Colégio Liceu Congonhas
Revolução
Farroupilha
A Guerra dos Farrapos.
Aluno: Kamyle
Professor: Aline
Turma: 8° ano
Matéria: História
Índice :
O que é uma revolução?
O que foi a guerra dos farrapos?
Quem foram os farrapos?
Como ela começou?
Como foi a guerra dos farrapos?
Como ela teve seu fim?
O que é uma
revolução?
O conceito de revolução é frequentemente compreendido
como uma mudança drástica em estruturas políticas, sociais,
econômicas, culturais ou tecnológicas, abrangendo tudo que
envolve a vida humana. Esse entendimento é essencial para
analisar os períodos históricos moderno e contemporâneo.
Eventos como a Revolução Inglesa, a Revolução Industrial, a
Revolução Francesa, a Revolução Russa e a Revolução
Chinesa, entre outros, evidenciam a relevância desse
conceito.
A palavra revolução deriva do latim revolutio/revolvere, que
significa “dar voltas”, “completar voltas”. A utilização do
termo propagou-se no âmbito da astronomia com a
publicação do De revolutionibus orbium coelestium, de
Copérnico, em 1543, que descrevia a volta que os planetas
completavam em torno do Sol. Revolução, portanto, era o
termo técnico correspondente ao que, usualmente, hoje se
denomina “translação”.
O que foi a guerra dos
farrapos?
A Guerra dos Farrapos foi uma guerra civil que ocorreu
no Brasil entre 1835 e 1845 e foi travada entre forças
farroupilhas, formadas por tropas compostas por
habitantes do então São Pedro do Rio Grande do Sul,
hoje o estado do Rio Grande do Sul, e tropas do Império
do Brasil, que, no início do conflito, foram lideradas pela
regência e, no final, pelo jovem imperador Dom Pedro II.
Este conflito, também conhecido como Revolução
Farroupilha, foi impulsionado por desentendimentos
sobre questões fiscais e políticas, além de um desejo de
maior autonomia regional. Os farroupilhas, liderados
por figuras como Bento Gonçalves e Giuseppe Garibaldi,
chegaram a proclamar a República Rio-Grandense em
1836. A guerra foi marcada por batalhas intensas,
negociações e períodos de trégua, e apesar de seu fim
ter sido selado com o Tratado de Poncho Verde, que
garantiu anistia aos revoltosos e algumas concessões, a
luta deixou um legado cultural e histórico significativo
para o Brasil.
Quem foram os
farrapos?
Os farrapos, que incluíam tanto soldados quanto civis,
lutavam contra o governo imperial em busca de mais
autonomia e melhores condições econômicas para a
região. O movimento é considerado um dos mais
importantes da história do Brasil.
O termo "farrapos" deriva de "farrapo", que significa
pedaço de pano. Durante a Revolução Farroupilha, os
rebeldes usavam roupas simples e remendadas,
simbolizando pobreza e luta contra a opressão. O nome
tornou-se uma identificação dos participantes, que
buscavam melhores condições de vida e autonomia no
Rio Grande do Sul, representando sua luta e
resistê[Link] como Bento Gonçalves e Giuseppe
Garibaldi. A revolução buscava a independência do Rio
Grande do Sul e a criação de uma república, mas acabou
sendo derrotada, resultando em um acordo de paz que
trouxe algumas concessões, mas não a autonomia total
desejada.
Como ela começou?
A Guerra dos Farrapos, foi motivada por questões
políticas e econômicas no contexto do Brasil imperial. No
Rio Grande do Sul, dois grupos principais disputavam o
poder: os farroupilhas, pertencentes ao Partido Liberal, e
os caramurus, associados ao Partido Conservador, que
defendiam a centralização do poder. A tensão política se
intensificou em 1834, quando a assembleia liberal, eleita
naquele ano, rompeu relações com o governador
conservador indicado pelo Império, desencadeando uma
insurreição liderada pelos farroupilhas. No dia 20 de
setembro de 1835, os farroupilhas conseguiram tomar a
cidade de Porto Alegre, marcando o início oficial da
guerra. Este evento é de grande importância histórica e
cultural, sendo comemorado anualmente como um
feriado no estado. Além disso, a Guerra dos Farrapos está
simbolicamente representada na bandeira e no brasão do
Rio Grande do Sul, refletindo sua relevância na identidade
gaúcha.
Como foi a guerra dos
farrapos?
A Guerra de Farrapos teve uma duração de quase dez
anos e empregou táticas elaboradas de guerrilha com a
cavalaria, permitindo que os farrapos dominassem vastas
áreas rurais. Durante o conflito, a capital foi transferida
cinco vezes entre as cidades de Piratini, Alegrete,
Caçapava do Sul, São Borja e São Gabriel.
Os farrapos conquistaram Porto Alegre em 20 de
setembro, após a vitória no Combate da Ponte do Azenha.
Contudo, nove meses depois, perderam a cidade para as
tropas do Império. Em seguida, cercaram Porto Alegre por
mais de três anos, mas a cidade se manteve firme,
recebendo suprimentos pelo Guaíba.
Em julho de 1839, os farrapos tomaram Laguna e, no dia
24, proclamaram a República Juliana. No entanto, em 15
de novembro, apenas quatro meses depois, a República
foi dissolvida quando as tropas imperiais retomaram
Laguna. A conquista de Laguna representou o ponto
culminante das vitórias farrapas.
Como ela teve seu fim?
A Guerra dos Farrapos se encerrou em 1º de março de
1845, quando foi assinado o Tratado de Poncho Verde,
também chamado de Paz de Poncho Verde ou Convenção
de Poncho Verde, fruto de negociações entre lideranças
farroupilhas e Dom Pedro II, na época um jovem de cerca
de 20 anos.
O Tratado de Poncho Verde estabeleceu no seu primeiro
artigo que o presidente da província de São Pedro do Rio-
Grande do Sul seria escolhido pelos líderes farrapos. Seu
segundo artigo garantia “pleno e inteiro esquecimento de
todos os atos [...]”, ou seja, a anistia para todos os farrapos.
Outros artigos excluíam os soldados rio-grandenses da
obrigatoriedade de alistamento militar; garantiram que
todos os presos seriam libertados e que seu retorno para o
lar seria financiado pelo Império; garantiram o direito à
propriedade, entre outros.
Os historiadores tradicionalmente afirmam que os
farrapos perderam militarmente o conflito, mas que
obtiveram uma enorme vitória política, uma vez que todas
as suas reivindicações anteriores à guerra foram atendidas
Fontes usadas :
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Data: 25/03/2025 Hora: 18:34
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Data: 25/03/2025 Hora: 18:50
Revolução Farroupilha (1835-1845)
Bento Gonçalves da Silva