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O documento aborda a evolução das redes de comunicação, destacando a transição de computadores isolados para sistemas interconectados, que permitem maior eficiência e compartilhamento de recursos. A importância das redes é enfatizada, incluindo a confiabilidade e a redução de custos, além de classificar as redes em locais (LAN) e de longa distância (WAN), bem como discutir diferentes topologias de comunicação. O texto também menciona os mecanismos de acesso ao suporte de comunicação e a arquitetura necessária para a operação das redes.

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O documento aborda a evolução das redes de comunicação, destacando a transição de computadores isolados para sistemas interconectados, que permitem maior eficiência e compartilhamento de recursos. A importância das redes é enfatizada, incluindo a confiabilidade e a redução de custos, além de classificar as redes em locais (LAN) e de longa distância (WAN), bem como discutir diferentes topologias de comunicação. O texto também menciona os mecanismos de acesso ao suporte de comunicação e a arquitetura necessária para a operação das redes.

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1.

INTRODUÇÃO GERAL
2. AS REDES DE COMUNICAÇÃO

2.1. INTRODUÇÃO

2.1.1. HISTÓRICO DAS REDES DE COMUNICAÇÃO

A evolução da microeletrônica e da informática tem possibilitado a obtenção de


processadores e outros componentes de computadores cada vez mais potentes e velozes, em
um tamanho mais reduzido e com um preço acessível a um número cada vez maior de
pessoas. Os microprocessadores existentes hoje em dia, que ocupam espaço menor do que
uma caixa de fósforos, substituem e ultrapassam as capacidades dos computadores de alguns
anos atrás, que ocupavam salas inteiras. Estes eram máquinas bastante complexas no que diz
respeito à sua utilização e que ficavam em salas isoladas, às quais muito poucas pessoas
tinham acesso, sendo operadas apenas por especialistas (analistas de sistema). Os usuários
daqueles computadores normalmente submetiam seus programas aplicativos como “jobs” (ou
tarefas) que executavam sem qualquer interação com o autor do programa.
Uma primeira tentativa de interação com o computador ocorreu no início dos anos 60,
com a técnica de “time-sharing”, que foi o resultado do desenvolvimento das teleimpressoras
e da tecnologia de transmissão de dados. Nesta técnica um conjunto de terminais era
conectado a um computador central através de linhas de comunicação de baixa velocidade, o
que permitia aos usuários interagir com os seus programas. A necessidade de conexão de
terminais para o processamento interativo foi o ponto de partida para o estabelecimento de
necessidades de comunicação nos computadores. A técnica de time-sharing permitia a um
grande conjunto de usuários o compartilhamento de um único computador para a resolução de
uma grande diversidade de problemas e as aplicações desenvolvidas foram cada vez mais se
multiplicando e se diversificando (cálculos complexos, produção de relatórios, ensino de
programação, aplicações militares, etc). Este aumento na demanda implicava numa
necessidade crescente de atualizações e incrementos nas capacidades de armazenamento e de
cálculo na unidade central, o que nem sempre era viável ou possível, dado que os
computadores do tipo "mainframe" nem sempre eram adaptados para suportar determinadas
extensões.
Nos anos 70, com o surgimento dos minicomputadores, foi possível adaptar as
capacidades de processamento às reais necessidades de uma dada aplicação. Além disso, dado
que em uma empresa um grande número de usuários operavam sobre conjuntos comuns de

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informações, a necessidade do compartilhamento de dados, de dispositivos de armazenamento
e de periféricos entre os vários departamentos de uma empresa deu um novo impulso aos
trabalhos no sentido de se resolver os problemas de comunicação entre os computadores.
Estes novos tipos de aplicações exigiam uma velocidade e uma capacidade de transmissão
muito mais elevadas que no caso da conexão de terminais a um computador central. Assim,
com a utilização de minicomputadores interconectados, obtinha-se uma capacidade de
processamento superior àquela possível com a utilização dos mainframes. Outro aspecto
interessante é que as redes podiam ser estendidas em função das necessidades de
processamento das aplicações. Além disso, a modularidade natural das redes de computadores
era tal que uma falha num minicomputador (ou na comunicação via rede) tinha um efeito
bastante limitado em relação ao processamento global.
Atualmente, as vantagens dos sistemas distribuídos e interconectados é uma evidência
reconhecida para as aplicações mais diversas, desde a automação de escritórios até o controle
de processos, passando por aplicações de gerenciamento bancário, reservas de passagens
aéreas, processamento de texto, correio eletrônico, etc...

2.1.2. IMPORTÂNCIA DAS REDES DE COMUNICAÇÃO


Um grande número de empresas possui atualmente uma quantidade relativamente
grande de computadores operando nos seus diversos setores. Um exemplo deste fato é aquele
de uma empresa que possui diversas fábricas contendo cada uma um computador responsável
das atividades de base da fábrica (controle de estoques, controle da produção e, o que também
é importante, a produção da folha de pagamentos). Neste exemplo, apesar da possibilidade de
operação destes computadores de maneira isolada, é evidente que sua operação seria mais
eficiente se eles fossem conectados para, por exemplo, permitir o tratamento das informações
de todas as fábricas da empresa. O objetivo da conexão dos diferentes computadores da
empresa é permitir o que poderíamos chamar de compartilhamento de recursos, ou seja,
tornar acessíveis a cada computador todos os dados gerados nas diversas fábricas da empresa.
Um outro ponto importante da existência das Redes de Comunicação é relacionado a
um aumento na confiabilidade do sistema como um todo. Pode-se, por exemplo, ter
multiplicados os arquivos em duas ou mais máquinas para que, em caso de defeito de uma
máquina, cópias dos arquivos continuarão acessíveis em outras máquinas. Além disso, o
sistema pode operar em regime degradado no caso de pane de um computador, sendo que
outra máquina pode assumir a sua tarefa. A continuidade de funcionamento de um sistema é
ponto importante para um grande número de aplicações, como por exemplo: aplicações
militares, bancárias, o controle de tráfego aéreo, etc.
A redução de custos é uma outra questão importante da utilização das Redes de
Comunicação, uma vez que computadores de pequeno porte apresentam uma menor relação
preço/desempenho que os grandes. Assim, sistemas que utilizariam apenas uma máquina de

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grande porte e de custo muito elevado podem ser concebidos à base da utilização de um
grande número de microcomputadores (ou estações de trabalho) manipulando dados presentes
num ou mais servidores de arquivos.
2.1.3. EXTENSÃO E TOPOLOGIA DAS REDES DE COMUNICAÇÃO
[Link]. Redes locais e redes de longa distância

Na seção anterior foram apresentados dois exemplos de implementação de Redes de


Comunicação: no primeiro caso, o sistema era composto de diversos computadores
espalhados cada um numa fábrica da empresa.
No segundo caso, o sistema era composto de diversos microcomputadores, podendo
todos estar localizados na mesma sala ou em salas vizinhas num mesmo edifício.
A diferença na dimensão das Redes de Comunicação introduz diferentes problemas e
necessidades e deve, então, ser objeto de uma classificação. No que diz respeito ao exemplo
dos microcomputadores, a rede é classificada como sendo uma Rede de Área Local (ou LAN -
Local Area Network), caracterizada particularmente por uma pequena extensão, limitando-se
normalmente à interconexão de computadores localizados numa mesma sala, num mesmo
prédio ou num campus. Neste último caso, ela recebe a denominação de CAN (Campus Area
Network).
No exemplo da empresa possuindo diversas fábricas, a rede utilizada permitiria
conectar computadores localizados em diferentes prédios numa mesma cidade ou mesmo em
cidades distantes de uma dada região. Isto caracteriza uma Rede de Longa Distância (ou WAN
- Wide Area Network). Se as estações interligadas estão situadas na mesma cidade, utiliza-se
freqüentemente a denominação MAN (Metropolitan Area Network).

[Link]. As diferentes topologias

Um ponto importante no que diz respeito à concepção de uma rede de comunicação é a


definição da maneira como as diferentes estações serão associadas. Inicialmente, podemos
distinguir dois tipos principais de concepção: os canais em modo ponto-a-ponto e os canais de
difusão.
Nos canais em ponto-a-ponto, a rede é composta de diversas linhas de comunicação,
cada linha sendo associada à conexão de um par de estações.
Neste caso, se duas estações devem se comunicar sem o compartilhamento de um
cabo, a comunicação será feita de modo indireto, através de uma terceira estação. Assim,
quando uma mensagem (ou pacote) é enviada de uma estação a outra de forma indireta (ou
seja, através de uma ou mais estações intermediárias), ela será recebida integralmente por
cada estação e, uma vez que a linha de saída da estação considerada está livre, retransmitida à
estação seguinte. Esta política de transmissão é também conhecida como “store and forward”
ou comutação de pacotes. A maior parte das redes de longa distância é do tipo ponto-a-ponto.

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As redes ponto-a-ponto podem ser concebidas segundo diferentes topologias. As redes
locais ponto-a-ponto são caracterizadas normalmente por uma topologia simétrica; as redes de
longa distância apresentam geralmente topologias assimétricas. A figura 2.1.1 apresenta as
diferentes topologias possíveis nas redes ponto-a-ponto.
Uma outra classe de redes, as redes de difusão, é caracterizada pelo compartilhamento,
por todas as estações, de uma linha única de comunicação. Neste caso, as mensagens enviadas
por uma estação são recebidas por todas as demais conectadas ao suporte, sendo que um
campo de endereço contido na mensagem permite identificar o destinatário.
Na recepção, a máquina verifica se o endereço definido no campo corresponde ao seu
e, em caso negativo, a mensagem é ignorada. As redes locais pertencem geralmente a esta
classe de redes.
Nas redes de difusão, existe a possibilidade de uma estação enviar uma mesma
mensagem às demais estações da rede, utilizando um código de endereço especial. Esta forma
de comunicação recebe o nome de Broadcasting. Neste caso, todas as estações vão tratar a
mensagem recebida. Pode-se ainda especificar uma mensagem de modo que esta seja enviada
a um subgrupo de estações da rede. Esta forma de comunicação recebe o nome de
Multicasting. A figura 2.1.2 apresenta algumas topologias possíveis no caso das redes a
difusão.
Numa rede em barramento, geralmente uma única máquina é autorizada a cada
instante a transmitir uma mensagem — é a estação mestra do barramento. As demais estações
devem esperar autorização para transmissão. Para isto, um mecanismo de arbitragem deve ser
implementado para resolver possíveis problemas de conflito (quando duas ou mais estações
querem enviar uma mensagem), este mecanismo podendo ser centralizado ou distribuído.
No caso das redes de satélite (ou rádio), cada estação é dotada de uma antena através
da qual pode enviar e receber mensagens. Cada estação pode “escutar” o satélite e, em alguns
casos, receber diretamente as mensagens enviadas pelas demais estações.

(a) (b) (c)

(d) (e)

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Figura 2.1.1 - Topologias ponto-a-ponto: (a) estrela; (b) anel; (c) árvore;
(d) malha regular; (e) malha irregular.
satélite

(a) (b) (c)

Figura 2.1.2 - Topologias das redes de difusão: (a) barramento; (b) satélite; (c) anel.

No caso do anel, cada bit transmitido é propagado de maneira independente em relação


à mensagem (ou pacote) ao qual ele pertence. Em geral, cada bit realiza uma volta completa
do anel durante o tempo necessário para a emissão de um certo número de bits, antes mesmo
da emissão completa da mensagem. Também nesta topologia, é necessária a implementação
de um mecanismo de acesso ao suporte de comunicação. Existem diferentes técnicas para este
fim que serão discutidas ao longo do curso.
As redes de difusão podem ainda considerar duas classes de mecanismos de acesso ao
suporte de comunicação: estáticas ou dinâmicas. Um exemplo do primeiro caso é a definição
de intervalos de tempo durante os quais cada estação tem a posse do canal de comunicação,
permitindo então que esta emita a mensagem de maneira cíclica. No entanto, esta política é
bastante ineficiente do ponto de vista do envio das mensagens, uma vez que muitas estações
não vão enviar mensagens nos intervalos a elas destinadas. Já na outra classe de mecanismos
(dinâmicos), o acesso é dado às estações segundo a demanda de envio de mensagens. Nos
mecanismos de acesso dinâmicos, pode-se ainda considerar dois casos:

• os mecanismos centralizados, nos quais uma estação central (árbitro) é a responsável


da definição do direito de acesso ao suporte de comunicação;
• os mecanismos distribuídos, nos quais cada estação define quando ela vai emitir a
mensagem.

Estudaremos estes mecanismos em mais detalhe mais a frente no curso.

2.1.4. ASPECTOS ARQUITETURAIS DAS REDES DE COMUNICAÇÃO


[Link] Serviços necessários à comunicação

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