0% acharam este documento útil (0 voto)
0 visualizações15 páginas

tcc

O documento explora a teoria do Big Bang como uma das melhores explicações para a origem do universo, abordando a evolução do pensamento científico desde a antiguidade até a era moderna. Discute a transição de visões mitológicas e geocêntricas para uma compreensão mais precisa do cosmos, destacando contribuições de filósofos e cientistas ao longo da história. A obra enfatiza a importância da cosmologia e da astronomia na busca por respostas sobre a formação e a estrutura do universo.

Enviado por

Roger Bonsai
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
0 visualizações15 páginas

tcc

O documento explora a teoria do Big Bang como uma das melhores explicações para a origem do universo, abordando a evolução do pensamento científico desde a antiguidade até a era moderna. Discute a transição de visões mitológicas e geocêntricas para uma compreensão mais precisa do cosmos, destacando contribuições de filósofos e cientistas ao longo da história. A obra enfatiza a importância da cosmologia e da astronomia na busca por respostas sobre a formação e a estrutura do universo.

Enviado por

Roger Bonsai
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

O GRANDE MISTÉRIO DA ORIGEM DO UNIVERSO:

A UNIFICAÇÃO DAS ORIGENS “O BIG BANG”

José Marcelo do Nascimento Viana

Wedson Ferreira dos Santos

Resumo:

Vamos tomar conhecimento de uma das teorias que melhor respondem


às questões levantadas e indagações feitas acerca do surgimento do nosso
misterioso universo, que é a teoria do Big Bang. Há muito tempo que o ser humano
vem contemplando as estrelas juntamente com todos os mistérios do universo e
tentando compreendê-lo. Afinal os homens querem respostas satisfatórias para as
perguntas e dúvidas que surgem em suas imaginações. O tema conduz a uma
grande expectativa, pois são muitas inquietações principalmente no que tange a
famosa teoria que é a do Big Bang, exatamente pro ser uma questão tão
incompreensiva; gerando assim grandes equívocos no aspecto descritivo da origem
do nosso grande e misterioso universo. Então, vamos buscar conhecimentos na
astronomia e cosmologia, elas nos ajudarão a explicarmos dentro da origem a
grande explosão térmica que foi o Big Bang, um verdadeiro paradoxo do tempo. E
daí em diante tudo consistia em uma bola muito quente e densa de gás em
expansão que foi esfriando no decorrer de um milhão de anos até começar a se
condensar em fragmentos denominados protogaláxias, que eram as galáxias em
formação. E durante alguns bilhões de anos seguintes, essas protogaláxias
continuaram se condensando e formando as galáxias cujo interior nasciam as
estrelas. E o processo de expansão do universo ainda hoje continua, mesmo depois
de alguns bilhões de anos após o primeiro instante. Portanto, tentaremos através
deste trabalho contemplar as várias questões e indagações inseridas nas
discussões e reflexões que circundam o contexto das grandes controvérsias do
universo.
INTRODUÇÃO

O nosso imenso e encantador universo é pontilhado por mais de cem


bilhões de galáxias, contendo cada uma delas aproximadamente cem bilhões de
estrelas. Podemos garantir que em pelo menos uma delas a vida evoluiu.

Atualmente, nós nos deparamos com uma teoria científica bastante aceita
para explicar a origem do universo que é a teoria do Big Bang ou da grande
explosão.

Os povos antigos conheciam apenas a nossa galáxia, que para eles era o
universo. Essa consideração era um grande equívoco, pois a galáxia é apenas uma
pequeníssima parte dele. Mas isso só foi descoberto e aceito verdadeiramente no
século XX.

A cosmologia vai nos ajudar a entender um pouco a questão em estudo.


Uma vez que ela é a ciência que estuda o universo como um todo. A cosmologia
trata da formação do universo e das leis que o regem. Mas fiquemos atentos para as
versões da cosmologia antiga, pois a mesma está sortida de mitos religiosos e
misticismo que se contrapõem à ciência moderna.

Afirmações do tipo: O universo é infinito. Não devem ser vistas como


conhecimento científico, pois não têm embasamento para tal; é apenas uma
especulação. Sendo assim, precisa-se fazer um estudo minucioso sobre a questão,
deixando de lado as crenças sobrenaturais.

No século VI a.C. na Grécia filósofos começaram a descrever o universo


em temos de fenômenos naturais e não sobrenaturais.

Segundo Simon Singh:

“Essas conquistas assombrosas de Erastóstenes,


Aristarco e Anaxágoras ilustram os avanços no
pensamento científico que aconteciam na antiga
Grécia, porque suas medições do universo
dependiam da lógica, da matemática, da
observação e das medições”. (Livro Big Bang.
2006. p.26).

Linhas de pensamento egocêntricas contribuíram de alguma forma para


uma visão de mundo geocêntrica, mas existem razões para se preferir um universo
centrado no sol de Aristarco. Um mundo centrado no sol parece ridícula a idéia; e o
sol girando em torno de uma terra estática e não o contrário.

Então, os bons cientistas não podem ser abalados pelo bom censo porque
muitas vezes ele tem pouca relação com a verdade científica. Os protocientistas
gregos buscaram teorias e modelos que fossem simples, precisos, naturais e
viáveis. Eles conseguiram medir o tamanho de alguns astros e a distância entre
eles, com auxilio da experiência, observação, da teoria e matemática. Os
astrônomos gregos estabeleceram um modelo de universo falso, centrado na terra,
com o sol, as estrelas e os planetas orbitando uma terra fixa.

Só depois de muitos séculos o ser humano passou a ter imagens mais


detalhadas sobre o conteúdo do universo, mas jamais teve uma visão completa do
mesmo. O conhecimento sobre ele indubitavelmente aumentou com a utilização do
telescópio feita por Galileu em 1609 e consequentemente seu uso se estendeu até
outros estudiosos da astronomia. A observação e exploração dos céus continuam
até hoje. O tempo todo os cientistas e estudiosos estão coletando dados e
informações a respeito de um dos assuntos mais fascinantes que é a estrutura e
composição universal. Pois ele ainda guarda muitos segredos e coisas não
explicadas.

1. O princípio, um enigma.
1.1. Desenvolvimento

O estudo do universo realizado pelos antigos pensadores era bastante


limitado; restringindo-se somente à observação do sistema solar, pois os antigos
conheciam apenas a lua, o sol, cinco planetas e algumas estrelas, eram esses os
corpos celestes capazes de serem observados pelos antigos filósofos naturais. O
universo observado por eles era o que podemos chamar de “Universo Local”.
Mesmo com ajuda do telescópio demorou muito para se ter a visão e conhecimento
que temos hoje sobre o universo.
Depois da invenção do telescópio ainda durou alguns séculos para os
cientistas perceberem que a galáxia não é o universo, e sim uma parte dele, pois ele
possui bilhões delas em verdade falando.

A cosmologia desenvolvida pelos egípcios do antigo Egito conhecia pouco


a extensão e estrutura do universo, pois assim como a dos babilônios ela refletia
bastante as crenças religiosas. Então as idéias desenvolvidas por eles levavam em
consideração os mitos que acabaram se tornando base central de sua religião. As
principais divindades deles eram corpos celestes. E foi por isso que desenvolveram
algumas habilidades e técnicas de divisão, as quais nos trouxeram a divisão do ano
em 4 estações, 12 meses e 365 dias, ou seja, um calendário de presente para nós.

Olha, houve um momento que os povos antigos perceberam que o


comportamento de alguns astros variava de acordo com as estações do ano. Mas
não se sabia o que ou quem poderia está controlando ou determinando esses
comportamentos da natureza. Então o homem resolveu atribuir tudo isso a forças
maiores, sobrenaturais, a deuses.

A época em que a ciência ocidental teve um surto de crescimento,


antecedendo o século XVII, foi no período da civilização helenística. Sendo assim,
as realizações da ciência moderna dificilmente teriam ocorrido sem as descobertas
dos filósofos gregos. A filosofia grega em união com a ciência dos caldeus e
egípcios estimulou bastante o desenvolvimento intelectual. E o interesse do povo
grego por conforto e soluções práticas para problemas do dia-a-dia, exigia o
desenvolvimento da astronomia, física e matemática.

1.2. O surgimento do cristianismo e a filosofia x ciência

A Grécia depois do surgimento do cristianismo, começará a entrar em


declínio no campo de produção dos grandes pensadores. Mesmo assim, ainda
apareceu alguns nomes importantes para a ciência, tais como Euclides, Arquimedes,
Heron e Ptolomeu. E agora surgia uma nova religião baseada na religião judaica e
que pouca a pouco foi ganhando mais adeptos. Essa religião mais tarde passou a se
chamar de cristianismo a qual se apoiava nos ensinamentos de Jesus Cristo e
tornou-se a religião dominante e oficial do Império Romano.
Então, a religião cristã foi a herdeira das civilizações grega e romana.
Com a derrota do Império Romano os cristãos espalhados pelo mundo se
incumbiram de preservar e difundir o conhecimento antigo, juntamente com o
cristianismo. E devido a formação estritamente religiosa e não filosófica, os cristãos
tendiam a encarar e explicar o mundo pela religião pois para eles tudo era explicado
pela fé.

Assim o conhecimento científico ficava subordinado a fé cristã, não


precisando mais da livre investigação. Para muitos pensadores dessa época as
teorias desenvolvidas pelos filósofos gregos não despertavam mais qualquer
interesse , pois para ter sabedoria bastava fundamentar-e na Bíblia, que era a
palavra de Deus e tudo poderia ser explicado por ela, ou seja, para conhecer a
natureza, precisava somente lê as Escrituras Sagradas.

Nota-se que a verdadeira “ciência”, segundo eles, se reduzia à teologia.


Compreender a natureza consistia em interpretar a vontade divina mostrada na
Bíblia. Então, o problema fundamental da ciência era como enquadrar de modo
correto os fenômenos naturais com o que era dito nas Sagradas Escrituras.

Já dia São Basílio:

“Qual a importância de se saber se a terra é uma esfera, ou cilindro, um


disco ou uma superfície côncava? O que é importante é saber como eu devo me
conduzir na direção de mim mesmo, não na direção dos membros da raça humana e
na direção de Deus”. (São Basílio magno. 329 ao século IV).

A ciência grega estabeleceu que a terra era o ponto mais alto do universo
em um sentido físico, entretanto, a igreja institucional elaborou um significado desta
interpretação nas Sagradas Escrituras e adotou o esquema de Ptolomeus, que
abaixo da terra estava o inferno, evidenciado pelos vapores abrasadores que eram
lançados pelos vulcões e acima estavam sete esferas nas quais o sol e os planetas
giravam em torno da terra. Sendo que a oitava esfera era uma abóbada imóvel
sobre a qual as esferas se penduravam como lâmpadas, a nona, ou esfera cristalina,
era a resistência de Deus o todo poderoso, chamada paraíso ou firmamento. Então,
com essa visão a teoria da cosmologia tendeu a ser cada vez mais aceita como
simplesmente um fato.

A beleza intrínseca dos conceitos das teorias de Ptolomeus e Aristóteles,


dominasse a astronomia e cosmologia por 14 séculos. Esse modelo de universo
centrado na terra foi elaborado para reforçar a crença de que tudo gira em torno da
terra e que os objetos seguem trajetórias circulares. Isso resultou num modelo muito
complexo, cheio de epiciclos empilados sobre diferentes equantes e excêntricos.

O cristianismo foi racionalizado pelo conhecimento judaico e grego que


ainda tinha sobrevivido em Alexandria. A primeira fase da Idade Média foi
considerada por muitos historiadores o pior período da Idade Média, recebendo até
a denominação de “Idade das trevas”, pois nessa época prevalecia ainda conceitos
fortemente mitológicos referentes ao céu e a terra. Acreditavam assim que a terra
tinha a forma de um tabernáculo retangular, plano, circundado por um abismo de
água.

Então tais idéias representavam um grande retrocesso no mundo da


ciência. Porém, haviam alguns sábios que mantinham conhecimentos existentes
sobre a lógica e a matemática na forma de textos que foram traduzidos por Boethios,
romano de origem nobre. Mesmo diante de resíduos de conhecimento antigo, o
período considerado das trevas só veio entrar em declínio no século XI, como o
surgimento de escolas e universidades. A partir daí novas e importantes idéias
apareceram, como o conceito de que é necessário primeiro compreender para então
acreditar.

Segundo Singh no mundo inteiro, cada cultura desenvolve seus próprios


mitos sobre o universo e como ele foi formado.

“Esses mitos da criação diferem bastante, cada


um refletindo o ambiente e a sociedade onde se
originou”. (Singh, Simon. Big Bang 2006 p. 15).

As raízes do modelo do Big Bang e sua busca de uma teoria científica


para explicar o universo tem suas origens no declínio da visão mitológica ancestral
do mundo. Logo os filósofos árabes mostraram seu espírito crítico perante a ciência
grega. Para eles Ptolomeu não deveria ser aceito legalmente.
Então alguns matemáticos e astrônomos foram incumbidos de verificar e
reescrever os trabalhos de Ptolomeu. Pois estes precisavam ser atualizados; e para
isso foram dadas as contribuições de Al-Kwarizmi e Al Battani, usando sistemas
numéricos mais eficientes. Para este último astrônomo, a astronomia só perdia em
importância para a religião.

Depois de algum tempo até a igreja passou a amar o modelo do Big


Bang, que até então se acreditava em grande medida na visão científica de criação
do universo. Daí em diante abandonou-se qualquer pretensão de que as Escrituras
contêm uma explicação literal para o um universo; o que mostra uma grande
mudança de atitude muito pragmática.

Singh coloca que o Vaticano admite o erro com Galileu:

“Defender uma visão do universo centrado no sol


fora considerado uma heresia, porque, de acordo
com a Bíblia: Deus fixou a terra em suas
fundações para não se mover nunca mais.
Contudo, depois de um inquérito que durou 13
anos, o Cardeal Paul Poupard relatou que os
teólogos da época do julgamento de Galileu não
conseguiram perceber o profundo significado não
literal das Escrituras quando descrevem as
estruturas físicas do universo”. (Singh, Simon. Big
Bang 2006).

1.3. A visão da ciência moderna sobre o universo

A pesquisa astronômica de Copérnico contida em sua publicação


considerada uma revolução na ciência. Os axiomas de Copérnico eram notáveis em
todos os aspectos. A terra e outros planetas giram em torno do sol, explicando as
órbitas planetárias retrógradas. A incapacidade de qualquer paralaxe estelar é
devido a grande distância das estrelas.

A principal preocupação de Copérnico era com as órbitas dos planetas. O


modelo proposto pro Ptolomeu já ficara para trás, pois ele não permitia visões
detalhadas como nas observações feitas pro Copérnico. Com esse, se observava e
registrava as posições e órbitas dos planetas no céu. Copérnico começou a imaginar
se o modelo de Ptolomeu poderia está realmente correto. Seus estudos revelaram
que na antiguidade, entre os gregos, havia teorias rivais sobre o cosmos incluindo
até mesmo aquela de Aristarchus de Samix que revelava que a terra se movia em
torno do sol.

Portanto, para muitas pessoas, o modelo centrado no sol ainda era muito
radical até para ser contemplado. O modelo de um universo centrado no sol era uma
idéia adiante do seu tempo e por isso revolucionária. De fato, isso seria deixado para
gerações seguintes de astrônomos, que encontraria as evidências para mostrar que
Ptolomeu estava errado e Aristarco e Copérnico estavam certos.

Galileu defendeu o modelo centrado no sol, ele também usou o telescópio


para mostrar que júpiter tinha luas, que o sol tinha manchas e Vênus apresentava
fases, o que contradizia a teoria antiga e apoiava a nova, a mais moderna idéia.
Galileu notou também em suas observações, que no céu havia uma quantidade
indeterminada de estrelas, ou melhor, um número não preciso destes corpos
celestes; contrariando as idéias de Aristóteles.

Assim como muitos outros cientistas de sua época, Galileu declarara estar
convencido de que o sistema heliocêntrico de Copérnico era correto. Então para ele
a concepção de universo que tinha Ptolomeu era errada e cheia de remendos, feitos
por outros cientistas em busca de respostas para seus inúmeros problemas. Galileu
focalizou seu telescópio em júpiter, e viu quatro satélites girando em torno desse
planeta. Se júpiter estivesse fixado e uma esfera de cristal, como afirmava Ptolomeu,
os satélites a rachariam. Deste modo, contrariamente ao que pensavam outros
filósofos, outros corpos celestes no sistema solar também tinham satélites em órbita
em torno deles.

Vênus passava por um intervalo inteiro de fases e saturno possuía anéis,


como ele escreveu no siderius nuncius. Ao observar o sol Galileu viu manchas que,
ao longo de um período de tempo, se moviam através de sua superfície. Existia
evidência de que o próprio sol estava girando, não fixado à sua própria esfera de
cristal como Ptolomeu queria. As observações de Galileu sugeriram que o céu era
tão “imperfeito’ quanto a terra. Elas ainda o levaram à conclusão de que o modelo de
Copérnico do sistema solar era preferível ao modelo de Ptolomeu. Embora Galileu
use de subterfúgios em várias de suas publicações como era de se esperar, o peso
dos argumentos apresentados por ele torna a conclusão cientifica indiscutível:
Copérnico estava certo.

Então Galileu escreveu um libro mostrando porque o modelo centrado no


sol era correto, mas infelizmente, a igreja o ameaçou e o obrigou a retira o que tinha
publicado. Alguns seculos depois a igreja tornou-se mais tolerante e os astrônomos
apontaram o modelo centrado no sol e com isso a ciência se desenvolveu. Por volta
do século XX os cosmólogos concluíram que o universo não fora criado, mas que
existia por toda a eternidade, entretanto, não havia evidência que apoiasse tal teoria.
A hipótese do universo eterno não era mais que um mito. Dessa forma, os
cosmólogos desse novo século retomariam a grande questão e abordariam esse
mistério do “universo’.

2. A grande explosão “Big Bang”

Ao longo das primeiras décadas do século XX, cientistas e cosmólogos


desenvolveram e testaram uma série de modelos de universo. E esses modelos
surgiram quando os físicos adquiriram uma compreensão mais clara do universo e
das leis científicas que o sustentavam. Em física, a equação de campo de Einstein
ou equação de Einstein é uma equação na teoria da gravitação, chamada
relatividade geral, que descreve como a matéria gera gravidade e, inversamente,
como a gravidade afeta a matéria. A equação de Einstein se reduz a Lei de Newton
da gravidade no limite não-relativista, isto é, à velocidades baixas e campos
gravitacionais pouco intensos.

Na equação, a gravidade se dá em termos de um tensor métrico, uma


quantidade que descreve as propriedades geométricas do espaço-tempo
tetradimensional. A matéria é descrita por seu tensor de energia-momento, uma
quantidade que contém a densidade e a pressão da matéria. Estes tensores são
tensores simétricos 4x4, de modo que Têm 10 componentes independentes. Dada a
liberdade de escolha das quatro coordenadas do espaço-tempo, as equações
independentes se reduzem a 6. A força de acoplamento entre a matéria e a
gravidade é determinada pela constante gravitacional universal.

Einstein certa vez brincou dizendo:


“Coloque sua Mao em uma chapa quente durante
um minuto e vai parecer uma hora. Sente ao lado
de uma linda moça durante uma hora e vai
parecer um minuto. Isso é relatividade”.

Singh faz uma colocação relacionada a esse efeito, vejamos:

“A magnitude da dilatação do tempo depende da


velocidade do relógio ou do objeto em questão
comparada com a velocidade da luz no exemplo, a
dilatação do tempo é significativa porque o vagão
de Alice se desloca a 80% da velocidade da luz,
ou seja, 240.000.000 m/s, contudo, se o vagão
estivesse viajando a uma velocidade mais
razoável de 100 m/s que equivale a 360 km/h;
então a percepção de Bob com relação ao relógio
de Alice seria quase igual à percepção dela”.
(Singh, 2006 - Big Bang, p. 113).

Em 1927, o padre e astrônomo Georges Lemaitre publicou um trabalho na


sequência de conclusões que tirou da teoria da relatividade, avançando que o
universo deveria ter tido início a partir de um átomo primitivo, onde toda a matéria e
o espaço estria comprimidos. Esse átomo seria extremamente denso e quente e
posteriormente sofreu uma súbita explosão dando início à expansão do universo,
baixando a sua temperatura.

Olha a teoria do Big Bang não é um acontecimento igual a uma explosão


da forma que se conhece, se fala, embora o universo observável com ajuda dos
modernos telescópios espaciais ainda descreva um resultado de uma explosão (uma fuga
cósmica) há quem levante dúvidas se realmente houve algo que explodiu ou se foi uma
explosão a causa dessa dilatação observada. Alguns afirmam que o termo "Big Bang" é
utilizado para designar o que chama de modelo cosmológico padrão. Este consiste numa
aplicação da Relatividade Geral ao Universo como um todo.

Isso se faz, em um primeiro momento, assumindo-se que o universo é


homogênio e isotrópico em larga escala. Em um segundo momento se introduz flutuações
de densidade no modelo e estuda-se a evolução destas até a formação de galáxias. O
modelo cosmologico padrão é extremamente bem testado experimentalmente e possibilitou
a previsão da radiação cósmica de fundo e da razão entre as abundâncias de hidrogênio e
hélio. Os dados observacionais atualmente são bons o suficiente para saber como é a
geometria do universo.
Georges Lemaítre escreve em uma revista científica um artigo onde descreve
um Universo homogêneo de massa constante e raio crescente explicando a velocidade
radial das nebulosas extragalácticas, no qual apresentava novamente a ideia já proposta
anteriormente por Friedmann de que o raio do Universo variava com o tempo. Ambos os
trabalhos foram pouco divulgados e, embora Einstein tivesse conhecimento de ambos,
manteve-se fiel à ideia de que o Universo era estático, ou seja, tinha um raio constante no
tempo.

Depois de desenovolido o seu modelo de universo, Lemaítre, começou a buscar


na física repaldo e explicação para sua teoria da criação e evolução cósmica. Assim ele
ingressou numa área de interesse crescente entre os astrônomos, a física dos raios
cósmicos. Lemaítre estava também familiarizado com o processo de decaimento radioativo,
no qual átomos grandes, como os de urânio, se quebram em átomos menores, emitindo
partículas, radiação e energia. Extrapolando no tempo, ele visualizou todas as estrelas
espremidas em um universo supercompacto, que ele chamou de "átomo primordial".

E foi ao apresentar essa ideia do "átomo primordial", que teria dado origem a
tudo que existe hoje no Universo. Esse núcleo cósmico, ou átomo primordial, teria explodido
e lançado os fragmentos que mais tarde se tornaram as galáxias. Em suas próprias palavras
"o Ovo Cósmico explodindo no momento da criação". Por esse motivo, a origem cósmica,
que havia sido chamada inicialmente por Lemaitre de "átomo primordial" logo passou a ser
conhecida por vários outros nomes, entre eles "ovo cósmico" e "big" significando aperto,
esmagamento, ou seja, compressão. Foi então o padre católico belga George Lemaítre o
primeiro cientista a propor o que mais tarde viria a ser chamado de "Teoria do Big Bang" da
origem do Universo.

O termo Big Bang também designa o instante inicial, único no qual o fator de
escala tende a 0, ou seja, que caracteriza como crescem as distâncias com a expansão.
Portanto acreditam alguns que, segundo a Relatividade Geral não faz sentido se referir a
eventos antes do Big Bang. Sabe-se que as condições físicas do universo muito jovem
estão fora do domínio de validade da Relatividade Geral devida densidade ambiental e não
se espera que as respostas sejam corretas na situação de densidade infinita e tempo zero.
A Teoria do Big Bang proposta pro Lamaitre e desenvolvida mais tarde por George Gamow
foi chamada sarcásticamente assim por Fred Hoyle, fervente defensor da teoria do universo
estacionário.

2.1. Acontecimentos depois do Big Bang


A descoberta da radiação de fundo de microondas, postulada pela teoria do Big
Bang, mudou a visão dos físicos em relação a essa teoria. Aliás, mudou a visão que os
físicos tinham do estudo da Cosmologia. Sendo assim, Gamow e seu grupo de pesquisa
fizeram a previsão de que o Universo deveria estar preenchido com radiação que foi deixada
como resíduo de seu processo de formação e que teria esfriado até um valor que hoje
sabemos que é próximo de 2,7 K como consequência da expansão do Universo.

Segundo os cientistas da atualidade o nosso universo está expandindo-se.


Afirmam isto porque se ver galáxias e grupos de galáxias se deslocando no universo. E esta
expansão tem ocorrido desde que o universo foi formado a 15 bilhões de anos, durante um
quente e denso evento conhecido como Big Bang.

2.2. Outras possíveis teorias sobre o universo

Com o desenvolvimento da teoria quântica de campos, da física das partículas


elementares de altas energias e o aparecimento da teoria da inflação na cosmologia muitos
pesquisadores passaram a se interessar mais pelo universo primordial. Essa fase da
existência do universo parecia exigir dos pesquisadores uma compreensão bem mais
detalhada da física de altíssimas densidades e energias que existiram nela. Mas logo se
notou que o estudo do universo primordial exigia muito mais do que isso.

Então, são muitas dúvidas a cerca do universo; como foi criado, como surgiu as
propriedades associadas a espaço e tempo, e até mesmo se essa criação existiu ou não.
Essas e ptras questões semelhantes fizeram com que os cientistas que dedicam suas vidas
à cosmologia ousassem imaginar quais poderiam ser as respostas para essas questões tão
fundamentais. Daí surgiram muitas ideias e grande parte delas baseadas na teoria da
inflação.

A teoria do universo que se auto-reproduz declara que o Big Bang começou


como uma flutuação quântica microscópica que ocorreu em algum lugar em um universo
que existia anteriormente ao nosso. Do mesmo modo, o nosso universo pode estar "grávido"
de outros universos. Isso significa dizer que a qualquer momento outros eventos
semelhantes ao Big Bang poderiam ocorrer; só que agora no nosso próprio universo. O
problema é que esses nascimentos explosivos somente podem ser observados com muita
dificuldade e podendo até mesmo não ser observados em hipótese alguma.
Na teoria de Linde as leis da física de baixas energias e mesmo a
dimensionalidade do espaço-tempo podem ser diferentes em cada um desses mini-
universos. O campo quântico que dá origem ao universo não é suave em uma escala
microscópica, mas ele lembra uma "espuma de espaço-tempo", caótica e não homogénea.
Em algumas regiões dessa espuma a densidade de energia poderia ser tão alta quanto 1093
gramas por centímetro cúbico, ou seja, 125 ordens de magnitude maior do que aquela do
universo visível hoje.

Portanto, dentro desta visão outros Big Bangs poderiam começar em qualquer
lugar desta "espuma" e permanecerem totalmente desconectados um do outro para sempre.
Poderia até mesmo ocorrer que um número infinito de universos se originasse desse campo
caótico sem interferir um com o outro.

Existem outras possibilidades modernas da "destruição" do Universo, as


observações modernas que mostram a expansão acelerada do Universo implicam que cada
vez mais a parte atualmente visível do Universo cruzará o horizonte de eventos e ficará fora
de contato com o ser humano. O eventual resultado disso não é conhecido. O modelo
Lambda-CDM do Universo contém energia escura na forma de uma constante cosmológica.
Essa teoria sugere que sistemas gravitacionalmente ligados, tais como as galáxias,
permaneceriam juntos e eles também estariam sujeitos a morte térmica à medida que o
universo expande e esfria.

Outras explicações da energia escura - as chamadas teorias de "energia


fantasma", sugerem que no fim das contas os aglomerados de galáxias, estrelas, planetas,
átomos, núcleos, e a própria matéria seria separada com força pela crescente e permanente
expansão em um chamado Big Rip.

A solução completa dos mistérios remanescentes do Big Bang vai exigir um


ataque em três frentes, envolvendo mais desenvolvimentos teóricos, experiências de
laboratórios e, o que é mais importante, observações mais claras do cosmo. As futuras
observações vão desafiar testar e estender o modelo do Big Bang, podendo levar a uma
revisão na estimativa de idade do universo, diminuir a influência da matéria escura ou
preencher alguns vazios no conhecimento do ser humano. Tal visão é respaldada pelos
pioneiros Ralph Alpher e Robert Herman em seu livro Gênesis of the Big Bang, 2001:

"Embora restem muitas perguntas ainda não


respondidas sobre a moldagem cosmológica, o
modelo do Big Bang está em boa forma. Temos
certeza de que o trabalho teórico e as
observações futuras irão aprimorá-lo, mas eu não
imagino que, depois de cinquenta anos, o modelo
venha a se revelar inadequado. Eu gostaria de
poder voltar aqui, daqui a cinquenta anos, e ver
como ele ficou."

Atualmente a Teoria do Big Bang ainda é a mais aceita hoje pelos


cientistas. Embora há pessoas que afirmam que nela existem contradições que não
podem explicar alguns pontos ou questões

Os críticos podem achar que, se isso é o melhor que os cosmólogos


podem oferecer, então "o que havia antes do Big Bang?" é um enigma que tem que
ser relegado ao reino do mito e da religião. Mas apesar de todos esses enigmas
relacionados ao Universo, o cenário do universo oscilante permite que o colapso do
universo provoque o próximo Big Bang. Pode-se considerar a possibilidade de seguir
o exemplo de santo Agostinho.

"O que DEUS estava fazendo antes de criar o


universo?
Antes de criar o céu e a terra, Deus criou o inferno
para nele colocar pessoas como você, que fazem
esse tipo de pergunta". (Singh, ed. Record. 2006.
p.445)

Infelizmente a comunidade cientifica tem que admitir que todas essas respostas
as vezes não são possíveis, são especulações que respondem ou não respondem
adequadamente á questão final sobre a origem do Universo. Entretanto, a atual geração de
cosmólogos não deve desanimar nunca, eles devem se regozijar com o fato de que o
modelo do Big Bang é uma descrição coerente e consistente do nosso universo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente artigo versou sobre as concepções que norteiam a grande teoria da


grande explosão que foi dado o nome de Big Bang, pois é através dessa teoria que muitos
gênios, ou seja, pelos cosmólogos foi considerada uma descrição acurada da origem do
universo.

O objeto trazer aqui histórias e confrontos de cientistas brilhantes e excêntricos


que lutaram contra a ideia estabelecida de um cosmo eterno e estático.
Uma grande frase pronunciou Einstein quando disse que "A coisa mais
incompreensível a respeito do universo é que é compreensível". Olha, o interesse pelo
Universo e, principalmente, pela sua origem faz parte da história humana; grandes
pensadores e estudiosos observavam atentamente o céu com o objetivo de buscar entender
os seus mistérios. Desde os primórdios da civilização até os dias atuais surgiram inúmeras
explicações e teorias para essa questão, no entanto, nenhuma consegue apresentar
respostas conclusivas.

Então mesmo com a existência de um arsenal tecnológico que fornece


importantes informações para os estudos e pesquisas astrofísicas, ainda não se alcançou
resultados precisos em relação à formação do Universo. Diante dessa incógnita, a
explicação mais razoável para esse processo é essa da teoria do Big Bang - nome dado à
teoria que melhor explica o surgimento do Universo; perante a classe científica, é a mais
aceita. Essas informações estão pautadas na teoria do Big Bang, contestada por muitos,
uma vez que não é capaz de explicar o motivo da repentina explosão.

Na verdade, a teoria do Big Bang, não diz que o universo se originou de uma
explosão propriamente dita, porque a ocorrência de uma explosão pressupõe a existência
de alguma coisa anterior que explodiu em um meio preexistente. E no caso do universo,
tudo o que existe surgiu desse ponto inicial. É difícil compreender e admitir que tudo surgiu
do nada, por isso que até hoje ninguém conseguiu uma explicação racional que explicasse o
que havia antes do Big Bang. As leis da física moderna não são capazes de explicar o que
ocorre em um ponto onde a temperatura e a densidade são possivelmente infinitas em um
volume igual a zero. Nem a teoria da Relatividade Geral, que foi uma das bases para a
formulação da teoria do Big Bang consegue explicar a xistência de algo antes mesmo de
haver o tempo.

Portanto o Universo está aí para ser observado seja ele misterioso ou não. "O
esforço para compreender o universo é uma das poucas coisas que elevam a vida humana
um pouco acima do nível da farsa e lhe dão um pouco da beleza da tragédia", como já dizia
Steven Weinberg.

Você também pode gostar