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A aula aborda a parada cardiorrespiratória em crianças, explicando sua gravidade e a importância de saber como agir em situações de emergência. O orador destaca que a maioria das paradas ocorre por hipoxemia e que a ressuscitação cardiopulmonar deve ser realizada de forma organizada, priorizando a ventilação e a massagem cardíaca. Além disso, enfatiza a diferença entre a ressuscitação básica e avançada, e a importância de garantir a segurança do socorrista antes de intervir.

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Jordana Araújo
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A aula aborda a parada cardiorrespiratória em crianças, explicando sua gravidade e a importância de saber como agir em situações de emergência. O orador destaca que a maioria das paradas ocorre por hipoxemia e que a ressuscitação cardiopulmonar deve ser realizada de forma organizada, priorizando a ventilação e a massagem cardíaca. Além disso, enfatiza a diferença entre a ressuscitação básica e avançada, e a importância de garantir a segurança do socorrista antes de intervir.

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Gravação: pcr_editada.

mp4

Duração: [00:39:05]

Legenda Descrição

(comentário aqui) Comentários do transcritor. Exemplo: (vozes sobrepostas).

[00:00:00] Marcação do tempo onde se inicia uma fala.

(inint)[00:00:00] Trecho não compreendido com clareza.

aham, uhum Interjeição de afirmação, concordância.

hã Interjeição de dúvida, incompreensão ou reflexão.

Orador A Caíque Acácio

Início da Transcrição [00:00:01]

Orador A: Vamos iniciar agora mais uma aula da Academia de Emergência Pediátrica. E essa
aula agora vai ser a parada cardiorrespiratória. Não é tão comum assim você pegar ela no seu
plantão. Mas quando chegar, você tem que saber. Não pode ficar lá “galinhando”: “ta-ra-ra. O
quê que está acontecendo? O quê que está acontecendo?” Não. Realmente, você tem que
saber o que fazer. E não é tão difícil assim. Porém – como eu falei anteriormente – não é algo
que você vai pegar todo dia. Pelo contrário, você vai pegar na minoria das vezes. Mas quando
você pegar, você vai saber. Como eu faço? Tudo que a gente não usa muito, a gente acaba
esquecendo. Então, eu vou te orientar a cada tempo, de mês em mês, ou a cada dois em dois
meses, você lê o protocolozinho de parada cardiorrespiratória ou vê essa aula, para você ficar
sempre com aquilo na sua cabeça. Mas é algo muito simples, quando você faz de maneira
organizada, ok? Vamos lá para a parada cardiorrespiratória. Gente: o que é essa tal de parada
cardiorrespiratória? Parada, cardio, coração, respiratória. Então, quando o coração e a
respiração param de funcionar é isso que a gente fala que é a parada cardiorrespiratória. Esse
é o... a emergência das emergências. É o momento mais grave que o ser humano pode ficar. É
aquele momento que o coração dele, a respiração, parou de funcionar. Ele morreu. Então se
você pega isso em uma maneira rápida. Ele acabou de parar. E você consegue reverter, fazer

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as manobras para o coração voltar a funcionar, ele vai voltar à vida. O objetivo da gente não é
só o paciente voltar a viver. É voltar a viver e de uma maneira boa, sem sequelas. É... o ritmo
de parada terminal da criança, mais comum, é a bradicardia e, depois, a assistolia. O que eu
quero dizer com isso? Gente, a criança não é que nem o adulto, que para por um defeito no
coração. Por exemplo, o adulto sofre uma isquemia do miocárdio. Sofre uma... um AVC. Um
AVC não. Um infarto né? Tem uma... uma... arteriazinha do coração que morre. E aí o
coração entra em sofrimento e começa a entrar em arritmia. A criança na maioria das vezes,
não é isso. O coração falta, para de bater por falta de oxigênio. Por exemplo, esse paciente
está com uma septicemia ou está com uma pneumonia, e aí, progressivamente, para de chegar
oxigênio nesse coração. Se para de chegar oxigênio nesse coração, esse coração vai batendo
cada vez mais devagar, mais devagar e vai entrando em bradicardia, que é o coração abaixo
de 60 batimentos por minuto. Esse coração vai entrando em bradicardia, bradicardia, vai
faltando oxigênio, uma hora, esse coração para de funcionar, parou o coração, a criança
morreu. E a grande maioria, a grande maioria assim: muito, muito, muito, muito na frente de
qualquer outra, a parada cardiovascular por falta de oxigênio é a mais importante. Por isso
que é tão importante nesse paciente que chega em parada cardiovascular, você ventilar esse
doente, você tem que mandar oxigênio para o pulmão desse doente de qualquer maneira, para
ele sobreviver. Existe também a parada respiratória, que é só quando o... a criança, o coração
dela está batendo, ela tem pulso, você pega no bracinho, ela tem pulso, mas a respiração
parou. Por exemplo, é uma criança que sofre afogamento. Ela para de respirar inicialmente.
Então ali, só fazendo a ventilação com o Ambu, você vai voltar. Você vai fazer com que ela
volte a respirar novamente. Está bom? Olha como está escrito aí: “nas crianças, na maioria
das vezes é secundária a deterioração da função respiratória ou circulatória. Ou seja, a
progressão de insuficiência respiratória ou choque, levam à hipoxemia, acidose e progressiva
parada.” Isso é muito importante, gente. A criança para na maioria das vezes, por hipóxia,
falta de oxigênio. Ok? Vamos continuar. A sobrevida desses pacientes é... é muito baixa. Se
essa criança teve uma parada cardíaca num ambiente fora do hospital, extra-hospitalar, é
péssimo prognóstico. Provavelmente, você não vai conseguir reanimar essa criança, ou ela
vai voltar com sequelas. Agora, vamos supor que esse paciente estava lá no hospital, já tem
um acesso venoso, está lá com uma pneumonia e sofre uma parada respiratória por hipóxia. É
muito mais fácil essa criança sobreviver. Você concorda? Ela está no hospital, então você já
vai estar lá para fazer a massagem cardíaca e ela voltar a respirar, o coração voltar a bater.
Então é muito melhor o prognóstico quando essa parada é dentro do hospital. É... isso é muito
importante. Como você identifica que esse doente está em parada ou não? Primeiro de tudo,

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gente, o paciente em parada, ele não vai estar consciente. O coração parou de bater. Você não
tem mais o... o oxigênio, a glicose chegando no cérebro. Então, esse paciente vai estar
inconsciente. A respiração dele vai estar... ele vai estar gaspeando. A respiração não vai estar
efetiva. Ele não vai ter o pulso, gente. Então isso é muito importante. O paciente chegou
inconsciente na emergência, você vai ver a respiração. Esse paciente está respirando? Não.
Ou esse paciente está respirando – como se diz – a gente diz: o gáspio. Já está quase nas
últimas. Você pega no pulso desse paciente. O pulso. Você tem que pegar no pulso. Porque o
pulso vai te dizer se esse coração está batendo de uma maneira eficiente para perfundir os
tecidos. Se tiver pulso, ele não está em parada cardíaca. Ele pode até estar em parada
respiratória. Mas parada cardíaca não. Agora, se ele está sem pulso, ele está em parada
cardíaca. E aí você vai começar a ressuscitar esse doente. Lembrando que a parada
cardiorrespiratória pode acontecer de quatro formas: assistolia, atividade elétrica sem pulso,
fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso. Lembrando gente: na criança, a
maioria das vezes é atividade... é assistolia. Por quê? Porque teve uma hipoxemia, falta de
oxigênio nos tecidos. Eu costumo dividir assim ó – eu tenho até uma brincadeira – 2 A, você
não vai chocar. 2, 2, A você não vai chocar. O quê que eu quero dizer com isso? 2 A é a
AESP, que é Atividade Elétrica Sem Pulso. Esses aqui não precisa você chocar o doente.
Você só vai fazer massagem cardíaca para reanimar. Eu vou falar com isso, em mais detalhes
aí na sequência das aulas. Mas eu quero que vocês entendam que, na maioria das vezes, você
não vai precisar chocar o doente. Só vai precisar fazer adrenalina e massagem cardíaca para
esse doente voltar a viver. Pessoal, então vamos lá: ressuscitação cardiopulmonar.
Ressuscitação cardiopulmonar é um conjunto de intervenções. É o que você vai fazer para
esse doente voltar a respirar. Então, pensa comigo: esse coração parou de bater e a respiração
não existe mais. Então, você tem que fazer isso de maneira artificial. Por isso que você vai
começar a fazer massagem cardíaca. Quando você faz a massagem cardíaca, você faz... você
faz com que esse coração bata. Então você impulsiona o sangue novamente. E aí você vai
fazer as ventilações com o Ambu. Ou entubar esse paciente, para que entre oxigênio de novo,
no pulmão desse doente. Então você vai fazer isso de maneira artificial. A parada cardíaca na
criança, a gente considera quando você tem a ausência de pulso né, como eu já falei
anteriormente. Ou quando a frequência cardíaca da criança está menor que 60. Você tem
sinais de choque. Você não tem oxigenação adequada. Então você pode falar que esse
paciente tem uma parada cardiovascular. Por exemplo, se ele chega com uma frequência
cardíaca de 40. Ele ainda... o coração ainda está batendo. Mas a frequência está menor que
60. E você vê que esse paciente está todo chocado. Não tem... a saturação está ruim. O pulso

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está ruim. Ele se apresenta como um choque. Então você está é... autorizado a fazer a
ressuscitação cardiopulmonar nesses pacientes. A ressuscitação cardiopulmonar compreende
é... dois conjuntos de medidas. Você tem a ressuscitação cardiopulmonar básica, que é aquela
que você vai fazer ou a SAMU vai fazer em ambiente pré-hospitalar. E a ressuscitação
cardiopulmonar avançada, que é aquela que você faz no ambiente hospitalar, que vá utilizar
drogas. Eu vou falar um pouquinho agora da ressuscitação cardiopulmonar básica. E depois a
gente vai entrar na avançada, lá no hospital. Vem comigo, que eu vou te mostrar como é
feito. Quando a gente vai fazer a ressuscitação cardiopulmonar básica, a gente tem que ter na
cabeça cinco... cinco coisas, cinco fatores. Primeiro de tudo, você tem que determinar a
segurança do local. Depois que você determina a segurança do local, você tem que ver a
resposta dessa vítima. Você tem que ver se realmente ele está parado. Você vai checar o
pulso. Lembra? Ver a respiração. E chamar esse paciente. Depois que isso aconteceu você
tem que ligar para o SAMU. Esse paciente está lá, jogado na calçada. Você viu que você
pode ir lá nessa criança tranquilo, que não vai passar carro ali para te atropelar. Você checou.
Viu que está em parada cardiovascular. Liga para o SAMU. Mas antes, você vai fazer
massagem cardíaca viu? Mas você vai ligar para o SAMU. Porque você precisa de ajuda. E aí
você vai fazer as compressões. Você vai fazer respiração. E, por último, você vai ter que
utilizar um des... desfibrilador automático externo. É um aparelhinho que geralmente você
tem nos mercados, você tem em grandes farmácias ou estádios de futebol. Porque você
coloca aquilo no peito do paciente. E ele lê se o ritmo é chocável ou não. Mas vocês lembram
que eu falei para vocês no início de aula? Da aula? Na maioria das vezes a criança tem o
ritmo que não precisa chocar. Não precisa chocar. 2 A, você não vai chocar. 2, 2 A, você não
vai chocar. Atividade elétrica sem pulso e assistolia, você não precisa chocar esse doente.
Você só vai fazer a massagem cardíaca. Então vem comigo. Vamos ver como é que funciona
isso. Determinação de segurança do local. O socorrista deve se certificar que o ambiente é
seguro para ele e para a vítima. Gente: vamos supor que você está passando numa rua
movimentada e tem alguém lá; tem uma criança lá; ou um adulto, que seja é... inconsciente.
Você não pode ir lá salvar essa vítima. Você está proibido de fazer isso. Por quê? Porque
você vai botar a sua segurança em risco. Se você bota a sua segurança em risco, você não
pode salvar a vida de alguém. Entendeu? Como é que você vai salvar a vida de alguém, se a
sua está em perigo? Então, nunca faça isso. É aquela mesma situação do avião. Quando cai as
máscaras de... de... de despressurização né, na cabine, você primeiro coloca em você, para
salvar a criança. Porque se você for salvar a criança, primeiro, e morrer, acabou. Como é que
você vai fazer? Então, sempre você tem que estar em segurança. Se estiver na BR, você não

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vai fazer nada. A não ser que já tenha polícia ali, certificando que o local está seguro.
Primeiro de tudo é isso. Agora, depois que você já checou tudo. A segurança do local está
boa, você vai checar essa criança, se está realmente respirando e se tem pulso, para saber se
ela está em PCR. Nas crianças abaixo de um ano de idade, gente, você vai fazer essa
checagem de pulso na artéria braquial – que é aqui no bíceps – ou na femoral, que é aqui na
virilha. Porque não faz na carotídea, porque o pescoço da criança é muito curtinho. Às vezes,
você vai ter dificuldade de fazer essa checagem. Nas crianças com idade superior, o pescoço
já é mais alongado, então você consegue ver também na carótida. Está bom? Então você viu o
doente ali, está inconsciente, você chamou. Ele não responde. Você viu a respiração. Ele não
está respirando. Você checou o pulso. Ele está em parada cardiorrespiratória. Você vai iniciar
então, a massagem cardíaca. Primeiro de tudo, inicia a massagem cardíaca. Depois liga para o
SAMU. Você tem que reanimar esse paciente. Cada segundo que esse paciente fica sem
circulação de oxigênio no cérebro e no coração, ele pode ficar sequelado e não voltar mais
esse coraçãozinho a bater. Você vai solicitar o SAMU, porque você precisa de ajuda. É
recomendável que essa solicitação seja feita dois minutos, que você faça dois minutos de
RCP, depois você chame o SAMU com um DEA. Lembra que eu falei para você? Primeiro
você vai fazer, porque é muito importante mandar oxigênio para esse cérebro e para esse
coração. Depois você vai chamar o SAMU. Se tiverem dois socorristas, melhor ainda.
Enquanto você está fazendo, você já está pedindo: “ô, liga lá para o SAMU. Vem, vem, vem.
Pede ajuda. Vê se tem um DEA por aí.” DEA é o desfibrilador externo, lembra? E aí gente,
você vai fazer a compressão. Certo? Você vai ter que comprimir o tórax desse doente. É...
para você fazer essa compressão, você tem que saber o que está fazendo. Porque não é
qualquer compressão que vai fazer esse coração e esse cérebro ficarem perfundidos. Você
tem que fazer uma compressão boa. E isso, existe um tempo para isso, que eu vou explicar
daqui a pouco. E, também, a posição do paciente. Por exemplo, esse paciente está deitado
num colchão e você faz a reanimação. Esse colchão vai amortecer a reanimação. Você não
vai fazer isso de uma maneira eficiente. Então, você tem que colocar esse paciente num lugar
firme, num lugar duro. Desculpa, fiz aí, até a câmera pulou. Então, você tem que fazer isso
num lugar firme, num lugar duro, para a massagem cardíaca ser efetiva. A massagem
cardíaca – para ser de uma maneira efetiva – ela é uma compressão de 100 a 120 por minuto.
Como é isso? Sabe aquela “musiquinha” que faz assim: “ta-na-na-na, ta-na-na-na, ah, ah, ah,
na-na-na.” Que mico fazer isso para vocês. Mas a compressão torácica tem que ser mais ou
menos assim ó: “tup, tup, tup, ta-na-na-na, ta-na-na-na, ah, ah, ah.” Não pode ser tão rápido,
porque você não dá tempo de soltar e esse coração perfundir direito. E não pode ser muito

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lenta, porque senão, você não vai perfundir direito os tecidos. Então sempre, ó, ritmo: “ta-na-
na-na, ta-na-na-na, ah, ah, ah.” Eu vejo muita gente fazendo muito rápido: “ta-ta-ta.” Mas
você tem que ir na cadência ali. E esse ritmo é de 100 a 120 compressões torácicas por
minuto. A profundidade da compressão torácica deve ser 1/3 do diâmetro anteposterior do
tórax. O tórax está aqui. Você tem que fazer 1/3 disso, que é mais ou menos isso, na... na
profundidade da massagem cardíaca. Lógico que ninguém vai ficar medindo: “ai; vi 1/3. Não
vi 1/3.” Não. Não é assim que funciona né, gente? Mas tem que ter o bom senso de pressionar
e ver esse tórax afundar bastante e soltar. Quando você aperta o tórax e solta, tem que voltar
completamente. Porque no momento da diastolia, no momento que você vai soltar, esse
coração vai ser perfundido. É nesse momento. No momento que você aperta, o sangue vai
para os tecidos, vai para o cérebro, vai para o corpo. Quando você solta é o momento que o
sangue entra nas coronárias do coração. Então você tem que liberar totalmente essa
compressão. Ok? E você tem que minimizar essas interrupções é... para manter aí uma taxa
de 60 a 80% do tempo comprimindo o tórax do seu doente. Gente: para cada... para cada fase
da vida, existe um local que você vai fazer essa massagem cardíaca. Olha aí essa... esse
bebezinho com um ano de idade. Esse bebê, você não vai fazer aquela massagem cardíaca
que a gente faz no adulto. Não tem nem sentido. Porque a criança é bem molinha. Quando
você for pegar uma criança e for fazer massagem cardíaca, você vai observar que a criança é
muito sensível. É muito frágil. Então dá para você fazer essa massagem cardíaca com essa
técnica aí, que chama Técnica dos Polegares. Olha só: você vai ficar na frente da criança, vai
envolver sua mão no tórax dela e vai fazer com os dois polegares, a massagem cardíaca. Você
vai ver que é bem fácil fazer isso, não cansa. É bem tranquilo. Essa compressão será na
inferior ali do externo, sempre tentando escapar do apêndice xifoide. Está? Um pouquinho
mais acima do apêndice xifoide. Você pode fazer na linha intermamilar ali, que vai dar certo.
Você pode fazer as técnicas dos polegares ou a técnica dos dois e três dedos, que é essa aqui
ó. Você pode ficar nessa posição: lateral à criança. E fazer a massagem cardíaca com esses
dois, três dedos. A melhor é a técnica do polegar. Está? Você tem mais pressão ali. Essa
técnica aqui é boa também. Mas a outra é bem melhor. Se você puder fazer a outra, faça a
outra. Lembrando: crianças abaixo de um ano, você vai fazer essa técnica. Crianças ali entre
um a oito anos, você pode fazer a técnica do calcanhar de uma das mãos. Olha só: porque
essa criança também não é tão pesada assim. Ela não é tão forte assim. Dá para você fazer a
massagem só com o calcanhar da mão. Ou uma pessoa frágil aí – geralmente as mulheres são
um pouco mais frágeis né? Têm menos massa muscular, se cansam mais rápido – você pode
fazer a técnica, aquela técnica do adulto: você coloca uma mão entre a outra e faz a

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massagem cardíaca, sem problema nenhum. Em crianças aí com idade superior a oito anos,
você vai empregar a mesma técnica do adulto, que é aquela técnica ali, que você entrelaça os
dedos da mão e faz a massagem. Lembrando que a massagem não é com o braço. A
massagem é com a lombar. Porque se você for fazer com o braço, você vai cansar muito. O
braço tem que ser esticado. E a força toda ali na lombar. Está bom? Vocês não precisam
decorar isso: “ah, uma idade sempre acima de oito anos tem que ser assim?” Não. Depende.
Se a criança for mais frágil, mais magrinha e você conseguir fazer com a técnica do
calcanhar, faça. E – como eu falei – se a criança tiver abaixo de oito anos e você quiser fazer
com as duas mãos, você for mais frágil, não tiver tanto preparo físico, faça do jeito que você
se sentir melhor. Lembrando de sempre fazer entre 100 a 120 batimentos por minuto.
Comprimir 1/3 do tórax. E voltar, voltar a massagem. Descomprimir totalmente o tórax para
perfundir esse coração. Gente: existe uma técnica para abertura de via aérea, tanto do adulto,
quanto da criança. Se a criança está em parada e fica assim ó. Você está fechando a via aérea.
É até difícil para eu falar quando eu fico assim ó. Você fecha a via aérea. Então existe a
técnica de elevação do queixo. Você eleva o queixo. Você já libera a via aérea. Você faz a
manobra de elevação da mandíbula. Você pega a mandíbula e ó. Está vendo? E puxa para
frente. Quando você puxa a mandíbula para frente, você eleva a língua. Então você libera a
passagem aérea. Essa técnica é que você vai fazer quando você for ventilar o seu paciente.
Você vai abrir. Você vai abrir essa via aérea com muita facilidade. A respiração artificial
gente é... isso eu estou falando mais de rua né? Por exemplo, você vê uma criança parada na
rua. É seguro você fazer a ventilação boca a boca, boca/nariz ali, soprar a criança. Porque a
criança não tem doença assim que nem o adulto. Mas se você considerar que você está
colocando a sua saúde em risco, você não precisa fazer. Você pode fazer só a massagem
cardíaca. Certo? Não fiquem com problema. Se vocês... se tiver um parente, você pede para
ele fazer. Se você não quiser. Agora, se você não quiser fazer, lembre-se: não tem problema.
Se você tiver o Ambu, que é a bolsa-válvula-máscara; é o perfeito né? É como você vai ter
que fazer essas ventilações. Olha só essa técnica que ele emprega aí. É a técnica do E e do C.
Com o E você vai pegar na mandíbula do paciente para elevar a mandíbula ali, elevar o
queixo né? E com o C, você vai comprimir a máscara na face do paciente. Porque tem que
ficar bem comprimido. Porque quando você for ambusar, se não tiver comprimido, o ar sai ali
pelas laterais da máscara, ele não vai para o pulmão do paciente. Lembrando que se esse
paciente estiver na rua, você vai fazer como, gente? 15 massagens cardíacas e duas
ventilações. 15 massagens cardíacas e duas ventilações. 15 massagens cardíacas e duas
ventilações. É sempre assim que você faz. Está? Numa criança maior, num adolescente, você

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pode fazer 30 para dois. 30 massagens cardíacas para duas ventilações. 30 para dois. 30 para
dois. Numa criança pequena, 15 para dois. 15 para dois. É assim que você vai fazer no
hospital. Mas lembrando: no hospital você vai tentar pegar uma via aérea definitiva dessa
criança. Você vai tentar entubar. Ou se você não conseguir entubar, você vai passar uma
máscara laríngea. Eu já expliquei para vocês aqui no curso o quê que é máscara laríngea.
Então, você passou a máscara laríngea ou entubou; essa relação vai ficar diferente. Agora
você vai fazer de 20 a 30 ventilações por minuto. Antigamente, a gente não fazia assim. A
gente fazia 10 ventilações por minuto. Mas como a criança para principalmente por hipóxia,
falta de oxigênio; você está autorizado a fazer de 20 a 30. Então isso dá uma ventilação a
cada dois, três segundos. Massagem, massagem, massagem, ventila. Massagem, massagem,
massagem, ventila. Massagem, massagem, massagem, ventila. Massagem, massagem,
massagem, ventila. Lembrando: isso é se você estiver com o paciente entubado. Ou se você
estiver com a máscara laríngea. Se estiver só no Ambu vai ser 15 para dois. 15 para dois.
Lembrando que esses Ambus aí, eles têm tamanhos diferentes. Olha só: a bolsa de 450 a 550
ml vai servir para os bebezinhos lactentes, até dois anos. Criança pequenininha, ao redor de
1.000 ml. E crianças maiores é igual a de adulto. Relação da compressão – que eu já falei né,
que já dei aí o papo para vocês – 15 para dois. 15 para dois em crianças e 30 para dois em
adolescentes. Adolescentes, a gente considera aí acima de 12 anos de idade. E a utilização do
desfibrilador externo, gente. É... quando esse paciente está na rua... isso tudo que eu estou
falando para vocês aqui é quando o paciente está na rua. Está? Eu ainda vou falar quando esse
paciente está dentro do hospital. É... quando esse paciente está na rua, se esse paciente... se
você estava vendo esse paciente ali, por exemplo, jogando uma bola. Um “adolescentezinho”
jogando uma bola. E ele, de repente, caiu. Não foi por hipóxia. Esse paciente não tinha uma
pneumonia. Não tinha uma septicemia. Provavelmente, o coração dele entrou em fibrilação.
Começou a tremer. Então, não faz mais contração efetiva. ou está em taqui ventricular, sem
pulso. O coração está batendo muito rápido e não está gerando pulso. Então nesse paciente,
você vai fazer as massagens cardíacas do mesmo jeito. Só que você tem que correr para
buscar um desfibrilador. Coloca o desfibrilador no peito do paciente. E, a partir daí, esse
desfibrilador vai falar se tem que chocar ou não? Quando o paciente cai assim do nada,
geralmente é uma fibrilação taqui ventricular. Então vai ter que chocar. Mas se é um paciente
com sepse, com pneumonia, geralmente não vai ter que chocar. Vai ser só massagem
cardíaca. Emergencistas: vamos lá então. Tudo se resume a esse quadro. Se vocês tiverem
esse quadro na cabeça, vocês vão saber o que fazer na hora da parada cardiovascular.
Cardiovascular... na hora da parada cardiorrespiratória. Aqui nesse quadro está tudo ó. A

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qualidade da RCP, aquilo que eu expliquei anteriormente para vocês. A compressão. É... a
quantidade de vezes que você vai comprimir por minuto. A relação compressão/ventilação.
Tudo está aqui, bem “explicadinho” para vocês. Mas eu vou fazer isso ficar de uma maneira
mais simples. Vamos lá comigo? Então vamos lá, gente. Você está na sua emergência. Pensa
comigo. Você está lá na sua emergência. Chega uma mãe desesperada, com um bebezinho
ali, de quatro aninhos. Mais ou menos 20 quilos. Vamos colocar assim. Ela chegou
desesperada: “doutor, meu filho morreu. Meu filho morreu. Meu filho morreu. Meu filho
morreu. Ele não está reagindo. Não sei quê que está acontecendo.” Pronto. Todo mundo
levou esse paciente para a sala vermelha. Primeira coisa que você vai fazer: olha para esse
doente. Chama ele. Ele não vai estar respondendo. Olhou para ver se ele está respirando. Não
está respirando. Checou o pulso. Você tem 10 segundos para fazer isso. 10 segundos é tempo
suficiente para saber se essa criança está respirando e com pulso. Ele não está com pulso.
Gente: a partir desse momento você vai iniciar a RCP. Você vai iniciar a reanimação. O ideal
não... é que... não é que você inicie a reanimação. É que você fique como gestor daquilo tudo.
Que você fique olhando e coordenando. O coordenador naquela situação. Eu sei que nas
emergências aí, provavelmente não vão ter muitos funcionários. Mas se você tiver uma
enfermeira e um técnico já... já salva demais. Eu colocaria aí a enfermeira ou a técnica para
fazer a massagem cardíaca, gente. E eu gosto de ficar na ventilação desse doente. Eu gosto de
garantir uma ventilação eficiente. Porque eu me garanto ali na máscara com Ambu. Está? Ou
na entubação. Então, geralmente, o médico além de coordenar, ele fica responsável pela...
pela ventilação do paciente. Então você vai falar: “olha...” A enfermeira faz a massagem
cardíaca. Ela vai começar a fazer a massagem cardíaca. Na realidade, você precisa de mais
pessoas né? Porque só três pessoas; vai ficar uma loucura. Se você tiver umas quatro ou
cinco, vai ser melhor. Mas aí depende de como vai estar na sua emergência. Eu não se como é
que é. Mas alguém vai começar a fazer a massagem cardíaca. E você vai para a via aérea
desse paciente. Você vai começar no Ambu, até você pedir para a enfermeira uma máscara
laríngea ou um... um tubo traqueal. Então vai fazendo 15 para dois. 15 para dois. Nesse
período gente, que você está fazendo 15 para dois, o quê que vai fazer? Você tem que pedir
para uma técnica de enfermagem ir pegando o acesso venoso, para você fazer as drogas na
veia, com certeza. E, também, para alguém monitorizar esse paciente. Tem que colocar o
monitor cardíaco. Porque, a partir do monitor cardíaco, você vai ver se esse ritmo é chocável
ou esse ritmo é não chocável. E vocês já sabem disso: a maioria dos pacientes tem o ritmo
não chocável. Porque é por hipóxia. O coração entra em assistolia ou atividade elétrica sem
pulso. Está? É... então vamos lá. Iniciou a massagem cardíaca: 15 para dois. 15 para dois. Foi

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pegando o acesso. Foi colocando o monitor cardíaco. Você fez isso durante dois minutos.
Você vai checar o ritmo cardíaco desse... desse paciente. Depois, eu vou dar uma... uma aula
para vocês específica, dos quatro ritmos. Mas agora, vocês vão ter que saber o seguinte: esse
paciente está em assistolia. É a linha reta no eletrocardiograma. Ou atividade elétrica sem
pulso. O quê que significa atividade elétrica sem pulso? Esse coração tem onda P, Q, R, S.
tem lá as ondas bonitinho, do eletro. Mas não tem pulso. Ele tem atividade no coração, mas
ele está tão fraco, que não está gerando pulso. Não está gerando perfusão efetiva. Então, você
vai fazer imediatamente epinefrina, que é adrenalina nesse paciente. O quê que mudou do
protocolo de antigamente para o protocolo de agora? Você tem que fazer essa epinefrina o
mais rápido possível, gente. A epinefrina é a droga de escolha para você fazer na parada
cardíaca. O quê que a adrenalina vai fazer? Ela vai fazer uma vasoconstrição periférica. E vai
fazer vasoconstrição nas artérias coronárias. Então, ela vai mandar esse sangue direto para o
coração. Vai fazer esse coração bater mais rápido. Então é como ela fosse um turbo para o
coração. Ela vai fazer com que esse coração volte a pegar. Como se fosse uma... uma chupeta
que você faz no carro. Como se fosse um... não sei dizer agora. Mas algo que faz esse coração
bater mais rápido. Então é isso: você faz a epinefrina nesse doente. Como fazer essa
epinefrina? Gente: a epinefrina ou a adrenalina – é tudo a mesma coisa – vem numa
ampolinha. Ela vem numa ampola com 1 ml. Este 1 ml, você tem 1 miligramas. Eu não vou
falar de: “ah, você faz 0,0 tantos miligramas.” Não. Eu vou falar de uma maneira prática.
Aqui está falando como faz da maneira mais chata possível. Eu vou te falar de uma maneira
prática. Na parada cardíaca, eu tenho que diluir essa medicação. Então você vai pegar 9 ml de
soro fisiológico. Colocar esse 1 ml de adrenalina. O total vão ficar 10 ml. 10 ml dessa
solução. Certo? Você não vai fazer ela direto na veia. Você vai diluir essa ampolinha de 1 ml
de adrenalina em 9 ml de soro. Então vai ter uma solução de 10 ml. A cada 10 quilos desse
paciente, vai fazer na veia dele, 1 ml dessa solução. Então: 10 quilos, 1 ml. 20 quilos, 2 ml.
Esse paciente, gente, lembra que eu falei no início? Que ele tinha 20 quilos? Então você vai
pegar 2 “mlzinho” e fazer na veia desse paciente. Lembrando: faz na veia desse paciente.
Depois vem com um “flushezinho” de 10, 20 ml, para lavar esse acesso. Para empurrar esse...
essa adrenalina no... na circulação do paciente. E a cada três a cinco minutos, você vai repetir
essa adrenalina. Então, você sempre vai fazer a RCP, a massagem cardíaca. E a cada dois
minutos, você vai ver o ritmo que está no... no monitor. Porque se esse paciente voltar ao
ritmo, você vai parar de fazer a massagem cardíaca. Agora, se ele não voltar, você vai ter que
fazer de três a cinco minutos uma adrenalina, a mesma dose. Vai ter que fazer a massagem
cardíaca. Vai ter que fazer a massagem cardíaca. E sempre olhando o ritmo no monitor. E vai,

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vai, vai até esse doente voltar. Se ele não voltar, mais ou menos 15 minutos, 20 minutos.
Você vai ter decretado a morte desse paciente. Você não precisa fazer mais que isso, que não
vai resolver. Então, olha como é simples né gente? Viu que esse paciente está em parada.
Começou a massagear. Começou a ventilar. Se esse paciente estiver só com Ambu, você não
conseguiu entubar esse paciente, você vai fazer 15 para dois. 15 massagens para duas
ventilações. Se você conseguiu entubar esse paciente; ou ele está com uma máscara laríngea;
você vai fazer 20 a 30 ventilações por minuto. Isso também mudou. Antes era só 10. Agora
são de... de 20 a 30. Porque viu que a criança morre, ela tem parada por hipóxia. Correto?
Então, cada três segundos ó: massagem. Cada três segundos, ventilação. Ventilação. Mas isso
se tiver com via aérea definitiva. Se não tiver, vai ser 15 para dois. 15 para dois. E vai
fazendo isso. É... é... eu já passei por algumas paradas. É um momento tenso, principalmente
para a equipe, de uma maneira geral. Os pais estão lá. Vira aquela loucura. Na maioria das
vezes, infelizmente, esse paciente não vai voltar; se ele estiver vindo da rua. Se ele estiver no
hospital é mais fácil ele voltar. Por quê? Porque ele já vai estar monitorizado. Ele já vai estar
com eletrodo cardíaco. Ele já vai estar com acesso venoso. Então assim, quando esse paciente
chega da rua, geralmente é uma loucura. Detalhe, que eu não falei para vocês. Eu vou falar
agora. Se esse paciente não estiver com acesso venoso ainda, você pode fazer a adrenalina via
tubo traqueal. Você entuba ele e faz a adrenalina ali. Como você faz? Quando você vai fazer
a adrenalina traqueal, você vai fazer a dose 10 vezes maior. Então você pega aquela diluição
que você fez. Lembra? 1 ml, 9 ml. Lembra que você fez ela? Você pode fazer a ampola
inteira no tubo traqueal do paciente. Correto? Vai pegar aquela ampola inteira ali, 10 quilos.
A partir de 10 quilos, você já pode fazer a ampola inteira. Vai fazer os 10 ml ali no tubo.
Depois que você fez você vai ventilar esse paciente cinco vezes, para dar tempo daquela
adrenalina ir para os pulmões e perfundir. Não é a melhor via. Mas se você não estiver com
acesso venoso ou um acesso intraósseo, você pode fazer dessa maneira. Gente: então a gente
já viu como é re... reanimação desse paciente, se ele está em assistolia ou atividade elétrica
sem pulso. Sempre lembra daquela regrinha minha: “2, A, você não vai chocar. 2, 2, A você
não vai chocar.” 2, A. O quê que são os 2 As? Assistolia e atividade elétrica sem pulso. Você
não vai chocar. Vai ser só massagem cardíaca e adrenalina. Agora pessoal, olha só como é
diferente a chegada desse paciente. O paciente estava lá, 10 aninhos, jogando uma bolinha.
Batendo uma bolinha. O campo de futebol era do lado do hospital que você trabalha. Do lado
da UPA que você trabalha. E aí essa criança está lá jogando. De repente, ela cai. “Bluf.”
Desmaiada. A galera chega correndo. “Olha: o menino estava jogando bola e parou. E parou.
Desmaiou.” Já chega a galera fazendo massagem cardíaca. Chegou lá. Você começa a

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massagem cardíaca. Oferece ventilação no Ambu, como eu te falei anteriormente, 15 para
dois. E aí você vai fazendo a massagem, ambusando. E já monitoriza o paciente, para ver se
ele tem o ritmo chocável ou não? Nesse momento, você verifica que ele tem uma fibrilação
ventricular ou uma taqui ventricular sem pulso. Então, esse paciente precisa ser chocado,
gente. Como você vai chocar isso? Você vai ligar no “desfibriladorzinho” lá. Eu vou gravar
isso tudo para vocês também; podem ficar tranquilos. Mas você vai colocar a potência em
joules ali. O quê que o Pause, que é protocolo aí é... o ACLS, o ATLS – digamos assim – da
pediatria; fala para você fazer? 2 joules por quilo. Então se esse paciente tem 10 quilos, você
vai fazer 20 joules. Então se esse paciente tem 20 quilos, você vai fazer 40 joules. E o
máximo é 10 joules por quilo ou dose de adulto. Então vamos supor que essa criança lá tinha
30 quilos. Vai fazer 30 vezes dois. 60 joules. Colocou as pás no peito do paciente. Viu né,
que ele estava com fibrilação irregular ou taqui ventricular sem pulso. Você coloca a pá e
choca esse doente. “Tchup.” Chocou. Aí o que você vai fazer? Massagem cardíaca de novo.
Você tem que manter a circulação desse paciente. Vai fazendo massagem cardíaca. Vai
pegando acesso venoso. Vai mandando. Vai entubando esse paciente. Vai passando o acesso
supraglótico né, que é a máscara laríngea. Vai se virando. Dois minutos, dois minutos, dois
minutos, dois minutos. Viu de novo. Voltou? Opa, beleza. Não precisa fazer mais nada. Só os
cuidados pós-parada. Agora, esse ritmo, ele ainda continua chocável, se ele não reverteu;
você vai dobrar a dose. Você vai fazer uma segunda dose com quatro joules por quilo. Se
esse paciente tem 30 quilos, três vezes quatro: 120 joules. Você vai fazer outro choque.
“Tchup.” Fez outro choque? RCP novamente. RCP novamente. RCP novamente. RCP
novamente. Nesse momento que você já fez dois choques e ele não voltou, você começa a
fazer adrenalina como na assistolia AESP; a cada três a cinco minutos. 30 quilos. Lembra o
que eu falei para vocês? 30. Dilui a ampolinha de um para nove. Pega 3 ml. A cada 10 quilos,
1 ml. Fez na veia desse paciente. Continua fazendo a massagem cardíaca. Você já chocou
esse paciente a primeira vez. Não voltou. Chocou a segunda vez. Dobrou a carga. Não voltou.
Você vai começar a fazer a adrenalina. Esse ritmo está chocável ainda? Você vai chocar, mas
a partir da primeira adrenalina, a segunda dose vai ser amiodarona gente. Amiodarona, ele é
um antiarrítmico. Se você tentou chocar esse doente... chocar é como você é... desse um
restart no coração. Ele está lá vibrando. Ele não está produzindo pulso. Ele não está
mandando sangue para o resto do corpo. Então você vai chocar ele. “Tchup.” Deu um
choque. Deu um restart. Como se você pegasse o computador, tirasse da tomada e botasse de
novo. Ele não voltou a bater como ele era para bater? Então você faz um antiarrítmico. Você
faz agora uma droga na veia. E essa droga de escolha vai ser amiodarona. Amiodarona na

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criança, você vai fazer cinco miligramas por quilo, embolo, sem diluição. Qual... como você
vai fazer? Qual que é a regrinha prática? A cada 10 quilos desse paciente, você vai fazer 1 ml.
20 quilos, 2 ml. 30 quilos, 3 ml. E vai fazem êmbolos ali; puro. Lembrando: fez êmbolos.
Pega 10, 20 ml de soro fisiológico e faz in flush para correr na circulação desse paciente. E
continuar a massagem cardíaca. E você vai fazendo isso até esse paciente voltar. Você vai
repetindo essa adrenalina de três a cinco minutos. E você vai fazer a amiodarona. É isso que
você tem que fazer nesse paciente. A amiodarona, ela pode ser repetida até três vezes, gente.
Depois de três vezes, não adianta mais. Você vai fazer adrenalina. E deu ali 15, 20 minutos de
parada. Não vai ter o que fazer para esse doente. Está em óbito. Espero que vocês tenham
aproveitado a aula. É... é... de agora para frente, vocês têm que saber isso. Sempre revisem
isso. Está? Sempre revisem isso. É importante você saber que o... que a criança, ela, na
maioria das vezes, para pôr hipóxia. E ela para em 2, A, você não vai chocar. Você vai fazer
sempre a massagem cardíaca. A massagem cardíaca, primeiro. E ventilação. 15 para dois. 15
para dois. Se você tiver uma via aérea definitiva, você vai fazer 20 a 30 ventilações por
minuto gente. Faz massagem. Faz massagem. Faz adrenalina. Massagem e adrenalina. Como
que faz adrenalina? Você vai diluir a ampola de 1 ml em 9 ml. Vai dar 10 ml. A cada 10
quilos, 1 ml. 20 quilos, 2 ml. 30 quilos, 3 ml. E assim por diante. Você vai fazendo isso até a
criança voltar. Ok? E se você tiver uma fibrilação, uma taquicardia, você vai fazer o choque
primeiro, com dois joules. Não melhorou? Outro choque com quatro joules. Não melhorou?
Vem com adrenalina. Não melhorou? Vai fazer o choque e amiodarona. Lembrando:
adrenalina você vai repetir de três a cinco minutos, e amiodarona até três vezes. Sempre
revisem isso. Não precisa revisar a aula inteira. Revisa essa parte final aqui. Combinado?
Espero na próxima aula.

...

Fim da Transcrição [00:39:05]

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