u3 (4)
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Ademais, protocolos como o IP, TCP, UDP, HTTP e FTP são exemplos de protocolos
de redes amplamente utilizados. Eles desempenham papéis diferentes, como
endereçamento e roteamento de pacotes, controle confiável de transmissão de dados
e transferência de arquivos. Compreender esses conceitos e tecnologias é essencial
para a construção e manutenção de redes eficientes e confiáveis.
Objetivo
Conteúdo Programático
Você está em seu trabalho, usando uma rede LAN, e precisa transmitir dados via
sistema de compras para outra filial. Para isso, abre o navegador e digita o endereço
de acesso ao sistema utilizado pela empresa. Nesse momento, você gera dados que,
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na internet, passam por camadas e dependem de protocolos para fazer a informação
chegar ao seu destino. Uma especificidade do modelo de referência Open Systems
Interconnection – OSI é não possuir protocolos implementados, mas dando-se via
TCP/IP. Sendo assim, é possível padronizar a troca de informações, deixando-a mais
segura, a fim de estabelecer a comunicação entre cliente e servidor.
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Tema 1
Arquiteturas de redes
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A segurança é fundamental para
proteger as informações transmitidas na
rede contra ameaças e ataques
maliciosos.
Qual é, então, a importância de toda essa arquitetura existente? Ela está em sua
capacidade de padronizar e organizar a comunicação entre dispositivos heterogêneos
em redes de computadores. Elas permitem também que diferentes dispositivos,
sistemas operacionais e tecnologias conectem-se e interajam, formando uma
infraestrutura de comunicação coesa e confiável.
Importante
Além disso, as arquiteturas fornecem diretrizes e melhores práticas que facilitam o
desenvolvimento, o gerenciamento e a solução de problemas em redes. Por meio de
uma arquitetura sólida, é possível alcançar redes mais seguras, escaláveis, eficientes
e interoperáveis.
Modelos de arquiteturas
Dentre as arquiteturas de redes existentes, dois dos modelos mais conhecidos são
o Open Systems Interconnection – OSI e o Transmission Control Protocol/Internet
Protocol – TCP/IP.
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O Modelo OSI, desenvolvido pela International Organization for Standardization – ISO,
é um teórico que divide a comunicação em redes em sete camadas: física, enlace de
dados, rede, transporte, sessão, apresentação e aplicação. Cada uma comunica-se
com as adjacentes, fornecendo serviços e garantindo a entrega correta dos dados.
Além desses modelos, também existem outras arquiteturas de redes, como as redes
industriaisredes industriais, desenvolvidas especificamente para atender às
necessidades de comunicação naqueles ambientes. Ela é projetada para suportar a
interconexão confiável e segura de dispositivos e sistemas utilizados na manufatura,
automação e controle de processos industriais. Com isso, sua arquitetura baseada no
modelo OSI implementou somente as camadas 1 e 2, como podemos observar a
seguir.
Nota
A camada de aplicação do usuário não é definida pelo modelo de referência OSI
(Lugli; Santos, 2019).
O modelo Fieldbus usa apenas três camadas; porém, ele é baseado no OSI. As três
camadas são: nível físico, pilha de comunicação e aplicação do usuário.
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Uma das principais características da arquitetura de redes industriais é sua
capacidade de lidar com os desafios específicos encontrados nesses ambientes. Eles
incluem ambientes adversos, altos níveis de ruído e interferência e requisitos de tempo
real para comunicação e controle precisos, buscando fornecer soluções robustas e
confiáveis para superar esses desafios.
Além disso, essa arquitetura desempenha um papel vital na otimização dos processos
industriais, sendo inúmeros os ganhos, como:
• Coleta de dados em tempo real.
• Monitoramento de desempenho.
• Automação de processos.
• Agilidade na tomada de decisões e informações, sendo fundamental na
melhoria da eficiência, produtividade e segurança em operações industriais.
• Contribuição para a transformação digital e o avanço da Indústria 4.0.
Nesse sentido, uma das tecnologias amplamente utilizadas nas redes industriais é o
protocolo Process Field Bus – Profibus, que permite a comunicação entre dispositivos
de campo (como sensores e atuadores) e sistemas de controle em tempo real, por
meio de um eficiente sistema de comunicação, proporcionando alta velocidade e
automação de processos, entre outros. Aquele protocolo é amplamente adotado em
indústrias como a automobilística, manufatura e petroquímica.
Outra tecnologia comumente usada é o profinet, que é uma extensão do profibus para
redes Ethernet industriais, e possui as seguintes vantagens:
• Oferece velocidades de comunicação mais altas, maior flexibilidade e
capacidade de integração com sistemas de Tecnologia da Informação – TI.
• Suporta a comunicação em tempo real.
• Comporta a transmissão de grandes volumes de dados, tornando-os
adequados para aplicações industriais exigentes.
Leitura
Para aprofundar seu conhecimento, acesse na Minha Biblioteca o livro: LUGLI, A. B.;
SANTOS, M. M. D. Redes industriais para automação industrial – AS-I, PROFIBUS
E PROFINET. São Paulo: Saraiva, 2019. E-book. ISBN: 9788536532042, e leia sobre:
• Redes industriais, especialmente a arquitetura Profibus, no Capítulo 3
(PROFIBUS), páginas 73 e 74.
• A Industria 4.0 e arquitetura Profinet, no Capítulo 4 (Conceitos de
Indústria 4.0 e a rede PROFINET), páginas 130 a 145.
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Além disso, outras arquiteturas de redes industriais incluem EtherNet/IP, Modbus
e Controller Area Network – CAN. Cada uma dessas arquiteturas tem suas próprias
características e aplicabilidades em diferentes setores e ambientes industriais; por
exemplo, nos setores automotivo e aeronáutico.
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Tema 2
Modelo OSI x modelo TCP/IP
Arquitetura RM ISO/OSI
Sua arquitetura propõe a especificação de sete camadas, cada qual com funções
específicas e respectivas interações com as adjacentes, proporcionando uma
abordagem modular para a comunicação em rede.
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A seguir, conheça as principais características de cada camada.
L1 – Física
Essa camada lida com a representação dos bits no meio de transmissão; ou seja,
como os dados são convertidos em sinais elétricos, ópticos ou ondas de rádio para
serem transmitidos através dos meios físicos de comunicação.
Importante
É importante destacar que o controle de acesso ao meio físico pode ocorrer tanto na
camada 1 como na 2 do modelo OSI, dependendo da tecnologia de rede e do
protocolo utilizado na implementação.
L2 – Enlace de dados
Ela atua como uma ponte entre a camada física (L1) e a de rede (L3), fornecendo
serviços para garantir que os dados sejam transmitidos de forma correta e confiável.
Temos como principal função dessa camada o controle de fluxo, que gerencia a
quantidade de dados transmitidos entre os nós, ajustando a emissão para
corresponder à capacidade de processamento do receptor, evitando sobrecargas e
perdas de dados.
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Access with Collision Detection – CSMA/CD, para coordenar a transmissão entre os
dispositivos e evitar colisões.
L3 – Rede
Sobre suas funções, uma das principais é o roteamento e, para isso, são utilizados
algoritmos de roteamento que determinam a rota mais adequada para os dados
atravessarem a rede. Isso envolve análise de informações, como endereços IP de
origem e destino, tabelas de roteamento e métricas de rede. O roteamento permite
que os dados sigam o caminho correto para chegar ao destino, mesmo que haja várias
redes interconectadas pelo caminho.
L4 – Transporte
TCP UDP
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L5 – Sessão
L6 – Apresentação
L7 - Aplicação
Essa camada, a sétima e última do modelo OSI, é a mais próxima do usuário final e
possui a função de fornecer serviços de rede diretamente aos aplicativos e indivíduos.
Ela abriga uma variedade de protocolos que permite que os aplicativos possam
acessar e utilizar os serviços de rede, estabelecendo as regras e os procedimentos
para a troca de informações entre os aplicativos, independentemente de suas
diferenças de plataforma ou sistema operacional.
Essa camada também é responsável pela tradução dos dados recebidos em uma
forma que possa ser compreendida pelo aplicativo receptor, incluindo a conversão dos
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dados em um formato adequado, como texto, imagem, áudio ou vídeo, para que o
aplicativo possa interpretá-los corretamente, permitindo que os outros sejam
independentes das complexidades da comunicação em rede, facilitando a interação
entre usuários e aplicações.
Arquitetura TCP/IP
• Física.
• Internet.
• Transporte.
• Aplicação.
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Quais são os objetivos e a importância dessa arquitetura?
A importância reside no fato de que ela é a base da internet. Ela define os protocolos e
os padrões que permitem que os dispositivos comuniquem-se entre si em escala
global. Além disso, a arquitetura TCP/IP é altamente flexível e adaptável, o que a torna
adequada para diferentes tipos de redes e aplicações.
Por outro lado, a arquitetura TCP/IP emergiu como um padrão amplamente adotado,
especialmente na internet. Esse modelo, embora menos estruturado em termos de
camadas, definiu protocolos específicos para cada etapa do processo de
comunicação. Isso proporcionou uma base sólida para a interoperabilidade e a
expansão da internet, levando ao seu sucesso global.
Saiba mais
Para saber mais sobre o assunto estudado neste tema, acesse o material Modelos de
comunicação em redes: RM-OSI e TCP/IP
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Tema 3
Protocolos de redes
Da mesma forma que cada país possui um idioma nacional que favorece a
comunicação entre as pessoas, um computador A só consegue comunicar-se com um
B se “falarem a mesma “língua”, como chamamos em computação de protocolo.
As vantagens são inúmeras, como permitir que um computador ligado aqui no Brasil
possa comunicar-se com outro na China ou que a produção de um material na
Alemanha funcione em sua universidade. A padronização garante isso e vem junto
com a globalização atual, em que produtos são fabricados em massa para obter,
assim, menor custo de produção.
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Pode ocorrer alguma variação?
Ainda que exista um padrão, o modo de funcionamento dos protocolos de redes pode
variar, mas geralmente envolve troca de informações entre um dispositivo emissor e
outro receptor. Nesse caso, os dados são divididos em pacotes e enviados através da
rede, seguindo as regras estabelecidas pelo protocolo. O dispositivo receptor
interpreta os pacotes recebidos e reagrupa os dados originais.
Importante
A importância dos protocolos de redes reside em sua capacidade de garantir a
comunicação eficiente e confiável entre dispositivos em uma rede. Eles estabelecem
as diretrizes para a troca de informações, permitindo que os dispositivos se entendam
mutuamente e coordenem suas atividades. Sem protocolos adequados, a
comunicação entre os dispositivos seria caótica e inconsistente.
Objetivo principal
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Diante das possibilidades existentes, você pode estar pensando: “Quando escolher o
TCP/IP ou o UDP/IP. Qual a diferença entre eles?”
TCP
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aplicações que requerem comunicação segura e confiável, como transferência de
arquivos, acesso a páginas da web e envio de e-mails.
Exemplo
Um bom exemplo de uso do TCP/IP é o envio de uma mensagem por e-mail, pois
nesse momento é nosso desejo que a mensagem chegue ao receptor
UDP
Por outro lado, esse é um protocolo sem conexão, o que significa que não há
estabelecimento prévio de uma conexão antes da transmissão dos dados.
Como ele oferece comunicação mais simples e direta, sem os mecanismos de
verificação de erros e retransmissão presentes no TCP, esse protocolo é utilizado em
situações em que a entrega rápida dos dados é mais importante do que a
confiabilidade.
Exemplo
Aplicativos que utilizam o UDP incluem: streaming de mídia, jogos on-line e
transmissões em tempo real.
Roteamento
Além dos protocolos TCP e UDP, também existem os de roteamento, que são
responsáveis por determinar a melhor rota para o encaminhamento de dados em uma
rede de computadores. Esses são protocolos da camada 3 do modelo OSI. Observe
na figura a seguir, em que temos três redes interconectadas por meio de dois
roteadores distintos, que se encarregarão de definir o caminho que o pacote seguirá
sempre que houver a necessidade de comunicação entre essas redes.
Veja a ilustração de uma arquitetura que necessita de roteamento dinâmico.
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Imagine que a rede 1 da imagem é de uma da universidade, enquanto a 2
é a do seu trabalho/casa. Observe que elas são redes locais (LAN)
distintas e ambas ficam conectadas a um roteador que faz conexão com a
nuvem (que é a internet), procurando a melhor rota para que ambas as
redes comuniquem-se.
Vídeo
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Encerramento
Resumo da Unidade
Nesta unidade o objetivo foi estudar os protocolos de internet. Para isso, fizemos
um apanhado, passando inicialmente pela arquitetura de redes, em que o modelo
ISO/OSI e TCP/IP foram apresentados. Também comentamos sobre redes
industriais, em especial o Fieldbus e Profibus, que têm largo emprego na indústria e
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nos diversos segmentos. Além disso, comentamos cada camada do modelo
ISO/OSI e a importância da padronização, assegurada por instituições
internacionais, como a ISO. Encerramos esta unidade conhecendo os protocolos de
rede, na qual foi abordada a diferença entre o TCP/IP e UDP/IP, de modo
conceitual, mas com exemplos práticos. Finalizamos, então, com o protocolo de
roteamento OSPF e BGP.
Referências da Unidade
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