de Jeremias. bem como da funo que ele
iria desempenhar: As duas frases que comeam com " antes que ... " .
apontam para o fato de que antes mesmo de ser concebido. Jeremias
j estava determinado para a funo de profeta. Antes mesmo da concepo j havia a preocupao de Jav por ele . O seu nascimento
aconteceu em funo desta vocao. Jeremias existia por causa dela.
No havia sada .
Antes de ser concebido e antes de nascer. Jav conheceu Jeremias e o santificou. O termo "santif icou " usado no AT em relao a
pessoas ou coisas. Algo ou algum santificado algo ou algum dedicado a Jav (Lv 22 2: 27.19). O termo pode ser usado no sentido de preparar algo ou algum (Jr 64). designar para uma funo (Jr 227). preservar da ira. proteger (SI 1 7). Jeremias algum dedicado a Jav , designado por este para uma funo especfica , preparado para esta funo. A funo de ser profeta para as naes . Certamente pensa-se nas
naes com as quais Israel tinha contato . O termo "p rofeta " ser explicado mais detalhadamente ao longo do texto.
V.6: A expresso AHAH , ''ah 1, demonstra toda inconformidade
de Jeremias com a sua vocao. Seramos precipitados, se dissssemos que a desculpa de Jeremias foi fria. Eie tinha conscincia do qu e
sig nificava ser profeta. Ele sabe que ser profeta iem a ver com falar , ia
iar com conte(1do especial : ele sabe que isto pode ser perigoso Jere
m ias se sente inseguro e alega que jovem demais para o cargo Ale ga
que lhe iaitam a experincia e sabedoria necessrias para falar. Faltalhe autOidade. Provavelmente teme que, pelo fato de ser jovem , sua
men sagem no seja reconhecida . Por causa destes argumentos estamos inclinados a admitir que a desculpa de Jeremias at :egtima
Vv .7-1O Apesar dos protestos e desculpas de Jeiemi as . ele
en viado Um breve estudo do termo SLH "enviar" ', no Li vro de .Jeremias Haz alguns bon s resultados para a compreenso da voca o cie
Jerem;as e de seu envio. Enviar mandE men sageiros a alg um. lu gar.
com uma misso (2 . 0): 'land ar alg um para outro e:ilg um (7 .25)
mand:lr a!go (espada) contra <i!gum (9. 1 s); mandar algum 3 zer alguma coisa (4 3) : mandar tazer algu m a algum lug ar, perante algun:
(377 e 38.14) um verbo que vem associado id ia de pode Um supeiior d uma Odem a um subalterno no sentido de executar uma tar efa.
o v.7 dei xa clara a autoridade absoluta de Jav sol:"Jre Jeremias.
H tambm um carter absoluto no uso das palavras "tudo ' e "todos.
Alm disso, o v.7 lana uma luz sobre o que ser NABI. H dois momentos especiais : ir e falar, a mando de Jav . Em 20.7a e 20.9 nos
dada uma idia de como Jeremias sentiu este seu envio.
187
Jav promete salvar Jerem ias dos perigos (V.8)._ A que perigos
estaria ele exposto? Olhemos o contexto: os reis de Juda, os prin_c1pes ,
os sacerdotes e o povo pelejaro con tra ele (1 .18-19): maqu1naoes ~a
parentagem (11 .18): perseguio (15.15); tortura e priso (20._2) ; es_c~r
nio todo dia e zombaria (20.7b); tortura psicolgica (20.10): sol1dao
(15 17): sentimento de abandono de Jav (17 .51 ); incoerncia de Jav
( 12 1-4 ; 17 .15). E textos como 1 .18: 11.22; 15.11 ; 15.20-21 ; e sobretudo
20 .11 testemunham que, de fato . Jav acompanhou Jeremias nas d1f1- {
cu Idades. "Salvar ". neste contexto , no significa evitar que as ameaas atinjam o profeta , mas dar-lhe foras para enfrent-las . Este verscu lo nos mostra que ser NABI significa tambm co rrer risco de vida.
Jav faz Jeremias seu procurador (v.9). Este recebe a difcil tarefa de falar em nome de Jav . Mas , ao mesmo tempo , recebe um conforto. Jav mesmo lhe dir o que dizer nas diferentes situaes Podemos aqui traar um paralelo com Mt 10.16ss. onde Jesus ~romete aos
seus discpulos que diante de reis e governadores lhes sera dado o que
falar. Podemos tambm relacionar este trecho com 2Co 4.7.
E com o v.1 O chegamos ao ponto alto de nossa percope porqu e
aqui se encontram os destinatrios da mensagem que Jeremias va i trazer , bem como o contedo desta. Hoje te instituo .. .' ' - num mome~to
histrico especfico, Jeremias nomeado para uma importante funao .
E esta uno aclarada com o uso de algun s verbos que demon~ tram
claramente toda radicalidade da atuao do profeta . " Arranca r'. e_m
12.4. tem o sentido de eliminar e ext irpar : destruir' ' tem. conota ao
de acaoar por compleio (25.9) . A mensagem de Jeremias e uma palavra de iuzo e graa.
.Olhemos mais uma vez para o conte xto a fim de descobrirmos
mais exa t;:imente o contedo da procl amao de Jeremias. Po_r que vir este juizo? Jerem ias aponta os seguintes mo:iv~s: idolai~ia ( 1~1t
2 1Oss. e mui tos outr os): apostasia de p31s , p?.store,,, _e pr?fe_tas (2~Le~
sa ngu;2 de pobres e inocentes derramado (2 .34); nao ha direito
ust ia 14 _2: 22 3) : no h ve rdade nem fidel idade (5.1ss): pessoas perJ
. conqu1c:ta
_
_- .
versas 'coloc am armadil has que prendem os homens ( ;::)~ .26)
dP oocier e riqueza cusia de fraude (5. 17). a causa dos orfaos nao e
-
.
't d s (' ?g' as 11deiendida, nem so julgados os d1 re1tos dos necess 1 a o J. - : "' .
de ranas re li oiosas abus am de seu poder (5.31 ); fofocas (9.8): esqu~ci
mento de Jav (13 25); abuso do templ o como covil de salteadores e lugar de refl.1gio contra a vontade de Jave. (7.11 ),. sacrif1c 10 d e 1nocentes
(19 5) : ms aes dos governantes (21.12): as lideran as d'.spe rsa~
povo (23 .2): os profetas fortalecem a maldade dos malfeito, es (23 s~r
H ainda um sem nmero de outras passagens que aqw pode~iam
arroiadas , mas estas apontadas acima devem ser as principais .
189
188
Jeremias indica tambm para as formas como o juzo de Jav
se realizar: inimigo do Norte (1.14: 4.5ss: 5.15ss: 6.1): abalo total da
natureza (4.23-28): exlio (5 19): enfermidades (16 .4): serviro de este rco para a terra (164); fim da alegria (16 .9) ; negao de consolo (167 ):
Jav mostrar as costas ao povo (18. 7) : far passar fome (19.9): a casa
real de Jud ser desolada (22.5)
Mas a proclamao de Jeremias tambm proclamao de
graa - "construir E? plantar" : Jav compassivo e no manter para
sempre a sua ira (3.12); o Senhor faz misericrdia , juzo e justia na te rra e se agrada dos que se gloriam em conhec-lo (9.24) ; promisso
condicional de terra (7 .3); graa condicional (12 .15; 18.8); rendio ao
inimigo do Norte vida (21 .9); Jav trar suas ovelhas de volta (23.3) ; a
Davi ser levantado um renovo justo (23 .5); promessa de graa
(24 5-7); as coisas voltaro a ser como antes e melhoraro (32 .1-15).
Jeremias , portanto. vocacionado para destruir e derrubar os
velhos e injustos valores de vida aos quais o povo submetido : ele
chamado para acabar com a velha mentalidade que lanou o povo num
caos total , e chamado tambm para instalar uma nova mentalidade e
uma nova maneira de viver. Por Jav ele indicado para denunciar a
vel ha situao de injustia e corrupo, e para ajudar na construo da
sociedade de direito e justia .
3. Escopo
Em um determinado momento histrico,
no qual no h direito nem justia,
no qual a causa dos rfos e das vivas no defendida e nem
so julgados os direitos dos necessitados .
no qual prncipes , sacerdotes, profetas e povo esto corrompido s
e desnorteados .
Jav fala em forma de juzo e graa ,
e. para tanto, faz uso de um homem pr-escolhido e capacitado.
prometendo-lhe acompanh-lo na sua misso .
IV -
Meditao
1. Jeremias~ chamado a ser profeta, por causa da situao histrica na qual vive . E a situao e o momento histrico que exigem um
profeta . por causa de um momento histrico. no qual o caos poltic o.
econm ico e rel igioso havia se instalado, que Jeremias convocad o
para apresen tar o protesto de Jav contra esta situao contrria sua
vontade.
2. Ser NABI ser separado por Jav para uma tarefa. estar
sua merc. Ser NABI ir a quem ele mandar, e falar o que ele ordenar
Ser NABI falar as palavras que Jav lhe pe na boca. Ser NABI correr risco de vida . Ser NABI proclamar juzo e graa .
3. Cremos que, ao atualizar este texto. no podemos pu ra e simpiesmente lev-lo ao plano individual. Temos que levar em conta que
somos vocacio nados para sermos pro fe tas. como comunidade. Jesus ,
ao enviar seus disc pulos , os enviou dois a dois: Paulo denomina a si ,
em conjunto com a sua comunidade , de embaixadores (2Co 5.18-21 ): e
em 1 Pe 2.9 a comunidade chamada dP. ra a ele ita. sacerdcio rea l. O
ser profet a uma tarefa para a qual a comunidade vocacionada
V-
Sugesto de prdica
O que segue a base de uma prdica - at certo pon to. dialogada - proferida nas comunidades da Parqu ia Evanglica de ltuporanga . SC, no ms de junho de i 981 :
1. ~'10 incio , apelei para os conhecimentos bblicos da comun idade , pedindo qu e citassem o nome de alguns profetas. Feito isto. coloquei duas perguntas que determinariam em traos gerais, toda a pregao :
a) o que faz o profeta?, b) existem profetas ainda hoj e? , se existem. quem so?
(Ne ste ponto ouvimos alguma s respostas da comunidade .)
A seguir , fiz a lei tura do texto.
2. Voltamos primeira pergunta : O que um profeta , o que ele
fa z? (Um membro da comunidade apontou para o V.1 O de nosso te xto)
O profeta arranca. derruba . destri , constri e planta ' Mas arranca e
derruba o qu? Aqui se torna necessria uma pequena exposio do
momento histrico no qual Jerem ias viveu :
-
191
190
derrubar a mentalidade egosta que tinha provocado toda
confuso:
ser instrumento na mo de Deus para construir um novo
mundo , d iferente. de fraternidade. igualdade e entendimento :
-
A esta altura ha condies para responder nos sa primeira perO que faz um profeta?
.
.
- Fala , no mundo . da vontade de Deu s que que r a igualdade a
Justia e o direito .
Diz aos homens o que certo e o que errado .
- . algum que Deus usa para se fazer ouvir e se fazer pres en te em meio ao mundo .
- Profetas so us ados por Deus la onde a vida enire o s homens anda mal.
,
Se no ha profetas hoje ento porque algum no esta cumprindo a sua tarefa. O mundo pr ecisa de profetas . A situao catica
como no tempo de Jeremias.
P elas. entao
a convivncia entre os homens hoJe e a melh or poss .1vel
- Deus no precisa dizer nada aos homen s vivemo
dadeiro paraso ;
s num ver-
VI -
Subsdios litrgicos
1 Confisso de pecdos: Pa i. ns somos a Igreja de teu Fi lho Jesus Cri sto no Brasi l. E. como tais . somos part1c1pantes da nova vida e da nova realidad e
que tu desle de presente aos homens atravs de Jesus. E temos tambm uma
ta ref a. A de levar adiante a sua mensagem de 1ida . de vida digna. a todos Reconhecemos. no enta:-ito. que falhamos como igreja . Somos Igreja que no
co11 segue cump ri r sua tarefa. Corno membros desta Igreja somos 1ndiv1dualis!as. Pensamos somente ern nossa dor e em nossos problemas Somos negligentes em rela o s necessidades de vida daqueles com os quais con vivemos . Ainda as;:;1m. permites que te chamemos de Pai . E. por isso. coni1 anres levamos a t1 nossa negligncia em relaco aos outros. nossas falhas como Igreja
e como comunidade e pedimos que as elimines de nosso meio. Tem piedade de
nos Senhor !
.
(Neste ponto algum interrompeu e dis se: as coisas no so
oem assim .)
.
De tato. as coisas no so bem assim. H mui ia coisa errada
Ha viuvas e pessoas idosas abanaonadas (as ilos): r1 criana s abandonadas (bas_ta ler JOrna.1s ou 1r a urna cidade mdia o u grande) : as licieranas estao corrompidas. o povo sofre. A titulo de exemp lo. pergunte i
a um apose nt ado pelo Funru ral quanto re cebia por m s, e comparei a
quantia com o sala rio de Z1co . Menc1one1 que o Governo brasi leiro desti na 12 ~0 de seu oramento para a fabricao de armas . e 3 % para a
educa ao. Talvez isso explique por que tantas de nossas crianas no
ensino confirmatrio so analfabetas. Ento perguntei [Link]
Isso est certo ou errado?
2 Oraco de coleta Pa i. pela tua palavra e:;tamos certos de tua prese nca em nosso meio. Sentimos isto com alegria profunda. A!egria por saber mos
que ralas conosco como fal aste com os discpulos . Alegria porqu e o privilegio
de tua comunho nos tambm acessvel . Que esta tua presena nos faa
c0;1::.c1en1es da d:di va e do compromisso que advm do fato de sermos teus i1lnos. Que ela nos mostre o papel que tu quer es que ns desempenhemos no
mun do . F:m nome de Jesus Cristo. Amm .
3. Assuntos cara a orao fina l. Deus nos desperte para nossa vocaco
proft ica que recebemos como Igreja: Deus este ia conosco em nossa tarefa de
procl amar ao mundo a sua vontade para a justia . a igualdade e o direi to: Deus
e::; te 1a com vivas e r!os abandonados e. mai:;. que elimine as causas do
aba~dono de vivas e r fos: Deu s nos d lidera nas justas que cumpram opaoe 1 aue lhe:- 101 dado por Deus. a saber, a promoo e a preservao da vida
acompanh8 toc1os os que iu tam por justia e direito: que venha o Reino de
Geus .
193
De ouiro lado. o prprio coniext o (veja Ili ) convida a urna reflex o sobre a crtica que esta dou tr ina Cn justifi co pela f provoc a.
seia oor par te de urna espiritua l1oaae oue coloca o peso no comport amento religioso do crente. seja po oarie de um ativismo que exige coerncia com a vida socia l.
9.1-5,31-10.4
II -
9.1-5;10.1-4
Wilhelm Bsemann
(v. Vol .V, pp.185-189)
III -
2.16-21
Kjell Nordstokke
I -
Consideraes iniciais
v ou . ...,om
R
Rrn 1. 16-1 7 e rn 3. ele forma as pedras angu iares elo en~inam
d
tf
::::>
, en 1o
a
JU~ 11caao pela fe. Nota-se , por exe mplo, que. somente no v. 16. dito
Ires vezes que o homem no : justifica do por obr 2 s da lei .
O texto
De outro lado temos, nos w.19-20, uma expresso muito orofund a da co~nunh~o con:i. Cristo na sua rnorie e ressurreio B e~ge !
chama este.::i ve rs:culos sumrna ac medulla cn rist1anism i" .
Corn um te xt o corno este , o pr egador tem a excelent e pos sibil idade de expor a doutrina da justiicao pela f sua comunioad e.
Urna prdica_ temtica poderia ser recomendada nos casos em que a
comunidade e, seguidas vezes , exportada a viver a f , mas rara mente
convidada a refletir sobre o fundamento da f e da relao entre lei e
Evangelho
Contexto e escopo
195
194
IV -
Consideraes exegticas
boas obras assim como a lei exige. , muito mais , a libertao da condenao e tambm da viso umbilical qual a lei leva (incurvatus in
se) Em vez disto. a justificao pela f proporciona uma vida [Link]
Deus. marcada por Cristo . por sua morte e ressu rreio . Esta 1de~t1f1cao total com Cristo no de've ser compreendida em ter mos m1s_t1 cos. mas antes como uma refe r ncia ao Batismo . Pois o Batismo nao
siqnifica simplesmente a justificao passiva do crente. mas tambm
o ponto de partida para o discipulado, a saber a vida com Cristo.
V.21: A introduo de ob ras da lei junto com a pregao de Cristo coisa muito grave : nada menos que anula r a graa de Deus e invalidar a morte de Cristo com elementos de uma justia prpria.
V -
A caminho da prdica
A problemtica da justificao pela f tem atualidade ainda hoje? Na documentao preparatria para a Assemblia Gera l da Federao Luterana Mundial , em Hel sinki (1963), foi colocada a pergun ta : Ser que o homem do sculo XX tambm atormentado pela procura de
cim Deus misericordioso? E. se no for . a justificao pela f dei xou de
rep re sentar uma resposta existencial angstia do homem moderno?
Devemos fazer a mesma pergunta em nossas comunida des
Parece-me que tambm hoje sentimos uma necessi dade de justificar
as nossas vidas , o nosso estilo de vida, a nossa posio social. a ~oss a
falta de engajamento em favor do prximo , etc. Esta nossa tendenc ia
oe q'.Je rer justif ic ar-nos no fei ta s perante a sociedade (coram ho:Ti!nibus) , ma s tambm perante Deus (coram Deo).
Parnce uma iron ia que . exatamente quando procuramos a justif1caao. eliminamos muitas vezes a prpria justia 1 Devemos com o
pregadores . cuidar para no cai r na mesma armadilha Mas: ao mesmo
tempo tambm necessrio subl inhar que. na linguagem b1bl1ca. a pa1avr1 1ustia s comp reensvel quando ligada a Deus e ao seu_Reino .
E o prprio Deus que d contedo justia e o termo just1f1caao pe la
i expressa a maneira em que ele vem ao nosso encontro com o seu
Re ino e a sua justia . e nos incorpora nesta realidade
Quando ns falamos de justia . referimo-nos normalmente aos
r>ossos an seios por uma sociedade mais justa. A justia que Deus nos
d em Cristo vai alm das nossas expectativas humanas. Isto, porq_ue
e!a dada na f e no conqu istada, e tambm porque seus frutos tem
ou1ra quaiidade do que a nossa imaginao pode criar . Acima de tudo.
;:, jus ti a de Deu s nos presenteia com as relaes certas - corn Deus
e com o prximo: assim, surgem relaes paternai s, filiais e fraternais .
onde an tes havia rebelio , escravido e explorao.
Numa sociedade onde as relaes dependem de produ~o e
u1 .:ioade . a pregao de ju stificao pela f uma linda expressao da
196
graa e misericrdia de Deus . E, num mundo re lig ioso no qual se propaga um dese nvolvimento ascendente, ao longo de uma escalada progressiva at ravs de exe rccios e prticas . mister lembrar que perant e
o justo permanecemos todos iguais : como devedores dependendo d2
sua graca .
2. Se na comunidade dos glatas havia pes soa s que corriam e
risco de " anular a graa de Deus '', devemos nos perguntar se hoje
tambm existe este perigo . Estaria acontecendo que alguma "lei " ou a
observnc ia de tal "lei " vem sendo colocada acima ou ao lado do sa crifcio de Cristo. como fundamento da salvao . " Lei '' no precisari a
necessariamente significar a observncia das leis cerimoniai s do AT.
mas outras condies s quais ligamos a nossa autenticidade crist .
Pode , por exemplo, ser um ativi smo que exige uma certa espiritua lidade , e que critica a doutrina da justificao pela f , arg umentando que ela leva a um falso sacramentalismo , a uma f ex opere operat o
que no deixa nada para a deciso do homem. Neste contexto. termos
como "converso " e " santificao " podem facilmente se tornar novo s
mandamentos de uma lei to violenta quanto a dos judastas
H mais um outro ativismo que pode , com a mesma veemnci a.
criticar a doutrina da justificao pela f . Este exige um engajamento
ativo do cristo na realidade poltica e social em que vive , e condena o
quietismo que passifica o cristo e o faz esquecer sua tarea de lutar
por um mundo justo. Aqu i a "lei " toma um rumo totalmente diferente .
mas no undo a conseqncia a me sma. A existncia cr ist dei xa de
se fundamentar exclusivamente na morte de Cristo e na graa de Deu s.
A prdica deveria mostrar como a comunidade tende a construi r novos sistemas de leis que tentam an ular a graa de Deu s.
3. No meio da proclamao da ju stificao pela f h a procla mao da identifica o vivencial do c risto com Cristo na sua morte e
ressurreio . neste ponto que resid e o argumento contra um quietismo irresponsvel, e tambm contra a acusao de que Cristo "mini stro do pecado". A iden tifica o portanto , no sentimental , nem imitairi a. mas parte da pr ega o e dos sacrmentos. onde Deu s na sua
graca nos incorpora ao seu Reino e, por mei o do seu Esprit o, nos equi pa oara se rmos discpulos e testemu nha s da sua ju stia
GI 5.22-23 menciona as virtudes do cristo, e no por acaso
que so chamados " fruto do Esprito " . Da mesma forma, temos . por
exemplo . em CI 3, a lista da vestimenta do novo homem que nasce no
Batismo imagem de Cristo .
Onde a justificao pela f proclamada , cabe tambm esta
pregao da ligao existencial entre o descansar na f e o " viver para
Deu s" que se d na vida comprometi da com Cristo.
197
VI -
Subsdios litrgicos
199
3 . 1-10
I -
. um pre1u1 zo em
termos de vida e experincia com Deus.
. 3. Tanto aqui. nos vv.4-5, quanto em 14.9, parece importa nte 0
re lacionamento
co nsc ien te entre apstolo e doen te . Em 14 .ga e
f o
d
.
doente vai ao encontro da cura. Aqui o apstolo estende a mo a um
doente que a recebe .sem ter esperado por ela . No acho bem elaborar
teorias sobre o relacionamento entre f e c ura. Acho melhor transm it ir
esperana a todos que dela preci sam.
4. A..fra~e de Pedro . " prata e ouro no tenho - mas. 0 que tenho . te dou . ~a um aspect? bem especial a esta histria. A expresso
auase solene prata e ouro certam ente quer dizer que no se tra ta de
uma questo particular , s deste momento . mas de uma caracterstica
gera l da Igreja crist: rep rese ntada pelos aps tol os Ela no vive possuindo e dando bens \pouc o an tes do nosso te xto, ela se apresenta como com unidade de pa rtilh a). mas c riando e salvando vida .
5. Haenchen lembra a viso messin ica de Isaas, " os coxos
saltaro como cervos .. ." (35 6)
II -
Contexto
III -
A cura
201
200
IV -
O coxo
V -
Onde no h cura
Perante um text o que canta l libertao, precisamos nos lembrar daqueles que no recebem cura. H curas - mas mesmo na s
igrejas dos crentes h casos sem soluo. H casos em que missi onrios chamam os doen tes : " Levanta-te . ve m c 1", e ele s no vm D
um a do r no corao para quem assiste. E h doentes que nem se comunicam com outros: no tm capacidade de se com un icar - e cont inuam sempre assim. O que fazer com este sofrimento? Oual ser o
sentido deste sofrer?
VI -
Subsdios litrgicos
nhor '
202
2. Orao de coleta: Deus , ao ouvir~os o Evangelho_. faze com que o fi o
da nossa realidade , das nossas preocupaoes. encoste no_110 das tua~ palavras
e assim se acenda a !uz e saibamos seguir a nossa caminhada. Amem .
3. Assuntos para a orao final: agrndecer por todos dons que Deus distribuiu no mundo e nas igrejas : pedir que cresa nas 1gre1as o dese10 de unirem
seus dons em beneficio daqueles necessitados que Deus tanto a~a: pedir que
se ~enha mais coragem e sabe_9or~a. na~ 1gre1as _para.estender a mao ao pov o~
faze-lo andar adulto livre , no 1:.sp1rtto ue Cnsto, pedir que os que parecem se.
inuteis e at ~bst cu,los na nossa caminhada , por defeitos fsicos e ment ais ou
pela idade que enrijece_ tenham o seu lugar cen_tral na comunidade e nos representem a porta para 0 verdadeiro Deus que nao cabe em nos.
4.1-16
Gnter Wolff
VII -
Bibliografia
I -
Texto e contexto
Podemos estruturar o texto da seguinte forma: Os vv.1-7 formam a primeira parte da histria. onde aparece a tenso social das
duas classes: agricultores e pastores; e os vv.8-16 formam a segunda
parte em que acontece o homicdio. a luta real contra os pasto res , os
quais so assassinados. Nesta segunda parte da histria acontece algo
interessante. Caim (agricultores), por causa do medo da vingana , tem
que abandonar a terra e fugir , tornando-se desta forma um marginal da
sociedade. E, por ter-se tornado marginal , aceito por Deus . O poderoso. para ser aceito por Deus, precisa despojar-se de seu poder e bens e
tornar-se igual aos outros. A aceitao por parte de Deus est no sina l
de proteo . O castigo , mesmo com a aceitao posterior de Deus.
continua valendo. Isto mostra que Deus se coloca claramente ao lado
do marginalizado.
Na primeira parte, Jav se identifica com os pastores , pois so
uma classe sem terra . Os pastores dependem da boa vontade dos donos da terra , dos agricultores, para poderem alimenta r seus rebanhos
nas terras no cultivadas . .Assim os pastores queriam ter terra , mas os
agricultores no cediam. Os agricultores possuam a terra, o que lhes
dava uma supremacia em relao aos pastores .Os pastores tinham de
usar a terra beira do deserto onde havia pouco pasto. Desta forma .
eram obrigados a manter o seu rebanho sempre reduzido , sem opo rtunidade de aument-lo, de modo que con tinuavam pobres.
Toda a histria da tomada da terra na Palestina teve como base
este problema de terra. Os pastores (classe sem terra) queriam terra.
f'Jo bastava apenas ocupar a terra, pois os seus proprietrios viviam
nas c idades. Por isso era necessrio vencer primeiro as cidades para
que pudessem ter acesso terra. Olhando os vv.17ss. , vemos que
Caim edificou uma cidade e tpdos os seus descendentes eram habitantes de cidades. por serem artfices. Apenas um (v.20) foi pai de uma famlia de pastores ; ele citado, porque destoa dos outros.
-~---
- -- --
204
205
H uma genea logia especial de [Link] no foi incluida na aenea logia oficia l porque ele era poderoso e um opressor A genealogia
de Ado . cap.5. leva at No e a genealogia deste leva at Abrao qu e
era pastor, pertencendo portanto classe dominada . ~ uma excluso
clara dos descendentes de Ca im. da lin hagem ac eita como oficia l.
O ttulo da histria poderia ser o v.2b. A hist ria conta a lu ta destas duas classes . sendo que para cont-la se personificou cada classe
num nome.
Po rtant o: vv .
1-7
8 - 16
a tenso social
assassinato. fuga. despoiamento e con seqente aceitao por Jav .
II -
Consideraes exegtico-meditativas
1. Primeira parte : vv. 1 - 7
207
206
a Abel. Por fora das circunstncias, ele obrigado a se tornar um homem sem terra. E isto, por outro lado, a sua salvao. Este texto mostra que o opressor. para ser aceito por Deus. precisa assumir de fato a
condio de oprimido. precisa identificar-se com este para ser protegido por Deus. Somente assim Deus olhar para ele como olhou para
Abel. quando aceitou a sua oferta. Neste sentido, Paulo Freire diz : "A
nica possibilidade que tem a pequena burguesia intelectual de dar a
sua contribuio ao movimento de libertao de ter a coragem de
suicidar-se, matar-se. para renascer como tr abalhador
revol'-Jcionrio . o que semelhantemente acontece aqui . Caim dei xa
de ser opressor e se torna igual aos que antes perseguia. Agora Caim
tambm est na periferia da sociedade e sofre marginalizao . E. nesta situao . ele aceito por Deu s (o sinal de prote o) , poi s tornou-se
um " Abel ", um oprimido, e a este Deus d apoio .
III -
A prdica
Se a comunidade for de cidade o pregador ter de usar exemplos da luta de classes na cidade. Se for da zona rural , ter de usar
exemplos da luta pela terra. Procur arei dar exemplos das du as situaes.
O conflito gerado pela m distribuio da terra no Brasil generalizado , no Sul e no Norte. H o conflito entre posseiros e latifundirios , h o xodo rural que impele o colono para a cidade (aqui os motivos so vrios: uns vendem po rque no vem futuro na lavoura, po is
no tm instruo para produzir e sobreviver num pequeno pedao de
terra: outros vendem porque esto end ivi dados : outros simplesmen te
procuram uma vida mai s fcil nas cidades ; outros. que so agregados
ou bias-frias , procuram fugir da explorao a que esto sujeitos e,
sem saber, entram noutra) . H ainda a expulso de colonos po r causa
da construo de barragens e o conf lito nas periferias das cidades por
causa dos loteamentos clandestinos. O triste de tudo isto que na realidade h terra sobrando. tanto no Sul quanto no Norte do Pa s. A estatstica diz:
Quanto tentativa de evitar a vingana com um castigo sete vezes maior , Deus mostra que no concorda com tal vingana , pois isto
seria usar as mesmas armas do opressor . Com este aviso. Deus dei xa
o alerta: preciso analisar para ver que o opressor mudou . Neste texto
acontece algo parecido com a mudana de Paulo : de perseguidor para igual e perseguido.
No v .9 Caim diz : "acaso sou tutor de meu irmo?" Em outras
palavras . ele quer dize r: eu no sou responsvel pelo que acontece
com meu irmo. Pobre pobre porque preguioso , se diria hoj e. Opatro da fbrica no quer saber como o empregado consegue viver com
um salrio mnimo . O patro se sente responsvel pelo que acontece
na fbrica : fora dela ele no se interessa . O interesse na fbrica em todo caso. no passa de interesse na produo. Para ele . impor ta que a
mo-de-obra que ele aluga por ms renda o mximo. Se o empregado
mora na favela , no problema seu . No v.9 Caim ainda mantm a men talidade de opresso r, e dali em diante o oprimido que ele matou o leva a
ser um igual a ele. A classe oprimida, mesmo perdendo a luta . fora o
opressor a se tornar um deles.
o v. 13 exp re ssa a dificuldade de Caim em aceitar a situao de
oprimido, que veio pelo cast igo . N<: luta de classes . o opressor somente cede pela presso das circunstancias impostas pelos oprimidos . O
patro s d aumento atravs da pr~sso _
d os empregados, ou q_uando
isto lhe traz vantagens . Assim lambem Caim_ so muda sob pre ss~o das
c ir cun st ncias que ele criou . O patro tambem criou as c1rcunstanc1~ s
que leva m os emp regado s a fazer gr eve. l~to mostr a que a conversao
dos op res sores s se d na luta , quando sao obr1~ados a ceaer. Caim
tambm foi obrigado a ceder diante das consequenc1as dos fatos _que
ele criou . Mesmo com dificuldade de aceitar a mudana que lhe foi imposta (ou que ele mesmo se imps pelos seus atos). ele se torna um
Minif ndio
Emoresa Rura l
Latifndio pt
Explorao
Latifndio pi
Dimenso
IMVEIS RURAIS
% sobre o total
1972
1978
72
67,3
4
3,7
24
29
0 ,01
RE A
% sobre o to tal
1972
12
10
1978
9
6
73
77
A luta pela terra faz mais vtimas a cada ano, sempre do_lado
dos oprimidos. Os ndios. a cada ano, perdem mais de seus territonos.
Os bias-frias so outro exemplo de expulsos da terra. Conforme o documento da CNBB " Igreja e Problemas da Terra ' . houve em 1979, apenas na regio do sul do Par, mais de 80 confl itos de terra e s no Maranho , 129 conflitos envolvendo milhares de pessoas .
.....
209
208
_A estatstica da distribuio da renda mostra o conflito que h
en t re ricos e pobres , pois 50 % dos mais pobres possuem 13,4 % da
re~da total . enquanto 1 % dos riqussimos possui 1 7 ,3 % da renija do
pais . l~to , porque 75 .3 % dos trabalhadores recebem apenas at 2 sal rios m1n 1mos.
Nisio tudo esta c laro que a luta de classes no Brasil est se re crudescendo . O ex-presidente Geise l afirma que no Brasil no h lugar
para a !uta de ciasses. Isto mentira . pois ela sempre existiu de fat o.
.
. A represso de "Caim " sobre " Abel " tambm se v nos gastos
aos pa1ses da Amrica Lat ina, que [Link] . em 1974 . oor pessoa.
5.127 d~lares para fins milita res. 30 dlares pEna educao. e 8 dlares
para saude.
Toda est a luta de classe j causou muitas mortes. desde a mo rtalid~d_e infantil por falta de recursos e subnutrio at assassinaws de
operarios em greve e nas prises sob tortura. Toda esta realidade cria
uma morte lenta mas certa de muitas pessoas da classe explorada.
alem de ser responsve l pela onda crescente da violncia dos assim
chamados marginais. Esses so apenas produto da opresso . da qual
tentam se defender sua maneira . So chamados de assaltantes e assassinos. mas esquece-se que os donos do poder fazem o mesmo. s
que de uma forma mais sut il e muito mais eficiente. rendendo milhes
para suas contas bancrias e investimentos no exterior e no pais Este s
"Cains " tm todo o apoio oficial (vide, por exemplo. Projeto Jari ... Jic a.
Codeara. liaipu. Transamaznica . etc.). O problema todo estrutural
os pequenos "Cains " . ns , apenas somos reflexos da estrutura em que
estamos inseridos. O que permanece que os oprimidos (Abel) forarao os opre ssores (Caim) a n o ter outra sada seno tornarem-se
iguais aos oprimidos. E isto requer a perda do poder e dos bens. qu e sero distribudos. Somente ento Deus os aceitar como seus filhos . o
fim da luta de ciasses trar o Re ino em sua forma plena.
7.
Esta opo vai possibilitar o qu? Vai possibilitar a nossa participao no Re ino de Deus (j , em parte . durante a luta)
IV -
Subsdios litrgicos
Analisar as causas da luta de classe que h entre Cain1 (agricultor) e Abel (pastor) por causa da diviso do trabalho.
A evoluo da luta com o assassinato de Abe l.
As conseq ncias do assassinato foram umB transfo rmao do
opressor em marginalizado .
Com a marginali zao veio a proteo de Deus .
Exemplo de luta de classes no Brasil. co nforme a situao da
comunidade , e as suas conseqncias.
A luta de c lasses um fato . Qual a nossa participao nesta luta? De que lado estamos, como cri stos? Ternos de fazer uma
opo.
V-
Bibliografia
211
louvor no s o os tessalonice nses. nem o sucesso de seu trabalho . O
louvor se dirige a Deus pela s grandes cousas que ele tem realizado entre os tessalonicenses.
O apstolo enal tece a ao de Deu s na comunidade:
a)
1 .2 -10
b)
c)
Bruno Gottwald
d)
1-
Texto
II -
Meditao
212
213
III -
Prdica
ca nem criticar a ao da comunidade hoje, apontando seus erros e falh~s. Deveria, isto sim, procurar articular a misso de Deus hoje na f ,
na obedincia e na esperana de seu povo, de sua Igreja . O texto convida para uma exposio positiva de como e quando acontece misso e
evangelizao na comunidade de Jesus Cristo - alis assuntos de
prioridade na IECLB.
IV -
Subsdios litrgicos
1. Confisso de culpa : Muito obr igado . Senhor, por este dia de descanso
e pela oportunidade que nos ds de nos reunirmos em teu nome. como tua C?munidade . Tu nos chamaste para sermos tua propriedade e, como tais . no~ das
o privilgio e a oportunidade de participarmos ativamente do plano salv1f1co
que tens para com os homens e com o mundo. Tu sabes. no entanto. Senhor,
quo pouco uso fazemos desta oportunidade. quo poucc:_ correspondemos
quilo que nos propomos ser. Presos em nossas preocupaoes pessoais . confiando apenas em nossas possibilidades e foras . resignados diante das d1f1culdades temos simplesmente Ignorado teu apelo insistente . Perdoa-nos. Senhor .
nosso~ fracassos . nossa falta de f e confiana . Perdoa-nos e d-nos a fora de
teu Santo Esprito para uma nova vida . Amm .
2. Orao de coleta : Multo obr igado. Senhor , porque sempre ests disposto a recomear conosco . Sempre cilocas tua i;onfiana em nos, mesmo
que tenhamos fracassado tantas vezes . E unicamente tua longanli;ildade que
devemos essa tua pacincia para conosco . Queremos ser teus d1sc1pulos . teus
servos, por Isso pedimos: equipa-nos para tal com tua palavra, toca-nos com
teu Santo Esprito para que , como tua Igreja e com nosso estilo de vida pessoal ,
testemunhemos tua verdade e teu amor para com os homens. Em nome de Jesus. nosso nico Senhor e Salvador. Amm .
3. Assuntos para a orao final: Que Deus desperte na comunidade a
conscincia de que somos raa eleita, sacerdcio real para " proclamarmos as
virtudes ... " (1 Pe 2.9); que Deus abenoe o trabalho da pregao da palavra em
nossa Igreja para que atravs dela possa nascer mais f, f operosa; qu~ essa
f nos liberte dos "dolos " aos quais estamos presos: superstio, ganancia .
mentalidade consumista e de lucro, sucesso, covardia . nos mesmos; que Deus
nos converta a si para que o sirvamos: que Deus nos torne sensveis para o sofrimento do outro: que Deus nos d fora e disposio para sofrermos em favo r
de sua causa, que sempre uma causa em favor do homem.
V -
Bibliografia
215
5 . 25-26 ;
6.1-3 , 7-10
Jrgen Denker
I -
Asociacin
que la 1mpaciencia
.
menta1
q ue , en ver d ad , no es mas
dei corazn por l'b
lo antes posible de la emocin molesta que causa la desgrac1 1 rarse
aq ue li a compas1on
que no es compasin verdadera sino una fo a aiena
.
tin t1va de ahuyentar dei alma propia la pena extrafia
. La otra 1rma 1ns
. que importa , es la compasin no sentimental pero productiv'a 1 un1ca
~a~e lo que quiere Yest dispuesta a compartir un sufrimiento ha~tque
l1m1te de sus fuerzas y an ms all de ese limite ." (Zweig , p.
) el
178
II -
Introduccin
ay que
e:r a~ amones adc1ones e~[Link] dei contexto de la carta , 0 son regias
g nera es que no 1cen re 1ac1on con el problema entre Pablo y lo G
tas? .
..
s alaEI problema se refleja en la comprensin dei v.25. Pone p bl
0
su nfasis en el "espiritu " o en el verbo?
en l y no traten de vivir en la ley . La posicin de KAI despus de PNEUMATI parece contradecir esta interpretacin, pero Pablo usa aqui una
forma retrica. repitindo la .palabra PNEUMATI , y de tal manera KAI es
colocado despus de su palabra de referencia. Consecuentemente la
prdica tendr que reflexionar como se expresa la diferencia entre la
vida en el espritu y la vida en la ley . Las siguientes exhortaciones describen esta nueva realidad de la vida en el espiritu contra la vida antigua en la ley.
?Cmo decidirse? Becker (p.74) dice que Pablo sigue su costumbre de poner algunas exhortaciones ai final de su carta y asi no se
debe interpretar estos versculos a la luz dei contexto de la carta . Por
eso prefiere la primera interpretacin . Yo no puedo convencerme de
que un lector. escuchando la palabra "espiritu " ai final de la epistola,
no la asociara en oposicin a "ley' '. Compare las oposiciones en 3.2:
?Recibistis el espritu por las obras de la ley o por la fe en le predicacin? (tambin 3,5; 3,13ss; 5, 18). Tambin la forma retrica me hace
pensar en una interpretacin a la luz de la oposicin "espritu-ley' '. La
clusula condicional tiene : verbo ms PNEUMATI , la clusula posterior : PNEUMATI ms verbo, enfatizndose la palabra espiritu por la repeticin y la palabra KAI, en forma postpuesta .
La vanagloria de la cual habla Pablo en el versculo siguiente
(5,26) tambin hace pensar en la oposicin espiritu-ley. La gloria est
relacionada con la exigencia de la ley de circuncidarse (v.13) . Pablo califica esta gloria de sus adversarios como vanagloria pues ella desconoce la naturaleza dei espritu de Cristo . Asi que podemos imaginamos
que los adversarios de Pablo se gloriaban de su condicin de estar circuncidados, cumpliendo de tal manera con las exigencias de la ley. Por
media de esta prdica los Glatas quedaban desafiados de dejarse circuncidar y de tal manera surgieron distinciones y envidias entre los que
participaron plenamente en la salvacin y aquellos que no gozaban de
la plena comunin pues les faltaba el requisito de circuncisin .
Si el cumplimiento de la ley, de las normas , es la base de la dignidad de una persona, comienzan las peleas. Pero el espiritu de Cristo
no es de pelea, sino de mansedumbre (6, 1). Pablo no rec haza el reprender el mal, sino destaca la base de tal procedimiento . Pues no se condena ai hermano por su falta a la ley , sino que se corrige ai hermano
porque no corresponde ai espritu dado por Cristo. No creo que Pablo
use aqui la palabra espirituales en un sentido irnico . EI espritu es la
norma que guia a los cristianos . As les recuerda de su propia condicin
de solidaridad con el hermano que haya faltado y en este mismo sentido finaliza este versculo.
EI espritu divino conduce a los cristianos a una conducta firme ,
pero no-agresiva. La insistencia en la ley produce agresividad . Pues la
217
216
por medio dei espiritu, y no por media de la ley como ensenan los adversarias .
A esta razn por la cual Pablo fundamenta su llamado a andar
en el espritu, agrega otra en v.7. Subraya la seriedad de sus exho:taciones con una alusin ai juicio final. Con su adhesin a la ley los Gaiatas en realidad resisten ai espritu divino. y para esta resistencia no hay
perdn (Lc 12, 1O) . Una tica que considera la ley como -~u punto de partida resiste ai espiritu y condena ai hombre a la corrupc1on . Esto es muy
lgico pues es el espiritu el que da la nueva vida, la vida en presencia
de Dios; y no la ley.
Hacer el bien - esto es hacer las obras que produce el espritu .
y espiritual es aquel que hace el bien . As no puede haber .~os principias : uno para la tica y otro para la experiencia de la sal~a.c1on . EI pr~n
cipio de la salvacin es el mismo como el de hacer , de la et1ca : el esp1ntu.
norma exige, impone, con ella se mide el rendimiento. As sucede tambin en las comunidades de Galacia, en las que la imposicin de la ley
lleva a la exigencia de rendir bien, a la envidia, a la agresividad de la
competencia religiosa. EI desprecio de los fariseos por los que no cumplen con toda la ley, por el AM-HA-AREZ, es un ejemplo de tal agresividad . EI espiritu de Cristo a su vez conduce a una conducta no-agresiva .
Asi la solidaridad con el hermano que haya sido sorprendido en alguna
falta corresponde ai espiritu de Cristo (6,2). Pues ella se pone en el ca
mino dei hermaho.
No s si el trmino "la ley de Cristo" es una consigna de los adversa rios de Pablo para los que la ley habia sido reformada por Cristo.
Para Pablo este trmino tiene de todos modos un significado muy diferente . En la experiencia dei espiritu de Dios, [Link]. en la oracin obrada
por el espiritu, la comunidad cristiana siente que tiene libre acceso a
Dios. Ouien puede acercarse a Dios es justo . As el problema de la justicia y la ley se soluciona por la participacin en el espritu de Cristo, el
resucitado . La ley de Cristo es la vida en el espritu . As entiendo el v.2:
la solidaridad con el hermano, sobrellevar las cargas, esta manera noagresiva de corregir ai hermano que faltare es expresin de la participacin en el espritu. AI fendo el v.2 no es sino una confirmacin de la
tesis en 5,25: Si tenemos vida en el espiritu, tambin en el espiritu debemos andar. Como en toda la carta, Pablo insiste en la unin entre salvacin y tica. En el espiritu de Cristo somos salvados y la conducta dei
Cristiano se realiza en este mismo espiritu . La imposicin de la ley significaria la negacin de la unin entre tica y salvacin y desembocar
en la negacinde la fuerza salvadora dei espiritu en pro de la ley como
fuerza salvadora. En cap. 3 Pablo lo dice con bastante nitidez.
EI versculo 3 tiene la misma funcin como el final dei v.1. Motiva la exhortacin en v.2. EI v.3 refleja la misma experiencia como Rm 2,
1?ss . Se puede jactarse de haber cumplicio con la ley, por ejemplo de
haberse circuncidado, y sin embargo ser infractor de la ley. La regia general a la que Pablo se refiere aqui - uno que quiere parecer ms de lo
que es - puede ser comprendida de manera especial en el conflicto
en las comunidades de Galacia: Si los Glatas piensan poder jactarse
de la ley que ahora les daria plena salvacin y justicia, se equivocan;
pues la ley los va a declarar infractores. No puede ser la ley el principio
de la nueva vida sino el espiritu de Cristo, el espiritu de mansedumbre.
De manera similar pueden interpretarse los versculos 4-6. No
s por qu tueron omitidos estas versculos . 5,6 normalmente es difcil
de interpretar en su contexto. Se puede entender este versculo en el
sentido de que [Link] tenga comunin con su instructor en todas las
cosas buenas. en este caso Pabto estaria fundamentando sus exhortaciones anteriores: Ten,gan participacin en la salvacin tal como yo,
III 1
Reflexin
Pablo habla de alguna falta en que el hermano fuere sorprendido . En los bar rios altos de Santiago de Chile son especialmente los problemas familiares y matrimoniales que ocupan toda la atencin de los
pastores; en los barrios marginales son los probl emas que se ong1nan
en la miseria y marginacin . No se puede negar que muchas veces estas problemas se deben a las estructuras en que las familias viven . aun
en los barrios altos en que la presin de mantener el status social . o la
facilidad de la vida suntuosa, producen fuertes tensiones en las fam ilias. En su comprensin dei pecado Pablo reconoce este aspecto. S1n
embargo l insiste en la responsabilidad personal de cada uno. La [Link] de liquidar esta paradoja fijndose nicamente en la responsa~ 1lidad de las estructuras o dei individuo es muy grande . La pred1cac1on
cristiana debe mantener esta tensin a la luz dei testimonio bblico. En
tal paradoja se pueden evitar los riesgos de la posicin de un moralista
que condena ai que haya faltado , o de la posicin de un ideal ista que
slo encuentra la culpa en las estructuras y nunca debe buscar el cambio personal. En tal tensin entre responsabilidad personal y colect1 va ,
se puede !legar a vivir en verdadera solidaridad , en espritu de mansedumbre , con el hermano que haya faltado . As lo sefiala el giro " no sea
que tu tambin seas tentado" .
En nuestras comunidades - por lo menos las urbanas __:_ pocas veces se da el caso de que un hermano sea "sorprend ido" en una
falta . Y muchas veces no tenemos que ver con una falta de un hermano
de la lglesia, sino de un contemporneo . As que la prdica :no necesita
fijarse en el pecado. EI texto mismo tampoco lo hace. Se fija ms bien
219
218
IV -
Subsdios litrgicos
V -
Bibliografia
221
49 . 1-6
49,1-6
Martin N. Dreher
. .
t dem a restringir a
f esvaziada do seu sentido pratico e os crentes en
d la Enatuao da comunidade ao campo espiritual; surge a mora 1 up do
d
uase sempre quan
fim manifestam-se os fenomenos observa os q
d des
'
.
c1ficos
que preocupavam naquela epoca,
comp11a do em forma de
_ exortao s comunidades, com o objetivo de orient-las e fortalec_e-las ~~
comunho . Tiago confronta-nos com o dia a dia da vida crista do P
meiro sculo.
8 3 13
(v . Vol.111, pp.130-140)
II -
5 . 13-16
1-
Exortao s comunidades
O texto
O nosso texto colocado j no fim do livrinho, aborda uma questo bem prtica: a do,ena e a sade do crente e da comun idade. e as
providncias que a comunidade deve tomar a respeito.
V.13: Sofre algum entre vs? Ele ore! Algum feliz? Ele cante
louvor!
V.14: Algum est doente e fraco? Chame os presbteros e eles
orem em seu favor, ungindo-o com leo , em nome do Senhor .
V.15 : E a orao na f salvar o enfraquec_ido e o Senhor o levantar ; e se ele tiver cometido pecados , ser-lhe-a perdoado .
V.16 : Confessai, ento, uns aos outros os pecados e orai un s
pelos outros, para que sejais curados .
Muito pode a splica do justo , quando poderosa .
III -
assuntos comunit-
Costumamos ver nossa sade ou doen a como assunto particular. o mesmo vale para a felicidade e sentimentos semelhan tes. Dizemos: "eu sou felz, eu sou triste , eu estou doente ". Se sofremos de algum mal, procuramos um especialista que , base de tcnicas aprendidas e numa relao de subordinao, trata o nosso corpo , a nossa alma ou a nossa mente .
222
223
IV -
tarefa da comunidade
Os pre sbteros mencionados no v.14 no eram pastores, especialistas teolgicos e poimnicos. Eram os lideres de f , crescidos dentro da comunid~d~- e indicad~s por ela . Correspondem aos presbteros.
presidentes, secretrios e tesoureiros que encontramos em nossas comunidades. No tempo de Tiago, a Teologia e a Poimnica ainda no se
tinham transformado numa arte esotrica e especializada. Com f,
compai xo e boa vontade os presbteros - que no eram nada mais
que membros dedicados e destacados - acompanhavam e consolaV1!.Q1 o doente no seu sofrimento. Naturalmente o fato aqui apontado
no vale como argumento contra uma formao especfica para o
aconselhamento de doentes e perturbados, que o pastor possa adqui rir. Nem significa que a visita a doentes , a orao por eles no seja
tambm tarefa do pastor. Bem ao contrrio . Mas realmente eficiente a
orao, a preocupao com o doente s ser, se crescer como fora
de dentro da comunidade e se nesta as pessoas carismticas neste
sentido forem motivadas e aproveitadas .
t JV'
i1
VI -
A igreja catlica considera o nosso texto (v. 14) como uma das
bases bblicas do sacramento da uno dos enfermos. difcil dizer at
que ponto os cristos primitivos davam algum significado sacramenta l
e simblico ao ato de passar leo no enfermo . No mundo judaico o leo
era conside rado portador de poderes especiais. Era usado nos ritos religiosos , na consagrao de sacerdotes , reis , santurios (por exemp lo ,
x ,29.7; 30.26 ; 1Sm 16.13). Era aplicado aos doentes (Me 6.13). O uso
teraputico do leo mencionado na parbola do bom samaritano (Lc
1C.34) . Os evangelhos relatam o episdio da uno de Jesus por um a
mulher (Me 14.3-9; Lc 7.36-50; Jo 12.1-8). A fora teraputica do leo
incontestada at hoje . Grande parte dos remdios e pomadas que compramos na farmcia contm leo de alguma espcie .
No me parece necessrio acentuar demais o significado sacramental do leo mencionado no v.14 . O que os presbteros lev~vam
cons igo, na visita ao doente , era remdio . Alm da f, qa orao , t razia-m algo bem concreto , material pra aliviar o sofrimento do doente e
promover a sua cura . E no s traziam, mas tambm aplicavam o remdio. No ficavam distantes, envolviam-se com o doente , tocavam-
225
224
no , passavam leo nele, davam-lhe remdio . Acho que nesse envolve rse, nesse tocar , nesse passar leo no doente est um dos segredos do
processo de cura . Quando uma criana est doente , a me (ou outra
pessoa em que a criana confia) tem que dar o remdio, e o fato de a
me o dar torna o remdio muito mais eficiente . A massagem para tratar uma contuso ou aliviar uma tenso tem que ser aplicada por outro
e no por si prprio . Quanto consolo, quanto al vio pode-se dar , segurando a mo de um moribundo! H poder de cura no contato fs ico at ravs do toque .
VII -
O doen te participa
O doente no nosso texto no meramente objeto de um processo teraputico despersonal izado e tcn ico (que muitas vezes encontramos na medicina moderna). Ele participa. Ele ora . ele chama os presbteros . expe o seu sofrimento, confessa os pecados, ouve confisso .
Surge assim um grupo ativo , cujo objetivo a cura , o auxilio ao irmo
que ~ofre . Encontramos associaes desse tipo tambm hoje: em comunidades de base , nas reunies de alcolicos annimos nas comunidades de doentes. Ser que grupos de OASE, de JE , de p;esbte ros podem formar 1ais conjuntos de pessoas?
VIII -
IX -
. _ Portanto, para conseguir e manter a sade , necessria a conf1 s ~ ao dos pecados. Mais uma vez destacado o carter " democrt ico '. e comunitrio deste ato. " Confessai os pecados uns aos outros e
orai un s pe los outros! ' (v.15) No h necessidade de pastor para qu e
possa ~c ontec er confisso .e pe rdo de pecados (mas a pre sena del e
pode a1uda r, desde que seia um bom animador). Um crente confessa
os se us pecados ao outro ou aos outros. Um pronuncia a palavra de
perdo pa ra o outro . Um intercede pelo outro perante Deus . Certamente no se trata de uma confisso gen rica do tipo "eu sou pecador, tu
s pecador , ns todos somos pecadores ". O ve rbo usado para designar o confessar, em grego, tem o prefi xo EX
para fora . Trata-se de
botar para fora, de maneira explicita e concreta , o que pesa na nossa
conscincia : as nossas fa lhas e er ros , o mal que fizemos e que se interpe nas rela es com o prximo; de descarregar a conscinc ia pa ra
livrar-se dos entraves comunho com Deus e com o prximo. Confessar os pecados e ora r um pelo outro um se rvio que os membros da
comunidade podem e devem presta r um ao outro em prol da sade.
X -
O nosso texto termina com uma afirmao conclusiva a respeito da fora da " orao do justo ". Que justo esse? O justo no out ro
seno o membro , o presbtero , a irm que visita os doen tes , t raz-lhes
remdio , ora com eles, ouve os seus pecados. Tiago mesmo aponta
nesta direo em 1.27 : "O culto puro e sem mcula a nosso Deus e Pai
este: visitar os rfos e as vivas nas sua s tr ibulaes e a si mesmo
guardar-se incontaminado do mundo. " A ora o do ju sto t raz a cur a?
Os pentecosta is acreditam que sim . Com toda nat uralidade ora m , nos
seus cultos , pelos enfermos, e com a mesma naturalidade ace itam a
cura como uma resposta de Deus sua orao insisten te (evi den temente , no falo aqui de exploradore s c arismt icos que p rometem cu ra
em t roca de d zimos ou " carns de sa lvao " ). Pastores da IECLB testemunham experincias de cura ap s a ora o . (J ornal Evan glico.
So Leopoldo , 2 quinzena maio. 198 1. p.6s) Que ganhamos se duvidamos e questionamos? Acho que devemos ter f no poder de Deus . NO
se trata, porm , de substituir mdico e medicina por oraes ou dinmica de grupo . Mas o mdico mais efici ente concordar que um ambien te de f , de am or, de ajuda e apoi o m tuos um poderoso ali ado na
rest itui o da sad e do doente . E onde es sa restituio no possve l,
tal ambiente tornar o sofrim ento , e at a mo rte, suportveis e fru tferos para a comunidade . A orao no cura ; mas temos um Sen hor poderoso que responde a nossas splicas e quer nos dar, na sua infin ita
graa, sade e salvao .
XI -
O que pregar?
1. Acho que a prtica que o texto nos prope deve se rvir de moti vao pa ra que a comuni dade desenvolva a sua prpria prt ica em
to rn o do assun to doe na e sade . A p rd ica no pode r instituir tai prt ica, ma s poder dar o prim eiro impulso. Sugiro uma p rdica exo rtativa,
mas que evi te glorificar o uso da comuni dade primit iva, opondo-o nossa omisso e inefic incia, susci ta ndo assim nada m ais que um senti-
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227
mento de culpa. Trata-se de recuperar, reavivar uma prtica que prpria da comunidade crist.
2. Eu colocaria a nfase teolgica no poder de Deus que quer
salvar-nos em corpo , alma e mente, mas quer fazer isso na comunidade, com o auxilio dos crentes.
3. O conte xto scio-econmico em que vivemos . causador de
tanto sofrimento e doena, deve ser abordado. Quando o acesso alimentao, aos servios de sade , se to rna proibitivo para a maior parte
da populao, o simples apontar para o poder de Deus pode pare cer
blasfmia . A ao em favor da sade deve transcender os limites estreitos da comunidade e atingir as estruturas sociais mais amplas .
4. Recursos para ilustrar a situao da sade do povo o pregador encontrar no caderno do CEDI , j mencionado. Mais exemplos
provavelmente poder acrescentar de sua prpria experincia. Em alguma parte do culto devero ser mencionados os doentes e sofredores
da comunidade . Onde h desinibio suficiente, pode-se pedir que os
membros presentes apontem e descrevam casos de doena e sofrimento .
5. Pode ser que a comunidade esteja insegura em relao
"orao pelos doentes", devido aos abusos - cura divina, benzeduras. despachos. magias - presentes no nosso ambiente . Acho que .
neste caso, a sobriedade com que o nosso te xto aborda a orao pelos
enfermos , com uno e confisso de pecados, sem ingredientes mgicos , pode ser uma ajuda. Deus no deu a cura aos benzedores , carismticos e charlates . mas a realiza com a sua comunidade de f e no
meio dela.
XII -
Subsdios litrgicos
1. Confisso de pecados: Deus Todo-poderoso. nosso Senhor : Chegamos a ti desnorteados e de corao aflito. H doena e sofrimento no nosso
meio. e no sabemos enfrent-los com o teu poder. Trezentas mil criancinha s
morrem no nosso pas. a cada ano , por falta de alimentao e condies de vida. Milhes clamam por assistncia mdica e acompanhamento na doena .
Outros so ludibriados por benzedores e charlates. Nas ruas tropeamos nos
mendigos e desempregados. nossos irmos. Milhares de colonos pedem t er ra
para , com o seu trabalho, [Link] alimentar as suas famlias . Como podemos
ajudar. Senhor? Queremos aiudar? Nos hosp1ta1s , nos asilos. os doentes , os velhos anseiam por um sinal de amor . Tambm o nosso vizinho est doente. O
nosso egosmo mantm uma sociedade que obriga a maioria ao sofrimento e
doena. Temos boa vontade de ajudar, mas como? Estamos de conscincia pesada diante da nossa omisso e impotncia e suplicamos: Tem piedade de ns.
Senhor!
2. orao de coleta : Senhor, Deus fiel e misericordioso. Queres a felicidade e o bem-estar de todos os homens. Preparaste para todo,5 os teus filhos vi-
da plena . Proporcionaste sade e salvao ~[Link] cada um de ns. por mera graa, sem mrito nosso. D-nos hoje o teu Esp1r1to Santo . para que nos guie e nos
ensine a aproveitar. em comunho com todos os homens. os dons que em Jesus Cristo recebemos de ti. Amm.
3. Assuntos para a orao final : agrade::::imento pela sade que_temos. e
pelo sofrimento tambm. que nos leva a lembrar-nos da nossa cond1ao humana: a cura dos doentes da comunidade : os grupos de v1s1ta de doente_s. P'.3-ra
que tenham poder: os mdicos e ho~pitais , para que_ sirvam realmente a saude
e no ganncia ; os ministros da Saude e da Prev1denc1a , para que usem o seu
poder em favor da sade e no para fins ele1tore1ros : a soc1~dade, para que
possa renovar-se : a comunidade . para que cresa em comunhao e poder de cura .
229
7.29-31
7,29-32a
Werner Fuchs
(v . Vol . li , pp. 46-51)
29 . 1 , 4-7 , 10-14
29,1 . 4-14a
Vitor Westhelle
(v . Vol . Ili, pp . 48-61)
E. Lohse no seu comentrio ao Apoca lipse de Joo traz di versos exemplos de como este livro foi interpretado ao longo da histri a.
No podemos. aqui , analisar essas diversas maneiras de inte rp retao . No esprito de PROCLAMAR LIBERTAO uma ten tativa de le itu ra
a pa rt ir dos oprimidos parece ser a mais promi ssora.
2 . 8 - 11
Ervi no Schmidt
1-
Preliminares
O Apocalipse de Joo , para muitos, um livro bastante estranho . Com freqncia deixado de lado como se no servisse para 0
nosso tempo . Encontra-se dificuldade com as vises e com os smbolos. De fato , do comeo at o fim, h uma profuso de smbolos, nmeros e vises . Ser que tudo isso no est alienado da realidade na qual
vivemos? Quem sabe, a sada mesmo deixar este livro para as seitas?
II -
Contexto
231
230
se encontram o louvor (este falta em rel ao a Sardes e Laod ic ia) e a
repreenso, "tenho, porm , contra ti ... " (esta falta no caso de Esmirna
e Filadlfia). Segue um convite para o ar rependimento e o anncio do
juzo . A exortao para o ouvir e a promisso para os que perman ecem
fiis finalizam as cartas . Quanto s comunidades, Mesters as caracteriza assim : So "do tipo das que hoje vivem numa situao mui to semelhante: perseguidas, contestadas , sofridas, fracas, cheias de problemas e tenses internas , com gente pobre e oprimida , sem gabarito ...
So sete pequenas comunidades , perdidas no mar da vida e no mundo
da histria, que procuram agentar firmes , apesar do vento contrrio e
apesar das prprias fraquezas ." (Mesters, p.33)
III -
Observaes exegticas
232
233
dez dias " . ~durao dos temp?s difceis ser determinada por Cristo
to que o Senhor
mesmo. o od10 humano eodera_ provocar o SOf(
permitir . [Link] alentador. EMERON DEKA, em to~;;~~aso, designa um
curto penado .
Expressamos a mesma convico quando cantamos:
"Todo o tormento
e sofrimento,
toda a desgraa
da terra passa .''
"Tereis tribulao de dez dias". dio e pe
. a- no tero a
1
t d " -f
. .
rsegu1 0
u t1ma palavra! Por 1s~o ~ o, se 1e 1ate a morte ". Esta fidelidade tem
h
a tua tribulao seu fundamento na f1del1dade daquele que diz . .
- ,,
d
,.
d
con e 0
~. 1eDqO_ue_promete ar La h cor~a a vida". Com toda a certeza , ele a
ara .
SO . Co~forme . se , coroa da vida" no a coroa conferida em compet1oes esportivas ou ~ara honrar homens que se fizeram
merecedores por um ou outro motivo. Aqui se m f t urna concep
d
f ..
an1 es a
_ . d .
ao JU a1ca, segun o a qua 1os 1e1s sero ornados com uma coroa luminosa , reluzente (cf. 3.11 ; 4.4, 1O; 12.1; 14.14). Os fiis recebem a ddiva da vida plena . ''O vencedor de nenhum mod
f
dano da sed
.. (
)p
t
o so rera
gun a morte. v.11 e 1a mor e c_omo final da vida terrena todos prec isam passar , mas os vencedores tem parte na vida eterna.
Essas ltimas afirma_es nos so um tanto estranhas . Dissemos [Link] o Apocalipse ~e Joao quer ser mensagem de esperana para
o aqui e agora. _Mas ~ao se aponta, no final do nosso trecho. para a
eternidade no alem? Ai surge uma grande dificuldade de interpretao .
P~re~e-me que soment~ sairemos ~ela se observarmos que eternidade
n~o ~ um co~.ce.1to da f1s1ca , mas e _um conceito religioso . Eternidade
nao e tempo 11im1tado, [Link] a d1men~ao divina que envolve 0 que conhec~mos por t~mpo . ~t~rn1dade tambem no um espao , mas a dimensao da plerntude d1v1na . Dessa forma, podemos relacionar 0 Eterno
com nossa vivncia diria, com o nosso compromisso histrico Quem
espera n~ convico _de no passar pela segunda morte , ou seja , quem
espera nao ser exclu1do da eternidade remetido para a vida . o lema
dos que contam com a eternidade ~.Deus, no fuga do mundo mas
servio ao prximo, solidariedade, sofrer solidrio. Isto tudo acontece
na convico de que h um alvo colocado por Deus para os homens ,
para a histria da humanidade . Vir o dia em que Deus ser "tudo em
todos" (1 Co 15.28) .
IV -
.
O Apocalipse de Joo foi dirigido "s sete igrejas que esto na
Asia" (1.4). Mas hoje comunidades vivem situaes muito semelhantes
s descritas no ltimo livro da Bblia. Contesta-se amplamente a viso
V-
Tarefa da prdica
A mensagem de consolo que perpassa toda a percope Ap 2.811 deve ser levada de maneira insofismvel aos membros das nossas
comunidades. Tudo, porm , o que for dito tem um cent ro: Jesus Cristo .
Nele est a fidelidade que possibilita sermos fiis at o fim . a partir
dele que nada precisamos temer. nele que est ancorado o " no temas as cousas que tens de sofrer" (v.10). No mais , no se pode fomentar, direta ou indiretamente , uma fuga para um alm distante .
no compromisso com o irmo . no sofrimen to solidrio, que se
tem parte na eternidade, que no se sofrer " dano da segunda morte ".
E, por fim, preciso ter cuidado especial com interpretao do to
conhecido e to abusado versculo "s fiel at morte, e dar-te-ei a coroa da vida ''.
234
VI -
Subsdios litrgicos
1. ~onfisso de pecados: Senho r. tu no buscaste o poder, tu no procuraste a riqueza, tu no visaste aplauso. Tu te tornaste homem . Senhor , consta~temente esquecemos isso. Buscamos honra e glria . Nem notamos que te
tra1mos, ao abandonarmos o irmo sua prpria sorte . Perdoa-nos. Sen hor . Fugimos do compromisso com tua causa. Temos medo . Medo de sermos perseguidos. Tem piedade de ns, Senhor!
2. Orao de coleta : Deus, nosso Pai. tu queres falar conosco . Ns queremos te ~uv1r. Fortalece a nossa f . Renova em ns a certeza que teus pensamentos sao de paz e que tu amas toda a tua criao . Amm .
A Velhice . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. .
Celebrao da Santa Ceia (Lc 24.13-35) ............... .. ...... .. ... .
Confirmao (Fp 3.12-16) .. .... .... .. .. ... .... .. ..... ............ .........
Culto em poca de eleio (I Sm 11.1-15) ...........................
Dia de Aes de Graas (Gn 8.15-22) .................................
Dia de Aes de Graas (Jo 4.31-38) ... ........................ . ......
Dia de Aes de Graas (Ec 3.1-8) ....................................
Dia da Colheita (2 Co 9.6-15) ....... .... ... ............. ..................
Dia do Colono (Gn 2.4b-15) .......... ..... ......... ... .. ..... ... .... ......
Dia da Independncia (1Pe2.1.3-17) .. ... ........... . .................
Dia da Independncia (1Tm2.1-4) ......... .. .......... ... ....... .....
Dia da Independncia (Me 12.13-17) ............. .. ........ .. ... ... ...
Dia da Independncia (Hb 13.12-16) .... ........... .............. .....
Dia da Independncia (Mt 6.9-13) ................................... ..
Dia da Reforma (Gl 5.1-11) .......................... .......... ..........
Dia da Reforma (Jo .8.31-36) ......... ...... .... .......... ....... ... ... ...
Dia da Reforma (Rm 3.19-28) ..... ........................ .. ........... .
Dia da Reforma (Mt 5.1-10) ..............................................
Dia da Reforma (Ap 14.6-7) ............... ... ............. ...... ... ... ...
Dia da Reforma (Mt 10.26b-33) ........... ......... :..... ....... ... . ....
Dia do Trabalhador (Dt 5.12-15) .......... ... ..... ..... ... .............
Dia do Trabalhador (2 Ts 3.6-13 ) .. .. .. .. ............ ......... ... ..... ..
Dia do Trabalho (1Co7.29-32a) ..... ..... ..... .... ..... .... ...... .. .. ..
Dia do Trabalho (Ez34.1-2,(3-9), 10-16,31) .............. ...... ... ..
poca da Paixo I (Is 55.6-7) ........................................ ....
poca da Paixo II ( Mt 26.36-46) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
poca da Paixo III (Sl 130.4) ................................ .... ... ...
poca da Paixo IV (Mt 11.28-30) .. ...... .................... .. ...... .
Meditao sobre o tema "Terra" - I: Terra na nova sociedade (At4.32-37) .... ............................ ..................... ....... .
Meditao sobre o tema ''Terra'' - II: Terra para todos . . .
Proclamar Libertao I - Aspecto Poltico (Lc 4.14-21) .. ...
Proclamar Libertao II - Aspecto Eclesial ( 1 Pe 2.15-17)
Proclamar Libertao III - Aspecto Individual (Lc 4.1421) ..... .............................................. ..................... ...... ...
VII -
Bibliografia
BARTH , ~ . K_irchlicheDogmatik. Vol.111/3. Zrich , 1961 . - BONHOEFFER , D. Discipulado. So Leopoldo , 1981. - LOHSE , E. Die [Link] des Johannes . ln : Das Neue Testament D eutsch. Vol.11 .
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_I
VI
VI
II
V
I
II
VI
V
V
I
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III
V
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I
II
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IV
V
VI
III
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VI
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V
V
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VI
VI
236
237
VII
VI
II
xodo 33.18-23
xodo 34.4b-10.
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V
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VII
I
III
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II
I
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III
VI
VI
.................................................. .. .. .....
VII
III
II
VI
1Samuel2.1-10
1Samuel2.1-10 . ...... ..... .
1 Samuel ll.1-15 .............................................................. .
II
VII
Daniel 5.1-30 .. ...... ....................... .... ... ....... ...... ........ ....... .
III
VII
VI
VI
Nmeros 21.4-9
III
VII
Deuteronmio 5.12-15
Deuteronmio 7.6-l 2
,Josu 1.1-9
Josu 24.1-2~:~3~25
VII
VI
2 Reis 5.l-19a
Salmo 130.4
Eclesiastes 3.1-8
Isaas 2.1-5
Is'
aias 517
. - ................ .
Isaas 6.1-13
Isa~as 9.1-6 .. :: : ::::::: :: :: :: ::::::: :: ::
Isa1as 29.18-24
Isaas 30. ( 8-14 )
0
iii."i7.
...
III
VI
VI
VII
VI
V
III
VI
II
III
II
VII
VI
II
III
VII
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IV
IV
II
II
VI
IV
IV
IV
VI
IV
II
VI
III
VI
IV
II
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239
Mateus 13.44-46 ... .. ................. .... ... .... .. ..... . .... .. .. .. .. ......... .
Mateus 14.22-33 ... ....... .. ... ... ............ ...... ......... .. .. .... .. ...... .. .
Mateus 16.13-20
Mateus 18.15-20
Mateus 19.16-26
Mateus 20.1-16a
Mateus 21.1-9 ... .. ....... . ... .
Mateus 21.14-17
Mateus 21.28-32
~:~:~:;;:!~~!
II
VI
II
II
II
IV
III
II
VI
IV
IV
II
Mateus 25.31-46 . . . . . . . . . . . . . . . .
Mateus 26.36-46
Mateus 28.1-10 .................. ..
Marcos 1.32-39 ........... .
Marcos 1.40-45
Marcos 3.31-35 .. .
Marcos 4.26-29
Marcos 7.31-37
Marcos 9.17-29 :
Marcos 9.43-48 .. .. .
Marcos 12.13-17 ... ...... .. .. . ... .. .. .................. ...... .... .
Marcos 12.41-44 ........ . .. .... .... . .
Marcos 14.3-9. .. .... ............. . .
Marcos 14.11-26
.... ........ ..... ... ............. ... ... . .
Marcos 16.1-8
Marcos 16.14-20.
::::::::::::::::::::::::::::
Lucas 1.26-33(34-37) 38 .
Lucas 1.46-55
Lucas 1.67-79
Lucas 2.1-14
Lucas 2.1-20
ucas 2.1-20 ...... ... .... .. ... . ..... ....... .......... :::::::::: :::::::::::::::::
Lucas 3.1-9 ... ..... ....... ..... ... .... ...... ... .
L ucas 3.1-14 .. ... .. . ..
VI
IV
IV
II
IV
VI
VI
VI
VI
VI
VI
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VI
II
III
I
VI
VI
IV
IV
VI
V
V
I
III
IV
V
VI
VI
Lucas 4.14-21 .. ... ..... ................. ... ... .... ......... ... .......... .... ... .
Lucas 5.1-11 .. ........................ ... ......... .... ... ... .. ... ..... ......... .
Lucas 6.36-42 ... ............... .. ................... .......... ... ..... ... .. .... .
Lucas 7.11-17 ........ ..................... ......... ..... .. ..... ...... ... .. ..... .
Lucas 10.21-24 ......... ........... ... .. ....... ........... .... ......... . ... .. .. .
Lucas 10.38-42 .................. ............. ...... ... ........ ....... ... .. .... .
Lucas 11.5-13 ........... ............. ............... ......... .. ............ .... .
Lucas 11.14-23 ................ .............. ...... .. ....... ... ........ . ... .. .. .
Lucas 12.35-40 ... ........ .... ......... ... ... .. ..... ... .. ........ .... .......... .
Lucas 12.41-48 ... ............ .......... .......... ..... .. ... ..... .... .......... .
Lucas 14.15-24 ... .. .. .................... ....... ... ...... .... ..... ..... ...... . .
Lucas 15.1-3, 11-32 .... .......... .. ........ .. ...... .... ... .................. .. .
Lucas 15.1-10 .............. .. ........... ............ ..... ............ ... ..... .. .
Lucas 16.1-9 ............ .......... ...... ...................... ..... ..... . .... .. .
Lucas 16.19-31 ... ... ... .... .. .... ........... .... ....... ....... ............. .. . .
Lucas 17.7-10 ...... ........ .. ... .... ............... .... ..... .. ... ..... .... ... .. .
Lucas 17.11-19 ............ ......... .. ... ....................... ... .... ... .... . .
Lucas 17.20-35 ............ .. ............ .. .... ....... ... .... ........ .... .. .... .
Lucas 18.9-14 ...... ... ..... ........... ...... ..... ............ .................. .
Lucas 18.18-30 .......................... ............. ... ........ ... ........ ... .
Lucas 19.1-10 .............. .. ........ .... ...... ................ ... ... .... ...... .
Lucas 19.41-48 ........... ....... .. ........... ...... .... ............ ... .. ..... . .
Lucas 21.25-36 ..... ...... .. ...... .. ..... .............. ... ..................... .
Lucas 23.33-49 .................................. .... ......... ... ....... . ...... .
Lucas 24.1-12 .. .... ....... ....... .. .... ..... .... ........... .... ... .... .. .... .. . .
Lucas 24.13-35 ....... .. .. .. ... ....... .. ........ ... ..... ....... ...... .. .. ... ... .
Joo 2.13-22 .................................... ............. ...... .... ..... ... . .
Joo 4.31-38 .... . ...... ..... .......... ............. .... ..... ....... .... .... .... . .
Joo 5.39-47 ......... .. .. .... ........... .. .. ........ ....... ... .. ... ... .... .. ... . .
Joo 6.1-15 .... .. ...... .. ..... ....... .......... .... .......... ... .......... ... ... .
Joo 6.37-40(41-43), 44 .. .. ....... ... ..... ..... .... ..... .. ... ... ...... ... ... .
Joo 7.37-39 ....... .................. .. ... ...... .... .. ..... .. .... ....... .. ...... .
Joo 8.31-36 .............. ... .... ... ........ ... ... ................. .... ..... ... . .
Joo 10.1-5,27-30 .......... ... ... .......................................... .. . .
Joo 10.11-16 .......... ......... ... .. .. .......................... ...... ........ .
Joo 11.1,3,17-27 ........... ....... ..... ......... .... ... ......... ............. .
Joo 14.1-12 ......... .. .. ......... .. .... ..... ...... ... ..... .. .. ... .. .... ... ... .. .
Joo 14.23-27 -
Joo 16.5-15 ....................... ... ..... ..... ........... ... .. .. ... ....... .... .
Joo 16.16-23a ...... ...... ....... ............. .. ... ... ... .......... ...... ..... .
Joo 16.16,20-23a ... ... ................ ........ .. ............................ .
Joo 16.22-28 .. ...... ..... ..... ... .. ........ .......... .. ......... ...... ... ..... .
Joo 17.9-19 .. ................. .. ...... ...... .. .. .... .... .. .. .. ... .............. .
Joo 19.16-30 ................... .... .. .. ... ..... ... .......... .... ... .... ..... .. .
VI
IV
IV
IV
II
VI
VI
VI
III
VI
IV
VI
IV
IV
IV
VI
IV
V
IV
IV
II
IV
III
VI
II
VI
VI
II
VI
IV
II
VI
II
II
IV
II
II
IV
IV
IV
VI
IV
IV
IV
240
241
Atos 2.36-41 .... .. .......... ....... .... ... ... ..... ...... .... ... ..... ............ .
Atos 3.1-10 ......... ...... . .. ...... .. ..... . .... . ....... .
III
VII
Atos 6.1-7 .... ........ .. ... ... ...... ... ... ..... ..... ...... .... ............ .. .. ... .
Atos 16.23-34
Atos 17.16-34
III
Atos 4.32-37
.............................. : ...... .............
..... .... ...... ....
Romanos 3.19-28
Romanos 5.1-11 ........ . ... . .. ........ .. .. ......... ........................ .. .
Romanos 6.19-23
Romanos 8.1-11 ......................... .
Romanos 8.12-17
.... ..........
VII
I
III
V
V
I
V
V
V
III
I
V
V
IV
III
1Corntios1.4-9 ........... .
1Corntios1.23-31
....... .. .. ..
V
V
VII
VII
IV
1Corintios7.29-32a
1Corntios10.1-13
1Corntios10.16-17... ...... ........ . ...... . ... ......... .... ...... .......... . . .
C orntios11.23-29
..
11 Cor
ntios12.3lb-13:i3
..... ........ .. ....... .... ....... .... .... . ... .. .... . .
II
V
VII
V
V
VII
III
I
V
III
V
VII
III
I
VII
V
V
Glatas 2.16-21 ... .......... ..... .... ................. .. .. .. ...... ..... ... .... .
Glatas 5.1-11 .... .......... .. .. . ... ... ........... ..... .. .. .. .... .............. .
Glatas 5.25-26; 6.1-3,7-10 ... ........ .... ................... . .. .... ....... .
VII
Efsios 1.3-14 .......... ... ........... ... .... ....... . ... .. .. ... .. .. .... .. ...... .
Efsios 3.14-21 .. ....... . .. . ..... . ... ..... . .. ............ .. ....... ...... ...... . .
Efsios 4.1-6 ...... ......... ...... ............ ...... .. .... ...... . ... ... .. ....... .
Efsios 4.20-32 ............................... . ... ... .. .. ......... . .. .. .. ... ... .
Efsios 5.1-9 ................ .. ......... . ... ...... .......... .............. . .. ... .
Efsios 5.9-14 .......... .. ........ . ... .. ... . . .. ...... ..... .... ... . ....... ... ... .
Efsios 5.15-21 .. .. ... ..... ......... .. .. ........ ...... . ......... . ....... ....... .
III
VII
Colossenses 1.15-23 .... ........... ... ... .. ........ . .. .... ..... .. ... ..... .. .. .
Colossenses 3.1-4 ... ... ........... ... ..... .... ........... ............. ... .... .
Colossenses 3.12-17 . .. ... ... ..... .... .. .... .... ......... .... .... ......... ... .
Colossenses 4.2-6 ... ..... . .. ......... .. .. ... ......... . .. ..... .. .. .. .. ....... . .
VII
V
V
V
V
III
V
VII
V
V
II
I
III
V
V
VII
III
1Timteo1.12-17 ... .............. ...... ...... .......... ... .. ......... ... .... .
1Timteo2.1-4 .. ...... ... .. ........... .... ...... .. .... . . .... ...... ... . .. ..... .
1 Timteo [Link]-16 ....... . .. ... .. .. ... ......... . .. ....... .. .......... .. . .. .. .
III
II
IV
Tito 2 .11-14 .. ..... ... .. . .. .. ....... ... ....... . ... .. .. ...... .... . .. . .. .... .. . . ... .
Tito 3.4-7 ......... . .. .. .... ....... .. .. .... .. ... .. .. . .... .. .. ...... ...... .... ..... .
II
IV
Hebreus 9.15, 24-28 ... . .... . .. ... .............. .. ..... ...... ........ .. .. .... . .
Hebreus 10.19-25 ... . . ... . ... ... .. .......... . .. .. ..... .... ..... ...... .... .. .. ..
Hebreus 13.12-16 . .. ... ....... .. .... ... . ..... ........ .. ... .. .... ....... .. . .. .. .
III
II
242
Tiago 2.14-24
Tiago 5.13-16 ................................... .
~ ::~~~ ;:~~9
................................................................... .
III
VII
III
10
1 Pedro 2.13-1
. .. . ........ .......... ........ ...... ............ .
1Pe dro2.15-1 7 . ...............
I
I
7 . .. . ... ... . .. . . .
1 P edro 2 .21b-25
VI
V
V
V
1 Ped r o 3.8-17
1 P edro5.1-5
1 Pedro 5 . 5b-~~- .....
III
III
2Pedro1.3-11
1Joo2.21-25
1 Joo 3.1-3 ...
1 Joo 3.18-24
1Joo4.7-16
1Joo4.16b-2;
1Joo5.1-5
Apocalipse 1.4-8
Apocalipse 1.9-lB
Apocalipse 2.8-11 .................................................... ...... .. .
Apocalipse 3.7-13
Apocalipse 4.1-8 ........ . ...... ......... .. ... .. ......... . ... ... .
ApocalipS'e 5.1-14. ... .. ... ...... ....... .......................... .
Apocalipse 7.9-17
Apocalipse 14.6-7 .. ...... .... ... ...... ..... .... .......... .... ....... ........ . .
Apocalipse 19.11-~6 .
VII
VII
III
V
V
V
VII
VII
VII
II
I
VII
III
V
III
_i
-244
[Link] Malschitzky, Pastor R egional , c.p. 70 , 85900 Tol edo.
PR
P. Ulrico Meyer, c .p . 7, 85960 Mal. Cndido Rondon, PR
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