GUIA TCNICO
AMBIENTAL
DA INDSTRIA
DE ROCHAS
ORNAMENTAIS
GUIA TCNICO
AMBIENTAL
DA INDSTRIA
DE ROCHAS
ORNAMENTAIS
Parceiros:
Bellas Pedras
FICHA TCNICA
REALIZAO
FUNDAO ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE FEAM
Diogo Soares de Melo Franco - Presidente
Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento
Antnio Henrique dos Santos - Diretor
Gerncia de Produo Sustentvel
Antnio Augusto Melo Malard - Gerente
Haylton Ary Novaes
Joo Batista Nunes Nogueira
Luciano Jos de Arajo
Nagib Galdino Facury
Rozni Maria Rocha de Azevedo
Diretores-secretrios (Diretoria Executiva)
Cludio Arnaldo Lambertucci 1 Diretor-Secretrio
Jos Maria Meireles Junqueira 2 Diretor-Secretrio
Marco Antnio Soares da Cunha Castello Branco 3 Diretor-Secretrio
FEDERAO DAS INDSTRIAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS FIEMG
Presidente (Diretoria Executiva)
Olavo Machado Junior - Presidente
Vice-presidentes (Diretoria Executiva)
Aguinaldo Diniz Filho
Alberto Jos Salum
Carlos Mrio de Moraes
Edwaldo Almada de Abreu
Flvio Roscoe Nogueira
Jos Batista de Oliveira
Jos Fernando Coura
Lincoln Gonalves Fernandes
Luiz Fernando Pires
Petrnio Machado Zica
Romeu Scarioli
Ricardo Vinhas Corra da Silva
Teodomiro Diniz Camargos
Valentino Rizzioli
Vicente de Paula Aleixo Dias
Vice-presidentes Regional (Diretoria Executiva)
Adauto Marques Batista
Adson Marinho
Afonso Gonzaga
Everton Magalhes Siqueira
Francisco Jos Campolina Martins Nogueira
Diretor Financeiro (Diretoria Executiva)
Edson Gonalves de Sales 1 Diretor Financeiro
Bruno Melo Lima - 2 Diretor Financeiro
Rmulo Rodrigues Rocha 3 Diretor Financeiro
Diretoria
Alba Lima Pereira Diretora
Amadeus Antnio de Souza Diretor
Andr Luiz Martins Gesualdi Diretor
Antnio Eduardo Baggio Diretor
Carlos Alberto Homem Diretor
Eduardo Caram Patrus Diretor
Everton Magalhes Siqueira Diretor
Francisco Srgio Silvestre Diretor
Jeferson Bachour Coelho Diretor
Jos Roberto Schincariol Diretor
Leomar Pereira Delgado Diretor
Ldia Assuno Lemos Palhares Diretora
Marcelo Luiz Veneroso Diretor
Marcos Lopes Farias Diretor
Pedro Gomes da Silva Diretor
Roberto de Souza Pinto Diretor
Roland von Urban Diretor
Scheilla Nery de Souza Queiroz Diretora
Sebastio Rogrio Teixeira Diretor
Delegado Representante junto CNI
Olavo Machado Junior Delegado Representante junto CNI Efetivo
Robson Braga de Andrade Delegado Representante junto CNI Efetivo
Francisco Srgio Soares Cavalieri Delegado Representante junto CNI Suplente
Paulo Brant Delegado Representante junto CNI Suplente
Diretoria Adjunta
Bruno Magalhes Figueiredo Diretor Adjunto
Cssio Braga dos Santos Diretor Adjunto
Csar Cunha Campos Diretor Adjunto
Delvanria dos Reis Pires Rezende Diretora Adjunta
Efthymios Panayotes Emmanuel Tsatsakis Diretor Adjunto
Henrique Nehrer Thielmann Diretor Adjunto
Heveraldo Lima de Castro Diretor Adjunto
Hyrguer Alosio Costa Diretor Adjunto
Jnio Gomes Lemos Diretor Adjunto
Jorge Filho Lacerda Diretor Adjunto
Jos Balbino Maia de Figueiredo Diretor Adjunto
Joselito Gonalves Batista Diretor Adjunto
Leonardo Lima de Vasconcelos Diretor Adjunto
Lcio Silva Diretor Adjunto
Mrcio Mohallem Diretor Adjunto
Mrio Morais Marques Diretor Adjunto
Mauro Srgio de vila Cunha Diretor Adjunto
Nelson Jos Gomes Barbosa Diretor Adjunto
Ricardo Alencar Dias Diretor Adjunto
SUPERINTENDNCIA DE DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL
Adair Evangelista Marques Superintendente
Conselho Fiscal
Fbio Alexandre Saciotto Conselheiro Fiscal Efetivo
Michel Aburachid Conselheiro Fiscal Efetivo
Ralph Luiz Perrupato Conselheiro Fiscal Efetivo
Jos Tadeu Feu Filgueiras Conselheiro Fiscal Suplente
Roberto Revelino da Silva Conselheiro Fiscal Suplente
Romeu Scarioli Jnior Conselheiro Fiscal Suplente
ELABORAO
Gerncia de Produo Sustentvel FEAM
Antnio Augusto Melo Malard
Eloi Azalini Mximo
Gerncia de Meio Ambiente FIEMG
Adriano Scarpa Tonaco
Breno Aguiar de Paula
Camila Quinto Moreira
Wagner Soares Costa
APOIO
SINDICATO INTERMUNICIPAL DAS INDSTRIAS DE BENEFICIAMENTO
DE MRMORES, GRANITOS E ROCHAS ORNAMENTAIS NO ESTADO
DE MINAS GERAIS - SINROCHAS
Jos Balbino Maia de Figueiredo - Presidente
Jos Rodrigues de Figueiredo - Gestor
Fernanda Lilian da Silva - Coordenadora
F981g
Fundao Estadual do Meio Ambiente.
Guia tcnico ambiental da indstria de rochas ornamentais /
Fundao Estadual do Meio Ambiente, Federao das
Indstrias do Estado de Minas Gerais. --- Belo Horizonte:
FEAM; FIEMG, 2015.
60p. : il.
1. Indstria de rochas ornamentais Minas Gerais.
2. Impacto ambiental. 3. Regularizao ambiental.
I. Federao das Indstrias do Estado de Minas Gerais. II.
Ttulo.
CDU: 622:504.064
LISTA DE SIGLAS
AAF | Autorizao Ambiental de Funcionamento
ABIROCHAS | Associao Brasileira da Indstria de Rochas Ornamentais
ABNT | Associao Brasileira de Normas Tcnicas
ANTT | Agncia Nacional de Transportes Terrestes
APP | rea de Preservao Permanente
ART | Anotao de Responsabilidade Tcnica
CONAMA | Conselho Nacional de Meio Ambiente
COPAM | Conselho de Poltica Ambiental
DAIA | Documento Autorizativo para Interveno Ambiental
DN | Deliberao Normativa
EIA | Estudo de Impacto Ambiental
FCE | Formulrio para Caracterizao do Empreendimento
FEAM | Fundao Estadual do Meio Ambiente
FIEMG | Federao das Indstrias do Estado de Minas Gerais
FOB | Formulrio de Orientao Bsica
LIC | Licena de Instalao Corretiva
LOC | Licena de Operao Corretiva
PCA | Plano de Controle Ambiental
PAFEM | Plano Ambiental de Fechamento de Mina
PRAD | Programa de Recuperao de reas Degradadas
RADA | Relatrio de Avaliao de Desempenho Ambiental
RIMA | Relatrio de Impacto Ambiental
SEMAD | Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentvel
SINROCHAS/MG | Sindicato Intermunicipal da Indstria de Beneficiamento
de Mrmores, Granitos e Rochas Ornamentais no Estado de Minas Gerais
SISEMA | Sistema Estadual do Meio Ambiente
PALAVRA DO PRESIDENTE - FIEMG
PRODUZIR COM SUSTENTABILIDADE
A publicao deste Guia Tcnico Ambiental da Indstria de Rochas Ornamentais - Ardsia, Granito e Quartzito - resultado de uma saudvel e produtiva
parceria entre os setores pblico e privado: Fundao Estadual do Meio Ambiente (FEAM), Federao das Indstrias de Minas Gerais (FIEMG) e Sindicato Intermunicipal das Indstrias de Beneficiamento de Mrmores, Granitos e Rochas
Ornamentais no Estado de Minas Gerais (Sinrochas).
Seu objetivo o de assegurar a necessria harmonia entre a atividade econmica e o respeito ao meio ambiente. Com essa viso, nas pginas seguintes,
empresas, empresrios, ambientalistas e tcnicos do setor pblico encontram
informaes completas sobre a atividade perfil socioeconmico, processos
produtivos, aspectos ambientais e boas prticas, regularizao ambiental e obrigaes legais ambientais.
Este documento tambm reafirma o compromisso do setor de rochas ornamentais com uma indstria diversificada, tecnologicamente desenvolvida,
transparente, inovadora, competitiva, inserida nos grandes mercados mundiais
e efetivamente alinhada com os princpios sobre os quais se fundamenta a
sustentabilidade.
No campo da economia, o setor de elevada importncia: movimenta, no pas,
cerca de US$ 5 bilhes anuais, incluindo importaes e exportaes, e gera mais
de 105 mil empregos diretos e indiretos distribudos por mais de 10 mil empresas em todo o pas. Minas Gerais ocupa o segundo lugar no ranking nacional de
produo de rochas ornamentais.
Como tambm se ver, a essncia desta publicao a constatao de que, com
compromisso e responsabilidade, possvel, sim, produzir riqueza para o pas
e empregos para os trabalhadores com plena observncia dos princpios do desenvolvimento sustentvel.
Olavo Machado Junior
Presidente da Federao das Indstrias do Estado de Minas Gerais - FIEMG
PALAVRA DO PRESIDENTE - FEAM
Desde 2013, a Fundao Estadual do Meio Ambiente (FEAM), em parceria com
a Federao das Indstrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), vem produzindo Guias Tcnicos Ambientais de tipologias industriais. Desde ento, foram
publicados guias dos setores de cermica vermelha, laticnios e indstria txtil.
Agora, chegou o momento do Guia Tcnico Ambiental da Indstria de Rochas
Ornamentais - Ardsia, Granito e Quartzito.
Os guias tm o objetivo de informar e conscientizar os empreendimentos para
uma produo mais limpa e responsvel, alm de ser tima referncia para os
demais interessados no tema. Entendemos que esta uma ao fundamental
para o alcance da melhoria da qualidade no ambiente industrial.
Atualmente, a FEAM, entre outras atribuies, tem trabalhado em solues para
os problemas ambientais e orientado as empresas para uma produo mais eficiente e para obteno de melhores resultados. O trabalho conta com o apoio,
alm da FIEMG, de outras entidades, como, neste caso especfico, do Sindicato
Intermunicipal das Indstrias de Beneficiamento de Mrmores, Granitos e Rochas Ornamentais no Estado de Minas Gerais (Sinrochas).
O setor de rochas ornamentais essencial para a economia mineira e faz parte
de nossa tradio cultural. Do ponto de vista ambiental, apesar do avano constatado ao longo dos anos, ainda h muito a se fazer. O Guia mostra que, embora
existam aes mais complexas, diversas medidas so de fcil implantao, com
potencial de gerao de timos resultados. No fim, espera-se uma produo
com melhor controle ambiental, mas que tambm v alm das exigncias legais, minimizando assim os impactos ambientais da atividade. Boa leitura!
Diogo Melo Franco
Presidente da Fundao Estadual do Meio Ambiente - FEAM
SUMRIO
APRESENTAO...................................................................................... 17
BOAS PRTICAS AMBIENTAIS............................................................... 46
POR QUE ADOTAR BOAS PRTICAS AMBIENTAIS............................48
PERFIL DA INDSTRIA DE ROCHAS ORNAMENTAIS......................... 18
PROCESSO PRODUTIVO........................................................................ 21
REGULARIZAO AMBIENTAL E OBRIGAES LEGAIS DAS
INDSTRIAS DE ROCHAS ORNAMENTAIS EM MINAS GERAIS...... 53
ARDSIA.............................................................................................. 22
LAVRA.............................................................................................. 22
GLOSSRIO.............................................................................................. 63
BENEFICIAMENTO.......................................................................... 24
GRANITOS E MRMORES.................................................................. 25
LAVRA.............................................................................................. 26
BENEFICIAMENTO.......................................................................... 30
QUARTZITO.......................................................................................... 32
LAVRA.............................................................................................. 33
BENEFICIAMENTO.......................................................................... 35
MARMORARIAS................................................................................... 37
ASPECTOS E IMPACTOS AMBIENTAIS................................................. 38
ALTERAO DA PAISAGEM................................................................ 39
EMISSES ATMOSFRICAS............................................................... 40
RUDO................................................................................................... 41
GERAO DE REJEITO E ESTRIL..................................................... 42
GERAO DE RESDUOS SLIDOS................................................... 44
EFLUENTES LQUIDOS........................................................................ 45
CONSUMO DE GUA.......................................................................... 46
REFERNCIAS.......................................................................................... 64
APRESENTAO
O Guia Tcnico Ambiental da Indstria de Rochas Ornamentais tem como objetivo
fornecer informaes e orientaes para as empresas produtoras de ardsia, granito
e quartzito, seus colaboradores e demais interessados, visando auxiliar uma produo
mais eficiente e com menor impacto ambiental no setor de rochas ornamentais em
Minas Gerais.
O documento fruto de uma parceria entre o Sistema FIEMG, o Sindicato Intermunicipal das Indstrias de Beneficiamento de Mrmores, Granitos e Rochas Ornamentais
no Estado de Minas Gerais (Sinrochas/MG) e a Fundao Estadual do Meio Ambiente
(FEAM) e vem contribuir para que as indstrias implementem prticas voltadas produo sustentvel, obtendo benefcios ambientais e econmicos na gesto de seus
processos.
Nesse contexto, a parceria entre o setor produtivo e o rgo ambiental fundamental
na identificao de oportunidades de melhoria nos processos produtivos, na busca de
solues adequadas, bem como para subsidiar um aumento do conhecimento tcnico, visando ao crescimento sustentvel do setor de rocha ornamental.
As possibilidades aqui levantadas constituem um ponto de partida para que cada empresa inicie sua busca pela melhoria de seu desempenho ambiental. Desta forma,
convidamos todos a ler este material atentamente, discuti-lo com sua equipe e coloc-lo em prtica.
17
PERFIL DA INDSTRIA
DE ROCHAS ORNAMENTAIS
Segundo a ABNT NBR 15012:2003, rocha ornamental um material rochoso natural, submetido a diferentes graus ou tipos de beneficiamento, utilizado para exercer funo esttica.
O setor movimenta cerca de US$ 5 bilhes por ano, incluindo importaes, exportaes, comercializao de mquinas e insumos e prestao de servios, segundo a
Associao Brasileira da Indstria de Rochas Ornamentais (ABIROCHAS).
Os principais tipos de rochas ornamentais so granitos, quartzitos, ardsias, mrmores, travertinos, arenitos, metaconglomerados, esteatitos (pedra-sabo), dentre outros,
e suas aplicaes so as mais diversas, como, por exemplo, em esculturas, tampos
e ps de mesa, balces, lpides e arte funerria em geral, revestimentos internos e
externos de paredes, pisos, colunas, pilares, soleiras, telhados (ABIROCHAS, 2013).
O setor de rochas ornamentais abrange um importante patrimnio profissional brasileiro, gerando em torno de 35 mil postos agregados ao beneficiamento primrio, 60
mil s marmorarias e 10 mil nos segmentos de tecnologia e servios. Em sua cadeia
produtiva, conta com 10 mil empresas, com predominncia das marmorarias.
A participao do faturamento das exportaes brasileiras de rochas (US$ 1,1 bilho), no total das exportaes brasileiras (US$ 242,6 bilhes), foi de 0,44% em
2012. J a participao do saldo da balana comercial do setor de rochas (US$ 995,5
milhes), no saldo das exportaes totais brasileiras (US$ 19,4 bilhes), foi de 5,14%
em 2012 (ABIROCHAS, 2013).
Atualmente, o Estado de Minas Gerais o segundo maior produtor de rochas ornamentais, representando cerca de 18% do mercado nacional, contudo o estado com
maior variedade de rochas extradas. Segundo informaes da ABIROCHAS, existem
19 aglomeraes produtivas do setor no Brasil. Seis delas esto localizadas em MG.
Atualmente, no Brasil, a capacidade de lavra e beneficiamento possui complexa va-
Trs delas esto na regio central do estado, sendo: Ardsia Papagaios; Quartzitos e
riedade em sua produo. Existem 1.200 tipos de rochas em 1.500 frentes de lavra,
Pedra Sabo Outo Preto. No sul do estado, existem duas aglomeraes: Quartzitos
com cerca de 20 mil trabalhadores que produzem, em mdia, 520 toneladas/ano, o
So Thom e Quartzitos Alpinpolis. Na regio do Jequitinhonha, h os Granitos Me-
que pode ser considerado competitivo perante a natureza predominantemente sili-
dina, e, por fim, a regio oeste, onde se localizam os Granitos Candeias. Os granitos
ctica dos materiais extrados (MONTANI, 2014).
e os quartzitos possuem maior destaque na produo mineira de rochas.
18
19
A produo de granitos no estado de MG se destaca na regio do Vale do Jequitinho-
Luminrias, Carrancas, Minduri, Cruzlia, Baependi, Caxambu e Conceio do Rio
nha, principalmente nas cidades de Itaobim, Mata Verde, Almenara e Araua. Enquan-
Verde. A maior parte da produo destinada para atender o mercado do estado de
to o Esprito Santo o maior produtor de granito do pas, Minas Gerais se destaca na
So Paulo e do sul do pas. Estima-se que 20% do quartzito produzido na regio de
produo de granitos exticos, que custam cerca de nove vezes mais que o granito
So Thom das Letras seja exportado (ABIROCHAS).
clssico.
O setor vem se adaptando ao crescente controle ambiental, buscando cada vez mais
J a produo de ardsia concen-
tecnologias limpas, a programao racional de trabalho nas pedreiras, a elaborao
trada na regio conhecida como
de chapas mais delgadas para revestimentos em geral, a produo de materiais aglo-
Provncia da Ardsia, compreen-
merados a partir de rejeitos da lavra e do beneficiamento, dentre outras medidas.
dendo total ou parcialmente os
municpios de Papagaios, Pompu,
Felixlndia, Caetanpolis, Pitangui,
Martinho Campos, Paraopeba, Le-
O crescimento das importaes de novas tecnologias, como os teares multifio diamantado, principalmente de origem italiana, coloca o Brasil como o mais especializado centro produtor e exportador mundial de grandes chapas.
andro Ferreira e Curvelo. Essa regio
7.000 km, constituindo a maior re-
PROCESSO PRODUTIVO
serva geolgica mundial, atualmen-
As rochas ornamentais possuem fluxos de processos produtivos diferentes uns dos
te conhecida e explorada. Minas
outros. Cada tipo de rocha apresenta caractersticas que exigem tcnicas especfi-
Gerais responsvel por 94% da
cas de explorao e beneficiamento, que visam ao melhor aproveitamento da jazida
ardsia produzida no Brasil, sendo
e superior qualidade do produto final.
tem uma rea de aproximadamente
que 80% dessa produo oriunda
de Papagaios. O Brasil hoje o terceiro maior exportador, atrs apenas
da Espanha e da China.
Conforme as caractersticas da lavra e do beneficiamento, podem-se dividi-las em
trs grupos, assim como estabelecido na Deliberao Normativa COPAM n 74/2004,
em ardsias, mrmores e granitos, e quartzitos.
Os quartzitos so encontrados em
diversas regies do estado, concentrando-se nas regies de So
Thom das Letras, Alpinpolis,
Ouro Preto e Diamantina. Destaca-se o centro produtor de So
Thom das Letras, localizado na
A prospeco, a pesquisa mineral e o planejamento de lavra fornecero o dimensionamento dos equipamentos e das instalaes, clculo de custos, sequncia
de atividades, implicaes econmicas do impacto ambiental e anlise das condies hidrolgicas. Outro aspecto importante no planejamento da lavra refere-se
necessidade de serem definidos os possveis usos futuros da rea minerada,
uma vez concluda a atividade de lavra (REIS & SOUZA, 2003).
regio sul do estado, contemplando tambm os municpios de Trs
Coraes, So Bento do Abade,
20
21
Ardsia
Ao se atingir a camada de ar-
Segundo a ABIROCHAS (2009):
Ardsias (slates) so rochas metassedimentares, de baixo grau metamrfico,
formadas a partir de sequncias argilosas e sltico-argilosas. Seus principais
constituintes mineralgicos incluem mica branca fina (sericita), quartzo, clorita
e grafita. Sendo essencialmente constitudas por minerais estveis, como o
dsia comercializvel, a lavra
realizada em degraus, seguindo as etapas de corte, desacoplamento e carregamento.
quartzo e os filossilicatos (mica e clorita), as ardsias so resistentes mete-
A primeira etapa consiste na
orizao e por isso bastante durveis. Cerca de 95% das ardsias brasileiras
realizao de cortes verticais,
so extradas no Estado de Minas Gerais, onde as reas de extrao e benefi-
com profundidade entre 15 cm
ciamento abrangem uma regio de 7.000 km2, na sua poro centro-sul.
e 25 cm, formando lajes que
A regio denominada Provncia da Ardsia conhecida por produzir ardsias de boa
qualidade e cores diferenciadas. As cores encontradas so preta, grafite, cinza, ferrugem, verde e roxa.
possuem formas retangulares
de aproximadamente 2,30 m
x 1,40 m. Quando ocorrem
fraturas e as formas ficam ir-
O processo produtivo descrito a seguir:
regulares, so formadas as
lajinhas. Os cortes so realizados com discos diamantados
Lavra
DECAPEAMENTO
acoplados em carrinhos, local-
CORTE
DESACOPLAMENTO
CARREGAMENTO
ENVIO DE
REJEITOS
PARA A PILHA
DE ESTRIL
mente conhecidos como car-
Figura 2 - Lavra de ardsia
rinho paraopeba.
O desacoplamento realizado manualmente por meio de
Figura 1 - Fluxograma da lavra de ardsia
cunhas (tambm conhecidas
As ardsias no Brasil so lavradas a cu aberto com bancadas e em circuito fechado.
como remos). Depois do
O primeiro passo para a explorao o decapeamento do terreno, que pode chegar
desprendimento dos lajes,
a 40 metros de profundidade. A profundidade determinante para a viabilidade eco-
realizado o carregamento
nmica da explorao. Nessa etapa, gerada a maior parte dos rejeitos, em razo
em caminhes, com auxlio
da retirada da camada de solo, da camada de to (tipo de rocha intemperizada) e,
de empilhadeiras. Os rejeitos
por fim, da camada de rocha alterada. Geralmente, so utilizadas ps carregadeiras,
gerados na atividade so enca-
retroescavadeiras e tambm explosivos. Todo o material gerado enviado s pilhas
minhados pilha de rejeitos e
de estril.
estril.
22
Figura 3 - Corte com serra acoplada em carrinho
23
Durante o processo de delaminao, os lajes so abertos com cunha e marreta,
para obteno de chapas de menor espessura. J o corte e o esquadrejamento so
realizados com discos diamantados, na dimenso exigida pelo mercado.
Figura 4 - Desacoplamento
Beneficiamento
Aps a lavra, os lajes e as lajinhas so enviados s indstrias de beneficiamento.
Figura 6 - Beneficiamento da ardsia
O principal produto so os ladrilhos/lajotas, utilizados em revestimentos, principal-
Em alguns casos especficos, principalmente graas demanda do mercado exter-
mente de pisos. Tambm so elaboradas chapas, para peas padronizadas, para tam-
no, so realizados os acabamentos, como jateamento, polimento, tamboreamento,
pos de mesa, pia e bilhares, revestimento de paredes e pisos, divisrias, mobilirio,
ranhuramento e escovamento, com o objetivo de aprimorar o produto final.
pisos elevados, telhas (principal item de exportao), mosaicos telados, lousas e
artesanato.
Normalmente, o beneficiamento ocorre nas seguintes etapas: delaminao, corte e
Granitos e Mrmores
esquadrejamento e, em alguns casos, acabamento.
Segundo a ABIROCHAS (2009):
O termo granito (granite) designa um amplo conjunto de rochas silicti-
DELAMINAO
CORTE
ESQUADREJAMENTO
ACABAMENTO
(OPCIONAL)
cas, abrangendo monzonitos, granodioritos, charnockitos, sienitos, dioritos,
diabsios/basaltos e os prprios granitos, geradas por fuso parcial ou total de
materiais crustais preexistentes.
Figura 5 - Fluxograma do beneficiamento da ardsia
A composio mineralgica desses granitos definida por associaes muito
variveis de quartzo, feldspato, micas (biotita e muscovita), anfiblios (sobretudo
hornblenda), piroxnios (aegirina, augita e hiperstnio) e olivina.
24
25
Ainda de acordo com a ABIROCHAS, em determinadas associaes mineralgicas,
o bloco primrio (6 a 12 metros de
alguns desses constituintes podem estar ausentes, anotando-se diversos outros mi-
altura) e depois h desmembramen-
nerais acessrios em propores bem mais reduzidas. Os minerais como o quartzo,
tos at se atingir o tamanho dese-
feldspatos, micas e anfiblios so dominantes nas rochas granticas e granitoides.
jado. As lavras em bancadas baixas
J o termo mrmore, segundo ABIROCHAS (2009):
empregado para designar todas as rochas carbonticas, metamrficas
ou no, capazes de receber polimento e lustro. O crescimento recente da
participao relativa dos granitos foi, pelo menos em parte, determinado
por sua maior durabilidade e resistncia ante os mrmores, alm dos
padres estticos no tradicionais e as possibilidades de paginao em pisos
e fachadas.
ocorrem em macios homogneos.
A altura normalmente varia entre 2 e
4 metros, e as bancadas so extensas horizontalmente.
As lavras por desabamento acontecem em reas com terrenos acidentados. Utilizam-se explosivos
para o desmonte da rocha, facilitando o desdobramento.
Figura 7 - Lavra de granito
Lavra
J as lavras de mataces so consideradas simples, por causa da facilidade de ope-
Os mrmores e os granitos so explorados em lavras a cu aberto. Os tipos de lavras
rao e do baixo custo de produo. No entanto, alm de provocar maior gerao
mais utilizados so as lavras em bancadas, por desabamento ou em mataces.
de rejeito e maior movimentao de solo, tm baixa produo e material com pouca
As lavras em bancadas so subdivididas em altas e baixas. As lavras em bancadas al-
homogeneidade.
tas normalmente ocorrem em macios que possuem uma heterogeneidade que leva
Com o objetivo de expor o mataco para iniciar o desdobramento, que geralmente
extrao seletiva dos blocos. Ela se d em etapas, nas quais primeiramente extrado
realizado por fogo raiado, deve-se primeiro limpar o terreno. Aps essa etapa,
realizado o esquadrejamento do bloco.
26
27
As etapas de extrao do mrmore e do granito so:
DECAPEAMENTO
DESMONTE
DESMEMBRAMENTO ESQUADREJAMENTO
ARMAZENAMENTO
Figura 8 - Fluxograma da extrao do granito
No decapeamento, retira-se a camada superficial do solo e a rocha alterada, at se
atingir o material a ser lavrado.
O desmonte consiste no deslocamento dos blocos do macio rochoso por meio de
cortes.
Figura 9 - Tcnica de perfurao para corte com fio diamantado
TCNICAS DE CORTES PARA DESMONTE DE ROCHAS
CORTE CCLICO
CORTE CONTNUO
Aps o desmonte, feito o tombamento do bloco, geralmente por meio de mquinas
pesadas como retroescavadeiras, ps carregadeiras ou macaco hidrulico. O tomba-
Perfurao e explosivo
Fio helicoidal e diamantado
Perfurao contnua
Chama trmica (flame jet)
solo, pedaos de rocha, argila e pneus, com o intuito de preservar a integridade do
Diviso mecnica por cunhas
Jato dgua (waterjet)
bloco.
Diviso por agentes expansivos
mento deve ocorrer sobre colches de amortecimento, que podem ser formados por
Com o bloco tombado, inicia-se o desmembramento com perfuraes feitas por
meio de marteletes e brocas. Cunhas mecnicas so utilizadas para deslocar o bloco
e desmembr-lo.
A tcnica mais utilizada ultimamente o corte por meio de fio diamantado, que con-
O esquadrejamento visa retirar as irregularidades nas laterais. So usados marte-
siste em um fio de ao onde so inseridas prolas diamantadas, separadas por anis
letes manuais, ponteiros, talhadeiras e marretas. um trabalho que exige grande
de borracha ou molas espaadas. Primeiramente, so feitos dois furos (um horizontal
habilidade manual para no prejudicar o acabamento da pea.
e outro vertical) para colocao do fio. Aps essa etapa, inicia-se o corte, que pode
ser vertical ou horizontal. Dependendo das caractersticas da rocha, podem-se tambm utilizar tcnicas de corte contnuo, combinadas com tcnicas de corte cclico.
28
Depois de todas as etapas, os blocos so estocados para aguardar o carregamento
e o transporte.
29
Beneficiamento
Aps a lavra, os blocos passam pelo beneficiamento, visando atender s especificaes de mercado. As etapas de beneficiamento so as seguintes:
Outra tecnologia empregada
o corte por meio de talha-blocos. Esse mtodo indi-
CORTE
POLIMENTO E LUSTRO
ACABAMENTO
ESQUADREJAMENTO
cado para blocos menores,
fora dos padres, que no podem ser usados nos teares e
Figura 10 - Fluxograma do beneficiamento de granitos e mrmores
que normalmente no teriam
aproveitamento. Seu funcio-
Existem vrias tcnicas de corte (serragem), sendo as mais utilizadas aquelas por
namento se d por meio de
meio de teares de lminas, teares multifios diamantados e talhas-blocos. Os teares
discos diamantados capazes
de lminas so formados por um conjunto de lminas dispostas paralelamente e
de realizar cortes de grande
equidistantes, operando com auxlio de uma polpa abrasiva, composta de gua, gra-
profundidade. O principal pro-
nalha de ao ou ferro, cal ou bentonita. Normalmente essa polpa circula em circuito
duto gerado so os ladrilhos
fechado e o p da pedra gerado no processo incorporado mistura.
utilizados em revestimentos
de pisos.
Para assegurar as caractersticas ideiais de densidade e viscosidade da polpa
abrasiva, recomenda-se uma descarga peridica da polpa. Essa medida otimiza o
corte e o resfriamento das lminas.
Figura 11 - Tear multifios
Aps a etapa de corte, as chapas passam pelo processo de polimento e lustro, com
o objetivo de tornar a superfcie mais lisa e dar brilho pea. Esse processo realizado por meio de politrizes que passam abrasivos na superfcie, em movimentos
de rotao. Inicia-se com abrasivos de maior granulometria, passando para os de
Os teares multifios diamantados so oriundos da utilizao de fios diamantados no cor-
menores granulometrias at se atingir o polimento e o brilho desejados.
te dos blocos. O princpio de funcionamento o mesmo citado no processo de retirada
Em relao ao acabamento, existem diversas tcnicas que podem ser empregadas
dos macios na lavra; porm, os teares possuem diversos fios dispostos paralelamente
de acordo com a demanda. Podem ser citadas o apicoamento, o flameamento, o
e equidistantes, proporcionando o corte dos blocos em pequena espessura, normal-
jateamento de areia, o boleamento, a fresagem, o bisotamento, dentre outras. O
mente de 1 cm a 3 cm.
apicoamento consiste em realizar pequenos furos sobre a pedra, base de marteladas, deixando-a com aspecto poroso; o flameamento emprega um processo de
tratamento por chama com resfriamento imediato, o que confere aspecto rugoso;
O uso de teares multifios diamantados possui diversas vantagens em relao ao
uso do tear de lminas, sendo a mais expressiva delas o aumento de produtividade, que pode chegar at seis vezes.
o jateamento, por sua vez, desgasta a superfcie. Esses processos so muito utilizados para tornar as superfcies antiderrapantes. O boleamento torna as bordas arrendondadas; a fresagem consiste em entalhar ou desbastar a pea; o bisotamento
em bancadas cria chanfros; j nos pisos, tira o corte das arestas, evitando que as
beiradas se quebrem.
30
31
Lavra
A lavra realizada a cu aberto, em bancadas. A primeira etapa o decapeamento,
que se inicia com a retirada do solo que, neste caso, costuma ser facilitada, em razo
da fina camada de solo existente. Tambm se remove o quartzito alterado, que, por
no possuir valor comercial, considerado estril. Nessa etapa, pode ser necessria
a utilizao de explosivos.
Figura 12 - Acabamento de granito
Quartzito
Segundo a ABIROCHAS (2009), os quartzitos podem ser definidos como:
Rochas metamrficas com textura sacaroide, derivadas de sedimentos arenosos, formadas por gros de quartzo recristalizados e envolvidos ou no por
cimento silicoso. Tanto quanto nos mrmores, a recristalizao mineralgica
ocorre por efeito de presso e temperatura atuantes sobre os sedimentos originais, tornando os quartzitos normalmente mais coesos e menos friveis que
os arenitos. Cherts so rochas silicosas, tanto microcristalinas quanto criptocristalinas, formadas pela precipitao qumica de slica (SiO2) em ambientes
subaquticos. Silexitos so rochas similares ao cherts, tambm de granulao
muito fina (textura afantica), por vezes resultantes de segregaes metamrficas e hidrotermais.
Os quartzitos so amplamente utilizados para ornamentao e revestimentos. Esse
tipo de rocha possui caractersticas de foliao metamrfica, que permite um pro-
Figura 13 - Lavra de quartzito
Ao se atingir o material de interesse, o desmonte das bancadas efetuado por
explosivos. Raramente so empregadas cunhas ou massas expansivas. A operao finalizada com a utilizao de picaretas, cunhas, ps mecnicas e alavancas.
Aps a detonao, placas grandes e espessas so retiradas com auxlio de cunhas
e marretas. No prprio local, as placas so delaminadas com talhadeiras e martelo,
originando peas mais delgadas.
cessamento bem mais simples em comparao aos outros tipos de rochas, dispensando o uso de teares, talha-blocos, etc.
32
33
Beneficiamento
As peas com melhor
Muitas vezes, o quartzito no necessita de acabamento industrial. Em alguns casos,
aproveitamento econmi-
as peas so esquadrejadas, riscadas e cortadas percusso (martelo), apoiadas
co so denominadas fo-
sobre uma quina de metal. Esse processo ocorre na prpria lavra, originando lajotas
lheado, e as peas com
de borda rugosa, que j podem ser comercializadas para alguns fins.
pouca capacidade de delaminao so chamadas de
pedro.
Figura 14 - Uso de cunhas
e marretas para retirada de
placas
Atividades de lavra
Decapeamento do
macio rochoso
Ferramentas, manuais,
tratores, carregadeiras,
explosivos de alta
velocidade, caminhes
Retirada de estril
(areia, silte, material orgnico e quartzito alterado)
Figura 16 - Corte da pea no beneficiamento
Lavra de
quartzitos comerciais
(folheado e pedro)
Compressores a diesel,
perfuratrizes pneumticas,
picaretas, alavancas,
explosivos de alta velocidade,
cunhas mecnicas e hidrulicas,
massas expansivas
Uma parte dessas lajotas direcionada para as plantas de beneficiamento, onde
Gesto de lajes e
material fragmentado
(rejeito)
podem receber diversos acabamentos. O principal deles o corte serrado, normalmente realizado em serras diamantadas, produzindo lajotas de borda lisa. Geralmente, as lajotas so descalibradas e com superfcie natural.
Dependendo da demanda, a pedra pode passar por outros processos, como aque-
Abertura/delaminao
dos lajes e separao
de cacos e cavacos
Cunhas metlicas
e marretas
Gerao de chapas
e grandes retalhos
cimento em fornos, cortes para mosaicos, tamboreamento, calibrao, polimento e
acabamento de borda (boleamento).
Outros produtos gerados ainda na lavra so os cacos e os cavacos, que no passam
por nenhuma espcie de beneficiamento. Essas peas formam poliedros irregula-
Figura 15 - Fluxograma de lavra
34
res, muito utilizados em revestimentos de pisos externos.
35
Marmorarias
As marmorarias atuam para atender demanda do consumidor final, com a realizao de cortes nas peas de acordo com as especificaes requeridas. a ltima
Corte manual e
seleo de cacos/
cavacos (pedreira)
Talhadeiras e
martelos
Obteno de lajotas
de corte manual e cacos
etapa de transformao das rochas ornamentais, cujos produtos finais so materiais
de revestimento interno e externo em construes, peas isoladas como bancadas,
soleiras, rodaps e objetos de decorao, dentre outros.
Serras
diamantadas
Beneficiamento
industrial
Lajotas de corte serrado, chapas
esquadrejadas, filetes, degraus de
bordas (espessura de at 3 cm)
Prensas
hidrulicas e
mecnicas
Pavs, cubetes, filetes e
paraleleppedos, com at
15 cm de espessura
Cortadeiras p/
mosaico
Mosaicos telados
Tamboradeiras
Pavs e cubetes tamborados
(anticatos) e seixos para paisagismo
Minas Gerais possui mais de 1.500 marmorarias de pequeno e mdio portes
voltadas ao consumidor final. Estimam-se perdas de produo de aproximadamente 18%, ocasionando grande gerao de rejeitos no beneficiamento final em
um elevado nmero de municpios.
Segundo o Sebrae (1999), o completo beneficiamento das placas deve passar pelas
seguintes etapas: levigamento, polimento, lustrao, corte e acabamento.
Levigamento: consiste no desengrossamento da chapa e retificao de sua
Calibradoras e
politrizes
Chapas e lajotas calibradas e polidas
superfcie, de forma a se obter uma placa de mesma espessura, com uma
superfcie menos rugosa e spera. Para isso, utilizam-se politrizes manuais
ou automticas, com passagens sucessivas sobre a chapa, substituindo-se a
Fornos e
esteira
Cacos/cavacos e lajotas cor rsea
Acabadoras
de borda
Degraus, rodaps, parapeitos,
bordas para piscinas com
perfis planos e toroidais
granulometria dos abrasivos que so fixados nos discos das politrizes.
Polimento: realizado pelo mesmo equipamento da etapa de levigamento, porm, altera-se a granulometria do abrasivo utilizado. Aps o polimento, obtm-se uma superfcie lisa e opaca.
Lustrao: feita para a obteno de uma superfcie lisa e brilhosa, que realce
as propriedades de textura e cor da rocha. realizada por politrizes que utili-
Embalagem dos produtos
Pallets de madeira cintados,
telados ou com envoltrio plstico
(sobretudo para mercado externo)
zam coroas de polimento com abrasivos para a obteno do lustre, principalmente para o granito.
Corte: ltima operao das placas, feita na dimenso desejada para a sua
utilizao. realizada por mquinas de corte a disco diamantado manuais ou
Figura 17 - Fluxograma do beneficiamento
36
semiautomticos.
37
Em muitos casos, aps o corte, as peas passam por um processo de apicoamento.
O afeioamento consiste no acabamento final das partes cortadas, empregando-se
Alterao da Paisagem
lixadeiras manuais. O apicoamento consiste em piques de forma homognea, re-
Conforme a DN COPAM n 127/2008, os empreendimentos minerrios so obrigados
alizados na superfcie das chapas de granito para realar-lhe a beleza, utilizando-se
a incluir no seu planejamento os projetos de reabilitao da rea impactada, devendo
esmerilhadeiras manuais.
ser realizado de forma concomitante com a lavra, ao longo de sua vida til. Posteriormente, com uma antecedncia mnima de dois anos de seu fechamento, devem apresentar ao rgo ambiental responsvel pelo seu licenciamento o Plano Ambiental de
Marmoraria
Fechamento de Mina (PAFEM). O fechamento da mina deve ser planejado desde sua
concepo, reavaliado/modificado toda vez que houver mudana substancial do projeto
ou nas condies do entorno, ter sua implantao iniciada quando ainda estiver em
LEVIGAMENTO
POLIMENTO
LUSTRAO
CORTE
ACABAMENTO
atividade, contemplar todas as partes interessadas externas e internas, acompanhar o
desenvolvimento socioeconmico do local e estimar todos os custos a ele associados.
Por meio da retirada da vegetao, da remoo do solo, da abertura das vias de acesso
e de circulao, da implantao de infraestrutura, da abertura de praas de trabalho,
gera-se uma srie de impactos na rea do empreendimento. Para melhor gesto e
PLACAS
PRODUTO FINAL
Mercado
Figura 18 - Fluxograma das etapas realizadas em marmorarias
controle dessas ocorrncias, sugerem-se as seguintes medidas:
Aes de revegetao concomitante ao funcionamento do empreendimento.
Projetos de drenagem.
Utilizao de biomantas para controle de processos erosivos.
ASPECTOS E IMPACTOS AMBIENTAIS
Armazenamento do solo orgnico para posterior uso na revegetao
Em todas as fases dos processos relacionados explorao de rochas ornamentais,
Previso de recuperao da rea no plano de descomissionamento.
e na recuperao da rea.
h ocorrncia de problemas associados ao meio ambiente. Os aspectos e os impactos
Desde 2009, os processos de revalidao de licena de operao de empreendimentos
ambientais das mineraes de rochas ornamentais comeam ainda nas fases de pros-
minerrios devem incluir a descrio de todas as aes implantadas ou em andamento
peco e pesquisa mineral e prosseguem com a abertura da frente de lavra, implanta-
voltadas para a reabilitao da rea impactada. Essas informaes devem ser integra-
o do empreendimento, extrao, beneficiamento e refino da rocha propriamente dita
das ao Relatrio de Avaliao do Desempenho Ambiental (RADA), principal instrumento
(ALMEIDA, 2006).
no processo de renovao da licena.
Os problemas so comuns a todos os tipos de rocha, havendo pequenas variaes
A desativao de estruturas dentro do empreendimento deve ser comunicada ao rgo
quanto severidade do impacto nas etapas de beneficiamento em funo das tcni-
ambiental com antecedncia mnima de 60 dias, e as informaes e medidas de con-
cas utilizadas. Dentre os aspectos/impactos, destacam-se: desmatamento, gerao
trole devero ser incorporadas ao RADA subsequente.
e disposio de estreis, rudos, efluentes lquidos, poeira e problemas associados a
recursos hdricos como assoreamento.
38
39
J para o fechamento da mina, deve-se comunicar ao rgo ambiental com antecedn-
As medidas de controle ambiental so simples e de baixo custo de implantao, con-
cia mnima de dois anos, por meio de protocolo do Plano Ambiental de Fechamento
forme apresentado a seguir:
de Mina (PAFEM), conforme o Termo de Referncia para Fechamento de Minas - Plano
Ambiental de Fechamento de Mina - Atividades Minerrias1. Para os empreendimentos
das classes 5 e 6 (conforme DN COPAM
n 74/2004), o PAFEM deve ser apreseninteressadas com o intuito de colher opi-
Para Saber Mais:
nies e sugestes da comunidade direta-
Guia para o Planejamento do
Fechamento de Mina. Instituto
Brasileiro de Minerao, 2013.
Disponvel em: [Link]
A execuo do PAFEM acompanhada
Cinturo verde no permetro do empreendimento.
Realizao de corte da rocha a mido.
tado em uma reunio pblica s partes
mente afetada.
Umectao das vias de circulao e de acesso ao empreendimento.
Sugere-se, visando minimizao do transporte de poeiras para vias urbanas e rodovias, que os empreendimentos implementem sistema de lavador de rodas.
Rudo
pelo rgo ambiental por meio de fis-
O rudo excessivo no s se submete s exigncias de ordem ocupacional, estando
calizao, auditoria tcnica e visitas de
tambm sujeito ao controle da poluio ambiental, conforme a Lei n 10.100/1990,
acompanhamento. A DN tambm prev
que dispe sobre a proteo contra a poluio sonora no Estado de Minas Gerais. A
que qualquer alterao nas medidas definidas no plano dever ser informada previa-
emisso de rudo, em decorrncia de qualquer atividade, obedecer, no interesse da
mente ao rgo ambiental.
sade, do sossego pblico, aos padres, aos critrios e s diretrizes estabelecidas na
Os responsveis por empreendimentos minerrios localizados no Estado de Minas
Resoluo CONAMA n 1/1990.
Gerais, detentores de Autorizao Ambiental de Funcionamento (AAF), devem realizar
No setor de rochas ornamentais, esse aspecto ambiental resultado da movimentao
anualmente, at o dia 31 de maro, a atualizao do Cadastro de reas Impactadas
e da utilizao de mquinas, equipamentos como, por exemplo, serras, caminhes e
pela Atividade Minerria. O cadastro foi institudo pelas DN COPAM n 144/2009 e
retroescavadeiras. Em plantas que realizam o desmonte de rochas por detonao com
n 145/2009 e obrigatrio para todos os empreendimentos da Listagem A (Atividades
explosivos, a ocorrncia desse aspecto agravada.
Minerrias) da DN COPAM no 74/2004, regularizados por meio de Autorizao Ambiental de Funcionamento (AAF).
Emisses Atmosfricas
A principal fonte de emisses atmosfricas no processo de lavra est associada poeira. A ocorrncia desse aspecto d-se em razo da movimentao do solo, da perfurao
e do desmonte da rocha e do transporte interno da produo. H tambm emisses
atmosfricas originadas do trfego de veculos e equipamentos movidos a combustvel.
Tendo em vista a reduo e a gerao de incmodos comunidade local, sugere-se
a manuteno constante das mquinas e dos equipamentos.
A estruturao de um programa interno para a avaliao das condies mecnicas das
mquinas e dos equipamentos pode garantir o bom funcionamento das ferramentas,
evitando-se rudos excessivos e melhorando as operaes. Medidas simples como
lubrificao, enclausuramento de etapas com alta emisso de rudo, substituio de
peas e componentes desgastados, regulagens de presso e limpeza podem reduzir
Disponvel em: <[Link]
40
significativamente o agravamento desse aspecto ambiental.
41
Para evitar rudos decorrentes dos equipamentos de beneficiamento, pode-se tambm
utilizar os obstculos naturais ou instalar estruturas artificiais como pilhas de estril,
material beneficiado ou a ser tratado entre as reas de disperso de rudo.
Outra medida que tambm contribui para a reduo da disperso do rudo a implantao de um cinturo verde (arborizao) no permetro do empreendimento. Essa medida, alm de contribuir para o aspecto rudo, interfere positivamente na disperso da
poeira e no impacto visual.
Gerao de Rejeito e Estril
Rejeito toda substncia no econmica ou fragmento retirado do bloco rochoso no
desmonte e no beneficiamento. J os materiais denominados estreis, so considerados substncias naturais como solo, subsolo e outros tipos de rochas no aproveitveis
que se dispem sobre o material de interesse. A gerao desses materiais bastante significativa, representando aproximadamente 93% da rocha desmontada. Como
exemplo desses materiais, citam-se solo removido da escavao e do decapeamento
Figura 19 - Pilha de rejeitos
O projeto e a construo dessa estrutura devem ser precedidos de estudos geotcnicos, hidrolgicos e hidrogeolgicos, bem como seu funcionamento ter aes e programas de manuteno e monitoramento. Para preveno de impactos ambientais,
devem ser adotadas medidas de controle visando manter a estabilidade dos materiais,
evitar processos erosivos e carreamento para corpos dgua:
da rea, retalhos rochosos e rochas de outra natureza sem fim comercial.
Construo de diques de conteno.
Esse material acondicionado dentro ou nas proximidades do empreendimento e sua
Limitao da localizao das lavras e depsitos com relao aos cursos dgua,
disposio em pilhas no constitui um problema ambiental crtico, desde que realizada
foram das reas de Preservao Permanente (APP).
com critrios tcnicos.
Sistema de drenagem interna e superficial.
Os projetos e o dimensionamento dos depsitos de estreis e rejeitos devem ter como
Plano de ao e contingncia para situaes de risco grave e iminente de rup-
referncia a norma ABNT NBR 13.029 de 2006. Essa norma especifica os requisitos
mnimos para a elaborao e apresentao de projeto de pilha para disposio de estril gerado por lavra de mina a cu aberto ou de mina subterrnea, visando atender s
condies de segurana, operacionalidade, economicidade e desativao, minimizando
os impactos ao meio ambiente.
tura.
O empreendimento deve manter atualizado e validado, pelo rgo ambiental, um programa para recomposio e recuperao dessas reas. Como j mencionado, a cada
desativao desse tipo de estrutura, o rgo ambiental deve ser comunicado e as aes
implementadas para recomposio da rea devem ser incorporadas no prximo RADA.
Os empreendimentos industriais e minerrios que possuem barragens de conteno
de rejeitos, de resduos e de reservatrios de gua devem apresentar FEAM o Cadastro de Barragem, em cumprimento DN COPAM n 87/2005. Os barramentos foram
definidos pela DN COPAM n 62/2002, em seu art. 1, como: qualquer estrutura barragem, barramento, dique ou similar que forme uma parede de conteno de rejeitos,
de resduos e de formao do reservatrio de gua.
42
43
Gerao de Resduos Slidos
Efluentes Lquidos
Segundo a Lei n 12.305/2010, os resduos slidos so materiais, substncias, objetos
Consistem nos despejos lquidos provenientes das reas de processamento, incluindo
ou bens descartados, resultantes de atividades humanas em sociedade, cuja destina-
os originados nos sistemas de drenagem da jazida e principalmente da gua utilizada
o se procede, se prope proceder ou se est obrigado a proceder. Essa lei estabe-
no processo de aparelhamento e beneficiamento das rochas.
lece diretrizes para o correto gerenciamento dos resduos slidos, que contemplam a
no gerao, a preveno da gerao, a reduo, a reutilizao e o reaproveitamento, a
reciclagem, o tratamento, a destinao final e a valorizao. Ao longo do processo produtivo associado s rochas ornamentais, existem vrias operaes que geram resduos
slidos, destacando-se: material estril, retalhos e aparas rochosas, resduos provenientes de oficinas de manuteno, p de pedra (material sedimentar) proveniente dos
sistemas de tratamento de efluentes.
O primeiro ponto para implementar a gesto de resduos slidos a realizao de
anlise do processo produtivo sobre o aspecto da no gerao desse material ou de
sua minimizao. Essa abordagem pode ser viabilizada com pequenas alteraes no
A natureza dos efluentes lquidos gerados depende da tecnologia e dos processos industriais empregados como as etapas de lavra, beneficiamento e ps-beneficiamento
das rochas ornamentais.
Nas etapas de beneficiamento e ps-beneficiamento, principalmente nas operaes
de serragem, calibragem, aplainamento e furao das peas, gerado um p de fina
granulometria, que, juntamente com a gua de resfriamento, forma uma polpa com
alto grau de turbidez. Os impactos no meio ambiente provenientes da emisso desse
efluente podem estar relacionados ao assoreamento e alterao da turbidez dos corpos dgua.
Figura 20 - Tanque de decantao/clarificao do efluente das serrarias
processo produtivo visando ao melhor aproveitamento dos materiais e reduo do
desperdcio. Cabe lembrar que todo resduo gerado material mal utilizado e pode ser
considerado como uma ineficincia de processo.
Os resduos armazenados temporariamente no empreendimento devem ser acondicionados em espaos e recipientes para oferecer risco mnimo de contaminao ambiental. Neste sentido, cabe destacar os resduos provenientes das oficinas de manuteno
como estopas e trapos contaminados com leos e graxas e embalagens vazias de
produtos perigosos. Tais resduos devem ser separados dos materiais no perigosos e
armazenados em locais com piso impermeabilizado, protegidos de intempries e com
sistema de drenagem e captao de lquidos contaminados.
Ao destinar os resduos para tratamento, disposio ou comercializao, o empreendedor deve exigir que o transporte esteja de acordo com a Resoluo ANTT n 420/2004
(para transporte terrestre de resduos perigosos) e que apresente as licenas devidas
para esse tipo de servio.
As licenas do recebedor final tambm devem ser exigidas, observando-se se contemplam, no seu escopo, o tratamento ou a disposio dos resduos enviados.
44
45
Este item visa, portanto, orientar e recomendar ao empreendedor do setor quanto s
Comumente, os empreendimentos drenam esse tipo de efluente para sistemas sim-
boas prticas ambientais, que podem ser aplicadas aos processos e s atividades in-
ples de decantao. O tratamento consiste em uma sequncia de tanques que promo-
dustriais de rochas ornamentais, tendo em vista os aspectos e os impactos ambientais
vem a deposio em camadas de materiais densos pela fora da gravidade. A imple-
relacionados ao consumo e gerao anteriormente mencionados. Salienta-se que,
mentao desse controle permite o reuso da gua no processo; j existem iniciativas
para implantao de cada uma das boas prticas ambientais, cabe verificar a viabilidade
do reaproveitamento para outros fins dos finos retirados no tratamento.
tcnico-econmica e consultar a legislao ambiental vigente. Em relao a qualquer
planejamento que vise alterao nas condies de instalao ou operao da empresa objeto de Licena Ambiental prvio, recomenda-se consultar o rgo ambiental para
Consumo de gua
as devidas orientaes.
O consumo de gua predominante nas atividades de serraria; porm, no caso da
ardsia, a gua utilizada tambm na lavra. Normalmente, o sistema de drenagem
direciona as guas pluviais para o interior da cava, para a futura utilizao no corte da rocha. Estima-se que, para produzir 1 m de
ardsia beneficiada, se consuma 3,8 m3
de gua; porm, o setor apresenta bons
Para saber mais:
Nas serrarias, a gua utilizada para res-
Cartilha Gesto da gua nas
Indstrias. FIEMG, 2015.
Disponvel em:
friamento dos equipamentos de corte,
<[Link]
composio de polpas abrasivas e tam-
Contents/central/Media/Documentos/
bm para asperso dos ptios. A gua
Biblioteca/PDFs/FIEMG/Agua/FI-0069-
usada nos processos citados pode ser
14_20X20-CARTILHA-RECURSOS-
reutilizada. Para tal, faz-se necessria a
[Link]>.
coeficientes de reuso.
Em Minas Gerais, existe o Banco de Boas Prticas Ambientais,
criado pela FEAM e pela FIEMG. O banco tem como objetivo incentivar e divulgar o desenvolvimento de iniciativas voltadas para
a ecoeficincia dos processos, e que induza a produo de bens e
servios com uso menos intensivo de recursos naturais, e, bem assim, com menor degradao ambiental, sem desperdcio e melhor
controle da poluio. Entre os objetivos, busca-se destacar projetos de Produo Mais Limpa e Produo Sustentvel, desenvolvidos pelas empresas em Minas Gerais, promovendo um ambiente
implementao de um sistema de trata-
para divulgao de iniciativas e troca de experincias empresariais.
mento simples, voltado para a decanta-
Qualquer empresa do setor de rochas ornamentais pode participar,
o do p de pedra dissolvido no efluente.
desde que devidamente regularizada junto aos rgos ambientais.
Para mais informaes, acesse:
BOAS PRTICAS AMBIENTAIS
<[Link]
A busca pela sustentabilidade tem orientado muitas indstrias em direo prtica
de melhorias contnuas para alm das obrigaes formais contidas na regularizao
ambiental. A melhoria do desempenho ambiental do setor passa pela substituio de
tarefas cotidianas das empresas por prticas voltadas produo sustentvel, onde
seja possvel obter uma srie de benefcios, tanto ambientais quanto econmicos, na
gesto de seus processos.
46
47
BOAS PRTICAS AMBIENTAIS DO SETOR
POR QUE ADOTAR
BOAS PRTICAS AMBIENTAIS
Aumento da produtividade e da rentabilidade do negcio.
Melhoria da imagem corporativa e apoio em aes de marketing.
Expanso no mercado dos produtos da empresa.
Melhoria da qualidade do produto.
Melhoria do relacionamento com a comunidade
e com os rgos pblicos.
Reduo da gerao de resduos, efluentes e emisses
e de gastos com seu tratamento e destinao final.
48
Reduo dos custos de produo.
Reduo dos riscos de acidentes ambientais e ocupacionais.
Reduo no uso de substncias txicas.
Retorno do capital investido nas melhorias em curtos perodos.
Uso racional da gua, da energia e das matrias-primas.
ETAPA
BOAS PRTICAS
BENEFCIOS
Etapas de projetos
(granito, ardsia
e quartzito)
Projetar, dimensionar
depsitos de estril, bem
como de solos
orgnicos a serem
utilizados na recuperao
de reas degradadas,
de acordo com a
NBR ABNT 13029:2006
Reduo de custos
com transporte e
deposio de estril
Lavra (granito e
ardsia)
Utilizar os rejeitos para
produo de britas,
pedras de mo, etc.
Reduo de custos
com transporte at
os depsitos de
rejeito
Lavra (granito, ardsia
e quartzito)
Escolher os horrios
de detonao dos
explosivos para no
atrapalhar a populao
do entorno
Diminuio
dos incmodos
causados pelos
rudos
Lavra (granito
e ardsia)
Evitar uso de
explosivos, utilizando
mtodos de extrao
que geram menos
rejeitos. Ex.: Corte
com fio diamantado
Reduo da gerao
de rejeitos enviados
pilha de estril
Lavra de ardsia
Armazenar guas
pluviais para utilizao
no corte dos degraus
Reduo do
consumo de gua
Lavra e beneficiamento
(ardsia)
Utilizar os rejeitos
para produo de
brita expandida para
concreto leve
Reduo de custos
com transporte at
os depsitos de
rejeito
49
Lavra e beneficiamento
(granito, ardsia e
quartzito)
Implantar programas
educacionais para a
conscientizao do uso
racional dos recursos
naturais e da proteo
do meio ambiente
Reduo de
desperdcios e
reduo de custos
no consumo de
insumos
Lavra e beneficiamento
(granito, ardsia e
quartzito)
Realizar manuteno
preventiva nas
mquinas e nos
equipamentos
Reduo no
nmero de paradas,
vazamentos,
perdas, etc.
Lavra e beneficiamento
(granito, ardsia e
quartzito)
Substituir as mquinas
e os equipamentos
pouco eficientes
energeticamente
Reduo do
consumo de energia
Lavra e beneficiamento
(ardsia)
Separar pilhas de
bota-fora por
variedade cromtica
dos rejeitos
Viabilizao da
futura utilizao
dos rejeitos pelas
cimenteiras
Lavra e beneficiamento
(ardsia)
Promover adequada
separao e
acondicionamento
dos finos, do corte da
ardsia
Viabilizao de
sua utilizao na
cermica vermelha
Beneficiamento
(granito, ardsia e
quartzito)
Receber e manusear
adequadamente as
rochas
Reduo de perdas
e gerao de
rejeitos
Beneficiamento
(granito, ardsia e
quartzito)
Reutilizar a gua usada
no processo de corte
Reduo do
consumo de gua
Beneficiamento e
marmorarias (granito,
ardsia e quartzito)
Utilizar as placas de
energia fotovoltaicas
para alimentao das
bombas de retorno da
gua reutilizada
Reduo do
consumo de energia
50
Beneficiamento
(granito, ardsia e
quartzito)
Armazenar guas
pluviais para utilizao
no processo e na
asperso de ptios
Reduo do
consumo de gua
Beneficiamento
(quartzito)
Utilizar resduos de
corte para fabricao
de argamassa
Menor utilizao de
recursos naturais
e destinao
adequada do
resduo
Beneficiamento
(granito, ardsia e
quartzito)
Utilizar telhas
translcidas para
aproveitamento da luz
natural
Reduo do
consumo de energia
Beneficiamento
(granito, ardsia e
quartzito)
Utilizar lmpadas que
consumam menos
energia (Ex.: lmpadas
de LED)
Reduo do
consumo de energia
Beneficiamento
(ardsia)
Utilizar serras
diamantadas
adequadas, evitando
desperdcios
Reduo do
consumo de
materiais
Beneficiamento de
granito
Utilizar talha-blocos
para reaproveitamento
de blocos de pequena
dimenso
Reduo da gerao
de rejeitos
Beneficiamento de
granito
Utilizar tear com fio
diamantado
Utilizao apenas de
gua, dispensando
insumos como cal,
granalha, etc.
Beneficiamento de
granito
Segregar a lama
abrasiva de acordo
com a rocha serrada
Aumento da
possibilidade de
reutilizao da lama
abrasiva em outros
processos
51
Marmoraria/Serrarias
Utilizar os resduos para
produo de britas,
anticatos, seixos rolados
ornamentais, etc.
Reduo da gerao
de rejeitos
Marmoraria/Serrarias
Utilizar os resduos
(granitos e ardsias)
em cermica vermelha
Reduo da gerao
de rejeitos
Marmoraria/Serrarias
Utilizar os resduos na
produo de tijolos
ecolgicos
Reduo da gerao
de rejeitos
Utilizar os resduos de
granito na fabricao
de vidros
Reduo da gerao
de rejeitos
Utilizar os resduos
de granito como
corretivos de solo
Reduo da gerao
de rejeitos
Utilizar os resduos
de serragem do
granito, como material
de enchimento em
concretos asflticos
Reduo da gerao
de rejeitos
Utilizar os casqueiros
para construo de
muros de arrimo
Reduo da gerao
de resduos
Marmoraria/Serrarias
do granito
Marmoraria/Serrarias
do granito
Marmoraria/Serrarias
do granito
Marmoraria/Serrarias
do granito
REGULARIZAO AMBIENTAL
E OBRIGAES LEGAIS DAS
INDSTRIAS DE ROCHAS
ORNAMENTAIS EM MINAS GERAIS
A regularizao ambiental uma obrigao legal prvia instalao de qualquer empreendimento ou atividade potencialmente poluidora ou degradadora do meio ambiente.
A regularizao pode ser feita em mbito federal, estadual ou municipal, dependendo
das legislaes e estruturaes dos municpios para exercer essa competncia. Normalmente, no caso do setor de rochas ornamentais, a regularizao/licenciamento ocorre
em mbito estadual ou municipal, em funo da abrangncia do impacto. Os municpios
podem realizar o licenciamento das atividades, desde que recebam delegao do estado, por meio de assinatura de convnio.
Em Minas Gerais, existem duas modalidades de regularizao ambiental, variando conforme potencial poluidor e porte do empreendimento: a Autorizao Ambiental de Funcionamento (AAF) e a Licena Ambiental. Em algumas situaes, podem ocorrer tambm a dispensa do licenciamento ou a AAF.
Licenciamento Ambiental Rochas Ornamentais
Conforme a DN COPAM n 74/2004, o setor de rochas ornamentais enquadra-se no
grupo de atividades minerrias, subdividido em dois cdigos.
A-02-06-2 Lavra a cu aberto com ou sem tratamento - rochas ornamentais e de revestimento
A-05-04-6 Pilha de rejeito/estril de rochas ornamentais e de revestimento2
Para alguns usos, necessria a aprovao do rgo ambiental ou de outros rgos
competentes, como no caso de utilizao de resduos como corretivo de solo.
Deliberao Normativa COPAM n 191, de 6 de janeiro de 2014, que altera o
Anexo nico da Deliberao Normativa COPAM n 74, de 9 de setembro de 2004,
incluindo o cdigo para atividade de pilha de rejeito/estril de rochas ornamentais e
de revestimento.
52
53
Em razo da conjugao com as atividades de britamento de pedras para construo
Tabela 2 - Relao entre o tipo de atividade, o potencial poluidor e o porte do
e de beneficiamento de minerais no metlicos (que correspondem s ardsias, aos
empreendimento
quartzitos, aos mrmores e aos granitos), duas outras atividades constantes da Listagem B - Atividades Industriais / Indstria Metalrgica e Outras so consideradas como
integrantes do setor de rochas ornamentais.
B-01-01-5 Britamento de pedras para construo, inclusive mrmore, ardsia,
granito e outras pedras
B-01-09-0 Aparelhamento, beneficiamento, preparao e transformao de
minerais no metlicos, no associados extrao
O potencial poluidor considerado sobre as variveis ambientais ar, gua e solo,
que, atravs dos impactos gerados nas atividades minerria e industrial, classificado como pequeno, mdio e grande. A combinao dos potenciais dessas variveis
indica o potencial poluidor geral da atividade.
O porte do empreendimento para as atividades relacionadas s rochas ornamentais pode ser determinado pela produo bruta, pela rea do empreendimento ou
pelo nmero de empregados, conforme o cdigo correspondente da DN COPAM n
74/2004, podendo ser pequeno, mdio ou grande.
Tabela 1 - Determinao da classe do
empreendimento com base no potencial
poluidor da atividade e do porte
Potencial Poluidor /
Degradador Geral da Atividade
TIPO DE
ATIVIDADE
PORTE
POTENCIAL
POLUIDOR
Lavra a cu aberto com
ou sem tratamento
rochas ornamentais
e de revestimento
Mdio
Pilha de rejeito/estril
rochas ornamentais
e de revestimento
Mdio
Britamento de pedras
para construo,
inclusive mrmore,
ardsia, granito e
outras pedras
Aparelhamento,
beneficiamento,
preparao e
transformao
de minerais no
metlicos, no
associados extrao
Produo bruta
6.000 m/ano
rea til 1,0 ha
M
6.000 <
Produo bruta
9.000 m3/ano
1,0 < rea til
5,0 ha
1 rea til <
5 ha e n de
empregos <
Produo bruta >
9.000 m/ano
rea til > 5,0 ha
rea til >
Os demais
20 ha ou n de
empregados >
30
300
Mdio
0,04 rea til <
rea til >
1 ha e n de
5 ha ou n de
empregados <
Os demais
empregados >
20
100
Cruzando-se as informaes do porte do empreendimento e do potencial poluidor
Porte do
Empreendimento
definido para a atividade, tem-se a definio da Classe do empreendimento (Classe
1 6). Caso exista mais de uma atividade em um mesmo empreendimento, dever
ser considerado o maior potencial poluidor entre elas.
Os empreendimentos que se enquadrarem nas Classes 1 ou 2 tero sua regularizao
ambiental por meio da obteno da AAF. Para as demais Classes (Classe 3 Classe 6),
os empreendimentos sero passveis do Licenciamento Ambiental clssico.
As empresas cujos parmetros da DN COPAM n 74/2004 as classifiquem abaixo
da Classe 1 (possvel somente nas marmorarias e nas serrarias) so dispensadas do
processo de regularizao ambiental. Nesses casos, recomenda-se que tais empresas solicitem ao rgo ambiental uma certido de No Passvel de Licenciamento,
apesar de ser opcional.
54
55
O procedimento para a obteno da AAF ou da Licena Ambiental inicia-se com o pre-
CLASSES 1 OU 2
enchimento do Formulrio de Caracterizao do Empreendimento (FCE) e o protocolo
desse documento no rgo ambiental. Em posse das informaes recebidas atravs do
Protocolo do FCE
Emisso do FOB
FCE protocolado, o rgo ambiental classifica o empreendimento (Classe 1 6) e emite
o Formulrio de Orientao Bsica (FOB) especfico para a atividade, que contm toda a
Apresentao da
Documentao
Necessria
documentao necessria para prosseguimento de sua regularizao ambiental.
Tabela 3 - Documentos necessrios para obteno de AAF ou Licena Ambiental
Requerimento da AAF
Formalizao de
novo processo
AAF indeferida
AAF concedida
Tipo de
Regularizao
Ambiental
Documentos Necessrios
Figura 21 - Fluxograma para obteno de AAF
Fonte: Adaptado de Cartilha Licenciamento Ambiental Orientao ao Empreendedor, FIEMG.
CLASSES 3 6
Licena Prvia - LP
Licena de Instalao - LI
Licena de Operao - LO
Protocolo do FCE
Emisso do FOB
Termo de Responsabilidade, assinado pelo titular
do empreendimento
Declarao da Prefeitura de que o empreendimento est
de acordo com normas e regulamentos dos municpios
ART ou equivalente do profissional responsvel pelo
gerenciamento ambiental da atividade
Certido Negativa de Dbito de Natureza Ambiental
Alvar de Funcionamento
AAF
Apresentao da
Documentao
Necessria
Anlise tcnica (vistoria)
e jurdica do rgo
Julgamento
das LP/LI/LO
Formalizao de
novo processo
Licena indeferida
Conforme o empreendimento, quando necessrio,
sero exigidos tambm:
Outorga de Direito de Uso de Recursos Hdricos ou
Certido de Registro de Uso da gua, emitidas pelo rgo
ambiental competente
Ttulo Autorizativo emitido pelo DNPM
Documento Autorizativo para Interveno Ambiental
(DAIA).
Inscrio no Cadastro Ambiental Rural (CAR)
Licena concedida
Figura 22 - Fluxograma para obteno de Licena Ambiental
Fonte: Adaptado de Cartilha Licenciamento Ambiental Orientao ao Empreendedor, FIEMG.
56
57
Como premissa para a regularizao da atividade no Departamento Nacional de Produo Mineral (DNPM), necessrio que a rea de lavra esteja sem superposio de ttu-
Tipo de
Regularizao
Ambiental
Documentos Necessrios
los minerrios, ou seja, desonerada. Para verificar essa condio, basta obter as coordenadas geogrficas da rea e checar, via web, no site do DNPM. Uma segunda condio
possuir a autorizao formal do proprietrio da rea onde ocorre a jazida, comprovando
tambm, por meio do Registro de Imveis, a posse da referida rea. necessrio ainda
Licena
Ambiental
Requerimento da Licena Ambiental conforme modelo
fornecido pelo rgo competente
obter a licena junto ao municpio, atestando o acordo ou a no oposio da cidade quan-
Declarao da Prefeitura atestando que o local e o tipo
de empreendimento/atividade esto em conformidade
com a legislao aplicvel ao uso e ocupao do solo
autorizao dever ser obtida em todos os municpios envolvidos.
to ao funcionamento da atividade na regio. Caso a jazida esteja em rea limtrofe, essa
De posse das citadas autorizaes e com a rea desonerada, o prximo passo iniciar o
processo de regularizao, optando por uma das duas modalidades: registro de licena
Declarao do Corpo de Bombeiros comprovando a
adequao do empreendimento quanto ao combate
a incndios
Documento comprobatrio da condio do responsvel
legal pelo empreendimento
engenheiro de minas), habilitado junto ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetu-
Comprovante do pagamento de indenizao dos custos
administrativos de anlise da Licena Ambiental
ofcio, a exigncia da Licena Ambiental.
Certido Negativa (Resoluo COPAM n 01/1992)
ou concesso de lavra.
Todo o processo deve possuir um responsvel tcnico (gelogo, engenheiro gelogo ou
ra (CREA). Aps a apresentao dos devidos documentos, o DNPM emitir por meio de
Depois da avaliao e da concesso de AAF ou da Licena Ambiental por parte do rgo
ambiental, o empreendedor dever apresentar ao DNPM a devida licena, uma vez que,
para a regularizao da atividade mineral, a Licena Ambiental um dos documentos
Conforme o empreendimento, quando necessrio,
sero exigidos tambm:
Estudos Ambientais (EIA, RIMA, RCA, PCA, PRAD,
dentre outros)
Outorga do Uso da gua, quando a gua utilizada pelo
empreendimento no for fornecida pela concessionria local
Certido de matrcula do imvel, quando rural
Inscrio no Cadastro Ambiental Rural (CAR)
(quando imvel na rea rural)
Documento Autorizativo para Interveno Ambiental (DAIA)
solicitados.
Fonte: Adaptado de Cartilha Licenciamento Ambiental Orientao ao Empreendedor, FIEMG.
58
59
Empreendedor
DNPM
rgo
Ambiental
Verificar ttulos
minerrios
J estou instalado e/ou operando
e no possuo licena, o que fazer?
Caso o empreendimento esteja em instalao ou operando sem a respectiva licena
e deseja regularizar-se, a empresa dever solicitar a Licena de Instalao Corretiva (LIC) ou a Licena de Operao Corretiva (LOC), ou, quando for o caso, a AAF
em carter corretivo. Para isso, o empreendimento dever demonstrar a viabilidade
Obter autorizao formal
do proprietrio da rea
ambiental de seu empreendimento por meio de documentos, projetos e estudos
Registro de Licena
exigveis para a obteno normal da licena.
Obtive minha Licena Ambiental, e agora?
Providenciar licena
junto ao municpio
Ofcio Licenciamento
Ambiental
Obteno da Licena
Ambiental
Possuir Licena Ambiental no significa estar adequado s exigncias legais dessa
natureza, muito menos garantia de que no haver riscos ambientais. A licena ou a
AAF permite o exerccio de uma atividade nos termos e nas condies ali estabeleci-
Recolher taxa referente
ao licenciamento
dos, devendo essa funcionar dentro dos limites e padres ambientais, cumprindo-se
as condicionantes e os monitoramentos definidos.
Obteno da Licena
As Licenas Ambientais possuem condicionantes ambientais, como o monitoramento das emisses atmosfricas, de rudos, dentre outros, para que assegurem o controle ambiental da atividade em consonncia aos critrios ambientais.
Figura 23 - Fluxograma de regularizao para lavra de rochas ornamentais junto ao DNPM e rgo ambiental.
Fonte: Adaptado do Guia Tcnico Ambiental da Indstria de Cermica Vermelha, FIEMG.
Na renovao da Licena Ambiental, a empresa dever demonstrar a eficincia do
seu desempenho ambiental ao longo de seu perodo de vigncia. Desta forma,
necessrio que indicadores de processos ambientais sejam monitorados.
Apesar de no haver condicionantes em AAF, o empreendedor mantm a obrigao
Observao:
Mais detalhes sobre o processo de regularizao ambiental
podem ser obtidos na Cartilha da FIEMG: Licenciamento Ambiental
Orientaes ao Empreendedor.
de garantir que a operao de sua atividade atende a todos os padres e parmetros
estabelecidos pela legislao ambiental. Tal garantia normalmente d-se por meio da
realizao de automonitoramentos.
De acordo com a legislao vigente, a renovao da Licena Ambiental deve ser
requerida 120 (cento e vinte) dias antes do vencimento da licena em curso. Isso
significa que o empreendedor dever apresentar o FCE, receber o FOB e protocolar
todos os documentos solicitados em at 120 dias antes do vencimento da licena.
60
61
GLOSSRIO
OBRIGAES LEGAIS AMBIENTAIS
As principais obrigaes legais ambientais voltadas para a indstria
de rochas ornamentais so:
Licenciamento Ambiental
Cadastro Tcnico Federal (CTF) (Ibama)
Relatrio Anual de Atividades (Ibama)
Taxa de Controle e Fiscalizao (TCFA) (Ibama)
Inventrio Estadual de Resduos Slidos Minerrios (Sisema)
Declarao de Carga Poluidora (Sisema)
Cadastro das reas Impactadas pela Atividade Minerria (Sisema)*
* Apenas para empreendimentos detentores de AAF (DN 144/09) ou reas mineradas
abandonadas (DN 145/09)
Para melhor detalhamento sobre essas obrigaes, consulte:
[Link]
[Link]
[Link]/conama
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]
Aspecto ambiental: qualquer interveno de atividades, produtos e servios de
uma organizao sobre o meio ambiente.
Controle e mitigao: so medidas destinadas a prevenir impactos negativos ou
reduzir sua magnitude.
Efluente: produtos lquidos ou gasosos produzidos por indstrias ou resultante dos
esgotos domsticos urbanos, lanados no meio ambiente.
Impacto ambiental: qualquer alterao das propriedades fsico-qumica ou biolgica
do meio ambiente, causadas direta ou indiretamente pela ao das pessoas, pela
biota, pelas condies estticas e sanitrias do ambiente, pela qualidade dos recursos naturais. O impacto ambiental pode ser negativo ou positivo.
Licena Ambiental: procedimento administrativo realizado pelo rgo ambiental
competente, para autorizar instalao, ampliao, modificao e operao de atividades e empreendimentos que utilizem recursos naturais ou que possam causar
degradao ambiental.
Material particulado: mistura complexa de slidos com dimetro reduzido, cujos
componentes apresentam caractersticas fsicas e qumicas diversas. Em geral, o
material particulado classificado de acordo com o dimetro das partculas, graas
relao existente entre dimetro e possibilidade de penetrao no trato respiratrio.
Matria-prima: todo material que est agregado no produto e que empregado
na sua fabricao, tornando-se parte dele.
Poluentes atmosfricos: substncias ou materiais que causam poluio do ar, representando um potencial ou real perigo ao ecossistema e/ou sade dos organismos que nele vivem.
Regularizao ambiental: o ato pelo qual o empreendedor atende s precaues que
lhe foram requeridas pelo poder pblico referente a estudos e autorizaes ambientais.
Rejeito: resduos slidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperao, no apresentem outra possibilidade que no a disposio final
ambientalmente adequada.
Resduos: qualquer substncia ou objeto de que o ser humano pretende desfazer-se por no lhe reconhecer utilidade, o material que sobra aps uma ao ou
um processo produtivo.
62
63
REFERNCIAS
ABIROCHAS Associao Brasileira da Indstria de Rochas Ornamentais.
Guia de aplicao de rochas em revestimentos Projeto Bula. Cid Chiodi Filho; Eleno de Paula Rodrigues. So Paulo, SP. 2009.
ABIROCHAS - Associao Brasileira da Indstria de Rochas Ornamentais. O
setor de rochas ornamentais e de revestimento: situao atual, demandas e
perspectivas frente ao novo marco regulatrio da minerao brasileira. Fevereiro de 2013. Informe 06/2013. So Paulo SP.
ABIROCHAS Associao Brasileira da Indstria de Rochas Ornamentais. Panorama Mundial do Setor de Rochas Ornamentais e de Revestimento em
2013. MONTANI, Carlo. So Paulo, SP. 2014.
ALMEIDA, S. Lavra, artesanato e mercado do esteatito de Santa Rita de Ouro
Preto, Minas Gerais. Dissertao (Mestrado) - Programa de Ps-Graduao
em Engenharia Mineral: Economia Mineral, Universidade Federal de Ouro
Preto. 123 p. Outro Preto, 2006.
BRASIL. Lei n 12.305, de 2 de agosto de 2010. Institui a Poltica Nacional
de Resduos Slidos; altera a Lei n 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e d
outras providncias. Disponvel em: <[Link]
ato2007-2010/2010/lei/[Link]>.
BRASIL. Resoluo ANTT n 420, de 12 de fevereiro de 2004. Aprova as Instrues Complementares ao Regulamento do Transporte Terrestre de Produtos Perigosos. Disponvel em: <[Link]
view/1420/Resolucao_420.html>.
BRASIL. Resoluo CONAMA n 001, de 8 de maro de 1990. Dispe sobre
critrios de padres de emisso de rudos decorrentes de quaisquer atividades industriais, comerciais, sociais ou recreativas, inclusive as de propaganda
poltica. Disponvel em: <[Link]
FEAM Fundao Estadual do Meio Ambiente. Plano de Ao para Sustentabilidade do Setor de Rochas Ornamentais Quartzito So Thom das Letras
- Projeto Associado 4174. Gerncia de Desenvolvimento e Apoio Tcnico s
Atividades Minerrias. Belo Horizonte, MG. 2009.
64
FEAM Fundao Estadual do Meio Ambiente. Plano de Ao para Sustentabilidade do Setor de Rochas Ornamentais - Ardsia Papagaios. Gerncia de
Desenvolvimento e Apoio Tcnico s Atividades Minerrias. Belo Horizonte,
MG. 2010.
FIEMG Federao das Indstrias do Estado de Minas Gerais. Licenciamento
Ambiental Orientaes ao Empreendedor. Minas Gerais: FIEMG, 2013.
MINAS GERAIS. COPAM - Conselho Estadual de Poltica Ambiental. Deliberao Normativa n 144, de 18 de dezembro de 2009. Dispe sobre a declarao
de informaes relativas identificao e classificao de reas mineradas
detentoras de Autorizao Ambiental de Funcionamento (AAF) no Estado de
Minas Gerais. 2009.
MINAS GERAIS. COPAM - Conselho Estadual de Poltica Ambiental. Deliberao Normativa n 74, de 9 de setembro de 2004. Estabelece critrios para
classificao, segundo o porte e potencial poluidor, de empreendimentos e
atividades modificadoras do meio ambiente passveis de autorizao ambiental de funcionamento ou de licenciamento ambiental no nvel estadual, determina normas para indenizao dos custos de anlise de pedidos de autorizao ambiental e de licenciamento ambiental, e d outras providncias. 2004.
MINAS GERAIS. COPAM - Conselho Estadual de Poltica Ambiental. Deliberao Normativa n 191, de 6 de janeiro de 2014. Altera o Anexo nico da
Deliberao Normativa COPAM n 74, de 9 de setembro de 2004, incluindo o
cdigo para atividade de pilha de rejeito/estril de rochas ornamentais e de
revestimento. 2014.
MINAS GERAIS. COPAM - Conselho Estadual de Poltica Ambiental. Deliberao Normativa n 87, de 17 de junho de 2005. Altera e complementa a Deliberao Normativa COPAM n 62, de 17 de dezembro de 2002, que dispe sobre
critrios de classificao de barragens de conteno de rejeitos, de resduos
e de reservatrio de gua em empreendimentos industriais e de minerao no
Estado de Minas Gerais. 2005.
MINAS GERAIS. COPAM - Conselho Estadual de Poltica Ambiental. Deliberao Normativa n 127, de 27 de novembro de 2008. Estabelece diretrizes
e procedimentos para avaliao ambiental da fase de fechamento de mina.
2008.
65
MINAS GERAIS. COPAM - Conselho Estadual de Poltica Ambiental. Deliberao Normativa n 62, de 17 de dezembro de 2002. Dispe sobre critrios de
classificao de barragens de conteno de rejeitos, de resduos e de reservatrio de gua em empreendimentos industriais e de minerao no Estado
de Minas Gerais. 2002.
MINAS GERAIS. Lei n 10.100, de 17 de janeiro de 1990. D nova redao ao
art. 2 da Lei n 7.302, de 21 de julho de 1978, que dispe sobre a proteo
contra a poluio sonora no Estado de Minas Gerais. Disponvel em: <http://
[Link]/sla/[Link]?idNorma=2229>.
REIS, R. C.; SOUSA, W. T. Mtodos de lavra de rochas ornamentais. Rem: Rev.
Esc. Minas, Ouro Preto, julho, 2003.
66