Administrao da Produo
Cristiane Frana
Dayana de S Fernandes
Gisele Soares Rovigo
Sidneia Lindner
Vanessa Vargas
Fernando Eduardo Cardoso
Centro Universitrio Leonardo da Vinci - UNIASSELVI
Administrao (ADG0307) Prtica do Mdulo I
10/10/2014
RESUMO
Este trabalho tem como objetivo demonstrar a importncia da aplicao dos
princpios da qualidade nas empresas txteis de tecelagem, beneficiamento e
confeco, a fim de melhor compreender um fato ocorrido no setor, que foi a
busca por melhor qualidade como reao da rea txtil perante a abertura de
mercado ocorrida em 1990. Devido isso, a rea txtil brasileira teve que se
redimensionar e buscar a diferenciao em seu produto como forma de
sobrevivncia no mercado. Levando em conta tambm a abertura para o
mercado de exportaes, houve necessidade de readaptao e utilizao dos
conceitos da qualidade e produtividade no sistema de produo das indstrias
txteis, para que se tornassem competitivas. O presente trabalho consta de
uma pesquisa realizada, visando avaliar a capacidade de conhecimento e
utilizao dos conceitos e ferramentas para a melhoria da qualidade e
produtividade das empresas do setor.
Palavras-chave: Corte. Fiao. Embalagem.
1 INTRODUO
Com o avano tecnolgico e a globalizao, a populao tem mais acesso aos meios de
comunicao tornando-se mais informada e exigente. Como consequncia, a qualidade em produtos
e servios cada vez mais rigorosa. Isto vale para qualquer tipo de produtos e servios,
principalmente para as indstrias txteis, de tecelagem, beneficiamento e de vesturio, que so
objeto deste trabalho.
2 FIAO (FIO) E FILAMENTOS
O setor de fiao tem como insumos as fibras naturais, artificiais, sintticas, produtos
qumicos e metais. Seus produtos so: fios e linhas com ou sem tratamentos qumicos funcionais.
Os fios so destinados s indstrias de tecelagem, malharia, no tecidos, tinturarias, artigos
tcnicos, aviamentos, exportao e varejo. (MENDES, 2006).
O no tecido produzido com acumulo de fibras ou filamentos, sendo muito utilizado na
linha hospitalar. Outros exemplos de utilizao mais prximos so o filtro de coar caf, a cobertura
de fraldas, entre outros.
A fiao a primeira fase da cadeia txtil e se d a partir de uma poro de fibras naturais
ou qumicas, at chegar ao fio. Isto exige um processamento em equipamentos diversos, cada um
com uma finalidade especfica, segue a seguir quais os maquinrios e suas devidas funes:
Batedoria: Consiste na abertura da fibra para limpeza eliminando as impurezas e
formando uma manta compacta. A limpeza correta das fibras de relevante
importncia para os processos de fiao, tecelagem e malharia. O objetivo a produo
de um fio aceitvel.
Carda: a separao das fibras uma das outras e tambm a eliminao das impurezas
para melhor qualidade das mesmas. Este um dos processos mais importantes na
definio da qualidade do fio.
Passadeira: Tem a finalidade de paralelizar e homogeneizar as fibras, transformandoas em fitas.
Maaroqueira: Transforma a fita da passadeira em mecha ou pavio com ligeira toro.
Filatrio: Onde realmente se produz o fio com densidade linear definitiva, torcido e
pronto para o processo posterior. Pela toro que se obtm a resistncia para o fio. O
fio txtil um conjunto de fibras txteis torcidas entre si.
Outro processo importante na fiao e muito utilizado na produo de jeans o open-end,
que so fios produzidos a partir de resduos de fios penteados e fios cardados.
3 TECELAGEM
na tecelagem que ocorre o processo de transformao dos fios em tecido por meio de
entrelaamentos. Nesta transformao h dois tipos de processos; tecido plano ou de cala e malha
que sero explicados a seguir:
Tecido plano ou de cala - composto por dois fios, urdume e trama, que se entrelaam
formando um ngulo de 90 graus entre si. So artigos produzidos em tear, seguindo um
desenho padronizado. So tecidos empregados no vesturio, cama, mesa e banho,
decoraes, entre outros.
Urdume - o conjunto de fios postos no sentido do comprimento do tecido. Em muitos
casos so utilizados fios mais grossos ou retorcidos. Quando o fio no retorcido
(SINGELO), dever ser engomado.
Trama o conjunto de fios postos no sentido da largura e na maioria das vezes os fios
da trama so mais finos e com menor toro.
Segundo Maluf e Kolbe(2003), a utilizao de fios mais grossos no urdume, e fios mais
finos na trama, tem por objetivo principal garantir maior produtividade durante o processo de
tecelagem, desde que seja usado com critrios, para que se produza uma estrutura equilibrada.
O fio de urdume, alm de ser mais grosso, tambm tem maior densidade do que a trama,
para juntamente com o titulagem, dar maior rendimento ao processo de tecedoria plana.
Padronagem o desenho para formao do tecido utilizando uma ou mais variaes de
ligamentos.
Processo de malharia O tecido produzido atravs do entrelaamento de fios
contnuos, no sentido da trama ou do urdume, atravs da utilizao de agulhas. Os tecidos
de malha, por oferecerem mais conforto, por disporem elasticidade e flexibilidade
superiores aos tecidos planos, so cada vez mais aproveitados no vesturio e tambm em
itens domsticos, como por exemplo, toalhas, lenis e cortinas. Existem na tecnologia
txtil basicamente dois tipos de malharia: malharia por trama e malharia por urdume.
4 TINGIMENTO
O Beneficiamento de tecidos so os processos pelos quais eles so submetidos aps o
tear, tendo como finalidade melhorar as caractersticas visuais e de toque agregando caractersticas
especficas a cada produto.
Considerado um processo qumico da modificao de cor da fibra txtil atravs da
aplicao de matrias coradas, atravs de uma soluo ou disperso, processo que varia de artigo
para artigo, pois para cada tipo de fibra txtil existem corantes especficos.
Neste processo ocorre uma modificao fsico-qumica do substrato de forma que a luz
refletida provoque uma percepo de cor. Os produtos que provocam estas modificaes so
denominados matrias corantes. Matrias corantes so compostas orgnicos capazes de colorir
substrato txtil ou no txtil, de forma que a cor seja relativamente slida luz e a tratamentos
midos. no setor de tinturaria que o substrato txtil sofre todo o processo de preparao e
tingimento chamado de beneficiamento.
Tingimento em Tecido: um dos Processo mais desenvolvido nos ltimos anos devido a
diversas vantagens, como maior igualizao em todo o comprimento da pea, menor desperdcio de
corante, menor quantidade de processos, j que est tudo
junto com as operaes de
beneficiamento. Produz um tecido com cor lisa. Pode ser realizada com o tecido em corda (ocupa
menos espao, tecido pode ficar mais relaxado) ou em aberto (no forma vincos, pode-se trabalhar
em processo contnuo).
Processo descontnuo ou por bateladas: Processo indicado para lotes com metragens
menores, ou pouca produo. Nesta mesma mquina podem ser feitos todos os
processos de preparao, alveja mento, tingimento e lavagem. Pode ser com o tecido
em corda ou aberto, dependendo da mquina usada, sendo as mais comuns do tipo:
Barca, Jet, Flow ou Jigger.
Processo semi-contnuo: Impregnao do tecido com banho de tingimento realizado
por Foulard, aps esse processo o tecido fica em repouso por algumas horas para a
reao do corante e posterior lavagem. Processo conhecido como pad-batch.
Processo Contnuo: Indicado para grandes produes e lotes com maior metragem. A
reao do corante com a fibra acelerada com a adio de vapor ou temperatura. Com
isso o tecido pronto para tingir entra na mquina e sai tingido e lavado. Os processos
mais comuns so pad-steam, com vaporizador, para tecidos de algodo, e, pad-dry,
com circulao de ar-quente (hot-flue), para tecidos sintticos.
Processos que a malha passa:
-Tingimento
o processo que agrega cor ao substrato de acordo com a seleo e necessidade de
cada cliente.
Lavadora e Hidro-extrator
Tem a funo de lavar a relaxar os substratos, resultando num tecido sem quebraduras e
com uma excelente solidez.
Secador
Aps serem lavados, os tecidos so encaminhados para o secador onde ficam com um
excelente toque e remove-se toda a umidade residual.
Rama
A rama responsvel pela remoo do residual de gua no tecido e pela estabilidade
dimensional, onde o tecido passa na entrada da rama, por dois foulares, sendo que o
primeiro retira o excesso de gua e o segundo controla a quantia de amaciante e ento
entra na rama, sendo que o tecido fixado a mquina por sucessivas garras que
movimentam o tecido para o interior da mesma, e para que se tenha uma estabilidade
maior a Nobre possui uma rama de ultima gerao que possibilita um estiramento
horizontal progressivo e um gradiente de temperatura controlado, assim evitando
estiramentos excessivos e elevaes bruscas de temperatura. Com esses cuidados o
resultado obtido um tecido uniforme e com timo toque.
Felpadeira
Com a funo de desfilamento superficial das fibras, a felpadeira d um aspecto
flanelado ao tecido, proporcionando um toque suave e aveludado.
5 TALHAO
O processo de talhao dividido em algumas etapas, tais como: risco, enfesto e corte.
Risco: a etapa onde ser feito o encaixe da modelagem e que define o
aproveitamento do tecido. Esta etapa deve ser bem planejada e executada com mxima
responsabilidade, visando sempre o melhor aproveitamento e evitando assim prejuzo
para organizao, qualquer economia bem vinda, principalmente de matria prima.
Pode ser um processo manual com moldes em tamanho normal ou atravs de um
sistema computadorizado.
Enfesto: a etapa onde se sobrepe o tecido em varias camadas com medidas
determinadas, respeitando o cumprimento estabelecido pelo risco e encaixe e
principalmente respeitando a altura de capacidade de corte da mquina de corte. As
camadas de tecido devem estar bem esticadas e alinhadas, observando de o tecido ao
ser enfestado no crie rugas e ou salincias. O enfesto pode ser manual ou atravs de
uma enfestadeira, tomando alguns cuidados de acordo com cada tipo de tecido. Ao
termino do enfesto se coloca o risco sobre o mesmo.
Corte: Aps o enfesto vem etapa de corte, onde a preciso do corte fundamental
para a qualidade do produto final. A etapa do corte para toda confeco tem a
prioridade de serem uns dos setores principais de uma Confeco ou pelo menos
deveria ser, pois no corte onde primeiramente se exige produo, habilidade,
conhecimento e principalmente qualidade.
Aps todas estas etapas o produto passa por um processo de separao onde um
profissional qualificado munido de uma ficha tcnica e ou ordem de produo, separa todas as peas
que compe aquele produto juntamente com seus aviamentos e encaminha para o setor de costura.
6 COSTURA
No setor de costura, vrios aspectos importantes so analisados completando todas as
informaes e critrios estabelecidos na engenharia do produto: como o sistema de alimentao, a
linha de montagem e reviso.
O sistema de abastecimento: efetuado manualmente por uma determinada pessoa,
que tem como objetivo seguir a ordem da sequencia da fabricao e principalmente a
individualizao dos lotes de trabalho.
Linha de montagem: Cada operadora efetua uma parte da pea, conforme observao
ou medida indicada. Os tipos de equipamentos utilizados so os que a pea exigir,
destacamos os mais comuns e normalmente utilizados na maioria das peas: reta,
pespontadeira, overlock, cobertura, ponto invisvel, mquina de bolso social, interlock,
caseadeira, pregadeira de botes, entre outras.
Reviso: Aps a linha de montagem os produtos passam por uma rigorosa inspeo
onde sero analisados os seguintes aspectos: verificao de medidas onde se observa se
a pea est alinhada na sua estrutura, os itens verificados so as mangas, as pernas, as
golas, as costuras laterais, bainha e outras partes que possa ter na pea. Verifica-se a
qualidade das peas, se esto de acordo com sua ficha tcnica, se passaram por todos os
processos com xito, e as peas que no passam pela reviso, ou seja, que encontrada
alguma divergncia retorna para o setor de fabricao para sofrerem os ajustes
necessrios e as peas aprovadas so encaminhadas para o setor de acabamento.
7 ESTAMPARIA E BORDADO
A estamparia est presente desde os primrdios da civilizao, No setor vesturio, muitos
produtos so desenvolvidos para agregar valor aos produtos e as marcas. A estamparia e o bordado
um deles. Existem alguns tipos de estamparia, e o designer que deve escolher o que melhor se
adapta ao perfil da empresa. H alguns tipos de estamparias que so: serigrafia, por cilindro ou
quadro, digital e manual e tem alguns mtodos que podem ser usados de formas diferentes, so eles:
devore, flocagem, transfer e tye dye. As indstrias investem cada vez mais nestes recursos, pois
por meio deles que oferecido um diferencial com relao aos seus concorrentes.
A estamparia digital por transferncia ou sublimao, uma das tcnicas mais usadas
atualmente, devido boa qualidade e ao custo no muito elevado, pode ser feita em diversos tipos
de tecidos, utilizando a mesma estampa mas com efeitos distintos resultando em equilbrio
diferenciado a cada escolha de material. Pode-se trabalhar o mesmo desenho em escalas diferentes
explorando o uso de formas distintas.
Uma forma de diferenciar o produto por meio do uso de maquinrios que fazem
interferncias nas estampas, ou seja, realizam aplicaes e bordados que antes somente seriam
feitos a mo. A mistura de diversas tcnicas de estamparia pode gerar resultados inesperados no
lucro empresarial, pois o consumidor final percebe a variedade e qualidade do produto em si na
hora da compra. Existem muitos recursos para o desenvolvimento do processo de estamparia
digital, o principal mtodo utilizado o feito mo e futuramente desenvolvido atravs de um
software grfico. Tambm possvel utilizar fotos ou imagens e trabalhar como referncia a partir
delas, ou ainda utilizar apenas os softwares especficos.
A estamparia tem a criao como foco principal, e o designer txtil tem que traduzir em
imagens os desejos do consumidor final, atravs de informaes de pesquisas de moda,
acompanhando tendncias internacionais, valor das marcas e de informaes que dependem do
posicionamento da empresa frente ao segmento de mercado. Assim, estamparia dever ser vista
como estratgia quando esta em busca para diferenciao do produto de confeco junto ao
consumidor final.
8 PASSADORIA
Depois das peas estarem prontas, com botes e etiquetas pregados, ela Passada para
retirar os amassados e retirar os vincos do tecido. Nesse setor usado ferro industrial a vapor. As
peas chegam s passadeiras separadas por tamanho, elas passam as peas e passar para a prxima
etapa que a embalagem.
9 EMBALAGEM
Pea embalada tem 2 processo no cabide ou dobrada, sendo cabide o funcionrio
coloca o TAG de preo e cabide , sendo dobrado o funcionrio coloca TAG de preo e faz a
dobragem, tem empresa que usa maquinas para o processo de dobragem essa maquina tem um
gabarito assim permitindo a pea ficar todas em tamanho padro e tem o rendimento de 1.000 peas
por hora.
Expedio
Aps encabidar as peas so formados os packs por tamanho e cor conforme o cliente
solicitou, ou peas dobradas so armazenada em caixas e separados por tamanho e cor assim como
solicitado pelo cliente. Assim finalizando o processo para o faturamento despachando os pedidos
por data e cliente.
10 CONCLUSO
A indstria txtil e a de confeco esto entre as atividades industriais mais antigas, atualmente
esto utilizando mtodos e processos bastante conhecidos e de grandes tecnologias e importncia,
ao longo do tempo houve uma mudana no ramo da indstria de confeco: a confeco feita mo
com os anos passou gradativamente para a confeco industrializada com mquinas.
Um dos fatores que contribuiu para esta mudana foi introduo da diviso do
trabalho, isto a confeco de uma pea que antes era realizada de uma s vez, atravs da diviso
do trabalho passou a ser executada em diferentes operaes e setores distintos, fazendo com que
cada uma delas fosse realizada por um operador em uma determinada mquina especifica. A
engenharia industrial comeou a ter influencia nas prticas e os procedimentos adotados na
indstria de confeco. E assim, as fbricas iniciaram a implantao de mtodos cientficos para
solucionar problemas de planejamento e produo, cronogramas e controles tanto de entradas dos
materiais at o produto final.
Juntamente, os fabricantes de equipamentos viram a grande importncia de fabricar
mquinas para a indstria de confeco, e assim especializando desde maquinas para corte at
costura e embalagem da pea. Com todo esse aperfeioamento e maquinrio, o desempenho nas
fbricas teve uma excelente melhora, resultando em produtividade e at menos qualidade fazendo
com que as empresas aumentam-se gradativamente sua capacidade de produo.
REFERNCIAS
MALUF, Eraldo, KOLBE, Wofgang. Dados Tcnicos para a Industria Txtil. 2.
ed. revisada e ampliada So Paulo: IPT Instituto de Pesquisas Tecnolgicas
do Estado de So Paulo : ABIT Associao Brasileira da Industria Txtil e da
Confeco, 2003.
MENDES, Francisca D. Cadeia Txtil e as Estratgias de Manufatura na
Industria do Vesturio de Moda Dissertao de mestrado. Engenharia de
Produo Universidade Paulista. So Paulo, 2006.
ARAJO, Mario de. Tecnologia do Vesturio. [Link]. Lisboa: Fundao Calouste
Gulbenkian, 1996
http:[Link] acessado em: 11/04/ 2014.