CENTRO DE FORMACAO PROFISSIONAL O "MEU FUTURO"
CURSO DE ELECTRICIDADE INSTALADORA
MODULO: MONTAR ELEMENTOS DE UMA INSTALACAO ELECTRICA
CODIGO: UC EP 1022004201
1° TEMA: Conceitos básicos, regime do circuito eléctrico, e formas de correte
eléctrica
Conceitos básicos
Electricidade: é o ramo da Física relacionado com o estudo de fenómenos eléctricos
bem como a causa dos mesmos; ou ainda é toda causa capaz de produzir nos corpos
fenómenos eléctricos.
Corrente eléctrica: é o movimento ordenado de electrões dentro de um condutor
eléctrico. Representa-se pela letra I, no sistema internacional (SI) a sua unidade é
Ampere, representa-se pelo símbolo A e mede-se por um aparelho denominado por
amperímetro. Esta desloca-se em dois (2) sentidos convencional e real.
Sentido convencional: a corrente eléctrica circula do polo positivo (+) para o
polo carregado negativamente (-).
Esquema 1:
Sentido real: a corrente eléctrica circula do polo negativo (-) para o polo
carregado positivamente (+).
Esquema 2:
Regime de um circuito eléctrico
Circuito eléctrico: é o caminho por onde circula a corrente eléctrica. O circuito
eléctrico tem dois (2) regimes de funcionamento sendo aberto e ou fechado.
Circuito aberto: quando não há circulação da corrente eléctrica, isto é, quando
o interruptor estiver aberto ou desligado como por exemplo.
Esquema 3:
Circuito fechado: quando a corrente eléctrica circula de um polo para o outro,
isto é, quando o interruptor estiver ligado
Esquema 4:
Electrizar um corpo: é portanto fornecer-lhe ou retirar-lhe electrões, quanto ao
ponto do estado do movimento de electrões nos corpos encontram-se corpos
com diferentes comportamentos, isto é, alguns corpos facilitam a circulação livre
de electrões, enquanto outros não permitem a circulação de electrões, sob o
ponto de vista eléctrico os corpos classificam-se em:
Condutores de corrente eléctrica: são todos aqueles que permitem a passagem
dos electrões com muita facilidade. Fazem parte deste grupo todos os metais
como por ex: ouro, cobre, prata, alumínio, ferro, mercúrio, e muitos outros.
Semicondutores: são aqueles que deixam passar a corrente eléctrica, mas não
com toda facilidade. Estes encontram-se entre condutores e isoladores
simultaneamente. Ex: o silício e germânio.
Isoladores: são aqueles que não permitem a passagem da corrente eléctrica. Ex:
borracha, porcelana, plástico, madeira seca, etc.
Formas de corrente eléctrica
Existem duas (2) formas de corrente eléctrica mais usada no mundo a saber: e
Corrente contínua (CC/DC): aquela que o movimento de electrões é
contínua (em forma de linha recta). Ex: pilhas e baterias.
Esquema 5:
Corrente alternada (CA/AC): aquela que o movimento de electrões é
alternado (variável). Ex: a corrente fornecida pela concessionária EDM,
geradores e alternadores.
Esquema 6:
2° TEMA: Geradores de corrente eléctrica e montar condutores em
terminais
Geradores de corrente eléctrica
A forma encontrada para que haja uma d.d.p. mais duradoura é a criação de
geradores eléctricos que são construídos de modo que haja uma tensão por
um maior intervalo de tempo.
No mundo existem diversos tipos de geradores eléctricos, que são
caracterizados pelo seu princípio de funcionamento sendo:
Geradores luminosos: são sistemas de geração de energia construídos de
modo a transformar a energia luminosa em eléctrica, como por exemplo: as
placas solarem feitas por composto de silício que convertem a energia
luminosa do sol em eléctrica.
Geradores mecânicos: são geradores mais comuns e com maior
capacidade de criação de energia. Transformam a energia mecânica em
energia eléctrica, principalmente através do magnetismo. É o caso dos
geradores encontrados em usinas hidroeléctricas, termoeléctricas e
termonucleares.
Geradores químicos: são construídos de forma capaz de converter a
energia potencial química em eléctrica (contínua apenas). Este tipo de
gerador é encontrado como pilhas e baterias.
Geradores térmicos: são aqueles capazes de converter a energia térmica
em eléctrica, directamente. Nestes geradores enquadram-se os
termonucleares, o seu principio de funcionamento é o aquecimento, seja de
carvão, de gás, de armas nucleares e ou ainda de vulcões.
Geradores eólicos: são aqueles capazes de converter a energia da forca da
acção do vento em energia eléctrica. Esta é encontrada nas zonas
normalmente desérticas.
Aparelhos de ligação
Aparelho de ligação: é um dispositivo que permite estabelecer a continuidade
eléctrica entre dois (2) ou mais troços de um circuito eléctrico. De entre estes
destacam-se:
Caixa de derivação: é um dispositivo que permite concentrar e
estabelecer ligações eléctricas entre vários troços que constituem o
circuito. É formado por uma caixa de substância isoladora (PVC) e
uma coroa de bornes, móveis quando utilizados em instalações de tipo
oculto ou embebido ou ainda interna; e fixa quando usada em
instalações de tipo a vista ou externa.
Tomada: é um dispositivo onde se ligam ou conectam condutores
activo (fase), neutro e por vezes terra, permitindo a ligação de circuitos
que alimentam aparelhos de utilização. É formado por dois (2) alvéolos
e dois (2) ou três (3) bornes de ligação, envolvidos por uma substância
isoladora.
Suporte de lâmpadas: é um dispositivo que permite ligar os
condutores activo (fase), neutro e por vezes terra, e fixar a lâmpada. É
formado por uma substância isoladora (PVC) ou ainda porcelana com
a parte interior roscada e dois (2) ou três (3) bornes de ligação ligados a
dois (2) contactos, sendo um (1) central e outro lateral, condutor activo
(fase) ao borne central e o neutro ao borne lateral, para que ao enroscar
ou desenroscar a lâmpada não seja electrocutado, também pode ser
metálico quando for armadura para fixar lâmpadas tubulares a
baioneta.
CONDUTORES INDUSTRIAIS
Para se falar dos condutores mais usados nas instalações eléctricas de baixa tensão (BT)
tem de ser presente a linguagem normalizada, isto é, as seguintes definições:
Alma condutora: o elemento destinado a condução de corrente eléctrica, podendo ser
constituído por um fio, por um conjunto de fios devidamente reunidos ou por perfis
adequados.
Quanto ao número de fios, a alma condutora pode ser unifilar (um só fio) ou multifilar
(vários fios). Relativamente à sua acção recta, a alma condutora pode ser circular
unifilar ou multifilar, sectorial maciça (sectores não circulares) ou multissectorial
(vários sectores independentes) e oval. No caso de ser multifilar, os fios constituintes
pode ser torcido (quando os fios estão enrolados heliçoidalmente sem uma lei regular)
ou cableados (quando os fios estão dispostos heliçoidalmente em camadas, enrolados
em sentidos opostos segundo uma lei regular).
Condutor Nu: condutor que não possui qualquer isolamento eléctrico contínuo. Estes
condutores apresentam-se sob forma de fio, de cabo, de barra de vareta e de tubo. Os
casos típicos de utilização destes condutores são:
Linhas aéreas;
Instalações interiores e exteriores de alta tensão (AT) e baixa tensão (BT);
As canalizações para intensidade de corrente muito alta;
As instalações de electroquímica em que para além de intensidade de corrente
muito alta, onde são sujeitos a corrosão de isolamento.
Os condutores nus utilizados nas instalações interiores e exteriores devem ser de cobre
semiduro, devem ser instalados fora do alcance das pessoas não qualificadas ou de
qualquer objecto manuseado na vizinhança. Os condutores devem ser fixados a
isoladores de vidro ou de porcelana.
Condutores isolados: sendo uma alma revestida de um ou mais camadas de material
isolante que asseguram o seu isolamento eléctrico.
Estes condutores apresentam-se sob forma de fios, cabos barras e tubos. São revestidos
de uma ou mais camadas de material isolante que assegura o seu isolamento eléctrico.
Cabo isolado ou simplesmente cabo: define-se, como condutor isolado, dotado de uma
bainha e ao conjunto de condutores isolados devidamente agrupados providos de
bainha, traça ou outro envolvente comum.
Os materiais isolantes mais utlizados no isolamento dos condutores são: o papel
impregnado de óleo, as composições de borracha natural e sintética, e os produtos
plásticos (policloreto de vinilo e o polietileno).
Para que cada condutor se distinga dos outros, o isolamento de cada um dos condutores
deve ser de cor diferente. O de cor mais clara deve ser o neutro.
Quando o cabo é dotado de armadura constituída por fitas de aço para protecção
mecânica, tem o nome de cabo armado.
Nas instalações de utilização de energia eléctrica não podem ser empregados condutores
com secções inferiores as seguintes:
Em circuitos para iluminação e outros fins- 1,5mm²;
Em circuitos para tomada destinados a forca motriz e pera aquecimentos-
2,5mm²;
Em circuitos de chegada do postelete ao quadro de distribuição- 4 a 6mm²
Tipos de instalação ou canalização
Canalização a vista: é uma instalação visual sem necessidade de retirar em
qualquer parte da instalação sobre o qual esta estabelecida. Neste tipo de
instalação emprega-se condutores ou cabos unifilares somente existentes no
mercado denominado por PBC.
Canalização oculta: é uma instalação que não é visível ou que não é curcível
sem remoção de qualquer elemento do meio em que se encontra (construção,
tecto ou solo) ou ainda sem remoção de si próprio. Neste tipo de instalação
emprega-se condutores ou cabos multifilares ou unifilares denominados por
PBT.
Classificação dos locais das instalações
Quanto as condições do ambiente, os locais podem ser:
Sem riscos especiais: são locais interiores que pelas suas condições ambientais
não estão incluídas em qualquer dos tipos descritos a seguir; ex: salas de estar,
salas de jantar a habitações particulares e quartos.
Temporariamente húmidos: consi dera-se assim os locais que podem estar
húmidos durante curto período, mas secam facilmente em virtude da sua
ventilação ou os locais exteriores cobertos e abrangidos de chuvas. Ex: cozinhas,
retretes com autoclismos e casa de banho, etc.
Montar correctamente condutores eléctricos de várias secções em terminais
Numa instalação externa ou a vista, os condutores são montados com
braçadeiras de varias dimensões como 7mm, 8mm, 12mm e buchas contendo
diversas dimensões como 5mm, 6mm, 8mm, 10mm e mais; todos estes materiais
sendo plásticos ou metálicos. Em regra deve ser usado o nível e a fita métrica
graduada para estética e beleza.
Numa instalação interna ou embebida ou ainda oculta, os condutores são
enfiados dentro de um tubo através de uma ferramenta com o nome de cabo de
enfiamento que serve para puxar os condutores e cabos eléctricos. Ao puxar
deve-se ter muito cuidado para não feri-los, porque podem criar curto-circuito se
entrarem em contacto um com o outro.
3° TEMA: seleccionar e montar fusíveis e disjuntores
Aparelhos de protecção
Aparelho de protecção: é um dipositivo que permite impedir ou limitar efeitos
perigosos ou prejudiciais da energia eléctrica, que estejam sujeitos pessoas e
bens ou instalações.
Os aparelhos de protecção destacam-se: cora-circuito fusível e disjuntor.
Corta-circuito fusível: é um dispositivo com finalidade de proteger instalações
de sobreintensidade.
Sobreintensidade: é o aumento do valor da intensidade na instalação eléctrica,
que ultrapassa os valores dimensionados numa instalação eléctrica.
Dimensionar a corrente: é calcular o valor para o correcto funcionamento
duma instalação eléctrica sem causar danos de bens, pessoas e residências ou
estabelecimentos comerciais ou ainda industriais.
Dá-se a sobreintensidade quando se verificar:
A passagem da corrente entre os elementos activo (fase) e neutro, sem que haja
qualquer resistência entre eles;
Situação de curto-circuito;
Um aumento de consumo da corrente eléctrica, por parte do utilizador, para além
de valores estipulados para a instalação (situação de sobrecarga).
Um corta- circuito fusível é constituído por:
A base: por um material isolante e incombustível (porcelana) e dois (2)
alvéolos;
O fusível: sendo um condutor calibrado, situado no interior da ficha fusível, de
(prata, platina, estanho ou cobre) que se funde sempre que se verifique situação
de sobreintensidade.
O corta-circuito fusível encontra se no mercado em três (3) tipos: de tipo rolo,
de tipo gardy e de tipo cartucho.
Quanto ao calibre encontram-se de: 32, 40, 50 e 63 (amperes), cujos mesmos são
montados na caixa de cofre, somente no condutor activo (fase), se for
monofásico é um (1), bifásico dois (2) e trifásicos três (3).
Disjuntor: é um dipositivo de segurança electromecânico que interrompe o
fluxo de energia eléctrica quando detecta sobrecargas ou curto-circuitos. A sua
principal função é proteger os fios, cabos e equipamentos contra
superaquecimento e incêndios, agindo como um interruptor automático
rearmável.
Principais funções e protecções
Protecção térmica (sobrecarga): detecta quando muitos aparelhos estão ligados
em simultâneo, gerando calor excessivo.
Protecção magnética (curto-circuito): actua instantaneamente quando os fios se
tocarem ou encostarem-se, causando um pico de corrente.
Manobra manual: permite desligar o circuito manualmente para manutenção.
Porque usar disjuntores?
Evita incêndios de origem eléctrica.
Protege a integridade dos aparelhos e da instalação.
Diferente do fusível, ele pode ser rearmado (religado) após resolver o problema.
Principais tipos
Termomagnéticos: mais comuns em residências e estabelecimentos comerciais.
Disjuntor DR (diferencial Residual): protege contra choques eléctricos.
Alta tensão: usados em indústrias e redes e redes eclécticas de grandes
dimensões.
Em suma, ele é essencial para garantir a segurança eléctrica de qualquer
ambiente, estes são de várias amperagens entre 2-63 amperes; para iluminação
entre 2-10 amperes, para tomadas monofásicas o principal (bipolar) 32 A,
parciais para tomadas entre 16-25 A dependendo o efeito; para trifásico principal
tectrapolar 63 A, parciais tripolares 40-63 A.
Na montagem de corta-circuito fusível somente é conectada a fase na entrada da
base e na saída para o contador se tiver até ao quadro de distribuição na entrada
do disjuntor sendo por baixo e a saída por cima do principal, para baixo e do/s
parciais e por cima destinado a distribuição do cómodo.
4°TEMA: Montar interruptores e tomadas
Aparelhos de comando- conceitos, constituição e local de montagem
Aparelho de comando: é um dipositivo que permite interromper, quando necessário o
condutor activo (fase), permitindo modificar o regime de funcionamento de uma
instalação eléctrica. Estes encontram-se diversificados como: botão de pressão,
interruptor simples, comutador de lustre ou interruptor bipolar, comutador de escada e
comutador inversor.
Botão de pressão: um dispositivo com a função de estabelecer,
momentaneamente uma continuidade no circuito. É formado por dois (2) bornes
de ligação fixas e uma (1) parte móvel envolvido numa substância isoladora.
Interruptor simples: é um dispositivo que comanda uma ou um grupo de
lâmpadas de um determinado local. É formado por dois (2) bornes de ligação
fixas e uma (1) parte móvel com a função de estabelecer ou interromper o
circuito eléctrico e todos os seus elementos estão envolvidos por uma substância
isoladora.
Comutador de lustre ou interruptor bipolar: é um dipositivo que comanda
separadamente duas (2) ou dois (2) conjuntos de lâmpadas de um só local. É
formado de três (3) ou quatro (4) bornes fixos de ligação e duas (2) partes
móveis com a função de estabelecer ou interromper o circuito eléctrico e todos
os seus elementos estão envolvidos por uma substância isoladora.
Comutador de escada: é um dipositivo que permite comutar o condutor activo
(fase), comandando uma (1) ou um (1) grupo de lâmpadas. É formado por três
(3) bornes fixos de ligação, dois (2) dos quais se encontram ligados entre si
(shuntados) e por uma (1) parte móvel com a função de estabelecer ou
interromper o circuito eléctrico, todos os seus elementos se encontram
envolvidos numa substância isoladora. Estes dispositivos funcionam dois (2) a
dois (2) e nunca um (1) comutador.
Comutador inversor: é um dispositivo que permite comutar o condutor activo
(fase), para duas (2) situações diferentes comandando uma (1)ou um (1) grupo
de lâmpadas. É formado por quatro (4) bornes fixos de ligação, (shuntados) dois
a dois e por uma parte móvel com a função de estabelecer ou interromper o
circuito eléctrico. Todos os seus elementos estão envolvidos numa substância
isoladora. A sua ligação é feita em cruz, ou seja, os condutores de entrada devem
ser ligados em bornes opostos.
NB: estes dispositivos acima citados, são montados a 1300-1500mm do soalho e
150-200mm do marco da porta, de modo que a porta ao abrir não impeça acesso
aos mesmos. Nas despensas e quartos ou casas de banho não podem estar no
interior do cómodo.
Montagem embebida e exterior
Na montagem destes dispositivos no caso de instalação embebida montam-se
nas caixas de aparelhagem e no caso de instalação externa na sua fixação monta-
se com buchas ou tacos aparafusados.
Lâmpadas incandescentes e fluorescentes
Lâmpadas incandescentes e sua constituição
A lâmpada incandescente tem como princípio de funcionamento a lei de joule.
No interior da ampola de vidro tem um filamento denominado por filamento de
Tungsténio. Para evitar a combustão do filamento, é introduzido no seu interior
um gás inerte que não combina com a matéria do filamento, tais como: Azoto,
Árgon, Néon, Crípton e Hélio que são obtidos pela dilatação racional do ar
líquido.
Para que o filamento tenha rendimento aceitável, a sua temperatura deve oscilar
até 2000°C. Este filamento funde a temperatura de 3850°C. Para além da
resistência eléctrica elevar-se em função da temperatura.
Os casquilhos encontram-se de dois tipos: de tipo Swan (a baioneta) e de tipo
Edson (a rosca).
Lâmpada fluorescente e sua constituição
A lâmpada fluorescente é constituída por: armadura metálica, mo interior o
balastro e arrancador a vista.
Armadura: serve para fixar a lâmpada, o balastro e arrancador.
Balastro: é um dispositivo com a função de elevar a tensão de alimentação nos
terminais da lâmpada para que se estabeleça e evitar que a intensidade da
corrente atinja valores perigosos para o funcionamento da lâmpada.
Arrancador: é um dispositivo com a função de completar a acção do balastro
no momento em que se inicia o funcionamento da lâmpada e este desactiva-se
logo que a lâmpada passe a emitir a energia luminosa.
A lâmpada contem no interior do tubo de vidro um pó chamado de Flúor que faz
a luz ou clareza que pode ser de varias cores.
Avarias frequentes
Falta de tensão de saída no balastro;
O arrancador não trancar por falta de tensão ou avaria deste;
Desgaste do flúor, neste caso já ter completado o tempo de vida útil sendo 10000
ou 13000 horas;
Se a tensão estiver a baixo do recomendado pode levar a lâmpada não arrancar.
Lâmpadas vapor de sódio (Na) e lâmpadas vapor de mercúrio (Hg)
Lâmpadas vapor de sódio (Na)
A lâmpada vapor de sódio, a ampola é constituída por um tubo de vidro em
forma de U contendo uma mistura de gás Néon e Árgon a baixa pressão e uma
pequena quantidade de sódio metálico.
Funcionamento: logo que a lâmpada é ligada há descarga através dos gases entre
uma luz vermelha. A medida em que o sódio vai se evaporando, a luz passa
gradualmente a ser emitida pelos seus vapores tornando a cor amarela. A
posição normal destas lâmpadas é horizontal. O sódio distribui-se
uniformemente ao longo do tubo, o que facilita a descarga.
As lâmpadas de vapor de sódio as mais utilizadas tem o fluxo luminoso de:
2500,4000,6500 e 10000 lúmen para potências de: 45, 60,85, 140 e 250W. a
duração media destas lâmpadas é da ordem de 13000 horas de funcionamento.
Utilização: a cor amarela da luz emitida por este tipo de lâmpadas é
desagradável, mas do grande relevo aos objectos. São empregues na iluminação
de estradas, aeroportos, balizas luminosas para indicação da passagem de peões,
em ruas de grande trânsito, e em locais onde a distribuição de cores é necessário.
Lâmpadas (tubulares) de vapor de mercúrio (Hg) a alta pressão
Nas lâmpadas de vapor de mercúrio a alta pressão a ampola é constituída por um
tubo de vidro contendo no seu interior um gás raro, geralmente de Árgon a alta
pressão e uma pequena quantidade de mercúrio.
Logo que a lâmpada é ligada a corrente de descarga faz-se através do gás entre
um eléctrodo auxiliar, com que a lâmpada é equipada para facilitar o arranque de
um dos eléctrodos principais.
A descarga, que por fim se faz entre os dois eléctrodos principais, evaporiza o
mercúrio aumentando gradualmente a luz emitida e tornando a cor azulada que
se aproxima da luz branca. São necessários cerca de cinco (5) minutos para que
a lâmpada atinja o seu regime normal de funcionamento.
Quando a lâmpada é desligada não se pode religar imediatamente, deve-se
aguardar um instante para dar tempo para que ela arrefeça. Estas lâmpadas
podem ser realimentadas com tensão alternada de 110 ou 220V.
Se forem realimentadas com 110V é necessário que seja realimentado pelo
secundário do transformador de dispersão, no caso de 220V, basta instalar em
série uma resistência indutiva.
Utilização: estas lâmpadas não têm propriedades tão favoráveis como as de
vapor de sódio. O seu uso esta praticamente limitada aos casos em que se
desejam fluxos luminosos bastantes elevados como o caso de iluminação publica
e em grandes espaços como nas garagens, fabricas etc.