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Guia Completo da Dieta de Destoxificação

O documento discute a importância do sono para a saúde e como a nutrição pode afetar o sono. Uma dieta rica em alimentos industrializados e pobre em nutrientes pode prejudicar o sono e trazer riscos à saúde, enquanto uma alimentação equilibrada com alimentos integrais e orgânicos ajuda a promover um sono reparador.

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Thais Duarte
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Guia Completo da Dieta de Destoxificação

O documento discute a importância do sono para a saúde e como a nutrição pode afetar o sono. Uma dieta rica em alimentos industrializados e pobre em nutrientes pode prejudicar o sono e trazer riscos à saúde, enquanto uma alimentação equilibrada com alimentos integrais e orgânicos ajuda a promover um sono reparador.

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6 MARO, 2013

A DIETA DE DESTOXIFICAO
Texto elaborado pela Dra. Renata Alves - Nutricionista do Depto. Cientfico da VP Consultoria Nutricional Destoxificao consiste no processo realizado por um organismo visando a eliminao de determinadas toxinas, tambm conhecidas como xenobiticos. Neste processo, tais substncias, que no so passveis de excreo, sofrem alteraes na sua estrutura qumica que possibilitam a sua eliminao do organismo por meio das fezes ou urina. A destoxificao ocorre em todas as clulas, mas principalmente nas do fgado e do intestino. O fgado contm aproximadamente 60% das enzimas necessrias para este processo, e, o intestino, comporta cerca de 20% destas. Desta forma, a dieta de destoxificao tem como objetivo dar suporte necessrio para os sistemas de destoxificao naturais do organismo, atravs da restrio de alimentos possivelmente alergnicos, industrializados e com grandes quantidades de aditivos qumicos, substituindo pelo consumo de alimentos orgnicos e que apresentam propriedades que estimulam as vias de destoxificao, em conjunto com a utilizao de uma suplementao especfica para esse perodo. O termo dieta de detox muito falado em publicaes miditicas, sendo por diversas vezes, utilizado erroneamente. Recentemente, em um programa de televiso de grande impacto, foi dado um exemplo de dieta de destoxificao, o qual incluiu torradas, queijo branco e iogurte. Tambm, foi citado que a indicao para esta dieta varia de acordo com o exagero alimentar ou alcolico que o indivduo cometeu, podendo ter durao de um dia ou semanas. A verdadeira dieta de destoxificao vai muito alm da correo de exageros alimentares ou alcolicos. Podendo podendo ter durao de seis, quinze, vinte e um ou trinta dias, a dieta tem como base a remoo de toxinas e a eliminao de anti-nutrientes da dieta como gorduras trans, farinha branca, acar, cafena, corantes, aromatizantes, preservantes, glutamato monossdico e adoantes artificiais. Alimentos com potencial alergnico elevado, como leite, laticnios, soja e glten, e aqueles que contm grandes quantidades de aditivos qumicos, como industrializados, enlatados e embutidos (frios, salsicha, linguia, defumados e conservas) tambm so restringidos da dieta, bem como carnes assadas em carvo, bebidas alcolicas, sucos industrializados e refrigerantes. O plano alimentar de destoxificao dividido em dois perodos, o perodo A e o perodo B. De acordo com o total de dias de durao da dieta, estes dois perodos se intercalam em perodo A- perodo Bperodo A. De forma geral, o plano alimentar A composto por frutas, legumes e verduras (que devem ser de origem orgnica, devido elevada quantidade de agrotxicos que as de cultivo comum apresentam), algumas leguminosas, cereais integrais, chs, oleaginosas, ovo caipira, certos tipos de peixes e leos extravirgem. J no perodo B, usualmente permitido o consumo de frutas, legumes, verduras, arroz integral do tipo cateto, chs, oleaginosas e leos extra-virgem.

A suplementao nutricional para o perodo compreende em diversas vitaminas e minerais que estimulam o sistema de eliminao de xenobiticos, com a finalidade de prover ao organismo os nutrientes necessrios para que o indivduo exera suas atividades habituais. Tambm so includos nestas formulaes aminocidos e alguns outros compostos que auxiliam no restabelecimento da depleo de co-fatores desencadeada pela exposio txica e na proteo do organismo contra o estresse oxidativo. Todavia, de extrema importncia frisar que o plano alimentar destoxificante traado por profissional capacitado, que, de acordo com a individualidade bioqumica de cada um, ir apresentar quais so os alimentos especficos que podero ser consumidos, bem como os dias de durao da dieta. A reintroduo dos alimentos excludos, principalmente os alergnicos, deve ser feita com cautela e sob superviso, uma vez que o organismo fica extremamente sensvel aos mesmos aps a dieta. Referncias bibliogrficas de CARVALHO, G.; MARQUES, N. Destoxificao e biotransformao heptica. In: PASCHOAL, V.; NAVES, A.; FONSECA, A.B.B.L. Nutrio Clnica Funcional: dos princpios prtica clnica. 1 ed. So Paulo: VP Editora, 2008. APTE, U.; KRISHNAMURTHY, P. Detoxification functions of the liver. Molecular Pathology of Liver Diseases; 5: 147-63, 2011. KROHN, J.; TAYLOR, F.A.; PROSSER, [Link] whole way to natural detoxification. Vancouver: Hartley & Marks Publishers, 1996. JONES, D. Textbook of functional medicine. Florida: The Institute for Functional Medicine, 2006.
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1 MARO, 2013

A famosa dieta de revista


Texto elaborado pelo depto. cientfico da VP Consultoria Nutricional Em uma sociedade contraditria, onde o padro de beleza magro perseguido a todo custo, mas distorcidos hbitos de vida geram enorme prevalncia de obesidade, parte da mdia obtm seus lucros a partir de publicaes sensacionalistas de frmulas mgicas para emagrecimento. Em uma revista de grande circulao, recentemente foi publicada uma matria sobre como adotar a mesma estratgia de manuteno de peso adequado de uma famosa atriz, inclusive, indicando a cpia de um cardpio, que supostamente seria o mesmo utilizado pela celebridade.

Em uma breve anlise do cardpio sugerido, observa-se apenas quatro refeies por dia, recheadas de alimentos industrializados, em sua maioria na forma diet e light, compondo uma dieta com poucas calorias, sendo este fato, a nica alegao para o suposto poder emagrecedor. Seres humanos so diferentes sob as ticas scio-econmica, cultural, psicolgica e biolgica, o que torna cada um de ns, seres nicos, que possuem nicas necessidades nutricionais. A absoro, a utilizao, o metabolismo e a eliminao de nutrientes so diferentes em cada um. Para exemplificar tais diferenas, s quais denominamos individualidade bioqumica, pode-se citar a existncia de polimorfismos genticos que alteram a forma de utilizao dos nutrientes em diferentes organismos. Ainda, diferentes indivduos podem responder de formas diferentes ingesto de diversos grupos alimentares e provocar distinta sintomatologia. Sendo assim, no possvel que um mesmo cardpio seja benfico para todos os indivduos, nem promova os mesmos resultados em todos. Dietas pobres em calorias, onde no h preocupao com a qualidade dos macronutrientes ou com o aporte de micronutrientes e compostos bioativos, so bastante utilizadas para promover perda de peso, porm podem acarretar em srios riscos sade. A perda ponderal induzida por estas dietas em geral limitada pela capacidade que o organismo possui de adaptar-se s adversidades. Quando ingerimos poucas calorias ou passamos longo perodo sem ingerir alimentos, o organismo interpreta que est sofrendo privao e reduz o gasto energtico, freando a perda de peso. Soma-se a este mecanismo, o fato de a maioria das dietas desse tipo ser pobre em micronutrientes. Sem vitaminas e minerais necessrios ao correto metabolismo energtico, a reduo ponderal tambm diminuda. O excesso de alimentos industrializados, rotulados como diets e lights induz uma ingesto exagerada de aditivos qumicos, como corantes, saborizantes e edulorantes (adoantes). Estes compostos, ao entrar no organismo, atuam como xenobiticos (substncias estranhas) e causam diversos malefcios sade, como alergias alimentares, aumento do risco de cncer, de doenas cardiovasculares e alteraes neurolgicas. Em discordncia com a mdia que estimula a ingesto de produtos diet e light, estudos cientficos demonstram que a ingesto de adoantes como aspartame e sacarina leva a maior ganho de peso se comparada de acar. Toda e qualquer dieta com alegao de ser til para toda uma populao ser ineficaz quando aplicada a indivduos nicos, sendo ela utilizada por famosos ou no! Para a indicao de um plano alimentar adequado para uma pessoa, se faz necessria uma minuciosa avaliao das suas necessidades. Por tal razo, o nutricionista o nico profissional capaz de indicar planos alimentares individualizados e eficientes. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS: COZZOLINO, S.M.F. Biodisponibilidade de nutrientes. 3ed. Manole. 2009.

PASCHOAL, V.; NAVES, A.; DA FONSECA, A.B.B.L. Nutrio Clnica Funcional: dos princpios prtica clnica. 1 ed., VP Editora, So Paulo, 2007. TIRAPEGUI, J. Nutrio, metabolismo e suplementao na atividade fsica. 2 ed. So Paulo: Atheneu, 2012. CORDEIRO, A.; SOUZA, L.L.; OLIVEIRA, L.S.; et al. Thyroid Hormone Regulation of Sirtuin1 (SIRT1) Expression and Implications to Integrated Responses in Fasted Mice. J Endocrinol; 216(2):181-93, 2013. IYYASWAMY, A.; RATHINASAMY, S. Effect of chronic exposure to aspartame on oxidative stress in the brain of albino rats. J Biosci; 37(4):679-88, 2012. SOFFRITTI, M.; BELPOGGI, F.; MANSERVIGI, M.; et al. Aspartame administered in feed, beginning prenatally through life span, induces cancers of the liver and lung in male Swiss mice. Am J Ind Med; 53(12):1197-206, 2010. FEIJ, F.D.; BALLARD, C.R.; FOLETTO, K.C.; et al. Saccharin and aspartame, compared with sucrose, induce greater weight gain in adult Wistar rats, at similar total caloric intake levels. Appetite; 60(1):203-7, 2013.
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21 FEVEREIRO, 2013

SONO, NUTRIO E SADE


Texto elaborado pelo depto. cientfico da VP Consultoria Nutricional Na agitada vida das grandes cidades modernas, noites de sono profundo e reparador so cada vez mais raras, fato que implica em srios danos sade da populao. Por ser o sono insuficiente um dos fatores responsveis pelo aumento da prevalncia de doenas crnicas no transmissveis no mundo ocidental contemporneo, e por tambm possuir implicaes estticas, este assunto vem sendo abordado freqentemente em publicaes miditicas, como na revista Boa Forma de Outubro de 2012, em reportagem intitulada Dormir bem emagrece e alisa a pele. Seres humanos possuem um relgio natural que determina que diferentes processos fisiolgicos devem ocorrer na presena de luz e em sua ausncia. Durante a noite, que naturalmente escura, produzimos um hormnio denominado melatonina, responsvel pela sensao de sono. Este mesmo hormnio responsvel por neutralizar o excesso de radicais livres durante o sono, evitando os danos celulares responsveis pelo envelhecimento precoce e pelo aparecimento de neoplasias. A melatonina produzida na glndula pineal, a partir da serotonina, neurotransmissor responsvel por sensaes prazerosas. A melatonina no produzida em quantidade ideal caso no haja o ambiente escuro necessrio a sua sntese, ou se houver insuficincia dos nutrientes responsveis pela produo de sua precursora, a serotonina, como magnsio, vitaminas B12, B6, folato e o aminocido triptofano.

Outro hormnio produzido durante o sono o hormnio do crescimento (GH). O GH induz o crescimento em crianas, enquanto em adultos, importante para a correta renovao celular, manuteno da massa muscular e reduo da gordura corporal. Se o sono insuficiente, o GH no produzido em quantidade suficiente. Em situaes de estresse, como em sono insuficiente, a glndula supra-renal secreta os hormnios adrenalina e cortisol. A adrenalina acelera os batimentos cardacos e reduz o dimetro dos vasos sanguneos, elevando a presso arterial, enquanto o cortisol induz a resistncia insulina e conseqente deposio de gordura na regio abdominal, entre outros efeitos. Indivduos com sono insuficiente tm maior predisposio obesidade se comparados a pessoas que dormem bem. Alm de toda a desregulao hormonal que leva o organismo a acumular gordura e perder massa muscular, neuropeptdeos denominados orexinas so secretados durante o estado de viglia, e so responsveis pela manuteno deste e pelo estmulo ingesto de alimentos. Por isso, passar a noite acordado aumenta a ingesto de alimentos e aumenta o risco de obesidade. A evoluo adaptou o ser humano a estar em alerta durante o dia e a dormir durante a noite, e a inverso dos ciclos biolgicos naturais acarreta em srios riscos sade. Apagar as luzes e desligar aparelhos eletrnicos durante a noite uma medida simples e eficaz contra a insnia. Ingerir adequadamente alimentos fonte dos nutrientes necessrios produo de serotonina e melatonina, como cereais integrais, vegetais folhosos verdes escuros, carnes e chocolate amargo pode tambm ajudar a ter uma noite de sono tranqila. A ingesto de lcool ou cafena e a restrio energtica podem reduzir a secreo de melatonina, e assim, atrapalhar o sono. Para melhores resultados, lembre-se sempre de consultar um nutricionista que poder passar orientaes individuais especficas. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS FROY, O. Metabolism and circadian rhythmsimplications for obesity. Endocr Rev; 31(1):1-24, 2010. BRANDENBERGER, G.; WEIBEL, L. The 24-h growth hormone rhythm in men: sleep and circadian influences questioned. J Sleep Res; 13(3):251-5, 2004. SEOANE, L.M.; TOVAR, S.A.; PEREZ, D.; Orexin A suppresses in vivo GH secretion. Eur J Endocrinol; 150(5):731-6, 2004. KANALEY, J.A.; WELTMAN, J.Y.; PIEPER, K.S.; et al. Cortisol and growth hormone responses to exercise at different times of day. J Clin Endocrinol Metab; 86(6):2881-9, 2001. REA, M.S.; FIGUEIRO, M.G.; SHARKEY, K.M.; CARSKADON, M.A. Relationship of morning cortisol to circadian phase and rising time in young adults with delayed sleep times. Int J Endocrinol; 2012:749460, 2012.

KORKMAZ, A.; REITER, R.J.; TOPAL, T.; et al. Melatonin: an established antioxidant worthy of use in clinical trials. Mol Med; 15(1-2):43-50; 2009. ESPAA, R.A.; SCAMMELL, T.E. Sleep neurobiology from a clinical perspective. Sleep; 34(7):845-58, 2011. PEUHKURI, K.; SIHVOLA, N.; KORPELA, R. Dietary factors and fluctuating levels of melatonin. Food Nutr Res; 56, 2012.
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15 FEVEREIRO, 2013

BOA ALIMENTAO, SOL NA MEDIDA E VITAMINA D


Texto elaborado pelo depto. cientfico da VP Consultoria Nutricional A vitamina D pode ser proveniente de alimentos ou ser sintetizada na pele, quando estimulada por raios solares ultravioleta. Estima-se que 30 minutos de banho de sol no vero sejam suficientes para a produo de cerca de 20.000 UI, o equivalente ao encontrado em 200 copos de leite. Sendo assim, a exposio solar tem maior impacto sobre o estado nutricional para este nutriente que sua ingesto diettica. Em pases tropicais como o Brasil, a exposio ao Sol deveria garantir bom aporte de vitamina D, prevenindo sua carncia. Porm, mesmo em pases onde incidem grandes quantidades de raios solares, a deficincia desta vitamina tem grande prevalncia. Os hbitos do mundo moderno, como passar a maior parte do tempo em locais fechados e usar excessivamente bloqueadores solares podem explicar tal fato. Em meio a uma verdadeira epidemia mundial, a deficincia de vitamina D tem sido alvo de publicaes miditicas, como ocorreu na revista Boa forma de Outubro de 2012, em reportagem intitulada Sol e vitamina D. Duas formas qumicas tm atividade de vitamina D: o ergocalciferol (D2), produzido sinteticamente atravs de esteris vegetais e fngicos e colecalciferol (D3), produzido na pele humana e presente em alimentos de origem animal. Em ambos os casos, para agir, a vitamina deve ser transformada no fgado em 25hidroxivitamina D, principal forma circulante, e ser novamente hidroxilada no rim, tornando-se 1,25dihidroxivitamina D, forma mais ativa da vitamina. As principais funes deste composto so regular a homeostase do clcio e modular as aes do sistema imunolgico. Sabe-se que bons nveis de vitamina D podem prevenir osteoporose e fraturas, j que este nutriente age aumentando a absoro intestinal de clcio, reduzindo sua eliminao urinria e diminuindo a reabsoro ssea. Porm, para uma boa sade ssea no s a vitamina D e o clcio so importantes, mas tambm o magnsio, o zinco, o mangans, as vitaminas K e C, entre outros nutrientes. Menos conhecida pela populao, porm, no menos importante, a ao da vitamina D sobre o sistema imune.

Importante destacar que a maioria das clulas e tecidos no corpo possui receptores para vitamina D, que estimula a transcrio nuclear de diversos genes para alterar a funo celular ou promover uma rpida resposta nas membranas celulares. Esta vitamina possui potente ao antiinflamatria e previne reaes imunolgicas exacerbadas, relacionadas fisiopatologia de diversas doenas, a exemplo do diabetes tipo 1 e 2, da esclerose mltipla, do autismo, das sndromes dolorosas crnicas, doenas cardiovasculares, osteoporose e cncer de mama, prstata e clon . Pesquisas cientficas demonstram que a vitamina D pode auxiliar na preveno ou tratamento de todas as patologias citadas. Induzir clulas malignas morte, prevenindo o cncer e melhorando o prognstico dos doentes, aumentar secreo de insulina pelo pncreas em indivduos diabticos e estimular o crescimento sseo em crianas so outros exemplos de funes desta importante vitamina. Pesquisadores indicam que h atualmente uma deficincia mundial de vitamina D em diversas populaes incluindo crianas, gestantes e lactantes, idosos, indivduos residentes em reas distantes do Equador e populaes com pigmentao da pele escura. O aumento da ingesto de alimentos ricos em vitamina D como ovos, peixes e mariscos, e a exposio solar sem protetores em horrios seguros por alguns minutos diariamente, podem prevenir a deficincia desta vitamina e os srios danos sade causados por esta. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS: COZZOLINO, S.M.F. Biodisponibilidade de nutrientes. 3ed. Manole. 2009. PASCHOAL, V.; NAVES, A.; BRIMBERG, P.; et al. Suplementao Funcional Magistral: dos nutrientes aos compostos bioativos. 1 ed., VP Editora, So Paulo, 2009. CAPITANIO S, SAMBUCETI G, GIUSTI M et al. 1,25-Dihydroxy vitamin D and coronary microvascular function. Eur J Nucl Med Mol Imaging; 40(2):280-9, 2013. SCHREUDER, F.; BERNSEN, R.M.; VAN DER WOUDEN, J.C. Vitamin D supplementation for nonspecific musculoskeletal pain in non-Western immigrants: a randomized controlled trial. Ann Fam Med; 10(6):547-55, 2012. BAKARE, M.O.; MUNIR, K.M.; KINNEY, D.K. Association of hypomelanotic skin disorders with autism: links to possible etiologic role ofvitamin-D levels in autism? Hypothesis (Tor); 9(1). pii: e2, 2011. WINZENBERG, T.; VAN DER MEI, I.; MASON, R.S.; et al. Vitamin D and the musculoskeletal health of older adults. Aust Fam Physician; 41(3):92-9, 2012. PEREIRA, F.; LARRIBA, M.J.; MUOZ, A. Vitamin D and colon cancer. Endocr Relat Cancer; 19(3):R51-71, 2012.

CHAGAS, C.E.; BORGES, M.C.; MARTINI, L.A.; ROGERO, M.M. Focus on vitamin D, inflammation and type 2 diabetes. Nutrients; 4(1):52-67, 2012. DISANTO, G.; CHAPLIN, G.; MORAHAN, J.M.; et al. Month of birth, vitamin D and risk of immune mediated disease: a case control study. BMC Med; 10(1):69, 2012. __________. Vitamin D. Monograph. Alter Med Rev; 13(2): 153-164, 2008.
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17 JANEIRO, 2013

Crumble de frutas sem acar


Ingredientes: 3 bananas nanicas maduras 3 mas abacaxi 150g de avels 2 colheres (sopa) cheias de farinha de arroz integral 2 colheres (sopa) cheias de farinha de coco xcaras (ch) de aveia em flocos grossa 1 colher (sopa) de leo de coco Cravo a gosto Canela em pau a gosto Pimenta do reino a gosto

Modo de preparo: Corte as frutas descascadas em pedaos mdios e coloque na panela com o cravo e a canela em pau, cozinhando em fogo baixo e com a panela tampada at as frutas amolecerem. Em um pirex, distribua as frutas e salpique pimenta do reino.

Em um processador, triture a avel at formar uma farinha grossa e adicione a aveia e as farinhas de arroz e de coco. Acrescente o leo de coco aos poucos e com as mos, misture at dar o ponto de farofa mida. Distribua a esta farofa em cima das frutas e coloque para assar em forno baixo, at o caldo das frutas secar e a farofa dourar.

*Receita elaborada pela nutricionista Dra. Priscila Di Ciero


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9 JANEIRO, 2013

DIETA ANTI-INFLAMATRIA NO COMBATE CELULITE


* Texto elaborado pelo depto. cientfico da VP Consultoria Nutricional

Inflamao a resposta do organismo frente a agresses fsicas, qumicas ou biolgicas, quando o sistema de defesa aciona modificaes hormonais, metablicas e celulares. A regio inflamada costuma apresentar aumento da vascularizao e consequente dor, calor, rubor (vermelhido) e edema (inchao), podendo culminar na perda de funo do tecido ou rgo, quando a ao passa de localizada e temporria a sistmica e crnica - condio que pode favorecer da celulite ao cncer, passando pelos conhecidos sintomas respiratrios e pela dificuldade de emagrecer.

Fatos, como celulite presente em mulheres magras e ganho de peso insistente, apesar de dietas hipocalricas, costumam ser vistos como grandes enigmas metablicos, quando, na verdade, decorrem de processos inflamatrios desencadeados por uma combinao de maus hbitos alimentares, sedentarismo e herana gentica.

A celulite, na verdade, uma inflamao crnica, caracterizada por gordura aprisionada nos tecidos, que dificulta a renovao celular. Ainda, a inflamao reduz as atividades funcionais das clulas dos tecidos drmico e subcutneo, comprimindo vasos sanguneos e linfticos e causando no apenas a celulite, como tambm a deposio de gordura em diversas clulas, a acne, a flacidez e o envelhecimento precoce.

O funcionamento celular e de cada rgo ocorre na sua plenitude apenas quando o organismo est livre de toxinas e substncias inflamatrias e recebendo todos os nutrientes necessrios para suas funes, proporcionando um estado de equilbrio capaz de controlar a integridade dos tecidos e at o apetite.

Frequentemente, alimentos pouco calricos apresentam um teor txico to elevado - oriundo de corantes, conservantes, agrotxicos, fertilizantes, metais pesados, hormnios e medicamentos - que acabam promovendo maior ganho de peso do que alimentos ricos em energia, mas dotados de propriedades funcionais anti-inflamatrias e antioxidantes; nesse sentido, o consumo de gelatina diettica pode realmente engordar mais do que o de abacate.

Outros exemplos de alimentos pr-inflamatrios so os embutidos, as carnes gordas, o leite integral, os doces, os refrigerantes, os alimentos refinados, os enlatados e os produtos industrializados em geral. Ademais, esses itens tambm tendem a acidificar o nosso organismo. Para estar em equilbrio e reduzir a produo de substncias inflamatrias, o pH sanguneo precisa manter a alcalinidade.

A abundncia desses elementos faz com que a dieta ocidental tpica oferea de vinte a cinquenta vezes mais alimentos pr-inflamatrios do que anti-inflamatrios.

Encontramos exemplos de nutrientes com potencial anti-inflamatrio no abacate e no azeite extravirgem de oliva (gordura monoinsaturada), na sardinha, no salmo e nas sementes de linhaa e de chia (cidos graxos essenciais, os famosos megas) e nas frutas, nas hortalias, nas leguminosas e nos produtos com cereais integrais na composio (carboidratos de baixo ndice glicmico, vitaminas e minerais).

J compostos bioativos com ao anti-inflamatria podem ser encontrados, por exemplo, nas uvas (resveratrol), nas frutas vermelhas

(antocianinas), na rom e na amora-preta (cido elgico), no ch verde (catequinas), na ma e nas frutas ctricas (quercetina), no tomate, na melancia e na goiaba (licopeno), no gengibre (gingerol), no azeite de oliva (tirosol), nas crucferas, como brcolos e couve-flor (indol-3carbinol e sulforafano), na crcuma (curcumina), na pimenta-vermelha (capsaicina), no prpolis e nas hortalias (apigenina) e na soja (genistena).

Desse modo, a ingesto de elementos pr-inflamatrios, to presentes na alimentao moderna, deve ser desencorajada e substituda pelo consumo frequente de alimentos anti-inflamatrios, os quais reinaram na era pr-industrial.

Portanto, no combate celulite e a quaisquer disfunes de natureza inflamatria recomenda-se, como frequncia, consumir uma poro de alimentos anti-inflamatrios a cada trs horas, perfazendo, ao longo do dia, uma dieta rica em peixes, frutas, hortalias, cereais integrais, leguminosas, mel, razes, sementes, especiarias e ervas aromticas.

Referncias Cientficas: 1. BASTOS, D. H. M.; ROGERO, M. M.; ARAS, J. A. G. Mecanismos de ao de compostos bioativos dos alimentos no contexto de processos inflamatrios relacionados obesidade. Arq Bras Endocrinol Metab;53(5): 646-656, 2009. 2. CABRERAS, C. Dieta anti-inflamatria. Revista Pense Leve, p. 18-24, julho 2012. 3. CAVALHEIRO, T. et al. Combo anticelulite. Revista Boa Forma, p. 100-110, setembro 2012. 4. JACQUES, A. C.; ZAMBIAZI, R. C. Fitoqumicos em amora-preta (Rubus spp). Semina: Cincias Agrrias; 32(1): 245-260, 2011. 5. KOPPENOL, W. H.; BOUNDS, P. L.; DANG, C. V. Otto Warburgs contributions to current concepts of cancer metabolism. Nature Reviews Cancer; 11: 325-337, 2011.
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19 DEZEMBRO, 2012

O MAL QUE ATINGE AS MULHERES


Texto elaborado pelo depto. Cientfico da VP Consultoria Nutricional A Sndrome pr-menstrual (SPM) um distrbio comum entre as mulheres durante a fase reprodutiva. Cerca de 90% das mulheres relatam ter um ou mais sintomas, que podem variar a cada ciclo menstrual, assim como a intensidade. Ela provoca alteraes comportamentais, emocionais, cognitivas e fsicas, comprometendo o relacionamento no ambiente familiar, social, escolar e profissional. Estas se manifestam principalmente na semana que precede a menstruao, desaparecendo alguns dias aps o aparecimento do fluxo menstrual. Cerca de 5-10% das mulheres sofrem de severa sndrome pr-menstrual e 30-40% apresentam sintomas moderados. Os sintomas mais comuns da SPM se dividem entre somticos (irritabilidade, alteraes de humor, comportamento depressivo, impulsividade, aumento de apetite, desejo por doce e confuso mental) e fsicos (fadiga, mastalgia, edema abdominal, lombalgia, insnia, aumento de peso temporrio, enxaqueca, presena de edema nas extremidades, constipao intestinal e diarreia). A sintomatologia provavelmente multifatorial. Existe diferena entre a sndrome pr-menstrual e a desordem disfrica pr-menstrual sendo, a segunda, diferenciada pela severidade dos sintomas e com predominncia de sintomas emocionais e disfunes, particularmente, nas relaes pessoais e de domnio marital e familiar. Diversos autores relacionam alguns fenmenos relacionados ocorrncia da SPM com desequilbrio entre estrgeno e progesterona, excesso de prolactina, deficincia das vitaminas E e B6, deficincia de minerais, alterao na atividade de prostaglandinas e na ao da endorfina e serotonina. H diversas estratgias de tratamento com o objetivo de amenizar ou eliminar os sintomas, muitas j em discusso na imprensa, como a matria Drible a TPM da Revista Viva Sade (edio extra de setembro de 2012). Um dos tratamentos, sendo este no medicamentoso, consiste em alteraes comportamentais, repouso adequado, prtica de atividades fsicas, atividades relaxantes, terapia cognitiva e mudanas nos hbitos alimentares, as quais devem ser comumente utilizadas. O tratamento medicamentoso utiliza diurticos, antidepressivos, ansiolticos e supressores da ovulao, que devem ser usados somente em mulheres com sintomas persistentes ou que apresentem a sndrome disfrica pr-menstrual. O aumento no consumo energtico e maior preferncia por carboidratos so mais prevalentes em mulheres com a SPM, mais sensveis s variaes do ciclo hormonal e de neurotransmissores. Estudos observam maior consumo energtico e de todos os macronutrientes, principalmente lipdios, carboidratos e acar simples, em mulheres com SPM durante a fase pr-menstrual. Na fase ltea, a ingesto aumentada de carboidratos pode ser explicada pela diminuio dos mediadores de serotonina nessa etapa do ciclo menstrual. A ingesto de carboidratos leva a uma cascata de reaes, resultando em um aumento na sntese de serotonina e a melhora do humor. importante lembrar que se deve priorizar o consumo de carboidratos integrais, pois o

consumo de carboidrato simples tem sido associado com edema, fadiga e distrbios de humor. Desta forma, interessante que mulheres com SPM faam refeies fracionadas e ricas em carboidratos integrais. Muitos estudos cientficos indicaram efeitos benficos de alguns nutrientes especficos, seja adquirido pela alimentao ou na forma de suplemento. Dentre eles esto a vitamina E, vitamina B6, magnsio, clcio, mangans, cidos graxos de cadeia longa e as isoflavonas. Mostram ainda resultados mais positivos, quando se trata da ao sinrgica entre esses nutrientes. Os efeitos benficos se do pela reduo significativa de sintomas, tais como ansiedade, tenso nervosa, alteraes de humor, irritabilidade, depresso, enxaqueca e reteno de lquido. Alm da relao com esses nutrientes, estudos tambm observaram que mulheres que praticam atividade fsica sentem menos sintomas do que as inativas. Quanto ao consumo de alguns alimentos, como sal, acar, cafena, produtos lcteos e lcool, este deve ser reduzido para auxiliar na diminuio da reteno de lquidos (consumo excessivo de sdio), irritabilidade (consumo excessivo de cafena) e clicas. Desta forma, verificamos a importncia da mudana de comportamento e estilo de vida, assim como o acompanhamento nutricional individualizado para garantir a nutrio e o funcionamento adequado do organismo, para minimizar os sintomas da SPM. Referncias Bibliogrficas 1. AZEVEDO, L.; MARTINO, H.S.D.; CARVALHO, F.G. et al. Estimativa da ingesto de ferro e vitamina C

em adolescentes no ciclo menstrual. Cincia & Sade Coletiva: 15(Supl. 1): 1359-1367, 2010 2. BARBOSA, S.R.; LIBERALI, R.; COUTINHO, V.F. Relao dos aspectos nutricionais na tenso pr-

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premenstrual syndrome: systematic review. BMJ; 318: 1375-1381, 1999


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12 DEZEMBRO, 2012

DIETA ANTI-INFLAMATRIA NO COMBATE CELULITE


* Texto elaborado pelo depto. cientfico da VP Consultoria Nutricional Inflamao a resposta do organismo frente a agresses fsicas, qumicas ou biolgicas, quando o sistema de defesa aciona modificaes hormonais, metablicas e celulares. A regio inflamada costuma apresentar aumento da vascularizao e consequente dor, calor, rubor (vermelhido) e edema (inchao), podendo culminar na perda de funo do tecido ou rgo, quando a ao passa de localizada e temporria a sistmica e crnica - condio que pode favorecer da celulite ao cncer, passando pelos conhecidos sintomas respiratrios e pela dificuldade de emagrecer. Fatos, como celulite presente em mulheres magras e ganho de peso insistente, apesar de dietas hipocalricas, costumam ser vistos como grandes enigmas metablicos, quando, na verdade, decorrem de processos inflamatrios desencadeados por uma combinao de maus hbitos alimentares, sedentarismo e herana gentica. A celulite, na verdade, uma inflamao crnica, caracterizada por gordura aprisionada nos tecidos, que dificulta a renovao celular. Ainda, a inflamao reduz as atividades funcionais das clulas dos tecidos drmico e subcutneo, comprimindo vasos sanguneos e linfticos e causando no apenas a celulite, como tambm a deposio de gordura em diversas clulas, a acne, a flacidez e o envelhecimento precoce. O funcionamento celular e de cada rgo ocorre na sua plenitude apenas quando o organismo est livre de toxinas e substncias inflamatrias e recebendo todos os nutrientes necessrios para suas funes, proporcionando um estado de equilbrio capaz de controlar a integridade dos tecidos e at o apetite. Frequentemente, alimentos pouco calricos apresentam um teor txico to elevado - oriundo de corantes, conservantes, agrotxicos, fertilizantes, metais pesados, hormnios e medicamentos - que acabam promovendo maior ganho de peso do que alimentos ricos em energia, mas dotados de propriedades

funcionais anti-inflamatrias e antioxidantes; nesse sentido, o consumo de gelatina diettica pode realmente engordar mais do que o de abacate. Outros exemplos de alimentos pr-inflamatrios so os embutidos, as carnes gordas, o leite integral, os doces, os refrigerantes, os alimentos refinados, os enlatados e os produtos industrializados em geral. Ademais, esses itens tambm tendem a acidificar o nosso organismo. Para estar em equilbrio e reduzir a produo de substncias inflamatrias, o pH sanguneo precisa manter a alcalinidade. A abundncia desses elementos faz com que a dieta ocidental tpica oferea de vinte a cinquenta vezes mais alimentos pr-inflamatrios do que anti-inflamatrios. Encontramos exemplos de nutrientes com potencial anti-inflamatrio no abacate e no azeite extravirgem de oliva (gordura monoinsaturada), na sardinha, no salmo e nas sementes de linhaa e de chia (cidos graxos essenciais, os famosos megas) e nas frutas, nas hortalias, nas leguminosas e nos produtos com cereais integrais na composio (carboidratos de baixo ndice glicmico, vitaminas e minerais). J compostos bioativos com ao anti-inflamatria podem ser encontrados, por exemplo, nas uvas (resveratrol), nas frutas vermelhas (antocianinas), na rom e na amora-preta (cido elgico), no ch verde (catequinas), na ma e nas frutas ctricas (quercetina), no tomate, na melancia e na goiaba (licopeno), no gengibre (gingerol), no azeite de oliva (tirosol), nas crucferas, como brcolos e couve-flor (indol-3-carbinol e sulforafano), na crcuma (curcumina), na pimenta-vermelha (capsaicina), no prpolis e nas hortalias (apigenina) e na soja (genistena). Desse modo, a ingesto de elementos pr-inflamatrios, to presentes na alimentao moderna, deve ser desencorajada e substituda pelo consumo frequente de alimentos anti-inflamatrios, os quais reinaram na era pr-industrial. Portanto, no combate celulite e a quaisquer disfunes de natureza inflamatria recomenda-se, como frequncia, consumir uma poro de alimentos anti-inflamatrios a cada trs horas, perfazendo, ao longo do dia, uma dieta rica em peixes, frutas, hortalias, cereais integrais, leguminosas, mel, razes, sementes, especiarias e ervas aromticas.

Referncias Cientficas: 1. BASTOS, D. H. M.; ROGERO, M. M.; ARAS, J. A. G. Mecanismos de ao de compostos bioativos dos alimentos no contexto de processos inflamatrios relacionados obesidade. Arq Bras Endocrinol Metab; 53(5): 646-656, 2009.

2. CABRERAS, C. Dieta anti-inflamatria. Revista Pense Leve, p. 18-24, julho 2012. 3. CAVALHEIRO, T. et al. Combo anticelulite. Revista Boa Forma, p. 100-110, setembro 2012. 4. JACQUES, A. C.; ZAMBIAZI, R. C. Fitoqumicos em amora-preta (Rubus spp). Semina: Cincias Agrrias; 32(1): 245-260, 2011. 5. KOPPENOL, W. H.; BOUNDS, P. L.; DANG, C. V. Otto Warburgs contributions to current concepts of cancer metabolism. Nature Reviews Cancer; 11: 325-337, 2011.
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4 DEZEMBRO, 2012

BOA ALIMENTAO, ESTMAGO SAUDVEL


Texto elaborado pelo depto. cientfico da VP Consultoria Nutricional Em pases ocidentais, aproximadamente 25% dos adultos apresenta dores ou desconfortos estomacais. O alarmante nmero justifica-se nos hbitos de vida adotados por esta populao: estresse, m alimentao, uso de lcool e fumo so fatores de risco para as patologias do estmago. Devido alta prevalncia, questes relacionadas a estas doenas tm sido constantemente abordadas pela mdia, como na recente publicao da revista Boa Forma intitulada Dor de Estmago. As doenas do estmago mais comuns so a dispepsia funcional (na qual h desconforto gstrico sem alteraes estruturais), a gastrite (caracterizada por inflamao visvel do rgo) e a lcera gstrica, na qual a mucosa estomacal apresenta ulceraes. Em todos os casos citados, a patognese inclui colonizao gstrica pela bactria Helicobacter pylori, secreo deficiente de muco, inflamao da mucosa e aumento do estresse oxidativo. Tais fatores sofrem grande influncia da dieta, ou seja: uma boa alimentao pode prevenir ou tratar eficientemente as doenas do estmago. Um grande mito que permeia o tratamento de lceras e gastrites o de que a ingesto de leites e derivados benfica nestas patologias. Na verdade, o leite at pode aliviar os sintomas logo quando ingerido, pois reduz a acidez estomacal, mas como um alimento extremamente rico em protenas, acaba por estimular ainda mais a secreo cida, causando piora dos sintomas, minutos depois. H tambm grande possibilidade de uma alergia s protenas deste alimento aumentar a inflamao gstrica, agravando o quadro. Alimentos contendo cafena podem predispor o estmago infeco por H. pylori. Por isso, caf, ch mate, chocolates e refrigerantes podem piorar quadros de gastrites e lceras. O sal em excesso outro potente agressor do estmago. Pode causar dano tecidual e at aumentar o risco de cncer gstrico. Sendo assim, alimentos demasiadamente salgados, alm de enlatados e embutidos, so tambm contraindicados em

doenas gstricas. Bebidas alcolicas agridem diretamente as clulas estomacais, aumentando o estresse oxidativo. So tambm prejudiciais ao tratamento de doenas do estmago. A informao de que a dieta de portadores de lceras e gastrites deve ser restrita em condimentos extremamente difundida. A cincia, porm, tem demonstrado atividade antiulcerognica de alguns temperos naturais, como a crcuma e o alecrim. A piperina presente na pimenta do reino, porm, tem demonstrado aumentar a secreo cida no estmago, tendo efeito negativo sobre o tratamento de lceras e gastrites. Quanto to temida pimenta vermelha, no h indcios de que possa agravar quadros de doenas gstricas. Tm sido descritos como antiulcerognicos tambm vegetais da famlia das brssicas, como couve e repolho, e fitoterpicos, como Aloe vera e espinheira santa. Como cada organismo nico, indivduos diferentes podem apresentar reaes distintas ingesto de diferentes alimentos. A tolerncia individual deve ser sempre respeitada. O tratamento medicamentoso incorreto de tais patologias, visando reduo dos sintomas sem focar em suas causas, pode acarretar em consequncias srias. Os medicamentos redutores da acidez estomacal podem aliviar sintomas das doenas do estmago, mas seu uso em longo prazo ou em casos desnecessrios resulta em um ciclo vicioso, em que as deficincias de micronutrientes e a baixa acidez estomacal facilitam a colonizao por H. pylori. Sendo assim, o paciente no consegue se livrar do medicamento ou da doena. A elevada ingesto de leite e derivados, alimentos salgados, frituras, bebidas alcolicas e alimentos contendo cafena contribui fortemente para a grande prevalncia de dores e desconfortos estomacais em pases ocidentais. A nutrio exerce papel central na homeostase do estmago, sendo essencial para a preveno e o tratamento de suas doenas. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS: 1. ANTHONI, S.; SAVILAHTI, E.; RAUTELIN, H.; KOLHO, K.L. Milk protein IgG and IgA: the association

with milk-induced gastrointestinal symptoms in adults. World J Gastroenterol; 15(39):4915-8, 2009. 2. BRENNER, H.; ROTHENBACHER, D.; BODE, G.; ADLER, G. Relation of smoking and alcohol and

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human gastrointestinal physiology, pathology and pharmacology. Inflammopharmacology; 15(6):232-45, 2007. 8. ONONIWU, I.M.; IBENEME, C.E.; EBONG, O.O. Effects of piperine on gastric acid secretion in albino

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Reissek, Celastraceae. Contribuio ao estudo das propriedades farmacolgicas. Rev Bras Farmacog; 19(2B): 650-659, 2009
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21 NOVEMBRO, 2012

ALIMENTO NO VENENO!
* Texto elaborado pelo Depto. Cientfico da VP Consultoria Nutricional

A agricultura uma tcnica milenar que teve seus primrdios ainda durante a pr-histria e foi essencial ao surgimento das primeiras grandes civilizaes humanas. O uso massivo de agrotxicos visando aumento da produo, porm, iniciou-se aps a segunda guerra mundial, durante a revoluo verde. No Brasil, o uso destas substncias foi fomentado durante o regime militar e, at os dias atuais, cresceu vertiginosamente. Em 2010, o Brasil alcanou a lamentvel marca de maior consumidor mundial de agrotxicos. Os malefcios sade humana e ao meio ambiente causados por tais insumos, em contrapartida, estimularam o surgimento de tcnicas agrcolas alternativas, a exemplo da agricultura orgnica. Uma comparao entre alimentos orgnicos e convencionais, sob o ponto de vista nutricional, foi tema de uma reportagem publicada na revista Sade de outubro de 2012.

Esto sujeitos aos riscos associados aos agrotxicos, alm de trabalhadores rurais que tm contato direto com as substncias, todos os indivduos que consomem alimentos e gua contaminados por eles. No Brasil, grande parte dos vegetais comercializados est contaminada por quantidades superiores permitida ou por pesticidas de uso proibido. Segundo relatrio da ANVISA em 2010, pimento, morango, pepino e alface esto entre os alimentos mais contaminados, com mais que 50% das amostras analisadas insatisfatrias.

Pesticidas, como organoclorados e organofosforados, possuem, comprovadamente, efeitos genotxicos e mutagnicos, ou seja, podem interagir com o DNA de clulas humanas e aumentar a frequncia de mutaes, podendo resultar em diversos tipos de cncer. Muitos agrotxicos podem tambm funcionar como disruptores endcrinos, mimetizando ou inibindo a ao de hormnios e, assim, aumentando o risco de doenas, como obesidade, diabetes mellitus tipo 2, sndrome metablica e at infertilidade. O consumo de alimentos orgnicos, que so produzidos sem o uso de agrotxicos, pode ser til na reduo de tais problemas.

H evidncias de que alimentos orgnicos contenham maior quantidade de vitaminas, minerais e fitoqumicos antioxidantes, como polifenis e carotenoides, que os alimentos produzidos convencionalmente. Sendo assim, alm de mais seguros, alimentos orgnicos podem ser mais nutritivos que os convencionais. Estudos em culturas de clulas demonstram que os orgnicos possuem tambm maior capacidade de inibir o desenvolvimento de neoplasias e neutralizar os efeitos nocivos da produo excessiva de radicais livres.

O uso indiscriminado de agrotxicos causa srios prejuzos sade e ao meio ambiente, o que justifica a adoo de medidas capazes de minimiz-lo. O consumo de alimentos orgnicos mais seguro e saudvel se comparado ao de alimentos convencionais; porm, o desenvolvimento e a aplicao de tecnologias que tornem a produo orgnica mais eficiente so necessrios para reduzir os preos e aumentar a disponibilidade destes produtos. Na impossibilidade de adquirir um alimento orgnico, lavar bem os vegetais em gua corrente contribui para reduzir os riscos de intoxicao por agrotxicos.

REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS: 1. CRINNION, W.J. Organic foods contain higher levels of certain nutrients, lower levels of pesticides, and may provide health benefits for the consumer. Altern Med Rev; 15(1):4-12, 2010. 2. ZAKERINIA, M.; NAMDARI, M.; AMIRGHOFRAN, S. The Relationship between Exposure to Pesticides and the Occurrence of Lymphoid Neoplasm. Iran Red Crescent Med J; 14(6):337-44, 2012. 3. DE COSTER, S.; VAN LAREBEKE, N. Endocrine-disrupting chemicals: associated disorders and mechanisms of action. J Environ Public Health; 2012:713696, 2012. 4. YADUVANSHI, S.K.; SRIVASTAVA, N.; MAROTTA, F.; et al. Evaluation of Micronuclei Induction Capacity and Mutagenicity of Organochlorine and Organophosphate Pesticides. Drug Metab Lett; 2012 Oct 15. [Epub ahead of print]. 5. ZUCCHINI-PASCAL, N.; PEYRE, L.; DE SOUSA, G.; RAHMANI, R. Organochlorine pesticides induce epithelial to mesenchymal transition of human primary cultured hepatocytes. Food Chem Toxicol; 50(11): 3963-70, 2012. 6. BRITO, F.E.M. Agrotxicos, companhia indesejvel aos alimentos e perigosa nossa sade. O Olho da Histria, n. 18, Salvador (BA), julho de 2012. 7. ANVISA. Programa de Anlise de Resduos de Agrotxicos em Alimentos (PARA). Relatrio de Atividades de 2010. 2011. Disponvel em [Link]

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