0% acharam este documento útil (0 voto)
0 visualizações6 páginas

ACLS

O documento apresenta um resumo detalhado sobre o suporte avançado de vida (ACLS) e suporte básico de vida (BLS), incluindo passos para checar a cena, iniciar RCP, uso de desfibriladores e identificação de ritmos cardíacos chocáveis e não chocáveis. Também aborda técnicas de compressão e ventilação, administração de medicamentos e cuidados pós-parada cardiorrespiratória. Além disso, discute causas reversíveis de parada e a importância de monitoramento contínuo durante o atendimento.

Enviado por

raphaeltink10
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
0 visualizações6 páginas

ACLS

O documento apresenta um resumo detalhado sobre o suporte avançado de vida (ACLS) e suporte básico de vida (BLS), incluindo passos para checar a cena, iniciar RCP, uso de desfibriladores e identificação de ritmos cardíacos chocáveis e não chocáveis. Também aborda técnicas de compressão e ventilação, administração de medicamentos e cuidados pós-parada cardiorrespiratória. Além disso, discute causas reversíveis de parada e a importância de monitoramento contínuo durante o atendimento.

Enviado por

raphaeltink10
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

ACLS –

RESUMO

Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo


2/2019
ACLS – RESUMO
Ana Bárbara Dias Lopes Urzedo
2/2019

BLS
1) Checar se a cena é segura
2) “Sou um profissional de saúde e estou paramentado”
3) Verificar responsividade: “Senhor, senhor” – encostar nos ombros do paciente!!!
4) Observar se há movimentos ventilatórios – em 5 segundos
5) Movimentos ventilatórios ausentes > Chamar ajuda: “Fulana, ligue para o SAMU” “Ciclano, vá ver se aqui
tem DEA”
6) Checar pulso (carotídeo ou femoral) – em 5-10 segundos
7) Pulso ausente/indeterminado: iniciar RCP – 30 compressões para 2 ventilações (se não tem como ventilar,
faz compressões ininterruptas)
8) Chegou DEA: para tudo > liga o DEA > coloca pás no tórax do paciente > liga o cabo no lugar que pisca >
espera ler o ritmo
- Ritmo chocável: pedir para todos se afastarem > aplicar choque em 3, 2, 1... (aperta o botão)
- Ritmo não chocável: retornar RCP
9) Se não tem DEA: checar pulso a cada ciclo (2 minutos)

RCP DE ALTA QUALIDADE:


 Profundidade de 5-6cm
 Frequência de 100-120bpm
 Permitir o retorno total do tórax após cada compressão
 Minimizar interrupções
 Alternar os profissionais a cada 2 min para evitar fadiga
 Evitar ventilação excessiva

Técnica:
- Compressão
 Lado direito do paciente
 Colocar a região hipotênar da mão dominante 2 dedos acima do processo xifoide
 A mão dominante toca no tórax e a mão não dominante em cima dela, com os dedos entrelaçados
 Braço e antebraço em 90º
 A força deve vir dos 2 ombros para potencializar a compressão
 Contar em voz alta

- Ventilação
 Ficar atrás da cabeça do paciente, colocando a cabeça dele entre os joelhos
 Realizar a hiperextensão cervical na hora de ventilar (Chin-lift)
 Observar cavidade oral – presença de corpo estranho?
 Cada ventilação dura 1 segundo com intervalo de 3-5 segundos

- Choque
 Monofásico: utilizam apenas um fluxo de corrente (unidirecional) e requerem alta energia (360 joules)
 Bifásico: utilizam fluxo de corrente que vai e volta (bidirecional) e requerem menor energia (120-200 joules)
*Sempre usar a maior carga do aparelho
Situações especiais para o uso do DEA:
 Se estiver na região onde tem que colocar a pá, afaste-as pelo menos 8 cm ou opte
Portador de MP
por outro posicionamento (ex: anteroposterior)
 Remover o excesso de pelos com as pás/esparadrapo/lâmina, somente no local em
Excesso de pelos
que estas serão posicionadas – só usa as pás se tiver outras pás!!!!
Tórax molhado  Secar o tórax do paciente
Adesivos de  Remover os adesivos se estiver no local em que as pás serão posicionadas
medicamentos
 Utilizar DEA com pás pediátricas e/ou atenuador de carga > pás de adultos
Crianças (1-8 anos) *Se o tórax for muito estreito, posicionar as pás anteroposteriormente (uma sobre o esterno
e outra entre as escápulas)
 Desfibrilador manual > DEA com pás pediátricas e/ou atenuador de carga > pás de
Lactentes (0-1 ano) adulto, posicionando-as anteroposteriormente (uma sobre o esterno e outra entre as
escápulas)

ACLS
O ACLS começa depois da checagem do ritmo – antes disso é BLS!

RITMOS DE PARADA
 RITMOS CHOCÁVEIS
 Ritmo desorganizado, anárquico, caótico
 Ausência de onda P e complexo QRS
Fibrilação  Ritmo irregular
ventricular  Taquicardia
(FV)  Pode ser grosseira ou fina (aumentar ganho
para diferenciar de assistolia)
 Nunca tem pulso
 Ritmo organizado (o estímulo nasce no
Taquicardia ventrículo), mas aberrante
ventricular  QRS largo
sem pulso  Ritmo regular
(TVSP)  Taquicardia (FC muito alta!)
 Pode ser polimórfica ou monomórfica

 RITMOS NÃO CHOCÁVEIS


 Qualquer ritmo organizado sem pulso – grupo
heterogêneo de ritmos
AESP  Mais organizado
 QRS estreito
 Bradicardia
 Linha reta
 Ausência de onda P e complexo QRS
Assistolia  Sem FC
*Protocolo da linha reta: verificar cabos, aumentar
ganho e mudar derivação

RITMOS CHOCÁVEIS
1) Verificar responsividade: “Senhor, senhor” – encostar nos ombros do paciente!!!
2) Observar se há movimentos ventilatórios
3) Checar o pulso – gastar 5-10 segundos
4) Distribuir funções: “ João, vá buscar o carrinho de parada. Dayna e Victor fiquem na compressão, alternando
entre si a cada ciclo. Amanda, fique na ventilação. Carol, pegue um acesso venoso e me ajude nas
medicações, caso seja necessário.”
5) Iniciar RCP – 30 compressões para 2 ventilações
6) Quando desfibrilador disponível: checar ritmo com as pás
- FV/TV: todos se afastem, choque em 3, 2, 1... (apertar botão)
7) Após choque: retomar RCP
*Pedir para colocar eletrodos (monitorização multiparâmetro)
8) Após 1 ciclo (2 min): avaliar o ritmo
- FV/TV: todos se afastem, aplicar choque em 3, 2, 1... (apertar botão) e retornar RCP
*Aplicar Epinefrina 1mg + SF 20ml em bolus e elevar o MS do paciente por 20 segundos
9) Após 1 ciclo (2 min): avaliar o ritmo
- FV/TV: todos se afastem, aplicar choque em 3, 2, 1... (apertar o botão) e retornar RCP
*Aplicar Amiodarona 300mg (2amp)+ SF 20ml em bolus e elevar o MS do paciente por 20 segundos
10) Após 1 ciclo (2 min): avaliar ritmo
- FV/TV: todos se afastem, aplicar choque em 3, 2, 1... (apertar o botão) e retornar RCP
*Aplicar Epinefrina 1mg + SF 20ml em bolus e elevar o MS do paciente por 20 segundos
11) Após 1 ciclo (2 min): avaliar ritmo
- FV/TV: todos se afastem, aplicar choque em 3, 2, 1... (apertar o botão) e retornar RCP
*Aplicar Amiodarona 150mg (1amp) + SF 20ml em bolus e elevar o MS do paciente por 20 segundos
12) Após 1 ciclo (2 min): avaliar ritmo
- FT/TV: todos se afastem, aplicar choque em 3, 2, 1... (apertar o botão) e retornar RCP
*Aplicar Epinefrina 1mg + bolus SF 20ml e elevar MS do paciente (ciclo sim, ciclo não para sempre)

REGRAS:
 Ritmos chocáveis: fazer 1ª dose de Epinefrina após o 2º choque e apenas 2 doses de Amiodarona (2amp >
1amp)
 A Epinefrina deve ser repetida ciclo sim, ciclo não (a cada 3-5 minutos)
 A Amiodarona pode ser substituída por Lidocaína

RITMOS NÃO CHOCÁVEIS


1) Verificar responsividade: “Senhor, senhor” – encostar nos ombros do paciente!!!
2) Observar se há movimentos ventilatórios
3) Checar o pulso – gastar 5-10 segundos
4) Distribuir funções: “ João, vá buscar o carrinho de parada. Dayna e Victor fiquem na compressão, alternando
entre si a cada ciclo. Amanda, fique na ventilação. Carol, pegue um acesso venoso e me ajude nas
medicações, caso seja necessário.”
5) Iniciar RCP – 30 compressões para 2 ventilações
6) Quando desfibrilador disponível: checar ritmo com as pás
- Linha reta: realizar protocolo da linha reta > checar cabos, aumentar ganho e mudar derivação
- Assistolia/AESP: retornar RCP + pensar nas causas reversíveis
*Aplicar Epinefrina 1mg + SF 20ml em bolus e elevar o MS do paciente por 20 segundos
7) Após 1 ciclo (2 min): avaliar ritmo
- Assistolia: retornar RCP + pensar nas causas reversíveis
- AESP: checar pulso > sem pulso > retornar RCP + pensar nas causas reversíveis
8) Após 1 ciclo (2 min): avaliar ritmo
- Assistolia: retornar RCP + pensar nas causas reversíveis
- AESP: checar pulso > sem pulso > retornar RCP + pensar nas causas reversíveis
*Aplicar Epinefrina 1mg + SF 20ml em bolus e elevar o MS do paciente por 20 segundos

Causas reversíveis
HIPOVOLEMIA Histórico, veias do pescoço planas Volume (1000ml de SF 0,9%)
HIPÓXIA Cianose, problemas com a ventilação Oxigenação ou ventilação ou via aérea avançada
HIDROGÊNIO
Insuficiência renal, DM Bicarbonato de sódio
(ACIDOSE)
Insuficiência renal, DM, diálise
Bicarbonato de sódio + Cloreto de cálcio + Glicose
HIPERCALEMIA recente, fístulas para diálise,
+ Insulina
medicações
HIPOCALEMIA Diurético Magnésio
HIPOTERMIA Exposição ao frio Reaquecer
TENSÃO DO TÓRAX Distensão das veias do pescoço,
Toracocentese de alívio + drenagem torácica
(PNEUMOTÓRAX) desvio de traqueia, ventilação difícil
TAMPONAMENTO
Distensão das veias do pescoço Pericardiocentese de alívio
CARDÍACO
TOXINAS Bradicardia, garrafas vazias, pupilas Antídoto específico
TEP Veias do pescoço distendidas Embolectomia cirúrgica ou fibrinolítico
TROMBOSE - Com supra de ST: angioplastia de urgência
Histórico, idade
CARDÍACA (IAM) - Sem supra de ST: angioplastia eletiva

REGRAS:
 As medicações devem ser aplicadas no início de cada ciclo
 Ritmos não chocáveis: fazer Epinefrina o mais precoce possível
 A Epinefrina deve ser repetida ciclo sim, ciclo não (a cada 3-5 minutos)

Se IOT em VM: compressões contínuas (100-120/min) + retirar da VM, conectar AMBU e fazer 1 ventilação a cada 6
segundos + avaliar ritmo a cada 2 minutos

CUIDADOS PÓS PCR


A – Via aérea/Consciência
 Respira ou não?
 Responde ao chamado ou não?

B – Respiração
- Respira: oferecer O2 – manter SatO2 > 94%
- Não respira: ventilar com AMBU (1 ventilação a cada 6 segundos) até poder intubar

C – Circulação
 Hipotenso? – manter PAS > 90 e PAM > 65
- Sim: pulmão limpo > volume (1-2 litros de SF 0,9%) > respondeu > IOT
- Sim: pulmão congesto > aminas (noradrenalina em bomba de infusão contínua) > respondeu IOT
- Não: IOT

 Pedir capnógrafo
Funções:
a. Confirma posicionamento do tubo – se ETCO2 = 0: tubo no esôfago
b. Monitora qualidade da RCP – se ETCO2 < 10: RCP ineficiente (manter 12-15 durante RCP)
c. Estima prognóstico – se ETCO2 < 10 por muito tempo com RCP eficiente: mau prognóstico
d. Indica retorno da circulação espontânea – se ETCO2 30-40: paciente voltou
e. Indica PCR – ETCO2 = 0 com ventilação mecânica funcionando: PCR

ETCO2 alvo: 30-40mmHg


PaCO2: 35-45mmHg
PaCO2 > ETCO2
Durante RCP: ETCO2 12-15mmHg
1 (linha reta inicial): CO2 da inspiração (= 0)
2 (ascensão): CO2 do espaço morto
3 (ponto máximo): CO2 dos alvéolos

D – Neurológico
 Se comatoso: avaliar controle direcionado de temperatura – manter entre 32-36 graus por 24 horas

E – Exames
Solicitar:
 ECG
 RX de tórax
 Hemograma
 Gasometria arterial
 Ionograma
 Coagulograma
 Glicemia de 4/4h e insulinoterapia conforme esquema

ECG com supra de ST: serviço de hemodinâmica urgente


ECG sem supra de ST: serviço de hemodinâmica

Você também pode gostar