SINASE
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SUMÁRIO
INTRODUÇÃO 03
1. DIRETRIZES 06
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PLANO NACIONAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO - 2013-2022
Versão para Consulta Pública
INTRODUÇÃO
No ano de 2006 o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente -
Conanda aprovou e publicou a resolução nº 119 que estabeleceu o Sistema Nacional de
Atendimento Socioeducativo - SINASE. Nesse mesmo ano, outro conjunto de propostas foi
encaminhado ao Congresso Nacional para que se fizessem os detalhamentos e
complementações necessárias ao Estatuto da Criança e Adolescente – ECA, no âmbito deste
tema, as quais deram origem à Lei Federal nº 12.594, aprovada no Congresso Nacional e
sancionada pela Presidenta Dilma Roussef em 18 de janeiro de 2012.
Estes dois documentos foram resultados de longo, intenso e aprofundado
processo de discussão realizado de forma participativa, mediante reuniões técnicas,
encontros descentralizados, audiências públicas e contribuições de instituições do Sistema
de Justiça, resultando em um texto amplo e consistente, refletindo assim a expressão do
pensamento dos diferentes atores do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do
Adolescente.
A Resolução e a Lei fazem parte do que denominamos de normatização e/ou
regulamentação, necessárias à implementação dos princípios consagrados na Constituição
Federal e no ECA em todo território nacional, referentes à execução das medidas
socioeducativas destinadas aos adolescentes a quem se atribui a prática do ato infracional.
A partir deste marco legal, alinhado aos princípios ora referidos, a política de
atenção ao adolescente em cumprimento de medida socioeducativa ganha novo status e
assume desafios de constituir-se em um Sistema Nacional, tornando-se uma Política Pública
articulada e com características específicas.
No exercício do papel de órgão gestor nacional do SINASE, a Secretaria de
Direitos Humanos da Presidência da República - SDH/PR convoca instituições do Sistema de
Justiça, os governos estaduais e municipais, as políticas setoriais da educação, saúde,
assistência social, segurança pública, trabalho, cultura, esporte e lazer, assim como os
profissionais que atendem aos adolescentes e suas famílias, os veículos e profissionais da
mídia, os atores e instituições do setor produtivo, além de e todos aqueles que de forma
direta ou indireta possam exercer sua contribuição para que o processo de responsabilização
do adolescente possa adquirir um caráter educativo, para um projeto nacional de
desenvolvimento da cidadania, redução dos diferentes tipos de violência e promoção dos
direitos humanos onde as medidas socioeducativas aplicadas alcancem seus objetivos de (re)
instituição de direitos, de interrupção da trajetória infracional e de inserção social,
educacional, cultural e profissional.
O presente documento apresentado à sociedade para consulta pública foi
construído com base no diagnóstico situacional do atendimento socioeducativo, nas
propostas deliberadas na IX Conferencia Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente,
no Plano Decenal dos Direitos da Criança e do Adolescente e no Plano Nacional de Direitos
Humanos III – PNDH 3.
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• Diretrizes:
Expressam as perspectivas basilares e orientações que norteiam o Plano
Decenal do SINASE.
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• Cronograma:
Relaciona os principais marcos executivos e prazos para desenvolvimento do
Plano Decenal do SINASE.
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1. DIRETRIZES
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PLANO DECENAL DO SISTEMA NACIONAL DE ATENDIMENTO SOCIOEDUCATIVO
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3. Ampliar e articular políticas, programas, ações e serviços do SINASE para atendimento aos
2013 a 2022
adolescentes que pratiquem ato infracional, observando as responsabilidades específicas
(permanente, através
do Poder Executivo, do Sistema de Justiça e das demais instâncias do Sistema de Garantia
de termos entre os SDH/PR
de Direitos e com base na Resolução 119 do Conanda e na Lei 12.594/2012, que trata deste
órgãos para execução
Sistema (Deliberação da IX Conferencia Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
das MSE)
eixo 2_proposição 16).
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2013 a 2016
4. Ampliar a capacidade orçamentária, técnica e institucional de todos os municípios com
(aumento de 20%
mais de 20.000 habitantes para execução de medidas socioeducativas em meio aberto, com Nas três esferas
por ano na
técnicos e/ou equipes específicas, em cofinanciamento (Plano Decenal de DH de Crianças e do Executivo
capacidade de
Adolescentes, diretriz 4_meta 56).
atendimento)
2013 a 2014-através
5. Estabelecer diretrizes para a integração do SINASE com o SUS, SUAS, Segurança Pública,
de termos e SDH/PR
Educação, Cultura, Esporte, Trabalho, Habitação e Justiça, Cultura, Esporte e Lazer.
normatizações
1
De acordo com a Lei de criação do SINASE.
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Executivos
10. Ampliar a presença da Defensoria Pública, visando garantir Defensor Público para
2014-2022 Estaduais e
atendimento aos processos da Infância e da Adolescência, com prioridade absoluta.
Distrital
11. Promover a integração do SIPIA SINASE com o CNACL (CNJ), além de sua integração com os
sistemas informacionais dos Tribunais de Justiça, Promotorias e Defensorias. Disponibilizar
2013-2016 SDH/CNJ
no sistema a guia de execução (provisória e definitiva), mandado de busca e apreensão com
prazo para cumprimento de 06 meses e alvará de liberação.
13. Criação da ouvidoria nacional dos direitos humanos de crianças e adolescentes com
independência e autonomia política, com mandato e indicação pelo Conselho Nacional dos
2015 SDH/PR
Direitos da Criança e do Adolescente – Conanda (Plano Decenal DH de crianças e
adolescentes_diretriz 04_meta64/ PNDH-3_Objetivo Estratégico VII –k).
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SDH/Sistemas
14. Estimular a realização do levantamento de dados acerca das principais causas da prática de
Estaduais,
ato infracional entre adolescentes (e mesmo crianças), com a subsequente implementação 2014
Distrital/
de mecanismos de prevenção.
Fonacriad
16. Assegurar o repasse “Fundo a Fundo” dos recursos destinados à implementação das ações
Conselho
correspondentes ao SINASE em todos os Estados e Municípios, sem prejuízo da exigência
Nacional, Distrital
de contrapartidas, da destinação de recursos no orçamento dos órgãos públicos 2014-2022
e Estaduais de
corresponsáveis pela sua execução (art. 8º, da Lei nº 12.594/2012) e do desenvolvimento
Direitos
mecanismos de controle de sua adequada utilização.
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2. Ampliar o número de servidores efetivos nas Unidades de Atendimento em meio fechado e Executivos
nos Programas de meio aberto com vistas à continuidade das ações/atividades 2013 a 2022 Estaduais,
desenvolvidas pelos executivos estaduais/municipais. Distrital/Municipais
Até 2015 aumento de SDH/MDS/
3. Ampliar para 100% e qualificar a cobertura dos serviços de execução das Medidas
20% ao ano na Executivos
Socioeducativas em Meio Aberto em parceria SDH e MDS2 (PNDH-3_objetivo estratégico VII
capacidade de Estaduais,
– e).
atendimento Distrital/Municipais
4. Estabelecer e implementar Politica de formação continuada dos profissionais do sistema 2013 a 2022
socioeducativo consolidando as Escolas Estaduais e Distrital de Socioeducação (PNDH 3 – (Até 2015 as 27 UF SDH/PR
Objetivo estratégico VII_c). com Escolas
2
Meta estabelecida no plano decenal do MDS período 2007 a 2010 – metas do governo federal.
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implantadas)
5. Elaborar e implantar Normas de Referência destinadas ao atendimento socioeducativo –
2013 a 2014 SDH/PR
Parâmetros Pedagógicos.
6. Elaborar e implantar Normas de Referência – Parâmetros de Segurança. 2013 a 2014 SDH/PR
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21. Articulação entre as Corregedorias Gerais de Justiça e do Ministério Público para que:
a) realizem intervenções juto aos gestores municipais visando a implantação dos Programas
de Execução das medidas em meio aberto no maior número possível de Comarcas; b)
2013-2022 SDH/PR
promovam a edição de atos normativos orientando juízes e promotores de justiça a
adotarem atitude proativa fomentando a implantação de programas de execução das
medidas socioeducativas em meio aberto em suas respectivas comarcas.
22. Implantação do projeto Pai Presente do CNJ – Conselho Nacional de Justiça. 2013-2022 CNJ
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2013
AÇÕES
FEV MAR ABR MAI JUN JUL SET OUT
Elaboração do Texto Base X
Apresentação do texto base na Comissão Intersetorial X
ETAPA 1 Apresentação do texto base na CPP do Conanda X
Apresentação do texto base no Fonacriad X
Apresentação do texto base no Conselho Nacional de Justiça X
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