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02 - Matematica

O documento aborda conceitos fundamentais de Matemática, incluindo números naturais e inteiros, operações aritméticas, propriedades e exemplos práticos. Ele também discute porcentagens, álgebra, funções, raciocínio lógico, grandezas, medidas, probabilidade e estatística. Além disso, apresenta questões e gabaritos para avaliação do aprendizado.

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02 - Matematica

O documento aborda conceitos fundamentais de Matemática, incluindo números naturais e inteiros, operações aritméticas, propriedades e exemplos práticos. Ele também discute porcentagens, álgebra, funções, raciocínio lógico, grandezas, medidas, probabilidade e estatística. Além disso, apresenta questões e gabaritos para avaliação do aprendizado.

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sumário

SEMED Ji-Paraná - RO

Matemática

Números e operações: cálculo aritmético...................................................................... 1


Porcentagens, acréscimos e descontos......................................................................... 17
Álgebra e funções.......................................................................................................... 19
Proporcionalidade, grandezas diretamente proporcionais e grandezas inversamente
28
proporcionais..................................................................................................................

Matemática
Sequências..................................................................................................................... 30
Raciocínio lógico............................................................................................................ 34
Grandezas e medidas.................................................................................................... 38
Áreas e perímetros de figuras planas............................................................................ 43
Probabilidade................................................................................................................. 45
Estatística: tratamento da informação, leitura e representação da informação em gráficos,
48
tabelas e pictogramas e medidas de tendência central.................................................
QUESTÕES................................................................................................................... 58
GABARITO..................................................................................................................... 67
Números e operações: cálculo aritmético

Conjunto dos Números Naturais (ℕ)


O conjunto dos números naturais é simbolizado pela letra N e compreende os números utilizados para con-
tar e ordenar. Esse conjunto inclui o zero e todos os números positivos, formando uma sequência infinita.
Em termos matemáticos, os números naturais podem ser definidos como ℕ = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, …}
O conjunto dos números naturais pode ser dividido em subconjuntos:
▪ ℕ* = {1, 2, 3, 4…} ou ℕ* = ℕ – {0}: conjunto dos números naturais não nulos, ou sem o zero.
▪ ℕp = {0, 2, 4, 6…}, em que n ∈ ℕ: conjunto dos números naturais pares.
▪ ℕi = {1, 3, 5, 7..}, em que n ∈ ℕ: conjunto dos números naturais ímpares.
▪ P = {2, 3, 5, 7..}: conjunto dos números naturais primos.

▸ Operações com Números Naturais


Praticamente, toda a Matemática é edificada sobre essas duas operações fundamentais: adição e
multiplicação.

Adição
A primeira operação essencial da Aritmética tem como objetivo reunir em um único número todas as unida-
des de dois ou mais números.
Exemplo: 6 + 4 = 10, onde 6 e 4 são as parcelas e 10 é a soma ou o total.

Subtração
É utilizada quando precisamos retirar uma quantidade de outra; é a operação inversa da adição. A subtração
é válida apenas nos números naturais quando subtraímos o maior número do menor, ou seja, quando quando
a-b tal que a ≥ b.
Exemplo: 200 – 193 = 7, onde 200 é o Minuendo, o 193 Subtraendo e 7 a diferença.
Obs.: o minuendo também é conhecido como aditivo e o subtraendo como subtrativo.

Multiplicação
É a operação que visa adicionar o primeiro número, denominado multiplicando ou parcela, tantas vezes
quantas são as unidades do segundo número, chamado multiplicador.
Exemplo: 3 x 5 = 15, onde 3 e 5 são os fatores e o 15 produto.
3 vezes 5 é somar o número 3 cinco vezes:
3 x 5 = 3 + 3 + 3 + 3 + 3 = 15.
Podemos no lugar do “x” (vezes) utilizar o ponto “ . “, para indicar a multiplicação.

1
Divisão
Dados dois números naturais, às vezes precisamos saber quantas vezes o segundo está contido no primei-
ro. O primeiro número, que é o maior, é chamado de dividendo, e o outro número, que é menor, é o divisor. O
resultado da divisão é chamado de quociente. Se multiplicarmos o divisor pelo quociente e somarmos o resto,
obtemos o dividendo.
No conjunto dos números naturais, a divisão não é fechada, pois nem sempre é possível dividir um número
natural por outro número natural de forma exata. Quando a divisão não é exata, temos um resto diferente de
zero.

Princípios fundamentais da divisão de números naturais:


▪ Em uma divisão exata de números naturais, o divisor deve ser menor do que o dividendo. Exemplo: 45 :
9=5
▪ Em uma divisão exata de números naturais, o dividendo é o produto do divisor pelo quociente. Exemplo:
45 = 5 x 9
▪ A divisão de um número natural n por zero não é possível, pois, se admitíssemos que o quociente fosse
q, então poderíamos escrever: n ÷ 0 = q e isto significaria que: n = 0 x q = 0 o que não é correto! Assim, a
divisão de n por 0 não tem sentido ou ainda é dita impossível.

Propriedades da Adição e da Multiplicação de Naturais


Para todo a, b e c em ℕ
▪ Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
▪ Comutativa da adição: a + b = b + a
▪ Elemento neutro da adição: a + 0 = a
▪ Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
▪ Comutativa da multiplicação: a.b = b.a
▪ Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
▪ Distributiva da multiplicação relativamente à adição: a.(b +c ) = ab + ac
▪ Distributiva da multiplicação relativamente à subtração: a .(b –c) = ab – ac
▪ Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um número natural por outro número natural, conti-
nua como resultado um número natural.
Exemplo 1: Em uma gráfica, a máquina utilizada para imprimir certo tipo de calendário está com defei-
to, e, após imprimir 5 calendários perfeitos (P), o próximo sai com defeito (D), conforme mostra o esquema.
Considerando que, ao se imprimir um lote com 5 000 calendários, os cinco primeiros saíram perfeitos e o sexto
saiu com defeito e que essa mesma sequência se manteve durante toda a impressão do lote, é correto dizer
que o número de calendários perfeitos desse lote foi
(A) 3 642.
(B) 3 828.
(C) 4 093.

2
(D) 4 167.
(E) 4 256.
Resolução:
Vamos dividir 5000 pela sequência repetida (6):
5000 / 6 = 833 + resto 2.
Isto significa que saíram 833. 5 = 4165 calendários perfeitos, mais 2 calendários perfeitos que restaram na
conta de divisão.
Assim, são 4167 calendários perfeitos.

Resposta: D.
Exemplo 2: João e Maria disputaram a prefeitura de uma determinada cidade que possui apenas duas
zonas eleitorais. Ao final da sua apuração o Tribunal Regional Eleitoral divulgou a seguinte tabela com os resul-
tados da eleição. A quantidade de eleitores desta cidade é:

1ª Zona Eleitoral 2ª Zona Eleitoral


João 1750 2245
Maria 850 2320
Nulos 150 217
Brancos 18 25
Abstenções 183 175

(A) 3995
(B) 7165
(C) 7532
(D) 7575
(E) 7933
Resolução:
Vamos somar a 1ª Zona: 1750 + 850 + 150 + 18 + 183 = 2951
2ª Zona: 2245 + 2320 + 217 + 25 + 175 = 4982
Somando os dois: 2951 + 4982 = 7933
Resposta: E.
Exemplo 3: Uma escola organizou um concurso de redação com a participação de 450 alunos. Cada aluno
que participou recebeu um lápis e uma caneta. Sabendo que cada caixa de lápis contém 30 unidades e cada
caixa de canetas contém 25 unidades, quantas caixas de lápis e de canetas foram necessárias para atender
todos os alunos?
(A) 15 caixas de lápis e 18 caixas de canetas.
(B) 16 caixas de lápis e 18 caixas de canetas.
(C) 15 caixas de lápis e 19 caixas de canetas.
(D) 16 caixas de lápis e 19 caixas de canetas.
(E) 17 caixas de lápis e 19 caixas de canetas.
Resolução:
Número de lápis: 450. Dividindo pelo número de lápis por caixa: 450 ÷ 30 = 15

3
Número de canetas: 450. Dividindo pelo número de canetas por caixa: 450 ÷ 25 = 18.
Resposta: A.
Exemplo 4. Em uma sala de aula com 32 alunos, todos participaram de uma brincadeira em que formaram
grupos de 6 pessoas. No final, sobrou uma quantidade de alunos que não conseguiram formar um grupo com-
pleto. Quantos alunos ficaram sem grupo completo?
(A) 1
(B) 2
(C) 3
(D) 4
(E) 5

Resolução:
Divisão: 32÷6=5 grupos completos, com 32 − (6 × 5) = 2 alunos sobrando.
Resposta: B.

Conjunto dos Números Inteiros (ℤ)


O conjunto dos números inteiros é denotado pela letra maiúscula Z e compreende os números inteiros ne-
gativos, positivos e o zero.
ℤ = {..., -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4,…}

O conjunto dos números inteiros também possui alguns subconjuntos:


▪ ℤ+ = {0, 1, 2, 3, 4…}: conjunto dos números inteiros não negativos.
▪ ℤ- = {…-4, -3, -2, -1, 0}: conjunto dos números inteiros não positivos.
▪ ℤ*+ = {1, 2, 3, 4…}: conjunto dos números inteiros não negativos e não nulos, ou seja, sem o zero.
▪ ℤ*- = {… -4, -3, -2, -1}: conjunto dos números inteiros não positivos e não nulos.

▸ Módulo
O módulo de um número inteiro é a distância ou afastamento desse número até o zero, na reta numérica
inteira. Ele é representado pelo símbolo | |.
▪ O módulo de 0 é 0 e indica-se |0| = 0
▪ O módulo de +6 é 6 e indica-se |+6| = 6
▪ O módulo de –3 é 3 e indica-se |–3| = 3
▪ O módulo de qualquer número inteiro, diferente de zero, é sempre positivo.

▸ Números Opostos
Dois números inteiros são considerados opostos quando sua soma resulta em zero; dessa forma, os pontos
que os representam na reta numérica estão equidistantes da origem.

4
Exemplo: o oposto do número 4 é -4, e o oposto de -4 é 4, pois 4 + (-4) = (-4) + 4 = 0. Em termos gerais, o
oposto, ou simétrico, de “a” é “-a”, e vice-versa; notavelmente, o oposto de zero é o próprio zero.

▸ Operações com Números Inteiros

Adição
Para facilitar a compreensão dessa operação, associamos a ideia de ganhar aos números inteiros positivos
e a ideia de perder aos números inteiros negativos.
Exemplos:
▪ Ganhar 3 + ganhar 5 = ganhar 8 (3 + 5 = 8)
▪ Perder 4 + perder 3 = perder 7 (-4 + (-3) = -7)
▪ Ganhar 5 + perder 3 = ganhar 2 (5 + (-3) = 2)
▪ Perder 5 + ganhar 3 = perder 2 (-5 + 3 = -2)
Observação: O sinal (+) antes do número positivo pode ser omitido, mas o sinal (–) antes do número nega-
tivo nunca pode ser dispensado.

Subtração
A subtração é utilizada nos seguintes casos:
▪ Ao retirarmos uma quantidade de outra quantidade;
▪ Quando temos duas quantidades e queremos saber a diferença entre elas;
▪ Quando temos duas quantidades e desejamos saber quanto falta para que uma delas atinja a outra.
A subtração é a operação inversa da adição. Concluímos que subtrair dois números inteiros é equivalente a
adicionar o primeiro com o oposto do segundo.
Observação: todos os parênteses, colchetes, chaves, números, etc., precedidos de sinal negativo têm seu
sinal invertido, ou seja, representam o seu oposto.

Multiplicação
A multiplicação funciona como uma forma simplificada de adição quando os números são repetidos. Podemos
entender essa situação como ganhar repetidamente uma determinada quantidade.
Exemplo: Ganhar 1 objeto 15 vezes consecutivas significa ganhar 15 objetos, e essa repetição pode ser
indicada pelo símbolo “x”, ou seja: 1+ 1 +1 + ... + 1 = 15 x 1 = 15.
Se substituirmos o número 1 pelo número 2, obtemos: 2 + 2 + 2 + ... + 2 = 15 x 2 = 30
Na multiplicação, o produto dos números “a” e “b” pode ser indicado por a x b, a . b ou ainda ab sem nenhum
sinal entre as letras.

5
Divisão
Considere o cálculo: - 15/3 = q, então 3q = - 15 portanto q = -5
No exemplo dado, podemos concluir que, para realizar a divisão exata de um número inteiro por outro nú-
mero inteiro (diferente de zero), dividimos o módulo do dividendo pelo módulo do divisor.
No conjunto dos números inteiros Z, a divisão não é comutativa, não é associativa, e não possui a proprieda-
de da existência do elemento neutro. Além disso, não é possível realizar a divisão por zero. Quando dividimos
zero por qualquer número inteiro (diferente de zero), o resultado é sempre zero, pois o produto de qualquer
número inteiro por zero é igual a zero.
Regra de sinais:

Potenciação
A potência an do número inteiro a, é definida como um produto de n fatores iguais. O número a é denominado
a base e o número n é o expoente.
an = a x a x a x a x ... x a , ou seja, a é multiplicado por a n vezes.

▪ Qualquer potência com uma base positiva resulta em um número inteiro positivo.
▪ Se a base da potência é negativa e o expoente é par, então o resultado é um número inteiro positivo.
▪ Se a base da potência é negativa e o expoente é ímpar, então o resultado é um número inteiro negativo.

6
Radiciação
A radiciação de números inteiros envolve a obtenção da raiz n-ésima (de ordem n) de um número inteiro a.
Esse processo resulta em outro número inteiro não negativo, representado por b, que, quando elevado à po-
tência n, reproduz o número original a. O índice da raiz é representado por n, e o número a é conhecido como
radicando, posicionado sob o sinal do radical.
A raiz quadrada, de ordem 2, é um exemplo comum. Ela produz um número inteiro não negativo cujo qua-
drado é igual ao número original a.
Importante observação: não é possível calcular a raiz quadrada de um número inteiro negativo no conjunto
dos números inteiros.
É importante notar que não há um número inteiro não negativo cujo produto consigo mesmo resulte em um
número negativo.
A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a operação que gera outro número inteiro. Esse número,
quando elevado ao cubo, é igual ao número original a. É crucial observar que, ao contrário da raiz quadrada,
não restringimos nossos cálculos apenas a números não negativos.

7
Propriedades da Adição e da Multiplicação de Inteiros
Para todo a, b e c em ℤ
▪ Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
▪ Comutativa da adição: a + b = b +a
▪ Elemento neutro da adição : a + 0 = a
▪ Elemento oposto da adição: a + (-a) = 0
▪ Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
▪ Comutativa da multiplicação: a.b = b.a
▪ Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
▪ Distributiva da multiplicação relativamente à adição: a.(b +c ) = ab + ac
▪ Distributiva da multiplicação relativamente à subtração: a .(b –c) = ab –ac
▪ Elemento inverso da multiplicação: para todo inteiro a ≠ 0, existe um inverso a–1 = 1/a em ℤ, tal que, a
. a–1 = a . (1/a) = 1
▪ Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um número natural por outro número natural, conti-
nua como resultado um número natural.

8
Exemplo 1: Para zelar pelos jovens internados e orientá-los a respeito do uso adequado dos materiais
em geral e dos recursos utilizados em atividades educativas, bem como da preservação predial, realizou-se
uma dinâmica elencando “atitudes positivas” e “atitudes negativas”, no entendimento dos elementos do grupo.
Solicitou-se que cada um classificasse suas atitudes como positiva ou negativa, atribuindo (+4) pontos a cada
atitude positiva e (-1) a cada atitude negativa. Se um jovem classificou como positiva apenas 20 das 50 atitudes
anotadas, o total de pontos atribuídos foi
(A) 50.
(B) 45.
(C) 42.
(D) 36.
(E) 32.
Resolução:
50-20=30 atitudes negativas
20.4=80
30.(-1)=-30
80-30=50
Resposta: A.
Exemplo 2: Ruth tem somente R$ 2.200,00 e deseja gastar a maior quantidade possível, sem ficar devendo
na loja.
Verificou o preço de alguns produtos:
TV: R$ 562,00
DVD: R$ 399,00
Micro-ondas: R$ 429,00
Geladeira: R$ 1.213,00
Na aquisição dos produtos, conforme as condições mencionadas, e pagando a compra em dinheiro, o troco
recebido será de:
(A) R$ 84,00
(B) R$ 74,00
(C) R$ 36,00
(D) R$ 26,00
(E) R$ 16,00
Resolução:
Geladeira + Micro-ondas + DVD = 1213 + 429 + 399 = 2041
Geladeira + Micro-ondas + TV = 1213 + 429 + 562 = 2204, extrapola o orçamento
Geladeira + TV + DVD = 1213 + 562 + 399 = 2174, é a maior quantidade gasta possível dentro do orçamento.
Troco:2200 – 2174 = 26 reais
Resposta: D.

Conjunto dos Números Racionais (ℚ)


Os números racionais são aqueles que podem ser expressos na forma de fração. Nessa representação, tan-
to o numerador quanto o denominador pertencem ao conjunto dos números inteiros, e é fundamental observar
que o denominador não pode ser zero, pois a divisão por zero não está definida.

9
O conjunto dos números racionais é simbolizado por Q. Vale ressaltar que os conjuntos dos números na-
turais e inteiros são subconjuntos dos números racionais, uma vez que todos os números naturais e inteiros
podem ser representados por frações. Além desses, os números decimais e as dízimas periódicas também
fazem parte do conjunto dos números racionais.

▸ Representação na reta

Também temos subconjuntos dos números racionais:


▪ ℚ* = subconjunto dos números racionais não nulos, formado pelos números racionais sem o zero.
▪ ℚ+ = subconjunto dos números racionais não negativos, formado pelos números racionais positivos.
▪ ℚ*+ = subconjunto dos números racionais positivos, formado pelos números racionais positivos e não nulos.
▪ ℚ- = subconjunto dos números racionais não positivos, formado pelos números racionais negativos e o
zero.
▪ ℚ*- = subconjunto dos números racionais negativos, formado pelos números racionais negativos e não
nulos.

▸ Representação Decimal das Frações


Tomemos um número racional a/b, tal que a não seja múltiplo de b. Para escrevê-lo na forma decimal, basta
efetuar a divisão do numerador pelo denominador. Nessa divisão podem ocorrer dois casos:

Decimal exato
O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, um número finito de algarismos.
Exemplos:
▪ 2/5 = 0,4
▪ 1/4 = 0,25

10
Dízima periódica
O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se
periodicamente.
Exemplos:
▪ 1/3 = 0,333...
▪ 167/66 = 2,53030...
Existem frações muito simples que são representadas por formas decimais infinitas, com uma característica
especial: existe um período.
Uma forma decimal infinita com período de UM dígito pode ser associada a uma soma com infinitos termos
deste tipo:

Para converter uma dízima periódica simples em fração, é suficiente utilizar o dígito 9 no denominador para
cada quantidade de dígitos que compõe o período da dízima.
Exemplo 1: Seja a dízima 0, 333....
Veja que o período que se repete é apenas 1(formado pelo 3), então vamos colocar um 9 no denominador
e repetir no numerador o período.

Assim, a geratriz de 0,333... é a fração 3/9.


Exemplo 2: Seja a dízima 1, 2343434...
O número 234 é formado pela combinação do ante período com o período. Trata-se de uma dízima perió-
dica composta, onde há uma parte não repetitiva (ante período) e outra que se repete (período). No exemplo
dado, o ante período é representado pelo número 2, enquanto o período é representado por 34.
Para converter esse número em fração, podemos realizar a seguinte operação: subtrair o ante período do
número original (234 - 2) para obter o numerador, que é 232. O denominador é formado por tantos dígitos 9
quanto o período (dois noves, neste caso) e um dígito 0 para cada dígito no ante período (um zero, neste caso).
Assim, a fração equivalente ao número 234 é 232/990

Em temos uma fração mista, então transformando-a:

11
Simplificando por 2, obtemos x = , que é a fração geratriz da dízima 1, 23434...

▸ Módulo ou valor absoluto


Refere-se à distância do ponto que representa esse número até o ponto de abscissa zero.

▸ Inverso de um Número Racional

▸ Operações com números Racionais

Adição
Como cada número racional pode ser expresso como uma fração, ou seja, na forma de a/b, onde “a” e “b”
são números inteiros e “b” não é zero, podemos definir a adição entre números racionais da seguinte forma: a/b
e c/d, da mesma forma que a soma de frações, através de:

Subtração
A subtração de dois números racionais, representados por a e b, é equivalente à operação de adição do
número p com o oposto de q. Em outras palavras, a – b = a + (-b)

Multiplicação
O produto de dois números racionais é definido considerando que todo número racional pode ser expresso
na forma de uma fração. Dessa forma, o produto de dois números racionais, representados por a e b é obtido
multiplicando-se seus numeradores e denominadores, respectivamente. A expressão geral para o produto de
dois números racionais é a.b. O produto dos números racionais a/b e c/d também pode ser indicado por a/b ×
c/d, a/b.c/d. Para realizar a multiplicação de números racionais, devemos obedecer à mesma regra de sinais
que vale em toda a Matemática:
Podemos assim concluir que o produto de dois números com o mesmo sinal é positivo, mas o produto de
dois números com sinais diferentes é negativo.

12
Divisão
A divisão de dois números racionais p e q é a própria operação de multiplicação do número p pelo inverso
de q, isto é: p ÷ q = p × q-1

Potenciação
A potência qn do número racional q é um produto de n fatores iguais. O número q é denominado a base e o
número n é o expoente. Vale as mesmas propriedades que usamos no conjunto dos Números Inteiros.
qn = q × q × q × q × ... × q, ou seja, q aparece n vezes.

Radiciação
Se um número é representado como o produto de dois ou mais fatores iguais, cada um desses fatores é
denominado raiz do número. Vale as mesmas propriedades que usamos no conjunto dos Números Inteiros.
Exemplo: considere o número 1/9
Podemos dizer que 1/9 é o produto de dois fatores iguais:

Isso significa que 1/3 é a raiz quadrada de 1/9:

Propriedades da Adição e Multiplicação de Racionais


▪ Fechamento: o conjunto ℚ é fechado para a operação de adição e multiplicação, isto é, a soma e a mul-
tiplicação de dois números racionais ainda é um número racional.
▪ Associativa da adição: para todos a, b, c em ℚ: a + ( b + c ) = ( a + b ) + c
▪ Comutativa da adição: para todos a, b em ℚ: a + b = b + a
▪ Elemento neutro da adição: existe 0 em ℚ, que adicionado a todo q em ℚ, proporciona o próprio q, isto
é: q + 0 = q
▪ Elemento oposto: para todo q em ℚ, existe -q em ℚ, tal que q + (–q) = 0
▪ Associativa da multiplicação: para todos a, b, c em ℚ: a × ( b × c ) = ( a × b ) × c
▪ Comutativa da multiplicação: para todos a, b em ℚ: a × b = b × a
▪ Elemento neutro da multiplicação: existe 1 em ℚ, que multiplicado por todo q em ℚ, proporciona o pró-
prio q, isto é: q × 1 = q
▪ Distributiva da multiplicação: Para todos a, b, c em ℚ: a × ( b + c ) = ( a × b ) + ( a × c )
▪ Elemento inverso da multiplicação: Para todo q = a/b em ℚ, q≠0 , existe :

Satisfazendo a propriedade:

,ou seja,

13
Exemplo 1: Na escola onde estudo, 1/4 dos alunos tem a língua portuguesa como disciplina favorita, 9/20
têm a matemática como favorita e os demais têm ciências como favorita. Sendo assim, qual fração representa
os alunos que têm ciências como disciplina favorita?
(A) 1/4
(B) 3/10
(C) 2/9
(D) 4/5
(E) 3/2
Resolução:
Somando português e matemática:

O que resta gosta de ciências:

Resposta: B.
Exemplo 2: Simplificando a expressão abaixo

obtém-se :
(A) 1/2
(B) 1
(C) 3/2
(D) 2
(E) 3
Resolução:
1,3333...= 12/9 = 4/3
1,5 = 15/10 = 3/2

Resposta: B.

Conjunto dos Números Reais (ℝ)


O conjunto dos números reais, representado por R, é a fusão do conjunto dos números racionais com o
conjunto dos números irracionais. Vale ressaltar que o conjunto dos números racionais é a combinação dos
conjuntos dos números naturais e inteiros. Podemos afirmar que entre quaisquer dois números reais há uma
infinidade de outros números.
ℝ = ℚ ∪ I, sendo ℚ ∩ I = Ø ( Se um número real é racional, não irracional, e vice-versa).

14
Entre os conjuntos números reais, temos:
▪ ℝ*= {x ∈ ℝ│x ≠ 0}: conjunto dos números reais não-nulos.
▪ ℝ+ = {x ∈ ℝ│x ≥ 0}: conjunto dos números reais não-negativos.
▪ ℝ*+ = {x ∈ ℝ│x > 0}: conjunto dos números reais positivos.
▪ ℝ- = {x ∈ ℝ│x ≤ 0}: conjunto dos números reais não-positivos.
▪ ℝ*- = {x ∈ ℝ│x < 0}: conjunto dos números reais negativos.
Valem todas as propriedades anteriormente discutidas nos conjuntos anteriores, incluindo os conceitos de
módulo, números opostos e números inversos (quando aplicável).

▸ Representação na reta
A representação dos números reais permite estabelecer uma relação de ordem entre eles. Os números re-
ais positivos são maiores que zero, enquanto os negativos são menores. Expressamos a relação de ordem da
seguinte maneira: Dados dois números reais, a e b,
a≤b↔b–a≥0

▸ Operações com Números Relativos

Adição e Subtração
▪ Quando os numerais possuem o mesmo sinal, adicione os valores absolutos e conserve o sinal.
▪ Se os numerais têm sinais diferentes, subtraia o numeral de menor valor e atribua o sinal do numeral de
maior valor.

Multiplicação e Divisão
▪ Se dois números relativos têm o mesmo sinal, o produto e o quociente são sempre positivos.
▪ Se os números relativos têm sinais diferentes, o produto e o quociente são sempre negativos.

Exemplo 1: Na figura abaixo, o ponto que melhor representa a diferença na reta dos números reais é:

15
(A) P.
(B) Q.
(C) R.
(D) S.
Resolução:

Resposta: A.
Exemplo 2: Considere m um número real menor que 20 e avalie as afirmações I, II e III:
I- (20 – m) é um número menor que 20.
II- (20 m) é um número maior que 20.
III- (20 m) é um número menor que 20.
É correto afirmar que:
A) I, II e III são verdadeiras.
B) apenas I e II são verdadeiras.
C) I, II e III são falsas.
D) apenas II e III são falsas.
Resolução:
I. Falso, pois m é Real e pode ser negativo.
II. Falso, pois m é Real e pode ser negativo.
III. Falso, pois m é Real e pode ser positivo.
Resposta: C.

▸ Intervalos reais
O conjunto dos números reais possui subconjuntos chamados intervalos, determinados por meio de desi-
gualdades. Dados os números a e b, com a < b, temos os seguintes intervalos:
▪ Bolinha aberta: representa o intervalo aberto (excluindo o número), utilizando os símbolos: > ; < ou ] ; [
▪ Bolinha fechada: representa o intervalo fechado (incluindo o número), utilizando os símbolos: ≥ ; ≤ ou
[;]
Podemos utilizar ( ) no lugar dos [ ] para indicar as extremidades abertas dos intervalos:
▪ [a, b[ = (a, b);
▪ ]a, b] = (a, b];
▪ ]a, b[ = (a, b).

16
▪ Em algumas situações, é necessário registrar numericamente variações de valores em sentidos opostos,
ou seja, maiores ou acima de zero (positivos), como as medidas de temperatura ou valores em débito ou
em haver, etc. Esses números, que se estendem indefinidamente tanto para o lado direito (positivos) quanto
para o lado esquerdo (negativos), são chamados números relativos.
▪ O valor absoluto de um número relativo é o valor numérico desse número sem levar em consideração o
sinal.
▪ O valor simétrico de um número é o mesmo numeral, diferindo apenas no sinal.

Porcentagens, acréscimos e descontos

Porcentagem
O termo porcentagem se refere a uma fração cujo denominador é 100, representada pelo símbolo (%). Seu
uso é tão comum que a encontramos em praticamente todos os aspectos do dia a dia: nos meios de comunica-
ção, em estatísticas, nas etiquetas de preços, nas máquinas de calcular, e muito mais.
A porcentagem facilita a compreensão de aumentos, reduções e taxas, o que auxilia na resolução de exer-
cícios e situações financeiras cotidianas.

▸ Acréscimo
Quando há um acréscimo de determinada porcentagem, o novo valor é obtido multiplicando o valor original
por um fator de multiplicação:

Veja a tabela abaixo:

Acréscimo ou Lucro Fator de Multiplicação


10% 1,10
15% 1,15
20% 1,20
47% 1,47
67% 1,67

Exemplo: Aumentando 10% no valor de R$10,00 temos:

17
10 × 1,10 = R$ 11,00

▸ Desconto
Para calcular um desconto, usamos:

Veja a tabela abaixo:

Desconto Fator de Multiplicação


10% 0,90
25% 0,75
34% 0,66
60% 0,40
90% 0,10

Exemplo: Descontando 10% no valor de R$10,00 temos:


10 × 0,90 = R$ 9,00

▸ Desconto Composto
O desconto composto é aplicado de forma que a taxa de desconto incide sobre o valor já descontado no
período anterior. Para calcular o novo valor após vários períodos de desconto, utilizamos a fórmula:

Onde:
▪ Vn é o valor após n períodos de desconto.
▪ V0 é o valor original.
▪ Taxa é o valor em forma decimal.
▪ n é o número de períodos.
Veja a tabela abaixo:

Desconto Fator do 1º Período Fator do 2 º Período Fator do 3º Período


10% 0,90 0,81 0,729
25% 0,75 0,5625 0,4218
34% 0,66 0,4356 0,2872
60% 0,40 0,16 0,064
90% 0,10 0,01 0,001

Exemplo: Se aplicarmos um desconto composto de 10% ao valor de R$100,00 por dois períodos, teremos:
100 × 0,90 × 0,90 = R$ 81,00

▸ Lucro
O lucro em uma transação comercial é a diferença entre o preço de venda e o preço de custo:

ç ç
Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas formas:

18
ç

ç
Exemplo: (FCC)
Em sala de aula com 25 alunos e 20 alunas, 60% desse total está com gripe. Se x% das meninas dessa sala
estão com gripe, o menor valor possível para x é igual a
(A) 8.
(B) 15.
(C) 10.
(D) 6.
(E) 12.
Resolução
45------100%
x--------60%
x = 27
O menor número de meninas possíveis para ter gripe é se todos os meninos estiverem gripados, assim
apenas 2 meninas estão.

Resposta: C.

Álgebra e funções

No cotidiano, é comum nos depararmos com situações que envolvem a interação entre diferentes grande-
zas. Por exemplo, o valor de uma conta de luz depende diretamente do consumo de energia elétrica, e o tempo
de uma viagem está relacionado à velocidade média do trajeto. Esses exemplos ilustram relações entre gran-
dezas, que podem ser representadas e analisadas de forma precisa.

Relações
Uma relação é uma correspondência entre os elementos de dois conjuntos, A e B. Ela associa elementos de
A com elementos de B de acordo com uma regra ou critério.
Exemplo: Seja A = {1,2,3} um conjunto de números e B = {2,4,6} um conjunto de números pares.
Uma relação entre A e B pode ser: R = { (1,2),(2,4),(3,6) }. Neste caso, cada número de A está associado
ao dobro dele em B. Assim, R é uma relação entre os dois conjuntos.

▸ Características das relações


Relações podem assumir diferentes características:
▪ Relações totais: Cada elemento de A está relacionado a pelo menos um elemento de B.
▪ Relações parciais: Nem todos os elementos de A possuem correspondência em B.
▪ Relações unívocas: Cada elemento de A está associado a apenas um elemento de B, mas elementos de
B podem estar relacionados a mais de um elemento de A.
Essas características são fundamentais para definir uma função, que é um caso especial de relação.

19
Funções
Uma função é uma relação especial entre dois conjuntos A e B, que liga cada valor de entrada a um único
valor de saída. Em outras palavras, para cada valor que colocamos na função, ela devolve um resultado único.

▸ Definição
Sejam A e B dois conjuntos não vazios e f uma relação de A em B. Essa relação f é uma função de A em
B quando a cada elemento x do conjunto A está associado um e apenas um elemento y do conjunto B, sendo
assim, um valor de A não pode estar ligado a dois valores de B.

Representação das Funções


Uma função pode ser representada de várias formas:
▪ Algebricamente: Por uma fórmula, como f(x)=2x+3.
▪ Por pares ordenados: {(1,2),(2,4),(3,6)}.
▪ Graficamente: Usando um plano cartesiano para exibir a relação entre os elementos

Notação das Funções

Uma função pode ser representada como , lida como “f é uma função de A em B”, onde:
▪ O conjunto A é chamado de domínio (D), que contém todos os valores de entrada possíveis para a função.
▪ O conjunto B é chamado de contradomínio (CD), que contém todos os valores que a função pode alcançar.
▪ O valor específico de B que está relacionado a cada elemento de A é chamado de imagem .
▪ O conjunto formado por todas as imagens é chamado de conjunto imagem (Im) e sempre será um sub-
conjunto do contradomínio.
Exemplo: Observe os conjuntos A = {1, 2, 3, 4} e B = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}, com a função que determina a
relação entre os elementos f: A → B é x → 2x. Sendo assim, f(x) = 2x e cada x do conjunto A é transformado em
2x no conjunto B.

Note que o conjunto de A {1, 2, 3, 4} são as entradas, “multiplicar por 2” é a função e os valores de B {2, 4,
6, 8}, que se ligam aos elementos de A, são os valores de saída. Portanto, para essa função:
▪ O domínio é {1, 2, 3, 4};
▪ O contradomínio é {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8};

20
▪ O conjunto imagem é {2, 4, 6, 8}.

▸ Tipos de Funções
As funções recebem classificações de acordo com suas propriedades. Vejamos algumas dessas
classificações:

Função Sobrejetora
Na função sobrejetora o contradomínio é igual ao conjunto imagem. Portanto, todo elemento de B é imagem
de pelo menos um elemento de A. Portanto, f: A → B, ocorre Im(f) = B = CD
Exemplo:

Para a função acima:


▪ O domínio é {-4, -2, 2, 3};
▪ O contradomínio é {12, 4, 6};
▪ O conjunto imagem é {12, 4, 6}.

Função Injetora
Na função injetora todos os elementos de A possuem correspondentes distintos em B e nenhum dos ele-
mentos de A compartilham de uma mesma imagem em B. Entretanto, podem existir elementos em B que não
estejam relacionados a nenhum elemento de A.
Exemplo:

21
Para a função acima:
▪ O domínio é {0, 3, 5};
▪ O contradomínio é {1, 2, 5, 8};
▪ O conjunto imagem é {1, 5, 8}.

Função Bijetora
Na função bijetora os conjuntos apresentam o mesmo número de elementos relacionados. Essa função
recebe esse nome por ser ao mesmo tempo injetora e sobrejetora.
Exemplo:

Para a função acima:


▪ O domínio é {-1, 1, 2, 4};
▪ O contradomínio é {2, 3, 5, 7};
▪ O conjunto imagem é {2, 3, 5, 7}.

Função Par
Quando para todo elemento x pertencente ao domínio temos f(x)=f(-x), ∀ x ∈ D(f). Ou seja, os valores simé-
tricos devem possuir a mesma imagem.

Função Ímpar
Quando para todo elemento x pertencente ao domínio, temos f(-x) = -f(x) ∀ x ∈ D(f). Ou seja, os elementos
simétricos do domínio terão imagens simétricas.

22
Funções iguais
Duas funções f: A→B e g: A→B são iguais (escrevemos f = g) se, e somente se, para todo x ∈ A temos f(x)
= g(x).

Função do 1º grau
A função do 1º grau, também chamada de função afim, é uma relação matemática entre dois conjuntos de
números reais, expressa pela forma geral:

onde:
▪ a e b são números reais;
▪ a ≠ 0, pois, se fosse igual a zero, não haveria variação e a função deixaria de ser do 1º grau;
▪ x é a variável independente;
▪ f(x) (ou y) é o valor da função para cada valor de x.
Exemplos:
▪ f(x) = x + 5
▪ h(x) = (1/2)x

▸ Gráfico de uma Função do 1º grau


O gráfico de uma função polinomial do 1º grau é uma reta oblíqua aos eixos Ox e Oy. Desta forma, para
construirmos seu gráfico basta encontrarmos pontos que satisfaçam a função.
Exemplo: Construa o gráfico da função f (x) = 2x + 3.
Para construir o gráfico desta função, vamos atribuir valores arbitrários para x, substituir na equação e cal-
cular o valor correspondente para a f (x). Sendo assim, iremos calcular a função para os valores de x iguais a:
- 2, - 1, 0, 1 e 2. Substituindo esses valores na função, temos:
▪ f (- 2) = 2. (- 2) + 3 = - 4 + 3 = - 1
▪ f (- 1) = 2 . (- 1) + 3 = - 2 + 3 = 1
▪ f (0) = 2 . 0 + 3 = 3
▪ f (1) = 2 . 1 + 3 = 5
▪ f (2) = 2 . 2 + 3 = 7
Os pontos escolhidos e o gráfico da f (x) são apresentados na imagem abaixo:

23
No exemplo, utilizamos vários pontos para construir o gráfico, entretanto, para definir uma reta bastam dois
pontos.
Para facilitar os cálculos podemos, por exemplo, escolher os pontos (0,y) e (x,0). Nestes pontos, a reta da
função corta o eixo Ox e Oy respectivamente.

▸ Coeficiente Linear e Angular


Como o gráfico de uma função afim é uma reta, o coeficiente a de x é também chamado de coeficiente an-
gular. Esse valor representa a inclinação da reta em relação ao eixo Ox.
O termo constante b é chamado de coeficiente linear e representa o ponto onde a reta corta o eixo Oy. Pois
sendo x = 0, temos:

Quando uma função afim apresentar o coeficiente angular igual a zero (a = 0) a função será chamada de
constante. Neste caso, o seu gráfico será uma reta paralela ao eixo Ox.
Abaixo representamos o gráfico da função constante f (x) = 4:

Ao passo que, quando b = 0 e a = 1 a função é chamada de função identidade. O gráfico da função f (x) =
x (função identidade) é uma reta que passa pela origem (0,0). Além disso, essa reta é bissetriz do 1º e 3º qua-
drantes, ou seja, divide os quadrantes em dois ângulos iguais, conforme indicado na imagem abaixo:

Temos ainda que, quando o coeficiente linear é igual a zero (b = 0), a função afim é chamada de função
linear. Por exemplo as funções f (x) = 2x e g (x) = - 3x são funções lineares.

24
O gráfico das funções lineares são retas inclinadas que passam pela origem (0,0). Representamos abaixo
o gráfico da função linear f (x) = - 3x:

▸ Função Crescente e Decrescente


Uma função é crescente quando ao atribuirmos valores cada vez maiores para x, o resultado de f(x) também
será cada vez maior.
Já a função decrescente é aquela que ao atribuirmos valores cada vez maiores para x, o resultado de f(x)
será cada vez menor.
Para identificar se uma função afim é crescente ou decrescente, basta verificar o valor do seu coeficiente
angular.
Se o coeficiente angular for positivo, ou seja, a>0, a função será crescente. Ao contrário, se a for negativo,
a função será decrescente.
Por exemplo, a função 2x - 4 é crescente, pois a = 2 (positivo). Entretanto, a função - 2x + - 4 é decrescente
visto que a = - 2 (negativo). Essas funções estão representadas nos gráficos abaixo:

Função do 2º grau
A função do 2º grau, também chamada de função quadrática, é toda função que pode ser representada pela
forma geral:

25
onde:
▪ a, b e c são números reais;
▪ a ≠ 0, pois, se a fosse igual a zero, a função deixaria de ser quadrática (tornando-se do 1º grau).
Exemplos:
▪ f(x) = 2x² + 3x + 5, sendo a = 2, b = 3 e c = 5
▪ f(x) = -6x² + 2x - 10, sendo a = -6, b = 2 e c = -10

▸ Determinando os coeficientes de uma função do 2º grau


Para determinar os valores dos coeficientes a, b e c de uma função quadrática, utilizamos as informações
fornecidas pela própria função e substituímos os valores conhecidos nas equações correspondentes. Vamos
entender o processo passo a passo por meio de um exemplo.
Exemplo: Determine a, b e c na função quadrática dada por f(x) = ax² + bx + c, sabendo que f(-1) = 8, f(0)
= 4, f(2) = 2
Primeiramente, substituímos os valores de x e f(x) na função:
Para f(-1) = 8 → a(–1)² + b(–1) + c = 8 → a – b + c = 8 (Equação I)
Para f(0) = 4 → a(0)² + b(0) + c = 4 → c = 4 (Equação II)
Para f(2) = 2 → a(2)² + b(2) + c = 2 → 4a + 2b + c = 2 (Equação III)
Como já sabemos que c = 4, substituímos esse valor nas demais equações.
Na Equação I: a – b + 4 = 8 → a – b = 4 → a = b + 4.
Agora, substituímos o valor de a = b + 4 na Equação III:
4(b + 4) + 2b + 4 = 2 → 6b + 20 = 2 → b = –3.
Então, substituímos b = –3 e c = 4 na Equação I:
a – (–3) + 4 = 8 → a + 3 + 4 = 8 → a = 1.
Por fim, os coeficientes são:
a = 1, b = –3, c = 4, e a função determinada é f(x) = x² – 3x + 4.

▸ Raízes da Função
As raízes (ou zeros) de uma função do 2º grau são os valores de x que tornam a função igual a zero, isto é,
os valores que satisfazem a equação. Esses valores representam os pontos onde o gráfico da parábola corta
o eixo x no plano cartesiano.
Para encontrar as raízes de uma função quadrática, podemos utilizar diferentes métodos. O mais conhe-
cido é a Fórmula de Bhaskara, que permite calcular diretamente os valores de x que anulam a função. Ela é
expressa por:

onde o símbolo Δ (delta) representa o discriminante, calculado por:

Exemplo: Encontre as raízes da função f(x) = x² – 5x + 6.


Sendo a = 1, b = – 5 e c = 6, temos:

26
Portanto, as raízes são 2 e 3.

Interpretação do Valor de Δ
Observe que o valor de Δ indica o número de raízes reais da função:
▪ Se Δ > 0, a função terá duas raízes reais e distintas (x1 ≠ x2);
▪ Se Δ = 0, a função terá duas raízes reais e iguais (x1 = x2).
▪ Se Δ < 0, a função não terá raízes reais (a parábola não corta o eixo x).

▸ Gráfico da Função Quadrática


O gráfico de uma função do 2º grau é uma curva chamada parábola. Diferente das funções do 1º grau, que
formam uma reta, as funções quadráticas apresentam uma curva cuja forma depende do coeficiente a e dos
valores de b e c.
A parábola corta o eixo x justamente nas raízes da função (quando elas existem) e o eixo y no ponto em
que x = 0. Além disso, a parábola possui um ponto especial chamado vértice, que representa o valor máximo
ou mínimo da função.
Esse ponto é encontrado pelas fórmulas:

▪ Quando a > 0, a parábola é voltada para cima e o vértice indica um mínimo.


▪ Quando a < 0, a parábola é voltada para baixo e o vértice indica um máximo.

Assim, para construir o gráfico de uma função quadrática, basta:

27
▪ Observar o sinal de a para saber a direção da abertura da parábola;
▪ Calcular as raízes da função (pontos onde corta o eixo x);
▪ Encontrar o vértice;
▪ Calcular o ponto em que a parábola corta o eixo y (x = 0).
Com esses pontos, podemos representar a parábola no plano cartesiano, ligando-os para formar o gráfico.

Proporcionalidade, grandezas diretamente proporcionais e grandezas inversamente


proporcionais

Frequentemente nos deparamos com situações em que é necessário comparar grandezas, medir variações
e entender como determinadas quantidades se relacionam entre si. Para isso, utilizamos os conceitos de razão
e proporção, que permitem expressar de maneira simples e eficiente essas relações.

Razão
A razão é uma maneira de comparar duas grandezas por meio de uma divisão. Se temos dois números a e
b (com b≠0), a razão entre eles é expressa por a/b ou a:b. Este conceito é utilizado para medir a relação entre
dois valores em diversas situações, como a comparação entre homens e mulheres em uma sala, a relação
entre distâncias percorridas e tempo, entre outros.

Exemplo: Em uma sala de aula há 20 rapazes e 25 moças. A razão entre o número de rapazes e moças é
dada por . Portanto, a razão é 4:5.

▸ Razões Especiais
Algumas razões, apresentadas abaixo, são usadas em situações práticas para expressar comparações
específicas.
▪ Velocidade Média: A razão entre a distância percorrida e o tempo gasto, representada por:

▪ Densidade Demográfica: A razão entre o número de habitantes e a área de uma região, dada por:

▪ Escalas: Usada para representar a proporção entre o tamanho real de um objeto e sua representação em
um mapa ou desenho, como:

Proporção
Uma proporção é uma igualdade entre duas razões. Se temos duas razões A\B e C\D, dizemos que elas
estão em proporção se:

28
Esse conceito é frequentemente utilizado para resolver problemas em que duas ou mais relações entre
grandezas são iguais. A propriedade fundamental das proporções é que o produto dos extremos é igual ao
produto dos meios, ou seja:

Exemplo 1: Suponha que 3/4​esteja em proporção com 6/8​. Verificamos se há proporção pelo produto dos
extremos e dos meios:
3 × 8 = 4 × 6. Como 24 = 24, a proporção é verdadeira.
Exemplo 2: Determine o valor de X para que a razão x/3 esteja em proporção com 4/6​.
Montando a proporção temos:

Multiplicando os extremos e os meios:


6x = 3 × 4
6x = 12
x=2

▸ Propriedades das Proporções


Além da propriedade fundamental, as proporções possuem outras propriedades que podem facilitar a reso-
lução de problemas. Algumas das mais importantes são:
▪ Soma ou diferença dos termos: A soma (ou diferença) dos dois primeiros termos está para o primeiro (ou
segundo) termo assim como a soma (ou diferença) dos dois últimos termos está para o terceiro (ou quarto)
termo. Por exemplo:

▪ Soma ou diferença dos antecedentes e consequentes: A soma (ou diferença) dos antecedentes está
para a soma (ou diferença) dos consequentes, assim como cada antecedente está para seu respectivo
consequente:

▸ Grandezas Proporcionais
Além de compreender razão e proporção, é importante entender como diferentes grandezas se relacionam
entre si, conforme o comportamento das variáveis envolvidas.
▪ Grandezas Diretamente Proporcionais: Duas grandezas são diretamente proporcionais quando a razão
entre seus valores é constante, ou seja, quando uma grandeza aumenta, a outra também aumenta propor-
cionalmente. O exemplo clássico é a relação entre distância percorrida e combustível gasto:

29
Distância (km) Combustível (litros)
13 1
26 2
39 3
52 4

Nessa situação, quanto mais distância se percorre, mais combustível é gasto. Se a distância dobra, o com-
bustível também dobra.
▪ Grandezas Inversamente Proporcionais: Duas grandezas são inversamente proporcionais quando a
razão entre os valores da primeira grandeza é igual ao inverso da razão dos valores correspondentes da
segunda. Um exemplo é a relação entre velocidade e tempo:

Velocidade (m/s) Tempo (s)


5 200
8 125
10 100
16 62,5
20 50

Aqui, quanto maior a velocidade, menor o tempo necessário para percorrer uma distância. Se a velocidade
dobra, o tempo cai pela metade.

Sequências

Sequências
Sempre que estabelecemos uma ordem para os elementos de um conjunto, de tal forma que cada elemento
seja associado a uma posição, temos uma sequência. O primeiro termo da sequência é indicado por a1,o se-
gundo por a2, e o n-ésimo por an.
Algumas sequências podem ser expressas mediante uma lei de formação. Isso significa que podemos obter
um termo qualquer da sequência a partir de uma expressão, que relaciona o valor do termo com sua posição.
Para a posição n(n ϵ N*), podemos escrever an= f(n)

Progressão Aritmética
Denomina-se progressão aritmética (PA) a sequência em que cada termo, a partir do segundo, é obtido
adicionando-se uma constante r ao termo anterior. Essa constante r chama-se razão da PA.
an = an-1 + r para n ≥ 2
Exemplo: A sequência (2,7,12) é uma PA finita de razão 5:
a1 = 2
a2 = 2 + 5 = 7
a3 = 7 + 5 = 12

30
▸ Classificação
As progressões aritméticas podem ser classificadas de acordo com o valor da razão r:
▪ Se r > 0, a PA é crescente.
▪ Se r < 0, a PA é decrescente.
▪ Se r = 0, a PA é constante.

▸ Propriedades das Progressões Aritméticas


▪ Em uma PA, qualquer termo (a partir do segundo e antes do último) é a média aritmética entre seu ante-
cessor e seu sucessor:

▪ A soma de dois termos equidistantes dos extremos é igual à soma dos extremos: a1 + an = a2 + an-1 = a3 +
an-2

▸ Termo Geral da PA
Podemos escrever os elementos da PA(a1, a2, a3, ..., an,...) da seguinte forma:
a2 = a1 + r
a3 = a2 + r = a1 + 2r
a4 = a3 + r = a1 + 3r
Observe que cada termo é obtido adicionando-se ao primeiro número de razões r igual à posição do termo
menos uma unidade.
an = a1 + (n - 1)r

▸ Soma dos Termos de uma Progressão Aritmética


Considerando a PA finita (6,10, 14, 18, 22, 26, 30, 34).
6 e 34 são extremos, cuja soma é 40

Numa PA finita, a soma de dois termos equidistantes dos extremos é igual à soma dos extremos.
Usando essa propriedade, obtemos a fórmula que permite calcular a soma dos n primeiros termos de uma
progressão aritmética.

onde:
▪ Sn: Soma dos primeiros termos
▪ a1: primeiro termo
▪ an: enésimo termo
▪ n: número de termos
Exemplo: Uma progressão aritmética finita possui 39 termos. O último é igual a 176 e o central e igual a 81.
Qual é o primeiro termo?
Como esta sucessão possui 39 termos, sabemos que o termo central é o a20, que possui 19 termos à sua
esquerda e mais 19 à sua direita. Então temos os seguintes dados para solucionar a questão:

31
Sabemos também que a soma de dois termos equidistantes dos extremos de uma P.A. finita é igual à soma
dos seus extremos. Como esta P.A. tem um número ímpar de termos, então o termo central tem exatamente o
valor de metade da soma dos extremos.
Em notação matemática temos:

Assim sendo:
O primeiro termo desta sucessão é igual a -14.

Progressão Geométrica
Denomina-se progressão geométrica(PG) a sequência em que se obtém cada termo, a partir do segundo,
multiplicando o anterior por uma constante q, chamada razão da PG.
Exemplo: Dada a sequência: (4, 8, 16)
a1 = 4
a2 = 4 . 2 = 8
a3 = 8 . 2 = 16

▸ Classificação
As classificações geométricas são classificadas assim:
▪ Crescente: Quando cada termo é maior que o anterior. Isto ocorre quando a1 > 0 e q > 1 ou quando a1 <
0 e 0 < q < 1.
▪ Decrescente: Quando cada termo é menor que o anterior. Isto ocorre quando a1 > 0 e 0 < q < 1 ou quando
a1 < 0 e q > 1.
▪ Alternante: Quando cada termo apresenta sinal contrário ao do anterior. Isto ocorre quando q < 0.
▪ Constante: Quando todos os termos são iguais. Isto ocorre quando q = 1. Uma PG constante é também
uma PA de razão r = 0. A PG constante é também chamada de PG estacionária.
▪ Singular: Quando zero é um dos seus termos. Isto ocorre quando a1 = 0 ou q = 0.

▸ Termo Geral da PG
Pelo exemplo anterior, podemos perceber que cada termo é obtido multiplicando-se o primeiro por uma
potência cuja base é a razão. Note que o expoente da razão é igual à posição do termo menos uma unidade.
a2 = a1 . q2-1
a3 = a1 . q3-1
Portanto, o termo geral é:
an = a1 . qn-1

32
▸ Soma dos Termos de uma Progressão Geométrica Finita
Seja a PG finita (a1, a1q1, a1q2, ...)de razão q e de soma dos termos Sn:
1º Caso: q=1
Sn = n . a1
2º Caso: q≠1

Exemplo: Dada a progressão geométrica (1, 3, 9, 27,..) calcular:


a) A soma dos 6 primeiros termos
b) O valor de n para que a soma dos n primeiros termos seja 29524
Solução:
a1 = 1; q = 3; n = 6

Soma dos Termos de uma Progressão Geométrica Infinita


1º Caso:-1 < q < 1

Quando a PG infinita possui soma finita, dizemos que a série é convergente.


2º Caso: |q| > 1
A PG infinita não possui soma finita, dizemos que a série é divergente
3º Caso: |q| = 1
Também não possui soma finita, portanto divergente

▸ Produto dos termos de uma PG finita

33
Recorrências
Uma relação de recorrência é uma fórmula que define cada termo de uma sequência em função de um ou
mais termos anteriores. É uma maneira útil de descrever sequências, especialmente quando não é possível ou
prático usar uma fórmula explícita para calcular os termos diretamente.
Exemplos:
▪ Sequência de Fibonacci: A sequência de Fibonacci é definida pela relação de recorrência

Os primeiros termos da sequência são:


1,1,2,3,5,8,13,…
▪ PA como Recorrência: Uma progressão aritmética (PA) pode ser definida por

Ou seja, cada termo é obtido adicionando-se a razão r ao termo anterior. Por exemplo, para a PA (2,7,12,17,…),
temos:
a1 = 2
a2 = a1 + 5 = 7
a3 = a2 + 5 = 12 e assim por diante.
▪ PG como Recorrência: Uma progressão geométrica (PG) pode ser definida por

Ou seja, cada termo é obtido multiplicando o termo anterior pela razão q. Por exemplo, para a PG
(4,8,16,32,…), temos:
a1 = 4
a2 = a1 ⋅ 2 = 8
a3 = a2 ⋅ 2 = 16 e
​ assim por diante.

Raciocínio lógico

Problemas Lógicos
Resolver problemas lógicos envolve interpretar informações, identificar relações e estruturar raciocínios que
levem a uma conclusão válida. Esse tipo de exercício exige atenção, organização e a aplicação de diferentes
estratégias para analisar padrões, estabelecer conexões e eliminar possibilidades incorretas. A lógica está pre-
sente em diversas situações do dia a dia, desde tomadas de decisão até a resolução de desafios matemáticos.
Com a prática, é possível aprimorar a capacidade de raciocínio e encontrar soluções de forma mais rápida e
eficiente.
Veja alguns exemplos:
1. (FGV)
Em um prédio há três caixas d’água chamadas de A, B e C e, em certo momento, as quantidades de água,
em litros, que cada uma contém aparecem na figura a seguir.

34
Abrindo as torneiras marcadas com x no desenho, as caixas foram interligadas e os níveis da água se
igualaram.
Considere as seguintes possibilidades:
1. A caixa A perdeu 300 litros.
2. A caixa B ganhou 350 litros.
3. A caixa C ganhou 50 litros.
É verdadeiro o que se afirma em:
(A) somente 1;
(B) somente 2;
(C) somente 1 e 3;
(D) somente 2 e 3;
(E) 1, 2 e 3.
Resolução:
Somando os valores contidos nas 3 caixas temos: 700 + 150 + 350 = 1200, como o valor da caixa será
igualado temos: 1200/3 = 400l. Logo cada caixa deve ter 400 l.
Então de A: 700 – 400 = 300 l devem sair
De B: 400 – 150 = 250 l devem ser recebidos
De C: Somente mais 50l devem ser recebidos para ficar com 400 (400 – 350 = 50). Logo As possibilidades
corretas são: 1 e 3
Resposta: C.
2. (FGV)
Cada um dos 160 funcionários da prefeitura de certo município possui nível de escolaridade: fundamental,
médio ou superior. O quadro a seguir fornece algumas informações sobre a quantidade de funcionários em
cada nível:

Sabe-se também que, desses funcionários, exatamente 64 têm nível médio. Desses funcionários, o número
de homens com nível superior é:
(A) 30;
(B) 32;
(C) 34;
(D) 36;
(E) 38.
Resolução:
São 160 funcionários

35
No nível médio temos 64, como 30 são homens, logo 64 – 30 = 34 mulheres
Somando todos os valores fornecidos temos: 15 + 13 + 30 + 34 + 36 = 128
160 – 128 = 32, que é o valor de homens com nível superior.
Resposta: B.
3. (FGV)
Abel, Bruno, Caio, Diogo e Elias ocupam, respectivamente, os bancos 1, 2, 3, 4 e 5, em volta da mesa re-
donda representada abaixo.

São feitas então três trocas de lugares: Abel e Bruno trocam de lugar entre si, em seguida Caio e Elias tro-
cam de lugar entre si e, finalmente, Diogo e Abel trocam de lugar entre si.
Considere as afirmativas ao final dessas trocas:
▪ Diogo é o vizinho à direita de Bruno.
▪ Abel e Bruno permaneceram vizinhos.
▪ Caio é o vizinho à esquerda de Abel.
▪ Elias e Abel não são vizinhos.
É/são verdadeira(s):
(A) nenhuma afirmativa;
(B) apenas uma;
(C) apenas duas;
(D) apenas três;
(E) todas as afirmativas.
Resolução:
Imaginem que isso é o círculo antes e depois:

Dessa forma podemos dizer que:


▪ Diogo é o vizinho à direita de Bruno. ERRADO: Diogo é o vizinho à direita de Elias
▪ Abel e Bruno permaneceram vizinhos. ERRADO: Abel e Bruno não são vizinhos
▪ Caio é o vizinho à esquerda de Abel. CERTO:
▫ Elias e Abel não são vizinhos. ERRADO: Elias e Abel são vizinhos
Resposta: B.
4. (FGV)
Francisca tem um saco com moedas de 1 real. Ela percebeu que, fazendo grupos de 4 moedas, sobrava
uma moeda, e, fazendo grupos de 3 moedas, ela conseguia 4 grupos a mais e sobravam 2 moedas.
O número de moedas no saco de Francisca é:

36
(A) 49;
(B) 53;
(C) 57;
(D) 61;
(E) 65.
Resolução:
Fazendo m = número de moedas e g = número de grupos temos:
Primeiramente temos: m = 4g + 1
Logo após ele informa: m = 3(g +4) + 2
Igualando m, temos: 4g + 1 = 3(g + 4) + 2 → 4g + 1 = 3g + 12 + 2 → 4g – 3g = 14 -1 → g = 13
Para sabermos a quantidade de moedas temos: m = 4.13 + 1 = 52 + 1 = 53.
Resposta: B.
5. (CESPE)
Em uma festa com 15 convidados, foram servidos 30 bombons: 10 de morango, 10 de cereja e 10 de pista-
che. Ao final da festa, não sobrou nenhum bombom e
▪ quem comeu bombom de morango comeu também bombom de pistache;
▪ quem comeu dois ou mais bombons de pistache comeu também bombom de cereja;
▪ quem comeu bombom de cereja não comeu de morango.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.
É possível que um mesmo convidado tenha comido todos os 10 bombons de pistache.
( ) CERTO
( ) ERRADO
Resolução:
Vamos partir da 2ª informação, utilizando a afirmação do enunciado que ele comeu 10 bombons de pistache:
▪ quem comeu dois ou mais bombons (10 bombons) de pistache comeu também bombom de cereja;
- CERTA.
Sabemos que quem come pistache come morango, logo:
▪ quem comeu bombom de morango comeu também bombom de pistache; - CERTA
Analisando a última temos:
▪ quem comeu bombom de cereja não comeu de morango. – ERRADA, pois esta contradizendo a informa-
ção anterior.
Resposta: Errado.
06. (CESPE)
Em uma festa com 15 convidados, foram servidos 30 bombons: 10 de morango, 10 de cereja e 10 de pista-
che. Ao final da festa, não sobrou nenhum bombom e
▪ quem comeu bombom de morango comeu também bombom de pistache;
▪ quem comeu dois ou mais bombons de pistache comeu também bombom de cereja;
▪ quem comeu bombom de cereja não comeu de morango.
Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir.
Quem comeu bombom de morango comeu somente um bombom de pistache.

37
( ) CERTO
( ) ERRADO
Resolução:
Se a pessoa comer mais de um bombom de pistache ela obrigatoriamente comerá bombom de cereja, e
como quem come bombom de cereja NÃO come morango.
Resposta: Certo.

Grandezas e medidas

Sistema de medidas
O sistema de medidas é um conjunto de unidades de quantificação padronizadas que são utilizadas para
expressar a magnitude de grandezas físicas como comprimento, massa, volume, temperatura, entre outras.
Essas unidades permitem que as pessoas comuniquem e compreendam quantidades de maneira clara e con-
sistente em diferentes contextos e aplicações.
O Sistema Internacional de Unidades (SI) é o padrão mais amplamente adotado no mundo, que surgiu da
necessidade de uniformizar as unidades que são utilizadas na maior parte dos países.

▸ Comprimento
No SI a unidade padrão de comprimento é o metro (m). Atualmente ele é definido como o comprimento da
distância percorrida pela luz no vácuo durante um intervalo de tempo de 1/299.792.458 de um segundo.

Unidades de Comprimento
km hm dam m dm cm mm
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m

Os múltiplos do metro são utilizados para medir grandes distâncias, enquanto os submúltiplos, para peque-
nas distâncias. Para medidas milimétricas, em que se exige precisão, utilizamos:

mícron (µ) = 10-6 m angströn (Å) = 10-10 m

Para distâncias astronômicas utilizamos o Ano-luz (distância percorrida pela luz em um ano):
Ano-luz = 9,5 · 1012 km

Exemplos de Transformação:
1m=10dm=100cm=1000mm=0,1dam=0,01hm=0,001km
1km=10hm=100dam=1000m
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 10 e para a esquerda
divide por 10.
Exemplo: (CETRO)
João tem 1,72m de altura e Marcos tem 1,89m. Dessa forma, é correto afirmar que Marcos tem:
(A) 0,17cm a mais do que João.
(B) 0,17cm a menos do que João.
(C) 1,7cm a mais do que João.

38
(D) 17cm a mais do que João.
(E) 17cm a menos do que João.
Resolução: Marcos = 1,89m = 189cm
João = 1,72m = 172cm
189-172=17cm
Resposta:D

▸ Superfície
A medida de superfície é a área, e sua unidade fundamental é o metro quadrado (m²). Para converter uma
unidade superior em uma inferior, devemos observar que cada unidade é cem vezes maior que a unidade infe-
rior. Portanto, multiplicamos por cem para cada transição de uma unidade para a desejada.

Unidades de Área
km 2
hm 2
dam 2
m2 dm2 cm2 mm2
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado
1000000m 2
10000m 2
100m 2
1m 2
0,01m 2
0,0001m 2
0,000001m2

Exemplos de Transformação
1m²=100dm²=10000cm²=1000000mm²
1km²=100hm²=10000dam²=1000000m²
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 100 e para a esquerda
divide por 100.
Exemplo:(CESGRANRIO)
Um terreno de 1 km2 será dividido em 5 lotes, todos com a mesma área. A área de cada lote, em m2 , será de:
(A) 1 000
(B) 2 000
(C) 20 000
(D) 100 000
(E) 200 000
Resolução: Para calcular a área de um quadrado, basta elevar ao quadrado a medida de um lado.
1 KM = 1000m
1km² = 1000m x 1000m = 1000000m²
Como sao 5 lotes, todos de mesma area
1.000.000/5 = 200.000m
Resposta:E

▸ Volume
Os sólidos geométricos são objetos tridimensionais que ocupam lugar no espaço. Por isso, eles possuem
volume. Podemos encontrar sólidos de inúmeras formas, retangulares, circulares, quadrangulares, entre ou-
tras, mas todos irão possuir volume e capacidade.

39
Unidade de Volume
km 3
hm 3
dam 3
m3 dm3 cm3 mm3
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico
1000000000m 3
1000000m 3
1000m 3
1m 3
0,001m 3
0,000001m 3
0,000000001m3

▸ Capacidade
Para medirmos a quantidade de leite, sucos, água, óleo, gasolina, álcool entre outros utilizamos o litro e
seus múltiplos e submúltiplos, unidade de medidas de produtos líquidos.
Se um recipiente tem 1L de capacidade, então seu volume interno é de 1dm³:
1L=1dm³

Unidades de Capacidade
kl hl dal l dl cl ml
Quilolitro Hectolitro Decalitro Litro Decilitro Centilitro Mililitro
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l

Exemplo: (FCC)
Uma forma de gelo tem 21 compartimentos iguais com capacidade de 8 mL cada. Para encher totalmente
com água três formas iguais a essa é necessário
(A) exatamente um litro.
(B) exatamente meio litro.
(C) mais de um litro.
(D) entre meio litro e um litro.
Resolução:
21 x 3 x 8 = 504 ml = 0,504 L (entre 0,5 e 1L)
Resposta:D

▸ Massa
As unidades de massa são utilizadas para medir a quantidade de matéria em um objeto ou substância.

Unidades de Massa
kg hg dag g dg cg mg
Quilograma Hectograma Decagrama Grama Decigrama Centigrama Miligrama
1000g 100g 10g 1g 0,1g 0,01g 0,001

Sempre que você avança uma casa para a direita, multiplique por 10; quando avança para a esquerda,
divida por 10.
E uma outra unidade de massa muito importante é a tonelada
1 tonelada=1000kg
Exemplo: (FUNCAB)
Assinale a alternativa que contém a maior dentre as massas representadas a seguir.
25kg / 42.000g / 1.234,3 dg / 26.000 cg / 2.000 mg
(A) 25 kg

40
(B) 42.000 g
(C) 1.234,3 dg
(D) 26.000 cg
(E) 2.000mg
Resolução: Primeiramente você deve passar todas as medidas diferentes para a mesma unidade de medi-
das, pois só assim você conseguirá fazer a comparação de quem é maior
25 kg = 25000g
42.000g= 42000g
26.000 cg = 260g
2.000 mg = 2g
1.234,3 dg = 123,43g
Resposta:B

▸ Tempo
A unidade fundamental do tempo é o segundo(s).
É usual a medição do tempo em várias unidades, por exemplo: dias, horas, minutos.

Transformação de unidades
Deve-se saber:
1 dia = 24horas
1hora = 60minutos
1 minuto = 60segundos
1hora = 3600s

Adição de tempo
Exemplo: Estela chegou ao ginásio às 15h 35minutos. Lá, bateu seu recorde de nado livre e fez 1 minuto e
25 segundos. Demorou 30 minutos para chegar em casa. Que horas ela chegou?

15h 35 minutos
1 minutos 25 segundos
30 minutos
15h 66 minutos 25 segundos

Não podemos ter 66 minutos, então precisamos converter para horas. Sempre que fazemos essa conver-
são, devemos manter a consistência na unidade. Uma hora equivale a 60 minutos.
Portanto, teremos: 16 horas, 6 minutos e 25 segundos.
Agora, vamos usar o mesmo exemplo para realizar a operação inversa.

Subtração
Vamos dizer que sabemos que ela chegou em casa as 16horas, 6 minutos e 25 segundos e saiu de casa às
15horas e 35 minutos. Quanto tempo ficou fora?

41
11h 60 minutos
16h 6 minutos 25 segundos
- 15h 35 min

Não podemos subtrair 6 de 35, então precisamos fazer um empréstimo, da mesma forma que fazemos em
uma conta de subtração.
1 hora = 60 minutos

15h 66 minutos 25 segundos


15h 35 minutos
0h 31 minutos 25 segundos

Multiplicação
Pedro pensou em estudar durante 2horas e 40 minutos, mas demorou o dobro disso. Quanto tempo durou
o estudo?

2h 40 minutos
x2
4h 80 minutos OU
5h 20 minutos

Divisão
5h 20 minutos : 2

5h 20 minutos 2
1h 20 minutos 2h 40 minutos
80 minutos
0

1 hora e 20 minutos, transformamos para minutos: 1 x 60 + 20 = 80 minutos.


Exemplo: (CONESUL)
Um intervalo de tempo de 4,15 horas corresponde, em horas, minutos e segundos a
(A) 4 h 1 min 5 s.
(B) 4 h 15 min 0 s.
(C) 4h 9 min 0 s.
(D) 4 h 10 min 5 s.
(E) 4 h 5 min 1 s.
Resolução: Transformando 4,15h em minutos = 4,15x60 = 249 minutos.
249min = 4h + 9 minutos
Resposta: C

42
Áreas e perímetros de figuras planas

Áreas e Perímetros
O cálculo do perímetro e da área de figuras planas é um conceito essencial na geometria. Neste conteúdo,
veremos as fórmulas necessárias para determinar essas medidas em figuras como triângulos, quadrados, re-
tângulos, círculos e outros polígonos.

▸ Perímetro
O perímetro é a medida do contorno de uma figura geométrica plana. Ele representa a soma de todos os
lados da figura, indicando a distância total ao redor dela. Essa medida é usada, por exemplo, para calcular o
comprimento de cercas, molduras ou bordas de superfícies.

▸ Área
A área é a medida da superfície interna de uma figura geométrica plana. Ela mostra quanto espaço a figura
ocupa, sendo expressa em unidades de medida ao quadrado (como cm², m² ou km²). O cálculo da área é utiliza-
do em diversas situações, como determinar o tamanho de terrenos, pisos, paredes e outras superfícies planas.
Cada figura geométrica possui relações próprias entre seus lados e superfícies, o que resulta em fórmulas
específicas para o cálculo do perímetro e da área. Veja a tabela abaixo:

43
Exemplo 1: (Makiyama)
Um terreno retangular de perímetro 200m está à venda em uma imobiliária. Sabe-se que sua largura tem
28m a menos que o seu comprimento. Se o metro quadrado cobrado nesta região é de R$ 50,00, qual será o
valor pago por este terreno?
(A) R$ 10.000,00.
(B) R$ 100.000,00.
(C) R$ 125.000,00.
(D) R$ 115.200,00.
(E) R$ 100.500,00.
Resolução:
O perímetro do retângulo é dado por = 2(a+b);
Pelo enunciado temos que: sua largura tem 28m a menos que o seu comprimento, logo 2 (x + (x-28)) = 2 (2x
-28) = 4x – 56. Como ele já dá o perímetro que é 200, então
200 = 4x -56 • 4x = 200+56 • 4x = 256 • x = 64
Comprimento = 64, largura = 64 – 28 = 36
Área do retângulo = a.b = 64.36 = 2304 m2
Logo o valor da área é: 2304.50 = 115200
Resposta: D
Exemplo 2: (Vunesp)
A diferença entre o comprimento e a largura da base de uma peça retangular de porcelanato é de 15 cm.
Sabendo que a área dessa peça é de 5 200 cm², o comprimento da base dessa peça é igual a
(a) 60 cm.
(b) 68 cm.
(c) 72 cm.
(d) 78 cm.
(e) 80 cm.
Resolução:
Como o enunciado nos diz que a diferença entre o comprimento e a largura da base dessa peça é de 15
cm, então:
x − y = 15
Além disso, sabemos que a área da peça é de 5200 cm2, o que nos permite afirmar que: x⋅y = 5200
Nosso objetivo na questão é descobrir a medida do comprimento da peça, a qual chamamos de x.
Isolando y na primeira equação e substituindo na segunda ficamos com:
x − y = 15
y = x − 15
x(x − 15) = 5200
x2 −15x −5200 = 0
Chegamos em uma equação do 2º grau. Utilizando a fórmula de Bhaskara para encontrar sua solução
teremos:

44
Como x representa o comprimento da peça de porcelanato, sua medida deve ser positiva. Sendo assim,
dentre os dois possíveis valores de x, apenas o resultado positivo nos atende. Logo, o comprimento é de 80 cm.
Resposta: E

Probabilidade

probabilidade
A probabilidade é um ramo da Matemática que estuda e quantifica as chances de ocorrência de um evento
em um experimento ou fenômeno que envolva incerteza. Em outras palavras, ela busca medir o quão provável
é que determinado resultado aconteça quando lidamos com situações aleatórias. Por meio da teoria da proba-
bilidade, é possível analisar eventos incertos e calcular a chance de ocorrência de cada um deles, fornecendo
uma base matemática para a tomada de decisões em diversas áreas.

▸ Elementos da teoria das probabilidades


▪ Experimentos aleatórios: São fenômenos que apresentam resultados imprevisíveis quando repetidos,
mesmo que as condições sejam semelhantes.
▪ Espaço amostral (U): É o conjunto de todos os resultados possíveis de um experimento aleatório.
▪ Evento (E): É qualquer subconjunto do espaço amostral, ou seja, E⊆U, onde E é o evento e U é o espaço
amostral.

▸ Experimento composto
Quando dois ou mais experimentos são realizados simultaneamente, o experimento é composto.
O número de elementos do espaço amostral total é dado por:

45
▸ Probabilidade de um evento
Em um espaço amostral equiprovável (onde todos os resultados têm a mesma chance de ocorrer):

Onde:
▪ n(E) = número de elementos do evento E
▪ n(U) = número de elementos do espaço amostral
Sendo 0 ≤ P(E) ≤ 1

▸ Formas de Expressar a Probabilidade


As probabilidades podem ser escritas em:
▪ Forma decimal: 0 ≤ P(E) ≤ 1
▪ Forma percentual: 0% ≤ P(E) ≤ 100%
onde:
▪ p(∅) = 0 ou 0% (evento impossível)
▪ p(U) = 1 ou 100% (evento certo)
Exemplo: (FGV)
O quadro a seguir mostra a distribuição das idades dos funcionários de certa repartição pública:

FAIXA DE IDADES (ANOS) NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS


20 ou menos 2
De 21 a 30 8
De 31 a 40 12
De 41 a 50 14
Mais de 50 4

Escolhendo ao acaso um desses funcionários, a probabilidade de que ele tenha mais de 40 anos é:
(A) 30%;
(B) 35%;
(C) 40%;
(D) 45%;
(E) 55%.
Resolução:
O espaço amostral é a soma de todos os funcionário:
2 + 8 + 12 + 14 + 4 = 40
O número de funcionário que tem mais de 40 anos é: 14 + 4 = 18
Logo a probabilidade é:

Resposta: D

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▸ Probabilidade da união de eventos
Para obtermos a probabilidade da união de eventos utilizamos a seguinte expressão:

Quando os eventos forem mutuamente exclusivos, tendo A ∩ B = Ø, utilizamos a seguinte equação:

▸ Probabilidade de um evento complementar


A soma das probabilidades de ocorrer e de não ocorrer um evento é sempre igual a 1:

▸ Probabilidade condicional
Quando se impõe uma condição que reduz o espaço amostral, temos a probabilidade condicional. Sejam A
e B dois eventos, com P(B) ≠0:

Lê-se: “probabilidade de A, dado que ocorreu B”.

Probabilidade de Eventos Simultâneos ou Sucessivos

Eventos Independentes
Dois eventos A e B são independentes se:

nesse caso:

47
▸ Lei Binomial de probabilidade
A lei binomial é usada quando há n tentativas independentes, cada uma com apenas dois resultados possí-
veis: sucesso (E) ou fracasso (Ē).

Onde:
▪ n: número de tentativas independentes;
▪ p: probabilidade de ocorrer o evento em cada experimento (sucesso);
▪ q: probabilidade de não ocorrer o evento (fracasso); q = 1 - p
▪ k: número de sucessos.

Condições de Aplicação da Lei Binomial


A lei binomial deve ser aplicada nas seguintes condições:
▪ O experimento é repetido n vezes nas mesmas condições.
▪ Em cada tentativa podem ocorrer E e seu complementar Ē.
▪ A probabilidade de E é constante em todas as tentativas.
▪ Cada tentativa é independente das demais.
Exemplo: Lançando-se um dado 5 vezes, qual a probabilidade de ocorrerem três faces 6?
Temos:
n: número de tentativas → n = 5
k: número de sucessos → k = 3
p: probabilidade de ocorrer face 6 → p = 1/6
q: probabilidade de não ocorrer face 6 → q = 1- p → q = 5/6

Estatística: tratamento da informação, leitura e representação da informação em


gráficos, tabelas e pictogramas e medidas de tendência central

Tabelas e gráficos são formas essenciais de organizar e exibir informações de maneira clara e acessível. As
tabelas permitem uma visualização detalhada e ordenada dos dados, facilitando a leitura e a comparação entre
valores. Já os gráficos oferecem uma representação visual que destaca tendências, proporções e relações, tor-
nando a interpretação mais rápida e intuitiva. Ambos podem ser utilizados de forma complementar, dependendo
da finalidade da apresentação.

Tabelas
▪ A tabela é uma forma não discursiva de apresentar informações, onde os dados numéricos são destaca-
dos como a informação central. Seu objetivo é organizar os dados de maneira ordenada, simples e fácil de
interpretar, fornecendo o máximo de informação no menor espaço possível.

▸ Elementos da tabela
▪ Uma tabela estatística é composta por elementos essenciais e complementares.

Elementos essenciais
▪ Título: Indica o fato observado, o local e a época em que foi estudado.

48
▪ Corpo: É o conjunto de linhas e colunas onde os dados estão inseridos.
▪ Cabeçalho: Parte superior da tabela que descreve o conteúdo das colunas.
▪ Coluna indicadora: Indica o conteúdo das linhas.

Elementos complementares
▪ Fonte: Entidade que fornece os dados ou elabora a tabela.
▪ Notas: Informações gerais que esclarecem o conteúdo da tabela.
▪ Chamadas: Informações específicas que esclarecem ou conceituam dados em uma parte da tabela. São
indicadas no corpo da tabela por números arábicos entre parênteses, à esquerda nas células e à direita na
coluna indicadora. Os elementos complementares devem ser apresentados no rodapé da tabela, na mesma
ordem em que foram descritos.

Gráficos
Uma outra maneira de apresentar dados estatísticos é por meio de gráficos, que são uma das formas mais
eficientes de visualização de informações.
Essencialmente, um gráfico é uma representação visual construída a partir de uma tabela. Enquanto a ta-
bela oferece uma visão mais detalhada e permite uma análise mais rigorosa dos dados, o gráfico é ideal para
fornecer uma impressão rápida e facilitar a compreensão do comportamento do fenômeno em estudo.
Tanto gráficos quanto tabelas têm objetivos distintos e complementares, de modo que o uso de um não
exclui o outro.
▪ Ao elaborar um gráfico, algumas regras gerais devem ser seguidas:
▪ Os gráficos geralmente são construídos em um sistema de eixos cartesiano ortogonal, onde a variável
independente é representada no eixo horizontal (abscissas) e a variável dependente no eixo vertical (orde-
nadas). A escala do eixo vertical deve começar sempre no zero, que é o ponto de encontro dos eixos.
▪ Intervalos iguais para as medidas devem corresponder a intervalos iguais na escala. Por exemplo: se o
intervalo de 10-15 kg corresponder a 2 cm na escala, o intervalo de 40-45 kg também deve corresponder a
2 cm, enquanto o intervalo de 40-50 kg corresponderá a 4 cm.
▪ O gráfico deve incluir título, fonte, notas e legenda, ou seja, toda a informação necessária para sua com-
preensão sem a necessidade de um texto adicional.
▪ O formato do gráfico deve ser aproximadamente quadrado para evitar que problemas de escala prejudi-
quem a interpretação correta dos dados.

▸ Tipos de Gráficos
▪ Estereogramas: São gráficos em que as grandezas são representadas por volumes. Normalmente, são
elaborados em um sistema de eixos bidimensional, mas também podem ser representados em um sistema
tridimensional para demonstrar a relação entre três variáveis.

49
▪ Cartogramas: São representações gráficas de dados em mapas geográficos.

▪ Pictogramas ou gráficos pictóricos: São gráficos essencialmente ilustrativos, desenvolvidos para ter
um forte impacto visual e alcançar um público amplo e diversificado. No entanto, não são recomendados
para análises que demandam alta precisão.

▪ Gráfico de colunas: Nesse tipo de gráfico, as quantidades são representadas por retângulos verticais de
mesma largura, cujas alturas são proporcionais aos valores comparados. A distância entre os retângulos
deve variar entre 1/2 e 2/3 da largura de sua base.

50
▪ Gráfico de barras: Segue o mesmo princípio do gráfico de colunas, com a diferença de que os retângulos
são dispostos horizontalmente. Esse formato é especialmente útil quando os rótulos das categorias são
extensos, facilitando a leitura e a interpretação dos dados.

▪ Gráfico de linhas ou curvas: Neste gráfico, os pontos são posicionados no plano cartesiano conforme
suas coordenadas e conectados por segmentos de reta. Ele é amplamente utilizado para representar séries
temporais ou comparações em séries mistas, onde um dos fatores varia ao longo do tempo.

▪ Gráfico de dispersão: Utilizado para representar a relação entre duas variáveis quantitativas. Cada ponto
do gráfico representa um par de valores correspondentes a essas variáveis. Os dados são plotados em um
plano cartesiano, permitindo visualizar padrões, tendências e possíveis correlações (positiva, negativa ou
nula) entre as variáveis. Esse tipo de gráfico é essencial em análises de regressão e estudos de associação
estatística. Quando o gráfico apresenta muitos pontos com uma estrutura bem definida, pode indicar a exis-
tência de uma relação funcional entre as variáveis analisadas.

51
▪ Gráfico em setores: Indicado para destacar a proporção de cada categoria em relação ao total. Ele
consiste em um círculo, onde o total (100%) equivale a 360º, sendo subdividido em setores proporcionais.
Essa divisão é feita por meio de uma regra de três simples, e os ângulos são traçados com o auxílio de um
transferidor.

▪ Histograma: Representado por retângulos contíguos, com base nos intervalos de classe da variável e al-
tura proporcional à densidade de frequência. A densidade é obtida pelo quociente entre a frequência relativa
e a amplitude do intervalo correspondente. Alguns autores utilizam a frequência absoluta ou a porcentagem
para construir histogramas, o que pode gerar distorções quando os intervalos possuem amplitudes diferen-
tes, levando a interpretações equivocadas.
▪ Exemplo:

▪ Gráfico de Ogiva: Representa a distribuição de frequências acumuladas por meio de uma linha ascen-
dente que conecta os pontos extremos.

▪ Gráfico de Base 100: Útil para comparar a evolução de diferentes variáveis em relação a um valor de re-
ferência (100%). Permite analisar o crescimento ou a queda percentual de cada variável ao longo do tempo.

52
▪ Gráfico de Barra Normalizada: Semelhante ao gráfico de barra empilhada, mas com as barras ajustadas
para terem a mesma altura (100%). Facilita a comparação da proporção de cada parte em relação ao todo.

▪ Gráfico de Radar: Permite comparar múltiplas variáveis em relação a diferentes critérios. Cada variável é
representada por um eixo, e os valores são plotados em forma de um polígono.

▪ Box Plot (Diagrama de Caixa): Útil para identificar a distribuição, a mediana, os quartis e os valores atí-
picos de um conjunto de dados. A caixa representa a variação interquartil (IQR), e os “bigodes” indicam a
amplitude dos dados.

53
▪ Gráfico de Bolhas: Uma variação do gráfico de dispersão que permite visualizar uma terceira variável. O
tamanho das bolhas representa a magnitude da terceira variável.

▪ Mapa de Calor: Utilizado para representar a intensidade de uma variável em diferentes regiões geográfi-
cas. As cores ou tons indicam a magnitude dos valores.

▪ Gráfico de Cascata: Permite visualizar a variação acumulada de uma variável ao longo do tempo. As
barras mostram os aumentos e as diminuições, resultando em um valor final.

54
▪ Outros Gráficos: Além dos gráficos mencionados, existem muitos outros tipos, como gráficos de área,
de árvore, de Sankey, entre outros. A escolha do gráfico ideal depende do tipo de dados e do objetivo da
análise.

Medidas de Tendência Central


As medidas de tendência central são estatísticas que resumem um conjunto de dados, representando o
ponto central em torno do qual os dados estão distribuídos. Essas medidas são fundamentais na análise esta-
tística, pois fornecem uma visão concisa da informação contida em uma grande quantidade de dados. As três
medidas de tendência central mais comuns são a média aritmética, a mediana e a moda.

▸ Média aritmética (x)


A média aritmética nos permite resumir um conjunto de números em um único valor representativo. Existem
dois tipos principais de média: a média aritmética simples e a média aritmética ponderada.

Média simples
A média aritmética simples é calculada somando todos os valores de um conjunto e dividindo essa soma
pelo número total de elementos. Ela é utilizada quando todos os valores têm a mesma importância.
Fórmula:

Onde:
▪ x é a média aritmética.
▪ ∑xi é a soma de todos os valores do conjunto.
▪ n é o número total de elementos.

55
Exemplo: Calcule a média das notas de cinco alunos em uma prova. As notas são:

Aluno Nota
Aluno 1 6,0
Aluno 2 7,5
Aluno 3 8,0
Aluno 4 9,0
Aluno 5 7,0

Primeiro somamos todas as notas


6,0 + 7,5 + 8,0 + 9,0 + 7,0 = 37,5
Agora dividimos a soma pelo número de alunos

x= = 7,5.
Portanto, a média simples das notas é 7,5.

Média Ponderada
A média ponderada é usada quando cada valor possui um “peso” diferente, representando a sua importân-
cia relativa. Cada valor é multiplicado pelo seu peso antes de somar e dividir pelo total dos pesos.
Fórmula:

Onde:
▪ xp é a média ponderada.
▪ xi são os valores do conjunto.
▪ pi são os pesos atribuídos a cada valor.
▪ ∑(xi ⋅ pi) é a soma dos produtos dos valores pelos seus respectivos pesos.
▪ ∑ pi é a soma dos pesos.
Exemplo: Um aluno realizou três avaliações em uma disciplina, e cada avaliação tem um peso diferente na
composição da média final. Calcule a média ponderada:

Avaliação Nota peso


Avaliação 1 7,0 2
Avaliação 2 8,0 3
Avaliação 3 9,0 5

Primeiro multiplicamos cada nota pelo seu peso:


7,0 × 2 = 14,0
8,0 × 3 = 24,0
9,0 × 5 = 45,0
somamos os produtos obtidos:
14,0 + 24,0 + 45,0 = 83,0
somamos todos os pesos:
2 + 3 + 5 = 10

56
agora dividimos a soma dos produtos pela soma dos pesos

xp = = 8,3
Portanto, a média ponderada é 8,3.

▸ Mediana (Md)
A mediana é um valor estatístico que representa o ponto médio de um conjunto de dados organizados em
ordem crescente ou decrescente. Ela divide o conjunto ao meio, de forma que metade dos elementos é menor
ou igual à mediana e a outra metade é maior ou igual à mediana. Existem duas situações a serem consideradas
ao determinar a mediana: quando o número de elementos (n) é ímpar e quando é par.
▪ Conjunto com n Ímpar: Quando o número de elementos do conjunto é ímpar, a mediana é o elemento
que se encontra no meio do conjunto, ou seja, aquele que tem o mesmo número de valores à sua frente e
atrás.
▪ Conjunto com n Par: Quando o número de elementos do conjunto é par, a mediana é a média aritmética
dos dois valores centrais do conjunto.
Exemplo 1: Determine a mediana do conjunto de dados {12, 3, 7, 10, 21, 18, 23}
Primeiro ordenamos os dados em ordem crescente:
3,7,10,12,18,21,23
agora determinamos a mediana:
Neste conjunto, temos 7 elementos (n = 7), que é um número ímpar. O valor que está no meio é 12.
Portanto, a mediana é Md = 12.
Exemplo 2: Determine a mediana do conjunto de dados {10, 12, 3, 7, 18, 23, 21, 25}.
Primeiro ordenamos os dados em ordem crescente:
3,7,10,12,18,21,23,25
agora determinamos a mediana:
Neste conjunto, temos 8 elementos (n = 8), que é um número par. Os valores centrais são 12 e 18.
Calculamos a média dos valores centrais

Md = ​= 15
Portanto, a mediana é 15.

▸ Moda (Mo)
A moda é o valor que aparece com mais frequência em um conjunto de dados. Dependendo da distribuição
dos valores, um conjunto pode ter:
▪ Nenhuma moda: Quando todos os valores ocorrem com a mesma frequência.
▪ Uma moda: Quando um único valor se destaca por aparecer mais vezes que os demais.
▪ Múltiplas modas: Quando dois ou mais valores têm a mesma frequência máxima, caracterizando um
conjunto multimodal.
Exemplo 1: Considere o conjunto de dados {3, 8, 8, 8, 6, 9, 31}.
Aqui, o número 8 aparece três vezes, que é mais do que qualquer outro valor no conjunto.
Portanto, a moda é 8
Exemplo 2: Considere o conjunto de dados {1, 2, 9, 6, 3, 5}.
Neste caso, cada número aparece exatamente uma vez, sem nenhuma repetição.

57
Portanto, a moda não existe

QUESTÕES

1. Instituto Consulplan - 2025

No ano de 2024, o número de servidores de determinado setor de uma Câmara Municipal representava 4/5
do número de servidores desse setor no ano de 2025. Para atingir o total de servidores em 2025, foram contra-
tados 15 servidores. Quantos servidores havia no setor no ano de 2024?
(A) 45.
(B) 60.
(C) 75.
(D) 120.

2. Instituto Consulplan - 2024

Considere uma partida de futebol que está sendo transmitida na TV e que os times A e B estão em cam-
po. No contrato para transmissão da partida, foi determinado que o valor de R$ 80.000,00 será dividido entre
os times de acordo com o tempo que o time ficar com a posse de bola durante a partida. Considerando que a
partida possui um tempo total de 90 minutos e que o time A ficou com a posse de bola um tempo equivalente
a 80% do tempo de posse de bola do time B, pode-se afirmar que a diferença entre os valores recebidos pelos
dois times equivale a uma quantia entre:
(A) 10% e 11% do valor do contrato.
(B) 11% e 12% do valor do contrato.
(C) 12% e 13% do valor do contrato.
(D) 13% e 14% do valor do contrato.

3. Instituto Consulplan - 2023

Pesquisadores da área ambiental descobriram uma espécie de fungo benéfico aos plantios que se repro-
duz, com período semanal, da seguinte forma: se há uma determinada quantidade X de fungos na colônia
durante a primeira semana, na segunda semana cada um desses fungos irá reproduzir outros X fungos na
colônia. Assim, se os pesquisadores desejam que na segunda semana o total de fungos seja equivalente a 342
unidades, qual será o número de fungos que deverão ser inseridos na colônia na primeira semana?
(A) 16
(B) 18
(C) 19
(D) 20
(E) 22

58
4. Instituto Consulplan - 2025

A temperatura de determinada cidade brasileira registrou durante a semana uma variação de queda de tem-
peratura, chegando a uma mínima negativa e, posteriormente, voltando a subir. Meteorologistas observaram
que as temperaturas dessa variação podem ser descritas por meio da equação:
T = D2 6D + 8
Onde T é a temperatura relativa ao dia D da semana, sendo segunda-feira (D = 1) ; terça-feira (D = 2) ;
quarta-feira (D = 3) , e assim por diante. Quais são os dias da semana em que a temperatura (T) é igual a zero?
(A) Segunda-feira e domingo.
(B) Segunda-feira e sexta-feira.
(C) Terça-feira e quinta-feira.
(D) Quarta-feira e sábado.

5. Instituto Consulplan - 2025

Em um estudo sobre a produção de itens em uma fábrica localizada na cidade de Araraquara, verificou-se
que a produção total de peças em determinado mês foi de 1.200 unidades. Nesse mês específico, a produção
de mochilas foi três vezes maior do que a produção de bonés. Qual é o número de mochilas produzidas nesse
mês?
(A) 300.
(B) 450.
(C) 600.
(D) 750.
(E) 900.

6. Instituto Consulplan - 2025

Certa empresa foi contratada por um órgão público para realizar a manutenção mensal de equipamen-
tos eletrônicos. Conforme estabelecido no contrato administrativo, o valor pago no primeiro mês foi de R$
500.000,00, com previsão de aumento mensal fixo de R$ 20.000,00 devido ao reajuste escalonado por deman-
da crescente. Considerando que esse padrão de pagamento foi mantido durante todos os meses do ano, o
valor pago no mês de dezembro será:
(A) R$ 700.000,00.
(B) R$ 720.000,00.
(C) R$ 740.000,00.
(D) R$ 760.000,00.

7. Instituto Consulplan - 2024

Determinado veterinário foi a uma fazenda para aplicar vitaminas injetáveis de rotina em 4 cavalos. Cada
cavalo recebeu as seguintes dosagens 7, 8, 9 e 8 ml da vitamina. Tendo em vista que 1 ml deve ser aplicado a
cada 40 kg, qual a soma do peso dos animais que receberam a vitamina?
(A) 1.200 kg.
(B) 1.280 kg.
(C) 1.320 kg.
(D) 1.380 kg.

59
8. Instituto Consulplan - 2025

O setor de patrimônio do CRP-BA está planejando a compra de 12 novos armários em formato de prismas
retangulares para armazenar documentos. Cada armário possui as seguintes dimensões:
— Altura: 2 metros;
— Largura: 1,2 metro;
— Profundidade: 0,5 metro.
Esses armários serão organizados em um depósito com altura de 4 metros e, para economizar espaço,
poderão ser colocados um sobre o outro, formando pilhas. Considerando a altura do depósito, qual é a área
mínima de piso, em metros quadrados, necessária para armazenar todos os armários?
(A) 3,6,
(B) 4,8,
(C) 6,0,
(D) 7,2,

9. Instituto Consulplan - 2025

Determinada rodovia muito movimentada recebe, diariamente, uma grande diversidade de veículos de
transporte de cargas e de passageiros. Para entender melhor o perfil da frota que circula na via, foi realizada
uma pesquisa classificando os veículos em uma de duas categorias: caminhões e ônibus. Além disso, cada
veículo foi categorizado de acordo com o tempo de uso, dividido em três faixas: menos de 4 anos, entre 4 e 8
anos e mais de 8 anos. Os resultados da pesquisa são evidenciados na tabela a seguir:

Se um veículo for selecionado aleatoriamente entre os que possuem um tempo de uso maior ou igual a 4
anos, qual é a probabilidade aproximada de que ele seja um caminhão?
(A) 0,467.
(B) 0,503.
(C) 0,576.
(D) 0,622.

10. Instituto Consulplan - 2025

O almoxarifado de manutenção de certa prefeitura registrou duas compras de peças, cada uma em nota
fiscal diferente. Em cada lote, todas as pastilhas de freio têm o mesmo preço unitário, assim como todas as
latas de lubrificante, conforme tabela a seguir:

60
Com base nesses dados, qual é o preço unitário de cada lata de lubrificante?
(A) R$ 50,00.
(B) R$ 60,00.
(C) R$ 70,00.
(D) R$ 80,00.

11. Instituto Consulplan - 2024

O contador de uma empresa realizou uma amostragem de auditoria para investigar o número de erros
encontrados nas contas de sua empresa. A tabela a seguir resume os dados referentes ao número de erros
encontrados em uma amostra aleatória de 20 contas:

De acordo com os resultados amostrais, os valores da média, mediana e moda do número de erros encon-
trados são, respectivamente:
(A) 3,25 3,00 3,00
(B) 3,25 3,50 4,00
(C) 3,00 3,00 3,00
(D) 3,00 3,50 4,00

12. Instituto Consulplan - 2025

Um mutirão de saúde foi organizado para realizar exames preventivos em determinada comunidade. Todos
os indivíduos dessa comunidade foram convocados para o mutirão. No dia do evento, constatou-se que:
— 7 indivíduos convocados chegaram após o horário previsto;
— 1/3 dos indivíduos convocados chegaram antes do horário programado;
— 2/5 dos indivíduos convocados chegaram no horário combinado;
— 1/4 dos indivíduos convocados não apareceram no mutirão.
Quantos indivíduos convocados não compareceram ao mutirão?
(A) 105.
(B) 210.
(C) 315.
(D) 420.

61
13. Instituto Consulplan - 2025

A Câmara Municipal de determinada cidade contratou uma empresa para fazer a dedetização de seu ar-
quivo. O funcionário da empresa fez os cálculos e concluiu que seriam necessários 25 litros de uma mistura de
água/defensivo, com 30% de defensivo para fazer uma boa dedetização. Para isso, ele aproveitou o galão da
dedetização realizada no dia anterior, que continha 5 litros da mistura água/defensivo, com 10% de defensivo.
Para chegar à concentração correta, qual a porcentagem de defensivo deverá ter na mistura que o funcionário
usará para completar o galão usado no dia anterior?
(A) 25%.
(B) 35%.
(C) 45%.
(D) 55%.

14. Instituto Consulplan - 2023

Considerando as funções de 1º grau f(x) = x + 1 e g(x) = (x/2) + 4. Assinale a alternativa INCORRETA.


(A) f(1) = 2
(B) f(1) = 2
(C) g(8) = 8
(D) fog(x) = (x/2) + 5
(E) g(8) = 0

15. Instituto Consulplan - 2023

O dono de uma fábrica de brinquedos identificou que o custo para fabricar cada unidade de sua nova bo-
neca dependeria da quantidade produzida. Durante vários dias, ele observou e anotou como o custo variava
em razão da quantidade produzida e, como não era muito bom com cálculos, contratou um especialista para
identificar uma equação que pudesse prever a quantidade que deveria ser produzida para que gerasse o me-
nor custo possível. O especialista identificou que o custo de produção varia em relação à quantidade de peças
produzidas conforme a função: P = x 2 36x + 400, sendo P o custo em reais para a produção de uma unidade
da boneca e x a quantidade de unidades produzidas no dia. Se em determinado dia forem produzidas 16 uni-
dades de bonecas, pode- -se determinar pela equação que a maior quantidade que deverá ser produzida para
um mesmo custo unitário é de:
(A) 17 unidades.
(B) 18 unidades.
(C) 19 unidades.
(D) 20 unidades.

16. Instituto Consulplan - 2025

Durante uma análise sobre eficiência em recursos hídricos de uma clínica psicológica, foi avaliado o tem-
po necessário para encher um tanque de 800 litros, utilizando duas torneiras simultaneamente. Sabe-se que
a primeira torneira leva 10 segundos para encher um recipiente de 5 litros, enquanto a segunda torneira leva
15 segundos para encher o mesmo recipiente. Nessas condições, qual será o tempo necessário para encher
completamente o tanque?
(A) 12 minutos.
(B) 16 minutos.

62
(C) 20 minutos.
(D) 24 minutos.

17. Instituto Consulplan - 2025

Determinada Câmara Municipal, no exercício de sua função fiscalizadora, acompanhou a execução do


programa de modernização da iluminação pública realizado pela prefeitura. O relatório apresentado indicou
que, no primeiro mês, 15 postes foram modernizados e, a cada mês subsequente, a quantidade de postes mo-
dernizados aumentou em 7 unidades. Sabendo que o programa teve duração de 18 meses, o número total de
postes modernizados está compreendido entre:
(A) 1.150 e 1.200.
(B) 1.201 e 1.250.
(C) 1.250 e 1.300.
(D) 1.301 e 1350.

18. Instituto Consulplan - 2024

CERTO caracol percorre, por hora, uma distância de 175 cm; em 3 dias ele irá percorrer quantos metros?
(A) 42 m.
(B) 84 m.
(C) 126 m.
(D) 168 m.

19. Instituto Consulplan - 2024

No lote onde será construída sua casa, Natália pretende reservar um espaço para cultivar plantas e horta-
liças. Em determinado dia, ela demarcou uma circunferência no solo para representar a área destinada a esse
espaço. Insatisfeita com a área da circunferência demarcada, ela demarcou uma outra circunferência, cujo raio
é metade do raio da circunferência anterior. Desse modo, a nova área demarcada será, com relação à anterior:
(A) 25% maior.
(B) 25% menor.
(C) 75% maior.
(D) 75% menor.

20. Instituto Consulplan - 2025

O CREFITO realizou um levantamento sobre os funcionários de seus setores administrativos e obteve os


seguintes resultados:
— 60% dos funcionários trabalham no setor de atendimento ao público; • 50% dos funcionários do setor de
atendimento ao público são mulheres; e • 40% dos funcionários que não trabalham no setor de atendimento ao
público são mulheres.
Se for selecionada aleatoriamente uma pessoa dentre os funcionários, qual é a probabilidade de que ela
seja uma mulher?
(A) 0,42.
(B) 0,46.

63
(C) 0,52.
(D) 0,54.

21. Instituto Consulplan - 2024

Um professor estava avaliando as notas obtidas pelos alunos na última avaliação aplicada. Para analisar
o resultado da turma, ele montou uma tabela com as notas classificadas em intervalos e contabilizou quantos
alunos estão dentro de cada intervalo, obtendo a tabela a seguir:

De acordo com as informações, pode-se concluir que o valor da nota modal dessa turma é um número mais
próximo de:
(A) 55.
(B) 60.
(C) 65.
(D) 70.

22. Instituto Consulplan - 2021

As medidas de posição conhecidas como medidas de tendência central são significativas no campo da esta-
tística descritiva para representar características de determinado conjunto de dados. Tais informações são úteis
e aplicáveis em diversas áreas de pesquisa como educacionais, sociais, saúde, dentre outras. Considerando o
conjunto de dados apresentados, assinale a alternativa correta tendo como base as medidas de posição “mé-
dia” e “moda”.
{8, 4, 3, 4, 7, 4, 3, 5, 9, 3}
(A) A média é igual a 6 e a moda é igual a 3.
(B) A média é igual a 5; no entanto, este conjunto de dados não possui nenhuma moda.
(C) Este conjunto de dados apresenta duas modas (bimodal) ; sendo, portanto, os números 3 e 4.
(D) Neste conjunto de dados, tanto a média quanto a moda possuem o mesmo valor, ou seja, são iguais a 4.
(E) Este conjunto apresenta apenas uma moda (unimodal) , pois se considera apenas a de maior valor,
sendo, portanto, igual a 4.

23. Instituto Consulplan - 2025

Considere que o regimento interno da Câmara Municipal X é composto por n artigos. Gabriela, nova servi-
dora em exercício nessa Câmara, decidiu dominar o conteúdo de todos os artigos do regimento interno em 4
semanas, e planejou estudá-los da seguinte forma:
— Na primeira semana, irá estudar metade dos artigos;
— Na segunda semana, irá estudar 1/3 dos artigos que lhe faltaram estudar após a primeira semana;
— Na terceira semana, irá estudar 1/2 dos artigos que restaram para estudar após a segunda semana; e

64
— Na quarta semana, irá estudar os últimos 8 artigosrestantes, completando todos os artigos do regimento
interno da Câmara.
De acordo com essasinformações, pode-se concluir que o regimento interno da Câmara Municipal X possui:
(A) Menos de 20 artigos.
(B) Entre 20 e 30 artigos.
(C) Entre 31 e 40 artigos.
(D) Mais de 40 artigos.

24. Instituto Consulplan - 2025

Uma fábrica da indústria têxtil, por motivos de otimização em suas entregas, resolveu fazer uma alteração
na quantidade de tecidos enviados para seus clientes em suas bobinas. Sabe-se que essa quantidade é deter-
minada pela metragem linear de tecido enrolado em cada bobina. A alteração feita determina que, nas próximas
entregas, as novas bobinas deverão ter 15% a mais de tecido linear que as bobinas atuais. Considerando que,
atualmente, as bobinas são enviadas para os clientes com 6,4 decâmetros lineares de tecido, quantos decíme-
tros de tecido serão enviados a mais nas bobinas a partir da próxima entrega?
(A) 0,96.
(B) 9,6.
(C) 96.
(D) 960.

25. Instituto Consulplan - 2023

Em prédios com vários apartamentos é comum a contratação de diaristas para efetuar a limpeza das esca-
das que dão acesso aos andares. Para que este tipo de serviço tenha um preço justo, o sindicato das diaristas
de certa cidade estipulou o preço mínimo que deve ser cobrado pelos serviços de limpeza em R$ 25,00 por
cada andar limpo mais um adicional de R$ 40,00 para cobrir gastos com transporte. Sendo x o número de an-
dares que devem ser limpos e y o valor cobrado pelo serviço, se uma determinada diarista resolver cobrar o
valor mínimo estipulado pelo sindicato, a equação que melhor representa o valor cobrado por ela em função do
número de andares a serem limpos é:
(A) y = 25 + 40x
(B) y = 40 25x
(C) y = 25x 40
(D) y = 40 + 25x

26. Instituto Consulplan - 2023

Júlia é uma contadora que gosta muito de matemática. Certa vez, estava acompanhando os demonstrativos
contábeis de uma determinada empresa e percebeu que o capital social podia ser representado ao longo de um
período por uma função de segundo grau dada por: C (x) = -2x2 + 8x + 6 , em que C é o valor do capital social
da empresa em milhões de reais e x é o ano-exercício analisado. Assim, de posse dessa função, Júlia conclui
corretamente que o capital social da empresa teve seu máximo no ano-exercício:
(A) 1.
(B) 2.
(C) 3.
(D) 4.

65
27. Instituto Consulplan - 2025

Mariana está na fase inicial da construção de sua casa e pretende murar todo o terreno. No projeto feito
pela arquiteta, consta que o muro dos fundos da casa deve ter 10 metros de comprimento por 2,5 metros de
altura; porém, Mariana decidiu diminuir em 2 metros o comprimento do muro mantendo sua área inicial. Feitas
as mudanças, ela observou que houve uma alteração na razão da medida de comprimento pela altura do muro.
A diferença entre as razões inicial e final do comprimento pela altura do muro da casa de Mariana é:
(A) 0,84 m.
(B) 1,44 m.
(C) 2,56 m.
(D) 3,20 m.

28. Instituto Consulplan - 2024

Em um estudo sobre o crescimento de células em laboratório, foi observado que o número de células em
cada nível de um cultivo celular aumenta em progressão geométrica, com uma razão de 3 a cada nível. Se
em uma cultura celular existirem 81 células no 4º nível e houver um total de 6 níveis, qual é o número total de
células presentes nessa cultura?
(A) 729.
(B) 866.
(C) 984.
(D) 1.092.

29. Instituto Consulplan - 2025

No começo de uma reunião encontra-se uma garrafa de vidro cheia de suco, cujo peso total é 3.760 gra-
mas. Após a reunião, observou-se que metade do suco foi ingerido e o peso total da garrafa caiu para 2.160
gramas. De acordo com o exposto, qual é o peso, em gramas, da garrafa vazia?
(A) 280.
(B) 560.
(C) 1.020.
(D) 1.140.

30. Instituto Consulplan - 2025

Eduardo encontrou um quadro antigo da família guardado na garagem de sua casa. Ele pretende reformar
o quadro trocando a sua moldura. Para isso, o marceneiro que irá fabricar a moldura pediu que Eduardo en-
viasse a medida do perímetro do quadro. No momento, ele estava sem uma fita métrica, mas observou que o
quadro tinha o formato quadrado e no seu verso estava descrito que sua área é de 3.600 cm². Considerando
que Eduardo tenha feito os cálculos corretos, qual o valor da medida enviada ao marceneiro?
(A) 60 cm.
(B) 120 cm.
(C) 240 cm.
(D) 480 cm.

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GABARITO

1 B
2 B
3 B
4 C
5 E
6 B
7 B
8 A
9 B
10 D
11 A
12 A
13 B
14 A
15 D
16 B
17 D
18 C
19 D
20 B
21 B
22 C
23 D
24 C
25 D
26 B
27 B
28 D
29 B
30 C

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