Normatizao
...,fundamentalmente toda a testagem se
vale de um referencial normativo.
O teste criado aplicado
em uma amostra de pessoas
que represente o tipo de pessoa
para o qual o teste foi criado.
Normas
A partir dos dados coletados dessa
amostra so criadas mdias e desvios
de desempenho, acima e abaixo
dessa mdia. Essa organizao
estatstica a norma.
2
Normas ou Critrios
Testagem
por normas: objetivo a
distino entre indivduos em termos
de capacidade ou trao avaliado por
um teste.
Testagem
por critrios: objetivo a
avaliar grau de competncia ou de
conhecimento.
3
Padronizao
Uniformidade na aplicao e
na pontuao do teste.
Fidedignidade
Fidedignidade
Quo
bom o teste.
O quanto ele confivel.
uma propriedade do teste.
Consistncia e preciso dos resultados
no processo de mensurao.
Fidedignidade
Envolve a compreenso que o autor do
teste faz sobre o constructo que ele
pretende medir.
Um teste necessita estar relativamente livre
de erros para ser til.
Envolve: estabilidade no tempo e
consistncia e preciso dos resultados.
Fidedignidade do aplicador.
7
Fidedignidade
Ainda que no exista um escore verdadeiro
(hipottico), atravs da fidedignidade so
estimados limites dentro dos quais o escore
poderia se localizar.
So utilizados mais de um mtodo para
verificar a fidedignidade de um teste
(estabilidade e a consistncia).
8
Fidedignidade
A avaliao da fidedignidade de um
escore envolve:
Determinao
das possveis fontes de
erros
Estimativa
da magnitude desses erros
Tcnicas para verificao
da fidedignidade.
10
Mtodo Teste-reteste
Reaplicao do mesmo teste no mesmo sujeito ou
grupo e, em iguais condies de aplicao.
Os retestados devem apresentar escores
equivalentes: em momentos diferentes e com
diferentes examinadores
O intervalo deve evitar:
efeito de memria (se muito curto)
possibilidade de mudanas (se muito longo)
no sujeito ou no que se avalia (conhecimento
acadmico, por exemplo).
11
Mtodo das Metades
Aplicao de uma nica forma do teste, em
uma nica sesso, com itens divididos na
metade: metades mais comparveis.
Aps, correlaciona-se os resultados
encontrados na aplicao das duas
metades.
12
Forma alternativa com intervalo
Aplicao de duas ou mais formas alternativas do
mesmo teste em ocasies diferentes, separados por
um certo intervalo de tempo, a um ou mais grupos
de indivduos.
til para estimar erros de amostragem de tempo e
de contedo em testes que requerem tanto
estabilidade quanto consistncia de resultados.
13
Exercitando - 1
Em um trabalho de traduo de um teste
psicolgico para a populao brasileira, a
verificao da fidedignidade teve como um
de seus recursos a replicao do instrumento
nos mesmos participantes (amostra).
Considerou-se que:
- quanto maior o tempo entre as aplicaes
menor seria o risco de benefcio pela memria
- risco de intercorrncias na vida dos
participantes poderiam influenciar o resultado.
14
MTODO:
TESTE-RETESTE
15
Exercitando - 2
Uma psicloga elaborou uma escala em trs verses
para traar aspectos relacionados depresso em
adultos entre 30 e 40 anos. No processo desse
desenvolvimento do instrumento de medida as
diferentes verses da escala propiciaram verificar a
consistncia de respostas e estabilidade temporal.
Essa verificao corresponde qual dos mtodos de
fidedignidade?
16
MTODO:
FORMAS ALTERNATIVAS /
PARALELAS
17
Exercitando - 3
Um psiclogo desenvolveu um estudo a fim de investigar a
presena de ansiedade, estresse e somatizao em
profissionais de diversas corretoras da bolsa de valores. Para
coletar os dados o psiclogo aplicou em cada participante
da pesquisa duas verses de uma mesma escala de
ansiedade, estresse e sintomas fsicos. De acordo com o
processo de tratamento e anlise de seus dados o psiclogo
reproduziu o mtodo das formas paralelas (utilizado para
verificar fidedignidade de instrumentos psicolgicos de
medida em processo de normatizao) para estabelecer
correlaes entre as escalas visando comparar os resultados
de ambas em cada participante.
18
a)
b)
c)
d)
e)
O procedimento est correto, pois um consenso a idia
de que profissionais submetidos a nveis de estresse
constantes tm chance de apresentar problemas
cardacos.
O pesquisador entende que conceitos como ansiedade e
estresse s podem apresentar resultados fidedignos se
medidos atravs de escalas.
O procedimento escolhido pelo psiclogo est adequado
porque ele se preocupou em escolher uma forma para
medir a fidedignidade de seus resultados de seu estudo.
O uso de escalas de avaliao caracteriza-se por ser um
procedimento que varia de acordo com o indivduo
avaliado.
O psiclogo teve como objetivo principal avaliar se os
participantes da pesquisa foram fidedignos ao responderem
a escala.
19
Resposta correta:
C
20
Exercitando - 4
O que possibilita
a um instrumento psicomtrico
seja ele estvel ao longo do tempo e
tenha consistncia interna?
21
Seu grau de FIDEDIGNIDADE.
22
TESTES PSICOLGICOS
VALIDADE
23
Validade
O que um teste mede e com que
eficcia ele faz (Anastasi e Urbina, 1997,
p.113).
24
Validade
Antes de um teste ser considerado apto
aplicao, deve ser validado.
A validao de um teste a verificao de
que ele, efetivamente, mede aquilo a que
se prope e atravs de quais conceitos.
25
Validade
Samuel Messick (1989):
a validade um julgamento avaliativo
integrado do grau em que as evidncias
empricas e a fundamentao terica
corroboram a adequao e a propriedade
de inferncias e aes baseadas em
escores de teste ou outros modos de
avaliao.
26
Validade de constructo
Verificao do quanto, de fato, o teste
mede um conceito terico ou trao.
Exige o acmulo gradativo de informaes
obtidas em diferentes fontes, como
especialistas, literatura e correlao com
outros testes.
27
Validade do constructo
Representao do constructo: busca-se por
mecanismos tericos que embasam o
desempenho em uma tarefa.
28
Validade de contedo
O teor dos itens deve ser amplamente
definido, para incluir os objetivos principais
do que se pretende avaliar.
Validade de Face: os itens devem ser
apresentados em linguagem concordante
amostra (ex. idade). Tambm so
examinados por experts na rea.
29
Anlise fatorial
como evidncia de validade
A identificao de traos psicolgicos
comuns em uma bateria de testes
verifica as dimenses do constructo.
Ex.: anlise entre um teste de
vocabulrio com o trao (fator)
compreenso verbal.
30
Validade de critrio
Validade
concorrente: qualidade
com que a escala pode descrever um
critrio presente.
Validade
preditiva: qualidade com
que a escala pode predizer um critrio
futuro.
31
Valor preditivo ou diagnstico
Depende do grau em que o teste serve
como um indicador de uma rea
relativamente ampla e significativa de
comportamento.
Objetiva-se a verificao da habilidade
necessria ao comportamento.
32
Aplicao de
testagem
33
Consideraes
So prticas profissionais
Psicodiagnstico
Avaliao psicolgica
Testagem psicolgica = teste
(Includa nas prticas acima)
34
Teste psicolgico: usar ou no?
Informaes que a testagem oferece so
necessrias para o caso?
Como sero usadas essas informaes?
Essas informaes j esto disponveis em
outras fontes?
H outras ferramentas que podem ser
usadas?
Quais vantagens e desvantagens?
35
Vantagens
Eficincia
Objetividade
36
Usurio de testes
Profissionais
da educao
Orientador vocacional
Profissionais de sade
Recursos Humanos
37
Outras ferramentas de avaliao
Formas de registro padronizadas so
teis na tomada de deciso em
algumas reas
Biodados
Dados de entrevista
Observao
38
Cuidados necessrios
Variveis
relacionadas
apresentao do teste.
Variveis
relacionadas ao formato do
teste.
Variveis
relacionadas linguagem
39
Preparao avaliao
Preparao antecipada do psiclogo:
Evitar urgncias
Preparar o material
Estar familiarizado com os
procedimentos de testagem
40
Cuidados necessrios
Devolutiva adequada das
informaes.
Informaes sobre psicodiagnstico
e no sobre testes.
Conhecimento adequado da
abrangncia dos
estes: no h solues mgicas.
Sigilo do contedo dos testes, a fim
de no invalid-los.
41
Sigilo
Se o contedo do teste vem a pblico,
perde-se a sua capacidade de medida,
pois os escores passam a ser facilmente
falseados.
O processo de criao e validao de um
teste muito custoso, exigindo amostras
representativas da populao a ser
avaliada e de inmeros procedimentos
para assegurar a fidedignidade do
instrumento.
42
Sigilo
No h um novo teste a cada situao de
testagem.
Dessa maneira, os testes devem ser
resguardados para manter a sua
capacidade de medir.
43
Cuidados
Preparao do ambiente
Sala
sem rudos, com ventilao,
iluminao
Cadeiras e espao de trabalho
adequados
Impedir interrupes (aviso na porta)
44
Rapport e orientao do testando
Despertar interesse, obter cooperao e encorajar
respostas adequadas
No "premiar" o examinando
Com crianas pequenas: testar de forma ldica
Com crianas maiores: estimular competitividade
Com adultos: destacar a importncia da
avaliao para o interesse do testando
Em ambiente institucional: tentar contornar
desconfiana, insegurana, medo.
45
Variveis situacionais
Atividades do examinador ou do testando
imediatamente precedentes ao teste:
alterao do resultado.
Podem vir acompanhadas de perturbao
emocional e fadiga relacionadas : privao
de alimentao, de sono, discusses externas
ao processo avaliativo, transferncia ou contratransferncia negativas.
46
Ansiedade
Sentimentos e reaes fisiolgicas (tenso e
batimentos cardacos elevados)
Expectativa de fracasso
Alterao da ateno
Ansiedade pode se minimizada com:
Rapport
Desmistificao
Reassegurar e encorajar
47
Outros aspectos
Dissimulao
(instrumentos especficos)
Consentimento
Teste
informativo
como produto
48
Referncia
FACHEL, J. M. G.; CAMEY, S., Avaliao
psicomtrica: qualidade das medidas e o
entendimento dos dados In.: CUNHA, J A e cols,
Psicodiagnstico-V. 5 ed. Porto Alegre. Artes
Mdicas do Sul, 2000.
URBINA, S., Fundamentos da Testagem Psicolgica.
Porto Alegre. Artmed.2007. cap. 4 e 5
49