3.
ESTUDOS DE IMPACTO AMBIENTAL EIA/RIMA
APRESENTAO
Como vimos anteriormente, a realizao de Estudo de Impacto Ambiental
(EIA) prevista na Legislao Federal Brasileira fundamenta-se em modelos
praticados por outros pases. As primeiras orientaes sobre os procedimentos
para a realizao do EIA foram fornecidas pela Resoluo n 001/86 do
Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) (Fornasari Filho & Bitar,
1995).
A Constituio Federal de 1988, no seu artigo 225, tornou obrigatrio a
realizao prvia de EIA, que foi seguida por vrias constituies estaduais e
leis orgnicas de municpios. O artigo 225 incumbe o Poder Publico a "exigir,
na forma da lei, para instalao de obra ou atividade potencialmente
causadora de significativa degradao do meio ambiente, estudo prvio de
impacto ambiental, a que se dar publicidade" (Machado, 1995).
ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL
E
RELATRIO DE IMPACTO
AMBIENTAL
A expresso EIA/RIMA bastante difundida atualmente, e estas siglas
referem-se ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e ao Relatrio de Impacto
Ambiental (RIMA).
Segundo Fornasari Filho & Bitar (1995), o EIA na Legislao Federal segue
os seguintes termos, apresentados aqui de forma sintetizada:
referente a um projeto especfico a ser implantado em determinada rea ou
meio;
Trata-se de um estudo prvio, ou seja, serve de instrumento de planejamento
e subsdio tomada de decises polticas na implantao da obra;
interdisciplinar;
Deve levar em conta os segmentos bsicos do meio ambiente (meios fsico,
biolgico e scio-econmico);
Deve seguir um roteiro que contenha as seguintes etapas
1. Diagnstico ambiental da rea de influncia do projeto;
2. Avaliao de impacto ambiental (AIA);
3. Medidas mitigadoras, e;
4. Programa de monitoramento dos impactos.
Ainda segundo os autores citados, o EIA deve apresentar suas concluses
traduzidas no Relatrio de Impacto Ambiental (RIMA), com linguagem
simples e objetiva, tornando-o formal perante o Poder Pblico e a sociedade.
Para Machado (1995), existem diferenas entre esses dois instrumentos, sendo
que a principal que o EIA apresenta uma abrangncia maior, englobando o
RIMA em seu contedo.
Ainda segundo Machado (1995), o Estudo de Impacto Ambiental compreende
o levantamento da literatura cientfica e legal pertinente, trabalhos de campo,
anlises de laboratrios e a prpria redao do relatrio. J o Relatrio de
Impacto Ambiental "refletir as concluses do Estudo de Impacto Ambiental"
(art. 9 da Resoluo 001/86 do Conama). O EIA realizado previamente ao
RIMA, sendo a base para elaborao do relatrio.
Machado (1995) afirma tambm que o RIMA "transmite - por escrito - as
atividades totais do estudo de impacto ambiental, importando acentuar que
no se pode criar uma parte transparente das atividades (o RIMA) e uma
parte no transparente das atividades (o EIA). Dissociado do EIA, o RIMA
perde validade".
Independente do ponto de vista de cada autor quanto a estes termos e seus
conceitos, deve ser destacada a interdependncia entre o EIA e o RIMA, ou
seja, no possvel elaborar um RIMA sem a realizao de um EIA.
CONTEDO DO ESTUDO DE IMPACTO
AMBIENTAL
O Estudo de Impacto Ambiental deve abranger as seguintes informaes
(Machado, 1995):
1) rea de Influncia do Projeto: "definir os limites da rea geogrfica a ser
direta ou indiretamente afetada pelos impactos, denominada de rea de
influncia do projeto, considerando em todos os casos a bacia hidrogrfica na
qual se localiza" (artigo 5, III - Resoluo 001/86 do Conama).
2) Planos e Programas Governamentais (Zoneamento Ambiental): "considerar
os planos e programas governamentais, propostos e em implantao na rea de
influncia do projeto, e sua compatibilidade" (artigo 5, IV)
3) Alternativas: o EIA deve "contemplar todas as alternativas tecnolgicas e
de localizao do projeto, confrontando-as com a hiptese de no executar o
projeto" (artigo 5, I), ou seja, a equipe multidisciplinar deve comentar outras
solues para a localizao e a operao pretendidas.
4) Descrio Inicial do Local: diagnstico ambiental da rea, abrangendo os
meios fsico, biolgico e scio-econmico (artigo 6)
5) Identificao e Avaliao dos Impactos Ambientais (AIA) do Projeto: o
EIA deve "identificar e avaliar sistematicamente os impactos ambientais
gerados nas fases de implantao e operao da atividade" (Artigo 5, II) e a
analisar os impactos ambientais do projeto atravs da "identificao, previso
da magnitude e interpretao da importncia dos provveis impactos positivos
e negativos (benficos e adversos), diretos ou indiretos, imediatos ou a mdio
e longo prazos, temporrios e permanentes; seu grau de reversibilidade; suas
propriedades cumulativas e sinergticas" (artigo 6, II).
6) Medidas Mitigadoras: o EIA deve realizar a "definio das medidas
mitigadoras dos impactos negativos, entre elas os equipamentos de controle e
os sistemas de tratamento de despejos, avaliando a eficincia de cada uma
delas" (artigo 6, III). Mitigar o impacto tentar evitar o impacto negativo,
sendo impossvel evit-lo, procurar corrigi-lo, recuperando o ambiente. A
recuperao no uma medida que se possa afastar do EIA.
7) Impactos Desfavorveis e Previso de Oramento: no caso de obras e
projetos federais prev-se que, se "identificados efeitos negativos de natureza
ambiental, cultural ou social, os rgos ou entidades federais incluiro, no
oramento de cada projeto ou obra, dotaes correspondentes, no mnimo, a
1% do mesmo oramento destinadas preveno ou correo desses efeitos"
(Decreto Federal 95.733/88). Portanto, a legislao define que a administrao
pblica no poder alegar que no dispe de dinheiro para a preveno
ambiental, mas em muitos casos a preveno e correo de danos ambientais
ocasionados por obras pblicas no ocorre.
8) Medidas Compensatrias: entre as medidas mitigadoras previstas, o EIA
deve compreender a compensao do dano provvel, sendo esta uma forma de
indenizao. A Resoluo 10/87 prev que para o licenciamento de
empreendimentos que causem a destruio de florestas ou outros
ecossistemas, haja como pr-requisito a implantao de uma estao ecolgica
pela entidade ou empresa responsvel, de preferncia junto rea. Como
exemplo, podemos citar a construo de um shopping center na cidade de
Ribeiro Preto, que para derrubar uma mata remanescente de cerrado na rea
do empreendimento, teve como uma das exigncias, construir e gerenciar um
parque ecolgico na referida cidade.
9) Distribuio dos nus e Benefcios Sociais do Projeto: o EIA deve
identificar os prejuzos e as vantagens que o empreendimento trar para os
diversos segmentos sociais, seja pelo nmero e qualidade de empregos
gerados ou pelos possveis problemas sociais em caso de necessidade de
migrao de mo-de-obra.
EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
A Resoluo 001/86 do Conama diz que "o estudo de impacto ambiental ser
realizado por equipe multidiscilinar habilitada, no dependente direta ou
indiretamente do proponente do projeto e que ser responsvel tecnicamente
pelos resultados apresentados" (Machado, 1995).
A responsabilidade de cada membro da equipe multidisciplinar ou a equipe
como um todo (sendo ou no pessoa jurdica), depende da prova da culpa. A
conduta dolosa dos membros da equipe multidisciplinar poder configurar o
crime de falsidade ideolgica, sendo a pena de recluso de 01 a 05 anos e
multa se o documento for pblico, e recluso de 01 a 03 anos e multa se o
documento for particular (Machado, 1995).
O Estudo de Impacto Ambiental um documento pblico, mesmo sendo
elaborado por particulares, portanto a pena por falsificao na elaborao do
EIA, omissiva ou ativa, referente a de documento pblico (Machado, 1995).
A seguir veremos como o meio fsico deve ser abordado nos Estudos de
Impacto Ambiental.
MEIO FSICO
O meio fsico um dos componentes que devem ser obrigatoriamente tratados
no EIA/RIMA, podendo ser considerado como passivo e/ou ativo, recebendo
ou deflagrando impactos e processos, em resposta interao com
determinado empreendimento.
Neste contexto, devemos considerar o meio fsico como "uma totalidade
estruturada em equilbrio dinmico, com seus vrios aspectos guardando
relaes de interdependncia em termos causais, de gnese, evoluo,
constituio e organizao" (Leite, Fornasari Filho & Bitar, 1990).
Portanto, necessrio realizar uma abordagem integrada do meio fsico,
enfocando a dinmica de cada uma de suas formas de interao, envolvendo
desde fluxos energticos atuantes no meio at seus componentes materiais.
Para isso deve-se rever noes fundamentais relacionadas com insero do
meio fsico no contexto dos grandes ciclos terrestres (ciclo da gua, do ar e
das rochas) e suas interaes (Bitar, Fornasari Filho & Vasconcelos, 1990).
A figura abaixo sintetiza as informaes descritas (modificado de Proin/Capes
& Unesp/IGCE, 1999).
TIPOS DE PROCESSOS DO MEIO FSICO
Para abordar o meio fsico nos Estudos Ambientais deve-se conhecer as
principais caractersticas dos processos do meio fsico, para que seja feita a
melhor avaliao possvel dos processos atuantes no meio em questo.
A tabela abaixo apresenta os tipos de processos do meio fsico, alguns deles j
abordados em mdulo anterior desse curso.
1- eroso pela gua,
10- deposio de sedimentos ou partculas,
2- eroso elica,
11- escoamento de gua na superfcie,
3- escorregamento,
12- dinmica de gua no subsolo,
4- queda de blocos,
13- interaes fsico-qumicas na gua e no
solo,
5- queda de detritos,
14- dinmica da gua no ar,
6- rastejo de solo ("creep"), 15- potencializao e desencadeamento de
sismo,
7- corrida de massa,
16- radioatividade,
8- subsidncia,
17- inundao,
9- carstificao
18- processos pedogenticos
MEIO TECNOLGICO
PROCESSOS TECNOLGICOS
Conjunto de tcnicas utilizadas na implantao, no funcionamento,
na ampliao e na desativao de uma atividade modificadora do meio
ambiente (Fornasari Filho et al., 1992 apud Fornasari Filho & Bitar, 1995).
O entendimento dos processos tecnolgicos como agentes de alterao
ambiental e seu potencial modificador dos processos do meio ambiente de
fundamental importncia para a realizao do EIA, isso porque deve-se
conhecer em detalhes os processos tecnolgicos de um empreendimento, para
analisar a interao destes com os meios fsico, biolgico e scio-econmico.
A interveno do PROCESSO TECNOLGICO sobre PROCESSO DO
MEIO FSICO acarreta, na maioria das vezes, em um PROCESSO
ALTERADO. As figuras a seguir esquematizam e exemplificam como o
processo tecnolgico pode modificar os processos fsicos, levando muitas
vezes a srios problemas ambientais, com prejuzos econmicos associados.
Fonte: modificado de Fornasari Filho et al. (1992)
EXEMPLO
No exemplo apresentado podemos observar uma rea de
uma antiga minerao em zona urbana. A remoo da
cobertura vegetal realizada pela minerao, a
impermeabilizao do solo e a concentrao do fluxo d
gua no loteamento (Processo Tecnolgico) causaram a
intensificao dos processos fsico, resultando no
aparecimento de sulcos e ravinas, que podem evoluir para
boorocas (Processos Alterados). Tambm como
conseqncia, o material erodido se acumula nas pores
mais baixas (Processo Alterado)
Muitas vezes os processos fsicos que vimos na pgina
anterior so acelerados, como no caso do exemplo acima,
os processos de eroso pela gua e a deposio de
sedimentos e partculas foram intensificados, acarretando
em prejuzo econmico pela necessidade de obras de
correo para a implantao de futuros empreendimentos
na rea alterada.
Em geral, a rea de expanso urbana apresenta muitos
problemas ambientais devido a interveno brusca na
dinmica do meio fsico pelos processos tecnolgicos,
produzindo os processos alterados.
Vamos ver na prxima pgina as Etapas de Elaborao do
EIA/RIMA.
ETAPAS DE ELABORAO DO EIA/RIMA
O EIA/RIMA DEVE CONTER AS SEGUINTES INFORMAES:
Informaes Gerais
Identifica, localiza, informa e sintetiza o
empreendimento;
Caracterizao do
Empreendimento
Refere-se ao planejamento, implantao,
operao e desativao da obra;
rea de Influncia
Limita sua rea geogrfica, representando-a
em mapa;
Diagnstico Ambiental
Caracterizao ambiental da rea antes da
implantao do empreendimento;
Qualidade Ambiental
Expe as interaes e descreve as
interrelaes entre os componentes biticos,
abiticos e antrpicos do sistema,
apresentando-os em um quadro sinttico;
Fatores Ambientais
Meio Fsico, Meio Bitico, Meio Antrpico,
sua pormenorizao depender da relevncia
dos fatores em funo das caractersticas da
rea onde se desenvolver o projeto;
Anlise dos Impactos
Ambientais
Identificao e interpretao dos provveis
impactos ocorridos nas diferentes fases do
projeto. Leva-se em conta a repercusso do
empreendimento sobre o meio;
Medidas Mitigadoras
Medidas que visam minimizar os impactos
adversos, especificando sua natureza, poca
em que devero ser adotadas, prazo de
durao, fator ambiental especfico a que se
destina e responsabilidade pela sua
implantao.
CONCEITO DE SIGNIFICNCIA
Nos Estudos de Impacto Ambiental (EIA) os conceitos de
significncia e significativo ganharam nfase devido
necessidade de quantificar e qualificar os impactos.
De acordo com Bitar, Fornasari Filho & Vasconcelos (1990), uma altera o
ambiental s deve ser considerada como impacto
ambiental, quando essa alterao for significativa. Quando
a alterao no for significativa esta desprezada
(portanto no h impacto).
At meados da dcada de 70 era considerada como
"significante a alterao ambiental provocada por
determinado projeto que, alm de mensurvel e persistente
por muitos anos sobre uma populao ou ecosistema,
justificasse mudanas radicais na concepo do projeto,
desde a mudana de localizao e forma de operao at a
sua prpria rejeio" (Bitar, Fornasari Filho & Vasconcelos, 1990).
Em 1977 surgiram os primeiros critrios para
determinao da significncia dos impactos ambientais, os
quais so: magnitude, extenso espacial, tempo de
durao, probabilidade de ocorrncia, segurana na
previso, existncia de valores determinados (por
exemplo, padres de qualidade do ar e da gua) e
controvrsias relacionadas ao projeto (Bitar, Fornasari Filho &
Vasconcelos, 1990).
A abordagem do meio fsico nos Estudos Ambientais deve
ser realizada segundo as etapas descritas na figura a
seguir (modificado de Proin/Capes & Unesp/IGCE, 1999):
ABORDAGEM DO MEIO FSICO NAS ETAPAS DE ELABORAO
DE EIA/RIMA
A seguir vamos tratar de alguns dos principais Mtodos de
Avaliao de Impacto Ambiental.
ALGUNS DOS PRINCIPAIS MTODOS DE
AVALIAO DE IMPACTO AMBIENTAL
Os mtodos de avaliao de impacto ambiental servem de referncia nos
estudos ambientais para se determinar de forma mais precisa a significncia
de uma alterao ambiental. Tambm so usados para padronizar e facilitar a
abordagem do meio fsico, que em geral leva em considerao vrios
aspectos.
A Instruo Normativa s.n/s.d. do SEMA coloca que o EIA pode ser realizado
utilizando "quaisquer metodologias de abordagem, desde que em acordo com
a literatura nacional e/ou internacional sobre o assunto". Porm, deve-se tomar
cuidado pois, a maioria dos mtodos apresentam carter subjetivo na
abordagem do meio fsico. Portanto, devem ser utilizados critrios bem
definidos para a escolha do mtodo a ser usado, ou seja, cada mtodo
tem uma aplicao definida, sendo utilizado conforme o
caso (Leite, Fornasari Filho & Bitar, 1990).
Nos quadros a seguir so apresentados alguns dos
principais mtodos de avaliao de impacto ambiental,
mostrando uma descrio sucinta, aplicaes, vantagens e
desvantagens e exemplos (modificado de Moreira, 1992 apud Aguiar,
1997).
AD HOC
MTODO
DESCRIO
Reunio de especialistas
APLICAO
Avaliaes rpidas
VANTAGENS (+) /
DESVANTAGENS (-)
EXEMPLOS
MTODO
+ Rapidez e baixo custo
- Alto grau de subjetividade.
Delfos
CHECKLIST
DESCRIO
Listagens de fatores e impactos ambientais
APLICAO
Diagnstico ambiental at a comparao de
alternativas
+ Memorizao de todos os fatores;
VANTAGENS (+) /
DESVANTAGENS (-)
- No identifica: impactos diretos e
indiretos, caractersticas temporais e
dinmica dos sistemas
Threshold of Concem;
EXEMPLOS
Batelle
MTODO
MATRIZES DE INTERAO
DESCRIO
Listagem de controle bidimensional
(fatores x aes)
APLICAO
Identificao de impactos diretos
VANTAGENS (+) /
+ Boa visualizao, simplicidade e baixo
custo;
DESVANTAGENS (-)
- No identifica: impactos indiretos,
caractersticas temporais e dinmica dos
sistemas; subjetividade na magnitude
Leopold;
EXEMPLOS
Fisher e Davies
MTODO
REDES DE INTERAO
DESCRIO
Grfico ou diagrama da cadeia de impacto
APLICAO
Determinao de impactos diretos e
indiretos
VANTAGENS (+) /
DESVANTAGENS (-)
EXEMPLOS
+ Abordagem integrada de impactos e
interaes;
- No detectam: importncia relativa dos
impactos, aspectos temporais e espaciais,
dinmica dos sistemas.
IMPACT
MTODO
SUPERPOSIO DE CARTAS
DESCRIO
Cartas geradas por superposio de mapas
de recursos e usos
APLICAO
Projetos lineares e diagnstico ambiental
+ Boa visualizao e exposio de dados;
VANTAGENS (+) /
DESVANTAGENS (-)
EXEMPLOS
- Resultados subjetivos; no quantifica
magnitude, difcil integrao de dados
scio-econmicos, no considera dinmica
dos sistemas.
Mc Harg
SIMULAO
MTODO
DESCRIO
Modelos matemticos automatizados
APLICAO
Diagnsticos e prognsticos da qualidade
ambiental
VANTAGENS (+) /
DESVANTAGENS (-)
EXEMPLOS
MTODO
DESCRIO
+ Considera: dinmica dos sistemas,
interaes entre fatores e impactos e
varivel temporal;
- Custo elevado; representao da
qualidade imperfeita.
KSIM
COMBINAO DE MTODOS
Utilizao de dois ou mais mtodos
Avaliar impactos negativos de projetos (uso
simples ou mltiplo)
APLICAO
VANTAGENS (+) /
+ Simplicidade, rapidez e baixo custo na
avaliao de impactos negativos; boa
visualizao;
DESVANTAGENS (-)
- Alto grau de controle governamental no
planejamento ambiental; avaliao
globalizada pouco segura
EXEMPLOS
LESA
LICENCIAMENTO AMBIENTAL
A Resoluo 001/86 do Conama institui a obrigatoriedade do EIA/RIMA para
o licenciamento ambiental de atividades modificadoras do meio ambiente.
Para ler a Resoluo 001/86 clique aqui.
A partir de 1994, no Estado de So Paulo, a Resoluo SMA 42/94, da
Secretaria do Meio Ambiente, normatizou os procedimentos para
Licenciamento Ambiental, instituindo 02 instrumentos preliminares ao
EIA/RIMA: o RAP e o TR
RAP = Relatrio Ambiental
Preliminar
Primeiro documento para o Licenciamento Ambiental;
Objetiva instrumentalizar a deciso do rgo ambiental quanto exigncia
ou dispensa do EIA/RIMA, para obteno de Licena Prvia (LP);
TR = Termo de Referncia
Nos casos de exigncia de EIA/RIMA, o Relatrio Ambiental Preliminar
(RAP), junto com outros instrumentos, subsidia a elaborao do Termo de
Referncia (TR) para o EIA/RIMA a ser realizado.
Assim, a elaborao do EIA/RIMA segue a seguinte seqncia:
Nos casos em que h dispensa de elaborao do EIA/RIMA, a partir do
Relatrio Ambiental Preliminar (RAP), parte-se diretamente para o
Licenciamento Ambiental.
Vamos agora ver como so os procedimentos para obteno das Licenas
Ambientais.
LICENCIAMENTO AMBIENTAL
A partir do EIA/RIMA (exigido pelo rgo ambiental com base no RAP) ou
do RAP (quando o rgo ambiental dispensou a elaborao do EIA/RIMA),
busca-se a obteno das Licenas Ambientais.
Desta forma, no Estado de So Paulo, para a obteno das
licenas ambientais (LP, LI e LO), o empreendedor dever
seguir a seguinte seqncia de elaborao de documentos.
No Estado de So Paulo foram definidas 3 etapas para o Licenciamento
Ambiental (Resoluo SMA 42/94). Outros estados tambm utilizam
procedimento semelhante, como por exemplo o Rio de Janeiro.
1 ETAPA
Licena Prvia = LP
2 ETAPA
Licena de Instalao = LI
3 ETAPA
Licena de Operao = LF ou LO
Vamos ver o significado de cada uma dessas Licenas Ambientais.
A Licena Prvia (LP) no Decreto 88.351/83
conceituada como a licena obtida "na fase preliminar do
planejamento da atividade, contendo requisitos bsicos a
serem atendidos nas fases de localizao, instalao e
operao, observados os planos municipais, estaduais e
federais do uso do solo" (Machado, 1995). Portanto, a
obteno de LP assume o significado de viabilidade do
empreendimento na rea pretendida.
A Licena de Instalao (LI) autoriza a implantao do
empreendimento e dispe sobre as especificaes que
devem ser seguidas, de acordo com o projeto apresentado,
ou seja, nessa fase o requerente pode construir as
instalaes do empreendimento e as obras de conteno de
impactos ambientais, adotando as medidas iniciais de
recuperao.
A Licena de Funcionamento (LF) ou Operao (LO),
como o prpria nome indica, autoriza a operao do
empreendimento, sendo somente fornecida aps vistoria
do rgo fiscalizador responsvel, dependendo se todas a
exigncias do referido rgo descritas na LI foram
cumpridas pelo empreendedor.
Mesmo com a LO o empreendimento fica sujeito a
fiscalizao e a possveis sanes, caso no forem
cumpridas as especificaes tcnicas do projeto e as
exigncias do rgo pblico responsvel.
CERTOS CASOS DE EXTRAO DE MATERIAIS DE CONSTRUO
DISPENSAM O EIA/RIMA E PREVEM A APRESENTAO DE:
RCA (Relatrio de Controle Ambiental);
PCA (Plano de Controle Ambiental),
PRAD (Plano de Recuperao de reas Degradadas).
Tais documentos atendem s necessidades de empreendimentos mineiros de
pequeno e mdio portes, dados que no necessitam de um trabalho to denso e
detalhado como o EIA/RIMA.
O RCA e o PCA so documentos que caracterizam o empreendimento desde o
meio fsico, biolgico e scio-econmico em termos regionais at em termos
locais, alm de detalhar as atividades que sero desenvolvidas pelo
empreendedor.
J o PRAD o plano que vai qualificar os impactos ambientais causados pelo
empreendimento e indicar quais atividades devem ser desenvolvidas para a
recuperao da rea, mostrando as medidas mitigadoras que devem ser
realizadas para a diminuio desses impactos.
Os principais rgos fiscalizadores estaduais mantm, em
seus sites na internet, os procedimentos bsicos para o
licenciamento ambiental.
Para Saber Mais sobre os procedimentos para
Licenciamento em alguns estados, veja os links a seguir:
COMPANHIA DE TECNOLOGIA DE SANEAMENTO AMBIENTAL - CETESB (SP)
FUNDAO ESTADUAL DE ENGENHARIA DO MEIO AMBIENTE - FEEMA (RJ)
FUNDAO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE - FEAM (MG)