0% acharam este documento útil (0 voto)
0 visualizações49 páginas

CPPM

O Código de Processo Penal Militar, estabelecido pelo Decreto-Lei 1.002 de 1969, regula o processo penal militar no Brasil, definindo diretrizes e procedimentos para a apuração de infrações penais militares. O documento aborda aspectos como a polícia judiciária militar, inquérito policial militar, prisões e direitos do acusado, enfatizando a legalidade e a necessidade de um devido processo legal. Além disso, destaca a importância da interpretação das normas e a proibição de arquivamento de inquéritos, mesmo em casos de inexistência de crime.

Enviado por

batataopaia
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
0 visualizações49 páginas

CPPM

O Código de Processo Penal Militar, estabelecido pelo Decreto-Lei 1.002 de 1969, regula o processo penal militar no Brasil, definindo diretrizes e procedimentos para a apuração de infrações penais militares. O documento aborda aspectos como a polícia judiciária militar, inquérito policial militar, prisões e direitos do acusado, enfatizando a legalidade e a necessidade de um devido processo legal. Além disso, destaca a importância da interpretação das normas e a proibição de arquivamento de inquéritos, mesmo em casos de inexistência de crime.

Enviado por

batataopaia
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

CÓDIGO DE PROCESSO

PENAL MILITAR

Decreto-Lei 1.002, de 21 de outubro de 1969.

INSTRUTOR : 2S SGS FREITAS

1
OBJETIVO :
■ TRANSMITIR CONHECIMENTOS TÉCNICOS SOBRE AS
DIRETRIZES GERAIS INTRÍNSECAS AO CÓDIGO DE
PROCESSO PENAL MILITAR AOS ALUNOS DO ESTÁGIO
DE POLÍCIA DE AERONÁUTICA (EPA I/2026).

3
ROTEIRO :

■1 – Generalidades da Lei Processual Penal Militar;


■2 – Polícia Judiciária Militar;
■3 – Inquérito Policial Militar;
■4 – Prisão: Preventiva e em Flagrante;
■5 – Liberdade Provisória;
■6 - Aspectos do Processo de Deserção; e
■7 – HABEAS CORPUS.

4
INTRODUÇÃO :

■ Praticado um fato definido como Infração Penal, surge para o


Estado o “Ius Puniendi” (DIREITO DE PUNIR).

■ Mas este direito de punir NÃO É ARBITRÁRIO OU


ILIMITADO; SÓ PODE REALIZAR-SE ATRAVÉS DO
PROCESSO PENAL → CPPM

■ Art. 5º, LIV da Constituição Federal - “Ninguém será privado


de sua liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”

5
1 – Generalidades da Lei Processual Militar :
a) Fontes do Direito Judiciário Militar:
■ Art. 1º: “O Processo Penal Militar reger-se-à pelas normas contidas
neste Código, assim em tempo de paz como em tempo de guerra,
salvo legislação especial que lhe for estritamente aplicável.”

Divergência de normas (art. 1º, § 1º):

■ Divergência entre CPPM x Convenções ou Tratados Internacionais


de que o BR seja signatário → prevalecem os últimos.

6
b) INTERPRETAÇÃO LITERAL :
■ Art. 2º → “A lei de Processo Penal Militar deve ser interpretada
no sentido literal de suas expressões”.

Interpretação Extensiva ou Restritiva (art. 2º, § 1º):


■ Admitir-se-à a interpretação extensiva ou restritiva, quando, no 1º
caso, a expressão da lei é mais estrita e, no segundo, for mais
ampla que sua intenção.

7
■ (Art. 2º, § 2º): Não é admissível interpretação não literal quando:

A-) Cercear a defesa pessoal do acusado;

B-) Prejudicar ou alterar o curso normal do processo, ou lhe


desvirtuar a natureza;

C-) Desfigurar de plano os fundamentos da acusação que deram


origem ao processo.

8
Suprimento dos casos omissos :

■ Art. 3º → Os casos omissos no CPPM serão supridos:

1-) pela legislação de processo penal comum, quando aplicável ao


caso concreto;
2-) pela Jurisprudência;
3-) Usos e costumes militares;
4-) Princípios Gerais de Direito; e
5-) pela Analogia.

9
2 – POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR :
■ 2.1) A Polícia Judiciária Militar é exercida pelas seguintes
autoridades (art. 7º CPPM):
1-) Cmts* da Marinha, Exército e Aeronáutica...
2-) Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas;
3-) Cmts de Região Militar, Distrito Naval ou Zona (Comando) Aérea
(o);
4-) Diretores e Chefes de órgãos, repartições, estabelecimentos ou
serviços previstos nas leis de organização básica da Mar, Exe ou
Aer; e
5-) Comandantes de Forças, Unidades ou Navios.
2 – POLÍCIA JUDICIÁRIA MILITAR

■2.2) Delegação de Exercício (art. 7º, § 1º):

*** “....as atribuições enumeradas neste artigo poderão ser


delegadas a oficiais da ativa, para fins especificados e por tempo
limitado.”

PS: Deve ser observado o posto do INDICIADO!!! (vide §§ 2º e 3º


do art. 7º) → designação de oficial de posto superior ao do indiciado
ou do mesmo posto, desde que mais antigo.
11
* 2.3) Competências da Polícia Judiciária Militar :

* Art. 8º - “Compete à polícia judiciária militar:


■ Apurar crimes militares e sua autoria;

■ Prestar aos órgãos e juízes da Justiça Militar e Membros do MP as


informações e diligências necessárias à instrução de processos;
■ Cumprir os mandados de prisão expedidos pela Justiça Militar e
cumprir as determinações da JMU relativas aos presos sob sua
guarda”;

13
Art. 8º:
■ “Representar às autoridades judiciárias militares acerca da prisão
preventiva e da insanidade mental do acusado;

■ Solicitar das autoridades civis/ polícias civis e repartições técnicas


as informações, medidas e requisitar os exames que julgar úteis,
para subsidiar o IPM; e

■ Atender a pedido de apresentação de militar à autoridade civil


competente, desde que legal e fundamentado o pedido”.

14
3 – INQUÉRITO POLICIAL MILITAR
■ Finalidade (art. 9º): Apuração sumária de FATO que configure
CRIME MILITAR, bem como sua AUTORIA.
Com caráter de instrução provisória, objetiva ministrar
elementos necessários para a Ação Penal.

** Parág. único → “São efetivamente instrutórios da ação penal os


EXAMES, PERÍCIAS e AVALIAÇÕES realizados no IPM por
peritos idôneos”...

15
3.1) Modos de instauração de IPM (art. 10) :
O Inquérito é iniciado mediante PORTARIA:
1) de Ofício, pela Autoridade Militar em cujo âmbito de jurisdição ou
comando haja ocorrido a infração penal, atendida a hierarquia do
infrator;

2) por determinação ou delegação da Autoridade Militar superior que,


em caso de urgência, poderá ser feita por via telegráfica ou
radiotelefônica;

3) em virtude de Requisição do Min. Público;

4) por decisão do Superior Tribunal Militar;

17
3.1) Modos de instauração de IPM (art. 10) :
5-) a Requerimento da parte ofendida ou de quem legalmente a
represente; ou
6-) quando, em Sindicância, resulte indícios da existência de infração
penal (crime) militar.

18
3.2) Medidas Preliminares ao IPM (art. 12) :

■Logo que tiver conhecimento da prática de infração penal militar, a


autoridade responsável (Cmt da OM ou Oficial-de-Dia) deverá:
→ Dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o
estado e a situação das coisas, enquanto necessário;
→ apreender os instrumentos e todos objetos que tenham relação com
o fato;
→ efetuar a prisão do infrator; e
→ colher todas as provas para o esclarecimento dos fatos e suas
circunstâncias.
19
3.3) Funções do Oficial no IPM (art. 13) :

■Tomar as medidas previstas no art. 12...;


■Ouvir: Ofendido, Testemunhas e Indiciado;

■Proceder a reconhecimento de pessoas e coisas e acareações;

■Determinar exame de corpo de delito ou outros exames e perícias;

■Avaliação e identificação da coisa subtraída, desviada, destruída ou


danificada;
■Busca e apreensões → mediante Ordem Judicial; e

■Medidas destinadas a proteger testemunhas, peritos ou ofendido,


quando coactos ou ameaçados.

20
3.4) Encarregado do IPM, Sigilo e Prazo :
■Art.15 → será encarregado do IPM, sempre que possível, oficial
de posto não inferior ao de Capitão ou Capitão-tenente.....

■Art.16 → o IPM é SIGILOSO, mas seu encarregado pode permitir


que dele tome conhecimento o advogado do indiciado.

■Art. 20 → o IPM deverá terminar em 20 (vinte) dias se o indiciado


estiver preso (prazo iniciado a partir da ordem de prisão), ou no
prazo de 40 (quarenta) dias, se o indiciado estiver solto, contados a
partir da instauração do IPM (Portaria).

21
Art. 20, § 1º→ O prazo de 40 dias poderá ser prorrogado por mais
20 dias, caso não concluídos exames e perícias já iniciados ou
para outras diligências indispensáveis.

■ RELATÓRIO → peça produzida pelo Encarregado do IPM, com


a descrição dos fatos e sua conclusão.

■ SOLUÇÃO → dada pela Autoridade Militar que delegou a


função de apurar os fatos, homologando ou não a conclusão do
encarregado, ou determinando novas diligências.

22
■ Arquivamento de IPM: PROIBIÇÃO!!!

■ Art. 24 → A autoridade militar não poderá arquivar autos de
Inquérito, mesmo que este conclua pela inexistência de crime ou a
inimputabilidade do acusado.

Deverá remeter o IPM à Auditoria Militar
(São Paulo → 2ª Circunscrição Judiciária Militar)

23
MOMENTO DE REFLEXÃO

“NINGUÉM COMETE ERRO MAIOR


DO QUE NÃO FAZER NADA
PORQUE SÓ PODE FAZER UM
POUCO”

(Edmund Burke) 24
4– Prisão: Preventiva e em Flagrante :
LEGALIDADE DA PRISÃO :
■ Dispõe a Constituição Federal, em seu artigo 5º, inciso
LXI, que: “ninguém será preso senão em flagrante delito ou
por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária
competente, salvo nos casos de transgressão disciplinar ou
crime propriamente militar, definidos em lei”.

■ Ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária


competente = Mandado Judicial

25
4.1 PRISÃO PREVENTIVA (arts. 254, 255, 257 CPPM) :
■ É a decretada, mediante MANDADO JUDICIAL, pelo
Juiz-auditor ou pelo Conselho de Justiça, de ofício, a
requerimento do M.P., ou ainda a pedido do Encarregado do
IPM (Representação), em qualquer fase do IPM ou do processo
judicial (antes da condenação definitiva irrecorr.), desde que:
1-) Haja Prova do fato delituoso; e
2-) Indícios suficientes de autoria. (+)

↓ DECRETADA EM RAZÃO DE (art. 255):


** garantir a ordem pública ou conveniência da instrução criminal,
ou pela periculosidade do indiciado, ou segurança da aplicação
da lei, ou para a manutenção das normas ou princípios de
hierarquia e disciplinas militares.
26
4.1 PRISÃO PREVENTIVA (arts. 254, 255, 257) :

■ Não tem prazo de duração!

■ Desnecessidade da Prisão (art. 257):


** O juiz deixará de decretar a Prisão Preventiva, quando, por
qualquer circunstância evidente dos autos, ou pela profissão,
condições de vida ou interesse do indiciado ou acusado,
presumir que este NÃO FUJA, NEM EXERÇA
INFLUÊNCIA EM TESTEMUNHA OU PERITO, NEM
IMPEÇA OU PERTURBE, de qualquer modo, a AÇÃO DA
JUSTIÇA.

27
4.2 PRISÃO EM FLAGRANTE (art. 244 e segs. do CPPM) =
“Ardente, que está “em chamas”.
** Considera-se em flagrante delito quem:

■ a) está cometendo o ilícito; b) acaba de cometê-lo. (Flagrante


próprio ou real)

c) é perseguido logo após o crime em situação que faça


acreditar ser o autor do fato (Quase flagrante ou flagrante
impróprio); ou

d) é encontrado, logo depois, com instrumentos, objetos ou


papéis que façam presumir a participação no delito (Flagrante
presumido ou ficto). 28
4.2 PRISÃO EM FLAGRANTE : (ESPÉCIES).

Flagrante esperado: LEGAL

Flagrante preparado ou forjado: ILEGAL

❖ Súmula 145 do STF: “não há crime quando a preparação do


flagrante pela polícia torna impossível a sua consumação”.

29
*

* Tempo e lugar da captura:


A prisão poderá ser efetuada em qualquer dia e a qualquer hora,
respeitadas as garantias da inviolabilidade do domicílio.

★ Artigo 5º, XI, da CF: “a casa é asilo inviolável do indivíduo,


ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do
morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou
para prestar socorro, ou durante o dia, por determinação
judicial.

30
*Art. 243 do CPPM:
QUALQUER PESSOA PODERÁ e os MILITARES
DEVERÃO prender quem for insubmisso ou desertor, ou seja
encontrado em flagrante delito.
PS: (O dever é quanto aos crimes militares).

■ Art. 223 do CPPM


A prisão de militar deverá ser feita por outro militar de posto ou
graduação superior, ou , se igual, mais antigo.

31
** INFRAÇÃO de natureza NÃO MILITAR:

ART 10, § 3º, CPPM - Se a infração penal NÃO for,


evidentemente, de natureza militar, comunicará o fato à
autoridade policial competente, a quem fará apresentar o
infrator. Em se tratando de civil, menor de dezoito anos, a
apresentação será feita ao Juiz de Menores. (ou ao Conselho
Tutelar, ou à PM).

32
*** LAVRATURA DO “APF”:

ART. 245 CPPM - Apresentado o preso ao Comandante,


Oficial de dia, ou autoridade correspondente, ou à autoridade
judiciária, será, por qualquer deles, ouvido o condutor e as
testemunhas que o acompanharem, bem como inquirido o
indiciado sobre a imputação que lhe é feita, e especialmente
sobre o lugar e hora em que o fato aconteceu, lavrando-se de
tudo AUTO, que será por todos assinado.

33
Direitos Constitucionais do Preso (“LEI DE EXECUÇÃO
PENAL – LEP):

(Deverá estar registrado no APF):

• “O preso será informado de seus direitos, entre os quais o de


permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da
família e de advogado” (art. 5º, LXIII). Também deve saber
quem são os responsáveis por sua prisão. (Nota de Culpa)

* Comunicação imediata ao JUIZ competente e à família do


preso ou à pessoa por ele indicada, da prisão e do local onde
se encontra (art. 5º, LXII).

34
NOTA DE CULPA :
* Art. 247 → Dentre em 24 horas após a prisão será dada ao
preso Nota de Culpa assinada pela autoridade, com o motivo
da prisão, o nome do condutor e das testemunhas.

* Art. 224 → Se, ao tomar conhecimento da comunicação, a


autoridade judiciária verificar que a prisão não é legal,
deverá relaxá-la imediatamente.

35
** ALGUMAS PERÍCIAS E DILIGÊNCIAS :

A) CRIMES CONTRA A PESSOA : laudo de exame


Necroscópico ou de Lesões Corporais.

B) CRIMES CONTRA A SAÚDE : auto de Constatação da


substância e Exame Toxicológico.

C) CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO : Auto de


Avaliação e, em caso de subtração de objetos da
Administração Militar, prova da propriedade.
36
■ D) CRIME MILITAR:

- LAVRATURA DE AUTO DE PRISÃO EM FLAGRANTE:


(OFICIAL-DE-DIA ou CMT da OM).

E) CRIME COMUM :

- APRESENTAR O PRESO À AUTORIDADE POLICIAL:


(DELEGADO)
(art. 144 CF/88 – Ao Delegado de Polícia incumbe apurar
infrações que não sejam militares)

37
* INFORMAÇÕES ÚTEIS RELACIONADAS A CRIMES:
■ 1 – Socorrer a vítima, se houver.

■ 2 – Preservar o local, para que não se altere o estado das


coisas.

■ 3 – Acionar a perícia (IML, IC) quando for necessário, e após


a vinda da mesma, apreender os objetos do crime deixados no
local.

■ 4 – Colher todas as provas para esclarecimentos dos fatos.

■ 5- Efetuar a prisão do infrator, encaminhando-o à autoridade


competente para lavratura do APF, informando ao preso, de
imediato, seus direitos constitucionais . 38
■ ESTATUTO DOS MILITARES:

■ ART. 74 - Somente em caso de flagrante delito o militar poderá


ser preso por autoridade policial, ficando esta obrigada a
entregá-lo imediatamente à autoridade militar mais próxima,
só podendo retê-lo, na delegacia ou posto policial, durante o
tempo necessário à lavratura do flagrante.

39
5 – LIBERDADE PROVISÓRIA :

■ Art. 5º, LXVI, da CF: “Ninguém será levado à prisão ou nela


mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou
sem fiança”

■ Hipóteses:
1) Art. 253 CPPM: “Quando o juiz verificar pelo auto de prisão
em flagrante que o agente praticou o fato nas condições dos arts.
35, 38, observado o disposto no art. 40 e dos arts. 39 e 42 do
CPM, poderá conceder ao indiciado liberdade provisória,
mediante termo de comparecimento a todos os atos do
processo, sob pena de revogar a concessão”.

40
5 – LIBERDADE PROVISÓRIA :
** Art. 270, par. único CPPM– “Poderá livrar-se solto:
2) no caso de infração culposa, salvo se compreendida entre as
previstas no Livro I, Título I, da Parte Especial, do Código
Penal Militar”; (crimes x a segurança externa do
País)

3) “no caso de infração punida com pena de detenção não


superior a dois anos, salvo as previstas nos artigos 157, 160,
161, 162, 163, 164, 166, 173, 176, 177, 178, 187, 192, 235, 299
e 302, do Código Penal Militar”.
(Desrespeito a Superior, Recusa de Obediência, Deserção,
Pederastia, etc...)

41
5 – LIBERDADE PROVISÓRIA :

** Art. 310, parág. Único do Código de Processo Penal / CPP (Uso


da Analogia):

* “SERÁ CONCEDIDO AO RÉU LIBERDADE PROVISÓRIA →


QUANDO O JUIZ VERIFICAR, PELO AUTO DE PRISÃO EM
FLAGRANTE, A INOCORRÊNCIA DE QUALQUER DAS
HIPÓTESES QUE AUTORIZAM A PRISÃO PREVENTIVA”.

42
6- HABEAS CORPUS (“HC”) :

■ Art. 466 CPPM → “Dar-se-à “HC” sempre que alguém sofrer


ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua
liberdade de locomoção, por ILEGALIDADE ou ABUSO DE
PODER”. (art. 5º, inc. LXVIII, CF/88)

Ex. (art. 467 CPPM): Autoridade incompetente para executar o
ato, ou ato executado sem as formalidades legais, ou quando
alguém estiver preso por mais tempo do que a lei determina, ou
quando extinta a punibilidade, etc…

Pode ser:
■ Liberativo → (sofrendo coação); ou
■ Preventivo → (ameaçado de sofrer coação).
43
6- HABEAS CORPUS (“HC”) :

■ EXCEÇÃO (art. 466, parág. único) → “Não caberá HC de


punição aplicada de acordo com os Regulamentos
Disciplinares das FFAA, desde que em obediência às
formalidades legais”.

■ Quem pode impetrar o HC ? (art. 470):


■ QUALQUER PESSOA, em seu favor ou de outrem, ou o
M.P., DIRETAMENTE AO STM (art. 469), SEM
INTERFERÊNCIA DE ADVOGADO.

44
■ LEI 12.403 :
■ Ampliação do rol de medidas cautelares alternativas à prisão

■ Além da fiança e da liberdade provisória, o novo art. 319 traz 9


(nove) medidas cautelares diversas da prisão, para serem
aplicadas com prioridade, antes de o juiz decretar a prisão
preventiva que, com a reforma da Lei 12.403, passou a ser
subsidiária.

45
■ MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA
PRISÃO:
■ I - comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas condições
fixadas pelo juiz, para informar e justificar atividades;
■ II - proibição de acesso ou frequência a determinados lugares quando,
por circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado
permanecer distante desses locais para evitar o risco de novas
infrações;
■ III - proibição de manter contato com pessoa determinada quando, por
circunstâncias relacionadas ao fato, deva o indiciado ou acusado dela
permanecer distante;
■ IV - proibição de ausentar-se da Comarca quando a permanência seja
conveniente ou necessária para a investigação ou instrução;
■ V - recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga
quando o investigado ou acusado tenha residência e trabalho fixos;
46
■ MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA
PRISÃO:
■ VI - suspensão do exercício de função pública ou de atividade de
natureza econômica ou financeira quando houver justo receio de sua
utilização para a prática de infrações penais;
■ VII - internação provisória do acusado nas hipóteses de crimes
praticados com violência ou grave ameaça, quando os peritos
concluírem ser inimputável ou semi-imputável (art. 26 do Código
Penal) e houver risco de reiteração;
■ VIII - fiança, nas infrações que a admitem, para assegurar o
comparecimento a atos do processo, evitar a obstrução do seu
andamento ou em caso de resistência injustificada à ordem judicial;
■ IX - monitoração eletrônica.
47
ROTEIRO :

■ 1 – Generalidades da Lei Processual Penal Militar;


■ 2 – Polícia Judiciária Militar;
■ 3 – Inquérito Policial Militar;
■ 4 – Prisão: Preventiva e em Flagrante;
■ 5 – Liberdade Provisória;
■ 6 – HABEAS CORPUS.

48
OBJETIVO :
■ TRANSMITIR CONHECIMENTOS TÉCNICOS SOBRE AS
DIRETRIZES GERAIS INTRÍNSECAS AO CÓDIGO DE
PROCESSO PENAL MILITAR AOS ALUNOS DO ESTÁGIO
DE POLÍCIA DE AERONÁUTICA (EPA I/2026).

49

Você também pode gostar