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O documento aborda a importância dos protocolos de comunicação em redes de computadores, destacando os modelos OSI e TCP/IP, que organizam a comunicação em camadas. Ele também discute a função das arquiteturas de redes, suas vantagens e a necessidade de interoperabilidade, escalabilidade e segurança. Além disso, menciona protocolos específicos como IP, TCP, UDP, HTTP e FTP, e a relevância das redes industriais e suas características.

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O documento aborda a importância dos protocolos de comunicação em redes de computadores, destacando os modelos OSI e TCP/IP, que organizam a comunicação em camadas. Ele também discute a função das arquiteturas de redes, suas vantagens e a necessidade de interoperabilidade, escalabilidade e segurança. Além disso, menciona protocolos específicos como IP, TCP, UDP, HTTP e FTP, e a relevância das redes industriais e suas características.

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Protocolos Internet

A comunicação eficiente entre dispositivos em redes de computadores é possível


graças à existência de protocolos. Esses conjuntos de regras e procedimentos
desempenham papel fundamental na transmissão de dados, garantindo a entrega
correta e interpretável das informações, seja em uma rede corporativa ou na internet.

Nesse contexto, as arquiteturas de redes desempenham papel indispensável em sua


organização e estruturação. Duas das arquiteturas mais conhecidas são os modelos
OSI e TCP/IP, as quais farão parte do nosso estudo neste material. O modelo Open
Systems Interconnection – OSI, desenvolvido pela International Organization for
Standardization – ISO, divide a comunicação em sete camadas, cada uma com
funções específicas. Já o Transmission Control Protocol/Internet Protocol – TCP/IP,
amplamente utilizado na internet, consiste em quatro camadas principais e baseia-se
em um conjunto de protocolos interligados. Além disso, os protocolos de redes são
responsáveis por estabelecer regras e procedimentos específicos para a comunicação
entre dispositivos em uma rede.

Ademais, protocolos como o IP, TCP, UDP, HTTP e FTP são exemplos de protocolos
de redes amplamente utilizados. Eles desempenham papéis diferentes, como
endereçamento e roteamento de pacotes, controle confiável de transmissão de dados
e transferência de arquivos. Compreender esses conceitos e tecnologias é essencial
para a construção e manutenção de redes eficientes e confiáveis.

Objetivo

Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de:

• Descrever a organização da arquitetura e os conceitos associados ao modelo


de referência OSI e TCP/IP.

Conteúdo Programático

Esta unidade está organizada de acordo com os seguintes temas:

• Tema 1 - Arquiteturas de redes


• Tema 2 - Modelo OSI x modelo TCP/IP
• Tema 3 - Protocolos de redes

Você está em seu trabalho, usando uma rede LAN, e precisa transmitir dados via
sistema de compras para outra filial. Para isso, abre o navegador e digita o endereço
de acesso ao sistema utilizado pela empresa. Nesse momento, você gera dados que,

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na internet, passam por camadas e dependem de protocolos para fazer a informação
chegar ao seu destino. Uma especificidade do modelo de referência Open Systems
Interconnection – OSI é não possuir protocolos implementados, mas dando-se via
TCP/IP. Sendo assim, é possível padronizar a troca de informações, deixando-a mais
segura, a fim de estabelecer a comunicação entre cliente e servidor.

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Tema 1
Arquiteturas de redes

Quais as principais vantagens das arquiteturas


baseadas em camadas?
Existem diversos modelos de arquitetura de redes que propõem estruturas conceituais
para comunicação e interconexão de dispositivos em uma rede de computadores.
Essas arquiteturas desempenham papel crucial na estruturação, organização e
comunicação de dispositivos em redes de computadores. Elas fornecem um conjunto
de conceitos, diretrizes e protocolos que permitem o funcionamento eficiente das
redes. Sendo assim, vamos explorar a função, os objetivos, os conceitos gerais e a
importância das arquiteturas para as redes de computadores.

A função principal é estabelecer um modelo conceitual que defina como os


dispositivos em uma rede devem comunicar-se e interagir entre si. Ela define também
os padrões de comunicação, a estrutura das camadas, os protocolos e as regras que
governam a troca de dados e de informações entre os dispositivos. Essas arquiteturas
fornecem uma base sólida para o desenvolvimento, a implementação e o
gerenciamento de redes de computadores.

Os objetivos são garantir a interoperabilidade, a escalabilidade, a segurança e o


desempenho eficiente das redes.

A interoperabilidade é alcançada por


meio de padrões e protocolos comuns,
permitindo que dispositivos e sistemas
de diferentes fabricantes e tecnologias
comuniquem-se de forma harmoniosa.

A escalabilidade refere-se à capacidade


de expandir e adaptar a rede conforme
necessário, suportando um número
crescente de dispositivos e usuários.

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A segurança é fundamental para
proteger as informações transmitidas na
rede contra ameaças e ataques
maliciosos.

O desempenho eficiente visa garantir


comunicação rápida, confiável e com
baixa latência entre os dispositivos da
rede.

Sobre os conceitos gerais das arquiteturas de redes, eles envolvem a divisão em


camadas, em que cada uma delas possui funções e responsabilidades específicas e
comunica-se com as camadas adjacentes. Essa abordagem permite a modularidade, a
flexibilidade e a simplificação do desenvolvimento, entendimento e implementação de
redes complexas. Além disso, também são conceitos gerais da arquitetura protocolos
de comunicação, formatos de dados, endereçamento, roteamento, controle de fluxo,
detecção e correção de erros, entre outros aspectos que são essenciais para o
funcionamento adequado das redes.

Qual é, então, a importância de toda essa arquitetura existente? Ela está em sua
capacidade de padronizar e organizar a comunicação entre dispositivos heterogêneos
em redes de computadores. Elas permitem também que diferentes dispositivos,
sistemas operacionais e tecnologias conectem-se e interajam, formando uma
infraestrutura de comunicação coesa e confiável.

Importante
Além disso, as arquiteturas fornecem diretrizes e melhores práticas que facilitam o
desenvolvimento, o gerenciamento e a solução de problemas em redes. Por meio de
uma arquitetura sólida, é possível alcançar redes mais seguras, escaláveis, eficientes
e interoperáveis.

Modelos de arquiteturas

Dentre as arquiteturas de redes existentes, dois dos modelos mais conhecidos são
o Open Systems Interconnection – OSI e o Transmission Control Protocol/Internet
Protocol – TCP/IP.

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O Modelo OSI, desenvolvido pela International Organization for Standardization – ISO,
é um teórico que divide a comunicação em redes em sete camadas: física, enlace de
dados, rede, transporte, sessão, apresentação e aplicação. Cada uma comunica-se
com as adjacentes, fornecendo serviços e garantindo a entrega correta dos dados.

Por outro lado, o Modelo TCP/IP é a arquitetura predominante e amplamente utilizada


na internet, em redes locais e residenciais. Ele foi desenvolvido pelo Departamento de
Defesa dos Estados Unidos durante os anos 1970 para atender às necessidades de
interconexão de redes militares. Trata-se de um modelo baseado no de referência OSI
e consiste na implementação de quatro camadas: interface de rede, internet,
transporte e aplicação.

Além desses modelos, também existem outras arquiteturas de redes, como as redes
industriaisredes industriais, desenvolvidas especificamente para atender às
necessidades de comunicação naqueles ambientes. Ela é projetada para suportar a
interconexão confiável e segura de dispositivos e sistemas utilizados na manufatura,
automação e controle de processos industriais. Com isso, sua arquitetura baseada no
modelo OSI implementou somente as camadas 1 e 2, como podemos observar a
seguir.

Nota
A camada de aplicação do usuário não é definida pelo modelo de referência OSI
(Lugli; Santos, 2019).

O modelo Fieldbus usa apenas três camadas; porém, ele é baseado no OSI. As três
camadas são: nível físico, pilha de comunicação e aplicação do usuário.

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Uma das principais características da arquitetura de redes industriais é sua
capacidade de lidar com os desafios específicos encontrados nesses ambientes. Eles
incluem ambientes adversos, altos níveis de ruído e interferência e requisitos de tempo
real para comunicação e controle precisos, buscando fornecer soluções robustas e
confiáveis para superar esses desafios.

Além disso, essa arquitetura desempenha um papel vital na otimização dos processos
industriais, sendo inúmeros os ganhos, como:
• Coleta de dados em tempo real.
• Monitoramento de desempenho.
• Automação de processos.
• Agilidade na tomada de decisões e informações, sendo fundamental na
melhoria da eficiência, produtividade e segurança em operações industriais.
• Contribuição para a transformação digital e o avanço da Indústria 4.0.

Nesse sentido, uma das tecnologias amplamente utilizadas nas redes industriais é o
protocolo Process Field Bus – Profibus, que permite a comunicação entre dispositivos
de campo (como sensores e atuadores) e sistemas de controle em tempo real, por
meio de um eficiente sistema de comunicação, proporcionando alta velocidade e
automação de processos, entre outros. Aquele protocolo é amplamente adotado em
indústrias como a automobilística, manufatura e petroquímica.

Saiba mais sobre as redes. Para isso, leia:

O artigo Redes industriais: fieldbus e deviceNet, que descreve o funcionamento


dessas redes industriais.
Redes fieldbus: foundation fieldbus X profibus PA e veja agora o comparativo
entre eles.

Outra tecnologia comumente usada é o profinet, que é uma extensão do profibus para
redes Ethernet industriais, e possui as seguintes vantagens:
• Oferece velocidades de comunicação mais altas, maior flexibilidade e
capacidade de integração com sistemas de Tecnologia da Informação – TI.
• Suporta a comunicação em tempo real.
• Comporta a transmissão de grandes volumes de dados, tornando-os
adequados para aplicações industriais exigentes.

Leitura
Para aprofundar seu conhecimento, acesse na Minha Biblioteca o livro: LUGLI, A. B.;
SANTOS, M. M. D. Redes industriais para automação industrial – AS-I, PROFIBUS
E PROFINET. São Paulo: Saraiva, 2019. E-book. ISBN: 9788536532042, e leia sobre:
• Redes industriais, especialmente a arquitetura Profibus, no Capítulo 3
(PROFIBUS), páginas 73 e 74.
• A Industria 4.0 e arquitetura Profinet, no Capítulo 4 (Conceitos de
Indústria 4.0 e a rede PROFINET), páginas 130 a 145.

Se desejar, leia também o artigo Protocolos de comunicação PROFIBUS E


PROFINET, que mostra as diferenças entre os dois modelos.

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Além disso, outras arquiteturas de redes industriais incluem EtherNet/IP, Modbus
e Controller Area Network – CAN. Cada uma dessas arquiteturas tem suas próprias
características e aplicabilidades em diferentes setores e ambientes industriais; por
exemplo, nos setores automotivo e aeronáutico.

Como implementar a rede CAN em um sistema automotivo? Leia Estudo e


elaboração de uma rede CAN para aplicação em um sistema automotivo,
especialmente a introdução e a revisão bibliográfica (Capítulos 1 e 2).

Como vimos, as arquiteturas de redes desempenham papel fundamental na


organização, padronização e funcionamento dos mais variados tipos de redes. Elas
definem os modelos conceituais, os protocolos e as regras necessários para a
comunicação eficiente e segura entre os dispositivos. Ao seguir essas arquiteturas, as
empresas e organizações podem construir redes confiáveis, flexíveis e escaláveis,
capazes de atender às necessidades de comunicação, transferência e
compartilhamento de dados específicos de cada cenário.

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Tema 2
Modelo OSI x modelo TCP/IP

Qual a principal diferença entre o modelo OSI e o


TCP/IP?
Com o avanço na adoção e utilização de redes de computadores durante a década de
1970, ficou evidente a necessidade de interconexão entre dispositivos de fabricantes
distintos, o que propiciou a criação de um modelo unificado para facilitar a
comunicação entre diferentes sistemas e tecnologias. A falta de interoperabilidade
dificultava a conectividade e a troca de informações entre computadores de diferentes
fabricantes, já que cada um desenvolvia suas próprias soluções de rede, o que levava
à falta de interoperabilidade entre eles.

Nesse cenário, surgem dois modelos de arquitetura: o Open Systems


Interconnection – RM ISO/OSI e o TCP/IP. Vamos conhecer cada uma deles ao longo
deste tema.

Arquitetura RM ISO/OSI

O RM ISO/OSI é uma arquitetura de redes amplamente reconhecida e adotada na


indústria de telecomunicações e computação, sendo uma de suas características
fundamentais a divisão em camadas.

Como é a divisão em camadas?

Sua arquitetura propõe a especificação de sete camadas, cada qual com funções
específicas e respectivas interações com as adjacentes, proporcionando uma
abordagem modular para a comunicação em rede.

Os objetivos do modelo RM ISO/OSI são garantir a interoperabilidade, a escalabilidade


e a flexibilidade das redes, o que permite a criação de redes complexas e
heterogêneas, em que diferentes tecnologias e sistemas podem ser integrados de
forma eficiente.

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A seguir, conheça as principais características de cada camada.

L1 – Física

Essa camada lida com a representação dos bits no meio de transmissão; ou seja,
como os dados são convertidos em sinais elétricos, ópticos ou ondas de rádio para
serem transmitidos através dos meios físicos de comunicação.

Entre as funções dessa camada estão:


• A codificação e a decodificação de sinais, convertendo os bits de dados em
sinais elétricos, ópticos ou eletromagnéticos adequados para transmissão por
meio do meio físico. Elas também realizam a decodificação desses sinais
recebidos de volta em bits de dados compreensíveis para as camadas
superiores.
• A sincronização de bits, estabelecendo a sincronização dos transmitidos entre
os dispositivos para garantir que emissor e receptor estejam em ritmo
adequado.
• A escolha do meio de transmissão adequado, possibilitando a definição do
meio físico usado para a transmissão de dados, como cabos de cobre, fibra
óptica e ondas de rádio, entre outros.
• O controle de acesso ao meio físico, principalmente em tecnologias de rede
baseadas em acesso múltiplo, como Ethernet, wi-fi e outras redes locais sem
fio. Em uma rede compartilhada, várias máquinas podem tentar transmitir
dados simultaneamente, o que pode causar colisões e interferências. Então, o
uso de protocolos de acesso múltiplo garante que a transmissão ocorra de
forma ordenada e eficiente.

Importante
É importante destacar que o controle de acesso ao meio físico pode ocorrer tanto na
camada 1 como na 2 do modelo OSI, dependendo da tecnologia de rede e do
protocolo utilizado na implementação.

L2 – Enlace de dados

Ela atua como uma ponte entre a camada física (L1) e a de rede (L3), fornecendo
serviços para garantir que os dados sejam transmitidos de forma correta e confiável.
Temos como principal função dessa camada o controle de fluxo, que gerencia a
quantidade de dados transmitidos entre os nós, ajustando a emissão para
corresponder à capacidade de processamento do receptor, evitando sobrecargas e
perdas de dados.

Outra função é a detecção e a correção de erros durante a transmissão utilizando-se


códigos como o Cyclic Redundancy Check – CRC e o controle de acesso ao meio
físico, implementando protocolos de acesso múltiplo, como o Carrier Sense Multiple

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Access with Collision Detection – CSMA/CD, para coordenar a transmissão entre os
dispositivos e evitar colisões.

L3 – Rede

É a responsável pela entrega de pacotes de dados de origem para o destino em uma


rede. Isso ocorre por meio do roteamento e comutação dos dados, garantindo que eles
sejam entregues corretamente e via uma ou mais redes.

Sobre suas funções, uma das principais é o roteamento e, para isso, são utilizados
algoritmos de roteamento que determinam a rota mais adequada para os dados
atravessarem a rede. Isso envolve análise de informações, como endereços IP de
origem e destino, tabelas de roteamento e métricas de rede. O roteamento permite
que os dados sigam o caminho correto para chegar ao destino, mesmo que haja várias
redes interconectadas pelo caminho.

Além do roteamento, a camada de rede também lida com a fragmentação e a


remontagem dos pacotes de dados. Ela é responsável por dividir os dados em
pacotes, adicionando informações de controle e endereçamento a cada um. No
destino, os pacotes são remontados na ordem correta para reconstituir os dados
originais.

L4 – Transporte

A quarta camada do modelo OSI fornece serviços de transporte confiáveis e eficientes,


garantindo que os dados sejam entregues corretamente e em ordem.

Uma das principais funções da camada de transporte envolve a segmentação e o


reagrupamento dos dados. Ela divide os recebidos da camada de aplicação em
segmentos menores, adicionando informações de controle, como números de
sequência e confirmação, a cada segmento. No destino, esses são reagrupados na
ordem correta para reconstituir os dados originais. Essa técnica de segmentação e
reagrupamento ajuda a lidar com a transmissão de dados em redes com capacidades
variadas, evitando congestionamentos e garantindo transmissão eficiente.

Um aspecto fundamental da camada de transporte é a diferenciação entre os diversos


protocolos de transporte, como o Transmission Control Protocol – TCP e o User
Datagram Protocol – UDP.

Diferentes protocolos de transporte

TCP UDP

Oferece serviço de transporte Oferece um serviço de transporte não


orientado à conexão, garantindo a confiável, adequado para aplicações que
entrega confiável dos dados. requerem comunicação mais rápida e
em tempo real.

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L5 – Sessão

Ela gerencia o estabelecimento, a manutenção e o término das sessões de


comunicação entre os sistemas e aplicativos em diferentes dispositivos, permitindo
que eles iniciem a interação. Isso envolve autenticação dos participantes e a
negociação dos parâmetros da sessão, como os tipos de serviços a serem fornecidos
e os recursos a serem compartilhados.

Durante a comunicação, essa camada é responsável por manter a sessão ativa,


gerenciando seu estado, o que inclui monitorar a disponibilidade dos participantes,
lidar com interrupções temporárias na comunicação e permitir a retomada da sessão
em caso de ela ser interrompida.

A camada de sessão define ainda os pontos de sincronização, garantindo que os


aplicativos estejam em estado consistente durante a comunicação, bem como os
formatos e estruturas dos dados transmitidos durante a sessão, além de lidar com a
estruturação da conversa em termos de início, fim e troca de turnos.

L6 – Apresentação

Essa camada é responsável por garantir a interoperabilidade entre os sistemas de


diferentes dispositivos, cuidando das funções de formatação, criptografia, compressão
e tradução dos dados durante a comunicação.

Uma das principais funções da camada de apresentação é a formatação dos dados.


Isso ocorre por meio da conversão dos dados recebidos da camada de aplicação em
um formato adequado para a transmissão, ou seja, ela realiza a codificação e
decodificação dos dados para garantir que eles possam ser interpretados
corretamente pelo receptor.

Essa tradução permite que diferentes sistemas e protocolos de comunicação sejam


compatíveis entre si, podendo converter os dados de um formato específico em outro
aceito pelo receptor, garantindo, assim, a interoperabilidade entre os dispositivos
envolvidos na comunicação. Além disso, é possível realizar a criptografia dos dados
para garantir a segurança e a privacidade durante a transmissão.

L7 - Aplicação

Essa camada, a sétima e última do modelo OSI, é a mais próxima do usuário final e
possui a função de fornecer serviços de rede diretamente aos aplicativos e indivíduos.
Ela abriga uma variedade de protocolos que permite que os aplicativos possam
acessar e utilizar os serviços de rede, estabelecendo as regras e os procedimentos
para a troca de informações entre os aplicativos, independentemente de suas
diferenças de plataforma ou sistema operacional.

Essa camada também é responsável pela tradução dos dados recebidos em uma
forma que possa ser compreendida pelo aplicativo receptor, incluindo a conversão dos

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dados em um formato adequado, como texto, imagem, áudio ou vídeo, para que o
aplicativo possa interpretá-los corretamente, permitindo que os outros sejam
independentes das complexidades da comunicação em rede, facilitando a interação
entre usuários e aplicações.

Arquitetura TCP/IP

Essa, ou Transmission Control Protocol/Internet Protocol, é um conjunto de protocolos


de comunicação que formam a base da internet e de muitas redes de computadores
em todo o mundo. Ela foi desenvolvida na década de 1970 pelo Departamento de
Defesa dos Estados Unidos e tornou-se o padrão dominante para a comunicação de
dados em redes.

A implementação — ou seja, o desenvolvimento de protocolos de comunicação — foi


baseada no modelo de referência OSI e, por conta disso, também é dividida em
camadas. Porém, sua abordagem é mais simplificada, possuindo apenas quatro
camadas que trabalham em conjunto para fornecer comunicação confiável e eficiente
entre os dispositivos de rede. São elas:

• Física.
• Internet.
• Transporte.
• Aplicação.

Veja a seguir um comparativo entre os modelos OSI x TCP/IP:

No modo de funcionamento do TCP/IP, os dados são divididos em pacotes e enviados


através da rede. Cada um contém informações de origem, destino e dados
propriamente ditos. Os pacotes são transmitidos independentemente uns dos outros e
podem seguir caminhos diferentes para chegar ao destino. Isso permite comunicação
mais eficiente e rápida, pois os pacotes podem ser encaminhados por diferentes rotas
e reagrupados no destino.

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Quais são os objetivos e a importância dessa arquitetura?

A importância reside no fato de que ela é a base da internet. Ela define os protocolos e
os padrões que permitem que os dispositivos comuniquem-se entre si em escala
global. Além disso, a arquitetura TCP/IP é altamente flexível e adaptável, o que a torna
adequada para diferentes tipos de redes e aplicações.

Seus objetivos são garantir a conectividade, a interoperabilidade e a confiabilidade das


redes. Ela permite também que dispositivos de diferentes fabricantes e sistemas
operacionais comuniquem-se uns com os outros de forma transparente. Além disso,
ela também implementa mecanismos de controle de erros, como o de
congestionamento, para garantir a transmissão confiável dos dados.

Essa arquitetura é amplamente utilizada em todo o mundo devido à sua modularidade,


flexibilidade, escalabilidade e eficiência. Ela é a base da internet e é adotada em
diversas aplicações, desde o envio de e-mails até a navegação na web e a
transmissão de dados em tempo real. Sua simplicidade e robustez tornam-na uma
escolha popular para redes corporativas, governamentais e residenciais.

Tanto o modelo OSI como o TCP/IP são marcos importantes no


desenvolvimento das redes de computadores.

A arquitetura OSI, com suas sete camadas, proporcionou abordagem conceitual


abrangente para a organização e a funcionalidade das redes. Embora seja pioneira no
estabelecimento de uma estrutura modular e hierárquica, com funções especificas
para cada camada, ela enfrentou desafios na implementação prática devido à falta de
padronização de protocolos.

Por outro lado, a arquitetura TCP/IP emergiu como um padrão amplamente adotado,
especialmente na internet. Esse modelo, embora menos estruturado em termos de
camadas, definiu protocolos específicos para cada etapa do processo de
comunicação. Isso proporcionou uma base sólida para a interoperabilidade e a
expansão da internet, levando ao seu sucesso global.

Saiba mais
Para saber mais sobre o assunto estudado neste tema, acesse o material Modelos de
comunicação em redes: RM-OSI e TCP/IP

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Tema 3
Protocolos de redes

Quais são os dois principais protocolos da camada de


transporte do modelo TCP/IP e a principal diferença
entre eles?
Os protocolos de redes desempenham papel fundamental na comunicação e no
funcionamento das redes de computadores. Eles são conjuntos de regras e
procedimentos estabelecidos para garantir a troca de informações entre dispositivos
conectados em uma rede.

Da mesma forma que cada país possui um idioma nacional que favorece a
comunicação entre as pessoas, um computador A só consegue comunicar-se com um
B se “falarem a mesma “língua”, como chamamos em computação de protocolo.

Os protocolos definem como os dados são formatados, transmitidos, recebidos e


interpretados pelos dispositivos envolvidos, viabilizando justamente a comunicação
entre as camadas que estudamos no tema anterior. O protocolo seria “como” as trocas
acontecem; ou seja, a “linguagem” ou a formatação de dados que permitem
estabelecer essa troca.

Para que essa comunicação ocorra, é preciso que se utilize o mesmo


protocolo, ou seja, deve existir uma padronização. Os protocolos
padronizados são desenvolvidos e estabelecidos por organizações e
instituições para promover a interoperabilidade e a compatibilidade entre
diferentes dispositivos e sistemas, permitindo que dispositivos de
fabricantes distintos possam comunicar-se efetivamente,
independentemente de suas diferenças de hardware e software.

Uma organização que padroniza os protocolos é a International Organization for


Standardization – ISO (ou Organização internacional para padronização). É por isso
que chamamos o modelo de ISO/OSI, pois o ISO significa a instituição que fez sua
padronização.

Por que padronizar?

As vantagens são inúmeras, como permitir que um computador ligado aqui no Brasil
possa comunicar-se com outro na China ou que a produção de um material na
Alemanha funcione em sua universidade. A padronização garante isso e vem junto
com a globalização atual, em que produtos são fabricados em massa para obter,
assim, menor custo de produção.

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Pode ocorrer alguma variação?

Ainda que exista um padrão, o modo de funcionamento dos protocolos de redes pode
variar, mas geralmente envolve troca de informações entre um dispositivo emissor e
outro receptor. Nesse caso, os dados são divididos em pacotes e enviados através da
rede, seguindo as regras estabelecidas pelo protocolo. O dispositivo receptor
interpreta os pacotes recebidos e reagrupa os dados originais.
Importante
A importância dos protocolos de redes reside em sua capacidade de garantir a
comunicação eficiente e confiável entre dispositivos em uma rede. Eles estabelecem
as diretrizes para a troca de informações, permitindo que os dispositivos se entendam
mutuamente e coordenem suas atividades. Sem protocolos adequados, a
comunicação entre os dispositivos seria caótica e inconsistente.

Tipos de protocolos e objetivos


De acordo com o modelo de arquitetura adotado (OSI e TCP/IP), podemos ter
diferentes protocolos relacionados às camadas. Por exemplo, os TCP e UDP são
adotados na camada transporte do modelo TCP/IP ou UDP/IP, o que impacta os
objetivos a serem alcançados por cada um deles. Veja:

Objetivo principal

Transmission Control Protocol – TCP User Datagram Protocol – UDP

Entrega confiável dos dados. Eficiência da transmissão.

Outros protocolos podem ter como foco o roteamento eficiente ou a descoberta de


dispositivos na rede.

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Diante das possibilidades existentes, você pode estar pensando: “Quando escolher o
TCP/IP ou o UDP/IP. Qual a diferença entre eles?”

Observe que o TCP/IP garante que o pacote de dados enviado do


computador A seja recebido por outro B e, caso não seja recebido com
sucesso, ele possui mecanismos que fazem com que um novo pacote seja
enviado. Já o UDP/IP não possui esse mecanismo; ou seja, o computador
A envia novamente o mesmo pacote de dados para o B e, se por alguma
falha de rede ele não chegou a B, não há um mecanismo que assegure
seu reenvio .

Diferentemente do TCP/IP, o UDP/IP continua enviando dados, já que a entrega deles


nesse protocolo não é garantida.
Pode não parecer, mas há inúmeras aplicações para o UDP/IP, pois ele é mais rápido
(i. e., eficiente) frente ao TCP/IP, pois esse mecanismo para ver se o pacote de dados
chegou corretamente gasta tempo e banda de dados.
Entretanto, na maioria dos casos, o TCP/IP é o mais requisitado; porém, em uma
aplicação, como a conversa por VoIP (voz sobre IP), a perda de um pacote não chega
a impedir que a comunicação ocorra.
Saiba mais
Para saber mais sobre o assunto, leia: Voice Over Internet Protocol - Voip
A seguir, conheceremos algumas características dos protocolos TCP, UDP e de
roteamento.

TCP

É um protocolo orientado à conexão, que estabelece a comunicação entre o


dispositivo emissor e o receptor antes da transmissão dos dados.
Como ele garante a entrega confiável dos dados, verificando se os pacotes são
recebidos corretamente e retransmitindo-os, se necessário, seu uso é voltado para

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aplicações que requerem comunicação segura e confiável, como transferência de
arquivos, acesso a páginas da web e envio de e-mails.
Exemplo
Um bom exemplo de uso do TCP/IP é o envio de uma mensagem por e-mail, pois
nesse momento é nosso desejo que a mensagem chegue ao receptor

UDP

Por outro lado, esse é um protocolo sem conexão, o que significa que não há
estabelecimento prévio de uma conexão antes da transmissão dos dados.
Como ele oferece comunicação mais simples e direta, sem os mecanismos de
verificação de erros e retransmissão presentes no TCP, esse protocolo é utilizado em
situações em que a entrega rápida dos dados é mais importante do que a
confiabilidade.
Exemplo
Aplicativos que utilizam o UDP incluem: streaming de mídia, jogos on-line e
transmissões em tempo real.

Quais as principais diferenças entre TCP e UDP?

Uma das principais diferenças está na confiabilidade da entrega dos dados.


Enquanto o TCP garante a entrega confiável e em ordem dos pacotes, o UDP não
possui esses mecanismos de garantia, o que pode resultar em perda ou desordem dos
pacotes durante a transmissão. O UDP também é um protocolo mais leve (em
comparação ao TCP) e com menos sobrecarga, o que o torna mais adequado para
aplicações que requerem comunicação rápida.

Roteamento

Além dos protocolos TCP e UDP, também existem os de roteamento, que são
responsáveis por determinar a melhor rota para o encaminhamento de dados em uma
rede de computadores. Esses são protocolos da camada 3 do modelo OSI. Observe
na figura a seguir, em que temos três redes interconectadas por meio de dois
roteadores distintos, que se encarregarão de definir o caminho que o pacote seguirá
sempre que houver a necessidade de comunicação entre essas redes.
Veja a ilustração de uma arquitetura que necessita de roteamento dinâmico.

Fonte: Adaptado de Comer (2016, p.391).

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Imagine que a rede 1 da imagem é de uma da universidade, enquanto a 2
é a do seu trabalho/casa. Observe que elas são redes locais (LAN)
distintas e ambas ficam conectadas a um roteador que faz conexão com a
nuvem (que é a internet), procurando a melhor rota para que ambas as
redes comuniquem-se.

Existem diferentes protocolos de roteamento, como o Open Shortest Path First –


OSPF, o Routing Information Protocol – RIP e o Border Gateway Protocol – BGP.
Cada um possui suas próprias características de acordo com os diferentes tipos de
redes e cenários. Esses protocolos utilizam algoritmos para trocar informações de
roteamento entre os dispositivos da rede, permitindo que construam tabelas de
roteamento com informações sobre os caminhos disponíveis e que são usadas para
tomar decisões sobre o encaminhamento dos pacotes de dados.
Importante
Os protocolos de roteamento são amplamente utilizados em redes complexas, como a
internet, em que é necessário encaminhar dados entre diferentes redes e locais
geográficos. Eles são responsáveis por otimizar o tráfego de rede, encontrar os
caminhos mais curtos ou mais eficientes e garantir conectividade entre os dispositivos.

Diferenças entre os protocolos de roteamento


As diferenças entre eles estão relacionadas às suas características, algoritmos e
capacidades. Alguns deles — como o OSPF, projetado para redes internas — são
capazes de adaptar-se a alterações na topologia da rede. Outros, como o BGP, são
utilizados para interconectar diferentes sistemas autônomos na internet.
Leitura
Para aprofundar-se sobre os protocolos de comunicação estudados, acesse:

• OSPF vs. BGP: 10 principais diferenças dos protocolos de roteamento


• Protocolos de roteamento RIP e OSPF
• Entender a redistribuição de rotas OSPF no BGP
Além disso, recomendamos que você acesse a Minha Biblioteca e leia o Capítulo 26
(Roteamento na Internet e protocolos de roteamento), páginas 389 a 400, do livro:
COMER, D. E. Redes de computadores e internet. Porto Alegre: Grupo A, 2016. E-
book. ISBN: 9788582603734.

Vídeo

Para saber mais, assista ao vídeo publicado na unidade da disciplina no


Ambiente Virtual de Aprendizagem.

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Encerramento

Quais as principais vantagens das arquiteturas


baseadas em camadas?
As principais vantagens são:

• Modularidade: cada camada possui funções e responsabilidades específicas,


facilitando a modularidade do sistema.
• Abstração: cada camada opera de forma independente, conhecendo apenas as
interfaces e os serviços oferecidos pelas adjacentes.
• Interoperabilidade: comunicação entre sistemas heterogêneos.
• Flexibilidade e escalabilidade: adição ou remoção de camadas conforme
necessário, oferecendo flexibilidade e adaptabilidade para atender a requisitos
específicos.

Qual a principal diferença entre o modelo OSI e o


TCP/IP?
O Modelo OSI é um de referência não implementado. Portanto, ele não possui
protocolos implementados em suas camadas. Já o modelo TCP/IP é uma
implementação de arquitetura baseada no primeiro.

Quais são os dois principais protocolos da camada de


transporte do modelo TCP/IP e a principal diferença
entre eles?
Os dois principais protocolos da camada de transporte são os protocolos TCP e UDP.
A principal diferença entre eles é que o primeiro é orientado à conexão e possui
garantia de entrega dos pacotes, já o outro não é orientado para isso e por isso não
possui garantia de entrega, apenas o melhor esforço.

Resumo da Unidade

Nesta unidade o objetivo foi estudar os protocolos de internet. Para isso, fizemos
um apanhado, passando inicialmente pela arquitetura de redes, em que o modelo
ISO/OSI e TCP/IP foram apresentados. Também comentamos sobre redes
industriais, em especial o Fieldbus e Profibus, que têm largo emprego na indústria e

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nos diversos segmentos. Além disso, comentamos cada camada do modelo
ISO/OSI e a importância da padronização, assegurada por instituições
internacionais, como a ISO. Encerramos esta unidade conhecendo os protocolos de
rede, na qual foi abordada a diferença entre o TCP/IP e UDP/IP, de modo
conceitual, mas com exemplos práticos. Finalizamos, então, com o protocolo de
roteamento OSPF e BGP.

Referências da Unidade

• COMER, D. E. Redes de computadores e internet. Porto Alegre: Grupo A,


2016. E-book. ISBN: 9788582603734. Minha Biblioteca.
• KUROSE, J. F.; ROSS, K. W. Redes de computadores e a internet: uma
abordagem top-down. 5. ed. São Paulo: Pearson, 2010. ISBN:
9788588639973. Biblioteca Virtual Pearson.
• LUGLI, A. B.; SANTOS, M. M. D. Redes industriais para automação
industrial - AS-I, PROFIBUS E PROFINET. São Paulo: Saraiva, 2019. E-book.
ISBN: 9788536532042. Minha Biblioteca.
• TANENBAUM, A. S.; WETHERAL, D. Redes de computadores. 5. ed. São
Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011. E-book. ISBN: 9788576059240. Biblioteca
Virtual Pearson.

Para aprofundar e aprimorar os seus conhecimentos sobre os assuntos


abordados nessa unidade, não deixe de consultar as referências
bibliográficas básicas e complementares disponíveis no plano de ensino
publicado na página inicial da disciplina.

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