O papel da Geografia no conhecimento do território
Trabalho de investigação do 11º E Pedro Peixoto (Professor de Geografia)
A cidade é um palco de mudanças e contrastes. No âmbito dos conteúdos leccionados na disciplina de Geografia, os alu-
nos do 11º E realizaram um estudo empírico sobre a cidade de Lamego, com o objectivo de definirem zonas funcionais
específicas desta cidade. O método utilizado foi o da análise funcional de algumas artérias da cidade.
Na primeira figura apresenta-se a planta funcional de Lamego, onde se distinguem zonas da cidade dotadas de alguma
homogeneidade que as diferencia das demais. Trata-se de uma generalização, mas que permite definir traços gerais da
ocupação do solo na cidade de Lamego. As figuras seguintes dizem respeito aos zonamentos verticais de duas artérias da
cidade que, apesar de estarem localizadas próximas uma da outra, apresentam funcionalidades distintas.
Para a concretização deste pequeno
Figura 1 – Planta apontamento geográfico definiram -se dife-
funcional da cidade rentes zonas urbanas dotadas de alguma
de Lamego especificidade funcional e cujas caracterís-
ticas ao nível habitacional, económico e
social permitem distingui-las umas das
outras. Convém alertar para o facto de que
a subjectividade constitui uma característi-
ca comum a qualquer simplificação da
realidade. No entanto, o objectivo principal
desta investigação, elaborada a partir do
trabalho de campo dos alunos, prende-se
sobretudo com o papel que a Geografia
deve ter no planeamento e ordenamento
do território.
Escala
1/50 000
Figura 2 – Zonamentos verticais da Rua Cisterna e da Rua de Almacave
Para pensar o território é necessário, antes de mais, conhecê-lo… Por
isso, entendemos este trabalho como um pequeno contributo visando um
melhor conhecimento da nossa cidade.
A planta funcional de Lamego, patente na figura 1, evidencia uma
estrutura bastante diferenciada onde facilmente se distinguem as zonas dedi-
cadas ao comércio e serviços das que apresentam uma função habitacional.
Por outro lado, é possível diferenciar as zonas residenciais de acordo com o
nível socio-económico dominante.
Na figura 2 estão representados os zonamentos verticais da Rua de
Almacave e da Rua Cisterna, ou seja, apresenta-se a distribuição do uso do
solo em percentagem para cada um dos pisos dos edifícios localizados nas
referidas artérias da cidade, localizadas em pleno centro histórico da cidade.
Depois dos alunos terem efectuado a análise das funções dominantes
nestas duas ruas de Lamego foi feita a sua distribuição vertical. Do trabalho
realizado concluiu-se que os pisos do rés -do-chão da Rua de Almacave têm
um maior predomínio de actividades do sector terciário do que a Rua Cister-
na, mais ocupada pela função habitacional. Por outro lado, os pisos superio-
res, de menor contacto com o consumidor apresentam um reduzido peso
comercial, estando quase exclusivamente ocupados com habitações, o que
demonstra a especificidade funcional de algumas das ruas de Lamego.
Pensamos que, com este tipo de actividade, os alunos tomam uma
maior consciência dos problemas e potencialidades da comunidade em que
se inserem, tornando-os agentes activos em prol do seu desenvolvimento.