1- TIPOS DE ESFOROS
Prof. Luiz Gustavo
sentido oposto, duas sees de uma pea (fora cortante).
CISALHAMENTO solicitao que tende a deslocar paralelamente, em
da fora aplicada.
COMPRESSO solicitao que tende a encurtar a pea no sentido da reta
TRAO solicitao que tende a alongar a pea no sentido da reta de ao
da fora aplicada.
Quando cada tipo se apresenta isoladamente, diz-se que a solicitao
SIMPLES. No caso de dois ou mais tipos agirem conjuntamente a solicitao
COMPOSTA.
Uma fora pode ser aplicada num corpo de diferentes maneiras, originando
portanto, diversos tipos de solicitaes, tais como: trao, compresso,
cisalhamento, flexo e toro.
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
Prof. Luiz Gustavo
relao s outras.
SIMBOLOGIA DAS TENSES
TORO solicitao que tende a girar as seces de uma pea, uma em
Ex.: uma barra inicialmente reta que passa a ser uma curva.
FLEXO solicitao que tende a modificar o eixo geomtrico de uma pea.
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
2- DEFORMAO
l0
ou
l
l0
ou
=
l0
l f l0
(mm mm)
[1.1]
Prof. Luiz Gustavo
- adimensional, ou seja, no tem unidade e pode ser expresso em
porcentagem multiplicando por 100.
a =
Deformao especfica ( ) a relao entre o alongamento total ( l ou ) e
o comprimento inicial ( l0 ).
DEFORMAO UNITRIA ou DEFORMAO ESPECFICA => (AXIAL)
O ponto que separa os dois tipos de deformaes o limite de escoamento.
Deformao plstica deformao permanente, ou seja, o corpo no
retornar para suas dimenses iniciais depois de cessado o esforo aplicado.
Deformao Elstica - deformao transitria, ou seja, o corpo retomar suas
dimenses iniciais quando a fora for removida.
Existem dois tipos de deformao: Deformao Elstica e Deformao
Plstica.
Com o aumento da intensidade da fora, h um aumento da deformao.
A ao de qualquer fora sobre um corpo altera a sua forma, isto , provoca
uma deformao.
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
3- TENSO
F
A
kgf
cm 2
ou
(N mm ) = (MPa)
[1.2]
Prof. Luiz Gustavo
A => rea da seo transversal do corpo (cm2 ou mm2 )
F => Fora aplicada ao corpo (kgf ou N)
=> Tenso Normal uniforme que pode ser trao simples ou compresso
simples
onde:
uma grandeza vetorial que foi introduzida na resistncia dos materiais em
1822, por Augustin Louis Cauchy. definida como sendo a resistncia interna
de um corpo qualquer, aplicao de uma fora externa por unidade de rea,
ou seja, a fora por unidade de rea.
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
Prof. Luiz Gustavo
GRFICO TENSO DEFORMAO (
x )
Aumentando-se a tenso, a deformao tambm vai aumentando e os
resultados da experincia podem ser mostrados por um grfico (
x ),
marcando em abscissas (eixo X) as deformaes e em ordenadas (eixo Y)
as tenses.
O ensaio de trao consiste em aplicar num corpo de prova uma fora axial
com o objetivo de deform-lo at que se produza sua ruptura.
4- DIAGRAMA TENSO DEFORMAO
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
= E.
(MPa )
[1.3]
(ver tabela 1)
(MPa)
Prof. Luiz Gustavo
Obs.: Mdulo de Elasticidade a medida de rigidez do material: quanto maior
o valor de E menor a deformao elstica e mais rgido o material.
E => Mdulo de elasticidade ou mdulo de Young
=> Deformao especfica
=> Tenso de trao
onde:
E =
proporcionalidade ( p ), ou seja at o ponto P do Diagrama TensoDeformao, a tenso em um material proporcional deformao nele
produzida. Devido a esta condio de proporcionalidade pode se escrever que:
MDULO DE ELASTICIDADE
A Lei de Hooke (Robert Hooke 1678) estabelece que at a tenso limite de
5- RELAES ENTRE TENSO E DEFORMAO
Obs.: conceitualmente pode-se admitir que
Ponto R Tenso Limite de Resistncia ( r )
a maior tenso que o corpo-de-prova pode suportar antes de se romper.
Ponto E Tenso Limite de Escoamento ( e )
Caracteriza o ponto de escoamento, ou seja, a perda da propriedade elstica
do material.
Nos aos de mdio e baixo teor de carbono, ocorre um visvel alongamento do
corpo-de-prova praticamente sem aumento da tenso.
Abaixo deste ponto, a tenso proporcional deformao especfica ( ) ,
portanto a Lei de Hooke, que estabelece que a tenso proporcional
deformao, vale somente at este ponto.
Ponto P Tenso Limite de Proporcionalidade ( p )
No grfico os pontos marcados significam respectivamente:
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
F
A
[1.3]
[1.2]
[1.1]
F .L
E. A (mm)
[1.4]
=> Tenso de cisalhamento por toro
(MPa)
(MPa)
[1.5]
(MPa) (ver tabela 1)
Prof. Luiz Gustavo
COEFICIENTE DE POISON
As experincias demonstram que um material, quando submetido trao,
sofre alm da deformao axial (alongamento), uma deformao transversal
(afinamento).
Poisson demonstrou que estas duas deformaes eram proporcionais uma em
relao outra, dentro dos limites da Lei de Hooke (at o ponto P do Diagrama
Tenso- Deformao).
Transversal
=> Deformao angular ou distoro que a alterao sofrida em um
ngulo reto de um elemento (rad )
G => Mdulo de elasticidade ao cisalhamento ou mdulo de elasticidade
onde:
= G.
MDULO DE ELASTICIDADE TRANSVERSAL
Atravs de ensaios com corpos-de-prova submetidos a cisalhamento puro por
toro, pode-se escrever que:
= E.
l0
Deformao Tansversal
Deformao Axial
=
t
a
11200
108000
102000
Mdulo de Elasticidade
(MPa)
E
210000
72400
113200
121300
Prof. Luiz Gustavo
Aos
Alumnio
Bronze
Cobre
Ferro
Fundido
Cinzento
Lato
Madeira
(Pinho)
Material
(MPa)
4200
40800
42200
Md. Elasticidade
Transversal (MPa)
G
80000
26700
42200
45600
0,33
0,32
0,21
[1.7]
[1.6]
Coeficiente
de Poisson
0,30
0,33
0,35
0,33
TABELA 1 PROPRIEDADES DE ALGUNS MATERIAIS
E = 2.G(1 + )
(ver tabela 1)
(adimensional)
As trs constantes se relacionam atravs da expresso:
=> Coeficiente de Poisson
onde:
Esta constante dada por:
Substituindo as expresses [1.1] e [1.2] na expresso [1.3] e ordenando, temse a equao [1.4] para a deformao total:
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
=S
(MPa)
[1.8]
Prof. Luiz Gustavo
Os valores desses coeficientes j englobam todos os demais fatores acima
referidos.
Porm, para os nossos clculos de resistncia adotaremos os valores de
coeficientes de segurana j consagrados pela prtica, baseados na qualidade
do material e no tipo de carga aplicada pea.
S1, S2, S3, ..... Fatores de segurana parciais
S - Coeficiente de segurana total
Sendo:
S= S1xS2xS3.........
Assim, a rigor o coeficiente de segurana expresso da seguinte forma:
Em princpio, o coeficiente de segurana determinado levando-se em
considerao diversos fatores parciais, tais como, fator em funo da
homogeneidade do material, fator em funo do tipo de carga a ser aplicado,
fator em funo de causas desconhecidas, etc.
O coeficiente de segurana uma relao entre as tenses de resistncia e
admissvel do material.
ou
r ) por um coeficiente S chamado de COEFICIENTE DE SEGURANA.
= S
ou
Seu valor determinado dividindo-se a tenso de resistncia do material ( r
A esta tenso que oferece a pea uma condio de trabalho sem perigo,
chamamos de TENSO ADMISSVEL.
No dimensionamento dos elementos de mquinas, as peas a serem
calculadas devero suportar as cargas com segurana. Para isto, admitem-se
apenas deformaes elsticas, portanto, a tenso de trabalho fixada deve ser
inferior tenso de escoamento do material.
6- DIMENSIONAMENTO
(TENSES ADMISSVEIS E COEFICIENTE DE SEGURANA)
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
Prof. Luiz Gustavo
10
- Carga Alternada
Ocorre quando uma pea est sujeita a uma carga varivel na mesma direo,
mas com sentido contrario.
EX: Eixos Rotativos.
- Carga Intermitente
Ocorre quando uma pea est sujeita a uma carga varivel de zero a um valor
mximo, sempre com a mesma direo e sentido.
EX: dentes das engrenagens.
- Carga Esttica
Ocorre quando uma pea est sujeita a carga constante, invarivel ao decorrer
do tempo e aplicada lenta e gradualmente.
EX: Vigas
Tipos de Solicitaes: Basicamente existem 4 tipos de cargas:
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
Ao mole (at SAE-1030)
Ao duro
Madeira
10
10
15
15
Prof. Luiz Gustavo
11
As propriedades mecnicas dos materiais que sero utilizadas na resoluo
dos exerccios propostos esto listadas na tabela 3.
20
12
12
20
CHOQUE
*EM RELAO TENSO DE RESISTNCIA DO MATERIAL
Ferro Fundido
MATERIAL
TABELA 2
COEFICIENTE DE SEGURANA (S) *
TIPOS DE CARGAS
ESTTICA INTERMITENTE ALTERNADA
Os valores de COEFICIENTE DE SEGURANA que sero utilizados esto
representados na Tabela 2 abaixo:
-Carga de Choque
Ocorre quando uma pea est sujeita a variao brusca ou a de choque.
EX: Componentes de Prensas.
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
740
700
630
SAE-2330
SAE-2340
SAE-3120
690
490
600
850
225
690
490
120
240
225
AISI-310
AISI-410
Prof. Luiz Gustavo
280
280
180
Bronze
Alumnio
180
342
342
Lato
Cobre
[Link].
630
630
770
770
AISI-302
750
620
AISI-301
620
SAE-8620
740
750
740
SAE-5140
610
860
840
760
690
750
680
630
700
740
700
650
580
500
465
420
385
350
SAE-8640
610
860
840
SAE-5120
SAE-4340
SAE-4320
760
700
SAE-1070
SAE-4140
650
SAE-1050
690
580
SAE-1040
750
500
SAE-1030
SAE-4130
465
SAE-1025
SAE-3140
420
SAE-1020
680
385
SAE-1015
SAE-3130
350
SAE-1010
135
210
255
168
--
370
515
470
580
560
465
550
460
650
630
570
520
560
510
475
525
550
525
490
435
375
350
320
290
260
tr cr cr
70
--
120
70
--
264
315
248
280
630
560
620
490
740
650
650
575
650
590
530
485
630
420
360
262
230
210
193
175
130
te
22
50
57
45
--
30
45
55
55
14
18
18
23
15
19
17
20
17
20
22
25
20
15
18
20
22
26
30
33
12
Ferro fundido
Aos inoxidveis
martenstico
Aos inoxidveis
austenticos
Aos Ni-Cr-Mo,
recozidos ou
normalizados
Aos Cr, recozidos
ou normalizados
Aos Cr-Mo,
recozidos ou
normalizados.
Aos Ni-Cr-Mo,
recozidos ou
normalizados
Aos Ni-Cr,
recozidos ou
normalizados.
Aos Ni, recozidos
ou normalizados.
Aos carbono,
recozidos ou
normalizados.
TABELA 3 PROPRIEDADES MECNICAS DE ALGUNS MATERIAIS
TENSO DE
TENSO DE
ESCOAMENTO ALONG.
RESISTNCIA
NA TRAO
(%)
MPa
MATERIAL
OBS.:
MPa
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
F
A
c =
F
A
F
(MPa)
ou
Prof. Luiz Gustavo
F .L
E. A
cr
FRMULA DO ALONGAMENTO TOTAL:
Sendo:
tr
CRITRIO DE PROJETO:
A => rea da seo transversal do corpo (mm2 )
F => Fora aplicada ao corpo (N )
(mm)
(MPa)
13
=> Tenso Normal uniforme que pode ser trao simples ou compresso
simples
onde:
t =
FRMULA DE TRAO E COMPRESSO:
7- TRAO E COMPRESSO
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
=> Tenso de cisalhamento
F
A
(MPa)
c =
cr
(MPa)
c c
atuando
Prof. Luiz Gustavo
resistncia trao (
cr = 0,6 a 0,8 tr
tr ):
14
As tenses de resistncia ao cisalhamento ( cr ), para os materiais em geral,
obedecem aproximadamente a seguinte relao com referncia tenso de
Sendo:
CRITRIO DE PROJETO:
A => rea da seo transversal do corpo (mm2 )
F => Fora aplicada ao corpo (N )
onde:
C =
Esforo cortante simples desprezando a flexo.
Ocorre quando uma pea submetida a uma fora F,
transversalmente ao seu eixo, produzindo um cisalhamento (corte).
8- CISALHAMENTO PURO
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
c = F (t.D )
Prof. Luiz Gustavo
Sendo t e D as dimenses da rea projetada.
c = F A
(MPa)
Assim, a Tenso de Compresso sobre a superfcie ser obtida por:
15
Substitui-se ento a superfcie real que um semicilindro por um retngulo de
dimenses t e D.
Num caso como este, normalmente se usa a rea projetada do rebite para o
clculo da compresso na superfcie M, ao se aplicar a frmula
( c = F A ).
Se a carga F atua da maneira que se v na figura abaixo, as partes B so
tracionadas contra o rebite, ocasionando uma TENSO DE COMPRESSO
NAS SUPERFCIES de contato M.
9- COMPRESSO SUPERFICIAL (ESMAGAMENTO)
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
(MPa )
Prof. Luiz Gustavo
Sendo n o nmero de elementos (parafuso ou rebite) em anlise.
c = F n.(t.D )
Quando houver mais de um elemento (rebite ou parafuso) utiliza-se:
16
Observando a Figura, pode-se notar que as fibras da superfcie do furo e as
fibras da superfcie do rebite esto comprimidas umas de encontro s outras,
mas que a tenso de compresso devido fora F no atinge todo o rebite e
nem se estende por toda a chapa. A esse tipo de esforo d-se o nome de
COMPRESSO SUPERFICIAL.
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
10- FLEXO
(MPa)
=> Mdulo de resistncia flexo (mm3 )
Wf
VER TABELA 5
atuando
Prof. Luiz Gustavo
Wf =
If
17
O Mdulo de resistncia Flexo a caracterstica geomtrica da seo de uma
viga que se ope flexo, e expresso como:
=> Momento fletor ([Link])
Mf
VER TABELA 6
=> Tenso de flexo
Wf
Mf
onde:
f =
Ocorre quando uma barra submetida a uma fora F,
perpendicularmente ao seu eixo, produzindo uma flexo na barra.
Flexo pura desprezam-se as foras cortantes.
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
VER TABELA 5
Prof. Luiz Gustavo
apresentadas na TABELA 5.
18
Flexo ( W f ) da maioria das sees de uso prtico na engenharia esto
NOTA: As frmulas de Momento de Inrcia ( I f ) e Mdulo de Resistncia
Exemplo de mdulo de resistncia flexo ( W f ):
a => Distncia da linha neutra fibra externa (mm)
If => Momento de Inrcia flexo da seo transversal (mm4 )
onde:
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
Prof. Luiz Gustavo
19
DEFLEXO: Para todas as peas submetidas flexo necessrio verificar a
deflexo. A deflexo mxima atuante f calculada utilizando-se as expresses
da Tabela 6, e depende do tipo de apoio e carregamento.
fr = tr ou cr
Caso os valores das resistncias trao forem diferentes aos da compresso,
para flexo toma-se o menor valor.
Consequentemente, para valores de tenses de resistncia flexo dos
materiais, tomam-se os mesmos valores de trao ou de compresso,
constantes na TABELA 3.
Dessa forma, deduz-se que o corpo sujeito a um esforo de flexo sofre,
simultaneamente, uma tenso de trao e outra de compresso.
Tenso de Flexo: Na figura abaixo pode-se observar que uma viga ao se
flexionar, as suas fibras situadas acima da LINHA NEUTRA se alongam,
enquanto que as fibras inferiores, sofrem um achatamento, denotando uma
compresso. Por outro lado, as fibras da camada neutra se mantm
inalteradas.
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
Q.M s
b.I f
mx
Prof. Luiz Gustavo
VERIFICAO:
4 Q
3 A
c mx = .
3 Q
2 A
c mx = .
50% maior que
c mx
33% maior que
SEO CIRCULAR
c mx
SEO RETANGULAR
simples
simples
20
DISTRIBUIO DAS TENSES DE CISALHAMENTO NA SEO RESISTENTE
DE UMA BARRA SUJEITA FLEXO:
M s = Momento esttico da rea.
Q = Esforo cortante
I f = Momento de inrcia flexo
b = Largura da seo resistente
Onde:
c =
aparecem tambm, tenses de cisalhamento ( c ).
As tenses de cisalhamento no se distribuem uniformemente sobre a seo
transversal, quando ela age em conjunto com a Tenso de Flexo. Ela pode
ser calculada atravs da expresso:
Tenso de cisalhamento na flexo: Alm das tenses normais (trao e
compresso) que surgem numa seo transversal de uma viga fletida,
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
Prof. Luiz Gustavo
21
TABELA 5 MOMENTO DE INRCIA FLEXO, MDULO DE
RESISTNCIA FLEXO E RAIO DE GIRAO
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
Prof. Luiz Gustavo
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
22
Prof. Luiz Gustavo
23
TABELA 6 FRMULAS RELATIVAS FLEXO DE VIGAS DE SEES
CONTNUAS
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
Prof. Luiz Gustavo
11- EQUILBRIO DE CORPOS RGIDOS
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
24
Prof. Luiz Gustavo
OBS.:
FORAS NORMAIS
MOMENTO NO PONTO
CONVENO DE SINAIS
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
25
Prof. Luiz Gustavo
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
APOIOS
26
Prof. Luiz Gustavo
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
TIPOS DE ESTRUTURAS
27
Prof. Luiz Gustavo
COMPRESSO
TRAO
FORA NORMAL (N)
CONVENO DE SINAIS
28
CARGA UNIFORMEMENTE DISTRIBUDA: quando a carga se distribui
igualmente ao longo da viga
CARGA CONCENTRADA: quando a carga age sobre um ponto da viga.
DISPOSIO DAS CARGAS
12- DIAGRAMA DE CORPO LIVRE
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
Prof. Luiz Gustavo
MOMENTO FLETOR (Mf)
FORA CORTANTE (Q)
29
13- TORO
onde:
M t = F .x
30
=> Distncia entre a fora aplicada e o
centro de toro da pea (mm)
(MPa)
=> Fora aplicada (N)
Mt
Wt
=> Momento toror ([Link])
Prof. Luiz Gustavo
Mt
t => Tenso de toro
onde:
t =
LINHA NEUTRA
Mt
Ocorre quando uma barra submetida a uma fora P, agindo no plano
perpendicular ao eixo da barra, que tende a girar cada seo transversal em
relao s demais, produzindo uma toro, que por sua vez causar uma
deformao ( ) que chamamos de ngulo de toro.
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
=> Mdulo de resistncia toro ou (mm3 )
Mdulo de resistncia polar
VER TABELA 8
( N .mm)
Prof. Luiz Gustavo
31
=> Mdulo de Elasticidade Transversal
(MPa)
Prof. Luiz Gustavo
I t => Momento de Inrcia polar da seo transversal
=> Momento toror ([Link])
(rad )
(graus )
=> Comprimento da pea (mm)
Mt
Resistncia Polar ( Wt ) da maioria das sees de uso prtico na engenharia
esto apresentadas na TABELA 8.
NOTA: As frmulas de Momento de Inrcia Polar
M t .L
G.I t
180.M t .L
.G.I t
=> ngulo de toro
onde:
VER TABELA 8
( )
(mm4 )
VER TABELA 8
VER TABELA 1
O ngulo de toro ( ) poder ser determinado pela seguinte expresso:
Mt
NGULO DE TORO DA SEO RESISTENTE
tr = cr
32
Portanto, para as tenses de resistncia toro dos diferentes materiais,
tomam-se os valores das tenses de resistncia ao cisalhamento, TABELA 3,
dos respectivos materiais.
importante observar que as tenses de toro no corpo equivalem s
tenses de cisalhamento.
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
( I t ) e Mdulo de
Exemplo de mdulo de resistncia toro ( Wt ):
R => Distncia da linha neutra fibra externa (mm)
It => Momento de Inrcia polar da seo transversal (mm4 )
onde:
I
Wt = t
R
O Mdulo de resistncia polar a caracterstica geomtrica da seo de uma viga
que se ope toro, e expresso como:
Wt
N
n
N = potncia que aciona o eixo (W)
n = rpm do eixo
onde:
M t = 9550.
O Momento toror pode ser obtido tambm pela seguinte frmula:
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
=> Mdulo de Elasticidade transversal
Prof. Luiz Gustavo
=> Tenso de toro
=> Distoro
(MPa )
DISTORO
onde:
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
(MPa)
(rad )
( )
33
Prof. Luiz Gustavo
34
TABELA 8 MOMENTO DE INRCIA POLAR E MDULO DE RESISTNCIA
POLAR
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
14- FLAMBAGEM
Este colapso sempre ocorrer na direo do eixo de menor momento de
inrcia de sua seo transversal.
A flambagem consiste na deformao de uma pea, causada por uma
fora de compresso axial, como ilustrada na figura abaixo. Como
conseqncia, a pea pode perder a sua estabilidade (sofrer um colapso) sem
que seu material atinja o limite de escoamento.
14.1- DEFINIO
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
F Fcr , no ocorre flambagem, e se F Fcr , ocorre
(N )
eq. 1 (CARGA CRTICA)
Prof. Luiz Gustavo
Fcr => Carga crtica (N)
E => Mdulo de elasticidade do material ( MPa ) - Ao= 210.000 MPa
A => rea da seo transversal ( mm2 )
=> ndice de esbeltez (adimensional)
.E. A
Fcr =
2
35
Euler (1707-1783) foi o primeiro a estudar o fenmeno, e determinou a
frmula da carga crtica nas peas carregadas axialmente.
Portanto, se
flambagem.
Denomina-se carga crtica, a carga axial que faz com que a pea venha
a perder a sua estabilidade e comece a flambar.
14.2- CARGA CRTICA ( FCR )
I f MN
(RAIO DE GIRAO)
If
=>
If
If
If
.A
=>
Prof. Luiz Gustavo
2 =
R2 =
2 =
Substituindo 2 , na equao 1, tem-se:
A => rea da seo (mm2)
I f MIN => Menor momento de inrcia da seo (mm4)
Onde:
R=
R => Raio de girao (mm)
TABELA 6
(NDICE DE ESBELTEZ)
l f => Comprimento de flambagem (mm)
Onde:
36
da pea. Uma pea esbelta quando seu comprimento grande perante sua
seo transversal. Quanto maior o ndice de esbeltez maior a probabilidade do
elemento flambar.
ndice de Esbeltez ( ) => mede a facilidade ou a dificuldade que um elemento
comprimido tem de flambar e definido como sendo a relao entre o
comprimento de flambagem ( f ) e o raio de girao ( R ) da seo transversal
onde
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
MN
(N )
eq. 2
(CARGA CRTICA)
Prof. Luiz Gustavo
37
Em funo do tipo de fixao das suas extremidades, a pea apresenta
diferentes comprimentos de flambagens:
14.3- COMPRIMENTO DE FLAMBAGEM (
2 .E.I f
If
2 .E. A.I f
2 .E.I f
2 .E. A
2 .E . A
=>
=>
=>
2
2
2
2
f .A
f .A
f
Fcr =
Fcr =
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
30.a.40 no existe flambagem.
Fcr
A
=>
fl =
2 .E
2
(MPa )
(EQUAO DE EULER)
Prof. Luiz Gustavo
c =
fl
onde
fl
fl
38
OBS.: Para que em uma barra no ocorra a flambagem, o valor de tenso
desenvolvido pela fora de compresso atuante deve ser menor que o da
Tenso Admissvel Crtica de Flambagem ( fl ), isto :
fl proporcionalidade
CRITRIO
fl =
Tenso Crtica de Flambagem a tenso que faz com que a pea perca
a sua estabilidade e comece a flambar.
A tenso crtica dever ser menor ou igual tenso de
proporcionalidade (abaixo do escoamento) do material. Desta forma, observase que o material dever estar sempre na regio de deformao elstica.
14.5- TENSO CRTICA DE FLAMBAGEM ( fl )
OBS.: se
105 => Ao-carbono
80 => FoFo
59 => Alumnio
100 => Madeira
A frmula de Euler vlida para colunas esbeltas, onde :
14.4- CONDIES PARA USO DA FRMULA DE EULER
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
DIMENSIONAMENTO
Ao
105 (Euler def. elstica)
fl =
2 .E
2
fl = 240 0,0046.
Fofo cinzento
Ao duro
< 80
< 89
Prof. Luiz Gustavo
Madeira (pinho)
< 100
fl = 335 0,62.
39
fl = 776 12. + 0,053.2
fl = 29,3 0,194.
TABELA 2 Expresses de Tetmajer para colunas curtas
Material
ndice ( )
fl (MPa)
Quando a tenso de flambagem ultrapassa a tenso de
proporcionalidade do material, a frmula de Euler (colunas delgadas) perde a
sua validade. Para estes casos, utiliza-se o estudo de Tetmajer (colunas
curtas) que indica:
- DIMENSIONAMENTO ESPECIAL FLAMBAGEM NO CAMPO DAS
DEFORMAES ELASTO-PLSTICAS
Ao
< 105
TABELA 1 Expresses para aos, segundo ABNT NB-14
Material
ndice ( )
fl (MPa)
- NORMA ABNT NB-14 - AOS
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
Prof. Luiz Gustavo
FIGURA
A=
.D 2
.(D 2 d 2 )
A=
A = a2
A = b.h
FRMULA
REAS DE FIGURAS PLANAS
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
40
Prof. Luiz Gustavo
RESISTNCIA DOS MATERIAIS
ALFABETO GREGO
41