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STORY - ROBERT MCKEE - prof Tainá

Diferente de outros livros, Story é sobre forma, não fórmula. Empregando exemplos de mais de cem filmes, Mckee usa uma filosofia que vai além das regras rígidas para identificar os elementos mais elucidativos que distinguem estórias de qualidade das outras. Começando com definições básicas - o que é um beat? Uma cena? Uma sequência? O clímax de ato? O clímax do filme?
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STORY - ROBERT MCKEE - prof Tainá

Diferente de outros livros, Story é sobre forma, não fórmula. Empregando exemplos de mais de cem filmes, Mckee usa uma filosofia que vai além das regras rígidas para identificar os elementos mais elucidativos que distinguem estórias de qualidade das outras. Começando com definições básicas - o que é um beat? Uma cena? Uma sequência? O clímax de ato? O clímax do filme?
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STORY Substancia, Estrutura, Estilo e os Principios da Escrita de Roteiro ROBERT McKEE Tradugao Chico Marés CURITIBA 2017 Publicado por um acordo com Harper Collins Publishers, ‘sob o ttulo Story - Substance, Stracare, Style and the es of Sereenwriting Revisio Lielson Zeni e Vanessa Carnciro Rodrigues Copa Frede Tizzot 1 Mckee, Robert MI13s Mckee, 08 principio da esetita de Chico Masés.- Curitiba : Arte roteiro / Robert Mekee ;tradugion S Lets, 2006. 4832p, ISBN 978-85.60499-007 1. Roteio cinematogeiico - Técnicas. 2. Redagio -Téenicas L Tito cpu 7143 dos or direitos reserva Arte & Letra Edtora Proiidaa reproduo, no todo ou em partes, cise meio 7 sinprio Arte & Letra Editora ‘Alameda Dom Pedro IL, 44 (Curitiba - Parand - Brasil - CEP: 80420-060 ‘[Link] br - tel: 41-3223-5302 Dedico este livro 4 meméria de meus pais, que, com seu jeito muito diferente, me ensinaram a amar a est6ria. ‘Quando estava aprendendo a ler, nem sempre me comportando apropria- damente, meu pai me introduziu as fabulas de Esopo na esperanga de que esses antigos contos exemplares pudessem melhorar minha conduta. Toda noite, apés encontrar meu caminho por entre “A Raposa e as Uvas” e seus semelhantes, cle ‘acenava com a cabega e me perguntava, “e o que isso significa para vocé, Robert?” Enquanto olhava esses textos e suas belasilustragdes coloridas, Iutando pata inte preté-los, eu lentamente cheguei 4 conclusio de que estérias sio muito mais do que palavras e figuras bonitas. ‘Mais tarde, antes de entrar na universidade, deduzi que a melhor vida pos- sivel incluiu o maior mimero possivel de jogos de golfe, portanto decidi por virar dentista. “Dentista?!”, minha mie riu, “Vocé nfo pode estar falando sério. O que aconteceri quando eles curatem todas as doengas dentirias? © que vai ser dos den- tistas? Nao, Bobby, as pessoas sempre vio precisar de diversio, Eu vou cuidar do seu futuro. Vocé vai para 0 show busi Esséncia Agradecimentos / 9 Notas sobre o texto / 11 PARTE 1: O esesitor ea arte da estéria / 15 Intzoducio / 17 1.0 problema da estria / 24 PARTE 2: Os elementos da estéria / 41 2. O espectro da estrucura / 43 3. Bstratura e ambiente / 75 4. Bstrutura e género / 86 5, Bstrotara e personagem / 105 6. Estruturae significado / 114 PARTE 3: Os prinespios do design da estéria / 133 7.A substincia da est6ria / 135 8.0 incidente incitante / 176 9. Design do ato / 200 10. Design de cena / 222 Anilise de cena / 239 ‘Composicio / 275 Cis, climax, esolugio / 288 PARTE 4: O escritor no trabalho / 299 14. O principio do antagonismo / 301 Exposigio / 315 Problemas e solugies / 325 Personagem / 350 O testo / 362 19. 0 método do escritor / 381 Fade Out / 389 Filmografia / 391 {indice / 419 AGRADECIMENTOS Por sua sensibilidade a verdade, por seu olho editorial clinico e sua vontade onivora de omitir palavras , sua I6gica infal ismo, inspiragao... wradeco minha esposa, Suzanne Childs. io sortudo desses astutos cfimplices, que voluntariamente so- frem com esbogos crus, fecham buracos, lixam as bordas dsperas ¢ sabiamente apontam que as coisas nem sempre significam 0 que o autor acha que significam, agradego Jess Money, Gail McNamara e, meu editor, Andrew Albanese. Se nfo fosse pelo timing fantastico de minha agente, teria procrastinado esse livro até o préximo século. Muito obrigado, Debra Rodman. Se nao fosse pela persisténcia da minha editora, teria procrastinado as su- gestdes de minha agente até o préximo século. Muito obrigado, Judith Regan. Se nfo fosse pela ajuda de Evans Scholars Foundation e das mentes que ‘encontrei na Universidade do Michigan, minha vida seria muito menor. Ofere- go minha gratidao a Kenneth Rowe, John Arthos, Hugh Norton, Claribel Baird, Donald Hall ¢ todos os outros professores cujo nome me esqueci, mas cuja didética brilhante deram firmeza aos meus dias. Por iiltimo ¢ mais importante, meus alunos. Ao longo dos anos, minha compreensio da arte da estoria cresceu gragas, em grande parte, is questdes que ‘me propuseram, questdes tanto perspectivas quanto praticas, que me enviaram ‘mais longe ¢ mais fundo na busca por respostas. Esse livro no existiria sem vocts. NOTAS SOBRE O TEXTO [As centenas de exemplares de Story foram retiradas de um século de cinema ¢ escti- ta de roteiros ao redor do mundo. Sempre que possivel, oferego mais de um titulo entre os trabalhos mais recentes que conheco. Como ¢ impossivel selecionat filmes «que todos viram e se lembrem detalhadamente, me inelino para aqueles disponiveis «em video. No entanto, 0 mais importante & que cada filme seja uma ilustragio clara do argumento dado no texto. Para lidar com os problemas dos pronome igBes que distraiam PARTE 1 O ESCRITOR E A ARTE DA ESTORIA Estas sto eguipamentos para a vida KENNETH BURKE INTRODUCAO Story'é sobre principios, e no regras. ‘Uma regra diz. “vocé tem de fazer isso dessa maneira”. Um principio diz “isso _finciona.. ¢ vem fancionando desde 0 inicio dos tempos”. A diferenga € crucial. Seu (0 mito precisa ser modelado em uma pega “benfeita”; preferivelmente, ela deve ser bem feita denteo dos principios que moldam nossa arte. Ansiosos, autores inexpetientes obedecem a regras. Escritores rebeldes, no educados, quebram as regras, Artistas tornam-se peritos na forma. Story é sobre formas eternas ¢ universais, e no formulas. Nenhuma nogio de paradigma ou modelo de estéria infalivel para suce comercial faz sentido. Apesar de modas, remakes e sequéncias, quando pesquis 4 totalidade dos filmes de Hollywood, encontramos uma espantosa variedade de designs de est6ria, mas nenhum paradigma. DURO DE MATAR niioé mais tipico de Hollywood que PARENTHOOD — O TIRO QUE NAO SAIU PELA CULATRA, LEMBRANGAS DE HOLLYWOOD, O REI LEAO, ISTO E SPINAL TAP, O REVERSO DA FORTUNA, LIGAGOES PERIGOSAS, FEITIGO DO TEMPO, DESPEDIDA EM LAS VEGAS ou milhares de outros filmes excelentes, de diizias de géneros subgéneros diferentes, da farsa & teagédia, Story objetiva a criagio de trabalhos que vio agradar © piblico nos seis continentes ¢ continuar a viver em reprise por décadas. Ninguém precisa de mais tum livro de receitas sobre como aquecer as sobras de Hollywood. Precisamos "Sto cnn sg ni O aso, portato fz um jogo de paler nese sbi: 4o mena fmpo em que diz sabre o que se vo dix mnbem o que € are da esti em s(N. do T) 7 redescobrir as douttinas submessas de nossa arte, 0s principios bisicos que libertam ‘ talente, Nao importa onde um filme é feito ~ Hollywood, Paris, Hong Kong ~ se tiver uma qualidade arquetipica ele engatilba uma reagio em cadeia de prazet perpéeua e global, levada de cinema a cinema e de gerasio a geracio. Story & sobre arquétipos, e ndo esterestipos. | A estéria arqutipica desenterra a experiznca humana univers, ¢ entio se ‘o sociocultural nica. A estoria estereotipica reverte esse pufor cla sofre de pobreza tanto sa forma quanto no contedido, Ela confina-se Em uma expesiéncia sociocultural limitada © se veste em generalidades insossas ¢ inespecifieas. Por exemplo, um antigo costume espanhol ditava que as filhas deveriam ‘casar-se em ordem de idade, da mais velha para a mais nova, Dentro da cultura Cspanhola, um filme sobre uma fama do séeulo dezenove com um patriarea spidey tuna mie impotente, uma primogénita que aio consegue casar ¢ uma filha mais nova que soffe por conta disso pode comover aqueles que ainda se lembram dessa prtica, mas fora da culeua espanhola, ¢ improvével que o pico simpatize com 0 Bama da cagula, O roteirista, com medo do apelo limitado de sua estori, recorre 2 ambientes familiares, personagens € agbes que agradaram 0 p 4 ainda menos interessado nesses clichés poderia se tornar matéria-prima para artista arreg ‘mangas ¢ procurasse por arquetipos. ‘ambientes € personagens tio raros que nossos olhos no passado. O enquanto sua natracio ilumina confltes tio verdadciros & humanidade que ela vigja de cultura em cultura, Em COMO AGUA PARA CHOCOLATE, de Laura Esquivel, mae ¢ filha se enfrentam em questdes como dependéncia contsa independéncia, permanéncia contra mudanca, individuo contra grupo — conflitos que toda familia conhece ‘Ainda assim, as observages de Esquivel sobre casa, sociedade, relacionames ‘omportamento sio tio seas em detalhes inéditos, que somos levados por personagens sem resist, fscinados por um mundo que nunca haviamos conhs ‘ou sequer imaginado. "Estorias estereotipadas ficam em casa, est6rias arquetipicas viajam. De Charlie Chaplin a Ingmar Bergman, de Satyajit Ray « Woody Allen, os grandes contadores de estéxia do cinema mundial nos dio o encontro de dois mundos que almejamos. Primeito, a descoberta de um mundo que no conhecemos. Nao importa quio intimo ou épico, contemporiineo ou hist6tico, concreto ou fantasiado, © mundo dde um artista eminente sempre nos parece algo exético ou estranho. Como um explorador entrando em uma mata viggem, nés pisamos em uma sociedade intocada, fem um lugar seri clichés onde o ordingtio se transforma em extraotdinérin = Uma vee nesse mundo estrangeiro, nés encontramos a nés mesmos. Dentro dessespersonagens ede seu conllitos n6s deseobrimos nos Nés vamos ao cinema para entrar num mundo novo fascinante, para viver a vida de outro ser humano gue prima vst, é to diferente de ns, anda que sia fo parecido no coracio; para vivenciar uma reaidade fccional que iutra nossa realidade diiia, N6s no desejamos escapar da vida, mas sim encontrar a vida usar nossas mentes de uma maneira nova, experim nos divert, aprender, adcionarintensidade aos n fermen ls de rae bles Gato a0 mde pre Story é sobre eficacia, ¢ nao atalhos. Da inspiragao ao ikimo tratamento, a esctita de um roteiro pode levar tanto tempo quanto um romance. Escritores de prosa ¢ de roteios criam a mesma densidade de mundo, personagens ¢ esta, mas gragas aos brancos nas paginas, somos constantemente levados a crer que escrever um roteiro é mais 4 do que escever um romance. Mas enquanto eribomania*enchem spido quanto cles podem digitar, oc em seu desejo de expressaro miximo to. com o minimo de palavras possiveis. So ae ee enna rcs spend uc cconmm achat uc condo toma tempo qu ‘exceléncia significa perseveranca. ‘ Story é sobre as realidades, € nao os mistérios da escrita. ‘io houve neahuma conspiragio para manter os segredos de nossa arte. Em Vine trés séculos desde que Avstteles escreveu Putin, o8 “segredos” da estéria Viraram tio piblicos quanto a biblioteca do outro lado da rua. Nada da arte da ‘Scrita € abstruso. De fato, & primeira vista contar uma est6ria para cinema parece cousnonamente ficil. Porém, quanto mais perto chegamos da raiz, tentando fazer 2 est6ria fancionar cena por cena, a missio vai ficando mais dificil, pois percebem que na tela nio ha esconderijo. ee! Se um soteirista falha em envo 2 Iver-nos com a pureza da cena dramatizad: le no pode esconder-seatris de suas palavras, como um romancista na vor. sutra scrbomanincor do ings, srbomonia:Sgifca um exctitor compulsive (N. do) ow um dramaturgo no soliléquio, Ele nfo pode suavizar falhas de légica, motivagbes sem sentido ou emogies fiiteis com uma camada de linguagem explicativa ou ‘emotiva, dizendo-nos 0 que pensar ou como nos sentir. ‘A camera € a temivel maquina de Raios X para todas as falsidades. Ela amplia a-vida imensamente, ¢ em seguida desnuda toda virada de estoria fraca ou falsa, até que, confusos e frustrados, somos tentados a desist. Ainda assim, com ‘nagio e estudo, 0 quebra-cabega se revela. A esctita de roteiro é cheia de ‘mas sem mistérios insokiveis. Story 6 sobre tornar-se perito na arte, e no conjeturar o mercado, Ninguém pode ensinaro que vale o que no vai vender, o que seri um sucesso ow um fiasco, porque minguém sabe. As bombas hollywoodianas sio ‘om smesmos calculos comercias que sio feitos os sucessos, enquanto dramas obscuros que se assemelham a uma lista de tudo 0 que a sabedoria mercadol6gica diz que yoo’ nunca deve fazer GENTE COMO A GENTE, O TURISTA ACIDENTAL, ‘TRAINSPOTTING: SEM LIMITES — samente conquistam as bilheterias garantido. por isso que mui feréncia criativa 1es medos é que vocé conseguiré um agente, iemente representado nas telas de cinema quando voce escrevé-lo com uma qualidade insuperivel...¢, até i, nada. Se voce fizet apenas um xerox do maior sucesso do verio passado, se juntard a lista de autores mediocres que inunda Hollywood todos 0s anos com milhares de estérias clichés. Ao invés de agonizar por causa de suas chances, concentre suas energias em atingir a exceléncia. Se voeé mostrar um roteiro brilhante e original para os agentes, cles brigario pelo direito de representé-lo. O agente que contratar vai incitar uma guerra de propostas entre os produtores famintos por estorias, ¢ 0 vencedor The ofereceta uma quantidade vergonhosa de dinheiro ara completar, uma vez em produgio, seu roteiro finalzado vai encontrar ‘uma interferéncia surpreendentemente pequena. Ninguém pode prometer que uma combinagio infeliz de personalidades no possa estragar um bom trabalho, mas esteja certo de que os melhores e mais talentosos atores ¢ disetores de Hol es mais do que cientes de que suas Tepe cacti de assim, por causa do apetite voraz por est6rias de Flollywood, rotetos sao multas wezes ‘escolhidos antes de amadurecer, forsando mudangas no prbprio set. Rotctistas seguros tio vendem o primeiro tratamento. Eles pacientemente 0 reescrevem até que 0 roteiro esteja tio pronto para o ator e para 0 diretor quanto possivel. Trabalho nfo finaizado Gum convite & adulteracio, enquanto o trabalho maduro e polido sela sua integridade. : p Story é sobre respeito, e nfo desdém para com 0 piiblico. __ Quando pessoas taleatosas escrevem mal, é geralmente por um desses dois motivos: ou foram cegadas por uma idela que se sentem compelidas a provat, ou sio siais Por uma mosio gus presisam exreseas Quando pesons menos escrevem bem, geralmente é por esse motiv io movidas por ut = ge por esse motivo: elas s idas por um desejo de Noite apés noite, durante anos de performance e direcio, eu ficava admirado com o piblico € sua capacidade de resposta. Como migica, as miscaras caem, fotos town vtce cron: Quam to cans tnd mat emogdes, mas abre-as a0 contador de saberio, acolhendo risadas, bigrimas o situal muitas vezes 0s exaure. is de modo que nem seus amantes raiva, compaixo, paixio, amor, édio ~ tala em um cinema escuro, seu QI. coletivo aumenta vinte e cinco pontos. Qi vocé vai ao cinema, niio se sente mais inteligente do que aquilo a que vocé a te? Vocé no sabe 0 que © final bem antes de ele dos Ames eee fo nuova at quo oc for pa oot nde ras ‘Tide o que ui roteirista pode fazer, usando toda a técnica na qual ele se rorn0u petito, é manter-se & frente das percepedes agueadas de um piiblico concentrado. Nenhum filme pode ser feito sem a compreensio das eagies e antecipagées do piblico. Vocé deve moldar seu filme de maneira que ele tanto exptesse sua visio ‘quanto satisfaca 0s desejos do piblico. O piiblico é uma forca tio determinante para ‘a criagio da estéria quanto qualquer outro elemento. Pois sem ele, 0 ato ctiativo no. tem sentido. Jdomua_e mela oloin co ——SraryESODIE OABHalidade, ¢ no duplicagio. Originaldade & a confluéncia de conteido e forma ~ a escolha distinta de temas com uma forma taica de moldar a naragio. Contedido (ambient, Personagens, ideias) e forma (eelecio e artanjo de eventos) requerem, inspiram ¢ influenciam-se mutnamente. Como conteido em uma mio eo dominio a forma na otra, 0 escttoresculpe gues : |. No momento em que voce reescreve a substincia, ia, a narragio se transforma sozinha. Enquanto vocé brinca com a forma da est6ria, seu espirito intelectual e emocional evolui. A estiria no € soment é coma, stots so € somente 0 que voeé tem a dizer, mas como vocéo diz, Se 0 Sotedo € cliché, « natragio set clché, Mas se sua visio for profanda ¢ orginal, ato da estéria serd tinico, Reciprocamente, se a natragio é convencional ¢ 1 personagens ¢ ideias precisario ‘moldamos a narraglo para servir adequi-la 20 formato. Nunca, porém, confunda excentricidade com ot pela diferenga € ti trabalhar por meses, Ss vezes afios, para juntar fatos, memor de um bai de matéria-prima para a est6ria, nenhum escritot ‘visio dentro de uma férmula, ou isia trivializa-la com fragmentagdes de vanguatda. ria, porém as artimanbas do “filme para se divertir ou tém acesso$ artifcios infantis na tela para grtar “olha 0 que eu ‘nunca chama a atengio para simesmo, eum artista por que isso quebra convencoes Filmes de mestres como Horton Foote, Robert Altman, John Cassavetes, pf Preston Sturges, Francois “Truffaut ¢ Ingmar Bergman sio tio idiossineriticos que tama sinopse de trés paginas identifica 0 artista tio precisamente quanto seu DNA. 4,4, Grandes rotcitas Se dstinguem por seu estilo pessoal de conta a extra, wm teatlo que ado & apenas inseparivel de sua visio, mas, de wna maneica profunda, wr fom tito, Saat escolhas formais — 0 mimero de personagens, 0 stmo das ives de conflo, arranjos temporas, te. ~jogam contra ca favor das tanciais de contetido —ambiente, personagem, ideia— até que todos os em em tum rotero ‘nie. deixarmos de lado o contetido de seus filmes por um instante, «cestudarmos apenas a padronizacio pura dos acontecimentos, nés veremos que, Como uma melodia sem a letra, ou uma silhueta sem a matrz, seus formatos de storia sio fortemente carregados de significado, A selesio e arranjo do contador {de estoria para os acontecimentos é sua metéfora mestra para a interconectvidade de todos os elementos da realidade — pessoais, politicos, ambien ais faz algo meramente cosmologia pessoal, sua visio a respeito dos mais profundos padres e motivagdes de como € por que 48 coi sundo ~ a ordem secreta de seu ‘mapa da vida. [Nao importa quem sejam seus her6is - Woody Allen, David Mamet, Quentin ‘Tarantino, Ruth Prawer Jhabvala, tone, William Goldman, Zhang Yimou, ‘Nora Ephron, Spike Lee, Stanley Kubrick — vocé 0s admita porque eles sio tinicos. Cada um destaca-se da multidio porque seleciona um contesido como ninguém ¢ 2

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