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A hipertensão arterial sistêmica é uma doença crônica caracterizada por pressão arterial elevada, com fatores de risco como hereditariedade, obesidade e idade. O diagnóstico é feito com medições em consultas e pode envolver monitoramento ambulatorial, enquanto o tratamento inclui medidas não medicamentosas e medicamentos como IECAs e diuréticos. Situações especiais como HAS jaleco branco e urgências hipertensivas requerem atenção específica no manejo.

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A hipertensão arterial sistêmica é uma doença crônica caracterizada por pressão arterial elevada, com fatores de risco como hereditariedade, obesidade e idade. O diagnóstico é feito com medições em consultas e pode envolver monitoramento ambulatorial, enquanto o tratamento inclui medidas não medicamentosas e medicamentos como IECAs e diuréticos. Situações especiais como HAS jaleco branco e urgências hipertensivas requerem atenção específica no manejo.

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HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA

Doença crônica não transmissível definida por elevação persistente PAS ≥ a 140 mmHg
e/ou da PAD ≥ a 90 mmHg, em pelo menos duas ocasiões e na ausência de medicação
anti-hipertensiva.
-Pode levar a alterações em órgãos alvo (coração, cérebro, rins, vasos)

→ Fatores de risco:
-Hereditariedade, homens mais jovens e mulheres a partir da 6ª década,
sobrepeso/obesidade, idade avançada (enrijecimento progressivo, perda da complacência
de grandes artérias), etnia, ingesta de Na e K, álcool, medicamentos/drogas,

*A PA deve ser inicialmente medida nos dois braços e


idealmente estabelecida por medição simultânea.
○ Diferença > 15 mmHg da PAS entre os braços,
há o aumento do risco CV

→ Diagnóstico
-Feito em média de 2 consultas com valores de Pa ≥ 140x90 mmHg ou medida isolada de
≥ 180x110 mmHg e/ou LOA
-MAPA (monitorização ambulatorial da Pa) ou MRPA (monitorização residencial da Pa)
sempre que possível:
●​ Media de ≥ 130 x 80 mmHg (24 hrs)
OBS: nova diretriz classifica pré-hipertensão abrangendo valores de PAS entre 120-139
mmHg ou PAD entre 80-89 mmHg com o objetivo de identificar precocemente indivíduos em
risco e incentivar intervenções mais precoces para prevenir a progressão para HA!

Situações especiais:
-HAS jaleco branco: ocorre quando a PA é elevada no consultório (≥ 140 mmHg e/ou 90
mmHg), mas normal fora dele (< 130/80 mmHg na MRPA ou na MAPA de 24 horas)
-HAS mascarada: MAPA ↑ e no consultorio ok

→ Classificação:

→ Manifestações clínicas:
●​ Inicialmente assintomática
●​ Cronicamente – lesão de órgão alvo:
○​ Cardíacas – cardiopatia hipertensiva: HVE, IC; doenca coronariana
○​ Cerebrais – doença cerebrovascular: AVC, demência
○​ Retinianas – retinopatia hipertensiva; classificação keith-wegener
○​ Doenca renal cronica

→ Investigação de lesão de órgão alvo


Rotina inicial de todo paciente hipertenso e anual:
●​ Dosagem sérica de potássio
●​ Ácido úrico
●​ Creatinina
●​ Glicemia
●​ Colesterol total, TG e HDL (LDL calcular, so solicita se TG > 400)
●​ Sumario de urina
●​ Eletrocardiograma
●​ Função renal, TFGe pelo CKD-EPI*
●​ Razão proteinúria/creatininúria ou albuminúria/creatininúria

Estes são os principais pontos de avaliação do exame físico de um paciente com


HA!

→ Tratamento:
Medidas não medicamentosas → manter peso adequado, dieta, exercício físico, redução da
ingesta de álcool, cessar tabagismo, abordagem do estresse

Alvos:
< 130x80 mmHg

-As associações preferidas devem incluir um bloqueador do SRAA (IECA ou BRA) + BCC

⚠️
ou com um diurético ou similar

🚨
A associação de BRA com IECA é contraindicada!!!
Tanto IECA como BRA são contraindicados em gestantes – teratogênicos; utilizar
metildopa e/ou hidralazina em caso de emergências hipertensivas.

-As classes de medicamentos mais recomendadas incluem:


●​ Inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECAs)
Ex: enalapril, captopril, benazepril etc.
-Bloqueiam a ECA, reduzindo a produção de angiotensina II e a degradação
da bradicinina (tosse seca)
-Meia vida: 12 hrs; usar 2x ao dia
-Eficazes na ICFEr e pós-IAM
-Diminuem progressão da DRC, proteinúria e HVE
-Pode causar hiperpotassemia
-Contraindicado em gestantes

●​ Bloqueadores dos receptores da angiotensina II (BRAs)


Ex: losartana, valsartana, irbesartana
-Impedem ação da angiotensina II por bloqueio do receptor AT1;
-Eficazes na ICFEr, pós-IAM;
-Reduzem progressão de DRC, proteinúria e HVE
-Uso em pacientes com gota
-Contraindicado em gestantes

●​ Diuréticos (DIUs)
a)​ Diuréticos tiazídicos – ex: hidroclorotiazida; age no túbulo contorneado
distal; pacientes afrodescendentes respondem melhor do que IECA/BRA,
contraindicado em gota ativa! pode causar hiperglicemia;
b)​ Diuréticos de alça – ex: furosemida; ação no ramo ascendente da alça de
Henle; utilizada na DRC, IC e estados edematosos;

c)​ Diuréticos poupadores de potássio – ex: espironolactona; antagonista dos


receptores mineralocorticoides; HA resistente e refratária (4º
medicamento), uso em IC, status de hiperaldosteronismo, HA com
comorbidades, diminui proteinúria; pode provocar hipercalemia,
ginecomastia;

●​ Bloqueadores dos canais de cálcio (BCCs)


Ex: anlodipino, felodipino, nifedipino etc.
-Bloqueiam influxo de cálcio nas cels. musculares lisas vasculares e assim ↓
a resistência vascular
-Evitar uso em pacientes com ICFEr e taquiarritmias
-Pode provocar edema de membros inferiores
-Edema dose-dependente que melhora com uso de bloqueadores do SRAA e
não responde bem a diuréticos

●​ Betabloqueadores, com indicações específicas:


○​ Síndromes coronarianas (pós-IAM e angina), fibrilação atrial, ICFER,
controle de FC, DRC em hemodiálise, profilaxia de enxaqueca,
taquiarritmias, transtornos de ansiedade
○​ Contraindicações: bradicardia < 50 bpm, DAOP
○​ Propranolol – 1ª geração e não cardiosseletivo: bloqueia os receptores B1 e
B2; causa aumento da resistência arterial periférica e broncoconstrição
○​ Atenolol e metoprolol – 2ª geração e cardiosseletivo: bloqueia apenas os
receptores B1

Pseudocrise:
-Condição comum nos setores de emergência, onde não há LOA aguda ou risco imediato
de morte
-PA elevada diante de evento emocional, doloroso, ou de algum desconforto como:
●​ Enxaqueca, tontura rotatória, cefaleias vasculares e de origem musculoesquelética,
além de manifestações da síndrome do pânico
-PA muito elevadas
-Oligossintomáticos ou assintomáticos
a)​ Manejo: somente com repouso → analgesicos, tranquilizantes

Urgência hipertensiva:
-Sintomáticas em que há elevação acentuada da pressão arterial (PA)
○ (PAS) ≥ 180 e/ou diastólica (PAD) ≥ 120 mm Hg)
○ Sem lesão aguda e progressiva em órgãos-alvo (LOA)
○ Sem risco iminente de morte
Manejo:
Agudo – captopril (25 a 50 mg, pico de ação em 60-90 min), clonidina 0,100 a 0,200 mg,
ação mais rápida entre 30-60 min, ação sedativa)
Emergencia hipertensiva:
-Sintomáticas em que há elevação acentuada da PA
○ PAS ≥ 180 e/ou PAD ≥ 120 mm Hg)
○ LOA aguda e progressiva
○ Risco iminente de morte
○ Não é definida pelo nível da PA, apesar de frequentemente muito elevada, mas
predominantemente pelo status clínico do paciente

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