Disciplina
lgebra Linear e Geometria Analtica Vetorial
Coordenador da Disciplina
Prof. Marcelo Ferreira de Melo
3 Edio
Copyright 2010. Todos os direitos reservados desta edio ao Instituto UFC Virtual. Nenhuma parte deste material poder ser reproduzida,
transmitida e gravada por qualquer meio eletrnico, por fotocpia e outros, sem a prvia autorizao, por escrito, dos autores.
Crditos desta disciplina
Realizao
Autor
Prof. Jos Robrio Rogrio
Sumrio
Aula 01: Sobre Demonstrao ................................................................................................................. 01
Tpico 01: Introduo ............................................................................................................................ 01
Tpico 02: Demonstrao Direta, Indireta e por contradio (ou absurdo) ........................................... 03
Tpico 03: Princpio de Induo Finita (PIF) ........................................................................................ 06
Aula 02: Matrizes ...................................................................................................................................... 11
Tpico 01: Definies e Exemplos ........................................................................................................ 11
Tpico 02: Adio e Multiplicao de Matrizes .................................................................................... 14
Tpico 03: Potncia, Transposta e Inversa de uma Matriz .................................................................... 18
Aula 03: Sistema de equaes lineares e determinantes ........................................................................ 24
Tpico 01: Generalidades....................................................................................................................... 24
Tpico 02: Resoluo de sistemas ......................................................................................................... 26
Tpico 03: Determinantes ...................................................................................................................... 30
Tpico 04: Sistemas Lineares Homogneos .......................................................................................... 32
Aula 04: O espao tridimensional 3 ...................................................................................................... 37
Tpico 01: Representao Cartesiana .................................................................................................... 37
Tpico 02: Distncias em 3.................................................................................................................. 40
Tpico 03: As operaes em 3 ............................................................................................................. 42
Tpico 04: Interpretao Geomtrica ..................................................................................................... 44
Aula 05: O Produto Escalar em 3 ......................................................................................................... 47
Tpico 01: Produto Escalar e Norma ..................................................................................................... 47
Tpico 02: Interpretao Geomtrica ..................................................................................................... 50
Aula 06: O Produto Vetorial .................................................................................................................... 53
Tpico 01: Propriedades......................................................................................................................... 53
Tpico 02: Interpretao Geomtrica ..................................................................................................... 57
Aula 07: Retas e Planos ............................................................................................................................ 60
Tpico 01: Retas..................................................................................................................................... 60
Tpico 02: Plano .................................................................................................................................... 63
Aula 08: O espao vetorial X.................................................................................................................. 69
Tpico 01: Preliminares ......................................................................................................................... 69
Tpico 02: Dependncia Linear e Base.................................................................................................. 71
LGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALTICA VETORIAL
AULA 01: SOBRE DEMONSTRAO
TPICO 01: INTRODUO
Sejam bem vindos!
A disciplina que ora iniciamos uma continuao da disciplina
Geometria Analtica Plana, onde vocs tiveram um primeiro contato com a
extraordinria criao de Descartes e Fermat. Tendo como base a
correspondncia biunvoca entre os pontos de uma reta e os nmeros
reais, podemos olhar os pontos do plano
como pares de nmeros reais
e as curvas so dadas por equaes. Isso tornou possvel tratar problemas
geomtricos por via algbrica. Aqui vamos colocar mais um eixo e obter o
espao tridimensional
esto definidas uma soma e um produto por nmeros reais,
Em
naturalmente:
para cada
Observou-se que uma poro de objetos matemticos, tais como
matrizes, funes e solues de sistemas lineares homogneos, tambm tm
operaes semelhantes e que satisfazem s mesmas propriedades das
. Essa abstrao deu origem aos espaos vetoriais, que o
operaes em
principal objeto de estudo em lgebra Linear.
Sobre notao, lembramos que usaremos a notao usual da linguagem
dos conjuntos. Por exemplo:
- nmeros reais
- nmeros inteiros
- nmeros racionais
- nmeros naturais
- a elemento de A
- a no elemento de A.
IMPORTANTE
Aprendemos por imitao e prtica.
Estudamos matemtica com lpis e papel, sempre aparece algum
detalhe para o leitor preencher.
1
As listas de problemas so partes essenciais do curso. Em cada aula ser
oferecida uma lista. O aluno deve tentar resolver todos os problemas.
atravs da resoluo de problemas que consolidamos a aprendizagem,
no aprendemos passivamente.
No atrasem as tarefas. Procurem imprimir as aulas, para que vocs
possam ler nas horas vagas. Principalmente, aqueles alunos que
trabalham. No podemos perder tempo.
FONTES DAS IMAGENS
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Responsvel: Marcelo Ferreira de Melo
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LGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALTICA VETORIAL
AULA 01: SOBRE DEMONSTRAO
TPICO 02: DEMONSTRAO DIRETA, INDIRETA E POR CONTRADIO (OU ABSURDO)
Nesta aula ainda no trataremos de Geometria Analtica ou lgebra
Linear. Tendo em vista que qualquer teoria matemtica tem como base de
sustentao o mtodo dedutivo, no qual alguns conceitos so aceitos sem
definio (conceitos primitivos), outros so definidos, algumas proposies
so aceitas sem necessidade de comprovao (axiomas) e a partir da todos
os resultados (teoremas) precisam ser demonstrados. Considero
demonstrao uma palavra-chave e na disciplina que ora iniciamos, ela
estar bastante presente. De modo que fundamental que conheamos
desde logo o funcionamento do processo de demonstrao de teoremas.
Teorema uma proposio verdadeira do tipo: P
Q (se P ento
Q).
Veja alguns conceitos importantes:
A DEMONSTRAO DIRETA de um teorema consiste em usar a
hiptese P como verdadeira e atravs de raciocnio lgico dedutivo, obter a
tese Q verdadeira.
Chama-se LEMA a um teorema preparatrio para a demonstrao de
outro teorema.
COROLRIO um teorema cuja demonstrao segue como
conseqncia de outro. claro que um teorema tambm pode se
Q. Neste caso, so verdadeiras P implica Q e
apresentar na forma: P
reciprocamente Q implica P.
EXEMPLO DE DEFINIO - Dizemos que
algum
.
EXEMPLO DE TEOREMA - Se
par, se n = 2m para
par, ento n2 par.
par", e a tese: " n2 par".
Neste teorema temos como hiptese:
. Logo
Vamos demonstrao, sendo par, ento n = 2m para algum
, onde
demonstrao est concluda.
Donde
n2
par
A simples verificao de alguns ou muitos casos particulares
em que a hiptese e tese so verdadeiras NO um argumento
adequado para se provar um teorema. A menos que o teorema
seja uma afirmao sobre casos especficos. Como mostra o
exemplo abaixo:
Existe um nmero real
tal que
Neste caso, para demonstrar basta considerar
=1
DEMONSTRAO INDIRETA
Algumas vezes no encontramos argumentos para concluir a validade da
tese a partir da hiptese. Nesses casos, podemos utilizar a equivalncia:
onde
denotam a negao da proposio P e Q, respectivamente.
A equivalncia acima garantida pelos dois princpios lgicos.
PRINCPIO DA NO CONTRADIO - Uma proposio P no pode ser
verdadeira juntamente com ~P.
PRINCPIO DO TERCEIRO EXCLUDO - Qualquer proposio
verdadeira ou falsa.
EXEMPLO
A seguir um exemplo de Demonstrao indireta:
Se
tal que n2 par, ento n tambm deve ser par.
PROVA
Aqui, temos como hiptese
par algum
Q:
para algum
. Suponha ~Q verdadeira, isto ,
algum
. Assim
.
e a tese
para
onde
Isto mostra que ~P verdadeira.
Logo ~Q
~P e portanto, P
Q verdadeiro e a demonstrao
est concluda.
OBSERVAO
1. De um modo geral, os autores de livros de matemtica no
comunicam aos leitores quando utilizam demonstrao indireta. Devemos
ler com bastante ateno para compreender a demonstrao.
2. preciso saber negar uma proposio, por exemplo; P:
que
(o smbolo significa para todo). A negao
. (o smbolo significa existe).
tal
DEMONSTRAO POR CONTRADIO (OU ABSURDO)
Q,
outra alternativa da demonstrao indireta. Para provar P
podemos negar Q, isto , admitir ~Q verdadeira. Assim, temos P e ~Q
verdadeiras. Desenvolvemos raciocnios lgicos dedutivos para chegarmos a
uma contradio A e ~A verdadeiras. Portanto Q deve ser verdadeira e o
teorema estar provado.
EXEMPLO
Teorema:
Hiptese: P:
Tese
PROVA
Suponha que
Ento
possveis fatores comuns, podemos escrever
Reduzindo
onde mdc(c,d) = 1.
Assim,
portanto
Pelo exemplo anterior, podemos
concluir que c par. Isto , c = 2k, para algum
. Substituindo c = 2k
na equao
, obtemos
Donde
Novamente, pelo
exemplo anterior, segue-se que d par. Mas, ento
O que
uma contradio, j que tnhamos
Portanto
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LGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALTICA VETORIAL
AULA 01: SOBRE DEMONSTRAO
TPICO 03: PRINCPIO DE INDUO FINITA (PIF)
O Princpio de Induo Finita uma ferramenta extremamente til
aos matemticos, quando precisam provar resultados envolvendo nmeros
inteiros maiores ou iguais que um certo inteiro.
PIF: Uma proposio P(n) dependendo de
onde
, se:
verdadeira para todo
(i) P(a0) verdadeira
(ii) Para todo
verdadeira.
se P(k) for verdadeiro ento P(k+1) tambm ser
Para provar o Princpio de Induo Finita, podemos usar algo evidente,
a saber:
AXIOMA DA BOA ORDENAO: Todo subconjunto novazio de nmeros inteiros maiores ou iguais a um dado inteiro
tem um primeiro elemento, isto , existe um nmero inteiro do
subconjunto menor ou igual que todos os outros elementos do
subconjunto.
PROVA DO PIF:
Seja
elemento de
. Ento
falsa}. Suponha
e seja
o primeiro
pois P(a0) sendo verdadeiro, segue-se que
.
Agora, como
obtemos
, pois o menor elemento de
. Donde,
verdadeira; desse modo,o segundo item da hiptese nos
d
verdadeira. Assim,
verdadeira. O que absurdo, pois
. Portanto, conclumos que
verdadeira para todo
.
EXEMPLO 1
Prove que
, para todo
SOLUO
Com efeito, a frmula vale para n=1, visto que 1=1(1+1)/2. Agora,
suponha K > 1 e que
Ento
Isso mostra que a frmula vale para k+1, sempre que vale para k.
Logo, pelo PIF, segue o resultado.
6
EXEMPLO 2
Prove que
SOLUO
Para n = 3, temos
[Link] agora que
e portanto vale a
, onde
. Devemos
mostrar que a afirmao verdadeira para k + 1, isto , que
. De fato,
. At aqui,o
procedimento foi muito [Link] o golpe final,precisamos relacionar
a ltima equao com a nossa hiptese de induo:
Agora,um pouco de criatividade se faz [Link]. Como k
+ 1 > k, obtemos
e assim
Isso nos permite
concluir que
. Mas,temos como hiptese
. Portanto,
. Assim, por induo
O Princpio de Induo Finita pode ser visto de outra forma:
PIF (2. FORMA): Uma proposio P(n) dependendo de
verdadeira para todo
, onde
se:
(i) P(a0) for verdadeira;
para
(ii) Para cada
.
, P(m) verdadeira sempre que P(k) for verdadeira
Observe que existe uma pequena diferena do PIF explicada no texto.
Esta verso do PIF tambm muito til.
PROVA
Seja
elemento de
e P(m) falsa}. Suponha
e seja
o primeiro
. Por (i),
. Agora como
o menor elemento de X,
isto , P(k) verdadeira. Logo,
segue que, para todo k tal que
por (ii), P(x0) verdadeiro. O que absurdo, j que
. Portanto,
conclumos que
e P(m) verdadeira para todo
EXERCCIOS RESOLVIDOS
Nesta seo apresentaremos alguns problemas resolvidos. Sabemos
que aprendemos por imitao e prtica. Portanto a resoluo de
problemas parte essencial do processo de aprendizagem. Vejamos alguns
exemplos:
INDUO
Demonstrar que
mltiplo de 3 para qualquer
natural .
SOLUO
Para
, temos
Suponha
agora
e portanto vale a afirmao.
que
De
.
vemos mostrar que
Com efeito, onde
Assim, por induo
mltiplo de 3 para
qualquer n natural.
FUNO QUADRTICA
A funo quadrtica
bastante conhecida.
Sabemos que podemos escrever
que a sua
forma cannica e todo o estudo do sinal e das razes pode ser obtido a
partir dela. A determinao de mnimo ou mximo tambm pode ser
facilmente conseguida conforme o seguinte problema: prove que
e
SOLUO
Da
forma
cannica,
obtemos
Sendo
segue-se
que
Como queramos mostrar.
APLICAO DE 2
Joo tem uma fbrica de sorvetes. Ele vende, em mdia, 300 caixas
de picol por R$20,00 a caixa. Entretanto, percebeu que, cada vez que
diminua R$1,00 no preo da caixa, vendia 40 caixas a mais. Qual
deveria ser o preo da caixa para que sua receita fosse mxima?
SOLUO
Temos aqui uma boa oportunidade de ressaltar para os nossos
alunos que a Matemtica tem aplicaes interessantes no cotidiano das
pessoas. Observe que a receita dada pela quantidade de caixas
vendidas vezes o preo de uma caixa. Agora, se for a quantia que devo
diminuir
no
preo
de
cada
caixa,
teremos
, que uma
funo quadrtica e do problema 2, sabemos que ela atinge o seu valor
mximo quando
Portanto, para que a receita seja a maior
possvel o preo da caixa deve ser de R$13,75
PRINCPIO DA CASA DO POMBO
Trata se de um poderoso instrumento de resoluo de problemas, no
obstante a sua facilidade de compreenso. Imagine que existem
pombos (ou objetos) para serem colocados em casas gavetas), ento pelo
menos uma casa deve abrigar no mnimo 2 pombos . Caso contrrio,
existiriam no mximo pombos. Mais geralmente, se existem pombos
8
para serem colocados em
casas, ento pelo menos uma casa deve
abrigar, no mnimo,
pombos, onde denota o menor inteiro menor
ou igual a
Com efeito, se a afirmao fosse falsa, isto , se cada casa
abrigasse no mximo
pombos, ento existiriam no mximo
pombos. Mas,
Portanto, existiriam no mximo
pombos, o que falso, j que existem pombos. Assim a afirmao
verdadeira.
Aplicaremos este princpio para resolver as seguintes questes:
4.1 - EM UMA REUNIO COM 30 PESSOAS, NO MNIMO QUANTAS
PESSOAS FAZEM ANIVERSRIO NO MESMO DIA DA SEMANA?
Aqui temos 30 pombos (pessoas) para serem colocados em 7 casas
(dias da semana). Pelo exposto acima, sabemos que no mnimo uma casa
deve abrigar, pelo menos,
pombos, ou seja,
pessoas (no
mnimo) fazem aniversrio no mesmo dia da semana.
4.2 - DO CONJUNTO
ESCOLHEMOS AO ACASO 51
DEMONSTRAR QUE ENTRE OS NMEROS ESCOLHIDOS
SEMPRE EXISTEM DOIS QUE SO CONSECUTIVOS.
NMEROS.
Soluo: vamos colocar os elementos de A em 50 gavetas
Agora fazemos as 51 retiradas. claro que dois
devem sair da mesma gaveta, j que existem apenas 50 gavetas. Portanto,
estes que saram da mesma gaveta so consecutivos.
4.3 - QUAL DEVE SER A QUANTIDADE MNIMA DE PESSOAS EM
UMA REUNIO PARA QUE SE TENHA CERTEZA DE QUE, PELO MENOS,
40 PESSOAS FAZEM ANIVERSRIO NO MESMO MS.
Soluo: podemos pensar nas pessoas como pombos e a quantidade
de meses como as casas. Assim, precisamos ter
Da,
,portanto
Ou
seja,a
quantidade mnima de pessoas 469 Isso apenas uma pequena amostra
do poder do PCP (princpio da casa do pombo).
FRUM
Para consolidar a aprendizagem sobre demonstraes:
Use os dois princpios lgicos (princpio da no contradio e o
princpio do terceiro excludo) para provar a equivalncia:
, isto , mostre que
.
reciprocamente,
(voc pode anexar um arquivo ao Frum com a sua soluo)
ATIVIDADE DE PORTFLIO
Resolva os exerccios 1, 3, 5, 7 e 9 da lista de exerccios (Visite a aula
online para realizar download deste arquivo.) e coloque no seu portflio.
CONTANDO HISTRIA
Os gregos foram os primeiros europeus que mantiveram contato com
o Oriente Mdio, de onde levaram os conhecimentos matemticos que j
existiam no Egito e na Mesopotmia, especialmente a Geometria (medida
da terra). O primeiro grande matemtico grego foi Tales, da cidade de
Mileto, que viveu por volta de 600 A.C.. Tales visitou o Egito e a Babilnia
e de l trouxe para a Grcia o estudo da Geometria. Alm disso,
introduziu um conceito revolucionrio: As verdades matemticas
precisam ser demonstradas.
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LGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALTICA VETORIAL
AULA 02: MATRIZES
TPICO 01: DEFINIES E EXEMPLOS
Chamamos de matriz uma tabela de elementos dispostos em linhas e
colunas.
Por exemplo, ao recolhermos os dados referentes a altura, peso e idade
de um grupo de trs pessoas, podemos disp-los na tabela:
Altura(m)
Peso(kg)
Idade(anos)
Pessoa 1
1,51
51
24
Pessoa 2
1,90
100
18
Pessoa 3
1,60
57
40
Ao omitirmos os significados das linhas e colunas, temos a matriz:
Tambm so exemplos de matrizes:
Os elementos de uma matriz so nmeros reais ou complexos.
CONTANDO HISTRIA...
O termo matriz foi utilizado pela primeira vez pelo matemtico e
advogado ingls James Sylvester, que o definiu em 1850 como um "arranjo
oblongo de termos". Sylvester comunicou seu trabalho sobre matrizes para
seu colega advogado e matemtico ingls Arthur Cayley, que ento
introduziu algumas operaes bsicas de matrizes num livro intitulado
Memoir on the Theory of Matrices que foi publicado em 1858. curioso
observar que Sylvester, que era judeu, no conseguiu seu diploma
universitrio pois se recusava a assinar o requerido juramento Igreja
Anglicana. Ele ocupou uma ctedra na Universidade de Virgnia, nos EUA,
mas renunciou ao cargo depois de espancar com uma bengala um aluno
que estava lendo um jornal em sala de aula. Sylvester, pensando que havia
matado o aluno, fugiu de volta para a Inglaterra no primeiro navio
disponvel. Felizmente, o aluno no morreu, s ficou em estado de choque!
Representaremos uma matriz com m linhas e n colunas por:
Utilizaremos letras maisculas para denotar matrizes, e quando
quisermos especificar a ordem de uma matriz A (isto , o nmero de linhas e
11
colunas) escreveremos Amxn . O elemento aij o termo da matriz que est
localizado na i-sima linha e j-sima coluna. Por exemplo, na matriz:
Quando a matriz tem ordem N X N os elemenos a11, a22, ..., anm
constituem a chamada diagonal principal. A outra diagonal chamada
diagonal secundria.
TIPOS DE MATRIZES
MATRIZ QUADRADA: So matrizes AMXN cujo nmero de linhas
igual ao nmero de colunas, isto , m=n.
MATRIZ COLUNA: So as matrizes que possuem uma nica coluna,
isto , N = 1
Analogamente.
MATRIZ LINHA: So as matrizes que possuem uma nica linha, isto ,
M=1
MATRIZ DIAGONAL: So as matrizes quadradas tais que AIJ = 0 para
, isto , os nicos elementos no-nulos pertencem a diagonal
todo
principal.
MATRIZ IDENTIDADE: So as matrizes diagonais tais que AII = 1 para
todo
. Denotamos por IN.
MATRIZ TRIANGULAR SUPERIOR: So as matrizes quadradas onde
todos os elementos abaixo da diagonal principal so nulos, isto ,
12
MATRIZ TRIANGULAR INFERIOR: Neste caso, todos elementos acima
).
da diagonal principal so nulos (isto ,
MATRIZ SIMTRICA: So as matrizes onde M = N e AIJ = AJI.
Note que, no caso de uma matriz simtrica, a parte superior uma
"reflexo" da parte inferior, em relao a diagonal principal.
Vejamos como podemos trabalhar a noo de igualdade para matrizes.
DEFINIO
so iguais, e denotamos A =
Duas matrizes
B , se elas possuem o mesmo nmero de linhas (m = r) e o mesmo nmero
de colunas (n = s), e AIJ = BIJ para todo i,j.
Por exemplo,
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LGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALTICA VETORIAL
AULA 02: MATRIZES
TPICO 02: ADIO E MULTIPLICAO DE MATRIZES
ADIO DE MATRIZES
DEFINIO:
adio de duas matrizes de mesma ordem,
e , uma matriz MXN, denotada por A + B, cujos
elementos so as somas dos elementos correspondentes de A E B. Isto :
EXEMPLO
Considere
. Ento, por definio, a
matriz A + B dada por:
H situaes cotidianas onde a adio de matrizes se faz presente,
vejamos:
Exemplo: Consideremos as tabelas, que descrevem a produo de gros
em dois anos consecutivos.
Soja
Feijo
Arroz
Milho
Regio A
4000
400
350
130
Regio B
500
800
450
200
Regio C
1300
250
900
300
Produo de gro (em milhares de toneladas) durante o primeiro ano
Soja
Feijo
Arroz
Milho
Regio A
2000
100
700
280
Regio B
1500
800
230
330
Regio C
7000
1000
900
350
Produo de gro (em milhares de toneladas) durante o segundo ano
DESAFIO
Como faramos para montar uma tabela que d a produo por
produto e por regio nos dois anos consecutivos conjuntamente?
SOLUO
Para isso, teremos que somar os elementos correspondentes das
duas tabelas, ou seja:
14
Portanto
soja
feijo
arroz
Milho
Regio A
6000
500
1050
410
Regio B
2000
1600
680
530
Regio C
8300
1250
1800
650
Produo de gros (em milhares de toneladas) durante os dois anos
ATENO
A adio de matrizes est definida somente para matrizes de
mesma ordem.
TEOREMA 1
Sejam A, D e C razes de ordem mxn. Ento:
No que segue, definiremos a operao multiplicao de uma matriz por
um escalar(nmero).
e K um nmero(real ou complexo), ento
Definio: Seja
definimos a matriz KA por :
EXEMPLO
Para a matriz
, temos
TEOREMA 2
Sejam A, B razes de ordem mxn e
15
escalares. Ento:
OBSERVAO
Se
onde
ento
. Portanto,
a matriz nula.
Outra operao natural com matrizes a multiplicao. Como podemos
multiplicar matrizes?
MULTIPLICAO DE MATRIZES
e
DEFINIO: Sejam
multiplicao de
matrizes. Definimos a
, como sendo a matriz de ordem
, denotada por
, onde
1) A multiplicao de duas matrizes s possvel se o nmero de colunas
da primeira matriz for igual ao nmero de linhas da segunda matriz.
Ademais, a matriz resultante tem ordem mxp.
2) O elemento cij obtido, multiplicando os elementos da i-sima linha
da primeira matriz com os elementos correspondentes da j-sima coluna da
segunda matriz, e somando estes produtos.
EXEMPLO
Calcule AB, dados
Como
tem ordem
e ser uma matriz
tem ordem
. A primeira linha do produto
fazendo-se o produto da primeira linha de
cada uma das colunas de
A segunda linha de
de
, o produto
est definido
calculada
com os correspondentes com
e somando-os. Assim,
calculada fazendo-se o produto da segunda linha
com os correspondentes com cada uma das colunas de
e somando-os:
Assim, a matriz produto
OBSERVAO: Em geral, AB BA (ou seja, o produto de matrizes no
comutativo). Por exemplo, se
temos
16
TEOREMA 3
Desde que sejam possveis as operaes, as seguintes propriedades so
vlidas:
(a) A . In = In . A = A;
(b ) A (B + C) = AB + AC<
(c) ( A + B).C = AC + BC
(d) (AB)C = A(BC);
(e) 0.A = A.0 = 0
FONTES DAS IMAGENS
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LGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALTICA VETORIAL
AULA 02: MATRIZES
TPICO 03: POTNCIA, TRANSPOSTA E INVERSA DE UMA MATRIZ
MATRIZ TRANSPOSTA
DEFINIO
, obtemos outra matriz
Dada uma matriz
cujas linhas so as colunas de , ou seja,
A matriz
,
chamada a
(ou transposta de ).
matriz transposta de
EXEMPLOS
1) Se
ento
2) Se
ento
TEOREMA 4
Sejam A e B matrizes (com ordens tais que as operaes indicadas
podem ser realizadas) e um escalar. Ento:
(a)
(b)
(c)
(d)
PROVA
As propriedades (a), (b) e
deixaremos como exerccio!
(c)
so relativamente fceis de provar,
Provaremos a propriedade (d), j que essa uma propriedade que voc
no deve ter esperado.
poderia ser verdadeira?).
(Voc achou que
Primeiro, se
produto
for
est definido e
for
, e
. Como
Portanto, o
e, assim,
tm a mesma ordem. Devemos provar que os elementos
correspondentes so iguais.
Denotemos a i-sima linha de uma matriz
coluna, por
por
. Usando essas convenes, vemos que
18
e sua j-sima
Como i e j so arbitrrios, conclumos que
OBSERVAO
As propriedades (b) e (d) do Teorema 4 podem ser generalizadas para
somas e produtos de um nmero finito de matrizes:
admitindo que as ordem das matrizes so tais que as operaes
indicadas podem ser realizadas.
EXEMPLO
3) Considere
Ento
4) Se
ento
5) Sejam
ento
Com a definio de transposta, poderamos definir matriz simtrica da
seguinte forma: Uma matriz simtrica se, e somente se,
INVERSA DE UMA MATRIZ
Na aritmtica usual, cada nmero
com a propriedade
tem um recproco
. O nmero
o inverso
multiplicativo de . Nosso objetivo procurar um anlogo desse resultado
na aritmtica matricial. Para isso conveniente introduzir a seguinte
definio:
DEFINIO
Se
que
uma matriz quadrada e se existe uma matriz
tal que
singular) e que
, dizemos que
de mesma ordem
uma matriz invertvel (ou no-
uma inversa de . Se no existir uma matriz
propriedade, dizemos que
EXEMPLO
6) Sejam
19
com tal
uma matriz no-invertvel (ou singular).
Note:
Assim,
so invertveis e cada uma a inversa da outra.
TEOREMA 5
uma matriz invertvel ento a sua inversa nica.
Se
PROVA
Suponhamos que
tenha duas inversas, digamos
Ento,
Logo,
NOTAO
Motivados pela notao
no-nulo
do inverso multiplicativo do nmero real
, denotaremos a inversa de uma matriz invertvel
por
Assim,
Na aula sobre determinantes, discutiremos um mtodo geral para
encontrar a inversa de uma matriz invertvel. Contudo, no caso de uma
matriz invertvel 2x2, podemos obter a inversa pela frmula do prximo
teorema.
TEOREMA 6
invertvel se , e somente se,
A matriz
. Nesse
caso, a inversa dada por
PROVA: DEIXAMOS COMO EXERCCIO
TEOREMA 7
(a) Se
uma matriz invertvel, ento
invertvel e
(b) Se
uma matriz invertvel e k um escalar no-nulo, ento
uma matriz invertvel e
c) Se
(d) Se
so matrizes invertveis, ento
invertvel e
uma matriz invertvel, ento
invertvel e
20
PROVA
Vamos provar as propriedades (a) e (c). Para mostrar que
invertvel, devemos procurar uma matriz
matriz
tal que
certamente satisfaz essas operaes, por isso
uma inversa de
Agora,
. A
invertvel e
. Como inversas so so nicas, temos que
devemos mostrar que existe
Consideremos a matriz
uma
.
matriz
tal
que
Note:
Assim,
uma inversa de
e a nica. Portanto,
OBSERVAO
Podemos generalizar a propriedade (c) do Teorema 7 para produtos
de um nmero finito de matrizes invertveis: se
invertveis de mesma ordem, ento
so matrizes
invertvel se:
POTNCIAS DE UMA MATRIZ
DEFINIO
Se
uma matriz quadrada, ento definimos as potncias inteiras no-
negativas de
E se
por
invertvel, ento definimos as potncias inteiras negativas de
por
As leis de expoentes no-negativos valem para matrizes:
, para todo
TEOREMA 8 (PROPRIEDADE):
(i)
(ii) Se
para todo
invertvel, ento
;
invertvel e vale
PROVA: DEIXAMOS COMO EXERCCIO
21
EXERCCIO 1
Prove a lei associativa da multiplicao de matrizes, isto , prove que
onde
SOLUO
Em primeiro lugar, vemos que
so matrizes
so iguais. Seja a entrada
e assim
Precisamos mostrar agora que suas
de
. Ento
. Portanto
a
entrada de
isto ,
uma mudana na ordem dos somatrios, obtemos
Depois de
Aqui permitido mudar a ordem de dois somatrios, pois isso
corresponde a somar os nmeros
em uma ordem diferente.
Finalmente, procedendo de anlogo, vemos que o ltimo somatrio a
entrada
da matriz
Portanto
EXERCCIO 2
Em uma certa cidade existem
10000
pessoas em idade de
trabalhar. No presente 7000 esto empregadas e o restante est fora do
mercado de trabalho. A cada ano 10% das pessoas empregadas perdem o
emprego, enquanto 60% acham trabalho. Assumindo que o total das
pessoas fica inalterado, qual ser o nmero de pessoas empregadas no
final de trs anos?
SOLUO
Sejam
respectivamente o nmero de pessoas empregadas e o
nmero de pessoas desempregadas depois de
anos. Ento as
informaes dadas nos permite concluir que
Vamos agora escrever o sistema em forma matricial. Com efeito,
Sejam
e
Ento o sistema acima pode ser escrito como
Agora
(em
geral
ento
). Temos
empregadas e
, ou seja, no final de 3 anos teremos
pessoas estaro desempregadas.
22
estaro
FORUM
Para consolidar a aprendizagem sobre Matrizes:
Comente sobre alguma dvida que voc teve ao ler a aula 2 (pode ser
algum teorema ou algum exerccio, qualquer dvida)
ATIVIDADE DE PORTFLIO
Resolva os exerccios 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 10 da lista de exerccios
(Visite a aula online para realizar download deste arquivo.) e coloque no
seu portflio.
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23
LGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALTICA VETORIAL
AULA 03: SISTEMA DE EQUAES LINEARES E DETERMINANTES
TPICO 01: GENERALIDADES
Um sistema de equaes lineares com m equaes e n incgnitas um
conjunto de equaes
(1)
, onde
Uma soluo do sistema acima uma seqncia de n nmeros reais
que satisfaz a todas as equaes do sistema.
EXEMPLOS
EXEMPLO 1
tem como soluo o terno
O sistema
Na verdade qualquer terno da forma
soluo do sistema dado.
EXEMPLO 2
tem nica soluo que o par
O sistema
SISTEMAS E MATRIZES
, onde
O sistema (1) pode ser escrito na forma matricial
e
.
A matriz chamada matriz do sistema, X matriz das incgnitas e B a
matriz dos termos independentes.
Se conhecemos a inversa
sistema
por
da matriz
, ento, multiplicando o
, obtemos a nica soluo que
EXEMPLO 3
O sistema
que na forma matricial
como nica soluo
24
tem
Vamos
matriz
denominar
.
de
matriz
ampliada
do
sistema
(1)
OBSERVAO
A matriz A acima tambem pode ser denominada a matriz associada ao
sistema (1).
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LGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALTICA VETORIAL
AULA 03: SISTEMA DE EQUAES LINEARES E DETERMINANTES
TPICO 02: RESOLUO DE SISTEMAS
SISTEMAS EQUIVALENTES
Dois sistemas de equaes lineares so equivalentes se admitem as
mesmas solues.
EXEMPLO: OS SISTEMAS
(2)
(3)
e (4)
So dois a dois equivalentes, note que (4) nos fornece imediatamente a
nica soluo dos sistemas (2), (3), e (4).
Podemos resolver um sistema, substituindo sucessivamente o sistema
por outro equivalente at obtermos um sistema equivalente conveniente que
nos fornea as solues, caso existam, de forma imediata.
Vejamos como proceder para obter o sistema conveniente equivalente
no exemplo
(2)
Para tornar mais claro o processo ao lado de cada sistema vamos
escrever sua matriz ampliada
PASSOS PARA RESOLUO DO SISTEMA
PASSO 1
Eliminaremos x da 2 equao: Substitumos a 2 equao por outra,
obtida somando-se a ela a 1 equao multiplicada por -2:
PASSO 2
Tornemos o coeficiente de y na 2 equao igual a 1: substitumos a
:
2 equao por outra obtida multiplicando-se ela por
PASSO 3
26
Eliminemos y da 1 equao: substitumos a 1 equao por outra,
obtida somando-se a ela a 2 equao multiplicada por -2:
Note que o sistema
o mesmo sistema (4) do ltimo exemplo.
OBSERVAO
1. As operaes que usamos para obter sistemas equivalentes a um
sistema dado, so chamadas operaes elementares.
2. As operaes elementares so reversveis.
3. Podemos resolver o sistema apenas usando operaes elementares
sobre as linhas da matriz ampliada do sistema inicial.
4. O mtodo usado no exemplo anterior chamado Mtodo da
Eliminao de Gauss.
OPERAES ELEMENTARES SOBRE AS LINHAS DE UMA MATRIZ
As operaes elementares sobre as linhas de uma matriz so:
1) Permutao da i-sima com a j-sima linha. E ser representada por
2) Multiplicao da i-sima linha por um escalar (nmero real)
nulo. E ser representada por
no
3) Substituio da i-sima linha pela sua soma com k vezes a j-sima
. E ser representada por
linha,
EXERCCIO RESOLVIDO
Resolver o sistema
A matriz ampliada do sistema
Obtenha a partir de A, usando operaes elementares, uma matriz A,
matriz ampliada de um sistema equivalente ao sistema dado, e cujas
solues sejam imediatamente determinados.
SOLUO
O sistema que tem A como matriz ampliada
cuja soluo
27
MATRIZ NA FORMA ESCADA
Uma matriz
est na forma escada se:
1. O primeiro elemento no nulo de cada linha no nula 1.
2. Cada coluna que contm o primeiro elemento no nulo de alguma linha
tem todos os outros elementos nulos.
3. Toda linha nula ocorre abaixo de todas as linhas no nulas.
so as linhas no nulas e se o primeiro elemento no nulo de
4. Se
ocorre na coluna
, ento
UMA
LINHA OU COLUNA
COMPONENTES SO NULOS.
NULA
SE
TODOS
SEUS
EXEMPLO
EXEMPLO
uma matriz na forma escada.
Dadas duas matrizes
, dizemos que B linha-equivalente a A
se B foi obtida de A aps um nmero finito de operaes elementares sobre
.
linhas. Neste caso, usamos a notao
Note que
implica
TEOREMA. Sistemas de equaes lineares que possuem matrizes
ampliadas linha-equivalentes so equivalentes.
TEOREMA. Toda matriz linha-equivalente a uma nica matriz na
forma escada.
RESOLUO DE SISTEMAS POR ESCALONAMENTO
Para resolver um sistema de m equaes lineares a n incgnitas
podemos proceder do seguinte modo:
1) Determinamos a matriz ampliada do sistema.
2) Usando operaes elementares sobre as linhas da matriz ampliada
obtemos sua matriz linha-equivalente na forma escada.
3) Escrevemos o sistema associado matriz obtida, chegando assim
soluo do sistema dado.
EXERCCIO RESOLVIDO
Resolver o sistema
SOLUO
28
Matriz ampliada do sistema
. Sua matriz linha-
equivalente na
.
forma escada
O sistema associado matriz B
imediatamente a soluo do sistema inicial.
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29
que nos d
LGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALTICA VETORIAL
AULA 03: SISTEMA DE EQUAES LINEARES E DETERMINANTES
TPICO 03: DETERMINANTES
Dada uma matriz quadrada
ordem
, indicamos por
a matriz quadrada de
obtida de A suprimindo-se a i-sima linha e a j-sima coluna.
A toda matriz quadrada
est associado um nmero real, o
determinante de A, que ser denotado por
, ou
, ou
, e
ser definido como segue:
,
Se
Se
conjunto
, onde i fixo e pertence ao
A expresso acima denominada desenvolvimento de Laplace.
CASOS PARTICULARES
N=2
Fixando-se i=2,
Obtemos o mesmo valor se fixamos i=1, j=1 ou j=2.
N=3
Fixando i=1:
Fixando qualquer outro valor de i, ou j, obtemos o mesmo
resultado.
30
DISPOSITIVOS PRTICOS PARA CALCULAR DETERMINANTE NOS CASOS N=2 E N=3
N=2
1) n=2
N=3
2) n=3
Este dispositivo chamado regra de Sarrus.
PROPRIEDADES DETERMINANTES
1) Se uma matriz A tem uma linha (coluna) nula, seu determinante
nulo.
2) Permutando-se duas linhas (colunas) de uma matriz A, o
determinante da matriz obtida igual a
3) Se uma matriz tem duas linhas (colunas) iguais, seu determinante
nulo.
4) Multiplicando-se uma linha(coluna) de uma matriz A por uma
.
constante k, o determinante da matriz obtida igual a
5)
6)
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31
LGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALTICA VETORIAL
AULA 03: SISTEMA DE EQUAES LINEARES E DETERMINANTES
TPICO 04: SISTEMAS LINEARES HOMOGNEOS
Um sistema de m equaes lineares a n variveis dito homogneo
quando todos os termos independentes so nulos, isto ,
Matricialmente, temos
Um sistema homogneo admite pelo menos uma soluo(a soluo
.
trivial)
TEOREMA.
Se
, ento o sistema
(I)
Tem soluo no-trivial.
PROVA
Se
, ento qualquer seqncia
no-nula
soluo do sistema.
Suponhamos agora que
para algum par
Vamos usar induo sobre
(o nmero de equaes).
Se
, ento
Fazendo uma reenumerao das incgnitas, se necessrio, podemos
.Assim
.De modo que uma soluo nosupor
trivial obtida atribuindo valor diferente de zero a pelo menos uma
varivel
Suponha, por hiptese de induo, que qualquer sistema com
equaes e com mais incgnitas que equaes tenha soluo no-trivial.
Podemos supor
(depois de uma possvel reenumerao dos
ndices ).
.
Ento
Substituindo no sistema (I), obtemos o sistema (II)
32
(II)
Com
equaes e
- 1 incgnitas.
Portanto, por hiptese de induo, (II) tem uma soluo no-trivial
.
Ento
soluo no-trivial do sistema(I).
Por induo
o sistema (I) tem soluo no-trivial.
OBSERVAO 01
, a matriz do sistema, e seja
Seja A a matriz quadrada
, onde
matriz equivalente na forma escada. Temos que
A sua
.
OBSERVAO 02
, ento
Se
, e portanto
, j que
est na
forma escada.
Ento o sistema dado e equivalente ao sistema
, ou seja,
a nica soluo do sistema dado.
OBSERVAO 03
Se
j que
,
. E portanto
tem pelo menos uma coluna nula,
est na forma escada, digamos que a i-sima coluna seja nula.
Ento o sistema dado equivalente ao sistema
, ou seja, o sistema dado tem uma infinidade de solues. Uma
soluo do sistema dado do tipo
EXEMPLO RESOLVIDO 1
Resolva o sistema
SOLUO
33
a matriz do sistema
, logo o sistema tem soluo nica
EXEMPLO RESOLVIDO 2
Resolva o sistema
SOLUO
A matriz do sistema
, cujo determinante igual a
zero. Logo o sistema admite infinitas solues.
A matriz
a matriz na forma escada linha-equivalente
a matriz A.
Portanto o sistema dado equivalente ao sistema
soluo geral
cuja
PROBLEMAS RESOLVIDOS
1) Em uma corrida de d metros os atletas A, B e C competiram aos
pares. A venceu B com 20m de frente; B venceu C com 10m de frente e A
venceu C com 28m de frente. Supondo que em cada disputa a velocidade
de cada atleta se manteve constante, determine d.
SOLUO
Seja
respectivamente as velocidades dos atletas A, B e C.
Sabemos que o tempo de percurso dado pelo quociente entre a distncia e
Para
a velocidade. Assim as condicionantes do problema nos do
facilitar
resoluo,
.Portanto
faamos
Da segunda equao acima, obtemos
Substituindo este valor de
Donde,
conclumos que
na primeira equao chegaremos a
Como
e da
2) Um par de tnis, duas bermudas e trs camisetas custam juntos
R$100,00. Dois pares de tnis,cinco bermudas e oito camisetas custam
34
juntos R$235,00. Quanto custam juntos um par de tnis, uma bermuda e
uma camiseta?
SOLUO
Sejam
respectivamente a quantidade de pares de tnis,
bermudas e camisetas. Ento
e queremos saber o valor
de
. Observe que trs vezes a primeira equao menos a segunda
equao resolve o nosso problema. Continue!
3) Bronze uma liga de cobre e zinco, na qual a porcentagem de cobre
50% e 70% . Usando dois tipos de bronze, um
com 62% e outro com 70% de cobre, deseja-se obter uma tonelada de
bronze com exatamente 65% de cobre. Quantos quilos do primeiro tipo
varia geralmente entre
de bronze e quantos quilos do segundo devem ser usados?
SOLUO
Seja X a quantidade (em quilos) do primeiro tipo e Y a quantidade do
Resolvemos o
segundo tipo. Ento devemos ter
sistema para encontrar
Exemplo 4) (usando determinante para garantir a existncia
da inversa )
SOLUO
Soluo: Seja
uma matriz
submatriz de obtida eliminando a linha
o nmero
. Denotamos por
e a coluna
, que denotado por
de . O cofator
. Enquanto,
matriz dos cofatores de A e finalmente a matriz
( transposta da
matriz dos cofatores ) chamada a matriz adjunta de . Vejamos um
exemplo.
ento
Consideremos
Portanto,
Observe
que
Na verdade essa igualdade vale sempre. Ou
seja,
Faremos a prova para o caso
Onde
Com efeito,
.Ento
e
. Assim,
Agora,
Agora,
35
(desenvolvemos
o determinante pela segunda linha). Mas,como a matriz
tem
duas
linhas
Analogamente,
iguais,segue-se
mostra-se
que
que
.
observamos que se
(c
.q.d)
Portanto
Finalmente,
ento
Reciprocamente,
ou seja
se
existe
ento
ATIVIDADE DE PORTFLIO
Resolva os exerccios 1, 3, 5, 7 e 9 da lista de exerccios (Visite a aula
online para realizar download deste arquivo.) e coloque no seu portflio.
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LGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALTICA VETORIAL
AULA 04: O ESPAO TRIDIMENSIONAL 3
TPICO 01: REPRESENTAO CARTESIANA
Como foi visto na disciplina Geometria Analtica Plana, o espao
bidimensional que o conjunto de pares ordenados u = (a , b), onde
a, b
e cuja representao cartesiana consiste em um sistema de dois
eixos ortogonais, conforme a figura abaixo:
Diz-se que Ae B so as coordenadas de u. Lembramos tambm que se
e
so dois elementos de , ento a distncia entre u e v
obtida pelo teorema de Pitgoras.
Com efeito, consideremos a representao cartesiana.
teorema
de
Pitgoras
aplicado
fornece
ao
tringulo
nos
e assim
.
Agora vamos colocar mais um eixo.
DEFINIO:
espao
tridimensional
conjunto
.
A sua representao cartesiana um sistema de trs eixos ortogonais.
37
Dizemos que
e so as coordenadas de
dividido em 8 partes (octantes).
est no 1 octante e
Por exemplo,
. Vemos que o espao fica
est no segundo
octante.
Temos trs planos coordenados:
os planos ,
pontos do plano
e .Observe que os pontos do plano xy tm
; J os
so caracterizados por
e
a equao do plano
.
Agora,
so as equaes dos eixos
respectivamente.
Em
O que representa a equao
em
Sabemos que em ,
ou
, os pontos que verificam
a bissetriz do 1 e 3 quadrantes.
so todos os pontos do tipo
e
formam o plano que contm a reta
no plano
e o eixo .
EXERCCIO RESOLVIDO
i) Esboce o grfico da reta
ii) Descreva e esboce o lugar geomtrico de todos os pontos
tais que
.
38
INTRODUO DA DIDTICA MAGNA, DE COMNIO
ii) Os pontos que verificam as condies do item ii) so todos da forma
onde
, ou seja, a circunferncia
levantada para o plano
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no plano
foi
LGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALTICA VETORIAL
AULA 04: O ESPAO TRIDIMENSIONAL 3
TPICO 02: DISTNCIAS EM 3
. Podemos encontrar a distncia de
Seja
origem,
raciocinando com a figura abaixo:
Mas,
, portanto,
DESAFIO
Agora, dados
encontrar
, como podemos proceder para
Ora, se transladarmos o sistema inicial
origem , podemos encontrar
coordenadas de
em relao ao novo sistema
para o sistema
onde
, ,
com
so as
. Por outro lado, se
so as coordenadas de P em relao a
respectivamente.
Ento
e assim
Desse modo
.
e
.
.
Logo
EXEMPLO A EQUAO DA ESFERA
A esfera de centro
tais que
e raio
o lugar geomtrico dos pontos
. Portanto,
equao da esfera.
Seja
agora
40
Ento
, pois apenas somamos e
subtramos
Assim,
Logo a equao
centro
e raio 3.
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representa uma esfera de
LGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALTICA VETORIAL
AULA 04: O ESPAO TRIDIMENSIONAL 3
TPICO 03: AS OPERAES EM 3
Em
esto definidas duas operaes fundamentais: a soma
e
a
multiplicao
por
escalar
onde
Reunimos as propriedades das operaes em
gozam das seguintes propriedades:
TEOREMA 1. As operaes em
Nota: Aqui,
no seguinte teorema.
o elemento nulo de
. Este abuso de
linguagem permitido, pois simplifica a notao.
A demonstrao do teorema segue das definies e das propriedades de
. Faremos as demonstraes de
e
. Com efeito, seja
Ento
prova
. Quanto
. Isso
, sejam
nmeros reais e
. Ento
.
PARADA OBRIGATRIA
A prova dos demais itens seguem a mesma linha de raciocnio.
FRUM
Para consolidar a aprendizagem do teorema 1
a) Mostre que no item
b) Prove que
o vetor
tal que
nico.
( claro que o primeiro zero o nmero
real zero e o segundo o elemento nulo de
).
c) Apresente uma demonstrao de mais dois itens do teorema 1.
42
FONTES DAS IMAGENS
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LGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALTICA VETORIAL
AULA 04: O ESPAO TRIDIMENSIONAL 3
TPICO 04: INTERPRETAO GEOMTRICA
Dados
localizado em
em
, o segmento orientado
e com extremidade em
Dizemos que os vetores
Neste caso escrevemos
chamado o vetor
so equivalentes, se
OBSERVAES:
tem a direo da reta que passa por e , o sentido do
1. O vetor
vetor
de para e o mdulo ou comprimento do vetor
dado pela
distncia de
at . Os vetores tm muitas aplicaes em [Link]
exemplo,vetores so utilizados para descrever grandezas que so
caracterizadas por uma direo, um sentido e uma intensidade. Exemplos de
tais grandezas so fora e velocidade.
pode ser visto como vetor o localizado na origem
2. Todo ponto
. Alm disso para quaisquer
e
,
e
dizemos que
so as coordenadas (ou componentes) de
3. A figura abaixo ilustra a multiplicao por escalar.
EXEMPLO O PONTO MDIO DO SEGMENTO AB
Sejam
e
tal que
. Queremos encontrar as coordenadas de
.
Ora,
e
e
. Logo,
. Tirando
. Portanto
, obtemos
,
,
Podemos agora justificar a regra do paralelogramo.
Sejam
44
e consideremos o paralelogramo:
Afirmamos que
. De fato, a Geometria Euclidiana, nos garante
que as diagonais de um paralelogramo tm o mesmo ponto mdio.
Logo se
Portanto
, ento
. Donde conclumos que
Mais geralmente, se
so os
vrtices do paralelogramo abaixo,ento o ponto mdio do segmento
.
ponto mdio do segmento
Logo
e portanto
Por outro lado,
.Assim,
EXEMPLO USO DE VETORES PARA PROVAR PROPRIEDADES GEOMTRICAS
Provaremos que o segmento que une os pontos mdios dos lados noparalelos de um trapzio a semi-soma das medidas das bases.
Com efeito, consideremos o trapzio abaixo:
Temos
Logo,
.,pois
.
Mas,
Portanto,
PROBLEMAS RESOLVIDOS
Exemplo 1) (usando coordenadas para obter propriedades
geomtricas ) Podemos obter propriedades geomtricas atravs
coordenadas. Por exemplo,seja o tringulo
hipotenusa BC e M o ponto mdio de
ABC
retngulo com
BC .Prove que o comprimento da
mediana AM igual metade do comprimento da hipotenusa.
45
SOLUO
Soluo: escolha um sistema de coordenadas de modo que
.Ento
e
portanto
, como queramos mostrar.
Exemplo 2) Sejam
que
. Exprima
Seja x um ponto tal
pontos distintos e
em funo de
e de
SOLUO
Soluo: pela regra do paralelogramo, temos
, segue-se que
. Tambm
Mas,
Exemplo
3)
. Como
, da
assim
superfcie
denominada parabolide de [Link]
, onde a esfera de
centro na origem e raio 1
SOLUO
Soluo: com efeito, seja
. Da,
ento
.Ento
e portanto
. Mas,
. Portanto,
(condio
e
, ou seja,
uma circunferncia de centro
4)
e raio
de
situada no plano
ortogonalidade)
Dados
qual deve ser a condio para que os
vetores
sejam ortogonais ?
SOLUO
Soluo: o tringulo
deve ser retngulo com hipotenusa
e
catetos
e
Portanto,
.
Agora, desenvolvendo e
simplificando,obtemos
ortogonalidade.
que
condio
de
ATIVIDADE DE PORTFLIO
Resolva os exerccios 1, 3, 5, 7 e 9 da lista de exerccios (Visite a aula
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LGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALTICA VETORIAL
AULA 05: O PRODUTO ESCALAR EM 3
TPICO 01: PRODUTO ESCALAR E NORMA
DEFINIO: Dados
(ou interno) de
por
em
, o produto escalar
o nmero real
TEOREMA 2.
*
(1)
Nota: O primeiro zero o nmero real zero, enquanto o segundo
zero o elemento nulo (0,0,0) de
. Esse abuso de linguagem
permitido, pois simplifica a notao.
(2)
(3)
(4)
A demonstrao do teorema 2 segue diretamente das definies e das
propriedades dos nmeros reais. Vejamos a primeira igualdade do item (4).
em
Sejam
seja
Ento
c.q.d. (Nota: -- c.q.d. so as
iniciais de como queramos demonstrar.)
PARADA OBRIGATRIA
A prova dos demais itens feita de modo semelhante.
Dado
. Vimos que o comprimento de
at a origem) dado por
Definimos
. Observe que
como sendo a norma de
(Usamos o smbolo
(ou a distncia de
.
e denotamos
para norma, que tambm usado para mdulo de
nmero real. O contexto deve indicar o significado de
).
DEFNINIO: Dizemos que
e
so ortogonais, se
. O
termo ortogonais ser justificado mais tarde. Agora, se
para algum
, diz-se que
so paralelos.
TEOREMA 3.
(1) Seja
. Ento para qualquer
.
47
ortogonal
(2)
para qualquer
e qualquer
. (e claro que o
significam norma, enquanto o segundo
primeiro e o terceiro
significa
mdulo ou valor absoluto de nmero real).
e
(3) (PITGORAS) Se
so ortogonais, ento
(4) (SCHWARZ) Para quaisquer
(5) (DESIGUALDADE TRIANGULAR)
FAREMOS A PROVA DO TEOREMA 3
(1) Temos
(2)
Seja
ento
.
(3) Por definio e pelas propriedades do produto escalar,
, pois
sendo ortogonais,
(4) Se
= 0, ento
onde
. Seja
. Ento, pelo item (1),
. Agora, o item (3), nos d
Assim,
Portanto,
, pois
.
pelo
item
(2),
. Conclumos que
(5) Por definio e propriedades,
EXERCCIO RESOLVIDO 1
Seja
= (1,1,0)
= (1,2,3).
Vamos aplicar o Teorema 3 para construir um vetor
ortogonal a
SOLUO
O item (1) do teorema 3 sugere
contas,
onde
. Fazendo as
obtemos
vetor
procurado.
EXERCCIO RESOLVIDO 2
Qual ser a condio necessria e suficiente para ocorrer a igualdade
no item (4):
?
SOLUO
48
Com efeito,suponha que
) ortogonal a
e que
. Logo
. Ento
. Por outro lado, como
, segue-se que
Portanto,
se que
. Comparando a igualdade
= 0 e assim
.
, segue-
Reciprocamente, seja
. Donde,
algum
(onde
. Ento
. Portanto,
e
para
FRUM
Para consolidar a aprendizagem e completar a prova dos teoremas 2 e
3.
(1) Apresentamos a prova do item 4 do teorema 2. Agora o aluno
convidado a fazer uma demonstrao de mais dois itens do teorema 2,
escolhidos dentre os trs restantes.
(2) No item 5 do teorema 3 foi provado que
Agora, mostre que se
, ento
.
para algum
.
(3) Aproveite tambm para tirar eventuais dvidas das aulas
anteriores com o seu tutor. O frum a nossa sala de aula.
(anexe um arquivo no frum com a sua soluo).
FONTES DAS IMAGENS
1. [Link]
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49
LGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALTICA VETORIAL
AULA 05: O PRODUTO ESCALAR EM 3
TPICO 02: INTERPRETAO GEOMTRICA
nos d
Sejam u e v. A lei dos cossenos aplicada ao tringulo
OBSERVAO
A lei dos cossenos diz que em qualquer tringulo, o quadrado de um
lado igual soma dos quadrados dos outros dois lados menos o produto
destes lados vezes o cosseno do ngulo formado por estes lados.
. Assim
Por outro lado,
Portanto
e a
Da
PARADA OBRIGATRIA
e
Isso justifica a definio:
so ortogonais, se
Suponha agora que so dados e
encontrar o vetor projeo ortogonal de
Considere a figura abaixo
Ora,
Mas ,
. Logo,
50
em
e estamos interessados em
sobre .
Assim,
o vetor projeo ortogonal de
, ento
que quando
sobre . Observemos
e conforme a figura abaixo, temos
e assim tambm nesse caso,
EXERCCIO RESOLVIDO
Vamos usar o produto escalar para mostrar que um ngulo inscrito
em um semicrculo reto.
De fato, considere a figura abaixo:
SOLUO
Calculando
. Logo o ngulo
entre os vetores
PROBLEMAS RESOLVIDOS
Exemplo 01) Sejam
onde
vetores do
tais que
Prove que
i)
ii)
e portanto
para algum
SOLUO
Soluo: i) basta desenvolver
ii) sabemos que
(Pitgoras),
ortogonal a
. Assim, pelo Teorema 3
.
obtemos
. Agora, pelo i)
51
e simplificar.
Se
ento
,o
que uma contradio. Portanto,
onde
, (c.q.d)
Exemplo 2) Decida se a afirmao dada sempre verdadeira ou s
vezes falsa. i)se
, ento
so ortogonais.
ii)se
ortogonal a
iii)se
ortogonal
ea
, ento ortogonal a
, ento ortogonal a
ea
SOLUO
Soluo: basta desenvolver a igualdade do item i) para concluir que a
afirmao
i)
verdadeira.
Portanto,
Para
ii)
temos,
por
hiptese que
e assim
a afirmao ii) tambm verdadeira. Agora, no difcil encontrar um
contra-exemplo para iii). Veja se voc consegue.
3) Sejam
. Mostre que o vetor
bisseciona
o ngulo entre
Sugesto: mostre que
e, portanto os cossenos
dos os ngulos dos vetores em questo so iguais.
ATIVIDADE DE PORTFLIO
Resolva os exerccios 1, 3, 5, 7 e 9 da lista de exerccios (Visite a aula
online para realizar download deste arquivo.) e coloque no seu portflio.
FONTES DAS IMAGENS
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52
LGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALTICA VETORIAL
AULA 06: O PRODUTO VETORIAL
TPICO 01: PROPRIEDADES
DEFINIO: Sejam
por
em
o vetor
. O produto vetorial de
Uma maneira prtica de obter
na forma de matriz:
colocar as coordenadas de
por
A primeira componente de
obtida pelo determinante da matriz
sem a primeira coluna; a segunda componente de
o simtrico do
determinante de
sem a segunda coluna e a terceira componente de
o determinante de
onde foi deletada a terceira coluna.
Ou seja:
EXEMPLO
TEOREMA 4. Sejam ,
em
. Ento:
1.
2.
3.
4.
(identidade de Lagrange)
5.
6.
7.
8.
9.
10.
11.
53
Antes da demonstrao do Teorema 4, vamos encontrar uma frmula
para calcular
, o qual denominado o produto misto de , e .
Para isso, sejam
. Ento,
Agora demonstraremos o teorema 4.
USAREMOS AS PROPRIEDADES DE DETERMINANTES E AS DEFINIES DE PRODUTO
ESCALAR E PRODUTO VETORIAL
54
OBSERVAO
No teorema 4 estabelecemos as propriedades do produto vetorial. Os
itens
A) e B) afirmam que
ortogonal a e a . O item C) nos diz que
o produto vetorial no comutativo. J o item D) ser utilizado para a
55
interpretao geomtrica de
. Os itens E) e F) nos d as relaes entre
produto vetorial e produto escalar.
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56
LGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALTICA VETORIAL
AULA 06: O PRODUTO VETORIAL
TPICO 02: INTERPRETAO GEOMTRICA
Sejam
dois vetores em
A identidade de Lagrange (item D) do teorema 4) afirma que
. Por outro lado, sabemos que
. Portanto,
. Assim,
pois
Por outro lado, a rea do paralelogramo determinado por e dada
por
. Mas,
. Conclumos ento que
, isto
.
DICA
igual rea do paralelogramo determinado por
Consideremos agora trs vetores ,
em
e .
Observando a figura acima,vemos que
projeo de
sobre
o vetor
Logo,
. Sabemos que o vetor projeo de
e portanto
Mas, volume do paraleleppedo determinado por
Conclumos que
e
sobre
Volume do paraleleppedo determinado por
57
.
,
EXERCCIO RESOLVIDO 1
rea de um tringulo).
A rea do tringulo determinado pelos vetores
, ?
SOLUO
EXERCCIO RESOLVIDO 2
Supondo
, encontre:
a)
b)
SOLUO
PROBLEMAS RESOLVIDOS
1) Use a interpretao geomtrica do mdulo do produto vetorial para
encontrar a distncia entre o ponto
e a reta determinada pelos
pontos
SOLUO
Soluo: conforme foi visto na aula, a rea do paralelogramo
e
igual a
. Mas esta mesma
determinada pelos vetores
rea tambm pode ser vista como o produto da base pela altura, ou seja ,
onde a altura do paralelogramo em relao base
,
isto ,
a distncia de
reta determinada por
Agora,faa as contas para encontrar
58
Da,
2) Demonstre que para quaisquer
, vale sempre:
em
, tais que
SOLUO
Soluo:
com
efeito,
(aqui ns aplicamos
as propriedades operatrias do produto vetorial dadas no Teorema 4).
Tambm
Portanto,
(c.q.d)
ATIVIDADE DE PORTFLIO
Resolva os exerccios 1, 3, 5, 7 e 9 da lista de exerccios (Visite a aula
online para realizar download deste arquivo.) e coloque no seu portflio.
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59
LGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALTICA VETORIAL
AULA 07: RETAS E PLANOS
TPICO 01: RETAS
Dado um ponto
por
e um vetor
na direo do vetor
da reta que passa
so caracterizados por:
Ou seja, localizamos o vetor
Se
. Os pontos
no ponto
onde
e esticamos .
, ento
nos d
isto ,
EXERCCIO RESOLVIDO
Encontre a equao(ou equaes) da reta que passa pelo ponto
na direo do vetor
.
SOLUO
Temos
ou
. Donde
e em coordenadas,
.
Ou seja
Observemos que quando variamos , obtemos todos os pontos da reta.
Por exemplo, para
,
isto ,
Assim,
um ponto da reta.
Agora, ser que
um ponto da reta acima?
Para responder a essa questo devemos encontrar
Com efeito , em coordenadas:
60
tal que
Que evidentemente no tem soluo, pois
na segunda equao e
na terceira.
Portanto, conclumos que
no pertence reta
EXERCCIO RESOLVIDO
(DISTNCIA DE UM PONTO A UMA RETA)
Encontre a distncia do ponto
reta
SOLUO
Sabemos que
rea do paralelogramo =
distncia do ponto
.
reta que passa por
,onde
na direo do vetor
a
. Logo
Agora,
. Portanto,
EXERCCIO RESOLVIDO
(RETA PARALELA A UMA RETA DADA)
Dada a reta
, encontre a reta paralela
.
SOLUO
61
e que passa por
Precisamos encontrar um vetor paralelo a
tal que
Para isso, basta encontrar
. Portanto,
equao (vetorial)
ou
Sendo
reta
e localizar em
. Assim,
, ou seja
. A reta que procuramos tem
.
.Logo a equao da reta paralela
dada por
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62
LGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALTICA VETORIAL
AULA 07: RETAS E PLANOS
TPICO 02: PLANO
Em Geometria Analtica Plana, foi visto que podemos caracterizar
uma reta a partir de um de seus pontos e da sua inclinao. Analogamente,
no espao tridimensional, um plano pode ser caracterizado por um de seus
pontos e pela sua inclinao, que ser dada por um vetor ortogonal ao
plano, isto , por um vetor n tal que
e no plano.
Em coordenadas:
nos d:
que a equao do plano com vetor normal
e que passa pelo ponto
Desenvolvendo
, obtemos
onde
.
Reciprocamente, uma equao
. De fato, se
vetor normal
representa um plano com
e
verificam a
equao
, ento
, isto ,
e assim
EXEMPLO - EQUAO DO PLANO POR TRS PONTOS
Dados
e
. Ento
no colineares, isto ,
determinam um plano e sua equao pode
ser encontrada sem dificuldade. Basta lembrar que o vetor
ortogonal a ambos
plano determinado por
e portanto
e
ser o vetor normal ao
Vamos s contas: Sejam
Logo, a equao do plano :
ou
63
. Ento
EXERCCIO RESOLVIDO
(DISTNCIA ENTRE PONTO E PLANO)
1) Encontre a distncia entre o ponto
e o plano
SOLUO
Seja
ponto do plano
ortogonal ao plano. Assim,
para algum
, de modo que
paralelo a
. Portanto,
seja
. Isso significa
, alm disso,
, j que
um ponto do plano.
Tirando
em funo de
, obtemos
.
Agora,
substituindo
.
Assim,
em
Logo,
Dessa maneira,
ficamos
com
donde
e a podemos aplicar a frmula da
distncia entre dois pontos. Felizmente, existe uma frmula da distncia
entre um ponto e um plano, a partir da equao do plano e das
coordenadas do ponto.
Vamos frmula. Seja
.
Posicionemos o vetor normal
a equao do plano e
no ponto
do plano,
conforme a figura abaixo:
Ento a distncia
do vetor projeo de
sobre .
64
entre o ponto
sobre . Seja
e o plano ser dada pelo mdulo
vetor projeo de
Sabemos que
. Logo
Agora,
e portanto
. Conclumos que
DESAFIO
Convidamos o aluno a encontrar a distncia pelo mtodo iniciado no
problema e depois pela frmula.
EXERCCIO RESOLVIDO
(DISTNCIA ENTRE PLANOS PARALELOS)
2) Considere os planos
Ento
e
so os vetores normais dos respectivos
planos.
Observe que
, isto , os vetores
normais so paralelos e
portanto os planos so paralelos.
Como podemos encontrar a distncia entre os planos?
SOLUO
Basta encontrar um ponto de um dos planos e calcular a distncia
desse ponto ao outro plano.
Seja
um ponto do plano
Agora aplicamos a frmula encontrada no problema 1.
DESAFIO
Agora, o aluno convidado a pegar um outro ponto
e calcular a sua distncia ao plano
verificar se a distncia tambm
do plano
e
PROBLEMAS RESOLVIDOS
1) (Equao do plano contendo duas retas) Para encontrar a
equao de um plano,necessitamos de um ponto do plano e um vetor
normal ao plano. Sabemos tambm que dados dois vetores no paralelos,
um vetor normal a esses dois vetores obtido pelo produto vetorial. Vamos
considerar agora as duas possibilidades.
65
CASO 01
A em das
As retas so paralelas. Neste caso, tomamos um ponto
retas e um ponto
B na outra reta. Se um vetor diretor (qualquer
vetor na reta) de uma delas, ento
um vetor normal ao plano que
contm as retas. Assim, j temos um vetor normal e podemos pegar
qualquer um ponto de uma das retas. Vejamos um exemplo. Determinar a
equao
do
plano
formado
pelas
retas:
SOLUO
Soluo: com efeito, um vetor diretor de
(e tambm de )
. Ento um vetor normal ao plano que procuramos
,
plano
ser
(observe
que
equao
do
isto
ento
CASO 02
As retas so concorrentes. Neste caso um vetor normal ao plano
,onde
so vetores diretores das respectivas retas.
obtido por
Por exemplo: Determinar a equao do plano que contm as retas
SOLUO
Soluo:
Observe
resolvendo
e
os
que
sistemas
Por
so
pontos
so
de
pontos
obtemos
outro
lado,
enquanto
de
Da
so os vetores diretores. Fazendo
o produto vetorial
um vetor normal ao plano que procuramos. Para simplificar
podemos pegar
para vetor normal. Agora estamos em
de
condies
66
obter
equao:
isto
2) (Distncia entre retas )Temos tambm dois casos a considerar:
CASO 01
As retas so paralelas. Neste caso, a distncia entre as retas a
retas
distncia entre um ponto qualquer de uma delas e a outra. Sejam
paralelas (desenhe uma figura),
e seja um vetor diretor da reta
Calculando a rea do paralelogramo determinado pelos vetores
e de
duas maneiras. Uma pela interpretao geomtrica do mdulo do produto
vetorial e outra pela base vezes a altura (observe que a altura a distncia
. Calcule agora a
procurada). Temos ento
distncia entre as retas do caso 1 do problema anterior. Lembrem-se: no
aprendemos matemtica passivamente.
CASO 02
As retas so reversas, isto , no so paralelas e no so concorrentes.
Consideremos a seguinte questo: Determinar a distncia entre as reta
e
SOLUO
Soluo: observe que um vetor diretor de
e
paralela a
o vetor
um vetor diretor da reta . Portanto no
Agora, se existisse um ponto na interseo de
as coordenadas desse ponto devem ser da forma
para
tambm
ento
certos
Mas
ento
o que evidentemente falso. Portanto,
as retas no se intersectam.
ortogonal a ambas as retas
De
Agora, sabemos que
modo que podemos localizar o vetor
em um dos pontos da reta
(por exemplo, em
e projetar o vetor
pegar um ponto de
sobre o vetor
( por exemplo
O mdulo desse
vetor projeo exatamente a distncia que procuramos. Vamos fazer
as contas.
67
Temos
Ento
SOLUO
Soluo: conforme foi visto na aula, a rea do paralelogramo
igual a
determinada pelos vetores
Mas esta mesma
rea tambm pode ser vista como o produto da base pela altura, ou
, onde a altura do paralelogramo em relao
seja,
isto
base
a distncia de
reta determinada por
, Agora, faa as contas para encontrar
Da
2) Demonstre que para quaisquer
em
, tais que
vale sempre :
SOLUO
Soluo:
com
efeito,
(aqui ns
aplicamos as propriedades operatrias do produto vetorial dadas no
Teorema
).Tambm
Portanto,
(c.q.d)
ATIVIDADE DE PORTFLIO
Resolva os exerccios 1, 3, 5, 7 e 9 da lista de exerccios (Visite a aula
online para realizar download deste arquivo.) e coloque no seu portflio.
DICA
No se aprende matemtica sem sujar as mos.
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68
LGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALTICA VETORIAL
AULA 08: O ESPAO VETORIAL X
TPICO 01: PRELIMINARES
Nas aulas anteriores estudamos o espao tridimensional
, definimos o espao
de maneira semelhante ao
.
. Para
, isto ,
Agora no teremos uma representao geomtrica para
com
, mas
as operaes e as propriedades algbricas permanecero em
. Tambm
no podemos definir produto vetorial para
. O produto vetorial
definido somente para
AS OPERAES SOMA, MULTIPLICAO POR ESCALAR E PRODUTO
ESCALAR.
Dados
, definimos
(norma de u)
para soma, multiplicao por
Todas as propriedades vistas em
escalar, produto escalar e norma so mantidas para
. Como em , dados
u e v em
, diz-se que u ortogonal a v, se
. Neste caso (se u
ortogonal a v), temos
, pois
PARADA OBRIGATRIA
Vamos relembrar agora a desigualdade de Schwarz.
.
A prova a mesma dada para
Sejam
.Agora,
Donde,
e v quaisquer elementos de
ortogonal a u. Pois,
e assim
, ou seja
. claro que se
, ento
EXEMPLO - UTILIZANDO VETORES EM X
Suponha que uma loja vende em uma semana , 200 unidades do artigo
A, 300 unidades do artigo B, 100 unidades do artigo C, 150 unidades do
artigo D e 50 unidades do artigo E. Os preos de venda por unidade de
69
artigo so, respectivamente, R$ 10,00, R$ 15,00, R$ 20,00, R$ 30,00 e R$
50,00. A quantidade total de artigos, na ordem A,B,C,D e E vendidos em
. O
uma semana pode ser representada pelo vetor
vetor
tomado
representa o preo de venda por unidade de artigo
na
ordem
dada.
Enquanto
o
produto
escalar
representa o faturamento da
loja com a venda dos artigos A, B, C, D e E.
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70
LGEBRA LINEAR E GEOMETRIA ANALTICA VETORIAL
AULA 08: O ESPAO VETORIAL X
TPICO 02: DEPENDNCIA LINEAR E BASE
Dizemos que os vetores
, ...,
so linearmente dependentes
(LD) se existem nmeros reais
nem todos nulos, tais que
.Agora,se
,dizemos
que
so linearmente independentes (escrevemos LI, para vetores
linearmente independentes).
EXEMPLO (LD E LI).
so LI, pois, se
Os elementos
e
,
Agora,
, ento
. Logo, resolvendo o sistema, encontramos
.
e
so LD. De fato,
e assim,
. Portanto
so LD.
SUBESPAO
temos interesse nos subconjuntos
Entre os diversos subconjuntos de
,
um
que preservam as operaes. Dizemos ento que
subespao de
, se
i)
ii)
EXEMPLO - SUBESPAOS
Seja
. Considere
. De fato, se
claro que S um subespao de
, ento
Assim,
para certos
. O subespao S chamado o subespao gerado por
subespao de
denotamos
. Mais geralmente, se
, denotamos
de
por
. Isso prova que S um
e
so elementos
, o subespao gerado
EXERCCIO RESOLVIDO
Se
, como podemos obter
SOLUO
Afirmamos que
arbitrrio em
Ento
. Com efeito, seja
. Logo
vemos
que
ento
. Logo
Alm disso, se
e
conjunto
um vetor
, isto ,
. Portanto
forma o que chamamos de base do
71
e
.
so LI. O
DEFINIO: Um conjunto
uma base de
, se:
i)
ii)
for LI.
fcil mostrar que os vetores
formam uma base para
, ento
.De fato, se
um vetor arbitrrio em
.Alm disso, se
onde
De
ento
portanto
,
modo
que
LI.
A base
denominada a base cannica do
OBSERVAO
Na aula 3,vimos um teorema sobre sistemas lineares, afirmando que
todo sistema linear homogneo com mais incgnitas do que equaes, tem
sempre uma soluo no-trivial. Utilizaremos esse teorema para mostrar
que toda base de
tem o mesmo nmero de vetores.
uma base de
TEOREMA. Seja
onde
m vetores
. Ento qualquer conjunto de
necessariamente linearmente dependente.
DEMONSTRAO.
, segue-se que
Como
Para
Por outro lado, o sistema linear homogneo
tem
equaes e m incgnitas, onde
todos nulos tais que
Mas,
Portanto
so LD.
72
. Assim, existem
nem
PARADA OBRIGATRIA
Duas bases de
tm o mesmo nmero de
vetores e esse nmero
n.
DEMONSTRAO:
e
Sejam
duas bases de
teorema acima garante que
Analogamente
Por
, pois se
e portanto
outro
. Ora, sendo
LI, o
, ento
seriam LD.
lado,j
sabemos
} uma base de
que
. Assim,
{
.
O nmero de vetores de uma base chamado a dimenso do espao.
n.
Portanto, a dimenso de
uma base de
TEOREMA. Seja
escreve de modo nico na forma
, onde
e dizemos que
escrevemos
. Ento todo
se
. Neste caso,
so as coordenadas de v em
relao base B.
DEMONSTRAO:
, existem
Como
se
tais que
. Agora,
. Ento
e portanto
.Mas,como
so
LI,
segue-se
que
.
EXEMPLO
(ENCONTRANDO AS COORDENADAS DE UM VETOR EM RELAO A
UMA BASE)
Considere a base
.
e
de
, onde
Seja
,
.
. Assim,
e
Ento
Em particular, se
PROBLEMAS RESOLVIDOS
1)
(matriz
de
mudana
de
bases de
,
73
base
)
Sejam
. Determinemos
onde
uma
base de
Seja
( claro que existem e so nicos, pois
com
um vetor qualquer de
. O podemos concluir sobre
?
VEJAMOS:
Portanto,
M chamada a matriz de mudana de base. claro que para
podemos proceder de forma inteiramente anloga. A coluna j da matriz
A matriz
M obtida escrevendo o vetor
isto ,
como combinao linear dos vetores
. Agora faa um exemplo particular, ou seja,
considere duas bases particulares e determine a matriz de mudana de base e
verifique para um vetor especfico. (lembre: se fao, aprendo).
Tambm podemos mostrar que a matriz de mudana de base sempre
invertvel.
De fato, suponha que a matriz
tal que
seja no invertvel. Ento, existe
, pois a forma escada de uma matriz no invertvel
tem no mnimo uma linha nula e da o sistema
equivalente a um
sistema com mais variveis das equaes e, portanto tem uma soluo no
tal que
(aqui
a soluo
trivial. Agora considere um vetor
), ento
, ou seja, as coordenadas de
no nula de
em relao base
s todas nulas e, portanto
que uma contradio.
Portanto, a matriz
invertvel e da igualdade
2) Sejam
vetores de
tambm
,obtemos
, . Descreva os
e determine uma base de .
SOLUO
Soluo: observe que
74
,logo
e portanto
.Uma base de
geram
, pois
e so .
FRUM
Pretendemos que o aluno encontre uma relao entre as matrizes de
coordenadas e a matriz de mudana de base
D exemplo de duas bases de
Sejam
as duas bases obtidas em (1). Agora,
escreva
Encontre
(a matriz
chamada matriz de
mudana de base)
Seja
. Encontre uma relao entre
eM.
ATIVIDADE DE PORTFLIO
Resolva os exerccio 1, 3, 5, 7 e 9 da lista de exerccios (Visite a aula
online para realizar download deste arquivo.) e coloque no seu portflio.
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