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e Book Terras Raras

O e-book aborda a importância estratégica das terras raras no Brasil, destacando seu potencial geológico e a posição do país no cenário global. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) desempenha um papel crucial no desenvolvimento da cadeia produtiva e na inovação tecnológica relacionada a esses elementos. O documento também discute os desafios e oportunidades associados à exploração sustentável das terras raras, enfatizando a necessidade de agregar valor e desenvolver capacidades nacionais.

Enviado por

Diogo Geronimo
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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O e-book aborda a importância estratégica das terras raras no Brasil, destacando seu potencial geológico e a posição do país no cenário global. O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) desempenha um papel crucial no desenvolvimento da cadeia produtiva e na inovação tecnológica relacionada a esses elementos. O documento também discute os desafios e oportunidades associados à exploração sustentável das terras raras, enfatizando a necessidade de agregar valor e desenvolver capacidades nacionais.

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TERRAS RARAS

Sumário
Terrras Raras no Brasil 03

O que são Terras Raras? 04

O Brasil no cenário global 05

O Papel do IPT na Liderança Científica 06

A Cadeia Produtiva das Terras Raras 08

Iniciativas do IPT e Casos de Sucesso 09

Desafios e Oportunidades 10

Geopolítica e Sustentabilidade 11

O IPT na vanguarda do Desenvolvimento da cadeia produtiva 12


dos ímãs de terras raras

Biografias 18

Fontes e Referências 24
01
Terras Raras no Brasil

Este e-book tem como objetivo tornar


acessível a discussão sobre terras raras,
explicando sua importância estratégica
para o futuro da indústria, da tecnologia e Aqui vamos
da sustentabilidade. Liderado pelo mostrar o que são,
Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT),
com a direção de Sandra Lúcia de Moraes
o potencial, os
e a expertise do pesquisador André Nunis, desafios e a
este material visa informar, engajar e
inspirar o público geral sobre um dos
inovação das
ativos mais valiosos do Brasil. Com base Terras Raras no
em fontes confiáveis, dados de mercado e Brasil.
evidências científicas, o conteúdo oferece
um panorama completo da situação atual
e das oportunidades futuras.

3
02
O que são Terras Raras?

Terras raras são um grupo de 17 elementos


Ímãs permanentes
químicos da tabela periódica, conhecidos
Elementos como Neodímio (Nd), Praseodímio
como os lantanídeos, além do escândio e do (Pr) e Disprósio (Dy) e Térbio (Tb) são
1
fundamentais para a fabricação de ímãs
ítrio. Apesar do nome, não são elementos
permanentes, também conhecidos como
escassos e podem ser encontrados em superímãs, utilizados em turbinas eólicas,

diferentes partes do globo. Sua extração é veículos elétricos e discos rígidos.

desafiadora e requer conhecimento técnico e


controle ambiental rigoroso.
Catalisadores
Cério (Ce) e Lantânio (La) são amplamente
empregados em catalisadores automotivos,
2
Esses elementos possuem propriedades refinamento de petróleo e controle de emissões
industriais.
eletrônicas e magnéticas únicas, o que os
torna essenciais para tecnologias avançadas.
Suas características especiais permitem
aplicações em diversos setores estratégicos,
Iluminação
desde a indústria de alta tecnologia até a
Európio (Eu), Térbio (Tb) e Ítrio (Y) são essenciais
transição energética global. para lâmpadas fluorescentes, LEDs e displays
3
coloridos de alta definição.

A importância desses elementos tem


crescido exponencialmente nas últimas
décadas, acompanhando o desenvolvimento
Baterias
de tecnologias mais eficientes e sustentáveis.
Lantânio (La) é um elemento que pode ser
O domínio do conhecimento sobre terras utilizado nos eletrodos de baterias recarregáveis.
4
raras representa, portanto, não apenas uma
vantagem científica, mas também econômica
e geopolítica.

4
03
Com aproximadamente 21 milhões de

O Brasil no toneladas em reservas, o Brasil ocupa uma


posição estratégica no cenário mundial de

Cenário Global terras raras. Essa expressiva quantidade de


recursos coloca o país atrás apenas da China
em termos de potencial geológico,
representando uma oportunidade única para
desenvolvimento econômico e tecnológico.

21MTONELADAS

RANKING MUNDIAL
20%
ÁREAS MAPEADAS
Estimativa de reservas Posição do Brasil em termos de Percentual de áreas com
brasileiras de terras raras, reservas totais, ficando atrás potencial de ocorrência que já
colocando o país em posição apenas da China. foram mapeadas com técnicas
privilegiada no cenário global. geofísicas modernas.

Principais Depósitos Brasileiros

Carbonatitos Argilas Iônicas Fosfatos


Localizados principalmente em Encontradas em regiões como Os depósitos como o de Morro do
Araxá (MG) e Catalão (GO), esses Minaçu (GO) e Poços de Caldas Ferro estão associados a minerais
depósitos são ricos em elementos (MG), apresentam concentração de urânio e tório, o que adiciona
de terras raras leves como significativa de terras raras complexidade à sua exploração,
Lantânio (La), Cério (Ce) e pesadas, incluindo Disprósio (Dy) mas oferece potencial para
Neodímio (Nd). Possuem grande e Térbio (Tb), elementos de alto aproveitamento integrado de
potencial para exploração valor estratégico e econômico. recursos.
comercial em larga escala.

Apesar desse enorme potencial, o Brasil ainda enfrenta o desafio de desenvolver


uma cadeia produtiva completa. Atualmente, o país está iniciando a exportação
de concentrados e investindo em novas tecnologias de beneficiamento
mineral, sem capturar ainda o valor industrial agregado que poderia ser gerado
pela transformação desses recursos em produtos de alta tecnologia.

5
04
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)

O Papel do IPT desempenha papel fundamental na estruturação


da cadeia tecnológica nacional de terras raras.

na Liderança Com uma tradição de excelência e inovação, o


instituto se posiciona como protagonista no

Científica
desenvolvimento de soluções que potencializam
o aproveitamento desses recursos estratégicos
para o Brasil.

Além de possuir infraestrutura laboratorial de ponta, o IPT se destaca pela capacidade de articulação
entre diferentes setores, promovendo parcerias entre indústria, academia e governo. Essa atuação
integrada permite a construção de um ecossistema de inovação robusto e dinâmico, capaz de
transformar conhecimento científico em aplicações práticas e comercialmente viáveis.

Pesquisa Avançada Plantas-Piloto Testes de Desempenho


Desenvolvimento de metodologias Implementação de instalações Desenvolvimento de novas
inovadoras para caracterização e laboratoriais para redução dos metodologias de caracterização
processamento de terras raras, com óxidos, desenvolvimento de ligas química dos elementos de terras
foco em sustentabilidade e metálicas de NdFeB e proteção raras, elementos de liga e
eficiência. contra corrosão, com apoio da impurezas e resistência à corrosão.
CBMM, WEG, Embrapii, Finep,
Fapesp, CNPq e do BNDES.

Transferência Tecnológica Liderança Estratégica Excelência Técnica


Estabelecimento de parcerias com O IPT fomenta um ecossistema de Em nossos laboratórios,
o setor produtivo para transferência inovação baseado em domínio desenvolvemos rotas metalúrgicas de
de conhecimento e tecnológico. Sua visão integra alto rendimento e reduzido impacto
desenvolvimento conjunto de desenvolvimento científico, ambiental. . Nossas soluções abrangem
tecnologias proprietárias. sustentabilidade e competitividade o desenvolvimento de processos de
industrial, criando as bases para que beneficiamento mineral, metalurgia
o Brasil avance na cadeia de valor das extrativa, desenvolvimento de ligas
terras raras. metálicas e de revestimentos
protetivos contra corrosão —
contribuindo de forma decisiva para a
viabilidade técnica e econômica da
produção nacional.
6
7
05
A Cadeia Produtiva das Terras Raras
A complexidade da cadeia produtiva das terras raras representa um dos maiores desafios para o avanço global neste setor
estratégico. Cada etapa exige tecnologias específicas, conhecimento especializado e investimentos significativos, o que explica
a concentração da produção em poucos países atualmente.

Prospecção e Extração e Separação Química


Caracterização Geológica Beneficiamento
Esta etapa inicial demanda Em depósitos de argilas iônicas, Considerada desafiadora, exige
tecnologias avançadas como por exemplo, o processo ocorre múltiplas etapas de extração por
aerogeofísica, sensoriamento via lixiviação. Esta fase requer solventes ou troca iônica para
remoto e geoquímica. O controle rigoroso para minimizar isolar elementos com
mapeamento preciso dos impactos ambientais e maximizar propriedades químicas
depósitos determina a viabilidade a recuperação dos elementos. extremamente similares.
econômica e técnica de todo o
projeto.

Metalurgia Produção de Ligas e Pós Produção dos Ímãs


metálicos
Transformação de óxidos em Etapas que exigem controle de Etapa que compreende a
metais por eletrorredução ou composição química e de orientação dos grãos, prensagem,
redução calciotérmica. Processos formação microestrutural tratamento térmico, usinagem e
que demandam alto consumo rigirosos. Características que revestimento protetivo contra
energético e controle preciso de colaboram para as propriedades corrosão. Após essas etapas o
parâmetros operacionais. magnéticas dos ímãs. material pode ser magnetizado e
está pronto para aplicações
tecnológicas.

Investimentos em Pesquisa Mineral no Brasil (2023)


Em 2023, os investimentos na fase de autorização de pesquisa mineral totalizaram R$ 31,2 milhões, representando um aumento
de 67,4% em relação a 2022. Esses recursos foram aplicados principalmente na Bahia (72,5%), Minas Gerais (12,7%), Goiás (8,3%)
e Amazonas (5,7%), distribuídos em 370 processos minerários. A alocação dos investimentos concentrou-se em infraestrutura
(50,0%), prospecção geofísica (16,3%), sondagens (11,8%), geologia (6,2%) e análises químicas (3,2%).

Destaca-se o avanço de projetos de terras raras, com, até 31/12/2023:


7 processos na fase de direito de requerer lavra;
1 processo em requerimento de lavra;
28 processos na fase de concessão de lavra.

Entre os projetos brownfield, sobressai o início das operações do depósito de argilas iônicas de ETRs em Pela Ema (Minaçu – GO),
pela Serra Verde Pesquisa e Mineração Ltda. Principais projetos de pesquisa em terras raras incluem iniciativas de empresas
como Meteoric Resources, Rainbow Rare Earths/Mosaic, Bemisa, Viridis Mining, Brazilian Rare Earths, Equinox Resources, Appia
Rare Earth & Uranium, Aclara Resources, Alvo Minerals, Mineração Taboca, Canada Rare Earth Corp, Resouro Strategic Metals,
Foxfire Metals, Uranio Energy Fuels e Mineradora Tabuleiro/Umyne, distribuídos em diversos estados brasileiros.
8
Fonte: Agência Nacional de Mineração – Sumário Mineral 2024 (ano-base 2023).
06
Iniciativas do
Além dos marcos já mencionados, o Instituto
de Pesquisas Tecnológicas (IPT) se consolida

IPT e Casos de
como um centro de excelência, cuja atuação
transcende a pesquisa acadêmica para

Sucesso impactar diretamente o desenvolvimento


industrial e econômico do país.

Processos Sustentáveis Avaliação de Ciclo de Vida Transferência Tecnológica


Desenvolvimento de Implementação de Estabelecimento de parcerias
tecnologias inovadoras para a metodologias avançadas para estratégicas com empresas
redução das emissões durante o análise completa do ciclo de privadas para transferência de
processamento de terras raras, vida dos processos conhecimento e tecnologias
reduzindo significativamente o metalúrgicos, identificando desenvolvidas nos laboratórios
impacto ambiental. pontos críticos e oportunidades do IPT, acelerando a aplicação
de melhoria em termos de industrial.
eficiência e sustentabilidade.

Participação Nacional e Internacional


O IPT tem expandido sua presença no tema por meio
de parcerias estratégicas com instituições nacionais e
estrangerias, como sua participação no Projeto REGINA
- Rare Earth Global Industry and New Applications, INCT
PATRIA, INCT MATERIA, MagBras, entre outras.

Essa atuação permite ao instituto não apenas


compartilhar seu conhecimento, mas também absorver
as melhores práticas e estabelecer parcerias que
fortalecem a posição brasileira no cenário das terras
raras.

Produção Científica
A publicação de estudos técnicos em periódicos de alto impacto e geração de propriedade intelectual em cooperação com
a indústria demonstram o compromisso do IPT com a inovação aberta e a disseminação do conhecimento. Esse trabalho
tem gerado reconhecimento internacional e atraído parcerias estratégicas para o Brasil.

Política Nacional para Terras Raras


O IPT tem colaborado ativamente com a elaboração de uma proposta de Política
Nacional para Terras Raras, buscando alinhar desenvolvimento econômico, segurança
nacional e preservação ambiental. Esta iniciativa representa um passo crucial para
estruturar o setor de forma estratégica e sustentável no longo prazo.

9
07 O Brasil enfrenta o desafio de superar a sua
tendência de exportar matéria-prima bruta sem
Desafios e agregar valor, perdendo assim as maiores
oportunidades econômicas e tecnológicas
Oportunidades associadas a esses ativos estratégicos.

Principais Desafios Grandes Oportunidades


Investimento Inicial e Custos Substituição de Importações
Operacionais Desenvolvimento de capacidade nacional
O alto custo para implementação de para fornecer insumos estratégicos a
plantas industriais completas, setores como automotivo, defesa e
desenvolvimento de tecnologias e os aeroespacial, reduzindo a dependência
custos de processamento de terras raras externa.
representam barreiras significativas para
Tecnologia Proprietária
novos entrantes no mercado.
Criação de soluções tecnológicas
inovadoras com potencial de exportação,
Escala e Demanda transformando o Brasil de importador para
A baixa escala de produção inicial e a falta
exportador de tecnologia avançada.
de uma demanda interna consolidada
dificultam a viabilidade econômica dos Centros de Competência
empreendimentos em suas fases iniciais. Estabelecimento de polos regionais de
excelência em minerais críticos, gerando
empregos qualificados e estimulando o
Riscos Ambientais
A presença de elementos radioativos desenvolvimento tecnológico.
como tório e urânio em alguns depósitos
Posicionamento Global
exige protocolos rigorosos de segurança e Consolidação do Brasil como fornecedor
controle, aumentando a complexidade confiável e sustentável em cadeias globais
operacional. de valor, especialmente em um contexto
de busca por diversificação de
fornecedores.

"A verdadeira riqueza de um país não está apenas em possuir recursos naturais, mas em sua capacidade de
transformá-los em produtos de alto valor agregado, gerando conhecimento, empregos qualificados e domínio
10
tecnológico."
08
As terras raras transcenderam seu papel

Geopolítica e puramente industrial para se tornarem um


ativo geopolítico de primeira grandeza. O

Sustentabilidade controle de mais de 85% do refino global


pela China criou vulnerabilidades
significativas nas cadeias produtivas
internacionais, expondo fragilidades
estratégicas em diversos países.

Sustentabilidade como Diferencial


A sustentabilidade deve ser o pilar central da estratégia brasileira para terras raras, não
apenas como requisito ambiental, mas como vantagem competitiva num mercado global
cada vez mais exigente quanto à origem responsável dos materiais.

Recuperação Ambiental
Implementação de técnicas avançadas para recuperação de áreas degradadas,
transformando passivos ambientais em ativos produtivos e sustentáveis.

Integração Comunitária
Desenvolvimento de projetos que beneficiem as comunidades locais, promovendo
participação social e distribuição justa dos benefícios gerados pela atividade mineral.

Economia Circular
Estabelecimento de programas de reciclagem de produtos contendo terras raras, como
ímãs, motores e dispositivos eletrônicos, criando fluxos alternativos de abastecimento.

11
09
O IPT na vanguarda do
Desenvolvimento da cadeia
produtiva dos ímãs de terras raras

A trejtória do IPT no desenvolvimento da cadeia de terras raras no Brasil envolvem a


ampliação da escala de atuação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), consolidando
sua posição como um dos protagonista na transição do país para uma economia de maior
valor agregado e intensidade tecnológica.

2014-2018 2017-2030
PROJETOS EMBRAPII (1 E 2) REGINA 1 E 2, INCT PATRIA,
INCT MATERIA

1 2 3 4

2019-2025 2025-2028
PROJETO PROJETO MAGBRAS
FUNTEC/WEG/CBMM/UFSC

O trabalho do especialista
A atuação dos pesquisadores André Nunis, Célia dos Santos, João Ricardo, Maciel Luz e
Fabián Pastrián será decisiva para posicionar o país entre os líderes em inovação
metalúrgica aplicada a terras raras. O trabalho tem se concentrado no desenvolvimento de
processos mais eficientes e ambientalmente responsáveis, com potencial para revolucionar
a forma como esses materiais são processados globalmente.

Os avanços em processos piro-metalúrgicos de baixo impacto ambiental representam uma


contribuição significativa para a viabilidade técnica e econômica da produção nacional de
terras raras, abrindo caminho para a industrialização avançada do setor.
12
13
09
O IPT na vanguarda do
Desenvolvimento da cadeia
produtiva dos ímãs de terras raras

"Nosso objetivo é contribuir para que o Brasil possa se posicionar não apenas como fornecedor de matérias-
primas, mas como produtor de soluções tecnológicas avançadas baseadas em terras raras, gerando empregos
qualificados e promovendo desenvolvimento econômico nacional.“
Sandra Moraes.

1. Redução dos Óxidos de Terras Raras (2014–2016)


Neste projeto, o IPT atuou em parceria com a empresa CBMM (grande produtora mundial
de nióbio) para desenvolver uma tecnologia capaz de converter óxidos de terras raras,
especialmente o óxido de neodímio e praseodímio (conhecido como didímio), em seus
metais correspondentes. O método utilizado foi um processo eletroquímico, executado em
um reator eletroquímico especialmente projetado para reduzir os óxidos, removendo o
oxigênio, resultando na obtenção de metais de alta pureza.

2. Produção da Liga Magnética NdFeB (2016–2018)


Dando sequência ao projeto anterior, o IPT e a CBMM avançaram no desenvolvimento da
etapa seguinte da cadeia produtiva, voltada à obtenção de ligas magnéticas de neodímio-
ferro-boro (NdFeB). O método empregado foi o StripCasting, uma técnica de solidificação
rápida que produz a liga metálica diretamente na forma de tiras finas. O resultado foi o
domínio dos principais parâmetros necessários para fabricar essas ligas magnéticas,
essenciais na produção de ímãs permanentes de alto desempenho, amplamente utilizados
em motores elétricos e geradores eólicos.

14
09
O IPT na vanguarda do
Desenvolvimento da cadeia
produtiva dos ímãs de terras raras

3. Produção de Ímãs a partir do


óxido de didímio (2019–2025)
Neste amplo projeto coordenado pelo IPT, em
parceria com a UFSC, CBMM e a fabricante de
motores elétricos WEG estão desenvolvendo toda
a cadeia produtiva dos ímãs permanentes de
terras raras. Apoiado pelo BNDES, o projeto
envolve desde a etapa de redução eletroquímica
em escala piloto dos óxidos até o processamento
final dos ímãs em escala laboratorial. As etapas
incluem hidretação, desidretação, moagem,
compactação, sinterização, usinagem,
magnetização e revestimento para proteção
contra corrosão.

4. Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – INCT-


Processamento e Aplicações de Ímãs de Terras Raras para
Indústria de Alta Tecnologia (P.A.T.R.I.A.) (2017–2024)
Coordenado pela USP e com participação ativa do IPT e diversas instituições brasileiras
(UFSC, IPEN, CETEM, CDTN e UFCAT), este instituto nacional de pesquisa teve o objetivo de
consolidar no país a tecnologia e o domínio científico para a produção dos ímãs
permanentes de terras raras. Compreendeu desde a concentração e separação dos óxidos,
desenvolvimento dos ímãs por diferentes técnicas até o desenvolvimento de técnicas de
caracterização química das terras raras, promovendo formação de recursos humanos
especializados e fortalecendo a infraestrutura científica nacional nesse campo.
15
09
O IPT na vanguarda do
Desenvolvimento da cadeia
produtiva dos ímãs de terras raras

5. Projeto REGINA - Rare Earth


Global Industry and New
Applications – Cooperação Brasil–
Alemanha (Fase 1: 2017–2020)
Coordenado pela UFSC, O projeto REGINA teve
sua primeira fase dedicada à cooperação
técnico-científica entre instituições brasileiras
(incluindo IPT e UFSC) e centros de pesquisa da
Alemanha. O objetivo foi promover o
intercâmbio de conhecimentos e capacitação
técnica para fortalecer e acelerar o
desenvolvimento das tecnologias associadas à
cadeia produtiva dos ímãs de terras raras.

6. Projeto Rare Earth Global Industry and New Applications -


REGINA – Sustentabilidade da Cadeia Produtiva (Fase 2: 2025–
2028)
Novamente coordenado pela UFSC, a segunda fase da iniciativa REGINA, além de manter à
cooperação técnica internacional, visa estudar a sustentabilidade da produção dos ímãs de
terras raras, com destaque para redução dos impactos ambientais, economia circular,
análise do ciclo de vida e viabilidade social da cadeia produtiva brasileira.

16
09
O IPT na vanguarda do
Desenvolvimento da cadeia
produtiva dos ímãs de terras raras

7. Projeto MagBras – Da Mina ao Ímã


(2025–2028)
O projeto MagBras reúne um consórcio de 28 empresas brasileiras e 7 ICTs com objetivo de
desenvolver no Brasil a cadeia completa de produção dos ímãs permanentes de terras raras
(NdFeB). Desde a extração dos minérios até o ímã Conheça o projeto MagBras
finalizado, este projeto ambicioso, financiado com
recursos de R$ 73 milhões, pretende promover a
produção de ímãs em escala piloto na infraestrutura
do CIT SENAI ITR em Minas Gerais, consolidando a
capacidade nacional de produção e reduzindo a
dependência externa desses materiais estratégicos.
Este projeto tem coordenação geral do ISI SENAI
Laser de SC, enquanto a coordenação das ICTs sob
financiamento da FUNDEP está a cargo do IPT.

8. Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – INCT-MATERIA-


Materiais Avançados à base de Terras Raras: Inovações e
Aplicações" (2025–2030)
O INCT-MATERIA, coordenado pela UFAM e com participação do IPT e outras ICTs, alinhado
ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e ao Plano de Ação Nacional,
promoverá pesquisas em materiais de terras raras essenciais para a transformação e
armazenamento de energia, com foco em três eixos: Ímãs de terras raras, cerâmicas
complexas de terras raras, concentrados e rotas metalúrgicas.

17
10
Biografias

Sandra Lúcia de Moraes


Diretora Técnica da Unidade de Materiais

É Pesquisadora e Diretora Técnica da Unidade de Materiais Avançados do Instituto de Pesquisas


Tecnológicas do Estado de São Paulo - IPT - Brasil. Possui graduação em Engenharia Química
pela Escola Superior de Química Oswaldo Cruz (2000), Mestrado em Engenharia Mineral pela
Universidade de São Paulo (2004) e Doutorado em Ciências (2014) pela mesma instituição.
Atuou como pesquisadora visitante (2009) na Michigan Technological University (USA), no
Departamento de Engenharia Química com a equipe do professor S. Komar Kawatra, realizando
pesquisas sobre o processo de pelotização. Tem experiência em pesquisa na área de
processamento mineral, técnicas industriais de recuperação de resíduos sólidos e processos de
aglomeração. É membro do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Metalurgia
e Mineração (ABM). Atua como membro das Comissões Técnicas de Mineração e Aglomeração
na Associação Brasileira de Metalurgia e Mineração (ABM). É membro Conselho Editorial do
International Journal of Mineral Processing and Extractive Metallurgy. É revisora dos seguintes
periódicos: Minerals Metallurgical Processing Journal, Mineral Processing Extractive Metallurgy
Review Journal, Society for Mining, Metallurgy, and Explorations (SME), Powder Technology,
Journal of Materials Research and Technology. Seus interesses em pesquisa são o
desenvolvimento de projetos de inovação com o objetivo de fornecer soluções tecnológicas
aplicáveis a processos e produtos industriais nas áreas de processamento mineral, metalurgia e
materiais.

18
10
Biografias

Andre Luiz Nunis da Silva


Gerente Técnico do Laboratório de Processos Metalúrgicos

Graduado em Engenharia Química pela Universidade Estadual de Campinas (2008), possui


mestrado (2012) e doutorado (2022) em Ciências pelo Departamento de Engenharia Química
da Escola Politécnica da USP. Atualmente, atua como pesquisador no Instituto de Pesquisas
Tecnológicas do Estado de São Paulo e como gerente técnico do Laboratório de Processos
Metalúrgicos. Tem experiência nas áreas de Engenharia Química e Metalurgia, com foco em
processos químicos, eletroquímicos e pirometalúrgicos.

Joao Ricardo Filipini da Silveira


Pesquisador do Laboratório de Processos Metalúrgicos

É graduado e mestre em Engenharia Metalúrgica e de Materiais, ambos pela Escola Politécnica


de Universidade de São Paulo. Já no seu mestrado, orientado pelo prof. Fernando Landgraf,
estudou a modelagem matemática das propriedades magnéticas dos materiais. Em 2014
entrou no IPT e, após atuar por dois anos nos processos de redução, passou a trabalhar com o
desenvolvimento de ligas magnéticas e no processo de lingotamento de tiras (strip-casting).
Atualmente realiza o doutoramento na Escola Politécnica da USP sob orientação do prof.
Marcelo Martorano focado na modelagem matemática da solidificação rápida de ligas.

19
10
Biografias

Maciel Santos Luz


Pesquisador do Laboratório de Processos Metalúrgicos

Possui Licenciatura em Química (2009) e Doutorado em Ciências na área de Química Analítica


(2013), ambos pela Universidade de São Paulo (IQ-USP). Atua como Professor nas Faculdades
Oswaldo Cruz e Pesquisador no Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo
(IPT). Possui experiência na área de Química Analítica com ênfase nos métodos ópticos de
análise, visando o desenvolvimento de métodos analíticos para análise elementar em
diferentes matrizes, como ligas metálicas, escórias, minérios, cerâmicas, produtos
petroquímicos, amostras biológicas, ambientais, entre outras. Trabalha com espectrometria de
absorção atômica com chama e forno de grafite (F AAS/GF AAS), espectrometria de emissão
atômica/óptica com plasma indutivamente acoplado (F AES/ICP OES), espectrometria de
massas triplo quadrupolo com plasma indutivamente acoplado (TQ ICP-MS), espectrometria de
fluorescência de raios-X por dispersão de comprimento de onda (WD XRF) e analisadores
elementares (ONH e CS). Também estuda a preparação de amostras por meio de decomposição
ácida em sistemas abertos e fechados com fornos digestores assistidos por radiação micro-
ondas, fusão alcalina, emulsão, pastilhas prensadas e fundidas, extração e amostragem direta
de sólidos. Seu principal interesse é contribuir com trabalhos científicos e tecnológicos que
investiguem a influência dos elementos químicos nas propriedades dos materiais, na saúde
humana, no meio ambiente, em alimentos, em processos químicos, biológicos, metalúrgicos,
entre outros.

20
10
Biografias

Célia Aparecida Lino dos Santos


Pesquisadora do Laboratório de Corrosão e Proteção

Possui graduação em Química (Bacharelado e Licenciatura) com Atribuições Tecnológicas pela


UPM (Universidade Presbiteriana Mackenzie, 1990), mestrado em Tecnologia Nuclear pelo IPEN
(Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, 1997), doutorado em Química (Físico-Química)
pelo IQ USP (Instituto de Química de Universidade de São Paulo, 2003). Participa como
Professora da disciplina Corrosão de Materiais Metálicos na Indústria Química do curso de
mestrado profissional, área de concentração de Processos Industriais, do Ensino Tecnológico
(ET) do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S. A). Atua como
orientadora credenciada do curso de mestrado profissional ET-IPT e como pesquisadora do IPT
desde 2004. Principais áreas de atuação: corrosão; ensaios de corrosão; células eletroquímicas;
técnicas eletroquímicas (curvas de polarização, voltametria cíclica e espectroscopia de
impedância eletroquímica) em meio aquoso, em etanol e em sais fundidos; tratamento de
superfície com ênfase em fosfatização; corrosão sob tensão e inibidor de corrosão.

21
10
Biografias

Fabián Andree Cerda Pastrián


Pesquisador do Laboratório de Corrosão e Proteção

Químico com experiência em preparação, caracterização e análise de minerais, vegetais, água e


solo, conforme normas ASTM e ABTN. Experiência em trabalhos de pesquisa junto a
universidades e institutos, especializados na área de Física-Química, Eletroquímica e Ciência
dos Materiais. Na área de educação, tenho experiência lecionando aulas de Química em
universidades públicas e privadas. Graduado em Química e Doutor em Ciências pela
Universidade de São Paulo Brasil, como especialista em Eletroquímica, síntese e caracterização
de nanopartículas metálicas. Com formação de químico autorizado a exercer a profissão no
Brasil. Atualmente atuo como Pesquisador Científico no Instituto de Pesquisas Tecnológicas do
Governo de São Paulo (IPT), aplicando PD em projetos com grandes empresas e caracterização
de materiais.

22
23
11
Fontes e Referências
Instituições Governamentais
Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM)
Ministério de Minas e Energia (MME)
Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI)
Financiadora de Estudos e Projetos (Finep)
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII)

Empresas do Setor
Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM)
Serra Verde Mineração
Outras empresas do setor de mineração e processamento mineral

Fontes Jornalísticas
Money Times
G1
Metrópoles
Agência Brasil

Entidades Setoriais
Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM)
Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Materiais (INCT-Materia)
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)

[Link]
raras-no-mundo
[Link]

Este e-book foi desenvolvido com base em dados e informações provenientes das
fontes listadas acima, além de entrevistas e consultas diretas com especialistas do
setor. Todo o conteúdo foi revisado por profissionais qualificados para garantir
sua precisão técnica e científica.

Para mais informações sobre terras raras e o trabalho do IPT nessa área,
recomendamos visitar o site oficial do instituto e acompanhar suas publicações
científicas em periódicos especializados. 24
[Link]

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