OPTATIVA I
9 Perodo B Engenharia Civil
Varginha MG 2016
CONCRETO AUTO-ADENSVEL
ACADMICOS:
DIOGO BASTOS GOUVEA
LEANDRO WILLIAN DE FREITAS
LEONARDO VILAS BOAS LUZ
LUANA NOGUEIRA MATIAS
LUANE CAROLINA MENDES
MARIANA MARTINS BORGES
NALME ROCHA SILVA
PAULO CESAR MANUEL DE OLIVEIRA
CONCRETO AUTO ADENSVEL
No necessita de equipamentos para ser adensado
Adensamento apenas pelo efeito da gravidade
CONCRETO AUTO ADENSVEL
Originou-se no Japo em 1980
Reduzida mo-de-obra
Falta de equipamentos
Prottipo em 1988
CONCRETO AUTO-ADENSVEL
NO BRASIL
Primeira grande obra em Gois, 2004
CARACTERSTICAS
Capacidade de preenchimento
Resistncia ocorrncia de segregao
Capacidade de passar entre os estreitos
COMPARATIVO
Principal diferena: estado fresco
Dosagem do concreto
Materiais
COMPARATIVO: CAA x CONCRETO
CONVENCIONAL
Tabela 1: Dosagem do Concreto
Concreto auto-adensvel
Maiores quantidades de agregados finos
Menores quantidades de agregados grados
Maiores dosagens de aditivos redutores de gua e
promotores de viscosidade
Adensamento realizado apenas com seu peso
prprio
Concreto Convencional
Maiores quantidades e dimenses de agregados
grados para ocupar um volume maior
Utilizar argamassa suficiente para garantir a unio
entre os agregados grados
Adensamento necessita de vibradores
Fonte: Repette, 2005
PROPRIEDADES DO CONCRETO
FRESCO
Fluidez
Resistncia segregao
Habilidade passante
FLUIDEZ
Propriedade intrnseca do preenchimento
do CAA
Capacidade de preenchimento satisfatria
CONCRETO DEFORMVEL
Diminuio na dosagem de agregados
Aumento do teor da pasta
Fler calcrio, cinza volante e slica ativa
RESISTNCIA SEGREGAO
Reduo da exsudao
Diminuio da dosagem da gua
Uso de aditivos promotores de viscosidade
Resistncia: maior ndice de finos
SEGREGAO NO CAA
Falta de homogeneidade
Origem de bloqueios
HABILIDADE PASSANTE
Armadura
Limitao do teor e dimenso do agregado
grado
Aditivo promotor de viscosidade
PROPRIEDADES NO ESTADO
ENDURECIDO
Propriedades semelhantes entre o CAA e o
concreto convencional
Ensaios
DURABILIDADE DO CONRETO
Capacidade de resistncia da estrutura
Concreto durvel
Durabilidade inadequada
DURABILIDADE DO CAA
Composio e materiais utilizados
Permeabilidade do CAA
PATOLOGIAS
Permeabilidade a gua e aos gases
Ataque por sulfatos ao concreto
Carbonatao
Corrosso das armaduras
PERMEABILIDADE DE GUA E AOS
GASES
gua pura ou com ons agressivos
Dixido de carbono
Oxignio
ATAQUE POR SULFATOS AO
CONCRETO
Compostos expansivos
Tenses internas
Fissuraes e desagregao
CARBONATAO
Fenmeno fsico-qumico
Formao do CaCO3
Reduo do pH do concreto
Alterao das condies de estabilidade do
concreto
CORROSO DAS ARMADURAS
Interao destrutiva do material com o meio
Afeta a durabilidade da estrutura
AGREGADOS
Agregado mido
Agregado grado
AGREGADOS MIDOS
Definidos de acordo com a NBR 7211:2010
Areia natural
Areia artificial
40% de volume da argamassa
AGREGADOS MIDOS
Tabela 2: Percentagens de areia nas peneiras
Fonte: NBR 7211:2010
AGREGADOS GRADOS
Definidos de acordo com a NBR 7211:2010
Dimenso mxima: 19 mm
No devem ultrapassar 50% do volume de
slidos
FINOS
Cimento
Casca de arroz
P de mrmore
Areia de britagem
APLICAES DE MATERIAS DIVERSOS
AO CAA
Maior adio de finos
Minerais ou filers
Aditivos plastificantes e superplastificantes
Aditivos modificadores de viscosidade
P DE MRMORE
Resultante
do
processo
de
serragem de blocos de rochas
P de Mrmore
Vivel tecnicamente
Maior coeso e consistncia
Diminuio da exsudao
Melhor
desempenho
sem
interferncia na resistncia do
concreto
Fonte: Lisboa, 2004
SUBSTITUIO PARCIAL DE CIMENTO
POR CINZA DE CASCA DE ARROZ
Material pozolnico
Casca de arroz
Maior resistncia do trao
Diminuio do consumo de
cimento
Fonte: Lorini, 2014
Produo vivel
AREIA ARTIFICIAL
Minimiza a atividade de explorao da
areia natural
Areia artificial
Finos presentes na areia suprem parte do
material fino
Gros com elevada angulosidade e
aspereza superficial
Intensifica a segregao e exsudao;
Maior consumo de gua e aditivos
superplastificantes
Fonte: Ferneda, 2014
INFLUNCIA DO ADITIVO MODIFICADOR DE
VISCOSIDADE E DO FLER DE CALCRIO
Aumentar a coeso da mistura
Melhora a estabilidade e a
Fler de calcrio
mobilidade do concreto
Reduz a sedimentao
Mistura mais homognea;
Substituio de finos
Menor consumo de gua
Fonte: Ferneda, 2014
INFLUNCIA DO ADITIVO MODIFICADOR DE
VISCOSIDADE E DO FLER DE CALCRIO
Controla a exsudao e a
Fler de calcrio
segregao
Empacotamento dos gros;
Aumento
da
resistncia
mecnica
Pastas mais homogneas e
coesas
Fonte: Ferneda, 2014
RESISTNCIA COMPRESSO
Resistncia entre 27,8 MPa e 53,5 MPa nos
ensaios de Tutikian
Mdulo de elasticidade superior ao do
concreto convencional
Menor deformabilidade no estado endurecido
ENSAIOS NO ESTADO FRESCO
Nenhum mtodo de teste do concreto
convencional pode ser utilizado para avaliar o
CAA no estado fresco
Valores limites
Os ensaios para CAA esto previstos na NBR
15823:2010
ENSAIOS NO ESTADO FRESCO
Tabela 3: Ensaios e requisitos para CAA
Fonte: Repette, 2005
ENSAIO PARA FLUIDEZ
Slump Flow Test
Mtodo do espalhamento
Mede a capacidade do CAA de fluir sem
segregar
SLUMP FLOW TEST
Equipamentos necessrios:
Base
quadrada
de
Equipamento para Slump Flow Test
100X100 cm (metlica
e lisa)
Tronco de cone (de
mesmo
base)
material
da
Fonte: Razera, 2012
SLUMP FLOW TEST
Medir o dimetro do espalhamento em duas
direes
O valor do ensaio a mdia aritmtica das
duas direes
SLUMP FLOW TEST
Aspectos qualitativos:
Anlise da distribuio do agregado grado
Anlise da segregao e exsudao
Anlise da forma adquirida pelo concreto
aps o espalhamento
ESPALHAMENTO T50
Variao do Slump Flow Test
Marcao de um crculo de 50 cm de dimetro
Cronometrar o tempo que o CAA gasta para
atingir o crculo
Relacionado velocidade de escoamento do
concreto
FUNIL - V
Funil de seo retangular ou circular
Possui uma porta na extremidade inferior
Mede a fluidez do concreto
O resultado o tempo gasto para esvaziar o
funil
FUNIL - V
Vista frontal com as dimenses do Funil - V
Fonte: Razera, 2012
CAIXA - L
Caixa em forma de L com uma divisria e
barras de ao que simulam a armadura real da
estrutura
Medir distncias horizontal e vertical da caixa
Medir o tempo que o concreto leva para
alcanar estas distncias
CAIXA - L
Vista superior da caixa L e suas dimenses
Fonte: Razera, 2012
CAIXA - L
Verificar se h acmulo de agregado nas
barras de restrio
Baixa resistncia ao bloqueio
Coeso insuficiente
MTODOS DE DOSAGEM
Mtodo de Petersson, Billberg e Van;
Mtodo de Saak Et Al;
Mtodo de Efnarc;
Mtodo de Okamura;
Mtodo de Nan Su Et Al;
Mtodo de Gomes;
Mtodo de Tutikian
MTODO DE OKAMURA
Limitada quantidade de agregados grados ;
Baixa relao gua/cimento;
Altas dosagens de aditivo superplastificante.
MTODO DE NAN SU ET AL. (2001)
o mais usual para dosagem;
Utilizao de cinza volante e escria alto
forno como adies;
Ter de fazer dezenas de experimentos para
que encontre a melhor relao entre as
adies.
MTODO DE GOMES (2002)
Dosagem de CAA de alta resistncia (CADAR) ;
Ter a relao gua/aglomerante baixa (a/agl<0,40);
Otimizar as relaes aditivo superplastificante / cimento
(sp/c) e finos / cimento (f/c) para que se obtenha pasta com
alta fluidez e boa coeso;
Determinar um esqueleto granular com mnimo de vazios
possvel;
Determinar uma pasta com as caractersticas de autoadensabilidade do concreto fresco, assim como a
resistncia compresso.
MTODO TUTIKIAN(2004)
Passo a passo para dosagem do CAA
Fonte: Tutikian, 2004
ESCOLHA DOS MATERIAIS
Custo de cada componente;
Disponibilidade em quantidade ;
Distncias aceitveis;
agregado grado deve ser menor que 19
mm;
Resduos de indstrias.
DETERMINAO DO TEOR IDEAL DE
ARGAMASSA SECA
Mtodo IPT/ EPUSP;
Finos pozolnicos substituem o cimento;
Finos no pozolnicos substituem agregado
mido
DETERMINAO DOS TRAOS RICO,
INTERMEDIRIO E POBRE
Colocao
do
aditivo
superplastificante
consequente segregao:
0,30% da massa de cimento;
Concreto est bastante fluido;
Rapidez no processo.
ACERTO DOS FINOS POR SUBSTITUIO
Correo da segregao do concreto;
Substituio do cimento ou do agregado mido
pelos finos ;
Cria-se o CAA .
Ensaios de trabalhabilidade at o concreto
convencional se tornar CAA.
PREPARAO DO CAA
Misturado na obra;
Dosado em central de concretagem ;
Produzido em indstria de pr-moldados;
Cimento, gua, agregado mido, agregado
grado, finos e aditivos;
Central de produo de concreto
Fonte: Battagin, 2012
APLICAO DO CAA
NBR 15823: 2010 - Concreto Auto -Adensvel
Parte 1: Classificao, controle e aceitao no estado fresco
Parte 2: Determinao do espalhamento e do tempo de escoamento
Mtodo do cone de Abrams
Parte 3: Determinao da habilidade passante Mtodo do Anel J
Parte 4: Determinao da habilidade passante Mtodo da caixa L
Parte 5: Determinao da viscosidade Mtodo do Funil V
Parte 6: Determinao da resistncia segregao Mtodo da coluna
de segregao
APLICAO DO CAA
APLICAO DO CAA
APLICAO DO CAA
APLICAO DO CAA
APLICAO DO CAA
Edificaes que utilizaram CAA
Fonte: Battagin, 2012
DEFINIO DO TRAO
Traos 1:3 ou 1:4,5, para os CAA
Custos por MPa inferiores
Trao a ser executado em laboratrio
Fonte: Tutikian, 2004
O CONCRETO AUTO ADENSVEL EM
LAJES, VIGAS E PILARES
Estruturas esbeltas e densamente armadas
Mesma sequncia do CCA
Regio de alta densidade de armadura
sem uso de vibrador
Facilidade de penetrao
O CONCRETO AUTO ADENSVEL EM
LAJES, VIGAS E PILARES
Vantagens na fase de execuo
Reduo do desperdcio do prprio
material
Reduo de desperdcio de servio
Elimina-se o retrabalho
O CONCRETO AUTO ADENSVEL EM
LAJES, VIGAS E PILARES
Reforo de vigas e pires em construes j
existentes
Em edificaes mais antigas ou em um aumento de projeto
no planejado
A APLICAO DO CONCRETO AUTO ADENSVEL
MAIS VANTAJOSA EM LAJES OU EM VIGAS E
PILARES?
Renato Faria - As vantagens so diferentes. Quando se est
construindo o pilar, a probabilidade de se ter alguma descontinuidade
e falhas muito grande, principalmente em pilares muito altos.
Quando se est utilizando o concreto auto adensvel, esta
probabilidade diminui; custa muito caro reparar uma estrutura. E isso
uma vantagem muito importante. No caso da laje, a aplicao do
concreto muito rpida e diminui o nmero de trabalhadores.
CASAS DE CONCRETO AUTO
ADENSVEL
COMPARAO DOS CUSTOS DO CAA E O
CONCRETO CONVENCIONAL
Comparao complexa que envolve muitas variaveis
Contexto geral, mo de obra local e disponibilidade de
material prima
Estudo de Jucelem Razera, da UTFP
rea da laje = 125,72 m
Volume de concreto total da estrutura =
10,11 m
* Volume de concreto da laje = 5,91 m
* Volume de concreto das vigas = 4.22
m
RESULTADOS OBTIDOS
Custos
considerando a produo do concreto.
Quadro mdio de preo de produo do concreto
Fonte: Razera, 2012
RESULTADOS OBTIDOS
Custos considerando Produo, lanamento,
acabamento superficial de uma estrutura.
adensamento
Quadro com valores de materiais e mo de obra aplicados na estrutura
Fonte: Razera, 2012
VANTAGENS
Permite concretagem sem adensamento
Reduo nos defeitos de concretagem e retrabalho
Reduo da necessidade de mo-de-obra
Concretagens mais rpidas
Melhor acabamento superficial
Maiores possibilidades de trabalho com formas de
pequenas dimenses
VANTAGENS
Bombeamento
em
grandes
distncias
verticais
horizontais com maiores velocidades
Elimina os rudos provocados pelo vibrador
Melhores condies de segurana do trabalho
Reduo de desperdcios
Utilizao de resduos de outras indstrias
Reaproveitamento de finos que seriam descartados
Aumento da vida til das formas
Economia de energia eltrica
DIFICULDADES E DESVANTAGENS
Preo do m mais elevado que o do concreto
convencional
Necessidade de maior rigor no controle de
dosagem e de materiais
Necessidade de mo-de-obra especializada
Necessidade
de
cuidados
especiais
transporte, para evitar a segregao
no
BIBLIOGRAFIA
FERNEDA, Mnica Cristina. Estudo do desenvolvimento de concreto autoadensvel
com areia artificial em pr-moldados. 2014. 117 f. Trabalho de Concluso de Curso
(Graduao) - Universidade Tecnolgica Federal do Paran, Pato Branco, 2014.
FIORENTIN, Thais Regina. Influncia do aditivo modificador de viscosidade e do fler
calcrio no comportamento de pastas e argamassas de concreto auto adensvel. 2011.
66 f. Trabalho de Concluso de Curso (Graduao) - Universidade Tecnolgica Federal do
Paran, Pato Branco, 2011.
LISBOA, Edvaldo Monteiro. Obteno do concreto autoadensvel utilizando resduo
do beneficiamento do mrmore e granito e estudo de propriedades mecnicas. 2004.
116 f. Trabalho de Concluso de Curso (Ps-Graduao) Universidade Federal de
Alagoas - Macei, 2004.
LORINI, Marcio Roberto. Anlise das propriedades mecnicas de concretos com
substituio parcial de cimento por cinza de casca de arroz em concretos
autoadensveis. 2014. 61 f. Trabalho de Concluso de Curso (Graduao) - Universidade
Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - UNIJU, 2014.
TUTIKIAN, B.F Mtodo para dosagem de concretos auto-adensveis. Dissertao de mestrado,
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre - RS, 2004.
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GOMES, Paulo Csar Correia; EARROS, Alexandre Rodrigues de. Mtodos de dosagem de concreto
auto-adensvel. 1 Ed. So Paulo: Pini, 2009, 172 p.
BATTAGIN, Ins Laranjeira da Silva. Avanos e inovaes na normalizao tcnica de concreto:
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GOMES, P.C.C. Optimization and characterization of high-strength self-compacting concrete. Tese
de doutorado, Barcelona, 2002.
SU, N.; HSU, K.C.; CHAI, H.W. A simple mix design method for self-compacting concrete. In:
Cement and Concrete Research, n. 31, p. 1799-1807, 2001.
REPETTE, W. L. Concreto autoadensvel caractersticas e aplicao. In: Revista Tchne. Ed 135.
208. Pg. 56-60. Acesso em: [Link]
Acesso em 20 set 2012.