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Cftv Modulo i

CFTV, ou Circuito Fechado de TV, é um sistema de monitoramento que permite visualizar e gravar imagens de diversos ambientes, evoluindo com a tecnologia para incluir funções como reconhecimento facial e acesso remoto. O conceito surgiu em 1942 e, ao longo dos anos, tornou-se mais acessível e sofisticado, com uma variedade de câmeras e sensores disponíveis no mercado. Um projeto eficaz de CFTV depende da escolha adequada de equipamentos e do entendimento das necessidades específicas de cada cliente.

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Cftv Modulo i

CFTV, ou Circuito Fechado de TV, é um sistema de monitoramento que permite visualizar e gravar imagens de diversos ambientes, evoluindo com a tecnologia para incluir funções como reconhecimento facial e acesso remoto. O conceito surgiu em 1942 e, ao longo dos anos, tornou-se mais acessível e sofisticado, com uma variedade de câmeras e sensores disponíveis no mercado. Um projeto eficaz de CFTV depende da escolha adequada de equipamentos e do entendimento das necessidades específicas de cada cliente.

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1.

O que é CFTV

1.1. O que é CFTV?

CFTV ou "Circuito Fechado de TV” (do inglês: closed-circuit television, CCTV), era o nome dado ao
sistema de televisionamento que era composto por dispositivos de visualização (câmeras) e um ou
mais dispositivos de exibição (monitores). Dessa forma era possível assistir tudo o que acontecia em
vários ambientes simultaneamente de um ou mais monitores.

Podemos ainda definir da seguinte forma: Circuito Fechado de TV é um dos meios mais eficientes
para controle e prevenção tanto da segurança pessoal e patrimonial. Através do CFTV é possível ver
e gravar imagens de locais diversos, tais como ambientes residenciais, coorporativos e públicos.

A sigla CFTV permanece até hoje, juntamente com a ideia inicial, porém o sistema de CFTV sofreu
inúmeras mudanças, tanto no âmbito tecnológico quanto aplicacional.

Com o desenvolvimento da tecnologia o crescimento da internet, atualmente é possível através de


equipamentos e software, visualizar o local que possui CFTV de um computador distante, ou seja,
qualquer um que tenha acesso à internet pode conectar-se ao CFTV de sua casa ou empresa e
verificar o que está se passando lá em tempo real, claro que ela precisa da “sua permissão” para tal.

Quando falamos do aspecto tecnológico, podemos dizer que o CFTV deixou de ser um simples sistema
de monitoramento e tornou-se algo muito mais elaborado, mesmo quando exerce suas funções mais
básicas. Hoje o sistema de CFTV mais simples que existe é capaz de gravar as imagens (com sistemas
totalmente digitais) que são reproduzidas em tempo real, visualizar os ambientes remotamente por
computadores que tenham acesso a internet ou até tablets e smartphones.

Quando pensamos no âmbito aplicacional, CFTV deixou de ser um sistema exclusivo de


monitoramento e passou a exercer várias outras funções, como por exemplo reconhecimento facial,
análise laboratorial, leitor de matrículas ou até mesmo de placas de veículos.
Quando pensamos no âmbito aplicacional, CFTV deixou de ser um sistema exclusivo de
monitoramento e passou a exercer várias outras funções, como por exemplo reconhecimento facial,
análise laboratorial, leitor de matrículas ou até mesmo de placas de veículos.

É dever de um técnico conhecer os melhores equipamentos do Mercado e as melhores práticas. Deve


saber a diferença entre diversos dispositivos que apesar de aparentemente idênticos, têm sua
peculiaridade e com isso podem alterar consideravelmente nosso projeto, seja no valor ou seja no
resultado final.

A escolha de bons equipamentos, ou o equipamento certo para cada ocasião, são a base do sucesso
de um projeto e consequentemente a eficácia do sistema e a satisfação do cliente.

Com a grande variedade de equipamentos no Mercado, podemos afirmar que existe a solução correta
para cada cliente e cabe a nós, técnicos, saber escolher e apontar aquilo que atenderá de forma mais
ampla as necessidades de cada um.

1.2. História do CFTV

O conceito de CFTV surgiu em 1942, em plena Segunda Guerra, quando a Siemens desenvolveu a
ideia de observar o lançamento dos foguetes V-2 em uma pequena cidade alemã. Quem encabeçava
a equipe responsável era o cientista Walter Bruch.

No ocidente, o primeiro sistema de CFTV comercial de que se tem conhecimento foi disponibilizado
pela Vericon. Quase 25 anos depois, em 1973 a polícia de Nova Iorque passou a utilizar câmeras para
a redução de crimes nas ruas.

A tecnologia que até então era restrita ás grandes corporações e governo passou a tornar-se mais
acessível na década de 90 e com isso o mercado começou a exigir dispositivos cada vez mais
sofisticados; é possível encontrar nos dias de hoje câmeras com servidor web internos para acesso
remoto, câmeras que simulam um botão, ou dispositivos de gravação pela rede. Nos capitulo adiante
falaremos desses dispositivos e muitos outros.
Resumo do Capítulo

 CFTV deixou de ser um sistema exclusivo de monitoramento e passou a exercer várias outras
funções, como por exemplo reconhecimento facial, análise laboratorial, leitor de matrículas
ou até mesmo de placas de veículos.

 Circuito Fechado de TV é um dos meios mais eficientes para controle e prevenção tanto da
segurança pessoal e patrimonial. Através do CFTV é possível ver e gravar imagens de locais
diversos, tais como ambientes residenciais, coorporativos e públicos.

 Quando pensamos no âmbito aplicacional, CFTV deixou de ser um sistema exclusivo de


monitoramento e passou a exercer várias outras funções, como por exemplo reconhecimento
facial, análise laboratorial, leitor de matrículas ou até mesmo de placas de veículos.

 O conceito de CFTV surgiu em 1942, em plena Segunda Guerra, quando a Siemens


desenvolveu a ideia de observar o lançamento dos foguetes V-2 em uma pequena cidade
alemã. Quem encabeçava a equipe responsável era o cientista Walter Bruch.
Exercícios

1. O que é CFTV?
a) Novo padrão de sistema de televisionamento.
b) Nova empresa de tv a cabo.
c) Sistema de monitoramento e gravação.
d) Nova tecnologia de TVs.
e) NDA
c

2. Quem é considerado o pai do CFTV?


a) Walter Bruch.
b) Walter Bishop.
c) Paul Newman.
d) Ted Turner.
e) Bill Gates.
a

3. Quais outras funções o CFTV pode exercer?


a) Compra de programação extra, canais interativos.
b) Reconhecimento facial, contagem de pessoas em um ambiente, leitura de placas ou matriculas.
c) Melhora na velocidade do computador, prevenção contra vírus.
d) Todas as alternativas anteriores.
e) NDA.
b

4. Qual foi o primeiro país no ocidente a usar comercialmente o sistema de CFTV?


a) Brasil.
b) Argentina.
c) Canadá.
d) Paraguai.
e) Estados Unidos.
e
2. Principais componentes de um sistema
CFTV
Um sistema de CFTV é composto por diversos dispositivos, cada qual com sua função, que quando
bem integrados tornarão o ambiente muito mais seguro e com uma probabilidade menor de eventuais
falhas ou constantes manutenções.
Vejamos abaixo os principais componentes:

Iluminação natural/artificial
Iluminação
Requisitos de iluminação
Câmeras
Câmeras Sensores: CCD/CMOS
Suporte para montagem
Lentes
Lentes Montante C/CS
Ângulo de visão
Cabeamento
Mídia de transferência
Wireless
Placa de captura
DVR (Digital Video Record)
Gravadores de vídeo
NVR (Network Video Record)
HVR (Hybrid Video Record)
Fontes de alimentação
Alimentação No-breaks
Racks
Organizador de cabos
Caixas de proteção externas
PTZ Speed Dome
Amplificador de video
Outros equipamentos
Distribuidor de video
Detectores de movimento
Iluminadores infra-vermelho
Balluns
2.1. Iluminação para o CFTV

O ser humano enxerga a luz que compreende a faixa de 400 a 700 nanômetros dentro da larga escala
do espectro eletromagnético.

A luz é um ponto importante, já que é ela quem sensibiliza o sensor da câmera (CMOS ou CCD) que
por sua vez converte a imagem em sinais elétricos que são interpretados pelos softwares e trabalhados
de forma que supram a necessidade.

Essa informação é apenas para lembrar que hoje com o avanço dos equipamentos, temos lentes que
transmitem todo o espectro visível com ótima eficiência e outras que são específicas para
infravermelho, ultravioleta ou para a faixa monocromática.

Com isso podemos afirmar que existem conjuntos (câmeras e lentes) que podem trabalhar com pouca
ou muita luz enquanto outras podem trabalhar até mesmo na escuridão total. Cada um dos conjuntos
têm sua respectiva aplicabilidade, sendo câmeras day & night utilizadas para ambientes iluminados ou
com pouca iluminação e as câmeras com luzes infravermelhas para ambientes com pouca ou
nenhuma iluminação.

Nos dias de hoje porém, uma câmera com luzes infravermelhas possuem sensores que a fazem
trabalhar como uma câmera convencional ou day & night, todavia se o ambiente não tem iluminação
adequada, ela cumpre seu papel de “enxergar” totalmente no escuro.

Para que se colocar as questões de iluminação em termos práticos, é necessário que se possa de
alguma forma mensurar a quantidade de luz que o ambiente tem, essa medida é dada em Lux
(Lúmens), que é equivalente ao nível de uma vela por metro cúbico, sendo a qualidade de uma
imagem, proporcional á entrada de luz pelo conjunto câmera/lente.
Abaixo segue uma tabela com vários níveis de iluminação.

Ambiente Iluminação Câmera Qualidade da câmera


Dia claro 10.000 LUX Convencional Resolução média
Dia escuro 100 LUX Convencional Resolução alta
Entardecer 10 LUX Convencional Resolução alta
Anoitecer 1 LUX Day&Night Resolução média
Noite de lua cheia 0,1 LUX Day&Night Resolução alta
Noite com lua minguante 0,001 LUX Day&Night Resolução alta
Escuro total 0 LUX Infravermelho Resolução alta ou média

Como é possível ver, em uma noite de lua cheia, uma câmera Nigh&Day consegue captar imagens
normalmente, já no caso de câmeras coloridas convencionais, é preciso de alguma fonte de iluminação
externa.

Qualquer tipo de câmeras precisa de uma certa quantidade de luz, seja ela natural ou artificial. No
caso das Night&Day, qualquer tipo de luz é o suficiente. Para câmeras convencionais é necessário
que a fonte de iluminação contenha todas as cores do espectro visível.

Entende se por tipo de iluminação:

Natural – Luz do sol e luz da lua


Artificial – Lâmpada incandescente, fluorescente, LED, etc.

Luz incidente, refletida e reflexos, podem comprometer seriamente a qualidade da imagem. Esse risco
deve ser exaustivamente calculado no momento do planejamento do projeto. Áreas muito claras ou
muito escuras criarão imagens excessivamente contrastadas.
2.2. Câmeras
As Câmeras de CFTV são dispositivos cuja função é converter iluminação e cores em sinais elétricos,
seguindo determinados padrões. As câmeras em si, possuem um sensor que é responsável pela
captação da imagem que é criada pelos níveis de iluminação capturados do ambiente em conjunto
com as lentes. A imagem capturada é então processada e enviada para um sistema de controle, que
pode ser um quad, multiplexador ou DVR.

Nos dias de hoje, pode-se contar com uma infinidade de modelos de câmeras projetadas para diversos
ambientes e aplicações. Existem as micro câmeras para aplicações que não exigem um equipamento
mais complexo, câmeras profissionais para aplicações que exigem mais recursos e segurança,
câmeras speed dome que são destinadas para aplicações de grande porte e que exigem recursos
mais complexos.
1. Micro câmeras – São dispositivos compactos, com recursos muito limitados apesar de
normalmente suportarem o intercâmbio de lentes simples;
2. Câmeras profissionais – São dispositivos maiores, mais precisos e com muito mais recursos
técnicos , principalmente quando o assunto é o intercâmbio de lentes do tipo Zoom, Auto-Iris,
etc;
3. Speed dome – São dispositivos muito maiores, mais precisos e versáteis. Possuem
comandos PTZ (pan, tilt e zoom) e são controladas por mesas com joysticks e botões
programáveis.

Imagem de uma micro câmera e uma pinhole com cabeça de parafuso.


Imagem de uma câmera profissional com lente auto-íris.

Imagem de uma câmera speed dome.

Imagem de uma mesa controladora de câmeras speed dome.


2.2.1. Tipos de Sensores
A câmera é onde o sistema de CFTV se inicia e como comentado anteriormente, o sensor é o seu
principal componente, por conta disso, é preciso aprofundar-se um pouco mais nos dois tipos que
existentes na atualidade.

CCD - Charge Coupled Device, ou algo como Dispositivo de Carga Acoplada, que denomina a
tecnologia básica de operação do sensor, onde são transferidos sinais elétricos referentes a linhas de
acordo com a carga de cada ponto da matriz. Já é considerada a tecnologia padrão dos dispositivos
de imagem há algum tempo.

Principais vantagens:
 Imagens e cores mais nítidas;
 Melhor performance;
 Melhor sensibilidade;
 Baixo nível de ruído;
 Nível de qualidade alto e padronizado.

Principais desvantagens:
 Efeito “Blooming and Smear” (Florescimento e mancha) que ocorre quando um objeto muito
brilhante causa listras verticais acima e abaixo de si;
 Maior custo de produção;
 Maior custo e complexidade de integração

Imagem de um sensor CCD.


CMOS – Complementary Metal Oxide Semiconductor ou algo como semicondutor de óxido de metal
complementar, é a tecnologia padrão usada na maioria dos chips, circuitos integrados e
semicondutores produzidos atualmente, incluindo chips de memória e processadores, isso a torna
muito mais acessível que a tecnologia CCD.

Principais vantagens:
 Baixo custo de produção;
 Maior facilidade de integração.
Principais desvantagens:
 Alto nível de ruído;
 Menor sensibilidade;
 A maioria dos sensors CMOS produzem a imagem escalonada por linhas e pixels, ou seja,
aumentar ou diminuir sua resolução causa perda de nitidez já que passa a ser interpolada.

Enquanto as cameras com sensor CMOS trabalham com 380 linhas, as que têm sensor CCD
trabalham entre 420 e 1080 linhas, sendo que as micro cameras trabalham entre 420 e 600 linhas e
as profissionais trabalham entre 600 e 1080 linhas.

Imagem de um sensor CMOS.

Veja como é possível notar a diferença da imagem de acordo com o número de linhas. Quanto mais
linhas uma câmera tiver, maior será sua resolução de imagem.
Com base nas informações acima, pode-se facilmente concluir que um bom projeto de CFTV deve
usar câmeras com sensores CCD.

CCD de 1/3 ou 1/4?

Existe uma gama de sensores CCD , 1″, 2/3″, 1/2″, 1/3″, 1/4″, sendo os que estão em negrito,
exclusivos para CFTV. O número de pixels determina a qualidade de um CCD, por isso a
qualidade do CCD de 1/3 é superior ao CCD de 1/4, porém na atualidade, graças ao grande
avanço na qualidade dos produtos, esse último tem sido usado com mais frequência.

2.2.2. Recursos

As câmeras, principalmente as profissionais, trazem recursos importantes e que facilitam e muito a


vida do técnico no momento do projeto de CFTV. Esses recursos, muitas vezes são ignorados e muito
se perde na qualidade final do projeto simplesmente por não tê-los utilizados.

Conhecer os recursos um a um tornarão o técnico apto a resolver praticamente qualquer problema


que surja no planejamento ou execução de um projeto de CFTV.

 Iluminação – Também conhecida como LUX da câmera, é a quantidade mínima de iluminação


que se faz necessário para que a imagem tenha qualidade aceitável. Tem valores entre 0,01
a 0,5 para câmeras preto e branco e 0,7 e 3 LUX para câmeras coloridas. Quanto menor o
valor, melhor a qualidade da câmera em condições de pouca luminosidade. Quando uma
câmera alcança o valor de 0 LUZ é porque pode filmar em escuridão total, o que só acontece
em câmeras com LED’s IR (infravermelho);
 AGC – Automatic Gain Control ou Controle Automático de Ganho também conhecido como
C.A.G. é basicamente um circuito eletrônico destinado a manter um sinal em um nível
constante; mais usual em câmeras instaladas em locais com baixos níveis de iluminação.
Quanto maior o fator melhor a amplificação do sinal, valores típicos estão entre 12 - 20dB e
fornecem um ganho de aproximadamente 4x a 10x. Em resumo podemos dizer que é uma
forma de se amplificar o sinal;
 BLC - Back Light Compensation ou Compensação de Luz de Fundo é uma função de grande
importância nas câmeras CCD onde uma iluminação excessiva de fundo em uma imagem é
compensada eletronicamente de forma a fornecer detalhes da imagem que em uma câmera
normal apareceriam escurecidos. Exemplo: Uma câmera instalada em ambiente interno,
porém apontando para porta ou janela com forte incidência de luz solar; essa função
neutraliza o excesso de luz sem escurecer a imagem proveniente da parte interna do
ambiente.
 WDR - Wide Dinamic Range ou Faixa Estendida Dinâmica é o recurso utilizado em câmeras
próprias para monitoramento de ambientes escuros ou com pouca iluminação onde as
diferenças de luz entre o interior e o exterior são enormes, como recepções e garagens. Em
relação ao recurso BLC, câmeras WDR têm um resultado superior porque conseguem
focalizar ambos os ambientes graças à uma inovadora tecnologia de duplo processamento
de imagens que realiza a distinção entre pouca e muita luz, processando-as de forma
separada. O resultado é uma imagem de alta definição tanto dentro como fora do ambiente;
 ATW – Auto Tracing With Balance ou Balanceamento automático do branco é o
balanceamento automático do nível de branco; Ajusta automaticamente os pontos de imagem
em relação aos diferentes pontos de branco, evitando o brilho excessivo ou reflexão
demasiada nos pontos claros. Este recurso, permite que as cores mostradas no receptor
correspondam exatamente às cores originais da cena que está sendo capturada. Resumindo,
o recurso busca o equilíbrio entre o vermelho e o azul;
 Shutter Speed – Velocidade do obturador também conhecido como Íris Eletrônica, é a
velocidade de leitura dos pixels (pontos de imagem do sensor CCD). Em algumas câmeras,
deve ser ajustada de forma á compensar variações na iluminação da cena. E melhora a
qualidade de câmeras com lente com íris fixa ou ajustável. Nunca deve ser habilitado em
câmeras com auto-íris;
 PTZ – Pan Tilt e Zoom, são recursos de mover a câmera horizontalmente (pan), verticalmente
(tilt) e a aproximação da imagem (zoom).
Imagem normal, sem os recursos BLC ou WDR.

Imagem com o recurso BLC.

Imagem com o recurso WDR.


A imagem acima ilustra a necessidade do recurso ATW. Na imagem central temos o branco
balanceado da forma correta, enquanto na esquerda a imagem está avermelhada e na direita azulada.

2.2.3. Lentes
Quando o assunto são as lentes para câmeras CFTV é preciso salientar que em conjunto com a
câmera, é quem determina a qualidade da imagem que será visualizada em nosso sistema. Mais que
isso, a lente é parte importante do projeto por ser quem determina o campo de visão que será
capturado.

Como existem necessidades diferentes de captura para cada ambiente ou ponto, é preciso determinar
quais objetos e em que campo de visão precisam ser capturados, para então definir qual a lente mais
apropriada para tal tarefa. Essa escolha deve ser feita cautelosamente, uma vez que pode culminar
em capturas com a distância indesejada, foco comprometido e mais importante ainda, em ambientes
não monitorados conhecidos como pontos-cegos.

Pode-se resumir dizendo que a lente é responsável por determinar o nível de detalhes do ambiente
que o cliente deseja visualizar.

*Obs – Um só ponto-cego pode ser o suficiente para desestruturar totalmente um sistema de CFTV,
causando assim prejuízos inestimáveis.

Antes de mais nada, é preciso conhecer todos os possíveis encaixes de uma lente:
 Lentes Montante C – A rosca traseira de uma lente Montante C tem a distância de 17mm do
CCD da câmera;
 Lentes Montante CS – A rosca traseira de uma lente Montante CS têm a distância de 12mm
do CCD da câmera, o que a torna compatível com câmeras que usem lentes Montante C,
desde que usem um anel espaçador de 5mm. No caso das câmeras que usam lentes
Montante C, não é possível utilizar lentes Montante CS. A maioria das câmeras profissionais
usam lentes Montante CS com anel espaçador de 5mm;
 Lentes Montante Fixo – Diferente das lentes Montante C e CS, essas lentes não podem ser
substituídas com facilidade e são normalmente encontradas em mini e micro-câmeras.

É fundamental lembrar que existe ainda lentes para câmeras com CCD 1/4 e 1/3, que são
incompatíveis entre si (apesar de terem o mesmo encaixe e por isso servirem), deixando a imagem
sem foco ou ainda com uma borda preta em volta da imagem.

Abaixo segue-se uma tabela de lentes e seus respectivos ângulos de visão:

Lente Campo de visão CCD 1/3 Campo de visão CCD 1/4


1,9mm 150° 115°
2,5mm 130° 98°
3,6mm 92° 69°
6mm 54° 40°
8mm 40° 30°
12mm 28° 21°
16mm 21° 16°

Vários tipos de lente para câmeras CFTV

Segue abaixo, uma tabela mais completa, onde é possível determinar a altura e largura do que será
capturado pela câmera, dependendo da distância do objeto:
Distância do objeto Distância focal (tamanho da lente)
da imagem 2,8mm 3,6mm 4mm 6mm 8mm 12mm 16mm
1m 1,7x1,3 1,33x1 1,2x0,9 0,8x0,6 0,6x0,4 0,4x0,3 0,31x0,26
2m 3,4x2,5 2,66x2 2,4x1,8 1,6x1,2 1,2x0,9 0,8x0,6 0,6x0,45
3m 5,1x3,8 4x3 3,6x2,7 2,4x1,8 1,8x1,4 1,2x0,9 0,9x0,7
4m 6,8x5,1 5,3x4 4,8x3,6 3,2x2,4 2,4x1,8 1,6x1,2 1,2x0,9
5m 8,5x6,4 6,66x5 6x4,5 4x3 3x2,3 2x1,5 1,5x1,1
6m 10,3x7,7 8x6 7,2x5,4 4,8x3,6 3,6x2,7 2,4x1,8 1,8x1,3
7m 12x9 9,33x7 8,4x6,44 5,3x4,2 4,2x3,2 2,8x2,1 2,1x1,6
8m 13,7x10,3 10,66x8 9,6x7,2 6,4x4,8 4,8x3,6 3,2x2,4 2,4x1,8
9m 15,4x11,5 12x9 10,8x8 7,2x2,4 5,4x4,1 3,6x2,7 2,7x2,1
10m 17,1x12,8 13,3x10 12x9 8x6 6x4,5 4x3 3x2,3
12m 20,5x15,4 16x12 14,5x11 9,7x7,3 7,2x5,4 4,9x3,7 3,6x2,7
15m 27,4x20,5 20x15 18x13,5 12x9 9x6,8 6,2x4,6 4,5x3,4
18m 30,8x23,1 24x18 21x16 14,5x11 11x8,2 7,2x5,4 5,4x4,1
20m 34,2x25,7 26,6x20 24x18 16x12 12x9 8x6 6x4,5

Para maior precisão utilize a tabela da seguinte forma:


 Determine a distancia a ser capturada pela Câmera
 Se você já possui a lente então confira as Larguras e Alturas cobertas pela Câmera
 Se você ainda não possui a lente então especifique, conferindo a Largura (H) e a
Altura(Vertical) a serem capturadas por ela
 Se houver dificuldade para essa determinação utilize uma régua para indicar a coluna ou
linha selecionada.
Essa imagem ilustra bem como é a visão de algumas das lentes mais comuns no mercado, em relação
ao objeto principal da cena.

Como é possível ver acima, a escolha correta da lente é fundamental para que se possa planejar um
sistema de CFTV de forma objetiva e segura. Veja algumas outras formas de aplicação.

Corredor

Cancela de shopping
Sala espaçosa

Elevador
Estacionamento

2.3. Mídias de transferência

Outro ponto importantíssimo no CFTV é a forma com que as imagens trafegarão da câmera para o
dispositivo gravador ou visualizador.

Existem normalmente, 2 tipos de mídias: Cabeadas e wireless.


O cabo ainda é a mídia de transferência mais utilizada. Seja por conta da velocidade, da fidelidade ou
do baixo índice de interferência que sofre (se comparado com a mídia wireless).

Existem vários tipos de cabos indicados para CFTV, cada um tem a sua aplicabilidade e abaixo
veremos os mais comuns deles:

2.3.1. Mídias cabeadas

Cabo coaxial – Possui características ideais para a transmissão de vídeo da câmera para o dispositivo
reprodutor ou gravador. O cabo coaxial tem uma impedância de 75 ohms e deve ser envolvido com
uma malha de cobre de 67% no mínimo (para melhor qualidade, recomenda-se 90%).

Dentre os coaxiais, podemos destacar:

Cabo coaxial 4mm – Cabo com a bitola menor, flexível e com par de fios polarizados para alimentação.
É comum usá-lo quando a distância da câmera não ultrapassa 80 metros.

Cabo coaxial RG59 – Cabo coaxial com bitola média, menos flexível e com par de fios polarizados
para alimentação. É comum usá-lo quando as câmeras estão a distâncias superiores a 20 ~ 250
metros.
Cabo coaxial RGC-60 – Cabo coaxial com bitola grande, rígido e sem cabos de alimentação. Esse
cabo é encontrado nas cores branca e preta, essa segunda, usada para áreas externas. Esse cabo é
utilizado para distâncias entre 250 e 300 metros.

Cabo coaxial RG-11 – Cabo coaxial com a maior bitola utilizada no CFTV. Cabo rígido, assemelha-
se ao RGC-60, porém é utilizado para distâncias entre 350 e 400 metros.

Cabo coaxial cristal – Cabo coaxial totalmente de cobre semelhante ao RG-59, porém muito mais
flexível. É usado em elevadores ou em situações onde o cabo faça movimentos repetitivos. Alcança
distâncias de até 250 metros.
Cabo Tiaflex – Cabo de cobre, com isolamento e flexível. É ideal para ser usado em elevadores ou em
situações onde o cabo faça movimentos repetitivos. Alcança distâncias de até 250 metros.

Cabo manga - É um cabo que tem uma quantidade de malha menor que os outros cabos que vimos
até então que o faz mais flexível que os outros. Traz ainda os cabos de alimentação juntamente com
os que trafegam o vídeo, o que o torna o cabos mais suscetível a interferência. Recomenda-se não
usá-lo para CFTV.

Cabo UTP – O cabo de rede também pode ser utilizado para CFTV, porém precisa sofrer algumas
modificações para que isso aconteça.
O cabo UTP ou par trançado, por ter a bitola mais fina, têm uma resistência mais alta, 150OHMS,
quando um cabo ideal tem 75OHMS de impedância. Para que torna-lo apto para transmissão de vídeo,
é preciso fazer uso de um pequeno dispositivo chamado balun.
Balun, nada mais é que um conversor que aumenta a impedância para que não haja perda de
sinal. Ele converte o sinal de vídeo balanceado para o modo desbalanceado (daí o nome balun;
balanced unbalanced), ou seja são enviados dois sinais simétricos um em cada condutor do par
utilizado. O efeito de simetria é utilizado em conjunto com as tranças do cabo para remover
induções e interferências na chegada do sinal no outro conversor.

Devem ser instalados sempre com cabos de par trançado acima da categoria 3, atualmente com
o CAT 5E, utilizando um balun na câmera e outro na chegada do sinal.

Existem diversos tipos de baluns, mas podemos classificá-los em 2, ativos e passivos:

 Passivos – Quando temos uma distância menor que 300 metros, usa-se 2 baluns
passivos;
 Ativos – São baluns que amplificam o sinal de video e por isso são utilizados para
distâncias acima de 300 metros. Quando a distância está entre 300 e 100 metros, usa-
se um balun passivo na ponta da câmera e um balun ativo na ponta do dispositivo
gravador ou visualizador. Quando a distâncias está entre 1000 e 2000 metros, usa-se
balus ativos em ambos os lados.
Baluns ativos.

Como cada câmera utiliza um par de cabos, o UTP pode ligar 4 câmeras simultaneamente. Esse
procedimento é largamente utilizado, porém por não ter isolamento, torna-se muito suscetível a
interferências, sem contar que baluns passivos queimam com muita facilidade e acabam dando muita
manutenção.

Fibra ótica – Não é afetado por interferências elétricas, transmite imagens de vídeo com extrema
eficiência e por vários quilômetros. Por ter uma banda extremamente larga, pode ser usada para
transmitir vários sinais de vídeo simultaneamente.

Conversor de fibra
2.3.2. Mídias Wireless

Há algum tempo, surgiu no mercado câmeras wireless (sem fio), seja ela analógica ou IP.
As câmeras wireless surgiram como opção para facilitar a instalação do sistema de CFTV, porém o
que era para ser um benefício, acabou tornando-se uma tremenda dor de cabeça (quando nos
referimos a câmeras wireless analógicas).

Em primeiro lugar, para usar câmeras analógicas wireless, é preciso instalar um receptor não muito
pequeno, o que tornava sua instalação mais complicada, porém o pior dos defeitos é a insistente perda
de sinal e interferências frequentes, deixando o sistema muito instável.

A maioria dos equipamentos sem fio utilizados para transmissão de imagens de vídeo, possuem 4
canais e por conta disso, não é possível usar mais que 4 dispositivos na mesma área.

Exemplos de conjuntos de câmeras analógicas wireless com o receptor.

Existe ainda as câmeras wireless IP, essas muito mais avançadas e menos suscetíveis a interferência
e perda de sinal.

Como as câmeras IP Wireless dependem de um roteador sem fio, elas não necessitam de um receptor
separado, o que as torna mais atrativas do que as câmeras analógicas wireless.

Outra grande vantagem das câmeras IP é que estas trazem um servidor web embutido, isso faz com
que sejam acessadas externamente com uma facilidade muito maior.
Exemplo de câmera IP wireless.

Os sistemas sem fio no brasil são comercializados da seguinte forma:

 Frequência de 900Mhz – Tem alcance de 100 metros;


 Frequência de 2.4Ghz – Com alcance de 100 metros;
 Frequência de 2.5Ghz – Com alcance de 250 metros.

* Existe ainda sistemas com frequência de 5.8Ghz que pode alcançar mais de 8000 metros, mas não
são muito utilizados por conta do alto custo empregado.

2.4. Gravadores de vídeo

2.4.1. DVR Stand Alone

DVR (Digital Video Record) ou Gravador digital de Vídeo, é um dispositivo que parece um vídeo
cassete ou um DVD player e que é usado para gravar as imagens captadas pelas câmeras em um HD
(disco rígido). Esse HD, normalmente interno, hoje varia de 500GB a 2TB, permitindo o
armazenamento das imagens por semanas ou até meses, tudo dependendo do número de câmeras
no sistema, resolução, codec utilizado, FPS, etc.
O DVR pode ser configurado para sobrescrever as imagens mais antigas, conforme a necessidade,
reciclando assim seu conteúdo de tempos em tempos. Também é possível gravar apenas quando há
movimento, determinar a sensibilidade ideal e até mesmo ignorar áreas da cena para assim gerar
menos imagens e ocupar menos espaço de armazenamento.

A configuração de detecção de movimentos é configurada através da seleção de pontos no quadro da


imagem, que quando sofrem alteração, iniciam a gravação. Sua taxa de sensibilidade pode ser
ajustada para gravar ao mínimo movimento ou apenas em movimentos mais bruscos.

Hoje, todos os modelos do mercado podem ser configurados para serem acessados de qualquer parte
do planeta por meio de um dispositivo que tenha internet, seja ele notebook, tablete ou até mesmo
smartphone.

Existem modelos que já trazem uma tela de LCD incorporado ao seu corpo, outros que têm saída para
vários monitores, saída HDMI e em modelos mais novos e mais caros, que se conectam ás câmeras
sem a necessidade de fios.

O DVR hoje não tem só a função de gravar, mas de transmitir em tempo real e reproduzir imagens
armazenadas e aceitar conexões remotas para visualização á distância. Na maioria dos modelos, o
dispositivo já vem embarcado com o sistema Linux.

Imagem de um DVR convencional.


DVR com LCD integrado.

2.4.2. HVR e NVR

HVR (Hybrid Video Recorder) ou Gravador de Vídeo Híbrido e NVR (Network Video Recorder) ou
Gravador de Vídeo de Rede, nada mais são que DVR’s com mais recursos; O primeiro consegue em
um só dispositivo, conectar câmeras analógicas e câmeras IP ao mesmo tempo, enquanto o segundo
faz o papel do DVR para as câmeras IP.

Basicamente os recursos continuam sendo os mesmos encontrados nos DVR’s. O modo de


funcionamento e sistema de acesso, também são idênticos. Ao vê-los lado a lado, podem até parecer
o mesmo equipamento, porém cada um é indicado para um tipo de cenário.

Talvez, dos 3 modelos, o HVR seja o mais sofisticado e robusto, já que consegue conectar as câmeras
analógicas do seu irmão mais velho DVR e as câmeras IP do seu outro irmão.

No presente momento da elaboração dessa apostila, um HVR custa cerca de 30% a mais que um DVR
convencional. É um ótimo negócio mesmo para quem deseja instalar câmeras analógicas, já que
futuramente poderá agregar câmeras IP no mesmo dispositivo e consequentemente visualizando
todas as câmeras no mesmo sistema.
Eis a imagem de um NVR que aceita inclusive HDs adicionais USB e eSATA.

Imagem de um HDR que conecta câmeras analógicas e IP. Nesse modelo em específico, a conexão
das câmeras IP é feita sem fio.

2.4.3. Placa de captura


A placa de captura é uma placa de expansão, normalmente com encaixe PCI ou PCI-E e que agrega
ao computador a função de DVR ou seja, de capturar as imagens enviadas pelas câmeras e visualiza-
las e armazená-las no próprio equipamento.
Muitas vezes o cliente prefere essa modalidade de instalação, já que prefere não ter maiores custos
com a aquisição de um equipamento de DVR, HD, um novo monitor (se ele quiser monitorar ao vivo
no local da instalação), etc. Esse pensamento porém é errôneo se o computador agregar mais funções
que apenas ser um servidor de câmeras de CFTV. Colocando em miúdos, o servidor de câmeras tem
que ser dedicado e não pode ser usado para nada mais.
Quando se monta um sistema de CFTV em um computador que é utilizado para outras funções, a
quantidade de manutenção que se dará nesse sistema é demasiadamente trabalhoso e constante, já
que sofre intervenção do usuário continuamente, está suscetível a vírus, queima de fonte, etc.
Enquanto um sistema montado com base em um DVR, este não está suscetível a vírus porque não
faz outra coisa a não ser a função de DVR, usa o sistema Linux e o usuário não consegue fazer nada,
inclusive navegar pela internet, ou seja, serve apenas para a função na qual foi designado.

Em contrapartida, um sistema montado em um computador traz muito mais recursos. Com ele é
possível atingir níveis de personalização que não se consegue com um DVR. Configurações mais
otimizadas e apuradas também são outra vantagem, já que os DVR trazem suas configurações pré-
estabelecidas.

Se perguntarmos qual é o melhor e mais estável sistema de gravação e reprodução de imagens, eu


responderia: Depende de qual a sua necessidade.

O curso não levanta bandeira de marca alguma, mas ás vezes se torna impossível não falar de alguma
em específico, e aqui está um desses momentos; é impossível falar de CFTV no PC e não falar de
Geovision.

A Geovision é a melhor escolha no momento do planejamento de um sistema de CFTV porque tem


alguns atributos que são essenciais garantir eficiência e qualidade. Vamos conhecer um pouco mais
do modelo GV-800 no capítulo de instalação do sistema. Vejamos abaixo algumas vantagens em
relação aos sistemas com DVR:

 Velocidade de processamento – Tendo um PC como servidor de câmeras, a velocidade do


processamento (principalmente no momento de resgatar uma gravação) é muito maior, mas
nada que se possa sentir no dia-a-dia;
 Configurações mais apuradas – O nível de personalização das configurações é muito maior
e mais amplo, tornando assim o sistema muito mais poderoso e eficiente;
 Diversas formas de gravação;
 Diversos layouts de visualização;
 Função backup de gravação;
 Logins hierárquicos;
 Gravação de áudio de microfones.

Imagem de uma GV800 e suas medusas de conexão.

A GV800 têm entrada para 16 câmeras e 4 canais de som, sua taxa de FPS é de 120 quadros por
segundos que dividido pelo número máximo de câmeras dá uma taxa de 7,5FPS.

*FPS (Frames Per Second) ou quadros por segundos, é o número de imagens que se visualiza por
segundo. Para facilitar o entendimento, vejamos o olho humano; o nosso olho, para que vejamos uma
animação contínua e não pareça uma animação feita de muitas fotos sobrepostas, precisamos de uma
taxa de 24FPS, abaixo disso as imagens parecerão em câmera lenta e picotadas. Com isso é possível
perder-se movimentos importantes. Imagine você em uma farmácia com um sistema capturando a
7,5FPS e um indivíduo faz um movimento brusco para roubar algo da prateleira, é bem provável que
se enxerga na gravação o primeiro e talvez o último movimento e com isso se perca o momento em
que ele realmente pegou o objeto.

Com a GV800, é possível otimizar com o maior detalhamento possível a sensibilidade de detecção de
movimentos, a reciclagem de gravações antigas e a previsão de movimentos.

A previsão de movimentos é algo interessante e curioso na qual se vale a pena perder alguns minutos.
A previsão de movimentos é um recurso que se habilita juntamente com a detecção de movimentos e
que começa a gravar determinados segundos “antes” do movimento acontecer. Mas como isso
acontece? Como antever um movimento?
Na verdade, isso é uma engine muito inteligente da Geovision e outros fabricantes. Para economizar
espaço em disco, habilita-se a detecção de movimentos, porém por trás daquilo que vemos, tudo é
gravado na memória RAM, só que somente quando há movimentos, somente nesse trecho e alguns
segundos que o antecedem (de acordo com a configuração que foi feita) é que são realmente gravados
no disco, ou seja, essa ação já aconteceu e está registrada na memória e só se houver a necessidade
(se forem detectados movimentos) é que serão armazenados.

Apesar das vantagens de configurações mais precisas, existem algumas desvantagens em relação a
sistemas com DVR, veja-os abaixo:

 Organização de cabos – As medusas, constantemente penduradas, depois de algum tempo


passam a apresentar perda de sinal de vídeo de forma inconstante;
 Perda de FPS – A maioria das placas de captura traz uma quantidade de FPS insuficiente
para o número de câmeras, enquanto os DVRs sempre trabalham com 30FPS por câmera;
 Intervenção do usuário – Quando se monta um servidor de câmeras e o usuário usa o PC
para navegar na internet ou para outras atividades, há o risco de pegar-se vírus, de se ter
arquivos importantes apagados ou inclusive o sistema corrompido. A solução é deixar esse
equipamento dedicado para a função de servidor de câmeras;
 Dependência de hardware – O PC, diferente do DVR, depende de inúmeros componentes
(seja ele memória, processador, placa de captura, processador, placa mãe, etc), e qualquer
um deles que venha a falhar, pode comprometer o sistema
 Incompatibilidade de hardware – Algumas placas de captura têm problemas conhecidos de
incompatibilidade com alguns chipsets do mercado.

Medusa de uma GV800.


Tela do software da GV800.

Outras placas de captura: Fercatronic e Pico2000.

2.5. Fontes de alimentação

Eis aqui um dispositivo que a maioria das pessoas não dá muito valor, seja em sistemas de CFTV,
seja num computador pessoal, o caso é que muitas vezes a fonte de energia é muito negligenciada e
normalmente quando se quer enxugar um projeto é comum que esse seja o primeiro custo a ser
cortado.
Ledo engano esse de que a fonte é um componente secundário no nosso sistema de CFTV. Ele é um
dos mais importantes integrantes do sistema. Faça uma analogia com um carro; do que adianta ter
um carro potente, com um ótimo motor, bom desempenho se usa-se gasolina de má qualidade? A
fonte de alimentação dele é comprometida e por conta disso o resultado é muito aquém daquele
esperado. Sem contar que provavelmente você danificará algum outro componente do carro. Assim
também é a fonte em relação ao sistema de CFTV.

Fontes de má qualidade ou mal dimensionada podem trazer diversos problemas:

 Ruído na imagem;
 Sumiço temporário da imagem;
 Câmeras com IR não funcionam em ambientes escuros;
 Imagem distorcida;
 Perda de sinal de vídeo;
 Interferências constantes.

Algumas câmeras quando adquiridas já trazem consigo uma fonte, normalmente de 300 a 500mA.
Essas fontes normalmente são de plástico e qualidade não é o forte delas. Imagine ainda que usar
fontes separadas para cada câmera pode ser um trabalho extenuante, uma vez que será necessário
um ponto de energia para cada câmera. Imagine isso num sistema com 16 câmeras. Imagine também
as câmeras que ficam com a tomada criada abaixo de um teto de zinco ao meio dia. Chegam
facilmente a 70 ~ 80 graus de temperatura.

Para facilitar esse tipo de instalação, usa-se uma fonte chaveada de maior potencia e que concentre
todas as câmeras do sistema em um só ponto, facilitando assim a manutenção.
Fonte de câmera individual.

Algumas tipos de fonte chaveada e estabilizada.

Existem no CFTV, 2 tipos de fone de alimentação: 12VDC e 24VAC.

 12VDC – 99% das micro câmeras e 1/3 das cameras profissionais trabalham com fontes
12VDC. Esse tipo de fonte é polarizada, ou seja, não se pode inverter os polos, pois
corre-se o risco de queimar o equipamento e não alcança grandes distâncias pois ocorre
grande perda no cabo e acaba gerando aquecimento e alimentação inadequada na
câmera.;
 24VAC – 2/3 das câmeras profissionais trabalham com fontes 24VAC. Essas câmeras
normalmente não precisam de conector e o cabo de alimentação é parafusado em seu
próprio corpo. Não é necessário verificar a polaridade da alimentação dessas câmeras
que alcanças distâncias muito maior, porém não pode acompanhar o cabo de vídeo por
uma distância muito grande, pois inevitavelmente fará com que surjam interferências no
sinal de vídeo.

Imagem de uma fonte 24VAC.

Existe ainda um outro equipamento que pode aumentar a eficácia da fonte, proteger o dispositivo de
gravação e visualização de raios e/ou surtos elétricos e ainda organizar os cabos de forma mais
eficiente, são os painéis organizadores ou manager boxes.

O painel organizador, conta com um circuito interno que trazem componentes supressores que
eliminam ruídos dos cabos e garantem uma proteção eficiente contra surtos elétricos e/ou raios. Tudo
isso de forma individual, onde cada canal possui um fusível próprio.

É possível ainda comprar uma painel organizador com a fonte adequada, ou ainda agregar uma já
existente a ele.
Imagem de uma manager box sem a fonte.

Imagem de um manager box com fonte integrada.

Imagem de um manager box integrado a um rack para DVR.


Outro dispositivo com recurso interessante, são os switches POE (Power Over Ethernet) ou seja
Energia Pela Rede, que nada mais são que switches que além de ligar o dispositivo na rede, fornece
energia pelo cabo de rede.

Os switches POE são muito interessantes quando usamos câmeras IP que dão suporte ao POE e
assim podemos trafegar imagem e energia pelo mesmo cabo.

Imagem de um switch POE.

O calculo para a escolha da fonte ideal porém, é algo simples não demanda muito esforço ou
conhecimento, basta apenas respeitar algumas regras de uso, veja abaixo:

Em um sistema com 10 câmeras que consomem 500mA ou 0.5A, uma fonte de 5A atende?
Se levarmos em conta apenas a conta de 500mA x 10 = 5A sim, porém existem outros fatores a serem
considerados.

Quando uma câmera é IR, durante o dia ou em cenários claros, ela consumirá apenas os 500mA
como vimos, porém quando chega a noite o cenário se torna escuro e existe a necessidade de se usar
as lâmpadas IR, esse consumo pode chegar a 800mA. Se multiplicarmos isso por 10, o consumo
passa a ser 60% maior.

Então, quando compramos uma fonte, normalmente fazemos a estimativa de gasto e a compramos
com uma folga de 100%. A folga serve para casos como visto acima e também pensando em futuras
expansões, ou seja, se compramos uma fonte com pouca folga, se precisarmos adicionar algumas
câmeras a mais ao nosso sistema, nesse momento, precisaríamos comprar uma nova fonte de
alimentação.

2.6. Outros equipamentos

Além dos equipamentos essenciais para o sistema de CFTV, existem outros que complementam ou
servem para facilitar a vida do instalador/utilizador e que não devem deixar de ser mencionados.

2.6.1. Organizadores de cabos

Para evitar problemas com as medusas, o organizador de cabos é a solução ideal. Nós os conectamos
no lugar das problemáticas medusas e dessa forma temos acesso mais fácil a cada um dos cabos,
sem correr o risco de danificá-los e por fim acabar tendo perdas de sinal de vídeo.

Organizador de cabos sem fusível.


Organizador de cabos com fusível.

2.6.2. Caixas externas de proteção

Caixas externas de proteção são utilizadas para diversos fins, seja para proteger a câmera de
vândalos, das intempéries ou ainda para que não se saiba para onde esta encontra-se voltada no
momento.

Quando usamos a câmera em ambientes externos, mesmo que elas sejam do tipo blindada, é
importante que usemos algum tipo de proteção, para que a câmera não fique exposta e seja alvo fácil
de vândalos e criminosos.

Existem diversos tipos de caixas de proteção e de diversos tamanhos, mas as caixas de proteção mais
comuns são as de alumínio anodizado e os domes de plástico, esse último normalmente é utilizado
em ambientes internos.
Os vários tamanhos de caixas de proteção.

Alguns tipos de domes.


2.6.3. Amplificadores de vídeo

Amplificadores de vídeo são dispositivos que aumentam o ganho de sinal de vídeo quando a distancia
entre a câmera e o dispositivo de gravação/visualização é muito grande.

Os amplificadores são instalados quando um tipo de cabo alcança seu comprimento máximo e então
segue-se com um novo cabo por uma distância determinada pelo dispositivo.

É muito comum usar amplificadores quando se deseja alcançar uma distância maior que 300 metros
com um cabo RG-59, já que sai mais barato que comprar a mesma distância em cabo RG-11.

Imagem de um amplificador de sinal de vídeo.

Existem ainda amplificadores de vídeos para vários canais e amplificadores de vídeo que são
colocados nas duas pontas do cabo.

Amplificador de vídeo multicanais.


Comparativo de imagens com e sem amplificadores de vídeo.

2.6.4. Distribuidores de vídeo


Os distribuidores de vídeo funcionam exatamente para distribuir o vídeo entre várias fontes quando
existe a necessidade para tal.

Imagine que existe uma sala de administração e uma guarita em lugares separados de onde fica o
dispositivo gravador/visualizador e não existem computadores nesses locais, apenas monitores. A
solução é usar um distribuidor de vídeo.

O interessante sobre os distribuidores de vídeo, é que normalmente além de distribuir o sinal,


normalmente ele também o amplifica.

Imagem de um distribuidor de vídeo.


2.6.5. Detectores de movimento

Dependendo do dispositivo de gravação/visualização, ele dará suporte detectores de movimento


externos, tornando assim o sistema de CFTV muito mais eficiente e sensível a qualquer violação
ambiental.

Os detectores de movimento podem ser conectados a DVR’s, tanto Stand Alone quanto Placas de
Captura, desde que esses dispositivos sejam dotados de relés e conexão para tal.

Normalmente em ambientes de CFTV os sensores de movimentos são utilizados quando o sistema


não é dotado de câmeras IR, já que quando elas estão presente, costumas fazer o papel de detecção
de movimentos nos escuro.

De qualquer forma porém, é possível utilizá-los para potencializar a detecção de movimentos de um


ambiente.

Os sensores utilizados podem ser os mesmos que utiliza-se nos sistemas de alarme.

Imagem de um sensor de presença.


2.6.6. Sensores infravermelhos externos

Para que uma câmera de CFTV consiga filmar em escuridão total, é preciso que ela seja dotada de
LEDs infravermelhos.

Se há a necessidade de um alcance maior ou de dotar várias câmeras em um mesmo ambiente ou


próximas de visão noturna, pode-se atrelar a elas um canhão de LEDs infravermelhos.

A luz infravermelha que é emitida pelo canhão reflete nos objetos e então a câmera interpreta
a luz como pontos luminosos que então serão transformados em imagens. As imagens serão
geradas apenas para câmeras P&B. Como o infravermelho está abaixo do vermelho no
espectro de cores, não será detectado pelo sensor de uma câmera colorida, que precisa
das cores vermelha, verde e azul para gerar imagens.

Dois modelos de canhão infravermelho.


Resumo do Capítulo

 Os principais componentes de um sistema de CFTV são: Iluminação, câmeras e lentes,


mídias de transferência, gravadores de vídeo (Stand Alone ou Placa de Captura) e fonte de
alimentação.
 Lux (Lúmens) é a medida usada para aferir a quantidade de iluminação de um ambiente, e
que é equivalente ao nível de uma vela por metro cúbico.
 O sensor é responsável pela captação da imagem que é criada pelos níveis de iluminação
capturados do ambiente em conjunto com as lentes. Existem dois tipos, CMOS e CCD, esse
último sendo o melhor para câmeras de CFTV.
 O que determina a qualidade de uma câmera é a marca do seu CCD, o número de linhas e
a taxa de luminosidade.
 Existem diversos tipos de lente, e cada qual têm sua finalidade. Para tirar o máximo proveito
de cada lente, utilize as tabelas.
 Os cabos, que são considerados mídias de transferência, podem influenciar na qualidade das
imagens do sistema CFTV, a escolha da bitola pode significar o sucesso ou o fracasso do
seu projeto.
 O DVR é um dispositivo que parece um vídeo cassete ou um DVD player e que é usado para
gravar as imagens captadas pelas câmeras em um HD (disco rígido). O DVR hoje não tem
só a função de gravar, mas de transmitir em tempo real e reproduzir imagens armazenadas
e aceitar conexões remotas para visualização à distância.
 A placa de captura é uma placa de expansão, normalmente com encaixe PCI ou PCI-E e que
agrega ao computador a função de DVR ou seja, de capturar as imagens enviadas pelas
câmeras e visualiza-las e armazená-las no próprio equipamento.
 A fonte tem um papel importante no sistema de CFTV já que é ela quem alimenta todas as
câmeras. Uma fonte mal dimensionada pode trazer problemas como imagens distorcidas,
perda de sinal, ruídos, etc.
 Um sistema de CFTV eficaz deve ter o equilíbrio entre os seus componentes para garantir
uma integração total entre eles, gerando assim o desempenho necessário para realizar sua
função de controle e prevenção.
Exercícios

1. O que é DVR?
a) É um novo tipo de memória.
b) É um dispositivo que serve para gravar o conteúdo da tv para assistir mais tarde.
c) É um dispositivo que serve para monitorar e gravar imagens captadas por câmeras.
d) É a mídia que substituirá o Blu ray.
e) É o substituto da fita K7.
c

2. Quais os 2 tipos de sensores de câmeras existe na atualidade?


a) CMD e MMC.
b) CIC e CPF.
c) MDC e MMC.
d) CMOS e CCD.
e) VPN e RDP
d

3. O que é LUX?
a) É a medida de quanto ruído existe em um ambiente.
b) É um sabonete.
c) É a medida da quantidade de água em um recipiente.
d) É uma medida de temperatura como as escalas Celsius, Kelvin ou Fahrenheit.
e) É a medida de quanta luz existe em um ambiente
e

4. Qual a lente ideal para que possamos abranger o máximo de espaço possível em um elevador?
a) 2,5mm (130º)
b) 3,6mm (90º)
c) 8mm (40º)
d) 16mm (26º)
e) Todas podem ser uma boa opção?
a
3. Conectorização
Quando montamos um sistema de CFTV, a conectorização merece uma atenção especial, já que 80%
dos problemas de qualidade, perda de sinal e etc, são decorrentes dela.

Existem inúmeros tipos de conectores BNC, veja abaixo cada um deles:

Da esquerda para a direita: BNC de rosca ou Conector F , é o mais barato e um dos que mais gera
problemas, já que o cabo não fica muito bem encaixado. Conector de pressão requer um alicate
especial e também não é otimizado para CFTV.

Da esquerda para direita: BNC de solda que é o que mais gera problemas, por conta de solda fria ou
mal feita e por fim o BNC de parafuso que é que recomendamos por ser o mais simples de se fazer,
não requer nenhum tipo de ferramenta e é confiável.
Além dos BNCs, temos também os P4 que são os conectores de energia, veja abaixo os mais comuns:

Da esquerda para a direita: P4 de solda costuma dar um trabalho para soldar o fio já que o conector é
bem pequeno, já o P4 KRE traz conexão do tipo borne, o que facilita e muito e por isso é o
recomendado.

3.1. Preparando os conectores

Fazer os conectores, tanto o BNC quanto o P4, é simples e não requer muita prática, desde que
obedeça algumas regras importantes. Veja embaixo o passo a passo para depois fazê-los na prática:
Antes de mais nada, desencape o cabo de vídeo uns 2cm e coloque a mola e a capa no cabo. Em
seguida desencape o cabo central com um alicate de corte.

Puxe a malha para trás, coloque o fio central desencapado dentro do miolo do BNC e aperte o
parafuso.

Aperte as garras que envolverão a malha de cobre e o restante do cabo.


Corte o excedente de malha para que não haja a possibilidade dela tocar a capa do BNC para assim
não gerar qualquer tipo de interferência.

E assim fica o conector BNC completo.

Agora, hora de conectar o P4. Preste muita atenção na polaridade, a inversão queimará a câmera. Fio
vermelho é positivo e o preto negativo. Coloque os cabos nos respectivos polos e aperte os parafusos.
Assim ficam os conectores quando prontos.

Basta conectá-los a câmera desejada.

Vamos primeiramente alimentar a fonte, para isso conecte os fios no campo AC.
Ficará dessa forma.

Agora conecte os cabos da câmera, e cuidado para não invertê-los. O vermelho é positivo e o preto
negativo.

Basta conectar o BNC na medusa da placa de captura ou DVR. Feito isso, a configuração física está
pronta, vamos configurar o software.
4. Software de captura

Parte essencial do sistema de CFTV, é a placa de captura e seu software que irão determinar a
quantidade de recursos que se terá disponível.

O curso abordará a instalação de 2 placas, uma GV-800 da Geovisio e uma WB8.240 da COP.

Antes de mais nada, a placa deve ser instalada no slot PCI do computador (somente a mais novas é
que são PCI –E), que deverá preferencialmente ter chipset da Intel. A incompatibilidade mais
conhecida é de alguns chipset VIA, porém é sabido que o chipset que melhor se integra com as placas
de captura é o Intel.

Os requisitos para a instalação da placa de captura é:

Canais Processador Memória


4 Celeron D ou Sempron 64 512MB
8 Pentium 4/ AMD 754 512MB (Recomendado 1GB)
16 Pentium 4 (Recomendado Pentium D) ou Athlon X2 1GB
32 Pentium D (Recomendado Core2Duo) ou Athlon X2 1GB (Recomendado 2GB)
*Essa estimativa é feita levando em conta que o PC será exclusivo para o software de câmeras.

4.1. COP WB8.240


A placa da COP WB8.240 é uma ótima placa principalmente por ter 240 FPS distribuídos para as 8
câmeras, ou seja, 30FPS por canal. Essa é a principal vantagem em relação a GV-800, porém seu
software é mais simples e com menos recursos, ainda assim é uma boa escolha para quem precisa
utilizar de 4 a 8 câmeras.

Outra vantagem é que essa placa pode trabalhar aos pares e assim chegar a 16 câmeras ou até 24
se combinada com uma de modelo WC.
4.1.1. Instalação do software

A instalação e configuração do software é simples e você acompanha abaixo passo a passo:

Depois de encaixar a placa no slot PCI e ligar o PC, você receberá essa mensagem, clique em
Cancelar para seguir com o procedimento.

Se em dado momento você receber essa mensagem, mude a resolução para 1024 x 768 em modo 32
Bits.
Para mudar para a resolução necessária, entre nas propriedades de vídeo, clicando com o botão direito
do mouse no Desktop e escolhendo Propriedades e na aba Configurações. Faça as alterações e
clique em Ok.

Após o passo anterior, insira o CD no drive e espere que essa tela apareça.
Escolha a opção DVR System e clique em Next.

Clique em Next para avançar.

Escolha a opção Install vídeo device driver para instalar o driver da placa juntamente com o software.
Clique em Next.
Ao aparecer essa tela, clique em Continuar assim mesmo (essa tela aparece porque a Microsoft não
homologou o driver para essa placa).

Nessa tela podemos escolher onde será instalado o programa. Deixe como está e clique em Next.

Escolha o formato de vídeo (hoje só usamos NTSC) e clique em Next.


A placa pode trabalhar em dois modos de vídeo; DirectDraw e Direct3D, clique em Test para saber
qual modo é aceito pela placa de vídeo do seu PC. Se aparecerem os quadrados coloridos é porque
passou no teste. Escolha o modo desejado e clique em Next.

Espere a instalação terminar.

Clique em Finish.
Ao executar o software pela primeira vez, essa será mostrada. Clique em Desbloquear para que uma
Exceção no Firewall seja aberta e o programa possa se comunicar com a internet.

Eis o programa aberto.


4.1.2. Configuração do software
Após a instalação dos drivers da placa de captura, vamos seguir com a apresentação dos recursos
para que a configuração possa ser feita no laboratório. Veja a apresentação dos recursos abaixo:

1 – Painel de controle de gravação individual e imediato. Pressioná-los inicia ou para uma gravação;
2 – Painel de controle de PTZ, íris, etc. Para que funcionem, a câmera deve dar suporte para tal;
3 – Painel de visualização. Os dois últimos modos só são habilitados se houver mais de uma placa;
4 – Modo tela cheia – Habilita a visualização em tela cheia;
5 – Modo rotação – Rotaciona as câmeras instaladas de acordo com tempo pré-estabelecido;
6 – Habilita ou desabilita canais de áudio;
7 – Modo proteção – Trava ou destrava as configurações. É preciso ter senha de admin para fazê-lo;
8 – Configurações gerais – Configura as opções da placa;
9 – Modo visualização de arquivos gravados – Visualiza gravações que estão arquivadas;
10 – Ajuda – Exibe a ajuda do software;
11 – Minimizar – Minimiza o software da placa;
12 – Desliga o software da placa;
13 – Área das câmeras – Área de exibição das câmeras conectas à placa de captura.
Na área Configurações encontramos várias abas, na aba Vídeo, configuraremos as opções de vídeo
como Resolução, Qualidade, Codec de compressão, Modo de vídeo, Prioridade de Gravação, Tempo
do intervalo de rotação e o nome das câmeras.

Em Agenda Gravação, é possível escolher quais canais de áudio e vídeo serão gravados, o Modo de
gravação dia e hora de inicio e fim da gravação.
Em Rede, configuramos as portas para acesso local e remoto e o DNS dinâmico.

Em Processando, é possível configurar reinicializações do sistema e como ele se comporta ao se


inicializar e desligar.
Em Gravar em definimos em qual HD e pasta as gravações ficarão arquivadas.

Em PTZ configuramos o tipo de controle da câmera (se ela der suporte).


A aba Detecção de Movimentos, talvez seja a mais importante e por conta disso mereça um pouco
mais de atenção. Nela, configuramos sensibilidade dos movimentos e áreas que não devem ser
levadas em consideração no momento de gravar por detecção de movimentos. Assim elimina-se
gravações desnecessárias por exemplo por uma planta ou árvore que move-se na cena.

Na aba Windows Explorer, podemos explorar a pasta que contém a gravações arquivadas.
4.1.3. Acesso remoto

Para se fazer um acesso remoto, é preciso antes de mais nada abrir as portas do modem roteador
que faz o papel do gateway na rede local. Esse procedimento será abordado capítulos a frente, por
conta disso esse passo será pulado na configuração do acesso remoto. Veja abaixo como proceder:

Para instalação do player remoto, insira o CD, escolha a opção DVP System e siga as instruções
mostradas na tela.
Clique no botão Conexão preencha os campos IP, User e Password e então clique em Connect.

Pronto. Os botões do player têm a mesma função do servidor de câmeras como visto recentemente.
4.2. GV-800
A GV-800 é de longe a placa de captura mais utilizada no mercado. Além de ter um dos softwares
mais poderosos do mercado, ela consegue em uma placa conectar 16 câmeras, 4 canais de áudio e
é possível customizar a fundo as opções tanto do sistema quanto das câmeras.

A maior desvantagem da GV-800 é que ela conta com apenas 120FPS para as 16 câmeras. Taxa
essa que seria ideal para 4 câmeras.

Se você precisa de muitos recursos e usará no máximo 8 câmeras, essa placa é para você. Se vai
utilizar 16 câmeras e não precisa de movimentos em tempo real, ela também é uma boa pedida, agora
se é necessário enxergar movimentos em tempo real, para mis de 16 câmeras, a GV-800 não lhe
atenderá.

4.2.1. Instalação do software


A instalação e configuração do software é simples e você acompanha abaixo passo a passo:

Depois de encaixar a placa no slot PCI e ligar o PC, você receberá essa mensagem, clique em
Cancelar para seguir com o procedimento.
Se você entrar no Gerenciador de Dispositivos, verá algo assim.

Insira o CD da GV-800 no driver e escolha a opção Install or Remove GeoVision...

Clique em Install para começar a instalação dos drivers.

Aguarde o fim da instalação.


Aceite os termos clicando em Yes.

Volte ao menu principal do Cd e escolha a opção Install GeoVision 8.3.1 System.

Escolha o modelo da sua placa, nesse caso a GV-800. Clique em Next.


Escolha a resolução desejada e clique em Next.

Nessa tela podemos escolher onde será instalado o programa. Deixe como está e clique em Next.

Apenas clique em Next.


Clique em Sim para que o software seja adicionado à Inicialização automática do Windows.

Clique em Não (a nào ser que você possua controle remoto para a placa de captura).

Aguarde o fim da instalação.

Escolha a opção Yes, I want to... e clique em Finish para reiniciar o PC.
4.2.2. Instalação do software

Quando o PC for iniciado após a instalação do software da GV-800, essa tela será aberta. Preencha-
a da seguinte forma:
 ID – Login
 Password – Senha
 Password Confirmation – Corfirmar a senha
 Hint – Dica da senha
 Auto login – Para o sistema logar automaticamente (desaconselhável marcar essa opção já
que esse primeiro user será administrador do sistema. Mais a frente veremos como fazer o
auto login da forma correta).
1 – Liga, desliga ou minimiza o software;
2 – Modo de visualização;
3 – Modo gravação – Aqui escolhe-se o que se quer gravar/parar de gravar de imediato;
4 – Modo Agendamento – Menu de opções do agendamento de gravações e eventos;
5 – System Configure – Configurações gerais do sistema e das câmeras conectadas;
6 - Modo visualização de arquivos gravados – Visualiza gravações que estão arquivadas;
7 - Modo rotação – Rotaciona as câmeras instaladas de acordo com tempo pré-estabelecido;
8 – Opções de rede – Configura-se as portas, os modos de acesso remoto, etc;
9 – Campo de informações – Exibe data, hora, espaço em disco e serviços ativados;
10 – Área das câmeras – Área de exibição das câmeras conectas à placa de captura.

Antes de mais nada, vamos configurar o formato e o tamanho do vídeo de origem clicando em System
Configure > Video Source. Escolha as opções que refletem seu equipamento e clique em Ok.
A aba General Settings (Menu System Configure) é a mais importante de todas e mereço o
máximo de atenção, já que é nela que configuraremos o comportamento do software e das
câmeras.

 Campo Startup – define-se o comportamento do sistema ao iniciar, quais serviços estarão


no automático e aqui é possível criar um auto login para que sempre que o Windows iniciar,
o software também inicie e sem a intervenção do usuário;

Dica: Ao configurar o auto login, use uma conta que não tenha privilégios de administrador, assim
ninguém consegue desligar ou mesmo minimizar o software a não ser alguém com login de admin.

 Campo Video Log Storage - define-se onde serão gravados os arquivos de vídeo e também
é possível configurar o tempo de retenção deles.;
 Campo Caption - escolhe-se o rótulo da câmera;
 Campo Send Alert - define-se a forma com que o sistema avisa caso haja algum evento pré
determinado anteriormente;
 Campo Exit Option – configura-se o comportamento do Windows ao encerrar-se o software.
 Campo PTZ - habilita-se o recurso em PTZ para as câmeras que o possuam;
 Campo Monitor Option – configura-se o comportamento da gravação caso haja algum
evento pré determinado anteriormente;
 Campo Event Log Size – determina-se o tamanho máximo de um vídeo gravado;
 Campo Camera Scan – determina-se o tempo que o software espera antes da varredura de
câmeras;
 Campo Video Record – habilita-se para cria uma marca d`agua nos vídeos gravados.

A aba Camera Record Settings é onde determina-se as opções das câmeras. É possível configurar
uma a uma e assim deixar o sistema bem eficiente, já que por exemplo uma câmera na recepção muito
provavelmente necessitará de uma sensibilidade menor que uma câmera de almoxarifado.

 Campo Camera Name – escolhe-se a câmera que será configurada;


 Campo Rec Control – configura-se a qualidade da imagem e o número de frames (FPS)
disponível para essa câmera;
 Campo Motion Detection – configura-se a sensibilidade do sensor de movimentos, e
máscara de locais que podem ser ignorados (mesmo que haja movimento);
 Campo Monitor Control – configura-se as opções de gravação da cena, por exemplo se ela
será ativada quando houver detecção de movimentos ou se gravará continuamente (é
possível determinar um modo diferente para cada câmera), codec a ser utilizado, etc;
 Campo Video Resolution – Mostra a resolução que determinou-se na opção Video Source
e é possível fazer compensaçãoo de cores, brilho, contraste, etc.

A aba I/O é onde configura-se uma mesa de controladora caso as câmeras deem suporte.

A aba HotLine é onde configura-se um hardware de comunicação, por exemplo um modem para discar
para um númer específico caso haja algum evento pré determinado anteriormente.
Acabamos de detalhar as configurações do menu System Configure, muitas colocaremos em prática
no laboratório. Dominando essas configurações o aluno estará apto a otimizar de forma eficiente todo
o seu sistema CFTV.

Opção Port Settings do Menu Opções de Rede mostra todas as portas necessárias para a conexão
remota. Salientando que na maioria das vezes, usa-se apenas o serviço WebCam Server.

Ainda no Menu Opções de Rede existe algumas configurações que devem ser realizadas.
A aba General é responsável por configurações de acesso remoto como por exemplo o aumento de
segurança (captcha), o controle de banda de acesso, a cor de fundo dos campos quando as câmeras
não são exibidas.

A aba Server Setup é responsável por habilitar o servidor Web do software e assim ser possível
acessar as câmeras não só pelo software de acesso, mas também pelo browser. Pode-se configurar
as portas desse acesso também.
A aba Video é abriga as configurações de resolução máxima do video e o número máximo de câmeras
que podem ser visualizadas remotamente. É possível também determinar quais câmeras podem ser
controladas via PTZ remotamente, desde que haja suporte para tal.

A aba Mobile é responsável pelas configurações de acesso por dispositivos móveis. Configura-se
portas, número máximo de conexão e quantidade máxima de frames (FPS).

Assim também findamos as configurações necessárias para o acesso remoto.

Ao clicar em Ok, a seguinte mensagem será exibida. Clique em Desbloquear para que uma exceção
no firewall seja criada para as portas necessárias ao acesso remoto
4.2.3. Acesso remoto

No curso abordaremos o acesso remoto feito via programa já que sua configuração é muito mais
simples, os recursos são infinitamente maior e diferente dos acessos feitos via browser, a taxa de
incompatibilidade é muito baixa.

Insira o CD da placa no driver, Install GeoVision 8.3.1 System depois escolha GeoVision Multiview.

Siga as instruções na tela e ao terminar, a seguinte tela será exibida. É necessário configurar os
seguintes itens:
 Servidor – IP ou endereço do servidor de câmeras (configure-o clicando em Editar);
 Nome do usuário – Usuário válido que tenha permissão de acesso remoto;
 Senha – Senha de um usuário válido que tenha permissão de acesso remoto.

1 – Liga, desliga ou minimiza o programa de acesso remoto;


2 – Modo de visualização;
3 – Configura modo de visualização customizado;
4 – Da esquerda para a direita: Informações do Servidor, Status da Câmera, Editar Host, Configurar e
ViewLog;
5 – Salva as câmeras selecionadas para criar um Multiple Host personalizado;
6 – Channel Status – Exibe informações sobre o canal selecionado;
7 – Exibe e lista hosts com do sistemas GV na LAN selecionada;
8 - Área das câmeras – Área de exibição das câmeras disponíveis;
9 – Snapshot – Salva uma imagem do canal selecionado;
10 – Qualidade – Ajusta a qualidade da exibição para Geo 264 ou Geo MPEG4;
11 – Salva o vídeo selecionado;
12 – Parar – Fecha a conexão atual;
13 – Play – Estabelece uma conexão;
14 – Habilita o microfone;
15 – Habilita o audio ao vivo.

5. Preparação para o Acesso Remoto


Conforme dito anteriormente, para que possamos acessar as câmeras remotamente, de outros PCs,
celulares, notebooks, tablets, etc, é necessário uma configuração prévia. Esse capítulo explicará como
proceder com essas configurações.

Para que se possa entender o porquê de toda essa configuração, farei uma breve explicação sobre
redes.

Internet

[Link]
XYZ
Modem Roteador
[Link]

Desktop Servidor de câmeras Desktop


[Link] [Link] [Link]
Como pode ser visto, temos dois Desktops na empresa XYZ, o servidor de câmeras e o modem
roteador. De fora existem dois dispositivos querendo acessar as câmeras da empresa, como funciona
esse acesso?

Os IPs de dentro da empresa XYZ são do range 192.168.1.4x, porém eles não podem ser acessados
de fora da empresa porque são considerados IPs internos, ou seja, só respondem internamente.

O Modem roteador porém, recebe dois IPs, um interno que seria o [Link] e o externo que seria
[Link]. Esse IP externo é o endereço do nosso modem roteador na internet. Ele pode ser
encontrado na internet por esse IP.

A função do roteador é fazer com que duas rotas distintas se “conversem” então ele fará com que a
rede [Link] fale com a rede 192.168.1.4x.

“Então, quando estamos tentando fazer um acesso remoto ás câmeras, basta digitar o IP Externo do
roteador no programa de acesso remoto”?

A resposta é não! O roteador realmente é o portão de entrada da nossa rede, nosso Gateway, porém
para que eu acesse as câmeras com sucesso, preciso acessar o servidor de câmeras que ´tem o IP
[Link]. Colocar só o endereço do roteador, fará com que cheguemos até a porta de entrada,
mas não saibamos para onde vamos.

Farei uma analogia para facilitar o entendimento. Imagine que você vem do interior para visitar uma
amigo que lhe passa um endereço. Ao chegar no endereço porém, você toma um susto pois dá de
cara com um condomínio gigantesco, afinal o número que seu amigo lhe passou é o número do prédio
na rua. Você chegou até a portaria, mas não sabe o número do apartamento... E para dificultar, você
só sabe que seu amigo se chama José.

Assim também é o acesso remoto. Não basta saber o endereço do gateway, é preciso saber o
endereço interno do recurso que se deseja acessar. Como fazemos isso? Com um recurso chamado
NAT.

NAT (Network Address Translator) – É o cara que reescreve os endereços de IP nos pacotes que
provém da rede externa e adentrarão a rede interna.
Nos roteadores de hoje, no campo NAT encontraremos uma opção chamada Virtual Server que serve
para fazer o redirecionamento (dependendo do roteador, pode chamar-se Port Forwarding o mesmo
recurso) de portas.

Portas são como orelhas que ficam escutando, quando alguém fala na orelha x, a orelha x escuta.
Agora não adianta falar na orelha x se é a orelha xx quem escuta.

O IP do servidor de câmeras é [Link], a porta do serviço de acesso remoto por dispositivo


móvel é 8866, ou seja, quer dizer que o servidor fica escutando na porta 8866, basta fazer com que
as requisições cheguem até ele... Basta “falar” na orelha 8866. Veremos no próximo capitulo como
fazê-lo.

5.1. Fazendo o direcionamento no roteador

Para que possamos botar a mão na massa, é preciso acessar o roteador, para isso precisamos do seu
IP.

Clique no menu Iniciar > Executar e digite CMD. Dentro do console digite ipconfig e pressione Enter.

Endereço de IPv4 é o seu endereço IP o Gateway Padrão é o endereço do roteador. Anote-o.

Abra o Internet Explorer e digite o IP do Gateway Padrão.


Digite o login e senha do seu roteador.

Procure e clique na opção NAT.

Escolha a opção Mapeamento de Porta. No campo Configurar, clique no ícone de uma folha de
sulfite.
 No campo Name, digite um nome para a regra;
 Em LAN IP, coloque o IP do dispositivo que hospeda o serviço, no nosso caso o servidor de
câmeras que é [Link];
 Tipo de protocolo deixe TCP;
 Porta LAN coloque a porta que está escutando na rede, no caso 8866;
 Em Porta pública, coloque a mesma porá 8866, assim falamos na porta pública 8866 e e a
porta interna que está escutando, recebe as solicitações nesse caso a 8866;
 Marque a caixa Ativar e clique na flechinha de Configurar.

Fizemos o encaminhamento de porta, ou seja, toda vez que digitarmos o IP externo e mais a porta do
serviço, teremos nossa solicitação recebida pelo servidor de câmeras.

Quando formos fazer o acesso remoto, digitaremos então: [Link]

É preciso criar um encaminhamento para cada serviço disponível.


Vá criando as regras conforme a necessidade.

Aprendemos a fazermos os encaminhamentos necessários para que as solicitações externas possam


ser atendidas. Basta um último passo para que possamos acessar as câmeras de qualquer lugar a
qualquer momento. Veremos isso no próximo capítulo.

5.2. Usando um serviço de DDNS

Com tudo que vimos até agora, já é possível criar um sistema de CFTV eficiente, com os melhores
componentes do mercado, configurá-los da melhor forma possível e acessá-los remotamente,
normalmente até que o roteador seja reiniciado, aí o sistema fica inacessível.

Isso acontece porque na maioria das vezes o IP que o nosso roteador recebe é dinâmico, ou seja,
muda toda vez que é reiniciado. Para que isso não aconteça, é necessário que contratar um serviço
de DDNS.

O serviço de DDNS funciona da seguinte forma: Cria-se uma conta no serviço, baixa-se um cliente,
gera-se um endereço único do tipo [Link] e toda vez que IP do roteador mudar, o
cliente avisa o site que faz a alteração em tempo real e redireciona o endereço para o novo IP.
Os serviços de DDNS gratuitossmais famosos são:
[Link]
[Link]
[Link]
[Link]

Vamos usar o no-ip, porém todos eles têm o mesmo conceito.

1. Acesse [Link]/free e clique em Sign up Now;


2. Em seguida preencha o formulário e quando chegar no campo hostname, escolha um nome
para seu host, que será seu endereço de acesso, coloque um e-mail válido e então clique em
Sign up;
3. Você receberá um e-mail de confirmação, clique no link que vem nele;
4. Na janela que abrir, entre com o usuário e senha que você escolheu há pouco tempo atrás;
5. Clique no logo do no-ip no alto a esquerda e depois em Download;
6. Clique em Download Now;
7. Execute o arquivo baixado e instale-o.

8. Clique duas vezes no ícone do no-ip;

9. Insira o login e a senha que você criou;


10. Na tela principal do programa, clique em Edit Hosts;

11. Marque o host que você escolheu e se quiser, marque a seleção Require a password to
modify hosts para que só faça alteração em hosts quem possui a senha da conta. Clique
em Save;

12. Perceba que seu IP aparece e logo abaixo o tempo da próxima verificação. Também é
possível atualizar a configuração manualmente clicando em Refresh Now;
13. Clique em File > Preferences e essa janela será exibida. Marque as duas primeiras caixas
para que o programa seja inicializado com o Windows e que se torne um serviço. Feche a
caixa e a sua máquina passa a responder pelo host que você criou;

14. Como pode ser visto, tudo correu bem. Agora você pode acessar o computador remotamente
por esse endereço.

Com isso, findamos as atividades do CFTV Módulo I. Agora você está apto a reconhecer bons
equipamentos, fazer uso das melhores tecnologias, configurar e otimizar o servidor de câmeras,
acessá-lo remotamente e criar projetos.

Para se tornar um profissional ainda mais eficaz, não deixe de fazer o CFTV Módulo II e aprender a
manusear Speed Domes, Câmeras IP e DVR’s.

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