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Atividade Micro

O documento apresenta um desafio de diagnóstico microbiológico com seis casos clínicos que exigem a identificação de microrganismos, justificativas microbiológicas e interpretação de resultados. Os alunos devem trabalhar em grupos para resolver os casos, abordando aspectos como coleta, processamento, meios de cultura e provas bioquímicas. Além disso, o documento inclui uma atividade final que requer a priorização de amostras para processamento em um laboratório com capacidade limitada.
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Atividade Micro

O documento apresenta um desafio de diagnóstico microbiológico com seis casos clínicos que exigem a identificação de microrganismos, justificativas microbiológicas e interpretação de resultados. Os alunos devem trabalhar em grupos para resolver os casos, abordando aspectos como coleta, processamento, meios de cultura e provas bioquímicas. Além disso, o documento inclui uma atividade final que requer a priorização de amostras para processamento em um laboratório com capacidade limitada.
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Atividade – Desafio de Diagnóstico Microbiológico

Modalidade: grupos de 4 a 5 alunos


Produto: resolução escrita entregue ao final da aula.

Orientações aos alunos

Cada grupo deverá resolver os casos clínico-laboratoriais apresentados. Não será suficiente
indicar o provável microrganismo. Todas as respostas deverão apresentar justificativa
microbiológica, demonstrando domínio sobre coleta e processamento da amostra, meios de
cultura, condições de incubação, controle do crescimento microbiano, provas bioquímicas,
identificação automatizada e interpretação dos resultados.

CASO 1 – Infecção do trato urinário

Paciente do sexo feminino, 27 anos, apresenta disúria, polaciúria e urgência miccional há


três dias. Não utilizou antimicrobianos recentemente. Foi solicitada urocultura.

A amostra apresentou crescimento significativo de um único tipo de colônia. Na avaliação


inicial, observou-se bacilo Gram-negativo, oxidase negativo, fermentador de lactose e indol
positivo.

Responda:

a) Qual é o microrganismo mais provável?


b) Qual meio de cultura poderia ser utilizado para isolamento primário e quais características
seriam esperadas?
c) Explique por que a fermentação da lactose é importante para a identificação inicial.
d) Qual a importância da prova da oxidase nesse caso?
e) Cite três provas bioquímicas adicionais que poderiam auxiliar na identificação e informe
os resultados esperados.
f) Explique como um sistema automatizado poderia realizar a identificação desse isolado.
g) Se a cultura apresentasse três espécies bacterianas diferentes, sem predomínio de uma
delas, como o resultado deveria ser interpretado? Justifique.
h) Qual seria a consequência de manter a amostra por várias horas em temperatura
ambiente antes do processamento?

CASO 2 – Infecção respiratória

Paciente de 68 anos, internado há oito dias, desenvolve febre, tosse produtiva, dispneia e
infiltrado pulmonar. A secreção respiratória apresenta numerosos neutrófilos e bacilos Gram-
negativos. Após incubação, surgem colônias com pigmentação característica. O isolado é
oxidase positivo e não fermentador de lactose.

a) Qual microrganismo deve ser fortemente considerado?


b) Quais características apresentadas sustentam sua hipótese?
c) Escolha meios de cultura adequados para o processamento e explique a função de cada
um.
d) Explique a diferença microbiológica entre um organismo não fermentador e um
fermentador de lactose.
e) Que prova bioquímica apresentada no caso ajuda a diferenciá-lo das Enterobacterales?
f) Como temperatura, atmosfera e tempo de incubação podem interferir no resultado da
cultura?
g) Um sistema automatizado identificou o isolado com probabilidade de 72%. O resultado
deve ser liberado automaticamente? Justifique.
h) Explique por que a qualidade da amostra respiratória é fundamental antes mesmo da
cultura.

CASO 3 – Infecção tegumentar

Paciente de 32 anos apresenta abscesso cutâneo doloroso com presença de secreção


purulenta. Na bacterioscopia foram observados cocos Gram-positivos agrupados em
cachos. O isolado apresentou catalase positiva e coagulase positiva.

a) Identifique o provável agente etiológico.


b) Explique, sequencialmente, como os resultados de Gram, catalase e coagulase
conduzem à identificação.
c) Qual meio seletivo/diferencial poderia ser utilizado? Explique seu princípio.
d) Qual seria o comportamento esperado do microrganismo nesse meio?
e) Compare o resultado esperado da coagulase desse organismo com Staphylococcus
epidermidis.
f) Se a amostra tivesse sido coletada apenas superficialmente sobre uma lesão aberta, qual
seria o principal problema microbiológico?
g) Diferencie colonização, contaminação e infecção nesse contexto.

CASO 4 – Infecção intestinal

Paciente apresenta diarreia, febre e cólicas abdominais após consumo de alimento de


procedência duvidosa. A coprocultura demonstra bacilos Gram-negativos, não
fermentadores de lactose, oxidase negativos e produtores de H₂S.

a) A partir desses resultados, indique o gênero bacteriano mais provável.


b) Qual meio diferencial permitiria evidenciar a produção de H₂S?
c) Explique o princípio microbiológico da formação do precipitado/escurecimento associado
ao H₂S.
d) Por que meios seletivos são particularmente importantes em coproculturas?
e) Explique por que a microbiota intestinal torna o diagnóstico microbiológico desse tipo de
infecção mais complexo.
f) Quais provas adicionais seriam necessárias antes da identificação definitiva?
g) Um aluno afirma: “Toda bactéria encontrada nas fezes de um paciente com diarreia é o
agente etiológico.” Analise criticamente essa afirmação.

CASO 5 – Infecção genital

Paciente de 23 anos apresenta corrimento uretral purulento e disúria. A bacterioscopia


demonstra numerosos neutrófilos contendo diplococos Gram-negativos intracelulares.

a) Qual é a principal suspeita?


b) Qual meio de cultura enriquecido/seletivo pode ser empregado?
c) Quais condições de incubação são importantes para recuperação desse microrganismo?
d) Qual resultado é esperado na prova da oxidase?
e) Por que esse organismo exige maior cuidado no transporte e processamento da amostra?
f) Compare as vantagens e limitações da cultura e dos métodos moleculares nesse
diagnóstico.
g) Explique por que um resultado negativo de cultura não necessariamente exclui a infecção.

CASO 6 – Meningite: o caso crítico

Paciente de 19 anos chega à emergência apresentando febre alta, cefaleia intensa, rigidez
de nuca, vômitos e petéquias. O líquor apresenta aspecto turvo. Na bacterioscopia são
visualizados diplococos Gram-negativos.

O laboratório recebe o material às 14h10. Entretanto, por falha na comunicação, a amostra


permanece sem processamento até as 17h40.

a) Qual é a principal hipótese etiológica?


b) Qual é a relevância epidemiológica desse achado?
c) Indique meios apropriados para cultura.
d) Quais condições de incubação devem ser utilizadas?
e) Explique por que o atraso no processamento pode comprometer o diagnóstico.
f) Quais consequências um resultado falso-negativo poderia trazer para o paciente e para
as ações de Vigilância em Saúde?
g) Quais métodos poderiam complementar a cultura?
h) Identifique três erros no fluxo laboratorial que deveriam ser investigados e proponha uma
ação corretiva para cada um.

ESAFIO FINAL – “VOCÊ É O RESPONSÁVEL PELO LABORATÓRIO”

Um laboratório recebeu simultaneamente:

Amostra A: urina
Amostra B: secreção de abscesso
Amostra C: fezes
Amostra D: secreção respiratória
Amostra E: secreção uretral
Amostra F: líquor

O laboratório possui capacidade limitada e vocês são a equipe responsável pelo setor de
Microbiologia.

Elaborem uma tabela de decisão microbiológica contendo, para cada amostra:


Critérios de Exame Meio(s) de Provas Identificação
Amostra Incubação
qualidade/rejeição direto cultura iniciais complementar

1. Qual dessas amostras deve receber maior prioridade de processamento? Justifique.


2. Organizem as seis amostras em uma sequência de prioridade e defendam a decisão do
grupo.

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