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SINASE

O Plano Nacional de Atendimento Socioeducativo (2013-2022) visa implementar e regulamentar o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE) no Brasil, promovendo a responsabilização educativa de adolescentes em conflito com a lei. O documento apresenta diretrizes, um marco situacional, um modelo de gestão e eixos operativos com metas e prazos, buscando integrar esforços entre diferentes esferas de governo e setores da sociedade. A consulta pública é parte do processo de construção de uma política pública eficaz que assegure os direitos humanos e a reintegração social dos adolescentes.

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O Plano Nacional de Atendimento Socioeducativo (2013-2022) visa implementar e regulamentar o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE) no Brasil, promovendo a responsabilização educativa de adolescentes em conflito com a lei. O documento apresenta diretrizes, um marco situacional, um modelo de gestão e eixos operativos com metas e prazos, buscando integrar esforços entre diferentes esferas de governo e setores da sociedade. A consulta pública é parte do processo de construção de uma política pública eficaz que assegure os direitos humanos e a reintegração social dos adolescentes.

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PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS


SECRETARIA NACIONAL DE PROMOÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
COORDENAÇÃO-GERAL DO SISTEMA NACIONAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO

Plano Nacional de Atendimento Socioeducativo


2013-2022

Versão para Consulta Pública

Brasília, maio de 2013.


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PLANO NACIONAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO - 2013-2022
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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO 03

1. DIRETRIZES 06

2. MARCO SITUACIONAL GERAL 07

2.1 Sistema de Justiça e Segurança 07

2.2 Unidades de Atendimento Inicial Integrado 08

2.3 Unidades para o Meio Fechado 08

2.4 Programas em Meio Aberto 09

2.5 Recursos Humanos 10

2.6 Sistema de Informações 10

3. MODELO DE GESTÃO DO SISTEMA SOCIOEDUCATIVO 11

4. EIXOS OPERATIVOS - METAS, PRAZOS E RESPONSÁVEIS 12

4.1 Eixo 01: Gestão 12

4.2 Eixo 02: Qualificação do atendimento 16

4.3 Eixo 03: Participação cidadã dos adolescentes 19

4.4 Eixo 04: Sistema de Justiça e Segurança 20

5. CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DO PLANO DECENAL


22
DO SINASE

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PLANO NACIONAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO - 2013-2022
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INTRODUÇÃO
No ano de 2006 o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente -
Conanda aprovou e publicou a resolução nº 119 que estabeleceu o Sistema Nacional de
Atendimento Socioeducativo - SINASE. Nesse mesmo ano, outro conjunto de propostas foi
encaminhado ao Congresso Nacional para que se fizessem os detalhamentos e
complementações necessárias ao Estatuto da Criança e Adolescente – ECA, no âmbito deste
tema, as quais deram origem à Lei Federal nº 12.594, aprovada no Congresso Nacional e
sancionada pela Presidenta Dilma Roussef em 18 de janeiro de 2012.
Estes dois documentos foram resultados de longo, intenso e aprofundado
processo de discussão realizado de forma participativa, mediante reuniões técnicas,
encontros descentralizados, audiências públicas e contribuições de instituições do Sistema
de Justiça, resultando em um texto amplo e consistente, refletindo assim a expressão do
pensamento dos diferentes atores do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do
Adolescente.
A Resolução e a Lei fazem parte do que denominamos de normatização e/ou
regulamentação, necessárias à implementação dos princípios consagrados na Constituição
Federal e no ECA em todo território nacional, referentes à execução das medidas
socioeducativas destinadas aos adolescentes a quem se atribui a prática do ato infracional.
A partir deste marco legal, alinhado aos princípios ora referidos, a política de
atenção ao adolescente em cumprimento de medida socioeducativa ganha novo status e
assume desafios de constituir-se em um Sistema Nacional, tornando-se uma Política Pública
articulada e com características específicas.
No exercício do papel de órgão gestor nacional do SINASE, a Secretaria de
Direitos Humanos da Presidência da República - SDH/PR convoca instituições do Sistema de
Justiça, os governos estaduais e municipais, as políticas setoriais da educação, saúde,
assistência social, segurança pública, trabalho, cultura, esporte e lazer, assim como os
profissionais que atendem aos adolescentes e suas famílias, os veículos e profissionais da
mídia, os atores e instituições do setor produtivo, além de e todos aqueles que de forma
direta ou indireta possam exercer sua contribuição para que o processo de responsabilização
do adolescente possa adquirir um caráter educativo, para um projeto nacional de
desenvolvimento da cidadania, redução dos diferentes tipos de violência e promoção dos
direitos humanos onde as medidas socioeducativas aplicadas alcancem seus objetivos de (re)
instituição de direitos, de interrupção da trajetória infracional e de inserção social,
educacional, cultural e profissional.
O presente documento apresentado à sociedade para consulta pública foi
construído com base no diagnóstico situacional do atendimento socioeducativo, nas
propostas deliberadas na IX Conferencia Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente,
no Plano Decenal dos Direitos da Criança e do Adolescente e no Plano Nacional de Direitos
Humanos III – PNDH 3.

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PLANO NACIONAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO - 2013-2022
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Sistematizada pela coordenação-geral do SINASE, esta primeira versão do


documento foi apresentada e discutida na Comissão Intersetorial de Acompanhamento do
SINASE, no Conanda (Assembleia e Comissão de Políticas Públicas), no Conselho Nacional de
Justiça - CNJ, no Fórum Nacional de Gestores dos Programas de Meio Fechado do SINASE –
Fonacriad, assim como no Fórum Nacional da Justiça Juvenil - Fonajuv. Todos estes
colegiados fizeram as suas contribuições ao que está sendo apresentado.
Buscou-se, nesse primeiro momento, construir um texto sucinto priorizando as
metas e prazos, que após amplo debate e sugestão da sociedade, orientará o planejamento
do segmento nas três esferas de governo. Cabe ressaltar que o Plano Decenal do SINASE é
um importante passo para uma gestão pública eficiente, eficaz e efetiva, que atenda às
demandas, interesses e expectativas dos seus beneficiários. O Plano Decenal norteará o
planejamento, a construção, execução, o monitoramento e a avaliação dos Planos Estaduais
e Planos Municipais do SINASE, além de incidir diretamente na construção e/ou
aperfeiçoamento de indicadores e na elaboração do Plano Plurianual, Lei de Diretrizes
Orçamentárias e Lei Orçamentária Anual. Sob sua contribuição, vislumbra-se construir e
sustentar as capacidades superação do imediatismo e das ações pontuais relacionadas ao
atendimento socioeducativo, alcançando indicar neste processo como se dará a forma de
cofinanciamento deste sistema, antiga pauta desde a aprovação do ECA, bem como sua
gestão frente ao pacto federativo.
Neste sentido, o Plano Decenal do SINASE deverá traduzir as expectativas e
estratégias de longo prazo (período de 10 anos), correlacionado com instrumentos de médio
e curto prazo, bem como, com a alocação de recursos públicos a cada exercício. Este Plano
Decenal servirá como referência para a formulação dos Planos Decenais nos âmbitos
estadual e municipal.
O documento base para consulta pública do Plano Decenal do SINASE,
distribuído em 4 Eixos e 53 Metas, está estruturado da seguinte forma:

• Diretrizes:
Expressam as perspectivas basilares e orientações que norteiam o Plano
Decenal do SINASE.

• Marco situacional geral:


Panorama dos principais elementos de resistência ao reordenamento do
Sistema Socioeducativo e que necessitam de superação, identificadas em
exercícios de análise ambiental.

• Modelo de Gestão do Atendimento Socioeducativo:


Apresenta a proposta matricial e a estrutura orgânica/funcional do Sistema
Socioeducativo.

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PLANO NACIONAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO - 2013-2022
Versão para Consulta Pública

• Metas, prazos e responsáveis, de acordo com os eixos operativos do Plano:


As metas descritas para os dez anos possuem prazos intermediários. As
propostas sistematizadas na primeira etapa de contribuição para a elaboração
da versão de consulta pública do Plano Decenal, foram organizadas em 4
eixos:

Eixo 01: Gestão


Eixo 02: Qualificação do atendimento
Eixo 03: Participação cidadã dos adolescentes
Eixo 04: Sistema de Justiça e Segurança

• Cronograma:
Relaciona os principais marcos executivos e prazos para desenvolvimento do
Plano Decenal do SINASE.

Com a implantação da Resolução do Conanda e da Lei do SINASE, todo o Sistema


Nacional de Atendimento Socioeducativo é chamado à efetivação e à celeridade dos
procedimentos pelo Sistema de Justiça, à melhoria da gestão nas unidades do meio fechado
e nos programas de meio aberto, à aplicação das medidas socioeducativas na ordem prevista
no ECA, assim como à consequente melhoria do atendimento ao adolescente a quem se
atribui a prática do ato infracional, na perspectiva de uma política pública eficaz e que
cumpra a sua missão.
Os avanços conquistados com os novos marcos regulatórios devem produzir
avanços no atendimento, alcançando o cotidiano dos programas socioeducativos, e acima de
tudo, criando oportunidades de construção de projetos de autonomia e emancipação cidadã
dos adolescentes.
Esta é uma tarefa do Estado e de toda a sociedade brasileira: somos convidados
a estabelecer nossas metas para os próximos dez anos para a socioeducação no Brasil. Mãos
à obra!

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PLANO NACIONAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO - 2013-2022
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1. DIRETRIZES

O Plano Decenal do SINASE, a partir dos documentos citados será referenciado


pelas diretrizes abaixo, que deverão nortear as propostas de superação das dificuldades
identificadas.

a) Gestão compartilhada entre as Três esferas de governo em cofinanciamento.


b) Integração operacional dos órgãos operadores do sistema (art. 8º, da Lei nº
12.594/2012).
c) Humanização das Unidades de Internação.
d) Primazia das medidas em meio aberto.
e) Foco na socioeducação por meio da construção de novos projetos de vida,
pactuados com os adolescentes e consubstanciados em Planos Individuais de
Atendimento.
f) Incentivo ao protagonismo, participação e autonomia dos adolescentes.
g) Criação de mecanismos de prevenção, mediação de conflitos e práticas
restaurativas.
h) Garantia das visitas familiares e visita intima.
i) Garantia da oferta e acesso à educação de qualidade, atividades esportivas, de
lazer, cultura e profissionalização no centro de internação.
j) Garantia do acesso do adolescente a Justiça, MP e Defensoria, inclusive de ser
ouvido sempre que requerer.
k) Garantia ao adolescente da reavaliação e progressão da MSE.
l) Presunção da inocência do adolescente.
m) Valorização dos profissionais da socioeducação e formação continuada.
n) Autonomia dos Conselhos dos Direitos nas deliberações, controle social e
fiscalização do Plano e do SINASE.

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PLANO NACIONAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO - 2013-2022
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2. MARCO SITUACIONAL GERAL

O ECA, sem dúvida alguma, é um marco na garantia dos direitos humanos de


crianças e adolescentes em nosso país. No ambiente da redemocratização política, a
sociedade brasileira foi capaz de construir um instrumento que garantiu a todas as crianças e
adolescentes o reconhecimento como sujeitos de direitos.
Para tanto, foi e é necessária uma série enorme de mudanças para concretizar
estes princípios consagrados em nossa legislação, tendo como amparo a inscrição em nossa
constituição da garantia da absoluta prioridade a todas as crianças e adolescentes,
indiscriminadamente.
Aos adolescentes a quem se atribui a autoria do ato infracional, não é e nem
pode ser diferente. Mas, sem dúvida neste campo há muito mais o que fazer, pois carrega
em si todas as principais contradições da nossa sociedade. Ainda hoje persistem propostas
de retrocesso nos princípios e avanços concretizados há pouco mais de vinte e dois anos
pela legislação brasileira.
Para modificar, temos que conhecer. Nestes últimos anos aprofundamos muitos
estudos e experiências que nos mostram o quanto o sistema socioeducativo ainda não
incorporou e, portanto, não universalizou em sua prática os avanços conquistados na
legislação. Das inúmeras questões que estão pendentes, precisamos identificar aquelas
principais que são impeditivas da garantia de direitos efetivarem-se a este grupo de
adolescentes, os que se envolvem com os atos infracionais.
Passamos a destacar os principais elementos que tem impedido o
reordenamento do sistema socioeducativo, a destacar:

2.1. Sistema de Justiça e Segurança:

• Insuficiência de varas, promotorias e defensorias especializadas e quadros


técnicos.
• Falta de conhecimentos sobre os princípios que regem toda a trajetória do/a
adolescente a quem é designada a autoria de um ato infracional.
• Deficiência no cumprimento dos prazos do devido processo legal.
• Insuficiência de provimentos quem coadunem com o SINASE.
• Insuficiência de pessoal nas equipes interprofissionais das Varas, Promotorias
e Defensorias.
• Carência na formação e capacitação dos operadores do Direito e da
Segurança Pública e dos demais operadores do Sistema de Justiça da Infância
e Juventude.
• Ausência de Defensoria Pública, de atuação expressiva, em todas as Unidades
Federativas.

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PLANO NACIONAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO - 2013-2022
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• Insuficiência de Delegacias Especializadas.


• Subutilização da remissão ministerial e judicial e de mecanismos de solução
de conflitos na esfera extrajudicial.
• Falta, insuficiência ou incompletude das equipes interprofissionais.
• Espaço físico e infraestrutura geral.
• Necessidade de regionalização das Varas da Infância e da Juventude.
• Ausência da padronização dos procedimentos.

2.2. Unidades de Atendimento Inicial Integrado:

• Ausência de Atendimento Integrado na maior parte das UF .


• Estrutura e pessoal insuficientes e ausência de Instituições e serviços nos
atendimentos integrados existentes, de acordo com o que dispõe o artigo 88,
inciso V, do Estatuto da Criança e do Adolescente.
• Insuficiência na articulação da Rede de Atendimento.
• Escassez da destinação de recursos orçamentários para a politica de
atendimento socioeducativo.
• Ausência de integração do Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública,
Delegacia do Adolescente em conflito com a lei, Executores de medidas
socioeducativas em meio aberto e de internação.
• Ausência de ações municipais nas áreas de educação, saúde e ação social para
aplicação das medidas protetivas àqueles que necessitarem.

2.3. Unidades para o Meio Fechado:

• Violações constantes aos direitos dos adolescentes.


• Ausência de Projeto Político Pedagógico em todas as Unidades e Programas
Socioeducativos, ocasionando a descontinuidade das ações.
• Baixa efetividade na execução do projeto político-pedagógico na aplicação das
medidas privativas.
• Práticas desalinhadas do ponto de vista conceitual e prático entre unidades
socioeducativas, nos programas e entre os órgãos operadores do Sistema.
• Superlotação nas unidades socioeducativas.
• Inadequação de suas instalações físicas: ausência de cofinanciamento na
manutenção, condições insalubres e ausência de espaços físicos adequados para
escolarização, lazer, profissionalização, saúde e outras políticas necessárias.
• Ausência de vagas no sistema para atendimento de todos os adolescentes a
quem foi aplicada a medida.

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PLANO NACIONAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO - 2013-2022
Versão para Consulta Pública

• Plano Individual de Atendimento inexistente ou pouco consistente.


• Baixa efetividade na apuração e responsabilização dos agentes públicos nos casos
de violação aos direitos dos adolescentes.
• Destinação das vagas de internação provisória para jovens internados em
decorrência de sentença (desvirtuamento do objeto do atendimento da unidade).
• Permanência dos adolescentes em unidades distantes do domicilio de seus pais
ou responsáveis.
• Falta de entendimento e gestão sobre o sistema de segurança específico nas
unidades de internação e semi liberdade.
• Desarticulação entre os executores das medidas socioeducativas de internação e
em meio aberto.
• Insuficiência de Programa de Acompanhamento do Egresso, especialmente em
relação ao meio sociofamiliar, mediante equipe multidisciplinar.

2.4. Programas em Meio Aberto:

• Desarticulação das políticas setoriais na efetivação destas medidas


socioeducativas.
• Não estabelecimento da ação socioeducativa como política pública específica.
• Falta de entendimento sobre as diferenças entre medidas protetivas e medidas
socioeducativas.
• Falta de interlocução com a rede de atendimento.
• Falta de qualificação dos municípios para a implementação da política.
• Deficiência de recursos para o cofinanciamento destinado à implementação de
medidas socioeducativas em meio aberto.
• Falta de especialização dos equipamentos destinados ao atendimento de
adolescentes autores de ato infracional e suas famílias.
• Ausência sistemática de mecanismos de prevenção e proteção e/ou falta de
integração com programas destinados ao atendimento de adolescentes autores
de ato infracional e suas famílias.
• Ausência de Projeto Político Pedagógico em todas as Unidades e Programas
socioeducativos, ocasionando a descontinuidade das ações.
• Uso insuficiente ou inadequado do Plano Individual de Atendimento – PIA,
comprometendo a construção de projetos de vida.
• Dificuldades no estabelecimento de parcerias para ampliação das medidas de
meio aberto, especialmente Prestação de Serviços à Comunidade – PSC.
• Ausência e/ou insuficiência de políticas de inclusão atraentes aos adolescentes e
jovens, a fim de evitar a reincidência.
• Plano Individual de Atendimento inexistente ou pouco consistente.
• Práticas desalinhadas do ponto de vista conceitual e prático.

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PLANO NACIONAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO - 2013-2022
Versão para Consulta Pública

2.5. Recursos Humanos:

• Quadro de pessoal do sistema socioeducativo pouco estruturado insuficiente


para o atendimento da demanda e incompleto segundo diretrizes do SINASE.
• Remuneração incompatível com o trabalho especializado e completo exigido.
• Alta rotatividade de pessoal, principalmente devido à carência de servidores
efetivos, tanto nas Unidades de meio fechado quanto nos Programas de meio
aberto.
• Equipe técnica e de gestão com necessidade específica de qualificação.
• Formação fragmentada e desarticulada dos profissionais que atuam no Sistema.
• Fragilidade institucional da política - articulação incipiente entre os órgãos
envolvidos na gestão; insuficiência de regulamentação e cofinanciamento.
• Carência de suporte em saúde mental para todos os operadores institucionais.

2.6. Sistema de Informações:

• SIPIA SINASE não absorvidos como ferramentas de informação e gestão e


monitoramento.
• Ausência de registros sistemáticos sobre a situação do Sistema Socioeducativo e
sua população.
• Dificuldade do SIPIA/SINASE se integrar aos dados dos tribunais, Promotorias,
Defensorias e órgãos dos executivos Estaduais e Municipais responsáveis pela
execução de medidas socioeducativas.
• Falta de integração do SIPIA SINASE com o Cadastro Nacional de Adolescentes em
Conflito com a Lei – CNACL (CNJ), causando desperdício de tempo e de pessoal
para cadastramento de informações semelhantes.

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PLANO DECENAL DO SISTEMA NACIONAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO
Versão para Consulta Pública

3. MODELO DE GESTÃO DO SISTEMA SOCIOEDUCATIVO:

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PLANO NACIONAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO - 2013-2022
Versão para Consulta Pública

4. EIXOS OPERATIVOS - METAS, PRAZOS E RESPONSÁVEIS:


4.1. Eixo 01 – Gestão:

EIXO 01: GESTÃO


METAS PERÍODO RESPONSÁVEL
1. Implementar o SINASE garantindo os recursos financeiros em cofinanciamento para o
2013 a 2022
funcionamento adequado dos programas socioeducativos, com ênfase no direito à
(aumento anual de
convivência familiar e comunitária, à inclusão educacional, cultural e profissional, com base SDH/PR
10% dos recursos
na Lei 12.594/2012 (Deliberação da IX Conferencia dos Direitos da Criança e do
previstos para 2013)
Adolescente_2012_eixo 2_proposição 21).

2. Ações específicas de articulação das políticas públicas voltadas à prevenção e tratamento


de drogadição aos adolescentes que pratiquem atos infracionais, inclusive para os
2013-2022 MS/MDS
adolescentes que estejam cumprindo medidas socioeducativas de Internação ou
Semiliberdade.

3. Ampliar e articular políticas, programas, ações e serviços do SINASE para atendimento aos
2013 a 2022
adolescentes que pratiquem ato infracional, observando as responsabilidades específicas
(permanente, através
do Poder Executivo, do Sistema de Justiça e das demais instâncias do Sistema de Garantia
de termos entre os SDH/PR
de Direitos e com base na Resolução 119 do Conanda e na Lei 12.594/2012, que trata deste
órgãos para execução
Sistema (Deliberação da IX Conferencia Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
das MSE)
eixo 2_proposição 16).

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PLANO NACIONAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO - 2013-2022
Versão para Consulta Pública

2013 a 2016
4. Ampliar a capacidade orçamentária, técnica e institucional de todos os municípios com
(aumento de 20%
mais de 20.000 habitantes para execução de medidas socioeducativas em meio aberto, com Nas três esferas
por ano na
técnicos e/ou equipes específicas, em cofinanciamento (Plano Decenal de DH de Crianças e do Executivo
capacidade de
Adolescentes, diretriz 4_meta 56).
atendimento)

2013 a 2014-através
5. Estabelecer diretrizes para a integração do SINASE com o SUS, SUAS, Segurança Pública,
de termos e SDH/PR
Educação, Cultura, Esporte, Trabalho, Habitação e Justiça, Cultura, Esporte e Lazer.
normatizações

Até 2015 100% dos


6. Estruturar, implementar e consolidar o Sistema Nacional de Informações sobre o
atendimentos SDH/PR
Atendimento Socioeducativo1.
registrados
7. Normatizar na esfera federal o SIPIA SINASE. 2013 a 2015 SDH/PR

8. Implantação e implementação do Sistema de Informação do Atendimento Socioeducativo –


SIPIA, em todos os municípios das regiões metropolitanas das capitais dos estados
2013 a 2016 SDH/PR
brasileiros e/ou naqueles de maior concentração de incidências dos atos infracionais, assim
como em regiões sob o impacto de grandes projetos de desenvolvimento.

1
De acordo com a Lei de criação do SINASE.

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PLANO NACIONAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO - 2013-2022
Versão para Consulta Pública

9. Ampliação do financiamento, da capacidade técnica e institucional dos municípios das


regiões metropolitanas, para a execução de programas e serviços de atendimento a Nas três esferas
2013 a 2018
adolescentes em conflito com a lei e suas famílias, com a criação de piso específico na do Executivo
Assistência Social, na Saúde e na Educação.

Executivos
10. Ampliar a presença da Defensoria Pública, visando garantir Defensor Público para
2014-2022 Estaduais e
atendimento aos processos da Infância e da Adolescência, com prioridade absoluta.
Distrital

11. Promover a integração do SIPIA SINASE com o CNACL (CNJ), além de sua integração com os
sistemas informacionais dos Tribunais de Justiça, Promotorias e Defensorias. Disponibilizar
2013-2016 SDH/CNJ
no sistema a guia de execução (provisória e definitiva), mandado de busca e apreensão com
prazo para cumprimento de 06 meses e alvará de liberação.

12. Implantar o Sistema de Informações para a Infância e Adolescência (SIPIA) do Sistema


Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE) nos programas de privação de liberdade SDH/Sistemas
nas 27 Unidades da Federação; nos programas em meio aberto nos municípios com mais de Estaduais,
2013-2016
20 mil habitantes (Deliberação da IX Conferencia Nacional dos Direitos da Criança e do Distrital/
Adolescente_eixo 5_proposição 17 e Diretriz 04_Meta 59/PNDH-3_Objetivo Estratégico VII Fonacriad
–b).

13. Criação da ouvidoria nacional dos direitos humanos de crianças e adolescentes com
independência e autonomia política, com mandato e indicação pelo Conselho Nacional dos
2015 SDH/PR
Direitos da Criança e do Adolescente – Conanda (Plano Decenal DH de crianças e
adolescentes_diretriz 04_meta64/ PNDH-3_Objetivo Estratégico VII –k).

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PLANO NACIONAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO - 2013-2022
Versão para Consulta Pública

SDH/Sistemas
14. Estimular a realização do levantamento de dados acerca das principais causas da prática de
Estaduais,
ato infracional entre adolescentes (e mesmo crianças), com a subsequente implementação 2014
Distrital/
de mecanismos de prevenção.
Fonacriad

15. Efetuar, periodicamente, o diagnóstico da qualidade e eficiência do trabalho desenvolvido


pelos programas, serviços e técnicos que executam as ações relativas ao SINASE,
acompanhando, dentre outros, os índices de reincidência e de sucesso à reintegração 2014-2022 SDH/PR
escolar e familiar, inserção no mercado de trabalho e atendimento à saúde (incluindo de
usuários de substâncias psicoativas).

16. Assegurar o repasse “Fundo a Fundo” dos recursos destinados à implementação das ações
Conselho
correspondentes ao SINASE em todos os Estados e Municípios, sem prejuízo da exigência
Nacional, Distrital
de contrapartidas, da destinação de recursos no orçamento dos órgãos públicos 2014-2022
e Estaduais de
corresponsáveis pela sua execução (art. 8º, da Lei nº 12.594/2012) e do desenvolvimento
Direitos
mecanismos de controle de sua adequada utilização.

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PLANO NACIONAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO - 2013-2022
Versão para Consulta Pública

4.2. Eixo 02 – Qualificação do atendimento:

EIXO 02: QUALIFICAÇÃO DO ATENDIMENTO


METAS PERÍODO RESPONSÁVEL
SDH/Sistemas
1. Qualificar e reordenar 100% as Unidades de Internação (PNDH-3_objetivo estratégico VII –f,
2013 a 2015 Estaduais,
g, h e i).
Distrital/Fonacriad

2. Ampliar o número de servidores efetivos nas Unidades de Atendimento em meio fechado e Executivos
nos Programas de meio aberto com vistas à continuidade das ações/atividades 2013 a 2022 Estaduais,
desenvolvidas pelos executivos estaduais/municipais. Distrital/Municipais
Até 2015 aumento de SDH/MDS/
3. Ampliar para 100% e qualificar a cobertura dos serviços de execução das Medidas
20% ao ano na Executivos
Socioeducativas em Meio Aberto em parceria SDH e MDS2 (PNDH-3_objetivo estratégico VII
capacidade de Estaduais,
– e).
atendimento Distrital/Municipais
4. Estabelecer e implementar Politica de formação continuada dos profissionais do sistema 2013 a 2022
socioeducativo consolidando as Escolas Estaduais e Distrital de Socioeducação (PNDH 3 – (Até 2015 as 27 UF SDH/PR
Objetivo estratégico VII_c). com Escolas

2
Meta estabelecida no plano decenal do MDS período 2007 a 2010 – metas do governo federal.

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PLANO NACIONAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO - 2013-2022
Versão para Consulta Pública

implantadas)
5. Elaborar e implantar Normas de Referência destinadas ao atendimento socioeducativo –
2013 a 2014 SDH/PR
Parâmetros Pedagógicos.
6. Elaborar e implantar Normas de Referência – Parâmetros de Segurança. 2013 a 2014 SDH/PR

7. Elaborar e implantar Normas de Referência – Parâmetros Arquitetônicos. 2013 a 2014 SDH/PR

8. Elaborar e implantar Normas de Referência – Parâmetros de Gestão. 2013 a 2014 SDH/PR


SDH/Executivos
9. Adequação arquitetônica de 100% das unidades de atendimento socioeducativo. 2013 a 2017
Estaduais e Distrital
SDH/MDS/
10. Instituir protocolos de atendimento socioeducativo em todas as instâncias do sistema
2013 a 2014 Sistemas Estaduais
socioeducativo.
e Distrital
SDH/
11. Implantar em todas as Capitais, Distrito Federal e Municípios das Regiões
Executivos
Metropolitanas, os Núcleos de Atendimento Integrado (NAI) ao adolescente que se atribua 2013 a 2022
Estaduais,
ato infracional (Plano Decenal dos DH de crianças e adolescentes_diretriz 04_meta 58).
Distrital/Municipais
Todos os
12. Adoção do Plano Individual de Atendimento – PIA em todo o atendimento
2013 Responsáveis pelas
socioeducativo, em qualquer fase e modalidade de execução.
MSE
13. Promoção do exercício da cidadania com a expedição de documentos pessoais: Carteira Todos os
de Identidade, CPF, Titulo de Eleitor, Certificado de Reservista, Carteira de Trabalho e 2013-2022 Responsáveis pelas
Previdência Social (CTPS). MSE

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14. Promover a adequação de equipamentos do SUS para o atendimento individualizado e


especializado de adolescentes autores de ato infracionais com de transtornos mentais aos
2014 MS
quais sejam aplicadas as medidas de internação hospitalar e/ou tratamento em regime
ambulatorial.

15. Propor equipe multiprofissional em todas as comarcas dos municípios de regiões


2014-2022 Tribunais de Justiça
metropolitanas.
16. Estabelecer e implantar politica de formação continuada específica para todos os
profissionais do Sistema de Garantia de Direitos que atuam em medida socioeducativa, com Até 2015 SDH/PR
garantia de dotação orçamentária assinalada no fundo estadual.
Executivos
17. Realização de concursos públicos específicos, com análise de perfil profissional para
2013 a 2022 Estaduais/
trabalhadores em unidade de atendimento socioeducativo.
Distrital
18. Implementação de cursos profissionalizantes em parceria com as faculdades,
SDH/Executivos
universidades, entidades de ensino profissionalizantes, empresas públicas e privadas,
Até 2020 Estaduais, Distrital
sociedade civil organizada cujo objetivo é ampliação dos locais para a execução de PSC bem
e Municipais
como implementação de cursos profissionalizantes, inclusive na modalidade à distância.
Executivos
19. Implantar de forma regionalizada unidades de internação, levando em consideração a
Até 2020 Estaduais e
densidade demográfica da região, visando a garantia do direito à convivência familiar.
Distrital
20. Elaborar proposta para a criação da categoria profissional dos Agentes Socioeducativos
2013 a 2020 SDH/Fonacriad
(com qualificação em nível técnico).

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21. Articulação entre as Corregedorias Gerais de Justiça e do Ministério Público para que:
a) realizem intervenções juto aos gestores municipais visando a implantação dos Programas
de Execução das medidas em meio aberto no maior número possível de Comarcas; b)
2013-2022 SDH/PR
promovam a edição de atos normativos orientando juízes e promotores de justiça a
adotarem atitude proativa fomentando a implantação de programas de execução das
medidas socioeducativas em meio aberto em suas respectivas comarcas.
22. Implantação do projeto Pai Presente do CNJ – Conselho Nacional de Justiça. 2013-2022 CNJ

4.3. Eixo 03 – Participação cidadã dos adolescentes:

EIXO 03: PARTICIPAÇÃO CIDADÃ DOS ADOLESCENTES


METAS PERÍODO RESPONSÁVEL
1. Criar, implementar e garantir espaços de participação dos adolescentes, fortalecendo
as ações de promoção, garantia e defesa de direitos e responsabilidade cidadãs. (IX Responsáveis pela
2013 a 2014
Conferencia Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente_Eixo 3_proposição 05/PNH MSE
3_diretriz 08_objetivo estratégico I_e)
2. Garantir a participação no processo das conferências livres dos adolescentes e nas
Conselhos de
comissões organizadoras das conferencias. (IX Conferencia Nacional dos Direitos da Criança e 2013 a 2022
Direitos
do Adolescente_Eixo 3_proposição 08 PNH 3_diretriz 08_objetivo estratégico I_e /)

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3. Assegurar a participação do adolescente na construção e execução do PIA em meio Responsáveis pela


2013
aberto e fechado MSE

4. Assegurar a participação de adolescentes nas comissões destinadas à elaboração e


revisão dos Planos de Atendimento Socioeducativos, bem como de avaliação e Responsáveis pela
2013-2022
acompanhamento da gestão dos Sistemas de Atendimento Socioeducativo em todos os Entes MSE
Federados.

4.4. Eixo 04 – Sistema de Justiça e Segurança:

EIXO 03: SISTEMA DE JUSTIÇA E SEGURANÇA


METAS PERÍODO RESPONSÁVEL
1. Monitorar as informações processuais por meio do Sistema Nacional de Avaliação e
Acompanhamento do Atendimento Socioeducativo, com vista à erradicação da aplicação
2013 a 2022 SDH, Fonacriad
indevida de medidas socioeducativas e internação provisória (Castanhal - PA: proposta de
exclusão dessa meta por ser indevida).
Tribunais de Justiça
2. Criação das Varas especializadas em todos os municípios das regiões metropolitanas. 2014-2022 e Assembleias
Legislativas

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3. Reordenamento das varas da Infância e da Juventude, com: a) separação das áreas de


proteção e de apuração de atos infracionais/execução de medidas socioeducativas; b) fixação CNJ/Tribunais de
2014-2022
do numero de feitos em tramitação para garantir a celeridade da prestação jurisdicional Justiça
exigida; c) disponibilização dos recursos materiais e humanos compatíveis com as atribuições.
4. Reduzir em 50% a taxa de internação de adolescentes em conflito com a lei (Plano
CNJ/Tribunais de
Decenal de DH de Crianças e Adolescentes_diretriz 4_meta 57/ PNH-3_objetivo estratégico 2013 a 2015
Justiça
VII_d).
5. Estimular a implantação e regionalização de delegacias, varas, promotorias, defensorias
públicas especializadas, com equipe interprofissional nas 27 capitais e regiões metropolitanas CNJ/
2013 a 2017
e municípios onde haja unidades de execução de medidas socioeducativas em meio fechado Ministério da
(implantar 5 por ano)
(IX Conferencia dos Direitos da Criança e do Adolescente_eixo 2_proposição 20/ plano decenal Justiça
DH – diretriz 04 meta 66).
6. Realizar levantamento anual relativo a adolescentes submetidos a processo judicial de 2013 a 2022
SDH
apuração de ato infracional. (permanente)
7. Implantar varas específicas da Infância e da Juventude com equipe técnica específica
2013 a 2022
para atendimento em Municípios que tenha unidades socioeducativas de Privação de CNJ
Liberdade.
8. Dotar as Varas da Infância e da Juventude, em todas as comarcas, de equipes
2014-2022 Tribunais de Justiça
interprofissionais habilitadas, compostas de pedagogos, psicólogos e assistentes sociais.
9. Promover a formação continuada de todos os integrantes do Sistema de Justiça da
SDH/PR/Tribunais
Infância e da Juventude, de modo a promover sua qualificação funcional e perfeita integração 2013-2022
de Justiça
com os demais componentes do Sistema de Atendimento Socioeducativo.

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Versão para Consulta Pública

10. Estimular a implementação de mediação de conflito e práticas restaurativas no âmbito


2013- 2022 SDH/PR
das Varas da Infância e da Juventude e nas escolas.
11. Estimular a articulação com o Programa de Proteção a Criança e Adolescentes
Ameaçados de Morte (PPCAM) em todas as unidades da federação, visando à garantia do 2013-2022 SDH/PR
direito à vida aos adolescentes ameaçados de morte egressos do sistema socioeducativo.

5. CRONOGRAMA DE DESENVOLVIMENTO DO PLANO DECENAL DO SINASE:

2013
AÇÕES
FEV MAR ABR MAI JUN JUL SET OUT
Elaboração do Texto Base X
Apresentação do texto base na Comissão Intersetorial X
ETAPA 1 Apresentação do texto base na CPP do Conanda X
Apresentação do texto base no Fonacriad X
Apresentação do texto base no Conselho Nacional de Justiça X

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Versão para Consulta Pública

Apresentação do texto base no Fonajuv X


Apresentação do texto base na Assembleia do Conanda X
Recebimento de propostas ao texto base X X X
Sistematização das propostas X
Consulta Pública X X

ETAPA 2 Sistematização da Consulta Pública X

Apresentação ao Conanda para deliberação X


ETAPA 3 Apresentação e debate nas 27 UF X X

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